Logo Passei Direto
Buscar

Ad1 - EJA - Camila Martins - 4 período

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
FUNDAÇÃO CECIERJ /Consórcio CEDERJ / UAB
Curso de Licenciatura em Pedagogia – Modalidade EAD
Avaliação a Distância 1 (AD1) – 2023.1
Disciplina: Educação de Jovens e Adultos
Aluno(a): Camila Martins da Costa Guimarães dos Santos
Matrícula: 21212080427 Polo: São Pedro da Aldeia
Prezados estudantes,
Nesta AD1 você deverá elaborar um texto no qual discutirá os aspectos apresentados nos tópicos
abaixo, buscando articular o que o vídeo “Educação de Jovens e Adultos: História e memória” (link
abaixo) apresenta com o artigo Escolarização de Jovens e Adultos (Haddad & Di Pierro, 2000),
leitura obrigatória das aulas 2, 3 e 4.
Tópicos:
● O analfabetismo, que até os primeiros anos do século XX (até 1930, aproximadamente) não
era visto como um problema, passou a ser considerado como um “problema nacional”. Qual
foram as grandes questões políticas, econômicas e sociais do Brasil, dos anos de 1940 e
1950, que impulsionaram essa mudança? 
● Quais foram as principais campanhas de alfabetização, e/ou de erradicação do
analfabetismo, realizadas no final dos anos de 1950? Quais foram os objetivos dessas
campanhas? 
● Com Paulo Freire iniciam-se os Movimentos de Educação e Cultura Popular. A partir da
leitura do artigo de Haddad & Di Pierro (2000) e do vídeo aqui apresentado, destaque o que
considerou mais relevante nesses movimentos. Qual foi, em sua opinião, a relevância de
Paulo Freire para a emergência desses movimentos?
● A partir de março/abril de 1964 iniciou-se o período de Ditadura Militar que teve, entre
outras iniciativas, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) como grande
representante das iniciativas para a educação de adultos no Brasil do período. Destaque, a
partir do que compreendeu da leitura de Haddad & Di Pierro (2000) e do vídeo “Educação
de Jovens e Adultos: História e memória”, quais foram as principais características e
objetivos do MOBRAL.
Vídeo: Educação de Jovens e Adultos: História e memória. TV Escola – Salto para o Futuro
https://www.youtube.com/watch?v=VGhUWwKUEpA
HADDAD, Sergio; DI PIERRO, Maria Clara. Escolarização de Jovens e Adultos. In: Revista
Brasileira de Educação. n.14, mai-ago/2000. Disponível na plataforma e no cronograma.
PARA A ELABORAÇÃO DO TEXTO DEVERÃO SER OBSERVADAS AS SEGUINTES
ORIENTAÇÕES:
⮚ Número mínimo de páginas 2 (duas) e número máximo 3 (três);
⮚ Formatação: Margens: superior e esquerda 3,0/ inferior e direita 2,0; Tamanho de letra: 12;
Tipo da Letra: New Roman (Times New Roman); Espaço entre linhas: 1,5; Espaço entre
linhas nas citações diretas (aquelas que copiam trechos do texto citado): espaço simples
(1,0); Tamanho de letra nas citações diretas: 11; Afastamento das citações diretas
(afastamento em relação à margem): 4,0; Referências de acordo com a ABNT. 
Atençao!
⮚ Nas citações diretas é obrigatório colocar a referência bibliográfica e o número da
página da qual foi copiado o trecho citado; a citação direta não deverá ultrapassar 10
linhas. Ex: (HADDAD; DI PIERRO, 2000, p....).
⮚ Pesquisar e/ou usar em seu texto trechos de obras de outrem não é proibido, no entanto,
a cópia desses trechos em seu texto sem a devida atribuição de autoria é plágio. 
O fato ocorrido foi o fim da Segunda Guerra Mundial, que 
permitiu à Organização das Nações Unidas (ONU) alertar o mundo 
para a necessidade de integrar a humanidade na busca pela paz e pela 
democracia. Na época, acreditava-se que a integração das massas do 
Brasil com a imigração recente e o aumento da produção seria rentável
por meio do aumento da alfabetização da população adulta. Embora o 
analfabetismo seja discutido no país desde os tempos coloniais e 
imperiais, ele não era considerado um problema nacional até o início 
do século XIX, especificamente na década de 1940, depois que um 
censo mostrou que cerca de 55% dos jovens de 18 anos ou mais do 
país. eram analfabetos. O dado alarmante divulgado pelo censo (1940)
levou o estado a lançar a primeira Campanha Nacional de Educação 
de Jovens e Adultos (CEAA), em 1947, sob a liderança do professor 
Lourenço Filho. O objetivo da atividade era uma alfabetização 
abrangente na primeira fase de três meses, seguida de um curso básico
em duas fases de sete meses. A fase final, denominada "ação 
profunda", consistiu na formação profissional e no desenvolvimento 
comunitário. Na prática, todas essas etapas se resumem à 
alfabetização, embora sua proposta incluísse uma ampla gama de 
atividades educativas que incluíam “alfabetização, aritmética 
elementar, conceitos básicos de cidadania, higiene e saúde, geografia e
história da casa, puericultura e economia doméstica para mulheres”. 
(FÁVERO, 200 , p.1). O pano de fundo da campanha de educação de 
adultos foi financeira e ideologicamente a proposta educacional da 
UNESCO1, segundo a qual jovens e adultos que não frequentaram a 
escola em idade adequada, o conteúdo da educação superior na 
América Latina. Também foi proposta a criação de centros 
comunitários para promover a vida social em pequenos centros, 
aumentando o contato com a cultura por meio de rádio, filmes e 
coleções de livros e jornais. Devido ao seu forte apelo político, os 
críticos da CEEA a consideravam uma "fábrica de eleitores". No 
campo técnico-pedagógico, suas atividades eram vistas como simples 
substitutivos de medidas assistenciais, cujos métodos e conteúdos são 
insuficientes para a alfabetização da população adulta. No entanto, foi 
durante a campanha que se concretizaram importantes mudanças 
educativas, cujo impacto se fez sentir na reformulação da abordagem 
ao analfabetismo e na criação de uma nova pedagogia da alfabetização
de adultos, que se centra nos estudos do educador Paulo Freire. 
Embora a atmosfera de entusiasmo associada às campanhas de 
conscientização em todo o país tenha diminuído, na década de 1950, 
as atividades principalmente voltadas para a comunidade continuaram 
a ocorrer nas áreas rurais. Sem o mesmo legado das anteriores, as 
campanhas não duraram até o final da década, mas deixaram uma rede
de educação continuada que depois foi arrebatada por estados e 
municípios. Em março de 1963, a era das campanhas de socorro 
iniciadas em 1942 terminou quando todos falharam em atingir seus 
objetivos. As razões para os sucessivos fracassos dessas expedições 
foram as mais diversas, incluindo a falta de recursos, a rejeição dos 
professores, propostas de ensino desconectadas da realidade do 
público, incluindo materiais didáticos e pedagógicos insuficientes.
Programa instituído pelo governo federal em 1970 com o
objetivo de erradicar o analfabetismo no Brasil em dez anos. O
Mobral propõe a alfabetização funcional de jovens e adultos com o
objetivo de “conduzir as pessoas às competências de leitura, escrita e
numeracia que lhes permitam integrar-se na comunidade e assim criar
melhores condições de vida”. O programa foi cancelado em 1985 e
substituído pelo Projeto Educar. O Like iniciou suas atividades com o
compromisso com a alfabetização de adultos, mas se tornou uma
superestrutura que se expandiu nacionalmente no final da década de
1970, estendendo seu alcance até as quatro primeiras séries do ensino
fundamental. No entanto, o objetivo original não foi alcançado. Isso
porque o Mobral não alterou a base do analfabetismo, que se baseia
fundamentalmente na estrutura organizacional da educação no país.
Além disso, seu modelo tem sido amplamente condenado como 
uma sugestão pedagógica, já que sua função primária é 
simplesmente ensinar a ler e a escrever e nada tem a ver com o 
desenvolvimento humano. A ideia do Mobral surgiu no contexto do 
governo militar brasileiro, iniciado em 1964, que passou a 
centralizar o controle dos programas de leitura. Antes disso, há vinte
anos, as consultas e discussões sobre o analfabetismono país tinham
como foco principal a consolidação de novos modelos de ensino. 
Nesse modelo, o analfabetismo é explicado como resultado de 
condições precárias criadas por estruturas sociais desiguais, portanto
a educação e a alfabetização devem começar com um exame crítico 
da realidade da existência do aluno para descobrir as causas 
profundas desses problemas. e as chances de vencê-los.
Os programas de alfabetização orientados nessa direção foram 
interrompidos por um golpe militar por serem considerados uma 
ameaça ao governo e substituídos pelo Mobral. Assim, muitos dos 
procedimentos introduzidos no início dos anos 1960 foram repetidos, 
mas esvaziados de todo significado crítico e problemático.
“Os esforços empreendidos durante as décadas de 1940 e 1950 
fizeram cair os índices de analfabetismo das pessoas acima de cinco 
anos de idade para 46,7% no ano de 1960. Os níveis de escolarização 
da população brasileira permaneciam, no entanto, em patamares 
reduzidos quando comparadas à média dos países do primeiro mundo e
mesmo de vários dos vizinhos latino-americanos.” (HADDAD; DI 
PIERRO, 2000, p. 111).

Mais conteúdos dessa disciplina