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Principais Patologias Ortopédicas dos MMII da Criança Sinovite Transitória do Quadril: Derrame articular inespecífico; Sinovite sem espessamento sinovial; 3 - 6 anos de idade; Relacionada a infecção de vias aéreas superiores (inicio agudo); Claudicação, limitação da rotação interna; Tratamento: repouso e sintomáticos. Epifisiólise (Coxa Vara): Escorregamento da epífise proximal do fêmur; Acomete a placa fisária na camada hipertrófica; 25% bilateral; Adolescentes, meninos e negros; Frohlich / Mikulicz; Agudo (< 3 semanas): após trauma; Crônica (> 3 semanas): claudicação; Sinal de Drehmann: abdução e rotação externa a flexão do quadril; Marcha com rotação lateral; Linha de Klein (na radiografia); Tratamento: epifisiodese; Complicações: necrose / condrólise. Legg-Perthes: Necrose avascular da cabeça femoral na criança; Idiopática; Possíveis fatores: alteração da coagulação; Auto-limitada; Fases: necrose, revascularização e fragmentação, reossificação e remodelamento; Fratura subcondral: sinal do crescente; Pode levar a incongruência articular; Meninos, brancos, 2 - 12 anos (< 6 anos pior); 20% bilateral; Diagnóstico: raio x; Clínica: claudicação / dor no quadril e joelho; Tratamento: ❖ Manter a cabeça na acetábulo; ❖ Conservador: tração, órtese em abdução; ❖ Cirúrgico: osteotomias. Displasia do Desenvolvimento do Quadril: Displasia / subluxação / luxação; 2 tipos: típica e teratológica; Meninas; Fatores de risco: apresentação pélvica, oligoidrâmnio e gemelaridade; Lado esquerdo mais comum: posição fetal; Associações: torcicolo congênito, pé torto; Diagnóstico clínico: ❖ Assimetria das pregas glúteas; ❖ Telescopagem; ❖ Sinal de Galeazzi; ❖ Manobras de Ortolani (luxado); ❖ Manobra de Barlow (instável). Tratamento: ❖ Manter cabeca femoral reduzida no acetábulo; ❖ Até 18 meses: travesseiro de Frejka / Pavlik, redução incruenta e tenotomia adutora; ❖ Após 18 meses: redução cruenta e osteotomias pélvicas. Genuvaro: Fisiológico; Doença de Blount: distúrbio de crescimento da fise proximal da tíbia, levando a tíbia vara infantil; Incidência: ❖ Fisiológico: recém-nascido até criança com 18 meses; ❖ Blount: ❖ Raça negra, peso excessivo e início precoce da marcha; ❖ Forma infantil - até 4 anos; ❖ Forma juvenil - entre 4 e 10 anos; ❖ Forma do adolescente - a partir dos 10 anos. Etiologia: ❖ Blount: força compressiva excessiva sobre a fise medial proximal da tíbia durante o varo fisiológico do joelho. História clínica e exame físico: ❖ Fisiológico - 10 a 15˚. Varo recém-nascido, que evolui a 0 com 18 m; ❖ Blount - varo persistente; ❖ Não há queixas na criança, a não ser pela alteração angular. Diagnóstico por imagens: radiografia em ortostática acima de 3 anos; Tratamento: ❖ Blount: ❖ Órtese corretiva - usada durante a marcha; ❖ Osteotomia valgizante proximal da tíbia; ❖ Hemiepifisiodese lateral tibial. Osteocondroses ou Epifisites: Doença de Osgood-Schlatter; Dor na região anterior do joelho, na tuberosidade da tíbia, sem história de trauma associada a realização de atividades físicas; Incidência: ❖ Adolescentes entre 9 e 14 anos; ❖ Envolvidos com atividades físicas. Etiologia: fratura por fadiga osteocondral extra-articular devido a contrações fortes e vigorosas do quadríceps; História clínica e exame físico: ❖ Dor na região da tuberosidade da tíbia, associada a edema e que piora à palpação local e quando realiza atividade física; ❖ Melhora com o repouso. ❖ Centro de ossificação secundária tibial. ❖ Aparece entre 8 e 12 anos na menina e 9 e 14 anos no menino; ❖ Forma um osso com formato de língua; ❖ A fusão ocorre entre 10 a 15 anos nas meninas e 11 e 17 anos nos meninos. Diagnóstico por imagens: radiografias em perfil de joelho; Tratamento: ❖ Conservador: ❖ AINES; ❖ Restrição de atividades físicas; ❖ Imobilização em talas gessadas em caso de muita dor. ❖ Cirúrgico: desnecessário. Pé Plano: Pés com arcos plantares acentuadamente baixos ou ausentes; Fisiológico: ❖ Familiar / involui com o crescimento; ❖ Após os 3 anos – formação do arco devido: ❖ Diminuição da elasticidade ligamentar; ❖ Maturação do esqueleto. ❖ Desaparece com a cça nas pontas dos pés (variza o calcâneo) ou teste de Jack – confirma pé flexível (fisiológico). Pé plano patológico: ❖ Barras Ósseas; ❖ Desequilíbrios Musculares (PC, mielo, polio). Tratamento: ❖ Conservador: observação, palmilhas; ❖ Cirúrgico: dor, correção da marcha. Pé Torto Congênito = Pé Equinovaro: Equino + varo (retropé); Cavo (médiopé); Adução (antepé); Método de Ponseti: ❖ Manipulação semanal; ❖ Gesso inguinopodálico; ❖ Cabeça do tálus; ❖ Adução + cavo; ❖ Varo; ❖ Equino. Tratamento cirúrgico: ❖ Indicado na falha do tratamento conservador; ❖ Objetivo: pé plantígrado, indolor e funcional; ❖ Idade mínima: 6 meses.