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A PRÁTICA EXPERIMENTAL DO SISTEMA ABO COMO INSTRUMENTO 
MEDIADOR ENTRE O COTIDIANO E A SALA DE AULA 
PINHEIRO, S.A.1; ALVES, I. S.2 
1.Graduandos em Ciências Biológicas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); 
 2. Coordenadora do PIBID/ Biologia, Dra. Professora Adjunta I, UFRN/Centro de Biociências, Depto. Microbiologia e Parasitologia, Lab. de Microbiologia Aquática (LAMAq). 
( Sheyla_pinheiro@hotmail.com ) 
RESUMO 
 
Descoberto pelo imunologista Karl Landsteiner em 1900, o sistema sanguíneo ABO é considerado hoje, o mais importante sistema de grupos sanguíneos na medicina 
transfusional e é considerado um conteúdo de difícil aprendizagem pelos alunos apesar da importância deste conhecimento para a vida cotidiana. Partindo desta 
considerável importância foi realizada uma intervenção com os alunos do 3º ano do ensino médio de uma escola pública, conveniada ao PIBID/UFRN/Biologia, com 
objetivo de promover aprendizagem significativa do conteúdo de herança do grupo sanguíneo bem como sua importância cotidiana. A ação foi mediada por uma 
sequencia didática, organizada com texto de divulgação científica, atividade experimental e dinâmica de grupo para motivar e facilitar a aprendizagem. Sendo 
diagnosticado por meio de questionários avaliativos que 86% dos alunos não sabiam seu tipo sanguíneo, ou ao menos relacionar e entender como ocorre á 
incompatibilidade sanguínea e a importância do grupo sanguíneo ABO. Demonstrando desta forma a importância de atividades que envolvam o cotidiano do aluno com 
os conteúdos abordados em sala. 
 
Palavras chaves: sistema sanguíneo ABO; sequência didática; atividade experimental. 
INTRODUÇÃO 
 
Na tentativa de melhorar o ensino, tem se proposto uma nova alternativa de 
inovação dos currículos escolares com a introdução de atividades práticas 
experimentais para tornar o ensino de Biologia mais dinâmico e atrativo, 
proporcionando ideias mais concretas sobre o conteúdo que muitas vezes são 
abstratos e de difícil aprendizagem. A inclusão de modalidades didáticas 
diversificadas, empregadas como instrumento de ensino, bem como a utilização 
de atividades lúdicas e experimentais permite ao docente compreender as 
varias situações específicas em torno do processo de ensino-aprendizagem, 
encontrando soluções que se adéquam a cada caso, contemplando diferenças 
individuais e atraindo o interesse do aluno (Krasilchik, 2004 ). Partindo desta 
considerável importância foi realizada uma intervenção com os alunos do 3º 
ano do ensino médio de uma escola pública, conveniada ao Programa 
Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência - PIBID/UFRN/Biologia, com 
objetivo de promover aprendizagem significativa do conteúdo de herança do 
grupo sanguíneo ABO. Assim, os alunos serão permitidos a um exercício de 
interpretação e fixação de conteúdos, descobrindo o valor do conhecimento 
gênico para agir adequadamente a situações cotidianas votadas a este conteúdo. 
 MATERIAL E METODOS 
 
Este trabalho foi desenvolvido na Escola Estadual Lourdes Guilherme 
localizado no bairro do Conjunto Jíqui – Neópolis, Zona Sul do Natal/RN. Esta 
interversão foi realizada pelo PIBID/BIOLOGIA/UFRN e contempla alunos do 
3º ano do Ensino Médio, aborda os temas de herança do grupo sanguíneo, em 
sala de aula, com metodologia diversificada. Para tanto, foi elaborada uma 
sequência didática composta de dois encontros, com duas aulas de 50min cada, 
nas quais foram trabalhadas: (i) revisão do conteúdo através da leitura de texto 
científico; (ii) aplicações de questionários pré e pós-testes sobre a temática em 
estudo; (iii) atividade pratica laboratorial reveladora da tipagem sanguínea; (iv) 
e atividade dinâmica com a confecção de um jogo didático tendo como tema 
central sistema ABO e fator Rh, promovendo, assim, uma abordagem diferente 
do assunto aos alunos e consolidando conceitos. 
 
mentos, analisar o material biológico (sangue) e avaliar os resultados obtidos 
em grupo, promovendo então, uma maior interação aluno/aluno e 
aluno/professor (Krasilchik, 2004). 
CONCLUSÃO 
 
Com a utilização da sequência didática associada a metodologias que facilitam 
o aprendizado foi possível notar que os alunos foram estimulados a 
participarem de cada atividade sendo impulsionados a uma aprendizagem 
significativa dos conceitos e fixação dos conteúdos. Portanto o uso de questões 
discursivas possibilitou a identificação na deficiência de expressão advindas 
dos alunos, a prática da tipagem sanguínea possibilitou novas experiências aos 
alunos, além de gerar um produto final que é a revelação do tipo de sangue de 
cada um, e o jogo facilitou o aprendizado, potencializando a exploração e 
construção de conhecimentos, utilizando a competição como fator estimulante. 
REFERÊNCIAS 
 
Krasilchik, M (2004). Prática de Ensino de Biologia. 4ª ed., São Paulo: Editora da 
Universidade de São Paulo, 197p. 
Martinez, E.R.M; Fujihara, R.T; Martins, C. (2008). Show da Genética: um jogo interativo 
para o ensino de Genética. Genética na Escola, v. 3, n. 2, p. 24-27. 
DASILIO, Karine Lourenzone de Araújo; PAES, Marcela Ferreira. “Na trilha do sangue”: o 
jogo dos grupos sanguíneos. Genética na Escola, São Paulo, v. 1, n. 4, p.10-16, 2009. 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
No pré-teste “o que penso” é composto por 8 perguntas, sendo 2 objetivas e 6 
discursivas. Foi possível observar que os alunos já traziam informações sobre o 
conteúdo de herança do grupo sanguíneo, porém estas eram conceitos errôneos 
e repletos de concepções alternativas na sua grande maioria. Os alunos não 
conheciam seu tipo sanguíneo e não o reconhecia como um importante assunto 
das relações cotidianas . Já no pós-teste “como é” revelou que 99% dos alunos 
obtiveram aprendizagem conceitual significativa, na qual conseguem relacionar 
o sistema ABO com o fator Rh e reconhecer a associação dos aglutinogênos na 
determinação do fenótipo sanguíneo. 98% dos alunos estão aptos a reconhecer a 
importância do tipo sanguíneo para realização de transfusão e diagnósticos de 
compatibilidade sanguínea, com intuito de identificar eritroblastose fetal. A 
atividade prática que seguiu o método de ensino por investigação, proporcionou 
aos alunos identificar problemas a partir de observações sobre um fato, levantar 
hipóteses, testá-las, refutá-las e abandoná-las quando fosse o caso, trabalhando 
de uma forma a tirar conclusões sozinhos. Esta atividade permitiu que os 
discentes tivessem um maior contato com a manipulação de materiais e equipa- 
O jogo desenvolvido como forma de atividade revisadora e conclusiva dos 
conteúdos revelou que os alunos assimilavam e memorizavam fatos e 
conceitos estudados (Krasilchik, 2004), permitindo ao aluno o exercício do 
raciocínio e a interpretação de questões que auxiliam na fixação do conteúdo e 
contribuir para o processo de ensino-aprendizagem (Martinez et al., 2008). 
Lâminas com tipagem sanguínea dos alunos 
Peças do jogo – BINGO SANGÍNEO

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