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CONTABILIDADE GERAL CONTAB INTRODUÇÃO Esta aposti la objet iva permitir o entendimento da matéria pelos alunos de temas gerais da contabil idade abordando seus aspectos resultado, escrituração contábi l e introdução às demonstrações contábeis . 1. ASPECTOS INICIAIS SOBRE CONTABIL IDADE A Contabil idade é uma ciência soc ial que estuda o Patrimônio de uma entidade econômico-administrativa, pessoa f ís ica ou j de obter registro class if icados e s intet izados dos fenômenos que afetam a sua situação patrimonial e f inanceira. Através dela é fornecido o máximo de informações uteis para as tomadas de decisões, tanto dentro quanto fora da empresa controlando o patr imônio. Para que a contabi l idade possa controlar, é fundamental que ocorra o registro de todos os fatos contábeis , ou seja, de todos os eventos econômicos que afetam o patrimônio da empresa ou entidade. dist inguir fatos contábeis O fato contábi l é todo event monetária e que afeta o patrimônio, quantitativa ou qualitat ivamente. Os fatos contábeis podem ter s ido praticados pela gestão da empresa (ex.: compra de mercadorias), para este pode Para os fatos não praticados pela empresa dar administrat ivos (ex.: roubo de um veic Não confunda fato com do fato administrativo, não produz de imediato qualquer alteração no Patrimônio e não deve ser registrado na contabil idade. S atos quando estes puderem comprometer, no futuro, o Patrimônio empresa; por exemplo, aval em empréstimos de terceiros, f iança em locação de terceiros. A contabilidade registra CONTABILIDADE GERAL Esta aposti la objet iva permitir o entendimento da matéria pelos alunos de temas gerais da contabil idade abordando seus aspectos inic iais, patrimônio e resultado, escrituração contábi l e introdução às demonstrações contábeis . ASPECTOS INICIAIS SOBRE CONTABIL IDADE A Contabil idade é uma ciência soc ial que estuda o Patrimônio de uma administrativa, pessoa f ís ica ou jur ídica, com o objetivo de obter registro class if icados e s intet izados dos fenômenos que afetam a sua situação patrimonial e f inanceira. Através dela é fornecido o máximo de informações uteis para as tomadas de decisões, tanto dentro quanto fora da empresa, estudando, registrando e controlando o patr imônio. Para que a contabi l idade possa controlar, é fundamental que ocorra o registro de todos os fatos contábeis , ou seja, de todos os eventos econômicos que afetam o patrimônio da empresa ou entidade. Para isto é necessár io fatos contábeis de atos administrativos . O fato contábi l é todo evento econômico na entidade que possui monetária e que afeta o patrimônio, quantitativa ou qualitat ivamente. Os fatos contábeis podem ter s ido praticados pela gestão da empresa (ex.: compra de mercadorias), para este pode-se nomear de fatos administrativos Para os fatos não praticados pela empresa dar-se o nome de (ex.: roubo de um veiculo da empresa). ato administrat ivo. O ato administrativo, ao contrár io do fato administrativo, não produz de imediato qualquer alteração no Patrimônio e não deve ser registrado na contabil idade. Somente registramos puderem comprometer, no futuro, o Patrimônio empresa; por exemplo, aval em empréstimos de terceiros, f iança em locação Fatos Contábeis Fatos administrativos ou de gestão Fatos não praticados pela administração da Esta aposti la objet iva permitir o entendimento da matéria pelos alunos de inic iais, patrimônio e resultado, escrituração contábi l e introdução às demonstrações contábeis . A Contabil idade é uma ciência soc ial que estuda o Patrimônio de uma ur ídica, com o objetivo de obter registro class if icados e s intet izados dos fenômenos que afetam a sua Através dela é fornecido o máximo de informações uteis para as tomadas de , estudando, registrando e Para que a contabi l idade possa controlar, é fundamental que ocorra o registro de todos os fatos contábeis , ou seja, de todos os eventos econômicos o é necessár io que possui expressão monetária e que afeta o patrimônio, quantitativa ou qualitat ivamente. Os fatos contábeis podem ter s ido praticados pela gestão da empresa (ex.: fatos administrativos . se o nome de fatos não administrat ivo. O ato administrativo, ao contrár io do fato administrativo, não produz de imediato qualquer alteração no omente registramos puderem comprometer, no futuro, o Patrimônio da empresa; por exemplo, aval em empréstimos de terceiros, f iança em locação Fatos administrativos ou de gestão Fatos não praticados pela administração da entidade CONTAB 2. DEFINIÇÃO, CAMPO DE APLICAÇÃO E FORMA DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE 2.1. Definição “A contabil idade é a ciência que estuda controle e registro relativas à administração econômica. Portanto contabil idade é uma ciência fatos contábeis produzidos pela entidade em determinado per íodo. Assim, registra os fatos contábeis nos l ivros, controla a entidade a partir das Demonstrações Contábeis e or ienta os gestores a partir da análise das demonstrações f inanceiras Demonstrações Financeiras e d contábeis da ent idade” (Montoto, “ A contabil idade é a arte de registro, c lass i f icação e s intet ização, de maneira s ignif icat iva e em termos monetários , de transações e eventos que são em parte, de natureza f inanceira, ( Inst ituto Americano de Contadores) . 2.2. Campo de aplicação O campo de aplicação da contabi l idade é u Azienda é uma ent idade, com ou sem fim lucrat ivo, com objeto social ou econômico, de ordem patrimônio a controlar. O conceito de azienda é mais abrangente do que o conceito de empresa. Nela, consideramos não só o patrimônio mas também seus proprietários e administradores, ou seja, o Patrimônio é consi juntamente com as pessoas que têm sobre ele poderes de administração e disponibi l idade. Lopes de Sá em seu Dicionár io de Contabil idade uma casa de comércio, uma indústr ia, a prefeitura, hospital , igrejas, s indicatos, c lubes, associações e até mesmo nosso lar. Essas entidades são sistemas organizados que visam at ingir um fim qualquer, individual ou coletivo. 1 Palavra de origem italiana, cuja tradução literal é fazenda. Recursos materiais CONTABILIDADE GERAL DEFINIÇÃO, CAMPO DE APLICAÇÃO E FORMA DE ATUAÇÃO DA A contabil idade é a ciência que estuda e pratica as funções de or ientação, controle e registro relativas à administração econômica. Portanto contabil idade é uma ciência que estuda e pratica suas funções a partir dos fatos contábeis produzidos pela entidade em determinado per íodo. Assim, stra os fatos contábeis nos l ivros, controla a entidade a partir das Demonstrações Contábeis e or ienta os gestores a partir da análise das f inanceiras e or ienta os gestores a partir da Análise das Financeiras e da auditoria em toda a produção de fatos (Montoto, 2015, p. 41). “ A contabil idade é a arte de registro, c lass i f icação e s intet ização, de maneira s ignif icat iva e em termos monetários , de transações e eventos que são em parte, de natureza f inanceira, e de interpretação de seus resultados” ( Inst ituto Americano de Contadores) . Campo de aplicação e aplicação da contabi l idade é uma AZIENDA 1. Azienda é uma ent idade, com ou sem fim lucrat ivo, com objeto social ou econômico, de ordem econômico-administrativa, isto é, que possui patrimônio a controlar. O conceito de azienda é mais abrangente do que o . Nela, consideramos não só o patrimônio mas também seus proprietários e administradores, ou seja, o Patrimônio é consi juntamente com as pessoas que têm sobre ele poderes de administração e Dicionár io de Contabil idade diz que uma azienda podeser uma casa de comércio, uma indústr ia, a prefeitura, hospital , igrejas, bes, associações e até mesmo nosso lar. Essas entidades são sistemas organizados que visam at ingir um fim qualquer, individual ou Palavra de origem italiana, cuja tradução literal é fazenda. Azienda Recursos materiais Pessoas DEFINIÇÃO, CAMPO DE APLICAÇÃO E FORMA DE ATUAÇÃO DA e pratica as funções de or ientação, controle e registro relativas à administração econômica. Portanto, a que estuda e pratica suas funções a partir dos fatos contábeis produzidos pela entidade em determinado per íodo. Assim, stra os fatos contábeis nos l ivros, controla a entidade a partir das Demonstrações Contábeis e or ienta os gestores a partir da análise das or ienta os gestores a partir da Análise das oda a produção de fatos “ A contabil idade é a arte de registro, c lass i f icação e s intet ização, de maneira s ignif icat iva e em termos monetários , de transações e eventos que são em e de interpretação de seus resultados” Azienda é uma ent idade, com ou sem fim lucrat ivo, com objeto social ou administrativa, isto é, que possui patrimônio a controlar. O conceito de azienda é mais abrangente do que o . Nela, consideramos não só o patrimônio mas também seus proprietários e administradores, ou seja, o Patrimônio é considerado juntamente com as pessoas que têm sobre ele poderes de administração e azienda pode ser uma casa de comércio, uma indústr ia, a prefeitura, hospital , igrejas, bes, associações e até mesmo nosso lar. Essas entidades são sistemas organizados que visam at ingir um fim qualquer, individual ou CONTAB Os elementos essências da azienda, são: a) O patr imônio, ou matéria administrat iva; b) As operações, ou os fatos c) Os órgãos, ou as pessoas que atuam, que dão vida aos fatos administrat ivos. 2.3. Forma de atuação A contabil idade, numa visão funcional, é um conjunto sistemático de procedimentos que identi f ica, registra, mensura, acumula, resume, demonstra e interpreta os fenômenos que afetam o patr imônio de uma entidade, evidenciando- 3. OBJETO, FUNÇÕES e OBJETIVO 3.1. Objeto O objeto da contabil idade é o bens e diretos e de obrigações com terceiros. O patrimônio pode pertencer a uma pessoa f ís ica, a um conjunto de pessoas ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independente de sua f inal idade, que pode ou não inc luir o lucro. Captar Coleta de Dados Registrar Livros Contábeis PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONTABILIDADE GERAL Os elementos essências da azienda, são: O patr imônio, ou matéria administrat iva; As operações, ou os fatos administrat ivos; Os órgãos, ou as pessoas que atuam, que dão vida aos fatos Forma de atuação A contabil idade, numa visão funcional, é um conjunto sistemático de procedimentos que identi f ica, registra, mensura, acumula, resume, e interpreta os fenômenos que afetam o patr imônio de uma -os na forma de informações aos usuários. OBJETIVO objeto da contabil idade é o Patrimônio . Definido como um conjunto de obrigações com terceiros. O patrimônio pode pertencer a uma pessoa f ís ica, a um conjunto de pessoas ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independente de sua f inal idade, que pode ou não inc luir o lucro. Contabilidade é uma ciência com metodologia para: Registrar Livros Contábeis Resumir Demonstrações Financeiras Relatórios Complementares BENS DIREITOS Os órgãos, ou as pessoas que atuam, que dão vida aos fatos A contabil idade, numa visão funcional, é um conjunto sistemático de procedimentos que identi f ica, registra, mensura, acumula, resume, e interpreta os fenômenos que afetam o patr imônio de uma os na forma de informações aos usuários. Definido como um conjunto de O patrimônio pode pertencer a uma pessoa f ís ica, a um conjunto de pessoas ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independente de Interpretar Análise das Demonstrações e Anexos OBRIGAÇÕES CONTAB 3.2. Funções A contabil idade possui duas funções 3.3. Objetivo A f inal idade pr inc ipal da contabil idade é fornecer informações sobre patrimônio, estas de ordem econômica e f inanceira para fac i l itar as tomadas de decisões por parte dos seus usuários 3.3.1. Usuários Investidores. Os provedores de capital de r isco e seus anal istas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informações para a judá manter ou vender investime em informações que os habil item a aval iar se a entidade tem capacidade de pagar dividendos. Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados em informações sobre a estabil idade e a lucrativida Também se interessam por informações que lhes permitam capacidade que tem a entidade de prover de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. Credores por empréstimos permitam determinar a capacidade da entidade em pagar os correspondentes juros no vencimento. Administrativa Controlar o patrimônio Controle dos fatos contábeis CONTABILIDADE GERAL duas funções básicas: administrat iva e econômica. A f inal idade pr inc ipal da contabil idade é fornecer informações sobre patrimônio, estas de ordem econômica e f inanceira para fac i l itar as tomadas de decisões por parte dos seus usuários . . Os provedores de capital de r isco e seus anal istas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informações para a judá-los a decidir se devem comprar, manter ou vender investimentos . Os acionistas também estão interessados em informações que os habil item a aval iar se a entidade tem capacidade de . Os empregados e seus representantes estão interessados em a estabil idade e a lucratividade de seus empregadores. Também se interessam por informações que lhes permitam capacidade que tem a entidade de prover sua remuneração, seus benefícios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. Credores por empréstimos. Estes estão interessados em informações que lhes a capacidade da entidade em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros no vencimento. Funções da Contabilidade Administrativa Controlar o patrimônio Econômica Apurar o resultado Objetivo da Contabilidade Fornecer informações Controle dos fatos contábeis Planejamento das metas futuras básicas: administrat iva e econômica. A f inal idade pr inc ipal da contabil idade é fornecer informações sobre patrimônio, estas de ordem econômica e f inanceira para fac i l itar as tomadas . Os provedores de capital de r isco e seus anal istas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. a decidir se devem comprar, . Os acionistas também estão interessados em informações que os habil item a aval iar se a entidade tem capacidade de . Os empregados e seus representantes estão interessados em de seus empregadores. Também se interessam por informações que lhes permitam avaliar a sua remuneração, seus benefícios essados em informações que lhes seus empréstimos e Apurar o resultado CONTABILIDADE GERAL Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credores estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos . Os credores comerciais provavelmente estarão interessados em uma entidade por um período menor do que os credores por empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da entidade como um cl iente importante. Cl ientes. Os cl ientes têm interesse em informações sobre a continuidade operacional da ent idade, especialmente quando têm um relacionamento a longo-prazocom ela, ou dela dependem como fornecedor importante. Governo e suas agências. Os governos e suas agências estão interessados na destinação de recursos e, portanto, nas ativ idades das entidades. Necessitam também de informações a f im de regulamentar as at iv idades das entidades, estabelecer polít icas f iscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatíst icas semelhantes. Público. As entidades afetam o públ ico de diversas maneiras. Elas podem, por exemplo, fazer contr ibuição substancial à economia local de vários modos, inclusive empregando pessoas e uti l i zando fornecedores locais. As demonstrações contábeis podem ajudar o público fornecendo informações sobre a evolução do desempenho da entidade e os desenvolvimentos recentes. QUESTÕES 1. A função econômica da contabilidade é: a) Apurar lucro ou prejuízo; b) Efetuar o registro dos fatos contábeis; c) Controlar o patrimônio; d) Verificar a autenticidade das operações; e) Evitar erros e fraudes. 2. A palavra azienda é comumente usada em contabilidade como sinônimo de fazenda, na acepção de: a) Conjunto de bens e direitos; b) Finanças públicas; c) Grande propriedade rural; d) Mercadorias; e) Patrimônio, considerado juntamente com a pessoa que tem sobre ele poderes de administração e disponibilidade. 3. As duas finalidades básicas para uso das informações contábeis são: a) Controle e planejamento; b) Análise e planejamento; c) Controle e acompanhamento; d) Análise e controle; CONTABILIDADE GERAL e) Acompanhamento e planejamento. 4. Assinale abaixo a única opção que contém uma afirmativa falsa: a) A finalidade da contabilidade é assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como sobre o resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins. b) A contabilidade pode ser conceituada como sendo “a ciência que estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não”. c) Pode-se dizer que o campo de aplicação da contabilidade é a entidade econômico- administrativa, seja ou não de fins lucrativos. d) O objeto da contabilidade é definido como o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma entidade econômico-administrativa. e) Enquanto a entidade econômico-administrativa é o objeto da contabilidade, o patrimônio é o seu campo de aplicação. 5. A contabilidade foi definida no I Congresso Brasileiro de Contabilidade como: “a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro relativo aos atos e fatos da administração econômica.” São objetivos da contabilidade, EXCETO: a) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade. b) Auxiliar o maior número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão financeira. c) Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade quanto aos recursos que lhe foram confiados. d) Auxiliar os acionistas a avaliar a produtividade de cada funcionário da empresa e o desempenho dos gerentes. BASE CONCEITUAL 3.4. Princípios de Contabi l idade (Resolução CFC nº 750/93) Os Princípios de Contabil idade são as verdadeiras normas gerais del imitadoras da apl icação da Ciência Contábil . Se não exist issem, cada entidade poderia adotar forma própria de registrar os fatos contábeis, tornando impossível a correta mensuração da r iqueza patr imonial, necessária à defesa dos interesses da coletiv idade, dos particulares e dos próprios sócios e acionistas. É com eles que a contabil idade é regrada. L ink: https://www.youtube.com/watch?v=brdS_4WEGew CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA Art. 1º Constituem PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE (PC) os enunciados por esta Resolução. CONTABILIDADE GERAL § 1º A observância dos Pr incípios de Contabil idade é obr igatória no exercício da profissão e const itui condição de legit imidade das Normas Brasi leiras de Contabi l idade (NBC). § 2º Na aplicação dos Pr incípios de Contabi l idade há situações concretas e a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) CAPÍTULO II DA CONCEITUAÇÃO, DA AMPLITUDE E DA ENUMERAÇÃO Art. 2º Os Pr incípios de Contabi l idade representam a essência das doutr inas e teorias relativas à Ciência da Contabil idade, consoante o entendimento predominante nos universos c ient íf ico e profiss ional de nosso País. Concernem, pois , à Contabil idade no seu sentido mais amplo de ciência social , cujo objeto é o patr imônio das ent idades. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) Art. 3º São Princípios de Contabil idade: (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) I . O da ENTIDADE; I I . O da CONTINUIDADE; I I I . O da OPORTUNIDADE; IV. O do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL; V. O da COMPETÊNCIA; e VI. O da PRUDÊNCIA. SEÇÃO I O PRINCÍPIO DA ENTIDADE Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patr imônio como objeto da Contabi l idade e afi rma a autonomia patr imonial, a necessidade da diferenciação de um Patr imônio part icular no universo dos patr imônios existentes , independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou inst i tuição de qualquer natureza ou f inal idade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patr imônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou inst ituição. Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patr imônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico- contábil . SEÇÃO I I O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE Art. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patr imônio levam em conta esta circunstância. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) CONTABILIDADE GERAL SEÇÃO I I I O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE Art. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patr imoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. Parágrafo único. A falta de integridade e tempestiv idade na produção e na divulgação da informação contábi l pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessár io ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabi l idade da informação. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) SEÇÃO IV O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL Art. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patr imônio devem ser inicialmente registrados pelos valores or iginais das transações, expressos em moeda nacional . § 1º As seguintes bases de mensuração devem ser uti l izadas em graus dist intos e combinadas, ao longo do tempo, de di ferentes formas: I – Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquir i - los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em algumas c ircunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais serão necessários para l iquidar o passivo no curso normal das operações; e I I – Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patr imônio, os componentes patr imoniais, at ivos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valoresem caixa ou equivalentes de caixa, os quais ter iam de ser pagos se esses at ivos ou at ivos equivalentes fossem adquir idos na data ou no per íodo das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que ser iam necessários para l iquidar a obr igação na data ou no período das demonstrações contábeis; b) Valor real izável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mant idos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se espera ser iam pagos para l iquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade; c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do f luxo futuro de entrada l íquida de caixa que se espera seja gerado pelo item CONTABILIDADE GERAL no curso normal das operações da Entidade. Os pass ivos são mantidos pelo valor presente, descontado do f luxo futuro de saída l íquida de caixa que se espera se ja necessário para l iquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade; d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo l iquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos; e e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisit ivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patr imoniais . § 2º São resultantes da adoção da atualização monetária: I – a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não representa unidade constante em termos do poder aquisit ivo; I I – para que a avaliação do patr imônio possa manter os valores das transações or iginais, é necessário atual izar sua expressão formal em moeda nacional , a f im de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patr imoniais e, por consequência, o do Patr imônio Líquido; e I I I – a atualização monetária não representa nova aval iação, mas tão somente o ajustamento dos valores or iginais para determinada data, mediante a apl icação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquis it ivo da moeda nacional em um dado período. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) SEÇÃO VI O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Art. 9º O Princípio da Competência determina que os efe itos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Parágrafo único. O Pr incípio da Competência pressupõe a s imultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) SEÇÃO VII O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternat ivas igualmente vál idas para a quantif icação das mutações patr imoniais que alterem o patr imônio l íquido. CONTABILIDADE GERAL Parágrafo único. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às est imativas em certas condições de incerteza, no sentido de que at ivos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atr ibuindo maior conf iabil idade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patr imoniais . (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) Art. 11. A inobservância dos Pr incípios de Contabil idade const itui infração nas al íneas “c”, “d” e “e” do art . 27 do Decreto-Lei n.º 9.295, de 27 de maio de 1946 e, quando aplicável, ao Código de Ética Prof issional do Contabi l ista. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) Art. 12. Revogada a Resolução CFC n.º 530/81, esta Resolução entra em vigor a part ir de 1º de janeiro de 1994. 3.5. Pressupostos Básicos, Caracter íst icas Qualitativas Fundamentais e Caracter íst icas Qualitativas de Melhoria (CPC 00 (R1) Com o advento da Lei nº 11.638/07 e a decisão pela convergência da Contabil idade bras i leira às Normas Internacionais de Contabil idade emitidas pelo e IASB, o CPC adotou integralmente o documento e emitiu seu Pronunciamento Conceitual Básico – Estrutura Conceitual para E laboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. Este pronunciamento basicamente está de alguma forma contida nos princípios de contabi l idade, mas apresenta o que não t inha: as definições de ativos, pass ivos, receita e despesa e não ut i l i za a denominação de Princípios de Contabi l idade e s im a de Características Qualitativas da Informação Contábil . (CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para E laboração e Divulgação de Relatório Contábi l-Financeiro) . Do ponto de vista de efetivo conteúdo, a grande di ferença nesse pronunciamento reside na sua muito maior aderência ao conceito da Primazia da Essência Sobre a Forma. 3.5.1. Pressupostos Básicos 3.5.1.1. Regime de Competência O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da ent idade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em períodos dist intos. Isso é importante em função de a informação sobre os recursos econômicos e reiv indicações da ent idade que reporta a informação, e sobre as mudanças nesses recursos econômicos e reivindicações ao longo de um per íodo, fornecer melhor base de aval iação da performance passada e futura da entidade do que a informação puramente CONTABILIDADE GERAL baseada em recebimentos e pagamentos em caixa ao longo desse mesmo período. 3.5.1.2. Continuidade As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a ent idade está em ativ idade e irá manter-se em operação por um futuro prev isível . Desse modo, parte-se do pressuposto de que a entidade não tem a intenção, nem tampouco a necessidade, de entrar em processo de l iquidação ou de reduzir materia lmente a escala de suas operações. Por outro lado, se essa intenção ou necessidade ex ist ir , as demonstrações contábeis podem ter que ser elaboradas em bases di ferentes e, nesse caso, a base de elaboração uti l i zada deve ser divulgada. 3.5.2. Caracter íst icas Qualitativas Fundamentais Se a informação contábil -f inanceira é para ser úti l , ela prec isa ser relevante e representar com fidedignidade o que se propõe a representar. A uti l idade da informação contábi l- f inanceira é melhorada se ela for comparável, verif icável , tempestiva e compreensível . 3.5.2.1. Relevância Informação contábi l-f inanceira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração, ou já t iver tomado ciência de sua existência por outras fontes. A informação contábil -f inanceira é capaz de fazer diferença nas decisões se t iver valor predit ivo, valor conf irmatório ou ambos. A informação contábi l-f inanceira tem valor predit ivo se puder ser uti l izada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. A informação contábil -f inanceira não precisa ser uma predição ou uma projeção para que possua valor predit ivo. A informação contábi l- f inanceira com valor predit ivo é empregada pelos usuários ao fazerem suas próprias predições. A informaçãocontábi l -f inanceira tem valor confirmatório se retro-al imentar – servir de feedback – aval iações prévias (confirmá-las ou alterá-las). O valor predit ivo e o valor confirmatório da informação contábil-f inanceira estão inter-relacionados. A informação que tem valor predit ivo muitas vezes também tem valor confirmatór io. Por exemplo, a informação sobre receita para o ano corrente, a qual pode ser uti l izada como base para predizer receitas para anos futuros, também pode ser comparada com predições de receita para o ano corrente que foram feitas nos anos anteriores. Os CONTABILIDADE GERAL resultados dessas comparações podem auxil iar os usuár ios a corrigirem e a melhorarem os processos que foram uti l izados para fazer tais predições. 3.5.2.1.1. Material idade 2 A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida puder inf luenciar decisões que os usuários tomam com base na informação contábi l- f inanceira acerca de entidade específ ica que reporta a informação. Em outras palavras, a material idade é um aspecto de relevância específ ico da entidade baseado na natureza ou na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação está relacionada no contexto do relatório contábil -f inanceiro de uma entidade em particular. Consequentemente, não se pode especif icar um l imite quantitativo uniforme para material idade ou predeterminar o que seria julgado mater ial para uma situação particular. 3.5.2.2. Representação Fidedigna Os relatórios contábi l -f inanceiros representam um fenômeno econômico em palavras e números. Para ser út i l , a informação contábi l-f inanceira não tem só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. Para ser representação perfeitamente f idedigna, a real idade retratada precisa ter três atr ibutos. Ela tem que ser completa, neutra e l ivre de erro. É c laro, a perfeição é rara, se de fato alcançável . O objetivo é maximizar referidos atributos na extensão que seja poss ível. O retrato da real idade econômica completo deve incluir toda a informação necessár ia para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessár ias . Por exemplo, um retrato completo de um grupo de ativos inc luir ia, no mínimo, a descrição da natureza dos ativos que compõem o grupo, o retrato numérico de todos os ativos que compõem o grupo, e a descr ição acerca do que o retrato numérico representa (por exemplo, custo histórico or iginal , custo histór ico ajustado ou valor justo). Para alguns itens, um retrato completo pode considerar a inda explicações de fatos signif icativos sobre a qual idade e a natureza desses itens, fatos e circunstâncias que podem afetar a qual idade e a natureza deles, e os processos ut i l i zados para determinar os números retratados. 3.5.3. Caracter íst icas Qualitativas de Melhoria Comparabil idade, veri f icabil idade, tempestiv idade e compreensibi l idade são caracter íst icas qualitat ivas que melhoram a uti l idade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade. As caracter íst icas qualitat ivas de melhoria podem também auxil iar a determinar qual de duas 2 Materialidade não é uma característica fundamental, mas sim um aspecto da relevância. A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida puder influenciar decisões. CONTABILIDADE GERAL alternativas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância e f idedignidade de representação deve ser usada para retratar um fenômeno. 3.5.3.1. Comparabil idade As decisões de usuários impl icam escolhas entre a lternativas, como, por exemplo, vender ou manter um invest imento, ou invest ir em uma entidade ou noutra. Consequentemente, a informação acerca da ent idade que reporta informação será mais úti l caso possa ser comparada com informação simi lar sobre outras ent idades e com informação similar sobre a mesma entidade para outro per íodo ou para outra data. Comparabil idade é a caracter íst ica qualitat iva que permite que os usuários ident if iquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras característ icas qualitat ivas, a comparabil idade não está relac ionada com um único item. A comparação requer no mínimo dois itens. 3.5.3.2. Verif icabil idade A verif icabil idade ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa f idedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar. A verif icabi l idade s ignif ica que di ferentes observadores, cônscios e independentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem necessar iamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma real idade econômica em particular ser uma representação f idedigna. Informação quantif icável não necessita ser um único ponto estimado para ser verif icável . Uma faixa de poss íveis montantes com suas probabil idades respectivas pode também ser verif icável A verif icação pode ser direta ou indireta. Verif icação direta signif ica verif icar um montante ou outra representação por meio de observação direta, como, por exemplo, por meio da contagem de caixa. Veri f icação indireta signif ica checar os dados de entrada do modelo, fórmula ou outra técnica e recalcular os resultados obtidos por meio da apl icação da mesma metodologia. Um exemplo é a ver if icação do valor contábil dos estoques por meio da checagem dos dados de entrada (quantidades e custos) e por meio do recálculo do saldo f inal dos estoques ut i l i zando a mesma premissa adotada no f luxo do custo (por exemplo, uti l izando o método PEPS). 3.5.3.3. Tempestiv idade Tempestiv idade s ignif ica ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de poder influenciá- los em suas decisões. Em geral, a informação mais ant iga é a que tem menos uti l idade. Contudo, certa informação pode ter o seu atributo tempestiv idade prolongado após o encerramento do per íodo contábi l , em decorrência de a lguns usuários, por exemplo, necess itarem identi f icar e aval iar tendências . CONTAB 3.5.3.4. Compreensibi l idade Class if icar, caracter izar e torna-a compreensível . Certos fenômenos são inerentemente complexos e não podem ser faci lmente compreendidos. A exclusão de informações sobre esses fenômenos dos relatórios contábi l- f inanceiros pode tornar a i referidos relatór ios mais faci lmente compreendida. Contudo, referidos relatórios seriam considerados incompleto Relatórios contábil- f inanceiros são e laborados para usuár ios que têm conhecimento razoável de negócios e de ativ idades econômicas e que revisem e analisem a informação di l igentemente. Por vezes, mesmo os usuários bem informados e di l igentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação sobre um fenômen complexo. QUESTÕES 6. O equilíbrio entre o tempo de divulgação da informação contábil e sua confiabilidade e materialidade está associado a qual aspecto limitador de uma demonstração contábil? a) Prudência. b) Continuidade. c) Tempestividade. d) Comparabilidade. 7. Atualmente, uma das críticas mais recorrentes em relação à Contabilidade deve são divulgadas informações e relatórios por parte do contador. Sobre esta divulgação, o profissional contábil deve: a) Divulgar relatórios que atendam às b) Divulgar somente relatórios positivos, para que a empresa não seja “malvista” no mercado. c) Divulgar somente o que alguns usuários, principalmente os que ocupam altos cargos, desejam. d) Divulgar relatórios que só os contadores entendam, já que são eles que devem analisá tomar decisões. FundamentaisRelevância Representação Fidedigna CONTABILIDADE GERAL Compreensibi l idade Class if icar, caracter izar e apresentar a informação com clareza e concisão Certos fenômenos são inerentemente complexos e não podem ser faci lmente compreendidos. A exclusão de informações sobre esses fenômenos dos f inanceiros pode tornar a informação constante em referidos relatór ios mais faci lmente compreendida. Contudo, referidos relatórios seriam considerados incompletos e potencia lmente distorcidos financeiros são e laborados para usuár ios que têm de negócios e de ativ idades econômicas e que revisem e analisem a informação di l igentemente. Por vezes, mesmo os usuários bem informados e di l igentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação sobre um fenômen O equilíbrio entre o tempo de divulgação da informação contábil e sua confiabilidade e materialidade está associado a qual aspecto limitador de uma demonstração contábil? Atualmente, uma das críticas mais recorrentes em relação à Contabilidade deve são divulgadas informações e relatórios por parte do contador. Sobre esta divulgação, o profissional Divulgar relatórios que atendam às necessidades e sanem as dúvidas dos diversos usuários. Divulgar somente relatórios positivos, para que a empresa não seja “malvista” no mercado. Divulgar somente o que alguns usuários, principalmente os que ocupam altos cargos, desejam. que só os contadores entendam, já que são eles que devem analisá Resumo Caracteristicas Qualitativas Fundamentais Relevância Representação Fidedigna de Melhoria Comparabilidade Verificabiliadade Tempestividade Compreensibilidade apresentar a informação com clareza e concisão Certos fenômenos são inerentemente complexos e não podem ser faci lmente compreendidos. A exclusão de informações sobre esses fenômenos dos nformação constante em referidos relatór ios mais faci lmente compreendida. Contudo, referidos s e potencia lmente distorcidos. f inanceiros são e laborados para usuár ios que têm de negócios e de ativ idades econômicas e que revisem e analisem a informação di l igentemente. Por vezes, mesmo os usuários bem informados e di l igentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação sobre um fenômeno econômico O equilíbrio entre o tempo de divulgação da informação contábil e sua confiabilidade e materialidade está associado a qual aspecto limitador de uma demonstração contábil? Atualmente, uma das críticas mais recorrentes em relação à Contabilidade deve-se ao modo como são divulgadas informações e relatórios por parte do contador. Sobre esta divulgação, o profissional necessidades e sanem as dúvidas dos diversos usuários. Divulgar somente relatórios positivos, para que a empresa não seja “malvista” no mercado. Divulgar somente o que alguns usuários, principalmente os que ocupam altos cargos, desejam. que só os contadores entendam, já que são eles que devem analisá-los e de Melhoria Comparabilidade Verificabiliadade Tempestividade Compreensibilidade CONTABILIDADE GERAL 8. No mês de setembro de 2003, uma empresa comprou a prazo material de expediente, no valor de R$ 30.000,00. Os pagamentos das faturas ocorreram em 30 de outubro, 30 de novembro e 30 dezembro de 2003. Houve utilização do material em dezembro de 2003 totalizou R$ 20.000,00. Em conformidade com o Princípio da Competência, o valor a ser apropriado como despesas, em 2003, será de: a) R$ 20.000,00, em dezembro de 2003. b) R$ 20.000,00, em novembro de 2003. c) R$ 30.000,00, em dezembro de 2003. d) R$ 30.000,00, em setembro de 2003. QUESTÃO DISCURSIVA 1 De acordo com dados do Sebrae-SP, existem no Brasil mais de 5 milhões de empresas. Várias publicações, inclusive do DIEESE (2012), comentam a respeito do bom desempenho da economia brasileira na última década, impulsionando a ampliação das micro e pequenas empresas (MPE) no país, confirmando a expressiva participação dessas empresas na estrutura produtiva nacional. Em 2010, as MPE representavam 99% das empresas do país, proporcionando mais da metade dos empregos formais em estabelecimentos privados não agrícolas. Por outro lado, o tempo de vida de muitas dessas empresas não ultrapassa cinco anos e, em alguns casos, não chega a dois. Uma parcela das MPE somente utiliza a contabilidade financeira para cumprimento de obrigações legais/fiscais, não dispondo de informações e de relatórios gerenciais. Disponível em: <http://www.sebraesp.com.br>. Acesso em: 20 jul. 2012. Suponha que o proprietário da MPE Cristal, preocupado com a continuidade dos negócios, buscou consultoria contábil para a implantação de uma contabilidade gerencial. Os consultores explicaram ao proprietário que adequados procedimentos contábeis direcionam para melhores demonstrações contábeis, proporcionando relatórios gerenciais da situação econômica e financeira da empresa, os quais contribuem eficazmente na gestão. Considerando essas informações e com base na situação hipotética apresentada, na qualidade de consultor da MPE Cristal, explique os procedimentos contábeis para que o proprietário da empresa possa entender os relatórios, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: a) princípio da continuidade; b) princípio da competência; 9. A Casa de Espetáculos William Shakespeare realizou uma peça teatral, em outubro de 2012. De acordo com os critérios da Resolução CFC no 1.412/2012, a receita deveria ser reconhecida quando: a) os artistas assinaram o contrato de realização do espetáculo. b) a empresa recebeu o valor correspondente à venda dos bilhetes. c) o público cadastrou-se online para compra posterior dos bilhetes. d) os bilhetes para o espetáculo teatral foram vendidos. e) o espetáculo teatral aconteceu. 10. Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere: I. As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. II. A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral. CONTABILIDADE GERAL III. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos. IV. Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I, II e III. e) II, III e IV 11. A empresa Figueira S.A. ao estabelecer as taxas de depreciação optou por adotar as taxas fiscais, ainda que soubesse que seus ativos teriam vida útil econômica substancialmente diferente. Procedeu dessa forma para aumentar a depreciação do período, realizando assim menos pagamento de dividendos. Pode-se afirmar que a empresa NÃO atendeu ao princípio/pressuposto da: a) Neutralidade. b) Materialidade. c) Competência. d) Essência. e) Entidade. 12. De acordo com a NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, para a informação contábil-financeira ser útil, ela precisa ter as seguintes características qualitativas fundamentais: a) Comparabilidade e valor justo. b) Relevância e representação fidedigna. c) Tempestividade e materialidade. d) Verificabilidade e objetividade. 13. O Conselho Federalde Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a Resolução 750, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas cinco frases. Assinale a opção que indica uma afirmativa falsa. a) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). b) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades. c) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes d) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. e) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da atualização monetária; o da competência e o da prudência. CONTABILIDADE GERAL 14. A empresa Patrimônio S.A. efetuou a depreciação utilizando os percentuais fiscais, ainda que soubesse que a vida econômica do bem era maior do que as taxas fiscais. A decisão foi tomada em função das dificuldades em controlar as duas depreciações, o que levaria a empresa a ter custos de controle não suportáveis pelo porte e situação financeira da empresa, inviabilizando o negócio. Referida situação: a) Afeta diretamente a neutralidade na apresentação de uma demonstração contábil fidedigna, não sendo possível considerar a demonstração fidedigna. b) Altera a demonstração contábil de forma material, impedindo o reconhecimento como uma demonstração contábil fidedigna. c) Permite considerar a demonstração contábil fidedigna, uma vez que o custo para geração de uma informação com melhor qualidade não justificaria o benefício. d) Atende ao princípio da prudência, visto que a decisão de adotar a depreciação que atribui maior valor ao resultado permite a geração de uma demonstração conservadora mais fidedigna. e) Distorce a possibilidade do usuário em analisar a demonstração contábil, sendo necessário o ajuste para considerá-la fidedigna. 15. Entre as características qualitativas de melhoria, a comparabilidade está entre as que os analistas de demonstrações contábeis mais buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual contábil que comparabilidade é a característica que: a) Permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles nas Demonstrações Contábeis. b) Utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. c) Considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e normas contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as entidades precisam adotar os mesmos métodos de apuração e cálculo. d) Garante que usuários diferentes concluam de forma completa e igual, quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo levados a um completo acordo. e) Estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e processos aplicados em demonstrações contábeis de mesmo segmento. 16. José Henrique resolveu medir contabilmente um dia de sua vida começando do “nada” patrimonial. De manhã cedo nada tinha. Vestiu o traje novo (calça, camisa, sapatos, etc.), comprado por R$ 105,00, mas que sua mãe lhe deu de presente. Em seguida tomou R$ 30,00 emprestados de seu pai, comprou o jornal por R$ 1,20, tomou o ônibus pagando R$ 1,80 de passagem. Chegando ao CONIC, comprou fiado, por R$ 50,00, várias caixas de bombons e chicletes e passou a vendê-los no calçadão. No fim do dia, cansado, tomou uma refeição de R$ 12,00, mas só pagou R$ 10,00, conseguindo um desconto de R$ 2,00. Contou o dinheiro e viu que vendera metade dos bombons e chicletes por R$ 40,00. Com base nessas informações, podemos ver que, no fim do dia, José Henrique possui um “capital próprio” no valor de: a) R$ 120,00 b) R$ 189,00 c) R$ 2,00 d) R$ 187,00 e) R$ 107,00 CONTAB 4. PATRIMÔNIO “Certamente, uma informação relevante para todo e qualquer tipo de usuário é sobre a composição do patrimônio de uma entidade. Toda entidade possui bens, direitos e deveres. Como está a composição desses bens, diretos e deveres? Será que os bens e direitos são suficientes para cumprir as obrigações assumidas pela contabilidade? A propósito, e as obrigações da entidade, serão exigidas no curto ou longo prazo? Qual a parte do patrimônio da empresa que é composta por recursos dos sócios e acionistas? O patrimônio de uma entidade consiste no somatório de todos os bens e direitos adquiridos pela ent idade esse patr imônio. TOTAL DE APLICAÇÕES REALIZADAS É o que está à disposição para uti l ização imediata DIREITOS Créditos e valores em poder de terceiros 4.1. Bens São todos os itens de que a entidade dispõe para satis fazer suas necessidades e executar suas ativ idades, com vista em alcançar seus objet ivos, e que podem ser mensurados e classi f icados quanto à f inal idade e quanto à forma. 3 BORINELLI, Márcio Luiz; PIMENTEL, Renê Coppe. Classificação dos Bens Finalidade Bens de uso Bens de consumo Bens de troca CONTABILIDADE GERAL “Certamente, uma informação relevante para todo e qualquer tipo de usuário é sobre a de uma entidade. Toda entidade possui bens, direitos e deveres. Como está a composição desses bens, diretos e deveres? Será que os bens e direitos são suficientes para cumprir as obrigações assumidas pela contabilidade? A propósito, e as dade, serão exigidas no curto ou longo prazo? Qual a parte do patrimônio da empresa que é composta por recursos dos sócios e acionistas?”. ³3 O patrimônio de uma entidade consiste no somatório de todos os bens e tos adquiridos pela ent idade subtraídos as obrigações que recaem sobre BENS É o que está à disposição para uti l ização imediata + DIREITOS Créditos e valores em poder de terceiros = OBRIGAÇÕES Dívidas e compromissos com terceiros + PATRIMÔNIO LÍQUIDO Situação Líquida São todos os itens de que a entidade dispõe para satis fazer suas necessidades e executar suas ativ idades, com vista em alcançar seus objet ivos, e que podem ser mensurados e aval iados economicamente. Os bens podem ser o à f inal idade e quanto à forma. BORINELLI, Márcio Luiz; PIMENTEL, Renê Coppe. Curso de contabilidade para gestores, analistas e outros profissionais. São Paulo: Atlas, 2010. Classificação dos Bens Finalidade Bens de uso Bens de consumo Bens de troca Forma Tangíveis Intangíveis “Certamente, uma informação relevante para todo e qualquer tipo de usuário é sobre a de uma entidade. Toda entidade possui bens, direitos e deveres. Como está a composição desses bens, diretos e deveres? Será que os bens e direitos são suficientes para cumprir as obrigações assumidas pela contabilidade? A propósito, e as dade, serão exigidas no curto ou longo prazo? Qual a parte do patrimônio da O patrimônio de uma entidade consiste no somatório de todos os bens e as obrigações que recaem sobre TOTAL DE RECURSOS OBTIDOS São todos os itens de que a entidade dispõe para satis fazer suas necessidades e executar suas ativ idades, com vista em alcançar seus objet ivos, e que Os bens podem ser . São Paulo: Atlas,2010. Forma Tangíveis Intangíveis CONTABILIDADE GERAL Bens de uso: móveis e utensí l ios, máquinas e equipamentos, veículos etc. Bens de consumo: materiais de l impeza, materiais de escritório etc. Bens de troca: mercadorias adquiridas para revenda, produtos de fabr icação para venda, mater iais adquiridos para serem uti l izados na fabricação de produtos. Bens tangíveis: são aqueles que possuem forma f ís ica, matéria, e são divididos em móveis e imóveis. Bens intangíveis: são aqueles que não apresentam corpo f ís ico, matéria, não sendo, portanto, palpáveis . Como exemplos têm-se softwares, capita l intelectual , marcas e patentes, ponto comercial (fundo de comércio) etc. 4.2. Direitos Os direitos surgem, normalmente, por uma transação de venda, empréstimos, prestação de serviços, cujo pagamento não seu deu no ato da operação. Assim, os direitos representam todos os valores que a entidade tem a receber em poder de terceiros, de forma imediata ou no futuro, provenientes de uma transação já real izada. Além disso, também compõem os direitos os valores pertencentes à entidade, mas que se encontram sob custódia de terceiros. Os bens e direitos compõem o ATIVO da entidade que pode ser assim definido: O bene f í c i o e conôm i co f u t u r o i n co rpo r ado a um a t i vo é o s e u po t enc i a l em con t r i b u i r , d i r e t a ou i nd i r e t amen te , pa r a o f l u xo de ca i x a ou e qu i va l e n t e s d e ca i x a pa r a a en t i d a de . Ta l po t enc i a l pode s e r p r odu t i vo , q u ando o r e cu r so f o r pa r t e i n t e g r an t e d a s a t i v i d a de s ope r a c i ona i s d a en t i d a de . Pode t ambém t e r a f o rma de conve r s i b i l i d a de em ca i x a ou e qu i va l e n t e s d e ca i x a ou pode a i nda s e r capa z d e r e du z i r a s s a í d a s d e ca i x a , c omo no ca so d e p r oce s so i n du s t r i a l a l t e r na t i vo que r e du za o s cu s to s d e p r odu ção . RESOLUÇÃO CFC N . º 1 .374/11 – I t em 4 .8 4.3. Obrigações Contrar iamente aos diretos, as obrigações representam os valores que a entidade tem a pagar a terceiros ou aos sócios de forma imediata ou no futuro, em razão, pr incipalmente, de transações de compras, empréstimos, contratação de serviços. Também integram esse conceito as obrigações decorrentes de adiantamentos feitos à empresa e que podem demandar algum tipo de contrapartida futura. As obrigações compõem o PASSIVO da entidade que pode ser assim definido: Uma ca r a c t e r í s t i c a e s s enc i a l pa r a a e x i s t ê nc i a d e pa s s i vo é que a en t i d a de t e nha uma ob r i g a ção p r e s en t e . Uma ob r ig a ção é um de ve r ou r e spon sab i l i d a de d e a g i r ou de d e s empenha r uma dada t a r e f a d e ce r t a mane i r a . As ob r i g a çõ e s podem se r l e g a lmen te e x i g í v e i s em con sequênc i a d e con t r a to ou d e ex i g ênc i a s e s t a t u t á r i a s . E s s e é no rma lmen te o ca so , po r e x emp l o , d a s con t a s a paga r po r ben s e s e r v i ço s r e ceb i do s . En t r e t an to , ob r i g a çõe s s u r g em t ambém de p r á t i c a s u s u a i s do negóc i o , d e u so s e CONTABILIDADE GERAL co s t ume s e do d e s e j o d e man te r boa s r e l a çõe s come r c i a i s ou a g i r d e mane i r a e qu i t a t i v a . De s s e modo , s e , po r e x emp l o , a en t i d a de que d e c i d a , po r q ue s t ão d e po l í t i c a me r cado l óg i c a ou d e imagem , r e t i f i c a r d e f e i t o s em s eu s p r odu to s , me smo quando t a i s de f e i t o s t e nham se t o r nado conhe c i do s d epo i s d a e xp i r a ção do pe r í odo d a g a r an t i a , a s impo r t ânc i a s q ue e spe r a g a s t a r com o s p r odu to s j á vend i do s con s t i t u em pa s s i vo s . Pa s s i vo s r e s u l t am de t r a n s a çõ e s ou ou t r o s e ven to s pa s s a do s . As s im , po r e x emp l o , a a qu i s i ç ão d e b en s e o u so d e s e r v i ço s d ão o r i g em a con t a s a paga r ( a não s e r q ue pago s a d i a n t a damen te ou na en t r e g a ) e o re ceb imen to d e empr é s t imo bancá r io r e s u l t a na ob r i g a ção d e hon r á- l o no ven c imen to . Pa s s i vo s r e s u l t am de t r a n s a çõe s ou ou t r o s e ven to s pa s s a do s . A s s im , po r e x emp l o , a a qu i s i ç ão d e b en s e o u so de s e r v i ço s d ão o r i g em a con t a s a paga r ( a não s e r q ue pago s a d i a n t a damen te ou na en t r e g a ) e o r e ceb imen to de empr é s t imo bancá r i o r e s u l t a na ob r i g a ção d e hon r á- l o no ven c imen to . RESOLUÇÃO CFC N . º 1 .374/11 – I t em 4 .15 e I t em 4 .18 4.4. Patrimônio Líquido O item 4.4 da Res. CFC nº 1.374/11, def ine patrimônio l íquido “como o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos” Embora definido como algo residual, ele pode ter subclassif icações no balanço patrimonial. Por exemplo, na sociedade por ações, recursos aportados pelos sócios, reservas resultantes de retenções de lucros e reservas representando ajustes para manutenção do capital podem ser demonstrados separadamente. Tais c lass if icações podem ser relevantes para a tomada de decisão dos usuários das demonstrações contábeis quando indicarem restrições legais ou de outra natureza sobre a capacidade que a entidade tem de distribuir ou apl icar de outra forma os seus recursos patrimoniais . Podem também refletir o fato de que determinadas partes com direitos de propriedade sobre a ent idade têm direitos diferentes com relação ao recebimento de div idendos ou ao reembolso de capita l . O Patrimônio Líquido é o resultado matemático do somatório dos bens e diretos, subtraídas as obrigações que recaem sobre esse patrimônio. PL = BENS + DIREITOS – OBRIGAÇÕES OU PL = ATIVO – PASSIVO (exigível) CONTABILIDADE GERAL 5. RESULTADO “O resultado é frequentemente utilizado como medida de performance ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ação. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do resultado são as receitas e as despesas.”.4 Receitas e despesas são definidas como segue: 5.1. Receita São aumen to s no s b ene f í c i o s e conôm i co s du r an t e o pe r í odo con t á b i l , s ob a f o rma da en t r a d a d e r e cu r so s ou do a umen to d e a t i vo s ou d im inu i ção d e pa s s i vo s , q u e r e s u l t am em aumen to s do pa t r imôn i o l í q u i do , e q ue não e s t e j am r e l a c i onado s com a con t r i b u i ç ão do s d e t en to r e s do s i n s t r umen to s pa t r imon i a i s . RESOLUÇÃO CFC N . º 1 .374/11 – I t em 4 .25a A definição de receita abrange tanto receitas propriamente ditas como ganhos. A receita surge no curso das ativ idades ordinárias de uma entidade e é designada por uma variedade de nomes, tais como vendas, honorár ios, juros, div idendos e royalt ies. Os ganhos representam um tipo específ ico de receita, ou se ja, aquelas que não surgem no curso das ativ idades ordinárias da entidade, representando aumentos nos benefíc ios econômicos. Ganhos inc luem, por exemplo, aqueles que resultam da venda de ativos imobil izados. Quando esses ganhos são reconhecidos na demonstração de resultado, eles são usualmente apresentados separadamente, porque sua divulgação é úti l para f ins de tomada de decisões. Esses ganhos são, na maior ia das vezes,mostrados l íquidos das respectivas despesas. Os ganhos também aumentam o patrimônio da organização, porém se dist inguem das receitas propriamente ditas por serem periféricos às at iv idades bás icas da empresa. A receita também pode resultar da l iquidação de passivos. Por exemplo, a entidade pode fornecer mercadorias e serviços ao credor por empréstimo em l iquidação da obr igação de pagar o emprést imo. 5.2. Despesas São de c r é s c imos no s b ene f í c i o s e conôm i co s du r an t e o pe r í odo con t á b i l , s ob a f o rma da s a í d a d e r e cu r so s ou d a r edu ção d e a t i vo s ou a s s un ção d e pa s s i vo s , q u e r e s u l t am em de c r é s c imo do pa t r imôn i o l í q u i do , e q ue não e s te j am r e l a c i onado s com d i s t r i b u i çõe s ao s d e t en to r e s do s i n s t r umen to s pa t r imon i a i s . RESOLUÇÃO CFC N . º 1 .374/11 – I t em 4 .25b Despesa é o gasto (dispêndio ou sacri f íc io) necessário para a obtenção de receitas . As Despesas são gastos que não se identif icam com o processo de transformação ou produção dos bens e produtos. 4 Resolução CFC nº 1.374/11, Item 4.24. CONTAB Pode-se dizer que as despesas são por diminuições do ativo ou aumentos dos passivos e que surgem no curso normal das at iv idades operacionais de uma entidade. Quando a despesa não surge da ativ idade normal da empresa, denomina Perda ocorre quando um recurso da empresa é consumido de forma anormal e involuntária . Um desperdício que seja usual, normal ou recorrente, não é classi f icado como perda, mas sim como despesa ou custo; é o caso de retalhos no processo produtivo de confecção de roupas. considerado como uma perda de produzir qualquer benef ício de receita. Alguns exemplos de p incêndio e inundações, assim como as que decorrem da venda de ativos não circulantes. A def inição de despesas também inclui as perdas não real izadas. Por exemplo, as que surgem dos efeitos dos aumentos na taxa de câmbio de moeda estrangeira com relação aos empréstimos da entidade a pagar em tal moeda. Quando as perdas são reconhecidas na demonstração do resultado, elas são geralmente demonstradas separadamente, pois sua divulgação é úti l para f ins de tomada de decisões econômicas. As perd reportadas l íquidas das respect ivas receitas. 5.3. Custos É a soma dos gastos incorr idos e necessár ios para a aquis ição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e local ização atual . Compreende todos produção, de modo a colocá transformados, ut i l i zados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da ent idade, ou real izados de qualquer outra forma. Desta forma, custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e serviços. 6. INGRESSOS E SAÍDAS DE RECURSOS TOTAL DE APLICAÇÕES REALIZADAS CONTABILIDADE GERAL se dizer que as despesas são reduções do patr imônio l íquido provocadas por diminuições do ativo ou aumentos dos passivos e que surgem no curso normal das at iv idades operacionais de uma entidade. Quando a despesa não surge da ativ idade normal da empresa, denomina-se perda. quando um recurso da empresa é consumido de forma anormal e involuntária . Um desperdício que seja usual, normal ou recorrente, não é classi f icado como perda, mas sim como despesa ou custo; é o caso de retalhos no processo produtivo de confecção de roupas. Assim, para ser considerado como uma perda, o recurso deve ser sacri f icado sem a intenção de produzir qualquer benef ício de receita. de perdas são aquelas decorrentes de sinistros como incêndio e inundações, assim como as que decorrem da venda de ativos não circulantes. A def inição de despesas também inclui as perdas não real izadas. Por exemplo, as que surgem dos efeitos dos aumentos na taxa de câmbio de ira com relação aos empréstimos da entidade a pagar em tal moeda. Quando as perdas são reconhecidas na demonstração do resultado, elas são geralmente demonstradas separadamente, pois sua divulgação é úti l para f ins de tomada de decisões econômicas. As perdas são, em regra, reportadas l íquidas das respect ivas receitas. a soma dos gastos incorr idos e necessár ios para a aquis ição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e local ização atual . Compreende todos os gastos incorr idos na sua aquisição ou produção, de modo a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, ut i l i zados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da ent idade, ou real izados de outra forma. Desta forma, custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e serviços. INGRESSOS E SAÍDAS DE RECURSOS BENS •É o que está à disposição imediata OBRIGAÇÕES •Dívidas e compromissos com terceiros DIREITOS •Créditos e valores em poder de terceiros PATRIMÔNIO LÍQUIDO •Capital Próprio •Situação Líquida reduções do patr imônio l íquido provocadas por diminuições do ativo ou aumentos dos passivos e que surgem no curso normal das at iv idades operacionais de uma entidade. Quando a despesa não quando um recurso da empresa é consumido de forma anormal e involuntária . Um desperdício que seja usual, normal ou recorrente, não é classi f icado como perda, mas sim como despesa ou custo; é o caso de Assim, para ser , o recurso deve ser sacri f icado sem a intenção de sinistros como incêndio e inundações, assim como as que decorrem da venda de ativos não circulantes. A def inição de despesas também inclui as perdas não real izadas. Por exemplo, as que surgem dos efeitos dos aumentos na taxa de câmbio de ira com relação aos empréstimos da entidade a pagar em tal moeda. Quando as perdas são reconhecidas na demonstração do resultado, elas são geralmente demonstradas separadamente, pois sua divulgação é úti l as são, em regra, a soma dos gastos incorr idos e necessár ios para a aquis ição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e os gastos incorr idos na sua aquisição ou los em condições de serem vendidos, transformados, ut i l i zados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da ent idade, ou real izados de outra forma. Desta forma, custo é o valor gasto com bens e serviços TOTAL DE RECURSOS OBTIDOS CONTAB A soma de bens + dire itos é o que podemos chamar uma empresa. Essa r iqueza é construída a partir da capital dos sócios na empresa e das dividas contraídas por eles . 6.1.1. Ingressos de Recursos Podem-se classi f icar dois t ipos de entradas de recursos: Ingressos do Resultado: são ingres da companhia ou que têm correlação com ela. Ingressos Patrimoniais: são ingressos de recursos que independem da ativ idade principal da empresa para serem recebidos. 6.1.2. Saídas de Recursos Saídas de Recursos Patrimoniais ativ idade da empresa para ocorrerem. Saídas de Recursos do Resultado atividade da companhia ou que têm correlação com ela Outros: Aluguel, Dividendos, Ganhos de capital Receitas Financeiras Realizar Investimentos: Bens, Direitos, Mercadorias e Serviços Pagar Dividendos CONTABILIDADE GERAL A soma de bens + dire itos é o que podemos chamar de riqueza da concreta de uma empresa. Essa r iqueza é construída a partir da capital dos sócios na empresa e das dividas contraídas por eles . Ingressos de Recursos se classi f icar dois t ipos de entradas de recursos: : são ingressos de recursos que dependem da ativ idade da companhia ou que têm correlação com ela. : são ingressos de recursos que independem da atividade principal da empresa para serem recebidos. Saídas de Recursos Patrimoniais: são saídas de recursos que independem da ativ idade da empresa para ocorrerem. Saídas de Recursos do Resultado: são saídas de recursos que dependem da ativ idade da companhia ou que têm correlação com ela . Ingressos de Recursos Receitas Financeiras Atividade Principal Capital dos Sócios Empréstimo s e Adiantamen tos Desinvetimento (venda de ativos) Saída de Recursos Investimentos: Pagar Dividendos Pagar dívidas e Empréstim os Custos e Despesas Tributos Participações de riqueza da concreta de uma empresa. Essa r iqueza é construída a partir da capital dos sócios na sos de recursos que dependem da ativ idade : são ingressos de recursos que independem da : são saídas de recursos que independem da : são saídas de recursos que dependem da Empréstimo s e Adiantamen Desinvetimento (venda de ativos) Tributos Participações CONTAB EQUAÇÃO DO TRABALHO A soma dos bens e direitos com as despesas é proporcionada por recursos de dívidas com terceiros, capital própr io e receitas da empresa. BENS DIREITOS DESPESAS QUESTÕES 17. Apresentamos abaixo cinco igualdades literais que, se expressas com avaliação em moeda nacional, podem demonstrar a equação fundamental do patrimônio e a representação gráfica de seus estados, em dado momento 1. ATIVO menos SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. 2. ATIVO menos PASSIVO é igual a ZERO. 3. ATIVO menos PASSIVO menos SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. 4. ATIVO menos PASSIVO mais SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. 5. ATIVO mais PASSIVO menos SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. a) 1 é impossível de ocorrer na prática b) 2 representa o melhor estado patrimonial. c) 3 representa o pior estado patrimonial. d) 4 representa estado pré e) 5 ocorre quando da criação e registro da empresa. 18. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas 1. Num dado momento, o valor do Patrimônio Líquido pode aumentar e/ou diminuir sem que, neste mesmo momento, ocorra qualquer aumento e/ou redução no valor do Ativo e/ou no valor do Passivo. 2. Pode estar sendo incorrida uma despesa neste mome ocorrendo um pagamento e sem que, neste mesmo momento, estejam aumentando as obrigações (dívidas) da empresa. 3. Toda redução no valor do Patrimônio Líquido decorre de uma despesa incorrida. 4. As aplicações de recursos podem ter valor inferior ao valor dos capitais de terceiros. 5. Quando o valor do Passivo (obrigações/dívidas da entidade) for inferior ao valor do Ativo, básica da Contabilidade deve ser expressa da seguinte forma: "Ativo + Patrimônio Líqui BENS DIREITOS TOTAL DE APLICAÇÕES REALIZADAS CONTABILIDADE GERAL EQUAÇÃO DO TRABALHO e direitos com as despesas é proporcionada por recursos de dívidas com terceiros, capital própr io e receitas da empresa. PATRIMÔNIO BENS + DIREITOS OBRIGAÇÕES PATRIMÔNIO LÍQUIDO RESULTADO DESPESAS RECEITAS Apresentamos abaixo cinco igualdades literais que, se expressas com avaliação em moeda nacional, podem demonstrar a equação fundamental do patrimônio e a representação gráfica de seus estados, em dado momento: menos SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. ATIVO menos PASSIVO é igual a ZERO. ATIVO menos PASSIVO menos SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. ATIVO menos PASSIVO mais SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. ATIVO mais PASSIVO menos SITUAÇÃO LÍQUIDA é igual a ZERO. mpossível de ocorrer na prática. 2 representa o melhor estado patrimonial. 3 representa o pior estado patrimonial. 4 representa estado pré-falimentar. 5 ocorre quando da criação e registro da empresa. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas verdadeiras: 1. Num dado momento, o valor do Patrimônio Líquido pode aumentar e/ou diminuir sem que, neste mesmo momento, ocorra qualquer aumento e/ou redução no valor do Ativo e/ou no valor do Passivo. 2. Pode estar sendo incorrida uma despesa neste momento sem que, neste mesmo momento, esteja ocorrendo um pagamento e sem que, neste mesmo momento, estejam aumentando as obrigações 3. Toda redução no valor do Patrimônio Líquido decorre de uma despesa incorrida. rsos podem ter valor inferior ao valor dos capitais de terceiros. 5. Quando o valor do Passivo (obrigações/dívidas da entidade) for inferior ao valor do Ativo, deve ser expressa da seguinte forma: "Ativo + Patrimônio Líqui DESPESAS OBRIGAÇÕES e direitos com as despesas é proporcionada por recursos de PATRIMÔNIO LÍQUIDO Apresentamos abaixo cinco igualdades literais que, se expressas com avaliação em moeda nacional, podem demonstrar a equação fundamental do patrimônio e a representação gráfica de seus 1. Num dado momento, o valor do Patrimônio Líquido pode aumentar e/ou diminuir sem que, neste mesmo momento, ocorra qualquer aumento e/ou redução no valor do Ativo e/ou no valor do Passivo. nto sem que, neste mesmo momento, esteja ocorrendo um pagamento e sem que, neste mesmo momento, estejam aumentando as obrigações rsos podem ter valor inferior ao valor dos capitais de terceiros. 5. Quando o valor do Passivo (obrigações/dívidas da entidade) for inferior ao valor do Ativo, a equação deve ser expressa da seguinte forma: "Ativo + Patrimônio Líquido = Passivo". PATRIMÔNIO LÍQUIDO RECEITAS TOTAL DE RECURSOS OBTIDOS CONTABILIDADE GERAL a) É verdadeira apenas a afirmativa 3. b) São verdadeiras apenas as afirmativas 1 e 4. c) São verdadeiras apenas as afirmativas 2 e 4. d) São verdadeiras apenas as afirmativas 2 e 5. e) São verdadeiras apenas as afirmativas 2, 3 e 4. 19. Conforme a Resolução CFC nº 1.374/11 - NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, para que um recurso controlado por uma entidade atenda ao conceito de Ativo, é característica essencial a: a) Entrega ou promessa futura de entrega de caixa ou outros ativos financeiros para a aquisição. b) Existência de documento que comprove o direito de propriedade da entidade. c) Existência de substância física, material e corpórea, avaliada com base em documentação hábil. d) Expectativa de geração de benefícios econômicos futuros para a entidade. 20. Ativo é definido na estrutura conceitual da contabilidade como um recurso: a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais, independentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar. b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para o seu pagamento. c) adquirido à vista pela entidade. d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios econômicos futuros. e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição do capital. 21. “A fim de viabilizar a compreensão das demonstrações pelo gestor e demais usuários da informação contábil, deve-se evitar ou mesmo excluir, das demonstrações contábeis, as informações de elevada complexidade.” Certo ou Errado? Caso a afirmativa seja falsa justifique. 22. Em relação ao Passivo, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. I. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis. II. Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo, mas não são reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. III. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços. Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns): a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) II e III, apenas. d) III, apenas. 23. Aponte abaixo a opção que contém uma assertiva incorreta. a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicospara a entidade. c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os resultados. d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância física não é essencial à existência de um ativo. CONTABILIDADE GERAL e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de propriedade. Ao determinar a existência de um ativo, entretanto, o direito de propriedade não é essencial. 24. A Cia. Monte Azul devia à Receita Federal do Brasil um montante de impostos e contribuições no valor de R$ 260.000,00, entre o principal e os acréscimos legais (multa e juros). Ao aderir ao parcelamento favorecido instituído pela Medida Provisória n o 449/2008, a sociedade obteve anistia dos acréscimos legais no valor de R$ 95.000,00. Essa redução no Passivo da companhia terá como contrapartida uma conta de: a) Ganho de capital b) Receita c) Custo d) Retificação de Passivo e) Despesa 25. De acordo com a Estrutura Conceituai para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil- Financeiro, reconhecimento é o processo que consiste na incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que se enquadre na definição de elemento e que satisfaça os seguintes critérios de reconhecimento: a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a entidade ou flua da entidade; b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Com relação ao reconhecimento das despesas, de acordo com a conceituação acima, avalie as seguintes afirmações. I. A despesa deve ser reconhecida na demonstração do resultado nos casos em que um passivo é incorrido sem o correspondente reconhecimento de ativo, como no caso de passivo decorrente de garantia de produto. II. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando resultarem em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, que esteja relacionado com o decréscimo de um ativo ou o aumento de um passivo e possa ser mensurado com confiabilidade. III. A despesa deve ser reconhecida imediatamente na demonstração do resultado quando o gasto produzir benefícios econômicos futuros ou quando os benefícios econômicos futuros não se qualificarem, ou deixarem de se qualificar, para reconhecimento no balanço patrimonial como ativo. IV. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base em procedimentos de alocação sistemática e racional, quando se espera que os benefícios econômicos sejam gerados ao longo de vários períodos contábeis e a associação com a correspondente receita somente possa ser feita de modo geral e indireto. V. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na associação entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas (regime de competência), envolve o reconhecimento simultâneo ou combinado das receitas e despesas que resultem direta ou conjuntamente das mesmas transações ou de outros eventos. É correto apenas o que se afirma em a) I e III. b) I, II e IV. c) II, III e V. d) III, IV e V. e) I, II, IV e V. 26. Conforme o regime de competência, responda conforme a figura que se segue: CONTABILIDADE GERAL a) Janeiro. b) Fevereiro. c) Março. d) Qualquer um dos meses. e) Material de limpeza não é despesa. 27. O Conselho Federal de Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a Resolução 750 e recente atualizada pela Resolução 1.282/2010, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas cinco afirmativas. Assinale a opção que indica a afirmativa incorreta. a) A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). b) Os Princípios de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades. c) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. d) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. e) São Princípios de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da competência e o da prudência. 28. Uma sociedade empresária reconhece uma provisão para garantias concedidas aos clientes, no mesmo período em que são registradas as vendas. Apesar de não ser possível prever o valor exato a ser gasto no futuro, com cada cliente, a provisão é constituída e o valor da provisão é calculado com base nas melhores estimativas disponíveis, e em bases confiáveis. Justificam o procedimento adotado pela empresa os Princípios: a) da Relevância e do Registro pelo Valor Original. b) da Prudência e do Custo Histórico. c) da Oportunidade e da Competência. CONTABILIDADE GERAL d) da Continuidade e da Objetividade. e) da Relevância e Prudência. 7. BALANÇO PATRIMONIAL O Balanço Patrimonial é um importante relatório da contabi l idade, porque apresenta o seu objeto, o Patrimônio. Sua principal missão é a de sintetizar em contas representativas a posição das contas do exercíc io f indo e as mudanças patrimoniais que ocorreram em relação a exerc ício anterior. Assim, o Balanço Patrimonial é um relatório composto pelos elementos destinados a mensurar e explicar a posição patr imonial e f inanceira da entidade num determinado momento,ou seja, é a demonstração contábi l que representa quant itativamente e qualitat ivamente o patrimônio de uma entidade, evidenciado, portanto, o conjunto de bens, direitos e obrigações desta. BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO Ativo Circulante Passivo Circulante Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP) Investimento Patrimônio Líquido Imobilizado Capital Social Intangível (-) Capital a Realizar Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucros (-) Ações em Tesouraria Prejuízos Acumulados TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO Art. 178 a Art. 182 Lei 6.404/76 7.1. Ativo O professor Sérgio de Iudicíbus nos traz três definições 5 de At ivo: “Recursos econômicos possuídos por uma empresa” , destacando ass im a propriedade. “qualquer contraprestação, material ou não, possuída por uma empresa específ ica e que tem valor para empresa” , destacando a poss ibi l idade do Ativo ser tanto tangível como intangível . E “ativos são recursos controlados por uma entidade capazes de gerar, mediata ou imediatamente, f luxos de caixa” . Lei. nº 6.404/76 Art. 178. No balanço, as contas serão c lass if icadas segundo os elementos do patr imônio que registrem, e agrupadas de modo a faci l itar o conhecimento e a anál ise da situação f inanceira da companhia. 5 Todas as definições constam no livro Teoria da Contabilidade, de Sérgio de Iudicíbus, 8. Ed., p.138. CONTABILIDADE GERAL § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de l iquidez dos e lementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I – ativo circulante; e ( Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)I I – at ivo não c irculante, composto por ativo real izável a longo prazo, invest imentos, imobi l izado e intangível . Art. 179. As contas serão c lass if icadas do seguinte modo: I - no ativo circulante: as disponibi l idades, os direitos real izáveis no curso do exercíc io social subseqüente e as apl icações de recursos em despesas do exercíc io seguinte; I I - no ativo realizável a longo prazo: os dire itos realizáveis após o término do exercíc io seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades col igadas ou controladas (art igo 243), diretores , acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não const ituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; I I I - em investimentos: as partic ipações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classif icáveis no at ivo circulante, e que não se dest inem à manutenção da at ividade da companhia ou da empresa; IV – no ativo imobil izado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa f inal idade, inclus ive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benef íc ios, r iscos e controle desses bens; (Redação dada pela Le i nº 11.638,de 2007) V – (Revogado pela Le i nº 11.941, de 2009) VI – no intangível: os dire itos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa f inal idade, inc lus ive o fundo de comércio adquir ido. ( Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa t iver duração maior que o exercíc io social , a classif icação no c irculante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. Art. 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no at ivo difer ido que, pela sua natureza, não puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá permanecer no at ivo sob essa class if icação até sua completa amortização, suje ito à análise sobre a recuperação de que trata o § 3o do art. 183 desta Lei. ( Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 7.2. Passivo Eugenio Montoto define passivo como “uma obr igação presente, cuja or igem é um fato gerador ocorr ido no passado ou presente que acarretará, em favor CONTABILIDADE GERAL de um terceiro, a t ransferência, no futuro, de um ativo da empresa. Normalmente disponibi l idades em dinheiro, prestação de serviços ou, ainda, substituição de um Passivo por outro com prazo e condições mais apropriadas”. 6 Art. 178. No balanço, as contas serão c lass if icadas segundo os elementos do patr imônio que registrem, e agrupadas de modo a faci l itar o conhecimento e a anál ise da situação f inanceira da companhia. § 2º No passivo, as contas serão c lass if icadas nos seguintes grupos: I – pass ivo circulante; ( Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I I – passivo não circulante; e ( Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I I I – patr imônio l íquido, div idido em capital social , reservas de capital, ajustes de avaliação patr imonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. ( Incluído pela Le i nº 11.941, de 2009) Passivo Ex igível Art. 180. As obr igações da companhia, inc lusive f inanciamentos para aquisição de dire itos do ativo não c irculante, serão classi f icadas no pass ivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se t iverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Le i. (Redação dada pela Le i nº 11.941, de 2009) 7.3. Patrimônio Líquido O Patrimônio L íquido, representa o capital dos sócios ou acionistas, também chamado de capital própr io. Também pode ser definido como à soma que poderia ser obtida pela venda dos seus at ivos e l iquidação de seus pass ivos isoladamente. De acordo com a Lei. nº 6.404/76, com redação modif icada pela Lei nº 11.941/09, o Patrimônio Líquido é dividido em: a) Capital Social – representa valores recebidos pela empresa dos sócios, ou por ela gerados e que foram formalmente incorporados ao Capital; b) Reservas de Capital – representam valores recebidos que não transitam pelo resultado como receitas; c) Ajustes de Avaliação Patr imonial – representam as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e passivo, em decorrência de sua aval iação a valor justo, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência. 6 EUGENIO, Montoto. Contabilidade Geral e avançada esquematizado. 4 ed. São Paulo: Saraiva, 2015. CONTABILIDADE GERAL d) Reservas de Lucros – representam lucros obtidos pela empresa, retidos com final idade especif ica; e) Ações em Tesouraria – representam as ações da companhia que são adquir idas pela própria sociedade; f ) Prejuízo Acumulados – representam resultados negativos gerados pela entidade à espera de absorção futura. De acordo com a Lei. nº 6.404/76, com redação modif icada pela Lei nº 11.941/09, o Patrimônio Líquido é dividido em: QUESTÕES 29. A empresa S.A. Indústria e Comércio produz tornos metálicos e outras ferramentas industriais que são comercializados em operações de venda, tanto a vista como a prazo. Seu exercício financeiro coincide com o ano-calendário. Em 21 de dezembro de 1999 o Diretor Financeiro dessa empresa, que também é seu acionista, obteve na Tesouraria um empréstimo de R$ 6.000,00, assinando uma promissória vencível em 25 do mês seguinte. No mesmo dia, esse Diretor comprou a prazo algumas ferramentas, na própria loja da fábrica, assinando três notas promissórias de R$ 600,00, vencíveis a 60, 120 e 180 dias. As operações foram debitadas em Títulos a Receber. Ao encerrar o exercício em 31 de dezembro do referido ano, deverá constar no balanço patrimonial dessa empresa a conta “Títulos a Receber” com saldo de: a) R$ 7.800,00 no ativo circulante b) R$ 7.800,00 no ativo realizável a longo prazo c) R$ 6.000,00 no ativo circulante d) R$ 6.000,00 no ativo circulante e de R$ 1.800,00 no ativo realizável a longo prazo e) R$ 1.800,00 no ativo circulante e de R$ 6.000,00 no ativo realizável a longo prazo QUESTÃO DISCURSIVA 2 O contador da empresa Última Chance, revendedora de materiais de escritório, está com diversas dúvidas quanto à estruturação das suas duas principais demonstrações contábeis: Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados do Exercício. Para esclarecer as dúvidas, resolveu contratar uma empresa de consultoria e de assessoria contábil, e disponibilizou o Balancete de 31/12/X8, antes da apuração do resultado do exercício e distribuição do lucro, conforme tabela a seguir. CONTAS DÉBITO CONTAS CRÉDITO Ações em Tesouraria 110 Capital Subscrito 900 Aplicações Financeiras (curto prazo) 630 Debêntures (longo prazo) 1.330 Benfeitorias em Imóveis de Terceiros 90 Demais Contas a Pagar 90 Caixa e Bancos 200 Depreciação Acumulada 110 Capital a Integralizar 230 Dividendos a Pagar 54 Custo das Mercadorias Vendidas 7.000 Duplicatas Descontadas 100 Despesas Administrativas e Gerais 500 Empréstimos e Financiamentos (curto 1.500 Despesas com Vendas 1.700 Empréstimos e Financiamentos (longo 1.850 Despesas Pagas Antecipadamente (curto 450 Fornecedores 2.500 Duplicatas a Receber 800 Impostos, Taxas e Contribuições a 500 Empréstimos a Sociedades Controladas 270 Provisão para Contingências 80 Estoques 3.300 Receita Bruta de Vendas 13.500 Impostos a Recuperar 350 Reserva de Incentivos Fiscais 180 Impostos sobre Vendas 3.100 Reserva Legal 26 Instalações 550 Reserva para Contingências 300 Marcas e Patentes 900 Reservas de Capital 120 CONTABILIDADE GERAL Outras Receitas/DespesasOperacionais 560 Salários e Encargos a Pagar 130 Participações em Controladas 1.250 Participações em Controladas em Conjunto 250 Provisão para Imposto de Renda e 50 Resultado Financeiro 510 Terrenos 180 Veículos 290 TOTAL 23.270 TOTAL 23.270 As principais dúvidas apontadas pelo contador da empresa Última Chance quanto: a) ao Valor do Ativo Circulante. b) ao Valor do Passivo Exigível de Longo Prazo. c) ao Valor do Ativo Intangível. d) ao Valor dos Investimentos – Não Circulante. e) ao Resultado do Período. f) ao Valor do Patrimônio Líquido, após distribuição do lucro. Qual valor deveria ser informado em cada item pela empresa de consultoria e assessoria? Para responder à letra f, considere que parte do lucro será destinada à Reserva Legal e o restante, distribuída na forma de dividendos a serem pagos no próximo exercício. 30. A Cia. Exatos, empresa de consultoria contábil, iniciou suas atividades em 01/12/X9, com um capital social de R$ 100.000,00, sendo R$ 60.000,00 integralizados em dinheiro e R$ 40.000,00 a serem Integralizados no mês de janeiro. Durante o mês de dezembro de X9, ocorreram os seguintes fatos contábeis: Aquisição, a prazo, de material de consumo.............................................................................. R$ 6.000,00 Pagamento de assinatura de jornal em 31/12/X9...................................................................... R$ 1.000,00 Compra de equipamentos para pagamento em 35 dias sem juros ......................................... R$ 40.000,00 Pagamento a fornecedores de material de consumo ................................................................ R$ 2.000,00 Recebimento de adiantamento de clientes por serviços contratados a serem prestados em 40 dias ...... R$ 36.000,00 Reconhecimento da despesa com salários e pró-labore para pagamento em janeiro de X10 ................... R$ 48.000,00 Aplicação financeira em 31/12/X9............................................................................................ R$ 20.000,00 Serviços prestados a clientes para recebimento em 60 dias ................................................... R$ 85.000,00 Reconhecimento e pagamento de despesas gerais.................................................................... R$ 5.000,00 Obtenção de empréstimos bancários de longo prazo.............................................................. R$ 28.000,00 Compra à vista de um imóvel................................................................................................... R$ 75.000,00 O valor total do Ativo da Cia. Exatos, em 31/12/X9 era, em reais, a) 220.000,00 b) 248.000,00 c) 269.000,00 d) 288.000,00 e) 296.000,00 CONTABILIDADE GERAL 31. Registrada em primeiro de abril, a firma Três Comercial S/A: 1 - Recebeu capital social de R$ 1.100,00, em dinheiro; 2 - Tomou R$ 1.000,00 emprestados no banco, com encargos de 10%; 3 - Prestou serviços a vista por R$ 800,00; 4 - Comprou mercadorias a vista por R$ 1.400,00; 5 - Emprestou R$ 600,00 para receber R$ 650,00 no mês seguinte; 6 - Pagou 40% do aluguel de R$ 600,00, registrando o restante para pagamento no mês seguinte. Ao fim dessas atividades, após contabilizar os fatos registrados, a empresa apresentará: a) Ativo de R$ 2.560,00 b) Passivo de R$ 1.460,00 c) Patrimônio Líquido de R$ 1.200,00 d) Lucros Acumulados de R$ 410,00 e) Capital Circulante Líquido de R$ 1.250,00 8. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) A Demonstração do Resultado do Exercíc io é a apresentação, em forma resumida, das operações real izadas pela empresa, durante o exercício socia l , demonstradas de forma a destacar o resultado l íquido do per íodo, incluindo o que se denomina receitas e despesas real izadas. Lei. nº 6.404/76 Art. 187. A demonstração do resultado do exercíc io discr iminará: I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abat imentos e os impostos; I I - a receita l íquida das vendas e serviços , o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; I I I - as despesas com as vendas, as despesas f inanceiras, deduzidas das receitas , as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV – o lucro ou prejuízo operacional , as outras receitas e as outras despesas; (Redação dada pela Le i nº 11.941, de 2009) V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI – as partic ipações de debêntures, empregados, administradores e partes benef iciár ias, mesmo na forma de instrumentos f inanceiros, e de inst ituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela Le i nº 11.941, de 2009) VII - o lucro ou prejuízo l íquido do exercíc io e o seu montante por ação do capital social. CONTABILIDADE GERAL § 1º Na determinação do resultado do exercíc io serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no per íodo, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos , despesas, encargos e perdas, pagos ou incorr idos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. A demonstração do resultado do período deve, no mínimo, incluir as seguintes rubr icas, obedecidas também as determinações legais ( i tem 82, CPC 26 (R1)): (a) receitas; (aa) ganhos e perdas decorrentes de baixa de ativos f inanceiros mensurados pelo custo amortizado; (b) custos de f inanciamento; (c) parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método da equivalência patr imonial; (d) tr ibutos sobre o lucro; (e) (el iminada); (ea) um único valor para o total de operações descont inuadas (ver Pronunciamento Técnico CPC 31); ( f) em atendimento à legis lação societária brasi le ira vigente na data da emissão deste Pronunciamento, a demonstração do resultado deve incluir ainda as seguintes rubricas: ( i ) custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos; ( i i ) lucro bruto; ( i i i ) despesas com vendas, gerais , administrativas e outras despesas e receitas operacionais; ( iv) resultado antes das receitas e despesas f inanceiras; (v) resultado antes dos tr ibutos sobre o lucro; (vi) resultado l íquido do per íodo. ( Item alterado pela Revisão CPC 06) Considerando que, de acordo com a Le i n.º 6 .404/1976, e o CPC 26 (R1), segue abaixo modelo de DRE: 1 FATURAMENTO OU RECEITA TOTAL 2 (-) IPI 3 RECEITA BRUTA 4 (-) Deduções da Receita Bruta 5 (=) RECEITA LÍQUIDA 6 (-) Custos das Mercadorias / Produtos / Serviços 7 (=) LUCRO BRUTO (RCM – Resultado com Mercadorias) 8 (-) Despesas com Vendas 9 (-) Despesas Gerais 10 (-) Despesas Administrativas 11 Outras Receitas e Despesas Operacionais 11.1 (+) Outras Receitas 11.2 (-) Outras Despesas 12 (=) Resultado antes das receitas e despesas financeiras 12.1 (+) Receita Financeira 12. (-) Despesas Financeiras 13 (=) Resultado antes dos tributos sobre renda CONTABILIDADE GERAL 14 (-) IR/CSLL 15 (=) Resultado do exercício antes das participações 16 (-) Participações Estatutárias sobre o lucro 17 (=) Resultado Líquido das operações continuadas 18 Resultado Líquido das operações descontinuadas 19 (=) Resultado Líquido do Exercício 20 Resultado atribuível aos sócios controladores 21 Resultado atribuível aos sócios não controladores 22 Lucro/prejuízo por ação (19/nº de ações) QUESTÕES 32. Considerando que, de acordo com a Lei n.º 6.404/1976, a DRE deve ser apresentada na forma dedutiva com os detalhes necessários das receitas, despesas, ganhos e perdas, definindo claramente o lucro ou prejuízo do exercício, e por ação, assinale a opção correta. a) O valor da receita líquida das vendas e serviços deve ser apurado pela diferençaentre a receita bruta das vendas e serviços e o valor do custo das mercadorias e serviços vendidos. b) O valor do lucro operacional bruto deve ser apurado depois da dedução dos valores referentes às despesas operacionais. c) O lucro (ou prejuízo) líquido do exercício e o montante do lucro (ou prejuízo) por ação do capital social devem ser apurados depois da dedução dos valores das participações. d) São exemplos de participações deduzidas na DRE: debêntures, fornecedores, administradores e partes beneficiárias. e) Os abatimentos concedidos não são discriminados na DRE. 33. A Companhia Delta, no encerramento do exercício de 2002, obteve as seguintes informações, conforme segue: - Capital Social 1.000.000,00 - Financiamentos 50.000,00 - Lucro Antes do IR 300.000,00 - Prejuízos Acumulados 70.000,00 - Provisão para IR e CSLL 90.000,00 Estatutariamente as participações no resultado são: empregados 10%; administradores 10%. Assinale o valor do Lucro Líquido do Exercício. a) 183.400,00 b) 170.100,00 c) 168.000,00 d) 153.000,00 e) 150.000,00