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��������� ���� �� ��������� ���������������������������� Reservados todos os direitos de publicação, em língua portuguesa, à ARTMED® EDITORA S.A. Av. Jerônimo de Ornelas, 670 – Santana 90040-340 – Porto Alegre – RS Fone: (51) 3027-7000 Fax: (51) 3027-7070 É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na Web e outros), sem permissão expressa da Editora. SÃO PAULO Av. Angélica, 1.091 – Higienópolis 01227-100 – São Paulo – SP Fone: (11) 3665-1100 Fax: (11) 3667-1333 SAC 0800 703-3444 IMPRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIL Obra originalmente publicada sob o título Human Anatomy, 6th Edition ISBN 9780321500427 Authorized translation from the English language edition, entitled HUMAN ANATOMY, 6th Edition by FREDERIC MARTINI; MICHAEL TIMMONS; ROBERT TALLITSCH, published by Pearson Education, Inc, publishing as Benjamin Cummings, Copyright © 2009. All rights reserved. No part of this book may be reproduced or transmitted in any form or by any means, electronic or mechanical, including photocopying, recording or by any information storage retrieval system, without permission from Pearson Education, Inc. PORTUGUESE language edition published by ARTMED EDITORA S.A., Copyright © 2009. Tradução autorizada a partir do original em língua inglesa da obra intitulada HUMAN ANATOMY, 6ª Edição de autoria de FREDERIC MARTINI; MICHAEL TIMMONS; ROBERT TALLITSCH, publicado por Pearson Education, Inc., sob o selo Benjamin Cummings, Copyright (c) 2009. Todos os direitos reservados. Este livro não poderá ser reproduzido nem em parte nem na íntegra, nem ter partes ou sua íntegra armazenado em qualquer meio, seja mecânico ou eletrônico, inclusive fotoreprografação, sem permissão da Pearson Education,Inc. A edição em língua portuguesa desta obra é publicada por Artmed Editora SA, Copyright © 2009. Capa: Mário Röhnelt Leitura fi nal: Heloísa Stefan Supervisão editorial: Letícia Bispo de Lima Editoração eletrônica: Techbooks Catalogação na publicação: Renata de Souza Borges CRB-10/1922 M386a Martini, Frederic H. Anatomia humana / Frederic H. Martini, Michael J. Timmons, Robert B. Tallitsch ; tradução Daniella Franco Curcio. – 6. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2009. 904 p. : il. color. ; 25 x 30 cm. ISBN 978-85-363-1794-6 1. Anatomia humana. I. Timmons, Michael J. II. Tallitsch, Robert B. III. Título. CDU 611 302 O SISTEMA MUSCULAR Músculos do cíngulo do membro inferior e membros inferiores O cíngulo do membro inferior é firmemente ligado ao esqueleto axial, e relativamente pouco movimento é permitido. Os poucos músculos que podem interferir no posicionamento da pelve foram considerados no Capítulo 10, durante a discussão da musculatura axial. Os músculos dos membros inferiores são maiores e mais poderosos do que os dos membros superiores. Esses músculos podem ser divididos em três grupos: (1) mús- culos que movimentam a coxa, (2) músculos que movimentam a perna e (3) músculos que movimentam o pé e os dedos. Músculos que movimentam a coxa [Figuras 11.2/11.5/11.12 a 11.14 e Tabela 11.6] Os músculos que movimentam a coxa possuem suas inserções de ori- gem na pelve; muitos são grandes e potentes. Os músculos que movi- mentam a coxa estão agrupados em (a) grupo glúteo, (b) grupo rotador lateral, (c) grupo adutor e (d) grupo iliopsoas. Os músculos glúteos recobrem a superfície lateral do ílio (Figuras 11.2, 11.5 e 11.12). O músculo glúteo máximo é o maior e mais superficial dos músculos glúteos. Ele possui inserção de origem ao longo da linha glútea poste- rior e porções adjacentes da crista ilíaca; no sacro, no cóccix e ligamen- tos associados; e na aponeurose toracolombar. Isoladamente, este gran- de músculo produz extensão e rotação lateral no quadril. O músculo glúteo máximo compartilha uma inserção terminal com o músculo tensor da fáscia lata, que se origina na crista ilíaca e superfície lateral da espinha ilíaca ântero-posterior. Conjuntamente, estes músculos tra- cionam o trato iliotibial, uma faixa de fibras colágenas que se estende ao longo da superfície lateral da coxa e se insere na tíbia. Esse trato for- nece uma cinta de sustentação lateral para o joelho, que tem particular importância quando o indivíduo equilibra-se em um pé só. O músculo glúteo médio e o músculo glúteo mínimo (Figura 11.12) possuem inserções de origem anteriormente ao glúteo máximo e as inser- ções terminais no trocanter maior do fêmur. Ambos produzem abdução e rotação medial na articulação do quadril. A linha glútea anterior na super- fície lateral do ílio marca o limite entre esses músculos. l pág. 188 Os seis rotadores laterais (Figuras 11.12a,c e 11.13) possuem in- serção de origem no, ou inferiormente ao, eixo horizontal do acetábulo e inserção terminal no fêmur. Todos produzem rotação lateral da coxa; além disso, o músculo piriforme produz abdução no quadril. O mús- culo piriforme e os músculos obturadores (externo e interno) são os principais rotadores laterais. Sacro M. piriforme M. piriforme Crista ilíaca M. glúteo mínimo M. tensor da fáscia lata M. tensor da fáscia lata Trato iliotibial M. glúteo médio (seccionado) M. glúteo médio M. glúteo mínimo Trocanter maior do fêmur M. quadrado femoral M. quadrado femoralM. adutor magno M. glúteo médio (seccionado) M. glúteo máximo (seccionado) M. adutor magno M. glúteo máximo (seccionado) M. glúteo máximo M. gêmeo superior M. obturador interno M. gêmeo inferior Mm. gêmeos Túber isquiático M. grácil M. grácil M. obturador externo M. adutor magno M. semitendíneo M. semitendíneo M. semimembranáceo M. bíceps femoral M. bíceps femoral, cabeça longa (a) Vista posterior, músculos profundos (b) Inserções de origem, vista lateral M. glúteo médio (seccionado) M. glúteo médio Crista ilíaca M. glúteo máximo M. glúteo mínimo M. obturador interno (c) Músculos glúteos e rotadores laterais, vista posterior M. glúteo máximo (seccionado) Inserção de origem (ponto fixo) Figura 11.12 Músculos que movimentam a coxa, parte I. Os músculos glúteos e os rotadores laterais do quadril direito. (a) Vista posterior da pelve, mostrando dissecação profunda dos músculos glúteos e rotadores la- terais. Para uma imagem em vista superficial dos músculos glúteos, ver Figuras 11.2 e 11.6. (b) Vista lateral da pelve direita, mostrando as inserções de origem de músculos selecionados. (c) Vista posterior dos músculos glúteos e rotadores laterais; o músculo glúteo máximo foi removido para mostrar os músculos mais profundos. Ver também Figuras 7.10, 7.11 e 7.14. CAPÍTULO 11 • O Sistema Muscular: Musculatura Apendicular 303 Os adutores estão localizados inferiormente à superfície do acetábulo. Os adutores incluem os músculos adutor magno, adutor curto, adutor lon- go, pectíneo e grácil (Figura 11.13). Todos possuem sua inserção de origem no púbis; todos os adutores, com exceção do músculo grácil, apresentam sua inserção terminal na linha áspera, uma saliência ao longo da superfície poste- rior do fêmur. (O grácil se insere na tíbia.) Suas ações são variadas. Todos os adutores, exceto o músculo adutor magno, possuem inserção de origem na região anterior e na região inferior da articulação do quadril e, portanto, pro- duzem flexão e adução no quadril. Eles também produzem rotação medial no quadril. O músculo adutor magno pode produzir tanto adução e flexão, quanto adução e extensão, dependendo da região estimulada. Este músculo também pode produzir rotação medial ou lateral. Quando um atleta sofre de distensão da virilha, o problema é um estiramento – a laceração ou ruptura das fibras – em um desses músculos adutores. A superfície medial da pelve é dominada por um único par de mús- culos. O músculo psoas maior possui inserção de origem ao longo da região inferior da aponeurose toracolombar e vértebras lombares, e sua inserção está localizada no trocanter menor do fêmur. Antes de atingirsua inserção terminal, seu tendão mescla-se com o tendão do músculo ilíaco que se situa na fossa ilíaca. Esses dois músculos, poderosos flexores M. psoas maior Artéria ilíaca externa M. adutor curto M. obturador interno M. adutor longo M. adutor magno M. psoas maior M. ilíaco M. iliopsoas M. grácil M. pectíneo M. piriforme M. piriforme Canal sacral M. isquiococcígeo (coccígeo) Cóccix M. glúteo máximo M. adutor magno M. psoas maior L5 L V M. ilíaco Espinha ilíaca ântero-superior M. pubococcígeo (parte do m. levantador do ânus) Sínfise púbica M. obturador interno M. adutor longo M. grácil M. obturador externo M. sartório (ver Tabela 11.7) (a) Vista anterior (b) Secção sagital no nível da pelve (c) Secção frontal no nível da pelve Crista ilíaca M. ilíaco M. glúteo médio M. glúteo mínimo Cartilagem articular do acetábulo Cartilagem articular da cabeça do fêmur Cabeça do fêmur Trocanter maior Colo do fêmur Cápsula articular M. iliopsoas M. pectíneo M. vasto lateral M. adutor longo M. vasto medial Ligamento inguinal L5 Figura 11.13 Músculos que movimentam a coxa, parte II. Os músculos iliopsoas e adutores do quadril direito. (a) Vista anterior do músculo iliopsoas e do grupo adutor. (b) Músculos e estruturas associadas vistas em sec- ção sagital no nível da pelve. Ver também Figuras 7.10, 7.11 e 7.14. (c) Secção frontal do quadril, mostrando a articulação do quadril em relação aos músculos adjacentes. do quadril, passam profundamente ao ligamento inguinal e são freqüente- mente citados como o músculo iliopsoas (Figura 11.13). Um método para organizar as informações sobre estes diversos mús- culos é considerar suas orientações em torno da articulação do quadril. Músculos que possuem inserção de origem na superfície da pelve e inser- ção terminal no fêmur produzirão movimentos característicos determi- nados por suas posições em relação ao acetábulo (Tabela 11.6). 304 O SISTEMA MUSCULAR Da mesma forma que analisamos os músculos do ombro (págs. 290- 292), as relações entre as linhas de ação e o eixo do quadril podem ser utilizadas para deduzir as ações de vários músculos e grupos muscula- res. Ao considerar as linhas de ação dos músculos que atuam no quadril, deve-se lembrar que (1) o colo do fêmur forma um ângulo que se distan- cia inferiormente e lateralmente do acetábulo do quadril, (2) o fêmur é curvo e rodado no seu trajeto do quadril ao joelho (Figuras 8.14 e 8.15) l págs. 222, 223 e (3) muitos dos músculos que atuam no quadril são muito grandes e apresentam inserções de origem que se estendem ao lon- go de uma área ampla. Como resultado, esses músculos geralmente apre- sentam mais de uma linha de ação e, portanto, produzem mais de uma ação no quadril (Figura 11.14a). Por exemplo, considere o adutor magno, um grande músculo do quadril que apresenta três linhas de ação (Figura 11.14b). Uma ou outra ação pode ser verificada, dependendo da parte do músculo que for ativada; quando o músculo todo se contrai, ele produz uma combinação de flexão, extensão e adução no quadril. A articulação do quadril, como a do ombro, é uma articulação si- novial multiaxial que permite flexão/extensão, adução/abdução e rotação medial/lateral. Em termos gerais, as ações musculares podem ser resumi- das como (Figura 11.4c): TABELA 11.6 Músculos que movimentam a coxa Músculo Inserção de origem (ponto fixo) Inserção terminal (ponto móvel) Ação Inervação GRUPO GLÚTEO Glúteo máximo Crista ilíaca, linha glútea posterior e superfície lateral do ílio; sacro, cóccix e aponeurose toracolombar Trato iliotibial e tuberosidade glútea do fêmur Extensão e rotação lateral no quadril; auxilia a estabilização do joelho em posição de extensão; abdução no quadril (apenas as fibras superiores) Nervo glúteo inferior (L5-S2) Glúteo médio Crista ilíaca anterior, superfície lateral do ílio entre as linhas glúteas posterior e anterior Trocanter maior do fêmur Abdução e rotação medial no quadril Nervo glúteo superior (L4-S1) Glúteo mínimo Superfície lateral do ílio entre as linhas glúteas inferior e anterior Idem ao anterior Idem ao anterior Idem ao anterior Tensor da fáscia lata Crista ilíaca e superfície lateral da espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial Abdução e rotação medial no quadril; extensão e rotação lateral no joelho; tensiona a fáscia lata, que apóia lateralmente o joelho Idem ao anterior GRUPO ROTADOR LATERAL Obturadores (externo e interno) Margens lateral e medial do forame obturado Fossa trocantérica do fêmur (externo); superfície medial do trocanter maior (interno) Rotação lateral e abdução do quadril; contribui para manter a integridade e estabilidade do quadril Nervo obturatório (externo: L3-L4) e nervo especial do plexo sacral (interno: L5-S2) Piriforme Superfície ântero-medial do sacro Trocanter maior do fêmur Idem ao anterior Ramos dos nervos sacrais (S1-S2) Gêmeos (superior e inferior) Espinha isquiática (gêmeo superior) e tuberosidade isquiática (gêmeo inferior) Superfície medial do trocanter maior via tendão do obturador interno Idem ao anterior Nervos para o obturador interno e o quadrado femoral Quadrado femoral Margem lateral da tuberosidade isquiática Crista intertrocantérica do fêmur Rotação lateral do quadril Nervos especiais do plexo sacral (L4-S1) GRUPO ADUTOR Adutor curto Ramo inferior do púbis Linha áspera do fêmur Adução e flexão no quadril Nervo obturatório (L3-L4) Adutor longo Ramo inferior do púbis, anteriormente ao adutor curto Idem ao anterior Adução, flexão e rotação medial no quadril Idem ao anterior Adutor magno Ramo inferior do púbis, posteriormente ao adutor curto e tuberosidade isquiática Linha áspera e tubérculo adutor do fêmur Todo o músculo produz adução no quadril; a parte anterior produz flexão e rotação medial; a parte posterior produz extensão Nervos obturatório e isquiático Pectíneo Ramo superior do púbis Linha pectínea inferior ao trocanter menor do fêmur Flexão e adução no quadril Nervo femoral (L2-L4) Grácil Ramo inferior do púbis Superfície medial da tíbia, inferiormente ao côndilo medial Flexão e rotação medial no joelho; adução e rotação medial no quadril Nervo obturatório (L3-L4) GRUPO ILIOPSOAS Ilíaco Fossa ilíaca Fêmur, distalmente ao trocanter menor; tendão fusionado com o do psoas maior Flexão no quadril e/ou articulações intervertebrais lombares Nervo femoral (L2-L3) Psoas maior Superfícies anteriores e processos transversos das vértebras (T XII-L V) Trocanter menor juntamente com o ilíaco Idem ao anterior Ramos do plexo lombar (L2-L3) Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. Capa Iniciais Ficha técnica