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11/05/2023
FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí.
IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA.
Curso de Medicina
TIC’S
LUCIARA SARA GOMES OLIVEIRA
PARNAÍBA-PI
2023
LUCIARA SARA GOMES OLIVEIRA
TIC’S
Atividade referente a matéria de
Tecnologia da Informação e
Comunicação.
Orientador (a): Ana Raquel
Oliveira De Andrade.
PARNAÍBA-PI
2023
Prova do laço
Descreva aqui como realizamos a prova do laço (arquivo tipo texto).
A dengue é uma doença infecciosa causada pelos vírus da dengue, transmitidos por mosquitos
do gênero Aedes. A transmissão ocorre quando o mosquito fêmea se alimenta do sangue de
uma pessoa infectada durante a fase aguda da doença e, em seguida, transmite o vírus a outras
pessoas suscetíveis. O vírus se replica no organismo do mosquito e migra para as glândulas
salivares, de onde é inoculado em um novo hospedeiro, causando a doença.5
A dengue hemorrágica é uma forma grave da doença, caracterizada por manifestações
hemorrágicas e instabilidade hemodinâmica. Entre os sintomas comuns da dengue e da
dengue hemorrágica estão febre, poliartralgia, linfadenomegalias e leucopenia. A prova do
laço é um dos métodos utilizados para auxiliar no diagnóstico precoce da dengue e faz parte
da definição de caso da Organização Mundial da Saúde (OMS).1
A realização da prova do laço envolve os seguintes passos: após aferir a pressão arterial (PA)
do paciente, calcula-se o valor médio pela fórmula: pressão arterial sistólica (PAS) + pressão
arterial diastólica (PAD)/2. Em seguida, o manguito de pressão arterial é insuflado até atingir
o valor médio calculado e mantido nessa pressão por 5 minutos em adultos e 3 minutos em
crianças. No antebraço, é desenhado um quadrado com 2,5 cm de lado e conta-se o número de
petéquias (pequenas manchas vermelhas causadas por hemorragia capilar) formadas dentro
desse quadrado. A prova do laço é considerada positiva se houver 20 ou mais petéquias em
adultos e 10 ou mais em crianças.4
É importante observar que a prova do laço pode não ser conclusiva em certos casos, como em
pessoas obesas ou durante o choque. Além disso, revisões sistemáticas indicam que o método
possui baixa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico da dengue e não apresenta
diferença significativa na definição de casos graves e hemorrágicos. No entanto, mesmo com
suas limitações, a prova do laço é recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde como
parte da avaliação da dengue.2
Em conjunto com outros sinais clínicos, a prova do laço positiva e a leucopenia são fatores
relevantes para avaliação da dengue. Além disso, a análise do hemograma auxilia no manejo
clínico da doença, permitindo detectar hemoconcentração e plaquetopenia, que são achados
comuns na dengue.2
A avaliação da dengue requer um alto grau de suspeita clínica, especialmente em pacientes
com febre indiferenciada que residem ou retornam de áreas endêmicas. Os achados
laboratoriais comuns incluem leucopenia, trombocitopenia e hematócrito elevado devido ao
vazamento capilar e hemoconcentração.3
O diagnóstico da dengue pode ser feito por meio de diferentes métodos laboratoriais, como
cultura de células virais, testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs), sorologia e
teste de antígeno da dengue. No entanto, devido à disponibilidade limitada de recursos, o
diagnóstico clínico empírico muitas vezes é necessário, embora possa ser impreciso devido
aos sintomas inespecíficos da doença.3
Segue o fluxograma para classificação de risco da dengue, no qual mostra-se o uso da prova
ou teste do laço: 1
Nesse contexto, a prova do laço pode ser utilizada como uma ferramenta complementar no
diagnóstico precoce da dengue. Em resumo, o teste é realizado inflando o manguito de
pressão arterial no braço do paciente até uma pressão intermediária entre as pressões sistólica
e diastólica e mantendo essa pressão estável por 5 minutos. Em seguida, observa-se a
presença de petéquias dentro de um quadrado de 2,5 cm de lado desenhado no antebraço. O
teste do laço é considerado positivo se houver 10 ou mais petéquias por área de 2,5 cm² de
pele.1, 3
É importante mencionar que a sensibilidade e a especificidade da prova do laço são limitadas,
e ela pode não ser um método definitivo para o diagnóstico da dengue. No entanto, devido à
sua ampla prática nos serviços de saúde do Brasil e à sua inclusão nas diretrizes da OMS e do
Ministério da Saúde, ela continua sendo utilizada como parte da avaliação clínica da doença.2
Em resumo, a prova do laço é um método que pode auxiliar no diagnóstico precoce da dengue,
mas não deve ser utilizado isoladamente. Ela consiste na aplicação de pressão arterial
intermediária por meio do manguito e na observação das petéquias no antebraço. No entanto,
é essencial considerar outros sinais clínicos, achados laboratoriais e a avaliação clínica geral
do paciente para um diagnóstico mais preciso e um manejo adequado da dengue.1, 2, 3
Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de
Vigilância das Doenças Transmissíveis. Dengue diagnóstico e manejo clínico: adulto e
criança. Brasília: Ministério da Saúde; 2016
2. COLA, João Paulo et al. Fatores associados à infeção pelo vírus da dengue: estudo
transversal de dados de vigilância em saúde do município de São Mateus (ES), entre os
anos de 2016 e 2020. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 18,
n. 45, p. 3347-3347, 2023.
3. DynaMed. Dengue. EBSCO Information Services. Accessed May 11, 2023.
https://www.dynamed.com/condition/dengue
4. GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. [Digite o Local da Editora]:
Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715369. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 11 mai.
2023.
5. SALOMÃO, Reinaldo. Infectologia - Bases Clínicas e Tratamento. [Digite o Local da
Editora]: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788527732628. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732628/. Acesso em: 11 mai.
2023.

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