Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DESCRIÇÃO
Fundamentos básicos para atuação da logística internacional em apoio ao comércio exterior.
PROPÓSITO
Compreender o funcionamento da logística internacional no âmbito da exportação de
mercadorias via comércio exterior.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Reconhecer a relação entre a logística internacional e o cenário global de comercialização de
produtos
MÓDULO 2
Identificar os principais obstáculos que dificultam a oferta de produtos estrangeiros em outros
países
MÓDULO 3
Descrever os principais entraves para a operação eficiente da logística em nível global.
INTRODUÇÃO
A logística internacional tem uma importância fundamental para o desenvolvimento dos países
e integração comercial dos continentes. Desde a antiguidade, as nações possuem interesses
mútuos nos produtos e serviços que cada qual é capaz de produzir. No entanto, por diversas
vezes, devido às grandes distâncias que as separam, não era possível a comercialização dos
produtos em outros territórios. Deste modo, o sistema de transportes se desenvolveu graças à
necessidade de se colocar produtos que eram produzidos em determinados países, em outros
locais com maior facilidade de acesso para que os consumidores pudessem adquiri-los
confortavelmente.
Talvez estes sejam os princípios básicos do desenvolvimento do comércio internacional que
fomentaram os avanços conhecidos até hoje para a logística internacional. A partir do seu
desenvolvimento, os países conseguiram viabilizar as trocas comerciais, culturais e de
serviços, mesmo que a grandes distâncias. Atualmente, seria impensável falar em globalização
sem se levar em consideração a logística internacional e o que ela é capaz de viabilizar em
termos de trocas comerciais entre as nações.
Salienta-se que as trocas comerciais entre os países enfrentaram sérios desafios impostos, por
exemplo, pelas diferentes moedas e até mesmo os diferentes idiomas para comunicação. No
entanto, com muito trabalho e criatividade, os problemas foram devidamente equacionados,
permitindo-se que a logística e as trocas comerciais entre os países fossem viabilizadas.
MÓDULO 1
 Reconhecer a relação entre a logística internacional e o cenário global de
comercialização de produtos
PRIMEIRAS PALAVRAS SOBRE O ASSUNTO
Existem muitos desafios que precisam ser enfrentados pela logística quando esta decide
operar no cenário internacional para distribuir produtos em outros mercados e atender às
necessidades dos consumidores. A economia mundial se fortalece cada vez mais com a
compra e venda de mercadorias entre os países, o que tende a fortalecer o produto interno
bruto dos países que realizam essas transações comerciais. Entretanto, é necessário que haja
as operações logísticas, que permitirão que a gestão de compras, entregas e transporte desses
itens sejam desempenhados satisfatoriamente.
Quando essas transações comerciais são possíveis entre os países, a logística internacional
entra em ação e garante que as questões operacionais de deslocamento de produtos sejam
possibilitadas, conforme negociado entre os parceiros. Deste modo, pode-se observar que a
logística internacional possui um papel fundamental para estreitar as relações entre os países e
facilitar as transações comerciais de produtos e serviços.
Porém, assim como em diversos outros ramos de atuação, a logística internacional encontra
grandes desafios que precisam ser vencidos, sejam internos ou externos.
Portanto, a logística internacional se configura como um ramo da logística que tem por objetivo
viabilizar as operações relacionadas ao comércio internacional, sendo que, para tanto,
necessita efetuar a ligação entre os fabricantes e seus parceiros na rede industrial, como:
fornecedores, transportadores e operadores em diversas partes do mundo.
Para que isso seja possível, a logística internacional deve levar em consideração os diversos
fatores que podem influenciar as negociações comerciais, a saber:
Evolução constante da tecnologia da informação;
Meios de transporte;
Sistemas de movimentação;
Armazenagem de mercadorias.
Todos esses fatores influenciam diretamente nos resultados finais das operações logísticas e,
portanto, devem ser cuidadosamente acompanhados e verificados rotineiramente.
VEJAMOS A DIFERENÇA ENTRE A LOGÍSTICA
TRADICIONAL E INTERNACIONAL.
LOGÍSTICA TRADICIONAL
Desempenha um papel estratégico que permite o abastecimento das empresas e distribuição
de mercadorias ao mercado consumidor.

LOGÍSTICA INTERNACIONAL
Desenvolve-se entre dois ou mais países, nos quais a regulamentação precisa ser seguida no
processo de envio das mercadorias. Lembrando-se sempre de seguir as políticas e legislação
de comércio exterior específicas e que serão aplicadas a tais atividades comerciais.
Assim, pode-se constatar que a logística internacional atua como uma atividade fortemente
estratégica, o que demandará efetividade, transparência e qualidade dos serviços. Sua
atuação de forma exemplar pode contribuir positivamente para os resultados da empresa,
porém, caso haja falhas, estas poderão ser determinantes para o fracasso das operações
empresariais de comércio exterior.
Com o processo de globalização vigente no mundo, os mercados se tornaram cada vez mais
competitivos e promovem mudanças cada vez mais rápidas, o que tem obrigado as empresas
a investirem em especialização para se manterem atuantes neste mercado. Ao exportar o
excedente de produção ou reorganizar as vendas para o mercado externo, as empresas
podem diversificar suas receitas e possibilitar um posicionamento diferenciado no mercado. Por
outro lado, a importação de insumos, matérias-primas ou produtos acabados (para diversificar
o portfólio de produtos oferecidos ao mercado interno) poderá tornar a empresa líder no seu
setor de atuação.
Existem algumas peculiaridades durante o processo de negociação para garantir o transporte e
armazenagem internacionais. No entanto, uma vez compreendidos esses termos técnicos
específicos, os profissionais envolvidos nessas atividades se colocam em patamar mais
elevado no que diz respeito à competitividade. Isso leva as empresas a buscarem pelo
conhecimento específico dos profissionais destacados neste ramo de atuação. A busca por
profissionais qualificados e experientes nas atividades pertinentes a logística internacional
garante que a empresa estará atuando de forma correta e eficiente neste meio.
Fonte: Shutterstock.com
Desse modo, observa-se que, na prática, o objetivo principal da logística internacional é
desenvolver processos e rotinas no comércio exterior de maneira otimizada e eficiente.
 ATENÇÃO
É importante lembrar que os objetivos principais da logística, como a conhecemos, continuam
inalterados. Ou seja, a entrega dos produtos ao cliente, com a melhor qualidade de serviço e
ao menor custo possível, será sempre o foco da logística, mesmo nas operações
internacionais.
Os fluxos de informação, de materiais e financeiros precisam estar sempre atualizados, de
modo que os planejamentos efetuados pela logística possam ser desempenhados como
diferencial competitivo em relação a outras empresas, ganhando a preferência entre seus
clientes.
Quando se trata de operações internacionais, as distâncias geográficas, idiomas e culturas
diferentes, além do frequente uso do transporte multimodal, poderá impor desafios bem
complexos para empresa. Deste modo, fornecer as informações de maneira precisa e
atualizada para os parceiros e clientes é de extrema importância. Isso demandará
investimentos em tecnologia da informação para garantir a acurácia e qualidade das
informações.
ESPECIALIZAÇÃO INDUSTRIAL E
TECNOLOGIA EM PRODUTOS
Sob o ponto de vista tecnológico e de alta especialização acerca da fabricação de produtos, os
países têm buscado aprimorar essas duas variáveis, de modo que as mercadorias atraiam a
atenção de outros países e contribuam para o aumento das trocas comerciais. Desse modo, a
estrutura produtiva dos países, com vistas ao comércio internacional,necessita de
investimentos tecnológicos e especializados.
Considera-se que as mercadorias e produtos, fabricados em determinado país com maior
conteúdo tecnológico, são percebidos pelo mercado estrangeiro como sendo mais qualificados
para serem comercializados e, também, indicam alta especialização da indústria local.
Este fator contribui para uma inserção mais rápida do país nas relações do comércio
internacional, permitindo que a logística internacional desempenhe o seu papel: realizar as
entregas desses produtos com alto conteúdo de especialização e tecnologia.
A avaliação da evolução de intensidade tecnológica comercial do país deve passar por
constantes aprimoramentos, verificando, inclusive, a destinação das exportações e efetuando
comparações com a estrutura comercial da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE). Desse modo, é possível verificar se as mudanças
realizadas pelo país na sua estrutura produtiva, com vistas à modernização, têm favorecido o
setor de exportações.
Há um consenso de que a evolução tecnológica da fabricação de produtos é um fator chave
para o desempenho dos países na economia internacional, tanto do ponto de vista de
crescimento econômico, quanto do crescimento da preferência dos seus produtos por
mercados importadores.
 ATENÇÃO
É importante ressaltar que alterações da estrutura de exportação de setores mais intensivos
em tecnologia e com maior dinamismo no comércio internacional permitem ao país
experimentar altas taxas de crescimento do comércio desses produtos no mercado
internacional.
Frequentemente, o destino das exportações é utilizado como critério de qualidade do padrão
de exportação, principalmente quando tais produtos são adquiridos por países desenvolvidos.
Nesse caso, o país exportador demonstra ao público internacional que dispõe de níveis de
qualidade e diferenciação elevados, e que estão aptos a realizar exportações, não somente
para economias em desenvolvimento, mas para países desenvolvidos (nos quais os níveis de
exigências geralmente são maiores). Assim, supõe-se que produtos exportados para países
membros da OCDE possuam mais atributos de qualidade e desenvolvimento tecnológico da
sua produção, e, portanto, estão associados a um maior dinamismo nas atividades de comércio
internacional.
Além da alta especialização e tecnologia na produção de bens de consumo no país exportador,
é importante considerar, também, a evolução tecnológica da logística para atendimento aos
clientes internacionais.
A logística tem passado por constantes transformações e evoluções tecnológicas que facilitam
e promovem maior precisão das operações. A alta especialização da logística garante que o
fluxo de informações para os clientes seja constante e preciso, assim como o fluxo das
mercadorias que serão entregues ao mercado comprador.
Diversos são os recursos tecnológicos utilizados pela logística nas operações comerciais
internacionais e todos visam o aprimoramento constante da confiabilidade do cliente em
relação à empresa produtora e exportadora da mercadoria.
Desse modo, pode-se observar que tanto a produção quanto a logística precisam estar
atualizadas e acompanhando frequentemente as evoluções tecnológicas disponíveis no
mercado. Isso garantirá que mercados consumidores mais exigentes continuem dando
preferência aos produtos fabricados por tais empresas, uma vez que os mesmos preenchem
requisitos de qualidade na fabricação e altos níveis de especialização nos serviços de entrega.
Fonte: Shutterstock.com
MOEDAS, SISTEMAS CAMBIAIS, POLÍTICA
ECONÔMICO-TRIBUTÁRIA E BARREIRAS
ALFANDEGÁRIAS
A realização de negócios de compra e venda em âmbito internacional exige que vendedores e
compradores tenham cuidados relacionados à entrega das mercadorias e à escolha das
condições de pagamento. Portanto, deve-se ter atenção especial ao tipo de moeda que será
utilizado e os procedimentos relacionados às transações comerciais, uma vez que existem
diversos tipos de moedas inerentes a cada país ou região na qual ocorrerá a comercialização
dos produtos.
O Brasil permite certa flexibilidade para a utilização de moedas estrangeiras, tanto para compra
quanto para venda, e tais procedimentos estão devidamente regulamentados pela legislação
vigente.
No entanto, diante dessa liberdade, caberá ao comerciante alguns cuidados durante as
negociações.
Deverá ser analisado e acompanhado o mercado de câmbio, bem como o comportamento das
taxas e os movimentos nos mercados internacionais, uma vez que é o mercado que determina
a flutuação da taxa de câmbio.
A empresa comerciante também deverá estar atenta sobre qual tipo de moeda será utilizada,
buscando sempre o uso de moedas que possam ser efetivamente conversíveis e, assim,
aceitas sem qualquer tipo de restrição em qualquer mercado.
Outro ponto que merece destaque, durante as operações de comércio internacional, trata do
sistema cambial adotado pelo país onde será comercializada a mercadoria.
SISTEMA CAMBIAL
Entende-se por sistema cambial ou regime cambial o conjunto de regras e acordos que
determinam como vão acontecer as transações financeiras entre países. Portanto, o
sistema cambial pode ser compreendido como a maneira pela qual a taxa de câmbio será
formada.
javascript:void(0)
Assim, a depender do sistema cambial adotado, a cotação da moeda poderá ser alterada,
demandando análises constantes que visem identificar a viabilidade ou não do negócio.
Os três principais tipos de sistemas cambiais são:
CÂMBIO FLUTUANTE
CÂMBIO FIXO
BANDA CAMBIAL
CÂMBIO FLUTUANTE
Se baseia na relação entre a oferta e a demanda, e permite que as moedas oscilem livremente;
CÂMBIO FIXO
Há a determinação de um valor fixo para a moeda por parte do governo, que, em geral, está
vinculado a uma determinada moeda com critérios preestabelecidos;
BANDA CAMBIAL
A autoridade monetária de cada país define quais serão os limites de flutuação de uma
determinada moeda.
Assim como no câmbio fixo, a banda cambial também representa um instrumento artificial de
controle do câmbio.
O sistema econômico-tributário de cada país também influenciará na comercialização de
produtos em âmbito internacional. Cada país pode escolher ou desenvolver livremente qual
sistema se adequará melhor a sua realidade. Assim, as empresas que desejarem comercializar
os seus produtos nesses países deverão estar atentas aos detalhes de tal sistema.
Muitos países adotam sistemas com pesadas cargas tributárias e com grande complexidade na
aplicação de impostos, o que certamente impactará no preço final das mercadorias.
 ATENÇÃO
Compreender a realidade econômico-tributária do parceiro comercial torna-se uma tarefa
imprescindível para a empresa exportadora, de modo que seja possível identificar a viabilidade
da negociação.
Por exemplo, é de conhecimento geral que o Brasil é um dos países que possuem alta carga
tributária, se comparado a outros países do mundo, o que, de certa forma, dificulta bastante a
vida dos empreendedores brasileiros e das empresas que desejam comercializar seus
produtos no país. Por tal motivo, é importante que se estude a legislação e o sistema tributário,
de modo a encontrar alternativas lícitas que possibilitem pagar menos impostos e, assim,
reduzir os custos finais dos produtos.
Por fim, as empresas que desejam operar em outros países devem conhecer as barreiras
alfandegárias impostas para produtos importados. Apesar da tendência geral nas últimas
décadas para que haja um comércio internacional mais livre, isso não significa que o produto
possa ser comercializado em qualquer país sem nenhum obstáculo.
 COMENTÁRIO
Na prática, é muito comum que um exportador encontre barreiras alfandegárias que dificultem
ou inviabilizem a entrada do seu produto em outro país. Existem vários motivos para um país
implementar barreiras alfandegárias, no entanto, o principal seria a proteção do mercado
interno e das empresas nacionais.
Argumenta-se que a criação dessas barreirasalfandegárias impede que empresas nacionais
sejam prejudicadas ou até mesmo venham à falência por não conseguirem concorrer com as
empresas estrangeiras. Existem alguns tipos de barreiras específicas que serão estudadas
adiante neste conteúdo.
TENDÊNCIAS DA LOGÍSTICA E COMÉRCIO
EXTERIOR
O comércio exterior viabiliza os gestores comerciais a negociarem mercadorias que são
produzidas de forma abundante em determinados países, para que as mesmas cheguem a
clientes de outros países.
Graças a essa atividade, é possível consumir produtos fabricados ou cultivados em diversas
regiões do mundo, em determinado país, de forma simples para o consumidor final.
Entende-se por comércio, num contexto mais amplo, as atividades relacionadas à permuta,
troca de valores ou produtos, ato de comprar, vender e circular mercadorias com o objetivo da
obtenção de lucro.
O comércio pode ser:
INTERNO
O comércio pode ser interno, quando desempenha operações de troca, compra, venda ou
circulação de mercadorias dentro do território de um determinado país.

EXTERNO
Já o comércio externo, ou exterior, necessita de algumas normas, regras, termos e legislação
(em geral, utilizada por cada país quando se relaciona com outros países), permitindo a
regulamentação dos procedimentos e métodos que viabilizam as relações comerciais entre um
país e seus parceiros.
A logística, por sua vez, tem papel importante, porque viabiliza as relações comerciais ao
permitir o deslocamento dos produtos do país de origem em direção aos parceiros
internacionais.
Por se tratar de parceiros que possuem diferentes legislações, idiomas e culturas, também é
necessário que a logística tenha regulamentação comum a todos, de forma que evite conflitos
ou impossibilidade de comercialização das mercadorias.
A RELAÇÃO ENTRE A LOGÍSTICA E O
CENÁRIO MUNDIAL
Este vídeo abordará os principais pontos que demonstram as relações entre a logística e o
cenário mundial de comercialização de produtos.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. QUAL É O PRINCIPAL OBJETIVO DA LOGÍSTICA INTERNACIONAL EM
RELAÇÃO AO COMÉRCIO EXTERIOR?
A) Desenvolver novos modelos de distribuição física.
B) Garantir a redução dos preços dos produtos ao consumidor.
C) Permitir a distribuição de produtos em escala global.
D) Fomentar o desenvolvimento de novas técnicas de armazenagem.
E) Desenvolver novas formas de manuseio de materiais, de modo seguro e eficiente.
2. O COMÉRCIO INTERNACIONAL TEM FORÇADO OS PRODUTORES A
DESENVOLVEREM PRODUTOS QUE POSSUAM ALTO CONTEÚDO
TECNOLÓGICO. DENTRE AS RAZÕES PARA ESSA EXIGÊNCIA, PODE-SE
CONSIDERAR QUE:
A) Esses produtos agradarão ao público interno do país.
B) Esses produtos são inseridos de forma mais rápida no país importador.
C) Esses produtos, em geral, são mais baratos.
D) Produtos com alta tecnologia costumam exigir mais da logística internacional.
E) Produtos com alta tecnologia enfrentam menos barreiras para entrada no país importador.
GABARITO
1. Qual é o principal objetivo da logística internacional em relação ao comércio exterior?
A alternativa "C " está correta.
A logística internacional tem papel fundamental na distribuição dos produtos em escala global,
o que permite que o comércio exterior seja viabilizado. Sem a logística internacional os
produtos não chegariam aos consumidores em outros países e, portanto, não haveria formas
de comercialização destes.
2. O comércio internacional tem forçado os produtores a desenvolverem produtos que
possuam alto conteúdo tecnológico. Dentre as razões para essa exigência, pode-se
considerar que:
A alternativa "B " está correta.
Produtos que são fabricados com alto teor de tecnologia tendem a ser preferidos pelos
consumidores em outros países. Sendo assim, tais produtos são inseridos no comércio
daquele país com mais facilidade e rapidez, uma vez que a demanda pelos mesmos aumenta
em função do seu conteúdo tecnológico.
MÓDULO 2
 Identificar os principais obstáculos que dificultam a oferta de produtos estrangeiros
em outros países
Os serviços da logística internacional trazem uma série de benefícios para as organizações, no
entanto, existem alguns obstáculos para a sua utilização.
Para a implementação da logística internacional são necessárias uma série de alterações a
serem efetuadas nos procedimentos internos e externos, no que diz respeito aos
relacionamentos dos parceiros comerciais. Vejamos:
PROCEDIMENTOS INTERNOS
PROCEDIMENTOS EXTERNOS
PROCEDIMENTOS INTERNOS
Para os procedimentos internos, torna-se necessário repensar os objetivos individuais, em
detrimento de uma visão sistêmica da organização, o que deverá beneficiar toda a cadeia
logística.
Portanto, as informações, métodos e procedimentos deverão ser explicitados aos parceiros
como forma de aprimorar o conhecimento de todos em relação à dinâmica operacional da
organização.
PROCEDIMENTOS EXTERNOS
Já os procedimentos externos deverão ser responsáveis por importantes mudanças no que diz
respeito à competição do mercado, que ocorre não só nas cadeias produtivas, mas também
nas unidades de negócios. Desse modo, tais procedimentos deverão estar adequados à nova
realidade, para que seja possível desempenhar as atividades com a maior eficiência possível.
Outro ponto que merece destaque são as dificuldades para o estabelecimento da logística
internacional nas organizações, uma vez que estas deverão ter ciência de diversos fatores.
SÃO ESSES FATORES:
● Lidar com diversos sistemas cambiais, diversas moedas, políticas econômicas e tributárias,
barreiras alfandegárias e não alfandegárias, incentivos, subsídios, infraestrutura, transportes,
meios de comunicação e a diversidade cultural específica de cada país;
● Os mercados possuem exigências relacionadas à redução de prazos para a entrega das
mercadorias, o que pode ser um problema quando consideradas as variáveis anteriormente
explicitadas. Além disso, essa combinação poderá ocasionar grandes variações nos preços
finais dos produtos ao consumidor;
● Ao considerarmos toda a cadeia logística e produtiva, devemos levar em consideração que
as atividades comerciais internacionais preconizam investimentos e produção em várias partes
do mundo. Esse fator ocasiona diversas peculiaridades físicas, climáticas, culturais, religiosas,
costumes, legislação e outros, que poderão impactar sobremaneira a produção e distribuição
dos produtos no mercado;
● As várias diferenças poderão alterar as características do produto, a necessidade de
embalagens mais específicas e até mesmo alterações na cadeia produtiva. Os procedimentos
logísticos poderão, também, ser impactados drasticamente por questões relacionadas ao
protecionismo das indústrias internas, à concorrência, à legislação e a outros fatores
específicos de cada país.
Assim, pode-se observar que as novas cadeias de suprimento internacionais mudaram as
formas de fazer negócios e forçaram as empresas a se adaptarem a essa realidade. Sabe-se
que as empresas enfrentam grandes dificuldades quando necessitam buscar fornecedores e
clientes no mercado internacional.
Como é conhecido no cenário comercial, as empresas deverão entregar seus produtos de
acordo com as necessidades e exigências dos seus clientes e, portanto, devem estar
preparadas para se deparar com:
FORTE ATUAÇÃO DA CONCORRÊNCIA
Forte atuação da concorrência, uma vez que deverão contar com a presença de empresas
locais, que já operam no mercado daquele país e conhecem as diversidades e características
peculiares inerentes ao local. Também poderá haver forte concorrência de outras empresas
estrangeiras que desejam operar no mesmo país de interesse, promovendo ainda mais a
competição.
MAIOR NÍVEL DE QUALIDADE
Maior nível de qualidade deverá ser considerado, já que alguns países estabelecem níveis de
serviço logístico e de qualidade dos produtos finais extremamente altos. Isso forçará a empresa
a buscar formas de atender a essas exigências impostas pelos novos clientes.
PRAZOS REDUZIDOS
Prazos reduzidos poderão serestabelecidos para a fabricação e distribuição de produtos no
novo mercado, o que acarretará necessidade de maior precisão dos processos produtivos e de
distribuição. Possivelmente, investimentos em melhoria desses processos serão necessários
para alcançar os prazos exigidos;
MEDIDAS DE PROTECIONISMO
Medidas de protecionismo poderão ser acionadas, de modo a blindar os produtores locais.
Assim, deverão ser aplicadas restrições e taxas para a entrada de produtos da empresa
estrangeira neste novo mercado, o que poderá limitar a comercialização dos produtos;
MENORES CUSTOS
Menores custos deverão ser exigidos como forma de estabelecer competição com os produtos
já comercializados localmente. Desde que não seja predatória, a competição por preços mais
acessíveis ao consumidor é salutar para qualquer mercado que pratique a livre economia de
mercado;
MAIOR CAPACIDADE PRODUTIVA
Maior capacidade produtiva poderá ser necessária, uma vez que, além de atender ao mercado
já existente, a empresa interessada em comercializar seus produtos em outros países deverá
estar atenta a sua capacidade produtiva e considerar, inclusive, a necessidade de ampliação
da sua capacidade para atender satisfatoriamente aos clientes do novo mercado;
EXIGÊNCIA DOS CLIENTES
Exigência dos clientes poderá ser um grande desafio para empresas que decidem operar em
mercados cujas economias são bem desenvolvidas e experientes. Nestes mercados, é comum
que os clientes estejam acostumados a altos níveis de qualidade de produtos e serviços.
Portanto, as empresas que decidirem operar em tais mercados deverão estar atentas aos
níveis de exigências, de modo que consigam acompanhar os níveis estabelecidos pelos
concorrentes;
TAXAS E IMPOSTOS
Taxas e impostos aplicados a produtos importados como medidas de proteção à economia
local poderão ser utilizados pelos governos locais a fim de estabelecer limites à entrada de
produtos nestes países. Essa política poderá causar alguns problemas relacionados à redução
das expectativas de comercialização de mercadorias nesses países, com consequente redução
das receitas oriundas dessa exportação.
MEDIDAS DE PROTECIONISMO
Entende-se por protecionismo as medidas econômicas que um país adotará com intuito de
aumentar as exportações e diminuir ou proibir as importações de mercadorias de outros
países. Trata-se, portanto, de uma política contraditória ao livre comércio, na qual se
estabelecem barreiras governamentais ao comércio, fazendo com que a circulação do capital
seja mantida em níveis mínimos.
Essa prática é considerada, por muitos autores, como uma antiglobalização, e o termo tem sido
usado no contexto do desenvolvimento econômico do país protecionista.
 COMENTÁRIO
Essas medidas têm sido utilizadas há algum tempo em diversos países, sob a alegação de que
protegem empregos, trabalhadores e empresas locais de uma concorrência que seria
predatória, quando considerada a vinda de outros produtos, fabricados por empresas de maior
porte, para serem comercializados neste país.
Pode-se constatar que essa medida protecionista possui impacto direto nas operações da
logística internacional, uma vez que restringirá a circulação e distribuição das mercadorias
advindas de outros países.
Os defensores do protecionismo costumam alegar que a prática tem sido utilizada em quase
todos os países. No entanto, existe uma corrente de críticos que consideram que a melhoria
dos padrões de vida após a Segunda Guerra Mundial deve-se, exatamente, à eliminação de
barreiras e à difusão do livre comércio.
Sustentam ainda que, o protecionismo beneficia apenas as empresas que possuem influências
políticas, e que os consumidores serão os grandes prejudicados, pois terão que pagar mais
caro por conta dos produtos e serviços. Além disso, poderá ocasionar atrasos tecnológicos
devido à maior comodidade das empresas, por estarem protegidas da concorrência.
Para fiscalizar as ações protecionistas desenvolvidas por determinados países, foi estabelecido
que a Organização Mundial do Comércio (OMC) deverá realizar essa fiscalização e promover a
liberalização do comércio internacional.
Diversas medidas podem ser utilizadas para colocar em prática os objetivos de protecionismo
num país, conforme vemos a seguir:
Proteção de tecnologia, patentes, conhecimentos científicos e outros;
Proibição de investidores estrangeiros assumirem o controle de empresas nacionais ou
de participarem de algumas atividades;
Aumento de impostos aduaneiros sobre mercadorias importadas, o que acarretará no
aumento dos preços finais ao consumidor e, portanto, em maior dificuldade de concorrer
com produtos nacionais. Esta prática é bastante utilizada em alguns países protecionistas
e acaba reduzindo a circulação de mercadorias importadas e impondo preços maiores
aos consumidores;
Limitação da quantidade de mercadorias que podem ser importadas por determinado
país. Neste caso, as regras incidirão sobre as quantidades numéricas dos bens que
poderiam ser importados, a partir de países fornecedores, para o país protecionista;
Estabelecimento de barreiras administrativas, uma vez que determinados países podem
usar regras administrativas diferentes para limitar a importação de mercadorias. Tais
regras referem-se à segurança alimentar, normas ambientais, segurança elétrica e outras;
Criação de legislação antidumping, o que impede que as empresas vendam suas
mercadorias a preços inferiores ao praticado no mercado interno. Desse modo, os
adeptos do protecionismo alegam que essa legislação impede que sejam importados
produtos estrangeiros mais baratos, uma vez que estes prejudicariam ou encerrariam as
atividades das empresas locais;
Utilização de subvenções governamentais concedidas a empresas locais que possuam
dificuldade de competir com as mercadorias importadas. Essas subvenções podem ser
traduzidas em pagamentos de montantes fixos ou empréstimos mais acessíveis para as
empresas locais, de modo que as mesmas possam reduzir seus custos operacionais e
ofertar mercadorias a preços competitivos no mercado interno. Alega-se que esses
subsídios têm por finalidade proteger os empregos locais e ajudar as empresas locais a
se adaptarem ao mercado global;
Assim como visto anteriormente, os governos podem utilizar as subvenções para a
exportação, de modo que as empresas locais possam exportar suas mercadorias a
preços mais competitivos e, portanto, concorrer com empresas estrangeiras nos seus
territórios de origem;
O governo pode praticar artificialmente o controle cambial, de modo a reduzir o valor da
sua moeda local por meio da sua venda no mercado cambial. Com isso, os custos
relacionados à importação serão aumentados ao mesmo tempo em que os custos de
exportação serão reduzidos, o que poderá melhorar a balança comercial;
Desenvolvimento de campanhas políticas que estimulem o consumo de mercadorias
fabricadas internamente. Essa política terá como objetivo principal alavancar campanhas
de marketing que promovam a venda, no mercado interno, dos produtos fabricados no
país e, portanto, aumentem a receita das empresas locais, que, por sua vez, poderão
gerar mais empregos para este país;
Criar legislações que tornem preferenciais os produtos fabricados no país quando estes
forem adquiridos por meio de compras governamentais. Desse modo, quando o Poder
Público adquire mercadorias para a máquina pública, deverá optar, preferencialmente,
pela compra de produtos que sejam fabricados em seu território pelas empresas locais, o
que deverá contribuir para a melhoria das contas dessas empresas e,
consequentemente, para a economia local.
 COMENTÁRIO
Uma teoria oposta ao protecionismo é a do livre comércio ou livre-cambismo, que defende a
não restrição do comércio entre os países, como forma de permitir ganhos econômicos mútuos
entre as nações e redução dos preços dos produtos para os consumidores finais.
BARREIRAS TARIFÁRIAS E BARREIRAS
NÃO TARIFÁRIAS
Cada país possui leis específicas e outrosmecanismos regulamentares para a proteção do seu
mercado interno frente à concorrência de produtos estrangeiros. Essas restrições se tornam
verdadeiros desafios para as empresas que pretendem comercializar seus produtos nesses
países, uma vez que precisam identificar e remover tais obstáculos quando estão diante de
negociações internacionais. No meio comercial, tais restrições são conhecidas como barreiras
e podem ser classificadas em tarifárias e não tarifárias.
Fonte: Shutterstock.com
Fonte: Shutterstock.com
BARREIRAS TARIFÁRIAS
As barreiras tarifárias impõem restrições ou distorções operacionais que incidem sobre o
comércio exterior por meio de impostos e taxas, que, geralmente, são aplicadas sobre os
produtos oriundos da exportação ou importação.
Dentre as barreiras tarifárias mais conhecidas, pode-se enumerar os impostos e quotas
tarifárias, sendo os mais conhecidos:
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO
IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO
QUOTA TARIFÁRIA DE IMPORTAÇÃO
QUOTA TARIFÁRIA DE EXPORTAÇÃO
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO
Trata-se de um imposto que será, percentualmente, aplicado sobre o valor ou sobre a
quantidade dos produtos importados;
IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO
Trata-se da tributação que será aplicada na saída do produto do país de origem. Esse imposto
tem a função de distorcer o comércio exterior e, em geral, é utilizado quando o país é
considerado a única ou a principal fonte de produção de determinado produto;
QUOTA TARIFÁRIA DE IMPORTAÇÃO
Neste caso, será determinada uma quantidade de produtos sobre a qual se aplicará uma tarifa
específica, que, na maioria das vezes, é definida em volumes anuais;
QUOTA TARIFÁRIA DE EXPORTAÇÃO
Semelhante à anterior, esta tarifa será aplicada a uma determinada quantidade de mercadorias
a serem exportadas. Ressalta-se que, ambas as quotas costumam ser aplicadas e admitidas
em situações excepcionais, como, por exemplo, para evitar o desabastecimento de
determinados produtos no mercado interno.
BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS
As barreiras não tarifárias compreendem outros tipos de restrições, como, por exemplo, as que
estão relacionadas à concessão de licenças para a importação e procedimentos alfandegários
diversos.
Pode-se observar que esses procedimentos cumprem uma função muito semelhante à das
barreiras tarifárias. No entanto, contam com aplicações mais complexas, que, por muitas
vezes, dificultam a sua identificação e requerem maior atenção durante o processo de
negociação.
Assim, as barreiras não tarifárias referem-se a quaisquer tipos de mecanismos ou instrumentos
de política econômica que ocasionem mudanças ou distorções no comércio internacional, e
também podem ser utilizadas como forma de proteger o mercado interno. Existem diversas
barreiras dessa natureza, no entanto, a mais utilizada se refere às limitações quantitativas de
importação de produtos. Tais limitações impõem quantidades máximas e mínimas para a
importação ou exportação de mercadorias.
Além dessas, as medidas sanitárias também se configuram como importantes barreiras, uma
vez que regulam as condições de produção, acondicionamento e transporte das mercadorias
para o mercado consumidor.
O grande problema desse tipo de barreira, que comumente é alegado pelos países que se
sentem prejudicados, é a falta de transparência e clareza na aplicação das mesmas.
Não é raro ocorrer, por exemplo, que um determinado produto siga todos os padrões
internacionais adotados por vários países. No entanto, um país específico pode adotar regras
diferentes e, com isso, inviabilizar algumas relações comerciais importantes.
 EXEMPLO
Como exemplo prático da adoção desse tipo de barreira, pode-se citar o TBHQ (Tertiary
Butylhydroquinone), que é um importante antioxidante utilizado como conservante de uma série
de produtos industrializados e que foi banido pelo Japão. Apesar da normatização desse
produto ter sido estabelecida pela ONU e, portanto, ser aceito na maioria dos países, o Japão
criou a sua própria regulamentação acerca do produto e, consequentemente, uma barreira
comercial que impede a sua comercialização no território japonês.
BARREIRAS TÉCNICAS
Outro tipo de barreira comercial menos conhecida não trata de um mecanismo de defesa
comercial, mas para a defesa da sociedade em geral. Trata-se de barreiras técnicas, que
permitem a sua adoção para proteger a população acerca de uma série de problemas
relacionados aos produtos que serão importados para este país.
 EXEMPLO
Pode-se citar a proibição de carne produzida em locais onde haja algum tipo de epidemia de
doenças animais ou mesmo a existência de algum componente químico proibido pela agência
sanitária e de saúde do país importador. Pode-se considerar que exigências ambientais,
fitossanitárias e laborais se enquadram neste tipo de barreira técnica.
Do exposto, observa-se que esses tipos de barreiras afetam o comércio exterior, criando
empecilhos e complicações para a importação e exportação de mercadorias, o que pode
ocasionar a inviabilidade de negócios e, ainda, complicar as relações comerciais entre países.
Portanto, é recomendado sempre estar atento a tais questões quando se optar por importar ou
exportar uma mercadoria, uma vez que o país cliente poderá impor barreiras para este tipo de
operação.
PRÁTICA DE DUMPING
O dumping é uma prática comercial promovida por empresas que se instalam em determinados
países e comercializam suas mercadorias abaixo do preço de mercado daquele país, o que
fatalmente ocasionará a falência das empresas locais. Portanto, trata-se de uma prática
empresarial que prejudica a economia local, uma vez que distorce os preços do mercado e
promove uma concorrência predatória.
 SAIBA MAIS
A palavra dumping não possui uma tradução literal, mas é derivada do conceito de dump, que,
em inglês, significa esvaziar ou despejar. Portanto, pode-se considerar que esse termo denota
um método de eliminar a concorrência de maneira intencional, sem se preocupar com as
consequências supostamente danosas da prática.
A prática do dumping se inicia quando uma empresa resolve cobrar menos pelos produtos
exportados para outros países, fazendo com que os mesmos tenham um valor artificialmente
reduzido em relação ao preço do produto vendido no país de origem.
A intenção dessa prática é competir com as organizações que já estão instaladas no país,
garantindo uma vantagem competitiva perante às empresas que operam nesse território. Isso
acontece porque as empresas locais não conseguirão reduzir os seus preços ao mesmo nível
da empresa que pratica o dumping, em decorrência dos seus altos custos fixos que dificilmente
serão reduzidos.
Com as empresas indo à falência, observa-se a criação de um monopólio por parte da empresa
que praticou o dumping e que, mais tarde, poderá reajustar os preços conforme seus
interesses, uma vez que não haverá concorrência.
Esta prática é altamente condenada pelos países signatários do General Agreement on Tariffs
and Trade (GATT), que, traduzido para o português, seria o Acordo Geral de Tarifas e
Comércio. Esse acordo visa promover a cooperação entre os países na área comercial e tem
como objetivo levar um maior desenvolvimento econômico para todas as regiões do mundo.
Atenta a essa questão, a Organização Mundial do Comércio (OMC) estabelece medidas
antidumping para que a prática não seja realizada, o que permite uma proteção para os
produtores nacionais.
A OMC realiza periodicamente análises das importações de bens e serviços, com o intuito de
se verificar se elas estão prejudicando as atividades das instituições instaladas no país. Caso
seja constatada a prática do dumping, haverá cobrança de taxas ou limitações por meio de
quotas, de modo a desestimular a atuação de maneira irregular dessa empresa no país.
Pode-se citar os produtos chineses que são importados para a comercialização no Brasil e, em
geral, chegam ao território brasileiro a preços mais baratos do que os fabricados aqui. Desse
modo, as autoridades estão sempre atentas efiscalizando a vinda de tais produtos para que,
se necessário, sejam aplicados impostos que tenham como objetivo a proteção dos
comerciantes e fabricantes brasileiros.
Fonte: Shutterstock.com
Uma espécie de desdobramento da prática tradicional do dumping seria a prática do dumping
social, que tem por finalidade reduzir os custos de produção. Nesse caso, a empresa se
instala em determinado país onde irá conseguir custos de produção mais baratos, por meio da
redução dos salários pagos aos trabalhadores e pela falta de assistência a eles. Assim, os
custos operacionais de produção ficarão reduzidos e poderão ser repassados aos preços finais
das mercadorias a serem comercializadas, o que novamente impactará as empresas locais do
país importador, que não conseguem praticar os mesmos custos trabalhistas reduzidos.
OBSTÁCULOS DA OFERTA E DA DEMANDA
DOS SERVIÇOS INTERNACIONAIS
Neste vídeo, você compreenderá as questões técnicas inerentes aos obstáculos encontrados
pelas empresas que desejam comercializar seus produtos em outros países.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. AS MEDIDAS DE PROTECIONISMO ADOTADAS POR UM PAÍS TÊM POR
OBJETIVO:
A) Proteger as empresas locais da concorrência estrangeira.
B) Melhorar a qualidade dos produtos fabricados internamente.
C) Fornecer maior diversidade de produtos aos consumidores.
D) Contribuir para a melhoria da logística internacional.
E) Fomentar o desenvolvimento do comércio exterior.
2. AS BARREIRAS TARIFÁRIAS MAIS CONHECIDAS SÃO OS IMPOSTOS E
QUOTAS TARIFÁRIAS. A SEGUIR, ESTÃO ENUMERADOS OS PRINCIPAIS,
COM EXCEÇÃO DE:
A) Imposto de Importação.
B) Imposto de Exportação.
C) Quota Tarifária de Importação.
D) Quota Tarifária de Armazenagem.
E) Quota Tarifária de Exportação.
GABARITO
1. As medidas de protecionismo adotadas por um país têm por objetivo:
A alternativa "A " está correta.
O principal argumento para a utilização de medidas protecionistas é a proteção das empresas
locais em relação à concorrência com as empresas estrangeiras que desejam operar no país.
O receio do governo local é que produtos com maior especialização e menores preços causem
distorções no mercado e façam com que os clientes internos prefiram os produtos estrangeiros
em detrimento aos produtos locais. Isso poderia acarretar uma série de problemas financeiros
às empresas locais, levando-as, possivelmente, à falência.
2. As barreiras tarifárias mais conhecidas são os impostos e quotas tarifárias. A seguir,
estão enumerados os principais, com exceção de:
A alternativa "D " está correta.
No comércio internacional podem ser adotadas barreiras tarifárias e não tarifárias para
controlar a comercialização de produtos em outros países. No entanto, não existe a quota
tarifária de armazenagem. As empresas poderão ter despesas para armazenar seus produtos
em outros países, no entanto, esses custos não são classificados como barreiras tarifárias.
MÓDULO 3
 Descrever os principais entraves para a operação eficiente da logística em nível
global.
A comercialização de produtos brasileiros sofre diversos entraves e obstáculos em mercados
estrangeiros, tais como: custos de transportes, tarifas cobradas por portos e aeroportos,
demora na liberação de mercadorias e dificuldade no escoamento da produção, que reduzem a
competitividade do produto brasileiro para as atividades de exportação.
Contudo, o que um país deve fazer para se tornar competitivo no mercado internacional?
Para ser competitivo frente ao mercado internacional, torna-se necessário que o país reduza a
sua morosidade e burocracia nas questões aduaneiras e alfandegárias, simplifique o fluxo de
documentos, aprimore as questões legais do processo de exportação e melhore sua
infraestrutura logística para o escoamento dos produtos fabricados em território nacional e que
serão exportados para clientes estrangeiros.
Fonte: Shutterstock.com
Sabe-se que o Brasil possui grande potencial como país importador e exportador para o
comércio exterior, no entanto, enfrenta grandes desafios para a logística internacional de forma
recorrente, devido à necessidade de maior atuação e maior comprometimento por parte das
autoridades, no que concerne às questões de legislação estrangeira e operações em âmbito
nacional.
Dentre os principais obstáculos, enumera-se, a seguir, os de maior relevância e que impedem
que o país avance de forma mais competitiva no comércio internacional. São eles:
BAIXO INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA
Um dos maiores desafios para a logística internacional a ser desempenhada pelo Brasil é a
falta de investimentos em portos, ferrovias e rodovias. Pode-se observar que, nos últimos anos,
vários portos foram construídos ou reformados, e algumas rodovias foram finalizadas e
interligadas a outras existentes. No entanto, os atrasos constantes dessas obras dificultam o
escoamento dos produtos e tornam os serviços de logística desnecessariamente mais caros.
Diversas são as melhorias na infraestrutura logística do país que poderiam alavancar as
exportações dos produtos brasileiros de forma mais eficiente e rápida para o mercado exterior.
No entanto, a ausência de melhorias encarece os serviços e acaba por repassar esses custos
maiores ao produto final, tornando-o menos competitivo no mercado estrangeiro.
AUSÊNCIA DE CONHECIMENTO
Observa-se que um dos fatores que impedem os brasileiros de investirem mais incisivamente
na logística internacional é a falta de conhecimento acerca da legislação de outros países, bem
como dos custos das operações de entrada e saída de mercadorias. Sabe-se que as normas e
a legislação de cada país são específicas e podem ser bastante diferentes do país de origem
da mercadoria. Torna-se, portanto, necessário maior acesso ao conhecimento, propostas de
parcerias para o aprendizado acerca das especificidades de cada país, realização de cursos,
promoção de palestras e demais meios de difusão de informações que elevem o nível de
qualidade do conhecimento acerca deste assunto. Do contrário, as empresas poderão ter
problemas no processo de exportação ou importação, o que acabará gerando prejuízos ao
invés de lucro.
MONITORAMENTO E CONTROLE
Torna-se necessário um rígido controle do que está sendo enviado ou recebido em termo de
mercadorias. A falta de conhecimento, conforme comentado anteriormente, acaba gerando
problemas de ausência de monitoramento pelo desconhecimento do que deve ser feito, de
forma correta e eficiente. No entanto, é possível superar esse desafio investindo no
conhecimento acerca das normas técnicas vigentes, que permitem estabelecer padrões de
qualidade dos serviços necessários para o deslocamento das mercadorias, de modo que as
mesmas não apresentem fragilidades ou vulnerabilidades durante as operações. O
investimento para a normatização das operações tende a aumentar a credibilidade da empresa
e, consequentemente, agregar maior valor ao negócio.
NECESSIDADE DE MAIOR ACESSIBILIDADE
É necessário aumentar a cultura de importação e exportação visando o mercado internacional
por parte das empresas brasileiras. Portanto, o Brasil precisa estar ciente de que a logística
internacional pode oferecer grandes benefícios, como acessar mercados internacionais. O
acesso a esses mercados internacionais é importante, não só para a exportação de produtos,
mas também para a importação de equipamentos mais modernos que poderão aprimorar os
processos de fabricação dos produtos brasileiros. Assim, o acesso ao mercado mais amplo
pode ser bastante interessante para as empresas brasileiras que desejam ampliar o seu leque
de exportação de produtos e realizar negócios com outros países que, até então, não eram
parceiros comerciais.
BUROCRACIA E CUSTOS DIFERENCIADOS
POR PAÍSES OU REGIÕES
A burocracia pode ser encarada como um dos piores problemas enfrentados pelos mercados.
No entanto, esse problema pode ser ampliado quando se trata de comércio exterior e logística
internacional.
O problema tem origem no fato de que, além de as empresas precisarementender e seguir as
regulamentações e documentações do país de origem, deverão fazer o mesmo para as normas
em outros países onde pretendem atuar.
Não é raro empresários desistirem das operações em outros países devido aos grandes
entraves burocráticos que tornam as operações extremamente complexas e custosas.
Em muitos países, os procedimentos podem ser antiquados e dificultar o desembaraço das
mercadorias, além do fato de que, muitas vezes, as exigências governamentais são alteradas
com frequência, o que demanda constante atualização e readequação dos procedimentos para
que possam se desenvolver dentro da nova legalidade vigente.
Fonte: Shutterstock.com
Todos esses entraves burocráticos acabam gerando maiores custos, que, por vezes, acaba
inviabilizando a atividade comercial internacional por parte das empresas.
Como cada país possui independência para elaborar sua própria regulamentação e legislação,
os custos pertinentes às operações de importação e exportação tendem a ser diferenciados
nas diversas regiões do mundo, o que acaba se tornando um problema para as empresas que
desejam operar em outros países.
O conhecimento acerca dessas diferenças é fundamental para que as operações transcorram
de maneira eficiente e para que seja verificado com antecedência a viabilidade do negócio a
ser efetivado.
 COMENTÁRIO
Por diversas vezes, os custos podem ser diferenciados dentro do mesmo país, como, por
exemplo, as tarifas portuárias e aeroportuárias que podem ser diferentes para cada um deste
terminais dentro do mesmo país. Desse modo, fazer com que o produto chegue ao país pelo
porto A ou B pode resultar em grandes diferenças no preço final das mercadorias a serem
comercializadas.
DISTÂNCIAS GEOGRÁFICAS,
CONCORRÊNCIA, CONSUMIDORES
EXIGENTES E SERVIÇOS PÓS-VENDA
Outros entraves deverão ser bastante conhecidos e estudados, de modo que as operações de
comercialização dos produtos em outros países sejam efetuadas da melhor maneira possível.
DISTÂNCIAS GEOGRÁFICAS
Um dos fatores que deve ser estudado é a distância geográfica do país de origem de
mercadoria até o país de consumo. Muitas vezes as distâncias são grandes e necessitam de
diversos meios de transporte para que a mercadoria chegue até o consumidor final.
Fonte: Shutterstock.com
As distâncias a serem vencidas necessitam da atuação eficiente da logística internacional, que
viabilizará o deslocamento dos produtos para outros países, sendo que, para tanto, a mesma
necessita conhecer todos os detalhes do roteiro a ser seguido durante a condução das
mercadorias.
CONCORRÊNCIA
É importante que as empresas exportadoras tenham consciência de que provavelmente
existirão concorrentes no país importador da sua mercadoria. A menos que a empresa seja a
única fornecedora desse produto no país, a atuação da concorrência, caso exista, poderá ser
bastante forte, uma vez que as empresas locais conhecem todos os detalhes, legislação,
regulamentação, questões trabalhistas e demais dificuldades peculiares ao país.
Fonte: Shutterstock.com
Deve-se considerar, também, que outras empresas estrangeiras podem estar interessadas em
atuar neste mesmo país, o que se configurará como mais um concorrente internacional por
este mercado de interesse. Portanto, conhecer e estudar os possíveis concorrentes deverá ser
uma tarefa imprescindível para a empresa que deseja exportar mercadorias para outros países,
de modo a se identificar a viabilidade do negócio e as possíveis adaptações necessárias que
os produtos deverão passar para se tornarem mais competitivos no novo mercado.
CONSUMIDORES EXIGENTES
A depender do país para qual a mercadoria será exportada, os consumidores podem ter níveis
de exigências bem maiores do que o país de origem da empresa. Este fato se torna mais
evidente para os consumidores oriundos de mercados desenvolvidos ou países desenvolvidos,
que estão acostumados com produtos e serviços com altos níveis de especialização e
qualidade.
Fonte: Shutterstock.com
Deste modo, a empresa deverá tomar conhecimento prévio dos níveis de exigência dos
consumidores daquele país, de modo a verificar se os seus produtos e serviços atendem às
demandas desses clientes. Do contrário, os produtos poderão não ser competitivos no novo
mercado por questões relacionadas à qualidade inferior aos produtos já comercializados neste
país.
SERVIÇOS PÓS-VENDA
Quando os produtos são comercializados em outros países é importante que a empresa tenha
atenção aos serviços acessórios, necessários para a efetivação da aquisição dessas
mercadorias.
Dentre esses serviços, destaca-se o de pós-venda, que deverá proteger o consumidor contra
possíveis defeitos ou avarias identificadas nos produtos após a sua venda.
Fonte: Shutterstock.com
Talvez seja necessário a substituição ou reparo desses produtos e, eventualmente, com mão
de obra e equipamentos locais. Desse modo, todo um planejamento para o fornecimento de
peças, treinamento e estabelecimento de pontos de acesso dos consumidores para a garantia
dos serviços de pós-venda deverão ser pensados e colocados em prática. Essa operação deve
ser realizada de modo que os produtos e serviços tenham a garantia de qualidade exigida
pelos clientes. Lembrando que os serviços de pós-venda estão entre os quesitos observados
pelos clientes durante o processo de fidelização dos mesmos à marca do produto adquirido.
EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, ASPECTOS
AMBIENTAIS, LOGÍSTICA REVERSA E
CERTIFICAÇÕES
Os produtos têm passado por constantes evoluções tecnológicas que contribuem para a sua
competitividade diante do mercado consumidor. Produtos que serão comercializados em outros
países deverão estar atentos aos níveis de evolução tecnológica de produtos semelhantes
comercializados nesses países, de modo que possam acompanhar o processo evolutivo ou
suplantá-lo.
EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA
Produtos com baixos níveis de tecnologia tendem a ser menos competitivo do que outros, o
que poderá frustrar as expectativas da empresa que deseja comercializá-los em outros países.
Em países desenvolvidos, nos quais os consumidores são bastante exigentes, esses produtos
deverão ter ainda mais tecnologia embarcada, uma vez que tais consumidores estão
acostumados com produtos com alto nível de especialização tecnológica.
ASPECTOS AMBIENTAIS
É crescente a demanda por produtos que sejam fabricados e distribuídos atendendo às normas
e acordos de preservação ambiental entre os países. As questões relacionadas aos aspectos
ambientais têm atraído a atenção dos consumidores, que estão cada vez mais exigentes.
Por outro lado, a legislação em alguns países tem sido bastante rígida, no sentido de permitir
apenas a importação de produtos que atendam às questões da legislação ambiental local, bem
como as regulamentações estabelecidas em acordos internacionais que visam a preservação
do meio ambiente.
Fonte: Shutterstock.com
É importante que as empresas estejam atentas às questões relacionadas à origem das
matérias-primas, questões relacionadas às leis trabalhistas, disposição adequada de resíduos
e efluentes, emissões de poluentes atmosféricos, poluição hídrica e demais aspectos
relacionados à fabricação dos produtos.
A logística também está inserida nesse contexto da preservação ambiental, uma vez que
durante os processos de deslocamento dos produtos, os veículos tendem a provocar danos
ambientais relacionados à poluição atmosférica, poluição sonora, disposição inadequada de
resíduos e embalagens e demais fontes poluidoras que deverão ser prontamente verificadas e
corrigidas.
LOGÍSTICA REVERSA
Muitos países operam com regulamentos muito específicos quando se trata da logística
reversa, principalmente quando esta tem por finalidade a reciclagem de produtos, embalagens
ou componentes que já foram utilizados ou chegaram ao final da sua vida útil.
Em geral, essas regulamentações têm por finalidade garantir que os produtos não sejam
dispostos inadequadamente em aterros sanitários ou lixões, contribuindoainda mais para a
poluição do meio ambiente. Ao contrário, esses produtos deverão retornar às indústrias de
reciclagem para que sejam reinseridos no mercado produtivo e se tornem novos produtos a
serem comercializados no mercado.
Fonte: Shutterstock.com
Desse modo, empresas que desejam atuar em mercados estrangeiros deverão estar
plenamente informadas da legislação e regulamentação daquele país, de forma a atender a
todos os requisitos relacionados à logística reversa. Sobre o aspecto operacional, a empresa
deverá planejar suas operações logísticas de modo que as mesmas promovam o retorno
destes produtos aos pontos de origem de forma eficiente e com menor custo possível, visando
a reutilização dos mesmos na fabricação de novos produtos a preços competitivos.
CERTIFICAÇÕES
Os procedimentos relacionados à certificação de operações e produtos têm se expandido cada
vez mais quando se trata de comércio internacional. Diversas empresas acreditadas
internacionalmente estão aptas a emitir certificados que atestam a qualidade dos serviços e
produtos oferecidos por empresas que desejam exportá-los.
Estas certificações são importantes porque alguns países permitem apenas a comercialização
de produtos fabricados por empresas que possuem tais certificados, o que promove uma
seleção das melhores empresas para operar em seu território.
Fonte: Shutterstock.com
Assim, as empresas que desejarem operar em determinados países deverão estar atentas às
questões relacionadas à certificação internacional e aos requisitos necessários para a
obtenção dos certificados. Diversos são os requisitos e readequações necessárias para que a
certificadora realize a avaliação e, posteriormente, emita o certificado que garante a qualidade
dos produtos e serviços desenvolvidos no âmbito desta empresa.
OBSTÁCULOS À LOGÍSTICA GLOBAL
Neste vídeo, você entenderá quais são os principais obstáculos para a operação eficiente da
logística em nível global.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. OS OBSTÁCULOS ABAIXO SE REFEREM À DIFICULDADE DE
ATUAÇÃO DA LOGÍSTICA GLOBAL, COM EXCEÇÃO DE:
A) Grandes distâncias geográficas a serem vencidas.
B) Existência de consumidores mais exigentes.
C) Necessidade de se estabelecer o serviço de pós-venda.
D) Atuação da concorrência local e internacional.
E) Deficiência ou ausência de infraestrutura de armazenagem.
2. MUITOS PAÍSES ESTABELECEM NORMAS E REGULAMENTOS
RELACIONADOS À LOGÍSTICA REVERSA DE PRODUTOS
COMERCIALIZADOS A PARTIR DE OUTROS PAÍSES. A PRINCIPAL
FINALIDADE DE ESTABELECER REGULAMENTOS PARA A LOGÍSTICA
REVERSA É:
A) Permitir o recolhimento de produtos e embalagens para reciclagem.
B) Aumentar a capacidade de distribuição de produtos.
C) Fornecer produtos com maior precisão.
D) Reduzir os tempos de distribuição de mercadorias.
E) Atender às solicitações dos clientes.
GABARITO
1. Os obstáculos abaixo se referem à dificuldade de atuação da logística global, com
exceção de:
A alternativa "E " está correta.
A deficiência ou ausência de infraestrutura de armazenagem é um problema relacionado à
logística, no entanto, não é uma realidade em todos os países nos quais se deseja exportar
mercadorias. Dessa forma, trata-se de um problema eventual, que não pode ser considerado
como um obstáculo ao desenvolvimento da logística global, uma vez que a empresa poderá
optar por estabelecer sua própria estrutura de armazenagem de forma eficiente.
2. Muitos países estabelecem normas e regulamentos relacionados à logística reversa de
produtos comercializados a partir de outros países. A principal finalidade de estabelecer
regulamentos para a logística reversa é:
A alternativa "A " está correta.
A principal motivação para o estabelecimento de normas e regulamentos relacionados à
logística reversa é a possibilidade de recolhimento de produtos usados e embalagens
descartadas para que os mesmos sejam reinseridos na cadeia produtiva. Isto irá permitir que
os produtos sejam reutilizados e não sejam dispostos inadequadamente em aterros sanitários
ou lixões, o que contribuiria para a poluição ambiental.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O comércio internacional sempre foi uma atividade muito importante para o desenvolvimento
de todas as nações. Recentemente, com o avanço da comercialização de produtos no âmbito
mundial, bem como as pressões para a existência de um mundo globalizado, as atividades
comerciais internacionais ganharam maior fôlego e permitiram que os países realizassem
trocas comerciais mais intensivas.
Entretanto, foram necessárias diversas discussões, debates e acordos, de modo a padronizar
termos gerais para o comércio internacional, para que os mesmos pudessem ser usados e
respeitados por todos. Esses acordos são importantes porque visam proteger todos os países
de possíveis problemas relacionados às negociações e às grandes diferenças existentes entre
estágios de desenvolvimento. Os acordos também visam que os países possam comercializar
produtos em outros territórios, sem que, para isto, tenham que vencer grandes barreiras
relacionadas ao protecionismo às empresas locais.
A logística, por sua vez, teve que acompanhar as evoluções relacionadas à comercialização de
produtos em esfera global, de modo que se especializasse para atender aos anseios dos
clientes internacionais e operasse em escala mundial com eficiência no deslocamento das
mercadorias. Deslocar produtos a grandes distâncias tornou-se uma tarefa bastante complexa
e, portanto, demandou que a logística desenvolvesse operações mais específicas que
permitissem o acondicionamento e deslocamento de produtos de forma eficiente, rápida e
precisa. Ainda há muito para se realizar quanto ao desenvolvimento das operações logísticas
internacionais, no entanto, as mesmas estarão sempre acompanhando o desenvolvimento
constante do comércio internacional.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ACKERMAN, K. 350 Dicas para gerenciar seu armazém. São Paulo: IMAM, 2004.
ALVARENGA, A. C.; NOVAES, A. G. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. São
Paulo: Edgard Blücher, 2000.
BALLOU, R. R. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e
logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição
física. São Paulo: Atlas 1993.
BANZATO, E. Atualidades na armazenagem. São Paulo: IMAM, 2003.
BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo:
Saraiva, 2003.
BOWERSOX, D. J.; D. J. CLOSS. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia
de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001.
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégia,
planejamento e operação. São Paulo: Pearson – Prentice Hall, 2003.
DOS SANTOS, G. Gestão de almoxarifados. Florianópolis: Palotti, 2003.
FAZCOMEX. O que é o antidumping? Consultado em meio eletrônico em: 5 nov. 2020.
IPOG. Logística internacional e comércio exterior: como driblar desafios empresariais.
Consultado em meio eletrônico em: 1 nov. 2020.
MAIS RETORNO. Protecionismo. Consultado em meio eletrônico em: 3 nov. 2020.
MATOS, J. E. B. Gerenciamento de Estoques. Ceará: SEBRAE, 1998.
OMDN. Quais as diferenças entre barreiras tarifárias e não tarifárias? Consultado em meio
eletrônico em: 6 nov. 2020.
PORTAL IC. Logística internacional e seus desafios. Consultado em meio eletrônico em: 2
nov. 2020.
RODRIGUES, P. R. A. Gestão estratégica da armazenagem. São Paulo: Aduaneiras, 2003.
SILVA, C. E. N. A. Administração de materiais. Rio de Janeiro: (Apostila) Universidade
Cândido Mendes, 2004.
VISONET. Barreiras tarifárias e não tarifárias: você conhece cada uma delas? Consultado
em meio eletrônico em: 4 nov. 2020.
EXPLORE+
Assista no YouTube ao vídeo Logística Internacional ‒ Prof Angela Tripoli entrevista Kevin
Cunningham. Nele, é possível compreender um pouco mais a respeito do funcionamento
da logística internacional.
Assista no YouTube ao vídeo Origem do comércio e dalogística internacional. Nele, é
possível compreender as origens do comércio exterior e da logística internacional.
Assista no Youtube o vídeo Origem [Entrevista] Gerenciamento da Logística Internacional
na Importação | comexblog.com. Nele, é possível observar os principais aspectos da
gestão da logística internacional.
CONTEUDISTA
Aurélio Lamare Soares Murta
 CURRÍCULO LATTES
javascript:void(0);

Mais conteúdos dessa disciplina