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DESCRIÇÃO Fundamentos básicos para atuação da logística internacional em apoio ao comércio exterior. PROPÓSITO Compreender o funcionamento da logística internacional no âmbito da exportação de mercadorias via comércio exterior. OBJETIVOS MÓDULO 1 Reconhecer a relação entre a logística internacional e o cenário global de comercialização de produtos MÓDULO 2 Identificar os principais obstáculos que dificultam a oferta de produtos estrangeiros em outros países MÓDULO 3 Descrever os principais entraves para a operação eficiente da logística em nível global. INTRODUÇÃO A logística internacional tem uma importância fundamental para o desenvolvimento dos países e integração comercial dos continentes. Desde a antiguidade, as nações possuem interesses mútuos nos produtos e serviços que cada qual é capaz de produzir. No entanto, por diversas vezes, devido às grandes distâncias que as separam, não era possível a comercialização dos produtos em outros territórios. Deste modo, o sistema de transportes se desenvolveu graças à necessidade de se colocar produtos que eram produzidos em determinados países, em outros locais com maior facilidade de acesso para que os consumidores pudessem adquiri-los confortavelmente. Talvez estes sejam os princípios básicos do desenvolvimento do comércio internacional que fomentaram os avanços conhecidos até hoje para a logística internacional. A partir do seu desenvolvimento, os países conseguiram viabilizar as trocas comerciais, culturais e de serviços, mesmo que a grandes distâncias. Atualmente, seria impensável falar em globalização sem se levar em consideração a logística internacional e o que ela é capaz de viabilizar em termos de trocas comerciais entre as nações. Salienta-se que as trocas comerciais entre os países enfrentaram sérios desafios impostos, por exemplo, pelas diferentes moedas e até mesmo os diferentes idiomas para comunicação. No entanto, com muito trabalho e criatividade, os problemas foram devidamente equacionados, permitindo-se que a logística e as trocas comerciais entre os países fossem viabilizadas. MÓDULO 1 Reconhecer a relação entre a logística internacional e o cenário global de comercialização de produtos PRIMEIRAS PALAVRAS SOBRE O ASSUNTO Existem muitos desafios que precisam ser enfrentados pela logística quando esta decide operar no cenário internacional para distribuir produtos em outros mercados e atender às necessidades dos consumidores. A economia mundial se fortalece cada vez mais com a compra e venda de mercadorias entre os países, o que tende a fortalecer o produto interno bruto dos países que realizam essas transações comerciais. Entretanto, é necessário que haja as operações logísticas, que permitirão que a gestão de compras, entregas e transporte desses itens sejam desempenhados satisfatoriamente. Quando essas transações comerciais são possíveis entre os países, a logística internacional entra em ação e garante que as questões operacionais de deslocamento de produtos sejam possibilitadas, conforme negociado entre os parceiros. Deste modo, pode-se observar que a logística internacional possui um papel fundamental para estreitar as relações entre os países e facilitar as transações comerciais de produtos e serviços. Porém, assim como em diversos outros ramos de atuação, a logística internacional encontra grandes desafios que precisam ser vencidos, sejam internos ou externos. Portanto, a logística internacional se configura como um ramo da logística que tem por objetivo viabilizar as operações relacionadas ao comércio internacional, sendo que, para tanto, necessita efetuar a ligação entre os fabricantes e seus parceiros na rede industrial, como: fornecedores, transportadores e operadores em diversas partes do mundo. Para que isso seja possível, a logística internacional deve levar em consideração os diversos fatores que podem influenciar as negociações comerciais, a saber: Evolução constante da tecnologia da informação; Meios de transporte; Sistemas de movimentação; Armazenagem de mercadorias. Todos esses fatores influenciam diretamente nos resultados finais das operações logísticas e, portanto, devem ser cuidadosamente acompanhados e verificados rotineiramente. VEJAMOS A DIFERENÇA ENTRE A LOGÍSTICA TRADICIONAL E INTERNACIONAL. LOGÍSTICA TRADICIONAL Desempenha um papel estratégico que permite o abastecimento das empresas e distribuição de mercadorias ao mercado consumidor. LOGÍSTICA INTERNACIONAL Desenvolve-se entre dois ou mais países, nos quais a regulamentação precisa ser seguida no processo de envio das mercadorias. Lembrando-se sempre de seguir as políticas e legislação de comércio exterior específicas e que serão aplicadas a tais atividades comerciais. Assim, pode-se constatar que a logística internacional atua como uma atividade fortemente estratégica, o que demandará efetividade, transparência e qualidade dos serviços. Sua atuação de forma exemplar pode contribuir positivamente para os resultados da empresa, porém, caso haja falhas, estas poderão ser determinantes para o fracasso das operações empresariais de comércio exterior. Com o processo de globalização vigente no mundo, os mercados se tornaram cada vez mais competitivos e promovem mudanças cada vez mais rápidas, o que tem obrigado as empresas a investirem em especialização para se manterem atuantes neste mercado. Ao exportar o excedente de produção ou reorganizar as vendas para o mercado externo, as empresas podem diversificar suas receitas e possibilitar um posicionamento diferenciado no mercado. Por outro lado, a importação de insumos, matérias-primas ou produtos acabados (para diversificar o portfólio de produtos oferecidos ao mercado interno) poderá tornar a empresa líder no seu setor de atuação. Existem algumas peculiaridades durante o processo de negociação para garantir o transporte e armazenagem internacionais. No entanto, uma vez compreendidos esses termos técnicos específicos, os profissionais envolvidos nessas atividades se colocam em patamar mais elevado no que diz respeito à competitividade. Isso leva as empresas a buscarem pelo conhecimento específico dos profissionais destacados neste ramo de atuação. A busca por profissionais qualificados e experientes nas atividades pertinentes a logística internacional garante que a empresa estará atuando de forma correta e eficiente neste meio. Fonte: Shutterstock.com Desse modo, observa-se que, na prática, o objetivo principal da logística internacional é desenvolver processos e rotinas no comércio exterior de maneira otimizada e eficiente. ATENÇÃO É importante lembrar que os objetivos principais da logística, como a conhecemos, continuam inalterados. Ou seja, a entrega dos produtos ao cliente, com a melhor qualidade de serviço e ao menor custo possível, será sempre o foco da logística, mesmo nas operações internacionais. Os fluxos de informação, de materiais e financeiros precisam estar sempre atualizados, de modo que os planejamentos efetuados pela logística possam ser desempenhados como diferencial competitivo em relação a outras empresas, ganhando a preferência entre seus clientes. Quando se trata de operações internacionais, as distâncias geográficas, idiomas e culturas diferentes, além do frequente uso do transporte multimodal, poderá impor desafios bem complexos para empresa. Deste modo, fornecer as informações de maneira precisa e atualizada para os parceiros e clientes é de extrema importância. Isso demandará investimentos em tecnologia da informação para garantir a acurácia e qualidade das informações. ESPECIALIZAÇÃO INDUSTRIAL E TECNOLOGIA EM PRODUTOS Sob o ponto de vista tecnológico e de alta especialização acerca da fabricação de produtos, os países têm buscado aprimorar essas duas variáveis, de modo que as mercadorias atraiam a atenção de outros países e contribuam para o aumento das trocas comerciais. Desse modo, a estrutura produtiva dos países, com vistas ao comércio internacional,necessita de investimentos tecnológicos e especializados. Considera-se que as mercadorias e produtos, fabricados em determinado país com maior conteúdo tecnológico, são percebidos pelo mercado estrangeiro como sendo mais qualificados para serem comercializados e, também, indicam alta especialização da indústria local. Este fator contribui para uma inserção mais rápida do país nas relações do comércio internacional, permitindo que a logística internacional desempenhe o seu papel: realizar as entregas desses produtos com alto conteúdo de especialização e tecnologia. A avaliação da evolução de intensidade tecnológica comercial do país deve passar por constantes aprimoramentos, verificando, inclusive, a destinação das exportações e efetuando comparações com a estrutura comercial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Desse modo, é possível verificar se as mudanças realizadas pelo país na sua estrutura produtiva, com vistas à modernização, têm favorecido o setor de exportações. Há um consenso de que a evolução tecnológica da fabricação de produtos é um fator chave para o desempenho dos países na economia internacional, tanto do ponto de vista de crescimento econômico, quanto do crescimento da preferência dos seus produtos por mercados importadores. ATENÇÃO É importante ressaltar que alterações da estrutura de exportação de setores mais intensivos em tecnologia e com maior dinamismo no comércio internacional permitem ao país experimentar altas taxas de crescimento do comércio desses produtos no mercado internacional. Frequentemente, o destino das exportações é utilizado como critério de qualidade do padrão de exportação, principalmente quando tais produtos são adquiridos por países desenvolvidos. Nesse caso, o país exportador demonstra ao público internacional que dispõe de níveis de qualidade e diferenciação elevados, e que estão aptos a realizar exportações, não somente para economias em desenvolvimento, mas para países desenvolvidos (nos quais os níveis de exigências geralmente são maiores). Assim, supõe-se que produtos exportados para países membros da OCDE possuam mais atributos de qualidade e desenvolvimento tecnológico da sua produção, e, portanto, estão associados a um maior dinamismo nas atividades de comércio internacional. Além da alta especialização e tecnologia na produção de bens de consumo no país exportador, é importante considerar, também, a evolução tecnológica da logística para atendimento aos clientes internacionais. A logística tem passado por constantes transformações e evoluções tecnológicas que facilitam e promovem maior precisão das operações. A alta especialização da logística garante que o fluxo de informações para os clientes seja constante e preciso, assim como o fluxo das mercadorias que serão entregues ao mercado comprador. Diversos são os recursos tecnológicos utilizados pela logística nas operações comerciais internacionais e todos visam o aprimoramento constante da confiabilidade do cliente em relação à empresa produtora e exportadora da mercadoria. Desse modo, pode-se observar que tanto a produção quanto a logística precisam estar atualizadas e acompanhando frequentemente as evoluções tecnológicas disponíveis no mercado. Isso garantirá que mercados consumidores mais exigentes continuem dando preferência aos produtos fabricados por tais empresas, uma vez que os mesmos preenchem requisitos de qualidade na fabricação e altos níveis de especialização nos serviços de entrega. Fonte: Shutterstock.com MOEDAS, SISTEMAS CAMBIAIS, POLÍTICA ECONÔMICO-TRIBUTÁRIA E BARREIRAS ALFANDEGÁRIAS A realização de negócios de compra e venda em âmbito internacional exige que vendedores e compradores tenham cuidados relacionados à entrega das mercadorias e à escolha das condições de pagamento. Portanto, deve-se ter atenção especial ao tipo de moeda que será utilizado e os procedimentos relacionados às transações comerciais, uma vez que existem diversos tipos de moedas inerentes a cada país ou região na qual ocorrerá a comercialização dos produtos. O Brasil permite certa flexibilidade para a utilização de moedas estrangeiras, tanto para compra quanto para venda, e tais procedimentos estão devidamente regulamentados pela legislação vigente. No entanto, diante dessa liberdade, caberá ao comerciante alguns cuidados durante as negociações. Deverá ser analisado e acompanhado o mercado de câmbio, bem como o comportamento das taxas e os movimentos nos mercados internacionais, uma vez que é o mercado que determina a flutuação da taxa de câmbio. A empresa comerciante também deverá estar atenta sobre qual tipo de moeda será utilizada, buscando sempre o uso de moedas que possam ser efetivamente conversíveis e, assim, aceitas sem qualquer tipo de restrição em qualquer mercado. Outro ponto que merece destaque, durante as operações de comércio internacional, trata do sistema cambial adotado pelo país onde será comercializada a mercadoria. SISTEMA CAMBIAL Entende-se por sistema cambial ou regime cambial o conjunto de regras e acordos que determinam como vão acontecer as transações financeiras entre países. Portanto, o sistema cambial pode ser compreendido como a maneira pela qual a taxa de câmbio será formada. javascript:void(0) Assim, a depender do sistema cambial adotado, a cotação da moeda poderá ser alterada, demandando análises constantes que visem identificar a viabilidade ou não do negócio. Os três principais tipos de sistemas cambiais são: CÂMBIO FLUTUANTE CÂMBIO FIXO BANDA CAMBIAL CÂMBIO FLUTUANTE Se baseia na relação entre a oferta e a demanda, e permite que as moedas oscilem livremente; CÂMBIO FIXO Há a determinação de um valor fixo para a moeda por parte do governo, que, em geral, está vinculado a uma determinada moeda com critérios preestabelecidos; BANDA CAMBIAL A autoridade monetária de cada país define quais serão os limites de flutuação de uma determinada moeda. Assim como no câmbio fixo, a banda cambial também representa um instrumento artificial de controle do câmbio. O sistema econômico-tributário de cada país também influenciará na comercialização de produtos em âmbito internacional. Cada país pode escolher ou desenvolver livremente qual sistema se adequará melhor a sua realidade. Assim, as empresas que desejarem comercializar os seus produtos nesses países deverão estar atentas aos detalhes de tal sistema. Muitos países adotam sistemas com pesadas cargas tributárias e com grande complexidade na aplicação de impostos, o que certamente impactará no preço final das mercadorias. ATENÇÃO Compreender a realidade econômico-tributária do parceiro comercial torna-se uma tarefa imprescindível para a empresa exportadora, de modo que seja possível identificar a viabilidade da negociação. Por exemplo, é de conhecimento geral que o Brasil é um dos países que possuem alta carga tributária, se comparado a outros países do mundo, o que, de certa forma, dificulta bastante a vida dos empreendedores brasileiros e das empresas que desejam comercializar seus produtos no país. Por tal motivo, é importante que se estude a legislação e o sistema tributário, de modo a encontrar alternativas lícitas que possibilitem pagar menos impostos e, assim, reduzir os custos finais dos produtos. Por fim, as empresas que desejam operar em outros países devem conhecer as barreiras alfandegárias impostas para produtos importados. Apesar da tendência geral nas últimas décadas para que haja um comércio internacional mais livre, isso não significa que o produto possa ser comercializado em qualquer país sem nenhum obstáculo. COMENTÁRIO Na prática, é muito comum que um exportador encontre barreiras alfandegárias que dificultem ou inviabilizem a entrada do seu produto em outro país. Existem vários motivos para um país implementar barreiras alfandegárias, no entanto, o principal seria a proteção do mercado interno e das empresas nacionais. Argumenta-se que a criação dessas barreirasalfandegárias impede que empresas nacionais sejam prejudicadas ou até mesmo venham à falência por não conseguirem concorrer com as empresas estrangeiras. Existem alguns tipos de barreiras específicas que serão estudadas adiante neste conteúdo. TENDÊNCIAS DA LOGÍSTICA E COMÉRCIO EXTERIOR O comércio exterior viabiliza os gestores comerciais a negociarem mercadorias que são produzidas de forma abundante em determinados países, para que as mesmas cheguem a clientes de outros países. Graças a essa atividade, é possível consumir produtos fabricados ou cultivados em diversas regiões do mundo, em determinado país, de forma simples para o consumidor final. Entende-se por comércio, num contexto mais amplo, as atividades relacionadas à permuta, troca de valores ou produtos, ato de comprar, vender e circular mercadorias com o objetivo da obtenção de lucro. O comércio pode ser: INTERNO O comércio pode ser interno, quando desempenha operações de troca, compra, venda ou circulação de mercadorias dentro do território de um determinado país. EXTERNO Já o comércio externo, ou exterior, necessita de algumas normas, regras, termos e legislação (em geral, utilizada por cada país quando se relaciona com outros países), permitindo a regulamentação dos procedimentos e métodos que viabilizam as relações comerciais entre um país e seus parceiros. A logística, por sua vez, tem papel importante, porque viabiliza as relações comerciais ao permitir o deslocamento dos produtos do país de origem em direção aos parceiros internacionais. Por se tratar de parceiros que possuem diferentes legislações, idiomas e culturas, também é necessário que a logística tenha regulamentação comum a todos, de forma que evite conflitos ou impossibilidade de comercialização das mercadorias. A RELAÇÃO ENTRE A LOGÍSTICA E O CENÁRIO MUNDIAL Este vídeo abordará os principais pontos que demonstram as relações entre a logística e o cenário mundial de comercialização de produtos. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. QUAL É O PRINCIPAL OBJETIVO DA LOGÍSTICA INTERNACIONAL EM RELAÇÃO AO COMÉRCIO EXTERIOR? A) Desenvolver novos modelos de distribuição física. B) Garantir a redução dos preços dos produtos ao consumidor. C) Permitir a distribuição de produtos em escala global. D) Fomentar o desenvolvimento de novas técnicas de armazenagem. E) Desenvolver novas formas de manuseio de materiais, de modo seguro e eficiente. 2. O COMÉRCIO INTERNACIONAL TEM FORÇADO OS PRODUTORES A DESENVOLVEREM PRODUTOS QUE POSSUAM ALTO CONTEÚDO TECNOLÓGICO. DENTRE AS RAZÕES PARA ESSA EXIGÊNCIA, PODE-SE CONSIDERAR QUE: A) Esses produtos agradarão ao público interno do país. B) Esses produtos são inseridos de forma mais rápida no país importador. C) Esses produtos, em geral, são mais baratos. D) Produtos com alta tecnologia costumam exigir mais da logística internacional. E) Produtos com alta tecnologia enfrentam menos barreiras para entrada no país importador. GABARITO 1. Qual é o principal objetivo da logística internacional em relação ao comércio exterior? A alternativa "C " está correta. A logística internacional tem papel fundamental na distribuição dos produtos em escala global, o que permite que o comércio exterior seja viabilizado. Sem a logística internacional os produtos não chegariam aos consumidores em outros países e, portanto, não haveria formas de comercialização destes. 2. O comércio internacional tem forçado os produtores a desenvolverem produtos que possuam alto conteúdo tecnológico. Dentre as razões para essa exigência, pode-se considerar que: A alternativa "B " está correta. Produtos que são fabricados com alto teor de tecnologia tendem a ser preferidos pelos consumidores em outros países. Sendo assim, tais produtos são inseridos no comércio daquele país com mais facilidade e rapidez, uma vez que a demanda pelos mesmos aumenta em função do seu conteúdo tecnológico. MÓDULO 2 Identificar os principais obstáculos que dificultam a oferta de produtos estrangeiros em outros países Os serviços da logística internacional trazem uma série de benefícios para as organizações, no entanto, existem alguns obstáculos para a sua utilização. Para a implementação da logística internacional são necessárias uma série de alterações a serem efetuadas nos procedimentos internos e externos, no que diz respeito aos relacionamentos dos parceiros comerciais. Vejamos: PROCEDIMENTOS INTERNOS PROCEDIMENTOS EXTERNOS PROCEDIMENTOS INTERNOS Para os procedimentos internos, torna-se necessário repensar os objetivos individuais, em detrimento de uma visão sistêmica da organização, o que deverá beneficiar toda a cadeia logística. Portanto, as informações, métodos e procedimentos deverão ser explicitados aos parceiros como forma de aprimorar o conhecimento de todos em relação à dinâmica operacional da organização. PROCEDIMENTOS EXTERNOS Já os procedimentos externos deverão ser responsáveis por importantes mudanças no que diz respeito à competição do mercado, que ocorre não só nas cadeias produtivas, mas também nas unidades de negócios. Desse modo, tais procedimentos deverão estar adequados à nova realidade, para que seja possível desempenhar as atividades com a maior eficiência possível. Outro ponto que merece destaque são as dificuldades para o estabelecimento da logística internacional nas organizações, uma vez que estas deverão ter ciência de diversos fatores. SÃO ESSES FATORES: ● Lidar com diversos sistemas cambiais, diversas moedas, políticas econômicas e tributárias, barreiras alfandegárias e não alfandegárias, incentivos, subsídios, infraestrutura, transportes, meios de comunicação e a diversidade cultural específica de cada país; ● Os mercados possuem exigências relacionadas à redução de prazos para a entrega das mercadorias, o que pode ser um problema quando consideradas as variáveis anteriormente explicitadas. Além disso, essa combinação poderá ocasionar grandes variações nos preços finais dos produtos ao consumidor; ● Ao considerarmos toda a cadeia logística e produtiva, devemos levar em consideração que as atividades comerciais internacionais preconizam investimentos e produção em várias partes do mundo. Esse fator ocasiona diversas peculiaridades físicas, climáticas, culturais, religiosas, costumes, legislação e outros, que poderão impactar sobremaneira a produção e distribuição dos produtos no mercado; ● As várias diferenças poderão alterar as características do produto, a necessidade de embalagens mais específicas e até mesmo alterações na cadeia produtiva. Os procedimentos logísticos poderão, também, ser impactados drasticamente por questões relacionadas ao protecionismo das indústrias internas, à concorrência, à legislação e a outros fatores específicos de cada país. Assim, pode-se observar que as novas cadeias de suprimento internacionais mudaram as formas de fazer negócios e forçaram as empresas a se adaptarem a essa realidade. Sabe-se que as empresas enfrentam grandes dificuldades quando necessitam buscar fornecedores e clientes no mercado internacional. Como é conhecido no cenário comercial, as empresas deverão entregar seus produtos de acordo com as necessidades e exigências dos seus clientes e, portanto, devem estar preparadas para se deparar com: FORTE ATUAÇÃO DA CONCORRÊNCIA Forte atuação da concorrência, uma vez que deverão contar com a presença de empresas locais, que já operam no mercado daquele país e conhecem as diversidades e características peculiares inerentes ao local. Também poderá haver forte concorrência de outras empresas estrangeiras que desejam operar no mesmo país de interesse, promovendo ainda mais a competição. MAIOR NÍVEL DE QUALIDADE Maior nível de qualidade deverá ser considerado, já que alguns países estabelecem níveis de serviço logístico e de qualidade dos produtos finais extremamente altos. Isso forçará a empresa a buscar formas de atender a essas exigências impostas pelos novos clientes. PRAZOS REDUZIDOS Prazos reduzidos poderão serestabelecidos para a fabricação e distribuição de produtos no novo mercado, o que acarretará necessidade de maior precisão dos processos produtivos e de distribuição. Possivelmente, investimentos em melhoria desses processos serão necessários para alcançar os prazos exigidos; MEDIDAS DE PROTECIONISMO Medidas de protecionismo poderão ser acionadas, de modo a blindar os produtores locais. Assim, deverão ser aplicadas restrições e taxas para a entrada de produtos da empresa estrangeira neste novo mercado, o que poderá limitar a comercialização dos produtos; MENORES CUSTOS Menores custos deverão ser exigidos como forma de estabelecer competição com os produtos já comercializados localmente. Desde que não seja predatória, a competição por preços mais acessíveis ao consumidor é salutar para qualquer mercado que pratique a livre economia de mercado; MAIOR CAPACIDADE PRODUTIVA Maior capacidade produtiva poderá ser necessária, uma vez que, além de atender ao mercado já existente, a empresa interessada em comercializar seus produtos em outros países deverá estar atenta a sua capacidade produtiva e considerar, inclusive, a necessidade de ampliação da sua capacidade para atender satisfatoriamente aos clientes do novo mercado; EXIGÊNCIA DOS CLIENTES Exigência dos clientes poderá ser um grande desafio para empresas que decidem operar em mercados cujas economias são bem desenvolvidas e experientes. Nestes mercados, é comum que os clientes estejam acostumados a altos níveis de qualidade de produtos e serviços. Portanto, as empresas que decidirem operar em tais mercados deverão estar atentas aos níveis de exigências, de modo que consigam acompanhar os níveis estabelecidos pelos concorrentes; TAXAS E IMPOSTOS Taxas e impostos aplicados a produtos importados como medidas de proteção à economia local poderão ser utilizados pelos governos locais a fim de estabelecer limites à entrada de produtos nestes países. Essa política poderá causar alguns problemas relacionados à redução das expectativas de comercialização de mercadorias nesses países, com consequente redução das receitas oriundas dessa exportação. MEDIDAS DE PROTECIONISMO Entende-se por protecionismo as medidas econômicas que um país adotará com intuito de aumentar as exportações e diminuir ou proibir as importações de mercadorias de outros países. Trata-se, portanto, de uma política contraditória ao livre comércio, na qual se estabelecem barreiras governamentais ao comércio, fazendo com que a circulação do capital seja mantida em níveis mínimos. Essa prática é considerada, por muitos autores, como uma antiglobalização, e o termo tem sido usado no contexto do desenvolvimento econômico do país protecionista. COMENTÁRIO Essas medidas têm sido utilizadas há algum tempo em diversos países, sob a alegação de que protegem empregos, trabalhadores e empresas locais de uma concorrência que seria predatória, quando considerada a vinda de outros produtos, fabricados por empresas de maior porte, para serem comercializados neste país. Pode-se constatar que essa medida protecionista possui impacto direto nas operações da logística internacional, uma vez que restringirá a circulação e distribuição das mercadorias advindas de outros países. Os defensores do protecionismo costumam alegar que a prática tem sido utilizada em quase todos os países. No entanto, existe uma corrente de críticos que consideram que a melhoria dos padrões de vida após a Segunda Guerra Mundial deve-se, exatamente, à eliminação de barreiras e à difusão do livre comércio. Sustentam ainda que, o protecionismo beneficia apenas as empresas que possuem influências políticas, e que os consumidores serão os grandes prejudicados, pois terão que pagar mais caro por conta dos produtos e serviços. Além disso, poderá ocasionar atrasos tecnológicos devido à maior comodidade das empresas, por estarem protegidas da concorrência. Para fiscalizar as ações protecionistas desenvolvidas por determinados países, foi estabelecido que a Organização Mundial do Comércio (OMC) deverá realizar essa fiscalização e promover a liberalização do comércio internacional. Diversas medidas podem ser utilizadas para colocar em prática os objetivos de protecionismo num país, conforme vemos a seguir: Proteção de tecnologia, patentes, conhecimentos científicos e outros; Proibição de investidores estrangeiros assumirem o controle de empresas nacionais ou de participarem de algumas atividades; Aumento de impostos aduaneiros sobre mercadorias importadas, o que acarretará no aumento dos preços finais ao consumidor e, portanto, em maior dificuldade de concorrer com produtos nacionais. Esta prática é bastante utilizada em alguns países protecionistas e acaba reduzindo a circulação de mercadorias importadas e impondo preços maiores aos consumidores; Limitação da quantidade de mercadorias que podem ser importadas por determinado país. Neste caso, as regras incidirão sobre as quantidades numéricas dos bens que poderiam ser importados, a partir de países fornecedores, para o país protecionista; Estabelecimento de barreiras administrativas, uma vez que determinados países podem usar regras administrativas diferentes para limitar a importação de mercadorias. Tais regras referem-se à segurança alimentar, normas ambientais, segurança elétrica e outras; Criação de legislação antidumping, o que impede que as empresas vendam suas mercadorias a preços inferiores ao praticado no mercado interno. Desse modo, os adeptos do protecionismo alegam que essa legislação impede que sejam importados produtos estrangeiros mais baratos, uma vez que estes prejudicariam ou encerrariam as atividades das empresas locais; Utilização de subvenções governamentais concedidas a empresas locais que possuam dificuldade de competir com as mercadorias importadas. Essas subvenções podem ser traduzidas em pagamentos de montantes fixos ou empréstimos mais acessíveis para as empresas locais, de modo que as mesmas possam reduzir seus custos operacionais e ofertar mercadorias a preços competitivos no mercado interno. Alega-se que esses subsídios têm por finalidade proteger os empregos locais e ajudar as empresas locais a se adaptarem ao mercado global; Assim como visto anteriormente, os governos podem utilizar as subvenções para a exportação, de modo que as empresas locais possam exportar suas mercadorias a preços mais competitivos e, portanto, concorrer com empresas estrangeiras nos seus territórios de origem; O governo pode praticar artificialmente o controle cambial, de modo a reduzir o valor da sua moeda local por meio da sua venda no mercado cambial. Com isso, os custos relacionados à importação serão aumentados ao mesmo tempo em que os custos de exportação serão reduzidos, o que poderá melhorar a balança comercial; Desenvolvimento de campanhas políticas que estimulem o consumo de mercadorias fabricadas internamente. Essa política terá como objetivo principal alavancar campanhas de marketing que promovam a venda, no mercado interno, dos produtos fabricados no país e, portanto, aumentem a receita das empresas locais, que, por sua vez, poderão gerar mais empregos para este país; Criar legislações que tornem preferenciais os produtos fabricados no país quando estes forem adquiridos por meio de compras governamentais. Desse modo, quando o Poder Público adquire mercadorias para a máquina pública, deverá optar, preferencialmente, pela compra de produtos que sejam fabricados em seu território pelas empresas locais, o que deverá contribuir para a melhoria das contas dessas empresas e, consequentemente, para a economia local. COMENTÁRIO Uma teoria oposta ao protecionismo é a do livre comércio ou livre-cambismo, que defende a não restrição do comércio entre os países, como forma de permitir ganhos econômicos mútuos entre as nações e redução dos preços dos produtos para os consumidores finais. BARREIRAS TARIFÁRIAS E BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS Cada país possui leis específicas e outrosmecanismos regulamentares para a proteção do seu mercado interno frente à concorrência de produtos estrangeiros. Essas restrições se tornam verdadeiros desafios para as empresas que pretendem comercializar seus produtos nesses países, uma vez que precisam identificar e remover tais obstáculos quando estão diante de negociações internacionais. No meio comercial, tais restrições são conhecidas como barreiras e podem ser classificadas em tarifárias e não tarifárias. Fonte: Shutterstock.com Fonte: Shutterstock.com BARREIRAS TARIFÁRIAS As barreiras tarifárias impõem restrições ou distorções operacionais que incidem sobre o comércio exterior por meio de impostos e taxas, que, geralmente, são aplicadas sobre os produtos oriundos da exportação ou importação. Dentre as barreiras tarifárias mais conhecidas, pode-se enumerar os impostos e quotas tarifárias, sendo os mais conhecidos: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO QUOTA TARIFÁRIA DE IMPORTAÇÃO QUOTA TARIFÁRIA DE EXPORTAÇÃO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Trata-se de um imposto que será, percentualmente, aplicado sobre o valor ou sobre a quantidade dos produtos importados; IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO Trata-se da tributação que será aplicada na saída do produto do país de origem. Esse imposto tem a função de distorcer o comércio exterior e, em geral, é utilizado quando o país é considerado a única ou a principal fonte de produção de determinado produto; QUOTA TARIFÁRIA DE IMPORTAÇÃO Neste caso, será determinada uma quantidade de produtos sobre a qual se aplicará uma tarifa específica, que, na maioria das vezes, é definida em volumes anuais; QUOTA TARIFÁRIA DE EXPORTAÇÃO Semelhante à anterior, esta tarifa será aplicada a uma determinada quantidade de mercadorias a serem exportadas. Ressalta-se que, ambas as quotas costumam ser aplicadas e admitidas em situações excepcionais, como, por exemplo, para evitar o desabastecimento de determinados produtos no mercado interno. BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS As barreiras não tarifárias compreendem outros tipos de restrições, como, por exemplo, as que estão relacionadas à concessão de licenças para a importação e procedimentos alfandegários diversos. Pode-se observar que esses procedimentos cumprem uma função muito semelhante à das barreiras tarifárias. No entanto, contam com aplicações mais complexas, que, por muitas vezes, dificultam a sua identificação e requerem maior atenção durante o processo de negociação. Assim, as barreiras não tarifárias referem-se a quaisquer tipos de mecanismos ou instrumentos de política econômica que ocasionem mudanças ou distorções no comércio internacional, e também podem ser utilizadas como forma de proteger o mercado interno. Existem diversas barreiras dessa natureza, no entanto, a mais utilizada se refere às limitações quantitativas de importação de produtos. Tais limitações impõem quantidades máximas e mínimas para a importação ou exportação de mercadorias. Além dessas, as medidas sanitárias também se configuram como importantes barreiras, uma vez que regulam as condições de produção, acondicionamento e transporte das mercadorias para o mercado consumidor. O grande problema desse tipo de barreira, que comumente é alegado pelos países que se sentem prejudicados, é a falta de transparência e clareza na aplicação das mesmas. Não é raro ocorrer, por exemplo, que um determinado produto siga todos os padrões internacionais adotados por vários países. No entanto, um país específico pode adotar regras diferentes e, com isso, inviabilizar algumas relações comerciais importantes. EXEMPLO Como exemplo prático da adoção desse tipo de barreira, pode-se citar o TBHQ (Tertiary Butylhydroquinone), que é um importante antioxidante utilizado como conservante de uma série de produtos industrializados e que foi banido pelo Japão. Apesar da normatização desse produto ter sido estabelecida pela ONU e, portanto, ser aceito na maioria dos países, o Japão criou a sua própria regulamentação acerca do produto e, consequentemente, uma barreira comercial que impede a sua comercialização no território japonês. BARREIRAS TÉCNICAS Outro tipo de barreira comercial menos conhecida não trata de um mecanismo de defesa comercial, mas para a defesa da sociedade em geral. Trata-se de barreiras técnicas, que permitem a sua adoção para proteger a população acerca de uma série de problemas relacionados aos produtos que serão importados para este país. EXEMPLO Pode-se citar a proibição de carne produzida em locais onde haja algum tipo de epidemia de doenças animais ou mesmo a existência de algum componente químico proibido pela agência sanitária e de saúde do país importador. Pode-se considerar que exigências ambientais, fitossanitárias e laborais se enquadram neste tipo de barreira técnica. Do exposto, observa-se que esses tipos de barreiras afetam o comércio exterior, criando empecilhos e complicações para a importação e exportação de mercadorias, o que pode ocasionar a inviabilidade de negócios e, ainda, complicar as relações comerciais entre países. Portanto, é recomendado sempre estar atento a tais questões quando se optar por importar ou exportar uma mercadoria, uma vez que o país cliente poderá impor barreiras para este tipo de operação. PRÁTICA DE DUMPING O dumping é uma prática comercial promovida por empresas que se instalam em determinados países e comercializam suas mercadorias abaixo do preço de mercado daquele país, o que fatalmente ocasionará a falência das empresas locais. Portanto, trata-se de uma prática empresarial que prejudica a economia local, uma vez que distorce os preços do mercado e promove uma concorrência predatória. SAIBA MAIS A palavra dumping não possui uma tradução literal, mas é derivada do conceito de dump, que, em inglês, significa esvaziar ou despejar. Portanto, pode-se considerar que esse termo denota um método de eliminar a concorrência de maneira intencional, sem se preocupar com as consequências supostamente danosas da prática. A prática do dumping se inicia quando uma empresa resolve cobrar menos pelos produtos exportados para outros países, fazendo com que os mesmos tenham um valor artificialmente reduzido em relação ao preço do produto vendido no país de origem. A intenção dessa prática é competir com as organizações que já estão instaladas no país, garantindo uma vantagem competitiva perante às empresas que operam nesse território. Isso acontece porque as empresas locais não conseguirão reduzir os seus preços ao mesmo nível da empresa que pratica o dumping, em decorrência dos seus altos custos fixos que dificilmente serão reduzidos. Com as empresas indo à falência, observa-se a criação de um monopólio por parte da empresa que praticou o dumping e que, mais tarde, poderá reajustar os preços conforme seus interesses, uma vez que não haverá concorrência. Esta prática é altamente condenada pelos países signatários do General Agreement on Tariffs and Trade (GATT), que, traduzido para o português, seria o Acordo Geral de Tarifas e Comércio. Esse acordo visa promover a cooperação entre os países na área comercial e tem como objetivo levar um maior desenvolvimento econômico para todas as regiões do mundo. Atenta a essa questão, a Organização Mundial do Comércio (OMC) estabelece medidas antidumping para que a prática não seja realizada, o que permite uma proteção para os produtores nacionais. A OMC realiza periodicamente análises das importações de bens e serviços, com o intuito de se verificar se elas estão prejudicando as atividades das instituições instaladas no país. Caso seja constatada a prática do dumping, haverá cobrança de taxas ou limitações por meio de quotas, de modo a desestimular a atuação de maneira irregular dessa empresa no país. Pode-se citar os produtos chineses que são importados para a comercialização no Brasil e, em geral, chegam ao território brasileiro a preços mais baratos do que os fabricados aqui. Desse modo, as autoridades estão sempre atentas efiscalizando a vinda de tais produtos para que, se necessário, sejam aplicados impostos que tenham como objetivo a proteção dos comerciantes e fabricantes brasileiros. Fonte: Shutterstock.com Uma espécie de desdobramento da prática tradicional do dumping seria a prática do dumping social, que tem por finalidade reduzir os custos de produção. Nesse caso, a empresa se instala em determinado país onde irá conseguir custos de produção mais baratos, por meio da redução dos salários pagos aos trabalhadores e pela falta de assistência a eles. Assim, os custos operacionais de produção ficarão reduzidos e poderão ser repassados aos preços finais das mercadorias a serem comercializadas, o que novamente impactará as empresas locais do país importador, que não conseguem praticar os mesmos custos trabalhistas reduzidos. OBSTÁCULOS DA OFERTA E DA DEMANDA DOS SERVIÇOS INTERNACIONAIS Neste vídeo, você compreenderá as questões técnicas inerentes aos obstáculos encontrados pelas empresas que desejam comercializar seus produtos em outros países. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. AS MEDIDAS DE PROTECIONISMO ADOTADAS POR UM PAÍS TÊM POR OBJETIVO: A) Proteger as empresas locais da concorrência estrangeira. B) Melhorar a qualidade dos produtos fabricados internamente. C) Fornecer maior diversidade de produtos aos consumidores. D) Contribuir para a melhoria da logística internacional. E) Fomentar o desenvolvimento do comércio exterior. 2. AS BARREIRAS TARIFÁRIAS MAIS CONHECIDAS SÃO OS IMPOSTOS E QUOTAS TARIFÁRIAS. A SEGUIR, ESTÃO ENUMERADOS OS PRINCIPAIS, COM EXCEÇÃO DE: A) Imposto de Importação. B) Imposto de Exportação. C) Quota Tarifária de Importação. D) Quota Tarifária de Armazenagem. E) Quota Tarifária de Exportação. GABARITO 1. As medidas de protecionismo adotadas por um país têm por objetivo: A alternativa "A " está correta. O principal argumento para a utilização de medidas protecionistas é a proteção das empresas locais em relação à concorrência com as empresas estrangeiras que desejam operar no país. O receio do governo local é que produtos com maior especialização e menores preços causem distorções no mercado e façam com que os clientes internos prefiram os produtos estrangeiros em detrimento aos produtos locais. Isso poderia acarretar uma série de problemas financeiros às empresas locais, levando-as, possivelmente, à falência. 2. As barreiras tarifárias mais conhecidas são os impostos e quotas tarifárias. A seguir, estão enumerados os principais, com exceção de: A alternativa "D " está correta. No comércio internacional podem ser adotadas barreiras tarifárias e não tarifárias para controlar a comercialização de produtos em outros países. No entanto, não existe a quota tarifária de armazenagem. As empresas poderão ter despesas para armazenar seus produtos em outros países, no entanto, esses custos não são classificados como barreiras tarifárias. MÓDULO 3 Descrever os principais entraves para a operação eficiente da logística em nível global. A comercialização de produtos brasileiros sofre diversos entraves e obstáculos em mercados estrangeiros, tais como: custos de transportes, tarifas cobradas por portos e aeroportos, demora na liberação de mercadorias e dificuldade no escoamento da produção, que reduzem a competitividade do produto brasileiro para as atividades de exportação. Contudo, o que um país deve fazer para se tornar competitivo no mercado internacional? Para ser competitivo frente ao mercado internacional, torna-se necessário que o país reduza a sua morosidade e burocracia nas questões aduaneiras e alfandegárias, simplifique o fluxo de documentos, aprimore as questões legais do processo de exportação e melhore sua infraestrutura logística para o escoamento dos produtos fabricados em território nacional e que serão exportados para clientes estrangeiros. Fonte: Shutterstock.com Sabe-se que o Brasil possui grande potencial como país importador e exportador para o comércio exterior, no entanto, enfrenta grandes desafios para a logística internacional de forma recorrente, devido à necessidade de maior atuação e maior comprometimento por parte das autoridades, no que concerne às questões de legislação estrangeira e operações em âmbito nacional. Dentre os principais obstáculos, enumera-se, a seguir, os de maior relevância e que impedem que o país avance de forma mais competitiva no comércio internacional. São eles: BAIXO INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA Um dos maiores desafios para a logística internacional a ser desempenhada pelo Brasil é a falta de investimentos em portos, ferrovias e rodovias. Pode-se observar que, nos últimos anos, vários portos foram construídos ou reformados, e algumas rodovias foram finalizadas e interligadas a outras existentes. No entanto, os atrasos constantes dessas obras dificultam o escoamento dos produtos e tornam os serviços de logística desnecessariamente mais caros. Diversas são as melhorias na infraestrutura logística do país que poderiam alavancar as exportações dos produtos brasileiros de forma mais eficiente e rápida para o mercado exterior. No entanto, a ausência de melhorias encarece os serviços e acaba por repassar esses custos maiores ao produto final, tornando-o menos competitivo no mercado estrangeiro. AUSÊNCIA DE CONHECIMENTO Observa-se que um dos fatores que impedem os brasileiros de investirem mais incisivamente na logística internacional é a falta de conhecimento acerca da legislação de outros países, bem como dos custos das operações de entrada e saída de mercadorias. Sabe-se que as normas e a legislação de cada país são específicas e podem ser bastante diferentes do país de origem da mercadoria. Torna-se, portanto, necessário maior acesso ao conhecimento, propostas de parcerias para o aprendizado acerca das especificidades de cada país, realização de cursos, promoção de palestras e demais meios de difusão de informações que elevem o nível de qualidade do conhecimento acerca deste assunto. Do contrário, as empresas poderão ter problemas no processo de exportação ou importação, o que acabará gerando prejuízos ao invés de lucro. MONITORAMENTO E CONTROLE Torna-se necessário um rígido controle do que está sendo enviado ou recebido em termo de mercadorias. A falta de conhecimento, conforme comentado anteriormente, acaba gerando problemas de ausência de monitoramento pelo desconhecimento do que deve ser feito, de forma correta e eficiente. No entanto, é possível superar esse desafio investindo no conhecimento acerca das normas técnicas vigentes, que permitem estabelecer padrões de qualidade dos serviços necessários para o deslocamento das mercadorias, de modo que as mesmas não apresentem fragilidades ou vulnerabilidades durante as operações. O investimento para a normatização das operações tende a aumentar a credibilidade da empresa e, consequentemente, agregar maior valor ao negócio. NECESSIDADE DE MAIOR ACESSIBILIDADE É necessário aumentar a cultura de importação e exportação visando o mercado internacional por parte das empresas brasileiras. Portanto, o Brasil precisa estar ciente de que a logística internacional pode oferecer grandes benefícios, como acessar mercados internacionais. O acesso a esses mercados internacionais é importante, não só para a exportação de produtos, mas também para a importação de equipamentos mais modernos que poderão aprimorar os processos de fabricação dos produtos brasileiros. Assim, o acesso ao mercado mais amplo pode ser bastante interessante para as empresas brasileiras que desejam ampliar o seu leque de exportação de produtos e realizar negócios com outros países que, até então, não eram parceiros comerciais. BUROCRACIA E CUSTOS DIFERENCIADOS POR PAÍSES OU REGIÕES A burocracia pode ser encarada como um dos piores problemas enfrentados pelos mercados. No entanto, esse problema pode ser ampliado quando se trata de comércio exterior e logística internacional. O problema tem origem no fato de que, além de as empresas precisarementender e seguir as regulamentações e documentações do país de origem, deverão fazer o mesmo para as normas em outros países onde pretendem atuar. Não é raro empresários desistirem das operações em outros países devido aos grandes entraves burocráticos que tornam as operações extremamente complexas e custosas. Em muitos países, os procedimentos podem ser antiquados e dificultar o desembaraço das mercadorias, além do fato de que, muitas vezes, as exigências governamentais são alteradas com frequência, o que demanda constante atualização e readequação dos procedimentos para que possam se desenvolver dentro da nova legalidade vigente. Fonte: Shutterstock.com Todos esses entraves burocráticos acabam gerando maiores custos, que, por vezes, acaba inviabilizando a atividade comercial internacional por parte das empresas. Como cada país possui independência para elaborar sua própria regulamentação e legislação, os custos pertinentes às operações de importação e exportação tendem a ser diferenciados nas diversas regiões do mundo, o que acaba se tornando um problema para as empresas que desejam operar em outros países. O conhecimento acerca dessas diferenças é fundamental para que as operações transcorram de maneira eficiente e para que seja verificado com antecedência a viabilidade do negócio a ser efetivado. COMENTÁRIO Por diversas vezes, os custos podem ser diferenciados dentro do mesmo país, como, por exemplo, as tarifas portuárias e aeroportuárias que podem ser diferentes para cada um deste terminais dentro do mesmo país. Desse modo, fazer com que o produto chegue ao país pelo porto A ou B pode resultar em grandes diferenças no preço final das mercadorias a serem comercializadas. DISTÂNCIAS GEOGRÁFICAS, CONCORRÊNCIA, CONSUMIDORES EXIGENTES E SERVIÇOS PÓS-VENDA Outros entraves deverão ser bastante conhecidos e estudados, de modo que as operações de comercialização dos produtos em outros países sejam efetuadas da melhor maneira possível. DISTÂNCIAS GEOGRÁFICAS Um dos fatores que deve ser estudado é a distância geográfica do país de origem de mercadoria até o país de consumo. Muitas vezes as distâncias são grandes e necessitam de diversos meios de transporte para que a mercadoria chegue até o consumidor final. Fonte: Shutterstock.com As distâncias a serem vencidas necessitam da atuação eficiente da logística internacional, que viabilizará o deslocamento dos produtos para outros países, sendo que, para tanto, a mesma necessita conhecer todos os detalhes do roteiro a ser seguido durante a condução das mercadorias. CONCORRÊNCIA É importante que as empresas exportadoras tenham consciência de que provavelmente existirão concorrentes no país importador da sua mercadoria. A menos que a empresa seja a única fornecedora desse produto no país, a atuação da concorrência, caso exista, poderá ser bastante forte, uma vez que as empresas locais conhecem todos os detalhes, legislação, regulamentação, questões trabalhistas e demais dificuldades peculiares ao país. Fonte: Shutterstock.com Deve-se considerar, também, que outras empresas estrangeiras podem estar interessadas em atuar neste mesmo país, o que se configurará como mais um concorrente internacional por este mercado de interesse. Portanto, conhecer e estudar os possíveis concorrentes deverá ser uma tarefa imprescindível para a empresa que deseja exportar mercadorias para outros países, de modo a se identificar a viabilidade do negócio e as possíveis adaptações necessárias que os produtos deverão passar para se tornarem mais competitivos no novo mercado. CONSUMIDORES EXIGENTES A depender do país para qual a mercadoria será exportada, os consumidores podem ter níveis de exigências bem maiores do que o país de origem da empresa. Este fato se torna mais evidente para os consumidores oriundos de mercados desenvolvidos ou países desenvolvidos, que estão acostumados com produtos e serviços com altos níveis de especialização e qualidade. Fonte: Shutterstock.com Deste modo, a empresa deverá tomar conhecimento prévio dos níveis de exigência dos consumidores daquele país, de modo a verificar se os seus produtos e serviços atendem às demandas desses clientes. Do contrário, os produtos poderão não ser competitivos no novo mercado por questões relacionadas à qualidade inferior aos produtos já comercializados neste país. SERVIÇOS PÓS-VENDA Quando os produtos são comercializados em outros países é importante que a empresa tenha atenção aos serviços acessórios, necessários para a efetivação da aquisição dessas mercadorias. Dentre esses serviços, destaca-se o de pós-venda, que deverá proteger o consumidor contra possíveis defeitos ou avarias identificadas nos produtos após a sua venda. Fonte: Shutterstock.com Talvez seja necessário a substituição ou reparo desses produtos e, eventualmente, com mão de obra e equipamentos locais. Desse modo, todo um planejamento para o fornecimento de peças, treinamento e estabelecimento de pontos de acesso dos consumidores para a garantia dos serviços de pós-venda deverão ser pensados e colocados em prática. Essa operação deve ser realizada de modo que os produtos e serviços tenham a garantia de qualidade exigida pelos clientes. Lembrando que os serviços de pós-venda estão entre os quesitos observados pelos clientes durante o processo de fidelização dos mesmos à marca do produto adquirido. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, ASPECTOS AMBIENTAIS, LOGÍSTICA REVERSA E CERTIFICAÇÕES Os produtos têm passado por constantes evoluções tecnológicas que contribuem para a sua competitividade diante do mercado consumidor. Produtos que serão comercializados em outros países deverão estar atentos aos níveis de evolução tecnológica de produtos semelhantes comercializados nesses países, de modo que possam acompanhar o processo evolutivo ou suplantá-lo. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA Produtos com baixos níveis de tecnologia tendem a ser menos competitivo do que outros, o que poderá frustrar as expectativas da empresa que deseja comercializá-los em outros países. Em países desenvolvidos, nos quais os consumidores são bastante exigentes, esses produtos deverão ter ainda mais tecnologia embarcada, uma vez que tais consumidores estão acostumados com produtos com alto nível de especialização tecnológica. ASPECTOS AMBIENTAIS É crescente a demanda por produtos que sejam fabricados e distribuídos atendendo às normas e acordos de preservação ambiental entre os países. As questões relacionadas aos aspectos ambientais têm atraído a atenção dos consumidores, que estão cada vez mais exigentes. Por outro lado, a legislação em alguns países tem sido bastante rígida, no sentido de permitir apenas a importação de produtos que atendam às questões da legislação ambiental local, bem como as regulamentações estabelecidas em acordos internacionais que visam a preservação do meio ambiente. Fonte: Shutterstock.com É importante que as empresas estejam atentas às questões relacionadas à origem das matérias-primas, questões relacionadas às leis trabalhistas, disposição adequada de resíduos e efluentes, emissões de poluentes atmosféricos, poluição hídrica e demais aspectos relacionados à fabricação dos produtos. A logística também está inserida nesse contexto da preservação ambiental, uma vez que durante os processos de deslocamento dos produtos, os veículos tendem a provocar danos ambientais relacionados à poluição atmosférica, poluição sonora, disposição inadequada de resíduos e embalagens e demais fontes poluidoras que deverão ser prontamente verificadas e corrigidas. LOGÍSTICA REVERSA Muitos países operam com regulamentos muito específicos quando se trata da logística reversa, principalmente quando esta tem por finalidade a reciclagem de produtos, embalagens ou componentes que já foram utilizados ou chegaram ao final da sua vida útil. Em geral, essas regulamentações têm por finalidade garantir que os produtos não sejam dispostos inadequadamente em aterros sanitários ou lixões, contribuindoainda mais para a poluição do meio ambiente. Ao contrário, esses produtos deverão retornar às indústrias de reciclagem para que sejam reinseridos no mercado produtivo e se tornem novos produtos a serem comercializados no mercado. Fonte: Shutterstock.com Desse modo, empresas que desejam atuar em mercados estrangeiros deverão estar plenamente informadas da legislação e regulamentação daquele país, de forma a atender a todos os requisitos relacionados à logística reversa. Sobre o aspecto operacional, a empresa deverá planejar suas operações logísticas de modo que as mesmas promovam o retorno destes produtos aos pontos de origem de forma eficiente e com menor custo possível, visando a reutilização dos mesmos na fabricação de novos produtos a preços competitivos. CERTIFICAÇÕES Os procedimentos relacionados à certificação de operações e produtos têm se expandido cada vez mais quando se trata de comércio internacional. Diversas empresas acreditadas internacionalmente estão aptas a emitir certificados que atestam a qualidade dos serviços e produtos oferecidos por empresas que desejam exportá-los. Estas certificações são importantes porque alguns países permitem apenas a comercialização de produtos fabricados por empresas que possuem tais certificados, o que promove uma seleção das melhores empresas para operar em seu território. Fonte: Shutterstock.com Assim, as empresas que desejarem operar em determinados países deverão estar atentas às questões relacionadas à certificação internacional e aos requisitos necessários para a obtenção dos certificados. Diversos são os requisitos e readequações necessárias para que a certificadora realize a avaliação e, posteriormente, emita o certificado que garante a qualidade dos produtos e serviços desenvolvidos no âmbito desta empresa. OBSTÁCULOS À LOGÍSTICA GLOBAL Neste vídeo, você entenderá quais são os principais obstáculos para a operação eficiente da logística em nível global. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. OS OBSTÁCULOS ABAIXO SE REFEREM À DIFICULDADE DE ATUAÇÃO DA LOGÍSTICA GLOBAL, COM EXCEÇÃO DE: A) Grandes distâncias geográficas a serem vencidas. B) Existência de consumidores mais exigentes. C) Necessidade de se estabelecer o serviço de pós-venda. D) Atuação da concorrência local e internacional. E) Deficiência ou ausência de infraestrutura de armazenagem. 2. MUITOS PAÍSES ESTABELECEM NORMAS E REGULAMENTOS RELACIONADOS À LOGÍSTICA REVERSA DE PRODUTOS COMERCIALIZADOS A PARTIR DE OUTROS PAÍSES. A PRINCIPAL FINALIDADE DE ESTABELECER REGULAMENTOS PARA A LOGÍSTICA REVERSA É: A) Permitir o recolhimento de produtos e embalagens para reciclagem. B) Aumentar a capacidade de distribuição de produtos. C) Fornecer produtos com maior precisão. D) Reduzir os tempos de distribuição de mercadorias. E) Atender às solicitações dos clientes. GABARITO 1. Os obstáculos abaixo se referem à dificuldade de atuação da logística global, com exceção de: A alternativa "E " está correta. A deficiência ou ausência de infraestrutura de armazenagem é um problema relacionado à logística, no entanto, não é uma realidade em todos os países nos quais se deseja exportar mercadorias. Dessa forma, trata-se de um problema eventual, que não pode ser considerado como um obstáculo ao desenvolvimento da logística global, uma vez que a empresa poderá optar por estabelecer sua própria estrutura de armazenagem de forma eficiente. 2. Muitos países estabelecem normas e regulamentos relacionados à logística reversa de produtos comercializados a partir de outros países. A principal finalidade de estabelecer regulamentos para a logística reversa é: A alternativa "A " está correta. A principal motivação para o estabelecimento de normas e regulamentos relacionados à logística reversa é a possibilidade de recolhimento de produtos usados e embalagens descartadas para que os mesmos sejam reinseridos na cadeia produtiva. Isto irá permitir que os produtos sejam reutilizados e não sejam dispostos inadequadamente em aterros sanitários ou lixões, o que contribuiria para a poluição ambiental. CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS O comércio internacional sempre foi uma atividade muito importante para o desenvolvimento de todas as nações. Recentemente, com o avanço da comercialização de produtos no âmbito mundial, bem como as pressões para a existência de um mundo globalizado, as atividades comerciais internacionais ganharam maior fôlego e permitiram que os países realizassem trocas comerciais mais intensivas. Entretanto, foram necessárias diversas discussões, debates e acordos, de modo a padronizar termos gerais para o comércio internacional, para que os mesmos pudessem ser usados e respeitados por todos. Esses acordos são importantes porque visam proteger todos os países de possíveis problemas relacionados às negociações e às grandes diferenças existentes entre estágios de desenvolvimento. Os acordos também visam que os países possam comercializar produtos em outros territórios, sem que, para isto, tenham que vencer grandes barreiras relacionadas ao protecionismo às empresas locais. A logística, por sua vez, teve que acompanhar as evoluções relacionadas à comercialização de produtos em esfera global, de modo que se especializasse para atender aos anseios dos clientes internacionais e operasse em escala mundial com eficiência no deslocamento das mercadorias. Deslocar produtos a grandes distâncias tornou-se uma tarefa bastante complexa e, portanto, demandou que a logística desenvolvesse operações mais específicas que permitissem o acondicionamento e deslocamento de produtos de forma eficiente, rápida e precisa. Ainda há muito para se realizar quanto ao desenvolvimento das operações logísticas internacionais, no entanto, as mesmas estarão sempre acompanhando o desenvolvimento constante do comércio internacional. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS ACKERMAN, K. 350 Dicas para gerenciar seu armazém. São Paulo: IMAM, 2004. ALVARENGA, A. C.; NOVAES, A. G. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. São Paulo: Edgard Blücher, 2000. BALLOU, R. R. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2001. BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas 1993. BANZATO, E. Atualidades na armazenagem. São Paulo: IMAM, 2003. BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003. BOWERSOX, D. J.; D. J. CLOSS. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001. CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operação. São Paulo: Pearson – Prentice Hall, 2003. DOS SANTOS, G. Gestão de almoxarifados. Florianópolis: Palotti, 2003. FAZCOMEX. 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Nele, é possível compreender um pouco mais a respeito do funcionamento da logística internacional. Assista no YouTube ao vídeo Origem do comércio e dalogística internacional. Nele, é possível compreender as origens do comércio exterior e da logística internacional. Assista no Youtube o vídeo Origem [Entrevista] Gerenciamento da Logística Internacional na Importação | comexblog.com. Nele, é possível observar os principais aspectos da gestão da logística internacional. CONTEUDISTA Aurélio Lamare Soares Murta CURRÍCULO LATTES javascript:void(0);