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Hipnóticos e Sedativos 1
Hipnóticos e Sedativos
Prof. Adriana
Sono: estado facilmente reversível de reduzida expansividade e interação com o meio externo
O período em que sonhamos é chamada de REM (pois tem movimento rápido ocular)
A privação total ou parcial do sono pode ser devastadora em inúmeros sentidos, sendo a qualidade e a quantidade de sono 
importantíssima para manutenção da saúde mental
Estágios de sono: 
a. Estado de Alerta
b. Ondas lentas (sono NÃO REM/NREM) → no ECG é caracterizado por ondas lentas
c. Sono paradoxal (REM) → no ECG é caracterizado por um estado paradoxal, pois as ondas presentes estarão iguais ao estado de 
quando estamos em alerta, porém nesse caso estamos dormindo
→ Durante a noite ocorre de 4 a 5 ciclos de sono REM e NREM 
Os fármacos usados para o sono tendem a melhorar a quantidade, mas não a 
qualidade, pois aumentam o tempo total de sono, porém diminui o tempo de 
sono REM
O uso prolongado dos hipnóticos mais clássicos leva a tolerância (como no 
caso dos BZDs)
📊 Acredita-se que aproximadamente 1/3 da população apresenta dificuldade 
para dormir
As desordens do sono são comuns e multifatoriais, e levam à insônia 
Insônia: dificuldade de iniciar o sono ou de 
manter o sono, podendo haver uma dificuldade 
de quantidade no sono (sendo uma dificuldade de 
iniciar ou manter), ou pode haver uma 
diminuição na qualidade do sono
 Junto com a insônia a pessoa apresenta 
sintomas como cansaço e sonolência ao 
longo do dia
Hipnóticos
➯ Tem por objetivo produzir sonolência, induzir e manter o 
sono da forma mais parecida com o natural
Muitas vezes o fármaco é chamado de sedativo e hipnótico, 
porém eles possuem diferenças:
Sedativo: diminui o estado de alerta/vigilante
Hipnótico: induz o sono (maioria dos medicamentos 
hipnóticos também são sedativos)
� Estudo de 2012, sobre Terapia Cognitivo 
Comportamente (TCC) em que demonstra que a 
eficácia da TCC é comparável ao uso de hipnóticos 
a curto-prazo, mas mais eficaz que a longo prazo (> 
6 meses) 
Assim a TCC deve acompanhar a farmacologia
Isso foi comprovado em pacientes jovens, idosos, e na 
insônia associada a outras patologias principalmente
Hipnóticos e Sedativos 2
insônia associada a outras patologias, principalmente 
depressão
➯ Idosos possuem dificuldade de manter o sono, então esses medicamentos devem ser usados com cautela nesses pacientes, pois pode 
levar a quedas, confusão mental, isso se dá pois os hipnóticos tem efeito residual ao longo do dia, o que compromete o sistema motor 
➯ Em crianças é usado para sonambulismo e terror noturno
➯ Os primeiros hipnóticos foram os barbitúricos (que atualmente é usado como anticonvulsivante), após veio os benzodiazepínicos e as 
drogas Z (mais utilizados atualmente)
O etanol também é dado como hipnótico por atuar no mesmo receptor (GABA)
Pode-se usar os antidepressivos (como mianserina)
Anti-histamínicos (1ª geração podem ser usados porém por pouco tempo)
Melatonina sendo mais usado em viagens intercontinentais para restaurar o ciclo sono-vigília (jet-lag) e em idosos.
Barbitúricos vs Benzodiazepínicos
➯ Hoje em dia se prefere os benzodiazepínicos em relação aos barbitúricos pois:
Barbitúricos BDZ
Dose letal próxima á terapêutica Dose letal quase impossível de se atingir
Interação com álcool reduz a dose letal (ficando mais fácil de atingi-la) ↓ interação com álcool
Efeitos colaterais intensos Menos efeitos colaterais
Abre diretamente os canais de Cl-, precisando de um NT endógeno,
aumenta TEMPO de abertura do canal
Aumenta afinidade do receptor que abre os canais de Cl-, precisando do
auxílio de GABA-A, aumenta FREQUÊNCIA de abertura do canal. Por
isso são mais seguros
➯ Mecanismos de ação:
Basicamente ambos atuam sobre o canal de cloro
Barbitúrico: não precisa do NT GABA para sua atuação, assim quando GABA não está ligado ele pode atuar abrindo o canal por 
mais tempo, entrando muito mais cloro em relação ao BDZ
BZD: o necesita da ligação do GABA, entram os íons cloreto, e quando o BDZ entra ele continua abrindo e fechando, ou seja 
sem o GABA o BDZ fecha o canal
Barbitúricos
Mecanismo de ação: agonista GABA ➯ Fenobarbital: 
Hipnóticos e Sedativos 3
Indicações: anestésico/pré-anestésico e 
anticonvulsivantes
Farmacocinética: VO ou IV 
Índice terapêutico pequeno
Causam tolerância e dependência
Interações: indutor do metabolismo de 
fármacos apresentando várias interações 
medicamentosas, possui tolerância cruzada com 
os BDZ (ou seja quem tem intolerância por um 
tem por ambos)
Intoxicação: causa depressão do SNC e morte 
por depressão cardiorrespiratória, possuindo 
associação com álcool em casos de anestesia
O tratamento para intoxicação se dá por 
esvaziamento gástrico (vômito/lavagem 
gástrica), suporte ventilatório e 
circulatório, carvão ativados e diurese 
alcalina.
Anticonvulsivante,
Ação prolongada
VO (1/2 vida 60 horas)
➯ Pentobarbital: 
Pré-anestésicos
Ação curta, com início em 20 min e 
duração de 3h
IV ou IM 
➯ Tiopental: 
Ação ultracurta, com início em 10 segundos
Indutor anestésico IV com duração de 30 
minutos
Benzodiazepínicos
Hipnóticos e Sedativos 4
➯ Começaram a ser utilizados no início da década de 60, são ansiolíticos ou tranquilizantes, sendo relaxantes musculares de ação 
central
Mecanismo de ação:
Modulam os efeitos do GABA ligando-se a um local específico de alta afinidade (distinto do local de ligação do GABAA)
Os BZD aumentam a frequência da abertura dos canais produzida pelo GABA
 Os efeitos clínicos dos vários benzodiazepínicos se correlacionam bem com a afinidade de ligação de cada fármaco pelo 
complexo receptor GABA-canal de íon cloreto
Como resultado → redução da excitabilidade neural
➯ Indicados para várias funções, como sedação, convulsão, ansiedade e como pré-anestésico
Os principais efeitos dos BZD são:
Sedativo-hipnótico: diazepam, alprazolam, flunitrazepam;
Ansiolítico: diazepam, alprazolam, bromazepam;
Relaxante muscular;
Anticonvulsivante: clonazepam, diazepam, clorazepato;
MPA (medicação pré anestésica): midazolam;
Amnésia Anterógrada (TODOS causam esse EA, mais comum quando utilizada Via Intravenosa);
Hipnóticos: TODOS, depende da dose.
➯ O primeiro a ser usado foi o Clordiapóxido, possuindo uma ação hipnótica e ansiolítica, sendo que ↓ dose possui ação ansiolítica e ↑ 
dose ação hipnótica, causa grande dependência
➯ Entre eles, se diferenciam mais pela sua farmacocinética e é nela que se baseia a escolha do medicamento:
a. Quanto tempo demoras para agir?
b. Forma metabólitos ativos? → o que prolonga a ½ vida do fármaco, pois é a meio vida do fármaco + dos metabólitos ativos 
formados por ele
c. Idade do paciente? → Geralmente PARA IDOSOS E HEPATOPATAS OPTA-SE PELO OXAZEPAM E LORAZEPAM pois 
esses não forma metabólitos ativos
Classificação pela farmacocinética:
1/2 vida é inversamente proporcional ao risco de 
dependência, ou seja quanto menor a meia vida maior a 
chance de dependência, pois se os fármacos são de meia 
vida curta mais aplicações ao longo do dia serão 
necessárias, assim aumentando as chances de dependência
⇝ Benzodiazepínicos de ação ultrarrápida
⇝ Agentes de ação curta (meias-vidas de menos de 6 h), incluindo o triazolam e os não benzodiazepínicos zolpidem (meia-vida de 
aproximadamente 2 h) e zopiclona (meia-vida de 5-6 h)
⇝ Agentes de ação intermediária (meias-vidas de 6-24 h), incluindo o estazolam e o temazepam
⇝ Agentes de longa ação (meias-vidas de mais de 24 h), incluindo o flurazepam, diazepam e quazepam
Classificação pela potência:
Hipnóticos e Sedativos 5
Quanto maior a potência mais intensa é a ação farmacológica da 
substância e maior os risco de dependência, logo a potência é diretamente 
proporcional ao risco de dependência
Isso é importante para o uso dos BDZ como ansiolíticos, pois nesse caso 
geralmente se utiliza fármacos de ½ vida curta, e nesse caso possuem maior 
risco de causar dependência e tolerância
Faramcocinética:
Via de administração depende do fármaco e indicação:
Pré-opratório→ IV com infusão lenta para se evitar 
uma parada respiratória
Estado do mal epilético → diazepam → IV → mais 
lipossolúvel e possui maior latência para atuar 
Nesse caso prefere-se o Diazepam do que o 
Midazolam IM, que pode formar precipitados
Insônia, com dificuldade de iniciar o sono → 
Triazolam (meia vida loga), um indutor do sono
Insônio, com dificuldade de manter o sono → BZD 
com meia-vida intermediária, menos efeito residual 
durante o dia
Os fármacos de meia vida longa que ficam até 100 horas 
formam metabólitos ativos com efeito residual durante o dia 
→ para pacientes que possuem dificuldade de iniciar o sono
Interações Medicamentosas:
↓ Efeito BZD: antiácidos, carbamazepina
↑ Efeito depressor dos BZD: anti-histamínicos, 
antidepressivos tricíclicos, etanol
Aumento do T ½: IMAO
Efeitos Adversos:
Sedação
Ataxia
↓ da velocidade de raciocínio
Secura da boca
Aumento do apetite
Amnésia anterógrada
Gestante: recém-nascidos sedados, riscos de defeitos 
crânios-faciais (atravessam a barreira placentária)
Indicações Clínicas dos antagonistas de BZD (Flumazenil):
Reversão de superdosagem por BZD associados ou não a 
outros fármacos
Anestesiologia: reversão de sedação por BZD após cirurgia 
ou procedimentos diagnósticos
BZD como drogas de abuso
Para tratamento da dependência: deve haver uma 
redução gradual da dose, sendo possível retirar os 50% 
iniciais em um intervalo de 15-30 dias, realizando a retirada 
dos 50% finais de modo mais paulatino, deve ser retirado 
gradualmente por causa da neuroplasticidade
Pode-se usar fármacos adjuvantes para controle da 
ansiedade/insônia no momento da retirada
Hipnóticos e Sedativos 6
Drogas Z - Zolpidem, Zopiclona, Zaleplon
➯ Drogas que surgiram na década de 90 e se diferenciam dos BZD 
principalmente por manter a arquitetura do sono mais próxima do 
fisiológico, (não interferem no REM) 
➯ As drogas Z diminuem a latência do inicio do sono, as mais 
recentes, aumentam o tempo total do sono
➯ Após 12 meses de uso das drogas Z, estudos apontam certa 
dependência 
Mecanismo de ação: atuam sobre subtipos dos receptores GABA-A, 
que possuem a subunidade α-1, pelas quais elas possuem alta afinidade, 
principalmente pelos que estão localizados no cerebelo e no córtex
Efeitos adversos:
Sonambulismo
Tontura e sonolência
Dor de cabeça
Transtornos gastrointestinais ( bem menos intensas 
do que com os BZD)
ESZOPICLONA: enântiomero S(+) da Zopiclona, 
diminui a latência para o sono e ajuda na manutenção, 
isso é importante pois a insônia ocorre muito mais em 
idosos e eles tem dificuldade de continuar o sono
Possui uma T1/2 = 6h
EA: sono anormal, ansiedade e náuseas
Hipnóticos e Sedativos 7
Acredita-se que o Zolpidem, por exemplo, tem uma ação específica 
como hipnótico, não havendo dependência como ocorre com os 
BZD (Drogas Z atuam em um sítio próximo dos BZD
Não afetam a memória e nem possuem resposta residual pela 
manhã 
Não possuem ação anticonvulsivante e nem ansiolíticos
Possui pouco efeito no padrão de sono mesmo após a retirada 
abrupta,
Possuem eficácia igual aos BZD, sem efeito rebote ou de 
síndrome de abstinência (mesmo após 6 meses de uso contínuo)
Algumas vezes pode haver abstinência porém apenas em casos 
com mais de um ano de uso, possui pouca tolerância
Não se sabe os efeitos na insônia crônica
Farmacocinética:
Menor latência e início de ação mais rápido
Tempo de ação em média - 3h → Melhor indicado para pessoas com 
DIFICULDADE EM MANTER O SONO
Outros fármacos sedativo-hipnóticos
➯Ramelteona: 
Fármaco análogo sintético da melatonina
↓ a latência do inicio do sono
Regula o ciclo-cicardiano
Muito usado para Jet-leg
➯ Tasimelteona:
Agonista da melatonia
Usado para distúrbio de sono-vigília em cegos
➯ Hidrato de cloral
Pode ser usado para tratar pacientes com reações 
paradoxais aos benzodiazepínicos
Rapidamente reduzido ao composto ativo → o 
tricloroetanol (CCl3CH2OH), em grande parte pela 
álcool desidrogenase hepática
Após sua administração oral, não se encontram, 
quantidades significativas de hidrato de cloral no 
sangue
O tricloroetanol, pode exercer efeitos similares aos 
dos barbitúricos sobre os canais do receptor 
GABAA 
➯ Meprobamato
Introduzido como um agente para combater a ansiedade, e esse 
continua sendo seu único uso aprovado nos EUA
As ações sedativas e ansiolíticas do meprobamato diferem e é ainda 
uma questão não respondida e não há prova clínica da sua eficácia 
como um agente ansiolítico seletivo em seres humanos
As propriedades farmacológicas do meprobamato são semelhantes, 
de diversos modos, às dos BZD
Em doses que causam pouco comprometimento da atividade 
locomotora, liberar os comportamentos suprimidos em animais 
de laboratório e, embora possa causar depressão difusa do SNC, 
não produz anestesia
A ingestão de grandes doses isoladamente pode causar 
depressão respiratória grave e até mesmo fatal, além de 
hipotensão, choque e insuficiência cardíaca
Parece exercer um efeito analgésico leve em pacientes com 
dores musculoesqueléticas e aumenta o efeito analgésico de 
outros fármacos
Bem absorvido quando administrado por via oral
Intoxicação: formação de bezoares gástricos, constituídos de 
comprimidos de meprobamato não dissolvidos
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➯ Paraldeído
Por via oral é um irritante para a garganta e para o 
estômago e não é administrado por via parenteral 
por seus efeitos agressivos sobre os tecidos
O uso do paraldeído foi descontinuado nos EUA
A maior parte do fármaco é metabolizada no fígado
A meia-vida do meprobamato pode prolongar-se durante a 
administração crônica, mesmo que possa induzir algumas 
enzimas CYP hepáticas
EA: sonolência e ataxia; doses maiores produzem considerável 
comprometimento do aprendizado e da coordenação motora e o 
prolongamento do tempo de reação
Interações medicamentosos: aumenta a depressão do SNC 
produzida por outros fármacos
Síndrome de abstinência em geral caracterizada por ansiedade, 
insônia, tremores e, com frequência, alucinações
Ocorrem convulsões generalizadas em cerca de 10% dos casos
A intensidade dos sintomas depende da dose utilizada

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