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ESTUDO DIRIGIDO DE ENDODONTIA – A2 (06/06 – SEGUNDA FEIRA)
Técnica de preparo químico mecânico dos canais radiculares
1. De acordo com as TERMINOLOGIAS abaixo, explique cada uma:
- COMPRIMENTO DO DENTE NA RADIOGRAFIA (CDR): 
Com a radiografia inicial (método de Ingle, a pesar de existir outros..), conseguimos o comprimento do dente. Traçamos uma linha reta paralela ao seu eixo em toda a sua extensão. Projetamos duas linhas perpendiculares, uma passando pelo ponto de referência oclusal/incisal, e outra, passando pelo vértice do ápice radicular. E essa distância entre as linhas perpendiculares à reta é conhecida como comprimento do dente na radiografia.
- COMPRIMENTO DE PATÊNCIA (CP):
É a medida obtida de um ponto de referência coronário até a abertura do forame apical na superfície externa radicular. Tem como objetivo manter o canal cementário desobstruído.
- COMPRIMENTO DE TRABALHO (CT):
Como o forame apical se encontra, em média, deslocado 0,5 mm aquém do ápice radicular e o limite CDC (constrição apical) está localizado entre 0,5 e 0,7 mm do forame, o comprimento de trabalho pode ser obtido deduzindo-se 1 a 2 mm aquém do ápice radiográfico do dente.
- LIMA DE MEMÓRIA (LM):
Equivale ao último instrumento utilizado em todo o comprimento do canal radicular (comprimento de patência). Cabe a este instrumento a manutenção da patência do canal durante toda a instrumentação, pois a lima memória se restringirá ao limite do comprimento de trabalho. Esta lima sempre será usada até o comprimento total do dente com leves movimentos oscilatórios e com pequena amplitude.
- LIMA DE PATÊNCIA (LP):
Equivale ao último instrumento utilizado em todo o comprimento do canal radicular (comprimento de patência).
- BATENTE APICAL:
Conhecido também como ombro apical, parada apical de instrumentação ou degrau apical, é o rebaixo onde o cone principal de obturação se encaixa. É o ponto de parada da instrumentação, equivalente ao comprimento de trabalho determinado na odontometria.
INSTRUMENTAÇÃO DE CANAIS RADICULARES - TÉCNICA MRA
2. Descreva o passo-a-passo da técnica MRA CANAIS RETOS:
1. RX inicial: determinar o CDR 
2. Anestesia, isolamento absoluto, acesso à câmara pulpar 
3. ACESSO RADICULAR 
4. EXPLORAÇÃO DO CANAL 
5. ODONTOMETRIA 
6. PREPARO APICAL 
7. STEP- BACK
3. Descreva detalhadamente o passo-a-passo da técnica MRA CANAIS RETOS:
1. RX inicial: determinar o CDR:
É o comprimento do dente na radiografia.
2. Anestesia, isolamento absoluto, acesso à câmara pulpar
PQM
3. ACESSO RADICULAR:
- Inicia-se com a LK #15 CDR – 5mm
- Em seguida com o uso das GATES GLIDDEN 2 (CDR – 5mm), 3 (CDR – 7mm) e 4 (CDR – 9mm). Sentido horário.
- Obs: GG2 = lima 70; GG3 = lima 90; GG4 = lima 110. 
4. EXPLORAÇÃO DO CANAL:
Utiliza-se a LK #15 em CDR – 1mm (CP)
5. ODONTOMETRIA:
É a obtenção do CT e CP: CT = CP -1mm. Radiografia.
6. PREPARO APICAL:
- É realizado no CT.
- Batente apical.
- Uso de Instrumentação planejada.
- A cada troca de instrumento, realizar irrigação e aspiração + utilizar a LP.
- MAXILA: ICS – LK#60; ILS – NiTi#35; CS – LK#60; PMS – LK#45; MS (P) – LK#45; MS (DV) – NiTi#35; MS (MV) - NiTi#35.
- MANDIBULA: ICI – LK#45; ILI – LK#45; CI – LK#60; PMI – LK#45; MI (D) – LK#45; MI (MV) – NiTi#35; MS (ML)- NiTi#35.
OBS.: Na aula prática realizei o procedimento no ICS e CS, utilizando as seguintes limas: 15,20,15,25,15,30,15,35,15,40,15,45,15,50,15,55,15,60,15. Onde lima de memória (LM) foi = LK#60. E a cada troca de instrumento, realizei irrigação e aspiração.
ICS = 23, onde CP = 23 e CT = 22
CS = 27, onde CP = 27 e CT = 26
7. STEP- BACK:
- Permite a união do preparo apical ao acesso radicular visando dar um formato cônico contínuo ao canal radicular.
- Recuo escalonado de 1mm desde o CT, aumentando a cada mm o diâmetro da lima (3 a 5 limas).
OBS.: Na aula prática realizei o procedimento no ICS e CS, utilizando as seguintes limas: LK#70 CT – 1mm; LK#80 CT – 2mm; LK#90 CT – 3mm.
4. Descreva um exemplo de um PREPARO APICAL - :
EX: 1º PRÉ-MOLAR INFERIOR 
CT = 20 mm (LK aço # 20, 25, 30, 35, 40, 45).
CP = 21 mm (LK aço #15 cada troca de lima).
OBS.: A CADA TROCA DE LIMA IRRIGAÇÃO E ASPIRAÇÃO.
5. Descreva um exemplo de um STEP-BACK:
EX. 1º PRÉ-MOLAR INFERIOR 
CT= 20 mm LK#45 
STEP-BACK: 19mm-LK#50; 18mm-LK#55; 17mm-LK#60; 16mm-LK#70.
CP = 21 mm (LK aço #15 cada troca de lima)
6. Descreva o passo-a-passo da técnica MRA CANAIS CURVOS:
1. RX inicial: determinar o CDR 
2. Anestesia, isolamento absoluto, acesso coronário 
3. Exploração
4. ODONTOMETRIA 
5. PREPARO APICAL (canal amplo):
6. STEP- BACK
7. Descreva detalhadamente o passo-a-passo da técnica MRA CANAIS CURVOS:
1. RX inicial: determinar o CDR:
É o comprimento do dente na radiografia.
2. Anestesia, isolamento absoluto, acesso à câmara pulpar
3. EXPLORAÇÃO DO CANAL:
Utiliza-se a LK #08; LK#10; LK#15. CDR – 1mm (CP)
4. ACESSO RADICULAR:
- Pré-alargamento: LK #15 e #20; NiTi#25 à #40. Comprimento passivo.
- Em seguida com o uso das GATES GLIDDEN 2 e 3. Comprimento passivo.
- Desgaste compensatório com broca 3083.
5. ODONTOMETRIA:
É a obtenção do CT e CP: LK#15 em CDR – 1mm. Radiografia.
6. PREPARO APICAL:
- É realizado no CT.
- Batente apical.
- Uso de Instrumentação planejada.
- A cada troca de instrumento, realizar irrigação e aspiração + utilizar a LP.
- MAXILA: ICS – LK#60; ILS – NiTi#35; CS – LK#60; PMS – LK#45; MS (P) – LK#45; MS (DV) – NiTi#35; MS (MV) - NiTi#35.
- MANDIBULA: ICI – LK#45; ILI – LK#45; CI – LK#60; PMI – LK#45; MI (D) – LK#45; MI (MV) – NiTi#35; MS (ML)- NiTi#35.
7. STEP- BACK:
- Permite a união do preparo apical ao acesso radicular visando dar um formato cônico contínuo ao canal radicular.
- Recuo escalonado de 1mm desde o CT, aumentando a cada mm o diâmetro da lima (3 a 5 limas).
8. Descreva detalhadamente o passo-a-passo da técnica MRA CANAL RETO E AMPLO:
1. Radiografia inicial: Obtenção do CDR.
2. Acesso coronário.
3. Exploração inicial do canal:
LK 15 (pré-curvada) em CDR – 5mm.
4. Acesso radicular:
GG2 em CDR – 5mm.
GG3 em CDR – 7mm.
GG4 em CDR – 9mm.
5. Odontometria:
LK 15 em CDR – 1mm
Obtenção do CP e do CT
6. Preparo apical:
- Instrumentação planejada com limas de aço inoxidável (LK).
- Verificando a patência entre as trocas de limas com a LIMA DE PATÊNCIA (geralmente LK 10 ou 15).
7. Stepback:
- Em média 3 à 5 recuos (ou até que se alcance o preparo feito pela GG2) com decréscimos de 1mm.
- Verificando a patência entre as trocas de limas (LK 10 ou 15).
- Verificação final do preparo apical com a LIMA DE MEMÓRIA.
9. Descreva detalhadamente o passo-a-passo da técnica MRA CANAL CURVO E/OU ATRÉSICO:
1. Radiografia inicial: Obtenção do CDR.
2. Acesso coronário.
3. Exploração inicial do canal:
LK 6, LK 8 e LK 10 (pré-curvadas) em CDR – 1mm.
4. Pré-alargamento para o acesso radicular:
- Instrumentação em comprimento passivo com limas NiTi (LNT 15 a 35).
- Broca 3083 na embocadura do canal.
5. Acesso radicular:
GG2 e GG3 em comprimento passivo.
6. Odontometria:
LNT 15 em CDR – 1mm
Obtenção do CP e do CT
7. Preparo apical:
- Instrumentação planejada com limas NiTi.
- Lima de memória: geralmente LNT 35
- Verificando a patência entre as trocas de limas com a LIMA DE PATÊNCIA (LK 10 ou 15).
8. Stepback:
- Recuos com decréscimos de 1mm, com limas NT na porção curva e LK na porção reta do canal, até que se alcance o preparo da GG2.
- Verificando a patência entre as trocas de limas com a LIMA DE PATÊNCIA (LK 10 ou 15).
- Verificação final do preparo apical com a LIMA DE MEMÓRIA.
OBTURAÇÃO DOS CANAIS RADICULARES
10. Como deve ser realizado o TRATAMENTO da INFECÇÃO ENDODÔNTICA?
- Preparo químico-mecânico.
- Medicação intracanal.
- Obturação.
- Restauração.
11. Quais os OBJETIVOS DA OBTURAÇÃO?
Selamento de toda extensão da cavidade endodôntica (apical, lateral, coronário).
12. Em que MOMENTO deve ocorrer a obturação?
- Preparo químico-mecânico completo.
- Ausência de exsudação.
- Ausência de sintomatologia. 
- Ausência de odor.
13. Qual deve ser o LIMITE APICAL da obturação (Fator crítico: Status pulpar)?
- Dentes polpados: Alto índice de sucesso,independentemente do canal estar obturado ao nível do ápice, aquém ou além. 
- Dentes despolpados: Índice de sucesso associado com o limite de obturação.
14. Quais devem ser as PROPRIEDADES dos MATERIAIS obturadores?
- Biocompatibilidade; Selamento 3D; Radiopacidade; Impermeável no canal; Atividade antimicrobiana; Estabilidade dimensional; Escoamento; Fácil inserção e remoção.
15. Quais são os TIPOS de materiais obturadores?
Sólidos e Pastas.
16. Os cones de guta-percha, juntamente com os cimentos obturadores são considerados essenciais na fase final da terapia endodôntica, auxiliando e favorecendo o fechamento e obturação do sistema de canais radiculares. Qual a sua COMPOSIÇÃO?
- É um isômero da borracha ( 1,4 poliisopreno ) 
- COMPOSIÇÃO BÁSICA DOS CONES: Guta-percha 19 a 20%; Óxido de zinco 60 a 75%; Radiopacificadores 1,5 a 17%; Resinas, ceras e corantes 1 a 4%.
17. Quais são os TIPOS DE CONES?
Padronizados (calibrados) e Auxiliares.
18. Quais são as VANTAGENS da GUTA-PERCHA?
- Fácil adaptação às irregularidades do canal radicular. 
- Bem tolerados pelos tecidos perirradiculares. 
- Possibilidade de plastificação por meios físico e químicos. 
- Estabilidade dimensional. 
- Facilidade de remoção quando necessário.
19. Quais são as DESVANTAGENS da GUTA-PERCHA?
- Pequena resistência mecânica à flexocompressão, dificultando o uso em canais curvos. 
- Pouca adesividade. 
- Podem ser deslocados durante o processo de compactação.
20. Porque é utilizado o CIMENTO endodôntico com a guta-percha?
Reduzem a interface entre a guta-percha e as paredes do canal e também entre os cones, quando utilizada a técnica de compactação lateral.
21. Quais são os TIPOS de cimento?
- Cimentos contendo Hidróxido de Cálcio.
- Cimento à base de Óxido de zinco e Eugenol.
- Cimentos Resinosos.
22. Sealer 26:
- Pó: hidróxido de cálcio; óxido de bismuto; hexametilenotetramina; dióxido de titânio. 
- Resina: éter de bisfenol A diglicidil.
Princípios e técnica de compactação lateral
23. Defina Técnica da compactação lateral:
- Colocação sucessiva de cones auxiliares lateralmente a um cone principal bem adaptado e cimentado.
- Técnica a frio.
24. Jjj
25. Como deve acontecer a TÉCNICA DE COMPACTAÇÃO LATERAL ?
1- Seleção do cone de guta-percha principal
- Cones padronizados (35 a 80) ou cones acessórios (FM – M); 
- Descontaminação dos cones de guta-percha em NaOCl a 2,5% por 1 minuto; 
- Seleção do cone de acordo com o diâmetro da lima memória (LM). Ex. LM nº40, cone de guta nº 40 (adaptado); 
- Corte da ponta do cone de guta-percha com lâmina de bisturi nº 11 ou 15, na régua calibradora com furos metálicos (marcas Dentsply ou Angelus), e quando necessário, realizar ajustes finos cortando a ponta do cone sobre a placa de vidro estéril; 
- Visualizar! O cone de guta-percha principal atingiu o CT sem apresentar deformações plásticas? 
- Sentir! Estando no CT, o cone de guta-percha oferece resistência quando removido do canal? 
- Radiografar! O cone de guta-percha está corretamente posicionado e ajustado no CT? 
2- Secagem do canal radicular com cones de papel estéreis correspondente à LM. 
Um cone de papel absorvente deverá ser mantido no canal até o momento da obturação. O canal deve estar totalmente seco. 
3- Preparo do cimento obturador 
Manipular com espátula nº 24 FLEXÍVEL, em uma placa de vidro ESTÉRIL NOVA. 
4- Posicionamento do cone de guta-percha principal 
- Levar ao canal, o cone de guta-percha principal lubrificado com cimento, seguro com pinça tipo Perry ou específica para obturação do canal (marcas Endomil ou ODOUSDEDEUS), realizando movimentos curtos de avanço e retrocesso até o CT. 
- O cone deve ser envolvido com cimento a partir da sua extremidade até a região mediana. 
5- Seleção dos Espaçadores Endodônticos Digitais A – B – C – D (DENTSPLY MAILLEFER) 
- O espaçador deverá ser introduzido lateralmente ao cone de guta-percha principal, utilizando movimentos simultâneos de penetração no sentido apical e rotação alternada. Inicialmente, selecionar aquele que penetrar até 1 a 2 mm aquém do CT, sem transmitir força excessiva nas paredes do canal radicular. 
- Ao remover o espaçador endodôntico, introduzir imediatamente no espaço criado, um cone acessório lubrificado com cimento. Os cones acessórios (FF – MF) devem sempre possuir diâmetros menores ao do espaçador. 
- Repetir esse procedimento até que, o espaçador não penetre mais do a junção do terço médio e cervical do canal radicular. 
6- Exame Radiográfico 
Avaliação da qualidade da obturação (presença de espaços vazios) realizando ajustes, se necessário. TÉCNICA DE COMPACTAÇÃO LATERAL 2 
7- Corte dos cones de guta-percha 
- Cortar os cones projetados na câmara pulpar, com instrumentos (espátula nº 1, instrumento PKT nº 2 ou instrumento de Lucas nº 4) aquecidos na chama da lamparina (5 segundos). 
- Durante o aquecimento, manter limpa a ponta desses instrumentos utilizando uma gaze estéril. 
8- Compactação vertical final 
- Após o corte, realizar repetidamente a compactação no sentido apical, utilizando um jogo de compactadores (tipo Paiva) ou compactadores duplos nº: 1/2, 3/5 + de Lucas nº 4 (ODOUSDEDEUS). 
- Para a compactação vertical, a massa obturadora deve estar plastificada pelo calor do corte. Encerrar essa etapa executando por 3 minutos, uma compressão da massa obturadora, por um compactador adaptado ao diâmetro da embocadura do canal radicular. 
9- Limpeza da câmara pulpar 
Com bolinha de algodão estéril embebida em álcool etílico, removendo todos os resíduos de material obturador. 
10- Radiografia final 
Avaliação da qualidade da obturação realizando ajustes, se necessário. 
11- Selamento coronário 
A cavidade deve ser preenchida com um material selador temporário.
12- Remoção do isolamento absoluto 
Após a remoção do isolamento absoluto, realizar uma radiografia orto-radial. 
13- Conferir o ajuste oclusa