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HIALINA INTRODUÇÃO Degeneração hialina - lesão celular reversível decorrente de alterações bioquímicas, resultando no acúmulo de proteínas no interior (intracitoplasmática) das células. Transformação hialina – acúmulo de proteínas na matriz extracelular (MEC). Hialinose - acúmulo de proteínas na parede de artérias pequenas ou arteríolas – proteínas solúveis, o organismo consegue remover. Amilóidose – acúmulo de proteínas fibrilares insolúveis na MEC – nesse caso o organismo não tem a capacidade de remover essa proteína, já que ela é insolúvel, só tirar no caso de cirurgia. DEGENERAÇÃO HIALINA É o acúmulo intracitoplasmático de proteínas. As proteínas acumuladas apresentam -se como vacúolos, gotículas ou agregados arredondados eosinófilicos (rósea) no citoplasma. Mecanismo patogênicos gerais: aumento da captação (proteínas endocitadas), aumento da produção (acúmulo de proteína) e condensação de filamentos e proteínas – alterações mediadas por EROS. Quando identificada é importante para direcionar o diagnóstico, já que existe vários tipos. *Corpúsculo de Mallory-Denks – encontra-se muito nos hepatócitos. *Corpúsculo de Russell – encontra-se nos plasmócitos. Corpúsculo de Councilman-rocha lima – corpos apoptóticos de hepatócitos, encontra-se nos hepatócitos e macrófagos. *Corpúsculo Goticular – encontra-se nas células epiteliais do túbulo contorcido proximal. Corpúsculo de Negri – encontra-se nos neurônios. Corpúsculo de mallory-Denks Encontrado muito nos hepatócitos, devido a doenças hepática alcoólica e doença hepática não alcoólica (medicamentos e síndrome metabólica/diabetes mellitus). Doença hepática não alcoólica: Álcool é metabolizado no fígado, com isso terá alguns substratos devido a essa metabolização como: radicais livres e acetaldeído, eles causam oxidação proteica nas células, principalmente nas proteínas (queratina 8/18, microtúbulos e microfilamentos) do citoesqueleto. Após a oxidação proteica, terá uma condensação proteica, assim, formando grumos ou agregados eosinofílicos, isso que olhamos histológicamen- te. Questão de prova: nomeei o processo patológico geral – degeneração hialina. Específica – degeneração hialina mallory-denks. Patogênese - Oxidação proteica por radicais livres que leva a condensação de proteínas do cito esqueleto, formando grumos eosinofílicos. Nesse caso está tendo esteatose e degeneração hialina, pois afetou as proteínas microtúbulos e microfilamentos. Logo, quando for por álcool terá esteatose e degeneração hialina. Diabetes mellitus: glicose + proteínas = glicação com isso forma muito ARES (produtos finais de glicação avançadas), assim, aumento o EROs, levando a oxidação de proteínas, dessa forma, tendo muita inflamação. Corpúsculo de Russell Produção excessiva de imunoglobulina, levando a distensão do retículo endoplasmático nos plasmócitos, tendo inclusão eosinofilica. Inflamação: salmonelase, leishmaniose osteomielites. *Mioloma múltiplo (câncer de plasmócitos), esses plasmócitos neoplásicos, aumenta a produção de imunoglobulina (Ig). Corpúsculo de Councilman-Rocha Lima Corpos apoptóticos de hepatócitos, os quais que sofreram apoptose por alguns motivos, podendo ser infecções virais, principalmente: Hepatite A e B, Febre amarela (brasileiro Rocha Lima que fez o estudo). O paciente chega com grave estado de icterícia Corpúsculo Goticular Acúmulo de vesículas pinocitóticas carreadas/preenchidas de proteínas no citoplasma de células epiteliais dos túbulos contorcido proximais. Síndrome nefrótica: condição clínica que existem em várias doenças renais, que levam a uma hipoalbunemia (diminuição de albumina) e intensa proteinúria (perda de proteína pela urina). Os sinais clínicos são espuma na urina e edema generalizado. As doenças que podem levar isso é a Diabetes Mellitus e Lúpus. A disfunção glomerular irá aumentar a concentração de proteínas no filtrado glomerular, com isso o corpo vai tentar reabsorver o máximo de proteínas no túbulo contorcido proximal, só que pela grande quantidade, não consegue devolver tudo para corrente sanguínea, assim, acumulam-se no citoplasma das células formando as gotículas eosinofílica. Corpúsculo de Negri É um acúmulo intracitoplasmático de proteínas virais no citoplasma dos neurônios. Encefalopatia viral: inflamação do encéfalo por conta do vírus da raiva. Esse vírus colonizam os neurônios, assim, produzindo proteínas virais, dessa forma, acumulando e formando inclusões eosinofílicas. Resumo histológico Degeneração hidrópica, gordurosa, hialina- esteatose, Russell, goticular, hidrópica-hialina. TRANSFORMAÇÃO HIALINA Acúmulo excessivas de fibras colágenas tumefeitas (inchado) e espessas na MEC (interstícios). Queloide (não respeita área lesionada, não regredi) e cicatriz hipertrófica (só cresce no local da lesão e tende a regredir) – são caracterizadas por deposição excessivas de colágenos. Por conta do aumento da sensibilidade dos fibroblastos, assim, tendo uma resposta exagerada. *Hialinose arteriolar ou arterioloesclerose hialina. Acúmulo de proteínas plasmáticas e proteínas da matriz extracelulares produzidas pelas células musculares lisas na região subendotelial. Arteríola: túnica íntima (epitélio simples pavimentoso), túnica média (tec. muscular liso) e túnica adventícia (tec. conjuntivo). O acúmulo acontece na região do subendotelial, fazendo com que diminua o diâmetro da arteríola, dessa forma, podendo causa atrofia das células, degeneração hidrópica ou gordurosa, podendo ter necrose, disfunções de órgãos ou tecidual. Hipertensão arterial sistêmica – Principal arteríola comprometida dessa doença é a arteríola glomerular aferente. Com o aumento da pressão arterial leva com que o sangue se choque mais com o endotélio, levando a uma agressão, assim, levando a disfunção arterial, tendo extravasamento de proteínas para região subendotelial. Com isso, a fibrina induz as células musculares lisa a produzir proteína de matriz, assim, diminuindo o lúmen da arteríola. *Nomeei o processo patológico específico identificado – hialinose arteriolar. Hialinose arteriolar – pode levar a isquemia (falta de sangue), por conta do lúmen reduzido. Dessa forma, acontece necrose de células glomerulares (podócitos e células endoteliais dos capilares), levam um colapso da membrana basal glomerular, pois as células endoteliais que davam estabilidade a membrana basal, assim, a membrana basal glomerular começa a se condensar, formando uma massa hialina, chamada de hialinização glomerular (Isso é uma transformação hialina, porque é uma deposição extracelular). Terá uma disfunção renal, pois o glomérulo não funcionará, aumentando a pressão arterial, isso não é bom para um paciente hipertenso. Diabetes Mellitus – morfologicamente é a mesma coisa que hipertensão arterial sistêmica. Um paciente com diabetes, tem quadro de hiperglicemia + proteínas levam a glicação, com isso forma AGEs, o problema de produzir esse AGEs, é que leva a formação de EROs e inflamação. Eles levam a disfunção endotelial. Assim, tendo extravasamento de proteínas plasmáticas, principalmente fibrina, induzindo as células musculares lisar a produzir proteínas de matriz, hialiose arteriolar, tendo a consequência de atrofia enecrose (microangiopatia diabética), por conta do fechamento do lúmen. Lá no glomérulo, a junção de AGEs + EROs + inflamação, induzem as células mesangiais a produzir proteínas matriz, o acúmulo de dessa proteína, levando a formação uma massa hialina, assim, tendo uma lesão de Kimmelstial – Wilson = glomeruloesclerose nodular e focal - é um tipo de transformação hialina. Síndrome da angústia respiratória aguda membranas hialinas – transformação hialina O acúmulo de proteínas na membrana hialina (extracelular) - Um agente biológico nos alvéolos, levam a uma inflamação, podendo ter uma disfunção do citoplasma ao alvéolo ou destruição da parede do capilar. Com isso, permite entrada de proteína plasmáticas dos capilares para os alvéolos, formando a membrana hialina, dificultando a troca gasosa (hematose). AMILOIDOSE É o acúmulo de proteína amiloide na matriz extracelular (MEC), proteína fibrilar insolúvel, com isso o corpo não consegue resolver, tendo a tendência só de acumular. Três tipos principais: • Amiloide AL (cadeia livre – processo primário) – ex.: mieloma múltiplo (câncer de plasmócitos), dessa forma, irá ter um aumento de imunoglobulina (Ig), resultando excesso de cadeia leve (Kappa e LamBDA – proteínas mal dobradas) Ig não pareada. • Amiloide AA: Uma condição secundária a processos inflamatórios – ex.: atrite reumatoide, doença de Crohn, colite ulcerativa, essas são doenças autoimune, outra doença é a tuberculose que é uma inflamação crônica. A inflamação produz citocinas inflamatórias (IL-1 e IL-6), elas estimulam os hepatócitos produzirem a proteína percussora da amiloide aa, a proteína amiloide aserica (AAS), assim, dando a origem a proteína amiloide AA, ainda não sabem como que acontece isso, tem a teoria que é clivada parcialmente macrófagos, acidez e temperatura alta, tendo um ambiente favorável, mas é teoria. • Amiloide Beta2 microglobulina: É comum em pacientes com doença renal crônica dialética. Filtro do sistema de hemodiálise, não filtrava a proteína beta2 microglobulina, assim, acumulava se no sangue, tendo um excesso, formando a amiloide beta2 microglobulina. OBS.: Essas três amiloides podem ser caracterizadas como amiloidese generalizada (sistêmica), porque compromete vários órgãos. Para ter a formação da proteína amiloide: • Proteína mal dobrada: disfunção dos sistemas de protease (sistema de eliminação de proteínas mal formadas – autofagia e ubiquitina-proteossoma) e disfunção das chaperonas. • Proteínas normais reduzidas em excesso – com tendência de mal dobramento. • Proteínas mutantes – produzidas com alta tendência de mal dobramento. O agregado dessas proteínas forma monômeros, depois formam oligômeros, com isso tendo proteínas fibrilares (beta-preguedas). Se 4-6 proteínas fibrilares se agregam com proteínas S na MEC, formará amiloide, assim, sendo insolúveis. *Classificação clínico patológica: pode ser classificada de 3 formas: • Generalizada/sistêmica: diversos órgãos o Primária (B-miloide AL) o Secundária (Amiloide AA) o Associada a hemodiálise (B-micro) • Localizada: beta amiloide – amiloide AB (doença de Alzheimer). Único órgão. • Hereditária: Febre do mediterrâneo. – Amiloide AA. Febre familiar do mediterrâneo – o excesso de IL-1, estimula os hepatócitos (fígado) a produzir amiloide A sérica, assim, formando amiloide AA. Morfologia Macroscópia (grande quantidade): aumento de tamanho, tecido acinzentado, consistência cerosa e firme. Microscópica: deposição amiloide sempre é extracelular e se inicia entre as células, muitas vezes adjacente à membrana basal. Na forma associada à proliferação de plasmócitos, os depósitos perivasculares e vasculares, são comuns. • Vermelho congo positivo terá amiloide. Consequência de excesso proteico amiloide: atrofia do parênquima, assim, terá uma necrose tecidual, dessa forma, tendo disfunção nos órgãos.