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mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg Degenerações Alterações celulares e intersticiais Degeneração: lesão celular reversível com remoção da causa, originada de alterações físico-químicas que levam ao acúmulo de substâncias no citoplasma celular, que, por sua vez, acarretam em alterações morfológicas. - Celulares – Classi�cação por tipo de substância acumulada: ● Degeneração hidrópica – água ● Degeneração hialina – proteína ● Esteatose e Lipidose – lipídio Diferentes causas podem levar ao mesmo tipo de degeneração. Degeneração hidrópica: origina-se da perda de equilíbrio hidroeletrolítico (controle de membrana), caracteriza-se pela presença de grânulos no citoplasma. Macroscopia: órgão aumentado em peso e volume, com perda da consistência e coloração pálida. Microscopia: redução da matriz citoplasmática, com dilatação e diluição de organelas e desestruturação do citoesqueleto, presença de grânulos citoplasmáticos (peculiaridade). Ex.: rim eosinofílico, túbulo renal com epitélio com grânulos citoplasmáticos. Patogênese – Equilíbrio Hidroeletrolítico (EH), transtornos em: - membrana celular - bomba de sódio-potássio (produção de ATP) - difusão simples/facilitada - mitocôndria (produção de ATP) - alterações no CK e no carreamento de e– Fatores que alteram o EH: - alterações na produção ou consumo de ATP - interferência na integridade da membrana - modi�cações nas moléculas que formam os canais Etiopatogenia: 1) redução de ATP – hipóxia/anóxia (isquemia – ex.: trombo em vasos sanguíneos do miocárdio que leva a infarto); – lesão da membrana mitocondrial por agentes tóxicos – radicais livres que favorecem a redução de síntese de ATP - químicos – álcool etílico - físicos – radiações; – lesão na membrana (toxinas com atividade de fosfolipase, ex.: Estafilococos, Estreptococos; agressões geradoras de radicais livres – poros na membrana); A produção de antioxidantes pelo organismo é a mesma; se a presença de radicais livres for elevada, este sistema não será eficiente. – inibidores da cadeia respiratória (rotenona, amital, malonato, antimicina A, CN, CO, Azida); – aumento de Na, redução de K e aumento de PO (levam ao acúmulo de água no citoplasma celular). Degeneração hialina: acúmulo de proteína por alterações bioquímicas dos elementos proteicos. Microscopia: aspecto vítreo, amorfo, hialino ou brilhante Patogênese: condensação de �lamentos intermediários (corpúsculos de Mallory), acúmulo de material virótico e proteínas endocitadas. Etiologia – Corpúsculo de Mallory Fígado - Hepatite alcoólica mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg - Cirrose - Hepatite crônica - De�ciência de alfa 1 antitripsina (congênita, de�ciência enzimática; a alfa 1 antitripsina é uma glicoproteína sintetizada no fígado, cujo sítio alvo é o pulmão, onde tem a função de inibir elastase pulmonar; sua de�ciência impede liberação para corrente sanguínea, causando seu acúmulo no fígado, além de poder provocar en�sema pulmonar por colabamento dos alvéolos pulmonares); Microscopia: grumos eosinofílicos e in�amação (células basofílicas) Etiologia – Aspecto Vidro Fosco - Hepatite B - Hepatocarcinoma - Cirrose Aspecto: eosinofílico, acúmulo de antígenos de superfície do vírus B (HbSAg) Degeneração hialina goticular - acúmulo de proteínas endocitadas - gotas de reabsorção de proteínas eosinofílicas - �brina na luz tubular Degeneração por acúmulo de lipídio – Esteatose: alterações bioquímicas no metabolismo lipídico que levam ao acúmulo de triacilgliceróis em células que não têm função de armazenagem. Macroscopia: aumento de peso e volume, redução de consistência, coloração amarelada, cápsula distendida, bordas arredondadas e vasos em fenda (células comprimem os vasos). Microscopia: é peculiaridade o núcleo excêntrico (periférico) e micro e macro vacúolos de lipídeos Patogênese – Interferência no metabolismo lipídico - Aumento da síntese ou redução da utilização, do transporte e excreção dos lipídios Etiopatogênese - fatores 1) mobilização aumentada (lipólise) 2) oxidação diminuída (o aumento de AGs leva a maior formação de de TAGs) 3) alterações na síntese de apoproteínas 4) bloqueio da união apoproteína e lipídio 5) bloqueio da liberação de lipoproteínas Alteram o metabolismo lipídico - hipóxia: anemia (1 e 2), insu�ciência cardíaca e respiratória, congestão de sangue no fígado (fígado cardíaco – em noz moscada), doença de Chagas - desnutrição: 1 e 3 - agentes tóxicos: tetracloreto de carbono – lesão do retículo endoplasmático (redução na produção de ptns) - etanol: via do sistema microssomal (também relacionada à degeneração hialina pela produção de radicais livres), via de álcool desidrogenase, via da catalase – todas as vias convergem em acetaldeído depleção de NAD → acúmulo de gordura no hepatócito e acidose). Degeneração por acúmulo de lipídio – Esteatose: alterações bioquímicas que levam ao acúmulo de não-triacilgliceróis em células que NÃO têm funções de armazenamento. Classi�cação: - Generalizada (lipídios complexos, defeito enzimático – glicocerebrosidase/enzima que cliva glicose da ceramida, substância estranha fagocitada → Doença de Gaucher – congênita, acúmulo de glicocerebrosídeo no organismo, pode levar a de�ciência de ceramida; mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg macrófagos passam a armazenar estes lipídios complexos em seu citosol e �cam com aspecto microscópico de células espumosas) - Localizada (colesterol): Xantoma (articulações, com amarelada, hipercolesterolemia familiar/presença de macrófagos); Aterosclerose (túnica íntima de vasos sanguíneos, também conta com presença de macrófagos; formação de estrias lipídicas/�nas estrias de coloração amarelada na luz dos vasos – não apresenta riscos a menos que evolua à placa de ateroma) – células espumosas/xantomatosas. Macroscopia: estrias amareladas Microscopia: macrófagos menos eosinofílicos, de maior volume Aterosclerose: 1) 2) Disfunção endotelial: aumento da permeabilidade do endotélio vascular, adesão de leucócitos e migração de monócitos 3) Migração de células musculares lisas da túnica média para íntima, com ativação de macrófagos 4) Fagocitose de lipídeos - Proliferação de músculo liso, deposição de colágeno Microscopia: espessamento da íntima, células (macrófagos) de aspecto esponjoso/espumoso – citoplasma vacuolizado, eosino�lia intensa, cristais de colesterol com aspecto de grão de arroz que podem lesar até a camada muscular, mas presente só na túnica muscular, congestão (hemácias em �uxo mais lento), in�amação (células mononucleares) - Intersticiais – alterações quantitativas e qualitativas das �bras colágenas e elásticas, da substância fundamental amorfa e das membranas basais (Espaço intersticial ou Matriz extracelular – MEC) Funções: preenchimento dos espaços intercelulares e de�nição do limite do tecido, suporte mecânico para células (polaridade celular), meio de adesão e migração celular e sítio de ligação de fatores de crescimento e hormônios, controle do crescimento celular e manutenção da diferenciação celular. Membrana basal: colágeno tipo IV, laminina e proteoglicano Matriz intersticial: colágenos �brilares, elastina, proteoglicano e hialuronano, integrinas e glicoproteínas adesivas Componentes: �bras (colágenas, reticulares e elásticas) e complexo amorfo formam a Substância Fundamental Amorfa, sintetizados e excretados por �broblastos no tecido conjuntivo Fibras colágenas e reticulares: o colágeno é a proteína mais abundante do interstício, possuindo 11 tipos - Colágeno I, II e III, que formam �brilas visíveis ao ML - Colágeno IV se organiza como bainhas, associado às membranas basais - Colágeno VIII, IX, X e XI, encontrados em cartilagens Biossíntese colágena: INTRACELULAR 1) Estímulo: fator de crescimento 2) RNA mensageiro 3) Síntese das cadeias alfa 4) Hidroxilação da lisina e prolina (O2 e Vit.C) 5) Junção das 3 cadeias (chamadas pró-colágeno) 6) Glicosilação do pró-colágeno mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg 7) Transporte pela membrana MEIO EXTRACELULAR 8) Clivagem pelas peptidases 9) Formação das �brilas colágenas 10) Fibrilas colágenas formam ligações cruzadas (lisil-oxidase) 11) Organização das �brilas em �bras colágenas Alterações das fibras colágenas e reticulares - Primárias/Qualitativas: defeitos genéticos comprometem estrutura, síntese e degradação, pouco frequentes e representadas por mutações gênicas (Síndrome de Ehlers-Danlos – SED, de�ciência genética em diferentes genes que codi�cam o colágeno, como lisil-oxidase e lisina-hidroxilase, em que �bras carecem de resistência apropriada à tensão, com hiperextensão e hipermobilidade - Secundárias/Quantitativas: interferem na síntese ou degradação (de�ciência de de vit. C e consequente hidroxilação de�ciente do colágeno: escorbuto; latirismo: semente de ervilha-de-cheiro contém inibidores da lisil-oxidase que podem levar a deformidades ósseas e aneurismas – dilatação de vasos, que �cam mais frouxos; fibrose: aumento do estroma conjuntivo de um órgão resultante de cicatrização ou processo reacional da matriz – não relacionada à reparo de lesão –, altera estrutura do órgão, levando à distúrbios funcionais, comum em lesões in�amatórias e traumáticas) Alterações das fibras elásticas: compostas de elastina, proteína excretada no espaço intercelular e formadoras de �lamentos e bainhas (�brilina) altamente elásticas - Qualitativas: defeitos genéticos na enzima lisil-oxidase (Síndrome de Marfan – �brilina, hipermobilidade das articulações e escoliose) - Quantitativas: defeitos na síntese por inibição da lisil-oxidase ou distúrbios sobre as �bras produzidas (Elastose do endocárdio: > síntese de �bras elásticas por > estimulação de �bras musculares, relacionada à hipertensão arterial e cardiopatias (comum à recém-nascidos); elastose solar: fragmentação de �bras elásticas na derme e na parede de vasos sanguíneos por exposição prolongada à luz solar/senilidade – envelhecimento; en�sema pulmonar – elastólise pulmonar: diminuição de �bras elásticas pelo aumento de elastases e diminuição de antiproteases, com destruição dos septos intralveolares) Alterações de membranas basais: a integridade desta estrutura laminar encontrada na base do epitélio dá manutenção da atividade funcional do epitélio e �ltração de macromoléculas. O depósito de diferentes substâncias como Ig e imunocomplexos na MB de glomérulos – glomerulonefrite membranoproliferativa, metais pesados (mercúrios e bismuto), e o espessamento da MB na microcirculação – Microangiopatia diabética; nefropatia diabética: espessamento da membrana basal – são as principais alterações da MB. Alterações da substância fundamental:e outros mensageiros químicos Formada por glicosaminoglicanos e proteoglicanos, permite a circulação de nutrientes, hormônios e outros mensageiros químicos. - Glicosaminoglicanos: polissacarídeos hidrofílicos, com grande força de compressão - Proteoglicanos: dá �uidez à substância fundamental, permite a migração celular, composta de ácido hialurônico mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg As alterações isoladas da substância fundamental amorfa são raras, mas quando ocorrem são denominadas de Transformações do Interstício. - Transformação hialina/hialinose: Depósitos acidó�los no interstício, formados por ptn do plasma que exsudam e depositam na MEC (rins e arteríolas – hipertensão; hialinose do colágeno – hialinização do interstício: queloide) - Transformação �brinoide: Deposição de material acidó�lo semelhante a �brina; lesão comum na parede de vasos e se forma pela deposição de imunocomplexos (artérias no miométrio: hipertensão ou idiopático) - Transformação mucoide: Aumento da substância fundamental amorfa, com deposição de �bras colágenas, dispersas em �nas �brilas, dando aspecto de tecido mucoso (doença reumática: atinge MEC de valva cardíaca de paciente com esta doença) Patologia do Interstício Amiloidose/β-�brilose: Deposição de material insolúvel, amorfo, congofílico e eosinofílico no interstício. Composição: pares de �lamentos de 7 a 10 mm, �ta sanfonada, subunidades de 8 a 14 kD, componente P (5 a 10%) Localização: localizada ou sistêmica Tipo de peptídeo amiloidogênico: ptn AL (primária) – Ig de cadeia leve (plasmócito), ptn AA (secundária) – ptn SAA (proteína sérica associada à amiloidose – tuberculose, artrite reumatóide, doença de Alzheimer – ptn beta, plasmocitoma de medula óssea) Calci�cações: depósitos nos tecidos não-ósseos de compostos formados por cálcio e fósforo, sob a forma de hidroxiapatita [Ca10(PO4)(HO)2], fosfato amorfo ou pirofosfato Classi�cação: - Diastró�ca (discrásica): Ca x P normal, lesão prévia (Tuberculose – necrose) - Metastática: Ca x P alterado, sem lesão prévia (qualquer órgão) Etiopatogênese: ingestão dietética, absorção intestinal, reabsorção óssea, aposição óssea, excreção do Ca (fecal e urinária) Calcificação metastática – hipercalcemia a) Hiperparatireoidismo por aumento de paratormônio (em tumores da paratireóide), com remoção de cálcio do esqueleto hipercalcemia depósito metastático de cálcio; b) Lesões ósseas malignas destruidoras de osso (metástases) – hipercalcemia – calci�cação; c) Excesso de vit. D com aumento da absorção intestinal de cálcio – hipercalcemia – deposição metastática de cálcio; d) Insu�ciência renal crônica com retenção de fosfatos (hipofosfatúria) – hiperfosfatemia – aumento do paratormônio – remoção do cálcio do esqueleto – hipercalcemia – calci�cação. Calcificação distrófica – semelhante à calci�cação �siológica, ocorre com lesão prévia Substrato básico: ácidos teciduais livres captadores de cálcio, ricos em fosfolipídios ácidos com a�nidade por sais de Ca – Aorta: massa amorfa basofílica Pigmentações e Despigmentações Patológicas: mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg Pigmento é qualquer substância que tenha cor própria e que a transmite ou dá cor ao tecido ou líquido em que se encontra ou deposita. Classi�cação (origem do pigmento): - Endógeno: derivados da hemoglobina e melanina - Exógeno: carvão, tatuagem e argiria Pigmentos hemoglobínicos: - globina - heme - bilirrubina (icterícia – pigmento biliar) - ferro (hematina e hemossiderina) Os macrófagos são responsáveis pela conversão do heme da hemoglobina em biliverdina, por meio da enzima heme oxigenase; a biliverdina, por sua vez, é convertida em bilirrubina indireta pela biliverdina redutase; essa substância associa-se à albumina para circulação plasmática. Ao chegar nos hepatócitos, a bilirrubina junta-se ao ácido glicurônico por ação da glicuronosil transferase – 1A1, formando glicuronato de bilirrubina transportada por MRP-2 e excretada nas formas de urobilinogênio e estercobilinas. Icterícia (níveis normais de bilirrubina sérica: 0,3-1,2 mg/dL) – causada por - aumento da formação de bilirrubina - Redução da captação - Redução da conjugação - Distúrbios na excreção - Alteração extra-hepática Classi�cação: - pré-hepática - hepática - pós-hepática Icterícia fisiológica do recém-nascido - pico do 5º ao 7º ano de vida - ocorre pois tem um número de hemácias (recebidas da mãe) - Imaturidade hepática (2 semanas) - pode ser tratada e acelerada por fototerapia - esta condição pode causar lesão Kernicterus ou Encefalopatia bilirrubínica, pois a bilirrubina é uma substância neurotóxica) Hematina: ação de um ácido forte na hemoglobina; pigmentação de coloração preta (hemorragia gástrica/hemorragia intestinal: coloração de vermelho-vivo) Hemossiderina: ferro + ptn (ligação feita para prevenir formação de radicais livres, que poderiam causar lesão à membrana), substância insolúvel, comum a contusões cutâneas (roxos na pele que passam a ser verdes – bilirrubina – e depois marrom – hemossiderina); anemiahemolítica (renal), transfusões sanguíneas Melanina: controle genético; maior atividade de melanócitos em pessoas negras, com consequente maior produção de melanina, conferindo maior proteção da camada subcutânea; produção afetada por hormônios: MSH (glândula pituitária), luz solar e agentes químicos (bronzeadores) - hiperpigmentação: efélides (sardas), melasma (gestação), aumento do nº de melanócitos, melanoma - hipopigmentação: albinismo (de�ciência de tirosinase), diminuição do nº de células (cabelo branco) Pigmentos exógenos - Antracose (via inalatória – afeta pulmão e linfonodos) mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg - Tatuagem - Argiria (excesso de sais de prata no organismo – devido à exposição prolongada à prata, inalação ou contato direto, prolongado e excessivo com pó de prata ou compostos de prata de forma inapropriada por prata coloidal, amálgama) Morte celular Perda irreversível das atividades integradas da célula com consequente incapacidade de manutenção de seus mecanismos de homeostase. Apoptose Processo ativo de autodestruição de uma célula individual, caracterizado por diminuição nas funções celulares com posterior condensação e fragmentação de porções celulares, seguida de fagocitose pelas células vizinhas. - ativo (gasto de ATP) - Não há ruptura da membrana citoplasmática - Não induz processo in�amatório (apenas fagocitose) 1) Retração e condensação da cromatina 2) Formação de prolongamentos da membrana celular 3) Colapso do núcleo e crescimento dos prolongamentos 4) Formação de corpos apoptóticos 5) Fagócito faz fagocitose dos corpos apoptóticos Condições �siológicas: perda das membranas interdigitais e das últimas vértebras da notocorda durante a embriogênese; Estímulo hormonal: apoptose dos ácinos com cessação do estímulo da lactação (prolactina); queda de estrogênio durante o ciclo menstrual, responsável pela homeostase celular do endométrio. Condições patológicas: Alzheimer e Parkinson, Osteoporose, Infecções viróticas e Neoplasias – equilíbrio entre renovação celular e apoptose. Vias - Mitocondrial (intrínseca) - Receptor de morte (extrínseca) 1 - Estímulo - Lesão - Subtração de fatores do crescimento ou hormônios - Interações receptor-ligante 2 - Reguladores - Inibidores: Bcl-2, Bcl–XL e outros - Promotores: Bax, Bad e outros 3 - Executoras - Caspases executoras: ativação de endonucleases e catabolismo do citoesqueleto Patogênese: Caspases: - 1, 4 e 5: processos in�amatórios - 8, 9 e 10: ativadoras (proteólises) - 3, 6 e 7: efetoras (ativam outras proteases que degradam ptns do citoesqueleto e DNA) Reguladores: - BCL-2 e BCL-X: atuam regulando a permeabilidade da mitocôndria, e liberação de seus componentes que atuam impedindo a morte celular. Anti-apoptóticas - BAX: Inibem a BLC, ocorrendo aumento da permeabilidade da mitocôndria e liberação de componentes que ativam a morte celular. Pró Apoptóticas - Proteína p53: essencial no mecanismo de reparo, faz manutenção da integridade do genoma e sobrevivência da célula; frente à lesão no mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg genoma, tem síntese aumentada – lesão reparada não induz apoptose; não reparada, p53 leva a ativação de genes com produtos pró-apoptóticos: BAX. - Mitocôndria (via intrínseca): Papel essencial na apoptose, quando agredida sofre aumento da permeabilidade liberando para o citosol diversas moléculas pró-apoptóticas - Receptor de morte (via extrínseca): ativa via mitocondrial, que ativa caspase e leva à apoptose. NÃO HÁ PROCESSO INFLAMATÓRIO, SOMENTE FAGOCITOSE, POIS O DOMÍNIO FOSFATIDILSERINA, FOSFOLIPÍDIO INTRACELULAR DA MEMBRANA PLASMÁTICA, FICA EXPOSTO DO LADO EXTERIOR EM CORPÚSCULOS APOPTÓTICOS, PASSANDO A POSSUIR RECEPTORES PARA CÉLULAS FAGOCÍTICAS. Necrose Processo patológico caracterizado pela morte de uma célula, tecido ou órgão, seguido de autólise, que ocorre em um organismo vivo, havendo uma reação dos tecidos vizinhos - passivo - sempre patológico - reação in�amatória local Etiologia; - Redução de energia: isquemia, inibição do processo respiratório - Produção de radicais livres - Ação direta sobre enzimas (agentes químicos e toxinas) - Agressão direta na membrana citoplasmática Patogênese: Baixa produção de energia e síntese celulares (aumento da concentração de cálcio intracelular); os lisossomos perdem a capacidade de armazenar, levando à autólise - Tumefação do retículo endoplasmático e mitocôndria - Rompimento de membranas nuclear, mitocondrial e plasmática - Degradação nuclear - Liberação de alarminas (mensageiros in�amatórios) que induzem resposta in�amatória - Eosino�lia (entrada de água e cálcio) Microscopia: citoplasma forma uma massa homogênea – células não individualizadas, há perda de limites celulares e aumento da eosino�lia; na necrose isquêmica nota-se preservação da arquitetura celular - Picnose: baso�lia, condensação de cromatina - Cariorrexe: fragmentação do núcleo - Cariólise: ausência de núcleo Classi�cação: - necrose por coagulação ou isquêmica: a isquemia provoca hipóxia do tecido, levando à baixa produção de ATP, o que permite a liberação de enzimas lisossômicas que causam autólise e consequente necrose. - Macroscopia: coloração pálida, halo avermelhado (hiperemia) – degeneração hidrópica - Microscopia: aspecto de cidade fantasma, perda nuclear (cariólise) - necrose por liquefação: também causada por isquemia, tecido nervoso sofre anoxia - Macroscopia: consistência mole e semi�uida - Microscopia: neurônio necrótico, presença de célula grânulo-adiposa/espumosa/granulosa mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg - necrose caseosa: encontrada em pulmões de indivíduos com tuberculose (infecção), com área branco-amarelada e cavernas semelhantes à massa de queijo - Microscopia: não há preservação da arquitetura celular; massa amorfa eosinofílica com aspecto de fundo de lagoa seca - esteatonecrose: relacionada à pancreatite aguda, em que ocorre o extravasamento de enzimas (lipases e proteases); as lipases agridem a membrana das células adiposas, que por sua vez liberam TAGs; os TAGs são hidrolisados e produzem AGLs; os AGLs ligam-se ao cálcio, causando SAPONIFICAÇÃO - Macroscopia: sabão, aspecto de pingo de vela Evolução da necrose - Regeneração: varia de acordo com a capacidade regenerativa do tecido bem como com a extensão da área atingida - Cicatrização: lesão extensa, tecido não possui capacidade regenerativa (miocárdio) - Encistamento: material necrosado muito volumoso; presença de fatores que impedem a migração de leucócitos - Eliminação: região de necrose atinge a parede de uma estrutura canalicular que se comunica com o meio externo, como na tuberculose - Calci�cação - Gangrena: forma de evolução da necrose devido a reação dos agentes externos sobre o tecido necrosado - Seca: desidratação do tecido necrosado devido ao contato com o ar ; aspecto de pergaminho (mumi�cação), extremidades: dedos, nariz e artelhos; cor escura azulada ou negra; normalmente circundada por uma linha de in�amação. - Úmida (pútrida): invasão da região necrosada por microrganismos anaeróbicos, tecido liquefeito, comum em necrose de intestinos, pulmões e pele, reações sistêmicas choque séptico - Gasosa: Contaminação da área necrosada com microrganismo do gênero Clostridium, com formação de bolhas gasosas Morte celular programada e outras formas de morte celular - Autofagia: pode levar a morte celular - Parapoptose: vacuolização mitocondrial e do retículo endoplasmático - Catástrofe Mitótica: Morte de células com alterações genéticas durante a mitose - Morte excitotóxica: morte de neurônios por excesso de estimulação tró�ca - Entose: morte celular que se segue à endocitose de uma célula por outra - Necroptose: morte celular induzida por inibição da permeabilidade da membrana mitocondrial. LÂMINAS Esteatose - Descrição doprocesso patológico: lesão do tipo celular citoplasmática localizada no fígado, de volume aumentado, bordas arredondadas e cor pálida - Cor: HE, aspecto opticamente vazio - Forma: vesículas/vacúolos - Distribuição; difusa - Intensidade: Acentuada mayana segatto – resumo prova 2 – patologia nutrição – ufg - Peculiaridade: macro e microvacúolos, com núcleo excêntrico - Processo patológico: degeneração por acúmulo de lipídio TAG Necrose Caseosa - Descrição do processo patológico: órgão linfóide, lesão celular nuclear, massa esbranquiçada que sofreu encistamento (halo de �brose – resposta in�amatória). - Cor: HE, eosinofílica - Forma: massa amór�ca eosinofílica com aspecto de fundo de lagoa seca - Distribuição; Multifocal - Intensidade: moderada a acentuada - Peculiaridade: alterações nucleares: cariólise, cariorrexe e picnose, ruptura de membrana - Processo patológico: morte celular por infecção Necrose Isquêmica - Descrição do processo patológico: rim, lesão celular nuclear e intersticial, halo hiperêmico em volta de região esbranquiçada - Cor: HE, eosino�lia - Forma: preservada - Distribuição; difusa - Intensidade: moderada a acentuada - Peculiaridade: ausência de núcleos (cariólise) no epitélio de túbulos proximais, com preservação de arcabouço celular - Processo patológico: morte celular por isquemia Aterosclerose - Descrição do processo patológico: artéria, lesão intersticial, espessamento da túnica íntima - Cor: HE, células espumosas, colágeno (�bras eosinofílicas) - Forma: cristais de colesterol com aspecto de grão de arroz - Distribuição; - Intensidade: - Peculiaridade: espessamento da íntima, aspecto esponjoso e presença de cristais de colesterol com aspecto de grão de arroz, hemácias em congestão - Processo patológico: alteração intersticial Cirrose - Descrição do processo patológico: fígado, alteração lesional do interstício com �brose - Cor: HE, �bras eosinofílicas - Forma: - Distribuição; multifocal ou difusa - Intensidade: - Peculiaridade: ninhos de hepatócitos delimitados por colágenos, presença de esteatose Calci�cação distró�ca - Descrição do processo patológico: nódulo glúteo após injeção de benzetacil, lesão caracterizada por deposição de cálcio em tecido não-ósseo, presença de �brose - Cor: HE, �bras eosinofílicas de colágeno (resposta in�amatória) e massa amór�ca basofílica com aspecto quebradiço - Forma: amorfa - Distribuição; multifocal - Intensidade: moderada a acentuada - Peculiaridade: �bras eosinofílicas de colágeno (resposta in�amatória) e massa amór�ca basofílica com aspecto quebradiço, podendo haver presença de tecido normal – adiposo e muscular esquelético