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Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 1 Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) Introdução A Síndrome do Ombro Doloroso (SOD) é caracterizada por dor e limitação funcional decorrente do acometimento de estruturas estáticas e dinâmicas do ombro, como ligamentos, cápsula e músculos. CAUSA → sd. do manguito rotador EPIDEMIO → prevalência estimada de 15-25% nos pacientes que procuram clínicas ortopédicas e de fisioterapia ETIOLOGIA → multifatorial (fatores genéticos, hábitos de vida, psicossociais) Anatomia MANGUITO ROTADOR → mm. subescapular, supraespinal, infraespinal e redondo menor Ossos; sulco do bíceps → intervalo rotador Ligamentos e tendões Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 2 O tendão supraespinal, infraespinal e redondo menor inserem-se no tubérculo/tuberosidade maior do úmero; o subescapular tubérculo/tuberosidade menor. O tendão mais acometido na lesão do manguito rotador é o supraespinal, responsável pela elevação do ombro. Fisiopatologia A lesão do manguito é a ruptura parcial ou total de um ou mais tendões do manguito rotador, sendo o supraespinal o mais acometido. A lesão ocorre pelo impacto da porção tendinosa do supraespinal e de outros tendões contra o arco Inserção Manguito rotador, origem, inserção, vascularização, inervação e ação. Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 3 coracoacromial (borda anteroinferior do acrômio, ligamento coracoacromial e borda lateral do processo coracoide), que inflamam, degeneram e podem romper-se de maneira parcial ou total. Outros mecanismos de lesão do manguito são o pós-traumático, em pacientes jovens, e o degenerativo, particularmente em idosos. O paciente com lesão do manguito rotador queixa-se de dor na região subacromial, que piora à elevação e tende a ser mais intensa à noite. 2 fisiopatologias para a sd.: UTITHOFF → degenerativa por hipovascularização na área crítica de Codman (área articular insercional, área em C, no trocânter maior - supraespinal); comum em idosos SD. IMPACTO → lesão do m. supraespinhal e do subescapular por impacto com acrômio e arco coracoacromial (pode romper) - teoria de Neer (impacto overhead); comum em jovens Geralmente, há lesão do supraespinhal e depois do subescapular. Começa com bursite. Dor em atividade e, geralmente, noturna. obs.: ddx - artrose → se é sd. manguito rotador, há impacto do úmero com o arco toracoacromial (sobe com ação do deltoide); capsulite adesiva Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 4 Semiologia da sd Anamnese Geralmente, direcionada para a queixa específica, mas pode ser ampliada. Identificação do paciente Idade Profissão e atividades realizadas Queixa principal Avaliação criteriosa da dor → localização (dor não é irradiada), intensidade, fatores de melhora/piora e fenômenos concomitantes: Exame físico Inclui inspeção, palpação e testes especiais. Inspeção ARCO DE MOVIMENTO: Abdução → estabiliza escápula; 0-90°; sentado, trava a escápula, e realiza abdução Adução → ombro em leve flexão 30° leva o ombro pra medial; 0-75° Elevação anterior → no plano escápula - 30-45° e abdução - 0-180° Flexão anterior → plano da sagital - 0-180°; 120° - glenoumeral 2:1 escápulo torácica 60° Extensão no plano sagital → braço para posterior - 0-60° RE → cotovelo em flexão 0-90°; em pé ou deitado. RI → ombro para posterior – onde consegue colocar a mão; trocanter, glúteo, L5 a T7 Sinais: Sinal da dragona → luxação anterior Alterações escapulares Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 5 Palpação Testes especiais Supraespinhal: Teste de Jobe → supraespinhal Impacto de Hawkins-Kennedy → supraespinhal Teste de Yokum → supraespinhal; positivo se há dor provocada pelo impacto do tubérculo maior contra o arco coracoacromial Infraespinhal e redondo menor: Teste de Neer → avalia choque subacromial - positivo se o paciente apresentar dor causada pelo impacto do tubérculo maior contra o acrômio; infraespinhal Teste do infraespinhal → infraespinhal; avalia a rotação externa com o membro ao lado do tronco Teste de Patte/da apreensão anterior → identifica instabilidades anteriores (luxação anterior); infraespinhal e redondo menor Teste da cancela → infraespinhal e redondo menor Teste de Horn Blower → redondo menor Subescapular: Teste de Gerber/retirada/lift off → subescapular; incapacidade de afastar ou de manter o afastamento indica lesão Outros: Teste de Speed/palm up → tendinite da cabeça longa do bíceps Teste de Fukuda/jerk → identifica instabilidades posteriores Testes da gaveta anterior e posterior obs.: lesão maciça não mantém movimento Sinal da dragona Alterações escapulares Alterações escapulares Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 6 Jobe Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 7 Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 8 Exames complementares Radiografia US RM Síndrome do ombro doloroso (síndrome do manguito rotador) 9 Tto Inicia-se sempre com tto conversador → fisioterapia, AINEs Se não houver melhora clínica em 3-4 meses, estará indicada a acromioplastia. Aqueles que não respondem ao tto conservador, cirurgia. No entanto, se houver muita degeneração muscular, não adianta reparar. Deve-se transferir outro tendão para recuperação parcial de movimento (trapézio, grande dorsal, peitoral para o subescapular). Degeneração muscular e gordurosa de tendão