Logo Passei Direto
Buscar

Reabilitação do Ombro

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

resumo de fisioterapia ✨
Ombro & Escápula:
Fraturas, Impacto e
Deformidade de Sprengel
Aula teórica e prática — reabilitação ortopédica do complexo do ombro.
Fisiopatologia, fases de tratamento e raciocínio clínico.
🦴 fratura de úmero 💥 síndrome do impacto 🧬 deformidade de Sprengel
🦴 🩹 🧠 💪 🩺
feito com carinho para revisão — bons estudos! 🌸
🦴 Reabilitação Pós-Operatória — Fratura de Ombro
Epidemiologia & sinais clínicos
baixa energia
Mais comum em idosos e pacientes com
osteoporose.
alta energia
Mais comum em jovens, geralmente por acidentes.
Sinais imediatos: equimose, hematoma e perda de função.
Fratura de terço médio do úmero → proximidade com o plexo braquial → risco de lesão neurológica →
emergência.
Fratura do tubérculo maior → complicação por ser zona de fixação do manguito rotador.
3 fatores fundamentais da reabilitação
🔄 ADM (amplitude de movimento)  •  💪 Ativação muscular  •  🩹 Cicatrização
Consolidação óssea: teoricamente 6–8 semanas. No SUS, muitos pacientes chegam sem consolidação adequada por
falta de orientação sobre imobilização. Em idosos com grande desvio, comorbidades e osteoporose frequentemente
contraindicam cirurgia — objetivo pode ser ADM funcional (pentear cabelo, tomar banho), não ADM completa.
Fases de reabilitação (tratamento conservador)
0–3 sem
Proteção máxima
controle da dor; evitar carga e elevação
ativa ampla
3–6/8 sem
Ação média
ADM passiva → ativo-assistida; início
de consolidação
após 6–8 sem
Proteção mínima
força e função; progressão guiada por
dor e imagem
⚠ Diferente do manguito rotador pós-sutura, cuja proteção máxima vai de 0–6 semanas.
Repercussões funcionais
Desalinhamento das tuberosidades altera o braço de alavanca do manguito → compromete rotações e elevação.
Imobilização prolongada → movimento em bloco, perda de dissociação escápulo-umeral, limitação acima da
cabeça.
Dor inibe recrutamento do manguito, principalmente do supraespinal.
fases, cicatrização e tomada de decisão clínica
pág. 1
Tratamento cirúrgico
Critérios de indicação
desvio do traço, tipo de fratura, idade, qualidade óssea e comorbidades.
osteossíntese
Haste medular inserida no canal
medular, fixada com parafusos.
artroplastia
Substituição das superfícies
articulares (glenoide e cabeça do
úmero).
art. reversa
Inversão das superfícies
articulares — casos específicos.
Importante: o cirurgião precisa repassar à equipe a qualidade do tecido e o tempo de carga — só ele observou a
articulação diretamente. Âncoras e mini-âncoras são usadas em lesões de manguito e Bankart (fixadas com furadeira).
Complicações pós-operatórias
🔒 Rigidez articular
principal complicação; avaliada por ADM passiva e sensação de final de movimento. Restrição de RE, abdução e RI
pode indicar padrão capsular → evoluir para capsulite adesiva.
⚡ Déficit neurológico
forçado
pescoço.
grau 3 · moderado
Elevação de 2–5 cm, deformidade facilmente visível.
grau 4 · grave
Elevação acentuada; ângulo superior próximo ao
occipital.
pág. 7
Achados clínicos e posturais
Escápula alta, medialmente rodada, formato triangular, perda da borda medial longa.
Assimetria de ombros e aumento da cifose torácica alta.
Escápula alada frequentemente presente.
Hipoplasia escapular (menor que o lado contralateral).
Limitações funcionais
Limitação de abdução do ombro — movimento mais comprometido.
Limitação de flexão anterior do ombro.
Dor focal presente em alguns casos (sintoma ocasional, não universal).
Para revisar rápido: Sprengel = escápula que não desceu (falha na migração caudal 9ª–12ª semana) + hipoplasia + má
rotação medial. Cavendish gradua de 1 (leve) a 4 (grave). Osso omo-vertebral limita a mobilidade em até metade dos
casos.
pág. 8

Mais conteúdos dessa disciplina