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AULA 04 - Deflexão em Vigas

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Questões resolvidas

Aprenderemos aqui sobre deflexão em vigas, calcularemos a deflexão e a inclinação nas vigas provocadas pelas cargas. No final da etapa, aprenderemos como resolver problemas de vigas ou eixos estaticamente indeterminados. Qual é a equação da linha elástica para a viga utilizando a coordenada x válida para 0 x L/2? E qual é a especificação da inclinação em A e a deflexão máxima da viga?
Equação da linha elástica para a viga utilizando a coordenada x válida para 0 x L/2
Especificação da inclinação em A
Especificação da deflexão máxima da viga
A linha elástica é o diagrama de deflexão de um elemento
A concavidade da curva da linha elástica é para cima quando o momento é positivo
As condições de contorno sempre serão relativas às deflexões e às inclinações nos pontos de apoio da viga
Quando as condições de contorno não são suficientes para achar a equação da linha elástica, pode ser usado condições de continuidade

Exemplo 1: (Beer et al., 2015) para a viga em balanço e o carregamento mostrados na figura, determine a inclinação e a deflexão na extremidade C. Use E = 200GPa e I = 2,52 . 10-6 m4.

Determinar a inclinação e a deflexão na extremidade C de uma viga em balanço sujeita a um carregamento.
O exemplo utiliza o método da superposição para calcular a deflexão e a inclinação.

Exemplo 2: (Hibbeler, 2015) a viga simplesmente apoiada com perfil W360 x 64 feita de aço A-36 é submetida à carga mostrada na figura. Determine a deflexão em seu centro C.

Determinar a deflexão em um ponto central de uma viga simplesmente apoiada com perfil W360 x 64 feita de aço A-36.
O exemplo utiliza o método da integração para resolver o problema.

No question was asked in this text. Therefore, there is no test question to be extracted.

Como calcular a deflexão em qualquer ponto da viga, usando dois métodos, o da integração e o da superposição? E como achar as reações de apoio de vigas estaticamente indeterminadas?
Método da integração para cálculo de deflexão em qualquer ponto da viga
Método da superposição para cálculo de deflexão em qualquer ponto da viga
Utilização dos mesmos métodos para achar as reações de apoio de vigas estaticamente indeterminadas

Além dos exemplos apresentados, qual é a recomendação para fixar melhor o conteúdo abordado?
Fazer mais exercícios dos assuntos desta etapa

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Questões resolvidas

Aprenderemos aqui sobre deflexão em vigas, calcularemos a deflexão e a inclinação nas vigas provocadas pelas cargas. No final da etapa, aprenderemos como resolver problemas de vigas ou eixos estaticamente indeterminados. Qual é a equação da linha elástica para a viga utilizando a coordenada x válida para 0 x L/2? E qual é a especificação da inclinação em A e a deflexão máxima da viga?
Equação da linha elástica para a viga utilizando a coordenada x válida para 0 x L/2
Especificação da inclinação em A
Especificação da deflexão máxima da viga
A linha elástica é o diagrama de deflexão de um elemento
A concavidade da curva da linha elástica é para cima quando o momento é positivo
As condições de contorno sempre serão relativas às deflexões e às inclinações nos pontos de apoio da viga
Quando as condições de contorno não são suficientes para achar a equação da linha elástica, pode ser usado condições de continuidade

Exemplo 1: (Beer et al., 2015) para a viga em balanço e o carregamento mostrados na figura, determine a inclinação e a deflexão na extremidade C. Use E = 200GPa e I = 2,52 . 10-6 m4.

Determinar a inclinação e a deflexão na extremidade C de uma viga em balanço sujeita a um carregamento.
O exemplo utiliza o método da superposição para calcular a deflexão e a inclinação.

Exemplo 2: (Hibbeler, 2015) a viga simplesmente apoiada com perfil W360 x 64 feita de aço A-36 é submetida à carga mostrada na figura. Determine a deflexão em seu centro C.

Determinar a deflexão em um ponto central de uma viga simplesmente apoiada com perfil W360 x 64 feita de aço A-36.
O exemplo utiliza o método da integração para resolver o problema.

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Como calcular a deflexão em qualquer ponto da viga, usando dois métodos, o da integração e o da superposição? E como achar as reações de apoio de vigas estaticamente indeterminadas?
Método da integração para cálculo de deflexão em qualquer ponto da viga
Método da superposição para cálculo de deflexão em qualquer ponto da viga
Utilização dos mesmos métodos para achar as reações de apoio de vigas estaticamente indeterminadas

Além dos exemplos apresentados, qual é a recomendação para fixar melhor o conteúdo abordado?
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS
AULA 4
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Eimi Suzuki
CONVERSA INICIAL
Aprenderemos aqui sobre deflexão em vigas, calcularemos a deflexão e a inclinação nas vigas provocadas
pelas cargas. No final da etapa, aprenderemos como resolver problemas de vigas ou eixos estaticamente
indeterminados.
TEMA 1 – A LINHA ELÁSTICA
Nada mais é do que o diagrama de deflexão de um elemento, essa deflexão é no centroide das seções
transversais do elemento. Essa deformação, que pode ser vista em alguns exemplos na Figura 1, vai depender
de alguns fatores, com reações de apoio e carregamento.
Figura 1 – Linha elástica em duas vigas
Fonte: Hibbeler, 2015.
Se o material for homogêneo e estiver na fase elástica, podemos dizer que:
(4.1)
Em que:
1/ρ é a curvatura de um ponto da linha elástica;
M é o momento fletor interno no mesmo ponto da curvatura;
E é o módulo de elasticidade; e
I é o momento de inércia.
1.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO
A maneira que a viga está apoiada vai interferir na deflexão da viga, pode ser visto na Figura 2 que para
pino e rótula não há variação em y na linha elástica, já no engaste além de não ter variação de y o ângulo (θ) no
ponto engastando também não muda.
Figura 2 – Condições de contorno para alguns tipos de vigas
Fonte: Beer et al, 2015.
As condições de contorno sempre serão relativas às deflexões e às inclinações nos pontos de apoio da viga.
1.2 CONCAVIDADE DA LINHA ELÁSTICA
Para desenhar um esboço da linha elástica, começamos com o gráfico de momento fletor. Quando o
momento é positivo, a concavidade da curva da linha elástica é para cima, e quando o momento é negativo, a
concavidade da curva da linha elástica é para baixo. E para quando o momento é nulo, temos o ponto de
inflexão, que é quando há a mudança do sentido da concavidade da curva (Figura 3).
Figura 3 – Exemplo de como esboçar a linha elástica
Fonte: elaborado com base em Hibbeler, 2015.
1.3 EXEMPLO
Exemplo 1: (Hibbeler, 2015) uma tira de aço L2 com 3 mm de espessura e 50 mm de largura é curvada até
formar um circular de 15 m de raio. Determine a tensão de flexão máxima na tira.
Solução: organizando os dados:
Como a tira é de aço, em uma tabela de propriedades dos materiais, temos que:
Utilizando a equação (4.1).
Mas sabemos que:
Exemplo 2: desenhe um esboço da linha elástica da viga da figura.
Fonte: Martha, 2017.
Solução: para pino e rótula não temos variação em y. Desenhando o gráfico de momento fletor.
Fonte: Martha, 2017.
Como o momento é positivo em toda a viga, a concavidade da curva da linha elástica é para cima. Como o
carregamento pontual é bem maior que a resultante da força distribuída, podemos esboçar a linha elástica,
como:
Fonte: Martha, 2017.
TEMA 2 – EQUAÇÃO DA LINHA ELÁSTICA
A linha elástica, sendo uma curva, pode ser representada através de uma função.
Fazendo substituições, chega-se à equação que gerará a equação da linha elástica, uma equação diferencial
de segunda ordem.
(4.2)
Se a rigidez a flexão for constante na viga, pode ser usado:
(4.3)
(4.4)
(4.5)
Se a viga tiver carregamentos diferentes, ao longo da viga, por exemplo, no início da viga, uma carga
distribuída e no final dela uma carga concentrada, pode-se usar várias funções (vários x), uma para cada parte
da viga. Lembrando que a convenção é a mostrada na Figura 4.
Figura 4 – Convenção de sinais positivo
Fonte: Hibbeler, 2015.
2.1 CONDIÇÕES DE CONTINUIDADE
Quando as condições de contorno não são suficientes para achar a equação da linha elástica, pode ser
usado condições de continuidade. Se na viga for usado mais de uma função para a linha elástica, nos pontos de
mudança de função, a deflexão e a inclinação devem ser as mesmas para o determinado ponto pelas duas
funções.
2.2 CONDIÇÕES DE SIMETRIA
Se uma viga é simétrica, a inclinação da linha elástica no seu ponto médio será nula.
2.3 EXEMPLOS
Exemplo 1: (Hibbeler, 2015) determine a equação da linha elástica para a viga utilizando a coordenada x
válida para 0 x L/2. Especifique a inclinação em A e a deflexão máxima da viga. EI é constante.
Solução: como a única força concentrada P está equidistante dos dois apoios, as duas reações de apoio em
y serão iguais com valor P/2. Nesta viga, faremos duas seções, uma antes de P e outra depois de P. Com isso,
vamos fazer o diagrama de momento fletor.
1ª seção:
2ª seção:
Pelas condições de contorno, sabemos que quando x = 0; y =0.
Neste caso, pode-se usar a condição de simetria, para x = L/2; dy/dx=0.
Portanto, pode-se escrever a equação da linha elástica como:
Para achar a inclinação em A, sabemos que em A x = 0.
A deflexão máxima será no meio da viga.
Exemplo 2: (Beer et al., 2015) para a viga e o carregamento mostrados, sabendo que a = 2 m, w = 50 kN/m
e E = 200 GPa, determine (a) a inclinação no apoio A, (b) a deflexão no ponto C (I = 84,9 . 106mm4).
Solução: calculando as reações de apoio, temos que:
A viga terá duas seções, uma entre AC e outra entre CB.
Seção AC:
Pelas condições de contorno, sabemos que quando x = 0; y =0.
Seção CB:
Pelas condições de contorno, sabemos que quando x = 6-2 = 4; y =0.
Pelas condições de continuidade sabemos que quando xAC = a e xCB =0; dy/dx=dy/dx =0 e y=y.
(a)A inclinação em A (x = 0).
(b) a deflexão no ponto C (x = 2).
TEMA 3 – MÉTODO DA SUPERPOSIÇÃO
Quando a viga está sujeita a várias forças concentradas e distribuídas, geralmente, é mais simples utilizar o
método da superposição para realizar o cálculo da deflexão e da inclinação. A Erro! Fonte de referência não
encontrada. mostra como o princípio da superposição funciona.
Fonte: elaborado com base em Beer et al, 2015.
3.1 TABELAS COM INCLINAÇÕES E DESLOCAMENTOS DE VIGAS
Alguns resultados já são tabulados para facilitar os cálculos. As tabelas com a inclinação, deflexão máxima e
curva da linha elástica para vigas simplesmente apoiadas e em balanço com vários tipos de carregamentos
podem ser vistas na Figura 5 e na Figura 6.
Figura 5 – Inclinações e deslocamentos de vigas simplesmente apoiadas
Fonte: elaborado com base em Hibbeler, 2015.
Figura 6 – Inclinações e deslocamentos de vigas em balanço
Fonte: elaborado com base em Hibbeler, 2015.
3.2 EXEMPLOS
Exemplo 1: (Beer et al., 2015) para a viga em balanço e o carregamento mostrados na figura, determine a
inclinação e a deflexão na extremidade C. Use E = 200GPa e I = 2,52 . 10-6 m4.
Solução: usando o princípio da superposição:
1ª viga:
Usando a Figura 6, achamos a equação da inclinação e da curva da linha elástica para essa viga com esse
tipo de carregamento, para a porção AB da viga.
Substituindo pelos valores que temos:
A porção BC não muda a inclinação.
2ª viga:
Usando a Figura 6, achamos a equação da inclinação e da curva da linha elástica para essa viga com esse
tipo de carregamento, para a porção AB da viga.
Substituindo pelos valores que temos:
Pelo princípio da superposição:
Exemplo 2: (Hibbeler, 2015) a viga simplesmente apoiada com perfil W360 x 64 feita de aço A-36 é
submetida à carga mostrada na figura. Determine a deflexão em seu centro C.
Solução: como a viga é de aço A-36, E = 200 GPa, e o momento de inércia para o perfil W360 x 64 é I =
179. 106 mm4, portanto:
Pelo princípio da superposição, vamos dividir a viga para duas vigas com carregamento mais simples.
1ª viga:
Vamos achar na Figura 5 a equação de deflexão.
Substituindo pelos valores que já conhecemos:
2ª viga:
Vamos achar na Figura 5 a equação de deflexão.
Substituindo pelos valores que já conhecemos:
Pelo princípio da superposição:
TEMA 4 – VIGAS E EIXOS ESTATICAMENTE INDETERMINADOS: MÉTODO
DA INTEGRAÇÃO
Já vimos como resolver problemas de eixos estaticamente indeterminados para elementos com carga axial.
Aqui, vamos ver como resolver outras vigas e eixos estaticamente indeterminados e não apenas as de elementos
com carga axial.
Uma viga ou um eixo são classificados como estaticamente indeterminados quando não é possível achar as
reações de apoio apenascom as equações de equilíbrio. A Figura 7 mostra uma viga que possui quatro reações
de apoio para três equações de equilíbrio.
Figura 7 – (a) Viga estaticamente indeterminada e (b) suas reações de apoio
Fonte: Hibbeler, 2015.
A reação, ou as reações, de apoio a mais na viga, como a da Figura 7, são chamadas de redundantes
estática. A reação redundante, para ser determinada, é necessária uma análise, se a reação for retirada e o viga
ainda for estável e em equilíbrio, essa será a reação redundante. Na Figura 7, essa poderia ser Ay, MA ou By, já se
Ax fosse retirada e viga, não mais estaria em equilíbrio, portanto, ela não pode ser a reação redundante.
4.1 MÉTODO DA INTEGRAÇÃO
Esse método é semelhante ao estudado no tópico 2 desta etapa. Para um ponto a uma distância x do ponto
A, ou de uma força, achamos o momento fletor M(x). Fazendo a integração, achamos uma equação para θ e
uma para y. As constantes C1 e C2 serão achadas através das condições de contorno, e/ou condições de
simetria. Esse método é mais apropriado para quando apenas um x é utilizado para achar a linha elástica da
viga.
4.2 EXEMPLOS
Exemplo 1: (Beer et al., 2015) determine a reação em A e desenhe o diagrama do momento fletor para a
viga e o carregamento mostrados na figura.
Solução: substituindo os apoios pelas reações de apoio.
Como a viga é simétrica:
Fazendo uma seção a uma distância x do ponto A.
Condições de contorno. Para A:
Condições de simetria.
Portanto:
Com isso, conseguimos montar o diagrama de momento fletor.
Exemplo 2: (Hibbeler, 2015) determine as reações nos apoios A, B e C; em seguida, trace os diagramas de
força cortante e momento fletor. EI é constante.
Solução: substituindo os apoios pelas reações de apoio.
Fazendo uma seção a uma distância x do ponto A.
Condições de contorno. Para A:
Condições de contorno. Para B:
Igualando com o que achamos no início do problema.
Para fazer o gráfico, vamos achar as equações do momento e da cortante para cada trecho:
Trecho AB:
Trecho BP:
Com isso, conseguimos montar os diagramas.
TEMA 5 – VIGAS E EIXOS ESTATICAMENTE INDETERMINADOS: MÉTODO
DA SUPERPOSIÇÃO
Assim como para encontrar a linha elástica, pode ser usado o método da superposição, esse método
também pode ser usado para achar as reações de apoio de uma viga ou eixo estaticamente indeterminados.
A primeira coisa a fazer é identificar as reações redundantes, uma dessas reações redundantes será
transformada em força (ou momento) com valor desconhecido, a viga agora deverá ser uma viga determinada,
como pode ser visto na Figura 8. Aplicando o método da superposição, a primeira viga será a viga determinada
criada, com o carregamento original aplicado, e a segunda será a viga determinada criada com a força gerada
pela reação redundante.
Viga estaticamente indeterminada pelo método da superposição
Fonte: Beer et al, 2015.
Outra coisa importante que deve ser observada na Figura 8 é que o deslocamento final do ponto onde
havia uma reação de apoio que foi transformada em força deve ser nula, ou seja, para o exemplo yB=0.
Caso a transformação de uma reação redundante não seja o suficiente para gerar uma viga determinada,
pode-se transformar mais reações redundantes.
5.1 Exemplos
Exemplo 1: (Beer et al., 2015) para a viga mostrada, determine a reação em B.
Solução:temos quatro reações de apoio e duas equações de equilíbrio, portanto, vamos escolher duas
reações redundantes, as do apoio B. Esta é uma viga estaticamente indeterminada do segundo grau.
Usando a Figura 6 para a 1ª viga.
Usando a Figura 6 para a 2ª viga.
Usando a Figura 6 para a 3ª viga.
Agora vamos ver as condições de contorno. Para a extremidade B que na figura original é engastada temos:
Portanto:
Exemplo 2: (elaborado com base em Gere; Goodno, 2017) uma viga continua ABC com dois vãos
diferentes, um de comprimento L e outro de comprimento 2L, suporta um carregamento uniforma de
intensidade q (veja a figura). Determine as reações RA RB e RC para essa viga.
Solução: neste problema, temos três reações e duas equações de equilíbrio. Esta é uma viga estaticamente
indeterminada do segundo grau.
Usando a Figura 5 para a 1ª viga.
Como o L da tabela é para a viga inteira, substituiremos L por 3L.
Para o ponto B, x = L.
Usando a Figura 5 para a 2ª viga.
Como o L da tabela é para a viga inteira, substituiremos L por 3L.
b=2L
Para o ponto B, x = L.
Uma das condições de contorno do ponto B é y = 0.
Agora usando as equações de equilíbrio:
FINALIZANDO
Nesta etapa, aprendemos sobre deflexão e inclinação em vigas, como calcular a deflexão em qualquer
ponto da viga, usando dois métodos, o da integração e o da superposição. Usamos esses mesmos dois métodos
para achar as reações de apoio de vigas estaticamente indeterminadas. Foram feitos exemplos dos assuntos
apresentados, mas para melhor fixar o conteúdo, faça mais exercícios dos assuntos desta etapa.
REFERÊNCIAS
BEER, F. P. et al. Mecânica dos Materiais. 7. ed. Porto Alegre: AMGH Editora LTDA, 2015.
GERE, J. M.; GOODNO, B. J. Mecânica dos Materiais. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2017.
HIBBELER, R. C. Resistência dos Materiais. 7. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil LTDA, 2015.
MARTHA, L. F. Ftool: A Frame Analysis Educational Software. Rio de Janeiro: 2017. Disponível em:
<http://www.tecgraf.puc-rio.br/~lfm>. Acesso em: 2 set. 2022.

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