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@ O A B A I V O U E U - X X X V I I I E X A M E D E O R D E M
S E J A A P R O V A D O C O M O @ O A B A I V O U E U
E S T U D E C O M D I R E Ç Ã O E I N T E L I G Ê N C I A
A S M E L H O R E S D I C A S P A R A S U A A P R O V A Ç Ã O
L I V R O 0 1
Licensed to Monique Campos - moniqueecampos61@gmail.com - 09074173454
DE
 C
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IC
E
Nós, do OABaivouEU, após o sucesso ABSOLUTO do
"DICAS MATADORAS", nosso material de reta final,
elaboramos o nosso novíssimo material de DICAS
OABENÇOADAS para que você consiga obter o
máximo de resultado durante a sua preparação.
Com ele, você irá, dia após dia e sem enrolação,
aprender de forma prática e direta os conceitos e
institutos dos temas que mais caem na prova da
OAB!
Agora você pode estudar os temas diários propostos
no cronograma diretamente das DICAS
OABENÇOADAS, fato que, com certeza, turbinará o
seu aprendizado e te deixará ainda mais perto da
aprovação!
DIA 101
11
25
49
54
DIA 2
DIA 3
DIA 4
DIA 5
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1 
 
DICAS OABENÇOADAS 
AS MELHORES DICAS RUMO À APROVAÇÃO NA OAB XXXVIII
DIREITO CONSTITUCIONAL 
DICA DO DIA 01 
1. TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
O constitucionalismo foi um movimento, que 
tinha como objetivo limitar o poder do estado, 
garantir os direitos fundamentais e buscar a 
separação dos poderes, em face do 
absolutismo. 
Tal movimento vai muito mais além do que 
conferir constituições aos estados, até porque 
estas já existiam materialmente, mas não 
possuíam força para garantir os direitos que a 
sociedade precisava, assim como para separar 
as funções estatais e romper com os ideais 
absolutistas da época. 
CONSTITUCIONALISMO ANTIGO: Ocorreu entre 
a idade clássica até o fim do século. XVII. No 
início do constitucionalismo antigo tinha-se a 
limitação do poder estatal por dogmas 
religiosos, o que originou o Estado Teocrático. 
Em um segundo momento, nas cidades-estados 
gregas (Carta Magna 1215), as constituições 
eram consuetudinárias, pois tinham como base 
costumes e precedentes judiciais. Caracteriza-se 
pela existência de direitos perante um monarca 
limitando seu poder. 
CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO OU LIBERAL: 
Inicia do fim do século XVIII e permanece até o 
fim da 1ª Guerra Mundial. 
Uma das suas principais características é o 
surgimento das constituições escritas. 
Momento em que surgiu a 1ª constituição dos 
EUA (1787), na França surgiu com o liberalismo 
em 1789 (a primeira constituição escrita da 
França foi em 1791) e com a Declaração dos 
Direitos do Homem e do Cidadão. 
A Declaração do Homem e do Cidadão traz as 
matérias que devem ser matéria expressa em 
qualquer constituição, como a separação dos 
poderes, direitos fundamentais e estrutura do 
estado. 
No constitucionalismo Clássico, o Estado era 
Liberal/de Direito, o qual limitava os direitos 
que o soberano tinha em seu poder. 
Surgiu os direitos da Primeira geração, ou seja, 
os direitos relacionados a liberdade (direitos 
civis e políticos). 
CONSTITUCIONALISMO MODERNO OU SOCIAL: 
Inicia com o fim da 1ª Guerra Mundial e vai até 
o fim da 2ª Guerra Mundial. 
Com a crise do liberalismo econômico, no final 
do século XIX, os constitucionalistas modernos 
deram ênfase a 2º geração dos direitos 
fundamentais, tendo como modelo a 
Constituição do México de 1917 e a de Weimar 
de 1919. 
Neste momento surge o ESTADO SOCIAL, o qual 
se caracteriza pelo abandono de um estado 
abstencionista e o surgimento de um estado 
que implementa a igualdade e que intervém 
em inúmeras questões que antes eram deixas a 
livre iniciativa. 
CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO: 
inicia com o fim da 2º Guerra Mundial. 
Tem como uma das suas características a 
garantia jurisdicional da supremacia da 
Constituição, o surgimento da 3ª geração dos 
direitos fundamentais. 
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2 
 
No constitucionalismo Contemporâneo surge 
duas concepções: o neoconstitucionalismo, e o 
pós-positivismo. 
O neoconstitucionalismo tem como 
fundamento a dignidade da pessoa humana. O 
Estado constitucional de Direito é o seu marco 
histórico, a legalidade se subordina a 
constituição, é o chamado força normativa da 
constituição. 
 
Diferença entre Constitucionalismo/ 
Jusnaturalismo X Positivismo X Pós-Positivismo 
X Neoconstitucionalismo 
Jusnaturalismo: Para o Jusnaturalismo, o direito 
é algo natural e anterior ao ser humano, 
devendo seguir sempre aquilo que condiz aos 
valores da humanidade (direito à vida, à 
liberdade, à dignidade, etc) e ao ideal de justiça. 
O Jusnaturalismo ou direito natural é aquele que 
o homem já nasce sendo este imutável. 
Positivismo: Representa a ultra valorização da 
lei, além de separar o direito e a moral. 
Pós-Positivismo: Surge para aperfeiçoar o 
positivismo e ponderar a relação entre direito e 
ética com o intuito de dar aos princípios jurídicos 
caráter normativo. 
Neoconstitucionalismo: visa refundar o direito 
constitucional com base em novas premissas, 
como a difusão e o desenvolvimento da teoria 
dos direitos fundamentais e a força normativa 
da constituição 
Sentidos da Constituição: Em regra, todo Estado 
tem uma constituição, que a regulamentação e 
a forma que o estado deve ser, deve ser 
organizado. 
SENTIDO SOCIOLÓGICO DA CONSTITUIÇÃO 
(FERDINAND LASSALLE):Para Lassalle a 
constituição deve ser puro reflexo da sociedade, 
a qual adota. NÃO É FORMA DE DEVER SER, 
MAS DE SER. 
Os fatores reais do poder (a sociedade) é quem 
possui força ativa e eficaz de informar quais leis 
são necessárias, do contrário, as constituições 
escritas se tornaram ineficazes e passarão a ser 
uma mera folha de papel. 
SENTIDO POLÍTICO (CARL SCHIMITT): Para 
Schimitt a constituição é uma decisão política 
fundamental, ou seja, é um conjunto de normas 
que disciplinam sobre o modo e a forma de 
existência de um Estado. As outras normas que 
formalmente estão inseridas neste conjunto, 
mas que não tratam sobre esses temas, são leis 
constitucionais e não constituição. 
SENTIDO JURÍDICO (HANS KELSEN): Para Kelsen 
a verdadeira constituição está dissociada de 
qualquer fundamento político, filosófico ou 
sociológico. A constituição é uma norma, ela 
descreve como as coisas DEVEM SER e não a 
maneira real de ser das coisas. (VEJA QUE 
DIFERE DO CONCEITO SOCIOLÓGICO) 
Para Kelsen, a Constituição posta, a constituição 
em si, é a norma suprema (sentido jurídico-
positivo), pois é dela que todas as outras leis 
devem tirar a sua validade. Contudo, além de 
uma constituição posta há ainda uma 
pressuposta (sentido lógico-jurídico), é a 
verdadeira norma hipotética fundamental, é a 
norma que serve de fundamento de validade 
para a própria constituição. 
SENTIDO CULTURA (KONRAD HESSE E 
HABERLE): A constituição é uma norma aberta 
em correlação aos fatos sociopolíticos, sempre 
disposta a conectar a realidade com o texto 
constitucional, para que este de fato possua 
força normativa. 
Existe inúmeras formas de classificar as 
constituições, vejamos algumas delas: 
 
NEOCONSTITUCIONALISMO 
Marco Histórico Estado de Direito 
Marco Filosófico Pós-Positivismo 
Marco Teórico Força Normativa da 
Constituição 
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3 
 
QUANTO AO CONTEÚDO 
 
 
 
 
MATERIAL 
Conjunto de normas, 
escritas ou 
costumeiras, onde o 
importante é o 
conteúdo delas, e 
não a fonte 
normativa em que 
veiculadas. 
 
 
 
 
FORMAL 
Conjunto de normas 
que, 
independentemente 
do conteúdo, 
consideram-se 
constitucionais, pois 
estão inseridas em 
ato escrito dotados 
de hierarquia jurídica 
superior 
 
 
QUANTO A FORMA 
 
ESCRITA/DOGMÁTICA 
formalizada em um 
texto escrito. 
 
 
NÃO 
ESCRITA/HISTÓRICA 
não há texto único 
centralizado. É 
baseada, muitas 
vezes, pelos 
costumes e 
jurisprudência do 
país. 
 
 
QUANTO A ESTABILIDADE 
FLEXÍVEL 
 
é alterada da mesma 
formaque as leis 
inferiores. 
SEMIRÍGIDA 
 
uma parte é flexível e 
outra é rígida. 
RÍGIDA a sua alteração é mais 
rígida do que as leis 
inferiores 
SUPER-RÍGIDA uma parte é rígida e 
outra é imutável, ou 
seja, não pode ser 
modificada de modo 
algum 
IMUTÁVEL : todo o texto é 
imutável. 
 
 
QUANTO Á ORIGEM 
OUTORGADA 
 
Imposta por 
quem está com 
detenção do 
poder 
PROMULGADA 
 
Elaborada com 
participação 
popular 
CESARISTA(BONAPATIST
A) 
 o soberano 
elabora o texto 
e, 
posteriormente
, o submete a 
um referendo 
popular. 
PACTUADA(DUALISTA) elaborada POR 
MEIO de um 
pacto realizado 
entre os 
detentores do 
poder político. 
 
 
QUANTO Á VOLUNTARIEDADE 
HETERÔNOMA 
 
É elaborada por 
um pais 
diferente de 
onde será 
executada 
AUTÔNOMA É Elaborada pelo 
próprio país que 
será executada. 
 
 
QUANTO A DOGMÁTICA 
ORTODOXA 
 
Formada por uma 
só ideologia 
ECLÉTICA Formada por 
várias ideologias. 
 
 
 
 
QUANTO À FINALIDADE 
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4 
 
DIRIGENTE/ANALÍTICA 
 
Estabelece um 
projeto de estado 
para o futuro 
GARANTIA Garante buscar a 
liberdade e 
limitar o poder. 
BALANÇO descreve e 
registra a 
organização 
política atual, 
estabelecida 
 
 
Podemos classificar a CF/88 em PRAFED(ê) 
Promulgada 
Rígida 
Autônoma 
Formal 
Escrita 
Dogmática 
 
2. PODER CONSTITUINTE 
O QUE DEVO SABER: 
PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO: O poder 
constituinte originário é inicial, ilimitado, 
incondicionado, é soberano, autônomo e 
permanente. 
• Inicial: inicia a ordem jurídica. Não há 
nenhuma força jurídica acima dele, pois o 
Direito Natural não é aceito por essa concepção 
• Autônomo: não convive com nenhuma força 
jurídica de mesma hierarquia. 
 • Incondicionado ou ilimitado juridicamente: 
não há nenhuma força jurídica nem superior, 
nem de mesma hierarquia para limitar o Poder 
Constituinte. 
Para maioria dos doutrinadores é um poder de 
fato. 
O poder constituinte tem Limites? Depende. 
Para os Positivistas não. Contudo, a doutrina 
moderna entende que está concepção está 
refutada, pois existe os limites transcendentes, 
iminentes. 
Os Limites transcendentes estão relacionados 
ao Poder Constituinte Material (Relacionado a 
matéria), são direitos que toda uma sociedade já 
conquistou e que deve transcender a próxima, 
ainda que surja uma nova constituição. EX: 
Direitos Fundamentais conexos com a dignidade 
da pessoa humana. É o princípio da proibição do 
retrocesso (Efeito Cliquet). 
Já os imanentes estão relacionados ao Poder 
Constituinte formal, ou seja, a configuração do 
estado, como a soberania e forma do estado. 
OBS: Não pode LEI ESTADUAL prevê 
prerrogativa de foro no Tribunal de Justiça para 
o PGE. 
PODER CONSTITUINTE DERIVADO: É o poder 
de modificar a constituição, assim como o de 
criar as constituições estaduais. 
 
Poder constituinte derivado reformador- é 
poder de modificar a constituição 
FORMALMENTE, por meio do Congresso 
Nacional, mediante o poder legislativo. 
 
As alterações constitucionais poderão ocorrer 
FORMALMENTE, por meio da revisão 
constitucional e das emendas constitucionais. 
 
 Revisão constitucional (rito do art. 3º do ADCT): 
é uma reforma geral, global, de uma vez só se 
reforma todo o texto. 
Art. 3º. A revisão constitucional será realizada 
após cinco anos, contados da promulgação da 
Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos 
membros do Congresso Nacional, em sessão 
unicameral. 
Essa revisão ocorreu em 1993, motivo pelo qual 
o STF entende não ser possível nova revisão 
constitucional: a norma do art. 3º do ADCT teve 
sua APLICABILIDADE ESGOTADA e EFICÁCIA 
EXAURIDA, de forma a NÃO ser mais possível 
nova manifestação do poder constituinte 
derivado revisor. 
 
Emendas constitucionais (rito do art. 60 da 
CF/88): dizem respeito a reformas pontuais, por 
temas. 
Existe 3 tipos de emendas: 
Inclusiva- Inclui dispositivo novo. 
Supressiva- Retira dispositivo 
Híbrida- Inclusiva + supressiva. 
 
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5 
 
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada 
mediante proposta: 
I - De um terço, no mínimo, dos membros da 
Câmara dos Deputados ou do Senado Federal ;( 
é ou um ou outro ta?) 
II - Do Presidente da República (o VICE-
PRESIDENTE NÃO PODE) 
III - de mais da metade das Assembleias 
Legislativas das unidades da Federação, 
manifestando-se, cada uma delas, pela maioria 
relativa de seus membros. 
 
Limitações ao poder de reforma: 
 
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na 
vigência de intervenção federal, de estado de 
defesa ou de estado de sítio (Limitações 
circunstanciais) 
 
CUIDADO: É VEDADO EMENDAR A 
CONSTITUIÇÃO NA VIGÊNCIA DO ESTADO DE 
SÍTIO E NÃO PROMOVER/PROPOR A EMENDA. 
Para que o estado de sítio entre em vigor faz-se 
necessário autorização do CN, ou seja, é 
vedado emendar a CF na vigência do estado de 
sítio e não no momento em que o Presidente 
formaliza a proposta e ainda está esperando a 
autorização do CN. 
 
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada 
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, 
considerando-se aprovada se obtiver, em 
ambos, três quintos dos votos dos respectivos 
membros (Limitações formais) 
Obs. Os Legitimados a propor a PEC também 
fazem parte das limitações formais. 
 
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada 
pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal, com o respectivo número de 
ordem. 
 
OBS: QUEM PROMULGA E PUBLICA AS EC SÃO 
AS MESAS. NÃO É UMA OU OUTRA, SÃO AS 
DUAS. 
 
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta 
de emenda tendente a abolir: (LIMITAÇÕES 
MATERIAIS EXPRESSAS/CLAUSULAS PETREAS) 
I - A forma federativa de Estado; 
II - O voto direto, secreto, universal e periódico; 
III - a separação dos Poderes; 
IV - Os direitos e garantias individuais. 
 
Obs. Limitações Materiais IMPLÍCITAS 
As que dizem respeito à forma de criação de 
norma constitucional, bem como as que 
impedem a pura e simples supressão dos 
dispositivos atinentes à intocabilidade dos 
temas já elencados, tais como: A titularidade 
do poder, o exercício do Poder de Reforma, o 
procedimento das Emendas, a República e o 
Presidencialismo, o Próprio rol das cláusulas 
pétreas, pois não se adota o critério da dupla 
modificação 
 
§ 5º A matéria constante de proposta de 
emenda rejeitada ou havida por prejudicada não 
pode ser objeto de nova proposta na mesma 
sessão legislativa. 
 
As cláusulas pétreas poderão ser objeto de 
emendas constitucionais quando estas 
possuírem o intuito de ampliar ou sofisticar 
(não de eliminar) os assuntos relacionados no 
60, §4º, CF. Exemplo: EC 45/2004, art. 5º, 
LXXVIII, CF: direito à razoável duração do 
processo. 
 
Poder constituinte derivado decorrente- é o 
poder de criar e modificar as constituições 
estaduais. É um poder limitado, condicionado, 
de segundo grau, pois deve observar, como 
regra geral, as limitações materiais impostas ao 
poder constituinte decorrente inicial, além 
daquelas estatuídas pela própria Constituição 
Estadual 
 
As constituições Estaduais devem observar 
certos limites constitucionais em respeito ao 
princípio da simetria, esses limites são divididos 
em categoria de PRINCÍPIO. 
 
1-PRINCÍPIOS SENSÍVEIS- Essência da 
organização constitucional federativa (Art. 34, 
VIII da CF: hipóteses que admitem intervenção_ 
2-PRINCÍPIOS EXTENSÍVEIS-Normas 
organizatórias da União que se estendem aos 
Estados, por previsão constitucional expressa 
ou implícita; 
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6 
 
3- PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS- Normas já 
ESTABELECIDA S na Constituição sobre Estados 
e DF 
 
Art. 25 da CF- Os Estados organizam-se e regem-
se pelas Constituições e leis que adotarem, 
observados os princípios desta Constituição. § 
1º - São reservadas aos Estados as competências 
que não lhes sejam vedadas por esta 
Constituição. 
 
Não há que se falar em reprodução obrigatória 
de cláusulas pétreasnas Constituições 
Estaduais, todavia, norma da constituição 
Estadual não pode atentar contra as mesmas. 
Elas PODEM ser reproduzidas, mas não existe 
obrigatoriedade. 
 
- A Constituição Estadual não pode trazer 
hipóteses de intervenção estadual diferentes 
daquelas que são elencadas no art. 35 da 
Constituição Federal. As hipóteses de 
intervenção estadual previstas no art. 35 da 
CF/88 são taxativas. Caso concreto: STF julgou 
inconstitucionais os incisos IV e V do art. 25 da 
Constituição do Estado do Acre, que previa que 
o Estado-membro poderia intervir nos 
Municípios quando: IV – se verificasse, sem justo 
motivo, impontualidade no pagamento de 
empréstimo garantido pelo Estado; V – fossem 
praticados, na administração municipal, atos de 
corrupção devidamente comprovados. STF. 
Plenário. ADI 6616/AC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgado em 26/4/2021 (Info 1014). 
 
Art. 35 da CF O Estado não intervirá em seus 
Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto 
quando: 
I - Deixar de ser paga, sem motivo de força 
maior, por dois anos consecutivos, a dívida 
fundada; 
II - Não forem prestadas contas devidas, na 
forma da lei; 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da 
receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino; 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da 
receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino e nas ações e 
serviços públicos de saúde 
IV - O Tribunal de Justiça der provimento a 
representação para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual, ou 
para prover a execução de lei, de ordem ou de 
decisão judicial 
 
PODER CONSTITUINTE DIFUSO: O poder 
constituinte difuso, por meio da mutação 
constitucional, poderá dar um novo sentido a 
constituição, sem alterar seu texto, sem 
reforma, sem processo legislativo, apenas 
modificando informalmente o seu sentido. 
 
A mutação constitucional é feita indiretamente 
pela população, pois de acordo com a evolução, 
novos costumes, novas práticas, nova realidade 
cultural, a sociedade pressiona o judiciário para 
que seja dado novo sentido a constituição, mas 
sem modifica-la. 
 
#olhaolinkmental 
Mutação X OVERRULING: A mutação 
Constitucional é a alteração na interpretação ou 
no sentido de um texto constitucional, em razão 
das transformações da realidade social. O 
overruling é a superação de um precedente, sem 
a modificação fática na realidade, mas pelo 
amadurecimento da corte sobre o direito 
aplicado anteriormente. 
 
CONSTITUCIONALIZAÇÃO SUPERVINIENTE: 
Ocorre quando uma norma originalmente 
inconstitucional é constitucionalizada em razão 
do surgimento de uma nova constituição. Ela 
não é aceita no nosso ordenamento. 
 
Obs. O poder constituinte supranacional busca 
a sua fonte de validade na cidadania universal, 
no pluralismo de ordenamentos jurídicos, na 
vontade de integração e em um conceito 
remodelado de soberania. 
 
RECEPÇÃO E DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO: 
 
Recepção: Quando surge uma nova 
constituição, dois fenômenos ocorrem em 
relação às normas infraconstitucionais 
anteriores. Primeiro as que forem 
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7 
 
materialmente compatíveis são recepcionadas; 
as que forem materialmente incompatíveis não 
são recepcionadas. As que são recepcionadas 
perdem o fundamento de validade antigo e 
ganham um novo fundamento de validade, elas 
deixam de constitucionais, afinal a nova 
constituição acabou de surgir, não teria como 
ela ser uma norma constitucional. 
A incompatibilidade formal superveniente (a 
norma era formalmente constitucional perante 
a constituição anterior, mas deixou de ser 
perante a nova) não impede a recepção, mas 
faz com que a norma adquira uma nova 
roupagem, um novo status. 
 
Para ocorrer a RECEPÇÃO a lei precisa: ter 
compatibilidade formal e material perante a 
Constituição sob cuja regência ela foi editada 
(no ordenamento anterior); ter compatibilidade 
somente material, pouco importando a 
compatibilidade formal, com a nova 
Constituição. 
 
Obs: A incompatibilidade FORMAL 
superviniente não impede a recepção( estamos 
falando de uma lei, mas faz com que a norma 
adquira uma nova roupagem. Ex: Código 
Tributário Nacional. 
 
Existe uma exceção: no caso de normas cuja 
competência era atribuída a entes federativos 
distintos (inconstitucionalidade formal 
orgânica). Nessas hipóteses a recepção só é 
admitida quando a competência anterior era de 
um ente maior e passa a ser de um ente menor, 
por exemplo, a competência era do Município e 
passa a ser do Estado, dessa forma a norma não 
é recepcionada. Por sua vez, no caso, a 
competência fosse da União e passasse a ser dos 
Estados, a lei seria recepcionada. 
 
Desconstitucionalização: É o fenômeno pelo 
qual as normas da Constituição anterior (leis 
constitucionais e não a Constituição 
propriamente dita), desde que compatíveis com 
a nova ordem, permanecem em vigor, mas com 
o status de lei infraconstitucional. ESSA TEORIA 
NÃO É ACEITA NO BRASIL. 
Perceba que a diferença é que a 
desconstitucionalização trata de normas 
constitucionais anteriores e a recepção de 
normas infraconstitucionais. 
 
E o poder adquirido sobre a constituição 
antiga? 
Poder Constituinte Originário é absoluto e, 
portanto, não é possível alegar direito adquirido 
em face de uma nova Constituição. Contudo, em 
face de uma Emenda à Constituição 
(Constituinte Reformador), esse poder é 
limitado e o direito adquirido poderá ser 
arguido, uma vez que se trata de um direito 
fundamental, assegurado expressamente no art. 
5, XXXVI, da CF/88. 
 
Obs. O OABençoado PIRA quando cai direito 
adquirido. 
Segundo o STF NÃO há direito adquirido em 
face de: 
P- Poder constituinte originário 
I- Instituição ou Majoração de Tributos 
R- Regime Jurídico 
A- Atualização monetária (Mudança de 
Moeda) 
Obs: O princípio da interpretação conforme a 
constituição interpreta normas 
INFRACONSTITUCIONAIS e não a constituição 
propriamente dita. É Técnica interpretativa, 
cujo objetivo é preservar a validade da norma, 
evitando que sejam declaradas 
inconstitucionais. A interpretação conforme 
poderá ser: Com redução de texto e sem 
redução de texto. 
 
Presta atenção na seguinte mudança 
Legislativa: 
Quais são os fundamentos da CF: 
SO, CI DI VA PLU 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada 
pela união indissolúvel dos Estados e Municípios 
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado 
Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
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8 
 
I - A soberania; 
II - A cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - Os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; (Vide Lei nº 13.874, de 2019) 
V - O pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, 
que o exerce por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
 
3. DIREITOS POLÍTICOS/NACIONALIDADE: 
O QUE DEVO SABER: 
Espécies de Nacionalidade: 
Nacionalidade primária (adquirida por razão do 
nascimento) 
 Art. 12. São brasileiros: 
I - Natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país (Critério 
territorial) 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro 
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do 
Brasil (Critério sanguíneo) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente ou venham 
a residir na República Federativa do Brasil e 
optem, em qualquer tempo, depois de atingida 
a maioridade, pela nacionalidade brasileira 
(Critério jus sanguinis + residência no Brasil + 
opção pela nacionalidade) 
 
Nacionalidade Secundária (adquirida por 
manifestação de vontade) 
II - Naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos origináriosde países de língua portuguesa apenas 
residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral (Secundária Ordinária) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira (Secundária 
Extraordinária) 
 
NÃO CONFUNDA: A cassação dos direitos 
políticos não se confunde com a perda 
dos direitos políticos. A cassação é 
expressamente vedada pela Constituição 
Federal, proibição estampada em seu Art. 15. 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
 
DECORA: MP3.COM 
 
I - De Presidente e Vice-Presidente da República; 
P1 
II - De Presidente da Câmara dos Deputados; P2 
 III - de Presidente do Senado Federal; P3 
IV - De Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
 V - Da carreira diplomática; 
 
VI - De oficial das Forças Armadas. 
 
 VII - de Ministro de Estado da Defesa 
 
4. PARTIDOS POLÍTICOS 
O QUE DEVO SABER: 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e 
extinção de partidos políticos, resguardados a 
soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismo, os direitos fundamentais da 
pessoa humana e observados os seguintes 
preceitos: 
I - Caráter nacional; 
II - Proibição de recebimento de recursos 
financeiros de entidade ou governo estrangeiros 
ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
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9 
 
IV - Funcionamento parlamentar de acordo com 
a lei. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos 
autonomia para definir sua estrutura interna e 
estabelecer regras sobre escolha, formação e 
duração de seus órgãos permanentes e 
provisórios e sobre sua organização e 
funcionamento e para adotar os critérios de 
escolha e o regime de suas coligações nas 
eleições majoritárias, vedada a sua celebração 
nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade 
de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, 
devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. 
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem 
personalidade jurídica, na forma da lei civil, 
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior 
Eleitoral. 
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo 
partidário e acesso gratuito ao rádio e à 
televisão, na forma da lei, os partidos políticos 
que alternativamente: 
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos 
Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos 
votos válidos, distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação, com um 
mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos 
em cada uma delas; ou 
II - tiverem elegido pelo menos quinze 
Deputados Federais distribuídos em pelo menos 
um terço das unidades da Federação 
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos 
políticos de organização paramilitar. SEMPRE 
CAI 
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os 
requisitos previstos no § 3º deste artigo é 
assegurado o mandato e facultada a filiação, 
sem perda do mandato, a outro partido que os 
tenha atingido, não sendo essa filiação 
considerada para fins de distribuição dos 
recursos do fundo partidário e de acesso 
gratuito ao tempo de rádio e de televisão. 
§ 6º Os Deputados Federais, os Deputados 
Estaduais, os Deputados Distritais e os 
Vereadores que se desligarem do partido pelo 
qual tenham sido eleitos perderão o mandato, 
salvo nos casos de anuência do partido ou de 
outras hipóteses de justa causa estabelecidas 
em lei, não computada, em qualquer caso, a 
migração de partido para fins de distribuição de 
recursos do fundo partidário ou de outros 
fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e 
à televisão. 
§ 7º Os partidos políticos devem aplicar no 
mínimo 5% (cinco por cento) dos recursos do 
fundo partidário na criação e na manutenção de 
programas de promoção e difusão da 
participação política das mulheres, de acordo 
com os interesses 
intrapartidários. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 117, de 2022) 
§ 8º O montante do Fundo Especial de 
Financiamento de Campanha e da parcela do 
fundo partidário destinada a campanhas 
eleitorais, bem como o tempo de propaganda 
gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído 
pelos partidos às respectivas candidatas, 
deverão ser de no mínimo 30% (trinta por 
cento), proporcional ao número de candidatas, 
e a distribuição deverá ser realizada conforme 
critérios definidos pelos respectivos órgãos de 
direção e pelas normas estatutárias, 
considerados a autonomia e o interesse 
partidário. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 117, de 2022) 
 
4. IMUNIDADE PARLAMENTAR 
O QUE DEVO SABER: 
Os membros do poder legislativo possuem 
prerrogativas e não garantias. As prerrogativas 
existem para garantir a liberdade dos 
congressistas ao exercer seu cargo, por isso, elas 
não podem ser renunciadas, pois não 
pertencem a pessoa, mas o cargo. 
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10 
 
Atualmente o STF tem o entendimento de que o 
afastamento do parlamentar suspende as 
imunidades material e formal, mas não afasta a 
prerrogativa de foro. Como regra, durante a 
vigência de estados de anormalidade, os 
parlamentares não perdem as imunidades. 
Apenas durante o estado de sítio as imunidades 
poderão ser suspensas, pelo voto de 2/3 dos 
membros da Casa respectiva, nos casos de atos 
praticados fora do recinto do Congresso, que 
sejam incompatíveis com a execução da medida. 
Art. 53 da CF: Os Deputados e Senadores são 
invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de 
suas opiniões, palavras e votos (Imunidade 
Material/Real/Substantiva ou Inviolabilidade) 
 2º Desde a expedição do diploma, os membros 
do Congresso Nacional não poderão ser presos, 
salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse 
caso, os autos serão remetidos dentro de vinte 
e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo 
voto da maioria de seus membros, resolva sobre 
a prisão. (Imunidade Formal relacionada a 
Prisão/Freedom of arrest) 
OBS: A aprovação pela Casa é condição 
necessária para a manutenção da prisão 
realizada, sendo feita em votação aberta. 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou 
Deputado, por crime ocorrido após a 
diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará 
ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de 
partido político nela representado e pelo voto 
da maioria de seus membros, poderá, até a 
decisão final, sustar o andamento da ação 
(imunidade formal relacionada ao process0) 
Resumo: Imunidade material/ freedom of 
speach 
Dentro do recinto; ABSOLUTA, salvo falta de 
decoro parlamentar 
Fora do Recinto: Tufo que tiver pertinência com 
a atividade parlamentar 
A imunidade material é uma excludente de 
tipicidade. 
 
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão 
obrigados a testemunhar sobre informações 
recebidas ou prestadas em razão do exercício do 
mandato, nem sobre as pessoas que lhes 
confiaram ou deles receberam 
informações. 
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de 
Deputados e Senadores, embora militares e 
ainda que em tempo de guerra, dependerá de 
prévia licença da Casa respectiva. 
 
Prerrogativa de Foro 
Segundo a previsão da CF, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento 
perante o STF, pela prática de qualquer tipo de 
crime. Entretanto, o STF passou a atribuir ao 
texto normativo um entendimento mais 
restritivo, com base na teleologia do instituto e 
nos demais elementos de interpretação 
constitucional. Trata-se da chamada “redução 
teleológica” (Karl Larenz) ou da aplicação da 
técnica da “dissociação” (Riccardo Guastini), que 
consiste em reduzir o campo de aplicação de 
uma disposição normativa a somente uma ou 
algumas das situações de fato previstas por ela 
segundo uma interpretação literal, que se dá 
para adequá-la à finalidade da norma. Nessa 
operação,o intérprete identifica uma lacuna 
oculta (ou axiológica) e a corrige mediante a 
inclusão de uma exceção não explícita no 
enunciado normativo, mas extraída de sua 
própria teleologia. Como resultado, a norma 
passa a se aplicar apenas a parte dos fatos por 
ela regulados. Nesse contexto, só haverá foro 
de prerrogativa de função por delito cometido 
após a diplomação e desde que relacionado ao 
exercício da função. 
São constitucionais dispositivos da Constituição 
do Estado que estendem aos Deputados 
Estaduais as imunidades formais previstas no 
art. 53 da Constituição Federal para Deputados 
Federais e Senadores. A leitura da Constituição 
da República revela, sob os ângulos literal e 
sistemático, que os Deputados Estaduais 
também têm direito às imunidades formal e 
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11 
 
material e à inviolabilidade que foram 
conferidas pelo constituinte aos congressistas 
(membros do Congresso Nacional). Isso porque 
tais imunidades foram expressamente 
estendidas aos Deputados pelo § 1º do art. 27 
da CF/88. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 
5824 MC/RJ e ADI 5825 MC/MT, rel. orig. Min. 
Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, 
julgados em 8/5/2019 (Info 939). 
Não é possível a recondução dos Presidentes da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal 
para o mesmo cargo na eleição imediatamente 
subsequente, dentro da mesma legislatura. 
(STF. Plenário. ADI 6524, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgado em 14/12/2020 (Info 1003).) 
Marco para o fim do foro: término da instrução 
após o final da instrução processual, com a 
publicação do despacho de intimação para 
apresentação de alegações finais, a 
competência para processar e julgar ações 
penais não será mais afetada em razão de o 
agente público vir a ocupar outro cargo ou 
deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o 
motivo. STF. Plenário. AP 937 QO/RJ, Rel. Min. 
Roberto Barroso, julgado em 03/05/2018 (Info 
900). 
Obs. Os Vereados somente gozam de imunidade 
material na circunscrição do Município. As 
Constituições Estaduais ou as respectivas leis 
orgânicas dos municípios não podem 
estabelecer imunidades formais em relação aos 
vereadores, nem ampliar a imunidade material, 
uma vez que a competência para legislar sobre 
direito civil, penal e processual é privativa da 
União. 
As imunidades, inclusive o foro privilegiado, não 
se estendem aos suplementes, a não ser que a 
estejam em seu efetivo exercício. 
Não é possível a recondução dos Presidentes da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal 
para o mesmo cargo na eleição imediatamente 
subsequente, dentro da mesma legislatura. 
 
DIREITO ELEITORAL 
 1ª DICA DO DIA 02 
1. DEMOCRACIA E ESTADO DEMOCRÁTICO DE 
DIREITO. 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Para que possamos compreender o Direito 
Eleitoral faz-se necessário entendermos que a 
democracia é a condição basilar para sua 
existência. 
O direito Eleitoral é um ramo do direito público 
que normatiza o poder do sufrágio popular, 
viabilizando a democracia. 
Para que exista um processo eleitoral confiável 
é preciso a participação dos membros da 
sociedade, em oportunidades iguais e efetivas 
para expressar suas opiniões, ou seja, é 
necessário que exista democracia. 
É claro que o ideal democrático não define a 
realidade democrática e é exatamente por isso, 
que esta vive em constante evolução. 
 A ideia de democracia não se resume aos 
direitos políticos. Não se presta apenas a indicar 
a participação popular no governo ou a 
detenção do poder soberano pelo povo, vai 
muito além disso, abarca também os direitos 
civis, individuais, sociais e econômicos. O 
objetivo maior da democracia dentro do direito 
eleitoral é garantir a normalidade e legitimidade 
do poder inerente ao povo de tomar decisões, 
determinando prioridades e ações no âmbito 
público (sufrágio popular). 
O Estado Democrático de Direito é aquele que 
se submete às normas por ele próprio criadas. É 
aquele que respeita os direitos e garantias 
fundamentais, individuais, políticos, sociais e 
coletivos, é o estado que os cidadãos dele 
participam nas decisões e são os próprios 
destinatários de suas escolhas e nas 
formulações das políticas públicas. 
 
1.1 Espécies de democracia: 
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a) Democracia direta- é o modelo de 
democracia caracterizada pelo exercício do 
poder popular sem a presença de 
intermediários. Modelo que origem na Grécia 
antiga, porém pouco utilizado nos dias de hoje, 
sendo observado sua presença nos cantões da 
suíça. Por ela procura-se realizar o ideal de 
autogoverno, no qual os cidadãos participam 
das decisões governamentais. Pretende-se fazer 
coincidirem as vontades de governantes e 
governados. 
 b) Democracia indireta (Representativa)-
Este modelo é caracterizado pela pouca atuação 
efetiva do povo no poder, uma vez que, a 
população por meio do exercício do sufrágio, 
cabe apenas escolher seus representantes 
políticos. Se desenvolveu na Revolução 
Francesa, estando relacionada aos interesses 
elitistas da nova classe econômica dominante de 
distanciar o povo do exercício do poder. 
 c)Democracia Semidireta (Participativa)- 
Este tipo de democracia é caracterizado pela 
participação direta do povo no exercício do 
poder soberano e pela preservação da 
representação política aliada. 
Neste tipo de democracia a população não 
exerce a soberania popular apenas com a 
eleição dos seus representantes, mas também 
com a sua participação de forma direta na vida 
política do estado, por meio dos institutos do 
plesbicito, referendo e iniciativa popular de lei, 
todos previstos constitucionalmente. 
PERGUNTA: O plebiscito, o referendo e a 
iniciativa popular de lei são as únicas formas de 
soberania popular prevista na Constituição 
Federal? NÃO. O voto, proferido nas eleições, 
pelo povo, também é uma forma de soberania 
popular. 
Em uma democracia participativa, o poder de 
sufrágio é exercido por meio do voto, 
instrumento de materialização do sufrágio 
manifestado nas eleições e nas consultas 
populares (plesbicito e referendo), bem como 
por outros meios de participação direta do povo 
na formação da vontade política do estado, 
como por exemplo, iniciativa popular de lei. 
Mas, o que danado é esse sufrágio? É o poder 
inerente ao povo de participar na gerência da 
vida pública. 
E existe tipos de sufrágio? SIM. Quais? O 
universal, onde poderá ser exercido por todos os 
cidadãos e o restrito, que é quando existe 
restrições ao exercício do poder democrático, 
como por exemplo: sufrágio censitário (leva em 
consideração o grau de riqueza do eleitor), 
sufrágio racial ( restringe em decorrência da 
etnia), sufrágio por gênero (leva em conta o sexo 
do eleitor), entre outros. 
Existe também o sufrágio plural e o singular, o 
primeiro é quando o mesmo indivíduo tem o 
poder de exercer, mais de uma vez, o direito ao 
voto em determinado processo eleitoral, por 
exemplo, um cidadão pode votar duas vezes e o 
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13 
 
outro pode votar apenas uma. Por sua vez, o 
singular, cada cidadão tem direito a um único 
voto. 
E o voto? é a materialização desse poder. O 
instrumento utilizado para exercer esse poder 
E escrutínio? É a forma como se pratica o voto. 
A democracia semidireta/participativa é a 
adotada pelo Brasil, conforme traz a nossa 
CF/88. 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada 
pela união indissolúvel dos Estados e Municípios 
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado 
Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - A soberania; 
II - A cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - Os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; 
V - O pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, 
que o exerce por meio de representanteseleitos ou diretamente, nos termos desta 
Constituição. 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo 
sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, 
mediante: 
I - Plebiscito; 
II - Referendo; 
III - iniciativa popular. 
Resumindo de forma direta e em poucas 
palavras: No Brasil é adotado a democracia 
semidireta, onde o povo, exerce o sufrágio, de 
forma indireta, por meio de representantes 
eleitos ( a população vota), assim como de forma 
direta, por meio de instrumentos, como o 
plebiscito, o referendo e a iniciativa popular de 
lei. 
1.2 PLEBISCITO- 
Consiste na consulta prévia à edição de ato 
legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, 
pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha 
sido submetido. (Lei nº 9.709/98, art. 2 o, § 1 º) 
1.3 REFERENDO- 
É a consulta posterior à edição de ato legislativo 
ou administrativo, cumprindo ao povo a 
respectiva ratificação ou rejeição (Lei no 
9.709/98, art. 2º, § 2º). 
 
1.4 INCIATIVA POPULAR- 
É o poder atribuído aos cidadãos para 
apresentar projetos de lei ao Parlamento, 
desfechando, com essa medida, procedimento 
legislativo que poderá culminar em uma lei. 
 
2. PRINCÍPIOS DO DIREITO ELEITORAL 
O QUE DEVO SABER: 
 
Para interpretação do direito eleitoral e para 
procurar garantir a máxima efetividade de suas 
normas é preciso entender que a Constituição 
Federal de 1988 é a sua fonte primária. A 
constituição Federal de 1988 que estabelece 
princípios e regras fundamentais da democracia, 
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14 
 
além de normas primárias sobre direito da 
nacionalidade, condições de elegibilidade, 
causas de inelegibilidade, sistemas eleitorais, 
hipóteses de perda e suspeição de direitos 
políticos, previsão sobre propositura de ação de 
impugnação de mandato eletivo, além de 
formas gerais sobre funcionamento de partidos 
políticos e organização da justiça eleitoral. 
 
Além da CF/88 existe outras fontes como o 
código eleitoral, a lei das eleições (lei nº 
9.504/1997), lei das inelegibilidades (LC nº 
64/90), resoluções do TSE, consultas a Tse e TER. 
Após essas considerações iniciais, passemos ao 
estudo dos princípios do direito eleitoral. 
a) Princípio da lisura das eleições- Este princípio 
está relacionado na busca da verdade real no 
processo eleitoral, inclusive, admitindo que o 
juiz produza provas de ofício, a fim de formar 
seu convencimento. 
O artigo 23 da Lei Complementar nº 64/90 
dispõe o seguinte: 
Art. 23. O Tribunal formará sua convicção pela 
livre apreciação dos fatos públicos e notórios, 
dos indícios e presunções e prova produzida, 
atentando para circunstâncias ou fatos, ainda 
que não indicados ou alegados pelas partes, 
mas que preservem o interesse público de 
lisura eleitoral. 
Vale destacar a súmula n.18 do TSE: conquanto 
investido de poder de polícia, não tem 
legitimidade o juiz eleitoral para, de ofício, 
instaurar procedimento com a finalidade de 
impor multa pela veiculação de propaganda 
eleitoral em desacordo com a Lei nº 9.504/97.” 
b) Princípio do aproveitamento do voto- Como 
forma de valorizar a soberania popular e sua 
legitimidade, o juiz eleitoral deverá abster-se de 
pronunciar nulidades sem prejuízo, é o chamado 
“in dubio pro voto” 
Art. 219 do Código eleitoral- Na aplicação da lei 
eleitoral o juiz atenderá sempre aos fins e 
resultados a que ela se dirige, abstendo-se de 
pronunciar nulidades sem demonstração de 
prejuízo. 
c)Princípio da celeridade- O processo eleitoral 
como um todo tem como uma das suas 
características principais, a sua celeridade. Os 
prazos recursais, no processo eleitoral, é um 
exemplo desse princípio, pois em regra é de três 
dias, inclusive para recurso extraordinário. 
Art. 97-A da lei da eleições- Nos termos do 
inciso LXXVIII do art. 5º da Constituição 
Federal, considera-se duração razoável do 
processo que possa resultar em perda de 
mandato eletivo o período máximo de 1 (um) 
ano, contado da sua apresentação à Justiça 
Eleitoral. 
§ 1º A duração do processo de que trata o caput 
abrange a tramitação em todas as instâncias da 
Justiça Eleitoral. 
Art. 257 §1º do código eleitoral- A execução de 
qualquer acórdão será feita imediatamente, 
através de comunicação por ofício, telegrama, 
ou, em casos especiais, a critério do presidente 
do Tribunal, através de cópia do acórdão. 
d) Princípio da anualidade- Significa que a lei 
que alterar o processo eleitoral não será 
aplicada, se publicada um ano antes do 
processo eleitoral. 
Art. 16 da CF/88- A lei que alterar o processo 
eleitoral entrará em vigor na data de sua 
publicação, não se aplicando à eleição que 
ocorra até um ano da data de sua vigência. 
#jurisprudêncianovinha 
As regras da Lei 14.356/2022, que permitem o 
aumento de gastos com publicidade dos 
governos federal, estaduais e municipais em 
ano eleitoral, não podem ser aplicadas antes do 
pleito 2022 
É constitucional a modificação dos critérios de 
cálculo para a fixação do limite de gastos com 
publicidade institucional dos órgãos públicos no 
primeiro semestre do ano eleitoral, 
promovendo ajustes na redação do art. 73, VII, 
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15 
 
da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições). Entretanto, 
essa alteração não se aplica ao pleito eleitoral 
de 2022, em razão do princípio da 
anterioridade eleitoral (art. 16 da CF/88). 
A ampliação dos limites para gasto com 
publicidade institucional às vésperas das 
eleições pode afetar significativamente as 
condições da disputa eleitoral, sendo necessário 
postergar, em obediência ao princípio da 
anterioridade eleitoral (art. 16 da CF/88), a 
eficácia de alterações normativas nesse sentido. 
STF. Plenário. ADI 7178/DF e ADI 7182/DF, Rel. 
Min. Dias Toffoli, julgados em 17/12/2022 (Info 
1081). 
e) Princípio da moralidade eleitoral- Esse 
princípio estabelece a possibilidade de análise 
da vida pregressa dos candidatos para fins de 
impugnação do registro de candidaturas 
daqueles que tenham praticado atos violadores 
da conduta ética e ameaçadores da normalidade 
e da legitimidade das eleições. 
 Trata-se de princípio constitucional 
eleitoral expresso no art. 14, §9º, da 
Constituição Federal: 
Art. 14, § 9º. Lei complementar estabelecerá 
outros casos de inelegibilidade e os prazos de 
sua cessação, a fim de proteger a probidade 
administrativa, a moralidade para exercício de 
mandato considerada vida pregressa do 
candidato, e a normalidade e legitimidade das 
eleições contra a influência do poder econômico 
ou o abuso do exercício de função, cargo ou 
emprego na administração direta ou indireta. 
 
3.DIREITOS POLÍTICOS E IMUNIDADES 
O QUE DEVO SABER: 
Os Direitos Políticos são aqueles relacionados 
com a participação política do cidadão na vida 
política do estado. Essa participação poderá ser 
exercida de duas formas: O direito de votar e o 
direito de ser votado. Eles estão regidos pela 
CF/88 como direitos e garantias fundamentais 
do cidadão. 
Art. 2º do Código eleitoral :Todo poder emana 
do povo e será exercido em seu nome, por 
mandatários escolhidos, direta e secretamente, 
dentre candidatos indicados por partidos 
políticos nacionais, ressalvada a eleição indireta 
nos casos previstos na Constituição e leis 
específicas. 
De acordo com a doutrina, esse dispositivo 
retrata o princípio democrático, ao conferir ao 
povo o exercício da soberania. A soberania é 
exercida direita ou indiretamente pelo povo 
brasileiro. O exercício direto da soberania 
remete ao estudo do plebiscito, do referendo e 
da iniciativa popular, que é objeto de legislação 
específica. Já o exercício indireto ou 
representativo da soberania será exercido pelo 
voto, cuja disciplina consta do CE. 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo 
sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, 
mediante: 
I - Plebiscito; 
II- Referendo; 
III - iniciativa popular. 
Quem são os alistáveis? 
Conforme a Constituição federal, § 1º O 
alistamento eleitoral e o voto são: 
I - Obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - Facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos. (NÃO SÃO OS DE 
70 ANOS, MAS OS MAIORES DE SETENTA) 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito 
anos. 
Conforme o código eleitoral em seu art.4º, o 
qual trata da capacidade eleitoral ativa, que é o 
direito de exercer o voto. 
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16 
 
“Art. 4º São eleitores os brasileiros maiores de 
18 anos que se alistarem na forma da lei”. 
Por sua vez, o artigo 6º do código eleitoral traz 
a seguinte redação: 
Art. 6º O alistamento e o voto são obrigatórios 
para os brasileiros de um e outro sexo, salvo: 
I – Quanto ao alistamento: 
a) os inválidos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os que se encontrem fora do país; 
•Inválidos: essa expressão é equivocada, na 
verdade, refere-se à pessoa com deficiência. No 
entanto, o parágrafo primeiro do art. 76 do 
Estatuto da Pessoa com Deficiência estipula 
que “à pessoa com deficiência será assegurado 
o direito de votar e de ser votada...” Ao mesmo 
tempo, dispõe o artigo 1º da Resolução 21.920 
do TSE que “O alistamento eleitoral e o voto 
são obrigatórios para todas as pessoas 
portadoras de deficiência”. 
•Maiores de 70 anos: não apenas o 
alistamento, como o voto são facultativos 
conforme se extrai da CF. 
•Quem se encontra fora do país: quem tiver 
domicílio fora do país deverá votar apenas nas 
eleições presidenciais. 
II – Quanto ao voto: 
a) os enfermos; 
b) os que se encontrem fora do seu domicílio; 
c) os funcionários civis e os militares, em serviço 
que os impossibilite de votar. 
•Enfermos: caso a pessoa esteja doente e não 
possa votar no dia das eleições, terá o prazo de 
60 dias após o pleito para comparecer à Justiça 
Eleitoral e comprovar a situação impeditiva. 
•Fora do domicílio: quem estiver fora do 
domicílio deverá justificar a abstenção, sob pena 
de multa. 
•Funcionários civis/militares impossibilitados 
de votar: deverão justificar a impossibilidade 
perante a Justiça Eleitoral. 
Como podemos perceber existe algumas 
incompatibilidades entre a CF e o código 
eleitoral com relação a quem pode ou não votar, 
tendo inclusive artigos, no código eleitoral, que 
não foram recepcionados pela CF, mas que 
continuam no texto eleitoral e que podem ser 
cobrados pela FGV. 
Por exemplo, conforme o código eleitoral os 
inválidos não são obrigados ao alistamento 
eleitoral. CERTO OU ERRADO? CERTO. A 
questão pergunta, CONFORME O CÓDIGO 
ELEITORAL. 
Quem são os inalistáveis? 
Conforme a constituição federal, art.14§ 2º Não 
podem alistar-se como eleitores os estrangeiros 
e, durante o período do serviço militar 
obrigatório, os conscritos. 
Por sua vez, o art. 5º do Código eleitoral traz 
uma redação diferente: 
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: 
I – Os analfabetos; 
Obs. CF/1988, art. 14, § 1º, II, a: alistamento e 
voto facultativos aos analfabetos. Ac.-TSE nº 
23291/2004: este dispositivo não foi 
recepcionado pela CF/1988. 
II – Os que não saibam exprimir-se na língua 
nacional; 
Obs.V. Res.-TSE nº 23274/2010: este 
dispositivo não foi recepcionado pela CF/1988. 
III – os que estejam privados, temporária ou 
definitivamente, dos direitos políticos. 
Parágrafo único. Os militares são alistáveis, 
desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-
marinha, subtenentes ou suboficiais, sargentos 
ou alunos das escolas militares de ensino 
superior para formação de oficiais. 
Conforme a Constituição Federal, art. 14,§3º: 
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17 
 
 São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
I - A nacionalidade brasileira; 
II - O pleno exercício dos direitos políticos; 
III- O alistamento eleitoral; 
IV - O domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - A filiação partidária 
VI - A idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-
Presidente da República e Senador; 
b) trinta anos para Governador e Vice-
Governador de Estado e do Distrito Federal; 
C) vinte e um anos para Deputado Federal, 
Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-
Prefeito e juiz de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
Quem não pode ser votado? 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis 
(ESTRANGEIROS E CONSCRITOS) e os 
analfabetos. 
5º O Presidente da República, os Governadores 
de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e 
quem os houver sucedido, ou substituído no 
curso dos mandatos poderão ser reeleitos para 
um único período subsequente. 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o 
Presidente da República, os Governadores de 
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos 
devem renunciar aos respectivos mandatos até 
seis meses antes do pleito. (Deputados, 
senadores e vereadores NÃO PRECISAM 
RENUNCIAR) 
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição 
do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou 
por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito 
Federal, de Prefeito ou de quem os haja 
substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e 
candidato à reeleição. 
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as 
seguintes condições: 
I - Se contar menos de dez anos de serviço, 
deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será 
agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da 
diplomação, para a inatividade. 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros 
casos de inelegibilidade e os prazos de sua 
cessação, a fim de proteger a probidade 
administrativa, a moralidade para exercício de 
mandato considerada vida pregressa do 
candidato, e a normalidade e legitimidade das 
eleições contra a influência do poder econômico 
ou o abuso do exercício de função, cargo ou 
emprego na administração direta ou indireta. 
Vimos que o voto é obrigatório certo? Mas, e se 
a pessoa que tem obrigatoriedade de votar não 
vota? O que acontece? 
Conforme o Art. 7º do Código eleitoral: “ O 
eleitor que deixar de votar e não se justificar 
perante o juiz eleitoral até trinta dias após a 
realização da eleição incorrerá na multa de três 
a dez por cento sobre o salário-mínimo da 
região, imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na 
forma prevista no art. 367” 
Este artigo teve a sua redação dada pela lei nº 
4.961/1966, porém a lei nº 6.091/1974 trouxe a 
ampliação desse prazo de justificação para 60 
dias, logo por ela ser posterior é este o prazo que 
deve ser considerado. Contudo, a redação do 
código eleitoral não foi modificada e por isso, 
que coloquei aqui, pois sabemos que a FGV AMA 
uma pegadinha e uma sofrÊncia, mas com o 
OABençoado ela não terá vez! Hahaha 
Por isso, preste atenção na pergunta da questão. 
Resumindo: Em regra, o exercício do voto é 
obrigatório. Em razão disso, se o eleitor não 
votar deverá justificar o voto no prazo de 60 
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18 
 
dias e não de 30 como prevê o CE. Essa regra 
vem insculpida no art. 7º da Lei nº 6.091/1974 
que tem prevalência perante o CE uma vez que 
é lei posterior. 
E se a pessoa não votar e nem justificar seu 
voto? O que acontece? 
§ 1º Sem a prova de que votou na última eleição, 
pagou a respectiva multa ou de que se justificou 
devidamente, não poderá o eleitor: 
I – Inscrever-se em concurso ou prova para cargo 
ou função pública, investir-se ou empossar-se 
neles; 
II – Receber vencimentos, remuneração, salário 
ou proventos de função ou emprego público, 
autárquico ou paraestatal, bem como fundações 
governamentais, empresas, institutos e 
sociedades de qualquer natureza, mantidas ou 
subvencionadas pelo governo ou que exerçam 
serviço público delegado, correspondentesao 
segundo mês subsequente ao da eleição; 
III – participar de concorrência pública ou 
administrativa da União, dos estados, dos 
territórios, do Distrito Federal ou dos 
municípios, ou das respectivas autarquias; 
IV – Obter empréstimos nas autarquias, 
sociedades de economia mista, caixas 
econômicas federais ou estaduais, nos institutos 
e caixas de previdência social, bem como em 
qualquer estabelecimento de crédito mantido 
pelo governo, ou de cuja administração este 
participe, e com essas entidades celebrar 
contratos; 
V – Obter passaporte ou carteira de identidade; 
Obs. a impossibilidade de obtenção do 
passaporte pelo eleitor que não votou, pagou ou 
justificou não será aplicada aos eleitores que 
estiverem no exterior e que requeiram novo 
passaporte para identificação e retorno ao 
Brasil, ou seja, embora esteja em falta com a 
Justiça Eleitoral, está sem o passaporte e não 
tem documento de identificação para retornar 
ao Brasil (§ 4º O disposto no inciso V do § 1º não 
se aplica ao eleitor no exterior que requeira 
novo passaporte para identificação e retorno 
ao Brasil) 
VI – Renovar matrícula em estabelecimento de 
ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; 
VII – praticar qualquer ato para o qual se exija 
quitação do serviço militar ou imposto de renda. 
PRESTE ATENÇÃO: 
§ 3º Realizado o alistamento eleitoral pelo 
processo eletrônico de dados, será cancelada a 
inscrição do eleitor que não votar em 3 (três) 
eleições consecutivas, não pagar a multa ou não 
se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar 
da data da última eleição a que deveria ter 
comparecido. 
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado 
ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias 
contados da diplomação, instruída a ação com 
provas de abuso do poder econômico, 
corrupção ou fraude. 
§ 11 - A ação de impugnação de mandato 
tramitará em segredo de justiça, respondendo 
o autor, na forma da lei, se temerária ou de 
manifesta má-fé. 
§ 12. Serão realizadas concomitantemente às 
eleições municipais as consultas populares 
sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras 
Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral 
até 90 (noventa) dias antes da data das eleições, 
observados os limites operacionais relativos ao 
número de quesitos. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 111, de 2021) 
§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias às 
questões submetidas às consultas populares nos 
termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas 
eleitorais, sem a utilização de propaganda 
gratuita no rádio e na televisão. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 111, de 2021) 
A nacionalidade brasileira é um dos requisitos 
para a elegibilidade de um candidato, conforme 
foi visto acima, assim como é um dos requisitos 
para o alistamento eleitoral. 
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#olhaolinkmental #direitoconstitucional 
Vamos relembrar? 
 Quem é considerado brasileiro? 
Espécies de Nacionalidade: 
Nacionalidade primária (adquirida por razão do 
nascimento) 
 Art. 12. São brasileiros: 
I - Natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país (Critério 
territorial) 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro 
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do 
Brasil (Critério sanguíneo) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente ou venham 
a residir na República Federativa do Brasil e 
optem, em qualquer tempo, depois de atingida 
a maioridade, pela nacionalidade brasileira 
(Critério jus sanguinis + residência no Brasil + 
opção pela nacionalidade) 
Nacionalidade Secundária (adquirida por 
manifestação de vontade) 
II - Naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas 
residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral (Secundária Ordinária) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira (Secundária 
Extraordinária) 
O código eleitoral e seu artigo 8º traz a seguinte 
redação: 
Art. 8º O brasileiro nato que não se alistar até os 
19 anos ou o naturalizado que não se alistar até 
um ano depois de adquirida a nacionalidade 
brasileira, incorrerá na multa de 3 (três) a 10 
(dez) por cento sobre o valor do salário-mínimo 
da região, imposta pelo juiz e cobrada no ato da 
inscrição eleitoral através de selo federal 
inutilizado no próprio requerimento. 
Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não 
alistado que requerer sua inscrição eleitoral até 
o centésimo primeiro dia anterior à eleição 
subsequente à data em que completar 
dezenove anos. 
VAMOS RESUMIR: 
 
 
 
 
 
 
 
 
O VOTO É 
OBRIGATÓRIO
•A PARTIR DOS 18 
ANOS
PAGA-SE A MULTA 
CASO NÃO 
ALISTADO
•APÓS TER COMPLETADO 19 
ANOS E NÃO TER 
REQUERIDO SUA INCRIÇÃO 
ATÉ O 151 DIA ANTERIOR A 
ELEIÇÃO SUBSEQEUENTE
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§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
 
DECORA: MP3.COM 
 
I - De Presidente e Vice-Presidente da República; 
P1 
II - De Presidente da Câmara dos Deputados; P2 
 III - de Presidente do Senado Federal; P3 
IV - De Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
 V - Da carreira diplomática; 
 
VI - De oficial das Forças Armadas. 
 
 VII - de Ministro de Estado da Defesa 
 
 Art. 15. É vedada a cassação de direitos 
políticos, cuja perda ou suspensão só se dará 
nos casos de: 
I - Cancelamento da naturalização por sentença 
transitada em julgado; PERDA 
II - Incapacidade civil absoluta; SUSPENSÃO 
III - condenação criminal transitada em julgado, 
enquanto durarem seus efeitos; SUSPENSÃO 
IV - Recusa de cumprir obrigação a todos 
imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII; SUSPENSÃO 
V - Improbidade administrativa, nos termos do 
art. 37, § 4 SUSPENSÃO 
Obs. Preste atenção que o artigo fala em 
sentença transitada em julgado, ou seja, 
apenas a sentença não gera perda dos direitos 
políticos, faz-se necessário que ela tenha 
transitado em julgado. 
Obs. Com relação a condenação criminal é a 
mesma coisa. APENAS A TRANSITADA EM 
JULGADO. 
Obs. Com relação a incapacidade civil absoluta 
sabe-se que atualmente apenas os menores de 
16 anos se enquadram neste rol e como estes 
ainda não podem gozar dos seus direitos 
políticos, tal inciso torna-se sem aplicabilidade. 
Obs. Lembre-se, um é possível que uma pessoa 
interditada, ainda que possua deficiência 
mental grave, exerça seus direitos políticos, 
mesmo que, para tanto, precise contar com o 
auxílio de uma pessoa da sua confiança na hora 
do voto 
Obs. Com relação a recusa em cumprir uma 
obrigação, nos termos do art. 5º, VIII da 
Constituição Federal, é estabelecido que 
ninguém será privado de direitos por motivo de 
crença religiosa ou de convicção filosófica ou 
política, salvo se as invocar para eximir-se de 
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a 
cumprir prestação alternativa, fixada em lei. É a 
denominada escusa de consciência. 
NÃO CONFUNDA: A cassação dos direitos 
políticos não se confunde com a perda 
dos direitos políticos. A cassação é 
expressamente vedada pela Constituição 
Federal, proibição estampada em seu Art. 15. 
 
3.2-IMUNIDADE PARLAMENTAR 
Os membros do poder legislativo possuem 
prerrogativas e não garantias. As prerrogativas 
existem para garantir a liberdade dos 
congressistas ao exercer seu cargo, por isso, elas 
não podem ser renunciadas, pois não 
pertencem a pessoa, mas o cargo. 
Atualmente o STF tem o entendimento de que o 
afastamento do parlamentar suspende as 
imunidades material e formal, mas não afasta a 
prerrogativade foro. Como regra, durante a 
vigência de estados de anormalidade, os 
parlamentares não perdem as imunidades. 
Apenas durante o estado de sítio as imunidades 
poderão ser suspensas, pelo voto de 2/3 dos 
membros da Casa respectiva, nos casos de atos 
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praticados fora do recinto do Congresso, que 
sejam incompatíveis com a execução da medida. 
Art. 53 da CF: Os Deputados e Senadores são 
invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de 
suas opiniões, palavras e votos (Imunidade 
Material/Real/Substantiva ou Inviolabilidade) 
 2º Desde a expedição do diploma, os membros 
do Congresso Nacional não poderão ser presos, 
salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse 
caso, os autos serão remetidos dentro de vinte 
e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo 
voto da maioria de seus membros, resolva sobre 
a prisão. (Imunidade Formal relacionada a 
Prisão/Freedom of arrest) 
OBS: A aprovação pela Casa é condição 
necessária para a manutenção da prisão 
realizada, sendo feita em votação aberta. 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou 
Deputado, por crime ocorrido após a 
diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará 
ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de 
partido político nela representado e pelo voto 
da maioria de seus membros, poderá, até a 
decisão final, sustar o andamento da ação 
(imunidade formal relacionada ao process0) 
Resumo: Imunidade material/ freedom of 
speach 
Dentro do recinto; ABSOLUTA, salvo falta de 
decoro parlamentar 
Fora do Recinto: Tufo que tiver pertinência com 
a atividade parlamentar 
A imunidade material é uma excludente de 
tipicidade. 
 
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão 
obrigados a testemunhar sobre informações 
recebidas ou prestadas em razão do exercício do 
mandato, nem sobre as pessoas que lhes 
confiaram ou deles receberam 
informações. 
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de 
Deputados e Senadores, embora militares e 
ainda que em tempo de guerra, dependerá de 
prévia licença da Casa respectiva. 
 
Prerrogativa de Foro 
Segundo a previsão da CF, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento 
perante o STF, pela prática de qualquer tipo de 
crime. Entretanto, o STF passou a atribuir ao 
texto normativo um entendimento mais 
restritivo, com base na teleologia do instituto e 
nos demais elementos de interpretação 
constitucional. Trata-se da chamada “redução 
teleológica” (Karl Larenz) ou da aplicação da 
técnica da “dissociação” (Riccardo Guastini), que 
consiste em reduzir o campo de aplicação de 
uma disposição normativa a somente uma ou 
algumas das situações de fato previstas por ela 
segundo uma interpretação literal, que se dá 
para adequá-la à finalidade da norma. Nessa 
operação, o intérprete identifica uma lacuna 
oculta (ou axiológica) e a corrige mediante a 
inclusão de uma exceção não explícita no 
enunciado normativo, mas extraída de sua 
própria teleologia. Como resultado, a norma 
passa a se aplicar apenas a parte dos fatos por 
ela regulados. Nesse contexto, só haverá foro 
de prerrogativa de função por delito cometido 
após a diplomação e desde que relacionado ao 
exercício da função. 
São constitucionais dispositivos da Constituição 
do Estado que estendem aos Deputados 
Estaduais as imunidades formais previstas no 
art. 53 da Constituição Federal para Deputados 
Federais e Senadores. A leitura da Constituição 
da República revela, sob os ângulos literal e 
sistemático, que os Deputados Estaduais 
também têm direito às imunidades formal e 
material e à inviolabilidade que foram 
conferidas pelo constituinte aos congressistas 
(membros do Congresso Nacional). Isso porque 
tais imunidades foram expressamente 
estendidas aos Deputados pelo § 1º do art. 27 
da CF/88. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 
5824 MC/RJ e ADI 5825 MC/MT, rel. orig. Min. 
Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, 
julgados em 8/5/2019 (Info 939). 
 
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Não é possível a recondução dos Presidentes da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal 
para o mesmo cargo na eleição imediatamente 
subsequente, dentro da mesma legislatura. ( 
STF. Plenário. ADI 6524, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgado em 14/12/2020 (Info 1003).) 
Marco para o fim do foro: término da instrução 
após o final da instrução processual, com a 
publicação do despacho de intimação para 
apresentação de alegações finais, a 
competência para processar e julgar ações 
penais não será mais afetada em razão de o 
agente público vir a ocupar outro cargo ou 
deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o 
motivo. STF. Plenário. AP 937 QO/RJ, Rel. Min. 
Roberto Barroso, julgado em 03/05/2018 (Info 
900). 
Obs. Os Vereados somente gozam de imunidade 
material na circunscrição do Município. As 
Constituições Estaduais ou as respectivas leis 
orgânicas dos municípios não podem 
estabelecer imunidades formais em relação aos 
vereadores, nem ampliar a imunidade material, 
uma vez que a competência para legislar sobre 
direito civil, penal e processual é privativa da 
União. 
As imunidades, inclusive o foro privilegiado, não 
se estendem aos suplementes, a não ser que a 
estejam em seu efetivo exercício. 
Não é possível a recondução dos Presidentes da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal 
para o mesmo cargo na eleição imediatamente 
subsequente, dentro da mesma legislatura. 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
2ª DICA DO DIA 02 
1. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Inicialmente, você deve ler nosso E-book de 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA MASTIGADA. 
Probidade está relacionado a honestidade, 
moralidade...a IMPROBIDADE é o contrário 
disso, é a corrupção administrativa por meio de 
atitudes desvirtuadas do funcionário público. 
A Lei nº 8.429/1992 traz as sanções aplicáveis 
aos atos de improbidade administrativa 
executados por agentes públicos, servidores ou 
não. 
O ato ilícito geralmente é praticado de forma 
dolosa, contra as entidades públicas e privadas, 
GESTORAS DE RECURSOS PÚBLICOS, capaz de 
acarretar enriquecimento ilícito, lesão ao erário 
ou violação aos princípios que regem a 
administração pública. 
Quais são os atos de improbidade 
administrativa? 
São quatro os tipos de 
improbidade: Enriquecimento ilícito, Prejuízo 
ao erário, atentar contra os princípios 
e Concessão de benefício financeiro indevido. 
Para você diferenciar um tipo do outro preste 
atenção ao VERBO que vier narrado no caso 
prático ou simplesmente na questão. Caso o 
verbo seja: 
Deixar, Descumprir, Negar, Retardar: o ato 
estará, regra geral, contra os princípios. 
Verbo FRUSTRAR, se for licitude de licitação é 
prejuízo ao erário, se for licitude de concurso 
atenta contra os princípios. 
OBS: Não há pena de cassação dos direitos 
políticos, ocorre a suspensão. 
Quem é o terceiro na ação de improbidade 
administrativa? 
É o particular que induziu, concorreu ou se 
beneficiou do ato de improbidade. 
O Terceiro pode ser Pessoa Jurídica? 
Pode. 
“É inviável a propositura de ação civil de 
improbidade administrativa exclusivamente 
contra o particular, sem a concomitante 
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23 
 
presença de agente público no polo passivo da 
demanda” 
Agente Política responde por Improbidade 
administrativa? 
Sim. Em que pese, os agentes políticos 
responderem por crimes de responsabilidade, 
estes também são responsabilizados por 
improbidade administrativa NÃO 
CONFIGURANDO “bis in idem”, pois a própria 
Constituição Federal os considera institutos 
autônomos. Todavia, como para toda regra 
existe uma exceção, o único agente político que 
NÃO responde por improbidade administrativa 
é o PRESIDENTE DA REPÚBLICA, pois foi o único 
que a Constituição Federal previu 
expressamente que o ato de improbidade 
administrativa praticado por ele já 
consubstancia crime de responsabilidade 
(entendimentodo STJ). 
E os agentes que tem prerrogativa de foro? 
Quem julga? Não existe foro por prerrogativa de 
função na ação de improbidade administrativa. 
Os agentes políticos que possuem foro por 
prerrogativa de função são julgados por juiz de 
primeiro grau, devendo o magistrado impor as 
penalidades PATRIMONIAIS, sendo vedada a 
aplicação por este das sanções de suspensão dos 
direitos políticos e perda de cargo do réu. 
E porque isso? A ação de improbidade tem 
natureza Civil e não penal. Os agentes políticos 
possuem foro por prerrogativa de função nas 
ações de natureza penal e não civil. 
Por ex: se for proposta uma ação penal contra 
um Deputado Federal por crime (ação de 
natureza penal) que ele tenha cometido durante 
o seu mandato e que esteja relacionado com as 
suas funções, esta deverá ser ajuizada no STF. 
Ex2: se for ajuizada uma ação de cobrança de 
dívida (ação de natureza civil) contra esse 
mesmo Deputado, a demanda será julgada por 
um juízo de 1ª instância. 
Qualquer pessoa poderá REPRESENTAR o ato 
de improbidade, contudo, apenas o MP e a 
Pessoa Jurídica lesada têm LEGITIMIDADE para 
propor a ação. CUIDADO PARA NÃO 
CONFUNDIR. 
SANÇÕES PARA O ATO DE IMPROBIDADE: 
A lei nº 8.422/1992 traz os atos de improbidade 
e as sanções correspondente a cada de 
improbidade. 
No artigo 9º da mencionada lei, podemos 
verificar os atos que causam o enriquecimento 
ilícito do agente, no artigo 10º os atos de lesão 
ao erário e no artigo 11º os atos que violam os 
princípios da administração pública. 
CRITÉRIO OBJETIVO CRITÉRIO SUBJETIVO 
Art. 9º — Atos de 
improbidade que 
importam 
enriquecimento 
ilícito do agente 
público 
Exige DOLO 
Art. 10 — Atos de 
improbidade que 
causam prejuízo ao 
erário 
Exige DOLO/ antes 
poderia ser Dolo ou 
Culpa. 
Art. 11 — Atos de 
improbidade que 
atentam contra 
princípios da 
administração 
pública 
Exige DOLO 
Procedimento da Ação- Estando a inicial em 
devida forma, o juiz mandará autuá-la e 
ordenará a NOTIFICAÇÃO do requerido para se 
manifestar por escrito em 15 dias (Defesa 
prévia). Verifiquem que antes do Recebimento 
da inicial, o juiz ele ordena que a NOTIFICAÇÃO 
do acusado, para que este se defenda, e sendo 
o caso a inicial nem venha a ser recebida. 
Contudo, caso a inicial seja recebida o réu será 
CITADO para apresentar contestação. 
0bs: Do RECEBIMENTO da inicial cabe AGRAVO 
DE INSTRUMENTO. 
 Da sentença de REJEIÇÃO da inicial cabe 
APELAÇÃO 
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24 
 
Obs: No âmbito administrativo se admite a 
verdade real. 
Obs: Não se admite a Reformatio in pejus em 
processo de REVISÃO, mas se admite no 
processo de RECURSO. 
Obs: Em regra, para a configuração dos atos de 
improbidade administrativa previstos no art. 
10 da Lei nº 8.429/92 exige-se a presença do 
efetivo danos ao erário. Exceção: no caso da 
conduta descrita no inciso VIII do art. 10, VIII 
não se exige a presença do efetivo danos ao 
erário. Isso porque, neste caso, o dano é 
presumido (dano in re ipsa). STJ. 1ª Turma. 
AgInt no REsp 1542025/MG, Rel. Min. Benedito 
Gonçalves, julgado em 05/06/2018. 
Art. 10 (...) VIII - frustrar a licitude de processo 
licitatório ou de processo seletivo para 
celebração de parcerias com entidades sem fins 
lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; 
Com relação a prescrição, qual o prazo 
prescricional para ingressar com uma ação de 
improbidade? 
OBS: O prazo prescricional para o particular é o 
mesmo que corre para o agente público. 
OBS: Não existe prescrição intercorrente nas 
ações de improbidade. 
OBS: O termo inicial do prazo prescricional da 
ação de improbidade administrativa, no caso 
de reeleição de prefeito, se aperfeiçoa após o 
término do segundo mandato. 
OBS: A tortura de preso custodiado no sistema 
prisional praticada por agente penitenciário 
constitui ato de improbidade administrativa 
que atenta contra os princípios da 
Administração Pública, fora as demais 
repercussões nas esferas penal e disciplinar. 
OBS: Na ação de improbidade, a decretação de 
indisponibilidade de bens pode recair sobre 
aqueles adquiridos anteriormente ao suposto 
ato, além de levar em consideração, o valor de 
possível multa civil como sanção autônoma. 
PRESCRIÇÃO NAS AÇÕES DE IMPOBRIDADE 
ADMINISTRATIVA 
Se o ato de 
improbidade for 
praticado por: 
O prazo para 
ajuizar a 
ação será: 
O início da 
contagem 
desse prazo 
será: 
Agente público 
com vínculo 
TEMPORÁRIO 
(mandato, cargo 
em comissão ou 
de função de 
confiança) 
Até 5 anos 
O primeiro 
dia após o 
fim do 
vínculo. 
Agente público 
com 
vínculo PERMANE
NTE 
(cargo efetivo ou 
emprego público) 
O prazo e o início da 
contagem serão os mesmos 
que são previstos no estatuto 
do servidor para prescrição 
de faltas disciplinares 
puníveis com demissão. 
 
Ex.: na Lei nº 8.112/90, em 
regra, o prazo prescricional é 
de 5 anos, contado da data 
em que o fato se tornou 
conhecido (salvo se a 
infração for também crime). 
Leis estaduais e municipais 
podem trazer regra diferente. 
 
Todos os atos improbidade são prescritíveis ou 
existe algum imprescritível? 
 
Ação de reparação de danos á Fazenda Pública 
decorrente de ilícito Civil- É PRESCRITÍVEL. 
 
Ação de reparação decorrente de ato de 
improbidade administrativa praticado com 
CULPA- É PRESCRITÍVEL. 
Ação de Ressarcimento decorrente de ato de 
improbidade praticado com DOLO- 
 É IMPRESCRITÍVEL. 
Como pode cair na sua prova: 
João dirigia seu carro quando, por imprudência, 
acabou batendo no carro de um órgão público 
estadual em serviço. Ficou provado, por meio da 
perícia, que o particular foi o culpado pelo 
acidente. O órgão público consertou o veículo, 
tendo isso custado R$ 10 mil. Sete anos depois 
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do acidente, o Estado ajuizou ação de 
indenização contra João cobrando os R$ 10 mil 
gastos com o conserto do automóvel. A defesa 
de João alegou que houve prescrição. A alegação 
da defesa está correta. Isso porque o prejuízo ao 
erário não decorreu de um ato de improbidade 
administrativa, mas foi decorrente de um ilícito 
civil. Logo, incide prazo prescricional neste caso, 
caso já tenha passado os prazos demonstrados 
na tabela acima 
Acordo de não persecução cível 
O § 1º do art. 17 da Lei nº 8.429/92 proibia a 
realização de transação, acordo ou conciliação 
nas ações de improbidade administrativa. 
A Lei nº 13.964/2019 alterou esse dispositivo 
para admitir a celebração de acordo de não 
persecução cível: 
LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
Antes da Lei 
13.964/2019 
ATUALMENTE 
Art. 17. (...) 
§ 1º É vedada a 
transação, acordo 
ou conciliação nas 
ações de que trata o 
caput. 
Art. 17. (...) 
§ 1º As ações de que 
trata este artigo 
admitem a 
celebração de acordo 
de não persecução 
cível, nos termos 
desta Lei. 
 
Tanto o Ministério Público como a pessoa 
jurídica lesada poderão, conforme as 
circunstâncias do caso concreto, celebrar acordo 
de não persecução cível, tendo como limite 
temporal o trânsito em julgado da sentença, 
logo o acordo de não persecução penal poderá 
ser feito em fase recursal. PRESTA ATENÇÃO 
NISSO! 
 
 
 
DIREITO DO TRABALHO 
1ªDICA DO DIA 03 
1. EMPREGADO E EMPREGADOR 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Considera-se empregada toda pessoa física que 
prestar serviços de natureza não eventual a 
empregador, sob a dependência deste e 
mediante salário. 
Considera-se empregador a empresa, individual 
ou coletiva, que, assumindo os riscos da 
atividade econômica, admite, assalaria e dirige a 
prestação pessoal de serviço. 
Elementos básicos da relação de emprego: 
Pessoalidade (o trabalho deve ser prestado por 
pessoa física. Ainda, o empregado não pode 
transferir seu trabalho para outros (é INTUITU 
PERSONAE)), Não-eventualidade (A relação 
empregatícia é contínua e as atividades 
prestadas devem corresponder às atividades 
normalmente desenvolvidos na empresa), 
Subordinação(o empregador é quem dirige a 
relação, direcionando as ordens e conduzindo a 
atividade exercida) e onerosidade 
(contraprestação paga pelo empregador ao 
empregado pela sua força de serviço). 
Nesse sentido: 
TRT-1 - RECURSO ORDINÁRIO RO 
00112617320155010004 (TRT-1) 
Jurisprudência•Data de publicação: 
12/04/2017 
VÍNCULO EMPREGATÍCIO. REQUISITOS. Para 
que se configure a relação de emprego, é 
necessário o preenchimento dos requisitos 
estabelecidos no artigo 3º da CLT , quais 
sejam: pessoalidade, não-eventualidade, 
onerosidade e subordinação jurídica, sendo 
que a ausência de um desses requisitos 
impossibilita o reconhecimento do vínculo 
empregatício entre as partes. Portanto, 
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apenas o somatório destes requisitos é que 
representará o fato constitutivo complexo do 
vínculo de emprego. 
 
2. EMPREGADO DOMÉSTICO 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
A relação do doméstico é pautada na LC 
150/2015. 
Inicialmente, diga-se que todo empregado 
doméstico deverá ser registrado. 
O empregado doméstico é todo aquele que 
presta serviços de forma contínua, subordinada, 
onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa 
à pessoa ou à família, no âmbito residencial 
destas, por mais de 2 (dois) dias por semana. 
Portanto, NÃO ESQUEÇA: O empregador 
doméstico NÃO PODE TER FINS LUCRATIVOS, o 
trabalho deve ser prestado em âmbito 
residencial e mais de dois dias por semana! 
MENOR NÃO PODE TRABALHAR: É vedada a 
contratação de menor de 18 (dezoito) anos para 
desempenho de trabalho doméstico. 
A jornada do doméstico não excederá 8 (oito) 
horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais. 
Doméstico e seu empregador podem pactuar 
regime de compensação de horas, mediante 
acordo escrito entre empregador e empregado, 
se o excesso de horas de um dia for 
compensado em outro dia. 
O trabalho não compensado prestado em 
domingos e feriados deve ser pago em dobro, 
sem prejuízo da remuneração relativa ao 
repouso semanal. 
O doméstico PODE TRABALHAR em regime de 
tempo PARCIAL, (duração não exceda 25 (vinte 
e cinco) horas semanais). 
Para o regime de tempo PARCIAL, somente pode 
o doméstico realizar, no máximo, UMA HORA 
EXTRA DIÁRIA, mediante acordo escrito entre 
empregador e empregado (§ 2º, art. 3º, LC 150). 
É obrigatório o registro do horário de trabalho 
do empregado doméstico por qualquer meio 
manual, mecânico ou eletrônico, desde que 
idôneo. 
Deve ser concedido ao doméstico, no mínimo, 1 
(uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas de 
INTERVALO DE DESCANSO (INTRAJORNADA), 
admitindo-se, mediante prévio acordo escrito 
entre empregador e empregado, sua redução a 
30 (trinta) minutos. 
Para jornada de trabalho não superior a 6 (seis) 
horas, o intervalo concedido será de 15 (quinze) 
minutos. 
FÉRIAS: O período de férias poderá, a critério do 
empregador e DESDE QUE HAJA 
CONCORDÂNCIA DO EMPREGADO, ser 
fracionado em até 3 (três) períodos, sendo que 
um deles não poderá ser inferior a quatorze dias 
corridos e os demais não poderão ser inferiores 
a cinco dias corridos, cada um. 
O abono de férias deverá ser requerido até 30 
(trinta) dias antes do término do período 
aquisitivo. 
Obs: É permitido ao empregado que reside no 
local de trabalho nele permanecer durante as 
férias. 
DESCONTOS: É vedado ao empregador 
doméstico efetuar descontos no salário do 
empregado por fornecimento de alimentação, 
vestuário, higiene ou moradia, bem como por 
despesas com transporte, hospedagem e 
alimentação em caso de acompanhamento em 
viagem. 
O empregador PODE efetuar descontos no 
salário do empregado em caso de adiantamento 
salarial e, mediante acordo escrito entre as 
partes, para a inclusão do empregado em 
planos de assistência médico-hospitalar e 
odontológica, de seguro e de previdência 
privada, não podendo a dedução ultrapassar 
20% (vinte por cento) do salário. 
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Poderão ser descontadas as despesas com 
moradia de que trata o caput deste artigo 
quando essa se referir a local diverso da 
residência em que ocorrer a prestação de 
serviço, desde que essa possibilidade tenha 
sido expressamente acordada entre as partes. 
LICENÇA-MATERNIDADE: A empregada 
doméstica gestante tem direito a licença-
maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem 
prejuízo do emprego e do salário. 
GARANTIA NO EMPREGO (ESTABILIDADE 
GESTACIONAL): A confirmação do estado de 
gravidez durante o curso do contrato de 
trabalho, ainda que durante o prazo do aviso 
prévio trabalhado ou indenizado, garante à 
empregada gestante a estabilidade provisória 
prevista na alínea “b” do inciso II do art. 10 do 
Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias. 
SEGURO DESEMPREGO: O empregado 
doméstico que for dispensado sem justa causa 
fará jus ao benefício do seguro-desemprego, no 
valor de 1 (um) salário-mínimo, por período 
máximo de 3 (três) meses, de forma contínua ou 
alternada. 
JUSTA CAUSA DO DOMÉSTICO: As hipóteses de 
demissão por justa causa do doméstico estão 
citadas no artigo 27, da LC 150, dentre algumas 
delas citamos: 1) submissão a maus tratos de 
idoso, de enfermo, de pessoa com deficiência ou 
de criança sob cuidado direto ou indireto do 
empregado; 2) ato lesivo à honra ou à boa fama 
ou ofensas físicas praticadas contra o 
empregador doméstico ou sua família, salvo em 
caso de legítima defesa, própria ou de outrem. 
 
3. JORNADA DE TRABALHO 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
O estudo sobre a jornada de trabalho começa no 
artigo 4º, da CLT, que diz que “Considera-se 
como de serviço efetivo o período em que o 
empregado esteja à disposição do empregador, 
aguardando ou executando ordens, salvo 
disposição especial expressamente 
consignada.” 
Portanto, todo tempo que o funcionário se 
encontra à disposição do empregador, seja 
aguardando ou executando ordens, deve ser 
considerado como TEMPO DE EFETIVO 
TRABALHO. 
Com o advento da reforma trabalhista ficou 
estabelecido que não é incluído na duração da 
jornada de trabalho o tempo despendido pelo 
empregado até o local de trabalho e para o seu 
retorno, caminhando ou por qualquer meio de 
transporte, inclusive o fornecido pelo 
empregador, por não ser tempo à disposição do 
empregador (art. 58, § 2º, da CLT). 
Demais disso, quando o empregado, por escolha 
própria, buscar proteção pessoal, em caso de 
insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas, bem como adentrar ou permanecer 
nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, entre outras, não se 
deve considerar como tempo à disposição do 
empregador, portanto, não está compreendido 
na jornada de trabalho. 
Conforme disciplinado na Constituição Pátria 
(art. 7º, XII), a jornada máxima diária será de 
OITO HORAS e a semanal de QUARENTA E 
QUATRO HORAS. 
E se o empregado ultrapassar a referida 
jornada? 
R: O empregado que ultrapassa essa jornada 
diária ou semanal deverá receber horas 
extraordinárias, com adicional mínimo de 50% e 
as horas extras deverão ter repercussão nas 
seguintes verbas: Aviso prévio, 13º, férias, FGTS 
+ Multa de 40% e Repouso semanal. 
A remuneração da hora extra será, pelo menos, 
50% (cinquenta por cento) superior à da hora 
normal (Art. 59, § 1º, CLT). 
Há casos em que a remuneração extra pode ser 
SUPERIOR ao máximo legal de 50%? 
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R: Sim. Nos casos em que existe previsão 
normativa que estipule o contrário, se assim 
ficar estabelecido no contrato ou regulamento 
da empresa. 
Há casos em que a remuneração extra pode ser 
INFERIOR ao mínimo legal de 50%? 
R: Jamais poderá ser estabelecido percentual de 
remuneração extra inferior ao mínimo legal de 
50%. 
Quando a jornada de trabalho deverá ser 
anotada? 
R: Para os estabelecimentos com mais de 20 
(vinte) trabalhadores será obrigatória a 
anotação da hora de entrada e de saída, em 
registro manual, mecânico ou eletrônico,conforme instruções expedidas pela Secretaria 
Especial de Previdência e Trabalho do Ministério 
da Economia, permitida a pré-assinalação do 
período de repouso. 
E se o trabalho for executado FORA do 
estabelecimento? 
R: O horário dos empregados constará do 
registro manual, mecânico ou eletrônico em seu 
poder. 
Não serão descontadas nem computadas como 
jornada extraordinária as variações de horário 
no registro de ponto não excedentes de cinco 
minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários (Art. 58, § 1º, CLT). 
A supressão total ou parcial, pelo empregador, 
de serviço suplementar prestado com 
habitualidade, durante pelo menos 1 (um) ano, 
assegura ao empregado o direito à indenização 
correspondente ao valor de 1 (um) mês das 
horas suprimidas, total ou parcialmente, para 
cada ano ou fração igual ou superior a seis 
meses de prestação de serviço acima da jornada 
normal. 
O que é compensação de jornada? 
R: Compensação é quando há distribuição da 
jornada extra prestada pelo empregado em um 
dia para o outro dia. 
A compensação de jornada é prevista no artigo 
59, § 2º, da CLT, e leciona que “Poderá ser 
dispensado o acréscimo de salário se, por força 
de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o 
excesso de horas em um dia for compensado 
pela correspondente diminuição em outro dia, 
de maneira que não exceda, no período 
máximo de um ano, à soma das jornadas 
semanais de trabalho previstas, nem seja 
ultrapassado o limite máximo de dez horas 
diárias” (É O POPULAR BANCO DE HORAS). 
CONTUDO, O BANCO DE HORAS poderá ser 
pactuado por acordo individual escrito, desde 
que a compensação ocorra no período máximo 
de seis meses. 
PRESTE ATENÇÃO: É lícito o regime de 
compensação de jornada estabelecido por 
acordo individual, tácito ou escrito, para a 
compensação no mesmo mês. 
Portanto, o acordo de compensação entre 
empregado e empregador PODE SER 
REALIZADO POR ACORDO INDIVIDUAL, SEJA 
TÁCITO OU ESCRITO, DESDE QUE HAJA 
COMPENSAÇÃO NO MESMO MÊS! 
IMPORTANTE: A prestação de horas extras 
habituais não descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada e o banco de horas. 
IMPORTANTE: Em exceção ao disposto no art. 59 
desta Consolidação, é facultado às partes, 
mediante acordo individual escrito, convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho, 
estabelecer horário de trabalho de doze horas 
seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de 
descanso, observados ou indenizados os 
intervalos para repouso e alimentação (V. 
súmula 444 TST). 
Existem jornadas especiais de trabalho? 
R: SIM. Há casos, contudo, que pelas 
especialidades do labor desenvolvido ou 
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condições adversas, fogem à regra da carga 
horário de 8h diárias e 44h semanais, à saber: 
1) Bancários (224, CLT. Mas atenção: 
Bancário normal = 6h. Bancário com cargo de 
confiança = 8h. Gerente bancário = Não tem 
jornada controlada); 
2) Advogado (art. 20, Lei 8.906/94); 
3) Telefonista/operador de telemarketing 
(227, CLT); 
4) Motorista (235-A ao H, da CLT); 
5) Músicos (art. 41, Lei 3.857/60); 
6) Jornalistas (303, CLT). 
Existem, ainda, empregados que laboram em 
REGIME DE TEMPO PARCIAL. 
Tá, mas quando deve ser considerado o regime 
de tempo parcial? 
R: Considera-se trabalho em regime de tempo 
parcial aquele cuja duração não exceda a trinta 
horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele 
cuja duração não exceda a vinte e seis horas 
semanais, com a possibilidade de acréscimo de 
até seis horas suplementares semanais. 
Logo, trabalho em regime parcial pode se dar de 
DUAS FORMAS: 
1) Cuja duração não exceda 30 horas na 
semana, sem possibilidade de prestação de 
horas extras; 
2) Cuja duração não exceda 26 horas na 
semana, com possibilidade de realização de até 
seis horas extras durante a semana. 
Existem empregados que são excluídos do 
controle e do registro do horário de trabalho? 
R: Sim! Em razão das condições especiais de 
trabalho, cargo ou até mesmo imposição legal 
estão dispensados de registros de horários. 
Tá, entendi. E onde estão essas exceções? 
R: As exceções aparecem no artigo 62, I, II e III, 
da CLT: 
I - os empregados que exercem atividade 
externa incompatível com a fixação de horário 
de trabalho, devendo tal condição ser anotada 
na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no 
registro de empregados (Aqui lembre-se que 
não basta apenas o trabalhador exercer suas 
atividades fora do estabelecimento comercial. 
Deve, sobretudo, ser a atividade exercida ser 
INCOMPATÍVEL com a fixação de horário de 
trabalho. Ainda, deve haver anotação na CTPS 
do trabalhador de tal condição). 
II - os gerentes, assim considerados os 
exercentes de cargos de gestão, aos quais se 
equiparam, para efeito do disposto neste 
artigo, os diretores e chefes de departamento 
ou filial. 
III - os empregados em regime de teletrabalho 
que prestam serviço por produção ou tarefa. 
IMPORTANTE: No caso do inciso II, o salário do 
cargo de confiança, compreendendo a 
gratificação de função, se houver, não pode ser 
inferior ao valor do respectivo salário efetivo 
acrescido de 40% - ou seja, precisa ganhar um 
“extra de 40%”. 
IMPORTANTÍSSIMO: Os teletrabalhadores, que 
estão excluídos do registro de horário, tem 
regramento previsto junto aos artigos 75-A e 
75-E, DA CLT. 
Sobre isso, alguns pontos merecem destaque: 
1) O QUE É CONSIDERADO 
TELETRABALHO: Considera-se teletrabalho ou 
trabalho remoto a prestação de serviços fora 
das dependências do empregador, de maneira 
preponderante ou não, com a utilização de 
tecnologias de informação e de comunicação, 
que, por sua natureza, não se configure como 
trabalho externo. 
2) COMPARECIMENTO À EMPRESA: O 
comparecimento, ainda que de modo habitual, 
às dependências do empregador para a 
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realização de atividades específicas, que exijam 
a presença do empregado no estabelecimento, 
não descaracteriza o regime de teletrabalho ou 
trabalho remoto. (Ou seja, acaso o funcionário 
compareça a empresa para atividade especifica 
E QUE REALMENTE EXIJA A SUA PRESENÇA não 
há a descaracterização do regime de 
teletrabalho!). 
3) MODO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS: 
O empregado submetido ao regime de 
teletrabalho ou trabalho remoto poderá prestar 
serviços por jornada ou por produção ou tarefa. 
4) EXCLUSÃO DE JORNADA: Na hipótese 
da prestação de serviços em regime de 
teletrabalho ou trabalho remoto por produção 
ou tarefa, não se aplicará o disposto no Capítulo 
II do Título II da CLT – ou seja, não há registro de 
jornada! 
5) O TELETRABALHO NÃO SE CONFUNDE 
COM O TRABALHO DE TELEMARKETING: O 
regime de teletrabalho ou trabalho remoto não 
se confunde e nem se equipara à ocupação de 
operador de telemarketing ou de 
teleatendimento. 
6) TEMPO À DISPOSIÇÃO: O tempo de uso 
de equipamentos tecnológicos e de 
infraestrutura necessária, e de softwares, de 
ferramentas digitais ou de aplicações de 
internet utilizados para o teletrabalho, fora da 
jornada de trabalho normal do empregado não 
constitui tempo à disposição, regime de 
prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver 
previsão em acordo individual ou em acordo ou 
convenção coletiva de trabalho. 
7) TELETRABALHO PARA ESTAGIÁRIO E 
APRENDIZ: Fica permitida a adoção do regime 
de teletrabalho ou trabalho remoto para 
estagiários e aprendizes. 
8) NORMA COLETIVA APLICÁVEL: Aos 
empregados em regime de teletrabalho 
aplicam-se as disposições previstas na 
legislação local e nas convenções e acordos 
coletivos de trabalho relativas à base territorial 
do estabelecimento de lotação do empregado. 
ATENÇÃO: Acordo individual poderá dispor 
sobre os horários e os meios de comunicação 
entre empregado e empregador, desde que 
assegurados os repousos legais 
9) PREVISÃO EM CONTRATO: A prestação 
de serviços na modalidade de teletrabalho ou 
trabalhoremoto deverá constar expressamente 
do contrato individual de trabalho. 
10) ALTERAÇÃO DE REGIME: Poderá ser 
realizada a alteração entre regime presencial e 
de teletrabalho desde que haja mútuo acordo 
entre as partes, registrado em aditivo 
contratual. 
11) ALTERAÇÃO DE REGIME: Poderá ser 
realizada a alteração do regime de teletrabalho 
para o presencial por determinação do 
empregador, garantido prazo de transição 
mínimo de quinze dias, com correspondente 
registro em aditivo contratual. 
Atenção: O empregador não será responsável 
pelas despesas resultantes do retorno ao 
trabalho presencial, na hipótese do empregado 
optar pela realização do teletrabalho ou 
trabalho remoto FORA DA LOCALIDADE 
PREVISTA NO CONTRATO, salvo disposição em 
contrário estipulada entre as partes. 
12) AQUISIÇÃO, FORNECIMENTO E 
MANUTENÇÃO DE MATERIAIS: As disposições 
relativas à responsabilidade pela aquisição, 
manutenção ou fornecimento dos 
equipamentos tecnológicos e da infraestrutura 
necessária e adequada à prestação do trabalho 
remoto, bem como ao reembolso de despesas 
arcadas pelo empregado, serão previstas em 
contrato escrito. 
ATENTE-SE A TAIS PONTOS, POIS O 
TELETRABALHO VEM SENDO 
REITERADAMENTE COBRADO PELA FGV, 
INCLUSIVE, NAS ÚLTIMAS DUAS PROVAS DE 
SEGUNDA FASE, FOI ALVO DE QUESTÕES 
SUBJETIVAS (QUESTÃO 1 DO XXXII EXAME DE 
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ORDEM UNIFICADO e QUESTÃO 3 DO XXXI 
EXAME DE ORDEM UNIFICADO). 
SOBREAVISO E PRONTIDÃO: Durante a 
faculdade eu já ouvi falar em sobreaviso e horas 
de prontidão. O que é isso? Existe mesmo?? 
R: SIM. Ambos existem. Sãos institutos 
DIFERENTES! 
Tá, fala aí a diferença entre eles: 
R: O Sobreaviso é a possibilidade de o 
colaborador, mesmo em seu período de 
descanso, ficar à disposição do empregador 
aguardando alguma ordem. 
Considera-se tempo de efetivo serviço. 
Mas ATENÇÃO: O trabalhador deve ficar 
aguardando ordens dentro de SUA PRÓPRIA 
RESIDÊNCIA! (art. 244, §2º, CLT). 
A hora de sobreaviso equivale a 1/3 da hora 
normal de trabalho. 
IMPORTANTE SABER: 
Súmula nº 428 do TST 
SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 
244, § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do 
Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) - Res. 
185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 
27.09.2012 
I - O uso de instrumentos telemáticos ou 
informatizados fornecidos pela empresa ao 
empregado, por si só, não caracteriza o regime 
de sobreaviso. (Ou seja, o simples fato de o 
empregador conceder aos seus empregados 
computadores, tablets, celulares, desde que 
não usados após a jornada para efetivo 
trabalho ou parar aguardar ordens, NÃO 
CARACTERIZAM O SOBREAVISO). 
II - Considera-se em sobreaviso o empregado 
que, à distância e submetido a controle patronal 
por instrumentos telemáticos ou 
informatizados, permanecer em regime de 
plantão ou equivalente, aguardando a 
qualquer momento o chamado para o serviço 
durante o período de descanso. 
Já as horas de prontidão, ao contrário do 
sobreaviso, o empregado FICA À DISPOSIÇÃO 
DENTRO DA PRÓPRIA EMPRESA! 
A hora de prontidão equivale ao valor de 2/3 da 
hora normal laborada. 
 
4. PERÍODOS DE DESCANSO 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Os intervalos são os lapsos temporais criados 
pelo legislador com a principal missão de 
proteger a saúde e segurança do empregado. 
Nos intervalos é que o empregado recupera a 
energia despendida no exercício de seu mister, 
sua saúde mental e se renova para encarar um 
novo turno ou uma nova jornada de trabalho. 
Os principais intervalos são: 1) INTERVALO 
INTRAJORNADA e 2) INTERVALO 
INTERJORNADA. 
 INTERVALO INTRAJORNADA: 
Tem previsão no artigo 71, da CLT. 
É aquele que é concedido DURANTE a jornada 
diária de trabalho, para que o empregado 
descanse, faça uma refeição e renove suas 
energias para encarar o restante da jornada. 
Ele é concedido da seguinte forma: 
I) Jornadas de até 4 horas: não faz jus; 
II) Jornada de mais de 4 horas, até 6 horas: 15 
minutos; 
III) Jornada de mais de 6 horas: Mínimo de UMA 
HORA (E salvo acordo escrito ou contrato 
coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 
(duas) horas). 
O § 3º, do artigo 71, da CLT, leciona que o limite 
mínimo de uma hora para repouso ou refeição 
poderá ser reduzido por ato do Ministro do 
Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido 
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32 
 
o Serviço de Alimentação de Previdência Social, 
se verificar que o estabelecimento atende 
integralmente às exigências concernentes à 
organização dos refeitórios, e quando os 
respectivos empregados não estiverem sob 
regime de trabalho prorrogado a horas 
suplementares. 
Portanto, para que a condição acima seja 
possibilitada é preciso: 1) por ato do Ministro do 
Trabalho, Indústria e Comércio; 2) Ouvir o 
Serviço de alimentação da previdência social; 
3) Refeitório que atenda às exigências legais e 
4) empregados não estejam submetidos a 
prestação de HORAS EXTRAS. 
NATUREZA DO INTERVALO: A não concessão ou 
a concessão parcial do intervalo intrajornada 
mínimo, para repouso e alimentação, a 
empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento, de natureza indenizatória, apenas 
do período suprimido, com acréscimo de 50% 
(cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho, ou 
seja, não gerem reflexos em outras verbas 
trabalhistas. 
Portanto, temos que, acaso haja 
descumprimento o empregador deve ser 
condenado a pagar: Apenas o período 
suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta 
por cento) sobre o valor da remuneração da 
hora normal de trabalho. Tal parcela tem 
natureza INDENIZATÓRIA e NÃO GERA reflexos 
em qualquer outra verba trabalhista. 
O intervalo de uma hora poderá ser reduzido 
e/ou fracionado, e aquele estabelecido para 
jornadas inferiores a seis horas poderá ser 
fracionado, quando compreendidos entre o 
término da primeira hora trabalhada e o início 
da última hora trabalhada, desde que previsto 
em convenção ou acordo coletivo de trabalho, 
ante a natureza do serviço e em virtude das 
condições especiais de trabalho a que são 
submetidos estritamente os motoristas, 
cobradores, fiscalização de campo e afins nos 
serviços de operação de veículos rodoviários, 
empregados no setor de transporte coletivo de 
passageiros, mantida a remuneração e 
concedidos intervalos para descanso menores 
ao final de cada viagem. SE LIGUE: 
REDUÇÃO/FRACIONAMENTO = INTERVALO DE 
1H OU MAIS; FRACIONAMENTO = INTERVALO 
DE 15MIN 
FIQUE ATENTO (INTERVALOS ESPECIAIS): 1) Nos 
serviços permanentes de mecanografia 
(datilografia, escrituração ou cálculo), a cada 
período de 90 (noventa) minutos de trabalho 
consecutivo corresponderá um repouso de 10 
(dez) minutos não deduzidos da duração normal 
de trabalho. 2) Nos trabalhos em minas de 
subsolo deve haver intervalo de 15 minutos a 
cada 03 horas consecutivas de labor (artigo 298 
da CLT) e 3) O trabalho em câmaras frigoríficas e 
para os trabalhadores que movimentam 
mercadorias do ambiente quente ou normal 
para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora 
e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, 
será assegurado um período de 20 (vinte) 
minutos de repouso, computado esse intervalo 
como de trabalho efetivo (FIQUE ATENTO POIS 
REGRA GERAL O INTERVALO NÃO É 
COMPUTADO NA JORNADA, TRATA-SE AQUI, 
PORTANTO, DE EXCEÇÃO À REGRA). 
ATENÇÃO MÁXIMA: OS INTERVALOS QUE 
NÃO ESTEJAM PREVISTOS EM LEI MAS 
CONCEDIDOS PELO EMPREGADOR, DEVERÃO 
SER COMPUTADOS NA JORNADAS DE 
TRABALHO E REMUNERADOS COMO TEMPO 
À DISPOSIÇÃO. Exemplo: Tempo concedido 
para lanchar que não seja o intervalo 
intrajornada. 
PONTO IMPORTANTE: FIQUE ATENTO AO 
ARTIGO 611-A, DA CLT, QUE FOI INSERIDO PELA 
REFORMA TRABALHISTA E, EM SEU INCISO III 
ASSEGUROU QUE A CONVENÇÃO COLETIVA E O 
ACORDO COLETIVO DE TRABALHO TÊM 
PREVALÊNCIA SOBRE A LEI QUANDO DISPUSER 
SOBRE INTERVALO INTRAJORNADA, 
RESPEITADO O LIMITE MÍNIMO DE TRINTA 
MINUTOS PARA JORNADAS SUPERIORESA SEIS 
HORAS. 
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ATENÇÃO – EMPREGADOS DOMÉSTICOS: 
Deve ser concedido ao doméstico, no mínimo, 1 
(uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas de 
INTERVALO DE DESCANSO (INTRAJORNADA), 
admitindo-se, mediante prévio acordo escrito 
entre empregador e empregado, sua redução a 
30 (trinta) minutos. 
Caso o empregado resida no local de trabalho, 
o período de intervalo poderá ser 
desmembrado em 2 (dois) períodos, desde que 
cada um deles tenha, no mínimo, 1 (uma) hora, 
até o limite de 4 (quatro) horas ao dia. 
Para jornada de trabalho não superior a 6 (seis) 
horas, o intervalo concedido será de 15 (quinze) 
minutos. 
 INTERVALO INTERJORNADA: 
Tem previsão no artigo 66, da CLT. 
É aquele que é concedido ENTRE UMA jornada e 
outra de trabalho, a fim de que o trabalhador 
recupere totalmente suas energias e goze do 
convívio social e familiar. 
Tem duração MÍNIMA de ONZE HORAS - Artigo 
66, da CLT: Entre 2 (duas) jornadas de trabalho 
haverá um período mínimo de 11 (onze) horas 
consecutivas para descanso. 
FIQUE ATENTO: A concessão do descanso 
semanal remunerado não desobriga o 
empregador de conceder o interjornada mínimo 
de ONZE HORAS. Em assim sendo, o empregado 
tem direito a 35 horas consecutivas de descanso 
semanal (24 horas do DSR+11 interjornada). 
 
 3) TRABALHO AOS DOMINGOS E 
FERIADOS: 
Será assegurado a todo empregado um 
descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas 
consecutivas, o qual, salvo motivo de 
conveniência pública ou necessidade imperiosa 
 
do serviço, deverá coincidir com o domingo, no 
todo ou em parte. Esse é o popular “DSR” = 
DESCANSO SEMANAL REMUNERADO. 
Nos serviços que exijam trabalho aos domingos, 
com exceção quanto aos elencos teatrais, será 
estabelecida escala de revezamento, 
mensalmente organizada e constando de 
quadro sujeito à fiscalização. 
ATENÇÃO – SÚMULA 146, DO TST: O trabalho 
prestado em domingos e feriados, não 
compensado, deve ser pago em dobro, sem 
prejuízo da remuneração relativa ao repouso 
semanal. 
ATENÇÃO – LEI 11.306/07: A referida lei 
autorizou o trabalho aos domingos nas 
atividades do comércio em geral, observada a 
legislação municipal. Ademais, também 
estabeleceu que o repouso semanal 
remunerado deverá coincidir, pelo menos uma 
vez no período máximo de três semanas, com o 
domingo. Por fim, É permitiu o trabalho em 
feriados nas atividades do comércio em geral, 
desde que autorizado em convenção coletiva 
de trabalho e observada a legislação municipal. 
ATENÇÃO – JORNADA 12X36: A remuneração 
mensal pactuada pelo horário de trabalho 12x36 
já abrange os pagamentos devidos pelo 
descanso semanal remunerado e pelo descanso 
em feriados, e serão considerados 
compensados os feriados e as prorrogações de 
trabalho noturno. 
NESSE SENTIDO É A JURISPRUDÊNCIA PÁTRIA: 
TRT-4 - Recurso Ordinário Trabalhista ROT 
00205254920195040018 (TRT-4) 
Jurisprudência•Data de publicação: 26/08/2021 
REGIME DE TRABALHO 12X36. DOMINGOS 
TRABALHADOS. No regime 12x36, os domingos 
trabalhados pelo empregado são naturalmente 
compensados, restando observado o descanso 
semanal remunerado, motivo pelo qual é 
indevida a sua remuneração em dobro. 
 
 
 
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PROCESSO DO TRABALHO 
2ª DICA DO DIA 03 
1. PROCESSO TRABALHISTA, ATOS E PRAZOS 
PROCESSUAIS 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Disposições sobre o processo trabalhista são 
encontradas no artigo 763 e seguintes da CLT. 
Processo (procedimento) é o conjunto de atos 
coordenados que se efetivam em contraditório, 
objetivando a decisão do conflito trabalhista. 
Rito é a forma como o procedimento irá se 
desenvolver no processo (Pode ser ordinário, 
sumaríssimo ou sumário). 
Os atos processuais são praticados pelos 
sujeitos da relação processual, com a finalidade 
única de obtenção da decisão de mérito, 
extinguindo o conflito trabalhista. 
Vale ressaltar que no processo do trabalho, ao 
contrário do cível, se busca, primordialmente, a 
simplicidade, celeridade, oralidade, 
concentração dos atos processuais, 
irrecorribilidade das decisões interlocutórias, 
conciliação, etc. 
Estes, portanto, são princípios do processo 
trabalhista. 
Vamos ver o que há de mais importante em cada 
um deles: 
1) Princípio da celeridade: Direito de obter, no 
menor espaço de tempo, a apreciação ao 
conflito levado à Juízo (art. 765, da CLT e inciso 
LXXVIII, do artigo 5º da Constituição Federal). Os 
Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla 
liberdade na direção do processo e velarão pelo 
andamento rápido das causas, podendo 
determinar qualquer diligência necessária ao 
esclarecimento delas. 
2) Princípio da inafastabilidade do controle 
jurisdicional: Previsto no art. 5º, XXXV, da CF e 
prevê que a Lei não excluirá da apreciação do 
Judiciário lesão ou ameaça a direito. 
3) Princípio da concentração dos atos 
processuais: Importante princípio do processo 
trabalhista. Leciona que, na medida do possível, 
todos os atos processuais devem ser 
concentrados e decididos em um único 
momento, representado pela audiência (a 
audiência, em regra, é UNA). Tem o objetivo de 
agrupar os atos de processo em eventos únicos, 
acelerando sua tramitação. 
4) Princípio da oralidade: Outro importante 
princípio: O processo trabalhista é por sua 
natureza um procedimento oral. A reclamação 
pode ser apresentada de forma oral, a 
contestação, etc., tudo com vistas a dar 
celeridade ao processo. 
5) Princípio da conciliação: Importantíssimo! A 
conciliação constitui um dos elementos 
primordiais do processo do trabalho. Com ela se 
obtém paz social e diminuição de conflitos. A 
conciliação trabalhista deve ser incentivada em 
qualquer momento e qualquer grau de 
jurisdição. O JUIZ É OBRIGADO A APRESENTAR 
DUAS PROPOSTAS DE CONCILIAÇÃO, UMA NO 
INÍCIO DA AUDIÊNCIA (Art. 846, da CLT) E UMA 
ANTES DO SEU ENCERRAMENTO (Art. 850, da 
CLT). Art. 764/CLT - Os dissídios individuais ou 
coletivos submetidos à apreciação da Justiça do 
Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. 
ATENÇÃO: O JUIZ NÃO É OBRIGADO A 
HOMOLOGAR O ACORDO PROPOSTO PELAS 
PARTES (Vide súmula 418, do TST, e artigos 855-
B e seguintes, da CLT). 
6) Princípio da simplicidade e informalidade: 
São característicos do processo do trabalho os 
princípios da simplicidade e da informalidade, 
sendo certo que segundo o qual os rigores 
formais dos ritos processuais devem ser 
reduzidos a um mínimo indispensável para que 
se atinja a finalidade do processo (realização do 
direito material). 
7) Irrecorribilidade das decisões 
interlocutórias: Assegurado junto ao artigo 893, 
§1º, da CLT e súmula 214, do C. TST. Os 
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incidentes do processo serão resolvidos pelo 
próprio Juízo ou Tribunal, admitindo-se a 
apreciação do merecimento das decisões 
interlocutórias somente em recursos de 
decisões definitivas. 
8) Princípio da Primazia da Realidade: Em uma 
relação de trabalho o que realmente importa é 
o que acontece, os fatos, mesmo que eventual 
documento indique o contrário. Em matéria 
trabalhista é mais importante o que ocorre na 
prática. 
9) Princípio da Primazia da Realidade: Em uma 
relação de trabalho o que realmente importa é 
o que acontece, os fatos, mesmo que eventual 
documento indique o contrário. Em matéria 
trabalhista é mais importante o que ocorre na 
prática. 
10) Princípio da Publicidade: Em regra, os atos 
processuais devem ser públicos. 
11) Princípio do devido processo legal: 
Ninguém será privado da liberdade ou de seus 
bens sem o devido processo legal 
12) Princípio do contraditório e ampla defesa: 
Aos litigantes, em processo judicial ou 
administrativo, e aos acusados em geral são 
assegurados o contraditório e ampla defesa, 
com os meios e recursos a ela inerentes. 
13) Princípio do JUS POSTULANDI: No processo 
trabalhista as partes possuem capacidade 
postulatória. No entanto,a súmula 425, do TST, 
estabelece que tal capacidade somente pode ser 
exercida nas INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS (O jus 
postulandi das partes, estabelecido no art. 791 
da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos 
Tribunais Regionais do Trabalho, não 
alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o 
mandado de segurança e os recursos de 
competência do Tribunal Superior do 
Trabalho). 
Passado o estudo dos princípios, vale ressaltar 
que a compensação, ou retenção de valores, só 
poderá ser arguida como matéria de defesa, ou 
seja, se a compensação não for arguida na 
contestação, HAVERÁ PRECLUSÃO (Súmula 48 
e art. 767, da CLT). 
Terá preferência em todas as fases processuais 
o dissídio cuja decisão tiver de ser executada 
perante o Juízo da falência. 
Nos casos omissos, o direito processual comum 
(PROCESSO CIVIL) será fonte subsidiária do 
direito processual do trabalho, exceto naquilo 
em que for incompatível com as normas de 
processo trabalhista. 
Os atos processuais serão públicos salvo 
quando o contrário determinar o interesse 
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) 
às 20 (vinte) horas. 
Os prazos trabalhistas serão contados em dias 
úteis, com exclusão do dia do começo e 
inclusão do dia do vencimento. 
Os prazos podem ser alterados quando o juízo 
entender necessário e em virtude de força 
maior, devidamente comprovada. 
O Juízo pode dilatar os prazos processuais e 
alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do 
conflito de modo a conferir maior efetividade à 
tutela do direito. 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Prazos 
peremptórios (aqueles que não podem ser 
alterados pela liberalidade das partes, como os 
prazos para os recursos) não podem ser, em 
regra, modificados, vide 222, do CPC: 
Art. 222. Na comarca, seção ou subseção 
judiciária onde for difícil o transporte, o juiz 
poderá prorrogar os prazos por até 2 (dois) 
meses. 
§ 1º Ao juiz é vedado reduzir prazos 
peremptórios sem anuência das partes. 
§ 2º Havendo calamidade pública, o limite 
previsto no caput para prorrogação de prazos 
poderá ser excedido. 
Portanto, prazos peremptórios não comportam 
dilação, a não ser com a anuência expressa de 
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todos os litigantes, em caso de calamidade 
pública, ou tratando-se de locais onde for difícil 
o transporte. 
RECESSO TRABALHISTA: Suspende-se o curso 
do prazo processual nos dias compreendidos 
entre 20 de dezembro e 20 de janeiro (recesso). 
Durante a suspensão do prazo, não se 
realizarão audiências nem sessões de 
julgamento. 
Na Justiça do Trabalho, litisconsortes com 
procuradores diferentes NÃO têm prazo em 
dobro, em razão de incompatibilidade com a 
celeridade que lhe é inerente (OJ 310, TST). 
Nos processos perante a Justiça do Trabalho, 
constituem privilégio da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e das 
autarquias ou fundações de direito público 
federais, estaduais ou municipais que não 
explorem atividade econômica: 
II - o quádruplo do prazo fixado no artigo 841 
(para contestar e comparecer à audiência); 
III - o prazo em dobro para recurso. 
 
2. DAS PARTES E PROCURADORES, 
SUCUMBÊNCIA, HONORÁRIOS E DANO 
PROCESSUAL 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
As disposições sobre os institutos acima 
mencionados encontram-se a partir do art. 790-
B, da CLT. 
Autor é aquele que ocupa o polo ativo da 
demanda, normalmente é o reclamante 
(empregado). 
Réu é aquele que ocupa o polo passivo, 
normalmente é o reclamado (empresa). 
Os empregados e os empregadores poderão 
reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até 
o final (É o “jus postulandi” das partes). 
Via de regra, todo aquele que tem 
PERSONALIDADE JURÍDICA pode ser parte. 
Para pessoas físicas, a capacidade de ser parte 
extingue-se com a morte. Se isso ocorrer 
durante o processo o feito será suspenso para 
habilitação dos sucessores. 
ATENÇÃO: A reclamação trabalhista do menor 
de 18 anos será feita por seus representantes 
legais e, na falta destes, pela Procuradoria da 
Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo 
Ministério Público estadual ou curador 
nomeado em juízo. 
ATENÇÃO: A União, os estados e o DF são 
representados ativa e passivamente pelos seus 
Procuradores. O Município será representado 
pelo Prefeito ou Procuador. 
IMPORTANTE – SÚMULA 426, TST: 
I - A União, Estados, Municípios e Distrito 
Federal, suas autarquias e fundações públicas, 
quando representadas em juízo, ativa e 
passivamente, por seus procuradores, estão 
dispensadas da juntada de instrumento de 
mandato e de comprovação do ato de 
nomeação. 
II - Para os efeitos do item anterior, é essencial 
que o signatário ao menos declare-se exercente 
do cargo de procurador, não bastando a 
indicação do número de inscrição na Ordem 
dos Advogados do Brasil. 
Nos dissídios individuais os empregados e 
empregadores poderão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, advogado, 
solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem 
dos Advogados do Brasil. 
Nos dissídios coletivos é facultada aos 
interessados a assistência por advogado. 
O Ministério Público do Trabalho tem 
legitimidade para ajuizar ações trabalhistas em 
defesa dos direitos difusos e coletivos dos 
trabalhadores (art. 129, III, da CF). 
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HONORÁRIOS DE ADVOGADO: Ao advogado, 
ainda que atue em causa própria, serão devidos 
honorários de sucumbência, fixados entre o 
mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 
15% (quinze por cento) sobre o valor que 
resultar da liquidação da sentença, do proveito 
econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. 
Os honorários também são devidos também nas 
ações contra a Fazenda Pública e nas ações em 
que a parte estiver assistida ou substituída pelo 
sindicato de sua categoria. 
CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS: 1) 
Grau de zelo do profissional; 2) lugar de 
prestação do serviço; 3) natureza e importância 
de causa e 4) o trabalho realizado pelo advogado 
e o tempo exigido para o seu serviço. 
ATENÇÃO: Na hipótese de procedência parcial, 
o juízo arbitrará honorários de sucumbência 
recíproca, vedada a compensação entre os 
honorários. 
BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA E 
HONORÁRIOS: Vencido o beneficiário da 
justiça gratuita, desde que não tenha obtido 
em juízo, ainda que em outro processo, 
créditos capazes de suportar a despesa, as 
obrigações decorrentes de sua sucumbência 
ficarão sob condição suspensiva de 
exigibilidade e somente poderão ser 
executadas se, nos dois anos subsequentes ao 
trânsito em julgado da decisão que as 
certificou, o credor demonstrar que deixou de 
existir a situação de insuficiência de recursos 
que justificou a concessão de gratuidade, 
extinguindo-se, passado esse prazo, tais 
obrigações do beneficiário. 
IMPORTANTE: FIQUE ATENTO, NA ADI 5766, 
DECIDIU O STF QUE SÃO inconstitucionais os 
dispositivos que estabelecem a necessidade de 
pagamento de honorários periciais e 
advocatícios pela parte derrotada (honorários 
de sucumbência), mesmo que esta seja 
beneficiária da Justiça gratuita (artigo 790-B, 
caput e parágrafo 4º, da CLT) e o que autoriza o 
uso de créditos trabalhistas devidos ao 
beneficiário de justiça gratuita, em outro 
processo, para o pagamento desses honorários 
(artigo 791-A, parágrafo 4º). 
HONORÁRIOS NA RECONVENÇÃO: São devidos 
honorários de sucumbência na reconvenção. 
HONORÁRIOS DE PERITO: A responsabilidade 
pelo pagamento dos honorários periciais é da 
parte sucumbente na pretensão objeto da 
perícia, ainda que beneficiária da justiça 
gratuita. 
Somente no caso em que o beneficiário da 
justiça gratuita não tenha obtido em juízo 
créditos capazes de suportar a despesa referida 
no caput, ainda que em outro processo, a União 
responderá pelo encargo. 
IMPORTANTE: FIQUE ATENTO, NAADI 5766, 
DECIDIU O STF QUE SÃO inconstitucionais os 
dispositivos que estabelecem a necessidade de 
pagamento de honorários periciais e 
advocatícios pela parte derrotada (honorários 
de sucumbência), mesmo que esta seja 
beneficiária da Justiça gratuita (artigo 790-B, 
caput e parágrafo 4º, da CLT) e o que autoriza o 
uso de créditos trabalhistas devidos ao 
beneficiário de justiça gratuita, em outro 
processo, para o pagamento desses honorários 
(artigo 791-A, parágrafo 4º). 
O juízo poderá deferir parcelamento dos 
honorários periciais. 
O juízo não poderá exigir adiantamento de 
valores para realização de perícias. 
NA JUSTIÇA DO TRABALHO, EXISTE A 
POSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAÇÃO POR 
DANO PROCESSUAL? 
Sim, e as causas são previstas nos artigos 793-A 
e seguintes, da CLT. 
Responde por perdas e danos aquele que litigar 
de má-fé como reclamante, reclamado ou 
interveniente. 
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Hipóteses da litigância de má-fé estão no art. 
793-B, da CLT. 
A pena pode ser aplicada de oficio ou a 
requerimento da parte. 
A penalidade deverá ser superior a 1% (um por 
cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor 
corrigido da causa, além dos honorários 
advocatícios e todas as despesas efetuadas pelo 
adverso. 
Quando forem dois ou mais os litigantes de má-
fé, o juízo condenará cada um na proporção de 
seu respectivo interesse na causa ou 
solidariamente aqueles que se coligaram para 
lesar a parte contrária. 
A mesma multa acima é aplicada a testemunha 
que intencionalmente alterar a verdade dos 
fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento 
da causa. 
A execução da multa ocorre nos próprios autos. 
 
3. NULIDADES PROCESSUAIS – FAIXA EXTRA 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Vide artigos 794 de seguintes da CLT. 
Só haverá nulidade quando resultar manifesto 
prejuízo às partes litigantes (PRINCÍPIO DA 
TRANSCENDÊNCIA OU DO PREJUÍZO). 
As nulidades no processo do trabalho somente 
serão declaradas mediante provocação das 
partes, as quais deverão argui-las à primeira 
vez em que tiverem de falar em audiência ou 
nos autos (PRINCÍPIO DA CONVALIDAÇÃO OU 
PRECLUSÃO). 
Se tal momento passar, estará PRECLUSA a 
oportunidade de requerer a nulidade. 
EXCEÇÃO: NULIDADE ABSOLUTA, POIS O JUIZ 
DEVE CONHECER DE OFÍCIO E NÃO HÁ 
PRECLUSÃO. 
ATENÇÃO: A nulidade fundada em 
incompetência de foro (matéria ou 
competência funcional) deve ser declarada de 
oficio. Nesse caso, serão considerados nulos os 
atos decisórios. 
A nulidade não será pronunciada: quando for 
possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato; ou 
quando arguida por quem lhe tiver dado causa 
(PRINCÍPIO DO INTERESSE). 
A nulidade do ato não prejudicará senão os 
posteriores que dele dependam ou sejam 
consequência. 
 
4. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS – FIQUE 
LIGADO, É BOM SABER! 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
A compensação, ou retenção, só poderá ser 
arguida como matéria de defesa; 
Portanto, fique atento: A reclamada deve 
sempre requerer a compensação de CRÉDITOS 
TRABALHISTAS na contestação! Acaso assim não 
proceda estará precluso eventual futuro 
requerimento. 
Terá preferência em todas as fases processuais 
o dissídio cuja decisão tiver de ser executada 
perante o Juízo da falência. 
Nos casos omissos, o direito processual comum 
será fonte subsidiária do direito processual do 
trabalho, exceto naquilo em que for 
incompatível com as normas deste Título. 
PRESTE MUITA ATENÇÃO: A compensação, na 
Justiça do Trabalho, está restrita a dívidas de 
natureza trabalhista (Súmula 18, TST). 
PRESTE MUITA ATENÇÃO: A compensação só 
poderá ser arguida com a contestação. (Súmula 
48, TST). 
FIQUE LIGADÍSSIMO (DISCUSSÃO NA OAB 
XXXIII): Na Justiça do Trabalho a compensação 
se restringe à matéria eminentemente 
trabalhista, conforme sedimentado por meio da 
Súmula 18 do C.TST, como exemplo, indicamos: 
Adiantamento de salários e os danos causados 
pelo empregado. Assim sendo, é vedada a 
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39 
 
compensação de empréstimo contraído pelo 
empregado junto ao empregador, porquanto 
débito de natureza civil. 
Nesse sentido: 
TRT-24 - 00242293820135240046 (TRT-24) 
Jurisprudência•Data de publicação: 07/08/2014 
COMPENSAÇÃO. EMPRÉSTIMOS FEITOS 
DURANTE O VÍNCULO. NATUREZA NÃO 
TRABALHISTA. SÚMULA 18/TST. Não é permitida 
a compensação de valores/dívidas que não 
tenham natureza trabalhista, ainda que 
contraídas durante o vínculo de emprego 
(Súmula 18/TST). Recurso não provido. 
PRESTE ATENÇÃO AQUI: Embora a CLT restrinja 
as hipóteses de descontos, o artigo 1º da Lei nº 
10.820, de 2003, possibilita ao empregado 
autorizar o desconto de empréstimo 
consignado, inclusive, sobre as verbas 
rescisórias devidas pelo empregador, se assim 
previsto no respectivo contrato, até o limite de 
35%. 
Art. 1º Os empregados regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, 
aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de 
maio de 1943, poderão autorizar, de forma 
irrevogável e irretratável, o desconto em folha 
de pagamento ou na sua remuneração 
disponível dos valores referentes ao 
pagamento de empréstimos, financiamentos, 
cartões de crédito e operações de 
arrendamento mercantil concedidos por 
instituições financeiras e sociedades de 
arrendamento mercantil, quando previsto nos 
respectivos contratos. (Redação dada pela 
Lei nº 13.172, de 2015) 
§ 1º O desconto mencionado neste artigo 
também poderá incidir sobre verbas rescisórias 
devidas pelo empregador, se assim previsto no 
respectivo contrato de empréstimo, 
financiamento, cartão de crédito ou 
arrendamento mercantil, até o limite de 35% 
(trinta e cinco por cento), sendo 5% (cinco por 
cento) destinados exclusivamente para: 
(Redação dada pela Lei nº 13.172, de 2015) 
I - a amortização de despesas contraídas por 
meio de cartão de crédito; ou (Incluído pela 
pela Lei nº 13.172, de 2015) 
II - a utilização com a finalidade de saque por 
meio do cartão de crédito. 
MAS FIQUE ATENTO: EMPRÉSTIMO DIRETO É 
DIFERENTE DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO! 
ÉTICA 
 DICA DO DIA 04 
1. INSCRIÇÃO NA OAB 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Os artigos correspondentes ao tema ora 
estudados encontram-se dispostos tanto no 
EAOAB (Art. 8º ao 14º) e RGOAB (Art. 20º ao 
26º). 
Vamos começar. 
INSCRIÇÃO DO ADVOGADO: O Art. 8º, do 
EAOAB, enumera os requisitos necessários para 
a inscrição nos quadros de advogado. 
São eles: capacidade civil; diploma ou certidão 
de graduação em direito, obtido em instituição 
de ensino oficialmente autorizada e 
credenciada; título de eleitor e quitação do 
serviço militar, se brasileiro; aprovação em 
Exame de Ordem; não exercer atividade 
incompatível com a advocacia; idoneidade 
moral; e prestar compromisso perante o 
conselho. 
OBS: Não atende ao requisito de idoneidade 
moral aquele que tiver sido condenado por 
crime infamante, salvo reabilitação judicial. 
OBS: A inidoneidade moral PODE SER suscitada 
por qualquer pessoa, devendo ser declarada 
mediante decisão que obtenha no mínimo 
dois terços dos votos de todos os membros 
do conselho competente. 
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40 
 
OBS: O estrangeiro ou brasileiro, quando não 
graduado em direito no Brasil, deve fazer prova 
do título de graduação, obtido em instituição 
estrangeira, devidamente revalidado, além de 
atender aos demais requisitos acima citados. 
OBS: Quem regulamenta o EXAME DE ORDEM é 
o Conselho Federal da OAB. 
O artigo 20, do RGOAB, estabelece que o 
requerente à inscrição principal no quadro de 
advogados DEVE prestar compromisso perante 
o Conselho Seccional, sendo certo que tal 
compromisso é indelegável, por sua natureza 
solene e personalíssima. 
A conduta incompatível com a advocacia, 
comprovadamente imputável ao requerente, 
impede a inscrição no quadro de advogados. 
O requerente à inscrição no quadrode 
advogados, na falta de diploma regularmente 
registrado, pode apresentar certidão de 
graduação em direito, acompanhada de cópia 
autenticada do respectivo histórico escolar. 
Existem TRÊS TIPOS DE INSCRIÇÃO PARA O 
ADVOGADO: Principal, suplementar e por 
transferência. 
A lei nº 14.365/2022 modificou alguns artigos do 
estatuto de ética da OAB passando a disciplinar 
o tema, ora estudado, da seguinte forma: 
Art. 9º Para inscrição como estagiário é 
necessário: 
I - Preencher os requisitos mencionados nos 
incisos I, III, V, VI e VII do art. 8º 
Que são: I - capacidade civil; III - título de eleitor 
e quitação do serviço militar, se brasileiro; V - 
Não exercer atividade incompatível com a 
advocacia; VI - Idoneidade moral; VII - prestar 
compromisso perante o conselho 
II - Ter sido admitido em estágio profissional de 
advocacia. 
§ 1º O estágio profissional de advocacia, com 
duração de dois anos, realizado nos últimos anos 
do curso jurídico, pode ser mantido pelas 
respectivas instituições de ensino superior pelos 
Conselhos da OAB, ou por setores, órgãos 
jurídicos e escritórios de advocacia credenciados 
pela OAB, sendo obrigatório o estudo deste 
Estatuto e do Código de Ética e Disciplina. 
§ 2º A inscrição do estagiário é feita no Conselho 
Seccional em cujo território se localize seu curso 
jurídico. 
§ 3º O aluno de curso jurídico que exerça 
atividade incompatível com a advocacia pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva 
instituição de ensino superior, para fins de 
aprendizagem, vedada a inscrição na OAB. 
§ 4º O estágio profissional poderá ser cumprido 
por bacharel em Direito que queira se inscrever 
na Ordem. 
§ 5º Em caso de pandemia ou em outras 
situações excepcionais que impossibilitem as 
atividades presenciais, declaradas pelo poder 
público, o estágio profissional poderá ser 
realizado no regime de teletrabalho ou de 
trabalho a distância em sistema remoto ou não, 
por qualquer meio telemático, sem configurar 
vínculo de emprego a adoção de qualquer uma 
dessas modalidades. (Incluído pela Lei nº 
14.365, de 2022) 
§ 6º Se houver concessão, pela parte 
contratante ou conveniada, de equipamentos, 
sistemas e materiais ou reembolso de despesas 
de infraestrutura ou instalação, todos 
destinados a viabilizar a realização da atividade 
de estágio prevista no § 5º deste artigo, essa 
informação deverá constar, expressamente, do 
convênio de estágio e do termo de 
estágio. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 
2022) 
Art. 10. A inscrição principal do advogado deve 
ser feita no Conselho Seccional em cujo 
território pretende estabelecer o seu domicílio 
profissional, na forma do regulamento geral. 
§ 1º Considera-se domicílio profissional a sede 
principal da atividade de advocacia, 
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prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa 
física do advogado. 
§ 2º Além da principal, o advogado deve 
promover a inscrição suplementar nos 
Conselhos Seccionais em cujos territórios passar 
a exercer habitualmente a profissão 
considerando-se habitualidade a intervenção 
judicial que exceder de cinco causas por ano. 
§ 3º No caso de mudança efetiva de domicílio 
profissional para outra unidade federativa, deve 
o advogado requerer a transferência de sua 
inscrição para o Conselho Seccional 
correspondente. 
§ 4º O Conselho Seccional deve suspender o 
pedido de transferência ou de inscrição 
suplementar, ao verificar a existência de vício ou 
ilegalidade na inscrição principal, contra ela 
representando ao Conselho Federal. 
Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional 
que: 
I - Assim o requerer; 
II - Sofrer penalidade de exclusão; 
III - falecer; 
IV - Passar a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia; 
V - Perder qualquer um dos requisitos 
necessários para inscrição. 
§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, 
III e IV, o cancelamento deve ser promovido, de 
ofício, pelo conselho competente ou em virtude 
de comunicação por qualquer pessoa. 
§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - 
que não restaura o número de inscrição anterior 
- deve o interessado fazer prova dos requisitos 
dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º. 
§ 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo 
pedido de inscrição também deve ser 
acompanhado de provas de reabilitação. 
Art. 12. Licencia-se o profissional que: 
I - Assim o requerer, por motivo justificado; 
II - Passar a exercer, em caráter temporário, 
atividade incompatível com o exercício da 
advocacia; 
III - sofrer doença mental considerada curável. 
Art. 13. O documento de identidade 
profissional, na forma prevista no regulamento 
geral, é de uso obrigatório no exercício da 
atividade de advogado ou de estagiário e 
constitui prova de identidade civil para todos os 
fins legais. 
Art. 14. É obrigatória a indicação do nome e do 
número de inscrição em todos os documentos 
assinados pelo advogado, no exercício de sua 
atividade. 
Parágrafo único. É vedado anunciar ou divulgar 
qualquer atividade relacionada com o exercício 
da advocacia ou o uso da expressão escritório de 
advocacia, sem indicação expressa do nome e 
do número de inscrição dos advogados que o 
integrem ou o número de registro da sociedade 
de advogados na OAB. 
A inscrição principal do advogado deve ser 
feita no Conselho Seccional em cujo território 
pretende estabelecer o seu domicílio 
profissional (Considera-se domicílio profissional 
a sede principal da atividade de advocacia, 
prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa 
física do advogado). 
A inscrição suplementar deverá ser promovida 
nos Conselhos Seccionais em cujos territórios 
passar a exercer habitualmente a profissão, 
considerando-se habitualidade a intervenção 
judicial que exceder de cinco causas por ano (SE 
O ADVOGADO TIVER MAIS DE CINCO CAUSAS 
EM OUTRO ESTADO, POR ANO, DEVE MANTER A 
INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR). 
O artigo 26, do RGOAB leciona que o advogado 
fica dispensado de comunicar o exercício 
eventual da profissão, até o total de cinco 
causas por ano, acima do qual obriga-se à 
inscrição suplementar (Portanto, se o 
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advogado tiver mais de 05 causas por ano em 
outra localidade, TEM O DEVER DE 
INFORMAÇÃO). 
A inscrição por transferência ocorre em caso de 
mudança efetiva de domicílio profissional para 
outra unidade federativa (o advogado deve 
requerer a transferência de sua inscrição para o 
Conselho Seccional correspondente). 
ATENÇÃO: SE O ADVOGADO NÃO PAGAR AS 
ANUIDADES E DÉBITOS, O QUE ACONTECE? 
Isso é regulado pelo RGOAB, artigo 24, que diz 
que “O advogado, regularmente notificado, 
deve quitar seu débito relativo às anuidades, 
no prazo de 15 dias da notificação, sob pena de 
suspensão, aplicada em processo disciplinar”. 
Portanto, após a REGULAR NOTIFICAÇÃO DO 
DÉBITO, O ADVOGADO DEVE PROCEDER COM 
A QUITAÇÃO EM ATÉ QUINZE DIAS, SOB PENA 
DE PUNIÇÃO. AINDA, DE BOM ALVITRE 
REGISTRAR QUE CANCELA-SE A INSCRIÇÃO 
QUANDO OCORRER A TERCEIRA SUSPENSÃO, 
RELATIVA AO NÃO PAGAMENTO DE 
ANUIDADES DISTINTAS. 
FIQUE ATENTO: É obrigatória a indicação do 
nome e do número de inscrição em todos 
os documentos assinados pelo advogado, no 
exercício de sua atividade! Sobre isso, bom 
mencionar, inclusive, que É VEDADO anunciar 
ou divulgar qualquer atividade relacionada 
com o exercício da advocacia ou o uso da 
expressão “escritório de advocacia”, sem 
indicação expressa do nome e do número de 
inscrição dos advogados que o integrem ou o 
número de registro da sociedade de advogados 
na OAB. 
Por fim, as causas de licenciamento e de 
cancelamento da inscrição encontram-se nos 
artigos 11 e 12, do ESTATUTO DA ADVOCACIA E 
DA OAB, bastando você ter conhecimento da 
sua literalidade. 
Também vale dizer que após a inscrição nos 
quadros da OAB, fica o advogado APTO à pratica 
dos ATOSPRIVATIVOS previstos no artigo 1, do 
EAOAB: a postulação a órgão do Poder 
Judiciário e aos juizados especiais (Fazendo 
prova do mandato – contudo, afirmando 
urgência, pode atuar sem procuração, 
obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze 
dias, prorrogável por igual período - Art. Art. 
5º, EAOAB – leia o artigo na íntegra); as 
atividades de consultoria, assessoria e direção 
jurídicas. 
Sim, o advogado é indispensável à 
administração da justiça e no seu dever social o 
advogado presta serviço público e exerce 
função social! 
ATENÇÃO: A impetração de habeas corpus em 
qualquer instância ou tribunal (Art. 1º, §1º, 
EAOAB). 
ATENÇÃO: Os atos e contratos constitutivos de 
pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só 
podem ser admitidos a registro, nos órgãos 
competentes, quando visados por advogados 
(Art. 1º, §2º, EAOAB). 
O exercício da atividade de advocacia no 
território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na Ordem 
dos Advogados do Brasil – OAB (Art. 3º, 
EAOAB). 
Alguém além dos inscritos na OAB exercem 
atividade de ADVOCACIA: Sim, os integrantes 
da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria, 
da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e 
das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e 
das respectivas entidades de administração 
indireta e fundacional. Vale dizer que estes se 
subordinam ao EAOAB e ao regime próprio a 
que se subordinem (Art. 3º, §1º, EAOAB). 
FIQUE ATENTO – CONSEQUÊNCIA DOS ATOS 
PRÁTICADOS POR QUEM NÃO É INSCRITO: São 
nulos os atos privativos de advogado 
praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem 
prejuízo das sanções civis, penais e 
administrativas. São também nulos os atos 
praticados por advogado impedido – no âmbito 
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do impedimento – suspenso, licenciado ou que 
passar a exercer atividade incompatível com a 
advocacia (Art. 4º, EAOAB). 
IMUNIDADE DO ADVOGADO: No exercício da 
profissão, o advogado ERA inviolável por seus 
atos e manifestações, nos limites da Lei. Um 
desses limites encontrava-se no artigo 7º, §2º. 
Portanto, antes da revogação pela Lei 
14.365/22, temos que embora o advogado 
DETIVESSE imunidade profissional em razão de 
INJÚRIA OU DIFAMAÇÃO quanto aos atos 
praticados no exercício de sua atividade, em 
juízo ou fora dele, o DESACATO ERA punível! 
--COMO ACIMA DITO, A LEI 14.365/22 
REVOGOU A REFERIDA IMUNIDADE, SENDO 
CERTO QUE, ATUALMENTE, A OAB TRABALHA 
PARA FAZER COM QUE A RESPECTIVA 
IMUNIDADE PROFISSIONAL VOLTE AO 
ESTATUTO DA OAB. 
(https://www.oab.org.br/noticia/59897/imunid
ade-profissional-voltara-ao-estatuto-da-oab) 
INSCRIÇÃO DO ESTAGIÁRIO: O Art. 9º, do 
EAOAB, enumera os requisitos necessários para 
a inscrição nos quadros de estagiário. 
Os requisitos são os mesmos do advogado, COM 
EXCEÇÃO do diploma ou certidão de 
graduação em direito, obtido em instituição 
de ensino oficialmente autorizada e 
credenciada e da aprovação no exame de 
ordem. 
O estágio profissional de advocacia TEM 
DURAÇÃO DE DOIS ANOS e deve ser realizado 
nos últimos anos do curso jurídico, pode ser 
mantido pelas respectivas instituições de ensino 
superior, pelos Conselhos da OAB, ou por 
setores, órgãos jurídicos e escritórios de 
advocacia credenciados pela OAB, sendo 
obrigatório o estudo deste Estatuto e do 
Código de Ética e Disciplina (Mais sobre isso 
você viu no LIVRO 06 DO DICAS). 
A inscrição do estagiário é feita no Conselho 
Seccional em cujo território se localize seu 
curso jurídico. 
O aluno de curso jurídico que exerça atividade 
incompatível com a advocacia pode 
frequentar o estágio ministrado pela respectiva 
instituição de ensino superior, para fins de 
aprendizagem, vedada a inscrição na OAB. 
ATENÇÃO: O documento de identidade 
profissional é de uso obrigatório no exercício 
da atividade de advogado ou de estagiário e 
constitui prova de identidade civil para todos os 
fins legais. 
Parece ÓBVIO, mas a literalidade do acima 
mencionado já foi cobrado na prova da OAB, 
vejamos: 
De acordo com o Estatuto da OAB, o documento 
de identidade profissional, na forma prevista no 
Regulamento Geral, é de uso 
Alternativas 
A) facultativo, pois não constitui prova de 
identidade civil para fins legais. 
B) obrigatório no exercício da atividade de 
advogado ou de estagiário e constitui prova de 
identidade civil para todos os fins legais. 
C) obrigatório no exercício da atividade de 
advogado, porém facultativo para os estagiários. 
D) obrigatório no exercício da atividade de 
advogado ou de estagiário, embora não 
constitua prova de identidade civil para fins 
legais. 
Os atos de advocacia, previstos no art. 1º do 
Estatuto (já vistos acima), podem ser subscritos 
por estagiário inscrito na OAB, em conjunto 
com o advogado ou o defensor público (Art. 29, 
RGOAB). 
O estagiário inscrito na OAB pode praticar 
isoladamente os seguintes atos, sob a 
responsabilidade do advogado (Art. 29, §1º, 
RGOAB): 
I – Retirar e devolver autos em cartório, 
assinando a respectiva carga; 
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II – Obter junto aos escrivães e chefes de 
secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos; 
III – assinar petições de juntada de documentos 
a processos judiciais ou administrativos. 
Para ATOS EXTRAJUDICIAIS, o estagiário pode 
comparecer isoladamente, quando receber 
autorização ou substabelecimento do 
advogado. 
 
2. ORGANIZAÇÃO DA OAB/ÓRGÃOS DA OAB 
O QUE VOCÊ DEVE SABER 
Tema pode ser encontrando junto aos Arts. 
44º/62º, EAOAB. 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB,) serviço 
público, dotada de personalidade jurídica e 
forma federativa, tem finalidade institucional e 
corporativa, devendo: defender a Constituição, 
a ordem jurídica do Estado democrático de 
direito, os direitos humanos, a justiça social, e 
pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida 
administração da justiça e pelo 
aperfeiçoamento da cultura e das instituições 
jurídicas e promover, com exclusividade, a 
representação, a defesa, a seleção e a 
disciplina dos advogados em toda a República 
Federativa do Brasil. 
A OAB não tem vínculo funcional ou hierárquico 
com a administração pública. 
A OAB goza de imunidade tributária total em 
relação a seus bens, rendas e serviços, POIS 
CONSTITUI SERVIÇO PÚBLICO. 
Compete à OAB fixar e cobrar, de seus 
inscritos, contribuições, preços de serviços e 
multas. 
São órgãos da OAB: Conselho federal, conselhos 
seccionais, subseções e caixa de assistência dos 
advogados. 
O patrimônio do Conselho Federal, do 
Conselho Seccional, da Caixa de Assistência 
dos Advogados e da Subseção é constituído de 
bens móveis e imóveis e outros bens e valores 
que tenham adquirido ou venham a adquirir. 
 
DO CONSELHO FEDERAL 
O conselho federal é dotado de personalidade 
jurídica própria, tem sede na capital da 
República, e é o órgão supremo da OAB. 
É composto por: conselheiros federais 
(integrantes das delegações de cada unidade 
federativa) e de seus ex-presidentes, na 
qualidade de membros honorários vitalícios. 
ATENÇÃO: Cada delegação é formada por três 
conselheiros federais, totalizando 81 
Conselheiros Federais. 
ATENÇÃO: Os ex-presidentes têm direito 
apenas a voz nas sessões. 
INOVAÇÃO LEGAL: O Instituto dos Advogados 
Brasileiros e a Federação Nacional dos 
Institutos dos Advogados do Brasil são 
membros honorários, somente com direito a 
voz nas sessões do Conselho Federal. 
A diretoria do Conselho Federal é composta 
de um Presidente, de um Vice-Presidente, de 
um Secretário-Geral, de um Secretário-Geral 
Adjunto e de um Tesoureiro. 
Obs: O Presidente, nas deliberações do 
Conselho, tem apenas o voto de qualidade 
(voto de desempate) – pode embargar as 
decisões, se não houver unanimidade. 
O Presidenteexerce a representação nacional e 
internacional da OAB, competindo-lhe convocar 
o Conselho Federal, presidi-lo, representá-lo 
ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, 
promover-lhe a administração patrimonial e dar 
execução às suas decisões. 
As competências do conselho federal estão 
elencadas no artigo 54, do estatuto. 
Dentre as quais, citamos as seguintes 
competências, que foram alvo da inovação 
legal trazida pela Lei 14.365/22: 
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1) fiscalizar, acompanhar e definir parâmetros e 
diretrizes da relação jurídica mantida entre 
advogados e sociedades de advogados ou entre 
escritório de advogados sócios e advogado 
associado, inclusive no que se refere ao 
cumprimento dos requisitos norteadores da 
associação sem vínculo empregatício; 
1) promover, por intermédio da Câmara de 
Mediação e Arbitragem, a solução sobre 
questões atinentes à relação entre advogados 
sócios ou associados e homologar, caso 
necessário, quitações de honorários entre 
advogados e sociedades de advogados, 
observado o disposto no inciso XXXV do caput 
do art. 5º da Constituição Federal; 
 
DO CONSELHO SECCIONAL 
O conselho seccional é dotado de personalidade 
jurídica, têm jurisdição sobre os respectivos 
territórios dos Estados-membros, do Distrito 
Federal e dos Territórios. 
O conselho seccional é composto por 
conselheiros eleitos em número proporcional 
ao de seus inscritos. 
ATENÇÃO: abaixo de 3.000 inscritos, até 30 
membros serão eleitos e a partir de 3.000 
inscritos, mais um membro por grupo completo 
de 3.000, até o número LIMITE de 80. 
As Subseções são partes autônomas do 
Conselho Seccional. 
Ex-presidentes do conselho são membros 
honorários vitalícios e nas sessões possuem 
apenas direito à voz. 
O Presidente do Instituto dos Advogados local 
é membro honorário, somente com direito a 
voz nas sessões do Conselho. 
As competências do conselho seccional estão 
elencadas no artigo 58, do estatuto. 
Dentre as quais, citamos as seguintes 
competências, que foram alvo da inovação 
legal trazida pela Lei 14.365/22: 
1) fiscalizar, por designação expressa do 
Conselho Federal da OAB, a relação jurídica 
mantida entre advogados e sociedades de 
advogados e o advogado associado em atividade 
na circunscrição territorial de cada seccional, 
inclusive no que se refere ao cumprimento dos 
requisitos norteadores da associação sem 
vínculo empregatício; 
1) fiscalizar, por designação expressa do 
Conselho Federal da OAB, a relação jurídica 
mantida entre advogados e sociedades de 
advogados e o advogado associado em atividade 
na circunscrição territorial de cada seccional, 
inclusive no que se refere ao cumprimento dos 
requisitos norteadores da associação sem 
vínculo empregatício; 
2) promover, por intermédio da Câmara de 
Mediação e Arbitragem, por designação do 
Conselho Federal da OAB, a solução sobre 
questões atinentes à relação entre advogados 
sócios ou associados e os escritórios de 
advocacia sediados na base da seccional e 
homologar, caso necessário, quitações de 
honorários entre advogados e sociedades de 
advogados, observado o disposto no inciso XXXV 
do caput do art. 5º da Constituição Federal. 
Os novos Conselhos Seccionais serão criados 
mediante Resolução do Conselho Federal. 
 
DA SUBSEÇÃO 
As Subseções são partes autônomas do 
Conselho Seccional e podem ser por estes 
criadas ou extintas. 
NÃO POSSUI personalidade jurídica própria. 
A área territorial da Subseção pode abranger 
um ou mais municípios, ou parte de 
município, inclusive da capital do Estado, 
contando com um mínimo de quinze advogados, 
nela profissionalmente domiciliados. 
A Subseção é administrada por uma diretoria, 
com atribuições e composição equivalentes às 
da diretoria do Conselho Seccional. 
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46 
 
Havendo mais de cem advogados, a Subseção 
pode ser integrada, também, por um Conselho 
em número de membros fixado pelo Conselho 
Seccional. 
O Conselho Seccional, mediante o voto de dois 
terços de seus membros, pode intervir nas 
Subseções, onde constatar grave violação desta 
Lei ou do Regimento Interno daquele. 
As competências do conselho seccional estão 
elencadas no artigo 61, do estatuto. 
 
DA CAIXA DE ASSISTÊNCIAS DO ADVOGADO 
A Caixa de Assistência dos Advogados, com 
personalidade jurídica própria, destina-se a 
prestar assistência aos inscritos no Conselho 
Seccional a que se vincule. 
As Caixas de Assistência dos Advogados são 
criadas pelos Conselhos Seccionais, quando 
estes contarem com mais de mil e 
quinhentos inscritos. 
Adquire personalidade jurídica com a 
aprovação e registro de seu Estatuto pelo 
respectivo Conselho Seccional da OAB. 
A caixa pode promover a seguridade 
complementar, quando em benefício dos 
advogados. 
A diretoria da Caixa é composta de cinco 
membros, com atribuições definidas no seu 
Regimento Interno. 
Em caso de extinção ou desativação da Caixa, 
seu patrimônio se incorpora ao do Conselho 
Seccional respectivo. 
O Conselho Seccional, mediante voto de dois 
terços de seus membros, pode intervir na Caixa 
de Assistência dos Advogados, no caso de 
descumprimento de suas finalidades, 
designando diretoria provisória, enquanto 
durar a intervenção. 
 
ATENÇÃO: DAS ELEIÇÕES E DOS MANDATOS 
DOS ÓRGÃOS DA OAB (Art. 63 ao 67, do 
EAOAB) 
A eleição dos membros de todos os órgãos da 
OAB será realizada na segunda quinzena do mês 
de novembro, do último ano do mandato, 
mediante cédula única e votação direta dos 
advogados regularmente inscritos. 
A eleição SEMPRE ocorrerá de TRÊS EM TRÊS 
ANOS! 
E preste ATENÇÃO, o comparecimento é 
obrigatório para todos os advogados inscritos 
na OAB!!! 
REQUISITOS OBRIGATÓRIOS PARA 
CANDIDATURA: Comprovar situação regular 
perante a OAB, não ocupar cargo exonerável ad 
nutum (algo que é revogável pela vontade de 
um só parte), não ter sido condenado por 
infração disciplinar, salvo reabilitação, e exercer 
efetivamente a profissão há mais de 3 (três) 
anos, nas eleições para os cargos de 
Conselheiro Seccional e das Subseções, quando 
houver, e há mais de 5 (cinco) anos, nas eleições 
para os demais cargos. 
É ELEITO QUEM OBTIVER A MAIORIA DOS 
VOTOS VÁLIDOS. 
O mandato em qualquer órgão da OAB é de três 
anos, iniciando-se em primeiro de janeiro do 
ano seguinte ao da eleição, salvo o Conselho 
Federal. 
ATENÇÃO: O DE CONSELHEIRO FEDERAL 
COMEÇA EM PRIMEIRO DE FEVEREIRO DO ANO 
SEGUINTE AO DA ELEIÇÃO. 
SÃO CAUSAS DE EXTINÇÃO AUTOMÁTICA DO 
MANDATO ANTES DO TÉRMINO: 1) qualquer 
hipótese de cancelamento de inscrição ou de 
licenciamento do profissional 2) titular sofrer 
condenação disciplinar 3) titular faltar, sem 
motivo justificado, a três reuniões ordinárias 
consecutivas de cada órgão deliberativo do 
Conselho ou da diretoria da Subseção ou da 
Caixa de Assistência dos Advogados, não 
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47 
 
podendo ser reconduzido no mesmo período de 
mandato. 
ATENÇÃO: em caso de extinção precoce do 
mandato, cabe ao Conselho Seccional escolher 
o substituto, caso não haja suplente. 
 
DAS ELEIÇÕES DO CONSELHO FEDERAL (Art. 67, 
do EAOAB) 
A eleição da Diretoria do Conselho Federal 
sempre obedecerá às seguintes regras: 
I – será admitido registro, junto ao Conselho 
Federal, de candidatura à presidência, desde 
seis meses até um mês antes da eleição; 
II – o requerimento de registro deverá vir 
acompanhado do apoiamento de, no mínimo, 
seis Conselhos Seccionais; 
III – até um mês antes das eleições, deverá ser 
requerido o registro da chapa completa, sob 
pena de cancelamento da candidatura 
respectiva; 
IV – no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao 
da eleição, o Conselho Federal elegerá, em 
reunião presididapelo conselheiro mais antigo, 
por voto secreto e para mandato de 3 (três) 
anos, sua diretoria, que tomará posse no dia 
seguinte (TOMA POSSE EM FEVEREIRO); 
V – será considerada eleita a chapa que obtiver 
maioria simples dos votos dos Conselheiros 
Federais, presente a metade mais 1 (um) de 
seus membros (LEMBRAR M1M1 = MAIORIA 
SIMPLES E METADE+1). 
FIQUE ATENTO: Com exceção do candidato a 
Presidente, os demais integrantes da chapa 
deverão ser conselheiros federais eleitos. 
 
DAS CHAPAS PARA ELEIÇÕES – CONSELHO 
SECCIONAL E SUBSEÇÃO (Art. 64, do EAOAB) 
A chapa para o Conselho Seccional deve ser 
composta dos candidatos ao Conselho e à 
sua Diretoria e, ainda, à delegação ao 
Conselho Federal e à Diretoria da Caixa de 
Assistência dos Advogados para eleição 
conjunta. 
A chapa para Subseção deve ser composta com 
os candidatos à diretoria, e de seu Conselho 
quando houver. 
 
3. INFRAÇÕES E SANÇÕES 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
As Infrações Disciplinares são devidamente 
elencadas no estatuto (art. 34 e seguintes), 
sendo aplicáveis apenas aos inscritos nos 
quadros da OAB (advogados e estagiários). 
As infrações são puníveis com censura, 
suspensão ou exclusão dos quadros da OAB, 
além de multa (Art. 35). 
A censura tem natureza é uma infração do tipo 
leve, sendo cabível nos casos das infrações 
definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34; 
violação a preceito do Código de Ética e 
Disciplina; violação a preceito do ESTATUTO, 
quando para a infração não se tenha 
estabelecido sanção mais grave. 
ATENÇÃO: A censura pode ser convertida em 
advertência, em ofício reservado, sem registro 
nos assentamentos do inscrito, quando 
presente circunstância atenuante. 
A suspensão é aplicável nos casos de infrações 
definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34 e 
reincidência em infração disciplinar. 
A suspensão acarreta ao infrator a interdição 
do exercício profissional, em todo o território 
nacional, pelo prazo de trinta dias a doze 
meses. 
OBS: Nas hipóteses dos incisos XXI (recusar-se, 
injustificadamente, a prestar contas ao cliente 
de quantias recebidas dele ou de terceiros por 
conta dele) e XXIII (deixar de pagar as 
contribuições, multas e preços de serviços 
devidos à OAB, depois de regularmente 
notificado a fazê-lo) do art. 34, a suspensão 
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perdura até que satisfaça integralmente a 
dívida, inclusive com a correção monetária. 
Na hipótese do inciso XXIV (incidir em erros 
reiterados que evidenciem inépcia profissional) 
do art. 34, a suspensão perdura até que preste 
novas provas de habilitação. 
A exclusão é a mais grave das penalidades e é 
aplicável nos casos de aplicação, por três vezes, 
de suspensão e das infrações definidas nos 
incisos XXVI a XXVIII do art. 34, do estatuto. 
Para a aplicação de exclusão é necessária a 
manifestação favorável de dois terços dos 
membros do Conselho Seccional competente. 
Com a exclusão o advogado tem a inscrição 
cancelada. 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Fica impedido de 
exercer o mandato o profissional a quem 
forem aplicadas as sanções disciplinares de 
suspensão ou exclusão. 
A multa é aplicável cumulativamente com a 
censura ou suspensão, em havendo 
circunstâncias agravantes. 
O valor da multa é variável entre o mínimo 
correspondente ao valor de uma anuidade e 
o máximo de seu décuplo. 
ATENÇÃO: É permitido ao que tenha sofrido 
qualquer sanção disciplinar requerer, um ano 
após seu cumprimento, a reabilitação, em face 
de provas efetivas de bom comportamento. 
ATENÇÃO1: Quando a sanção disciplinar 
resultar da prática de crime, o pedido de 
reabilitação depende também da 
correspondente reabilitação criminal. 
PRESCRIÇÃO: A pretensão à punibilidade das 
infrações disciplinares prescreve em cinco 
anos, contados da data da constatação oficial 
do fato. 
PRESCRIÇAO INTERCORRENTE: Aplica-se a 
prescrição a todo processo disciplinar 
paralisado por mais de três anos, 
pendente 
 
4. PROCESSO DISCIPLINAR 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
O tema é muito cobrado e exige máxima 
atenção. 
Aqui, vamos começar com os artigos do EAOAB, 
artigos 68 ao 77, e os artigos 55 ao 69, do 
CEDOAB. 
ORDINARIAMENTE se aplica o processo 
disciplinar, SUBSIDIRIAMENTE aplica-se as 
regras da legislação processual penal comum e, 
aos demais processos, as regras gerais do 
procedimento administrativo comum e da 
legislação processual civil, nessa ordem. 
PRAZO DE DEFESA E RECURSOS: Todos os prazos 
necessários à manifestação de advogados, 
estagiários e terceiros, nos processos em geral 
da OAB, são de quinze dias – inclusive para a 
interposição de recursos. 
ATENÇÃO: O recurso poderá ser interposto via 
fac-simile ou similar, devendo o original ser 
entregue até 10 (dez) dias da data da 
interposição. 
Inovação legal - § 1º, Art. 69 do Estatuto: Nos 
casos de comunicação por ofício reservado ou 
de notificação pessoal, considera-se dia do 
começo do prazo o primeiro dia útil imediato 
ao da juntada aos autos do respectivo aviso de 
recebimento. 
§ 2º No caso de atos, notificações e decisões 
divulgados por meio do Diário Eletrônico da 
Ordem dos Advogados do Brasil, o prazo terá 
início no primeiro dia útil seguinte à publicação, 
assim considerada o primeiro dia útil seguinte 
ao da disponibilização da informação no Diário. 
Atenção: O prazo para defesa prévia pode ser 
prorrogado por motivo relevante, a juízo do 
relator. 
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49 
 
Atenção: Se, após a defesa prévia, o relator se 
manifestar pelo indeferimento liminar da 
representação, este deve ser decidido pelo 
Presidente do Conselho Seccional, para 
determinar seu arquivamento. 
Em casos de revelia ou quando o representado 
não for encontrado, o Presidente do Conselho 
ou da Subseção deve designar-lhe defensor 
dativo. 
CONTAGEM DE PRAZO: 
1) Nos casos de comunicação por 
ofício reservado, ou de notificação 
pessoal, considera-se dia do 
começo do prazo o primeiro dia útil 
imediato ao da juntada aos autos 
do respectivo aviso de 
recebimento. 
2) No caso de atos, notificações e 
decisões divulgados por meio do 
Diário Eletrônico da Ordem dos 
Advogados do Brasil, o prazo terá 
início no primeiro dia útil seguinte 
à publicação. 
Fique ligado: EM CASO DE NOTIFICAÇÃO INICIAL 
PARA APRESENTAÇÃO DA DEFESA PRÉVIA ou 
manifestação em PAD (Processo administrativo) 
que corre na OAB, esta notificação deve ser 
realizada através de CORRESPONDÊNCIA 
ACOMPANHADA DE AR (AVISO DE 
RECEBIMENTO), além de ser enviada para o 
endereço profissional ou residencial constante 
do cadastro do Conselho Seccional – art. 137-D, 
do Regulamento Geral. 
O poder de punir disciplinarmente os inscritos 
na OAB compete exclusivamente ao Conselho 
Seccional em cuja base territorial tenha 
ocorrido a infração (PRESTE ATENÇÃO: NÃO É 
O CONSELHO SECCIONAL DE ORIGEM DO 
ADVOGADO, MAS SIM O DO LOCAL ONDE 
OCORREU O FATO), salvo se a falta for 
cometida perante o Conselho Federal. 
O julgamento será realizado pelo Tribunal de 
Ética e Disciplina, do Conselho Seccional 
competente. 
Quando da decisão condenatória irrecorrível 
deve ser imediatamente comunicada ao 
Conselho Seccional onde o representado 
tenha inscrição principal, para constar dos 
respectivos assentamentos. 
Quando da instauração do processo, o Tribunal 
de Ética e Disciplina do Conselho onde o 
acusado tenha inscrição principal pode 
suspendê-lo preventivamente. 
Quando isso pode ser feito? 
Em caso de repercussão prejudicial à 
dignidade da advocacia. 
ATENÇÃO: É NECESSÁRIO OUVIR O 
REPRESENTADO EM SESSÃO ESPECIAL, PARA A 
QUAL ESTE DEVE SER NOTIFICADO PARA 
COMPARECER. 
Neste caso, o processo disciplinar deve ser 
concluído no prazo máximo de noventa dias. 
INCÍCIO DO PROCESSO: Oprocesso disciplinar 
instaura-se de ofício ou mediante 
representação de qualquer autoridade ou 
pessoa interessada. 
A instauração, de ofício, do processo disciplinar 
dar-se-á em função do conhecimento do fato, 
quando obtido por meio de fonte idônea ou em 
virtude de comunicação da autoridade 
competente (DENÚNCIA ANÔNIMA NÃO É 
FONTE IDÔNEA)! 
Quando se der mediante representação esta 
será formulada ao Presidente do Conselho 
Seccional ou ao Presidente da Subseção, por 
escrito ou verbalmente (esta deve ser reduzida 
a termo). 
ATENÇÃO: A representação contra membros do 
Conselho Federal e Presidentes de Conselhos 
Seccionais é processada e julgada pelo 
Conselho Federal. Já a representação contra 
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50 
 
dirigente de Subseção é processada e julgada 
pelo Conselho Seccional. 
Parágrafo único. Nas Seccionais cujos 
Regimentos Internos atribuírem competência 
ao Tribunal de Ética e Disciplina para instaurar 
o processo ético disciplinar, a representação 
poderá ser dirigida ao seu Presidente ou será a 
este encaminhada por qualquer dos dirigentes 
referidos no caput deste artigo que a houver 
recebido. 
Os requisitos da representação estão no artigo 
57, do CEDOAB. 
Recebida a representação deverá ser designado 
RELATOR (por sorteio). Os atos de instrução 
processual podem ser delegados ao Tribunal de 
Ética e Disciplina, se assim dispuser o regimento 
interno da Seccional. 
O relator, atendendo aos critérios de 
admissibilidade, emitirá parecer propondo a 
instauração de processo disciplinar ou o 
arquivamento liminar da representação, no 
prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de 
redistribuição do feito pelo Presidente do 
Conselho Seccional ou da Subseção para outro 
relator, observando-se o mesmo prazo. 
O Presidente do Conselho competente ou, 
conforme o caso, o do Tribunal de Ética e 
Disciplina, proferirá despacho declarando 
instaurado o processo disciplinar ou 
determinando o arquivamento da 
representação, nos termos do parecer do 
relator ou segundo os fundamentos que adotar. 
ATENÇÃO: O processo disciplinar tramita em 
sigilo, até o seu término, só tendo acesso às 
suas informações as partes, seus defensores e a 
autoridade judiciária competente! 
Nos casos de infração ético-disciplinar punível 
com censura, será admissível a celebração de 
termo de ajustamento de conduta 
(regulamentado em provimento do Conselho 
Federal da OAB), se o fato apurado não tiver 
gerado repercussão negativa à advocacia. 
Como já visto, via de regra, os prazos são de 15 
dias, inclusive, compete ao relator do processo 
disciplinar determinar a notificação dos 
interessados para prestar esclarecimentos ou a 
do representado para apresentar defesa prévia, 
no prazo de 15 (quinze) dias, em qualquer caso. 
A notificação inicial será expedida para o 
endereço constante do cadastro de inscritos do 
Conselho Seccional. 
Fique ligado: EM CASO DE NOTIFICAÇÃO INICIAL 
PARA APRESENTAÇÃO DA DEFESA PRÉVIA ou 
manifestação em PAD (Processo administrativo) 
que corre na OAB, esta notificação deve ser 
realizada através de CORRESPONDÊNCIA 
ACOMPANHADA DE AR (AVISO DE 
RECEBIMENTO), além de ser enviada para o 
endereço profissional ou residencial constante 
do cadastro do Conselho Seccional – art. 137-D, 
do Regulamento Geral. 
Se a notificação inicial restar frustrada a mesma 
será feita por via editalícia. 
Quando se tratar de processo disciplinar, a 
notificação inicial feita através de edital deverá 
respeitar o sigilo de que trata o artigo 72, § 2º, 
da Lei 8.906/94, dele não podendo constar 
qualquer referência de que se trate de matéria 
disciplinar, constando apenas o nome completo 
do advogado, nome social, o seu número de 
inscrição e a observação de que ele deverá 
comparecer à sede do Conselho Seccional ou da 
Subseção para tratar de assunto de seu 
interesse. 
Também como já visto, se o representado não 
for encontrado ou ficar revel, o Presidente do 
Conselho competente ou, conforme o caso, o do 
Tribunal de Ética e Disciplina designar-lhe-á 
defensor dativo. 
Oferecida a defesa prévia, que deve ser 
acompanhada dos documentos que possam 
instruí-la e do rol de testemunhas, até o limite 
de 5 (cinco), designada, se for o caso, audiência 
para oitiva do representante, do representado 
e das testemunhas. 
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DETALHE: Quem indica as testemunhas fica 
responsável comparecimento, salvo se ao 
apresentarem o respectivo rol, requererem, por 
motivo justificado, que elas sejam notificadas a 
comparecer à audiência de instrução do 
processo. 
FIQUE ATENTO: O relator pode indeferir a 
produção de provas se estas forem tidas como 
desnecessárias ou protelatórias, impertinentes 
ou ilícitas. Deverá haver FUNDAMENTAÇÃO. 
Após a conclusão da instrução o relator deverá 
proferir parecer preliminar, que será submetido 
o Tribunal de ética. 
O prazo para razões finais segue a regra de 
quinze dias. 
O processo será incluído em pauta na primeira 
sessão de julgamentos após a distribuição ao 
relator. O representante e o representado são 
notificados pela Secretaria do Tribunal, com 15 
(quinze) dias de antecedência, para 
comparecerem à sessão de julgamento. 
De acordo com o artigo 61, do CEDOAB, do 
julgamento do processo disciplinar lavrar-se-á 
acórdão (que sempre trará EMENTA), do qual 
constarão, quando procedente a 
representação, o enquadramento legal da 
infração, a sanção aplicada, o quórum de 
instalação e o de deliberação, a indicação de 
haver sido esta adotada com base no voto do 
relator ou em voto divergente, bem como as 
circunstâncias agravantes ou atenuantes 
consideradas e as razões determinantes de 
eventual conversão da censura aplicada em 
advertência sem registro nos assentamentos 
do inscrito. 
FIQUE LIGADO: Na hipótese prevista no art. 70, 
§ 3º, do EAOAB (grave repercussão à dignidade 
da advocacia), em sessão especial designada 
pelo Presidente do Tribunal, serão facultadas ao 
representado ou ao seu defensor a 
apresentação de defesa, a produção de prova e 
a sustentação oral. 
Todos os recursos têm efeito suspensivo, 
exceto quando tratarem de eleições (art.63 e 
seguintes), de suspensão preventiva decidida 
pelo Tribunal de Ética e Disciplina, e de 
cancelamento da inscrição obtida com falsa 
prova (art. 77, EAOAB). 
À exceção dos embargos de declaração, os 
recursos são dirigidos ao órgão julgador 
superior competente, embora interpostos 
perante a autoridade ou órgão que proferiu a 
decisão recorrida. 
CABIMENTO DO RECURSO: Cabe recurso ao 
Conselho Federal de todas as decisões 
definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, 
quando não tenham sido unânimes ou, sendo 
unânimes, contrariem esta Lei, decisão do 
Conselho Federal ou de outro Conselho 
Seccional e, ainda, o Regulamento Geral, o 
Código de Ética e Disciplina e os Provimentos. 
Portanto, temos que: 
Cabe recurso ao CONSELHO FEDERAL de todas 
as decisões definitivas proferidas pela 
SECCIONAL, quando: 
1) Não tenham sido unânimes 
2) Sendo unânimes, contrariem esta lei, decisão 
do Conselho Federal ou outro Conselho 
Seccional, o CED ou o RGOAB. 
COMO JÁ CAIU (2019): 
O Conselho Seccional X da OAB proferiu duas 
decisões, ambas unânimes e definitivas, em dois 
processos distintos. Acerca da matéria que é 
objeto do processo 1, há diversos julgados, em 
sentido diametralmente oposto, proferidos pelo 
Conselho Seccional Y da OAB. Quanto ao 
processo 2, há apenas uma decisão contrária, 
outrora proferida pelo Conselho Federal da 
OAB. De acordo com a situação narrada, assinale 
a afirmativa correta. 
Alternativas 
A) Cabe recurso da decisão proferida no 
processo 1 ao Conselho Federal da OAB, com 
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fundamento na divergência com as decisões 
emanadas do Conselho Seccional Y. Também 
cabe recurso da decisão proferida no processo 2 
aoConselho Federal da OAB, com base na 
divergência com a decisão anterior do Conselho 
Federal. 
B) Não cabe recurso da decisão proferida no 
processo 1 ao Conselho Federal da OAB, com 
fundamento na divergência com as decisões 
emanadas do Conselho Seccional Y. No entanto, 
cabe recurso da decisão proferida no processo 2 
ao Conselho Federal da OAB, com base na 
divergência com a decisão anterior do Conselho 
Federal. 
C) Cabe recurso da decisão proferida no 
processo 1 ao Conselho Federal da OAB, com 
fundamento na divergência com as decisões 
emanadas do Conselho Seccional Y. No entanto, 
não cabe recurso da decisão proferida no 
processo 2 ao Conselho Federal da OAB, com 
base na divergência com a decisão anterior do 
Conselho Federal. 
D) Não cabem recursos das decisões proferidas 
no processo 1 e no processo 2, tendo em vista a 
definitividade das decisões emanadas do 
Conselho Seccional. 
Fácil perceber, portanto, que certa é a LETRA A. 
Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas as 
decisões proferidas por seu Presidente, pelo 
Tribunal de Ética e Disciplina, ou pela diretoria 
da Subseção ou da Caixa de Assistência dos 
Advogados. 
REVISÃO DO PAD: É permitida a revisão do 
processo disciplinar QUANDO OCORRER: 1) por 
erro de julgamento 2) por condenação baseada 
em falsa prova. 
Tem legitimidade para requerer a revisão o 
advogado punido com a sanção disciplinar. 
A competência para processar e julgar o 
processo de revisão é do órgão de que emanou 
a condenação final (Quando o órgão 
competente for o Conselho Federal, a revisão 
processar-se-á perante a Segunda Câmara, 
reunida em sessão plenária). 
ATENÇÃO: O pedido de revisão terá autuação 
própria, devendo os autos respectivos ser 
apensados aos do processo disciplinar a que se 
refira. 
MUITA ATENÇÃO: O pedido de revisão não 
suspende os efeitos da decisão condenatória, 
salvo quando o relator, ante a relevância dos 
fundamentos e o risco de consequências 
irreparáveis para o requerente, conceder tutela 
cautelar para que se suspenda a execução. 
O advogado que tenha sofrido sanção disciplinar 
poderá requerer reabilitação no prazo de um 
ano após seu cumprimento, em face de provas 
efetivas de bom comportamento. 
A competência para processar e julgar o pedido 
de reabilitação é do Conselho Seccional em que 
tenha sido aplicada a sanção disciplinar. Nos 
casos de competência originária do Conselho 
Federal, perante este próprio se tramitará o 
pedido de reabilitação. 
O pedido de reabilitação terá autuação própria, 
devendo os autos respectivos ser apensados 
aos do processo disciplinar a que se refira. 
O pedido de reabilitação DEVERÁ ser instruído 
com provas de bom comportamento, no 
exercício da advocacia e na vida social, 
cumprindo à Secretaria do Conselho 
competente certificar, nos autos, o efetivo 
cumprimento da sanção disciplinar pelo 
requerente. 
Nos casos em que o pedido não for 
suficientemente instruído, o relator deverá 
designar prazo para a complementação da 
documentação. Contudo, acaso não cumprida a 
determinação o pedido será liminarmente 
arquivado. 
 
5. PUBLICIDADE NA ADVOCACIA 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
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O tema é previsto junto aos Art. 39 ao 47-A, do 
CEDOAB. 
Como você já deve saber, a publicidade 
profissional do advogado deve ter caráter 
meramente informativo e deve primar pela 
discrição e sobriedade, não podendo, JAMAIS, 
configurar captação de clientela ou 
mercantilização da profissão. 
ATENÇÃO: O uso de publicidade de placas, 
outdoors, televisão, muros, veículos, paredes, 
panfletos, oferecimento dos serviços de 
advocacia em conjunto com outras atividades, 
dentre outros previstos no artigo 40, do EAOAB, 
são EXPRESSAMENTE VEDADOS. 
ATENÇÃO: para fins de identificação dos 
escritórios de advocacia (localização), é 
permitida a utilização de placas, painéis 
luminosos e inscrições em suas fachadas, desde 
que respeitadas as diretrizes previstas acima. 
Tudo que se afigure como “captação de 
clientela” é VEDADO! 
A telefonia e a internet podem ser usados 
como veículo de publicidade, para o envio de 
mensagens a destinatários certos, desde que 
estas não impliquem o oferecimento de serviços 
ou representem forma de captação de clientela. 
Em cartões de advogado e eventual outro tipo 
de publicidade, o advogado fará constar seu 
nome, nome social ou o da sociedade de 
advogados, o número ou os números de 
inscrição na OAB. 
Acaso queira, pode constar os títulos 
acadêmicos e as distinções honoríficas 
relacionadas à vida profissional, bem como as 
instituições jurídicas de que faça parte, e as 
especialidades a que se dedicar, o endereço, e-
mail, site, página eletrônica, QR code, logotipo 
e a fotografia do escritório, o horário de 
atendimento e os idiomas em que o cliente 
poderá ser atendido. 
É proibido o uso de fotografias pessoais ou 
de terceiros nos cartões de visitas do 
advogado, bem como menção a qualquer 
emprego, cargo ou função ocupado, atual ou 
pretérito, em qualquer órgão ou instituição, 
salvo o de professor universitário. 
São admissíveis como formas de publicidade o 
patrocínio de eventos ou publicações de caráter 
científico ou cultural, assim como a divulgação 
de boletins, por meio físico ou eletrônico, 
sobre matéria cultural de interesse dos 
advogados, desde que sua circulação fique 
adstrita a clientes e a interessados do meio 
jurídico. 
Será admitida a celebração de termo de 
ajustamento de conduta (TAC) no âmbito dos 
Conselhos Seccionais e do Conselho Federal 
para fazer cessar a publicidade irregular 
praticada por advogados e estagiários. 
É permitido o marketing jurídico, desde que 
exercido de forma compatível com os preceitos 
éticos e respeitadas as limitações impostas pelo 
Estatuto da Advocacia, Regulamento Geral, 
Código de Ética e Disciplina e por este 
Provimento (Provimento 205/2021 – leia 
integralmente). 
Uma das inovações mais marcantes pelo 
provimento foi a autorização do 
impulsionamento de conteúdos, que consiste no 
pagamento para que uma publicação seja vista 
por um público mais amplo, atingindo mesmo 
aqueles que não curtem ou seguem a página. 
Nesse sentido é o artigo 4, do provimento 
acima citado: 
No marketing de conteúdos jurídicos poderá ser 
utilizada a publicidade ativa ou passiva, desde 
que não esteja incutida a mercantilização, a 
captação de clientela ou o emprego excessivo de 
recursos financeiros, sendo admitida a utilização 
de anúncios, pagos ou não. 
No mesmo sentido, o artigo 5: 
A publicidade profissional permite a utilização 
de anúncios, pagos ou não, nos meios de 
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comunicação não vedados pelo art. 40 do 
Código de Ética e Disciplina. 
Vale saber a diferença entre publicidade ativa e 
passiva: 
VI - Publicidade ativa: divulgação capaz de 
atingir número indeterminado de pessoas, 
mesmo que elas não tenham buscado 
informações acerca do anunciante ou dos temas 
Anunciados; (Fica vedada, na publicidade ativa, 
qualquer informação relativa às dimensões, 
qualidades ou estrutura física do escritório, 
assim como a menção à promessa de resultados 
ou a utilização de casos concretos para oferta de 
atuação profissional). 
VII - Publicidade passiva: divulgação capaz de 
atingir somente público certo que tenha 
buscado informações acerca do anunciante ou 
dos temas anunciados, bem como por aqueles 
que concordem previamente com o 
recebimento do anúncio. (Fica vedada em 
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relativos ao exercício ou não da profissão, como 
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DIREITO TRIBUTÁRIO 
1ª DICA DO DIA 05 
1. ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA/LEGISLAÇÃO 
TRIBUTÁRIA 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
A Administração Tributária corresponde a uma 
parcela da Administração Pública, na parte 
ligada a atividade financeira do Estado, ao tratar 
da receita tributária. 
É o Estado administrador que, agindo sob o 
império da lei criada pelo Estado legislador, 
exerce essa função administrativa, através das 
diversas pessoas jurídicas de direito público 
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios, 
bem como suas autarquias), cada qual com sua 
competência, seus órgãos, suas repartições e 
seus agentes (servidores públicos). 
Assim, o Estado, através da Administração 
Tributária, acompanha, controla e fiscaliza o 
cumprimento das normas tributárias, adotando, 
sempre que necessário, medidas coercitivas à 
sua observância, tudo no interesse da 
arrecadação e gestão das receitas tributárias. 
A Administração Tributária é, assim, o conjunto 
de atos administrativos voltados para o controle 
da receita tributária; é o procedimento 
destinado: 
1-à verificação do cumprimento das obrigações 
tributárias 
2-à adoção de medidas necessárias (em geral, 
pela aplicação de penalidades) para obrigar os 
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respectivos sujeitos passivos (devedores) a esse 
cumprimento; e, por fim, 
3- à homologação (quitação) dos 
correspondentes créditos tributários. 
 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
A expressão legislação tributária compreende 
não apenas as leis, mas os tratados, decretos, 
convenções internacionais e as normas 
complementares, que versem no todo ou em 
parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles 
pertinentes. Ademais, também se incluem na 
expressão acima mencionada, os atos 
normativos primários, como os secundários. 
Por sua vez, a palavra “lei” está se referindo não 
apenas a lei em seu sentido estrito, mas todos 
os atos normativos que possuem força de lei, 
assim como: leis complementares, medidas 
provisórias, leis delegadas e decretos 
legislativos. 
Vale ressaltar, que algumas matérias são de 
competência exclusiva da lei em sentido estrito 
e outras de reserva da lei complementar. 
Vejamos: 
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 
 I - A instituição de tributos, ou a sua 
extinção; 
 II - A majoração de tributos, ou sua redução, 
ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 
e 65; 
 III - a definição do fato gerador da obrigação 
tributária principal, ressalvado o disposto no 
inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito 
passivo; 
 IV - A fixação de alíquota do tributo e da sua 
base de cálculo, ressalvado o disposto nos 
artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
 V - A cominação de penalidades para as 
ações ou omissões contrárias a seus 
dispositivos, ou para outras infrações nela 
definidas; 
 VI - As hipóteses de exclusão, suspensão e 
extinção de créditos tributários, ou de dispensa 
ou redução de penalidades. 
 § 1º Equipara-se à majoração do tributo a 
modificação da sua base de cálculo, que importe 
em torná-lo mais oneroso. 
 § 2º Não constitui majoração de tributo, 
para os fins do disposto no inciso II deste artigo, 
a atualização do valor monetário da respectiva 
base de cálculo. 
ESSE É UM DOS ARTIGOS QUE MAIS É 
COBRADO NA OAB. 
No CTN temos dois artigos que mencionam o 
que seria considerado legislação tributária, o 
art. 96 e o 2º. 
“Art. 2º O sistema tributário nacional é regido 
pelo disposto na Emenda Constitucional n. 18, 
de 1º de dezembro de 1965, em leis 
complementares, em resoluções do Senado 
Federal e, nos limites das respectivas 
competências, em leis federais, nas 
Constituições e em leis estaduais, e em leis 
municipal” 
“Art. 96. A expressão "legislação tributária" 
compreende as leis, os tratados e as convenções 
internacionais, os decretos e as normas 
complementares que versem, no todo ou em 
parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles 
pertinentes.” 
Logo, legislação tributária é todo ato normativo, 
que verse sobre matéria tributária. 
E quais seriam esses atos normativos? 
1-Constituição Federal: A constituição federal é 
a norma de validade para todas as outras 
normas. É dela que as demais normas retiram 
seu fundamento. Sendo assim, nenhuma norma 
sobre matéria tributária deverá vir em 
desencontro com a CF. 
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56 
 
2-Emendas constitucionais- São normas que 
alteram o texto da CF, passando a fazer parte 
dele. Elas possuem umas limitações expressas e 
implícitas no seu poder de alterar a constituição, 
e dentre estas limitações encontramos a 
imunidade recíproca, o princípio da 
anterioridade... 
3-Lei complementar: São normas que possuem 
um rito mais rígido para sua criação, assim como 
para sua extinção. Logo, a CF previu alguns 
temas de suma importância tributária, para 
serem regulados apenas por Lei complementar, 
como as contidas nos artigos 146 e 146-A da CF. 
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
I - Dispor sobre conflitos de competência, em 
matéria tributária, entre a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios; 
II - Regular as limitações constitucionais ao 
poder de tributar; 
III - estabelecer normas gerais em matéria de 
legislação tributária, especialmente sobre: 
a) definição de tributos e de suas espécies, bem 
como, em relação aos impostos discriminados 
nesta Constituição, a dos respectivos fatos 
geradores, bases de cálculo e contribuintes; 
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários; 
c) adequado tratamento tributário ao ato 
cooperativo praticado pelas sociedades 
cooperativas. 
d) definição de tratamento diferenciado e 
favorecido para as microempresas e para as 
empresas de pequeno porte, inclusive regimes 
especiais ou simplificados no caso do imposto 
previsto no art. 155, II, das contribuições 
previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da 
contribuição a que se refere o art. 239 
 
#linkmental#espéciestribuitárias 
Tributos que são instituídos mediante Lei 
complementar: 
C E G I = CEGI I 
 C E G I 
O M F M 
N P P 
T R O 
R É S 
I T T 
B I O RESIDUAL 
U M 
I O 
Ç COMPULSÓRIO 
ÃO SOCIAL RESIDUAL 
 
O STF já pacificou o entendimento de que 
poderá MP versar sobre matéria tributária, 
desde que estas não estejam reservadas a lei 
complementar. 
4- Leis: Nas leis podemos englobar, as leis 
ordinárias e os atos normativos com “força de 
lei”. 
As leis ordinárias serão utilizadas de forma 
residual, ou seja, se no texto não for previsto 
que determinada matéria será disciplinada por 
lei complementar é porque será por lei 
ordinária. 
Por sua vez, as medidas provisórias, apesar de 
também possuírem a proibição de disciplinar 
matérias de competência da lei complementar, 
serão editadas quando a matéria tributária for 
de grande relevânciae urgência. 
Já a Lei delegada será editada por ato do poder 
executivo, ou seja, pelo PREDIDENTE DA 
REPÚBLICA, por meio de delegação feita por 
RESOLUÇÃO do congresso Nacional, mas 
também não podem versar sobre matérias de 
competência da lei complementar. A edição de 
lei delegada é bem remota, pois o Presidente 
tem a possibilidade de editar MP sobre matérias 
tributárias, e essa espécie legislativa possui um 
rito mais célere, logo é preferível que o PR utilize 
a edição de uma MP do que de uma lei delegada. 
Obs. DECOREM: SEMPRE CAI UMA PERGUNTA, 
SOBRE QUAL ATO O CONGRESSO NACIONAL 
DELEGA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA A 
EDIÇÃO DE UMA LEI. A RESPOSTA É RESOLUÇÃO. 
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57 
 
5- Decreto legislativo: é ato de competência 
EXCLUSIVA do Congresso Nacional, não se 
sujeitando a sanção ou veto do presidente. 
Existe inúmeros decretos legislativos e infinitas 
possibilidades, contudo, os mais importantes 
em matéria tributária são o que aprovam os 
tratados internacionais, firmados pelo 
presidente da República e os que disciplinam as 
matérias reguladas por meio de medida 
provisória não convertida em lei. 
6-Resolução do Senado Federal: Tanto o 
Decreto legislativo, como a resolução são atos 
que NÃO DEPENDEM DE SANÇÃO OU VETO DO 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA. A diferença é que o 
decreto legislativo é ato de competência 
Exclusiva do CN e as resoluções são de 
competência do Senado Federal. 
#LINKMENTAL #DIREITOCONSTITUCIONAL 
Sabe-se que o Senado Federal é casa que 
representa o Estado-membro certo? Logo, se as 
resoluções são de competência do Senado, 
obviamente, elas irão tratar de matérias 
tributárias relacionadas a TRIBUTO ESTADUAL. 
Por isso, se na sua prova vier uma questão 
dizendo que a alíquota mínima do IPTU deverá 
ser imposta por meio de resolução do Senado 
Federal, você já sabe que essa alternativa está 
INCORRETA, pois o IPTU é um imposto de 
competência municipal e as resoluções só 
tratam de impostos estaduais. Entendeu? 
IMPOSTO RESOLUÇÃO DO SENADO FIXARÁ 
IPVA As Alíquotas MÍNIMAS 
ITCMD As Alíquotas MÁXIMAS 
ICMS As alíquotas aplicáveis às operações e 
prestações, interestaduais e de exportação, 
mediante resolução de iniciativa do PR ou de 1/3 
dos senadores, aprovada por maioria absoluta 
dos seus membros. 
É constitucional resolução do Senado Federal 
que fixa alíquota do Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicável às 
operações interestaduais com bens e 
mercadorias importados do exterior. STF. 
Plenário. ADI 4858/DF, Rel. Min. Edson Fachin, 
redator do acórdão Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 16/8/2021 (Info 1025). 
7- Tratados e convenções internacionais- São 
acordos bilaterais de vontades expressadas por 
Estados Soberanos ou organismos 
internacionais, visando regular interesse comum 
internacional. 
No plano interno, cabe Privativamente ao 
Presidente da República celebrar tratados 
internacionais, estando sujeitos a referendo do 
Congresso Nacional. O Congresso Nacional 
expedirá um decreto legislativo para que esse 
tratado venha a ter status de lei no 
ordenamento jurídico interno. 
E porque esses tratados internacionais são 
importantes em matéria tributária? Para que se 
possa evitar a Bitributação internacional e a 
evasão de divisas por parte dos membros 
celebrantes. Sendo assim, os principais tributos 
versados pelos tratados são: Imposto de 
importação, impostos de exportação e imposto 
sobre a renda. 
Art. 98 do CTN- Os tratados e as convenções 
internacionais revogam ou modificam a 
legislação tributária interna, e serão observados 
pela que lhes sobrevenha. 
O que isso quer dizer? Que se por acaso houver 
um conflito entre uma lei interna e um tratado 
internacional, irá prevalecer o tratado, por ser 
regra especial. 
Com relação aos tratados e convenções 
internacionais, estes revogam ou modificam a 
legislação tributária interna e serão observados 
pela que lhes sobrevenha (art.98 do CTN). 
8- Decretos: São expedidos PRIVATIVAMENTE 
pelo Presidente da República, com o objetivo de 
dar fiel execução a lei. 
Por exemplo: Existe uma lei X que fala do ICMS, 
mas essa lei fala de maneira Geral. Neste caso, 
pode o Presidente expedir um decreto para 
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regulamentar essa lei, dizendo que as situações 
de incidência ou não do tributo, quando ou não 
ele deverá ser cobrado.... 
O decreto tem como fundamento validade a 
lei e não a Constituição federal. 
9- Normas Complementares: São fontes formais 
secundárias, as quais são: 
 Art. 100. São normas complementares das leis, 
dos tratados e das convenções internacionais e 
dos decretos: 
 I - Os atos normativos expedidos pelas 
autoridades administrativas; 
 II - As decisões dos órgãos singulares ou 
coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei 
atribua eficácia normativa; 
 III - as práticas reiteradamente observadas 
pelas autoridades administrativas; 
 IV - Os convênios que entre si celebrem a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios. 
 Parágrafo único. A observância das 
normas referidas neste artigo exclui a 
imposição de penalidades, a cobrança de juros 
de mora e a atualização do valor monetário da 
base de cálculo do tributo. ISSO CAI MUITO! 
Por ex: Eu como contribuinte segui uma norma 
tributária expedida pela administração, 
contudo, houve uma mudança de entendimento 
e o ato que pratiquei passou a ser “errado”. 
Diante, desta situação, como contribuinte não 
poderei ser penalizada. Contudo, PRESTA 
ATENÇÂO: A FALTA DE PAGAMENTO DE UM 
TRIBUTO EM RAZÃO DE MUDANÇA DE 
ENTENDIMENTO NÃO DISPENSA O PAGAMENTO 
DESTE, MESMO QUE ANTES ELE NÃO FOSSE 
COBRADO E AGORA PASSOU A SER. O QUE É 
DISPENSADO PELA MUDANÇA DE 
ENTENDIMENTO É A PENALIDADE IMPOSTA, 
JUROS, MULTA.....MAS, NÃO O PAGAMENTO DO 
TRIBUTO. 
Vigência da legislação tributária- 
Existe dois tipos de vigência, a espacial, que é o 
espaço/território que a lei é criada e a temporal, 
o qual se refere ao momento que a lei é exigida. 
Com relação a vigência espacial, esta é regia 
pelo princípio da territorialidade. O que quer 
dizer que a legislação tributária terá vigência no 
limite do ente político que a criou. EX: Uma 
norma tributária de Pernambuco foi editada, 
esta norma valerá em Pernambuco e não no Rio 
de Janeiro. 
Contudo, excepcionalmente poderá ocorrer a 
extraterritorialidade da legislação tributária, 
caso haja convênio ou lei de normas gerais 
expedidas pela União. 
Por sua vez, a vigência temporal está 
relacionada ao momento de vigência da lei, a 
qual leciona os arts. 103 e 104 do CTN: 
Art. 103. Salvo disposição em contrário, entram 
em vigor: 
 I - Os atos administrativos a que se refere o 
inciso I do artigo 100, na data da sua publicação; 
 II - As decisões a que se refere o inciso II do 
artigo 100 (- As decisões dos órgãos singulares 
ou coletivos de jurisdição administrativa, a que 
a lei atribua eficácia normativa), quanto a seus 
efeitos normativos, 30 (trinta) dias após a data 
da sua publicação; 
 III - os convênios a que se refere o inciso IV 
do artigo 100 (Os convênios que entre si 
celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal 
e os Municípios), na data neles prevista. 
É de suma importância que o OABençoado não 
confunda os conceitos de VIGÊNCIA, VALIDADE 
E EFICÁCIA da norma, pois eles são diferentes e 
pontos de muitas pegadinhas pela FGV. 
VALIDADE DA NORMA= Uma norma é válida 
quando ela está de acordo com os requisitos 
formais e materiais exigidos pela CF. Por ex: 
Município que cria IPVA para tributar em 
automóveis que circulam no seu limite 
territorial. Essa norma é inválida, pois não é de 
competência do município legislar sobre IPVA. 
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VIGÊNCIA DA NORMA= Uma norma está em 
vigor quando ele completou seu círculo deformação e foi publicada. Com a vigência a 
norma passa a existir no plano abstrato. 
EFICÁCIA DA NORMA= é quando a norma passa 
a existir no plano concreto, ou seja, ela passa a 
ser exigida por todos em determinada situação 
concreta. 
 Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia 
do exercício seguinte àquele em que ocorra a 
sua publicação os dispositivos de lei, referentes 
a impostos sobre o patrimônio ou a renda: 
 I - Que instituem ou majoram tais impostos; 
 II - Que definem novas hipóteses de 
incidência; 
 III - que extinguem ou reduzem isenções, 
salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável 
ao contribuinte, e observado o disposto no 
artigo 178. 
Obs. A doutrina majoritária defende que os 
incisos I e II do Art. 104 do CTN não foram 
recepcionados pela CF/88. 
OBS: O ART. 104, III DO CTN TRAZ A HIPÓTESE 
DE REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO QUE ENTRARIA 
EM VIGOR NO PRIMEIRO DIA DO EXERCÍCIO DO 
ANO SEGUINTE ÁQUELE EM QUE OCORRA A 
PUBLICAÇÃO DA LEI, REFEFENTE A IMPOSTOS 
SOBRE O PATRIMÔNIO OU RENDAS. 
CONTUDO, O STF ENTENDE QUE EM CASO DE 
REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO O IMPOSTO DEVE 
SER EXIGIDO DE IMEDIATO. EX: JOÃO POSSUI 
ISENÇÃO QUANDO AO PAGAMENTO DE IPTU 
DA SUA CASA, OCORRE QUE EM 2019 FOI 
PUBLICADA UMA LEI REVOGANDO ESSA 
ISENÇÃO.QUANDO JOÃO DEVERÁ PAGAR TAL 
IMPOSTO? 
SE NA QUESTÃO VIER PERGUNTANDO 
CONFORME O CTN, A SUA RESPOSTA DEVERÁ 
SER: JOÃO COMEÇARA A PAGAR O IPTU EM 01 
DE JANEIRO DE 2020. AGORA SE NA QUESTÃO 
PERGUNTAR CONFORME ENTENDIMENTO DO 
STF, VC IRÁ RESPONDER QUE JOÃO IRÁ PAGAR 
DE IMEDIATO. 
Aplicação da legislação tributária- 
A legislação tributária se aplica aos fatos futuros 
e aos pendentes (aqueles que sua ocorrência 
teve início, mas não está completa). 
Logo, entende-se que a legislação tributária tem 
aplicação imediata e prospectiva (para o futuro), 
excepcionalmente tendo aplicação retroativa. 
Art. 105 do CTN- A legislação tributária aplica-se 
imediatamente aos fatos geradores futuros e 
aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja 
ocorrência tenha tido início, mas não esteja 
completa nos termos do artigo 116. 
Atos pendentes= os que forma iniciados, mas 
não foram concretizados. 
Como regra, tem-se a IRRETROATIVIDADE da 
norma tributária, com relação a majoração e 
instituição de tributos. 
Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: 
 I - Em qualquer caso, quando seja 
expressamente interpretativa, excluída a 
aplicação de penalidade à infração dos 
dispositivos interpretados; 
 II - Tratando-se de ato não definitivamente 
julgado: 
 a) quando deixe de defini-lo como infração; 
 b) quando deixe de tratá-lo como contrário 
a qualquer exigência de ação ou omissão, desde 
que não tenha sido fraudulento e não tenha 
implicado em falta de pagamento de tributo; 
 c) quando lhe comine penalidade menos 
severa que a prevista na lei vigente ao tempo da 
sua prática. 
Obs. Lei interpretativa é aquela que apenas 
declara algo, ela não modifica o ordenamento 
jurídico. 
Interpretação da lei tributária- 
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60 
 
 Art. 110. A lei tributária não pode alterar a 
definição, o conteúdo e o alcance de institutos, 
conceitos e formas de direito privado, 
utilizados, expressa ou implicitamente, pela 
Constituição Federal, pelas Constituições dos 
Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito 
Federal ou dos Municípios, para definir ou 
limitar competências tributárias. 
Ex: Conceito de bens móveis. A lei tributária não 
poderá alterar para limitar ou definir 
competência tributária. 
 Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação 
tributária que disponha sobre: 
 I - Suspensão ou exclusão do crédito 
tributário; 
 II - Outorga de isenção; 
 III - dispensa do cumprimento de obrigações 
tributárias acessórias. 
Ou seja, NÃO poderá haver interpretação 
extensiva ou ampliativa sobre esses temas. 
OLHA A PEGADINHA: INTERPRETA-SE 
LITERALMENTE A LEI QUE VERSE SOBRE 
SUSPENSÃO OU EXCLUSÃO DO CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO CERTO? ERRADO. 
EM NENHUM MOMENTO FALA EM EXTINÇÃO. 
SE LIGUEM! 
 Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou 
lhe comina penalidades, interpreta-se da 
maneira mais favorável ao acusado, em caso de 
dúvida quanto: 
 I - À capitulação legal do fato; 
 II - À natureza ou às circunstâncias materiais 
do fato, ou à natureza ou extensão dos seus 
efeitos; 
 III - à autoria, imputabilidade ou 
punibilidade; 
 IV - À natureza da penalidade aplicável, ou 
à sua graduação 
Integração da legislação tributária- 
Integrar é diferente de interpretar. Integrar é 
suprir, é preencher algo que não está completo. 
Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a 
autoridade competente para aplicar a legislação 
tributária utilizará sucessivamente, na ordem 
indicada: 
 I - A analogia; 
 II - Os princípios gerais de direito tributário; 
 III - os princípios gerais de direito público; 
 IV - a equidade. 
 § 1º O emprego da analogia não poderá 
resultar na exigência de tributo não previsto em 
lei. 
 § 2º O emprego da equidade não poderá 
resultar na dispensa do pagamento de tributo 
devido. 
Integrar mediante a analogia é aplicar ao caso 
concreto, um dispositivo de outra norma (afinal 
não existe dispositivo para determinada 
situação na legislação tributária) já aplicado em 
caso semelhante. 
 
2. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
O QUE VOCÊ DEVE SABER 
A obrigação tributária é relação jurídica do 
credor, no caso o estado, com o devedor, pessoa 
física ou jurídica, responsável pelo pagamento 
de uma obrigação de fazer ou não fazer. 
As obrigações tributárias surgem com a 
ocorrência do fato gerador. Praticado o fato 
gerador deverá o devedor pagar um tributo ou 
penalidade pecuniária. 
É o que denominamos de obrigação principal da 
relação tributária. 
Obrigação principal é sempre uma obrigação de 
dar dinheiro ao fisco, seja por meio de 
pagamento de tributo ou de penalidade. 
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Já a obrigação acessória é a que decorre da 
legislação tributária e tem por objeto prestações 
positivas ou negativas. São as obrigações de 
fazer ou não fazer, diversas da de dar dinheiro. 
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou 
acessória. 
 § 1º A obrigação principal surge com a 
ocorrência do fato gerador, tem por objeto o 
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária 
e extingue-se juntamente com o crédito dela 
decorrente. 
 § 2º A obrigação acessória decorre da 
legislação tributária e tem por objeto as 
prestações, positivas ou negativas, nela 
previstas no interesse da arrecadação ou da 
fiscalização dos tributos. 
 § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato 
da sua inobservância, converte-se em obrigação 
principal relativamente à penalidade pecuniária. 
SE LIGUE: Poderá existir obrigação acessória 
independentemente da existência da 
obrigação principal. É DIFERENTE DO QUE 
OCORRE NO DIREITO CIVIL. 
EX: Uma pessoa imune ao ICMS, obrigação 
principal, mas possui a obrigação de escriturar 
os livros da sua empresa, obrigação acessória. 
Fato Gerador- 
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a 
situação definida em lei como necessária e 
suficiente à sua ocorrência. 
 Art. 115. Fato gerador da obrigação 
acessória é qualquer situação que, na forma da 
legislação aplicável, impõe a prática ou a 
abstenção de ato que não configure obrigação 
principal. 
 Art. 116. Salvo disposição de lei em 
contrário, considera-se ocorrido o fato gerador 
e existentes os seus efeitos: 
 I - Tratando-se de situação de fato, desde o 
momento em que o se verifiquem as 
circunstâncias materiais necessárias a que 
produza os efeitos que normalmente lhe são 
próprios; 
 II - Tratando-se de situação jurídica, desde o 
momento em que esteja definitivamente 
constituída, nostermos de direito aplicável. 
 Parágrafo único. A autoridade 
administrativa poderá desconsiderar atos ou 
negócios jurídicos praticados com a finalidade 
de dissimular a ocorrência do fato gerador do 
tributo ou a natureza dos elementos 
constitutivos da obrigação tributária, 
observados os procedimentos a serem 
estabelecidos em lei ordinária. 
Outro ponto importante é a ocorrência do fato 
gerador nas situações jurídicas condicionadas, 
ou seja, caso o negócio jurídico esteja sujeito a 
uma condição suspensiva, somente será 
considerado o fato gerador quando do 
implemento da condição e se esta condição dor 
resolutória, o fato gerador será considerado 
ocorrido desde a prática da celebração do ato ou 
contrato. 
Exemplo de uma condição suspensiva: faço a 
doação de um apartamento e estabeleço que 
esta somente produzira efeitos se o donatário 
casar, o casamento está colocado como 
condição suspensiva, pois de sua ocorrência fica 
a depender a produção dos efeitos da doação, 
logo, quando o donatário casar, este passará a 
ser proprietário do imóvel e o fato gerador do 
IPTU passará a ocorrer, vindo o donatário a ser 
responsável pelo pagamento do tributo. 
Ao contrário da condição suspensiva, nesta dita 
resolutória, o fato futuro, quando ocorrido 
encerra o efeito do negócio, ou seja, ele perdura 
até que o evento previsto ocorra. Ex: o fim de 
um casamento desfazendo uma doação, a qual 
foi feita sob a condição do donatário se casar. 
Nesta hipótese, o negócio estará aperfeiçoado 
quando da prática do ato ou da celebração do 
negócio, sendo este os momentos a partir dos 
quais incidirão os tributos pertinentes. 
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Enquanto, o donatário estiver casado, 
permanecerá a doação, bem como os deveres 
em termos de recolhimento dos eventuais 
tributos incidentes nessa relação, que se iniciam 
com o evento casamento. Uma vez que ele não 
esteja mais casado, encerra o vínculo 
obrigacional, pois presente a condição 
resolutória. 
Sujeito ativo e passivo da obrigação tributária- 
O sujeito ativo é a pessoa jurídica de direito 
público, titular de competência para exigir seu 
cumprimento. Já o sujeito passivo poderá ser o 
contribuinte, quando este tem relação pessoal e 
direta com o sujeito ativo ou poderá ser o 
responsável, quando sem revestir condição de 
contribuinte, sua obrigação decorra de expressa 
disposição em lei, diferentemente do 
contribuinte que possui uma obrigação pessoal 
e direta não sendo decorrente de expressa 
disposição legal. 
Sabemos que o sujeito passivo da obrigação 
tributária sofre com os todos os tributos que 
tem para pagar né? Pois é, diante dos inúmeros 
encargos tributários, o sujeito passivo procura 
anular ou reduzir essa carga tributária a ele 
imposta, seja de maneira lícita, como ilícita. 
Esses meios são a evasão, elisão e elusão. 
EVASÃO: Ocorre quando o sujeito utiliza de 
meios Ilícitos para fugir da carga tributária. Ele 
tenta ocultar a ocorrência do fato gerador ou 
utiliza de meios ilícitos para tornar menos 
onerosa a obrigação tributária, sendo sua 
ocorrência, em regra, APÓS a realização do fato 
gerador. 
Ex: Quando o dono de um supermercado não 
emite notas fiscais, afim de ocultar a ocorrência 
do fato gerador do ICMS. 
ELISÃO: Utiliza de meios LÍCITOS para que o fato 
gerador não ocorra ou que a onerosidade deste 
seja menor. Em regra, ocorre ANTES do fato 
gerador. 
ELUSÃO: Já a elusão, é uma espécie de elisão 
ilícita. Como assim? O sujeito utiliza de um 
negócio jurídico Lícito, para simular, iludir o fisco 
e não pagar o tributo. 
Ex: A vende um apartamento para B e B vende 
um apartamento para A, com isso deveria ser 
pago o ITBI, por ambos. Ocorre, que eles não 
querem pagar. E ai?? Eles fazem um contrato de 
sociedade e integralizam os apartamentos como 
parte do capital de cada um a fazer parte da 
sociedade, posteriormente dissolvem a 
sociedade e retiram os bens que colocaram para 
integralizar as contas, sem pagar qualquer 
tributo, pois tal ato faz parte de imunidade 
empresarial. 
Como gravei: EVASÃO= Lembra evadir, fugir.... 
logo é algo ilícito. 
Elisão= lí DE LÍCITO. 
ELUSÃO= lembra Ilusão, simulação. 
São solidárias as pessoas que possuem interesse 
em comum na situação que constitua o fato 
gerador da obrigação. 
A solidariedade NÃO COMPORTA BENEFÍCIO 
DE ORDEM. 
No direito Tributário NÃO EXISTE solidariedade 
ativa. Além disso, a solidariedade passiva não 
pode resultar da vontade das partes, ela é 
imposta por meio de lei. 
 Art. 124. São solidariamente obrigadas: 
 I - As pessoas que tenham interesse comum 
na situação que constitua o fato gerador da 
obrigação principal; 
 II - As pessoas expressamente designadas 
por lei. 
 Parágrafo único. A solidariedade referida 
neste artigo não comporta benefício de ordem. 
 Art. 125. Salvo disposição de lei em 
contrário, são os seguintes os efeitos da 
solidariedade: 
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 I - O pagamento efetuado por um dos 
obrigados aproveita aos demais; 
 II - A isenção ou remissão de crédito 
exonera todos os obrigados, salvo se outorgada 
pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse 
caso, a solidariedade quanto aos demais pelo 
saldo; 
 III - a interrupção da prescrição, em favor 
ou contra um dos obrigados, favorece ou 
prejudica aos demais. 
#LINKMENTAL 
ISENÇAO= DISPENSA LEGAL DO PAGAMENTO 
DO TRIBUTO. 
REMISSÃO= PERDÃO DA DÍVIDA TRIBUTÁRIA, 
QUE NÃO OCORREU DE ATO ILÍCITO. 
 
#BÔNUS 
#CASOQUEIRAESTUDARSETIVERTEMPO 
COMPETÊNCIA X CAPACIDADE TRIBUTÁRIA 
Competência tributária é a capacidade que a 
pessoa jurídica de direito público tem para criar 
tributos. 
Art. 7º, CTN A competência tributária é 
indelegável, salvo atribuição das funções de 
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar 
leis, serviços, atos ou decisões administrativas 
em matéria tributária, conferida por uma pessoa 
jurídica de direito público a outra, nos termos do 
§ 3º do artigo 18 da Constituição. 
§ 1º A atribuição compreende as garantias e os 
privilégios processuais que competem à pessoa 
jurídica de direito público que a conferir. 
§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer 
tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de 
direito público que a tenha conferido. 
§ 3º Não constitui delegação de competência o 
cometimento, a pessoas de direito privado, do 
encargo ou da função de arrecadar tributos. 
 
Art. 8º, CTN. O não-exercício da competência 
tributária não a defere a pessoa jurídica de 
direito público diversa daquela a que a 
Constituição a tenha atribuído 
 
Já a capacidade tributária é uma função 
administrativa, é possibilidade de arrecadar ou 
cobrar tributo. 
 
 
COMPETÊNCIA 
TRIBUTÁRIA 
CAPACIDADE TRIBUTÁRIA 
ATIVA 
Aptidão para criar 
tributos 
Aptidão, de natureza 
administrativa, de cobrar ou 
arrecadar tributos aos 
cofres públicos 
Exclusiva das 
pessoas jurídicas 
de direito público 
integrantes da 
Administração 
Direta = 
INDELEGÁVEL 
Poderá haver a delegação 
legal da capacidade 
tributária ativa = 
PARAFISCALIDADE 
 
Toda Obrigação gera uma responsabilidade não 
é mesmo? Vamos aprender um pouco mais 
sobre o tema. 
3. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
Responsável tributário é aquele que não tem 
relação direta e pessoal com o fato gerador da 
obrigação tributária, contudo, por disposição 
expressa em lei se torna responsável. 
A responsabilidade tributária se divide em: 
1. RESPONSABILIDADE POR SUBSTITUIÇÃO E 
POR TRANSFERÊNCIA 
 
A responsabilidade por substituição ,a sujeição 
passiva do responsável surge junto com a 
ocorrência do fato gerador, podendo ela ser 
progressiva ( para frente) ou regressiva ( para 
trás). 
 
A responsabilidade por transferência no 
momento do surgimento da obrigação, 
determinada pessoa figura como sujeito 
passivo, contudo, num momento posterior,um 
evento definido em lei causa a modificação da 
pessoa que ocupa o polo passivo da obrigação, 
surgindo, assim, a figura do responsável, 
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conforme definida em lei.Ela pode ser por 
sucessão, por solidariedade/ por terceiros. 
 
 Art. 128 do CTN- Sem prejuízo do disposto neste 
capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a 
responsabilidade pelo crédito tributário a 
terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da 
respectiva obrigação, excluindo a 
responsabilidade do contribuinte ou 
atribuindo-a a este em caráter supletivo do 
cumprimento total ou parcial da referida 
obrigação. 
 
2. RESPONSABILIDADE POR TRANSFERÊNCIA 
PARA SUCESSORES 
 
Art. 131. São pessoalmente responsáveis: 
I - O adquirente ou remitente, pelos tributos 
relativos aos bens adquiridos ou remidos; 
 II - O sucessor a qualquer título e o cônjuge 
meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus 
até a data da partilha ou adjudicação, limitada 
esta responsabilidade ao montante do quinhão 
do legado ou da meação; 
 III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de 
cujus até a data da abertura da sucessão. 
 
 Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado 
que resultar de fusão, transformação ou 
incorporação de outra ou em outra é 
responsável pelos tributos devidos até à data do 
ato pelas pessoas jurídicas de direito privado 
fusionadas, transformadas ou incorporadas. 
 Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-
se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de 
direito privado, quando a exploração da 
respectiva atividade seja continuada por 
qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, 
sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma 
individual. 
 
 Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito 
privado que adquirir de outra, por qualquer 
título, fundo de comércio ou estabelecimento 
comercial, industrial ou profissional, e continuar 
a respectiva exploração, sob a mesma ou outra 
razão social ou sob firma ou nome individual, 
responde pelos tributos, relativos ao fundo ou 
estabelecimento adquirido, devidos até à data 
do ato: 
I - Integralmente, se o alienante cessar a 
exploração do comércio, indústria ou atividade; 
II - Subsidiariamente com o alienante, se este 
prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 
seis meses a contar da data da alienação, nova 
atividade no mesmo ou em outro ramo de 
comércio, indústria ou profissão. 
 § 1o O disposto no caput deste artigo não se 
aplica na hipótese de alienação judicial: 
 I – Em processo de falência; 
 II – de filial ou unidade produtiva isolada, em 
processo de recuperação judicial. 
 § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste 
artigo quando o adquirente for: 
 I – Sócio da sociedade falida ou em 
recuperação judicial, ou sociedade controlada 
pelo devedor falido ou em recuperação judicial; 
 II – Parente, em linha reta ou colateral até o 
4o (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do 
devedor falido ou em recuperação judicial ou 
de qualquer de seus sócios; ou 
 III – identificado como agente do falido ou do 
devedor em recuperação judicial com o objetivo 
de fraudar a sucessão tributária. 
 § 3o Em processo da falência, o produto da 
alienação judicial de empresa, filial ou unidade 
produtiva isolada permanecerá em conta de 
depósito à disposição do juízo de falência pelo 
prazo de 1 (um) ano, contado da data de 
alienação, somente podendo ser utilizado para 
o pagamento de créditos extraconcursais ou de 
créditos que preferem ao tributário. 
 
3. RESPONSABILIDADE POR TRANSFERÊNCIA 
PARA TERCEIROS 
 
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de 
exigência do cumprimento da obrigação 
principal pelo contribuinte, respondem 
solidariamente com este nos atos em que 
intervierem ou pelas omissões de que forem 
responsáveis: 
- Os pais, pelos tributos devidos por seus filhos 
menores; 
- Os tutores e curadores, pelos tributos devidos 
por seus tutelados ou curatelados; III - os 
administradores de bens de terceiros, pelos 
tributos devidos por estes; 
- O inventariante, pelos tributos devidos pelo 
espólio; 
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- o síndico e o comissário, pelos tributos devidos 
pela massa falida ou pelo concordatário; 
- Os tabeliães, escrivães e demais serventuários 
de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos 
praticados por eles, ou perante eles, em razão 
do seu ofício; 
- Os sócios, no caso de liquidação de sociedade 
de pessoas. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se 
aplica, em matéria de penalidades, às de caráter 
moratório. 
 
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos 
créditos correspondentes a obrigações 
tributárias resultantes de atos praticados com 
excesso de poderes ou infração de lei, contrato 
social ou estatutos: 
- As pessoas referidas no artigo anterior; 
- Os mandatários, prepostos e empregados; 
- Os diretores, gerentes ou representantes de 
pessoas jurídicas de direito privado. 
 
STJ, Súmula 430: O inadimplemento da 
obrigação tributária pela sociedade não gera, 
por si só, a responsabilidade solidária do sócio-
gerente. 
 
Art. 138. A responsabilidade é excluída pela 
denúncia espontânea da infração, 
acompanhada, se for o caso, do pagamento do 
tributo devido e dos juros de mora, ou do 
depósito da importância arbitrada pela 
autoridade administrativa, quando o montante 
do tributo dependa de apuração. 
 
Parágrafo único. Não se considera espontânea a 
denúncia apresentada após o início de qualquer 
procedimento administrativo ou medida de 
fiscalização, relacionados com a infração. 
 
DIREITO DO CONSUMIDOR 
 2º DICA DO DIA 05 
1. PRINCÍPIOS E DIREITOS BÁSICOS 
O QUE VOCÊ DEVE SABER 
Antes de mais nada, você deve saber que a 
Defesa do Consumidor tem proteção 
constitucional (Art. 5º, XXXII - o Estado 
promoverá, na forma da lei, a defesa do 
consumidor), portanto, trata-se de CLÁUSULA 
PÉTREA. 
A defesa do consumidor também tem previsão 
no artigo 170, V, da CF (PRINCÍPIO DA ORDEM 
ECONÔMICA) e no artigo 48, da ADCT. 
Portanto, o direito e a defesa do consumidor 
SÃO DIREITOS FUNDAMENTAIS, isso quer dizer 
que o ESTADO deve intervir nas relações de 
consumo. 
O CDC surgiu, primordialmente, com o objetivo 
de tutelar os desiguais, ou seja, tornar as 
relações entre os sujeitos da relação de 
consumo mais justas. 
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável 
às instituições financeiras (súmula 297, STJ). 
Vale dizer, ainda, que por ser NORMA DE 
ORDEM PÚBLICA, estas são cogentes 
(coercitivas) e inderrogáveis (incontestáveis ou 
que podem ser alteradas) pela vontade ou 
ajuste das partes. 
Em se tratando de norma de ordem pública, 
pode o Juiz, de ofício, atuar nas relações de 
consumo. Contudo, nos contratos bancários, é 
vedado ao julgador reconhecer de ofício a 
abusividade das cláusulas (súmula 381, STJ). 
O CDC também é norma de interesse social, isso 
porque são relevantes e importantes para todas 
as pessoas. 
ATENÇÃO: O CDC não deve ser aplicado aos 
contratos pactuados antes de sua vigência, 
exceto se a obrigação for de trato sucessivo. 
O CDC não é aplicado em casos de contratos de 
locação e também nas relações entre 
condomínio e condôminos. 
Na relação entre advogados e clientes também 
não se aplica o CDC. 
E, também não se aplica o CDC: contratos entre 
postos e distribuidores de combustíveis, 
aquisição de bem ou serviços por pessoa física 
ou jurídica para melhoria de sua atividade 
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comercial; relação entre representante 
comercial e empresa; contador e condomínio; 
contrato de prestação de serviços entre os 
correios e empresa; cotista e clube de 
investimento; beneficiários do INSS, crédito 
educativo; serviços notoriais; locação predial 
urbana (aqui há exceção: quando o contrato é 
feito por administradora, por contrato de 
adesão); lojistas e administradora de shopping 
center. 
ELEMENTOS DARELAÇÃO DE CONSUMO 
São os sujeitos da relação de consumo: 
CONSUMIDOR, FORNECEDOR, PRODUTO OU 
SERVIÇO. 
Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que 
adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final. 
Portanto, consumidor pode ser PF ou PJ, desde 
que adquira o produto como DESTINATÁRIO 
FINAL. 
A PESSOA JURÍDICA NÃO PODE USAR O BEM 
OU SERVIÇO COMO INSUMO PARA SER 
CONSIDERADA CONSUMIDORA. 
Quanto ao DESTINATÁRIO FINAL, é importante 
você saber: 
TEORIA MAXIMALISTA: Destinatário final é o 
destinatário FÁTICO, portanto, é aquele que 
retira o produto do mercado de consumo para 
seu próprio uso. 
TEORIA FINALISTA: Diz que além de o 
consumidor destinatário final tirar o produto do 
mercado, NÃO DEVE usar o produto com vias de 
obtenção de lucro. EX: Se eu levo o produto (ex: 
computador) para casa, eu sou consumidor, 
contudo, se utilizo o produto na minha empresa, 
se entrego para meus funcionários, não pode ser 
considerado consumidor. 
Em casos de dúvida, deve-se apelar para a 
VULNERABILIDADE (técnica, jurídica, 
econômica ou informacional). Acaso 
demonstrada a vulnerabilidade deve ser 
aplicado o CDC. 
Consumidor por equiparação: Equipara-se a 
consumidor a coletividade de pessoas, ainda 
que indetermináveis, que haja intervindo nas 
relações de consumo. Também é aquele 
previsto no art. 17, do CDC (CONSUMIDOR 
BYSTANDER = aquele que não participa 
diretamente da relação, mas sofre os efeitos do 
evento danoso - vítima). 
Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, 
pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de produção, 
montagem, criação, construção, 
transformação, importação, exportação, 
distribuição ou comercialização de produtos ou 
prestação de serviços. 
DETALHE: PARA SER CONSIDERADO 
FORNECEDOR DEVE REALIZAR A ATIVIDADE 
COM HABITUALIDADE. Exemplo: Quando vendo 
meu carro próprio não estou atuando como 
fornecedor, pois ausente a habitualidade, 
contudo, se uma agencia de carros faz a venda, 
deve ser considerada como fornecedora, pois 
presente a habitualidade e há fim comercial. 
Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, 
material ou imaterial. 
Serviço é qualquer atividade fornecida no 
mercado de consumo, mediante remuneração, 
inclusive as de natureza bancária, financeira, 
de crédito e securitária, salvo as decorrentes 
das relações de caráter trabalhista. 
PERCEBA, PARA SER CONSIDERADO SERVIÇO 
DEVE HAVER O REQUISITO DA REMUNERAÇÃO. 
Passado isto, vamos, abaixo, ver quais são os 
princípios básicos do consumidor (são oriundos 
dos direitos básicos no consumidor, com 
previsão no artigo 6º, do CDC): 
1) PRINCÍPIO DA VUNERABILIDADE: Todo 
consumidor é, pela sua natureza, vulnerável em 
relação ao fornecedor. Vale dizer que por tal 
princípio, as cláusulas contratuais serão 
interpretadas de maneira mais favorável ao 
consumidor (artigo 47, CDC); também que o 
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consumidor pode desistir do contrato, no prazo 
de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de 
recebimento do produto ou serviço, sempre que 
a contratação de fornecimento de produtos e 
serviços ocorrer fora do estabelecimento 
comercial, especialmente por telefone ou a 
domicílio (artigo 49, CDC) e nos contratos de 
compra e venda de móveis ou imóveis mediante 
pagamento em prestações, bem como nas 
alienações fiduciárias em garantia, consideram-
se nulas de pleno direito as cláusulas que 
estabeleçam a perda total das prestações pagas 
em benefício do credor que, em razão do 
inadimplemento, pleitear a resolução do 
contrato e a retomada do produto alienado 
(artigo 53, CDC). 
2) PRINCÍPIO DO DEVER GOVERNAMENTAL: 
Deve-se, através de órgãos públicos, buscar 
condições mais justas com vistas a garantir uma 
maior harmonia nas relações de consumo. 
3) PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES DE 
CONSUMO: Deve haver uma busca real e 
incessante por relações de consumo mais justas 
e equilibradas. Tal fato também deve nortear o 
julgador. Em razão de tal princípio também são 
vedadas práticas abusivas e outras em 
detrimento do consumidor. 
4) PRINCÍPIO DA INFORMAÇÃO: O fornecedor 
deve sempre passar informações claras, 
objetivas e diretas sobre seus produtos e 
serviços. É vedada a publicidade enganosa. 
5) PRINCÍPIO DA FACILITAÇÃO DA DEFESA DO 
DIREITO DO CONSUMIDOR: A defesa do 
consumidor deve ser simplificada e facilitada 
através de normas de direito material e 
processual. Exemplo: inversão do ônus da prova, 
responsabilidade objetiva do fornecedor, 
assistência judiciária ao consumidor. 
6) PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA: Tal 
princípio deve nortear não apenas as relações 
de consumo como todas as relações jurídicas e 
humanas. É extraída da ética e da moral. Devem 
as relações sempre se pautar por lealdade, 
confiança e dever de informação, isso em todas 
as fases do contrato, até mesmo após sua 
extinção. 
7) PRINCÍPIO DA REVISÃO: O consumidor tem 
direito à modificação das cláusulas contratuais 
que estabeleçam prestações desproporcionais 
ou sua revisão em razão de fatos supervenientes 
que as tornem excessivamente onerosas. 
8) PRINCÍPIO DA REPARAÇÃO INTEGRAL: O 
consumidor tem direito a efetiva prevenção e 
reparação de danos patrimoniais e morais, 
individuais, coletivos e difusos (Sobre o 
ressarcimento, vale olhar as seguintes súmulas, 
do STJ: 37, 227, 281, 326, 362, 370, 385, 387, 
388, 402). 
Compreendido os princípios, você deve 
entender os direitos básicos de proteção ao 
consumidor estão previstos no artigo 6, do 
CDC. 
Dentre eles, ressaltamos como principais: 
proteção da vida, saúde e segurança contra os 
riscos dos produtos e serviços; informação 
adequada e clara sobre os diferentes produtos e 
serviços; proteção contra a publicidade 
enganosa e abusiva; prevenção e reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, 
coletivos e difusos; a facilitação da defesa de 
seus direitos, inclusive com a inversão do ônus 
da prova, a seu favor. 
ATENÇÃO: Tendo mais de um autor a ofensa, 
todos responderão solidariamente pela 
reparação dos danos previstos nas normas de 
consumo (Responsabilidade solidária). 
EXCLUSÃO À RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA: 
Art. 19, §2º: O fornecedor imediato será 
responsável quando fizer a pesagem ou a 
medição e o instrumento utilizado não estiver 
aferido segundo os padrões oficiais. 
Fique atento, ainda, que os produtos e serviços 
colocados no mercado de consumo não 
acarretarão riscos à saúde ou segurança dos 
consumidores, exceto os considerados normais 
e previsíveis em decorrência de sua natureza e 
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fruição, obrigando-se os fornecedores, em 
qualquer hipótese, a dar as informações 
necessárias e adequadas a seu respeito. 
O fornecedor não poderá colocar no mercado 
de consumo produto ou serviço que sabe ou 
deveria saber apresentar alto grau de 
nocividade ou periculosidade à saúde ou 
segurança. 
Vale ressaltar, também, que DEVE OCORRER 
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE 
JURÍDICA, quando, em prejuízo do consumidor, 
houver abuso de direito, excesso de poder, 
infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação 
dos estatutos ou contrato social (Art. 28, CDC). 
A desconsideração também será efetivada 
quando houver falência, estado de insolvência, 
encerramento ou inatividade da pessoa jurídica 
provocados por má administração. 
Sociedades integrantes dos grupos societários e 
as sociedades controladas, são 
subsidiariamente responsáveis. 
Sociedades consorciadas são solidariamente 
responsáveis. 
Sociedades coligadas só responderão por 
culpa. 
#NOVIDADELEGISLATIVA 
Art. 4º A Política Nacional das Relações de 
Consumo tem por objetivo o atendimento das 
necessidades dos consumidores, o respeito à 
sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, a melhoria da sua 
qualidade de vida, bem como a transparência e 
harmonia das relaçõesde consumo, atendidos 
os seguintes princípios: 
IX - Fomento de ações direcionadas à educação 
financeira e ambiental dos consumidores 
X- Prevenção e tratamento do 
superendividamento como forma de evitar a 
exclusão social do consumidor. 
 
Art. 5° Para a execução da Política Nacional das 
Relações de Consumo, contará o poder público 
com os seguintes instrumentos, entre outros: 
 I - Manutenção de assistência jurídica, 
integral e gratuita para o consumidor carente; 
 II - Instituição de Promotorias de Justiça de 
Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério 
Público; 
 III - criação de delegacias de polícia 
especializadas no atendimento de 
consumidores vítimas de infrações penais de 
consumo; 
 IV - Criação de Juizados Especiais de 
Pequenas Causas e Varas Especializadas para a 
solução de litígios de consumo; 
 V - Concessão de estímulos à criação e 
desenvolvimento das Associações de Defesa do 
Consumidor. 
VI - instituição de mecanismos de prevenção e 
tratamento extrajudicial e judicial do 
superendividamento e de proteção do 
consumidor pessoa 
natural #novidadelegislativa 
VII - instituição de núcleos de conciliação e 
mediação de conflitos oriundos de 
superendividamento. 
 
#JURISPRUDÊNCIA 
Todo paciente possui, como expressão do 
princípio da autonomia da vontade 
(autodeterminação), o direito de saber dos 
possíveis riscos, benefícios e alternativas de um 
determinado procedimento médico, 
possibilitando, assim, manifestar, de forma livre 
e consciente, o seu interesse ou não na 
realização da terapêutica envolvida, por meio do 
consentimento informado. 
Esse dever de informação decorre do art. 22 do 
Código de Ética Médica e dos arts. 6º, III, e 14 do 
CDC. 
Além disso, o Código Civil também disciplinou 
sobre o assunto no art. 15. 
Justamente por isso, é indispensável o 
consentimento informado do paciente acerca 
dos riscos inerentes ao procedimento cirúrgico. 
O médico que deixa de informar o paciente 
acerca dos riscos da cirurgia incorre em 
negligência, e responde civilmente pelos danos 
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resultantes da operação. 
Vale ressaltar, ainda, que a informação prestada 
pelo médico ao paciente, acerca dos riscos, 
benefícios e alternativas ao procedimento 
indicado, deve ser clara e precisa, não bastando 
que o profissional de saúde informe, de maneira 
genérica ou com termos técnicos, as eventuais 
repercussões no tratamento, o que 
comprometeria o consentimento informado do 
paciente, considerando a deficiência no dever 
de informação. 
Com efeito, não se admite o chamado “blanket 
consente”, isto é, o consentimento genérico, em 
que não há individualização das informações 
prestadas ao paciente, dificultando, assim, o 
exercício de seu direito fundamental à 
autodeterminação. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1848862-RN, Rel. Min. 
Marco Aurélio Bellizze, julgado em 05/04/2022 
(Info 733) 
OBS.A venda de ingresso para um determinado 
espetáculo cultural é parte típica do negócio. 
Logo, trata-se de um risco da própria atividade 
empresarial que visa ao lucro e que integra o 
investimento do fornecedor, compondo, 
portanto, o custo básico embutido no preço. 
Desse modo, as sociedades empresárias que 
atuaram na organização e na administração da 
festividade e da estrutura do local integram a 
mesma cadeia de fornecimento e, portanto, são 
solidariamente responsáveis pelos danos, em 
virtude da falha na prestação do serviço, ao não 
prestar informação adequada, prévia e eficaz 
acerca do cancelamento/adiamento do evento. 
Os integrantes da cadeia de consumo, em ação 
indenizatória consumerista, também são 
responsáveis pelos danos gerados ao 
consumidor, não cabendo a alegação de que o 
dano foi gerado por culpa exclusiva de um dos 
seus integrantes. 
NÃO CONFUNDA 
A empresa patrocinadora de evento, que não 
participou da sua organização, não pode ser 
enquadrada no conceito de fornecedor para fins 
de responsabilização por acidente de consumo 
ocorrido no local.STJ. 3ª Turma. REsp 1955083-
BA, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 
15/02/2022 (Info 727). 
 
2. DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR 
O QUE VOCÊ DEVE SABER 
Os direitos básicos de proteção ao consumidor 
estão previstos no artigo 6, do CDC. 
Dentre eles, ressaltamos como principais: 
proteção da vida, saúde e segurança contra os 
riscos dos produtos e serviços; informação 
adequada e clara sobre os diferentes produtos e 
serviços; proteção contra a publicidade 
enganosa e abusiva; prevenção e reparação de 
danos patrimoniais e morais, individuais, 
coletivos e difusos; a facilitação da defesa de 
seus direitos, inclusive com a inversão do ônus 
da prova, a seu favor. 
ATENÇÃO: Tendo mais de um autor a ofensa, 
todos responderão solidariamente pela 
reparação dos danos previstos nas normas de 
consumo (Responsabilidade solidária). 
EXCLUSÃO À RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA: 
Art. 19, §2º: O fornecedor imediato será 
responsável quando fizer a pesagem ou a 
medição e o instrumento utilizado não estiver 
aferido segundo os padrões oficiais. 
São direitos básicos do consumidor, entre 
outros: 
XI - a garantia de práticas de crédito 
responsável, de educação financeira e de 
prevenção e tratamento de situações de 
superendividamento, preservado o mínimo 
existencial, nos termos da regulamentação, por 
meio da revisão e da repactuação da dívida, 
entre outras medidas; 
 
XII - a preservação do mínimo existencial, nos 
termos da regulamentação, na repactuação de 
dívidas e na concessão de crédito; 
 
PROTEÇÃO CONTRATUAL DO CONSUMIDOR 
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3. RESPONSABILIDADE PELO FATO E VÍCIO DO 
PRODUTO E DO SERVIÇO 
O QUE VOCÊ DEVE SABER 
O tema abordado, não resta dúvida, é de alta 
incidência na prova da OAB, no que toca ao 
Direito Consumerista. 
O FATO (DEFEITO) DO PRODUTO OU SERVIÇO 
nada mais é do que acidente ou defeito de 
consumo, que atente contra a integridade físico 
e psíquica do consumidor, expondo este à riscos 
indevidos ou causando dano. 
LEMBRE-SE: O fato do produto ou do serviço 
deve ocasionar dano que ultrapasse a própria 
órbita do próprio produto ou serviço. 
Como exemplo, cite-se defeito de fabricação em 
um ar-condicionado, que ocasionou uma pane 
elétrica e pegou fogo, trazendo, portanto, 
prejuízos de ordem financeira e psíquica ao 
consumidor. 
Ainda, como exemplo, cite-se a falta de 
sinalização, em um shopping, que a escada 
rolando encontra-se com defeito, fato que 
ocasionou lesão ao consumidor; ou até mesmo 
uma dedetização mal realizada, que ocasionou 
intoxicação do consumidor. 
A responsabilidade, em tais casos, é OBJETIVA e 
SOLIDÁRIA, ou seja, o fabricante, o produtor, o 
construtor, nacional ou estrangeiro, e o 
importador respondem, independentemente 
da existência de culpa, pela reparação dos 
danos causados aos consumidores por defeitos 
decorrentes de projeto, fabricação, construção, 
montagem, fórmulas, manipulação, 
apresentação ou acondicionamento de seus 
produtos. 
Há exceção: SIM -> Profissional Liberal. Para 
este a responsabilidade é subjetiva, ou seja, se 
procede mediante a verificação da CULPA. 
§ 4° (art. 14) - A responsabilidade pessoal dos 
profissionais liberais será apurada mediante a 
verificação de culpa. 
OBS: ACASO A OBRIGAÇÃO DO PROFISSIONAL 
LIBERAL SEJA DE RESULTADO, COMO POR 
EXEMPLO PROCEDIMENTOS PLÁSTICOS, 
ODONTOLÓGICOS E OUTROS, A 
RESPONSABILIDADE CONTINUA SUBJETIVA, 
CONTUDO, HÁ INVERSÃO DO ÔNUS DA 
PROVA, SENDO CERTO QUE DEVE O 
PROFISSIONAL LIBERAL PROVAR QUE NÃO 
TEVE CULPA. 
Vale mencionar, ainda, que o produto não deve 
ser considerado defeituoso pelo simples fato 
de outro de melhor qualidade ter sido colocado 
no mercado, o substituindo. 
Excludentes de responsabilidade do fabricante, 
o construtor, o produtor ou importador: 1) 
Quando se provar que não colocou o produto 
no mercado 2) que, embora haja colocado o 
produtono mercado, o defeito inexiste 3) a 
culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
O fornecedor de serviços só não será 
responsabilizado quando provar: 1) Que, tendo 
prestado o serviço, o defeito inexiste e 2) a culpa 
exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
ATENÇÃO: FORTUITO EXTERNO X FORTUITO 
INTERNO. 
O fortuito externo (relacionado à atividade 
estranha às exercidas pelo fornecedor) exclui 
responsabilidade. O fortuito interno (ligado à 
atividade do fornecedor) não exclui 
responsabilidade. 
IMPORTANTE: SÚMULA 130 e 479-STJ! 
PRESCRIÇÃO: prescreve em CINCO ANOS a 
pretensão reparatória pelo fato do produto ou 
serviço. A contagem do prazo tem início a partir 
da verificação do dano e da autoria do dano. 
O VÍCIO DO PRODUTO OU SERVIÇO tem relação 
com a qualidade/quantidade que torne o 
produto ou serviço impróprio para o consumo a 
que se destina ou que lhe diminua o valor. 
OBS: NÃO EXPÕE RISCO AO CONSUMIDOR. 
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A responsabilidade pelo vício do produto ou 
serviço tem ligação tão somente à inadequação 
para o consumo. 
A responsabilidade, em tais casos, é OBJETIVA e 
SOLIDÁRIA, ou seja, todos que participaram de 
alguma forma da ofensa serão responsáveis 
solidários. 
Aqui, também há exceção do profissional 
liberal, cuja responsabilidade será apurada 
mediante verificação de culpa. 
O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou 
de fácil constatação caduca em (PRAZO 
DECADENCIAL): 
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de 
serviço e de produtos não duráveis; 
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento 
de serviço e de produtos duráveis. 
O início do prazo começa a partir da entrega 
efetiva do produto ou do término da execução 
dos serviços. 
A reclamação comprovadamente formulada 
pelo consumidor perante o fornecedor de 
produtos e serviços até a resposta negativa 
correspondente, que deve ser transmitida de 
forma inequívoca e a instauração de inquérito 
civil, até seu encerramento OBSTAM A 
DECADÊNCIA! 
Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial 
inicia-se no momento em que ficar evidenciado 
o defeito. 
O prazo para sanar o vício é de 30 (trinta) dias 
(as partes convencionar a redução ou ampliação 
do prazo, não podendo este, entretanto, ser 
inferior a sete nem superior a cento e oitenta 
dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de 
prazo deverá ser convencionada em separado, 
por meio de manifestação expressa do 
consumidor). 
Não sanado o vício no prazo legal, pode o 
consumidor exigir, alternativamente e à sua 
escolha: 1) Substituição do produto por outro 
da mesma espécie, em perfeitas condições de 
uso 2) restituição imediata da quantia paga, 
monetariamente atualizada, sem prejuízo de 
eventuais perdas e danos (pode entrar ainda 
com ação de reparação) 3) abatimento 
proporcional do preço. 
 
#BÔNUS #ASSUNTOEXTRA 
4. PRÁTICAS ABUSIVAS 
O QUE VOCÊ DEVE SABER: 
As práticas abusivas estão condicionadas junto 
ao artigo 39 do código consumerista. 
Dentre as principais destacamos: condicionar o 
fornecimento de produto ou de serviço ao 
fornecimento de outro produto ou serviço, 
enviar ou entregar ao consumidor, sem 
solicitação prévia, qualquer produto, ou 
fornecer qualquer serviço, exigir do consumidor 
vantagem manifestamente excessiva, executar 
serviços sem a prévia elaboração de orçamento 
e autorização expressa do consumidor, 
ressalvadas as decorrentes de práticas 
anteriores entre as partes, elevar sem justa 
causa o preço de produtos ou serviços. 
O fornecedor de serviço será obrigado a 
entregar ao consumidor orçamento prévio 
discriminando o valor da mão-de-obra, dos 
materiais e equipamentos a serem empregados, 
as condições de pagamento, bem como as datas 
de início e término dos serviços. 
O valor orçado terá validade pelo prazo de dez 
dias, contado de seu recebimento pelo 
consumidor, salvo se estipulado o contrário 
pelas partes. 
Vale registrar, ainda, que na cobrança de 
débitos, o consumidor inadimplente não será 
exposto a ridículo, nem será submetido a 
qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. 
OBS: O consumidor cobrado em quantia 
indevida tem direito à repetição do indébito, por 
valor igual ao dobro do que pagou em excesso, 
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acrescido de correção monetária e juros legais, 
salvo hipótese de engano justificável. 
Vale também a leitura dos artigos abaixo 
transcritos: 
Art. 47: As cláusulas contratuais serão 
interpretadas de maneira mais favorável ao 
consumidor. 
Art. 49. O consumidor pode desistir do 
contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua 
assinatura ou do ato de recebimento do 
produto ou serviço, sempre que a contratação 
de fornecimento de produtos e serviços ocorrer 
fora do estabelecimento comercial, 
especialmente por telefone ou a domicílio. 
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o 
direito de arrependimento previsto neste 
artigo, os valores eventualmente pagos, a 
qualquer título, durante o prazo de reflexão, 
serão devolvidos, de imediato, 
monetariamente atualizados. 
Art. 50. A garantia contratual é complementar 
à legal e será conferida mediante termo escrito. 
MELHOR EXPLICANDO: Existem DOIS TIPOS de 
garantia, a contratual (Art. 50, CDC) e a legal 
(artigo 26, CDC). 
A contratual é dada pelo próprio 
fabricante/distribuidor/comerciante e não é 
obrigatória e seu prazo pode ser estipulado por 
quem à confere, contudo, acaso ofertada, 
torna-se vinculante. Vale dizer ainda que de 
acordo com o artigo 74, do CDC, a não entrega 
do termo de garantia contratual devidamente 
preenchido constitui crime e a pena prevista é 
de 1 a 6 meses de detenção, ou multa. 
Já a garantia legal independe de termo escrito 
e decorre da própria lei, além de ter prazos 
próprios, que são previstos no artigo 26, do 
CDC. 
ATENÇÃO MÁXIMA: Na contagem, primeiro 
será contada a garantia CONTRATUAL, após o 
seu decurso, tem início a garantia LEGAL. 
PORTANTO, AS GARANTIAS SE SOMAM! 
Sobre CLÁUSULA ABUSIVAS, você deve fazer a 
leitura do artigo 51 e ss. do CDC. Sobre estas 
é bom saber que SÃO NULAS DE PLENO 
DIREITO. 
Em razão da vedação às práticas abusivas, 
se faz imperioso você também ter 
conhecimento da SEÇÃO II, CAPÍTULO 5, DO 
CDC, QUE TRATA DA OFERTA (Art. 30 ao 35) 
e SEÇÃO III, DAPUBLICIDADE (Art. 36 ao 38). 
Vamos vê-las em sequência: 
DA OFERTA (Art. 30 e ss., do CDC) 
Toda informação ou publicidade, 
suficientemente precisa, veiculada por qualquer 
forma ou meio de comunicação com relação a 
produtos e serviços oferecidos ou apresentados, 
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela 
se utilizar e integra o contrato que vier a ser 
celebrado. 
Portanto, A OFERTA FEITA VINCULA o 
fornecedor. 
As ofertas devem possuir informações corretas, 
claras, precisas, ser em língua portuguesa e 
apresentar as características, qualidades, 
quantidade, composição, preço, garantia, 
prazos de validade e origem, entre outros dados 
que garantam a saúde do consumidor. 
Fabricantes e importadores deverão assegurar a 
oferta de componentes e peças de reposição 
enquanto não cessar a fabricação ou 
importação do produto (Cessadas a produção 
ou importação, a oferta deverá ser mantida por 
período razoável de tempo). 
O fornecedor do produto ou serviço é 
solidariamente responsável pelos atos de seus 
prepostos (e empregados) ou representantes 
autônomos. 
Se o fornecedor de produtos ou serviços 
recusar cumprimento à oferta, apresentação 
ou publicidade, o consumidor poderá, 
alternativamente e à sua livre escolha: 
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I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, 
nos termos da oferta, apresentação ou 
publicidade; 
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço 
equivalente; 
III - rescindir o contrato, com direito à restituição 
de quantia eventualmente antecipada, 
monetariamente atualizada, e a perdas e danos 
PUBLICIDADE(Art. 36 e ss., do CDC) 
É proibida toda publicidade enganosa ou 
abusiva. 
É enganosa qualquer modalidade de 
informação ou comunicação de caráter 
publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, 
por qualquer outro modo, mesmo por omissão, 
capaz de induzir em erro o consumidor a 
respeito da natureza, características, qualidade, 
quantidade, propriedades, origem, preço e 
quaisquer outros dados sobre produtos e 
serviços. 
A publicidade é enganosa por omissão quando 
deixar de informar sobre dado essencial do 
produto ou serviço. 
Perceba: NÃO É QUALQUER DADO, MAS DADO 
ESSENCIAL! 
O ônus da prova da veracidade e correção da 
informação ou comunicação publicitária cabe a 
quem as patrocina. 
 
 
 
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