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ADENOVIRIDAE & HERPESVIRIDAE Familia Forma/local de penetração Hesperviridae Fusão na membrana plasmática Adenoviridae Endocitose dependente de clatrina Figura. Estrategias de producao deRNA mensageiros (mRNA) e expressao genica das diferentes classes de virus. Nos virus da classe I, os promotores virais sao reconhecidos por fatores celulares, e os genes sao transcritos pela RNApolII celular, resultando em mRNAs traduziveis pelos ribossomos (1). Classificação dos vírus de acordo com o tipo de genoma, local de replicação e estratégia utilizada para produzir os mRNAs. Os genes desses vírus são transcritos pela maquinaria celular de transcrição que são reconhecidas pela RNApolII e pelos fatores de transcrição da célula hospedeira. Os genes são classificados em duas ou mais classes e são transcritos seqüencialmente sob regulação temporal restrita. Os genes iniciais são transcritos logo após a penetração na célula e, geralmente, codificam proteínas não-estruturais que possuem funções regulatórias sobre outros genes e também enzimas e fatores envolvidos na replicação do genoma. A replicação do genoma dos herpesvírus e adenovírus codificam várias proteínas com funções replicativas. Os genes tardios são transcritos após a replicação do genoma e codificam principalmente proteínas estruturais e/ou proteínas envolvidas na morfogênese. Algumas proteínas não- estruturais (NS), que são necessárias nos estágios iniciais do próximo ciclo de infecção, também são produzidas nessa etapa e incorporadas na progênie viral . FAMÍLIA ADENOVIRIDAE ❑ Genoma: DNA linear dupla fita ❑ Vírus hexagonais icosaédricos grandes ❑Não-envelopados ❑Infectam vertebrados e produzem enfermidade leves no trato respiratório, gastrintestinal e geniturinário. ❑Capacidade de infectar uma grande variedade de células que não estão em divisão - estudo como vetores para a transferência de genes e também para vacinas vetoriais. ❑Organização genômica seja conservada dentro dos gêneros Membros da família com impacto na medicina veterinária • Adenovírus canino (CAdV): ❑ CAdV-1 (hepatite infecciosa canina) ❑ CAdV-2 (doença respiratória multicausal, conhecida como tosse dos canis) • Avicultura: ❑Síndrome da queda de postura ❑Enterite hemorrágica dos perus ❑Bronquite das codornas. FAMILIA ADENOVIRIDAE Mastadenovirus Aviadenovirus Siadenovirus Atadenovirus Síndrome da queda de postura, a enterite hemorrágica dos perus, a bronquite das codornas. REPLICAÇÃO 1) A interação inicial dos vírions com a superfície das células-alvo 2) A internalização do complexo vírion/receptor ocorre por endocitose dependente de clatrina. 3) As vesículas endocíticas são transportadas em direção ao núcleo. 4) Durante o trânsito, ocorre a redução gradativa do pH no interior das vesículas. 5) A redução no pH promove alterações na estrutura da partícula viral, a desintegração do capsídeo e a liberação do genoma associado com proteínas. 6) A desintegração completa das partículas ocorre nas proximidades dos poros nucleares, através dos quais o genoma, ainda associado com algumas proteínas, é translocado para o interior do núcleo. 7) Expressao genica: A replicação do genoma desses vírus ocorre no núcleo das células hospedeiras e resulta na produção de corpúsculos de inclusão basofílicos intranucleares (efeito citopático) - acúmulo de proteínas virais e a condensação da cromatina celular nas células infectadas 8) Os vírions recém-formados se acumulam no núcleo celular e a sua liberação depende da morte 9) Lise celular. Figura. Representação esquemática do ciclo de replicação dos adenovírus. Adesão a receptores específicos na membrana plasmática (1) e é internalizado por endocitose mediada por clatrina (2). A acidificação progressiva do interior do endossoma (3) leva à desestruturação da partícula vírica e liberação do genoma próximo aos poros nucleares (4). A translocação do genoma para o núcleo é seguida da transcrição dos genes iniciais (5), cujos mRNAs são traduzidos nos ribossomos (6), resultando em proteínas que atuam na replicação do genoma (7). Após a replicação do genoma, são transcritos os genes tardios (8), cujos mRNAs são traduzidos nas proteínas estruturais (9), que penetram no núcleo e, juntamente com as cópias do DNA genômico recém-produzidas, participam da morfogênese das partículas víricas (10). A progênie viral é liberada por lise celular (11). Adenovírus de interesse veterinário Os adenovírus geralmente causam infecções... A) infecções inaparentes ou com sinais clínicos leves, autolimitantes e são considerados estritamente espécie-específicos B) oportunistas e causam infecções em associação com outros agentes, ou servindo como fatores predisponentes para infecções secundárias virais ou bacterianas. Adenovirus canino adenovírus canino tipos 1 (CAdV-1) • o agente etiológico da hepatite infecciosa canina adenovírus canino tipos 2 (CAdV-2) • sinais respiratórios de baixa severidade e este vírus está associado com outros agentes na etiologia da traqueobronquite infecciosa canina(TIC). Adenovírus canino tipo 1 • A hepatite infecciosa canina (HIC) é causada pelo é causada pelo adenovírus canino tipo 1 (CAdV-1), que pertence ao gênero Mastadenovirus • Apresenta ocorrência rara em regiões onde a vacinação é realizada regularmente, acometendo principalmente animais não-vacinados com idade inferior a seis meses. • Esse vírus é antigenicamente relacionado com o CAdV-2, agente associado com a traqueobronquite infecciosa ou tosse dos canis (reação cruzada). Epidemiologia: ❑Distribuição mundial ❑TRANSMISSÃO: contato direto, pela via oronasal ou conjuntival; ou indireto, a partir de fômites contaminados. ❑VIAS DE EXCREÇÃO: secreções e excreções dos cães infectados. ❑HOSPEDEIROS: cães domésticos, as raposas e outros canídeos silvestres são susceptíveis à infecção pelo CAdV-1, e são considerados potenciais reservatórios do vírus. Os cães jovens e não-vacinados - mais susceptíveis. Patogenia, sinais clínicos e patologia via oronasal ou conjuntival DIAGNOSTICO DIAGNOSTICO PRESUNTIVO • sinais e sintomas e dados epidemiológicos DIAGNOSTICO DEFINITIVO • Histologia: visualização dos corpúsculos de inclusão Intranucleares • Isolamento do vírus: a partir de secreção nasal, urina, sangue e fezes. Cultivo celular e após o isolamento, deve-se identificar o vírus por imunofluorescência (IFA), imunoperoxidase (IPX) ou PCR • detecção de ácidos nucléicos ou de antígenos virais Adenovírus canino tipo 2 A traqueobronquite infecciosa canina, ou tosse dos canis, é um enfermidade multifatorial em que um dos agentes envolvidos é o CAdV-2. infecção resulta em lesão do epitélio respiratório, inflamação aguda e perda da função dos cílios das vias aéreas Agentes envolvidos: Bordetella brochisseptica* parainfluenzavírus canino (CPIV)* reovírus canino tipos 1, 2 e 3, Mycoplasmas spp Ureaplasmas spp Fatores predisponentes: • produtos de limpeza à base de formol • poeiras • alterações bruscas de temperatura aglomeração • de cães EPIDEMIOLOGIA: Transmissão : contato direto (aerossóis) ou indireto por fômites (gaiolas, comedouros, bebedouros, funcionários entre outros). Freqüente em locais que abrigam cães (exposições, abrigos, lojas, hospitais veterinários e instalações de pesquisa). SINAIS CLINICOS: (de sinais respiratórios leves até doença respiratória severa) ❑uma tosse seca e intermitente, de aparecimento súbito (principal) ❑tonsilite, laringite, faringite ❑ aumento das secreções nasal e ocular ❑infecções bacterianas secundárias: broncopneumonia,anorexia, tosse produtiva, febre e descarga óculo-nasal mucopurulenta. PRESUNTIVO • sinais e sintomas •dados epidemiológicos HISTOLOGIA •visualização dos corpúsculos de inclusão Intranucleares MÉTODO DIRETO • Isolamento do vírus: Cultivo celular e após o isolamento, deve-se identificar o vírus por imunofl uorescência (IFA), imunoperoxidase (IPX) ou PCR•Detecção de ácidos nucléicos ou de antígenos virais MÉTODO INDIRETO • ELISA • soroneutralização (SN) • inibição da hemaglutinação (HI), uma vez que o CAdV aglutina eritrócitos de galinha, de perus, de cobaias e de humanos • Impossível diferenciar CAdV-1 daqueles • contra o CAdV-2. DIAGNOSTICO DEFINITIVO Controle e profilaxia ❑Não possui nenhum tratamento específico. ❑Tratamento de casos suspeitos ou confirmados - suporte. ❑Vacinação ( 2 ou + / intervalos de 3 a 4 sem) : A primeira aplicação deve ser realizada entre a sexta e a décima semana de vida dos filhotes. Vacinas com vírus vivo modificado, contendo o CAdV-2, que conferem imunidade cruzada contra o CAdV-1. CAdV-2 : Uso de vacinas multivalentes (6ª a 7ª sem de vida): contêm antígenos do CAdV-2 e do CPIV, além de antígenos bacterianos (Bordetella bronchiseptica). Adenovírus bovino DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: cosmopolita Existem 10 tipos envolvidos sendo o adenovírus bovino tipo 3 (BAdV-3) considerado um importante patógeno respiratório de bovinos jovens. SINAIS CLÍNICOS: hipertermia, dificuldade respiratória e descarga nasal e ocular, enterite e/ou poliartrite DIAGNOSTICO: Diagnostico presuntivo Diagnostico definitivo: ❑Isolamento do vírus (amostras de fezes e secreções oculares) ❑Sorologia: SN, a IDGA, HI e fixação do complemento (FC). CONTROLE E PROFILAXIA: Vacina contendo os tipos 1, 3 e 4 - EUROPA ADENOVÍRUS EQÜINO AGENTE: adenovírus eqüino tipo 1 (EAdV-1) TRANSMISSÃO: contato direto, principalmente pelas vias oral e nasofaríngea. HOSPEDEIROS: equinos, sendo os mais susceptíveis cavalos da raça árabe e animais com idade inferior a três meses (infecção generalizada aguda e fatal). SINAIS CLÍNICOS: usualmente inaparentes ou acompanhadas por sinais respiratórios leves. Em animais imunocompetentes as infecções são geralmente autolimitantes. DIAGNOSTICO: • Isolamento viral em cultivo de células a partir de secreções nasais ou de fragmentos de tecidos do sistema respiratório. • Sorologia: SN e HI ( sorologia pareada) • PCR CONTROLE E PROFILAXIA: Não há descrições de programas de controle para esse agente, pois a maioria das infecções é inaparente e autolimitante. Adenovírus aviários Vários adenovírus infectam aves, produzindo doenças como a síndrome da queda de postura, bronquite, imunossupressão, artrite e pancreatite. Dentre os adenovírus aviários existem representantes dos gêneros: ❖ Aviadenovirus ❖ Siadenovirus ❖ Atadenovirus Aviadenovirus A infecção de aves pelos aviadenovirus cursa principalmente com manifestações respiratórias e digestivas. Doenças concomitantes: birnavírus (doença de Gumboro) ou o circovírus (vírus da anemia infecciosa). Dentre as infecções respiratórias por adenovírus em aves, destaca-se a bronquite das codornas, produzida pelo adenovírus aviário A (FAdV-A). Causa mortalidade de até 100% em aves jovens e de menos de 25% em aves com mais de 4 sem de idade. A infecção também pode produzir enterite e diarréia. Dentre as infecções respiratórias por adenovírus em aves destacam- se: adenovírus aviário A (FAdV-A) - Bronquite das codornas Causa mortalidade de até 100% em aves jovens e de menos de 25% em aves com mais de 4 sem de idade. Pode ocorrer enterite e diarréia. adenovírus aviários tipos A, B, C, D e E (FAdV tipos A, B, C, D e E) - doença em frangos. Mortalidade elevada, podendo atingir até 30%. Presença de hepatomegalia e hemorragias. DIAGNOSTICO: ❑HISTOLOGIA: hepatite - presença de corpúsculos de inclusão intranucleares eosinofílicos e material granular e fibrilar. ❑Isolamento do vírus do trato respiratório e do intestino de aves durante a infecção aguda. CONTROLE E PROFILAXIA: As aves que se recuperam da infecção desenvolvem imunidade duradoura. Medidas preventivas: Quarentena de aves a serem introduzidas e desinfecção das instalações. Siadenovirus Adenovírus de perus tipo 3 (Turkey adenovirus 3; TAdV-3) • Esplenomegalia dos frangos de corte Adenovírus de Faisões (Pheasant adenovirus 1; PAdV-1) • a doença do baço marmóreo dos faisões enterite hemorrágica dos perus (Turkey haemorrhagic enteritis virus; THEV). • enterite hemorrágica dos perus Sinais comuns: Depressão, diarreia hemorrágica e morte, geralmente uma semana após a infecção. Existem evidências de imunossupressão. apresentando-se de forma aguda ou superaguda. A principal forma de transmissão desses vírus é a horizontal, pela via fecal-oral, não existindo evidências de transmissão vertical. DIAGNÓSTICO: Inoculação de material suspeito em células linfoblastóides ou por inoculação de perus com cinco a dez semanas de idade (para o THEV). DETECÇÃO DE ANTÍGENOS: ❖IFA do baço, no intestino e em órgãos linfóides. ❖ELISA e IDGA de macerados de tecidos. PCR de amostras de tecidos. SOROLOGIA PAREADA: HI ou SN. CONTROLE E PROFILAXIA: vacinação Atadenovirus A infecção mais importante por adenovírus em frangos é a causada pelo adenovírus de patos A (Duck adenovirus A, DAdV-A). Além de frangos, esse vírus produz infecções em patos e gansos. A doença causada pelo DAdV-A é conhecida como síndrome da queda da postura (EDS, egg drop syndrome) ou EDS-76. TRANSMISSÃO: ❑Horizontal: contato direto (orofecal) ou por contato indireto, por meio de fômites contaminados. ❑Vertical: a fêmea geralmente permanece soronegativa até o início da postura. A transmissão pode ocorrer entre galinhas, entre patos e entre gansos. SINAIS CLÍNICOS: queda de postura de 10 a 30%, por seis a oito semanas. Despigmentação da casca dos ovos, além de postura de ovos com casca frágil ou sem casca devido a atrofia do oviduto. Na fase de crescimento das aves, pode-se observar diarréia entre a 15ª e 25ª semanas de idade. DIAGNÓSTICO: • Isolamento viral vírus em embriões e fibroblastos de patos ou de gansos. • Sorologia: HÁ/HI (vírus hemaglutina eritrócitos de galinhas), ELISA, SN, IDGA e imunofluorescência indireta (IFI). DIAGNÓSTICO: ❖Histologia: corpúsculos de inclusão (achados patognomônicos da EDS) e necrose em células epiteliais da glândula da casca e do oviduto e infiltração de células inflamatórias. Esses corpúsculos são considerados achados. ❖Isolamento viral vírus em embriões e fibroblastos de patos ou de gansos. ❖Sorologia: HA/HI (vírus hemaglutina eritrócitos de galinhas), ELISA, SN, IDGA e imunofluorescência indireta (IFI). CONTROLE E PROFILAXIA: vacinação com vírus inativado eliminação de matrizes positivas HERPESVIRIDAE CARACTERÍSTICAS GERAIS ❑Genoma: DNA de fita dupla linear ❑Capsídeo icosaédrico ❑Possui uma camada proteica amorfa, chamada tegumento, que preenche o espaço entre o capsídeo e o envelope ❑Envelope lipoprotéico contendo espículas de glicoproteínas e lipídeos na sua superfície. Essas glicoproteínas desempenham importantes funções, incluindo a ligaçãoa receptores celulares, fusão, penetração e transporte das partículas virais entre células. As glicoproteínas do envelope também medeiam as interações dos vírions com o sistema imunológico e se constituem em importantes alvos de anticorpos. CARACTERISTICAS GERAIS Possuem capacidade de causar infecções latentes! A latência é caracterizada pela ausência de replicação viral e de sinais clínicos, e dura toda a vida do hospedeiro. Durante esse período, o animal pode não apresentar sinais clínicos e raramente excreta o vírus. No entanto, a infecção latente pode ser ocasionalmente reativada por situações de estresse, ocasiões em que o vírus é re-excretado pelo hospedeiro e pode se disseminar para indivíduos susceptíveis. Os herpesvírus conhecidos apresentam algumas características biológicas em comum, a saber: – codificam um grande número de enzimas relacionadas com o metabolismo de nucleotídeos, síntese do ácido nucléico e processamento de proteínas; – a síntese do DNA viral e a montagem do capsídeo ocorrem no núcleo da célula hospedeira; _ a aquisição do envelope viral ocorre durante o trânsito dos nucleocapsídeos através da membrananuclear ou através de organelas citoplasmáticas envelopadas (p. ex.: complexo de Golgi); – são capazes de permanecer latentes nos seus hospedeiros naturais. CLASSIFICAÇÃO Os membros da família Herpesviridae são classificados em três subfamílias, de acordo com suas propriedades biológicas: Alphaherpesvirinae Betaherpesvirinae Gammaherpesvirinae Existem vários herpesvírus de importância veterinária, visto que cada espécie doméstica alberga pelo menos um desses agentes. Como exemplos, podem-se citar: ❑os herpesvírus bovino tipos 1, 2, 4 e 5 (BoHV-1, BoHV-2, BoHV- 4 e BoHV-5); ❑os herpesvírus eqüino tipos 1, 3 e 4 (EHV-1, EHV-3, EHV-4); ❑o SuHV-1 (também denominado de vírus da doença de Aujeszky ou da pseudoraiva, PRV); ❑o herpesvírus caprino tipo 1 (CpHV-1); ❑o herpesvírus canino tipo 1 (CaHV-1); ❑o herpesvírus felino tipo 1 (FeHV-1); ❑os herpesvírus de galídeos tipo 1 e tipo 2 (GaHV-1 e 2). Subfamília Alphaherpesvirinae Essa subfamília abriga os gêneros Simplexvirus (cujo protótipo é o HHV-1 ou HSV-1, agente do herpes labial), Varicellovirus (protótipo: HHV-3 ou VZV, agente da varicela- zoster), Mardivirus (protótipo: GaHV-2, agente da doença de Marek) e Iltovirus (protótipo: GaHV-1, agente da laringotraqueíte infecciosa [ILTV]). Os alfaherpesvírus possuem uma gama variável de hospedeiros, ciclo replicativo curto e destroem rapidamente as células de cultivo e estabelecem infecções latentes primariamente em neurônios dos gânglios sensoriais e autonômicos. Subfamília Betaherpesvirinae Os vírus que pertencem a essa subfamília possuem uma gama restrita de hospedeiros e apresentam um ciclo replicativo longo, ou seja, a infecção progride lentamente em cultivos celulares. As células infectadas freqüentemente apresentam aumento de volume (citomegalia). O vírus pode ser mantido de forma latente em tecidos glandulares, células linforreticulares, rins e outros tecidos. Cytomegalovirus • protótipo : herpesvírus humano 5 [HHV-5], também denominado citomegalovírus humano [HCMV]) Muromegalovirus • protótipo: citomegalovírus murino Roseolovirus • Protótipo: herpesvírus humano 7, HHV-7 Subfamília Gammaherpesvirinae ❑Possuem uma gama restrita de hospedeiros. ❑Estabelecem infecções latentes principalmente em células linfoblastóides. ❑Alguns membros podem produzir infecções líticas em ❑células epitelióides e fibroblásticas. ❑Possuem potencial oncogênico e podem ser especificamente adaptados a linfócitos B ou T. ❑Infecções latentes são freqüentemente observadas em tecidos linfóides Essa subfamília contém três gêneros... Lymphocryptovirus protótipo é o herpesvírus humano tipo 4 [HHV-4] ou vírus • Epstein-Barr [EBV]), Rhadinovirus • protótipo é o herpesvírus saimiri 2 [SaHV-2]) Ictalurovirus • cujo protótipo é o herpesvírus do catfish [IcHV- 1]). Como os membros da subfamília Alphaherpesvirinae são os que apresentam maior importância em medicina veterinária iremos focar nestes. Dois ciclos replicativos podem ser reconhecidos na biologia dos alfaherpesvírus: a infecção aguda ou produtiva (ciclo lítico) e a infecção latente . • replicação produtiva lítica ocorre nos locais de penetração do vírus no hospedeiro (epitélios e tecidos subjacentes) e, provavelmente, também em neurônios, antes do estabelecimento e durante a reativação da infecção latente. • infecção latente ocorre em classes específicas de neurônios, principalmente em neurônios dos gânglios sensoriais e autonômicos, mas parece ocorrer também em menor escala em outros tipos celulares. O estabelecimento da infecção latente é caracterizado pela interrupção do ciclo replicativo logo após a penetração do genoma no núcleo celular. Com isso, não há expressão gênica significativa, não ocorrendo produção de proteínas virais, replicação do genoma ou produção de progênie viral. Em determinadas situações, geralmente associadas com estresse, o genoma é ativado e a expressão gênica é reiniciada, resultando na retomada da infecção produtiva e na produção de progênie viral. REPLICAÇÃO 1. O ciclo replicativo se inicia pela interação dos vírions com receptores da membrana plasmática das células-alvo; 2. A ligação com os co-receptores é seguida de fusão do envelope viral com a membrana plasmática, evento que ocorre na superfície celular, sem a necessidade de internalização por endocitose e acidificação dos endossomos; 3. Após a fusão, algumas proteínas do tegumento se dissociam do nucleocapsídeo e permanecem no citoplasma, enquanto outras são transportadas até o núcleo. O nucleocapsídeo, ainda associado com algumas proteínas do tegumento, é transportado até as proximidades dos poros nucleares; 4. Os nucleocapsídeos, então, associam-se aos complexos dos poros nucleares, ocorrendo a sua desintegração e a liberação do genoma no interior do núcleo. Os restos do capsídeo ficam retidos no lado citoplasmático da membrana nuclear. 5. Expressão gênica: A transcrição do genoma viral se inicia logo após a sua penetração no núcleo. De acordo com a cinética de expressão e com a função de seus produtos, os genes virais são divididos em três grupos principais: genes alfa (de transcrição imediata), beta (iniciais) e gama ( tardios). Os primeiros genes a serem transcritos são os genes alfa, e a sua transcrição inicia imediatamente após a liberação do genoma no interior do núcleo. Essas proteínas têm, como principal função, estimular a transcrição dos genes beta. Os produtos dos genes beta, por sua vez, são, principalmente, enzimas e proteínas acessórias envolvidas no metabolismo de nucleotídeos e na replicação do genoma. Após a replicação do genoma, o terceiro grupo de genes é expresso (genes tardios ou gama). Os produtos desses genes se constituem principalmente em proteínas estruturais do núcleo, capsídeo e envelope, que são, então, utilizadas na construção das partículas víricas. 6. A montagem dos nucleocapsídeos ocorre em várias etapas. Após a síntese das proteínas tardias que participam da estrutura das partículas, inicia-se o processo da montagem ainda no citoplasma. Essas proteínas pré-associadas entre si são transportadas para o núcleo, onde a montagem do capsídeo é finalizada pela inclusão do DNA genômico no seu interior. A introdução do genoma viral nos capsídeos pré-formados envolve um processo noqual DNA é clivado para depois ser empacotado nos capsídeos pré-formados. 7. Brotamento através da membrana nuclear interna. Os principais sítios de latência são os gânglios sensoriais e autonômicos, dependendo do local de replicação primária do vírus. Assim, infecções respiratórias ou orais resultam em colonização dos neurônios sensoriais do gânglio trigêmeo com o DNA viral. Os gânglios sacrais são os sítios de predileção para a infecção latente que se segue às infecções genitais. Além desses, alguns locais do sistema nervoso central (SNC) e periférico, além de tonsilas e linfócitos circulantes, dentre outros, podem abrigar o DNA viral latente. A reativação da infecção é, ocasionalmente acompanhada de sinais clínicos e lesões nos locais de replicação, que correspondem aos sítios de infecção primária. A ocorrência de sinais clínicos associada com a reativação é denominada recrudescência e, geralmente, é caracterizada por sinais mais brandos do que aqueles resultantes da infecção aguda. A recrudescência clínica, no entanto, parece não ser uma ocorrência freqüente nas infecções por todos os herpesvírus. Na maioria das vezes, a reativação não é acompanhada de manifestações clínicas evidentes. Herpesvírus de interesse veterinário Herpesvírus de bovinos subfamília Alphaherpesvirinae • BoHV-1: doença respiratória, genital e abortos • BoHV-2 : mamilite herpética • BoHV-5: encefalite herpética subfamília Gammaherpesvirinae • BoHV-4 • OvHV-2* • herpesvírus alcelafino tipo 1 (AlHV-1)* * Febre catarral maligna O AlHV-1 está associado com a forma africana da enfermidade, que acomete bovinos, cervídeos e outros ruminantes no continenteafricano, enquanto o OvHV-2 é o agente da MCF associada com ovinos, doença que acomete bovinos e outros ruminantes Herpesvírus bovino tipo 1 O BoHV-1 é um alfaherpesvírus e pertence ao gênero Varicellovirus. O BoHV-1 tem sido associado com diversas manifestações clínicas em bovinos, que incluem a rinotraqueíte infecciosa (IBR), vulvovaginite pustular/balanopostite pustular infecciosa (IPV/IPB), abortos e infecção generalizada em neonatos. Os isolados de campo do BoHV-1 podem ser subdivididos em três diferentes genótipos: ❑ 1 (BoHV-1.1), ❑ 2a (BoHV-1.2a) ❑ 2b (BoHV-1.2b). BoHV-1.1 : Amostras clássicas de vírus geralmente associadas com a doença respiratória (IBR). Esse subtipo tem sido freqüentemente isolado de casos de IBR, assim como de abortos, sendo prevalente em muitos países na Europa e nas Américas. BoHV-1.2 a (alta prevalência no Brasil): ampla variedade de manifestações clínicas, incluindo doença do trato genital . BoHV-1.2b: doença respiratória leve e doença do trato genital, mas até o presente não foi associado com abortos. EPIDEMIOLOGIA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: cosmopolita TRANSMISSÃO: contato direto e indireto entre animais, através de secreções respiratórias, oculares e genitais, sêmen e possivelmente leite. A excreção pode ocorrer durante a infecção aguda ou nos episódios de reativação. Ovinos e caprinos desenvolvem infecções agudas e latentes e são potencialmente capazes de excretar vírus. bubalinos também são considerados como potenciais reservatórios do BoHV-1 Patogenia, sinais clínicos e patologia Após a penetração na mucosa nasofaríngea ou genital, o vírus realiza uma replicação primária nas células epiteliais locais, provocando lise celular e levando ao aparecimento dos primeiros sinais clínicos da infecção (congestão local, presença de secreções, lesões vesiculares ou erosivas). Durante essa fase, altos títulos virais são produzidos e excretados nas secreções, o que favorece a transmissão do vírus para outros animais. Após a replicação inicial, o vírus invade as terminações nervosas de neurônios sensoriais e é transportado até os corpos neuronais nos gânglios regionais. Nesses locais, o vírus estabelece infecção latente. Existem também evidências de que, após a infecção primária, o vírus possa realizar uma viremia, provavelmente associada a monócitos e linfócitos, através da qual o vírus poderia disseminar-se no organismo animal e causar infecções fetais e abortos. Eventualmente, sob a influência de fatores externos, como estresse ou tratamento com glicocorticóides, pode ocorrer a reativação da infecção latente, Rinotraqueíte infecciosa bovina A infecção respiratória pode apresentar-se de forma subclínica, leve ou severa, podendo resultar em morbidade de até 100%, com mortalidade geralmente ausente ou baixa (<5%). As manifestações clínicas incluem febre, depressão, anorexia, dispnéia, taquipnéia, tosse e descargas nasais serosas, que podem tornar-se mucopurulentas com a progressão da enfermidade e a ocorrência de infecções bacterianas secundárias. O curso da enfermidade é rápido, e a recuperação clínica ocorre em até dez dias. A infecção de fêmeas soronegativas gestantes, com amostras virais de alta virulência (BoHV-1.1 ou 1.2a), pode resultar em abortos, que ocorrem principalmente entre o quinto e oitavo mês da gestação. Surtos de IBR são mais freqüentemente observados em animais jovens e estão geralmente associados com situações de estresse e aglomeração de animais, incluindo eventos de transporte e confinamento. Outros agentes virais e bacterianos podem estar associados com o BoHV-1 nesses episódios de doença respiratória, genericamente chamados de “complexo respiratório de bovinos”.Os agentes virais freqüentemente associados são o vírus da diarréia viral bovina (BVDV), vírus da parainfluenza 3 (bPI-3V) e o vírus respiratório sincicial (BRSV), além de pasteurelas. Vulvovaginite pustular/balanopostite pustular Maioria das infecções genitais por herpesvírus e em bovinos estão associadas com amostras de BoHV-1.2b IPV aguda se desenvolve após a infecção do trato genital da fêmea durante a cobertura ou inseminação artificial. Pode, ainda, ocorrer por contato da mucosa com secreções contaminadas com o vírus. Após um curto período de incubação (1 a 3 dias), a vulva se apresenta hiperêmica, edemaciada e com vesículas distribuídas na mucosa. As vesículas evoluem para pústulas, que podem coalescer e formar úlceras. As úlceras freqüentemente fi cam recobertas com material fibrinoso, de coloração branco-amarelada. Febre, anorexia e depressão podem estar presentes e podem ser agravadas por infecções bacterianas secundárias. As lesões progridem até o 7º-8º dia pós-infecção, regredindo rapidamente a partir de então. Em reprodutores machos infectados com o BoHV-1, as lesões desenvolvidas são semelhantes às descritas nas fêmeas. Após um período de um a três dias de incubação, a mucosa do pênis e/ou prepúcio apresenta-se hiperêmica e com pequenos pontos amarelados, que crescem e, eventualmente, coalescem, formando vesículas ou pústulas que, posteriormente, rompem-se, formando erosões ou ulcerações. Essas lesões ficam recobertas por material fibrinoso que pode recobrir extensas áreas da mucosa. Em casos graves, hemorragias podem ocorrer na mucosa peniana. Durante a fase aguda, o animal se recusa a montar, freqüentemente exterioriza o pênis e apresenta corrimento prepucial. A enfermidade geralmente regride rapidamente após os dias 7- 8 pós-infecção e, não havendo complicações, o animal apresenta cura clínica ao redor dos dias 10-14 pi. Em infecções naturais, o quadro clínico pode ser mais brando, com evolução mais rápida e sem complicações clínicas. Formas subclínicas da infecção genital também podem ocorrer, o que difi culta o diagnóstico e o controle da infecção. Diagnóstico DIAGNÓSTICO PRESUNTIVO: histórico da propriedade, sinais clínicos e lesões observadas ao exame clínico. DIAGNOSTICO DEFINITIVO: Durante infecções agudas, devem ser realizados testes para a detecção de vírus, antígenos ou DNA viral em amostras clínicas. As amostras geralmente utilizadas para a detecção de vírus são: suabes nasais e oculares, vaginais, de prepúcio ou coletadas das áreas com lesões evidentes; tecidos (traquéia, pulmões) e fetos inteiros ou tecidos de fetos abortados (pulmões, fígado e rins). Diagnóstico virológico ❑imunofluorescência (IFA) com anticorpos específicos, em cortes ou impressões de tecidos ou, ainda, em esfregaços de secreções ❑Isolamento do agente: inoculação de suspensões de tecidos ou secreções - confirmação por IFA ou imunoperoxidase (IPX) - efeito citopático! BEM EVIDENTE ❑PCR Diagnóstico sorológico Duas coletas de soro: a primeira durante a fase aguda e a segunda três a quatro semanas após. Um aumento de quatro vezes no título de anticorpos entre as duas coletas é indicativo da infecção e pode confirmar o diagnóstico. ❑ ELISA e SN. * não são capazes de diferenciar os anticorpos produzidos contra o BoHV-1 daqueles produzidos contra o BoHV-5. ** Além do seu uso como suporte à investigação clínica, esses testes têm sido amplamente utilizados em inquéritos epidemiológicos, certificação de rebanhos e triagem de reprodutores destinados à coleta e comercialização de sêmen. Controle e profilaxia • Adotar estratégias de controle, de acordo com a situação epidemiológica e histórico clínico dos rebanhos: controle com ou sem vacinação. • Rebanhos com histórico comprovado da infecção, com sorologia elevada, sistemas de recria e confinamento que agregam novilhos de várias procedências, além de propriedades com alta rotatividade de animais são recomendados a implementar a vacinação. • Rebanhos de baixo risco, sem histórico da enfermidade/infecção ou sem sorologia positiva devem ser encorajados a implementar medidas de biossegurança para evitar a introdução da infecção. Nesses casos, o simples teste (e descarte) de qualquer animal a ser anexado ao rebanho, aliado com testessorológicos periódicos e descarte de eventuais positivos, geralmente são métodos efetivos. Recomenda-se testar reprodutores a serem anexados aos rebanhos e, no caso de serem positivos, deve-se evitar a sua introdução. Rebanhos com sorologia alta, mas sem histórico clínico de doença respiratória ou genital, e sem problemas reprodutivos (retorno ao cio, infertilidade) podem ser mantidos sem vacinação, porém com monitoramento contínuo dos parâmetros produtivos e clínicos. Além do uso de vacinas, outras medidas de controle incluem: ❑ o teste de sêmen e reprodutores; ❑o uso de sêmen e embriões livres de BoHV-1; ❑monitoramento sorológico periódico dos rebanhos. Herpesvírus bovino tipo 2 O herpesvírus bovino tipo 2 é o agente da mamilite herpética, doença que possui repercussão sanitária em gado leiteiro. A mamilite herpética (BHM) é a forma localizada da enfermidade, caracterizada por lesões nos tetos e no úbere. Em alguns casos, a doença se manifesta de forma generalizada, porém menos freqüente, chamada de pseudo lumpy skin disease (PLSD). A forma generalizada – a PLSD – afeta a pele de todo o corpo, principalmente da cabeça, dorso e períneo. Epidemiologia ❑Cosmopolita ❑Perdas econômicas: redução da produção de leite e à ocorrência de mastites. ❑A BHM é mais comum em gado leiteiro e em gado de corte submetido à exploração intensiva e sob condição de estresse. ❑Vacas de primeira cria geralmente desenvolvem lesões mais severas e abundantes. TRANSMISSÃO: contato direto ou indireto, através de fluidos vesiculares e crostas contaminadas. Na fase aguda, o vírus pode ser transmitido aos bezerros durante a mamada, e estes animais podem desenvolver lesões vesiculares no focinho ou nas comissuras labiais. ❖O BoHV-2, provavelmente, estabeleça infecção latente após a infecção aguda. As alterações fisiológicas, que ocorrem próximo e durante o parto,promoveriam o estímulo para reativação natural. ❖A presença de lesões na pele (abrasões e escarificações) provavelmente facilite a instalação da infecção. Patogenia, sinais clínicos e patologia Após a penetração, o vírus replica nas camadas mais profundas da epiderme e na derme, onde a replicação viral produz células gigantes multinucleadas. Os sinais iniciais se caracterizam por regiões hiperêmicas circulares ou irregulares, geralmente com bordas bem definidas, na pele das tetas e do úbere. A hiperemia é seguida de edemaciação, e essas áreas se apresentam salientes sobre a superfície da pele. As vesículas nem sempre são observadas, pois se rompem rapidamente e dão lugar a ulcerações superficiais bem definidas de pele, com rápida formação de crostas. As bordas das feridas são bem definidas e necróticas. Em casos naturais, a lesão típica associada com a mamilite herpética caracteriza-se por uma depressão central na superfície dos nódulos, necrose superficial da epiderme e um período curto de evolução. As lesões são encontradas principalmente nas tetas, mas podem disseminar-se pelo úbere e região perineal. Os tetos infectados apresentam-se inicialmente edematosos e doloridos. A doença é autolimitante, e as lesões não complicadas regridem rapidamente. Quando as lesões são difundidas ou complicadas por mastite ou, ainda, por infecções secundárias graves, a cicatrização é retardada. DIAGNÓSTICO Isolamento viral: cultivo celular (ECP, caracterizado pela formação de massas celulares multinucleadas (sincícios) que aumentam em número e diâmetro à medida que se prolonga a incubação. Pode ser usado coloração de Giemsa e visualizar em MO. Para confirmação: SN com soro hiperimune, IFA ou ME após coloração negativa. Sorológico: SN ou ELISA em soros pareados. DIAGNOSTICO DIFERENCIAL: urticária, picadas de inseto, infecções pelos vírus do Pseudocowpox e Vaccinia. Controle e profilaxia Não existem vacinas comerciais disponíveis contra o BoHV-2. Os métodos de profilaxia devem incluir: ❑ medidas higiênicas da sala de ordenha e equipamentos, ❑ combate a insetos, ❑ evitar a entrada de animais estranhos ❑ realização de quarentena para animais introduzidos no rebanho. ❑ utilizar antibioticoterapia tópica, reduzindo, assim, as infecções bacterianas secundárias nas lesões. Herpesvírus bovino tipo 4 O herpesvírus bovino tipo 4 (BoHV-4) é classificado na subfamília Gammaherpesvirinae Amplamente distribuída na população bovina. TRANSMISSÃO: A principal via natural de infecção parece ser a oronasal, pela inspiração de aerossóis ou por contato indireto com material contaminado. Bezerros podem se infectar pela ingestão de leite contaminado. Patogenia, sinais clínicos e patologia Após a infecção, o vírus replica na mucosa respiratória superior e no epitélio intestinal, podendo infectar leucócitos e se disseminar sistemicamente para vários órgãos e tecidos. Dentre os tecidos infectados durante a infecção aguda, incluem-se principalmente a mucosa do trato respiratório (nasal, traqueal e pulmonar) e o baço, com níveis inferiores de replicação nos linfonodos, rins, tonsilas e timo. Após a infecção aguda, o BoHV-4 estabelece infecção latente em vários sítios, incluindo células mononucleares do baço e do sangue periférico, além do sistema nervoso. A persistência do vírus em células da linhagem monocítica-macrofágica sugere que a infecção pode induzir efeitos imunossupressivos. A reativação da infecção pode ocorrer em situações de estresse ou pode ser induzida pela administração de corticóides. Causa doença respiratória, ceratoconjuntivite, abortos e problemas reprodutivos em machos Diagnostico e controle ❑Isolamento viral (difícil replicação em cultivos celulares de rotina). ❑Técnicas moleculares, como PCR ❑Sorologia: imunodifusão em ágar (IDGA), fixação de complemento, imunofluorescência indireta (IFI) e ELISA (não existem kits comerciais) Herpesvírus bovino tipo 5 É o agente etiológico da meningoencefalite ou encefalite herpética bovina, doença geralmente fatal que afeta principalmente animais jovens. O BoHV-5 é muito semelhante ao BoHV-1 (diferenciação apenas por técnicas moleculares). Distribuição geográfica : desconhecida As infecções aparentes pelo BoHV-5 apresentam características epidemiológicas peculiares, afetando animais jovens, com baixa morbidade e elevada mortalidade. TRANSMISSÃO: semelhante à do BoHV-1, ou seja, por contato direto ou indireto entre animais. As secreções nasais representam o principal veículo para a transmissão do agente estabelece infecção latente em seus hospedeiros após a infecção aguda, o que contribui para a sua persistência na população bovina Patogenia, sinais clínicos e patologia O vírus penetra pelo trato respiratório superior e replica inicialmente na mucosa nasal. A replicação na mucosa nasal é freqüentemente associada com sinais respiratórios semelhantes aos observados nas infecções pelo BoHV-1, porém mais brandos. A seguir, o vírus invade os neurônios sensoriais regionais e é para o gânglio responsável pela inervação da região (no caso das vias respiratórias, o gânglio trigêmeo), onde atinge os corpos neuronais. Neste gânglio, o vírus pode estabelecer dois tipos de relação com o hospedeiro. No primeiro caso, o vírus estabelece uma infecção latente (mais freqüente) e no segundo caso a replicação viral no gânglio trigêmeo é seguida do transporte do vírus para o encéfalo, atingindo os neurônios de segunda ordem nos núcleos da ponte e bulbo. A partir desses sítios, o vírus pode disseminar-se ao cerebelo e tálamo, alcançando subseqüentemente o córtex cerebral. Os sinais observados em casos naturais são: depressão, andar cambaleante, bruxismo, protusão da língua, salivação, flexionamento do pescoço, opistótono, cegueira, pressionamento da cabeça contra anteparos, ataxia, decúbito, convulsões. Freqüentemente esses sinais manifestam-se em crises, cujos espaçamentos e intensidade intensificam-se gradativamente. Em alguns casos, uma depressão profunda é o único sinal evidente. Na grande maioria dos animais que apresentasinais neurológicos, a enfermidade progride para o óbito. Sinais respiratórios (hiperemia, corrimento nasal, dificuldade respiratória) têm sido relatados assim como abortos. Diagnóstico Doença neurológica de curso fatal, principalmente em bezerros, é sugestiva de infecção pelo BoHV-5. Diagnóstico diferencial: raiva, listeriose, babesiose e encefalopatia espongiforme. O diagnóstico clínico-epidemiológico deve ser, sempre que possível, acompanhado de comprovação virológica e/ou sorológica. Em casos de doença neurológica em bovinos, o material enviado para o laboratório de virologia (cérebro) é inicialmente testado para a raiva e, se negativo, deve ser testado para o BoHV-5. Utilizando-se o cérebro suspeito, pode-se realizar vários testes para comprovar a etiologia: a) IFA ou IPX em impressões frescas de tecido nervoso; b) isolamento viral; c) PCR; d) nos casos em que secreções nasais acompanham a amostra, a realização de IFA no sedimento das células descamativas pode fornecer um diagnóstico rápido e confiável. ❑Isolamento viral em cultivo celular – no qual o vírus produz ECP típico de herpesvírus – seguido de confirmação por IFA ou IPX. ❑Detecção de antígenos ou PCR. ❑A confirmação da identidade do agente – e a sua diferenciação do BoHV-1 – pode ser realizada por reatividade com determinados AcMs, análise de restrição genômica e PCR diferencial, seguida ou não de seqüenciamento do produto. ❑Sorologia: SN e ELISA (incapazes de diferenciar anticorpos anti-BoHV-5 de anticorpos anti- BoHV-1). Controle e profilaxia • Essencialmente as mesmas preconizadas para o BoHV-1. • Não existem, até o presente, vacinas específicas contra o BoHV-5 disponíveis no mercado. Entretanto, com base na reatividade cruzada entre o BoHV-1 e BoHV- 5, vacinas contra BoHV-1 vem sendo utilizadas no controle da meningoencefalite por BoHV-5. HERPESVÍRUS ASSOCIADOS COM A FEBRE CATARRAL MALIGNA Os agentes etiológicos da febre catarral maligna (MCF) são o herpesvírus ovino tipo 2 (OvHV-2) e o herpesvírus alcelafino tipo 1 (AlHV-1), membros do gênero Rhadinovirus, subfamília Gammaherpesvirinae. O AlHV-1 está associado com a forma africana da enfermidade, que acomete bovinos, cervídeos e outros ruminantes no continente africano. O OvHV-2 é o agente da forma da MCF associada a ovinos, doença que acomete bovinos e outros ruminantes e possui distribuição mundial. FORMA AFRICANA Os hospedeiros naturais do agente da forma africana da MCF e transmissores para outras espécies são os gnus (Conochaetes taurinus e Conochaetes gnu, em inglês, denominados wildebeest). No organismo desses animais, o vírus encontra-se fortemente associado com células, sendoraramente transmissível entre animais adultos FORMA NÃO-AFRICANA Doença infecciosa sistêmica que ocorre em bovinos e outros ruminantes domésticos e silvestres, podendo ocorrer também em suínos. O OvHV-2 – agente etiológico dessa forma – apresenta a espécie ovina como hospedeira natural. Nestes animais, a infecção ocorre predominantemente de forma subclínica. Os ovinos disseminam o vírus durante a parição, e o agente penetra nos bovinos provavelmente pela via respiratória. Além de ovinos, cabras e animais silvestres, como cervídeos, podem ser portadores do vírus e transmiti-lo para bovinos Patogenia, sinais clínicos e patologia Os animais infectados apresentam uma viremia associada com células e a presença de vírus nas lesões, que são provavelmente imunomediadas. Os sinais clínicos da MCF incluem apatia, anorexia, febre, opacidade da córnea, corrimento nasal mucopurulento, salivação, diarréia, úlceras orais e nasais, ceratoconjuntivite, linfadenopatia, diarréia, distúrbios nervosos com movimentos de pedalagem, convulsões e exantema cutâneo. As lesões macroscópicas envolvem principalmente os tratos digestivo, respiratório superior e urinário, além de linfonodos, fígado, olhos e encéfalo, e incluem lesões erosivo- ulcerativas em várias mucosas. DIAGNÓSTICO E CONTROLE Diagnóstico presuntivo: sinais clínicos e nas lesões encontradas à necropsia, e a presença de ovinos na propriedade Diagnóstico definitivo: ❑ uso de testes sorológico ❑detecção de antígenos virais por IFA ou IHC ❑ isolamento viral (para o AlHV) ❑ PCR. * As amostras a serem utilizadas para detecção do vírus e/ou DNA viral são: leucócitos frescos, tecido da tireóide e glândula adrenal. Histologia: A tríade de alterações histológicas da MCF consiste de: ❑ vasculite ❑ acúmulos de células inflamatórias mononucleares em vários tecidos ❑Necrose dos epitélios de revestimento. Diagnóstico diferencial da MCF em bovinos: febre aftosa, estomatite vesicular, diarréia viral bovina/doença das mucosas, língua azul e peste bovina. Controle e prevenção ❑Não há vacinas disponíveis contra a MCF ❑Evitar a criação conjunta de ovinos e bovinos. ❑Isolar bovinos afetados de bovinos sadios. Herpesvírus de caprinos • Herpesvírus caprino tipo 1 (CpHV-1 • É um alfaherpesvírus estreitamente relacionado com o BoHV-1. • Esse vírus está associado com quadros de enterite e infecção generalizada fatal em cabritos • recém-nascidos (até duas semanas de idade). • A maioria das infecções em animais adultos é subclínica, mas a infecção pode, ocasionalmente, • resultar em sinais respiratórios, conjuntivite, vulvovaginite, balanopostite e abortos. Patogenia, sinais clínicos e patologia O CpHV-1 pode iniciar a infecção pelas vias nasal e genital. Quando a infecção ocorre pela via nasal, o vírus replica localmente e dissemina-se por viremia para o trato genital, onde pode causar aborto. Quando a penetração ocorre na mucosa genital, o vírus apresenta replicação local e, aparentemente, não se dissemina para outros órgãos e tecidos. Após a infecção primária, o CpHV-1 estabelece infecção latente nos gânglios sacrais e no gânglio trigeminal, dependendo da via de penetração. Animais infectados pela via intranasal excretam o vírus pelas vias nasal e genital, enquanto os animais infectados pela via genital geralmente eliminam o vírus somente por esta via. Os sinais clínicos decorrentes da infecção pelo CpHV-1 são compatíveis com infecção no trato gastrintestinal, genital e respiratório. Embora a infecção seja subclínica na maioria dos animais adultos, sinais inespecíficos, como hipertermia e leucopenia, têm sido descritos. Também têm sido descritos quadros de vulvovaginite, caracteriza dos por edema vulvar, eritema, erosões, úlceras e descarga mucopurulenta. Diarréia, conjuntivite, descarga nasal, tosse e dispnéia também têm sido ocasionalmente observadas. Em caprinos jovens (1-2sem de idade), o CpHV-1 é responsável por infecção sistêmica, caracterizada por lesões ulcerativas no trato grastrintestinal, geralmente associadas com alta morbidade e mortalidade. Diagnóstico ❑Isolamento do agente em células primárias ou contínuas de origem caprina ou ovina. Uma vez isolado, o CpHV-1 pode ser diferenciado do BoHV-1 por análise de restrição enzimática. ❑PCR ❑Anticorpos contra o CpHV-1 podem ser investigados por SN ou ELISA, e a realização de sorologia pareada pode indicar infecção aguda recente. Controle e profilaxia • Não existe vacinas comerciais disponíveis • Triagem e identificação de positivos seguida de descarte ou isolamento • Testagem de novos animais introduzidos nos rebanhos Herpesvírus de suínos vírus da doença de Aujeszky ou pseudoraiva Subfamília Alphaherpesvirinae Gênero Varicellovirus Espécie: herpesvírus suíno tipo 1 (SuHV-1) Causa as altas taxas de morbidade e mortalidade de leitões (até 100% em animais com menos de 1 mês), redução da performance dos reprodutores e redução do desenvolvimento dos animais em crescimento e terminação. Repercussão econômica da doença - restrições ao comércio interestadual de reprodutores e internacional de reprodutores e produtos suínos. EPIDEMIOLOGIA HOSPEDEIROS NATURAIS: suínos * O vírus pode ser transmitido para: ❑ruminantes, felinos, caninos e roedores - doença grave❑Eqüinos e aves - muito pouco susceptíveis à infecção ❑homem - refratário A infecção de carnívoros pode ocorrer pela ingestão de carnes contaminadas ou através de lesões na pele ou mucosas. Suinos sobreviventes ------------ RESERVATÓRIOS DO VÍRUS Mortalidade x morbidade : dependem da idade dos animais infectados. Jovens +++, Adultos -. Perdas em adultos ------------ problemas reprodutivos. Frequência de infecções respiratórias depende da: ❑ cepa viral ❑ fatores ambientais TRANSMISSÃO: contato direto (focinho a focinho ou via aerossol) ou indireto de animais susceptíveis com secreções contaminadas ou animais infectados. Excreção a partir de: secreções nasais e saliva, sêmen, secreções genitais e restos fetais de porcas que abortaram, urina, fezes e leite LATÊNCIA!!! >>>> PORTADORES! Patogenia, sinais clínicos e patologia Via mais comum de infecção : nasofaríngea* aerossol via digestiva coito ou inseminação artificial • gatos e cães: ingestão de restos fetais --------- contraem a doença Sítios de replicação primário (TRS, tonsilas, pulmões) tecidos linfóides regionais viremia via nervosa olfatória bulbos olfatórios nervos glossofaríngeo e trigêmeo* LATÊNCIA • disfunções motoras • Morte • *animais jovens - +++ • Animais mais velho – menos severo • Animais adultos – raro (infecção subclínica) Infecção pulmonar: causada por algumas cepas (focal e não-disseminada). • Em leitões: hipertermia, inapetência, depressão, incoordenação, tremores musculares, decúbito lateral, convulsões e morte. • Em animais mais velhos: hipertermia, anorexia e sinais respiratórios. • Porcas em gestação: retornos ao cio e a infecção pode resultar em mumificação, abortos, natimortos, malformações, nascimento de leitões fracos e infertilidade. Sinais neurológicos raros. • Em bovinos, ovinos, cães e gatos: INFECÇÃO FATAL porém NÃO CONTAGIOSA • Intenso prurido no local da infecção, se esta ocorrer através da pele, seguido de sinais neurológicos progressivamente severos e morte. Diagnóstico Áreas endêmicas ou de risco: presença de doença neurológica em leitões jovens (1 a 2 semanas), sinais respiratórios e abortos -----INVESTIGAÇÃO!! Curso clínico-patológico do evento + achados de necropsia – diagnóstico presuntivo DIAGNOSTICO DEFINITIVO Direto ❑Identificação do vírus em tecidos e/ou em secreções de suínos doentes - Após o aparecimento do ECP ( forte indicativo ) – confirmação por IFA ou IPX ❑IFA direta em tonsilas, pulmão, traquéia, baço, rins, fígado e cérebro ❑PCR DIAGNOSTICO DEFINITIVO Indireto: SN e ELISA • Análise sorológica de soro pareado (durante o curso da doença e três a quatro semanas após) • Um aumento de título de anticorpos igual ou superior a quatro vezes entre as coletas é indicativo de infecção recente. Controle e profilaxia Estratégias de combate ao SuHV-1 variam de acordo com a situação epidemiológica da infecção nas áreas-alvo : Em geral, as estratégias de combate são baseadas em: vacinação medidas gerais de prevenção Identificação e descarte de soropositivos COMBINAÇÃO!!!! ÁREAS LIVRES •Controle de trânsito de animais • barreiras sanitárias • quarentena • certificação de origem e condição sorológica de animais e produtos introduzidos na área •Vigilância epidemiológica ÁREAS COM FOCOS ESPORÁDICOS •Combinação entre identificação e descarte de animais positivos (e de rebanhos infectados) • vacinação associado com medidas preventivas gerais •granjas infectadas devem ter os animais abatidos seguido de desinfecção rigorosa e vazio sanitário. •Rebanhos vizinhos podem ser obrigados a adotar medidas semelhantes REGIÕES ENDÊMICAS • erradicação do vírus das criações. • vacinação Herpesvírus de eqüinos Herpesvírus eqüino tipo 1 SUBFAMÍLIA: Alphaherpesvirinae GÊNERO: Varicellovirus Importante agente de aborto em éguas. TRANSMISSÃO: forma horizontal, por contato direto e indireto entre animais susceptíveis e animais que estão excretando o vírus. EXCREÇÃO: os fetos abortados, fluidos e restos placentários HOSPEDEIROS NATURAIS: apenas equinos . Acometendo qualquer idade. LATÊNCIA: tecidos linfóides, leucócitos periféricos e nos gânglios trigêmeos Patogenia, sinais clínicos e patologia éguas que abortam > eliminação das partículas virias junto com os fetos abortados, fluidos e restos placentários > animais susceptíveis entrando em contato da mucosa respiratória (via oronasal) > replicação inicial no epitélio da cavidade nasal, faringe, traquéia, brônquios e bronquíolos,infectando a seguir leucócitos e células endoteliais de vasos sangüíneos e linfáticos > linfonodos locais > células mononucleares caem no sangue > VIREMIA associada a células éguas prenhes: o vírus alcança o útero ------- atravessa barreira transplacentária ------ transferência dos leucócitos infectados para o endotélio vascular ---- infecção de vasos e tecido uterino e fetal Assim,.... os abortos podem ser causados tanto pela infecção e patologias graves nos tecidos do feto, causando a sua morte e expulsão Ou Produção de vasculite, trombose, infartos dos cotilédones e dano isquêmico do endométrio, o que ocorre pela replicação do vírus em células do endotélio de vasos uterinos. * Infecção geralmente assintomática ou acompanhada de sinais inespecíficos ( aumento do volume de linfonodos locais, descarga nasal serosa, que pode se tornar mucopurulenta - infecção 2ª) A infecção perinatal nos neonatos resulta em uma doença fatal generalizada que cursa com dificuldade respiratória e esporadicamente encefalite. ❑ EHV-1 pode invadir o cérebro dos animais infectados causando encefalomielite. A doença neurológica devida ao EHV-1 é pouco freqüente e pode ou não estar associada com sinais respiratórios e/ou abortos. Animais de todas as idades são susceptíveis, mas éguas prenhes e potros em amamentação são particularmente afetados. Sinais clínicos: leve ataxia até o decúbito completo,com paralisia dos membros anteriores e posteriores. Animais que apresentam um curso leve geralmente se recuperam completamente. Diagnóstico HISTOLOGIA: presença de lesões teciduais características, como vasculite (SUGESTIVO) DIAGNOSTICO DEFINITIVO: MÉTODO DIRETO ❑Isolamento e identificação viral a partir de amostras clínicas. As amostras a serem coletadas: pulmão, baço, fígado e timo fetais. Suabes nasais, líquido céfalo- raquidiano, medula e sangue total - caso de encefalomielite . EHV-1: multiplicar em cultivos celulares de outras espécies, além da eqüina EHV-4, que só se multiplica EHV-1 : ECP típico de herpesvírus: arredondamento celular formação de aglomerados semelhantes a cachos de uva, produção de focos de destruição celular e destruição total do tapete em células de origem eqüina ❑Confirmação do isolamento por IFA ou IPX ❑PCR MÉTODO INDIRETO:.SN, fixação de complemento e ELISA. Herpesvírus eqüino tipo 3 SUBFAMÍLIA Alphaherpesvirinae GÊNERO Varicellovirus AGENTE: herpesvírus eqüino tipo 3 (EHV-3). Causa o exantema coital é uma enfermidade aguda, geralmente leve, caracterizada pela formação de lesões vesiculares, pustulares e exsudativas na mucosa genital e perineal especialmente de fêmeas. Eventualmente os lábios e a mucosa nasal são afetados Apresenta alguma similaridade antigênica com o EHV-1. EPIDEMIOLOGIA Ampla distribuição em populações de eqüinos, TRANSMISSÃO: ❑contato direto, durante o coito ❑por vetores mecânicos, como moscas contaminadas com secreções vaginais. Patogenia, sinais clínicos e patologia • A replicação viral na mucosa genital resulta na formação de vesículas, as quais evoluem para • pústulas e úlceras que se localizam na vulva, vagina, • pênis e prepúcio. As úlceras normalmente cicatrizam • em 14 a 21 dias. Eventualmente, quando as lesões se formam sobre o epitélio pigmentado, • manchas esbranquiçadas podem ser observadas nos locais em que as úlceras se desenvolveram. • As lesões genitais primárias causadas pelo vírus• podem ser contaminadas por bactérias, originando infecções secundárias que, se não complicadas, • são resolvidas em até duas semanas. Embora lesões extensas possam ser observadas, a infecção • se apresenta freqüentemente de forma subclínica • ou leve e, muito raramente, ocorrem sinais clínicos sistêmicos como febre ou anorexia. • todos os animais infectados com o EHV-3 se tornam portadores • da infecção latente, carreando o vírus pelo restante da vida. A reativação viral pode ocorrer • ocasionalmente, levando à excreção do vírus e • possível infecção de outros animais. Diagnóstico ❑DIAGNÓSTICO PRESUNTIVO ❑DIAGNOSTICO DEFINITIVO MÉTODO DIRETO Amostra: secreções e raspados da mucosa afetada Suabes de lesões genitais ou orais Isolamento do vírus a partir de viral em células de origem equina seguido de confirmação por IFA ou IPX MÉTODO INDIRETO Testes sorológicos (SN) pareados ou pelo isolamento Controle e profilaxia Propriedades livres ( medidas preventivas devem ser adotadas para impedir a introdução do agente) Não existem vacinas disponíveis contra o EHV-3 ! ❑Teste de reprodutores a serem introduzidos no rebanho. ❑Manter a condição sanitária do rebanho ( apenas animais soronegativos devem ser incorporados ao plantel) ❑Isolamento e e os reprodutores devem ser removidos do serviço Tratamento: tópico para prevenir a ocorrência de infecções secundárias Herpesvírus eqüino tipo 4 SUBFAMÍLIA Alphaherpesvirinae GÊNERO Varicellovirus Agente: herpesvírus eqüino tipo 4 (EHV-4) Causa a rinopneumonite eqüina apresentando sinais leves a moderados. EHV-4 apresenta uma estreita relação genética e antigênica com o herpesvírus eqüino tipo 1 (EHV-1, agente do aborto viral eqüino). EHV- 4 é um dos principais agentes virais associados com infecções respiratórias de eqüinos Epidemiologia TRANSMISSÃO: contato direto ou indireto de secreções nasais e expectorações na infecção respiratória aguda. A transmissão por aerossóis pode também ocorrer. A faixa etária mais freqüentemente afetada pela infecção é de potros de 2 meses a 1 ano de idade. Patogenia, sinais clínicos e patologia • Penetração pela via respiratória > vírus se multiplica no epitélio nasal, faringe, traqueia e brônquios > linfonodos regionais (gânglio trigêmeo) > latência ------- reativação (estresse) • Durante a infecção primária, os animais jovens podem desenvolver lesões erosivas características na mucosa respiratória. • Em infecções agudas, corpúsculos de inclusão e necrose do epitélio respiratório e dos centros germinativos dos linfonodos regionais podem ser observados. SINAIS CLÍNICOS: Febre, anorexia, aumento de volume dos linfonodos regionais, rinite e descarga nasal. A descarga nasal é abundante e, inicialmente, apresenta-se serosa, passando a mucopurulenta com a ocorrência de infecções bacterianas secundárias. Eventualmente pode ocorrer broncopneumonia grave em animais mais jovens, o que pode resultar em alguma mortalidade. Esses casos estão associados com condições de superlotação, higiene inadequada e presença de infecções secundárias graves Diagnóstico ❑DIAGNÓSTICO PRESUNTIVO ❑DIAGNOSTICO DEFINITIVO MÉTODO DIRETO Amostra: secreções nasais Isolamento do vírus a partir de viral em células de origem equina seguido de confirmação por IFA ou IPX • MÉTODO INDIRETO: SN e o ELISA Testes sorológicos pareados Diferenciação entre EHV-1 e EHV-4: Inoculação do material suspeito em células eqüinas (ED, derme eqüina) e RK-13 (rim de coelhos). EHV-1: replica e produz ECP em ambas as linhagens EHV-4: somente se multiplica nas células da espécie homóloga. Controle e profilaxia As medidas de controle são basicamente as mesmas indicadas para os outros herpesvírus de eqüinos. Combinação de medidas preventivas (para evitar a introdução do agente ou de animais infectados no rebanho) com medidas para reduzir as chances de transmissão entre animais do rebanho. Animais adquiridos e aqueles que participaram de exposições e/ou competições devem ser submetidos à quarentena no seu retorno para prevenir a introdução do agente. Existem vacinas inativadas e atenuadas contra o EHV-4, algumas delas bivalentes (contendo também o EHV-1). Herpesvírus de cães Herpesvírus canino tipo 1 SUBFAMÍLIA Alphaherpesvirinae GÊNERO Varicellovirus Agente: herpesvírus canino tipo 1 (CaHV-1). Epidemiologia A infecção pelo CaHV-1 está distribuída mundialmente em caninos domésticos e também em canídeos de vida selvagem. A doença causada pelo vírus ocorre principalmente em filhotes de até 2 semanas de idade. TRANSMISSÃO: contato direto ou indireto dos neonatos com secreções oro-nasais e vaginais durante ou logo após o parto. A transmissão pelo coito, assim como infecções intra-uterinas, também podem ocorrer. OBS: LATÊNCIA após a resolução da infecção primária nos gânglios trigêmeos ou lombo- sacrais (A reativação pode ser induzida por situações estressantes, como treinamento, transporte, introdução de novos cães nos canis ou uso de imunodepressores) Patogenia, sinais clínicos e patologia O vírus excretado pelas fêmeas durante ou logo após o parto contamina os neonatos > vírus se replica na mucosa nasal, tonsilas e faringe > viremia associada a células (monócitos) > replicação viral em órgãos como o fígado, rins, tecidos linfáticos, pulmões e sistema nervoso central. * infecção fatal : quando o vírus infecta neonatos que não receberam imunidade passiva das mães. Animais de 1 a 4 semanas. A infecção de animais mais velhos raramente é fatal e resulta no desenvolvimento de infecções leves ou inaparentes. Sinais clínicos : Anorexia, dispnéia, dor à palpação abdominal, incoordenação motora e diarréia. Pode haver descarga nasal hemorrágica e petéquias nas mucosas. Em geral, não se observa elevação de temperatura. A mortalidade da ninhada pode ser de 100%, dependendo da idade em que ocorreu a infecção e da presença anticorpos maternos. O vírus pode ainda atravessar a barreira transplacentária e infectar os fetos durante a gestação, causando abortos ou o nascimento de filhotes fracos e com dificuldade no desenvolvimento. O CaHV-1 pode também causar distúrbios respiratórios em animais adultos, principalmente quando associado com outros agentes infecciosos, como a Bordetella bronchiseptica, vírus da cinomose (CDV), e vírus da parainfl uenza canina (cPI-2v). Em animais adultos, a infecção pode ainda causar infertilidade. Diagnóstico ❑DIAGNÓSTICO PRESUNTIVO • Observação de lesões características, como petéquias, na superfície dos rins e edema pulmonar • Histologia: corpúsculos de inclusão intracitoplasmáticos, ❑DIAGNOSTICO DEFINITIVO MÉTODO DIRETO • Isolamento do viral (células de origem canina): uso de amostras de tecidos como pulmões e rins de animais afetados • IFA em cortes de tecido (demonstração de antígenos virais) Controle e profilaxia ❑Vacinação ❑Medidas para reduzir o estresse e minimizar o contato de fêmeas prenhes com outros animais são indicadas para a prevenção da ocorrência da ❑doença. ❑Os filhotes recém-nascidos devem ser mantidos em locais abrigados e sob temperatura adequada, evitando-se a exposição a baixas temperaturas. Herpesvírus de felinos Herpesvírus felino tipo 1 O herpesvírus felino (FeHV-1) é um alfaherpesvírus que infecta o trato respiratório superior de gatos domésticos. Causa a doença conhecida como rinotraqueíte viral felina (FVR). Epidemiologia Cosmopolita As doenças do trato respiratório dos felinos são freqüentes em abrigos e gatis TRANSMISSÃO: contato direto ou indireto com descargas nasais. O vírus pode ser transmitido também por aerossóis e, com menor freqüência, por fômites contaminados. A mortalidade é maior entre filhotes com menos de 6 meses de idade. Gatos que sobrevivem à infecção aguda desenvolvem a infecção latente e a reativação da infecção, permitindo a transmissão do vírus a outros animais Patogenia, sinais clínicos e patologia Penetração pela via nasal > replicaçãoviral nas células epiteliais do trato respiratório superior > atinge a conjuntiva ocular. Aparentemente não ocorre viremia e a infecção parece ser restrita ao trato respiratório superior. sinais clínicos: descarga nasal serosa a mucopurulenta (infecção 2ª) pela colonização bacteriana da mucosa. Outros sinais clínicos incluem descarga ocular, conjuntivite, ceratite, ulceração da córnea, hipersalivação, úlceras orais, desidratação, tosse, dispnéia e anorexia. Infecções bacterianas secundárias podem produzir broncopneumonia e septicemia, principalmente em fi lhotes, podendo resultar na morte. Fêmeas prenhes podem, ocasionalmente, abortar devido à toxemia e hipertermia. Diagnóstico ❑DIAGNÓSTICO PRESUNTIVO: histórico e sinais clínicos ❑DIAGNOSTICO DEFINITIVO MÉTODO DIRETO • Amostras: secreções nasais, conjuntivais e faríngeas ou, ainda, de macerados de mucosa faríngea, ocular ou nasal • Isolamento do viral (células de linhagem felina): observação de EC • Detecção de antígenos virais em tecidos por IFA Diagnóstico • O FeHV-1 produz efeito citopático característico dos herpesvírus, com arredondamento e desprendimento celular do tapete, formação de aglomerados de células semelhantes a cachos de uva, focos de destruição e, finalmente, destruição do tapete celular. • MÉTODO INDIRETO: IFA ou IPX, ou neutralização viral com antissoro específico. Controle e profilaxia Vacinas estão disponíveis comercialmente. Essas vacinas induzem uma resposta imunológica que não impede a infecção, porém reduz a severidade da doença. Tratamento individual de animais infectados Isolamento de ninhadas de filhotes susceptíveis. Tratamento : somente de suporte. Herpesvírus de aves Vírus da doença de Marek • subfamília Alphaherpesvirinae • gênero Mardivirus • Doença linfoproliferativa (infiltração de células mononucleares em nervos periféricos, íris, gônada, vísceras, músculo e pele ) altamente infecciosa que afeta galinhas. 148 Doença de Marek - Etiologia Melhoram características físicas dos alimentos ✓ 3 sorotipos: • Sorotipo 1: vírus oncogênicos e suas formas atenuadas • mMDV: moderadamente virulentos • vMDV: virulentos • vvMDV: muito virulentos • vvMDV+: muito mais virulentos • Sorotipo 2: não oncogênicos (HVC) • Sorotipo 3: não oncogênicos (HVT) 149 Doença de Marek – Epidemiologia Melhoram características físicas dos alimentos HOSPEDEIROS • Galinhas • Codornas, Perus e Faisões • Patos e pombos (não desenvolvem a doença) DISTRIBUIÇÃO • Em todos os países produtores de aves TRANSMISSÃO • Horizontal: aerossóis 150 Doença de Marek – Infecção celular Melhoram características físicas dos alimentos ✓ Infecção inicial de células: absorção e penetração de partículas virais livres ✓ Infecção célula- célula: formação de pontes intracelulares ✓ Após infecção → 3 tipos de interação com a célula hospedeira: • Infecção Produtiva (citolítica) - destruição celular • Infecção Latente • Infecção Transformante 151 Doença de Marek – Patogenia 1. Fase de Infecção Citolítica Precoce: Baço, Timo e Bolsa 2 a 3 dpi Necrose de linfócitos 3 a 6 dpi Atrofia dos órgãos e Imunossupressão transitória Lesões nervos periféricos 5 dpi Inalação do vírus Doença de Marek – Patogenia 2. Fase de Latência: 7 dias pós infecção Orgãos Linfóides • Mudança da infecção citolítica para latente • Linfócitos latentemente infectados transportam o vírus → generalização da infecção Sistema Nervoso • Resposta inflamatória intensa nos vasos sanguíneos → edema • desenvolvimento da Síndrome da Paralisia Transitória 152 Doença de Marek – Patogenia 3. Fase de Infecção Citolítica Tardia – 2ª semana pi ✓ Afeta órgãos linfóides novamente ✓ Presença de focos localizados de infecção em múltiplos órgãos de tipo epitelial (rim, pâncreas, ...) ✓ Alterações na pele: células do epitélio do folículo das penas → replicação do vírus é completa ✓ Nervos periféricos: infiltrados linfóides aumentam consideravelmente → lesões típicas ✓ Imunossupressão permanente 4. Fase Proliferativa→ Transformação tumoral 153 Doença de Marek – Sinais Clínicos ✓ Depressão, ataxia ✓ Paralisia uni ou bilateral → asas caídas, pernas em posição de bailarina ✓ Papo pendular ✓ Íris acinzentada e opaca, pupila com contorno irregular ✓ Anorexia, perda de peso, palidez Fonte: http://www.merckvetmanual.com/poultry Fonte: Diseases of Poultry 154 Doença de Marek – Lesões Fonte: http://www.merckvetmanual.com/poultry Fonte: Diseases of Poultry 155 Doença de Marek – Diagnóstico ✓ Histórico (espécie do hospedeiro, idade, sinais neurológicos) ✓ Lesões macro e microscópicas ✓ Isolamento viral (cultivo celular) ✓ PCR (detecção do DNA) DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ✓ Outros processos neoplásicos (retrovirus) ✓ Lesões granulomatosas (colibacilose, tuberculose, aspergilose) ✓ Outras encefalites virais (Newcastle, Influenza) 156 Doença de Marek – Controle Estratégia de controle deve combinar 3 aspectos: ✓ Biosseguridade ✓ Resistência genética ✓ Vacinação (vacinas atenuadas): • Vacinas com cepas do sorotipo 3 (HVT) • Vacina Rispens (Cepa CVI-988 – sorotipo 1) • Vacinas bivalentes (cepa SB-1 do sorotipo 2 + cepa HVT sorotipo 3) ✓ Vacinação: • no ovo (18 dias) • via subcutânea (1º dia de idade) Obs: Não existe tratamento para a doença 157 Laringotraqueíte Infecciosa FAMÍLIA HERPESVIRIDAE SUB-FAMÍLIA ALPHAHERPESVIRINAE * GÊNERO ILTOVIRUS ESPÉCIE GALLID HERPESVIRUS 1 - Vírus DNA fita dupla linear - envelope glicoproteico - receptores nos epitélios da laringe e traquéia * Latência em neurônios dos gânglios sensoriais após infecção aguda 5 PATOGENIA E EPIZOOTIA ❖Naturais: Galinhas ❖Experimentais: perus, faisões e perdiz ❖Refratários: pardais, corvos, pombos, patos ❖Criação: postura* e corte ❖> susceptibilidade : 10ªsemana de idade/ início de produção ❖Adultas – sinais +++ Laringotraqueíte Infecciosa TRANSMISSÃO Laringotraqueíte Infecciosa Gowthaman et al., 2020 6 PATOGENICIDADE Gowthaman et al., 2020 Via ocular Via oral Via Trato Resp. Sup. Pode ser isolado 6-8 dias pós- inoculação * * Após replicação na traqueia Terminais nervosos Gânglio trigêmio Recuperação: 10-14dias 7. SINAIS CLÍNICOS Forma aguda Dispnéia severa Tosse / expectoração morte Forma branda Sonolência Conjuntivite, sinusite, traqueíte Lacrimejamento Descarga nasal Inchaço dos seio infraorbital Estertores Laringotraqueíte Infecciosa Laringotraqueíte Infecciosa 8. ALTERAÇÕES ANATOMOPATOLÓGICAS macroscopia leve severa Edema Congestão Inflamação do epitélio Traqueíte mucóide Infl. mucóide c/ degeneração Necrose e hemorragia Alterações diftéricas Laringotraqueíte Infecciosa Laringotraqueíte Infecciosa Laringotraqueíte Infecciosa Laringotraqueíte Infecciosa Microscopia Perda da conformação celular e infiltração de céls. Inflamatórias Dilatação das céls. epiteliais e perda dos cílios Formação das céls. multinucleadas + migração de linfócitos,histiócitos (2-3 dias) Lise celular Laringotraqueíte Infecciosa 9. DIAGNÓSTICO ❖ Clínico ❖ Laboratorial ● Isolamento Viral ● Detecção de Corp. de Inclusão ● Detecção de Ac e Ag (sorologia) ● Detecção de DNA (período da infecção e diferenciação de cepas) Laringotraqueíte Infecciosa 10. PREVENÇÃO E CONTROLE ❖Não tem tratamento ❖Medidas de biosseguridade ❖vacinação Vírus vivo atenuado Via ocular* Por aerossol Via água de bebida Laringotraqueíte Infecciosa Poedeiras e reprodutoras: 6-8 semanas de idade / reforço: 12-15 semanas de idade Frangos de corte: 14 dias de idade* Medidas de Biosseguridade ● Instalações ● Pessoal ● Veículos ● Equipamentos e objetos ● Sequência de atividades ● Controle do ar ● Dejetos e cadáveres ● Limpeza, lavagem e desinfecção de instalações Laringotraqueíte Infecciosa OBRIGADO Leandr.machado@professores.estacio.br