Prévia do material em texto
SANIDADE DE SUÍNOS É a medicina de rebanho. Cadeia epidemiológica: Agente etiológico: Patógenos ou toxinas Reservatório: Suínos mortos, placenta, fetos, suínos doentes. Vias de eliminação: secreções, fezes, placenta. Vias de transmissão: pessoas, veículos, ração. Fatores de risco: Estresse, falha vacinal, falha na biosseguridade portas de entrada: trato respiratório, digestório Hospedeiro susceptível: suínos, humanos. Agentes Etiológicos Diferenciais FATORES DE RISCO · Fatores microbianos, hospedeiro e ambiente. As barreiras sanitárias, como limpeza, cortinas, desinfecção, controle de umidade e temperatura são medidas preventivas que impedem ou controlam a disseminação de doenças em um rebanho. PROGRAMA DE BIOSSEGURIDADE Isolamento, controle de tráfego, higienização, Quarentena, medicação, vacinação, monitoramento, registro e comunicação de resultados, erradicação de doenças, auditorias e atualizações, educação continuada e plano de contingência. DOENÇAS RESPIRATÓRIAS DOS SUÍNOS Principais agentes primários -Micoplasma yopneumoniae -Vírus da Influenza - Circovírus tipo 2 - Pierce (enzootico no Brasil) - APP (bactéria) – Pode ser secundária Além de doenças, existem outros fatores que podem diminuir a proteção do sistema respiratório: imunossupressão, poeira, umidade, desidratação, estado orgânico (antiflamatórios), podem comprometer o mecanismo do complexo respiratório dos suínos. INFLUENZA VÍRUS Vírus de RNA, capaz de fazer mutação no genoma, sendo novas variantes dificultando o controle, fugindo da capacidade de proteção da vacina. Proteínas imunogênicas: Hemaglutinina (HA) e neuramidase (NA) são proteínas presentes na estrutura externa do vírus. Nos suínos, só temos vírus da Influenza A, com 3 subtipos: H1N1, H3N2, H1N2 (cepas), em cada subtipos temos variantes: sazonal... Os suínos possuem receptores de vírus de suínos, aves e humanos, sendo importante na formação de novas cepas de influenza. O vírus da Influenza começa a ser presente no início da creche, sendo o momento mais crítico. CLÍNICA E PATOLOGIA Após 24 de exposição, o animal terá um pico de febre. Dois dias após a exposição, o animal já começa a secretar o vírus, sendo o pico de excreção, nesse momento, aumenta a sensibilidade da técnica de diagnóstico. Uma semana após a infecção, esse vírus não estará mais no sistema respiratório do suíno. Contudo, o vírus abre uma porteira para uma infecção secundária. Duas semanas após, podemos fazer técnicas sorológicas, detectando anticorpos, pois terá soro conversão. O Período entre 7 -14 dias, Temos a janela diagnóstico, onde haverá falhas de diagnóstico. SINTOMATOLOGIA - Dificuldade respiratória, febre, tosse e espirro. Acometendo animais de creche, crescimento e terminação. Macroscopia post-mortem Lesão crânio-ventral nos lóbulos pulmonares. (indistinguível de Micoplasma) Contudo, quando está afetando animais de creche, nossa suspeita recaí na influenza, pois Micoplasma só começa a fazer lesão após 45 dias (período de incubação longo). Além disso, a influenza se dissemina muito rápido. O Micoplasma também fará uma lesão mais localizada, já a influenza, fará lesões multifocais em regiões dos lóbulos. Microscopia: Lesão em epitélio respiratório, causando necrose em epitélio, fazendo pústulas, assim, abrindo portas para bactérias secundárias se proliferarem. Já o Micoplasma: Hiperplasia de tecido linfoide Causa lesões crônicas, fazendo cilistase. Diagnóstico Influenza Suína Swab nasal: RT-PCR: Como o vírus é RNA, é preciso de uma transcriptase reversa. Pós morte: Tecido pulmonar afetado RT-PCR/ IHG Sorologia: Detecção de anticorpo. É realizado no cenário de monitoria, pós surto por exemplo. Testar exposição, diagnóstico indireto. Agentes causadores de pleurite São bactérias que cursam com o agravamento do quadro primário, inicialmente com quadro pneumônico evoluindo para pleurite, incluindo, podendo levar a quadro de inflamação de cerosas, pericardite e peritonite. · Haemophilus parasuis · Streptococcus Suis · Mycoplasma Hyorhinis · E.coli · Pasteurella Multocida (rinite atrófica, sendo agente secundário a Micoplasma) Inflamação de pericárdio, peritônio e de pleura: deposição de fibrina, quadro de: POLICEROSITE FIBRINOSA. Como saber o agente? ISOLAMENTO BACTERIANO. A coleta é indicada ser realizada principalmente na região do pericárdio, pois é um órgão estéreo. PASTEURELLA TIPO A: utiliza de um conjugado produzido pelo Micoplasma, sendo substrato para seu crescimento. Cepas toxigênicas: Rinite atrófica Pasteurella Multocida- pasteurelose Geralmente, associada a agente secundário do Micoplasma e influenza, sendo secundário nas pneumonias, sendo produtora de toxinas dermonecróticas (Multocida toxigênica) RINITE ATRÓFICA PROGRESSIVA (RAP) Acomete mais animais de crescimento e terminação, tendo caráter crônico, animais mais velho. Não é uma doença que leva a morte ao animal, contudo, abre portas para agentes secundários. - Causando dano aos cornetos nasais, levando ao baixo desempenho. Já a pasteurelose pulmonar levando a uma broncopneumonia (crânio-ventral), geralmente sendo um agente secundário. Relacionada ao baixo desempenho do rebanho. Agente: Pasteurella Multocida - Bactéria: Cocobacilus gram negativa - Cresce facilmente em qualquer meio - Apresenta 5 sorotipos capsulares. - TIPO A: Pneumonia e pleurite - TIPO D: Pneumonia e Rinite, essa é a que produz a toxina dermonecróticas. CADEIA EPIDEMIOLÓGICA Agente: Pasteurella Multocida Reservatório: Suínos com ou sem sinais clínicos, as Pasteurella pode estar presente nas tonsilas. Via de eliminação: secreção do TR Via de transmissão: Secreção/ aerossóis Porta: Trato Respiratório Hospedeiro susceptível: Suíno com imunidade baixa Epidemiologia 1.O leitão entra em contato com a Multocida toxigênica nas primeiras semanas de vida. 2.Apresenta uma lesão reversível inicialmente. 3.Após 16 semanas de idade (creche) haverá lesões de concha leve a moderada. · Animais mais velhos, se entrarem em contato com a Pasteurella Multocida, podem desenvolver a doença: EXEMPLO: Animal se infecta com 3 meses de vida, vai apresentar lesões no abate. Já os animais mais jovens, desenvolve lesões mais grave no abate. PATOGENIA · Lesão prévia de epitélio de mucosa: principalmente a B.bronchiseptica -> Ela se adere ao epitélio do trato respiratório, produz toxinas primárias que lesionam o epitélio do corneto nasal, induzindo a um cílio estase e acumulo de muco, favorecendo a multiplicação da Pasteurella. · Havendo colonização e aderência nesse epitélio danificado, irá produzir toxinas dermonecróticas (seu fator de virulência) que irá aumentar a reabsorção osteoclásticas (induz a necrose de osteoblastos). NOTA: Os osteoclastos são células que fagocitam a matriz óssea. · Consequentemente, haverá baixa produção de matriz óssea pelos osteoblastos e aumenta a função dos osteoclastos, fazendo a limpeza dos cornetos, havendo ATROFIA dos cornetos nasais. · Ela é capaz de entrar na corrente sanguínea: Haverá lesão degenerativa em fígado e rim. SINAIS CLÍNICOS Leitões de creche e terminação: Espirro, corrimento nasal e muco, placas escuras nos ângulos internos dos olhos -> entope o ducto lacrimal, por inflamação. Terminação: Desvio de focinho e encurtamento. Hemorragia dos cornetos nasais. Diferencial: Muitos animais com pneumonia, fazer diferencial de APP. Lesão macroscópica: Corte transversal entre o primeiro e segundo dente pré-molar. Sempre olhar a parte que fica na cabeça, verificando o septo internasal e colchas nasais. RAP- DIAGNÓSTICO Apreciação visual dos cornetos nasais ao abate. Isolamento com produção de toxina. Suabes: Nasal e de tonsilas. Suabe para identificar Bordetella. Biopsia de tonsilas. Sorologia para detectar Anticorpo contra a toxina dermonecrótica. PCR para identificar Pasteurella. CONTROLE Identificação e correção de fatores de risco. Medicação: Sulfas, tetraciclinas, quinolonas, florfenicol e tiamulina. Preventivo: Nas porcas, 7 dias antes e 15 dias após o parto. Vacina: Nas porcas no período de 1/3 final dagestação. 2 doses nos leitões. Vacina com bacterina+Toxóide: Toxina atenuada + bactéria que produz anticorpo. A pasteurelose pulmonar é associada com agentes imunossupressores, onde o agente coloniza a superfície das mucosas da traqueia e da cavidade nasal. O animal morre por choque endotóxico e falha respiratória. Fatores de virulência: toxina e cápsula. Sinais clínicos: Variam do agente e do grau da imunidade. Lesões macroscópicas: crânio ventral, pois entra pelo TGR superior. Na pasteurolose complicada, haverá quando de pleurite e abscessos. Diferencial: Micoplasma-> Não haverá muco. PNEUMONIA ENZOÓTICA A partir dos 2 meses, o animal terá lesões do mycoplasma, animais de crescimento. Agente: MYCOPLASMA HYOPNEYMONIAE - Ele é normalmente um agente primário, que baixa imunidade do TR. - Normalmente o animal não morre pelo mycoplasma. Agente: São bactérias sem parede celular, auto-replicantes. Eles aderem aos cílios do sistema respiratório, destruindo os cílios e abrindo porta para agentes secundários, pois ele destrói o sistema muco-ciliar. PLEUROPNEUMONIA – APP Actinobacillus pleuropneumoniae É uma doença aguda de alta letalidade. Características: pleuropneumonia fibrino-hemorrágica e necrotizante. A fibrina se torna fibrose, havendo perda da carcaça, sendo uma doença de condenação de carcaça. SISTEMA NERVOSO Streptococcus suis Doença zoonótica, multifatorial, onde normalmente na fase de final da maternidade e até duas semanas da creche, onde o animal tem diminuição da imunidade. É encontrado no TGI, pele, vulva, ambiente, trato respiratório. Ele é piogênico, desenvolve processo inflamatório purulento. Diferencial: doença de glasser, contudo, essa doença quase não apresenta sinais neurológicos. Lesão purulenta e mucopurulenta. Doença de AUJESZKY (PSEUDORAIVA) Doença de notificação obrigatória, fatal, com sintomas parecidos com raiva. Ela é causada por um vírus envelopado glicoproteico, com DNA de fita dupla. Ele possui apenas um sorotipo, facilitando a produção de vacinas. Ele é transmitido de forma direta e de forma indireta, contudo, ele é pouco CONTAGIANTE. LATÊNCIA: animais portadores. O principal sinal clinico é a coceira. O vírus se multiplica em glândulas, células conjuntivas, etc. Ele sobe pelos nervos e pelos vasos linfáticos, causando sinais neurológicos ou permanecendo em latência. Sinais clínicos: Aborto, sinais nervosos, sinais respiratórios. Dura de 1 a 3 semanas. Leitões de 1-4 dias, causando febre, inapetência, depressão. Nos leitões mais velhos, os sinais são mais graves. Macroscopicamente haverá poucas características, sendo pouca específica. Microscopicamente haverá encefalite, meningoencefalite não supurativa, necrose neuronoal. A vacina usada é uma vacina deletada. O Diagnóstico é realizado pelo conjunto de suspeita, histológico. Diferencial: TGE, diarreia epidêmica, peste suina clássica e africana, doença de glasser. Normas oficiais de controle. image5.png image6.png image1.png image2.png image3.png image4.png