Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  975
O PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM ATRAVÉS DOS JOGOS EDUCATIVOS NO ENSINO 
FUNDAMENTAL 
 
Drielly Adrean Batista1 , Carmen Lúcia Dias2 
 
1  Discente/Universidade  Estadual  Paulista  “Júlio  de  Mesquita  Filho”  Campus  de  Assis.  2  Docente/mestrado  em 
Educação/UNOESTE). E‐mail: driellyadrean@yahoo.com.br   
 
 
RESUMO 
O presente artigo tem por objetivo discutir a importância dos jogos para o processo de ensino e de 
aprendizagem. A partir da  leitura de pesquisadores que abordam essa  temática, primeiramente 
são apresentadas algumas contribuições dos jogos para o desenvolvimento infantil, envolvendo os 
aspectos  cognitivo,  afetivo,  físico‐motor  e  moral.  A  teoria  piagetiana  é  apontada  como 
embasamento  principal  neste  trabalho,  sendo  destacados  os  fatores  do  desenvolvimento 
cognitivo e a classificação dos jogos (de exercícios, simbólicos e de regras). Os jogos são discutidos 
com  autores  expoentes  na  área  sendo  também  abordados  e  recomendados  nos  Parâmetros 
Curriculares Nacionais como um  recurso auxiliador para o processo de aprendizagem. Portanto, 
concluí‐se que os  jogos  servem como  importante  ferramenta pedagógica,  favorecendo aspectos 
como a socialização, atenção e concentração, trazendo grande benefício para o desenvolvimento 
e a aprendizagem, fazendo com que os alunos se sintam atraídos para aprenderem os conteúdos 
didáticos de uma forma diferenciada e lúdica. 
Palavras‐ chave: Jogos educativos. Aprendizagem. Ensino. Desenvolvimento.  
 
 
INTRODUÇÃO  
NNããoo  hháá  ccoommoo  nneeggaarr  aa   iimmppoorrttâânncciiaa  ddooss   jjooggooss  ppaarraa  oo  ddeesseennvvoollvviimmeennttoo   iinnffaannttiill   ((eennvvoollvveennddoo  
ooss   aassppeeccttooss   ccooggnniittiivvoo,,   aaffeettiivvoo,,   ffííssiiccoo‐‐mmoottoorr   ee   mmoorraall))   bbeemm   ccoommoo   ooss   jjooggooss   eedduuccaattiivvooss   ccoommoo  
ffeerrrraammeennttaa  ppeeddaaggóóggiiccaa  ppaarraa  oo  processo de ensino e de aprendizagem.  
Fazendo  alusão  à  epistemologia  genética  de  Piaget,  Friedmann  (1996)  aponta  o 
desenvolvimento cognitivo que se dá pela passagem de um processo espontâneo relacionado com 
o processo de embriogênese em relação ao desenvolvimento do corpo, do sistema nervoso e das 
funções mentais. O desenvolvimento é marcado pela  interação da  formação dos conhecimentos 
entre o sujeito e o meio.  
No desenvolvimento afetivo, a criança interage com o meio e com o grupo, promovendo a 
construção  da  sua  identidade  e  personalidade.  Ainda  de  acordo  com  o  autor,  o  jogo  assume 
importante papel nos intercâmbios afetivos, envolvendo a criança com seus pares e também com 
adultos significativos  (pais e professores). Portanto, o  jogo é uma  ‘janela’ da vida emocional das 
crianças (FRIEDMANN, 1996, p. 66). 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
mailto:driellyadrean@yahoo.com.br
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  976
          Com  relação  ao  desenvolvimento  físico‐motor,  a  parte  mais  envolvida  é  a  do  sistema 
corporal, tendo como parceira a psicomotricidade exigindo da criança alguns movimentos para se 
desenvolver. 
         Portanto, a exploração do corpo e do espaço levam a criança a se desenvolver. 
O  jogo é um meio básico para promover o desenvolvimento  físico‐
motor. O equipamento utilizado e os espaços pensados para o  jogo 
são  fundamentais  na  motivação  de  diferentes  tipos  de  jogos 
motores.  A  introdução  de  jogos  estruturados  para  o  estímulo  ao 
desempenho físico‐motor nunca foi tão  importante quanto hoje em 
dia, em que o  tempo para o  jogo  infantil  se vê  comprometido por 
atividades  sedentárias,  como  assistir  televisão  e  brincar  com  jogos 
no computador. (FRIEDMANN, 1996, p.67).   
 
             Complementando, Aberastury (1992, p. 15) coloca que “[...] a necessidade de se deslocar 
no espaço, acarretava por sua vez, uma nova série de exigências, movimentar‐se, exercitar a força, 
e manipular objetos [...]”, sinalizando a importância dos jogos para o aspecto físico‐motor. 
             Ainda com relação ao aspecto cognitivo, Piaget (PIAGET, 1987; PIAGET; INHELDER, 1975; 
PIAGET, 1971) apresenta a teoria psicogenética, da construção da inteligência, enfatizando o papel 
da  equilibração  dentre  os  outros  fatores  do  desenvolvimento,  na  passagem  de  um  menor 
conhecimento  a  um  estado  de  maior  conhecimento.  Portanto,  ocorrem  vários  níveis  de 
equlibração que permitem ao sujeito o desenvolvimento cognitivo, social, afetivo e moral.  
  Este processo ocorre em etapas classificadas por Piaget em 4 estágios: o primeiro, estágio 
da inteligência sensória –motora (0 ‐ 2 anos) onde nesse período tudo é praticamente motor, pois 
a criança ainda não representa o ato de ‘’pensar’’ conceitualmente. Caracterizado pela inteligência 
prática, com a manipulação e exploração dos objetos pela  criança, aperfeiçoando seus esquemas 
de ação. Ocorre o aparecimento do  jogo de exercício  (assimilação  funcional ou  reprodutora). O 
segundo,  o  estágio  pré‐operacional  (2‐7  anos),  ocorrendo  a  instalação  da  função  simbólica  ou 
semiótica,  dando  início  a  interiorização  dos  esquemas  de  ação  em  representações.  A  função 
simbólica se manifesta pelo aparecimento da linguagem, da capacidade de imitação (diferida), da 
formação da imagem mental, do desenho e do jogo simbólico.  
  O  raciocínio passa  a  ser pré‐lógico ou  semilógico,  se  caracterizando pela preparação  e 
organização das operações concretas. O terceiro estágio, o das operações concretas (7‐11 anos), 
no  qual  a  criança  desenvolve  processos  de  pensamento  lógico  (operações)  que  podem  ser 
aplicados  a  problemas  reais  (concretos).  As  operações  são  ações  interiorizadas,  agrupadas  em 
sistemas coerentes e  reversíveis. Surge a  relação entre  iguais, sendo a cooperação  fundamental 
para a objetividade e coerência interna das estruturas operatórias. Surgem também os jogos com 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  977
regras,  sendo  que  a  regra  supõe  relações  sociais  ou  interindividuais.  O  quarto  estágio,  o  das 
operações  formais  (11‐15  anos),  caracteriza‐se  pelo  aparecimento  das  operações  intelectuais 
formais ou abstratas, ou seja, o pensamento formal nascente reestrutura as operações concretas, 
subordinando‐as a estruturas novas. O pensamento hipotético‐dedutivo, permite ao adolescente 
raciocinar a partir de hipóteses, de proposições sem relação com o real. 
               
OS JOGOS NA TEORIA DE PIAGET  
             Piaget (1971) classifica o jogo em três tipos, os jogos de exercícios, os jogos simbólicos e os 
jogos de regras. 
            O  jogo de exercício  caracterizado no período  sensório‐motor  se manifesta nos primeiros 
anos  de  vida  da  criança,  onde  o  prazer  é  essencial.  O  jogo  simbólico  faz  parte  da  fase  pré‐ 
operatória  que  além  do  prazer  há  o  aparecimento  da  linguagem  que  se  fundamenta  com  as 
funções da compensação; realização de desejos;  liquidação de conflitos, que envolve a soma ao 
prazer com a sujeição da realidade. Nesse jogo a realidade é simbólica, havendo uma ausência do 
objeto. O  jogo  de  regras  aparece  durante  o  período  operatório  concreto,  fazendo  com  que  a 
criança  aprenda  as  relações  sociais  ou  interindividuais. Um  elemento  importante  nos  jogos  de 
regras é que há os  jogos de exercícios e  também os  simbólicos ou  seja, a  regra passa a  ser um 
elemento novo para a criança que resulta na relação coletiva. 
  O  desenvolvimento  moral  também  é  caracterizado  como  um  fator  essencial  para  o 
processo  de  desenvolvimento,  ouseja,  algo  que  surge  internamente,  onde  a  criança  faz  a  sua 
própria regra moral. Os jogos em grupos têm um papel muito importante para esse fator por que 
estabelece  a  cooperação  entre  os  indivíduos.  “Para  Piaget,  os  jogos  são  importantes  para  o 
desenvolvimento  moral,  ou  seja,  os  jogos  coletivos  de  regras  são  paradigmáticos  para  a 
moralidade humana.” ( LA TAILLE, 1992, p. 49). 
  Ainda do autor, a evolução das regras ocorre em três etapas, sendo a primeira da anomia, 
encontrada  em  crianças  de  até  cinco  anos  de  idade,  as  quais  não  seguem  regras  coletivas.  A 
segunda  etapa,  chamada  de  heteronomia,  em  crianças  de  nove  e  dez  anos  de  idade,  onde  as 
regras permanecem externas ao  sujeito, prevalecendo o  temor e o  respeito ao  sagrado. Ocorre 
também,  o  interesse  em  participar  de  atividades  coletivas  e  regradas.  A  terceira  etapa,  a  da 
autonomia,  corresponde  à  concepção  adulta  do  jogo,  ou  seja,  as  crianças  jogam  seguindo  e 
respeitando as  regras no decorrer do  jogo,  fazendo a  criação de novas  regras.  Sendo assim, as 
regras se apresentam dentro do sujeito, gerando o sentimento de necessidade de respeito à estas. 
 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  978
 OS JOGOS NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCNs)  
                   Os jogos na educação são contemplados no Referencial Curricular Nacional de Educação 
Infantil (RCNEI), como uma função importante para a prática pedagógica agindo como um recurso 
didático, favorecendo o processo de desenvolvimento, de ensino e de aprendizagem.  
Não se deve confundir situações nas quais se objetiva determinadas 
aprendizagens  relativas  a  conceitos,  procedimentos  ou  atitudes 
explicativas  com  aquelas  nas  quais  os  conhecimentos  são 
experimentados  de  uma  maneira  espontânea  e  destituída  de 
objetivos  imediatos  pelas  crianças.  Pode‐se,  entretanto,  utilizar  os 
jogos, especialmente àqueles que possuem regras, como atividades 
didáticas.  É  preciso,  porém,  que  o  professor  tenha  consciência  de 
que as crianças não estão brincando livremente nestas situações pois 
há objetivos didáticos em questão. (BRASIL, 1998, p.29). 
                 
  Nos  Parâmetros  Curriculares  Nacionais  (PCNs),  referentes  ao  ensino  fundamental,  os 
jogos são apontados como uma ferramenta para o desenvolvimento como um todo, sendo citados 
em cadernos separados por matérias mediante a articulação entre o conhecimento e o imaginário, 
podendo ser desenvolvido o autoconhecimento. Em crianças pequenas, os jogos são as ações que 
estas repetem onde há um sentido funcional e fonte de significado, que são os jogos de exercícios. 
Por  meio  destes  as  crianças  apenas  não  vivenciam  situações  que  se  repetem,  mas  também 
aprendem  a  lidar  com  os  símbolos  e  a  analogia  que  são  representados  através  dos  jogos 
simbólicos.  A partir dessas habilidades, elas passam a compreender, utilizar convenções e regras, 
as quais serão empregadas no processo de ensino e aprendizagem, favorecendo sua integração no 
mundo  social.  Lidando  com  situações mais  complexas, por meio do  jogo de  regras,  as  crianças 
passam  a  compreender  as  regras  como  combinações  arbitrárias  definidas  pelos  jogadores. 
Também, os jogos em grupo representam uma conquista cognitiva, emocional, moral e social para 
a criança bem como um estímulo para o desenvolvimento do seu raciocínio lógico. (BRASIL, 2000).   
 
UM RECURSO AUXILIADOR PARA O PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM 
... O jogo é para a criança um fim em si mesmo, ele deve ser para nós 
um meio  (de educar), de onde seu nome educativo que  toma cada 
vez mais lugar na linguagem da pedagogia maternal. (GIRARD, 1908, 
p. 199). 
 
            Entretanto, Girard (1908) esclarece a idéia da relação do jogo educativo como um meio de 
instrução  para  o  ensino,  apontando  que  quando  uma  criança  brinca,  ela  expressa  todos  os 
sentidos  capazes  de  aprender  de  forma  espontânea  e  divertida.  Os  jogos  educativos  com 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  979
finalidades  pedagógicas  promovem  situações  de  ensino  e  de  aprendizagem  favorecendo  a 
construção do conhecimento.   
[...]  os  jogos  podem  ser  empregados  em  uma  variedade  de 
propósitos dentro do contexto de aprendizado. Um dos usos básicos 
e  muito  importantes  é  a  possibilidade  de  construir‐se  a 
autoconfiança. Outro é o  incremento da motivação [...] um método 
eficaz  que  possibilita  uma  prática  significativa  daquilo  que  está 
sendo  aprendido. Até mesmo o mais  simplório dos  jogos pode  ser 
empregado  para  proporcionar  informações  factuais  e  praticar 
habilidades, conferindo destreza e competências. (SILVEIRA, 1998, p. 
02) 
 
              É  importante  ressaltar que os  jogos educativos podem ser utilizados como  instrumentos 
de  apoio  contribuindo  para  a  aprendizagem,  sendo  uma  ferramenta  de  ensino  transformando 
numa disputa divertida para o caminho do aprender.  
            Para Fialho,  (2008) em seu artigo  ‘’Os  jogos pedagógicos como  ferramenta de ensino’’ diz 
que  ‘’[...]  os  jogos  educativos  com  finalidades  pedagógicas  revelam  a  sua  importância,  pois 
promovem situações de ensino‐ aprendizagem e aumenta a construção do conhecimento’’.  
             Nesse  sentido,  um  ponto  importante  é  a  maneira  com  que  os  jogos  influenciam  no 
desenvolvimento  da  agilidade,  concentração  e  do  raciocínio,  contribuindo  para  que  haja  um 
desenvolvimento  intelectual. Para  isto necessita de ações como o pensar,  tomar decisões, criar, 
inventar, aprender a arriscar e experimentar, estabelecendo um bom comportamento em grupo e 
também nas relações pessoais com o meio cultural na qual o sujeito está inserido.  
  Sabemos que os  jogos despertam o  interesse seja para aprender ou por diversão, desse 
modo, para Kishimoto (1994, p.16) o  jogo é caracterizado como  ‘’[...] o resultado de um sistema 
lingüístico  que  funciona  dentro  de  um  contexto  social;  um  sistema  de  regras;  e  um  objeto’’. 
Porém, os  jogos  também podem  ser utilizados como uma  ferramenta para a aprendizagem e o 
ensino.  
  De acordo com Macedo, Petty, Passos (2005 p. 105): 
Jogar não é simplesmente apropriar‐se das regras. É muito mais do 
que  isso!  A  perspectiva  do  jogar  que  desenvolvemos  relaciona‐se 
com  a  apropriação  da  estrutura  das  possíveis  implicações  e 
tematizações. Logo não é somente  jogar que  importa  (embora seja 
fundamental), mas  refletir  sobre as decorrências da ação de  jogar, 
para  fazer do  jogo um  recurso pedagógico que permite a aquisição 
de conceitos e valores essenciais à aprendizagem.  
 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  980
            Portanto, podemos  transformar os  jogos como um  recurso pedagógico agindo como uma 
ferramenta  auxiliadora, onde  a  aprendizagem  se  caracteriza  através do desejo  e do prazer. Na 
visão de Macedo, Petty e Passos (2005, p. 7) ‘’[...] ao jogar, uma criança dá muitas informações e 
comunica através da ação, sua forma de pensar”. 
             Observa‐se  que  o  jogo  não  pode  servir  apenas  como  divertimento  ou  brincadeira  para 
gastar energia, mas sim como um recurso para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social 
e também moral.   
             Acreditamos  assim,  como  Kishimoto  (1996),  que  o  professor  deve  utilizar  os  jogos 
passando  a  adotá‐los  em  sua  prática,  pois  atuam  como  componentes  fundamentais  para  a 
aprendizagem, favorecendo a construçãodo conhecimento.  
              Campos (2003) em seu artigo ‘’A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e 
biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem’’ revela:  
Neste sentido, o jogo ganha um espaço como a ferramenta  ideal da 
aprendizagem na medida em que propõe estímulos ao  interesse do 
aluno, desenvolve níveis diferentes de experiência pessoal e  social, 
ajuda  a  construir  suas  novas  descobertas,  desenvolve  e  enriquece 
sua personalidade, simboliza um instrumento pedagógico que leva o 
professor  à  condição  de  condutor,  estimulador  e  avaliador  da 
aprendizagem,  ele  pode  ser  utilizado  como  promotor  de 
aprendizagem e das práticas escolares. 
 
              O professor tem um papel crucial em relação à proposta dos jogos educativos em sala de 
aula, agindo como auxiliadores para as atividades didáticas.  
              No entanto, Campos  (2003) em  seu artigo citado acima,  levanta a questão que os  jogos 
hoje ainda são pouco utilizados nas escolas, e seus benefícios ainda são desconhecidos por muitos 
professores. 
              Cabe  ressaltar,  que  o  professor  deve  vivenciar  a  unicidade  dos  jogos  com  os materiais 
pedagógicos na elaboração das atividades didáticas, ao considerá‐los por meio dos planos afetivos 
e cognitivos uma possibilidade de aproximar a criança do conhecimento.  
              
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
  A  importância de se falar sobre os  jogos educativos como um auxiliador no processo de 
ensino e de aprendizagem  se  faz cada vez mais necessária. Neste artigo  foi possível perceber a 
importância desse recurso para serem utilizados em sala de aula no ensino fundamental. Partindo 
do pressuposto que os jogos não são somente voltados para o divertimento e como passa tempo, 
mas sim, como uma ferramenta auxiliadora para a aprendizagem e o desenvolvimento como um 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012  981
todo, envolvendo os aspectos cognitivos, afetivos, sensório‐motor e afetivo, podemos dizer que 
ele ocorre desde o nascimento até a fase adulta – dadas as suas especificidades‐ formando‐se um 
processo contínuo.   
  Desta  forma,  os  jogos  são  recursos  auxiliadores  importantes  para  serem  utilizados  em 
sala de aula,  fazendo com que o aluno  se  interesse pelos conteúdos didáticos, caminhando por 
meio da curiosidade do aprender. Entendemos que os jogos servem como importante ferramenta 
pedagógica,  favorecendo  também  aspectos  como  a  socialização,  atenção  e  concentração, 
trazendo grande benefício para o desenvolvimento e a aprendizagem, fazendo com que os alunos 
se sintam atraídos e capazes de aprenderem os conteúdos didáticos de uma forma diferenciada e 
lúdica. 
  
RREEFFEERRÊÊNNCCIIAASS    
ABERASTURY, A. A criança e seus jogos. Tradução de Marialzira Perestrello. Porto Alegre, 1992.  
BRASIL.  Secretaria de  Educação  Fundamental. Referencial Curricular Nacional para  a  Educação 
Infantil. v.1. Brasília: MEC/SEF, 1998.  
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Rio de Janeiro: 
DP&A, 2000 v. 3 e 2.   
CAMPOS, M, L. A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e biologia: uma proposta 
para  favorecer  a  aprendizagem.  2003. 
http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/aproducaodejogos.pdf, acesso em: 16/05/2012. 
FRIEDMANN, A. Brincar: crescer e aprender, o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.   
FIALHO,  N,  N.  Os  jogos  pedagógicos  como  ferramenta  de  ensino.  2008.   
www.moodle.ufba.br/file.php/8823/moddata/.../jogos_didaticos.pdf, acesso em: 16/05/2012. 
GIRARD, J. M, Éducationa de la petite enface. Paris: Librairie Armand Colin 1908. 
KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1994. 
__________ Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 1996. 
LA TAILLE, Y..; OLIVEIRA, M.,K. de.; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon:  teorias psicogenéticas 
em discussão.16.ed. São Paulo: Summus, 1992. 
MACEDO,  l; PETTY, A,  L,  S; PASSOS, N, C. Os  jogos  e o  lúdico na  aprendizagem escolar. Porto 
Alegre: Artmed, 2005. 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/aproducaodejogos.pdf
http://www.moodle.ufba.br/file.php/8823/moddata/.../jogos_didaticos.pdf
Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 
Colloquium Humanarum, vol. 9, n. Especial, jul–dez, 2012 
982
PIAGET, J. Seis estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1987.  
_______  A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1971. 
PIAGET, J; INHELDER, B. Psicologia da criança. Rio de Janeiro: Forense, 1975. 
SILVEIRA, R. S; BARONE, D. A. C Jogos educativos computadorizados utilizando a abordagem de 
algoritmos genéticos. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de informática. Curso 
de Pós Graduação em Ciências da Computação, 1998.

Mais conteúdos dessa disciplina