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Resumo sobre corrente interferencial: definição, princípios e métodos (tetrapolar e bipolar), parâmetros (frequência portadora, AMF, Sweep, Slope, delta‑AMF), indicações por fase (aguda/subaguda/crônica) e formas de onda e tempos.

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CORRENTE INTERFERENCIAL 
 
A corrente interferencial é uma corrente de média frequência, variando de 1.000 
a 10.000 Hz. Ela é caracterizada por ser uma corrente alternada sinusoidal 
modulada em amplitudes com pulsações ou batimentos. Apesar de ser uma 
corrente de frequência muito alta para o nosso organismo, ela é modulada em 
pulsos curtos de até 150 Hz, que é o limite biológico suportado. 
No método de aplicação tetrapolar, que utiliza quatro eletrodos de dois canais 
diferentes cruzados, são liberadas duas correntes de média frequência 
(correntes portadoras), sendo as mais comuns de 2.000 Hz e 4.000 Hz. Quando 
essas correntes se chocam, ocorre a formação de uma corrente de baixa 
frequência (corrente modulada) por meio do processo de interferência ou 
Modulação de Amplitude e Frequência (AMF). Essa corrente terapêutica de 
baixa frequência, conhecida como AMF, resulta da diferença entre as duas 
correntes portadoras e é sempre menor que 150 Hz. 
A intensidade da corrente interferencial depende da sensibilidade do paciente. 
Para evitar acomodação, pode-se aumentar a intensidade ou promover a 
variação da frequência usando técnicas como Sweep e Slope. 
Os métodos de aplicação mais comuns são: 
• Tetrapolar: utiliza quatro eletrodos cruzados, sendo dois canais distintos 
que emitem frequências diferentes. A interferência ocorre dentro do 
organismo do paciente. Pode-se escolher o método de interferência fixa 
para lesões pontuais, onde é necessário que a lesão fique a 45° do 
eletrodo, aumentando a intensidade gradualmente conforme a 
percepção do paciente. Ou a Varredura automática, geralmente usada 
em dores difusas e para drenagem de edemas, onde não é necessário 
posicionar exatamente a 45°, pois a energia será distribuída por toda a 
lesão. 
• Bipolar: utiliza apenas dois eletrodos em um único canal, que aplicam a 
corrente de baixa frequência diretamente no organismo do paciente. 
Os efeitos fisiológicos da corrente interferencial são principalmente analgesia. 
Os parâmetros da corrente interferencial incluem o método de aplicação, 
frequência portadora (2.000 Hz ou 4.000 Hz), AMF, delta-AMF (variação), 
programas de Slope (variação para evitar acomodação) e Sweep (como a 
variação é feita), como sair de 80 Hz e ir para 120 Hz de forma lenta ou brusca. 
Na fase aguda, recomenda-se o uso de frequências mais altas, de 90 a 150 Hz. 
Na fase subaguda, utiliza-se de 40 a 80 Hz. Já na fase crônica, a frequência é 
mais baixa, variando de 10 a 30 Hz. 
A delta-AMF, que é a quantidade de variação, não deve ultrapassar 50% da AMF 
escolhida. 
As oscilações do espectro da corrente interferencial podem ser representadas 
por diferentes formas: 
• Triangular (6:6): usada em casos de processos inflamatórios agudos, 
presença de edema quente, limitação de movimentos e dor intensa. A 
frequência varia de 90 a 150 Hz. Tem efeito sobre o metabolismo local e 
no processo de reparação, estimulando as fibras sensoriais. A duração do 
tratamento é de 30 a 60 minutos. 
• Trapezoidal (1:5:1): utilizada na fase subaguda, com estímulos um pouco 
mais agressivos que na fase aguda. As frequências variam de 40 a 80 Hz, 
com variação progressiva, subindo rapidamente, mantendo por 5 
segundos e descendo rapidamente. É utilizada para reparação tecidual e 
drenagem, estimulando fibras sensoriais e motoras. A duração do 
tratamento é de até 30 minutos. 
• Quadrada (1:1): utilizada na fase crônica, onde o paciente tolera cargas 
de estimulação maiores. A variação é mais brusca, subindo e descendo 
de forma rápida. As frequências utilizadas são de 5 a 30 Hz, com 
variações maiores de 50%. A duração do tratamento é de 25 a 30 
minutos.