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HAM III Semiologia respiratória Ectoscopia: Observar a coloração das mucosas, baqueteamento, forma do tórax Padrão respiratório: Observar o tipo, ritmo e amplitude da respiração. Sinais de esforço e utilização de musculatura acessória: batimento de aletas nasais, musculatura cervical, tiragem intercostal, musculatura abdominal. Posições: Em decúbitos dorsal, laterais, sentado e ortostatismo. ________________________________________________________________________________________________________ ASMA Asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por sinais e sintomas, recorrentes ou persistentes, de obstrução de vias aéreas, relacionados à hiperresponsividade brônquica e desencadeados por fatores como exercício físico, alérgenos e infecções virais. Esses sintomas são tosse, chiado/chieira no peito, dor torácica e dificuldade respiratória. A obstrução ao Aula 9 Semiologia respiratória e asma. Resumo fluxo aéreo é difusa, variável e reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais. O grande desafio para o diagnóstico de asma se refere ao reconhecimento precoce em lactentes e pré-escolares. Aproximadamente dois terços das crianças que chiam nos primeiros anos de vida apresentam uma condição transitória e estarão assintomáticas na idade escolar. Sabemos que nessa faixa etária, as infecções virais são frequentes e podem produzir sintomas relacionados à asma, devido ao pequeno calibre das vias aéreas. Sabemos que para uma criança desenvolver asma deve haver uma predisposição genética. Soma-se ao fator genético, uma variedade de determinantes ambientais que são denominados fatores de risco. A asma é, portanto, uma doença de causa multifatorial. A história parental de asma é considerada o marcador da predisposição genética. Crianças que possuem pais com história de asma têm maior risco de desenvolver asma. Entretanto, a interação entre genética e ambiente na gênese da asma é complexa e ainda não completamente compreendida. A exposição a alérgenos inalados, especialmente os de dentro do domicílio poeira, animais de estimação, baratas e mofo, constituem um fator de risco importante. A presença de alergia alimentar também é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de asma. O leite materno é um fator de proteção. Como as vias respiratórias se estreitam durante uma crise de asma, a criança manifesta dificuldade para respirar e tosse, que costumam estar acompanhadas por sibilos. Sibilos são um ruído agudo que se ouve quando a criança expira. No entanto, nem todas as crises de asma provocam sibilos. Especialmente em crianças bem pequenas, a asma branda pode resultar somente em tosse. Algumas crianças mais velhas com asma leve tendem a tossir somente ao se exercitar ou quando expostas a ar frio. Além disso, crianças com crises de asma muito graves podem não apresentar sibilos, visto que o fluxo de ar é pequeno demais até mesmo para provocar um ruído. Numa crise grave, a respiração se torna visivelmente difícil, os sibilos geralmente se tornam mais altos, a criança respira mais rapidamente e com maior esforço e as costelas ficam salientes quando a criança inspira. Em crises muito intensas, a criança luta para respirar e se senta inclinando-se para frente. A pele fica suada e pálida ou azulada. As crianças com crises intensas frequentes apresentam, por vezes, retardo do crescimento, embora seu crescimento seja normalmente similar ao de outras crianças quando chegam à idade adulta. Juliano, 5 anos, chega com a mãe na urgência com quadro de dispneia e tosse seca persistente há 3 dias. Segunda a mãe, esse quadro ocorre pelo ou menos 1 vez ao mês. A ausculta: sibilo. Qual o possível diagnóstico? Caso clínico Semiologia médica / Celmo Celeno Porto ; coeditor Arnaldo Lemos Porto. 8. ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2019 Referências