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MASTOLOGIA COBRADO NO AMBULATÓRIO O que é BIRADS? Padronização / léxico universal dos achados imaginológicos da mama. Se é imagiológico, inclui todos os exames de imagem da mama (USG; RNM; MMG). Sendo definido em 7 categorias. → Ela pergunta como é formada a imagem na USG e MMG; → Qual posição a paciente se encontra durante os exames → MMG = em pé; USG = deitada; RNM = decúbito ventral (mama pendulada) → importante saber para acompanhamento do nódulo. A professora gosta que descreve as imagens seguindo a sistematização (SBM, 2017): FORMA → USG / MMG ● Redonda; ● Irregular; ● Oval; MARGEM → USG / MMG ● Circunscrita: ● Não-circunscritas, podem ser: microlobuladas (pequenas ondulações), indistintas, anguladas e espiculadas. ECOTEXTURA → USG ● Anecóica; ● Hipoecogênica; ● Cístico- -sólida; ● Isoecogênica; ● Heterogênea; ORIENTAÇÃO→ USG ● Paralela à pele→ maior diâmetro latero-lateral; ● Não paralela → maior diâmetro antero-posterior. EFEITO ACÚSTICO POSTERIOR → USG ● Sombra associada; ● Reforço acústico. CALCIFICAÇÕES → não é visto em ultrassom ● Cutânea; vascular; em pipoca; bastonete; redonda; reiniforme; distrófica; leite de cálcio; pleomórfica; linear; heterogênea; amorfa; sutura. ACHADOS ASSOCIADOS ● Distorção arquitetural; Alterações ductais; Alterações de pele Edema Vascularização (no interior da lesão, periférica ou em região de hilo) MAMOGRAFIA → tem que saber a incidência e a localização da lesão, exemplo: infero lateral. Ela também pergunta se é digital (a imagem é melhor, tem menos artefatos) ou digitalizada. 1) Incidências da mamografia. São realizadas como rotina duas incidências mamográficas ortogonais em cada mama: as incidências mediolateral-oblíqua (MLO) e craniocaudal (CC). julia Imagem Posicionada julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Imagem Posicionada 1 = Quadrantes superiores 3 = Quadrantes laterais 2 = Quadrantes inferiores 4 = Quadrantes mediais 2) Localização das lesões Qual tamanho o nódulo se torna palpável? A partir de 1 cm. → O que escrever em uma conduta para BIRADS 1: quem decide não é quem dá o laudo; é o médico assistente, então deve-se escrever: conduta conforme idade. → Ela pede exemplo do que pode ser encontrado em cada BIRADS, na MMG, USG e RNM. → Exemplos de BIRADS 2: cistos simples; linfonodos intramamários; ectasia ductal; hamartomas; lipomas; prótese mamária. → Ela pergunta os valores preditivos positivos do BIRADS 4 e 5. → Ela pede para descrever os nódulos no USG (sempre seguir a sistematização). Quando uma imagem é classificada como BIRADS 0? Quando encontramos um nódulo circunscrito na mamografia e este é o primeiro exame da paciente que está iniciando o rastreamento, a categoria é 0 no BIRADS®, normalmente indica-se a complementação com ultrassom. Ou quando a paciente tem menos que 35 anos e verifica-se uma imagem suspeita. Diagnóstico diferencial para lesões com achados provavelmente malignos (BIRADS 5) o cicatrizes cirúrgicas; o áreas de necrose gordurosa e cicatriz radiada. Câncer de mama mais comum? Carcinoma ductal invasivo Quais exames de rastreio devem ser realizados para pacientes em tratamento de CA de mama? ● RX tórax; ● TC tórax; ● TC de abdome; USG de abdome total → avaliação do fígado; ● Cintilografia do corpo inteiro → avaliação óssea; ● Hemograma → avaliar leucopenia e anemia; ● Marcador tumoral; ● RNM ou TC crânio → quando paciente tiver sintomas como: dor de cabeça; tontura. Descarga papilar: ● Obtidas apenas após expressão, são consideradas fisiológicas → não merecem avaliação adicional; ● Descarga espontânea → deve ser considerada patológica → proceder com investigação adicional. ● Descarga espontânea leitosa ou galactorreia→ gravidez e puerpério, uso de alguns medicamentos, hipotireoidismo, hiperprolactinemia, processos neoplásicos em diversos sítios; ● Descarga de cor esverdeada → relacionada a presença de substâncias ligadas ao colesterol o que não sugere infecção ou malignidade subjacente. Também típica de ectasia ductal. ● Descarga papilar coloração de “água de rocha” → papiloma intraductal ou carcionoma; ○ Papiloma intraductal: acometimento benigno (são pólipos simples no ducto lactífero). julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar Quais os marcadores tumorais da mama? ● CEA → marcador no sangue e no tecido ● CA 15-3 → marcador tumoral usado no acompanhamento de pacientes com câncer de mama. O "alvo" detectado nos ensaios de CA 15-3 é uma glicoproteína, produto do gene MUC1. Qual exame solicitar quando paciente faz uso de anastrozol? Densitometria óssea. Anastrozol tem como efeito colateral a osteoporose. Características farmacológicas: inibidor não-hormonal da aromatase e altamente seletivo. Diferença entre fibroadenoma e tumor filoides histologicamente? ● Fibroadenoma: Composto de tecido fibroso e glandular, resultante de proliferação de tecido conjuntivo estromal especializado do lóbulo → segundo a prof, a proliferação é de células epiteliais ● Tumores filoides começam fora dos ductos e lóbulos, no tecido conjuntivo da mama, chamado estroma, que inclui o tecido adiposo e ligamentos que cercam os ductos, lóbulos, e os vasos sanguíneos e linfáticos → segundo a prof, a proliferação é de células mesenquimais. Diferença da disseminação do tumor filoides e do carcinoma. ● Carcinoma: disseminação linfática; ● Filoides: disseminação hematogênica. RESUMO - CONTEÚDO ● Fases do exame clínico: ● Anamnese; ● Inspeção estática e dinâmica; ● Palpação; ● Expressão papilar; ● Exame dos linfonodos axilares e supraclaviculares. ● Anamnese: o QPD o HDA (Esmiuçar a queixa da paciente) o Antecedentes pessoais e ginecológicos - Menarca (idade): - Menopausa (idade): - Paridade e lactação ▪ Maior risco de câncer de mama: nuligestas; primíparas idosas (primeiro filho com > 35 anos); grandes multíparas. ▪ Lactação: mastites puerperais; síndrome de galactorreia associada ou não à amenorreia. o Intervenções cirúrgicas prévias pedir para paciente mostrar o histopatológico ▪ Drenagem e biópsias de abscessos ▪ Displasia mamária benigna com prevalência de fenômenos hiperplásicos alto risco de câncer de mama ○ História familiar (Pesquisar por história de Câncer na família) ○ Hábitos de vida (Fuma? Há quanto tempo? Consome álcool?) ESMIUÇANDO A QUEIXA PRINCIPAL… o Sinais e sintomas: ▪ Os principais de mastopatia são: nódulo, dor e secreção papilar. o Nódulo: ▪ Localização (uni ou bilateral) ▪ Crescimento (rápido, progressivo, estacionário) ▪ Modificação do nódulo em função do ciclo menstrual ▪ Consistência ▪ Mobilidade ▪ Sensibilidade. Fonte: MedCurso – Ginecologia vol 4, 2022. o Dor: ▪ Relação da dor com movimentos do tórax ou dos membros superiores. ▪ Periodicidade / ciclicidade: ● Fase pré-menstrual? ● Após o término da menstruação? o Secreção mamilar: ▪ Se a secreção é espontânea, recorrente ou intermitente ▪ Se é uni ou bilateral ▪ Se está relacionada com o ciclo menstrual ▪ Se apareceu na vigência de gestação, no aborto ou na lactação recente ▪ Antecedentes de amenorreia ▪ Antecedentes de traumatismo, de intervenção cirúrgica ou de estímulos locais ▪ Uso de medicamentos, tais como anovulatórios, clorpromazina, fenotiazina, reserpina, sulpiride e metildopa. ● Exame Físico o Inspeção estática e dinâmica o Palpação o Expressão papilar o Palpação dos linfonodos axilares e supraclaviculares. ● Inspeção estática: o Paciente sentada, com os membros superiores dispostos paralelamente ao longo do tronco. ● Inspeção dinâmica o Realizada com duas manobras: ▪ Levantamento dos braços para aumentar a tensão dos ligamentos de Cooper; ▪ Contração dos peitorais (pressionar as asas dos ossos ilíacos) o Observa-se: retração da pele, a retração e/ou o desvio da papila; abaulamentos; assimetria de contorno. ● Palpação Técnica: A palpação deve ser realizada com as polpas dos dedos indicador, médio e anular, podendo essa ser feitapor: ✔ deslizamento da face palmar na mama, em movimento circular no sentido horário – técnica de Velpeaux –, ou ✔ pelo dedilhamento semelhante ao tocar de piano – técnica de Bloodgood. Objetiva avaliar: o Volume do panículo adiposo e seu possível comprometimento por processo inflamatório ou neoplásico o Quantidade de parênquima mamário e eventuais alterações o Elasticidade da papila o Presença de secreção papilar o Temperatura da pele da região mamária Características semiológicas dos nódulos ou massas palpáveis compreendem: ● Limites; o Os nódulos bem delimitados são, em geral, benignos. As neoplasias malignas, em maioria, têm limites imprecisos e irregulares em consequência da infiltração dos tecidos vizinhos. o Obs.: segundo a prof, os nódulos são palpáveis em 180 graus. ● Consistência: fibroelástica ou pétrea o Neoplasias malignas: consistência dura o Neoplasias benignas: são apenas firmes ou elásticas ● Mobilidade: móvel ou imóvel o Neoplasias benignas: ampla mobilidade pela inexistência de fixação à pele ou às estruturas profundas. O contrário acontece com as neoplasias malignas. ● Fixação nas estruturas circunjacentes o A fixação aos planos profundos é avaliada na inspeção dinâmica pela contração dos peitorais. Nas neoplasias malignas, há diminuição da mobilidade ou imobilidade da mama sede da lesão. ● Diâmetro. OBS.: Qual tamanho o nódulo se torna palpável (pergunta da prof)? O autoexame das mamas detecta nódulos a partir de 2 cm, enquanto o exame clínico realizado pelo profissional de saúde habilitado faz diagnóstico a partir de 1 cm (FEBRASGO, 2019). ● Expressão Papilar Técnica: Terminando a palpação, faz-se uma delicada pressão no nível da aréola e da papila. ● Qualquer secreção deve ser submetida a exame citológico, sobretudo para diagnóstico diferencial das neoplasias malignas, desde que a paciente não esteja grávida ou em período de lactação. ● Aspecto da secreção: o sanguíneo, o seroso, o claro, o purulento, o leitoso ou semelhante ao colostro, o pastoso, o esverdeado ou acastanhado. ● Secreção papilar de ducto único, com aspecto sanguíneo, seroso claro ou pastoso, indica a presença de afecção intraductal. ● Palpação dos linfonodos axilares e supraclaviculares Técnica: paciente deve ficar sentada de frente para o examinador. Com a mão espalmada (a mão direita examina o lado esquerdo da paciente e vice-versa), faz-se a palpação deslizante do oco axilar e de suas proximidades. As fossas supraclaviculares e a axila são palpadas com a ponta dos dedos. Deve-se analisar: ● A localização (axila, fossa supraclavicular) ● O número de linfonodos ● O maior diâmetro transverso ● A consistência ● A eventual fusão ou fixação dos linfonodos às estruturas vizinhas julia Máquina de escrever Suspeita de magnilidade: descarga espontânea, uniductal, unilateral, aquosa ou sanguinolento, intensa/ persistente RECOMENDAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM De acordo com o INCA, o rastreamento do câncer de mama, realizado através da mamografia, é recomendado para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada 2 anos. A sociedade americana, preconiza que o rastreamento deve ser feito em mulheres a partir dos 40 anos de idade. O rastreamento do câncer de mama por métodos de imagem deve ocorrer da seguinte forma, de acordo com a faixa etária: ● Mulheres abaixo de 40 anos: Mamografia ● Nessa faixa etária, em geral, não se recomenda a realização da mamografia, exceto, de forma individualizada, em mulheres com alto risco para câncer de mama: ○ Mutações de BRCA1/BRCA2 – a partir dos 30 anos; ○ Risco > 20% – a partir dos 30 anos, ou 10 anos antes da idade no diagnóstico do parente de primeiro grau acometido, mas nunca antes dos 25 anos; ○ Irradiação do tórax entre os 10 e 30 anos, início oito anos após o tratamento e nunca antes dos 25 anos; ○ Mulheres com síndrome de Li-Fraumeni, Cowden ou parentes de primeiro grau – a partir da idade do diagnóstico sindrômico, mas nunca antes dos 25 anos; ○ Mulheres com histórico de lesões precursoras – hiperplasia ductal ou lobular atípica, câncer invasivo de mama ou ovário – a partir do diagnóstico dessas lesões com finalidade de seguimento oncológico, por serem consideradas como precursoras do câncer; Ultrassonografia ● Não recomendado, exceto para mulheres com alto risco para câncer de mama, nas quais o rastreamento por ressonância magnética (RM) pode ser inclusive mais apropriado. ● Não é indicado antes dos 35 anos em mulheres assintomáticas. julia Imagem Posicionada julia Destacar julia Destacar julia Máquina de escrever Ministério da Saúde julia Máquina de escrever Febrasgo julia Máquina de escrever anual julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Sublinhar julia Destacar julia Máquina de escrever Radioterapia julia Destacar julia Máquina de escrever ANUAL julia Destacar Ressonância magnética ● Não se recomenda, exceto, de forma individualizada, em mulheres com alto risco para câncer de mama, por exemplo, mutação BRCA, e aqui sim deve começar aos 25 anos; ● Mulheres entre 40 e 69 anos: Mamografia ● recomenda-se para todas as mulheres, com periodicidade anual; Ultrassonografia ● Não se recomenda, exceto de forma individualizada (complementar à mamografia nas mulheres com mamas densas ou como “second-look após RM); Ressonância magnética ● Não recomenda o rastreamento por RM, exceto, de forma individualizada, em mulheres com alto risco para câncer de mama. ● Mulheres acima de 70 anos: Mamografia ● rastreamento com a mamografia, de forma individualizada – mulheres com expectativa maior que sete anos que possam ser submetidas a tratamento do câncer, considerando suas comorbidade. MÉTODOS DE IMAGEM PARA AVALIAÇÃO DAS MAMAS ✔ Mamografia: exame básico, é o exame de rastreio; utilizado em mulheres assintomáticas. ✔ Tomossíntese, pouco utilizada, apenas em casos específicos; ✔ Ultrassonografia, utilizada geralmente para complementar uma mamografia inconclusiva; ✔ Ressonância magnética. Exame diagnóstico é o que é realizado numa das seguintes situações: ✔ mulher portadora de sinais ou sintomas associados ao câncer de mama; julia Destacar julia Destacar julia Imagem Posicionada julia Máquina de escrever Muito sensível, porém pouco específico ✔ radiografias adicionais para complementar uma mamografia de rastreamento (compressão seletiva, ampliação etc.); ✔ acompanhamento periódico de lesão provavelmente benigna. BREAST IMAGE REPORTING AND DATA SYSTEM (BIRADS ®) O maior mérito do BI-RADS® é o seu sentido clínico, classificando as lesões pelo seu risco de ser câncer. Tem como objetivo padronizar a terminologia a ser usada. Inicialmente foi desenvolvido apenas para a mamografia e posteriormente foi extendido para o ultra-som e a ressonância magnética. Diante de um achado, a resposta inicial que devemos responder é se aquilo é realmente um achado verdadeiro ou uma variação normal do tecido mamário ou um artefato de técnica. Sendo a alteração real, deve-se determinar: ✔ Localização: informando o quadrante, profundidade e distância do mamilo. No léxico do BI-RADS®, avalia-se a composição da mama em: ✔ mamas predominantemente adiposas, ✔ mamas com densidades fibroglandulares esparsas, ✔ mamas heterogeneamente densas, ✔ mamas extremamente densas. ● CATEGORIAS DO BIRADS O Breast Image Reporting and Data System (BIRADS ®) auxilia na padronização e divide os achados em categorias (SBM, 2017). ● Categoria 0: Exame insuficiente o exame insuficiente, normalmente utilizado na ultrassonografia quando se faz o exame antes da mamografia (SBM, 2017). o Exemplo: Isso pode acontecer quando a mama não é posicionada de forma adequada ou houve movimentação durante a realização do exame (Sanarflix). ● Categoria 1: Exame normal o exame normal; o Risco de malignidade de 0%. ● Categoria 2: Achados benignos o achados benignos o Exemplos: linfonodos intramamários, ectasia ductal, cistos, hamartomas e lipomas; o Risco de malignidade é 0%. Fonte:Sanarflix. BIRADS 2, exemplos: Calcificação de trama vascular; Nódulo em pipoca; Cisto oleoso (associado a depósitos de calcificação) (Sanarflix). julia Destacar julia Imagem Posicionada Fonte: Sanarflix. A. imagem nodular, ovalada, circunscrita, paralela, anecóica e com reforço acústico posterior (cisto de mama BIRADS® 2). Fonte: SBM, 2017. ● Categoria 3: Achados provavelmente benignos o achados provavelmente benignos o Exemplos: cistos complicados e nódulos com características de fibroadenomas; julia Máquina de escrever USG julia Destacar julia Destacar o Risco de câncer é igual ou menor a 2%. o Periodicidade de acompanhamento: 6 em 6 meses no primeiro ano; o Após esse período, o seguimento passa a ser anual, com período mínimo de dois/três anos. O controle supracitado visa confirmar a estabilidade da lesão e, por conseguinte, o caráter benigno. Observação sobre a conduta na categoria 3 de BI-RADS: acompanhamento semestral por três anos ou apenas no primeiro ano? O Ministério da Saúde advoga o seguimento semestral apenas no primeiro ano, mas essa conduta não é consensual (MedCurso, Ginecologia vol 4, 2022). o Indicação de biópsia: impossibilidade de acompanhamento (viagens; cirurgias); pacientes de altíssimo risco (nódulos bem delimitados; nódulo grande no primeiro diagnóstico, com mais de 1,5 ou 2 cm) (FEBRASGO, 2019). o O crescimento de 20% no seu maior eixo no acompanhamento converte uma lesão BIRADS 3 em BIRADS 4 (FEBRASGO, 2019). Assimetria = BIRADS 3. Depois de repetir o exame por 3 vezes e não encontrar alterações a classificação volta a ser BIRADS 2 (Sanarflix). julia Destacar julia Destacar julia Destacar Fonte: SBM, 2017. ● Categoria 4: Achados suspeitos o achados suspeitos, indica-se biópsia; é dividida em (SBM, 2017): o A com risco de malignidade entre 2 e 10%; o B com risco entre 10% e 50%; o C com risco maior igual a 50% mas menor que 95%. ▪ A estratificação da categoria 4, que não é obrigatória pelo BI-RADS®, permite transmitir à paciente o risco de aquela biópsia resultar positiva (no BI-RADS® 4A, por exemplo, que é mais comum, a paciente pode ter conforto em saber, enquanto aguarda a biópsia, que o risco não passa de 10%) (FEBRASGO, 2019). Exemplo: Microcalcificações agrupadas. Fonte: Sanarflix. julia Imagem Posicionada julia Imagem Posicionada julia Imagem Posicionada ● Categoria 5: Achados provavelmente malignos o achados provavelmente malignos, indica-se biópsia; com risco de câncer igual ou maior que 95% (SBM, 2017); o Achados provavelmente malignos: lesões espiculadas, calcificações pleomórficas e retrações de pele (Sanarflix). Exemplo: Fonte: Sanarflix. Fonte: Sanarflix. julia Destacar julia Oval julia Imagem Posicionada ● Categoria 6: Biópsia confirmando malignidade o paciente com biopsia confirmando malignidade. o Não tem valor assistencial, existe para organizar o banco de dados, evitando computar duas vezes o mesmo câncer. Fonte: FEBRASGO, 2019. Fonte: SBM, 2017. Fonte: Sanarflix. ● PREDITORES DO BIRADS (SBM, 2017) NÓDULOS FORMA ● Redonda: mais frequente em cistos e pode estar presente em tumores triplo negativos; ● Irregular: mais associada as lesões malignas; ● Oval: com até 3 lobulações (benignas). MARGEM ● Circunscrita: associada as lesões benignas; ● Não-circunscritas: microlobuladas (pequenas ondulações), indistintas, anguladas e espiculadas. ECOTEXTURA ● Anecóica: cistos; ● Hipoecogênica: lipomas, hemangiomas e raramente carcinomas; ● Cístico- -sólida: lesões palilíferas, tumores com necorese central; ● Hipoecogênica: maioria das lesões; ● Isoecogênica: difícil de diferenciar de lobo de gordura; ● Heterogênea: lesões mixoides, tumores de células granulares. ORIENTAÇÃO ● Paralela à pele: mais comum em lesões benignas; ● Não paralela: mais comum nas malignas. EFEITO ACÚSTICO POSTERIOR ● Sombra associada: grandes calcificações, lesões fibrosadas e carcinomas fibróticos; ● Reforço: cistos e lesões com alta celularidade, com conteúdo mucinoso no interior ou conteúdo necrótico ausente (muito comum em fibroadenomas). CALCIFICAÇÕES ● No interior de massas: fibroadenomas com calcificações ou tumores, principalmente, os Her-2 positivos) ● Fora de massas: normalmente associadas a condição fibrocística, menos frequentemente correlacionadas a processos malignos; ● Intraductais: correlacionadas normalmente a carcinomas in situ. ACHADOS ASSOCIADOS ● Distorção arquitetural; Alterações ductais; Alterações de pele Edema Vascularização (no interior da lesão, periférica ou em região de hilo) MAMOGRAFIA A sensibilidade da mamografia varia enormemente com a densidade mamária: 76% a 98% em mamas gordurosas e apenas 30% a 64% em mamas extremamente densas. Por esse motivo, o BI-RADS® recomenda que no laudo de mamografia constem informações sobre a densidade da mama. Fonte: FEBRASGO, 2019. ● INDICAÇÕES o Exame de rastreio em pacientes assintomáticas; o Exame diagnóstico para pacientes com queixa clínica, incluindo um amplo espectro de alterações, tais como: mastalgia, descarga papilar e nódulo. ● TÉCNICA São preconizados no mínimo duas incidências primárias para cada mama examinada: ✔ Incidência cranio-caudal: os raios x partem de cima da mama ✔ Incidência médio lateral oblíqua: a mama é fotografada de lado, permitindo uma visualização maior Fonte: Sanarflix. Essas duas incidências são diferenciadas nas imagens pela presença do músculo peitoral maior, que pode ser melhor visualizado na incidência mediolateral oblíqua como uma imagem triangular densa (branca). ● ANÁLISE DA IMAGEM As mamografias dos dois seios são vistas como imagens em espelho. De acordo com a incidência realizada a mama será dividida, essas divisões são importantes para identificar a localização de uma lesão, permitindo reconhecer o quadrante no qual ela se encontra. ● Incidência cranio-caudal A metade superior representa os quadrantes laterais ou externos, enquanto a metade inferior corresponde aos quadrantes mediais ou internos da mama. ● Incidência médio lateral oblíqua: A parte superior da imagem representa a metade superior da mama, enquanto a parte inferior da imagem representa a metade inferior da mama. EXEMPLO: Ao analisar uma mamografia mediolateral oblíqua, identificamos uma lesão na metade inferior da mama esquerda, correspondente ao quadrante inferior. Para complementar nossa análise, temos que investigar a mamografia de incidência craniocaudal. Esta, por sua vez, evidenciou a lesão na metade superior da mama esquerda, ou seja, no quadrante lateral. Assim, temos que a lesão encontrada na mama esquerda se encontra no seu quadrante inferolateral (Sanarflix). Fonte: Sanarflix. ● ASPECTO DA MAMA NA MAMOGRAFIA o Anatomia da mama A glândula mamária é revestida anteriormente pela pele e tecido subcutâneo pré-mamário, e, posteriormente, pelo tecido subcutâneo retro-mamário e pelo plano músculo-esquelético-fascial. O parênquima mamário, por sua vez, é composto pelos ácinos glandulares, responsáveis pela produção de leite. Dos ácinos, o leite segue para os lóbulos e daí para os lobos. Cada lobo possui um ducto lactífero que desemboca na papila mamária. o Mamografia ✔ Tecido glandular: é representado por uma imagem densa/branca; ✔ Tecido adiposo: é representado por uma imagem radiotransparente/preta; ✔ Tecido fibroglandular: região mais heterogênea; com áreas mais densas (brancas); ✔ Tecido subcutâneo retro-mamário: posteriormente à glândula mamária; representado na imagem em amarelo; ✔ Músculo peitoral maior: mais profundamente; destacado na imagem pela cor vermelha. o Densidade das mamas ✔ Mulheres mais jovens: por possuírem uma quantidade maior de tecido glandular apresentam uma imagem radiográfica da mama com um aspecto mais denso. Isso acaba prejudicando a detecção de pequenas lesões na mamografia, e por isso, o exame apresenta uma utilidade limitada em mulheres jovens. ✔ Mama lipossubstituída (em mulheres mais velhas): Como passar do tempo, o tecido fibroglandular vai sendo substituído pelo tecido gorduroso, e consequentemente, ocorre uma diminuição da densidade. Com isso, há uma melhora do contraste, facilitando a interpretação dos achados durante a avaliação do exame. Os principais achados mamográficos, são: ✔ nódulos, ✔ calcificações, ✔ assimetrias, ✔ distorções arquiteturais, ✔ alterações cutâneas. ● NÓDULOS: Têm representação tridimensional e deve ser visto em duas incidências mamográficas. As bordas são convexas ou parcialmente convexas. Na presença de um nódulo, deve-se avaliar: o Localização; o Tamanho; o Forma (redonda, oval, irregular); o Margens (circunscrita, obscurecida, microlobulada, indistinta, espiculada); o Densidade: (alta densidade, densidade igual, baixa densidade, conteúdo adiposo). ▪ Densidade é usado para definir a atenuação dos raios x pela lesão em relação à atenuação de um volume igual de tecido fibroglandular normal. julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar ▪ A maioria dos nódulos malignos apresentam densidade igual ou maior ao tecido fibroglandular adjacente. Nódulos contendo gordura raramente são malignos o Nódulos de forma irregular e margens espiculadas, são os que apresentam maior valor preditivo para câncer de mama. o Nódulos com características benignas (não necessita propedêutica adicional): ▪ linfonodo intramamário (forma reiniforme, contornos bem definidos, tamanho < ou igual a 1,0 cm, hilo radioluscente, na maioria das vezes localizado no QSL), ▪ fibroadenoma calcificado (nódulo associado a calcificações grosseiras, tipo “pop corn”), ▪ cisto oleoso (nódulo associado a depósitos de calcificações, delimitando a sua parede). ▪ Sinal sugestivo de benignidade, mas não patognomônico, é o sinal de halo, que trata-se de uma ilusão de ótica, formando uma tênue e escura linha de 1mm de espessura, em torno de um nódulo circunscrito. ● CALCIFICAÇÕES: depósitos de cálcio de composição ainda incerta. Principais elementos: hidroxiapatita de cálcio e oxalato de cálcio; o microcalcificações (menores que 0,5mm) são as mais suspeitas; o formato pleomórfico (com seus dois subtipos: pleomórfico fino e linear fina ramificada), é o de maior valor preditivo para câncer. o Tipicamente benignas: cutâneas, vasculares, grosseiras ou semelhantes a pipoca, secretórias, anelares, redondas, distróficas, fios de sutura, “leite de cálcio”. o Morfologia suspeita: amorfas, heterogêneas grosseiras, pleomórficas finas, lineares finas ● ASSIMETRIAS o Assimetria: visibilizada apenas em uma incidência mamográfica. Representa em sua maioria “ilha” de tecido fibroglandular. Quando representação de um câncer, apresenta uma taxa do tipo histológico lobular invasivo, maior que outras alterações. julia Destacar julia Destacar o Assimetria em desenvolvimento: Assimetria focal nova ou mais evidente em relação mamografia anterior. Deve-se continuar a propedêutica. o Assimetria global: grande volume de tecido fibroglandular, ocupando pelo menos um quadrante da mama. Esta alteração somente tem valor preditivo de malignidade, quando existe alteração correspondente ao exame físico. o Assimetria focal: Menor volume que a assimetria global. Ocupa menos de um quadrante. Entre os cânceres diagnosticados por mamografia (Venkatesan et al., 2009 APUD FEBRASGO, 2019): ✔ 56% se apresentam em forma de nódulos Fonte: FEBRASGO, 2019. julia Destacar julia Destacar ✔ 29% em forma de microcalcificações Fonte: FEBRASGO, 2019. ✔ 12% em forma de assimetrias de densidade Fonte: FEBRASGO, 2019. ✔ 4% em forma de distorção de arquitetura Fonte: FEBRASGO, 2019. ULTRASSONOGRAFIA MAMÁRIA ✔ Não utiliza radiação ionizante; ✔ Altamente confiável para a diferenciação de massas sólidas e císticas; ✔ Pode ser utilizada em pacientes jovens, que possuem mamas densas, e é capaz de detectar lesões em zonas cegas, ou seja, onde ocorre sobreposição de tecidos. ✔ Não identifica microcalcificações; ✔ É examinador dependente; ✔ Não substitui a mamografia, deve ser utilizado como exame complementar. ● Indicações: ● Técnica o Paciente em decúbito dorsal o Mamas mais volumosas e/ou pendulares: decúbito lateral semicompleto ou completo o Avaliação do complexo aréolo-papilar: utilizar o gel morno para evitar a contratura da musculatura da aréola e do mamilo que podem produzir sombra acústica ● Anatomia ultrassonográfica da mama No ultrassom podemos dividir a mama em: 1. Pele, com espessura normal em torno de 2mm; 2. Área subcutânea que fica abaixo da pele e anterior ao tecido fibroglandular. Nessa região temos tecido gorduroso e ligamentos de Cooper. Lesões mais comuns nessa região são os lipomas, cistos de inclusão, hemangiomas e edema de linfáticos subdérmicos. Região com padrão de ecogenicidade isoecogênico próprio da gordura; 3. Área fibroglandular: encontram-se os ductos e lobos mamários, juntamente com suas unidades ductos-lobulares terminais. Local da maioria das alterações mamarias benignas ou malignas. O tecido fibroso representado pela fibrose interlobular é hiperecogênico e o tecido lobar (incluindo a unidade ducto terminal) é isoecogênico. 4. Área retroglandular, que fica posterior a fibroglandular e é composta por gordura sendo isoecogênica e normalmente fica bastante comprimida durante o exame. ● Avaliação da imagem ✔ A pele, as fáscias pré-mamária e retro-mamária, a fáscia peitoral e a pleura são bem visualizadas como estruturas lineares hiperecogênicas, ou seja, mais claras que o tecido circundante. ✔ O tecido fibroglandular é visualizado como uma imagem hiperecogênica, entre as gorduras pré e retro-mamária, que por sua vez, correspondem a região mais hipoecogênica, ou seja, mais escura. Fonte: Sanarflix. ● Mama densa X mama lipossubstituída ✔ Pacientes mais jovens, com predomínio de tecido fibroglandular, apresentam uma imagem ultrassonográfica da mama com aspecto mais denso (branco). ✔ Pacientes mais velhas, por apresentarem uma composição mamária com predomínio de tecido gorduroso (lipossubstituídas), as mamas são representadas por uma imagem menos densa (escura). ● Ultrassonografia mamária com doppler Indicado para identificar a presença de vascularização em nódulos mamários. O doppler quando mostra envolvimento vascular sugere lesão maligna. Na prática do ambulatório aparece uns pontos vermelhos e azuis. Fonte: SBMS, 2017. ● ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS ● Achados Benignos ● Achados provavelmente benignos ● Achados suspeitos Fonte: Sanarflix. ● CISTOS ● Mais frequentes em pacientes na perimenopausa ou mulheres com alterações fibrocísticas da mama (SBM, 2017); ● Caracterizados por: lesões com forma redonda ou oval, com orientação paralela a pele, com margens circunscritas, com ecotextura anecóica (preto), reforço acústico posterior e sem fluxo doppler no seu interior → BIRADS 2 (SBM, 2017) Imagem: Sanarflix. ● Cisto com conteúdo espesso: tem ecotextura hipoecogênica com reforço acústico posterior → BIRADS® categoria 3; ● Muitas vezes somente a punção aspirativa consegue estabelecer o diagnóstico diferencial com um nódulo, uma vez que se observa a saída de material espesso no caso de cistos de conteúdo espesso; julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar julia Destacar ● Imagem c- imagem nodular , ovalada, circunscrita, paralela, hipoecogênica e com reforço acústico posterior (cisto complicado BIRADS® 3). (BSM, 2017). ● Cisto com conteúdo sólido: conteúdo misto (anecóico na parte cística e ecogênico na parte sólida) → normalmente são classificados como BIRADS® categoria 4. ● Estudo doppler pode demonstrar fluxo na parte ecogênica. Na maioria das vezes correspondem a lesões papilíferas. Diagnóstico definitivo: exérese completa da lesão. ● Imagem b: imagem nodular, ovalada, circunscrita, paralela, conteúdo misto e com reforço acústico posterior (cisto complexo BIRADS® 4) (BSM, 2017). ● NÓDULOS COM CARACTERÍSTICAS BENIGNAS Sãoencontrados em duas situações frequentes: 1. Mulheres com idade para o exame de rastreamento mamográfico, onde a mamografia encontra um nódulo com forma oval, margem circunscrita ou obscurecida e densidade isodensa ou hiperdensa. 2. Pacientes jovens com nodulações palpáveis de características benignas. Quando um nódulo pode ser classificado como provavelmente benigno? Os nódulos podem ser classificados como provavelmente benignos quando apresentam todos os preditores de benignidade à ultrassonografia (BIRADS® categoria 3). Na grande maioria das vezes correspondem a fibroadenomas. Os preditores são: ● forma oval, ● margem circunscrita, ● ecotextura homogênea e hipoecogênica; ● orientação paralela a pele; julia Destacar julia Destacar ● efeito acústico posterior ausente ou reforço. ● NÓDULOS COM CARACTERÍSTICAS INDETERMINADAS Corresponde uma gama grande de alterações: ● condição fibrocística (principalmente adenoses); ● necrose gordurosa; ● processos inflamatórios; ● fibroadenomas complexos; ● fibroadenomas hialinizados; ● tumor phyllodes; ● tumor colóide; ● tumor com alta celularidade (como os triplo negativos); os quais apresentam ultrassonograficamente preditores que, no conjunto, não preenchem todos os critérios para malignidade ou benignidade. Normalmente estas lesões são agrupadas na BIRADS® categoria 4: ● forma redonda ou irregular; ● margem não circunscrita (normalmente microlobulada ou indistinta); ● ecotextura homogênea hipoecogênica ou heterogênea; ● efeito acústico posterior caracterizado por reforço, sombra ou ausente; ● orientação paralela ou não a pele. Fonte: SBM, 2017. ● NÓDULOS COM CARACTERÍSTICAS SUSPEITAS A maioria das lesões são representadas por carcinomas com pouca celularidade, intermediário ou baixo grau histológico e estroma muito denso, que possuem as seguintes características: ● forma irregular; ● margens espiculadas; ● ecotextura hipoecogênica; ● forte sombra posterior; ● orientação não paralela. o Estas lesões são classificadas como BIRADS® categoria 5. ● Principais diagnósticos diferenciais: o cicatrizes cirúrgicas; o áreas de necrose gordurosa e cicatriz radiada. Fonte: SBM, 2017. ● INDICAÇÕES DA ULTRASSONOGRAFIA ● ALTERAÇÕES PALPÁVEIS Pacientes com alterações palpáveis e mamografia normal, mais comum em mulheres com mamas densas, que podem obscurecer lesões. O exame de ultrassom normal associado a mamografia normal diminui muito a chance do achado palpável ser maligno. ● MAMOGRAFIA COM ACHADOS BENIGNOS Muitos achados da mamografia, como nódulos, assimetrias e distorções arquiteturais, são mais bem esclarecidos à ultrassonografia. Essas lesões são então classificadas como BI-RADS® 0, e caberá à ultrassonografia complementar determinar a classificação BI-RADS® final. Quando encontramos um nódulo circunscrito na mamografia e este é o primeiro exame da paciente que está iniciando o rastreamento, a categoria é 0 no BIRADS®, normalmente indica-se a complementação com ultrassom. Na ultrassonografia este nódulo circunscrito pode ser: ● cisto simples (BIRADS® categoria 2); ● cisto complicado (BIRADS® categoria 3); ● cisto complexo (BIRADS® categoria 4); ● nódulo de características benignas como o fibroadenoma (BIRADS® categoria 3); ● ou nódulo de características indeterminadas como o carcinoma medular e o triplo negativo (BIRADS® categoria 4). ● MAMOGRAFIA COM ACHADO SUSPEITO ● O ultrassom pode confirmar uma lesão suspeita, permitir a biópsia e é melhor que a mamografia para avaliar a extensão tumoral, principalmente para parede torácica e cadeias linfonodais axilares, mamária interna, supraclavicular e cervical. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ● INDICAÇÕES ✔ Rastreamento de pacientes de alto risco: a ressonância deve ser utilizada anualmente, em adição à mamografia, para pacientes com mutações conhecidas de BRCA1 ou BRCA2, ou para aquelas pacientes com risco relativo ao longo da vida superior a 20% (calculado por modelos de cálculo de risco já validados). ✔ Avaliação de lesões inconclusivas à mamografia e à USG; ✔ Estadiamento e planejamento cirúrgico de tumores mamários; ✔ Avaliação da resposta tumoral à quimioterapia; ✔ Pesquisa de carcinoma oculto; ✔ Avaliação de implante mamário; ✔ Recomendada anualmente, em adição à mamografia, em pacientes com mais de 25 anos, submetidas a radioterapia do tórax para tratamento de linfomas entre 10 e 30 anos ● VANTAGENS ✔ Não utiliza radiação ionizante, mas sim ondas eletromagnéticas que vão interagir com prótons de hidrogênio. ✔ É altamente sensível para detecção de anormalidades e apresenta boa visualização vascular, que ainda pode ser realçada com o uso de contraste. ✔ Considerada o exame de maior sensibilidade para o câncer de mama; por dois motivos: não é radiação ionizante, como a mamografia, e a sua sensibilidade não depende de densidade do tecido mamário. ● TÉCNICA: Paciente deita-se em decúbito ventral na mesa do equipamento e uma bobina especializada circunda as mamas. Comumente, é utilizado o contraste (gadolínio). Fonte: Sanarflix. TIPOS DE BIÓPSIA As biópsias podem ser cirúrgicas ou percutâneas. As biópsias cirúrgicas hoje estão praticamente abandonadas. As biópsias percutâneas podem ser aspirativas, de fragmentos ou vácuo-assistidas (FEBRASGO, 2019). ✔ Biópsias aspirativas: Tipo menos invasivo: o Biópsia de agulha fina, biópsia por agulha fina (BAF); Punção aspirativa por agulha fina (PAAF); ▪ permitem apenas análise citológica. ▪ São simples e baratas, mas apresentam taxa de material inconclusivo e falsos-negativos que podem ser inaceitáveis em alguns cenários. ✔ Biópsias de fragmentos (core-biopsy, biópsia de agulha grossa, tru-cut): usam um dispositivo coaxial acionado por molas que colhe uma pequena amostra de tecido. Seu custo é relativamente pequeno. ✔ Biópsias de fragmento vácuo-assistidas (mamotomia): usam um aparelho que cria vácuo na janela de colheita da sonda com o objetivo de capturar um fragmento de maior tamanho. São importantes nos casos de lesões menos homogêneas que exigem maior quantidade de tecido. ✔ Biópsias cirúrgicas: A biópsia cirúrgica é o método mais tradicional e com maior disponibilidade. Pode ser incisional, quando há retirada de parte da lesão, e excisional, quando ocorre retirada total da lesão. No caso das lesões não palpáveis, a biópsia deve ser orientada por Marcação Pré-Cirúrgica (MPC), com a finalidade de marcar a lesão, proporcionando a retirada econômica de tecido mamário, importante parâmetro a ser considerado, principalmente se a lesão for de natureza benigna. A MPC pode ser guiada por raios X (estereotaxia), por ultrassonografia e por ressonância magnética (MedCurso, Ginecologia vol 4, 2022). Exigem um procedimento preliminar de marcação imaginológica. Na maioria das vezes, isso é feito pela colocação de um fio metálico ancorado na lesão, um procedimento chamado de agulhamento. Também, pode-se fazer a marcação por meio da injeção de radioisótopos (ROLL ou SNOLL, quando se tem também a finalidade de realizar a pesquisa intraoperatória do linfonodo sentinela), ou até mesmo corantes. o Biópsia excisional: Indicada nos casos de lesões menores. Consiste na retirada completa da lesão. o Biópsia incisional: Indicada nos casos de tumores de grandes dimensões. Consiste na retirada de apenas um fragmento do tumor. Os 3 tipos de biópsia percutânea comumente utilizadas na Mastologia são (SBM, 2017): ✔ Punção aspirativa por agulha fina (PAAF); ✔ Punção aspirativa por agulha grosa (core biopsy); ✔ Biópsia assistida a vácuo. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ✔ Método diagnóstico utilizado para obter material celular para exame citológico, através da aspiração das lesões com agulhas com diâmetro externo de até um milímetro. ✔ PAAF mamária é realizada utilizando-se agulhas de cerca de 0,6 mm de diâmetro externo com comprimento em média de 2,5 cm. ✔ Lesões palpáveis: a PAAF pode ser realizada sem a necessidade de métodos de imagem; ✔ Lesões não palpáveis:o ultrassom deve ser utilizado para guiar a punção. ✔ Desvantagem do uso da PAAF: o inabilidade de distinguir o câncer in situ do invasor (haja vista que a PAAF é um método citológico) o o resultado negativo da PAAF não exclui a possibilidade de câncer (Sanarflix). ✔ Indicação: o Método de escolha para lesões suspeitas de benignidade o Pacientes com suspeita de lesão B-IRADS 4c ou 5 na mamografia têm indicação de ultrassonografia da axila ipsilateral, seguida de PAAF dos nódulos suspeitos. Fonte: MedCurso, Ginecologia vol 4, 2022. Fonte: MedCurso, Ginecologia vol 4, 2022. Punção por agulha grossa (core biopsy) ✔ A core biopsy pode ser guiada pela palpação ou por imagem, o que incluiu o ultrassom, a mamografia (estereotaxia) ou a ressonância magnética; o A core biopsy guiada por ressonância magnética está indicada para casos de lesões não palpáveis, visualizadas apenas na ressonância. ✔ Após infiltração do anestésico local, uma pequena incisão é feita na pele para a introdução da agulha da core biopsy (diâmetro da agulha varia de 1,6mm até 3,8mm). ✔ Para evitar pneumotórax, o trajeto da agulha deve ser paralelo à parede torácica; ✔ Quanto maior for o diâmetro da agulha utilizada na biópsia, maior será a massa de tecido obtida por fragmento. ✔ Um clipe metálico geralmente é colocado no local da coleta (em caso de lesões múltiplas, utilizam-se clipes de formato e tamanho diferentes) para marcar o local e facilitar um potencial futuro planejamento cirúrgico – o cirurgião deve atentar-se às imagens anteriores da paciente para excluir a possibilidade de migração do clipe, pois há relatos de migração tanto precoce quanto tardia. ✔ Indicação: o Lesões mamárias palpáveis ou não palpáveis; cujas características clínicas e mamográficas apontem suspeitas ou sejam fortemente sugestivas de malignidade; o Nas lesões com características de benignidade, a core biopsy pode ser indicada para planejamento do seguimento destas lesões. Biópsia assistida à vácuo (mamotomia) ✔ Procedimento realizado guiado por ultrassom, mamografia ou ressonância nuclear magnética; ✔ Pode ser diagnóstico e/ou terapêutico (lesões de até 1,5cm podem ser ressecadas completamente, embora tenha autores que relatam retiradas de lesões de até 3,0cm); ✔ Este procedimento ficou inicialmente conhecido pelo nome de mamotomia, pois o primeiro dispositivo recebeu o nome de Mammotome®; ✔ Coleta um volume de material maior que a core biopsy; ✔ Indicação: de mamotomia estereotáxica é a biópsia de microcalcificações agrupadas, mas, caso essas calcificações estejam associadas com uma massa que é visível ao ultrassom, uma core biopsy ecoguiada pode ser realizada com posterior confirmação radiológica das calcificações no espécime. Qual biópsia escolher? ✔ A biópsia cirúrgica não deve ser utilizada inicialmente, a não ser que a biópsia percutânea (associada ou não a algum método de imagem) não seja viável ou esteja absolutamente indisponível; ✔ A concordância entre os resultados da biópsia e a clínica/imagem é fundamental para o planejamento terapêutico e a discordância leva à necessidade de reforçar a investigação diagnóstica. Caso o resultado de uma PAAF seja discordante, deve-se prosseguir com uma core biopsy. Caso o resultado de uma core biopsy seja discordante, deve-se prosseguir com uma nova core biopsy, mamotomia ou com a biópsia cirúrgica. ✔ Nódulos: biópsia de fragmentos orientada por ultrassonografia, sempre, independentemente do seu tamanho; ✔ Microcalcificações: biópsia percutânea orientada por estereotaxia (mamografia), considerando que a mamotomia oferece mais precisão e menor taxa de subestimativas que a biópsia de fragmentos ✔ Distorções de arquitetura: em geral, biópsias cirúrgicas, pois são lesões maiores e heterogêneas. ✔ Lesões mistas sólido-císticas: em geral, exérese, mas se o componente sólido for pequeno, especialmente se for intraductal, podem comportar mamotomia. ✔ Linfonodos e pequenos nódulos não diferenciáveis de cistos com conteúdo espesso: biópsia de agulha fina. Fonte: FEBRASGO, 2019. julia Imagem Posicionada MASTITES ● Definição Mastite é o processo inflamatório da glândula mamária, podendo ser acompanhado ou não de infecção. São comumente associadas a amamentação, porém podem ocorrer em mulheres não gravidas, homens e crianças. ● Classificação (FEBRASGO, 2019, pág. 2449) ✔ Aguda (lactacionais): a principal representante é a mastite puerperal, com evolução clínica com duração inferior a 30 dias e caracteriza-se pela infecção do parênquima mamário no puerpério; ✔ Crônicas: são caracterizadas por tempo de evolução maior que 30 dias ou pela recorrência após o tratamento. De evolução lenta, podem ou não ser precedidas por infecção aguda. Mais comum em mulheres jovens (30 a 40 anos), dificilmente ocorrem em mulheres na pós-menopausa. Podem ser classificadas em infecciosas (quando existe um agente infeccioso identificado) e não infecciosas. As não lactacionais são divididas em especificas, inespecíficas e formas especiais (SBM, 2017). ✔ Específicas: Algumas doenças sistêmicas podem comprometer secundariamente as mamas caracterizando as mastites especificas como o lúpus, sarcoidose, ou mesmo doenças infecciosas como a tuberculose, sífilis, hanseníase, parasitoses, viroses, e mais raramente fúngicas como a paracoccidioidomicose. ✔ Inespecíficas: Bem menos frequente, as mastites periareolares recidivantes, também denominadas de abscesso subareolar crônico recidivante ou mastite crônica agudizada, constituem outra forma de acometimento inflamatório e/ou infeccioso da mama de forma inespecífica. ● Mastite Lactacional É a infecção da mama na vigência de lactação acompanhada de dor, hiperemia, febre, mialgia e mal estar geral, sendo mais frequente nas 6 primeiras semanas do puerpério. É a mastite aguda mais comum, ocorre com maior frequência no início da amamentação de primigestas, geralmente unilateral, e com evolução favorável Podem ainda ser divididas em: ✔ Epidêmicas: surtos em berçários com epidemias de piodermite causada por cepas de Staphilococus aureus (S. aureus). ✔ Endêmicas: mais frequente, ocorrendo após a segunda semana da amamentação. 10% das pacientes chegam a apresentar mais de 1 episodio na mesma lactação. ● Manifestações clinicas Apresenta-se com sintomas locais e sistêmicos. Localmente, evidencia-se uma área endurecida, hiperemiada, dolorosa, edemaciada e brilhante, situada em um quadrante da mama, sendo o quadrante superior externo o mais acometido, uma vez que é responsável pela maior produção de leite. Linfadenopatia associada a dor e edema axilar também pode ocorrer. Sistemicamente, mimetiza um quadro gripal, cursando com mialgia, cefaleia, letargia, náuseas e febre acima de 38,3ºC. Em estágios iniciais o quadro pode ser súbito e pouco sintomático. ● Mastite não lactacional As mastites não lactacionais, como o próprio nome diz, não estão associadas ao ciclo gravídico puerperal e podem ser classificadas como: ● Específicas: infecciosas ou relacionadas a doenças crônicas; ● Não específicas: mastite periductal e da ectasia ductal; ● Especiais: esteatonecrose e granulomatosas idiopática. Fonte: SBM, 2017. CAUSAS CRÔNICAS INFECCIOSAS ABSCESSO SUBAREOLAR CRÔNICO RECIDIVANTE Introdução Mais comum em mulheres jovens e é caracterizado por infecção recorrente e crônica da região subareolar associada fortemente ao tabagismo, diabetes e obesidade. Fisiopatologia Não está bem estabelecida, mas o ASCR se desenvolver fora do ciclo gravídico-puerperal. Clínica Geralmente unilateral, podendo ser bilateral. Começa como uma inflamação de área subareolar localizada, que evolui para a formação de um abscesso, que tende a drenar espontaneamente com a formação de uma fístula, que cicatriza posteriormente. Por se repetir várias vezes com intervalos de meses a anos, recebe denominação de crônico e redicivante. Diagnóstico O exame mais utilizado para o diagnóstico é o USGM, inclusive serve como guia dedrenagem deles. MMG desempenha papel na exclusão de malignidade, porém pode ser negativa em pacientes jovens. RM é pouco empregada. Tratamento ATB oral com cobertura para aeróbios e anaeróbio. Quando há formação de fístula, o tratamento cirúrgico com ressecção do sistema ductal envolvido pode ser realizado. O tecido ressecado deve ser enviado para histopatologia a fim de afastar neoplasia mamária e outros tipos infecciosos. Recomendar abandono do tabagismo para o sucesso do tratamento. Em pacientes com prole constituída, preconiza-se a exérese dos outros ductos principais, visando reduzir recidivas. MASTITE TUBERCULOSA Introdução Incide em mulheres com história pessoal ou familiar de tratamento para TB. Consiste na reativação do bacilo com infecção na mama. Clínica Manifesta-se por vários abscessos de evolução lenta ou múltiplas fístulas periféricas. Linfonodos axilares palpáveis podem ser encontrados. Diagnóstico Deve ser realizada prova tuberculínica e radiografia de tórax com o objetivo de avaliar foco primário pulmonar. O diagnóstico definitivo de TB é obtido por meio de biópsia da lesão, identificando granulomas caseosos. A cultura pode identificar o Bacilo Álcool-Ácido Resistente. Tratamento Tuberculostáticos e acompanhamento do infectologista. MASTITE POR MICOBACTÉRIAS Introdução Corresponde a processos infecciosos nas mamas de evolução muito lenta. Ocorre com maior frequência em pacientes HIV+ com CD4 menor que 50/mm³. Clínica Processos infecciosos nas mamas de evolução lenta. Diagnóstico Pode ser por: 1. Hemocultura 2. Cultura de material retirado da mama (tecido ou secreções), que identifica micobactérias atípicas. MASTITE LUÉTICA OU SÍFILIS MAMÁRIA Epidemiologia Afecção pouco comum Clínica Manifesta-se por lesões cutâneas simples ou por acometimento real da glândula. Pode ter 3 formas: 1ª – o cancro se localiza normalmente no CAP, pois a inoculação do treponema resulta do contato da boca do lactente acometido de sífilis congênita 2ª – apresenta-se com lesões cutâneas maculosas que evoluem em algumas semanas para papulosas e papuloescamosas típicas da sífilis secundária. 3ª – a mastite sifilítica passa pelos 3 estágios da goma sifilítica, ou seja, nódulo endurecido de crescimento lento, que amolece e sofre ulceração ou fistulização. Diagnóstico Laboratorial: baseia-se em antígenos treponêmicos (VDRL e FTA-ABS) e/ou preença do treponema em microscopia de campo escuro. Diagnóstico diferencial é a doença de Paget. Tratamento Penicilina G benzatina 2,4 mi de UI IM conforme a fase da doença CAUSAS CRÔNICAS NÃO INFECCIOSAS MASTITE PERIDUCTAL OU PLASMOCITÁRIA Introdução Acomete mulheres não lactante durante sua vida reprodutiva. Mais comum em multíparas com história prévia de amamentação. Fisiopatologia Está relacionado à infecção bacteriana e ao tabagismo. Quadro Clínico Apresenta-se com mastalgia acíclica unilateral, descarga papilar (coloração serosa ou verde-escura), retração da papila, massa subareolar com ou sem inflamação da mama sobrejacente e até fistula papilar. Pode mimetizar outras doenças graves inclusive o CA de mama. Diagnóstico Realização de USGM e MMG para o diagnóstico diferencial. Citologia do derrame papilar pode ser realizada, mas ausência de células neoplásicas malignas não exclui definitivamente o câncer de mama. A realização e biópsia para estudo histopatológico e cultura do material é fundamental para o diagnóstico diferencial. Tratamento ATBO direcionada aos microrganismos isolados na cultura está indicada na vigência do quadro infeccioso. Há indicação de cirurgia para correção das fístulas papilares ou nos casos de derrame papilar espontâneo que clinicamente incomodam a paciente. Exérese de ductos pode dificultar futura amamentação. MASTITE GRANULOMATOSA IDIOPÁTICA Introdução É uma condição crônica rara na qual se observa processo inflamatório com alterações granulomatosas que ocorrem em torno dos lóbulos e ductos mamários na ausência de infecção específica, trauma, corpo estranho ou evidência de sarcoidose. Suspeita-se de fenômeno autoimune, porém não foi comprovado. Não há relação consistente com paridade, amamentação, uso de ACO ou hormônios. TUMORES BENIGNOS FIBROADENOMA ● Definição Tumores firmes, elásticos, apresentando bordas regulares e lisas. ● Epidemiologia ✔ Afecção mamária benigna mais comum em mulheres com menos de 35 anos; ✔ Assintomática em 25% dos casos; ✔ Múltiplas lesões em 13 a 20%; ✔ Podem ocorrer desde a menarca até a senectude; ✔ É mais comum entre 20 e 30 anos de idade; ✔ Bilateralidade é da ordem de 10 a 15%; ✔ Focos múltiplos na mesma mama, de 5 a 10% dos casos. ● Tamanho ✔ Tamanho médio é de 2 a 3 cm; ✔ Pode alcançar até 6 a 7 cm, caracterizando o fibroadenoma gigante. ● Padrão histológico Composto de tecido fibroso e glandular, resultante de proliferação de tecido conjuntivo estromal especializado do lóbulo. Fibroadenoma pericanalicular: podem mostrar-se ainda como espaços glandulares redondos a ovalados, revestidos por amadas únicas ou múltiplas de células. Fibroadenoma intracanalicular: em outras áreas, o estroma de tecido conjuntivo parece haver sofrido proliferação mais ativa com compressão dos espaços glandulares, fazendo com que o lúmen glandular esteja colapsado em forma de frestas irregulares e os elementos epiteliais surjam como estreitas faixas de epitélio dentro do estroma fibroso ● Quadro clínico ✔ Apresenta-se como tumor único ou múltiplo, bem delimitado, móvel, não fixo ao tecido adjacente, às vezes lobulado, de crescimento lento, com maior ocorrência no quadrante súpero-lateral. ✔ Em geral é indolor, exceto durante a gravidez e lactação, condições que podem estimular seu crescimento rápido e produzir dor por infarto ✔ A consistência é fibroelástica, mas, nas pacientes de maior faixa etária, pode haver deposição de calcificação distrófica no nódulo (“calcificação em pipoca”), e o nódulo passa a ter consistência endurecida. ● Ultrassonografia Quando o aspecto palpatório não é típico, recorre-se à ultrassonografia, sendo o achado clássico a presença de margens bem definidas na imagem nodular hipoecôica e com maior eixo paralelo à pele. Pode ocorrer reforço posterior e sombras laterais, características sugestivas de benignidade. ● Mamografia ✔ Mulheres jovens: não está indicada, pois o fibroadenoma apresenta a mesma textura radiológica do tecido mamário normal, que é abundante nesta idade. ✔ Mulheres mais velhas: quando se indica a mamografia, observa-se imagem nodular circunscrita, ovalada, de média densidade e eventualmente com calcificações grosseiras, com aspecto de “pipoca”, aspecto que tipifica o achado mamográfico benigno. ✔ No ratreamento mamográfico de mulheres acima de 40 anos, assintomáticas, os nódulos sugestivos de fibroadenomas só são conclusivos no exame se apresentarem macrocalcificações em seu interior (“em pipoca”). Nesse caso são classificados como BIRADS 2 e o seguimento anual pode ser mantido. ✔ Caso os nódulos não apresentem calcificações, o risco de malignidade é de 2%, sendo indicado o acompanhamento desses nódulos categorizados como BIRADS 3. O seguimento pode ser precedido pela punção aspirativa com agulha fina e é realizado por 6, 12 e 24 meses, para confirmar a estabilidade da lesão. Após este período, conduta expectante é preconizada, independentemente da faixa etária. ● Citologia / tríplice diagnóstico ✔ A citologia, isoladamente, tem sensibilidade elevada (70 a 90%). ✔ Tríplice diagnóstico (clínica, imagem e citologia) tem sensibilidade de 99,6%, com chance de falso negativo menor que 1% (maior em mulheres com mais de 35 anos). ● Tratamento ✔ Nas pacientes jovens, com menos de 25 anos e portadoras de tumores pequenos, pode ser feito o acompanhamento clínico, com exame físico e/ou ultrassonográfico a cada 6 meses. ✔ Nos fibroadenomas múltiplos e pequenos deve-se realizar o seguimento clínico semestral. ✔ Não é necessária a retirada de todos os fibroadenomas diagnosticadospor biópsia. Caso o fibroadenoma permaneça assintomático, ele pode ser mantido, a não ser que a paciente apresente desejo e ansiedade em retirar a massa. Tratamento conservador O seguimento pode ser precedido pela punção aspirativa com agulha fina e é realizado em intervalos de 6 meses por 2 anos com ultrassonografia simples. Após este período, e mantendo-se estabilidade da lesão, preconiza-se a conduta expectante anual, independente da faixa etária. Cirurgia ✔ A indicação cirúrgica é baseada em fatores como: idade da paciente, dimensões do nódulo, aumento progressivo durante conduta expectante, desejo da paciente. ✔ Nas mulheres com mais de 35 anos, a conduta deverá ser sempre cirúrgica. ✔ As desvantagens da cirurgia contemplam dano no sistema ductal da mama e mudanças na imagem à mamografia (aumento da densidade focal, distorção arquitetural, aumento da espessura da pele). ✔ Crioablação é uma alternativa para a excisão dos fibroadenomas, porém ela deve somente ser considerada após o diagnóstico histológico através da core biopsy. Por meio de temperaturas extremamente baixas (chegando a -196°C), provoca-se a necrose do tumor; ✔ Mamotomia: que consiste na excisão percutânea a vácuo guiada por mamografia. Esta técnica é efetiva em até 87,5% dos casos para tumores com 1,5 cm, e 71,4% em tumores de até 2 cm. ● Formas de Fibroadenoma ✔ Forma clássica ✔ Massas móveis; bem definidas ao exame físico, OU ✔ Massa sólida bem definida ao ultrassom, não encapsulada, com bordas protuberantes, não infiltra o parênquima mamário; contém tecido fibroglandular e fibroso. ✔ Forma juvenil (segundo a professora, juvenil e gigante é a mesma coisa) Definição: o fibroadenoma juvenil (ou celular) é um subtipo histológico que apresenta crescimento acelerado (7% a 8% de todos os subtipos). Epidemiologia: ✔ Acomete mulheres mais jovens – menos de 20 anos; ✔ Acostuma aparecer após dois a três anos da menarca; ✔ Predileção por meninas negras; ✔ Cerca de 10% a 25% das pacientes têm tumores múltiplos ou bilaterais ao diagnóstico. Quadro clínico: Mesmo quadro clínico do tumor phyllodes, porém acomete mulheres mais jovens (menos de 20 anos) e costuma aparecer após dois a três anos da menarca. Caracteriza-se por uma massa única, palpável, móvel e indolor que cursa com crescimento rápido, podendo causar assimetria mamária importante. ✔ Gigante; ✔ Medem de 6 a 7 cm; ✔ Complexa (segundo a professora, é o mesmo que mixóide) ✔ Exame físico: apresenta-se como massas; ✔ MMG e USG: apresenta-se como nódulos; ✔ Associado a maior risco de câncer → alterações proliferativas multicêntricas no tecido glandular circundante. ✔ Extramamária (localizações na bexiga, próstata, braço e pálpebra). TUMOR PHYLLODES OU FILOIDES ● Definição / Epidemiologia: ✔ Tumor filoides ou cystosarcoma phyllodes é um tipo de massa mamária rara; ✔ Apresenta aspecto histológico muito parecido com os fibroadenomas, mas se diferencia deles pela celularidade de seu estroma e pelo crescimento estromal com padrões semelhantes a folhas; ✔ Corresponde a menos de 2% dos tumores fibroepiteliais da mama; ✔ Mais comum após os 40 anos; ✔ Na maioria das vezes, apresenta-se sob a forma benigna; ✔ Possui alta tendência de recidiva local, cerca de 20- 46% dos casos; podendo sofrer degeneração maligna sarcomatosa. ● Padrão histológico Ao contrário de carcinoma da mama, os tumores filoides começam fora dos ductos e lóbulos, no tecido conjuntivo da mama, chamado estroma, que inclui o tecido adiposo e ligamentos que cercam os ductos, lóbulos, e os vasos sanguíneos e linfáticos. Semelhante aos fibroadenomas, histologicamente é composto por elementos epiteliais e estroma de tecido conectivo, onde a característica predominante é a celularidade. O epitélio pode ser hiperplásico, com ou sem atipias. O tumor filoides possui estroma hipercelular, enquanto o fibroadenoma comum possui estroma de baixa celularidade. Para definição de benignidade ou malignidade, consideram-se o predomínio do crescimento estromal a contagem mitótica, atipias celulares e comprometimento das margens. ● Quadro clínico Lesão palpável, indolor de crescimento rápido e com capacidade de atingir grandes volumes em pouco tempo, podendo ainda causar abaulamentos, retração mamilar e ulcerações, não necessariamente tais características significando malignidade. O aparecimento bilateral é raro, mas pode ocorrer. ● Diagnóstico ✔ É clínico; ✔ Mamografia: é inespecífica, assemelhando-se a de um fibroadenoma; ✔ Ultrassonografia: há um padrão elástico específico (sinal do anel), onde o centro encontra-se elástico e os limites exteriores inelásticos. Sinal do anel não é patognomônico; ✔ Punção aspirativa: apresenta baixo valor preditivo, provavelmente pelo fato de o tumor ser bastante volumoso e apresentar com frequência, em seu interior, áreas de infarto hemorrágico, o que dificulta o diagnóstico. ✔ Biópsia por agulha grossa (mamotomia): apresenta informações de arquitetura extra proporcionada pela histologia em comparação com a citologia. Pode diferenciar o tumor filóides do carcinoma, mas, com frequência, não discrimina a variedade benigna da maligna, sendo necessária a avaliação anátomo-patológica de todo o tumor durante a exérese cirúrgica ● Diagnóstico diferencial O principal é com o fibroadenoma juvenil, que também atinge grandes dimensões, mas apresenta consistência fibroelástica e incide, em geral, na adolescência. ● Tratamento ✔ O tratamento cirúrgico consiste na ressecção local da lesão com retirada de 1 a 2 cm de tecido mamário peritumoral macroscopicamente normal, para garantir margens cirúrgicas livres e diminuir a taxa de recorrência. ✔ Nos tumores muito volumosos, que comprometem toda a glândula mamária, pratica-se a mastectomia total ou a adenomastectomia, e geralmente com reconstrução plástica imediata. ✔ A linfadenectomia axilar é desnecessária, uma vez que, quando a forma histológica for maligna, a disseminação faz-se por via hematogênica. CISTOS MAMÁRIOS o Epidemiologia ✔ Incidem em 7 a 10% da população feminina; ✔ Podem ser únicos ou múltiplos, uni ou bilaterais; ✔ Faixa etária mais atingida: 35 a 50 anos, coincidindo, pois, com a fase involutiva dos lóbulos mamários, podendo aumentar ou desaparecer, independente de medidas terapêuticas. o Manifestação Clínica ✔ Nódulos de aparecimento súbito, de contornos regulares, móveis e, às vezes, dolorosos; ✔ Consistência pode ser amolecida ou, quando o líquido intra-cístico encontra-se sob tensão, a sensação palpatória é fibroelástica. o Histologia São histologicamente classificados como espaço contendo material secretório fluido envolto por camada de células epiteliais. Durante o período da lactação, os cistos podem ser formados por conteúdo lácteo, sendo denominados galactoceles, ou ainda apresentar conteúdo purulento nos casos de abscessos organizados. o Classificação dos cistos ✔ Simples: conteúdo líquido límpido; ✔ Complexos: com septações espessas e/ou vegetações intracísticas; ✔ Complicados: cistos com conteúdo espesso ou “debris” – pontos ecogênicos em suspensão. o Ultrassonografia É o método mais sensível para o diagnóstico dos cistos mamários, com precisão de até 100%. Tal método distingue os cistos complicados (cistos com conteúdo espesso ou “debris” – pontos ecogênicos em suspensão) e os complexos (com septações espessas e/ou vegetações intracísticas). o Biópsia ✔ Cistos simples não precisam ser aspirados, se assintomáticos; ✔ Se houver dor, cisto complicado ou alguns com múltiplas septações, a aspiração por agulha fina é indicada; ✔ Se o fluido aspirado possui aspecto típico de cisto simples (coloração amarelada, esverdeada ou escura), o mesmo pode ser descartado, porém pode ser enviado ao exame citólógico a pedido do paciente ou para pacientes com história pessoal de câncer de mama ou lesões atípicas HAMARTOMAS ✔ Definição Também chamados de fibroadenolipomas são massas benignas que contém tecido mamário normal, mas com seuscomponentes gorduroso e fibroglandular distribuídos de modo desorganizado. o Epidemiologia ✔ São usualmente unilaterais e macios à palpação; ✔ Ocorre em mulheres entre os 40 a 55 anos de idade; ✔ Incidência é rara. ✔ A maioria dos hamartomas é diagnosticada pela mamografia. o Histologia Desorganização entre componente gorduroso e fibroglandular, é envolto por um pseudocápsula. o Quadro clínico ✔ Mamografia: nódulos bem delimitados, circundados por um halo radiotransparente, de dimensões variáveis, com densidade mista, apresentando áreas com densidade idêntica ao tecido fibroglandular alternando com áreas de tecido adiposo; ✔ Ultrassonografia: pode corresponder a nódulo hipoecogênico, heterogêneo com áreas hiperecogênicas, sendo geralmente bem delimitados. ● Tratamento: remoção cirúrgica da lesão quando diagnosticada PAPILOMA O papiloma intraductal é neoplasia epitelial benigna que se desenvolve no lúmen de grandes e médios ductos subareolares, não formando, na maioria das vezes, massa palpável. o Epidemiologia ✔ Baixo potencial de malignidade, sendo o risco relativo de 1,5 a 2,03; ✔ Mais frequente entre os 30 e 50 anos. ✔ Em pacientes com mais de 50 anos, com esta queixa, deve-se sempre afastar o diagnóstico de carcinoma papilífero e o ductal. o Quadro clínico Seu principal sintoma é a descarga papilar hemorrágica, espontânea, uniductal e unilateral, sendo em alguns casos palpáveis como nódulos retroareolares. O fluxo pode ser intermitente, com períodos de remissão, em função de necrose e eliminação de parte do papiloma junto com a secreção; entretanto, ao se regenerar a partir de sua porção basal, volta a produzir manifestação clínica. Pesquisa do “ponto-gatilho”: consiste na pressão dos pontos cardinais do complexo aréolo-papilar com dedo indicador, com o intuito de identificar qual ducto está comprometido com saída de secreção. Quando não se identifica o ducto pelo ponto-gatilho, a ultrassonografia pode ser útil. o Tratamento: exérese seletiva do ducto, também designada microductectomia, pela incisão periareolar. FATORES DE RISCO PARA CÂNCER DE MAMA Fonte: FEBRASGO, 2019. Quando o RR é menor que 1,5, o impacto específico é muito baixo, no entanto a associação de vários fatores com RR baixo pode levar a paciente a um nível de risco mais alto RISCO ELEVADO PARA CÂNCER DE MAMA HEREDITÁRIO Nesses casos, há indicação de aconselhamento genético e de solicitação de testes para pesquisa de mutações, e também aos familiares.Nas famílias de alto risco, mas sem informações sobre mutações, o teste deve ser feito em um dos membros afetados, preferencialmente naqueles nos quais mais provavelmente pode ocorrer uma mutação: jovens, câncer de mama bilateral ou com outros tumores associados. Uma vez detectada a mutação, pesquisa-se apenas a mutação específica no restante da família. Fonte: FEBRASGO, 2019. CARCINOMAS CARCINOMA LOBULAR IN SITU ● O carcinoma lobular in situ (CLIS) e a hiperplasia lobular atípica (HLA) são lesões relativamente incomuns da mama, que são tipicamente descobertas em biópsias da mama efetuadas por outras razões. ● São considerados lesões precursoras para câncer de mama e não invasiva; ● Carcinoma in situ, sem evidência de componente invasivo, é classificado como Tis. CARCINOMA DUCTAL IN SITU ● Definição: O carcinoma ductal in situ (CDIS) é neoplasia precursora caracterizada pela presença de proliferação de células neoplásicas presentes exclusivamente no epitélio ductal; ● Condições fundamentais para a caracterização da lesão consistem em ausência de penetração de células malignas na membrana basal e, consequentemente, de invasão do estroma; ● Classificado como Tis; ● Frequentemente está associado a calcificações pleomórficas, lineares ou ramificadas; ● Tratamento principal: excisão da lesão com margem negativa, sendo em alguns casos de maior extensão é recomendada a mastectomia total. CÂNCER DE MAMA ● Câncer mais comuns: Carcinoma ductal invasivo o mais comum (80%) seguido do carcinoma lobular invasivo (15%). DOENÇA DE PAGET ● Forma rara de apresentação do câncer de mama, é responsável por 1% a 3% de todos os cânceres de mama; ● Está associada com uma doença maligna subjacente na maioria dos casos. Algumas pacientes tem um carcinoma ductal in situ subjacente e uma parte substancial pode ter um câncer invasivo; ● A doença de Paget do mamilo (DP), sem nenhuma doença mamária concomitante, é rara e deve ser estadiada como Tis; ● Patogênese: caracteriza-se pela infiltração da epiderme do mamilo pelas células de Paget, descritas como células grandes, com coloração pálida, com núcleos redondos ou ovais e nucléolos proeminentes; ● Quadro clínico: apresenta-se como algo parecido com eczema ou uma ulceração do mamilo. A apresentação inicial mais comum é o eritema e uma discreta crosta eczematosa que progride para encrustamento, erosão cutânea e ulceração, com exsudação ou exsudato. Fonte: SBM, 2017. ● Apresentação radiológica: o Mamografia: espessamento da pele, do mamilo e da aréola, retração do mamilo, microcalcificações malignas subareolares ou mais difusas, e uma massa definida ou distorção arquitetural; ESTADIAMENTO CARCINOMA MAMÁRIO A maioria dos cânceres se iniciam nos ductos terminais das unidades lobulares da mama. Os vasos linfáticos da mama drenam para três vias principais: axilar, transpeitoral e mamária interna. Os linfonodos intramamários são codificados como axilares e os supraclaviculares são classificados como regionais, para fins de estadiamento. Metástases para outros linfonodos, incluindo os cervicais, axilares e mamários internos contralaterais, são classificadas como distantes (M1) ● REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MEDCURSO. Ginecologia: doença das mamas, doença dos ovários. Vol 4. 2022. FEBRASGO. Fibroadenoma. 2017. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/186-fibroadenoma>. Acesso em: jun 2023. Porto, Celmo Celeno Semiologia médica I Celmo Celeno Porto ; co-editor Arnaldo Lemos Porto. - 7. ed.- Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. Roveda Junior et al. Fibroadenomatose juvenil. Radiol Bras. 2018. SANARFLIX. Imagem da mama. Sociedade Brasileira de Mastologia. Mastologia: do diagnóstico ao tratamento [livro eletrônico] / Fábio Bagnoli ... [et al.]. – Goiânia : Conexão Propaganda e Editora, 2017. Tratado de ginecologia Febrasgo / editores Cesar Eduardo Fernandes, Marcos Felipe Silva de Sá; coordenação Agnaldo Lopes da Silva Filho ...[et al.]. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2019. Pag. 2422. Sem título Sem título