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Introdução
Com base no capítulo 1 do livro História dos surdos: Representações
mascaradas das identidades surdas, Karin Strobel questiona o
camuflamento de alguns surdos, marcados por seus grandes feitos na
história.
As pessoas surdas têm em comum muitas características, porém, entre
elas, há diferenças acerca da surdez e delas mesmas.
O questionamento em questão, aborda a falta de representatividade
para comunidade surda de alguém que ocupe uma posição de
importância, tendo como exemplo o grande inventor Thomas Edson.
Thomas Edson
O inventor da lâmpada e de outros inventos importantes, Thomas
Edison, tornou-se surdo durante a adolescência. Passou por vários
problemas de saúde relacionados ao sistema auditivo quando era
criança. Edison disse que um dia um homem o colocou em um trem
pelas orelhas e após esse incidente, ele não pode mais ouvir. Há relatos
de que ele apanhou com muita força de um homem irritado, acertando
com força seu ouvido.
Como a audição de Edison piorou, ele passou a usar códigos de
telegrafia para se comunicar. Ele digitava os códigos no corpo da
pessoa. Quando ele foi a uma peça de teatro, sua esposa bateu em
código Morse em sua perna. Então ele sabia o que os atores estavam
dizendo.
alfabeto do código morse
Edison acreditou que sua surdez o ajudou a ser um cientista melhor.
Toda comunicação tinha que ser escrita para que não tivesse
mal-entendidos . Ele gostava de não ter que ouvir outras pessoas
falarem. Ele gostava de não ouvir os ruídos do seu ambiente . Ele
gostava de ficar sozinho. Isso parecia pensar sem distrações .
Thomas Edison nunca negou sua surdez, mas a sua história acerca da
sua condição auditiva, nunca foi usada como forma de representar e
inspirar a comunidade surda, tornando-se assim uma identidade
surdamascarada.
A identidade surda
A identidade surda é heterogênea, ou seja, surdos que se posicionam
em favor dos direitos dos surdos e que vivem e valorizam a cultura
surda. E os surdos que se comportam de modo a tentar se apropriar da
cultura ouvinte, ao seu modo de participar do meio. Com o tempo, a
identidade surda se legitimou principalmente, pela defesa da língua de
sinais sendo a língua natural dos surdos, junto a cultura e todas as
questões sociais de inclusão. Pode-se dizer que ser surdo, aceitar- se
surdo e sentir o orgulho em ser surdo, é um ato político.
Concluo esse trabalho com o pensamento de MCCLEARY, mencionado
por Karin Strobel no livro citado :
(...) não é só o orgulho que eles têm da sua língua e da sua cultura. É o
próprio orgulho de ser surdo, (...) diga para um ouvinte “Eu tenho
orgulho de usar a língua de sinais
brasileira”. Qual pode ser a reação dele? Ele pode pensar, “Sim, claro!
Os gestos são muito bonitos e expressivos!” Mas não é por isso que
você tem orgulho! Você tem orgulho porque quando você usa a língua
de sinais, você pode ser surdo e feliz ao mesmo tempo."(2003, p.1).
Referências
STRÖBEL, K. L. História dos surdos: representações “mascaradas” das
identidades surdas. In: QUADROS, R. M.; Perlin, G. (Orgs.). Estudos
Surdos II. Petrópolis: Arara Azul, 2007.
McCLEARY, Leland. (2003) O orgulho de ser surdo. In: ENCONTRO

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