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DISTROFIA MUSCULAR ANATOMIA OBJETIVOS . 📍Cite quais são as distrofias musculares e cite suas principais doenças. 📍Descreva a fisiopatologia das distrofias musculares de Duchenne e a de Becker. 📍Descreva as alterações microscópicas que podem ser observadas em biópsias musculares de pacientes com distrofias musculares. 📍Caracterize os músculos estriados esqueléticos em exames por imagem, bem como possíveis alterações morfológicas. vias eferentes somáticas sistema nervoso somático - A porção eferente do SNP pode ser subdividida na parte composta pelos neurônios motores somáticos, os quais controlam os músculos esqueléticos, e na parte composta pelos neurônios autonômicos, os quais controlam os músculos liso e cardíaco, diversas glândulas e parte do tecido adiposo. Neurônios motores somáticos são voluntários, as fibras musculares esqueléticas são inervadas do neurônio motor localizado no SNC, tronco encefálico e na medula espinhal. anatomia - As vias motoras somáticas são constituídas por um neurônio único que se origina no SNC e projeta seu axônio até o tecido alvo, que é sempre um músculo esquelético. As vias motoras somáticas são sempre excitatórias, diferentemente das vias autônomas, que podem ser excitatórias ou inibitórias. placa motora - Membrana da célula muscular situada em frente ao terminal axonal se modifica, formando a placa motora terminal, uma série de dobras ou sulcos da membrana. • A acetilcolina (Ach) na placa é excitatória, produzindo contração muscular. • O relaxamento ocorre quando os neurônios motores somáticos são inibidos dentro do SNC, impedindo a liberação de ACh sobre as células musculares esqueléticas. vias eferentes As vias eferentes estabelecem uma comunicação entre os centros supra-segmentares do sistema nervoso e os órgãos efetuadores. Se divide em via eferente somática (músculos estriado esquelético) e visceral (músculo liso, cardíaco e glândulas) via eferente somática - constituído por músculo estriado esquelético e neurônio ordem: córtex - bulbo - lâmina 9 parte anterior da subst cinzenta - músculo estriado esquelético 1.trato corticoespinal: une o córtex cerebral aos neurônios motores da medula trajeto: área 4 (motora primária) - coroa radiada - perna posterior de cápsula interna - base del pedúnculo cerebral - base da ponte - pirâmide bulbar (acontece a decussação) - divide o trato em 2 a. trato corticoespinhal anterior - movimento voluntário da musculatura axial b. trato corticoespinhal lateral - funículo lateral ao longo de toda a medula - musculatura distal dos membros se lesar o trato corticoespinal - perda de movimentos independentes dos dedos, fraqueza muscular, dificuldade de contrair voluntariamente, sinal de Babinski 2. trato rubro espinhal - age sobre a musculatura distal dos membros trajeto: núcleo rubro do mesencéfalo -deusa e une ao trato corticoespinal no funículo lateral da medula 3.trato reticuloespinhal - musculatura axial e proximal dos membros - execução de movimentos finos a. pontino b. bulbar 4. trato corticonuclear - impulsos aos neurônios do tronco encefálico, maioria de fibras homolaterais trajeto: parte inferior da área 4 - joelho da cápsula interna - descem pelo tronco encefálico músculos de apresentação bilateral, língua, face 5. tratotetoespinal - visuomotores 6. trato vestibuloespinhal - núcleo vestibulares do bulbo - postura e equilíbrio a. medial b. lateral Todas as vias que influenciam a motricidade somática convergem sobre o neurônio motor, que, por sua vez, inerva a musculatura esquelética. Além dessas fibras, o neurônio motor recebe também fibras envolvidas nos reflexos integrados da medula, dos quais o mais importante é o reflexo miotático. Assim, o neurônio motor constitui a via motora final comum de todos os impulsos que agem sobre os músculos estriados esqueléticos. Se ele dispara ou não um potencial de ação, vai depender do balanço entre os impulsos excitatórios e inibitórios que agem sobre ele movimento voluntário - corticoespinhal lateral ver via - ocorre decussação - troca de lado - lâmina 8 e 9 - motricidade vias piramidais; lateral - motoneurônios superiores estão no córtex cerebral (giro pré central)-> trato corticoespinal e corticonuclear vias extrapiramidais - iniciam nos troncos encefálicos -> trato tecto espinhal, trato vestibuloespinhal, trato reticuloespinhal e trato rubroespinhal fisiologia sistema ativador lateral -> trato corticoespinhal lateral (funículo lateral da medula) e trato rubroespinhal - motoneurônios inferiores - comandam músculos distais do esqueleto apendicular sistema ativador medial -> trato corticoespinhal anterior, trato teto espinal, trato vestibuloespinal, trato reticuloespinhal - ativam músculos proximais de membro e axial (tronco e pescoço) função motora -> sistema piramidal (neurônio alfa) , extrapiramidal (neurônio gama), cerebelo vias motoras tratos corticoespinhal e corticobulbar ou corticonuclear formam o trato piramidal, que está sob controle voluntário. Os tratos corticoespinhal, tecto espinhal, rubro espinhal e vestíbulo espinhal formam o sistema extrapiramidal, que está sob controle involuntário. - trato corticoespinhal: movimento voluntário de movimentos delicados, velocidade e à agilidade dos movimentos voluntários neurônios motores/1 neurônio motor - faixa motorrad o córtex sinapse no tronco encefálico para nervos craniano e na medula para nervos periféricos corno anterior tem a sinapse no 2 neurônio motor - impulso do nervo espinal para nervo periférico junção neuromuscular lesões piramidais - se lesar a cápsula interna do feixe piramidal acima da decussação das pirâmides causa síndrome piramidal contralateral, se for na medula a lesão é ipsilateral Os tratos corticoespinhal, tecto espinhal, rubro espinhal e vestíbulo espinhal formam o sistema extrapiramidal, além do tálamo, e cerebelo, os gânglios da base que está sob controle involuntário e automatismo dos movimentos, tônus muscular, atividades sequenciais aprendidas na vida fibra muscular Nomenclatura do tecido muscular O tecido muscular tem nomenclatura celular especial: ● Fibra muscular : célula muscular. ● Sarcoplasma: citoplasma. ● Sarcolema: membrana plasmática. ● Miofibrilas: fibrilas contráteis (actina e miosina). ● Sarcômero: linha e bandas Organização do tecido muscular estriado esquelético As fibras musculares estão organizadas em grupos de feixes, sendo o conjunto de feixes envolvidos por tecido conjuntivo denso • Epimísio: É uma membrana de tecido conjuntivo que envolve o músculo.Proteção para diminuir fricção • Perimísio: Membrana de tecido conjuntivo que envolve um feixe de fibras. • Endomísio: Membrana de tecido conjuntivo que envolve uma fibra (célula) muscular. Tecido conjuntivo dentro do Fascículo. O que está dentro do endomísio é uma célula muscular As miofibrilas dos músculos estriados contêm quatro proteínas principais: miosina, actina, tropomiosina e troponina. Os filamentos grossos são formados de miosina e as outras 3 proteínas são encontradas nos filamentos finos. O estímulo para contração muscular é um impulso nervoso através de um nervo. A contração da fibra muscular é regulada pelo sistema nervoso. A área de “contato sináptico” entre a extremidade da membrana do axônio e a membrana da fibra muscular é a placa motora, onde são liberados mediadores químicos (neurotransmissores) pelos neurônios. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático, liberando o Ca no citosol. O Ca atua sobre a troponina, mudando a configuração das três unidades de troponina e deixando exposto o sítio de ligação da actina com a miosina, ocorrendo a interação das cabeças da miosina com a actina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo, o Ca é imediatamente bombeado para o interior do RS, cessando a contração. A actina e a miosina são cadeias proteicas que se deslizam para encurtar e alongar a fibra muscular, podendo diminuir cerca de 2/3 do seu comprimento,ou até mesmo à metade. O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um 2°estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao 1º. contração 2 proteína e ATP - movimento mecânico ATP se liga a miosina -> miosina solta a actina ATP vai para ADP + fosfato -> energia para a miosina fosfato é liberado da miosina -> miosina empurra a actina ADP liberado tropomiosina é enrolada na actina que sustenta a forma de hélice, que adere a troponina -> tropomiosina bloqueia a cabeça da miosina se tiver Cá - ele se liga a troponina e altera a conformação da tropomiosina se não tiver Ca - troponina retorna e bloqueia tropomiosina novamente O retículo sarcoplasmático libera Ca no meio pasma - todo o músculo se contrai entre os filamentos de actina - temos filamentos de miosina - se liga a banda z pela titia https://pt.khanacademy.org/science/biology/human-biology/muscles/v/role-of-the-sarcoplasm ic-reticulum-in-muscle-cells Questão 1 Sobre a estrutura da fibra muscular assinale a alternativa correta: A. O sarcolema é a unidade funcional da fibra muscular B. O retículo sarcoplasmático é responsável por armazenar sódio C. O sarcoplasma apresenta mitocôndrias que fornecem ATP para a contração D. A fibra muscular é formada por actina miosina e timina E. A troponina T é a que se liga com a actina R: C Comentários: A) As miofibrilas são a unidade funcional das fibras musculares. B) O retículo sarcoplasmático é responsável por armazenar cálcio C) Correta D) A fibra muscular é formada por actina, miosina, troponina e tropomiosina E) A tropomiosina vai se ligar a cabeça da miosina Questão 2 Assinale a alternativa CORRETA: a) Trato corticoespinal e o trato rubro espinhal compõem a via medial b) Lesões nos tratos córtico e rubroespinhal interferem nos movimentos voluntários c) A lâmina 9 de Rexed está associada a área sensitiva d) O trato vestíbulo espinhal, rubro espinhal e teto espinhal apresentam funções relacionadas ao equilíbrio, motricidade involuntária e reflexos decorrentes de estímulos visuais respectivamente e) Lesões no trato corticoespinal debilitam a movimentação ipsilateral Comentários: a) O trato corticoespinhal compõem a via lateral b) CORRETA c) A lâmina 9 está associada a área motora d) trato rubro espinhal controla a motricidade voluntária e) Lesões no trato corticoespinhal debilitam a movimentação contralateral Questão 3 O corpo humano tem três tipos de tecido muscular: o músculo esquelético, o músculo cardíaco e o músculo liso. Nas alternativas abaixo, identifique a resposta que contém, respectivamente, as características microscópicas que diferenciam o músculo esquelético do cardíaco e liso. a) Fibras do músculo esquelético são células grandes e multinucleadas que apresentam um aspecto estriado na microscopia. Contraem-se em resposta a um sinal proveniente de um neurônio motor somático. A membrana plasmática da fibra muscular é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é denominado sarcoplasma. b) Fibras do músculo esquelético são células maiores, ramificadas e mononucleares, unidas por junções denominadas discos intercalares, visualizadas na microscopia. Contraem-se em resposta a um sinal proveniente de um hormônio. A membrana plasmática da fibra muscular é denominada sarcoplasma, enquanto o citoplasma é denominado sarcolema. c) Fibras do músculo esquelético são células pequenas que apresentam estriações, visualizadas na microscopia. Contraem-se em resposta a um sinal proveniente de um hormônio. A membrana plasmática da fibra muscular é denominada mieloma, enquanto o citoplasma é denominado mycoplasma. d) Fibras do músculo esquelético são células pequenas, ramificadas e mononucleares, unidas por junções denominadas discos intercalares, visualizadas na microscopia. Contraem-se em resposta a um sinal proveniente de um hormônio. A membrana plasmática da fibra muscular é denominada sarcoplasma, enquanto o citoplasma é denominado sarcolema. e) Fibras do músculo esquelético são células pequenas e mononucleadas que apresentam um aspecto estriado na microscopia. Contraem-se em resposta a um sinal proveniente de um neurônio motor somático. A membrana plasmática da fibra muscular é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é denominado sarcoplasma. Comentários: Alternativa A. Cada fibra muscular esquelética é uma célula longa e cilíndrica, que apresenta múltiplos núcleos distribuídos próximos à superfície da fibra. Na microscopia, observa-se que essas fibras estão dispostas de forma paralela, com padrão alternado de bandas claras e escuras, caracterizando o aspecto listrado (ou estriado). A membrana plasmática da fibra muscular é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é denominado sarcoplasma. Os músculos esqueléticos se contraem apenas em resposta ao sinal proveniente de um neurônio motor somático. A junção neuromuscular é constituída pela membrana do neurônio pré, pela fenda sináptica e pela membrana da célula muscular. o trato corticospinal lateral ativa os músculos distais dos membros responsáveis pelos movimentos finos. A afirmação II está errada, pois os neurônios do núcleo medial da lâmina IX de Rexed ativam os músculos do esqueleto axial. A doença é hereditária e ligada ao X. As alterações na distrofina levam à instabilidade da membrana, permitindo influxo de cálcio. Os eventos patológicos envolvidos culminam na degeneração das fibras musculares. Nas fases iniciais há degeneração muscular e áreas de atrofia, com arquitetura fascicular mantida. As fibras musculares, nesse momento, apresentam variação de tamanho e forma. Pode ocorrer leve fibrose endomisial. Com a progressão da doença, pode ser observada infiltração ou substituição gordurosa. Ressonância nuclear magnética é considerada padrão ouro, pois determina o local da lesão, a quantidade de fibras acometidas, eu volume do hematoma. A incidência de lesão muscular é maior em qual músculo inferior? SOLEAR (panturrilha) 1. O que são as doenças neuromusculares? Quais são? ● 1:3.000 ● Acometem a unidade motora, podendo comprometer os neurônios do corno anterior da medula, as raízes nervosas e os nervos periféricos, a junção neuromuscular ou o músculo ● Podem ser de origem genética ou adquirida ● Escala de força manual, conhecida como medical research council (MRC), a goniometria e escalas funcionais. Entre as escalas funcionais, destaca-se a escala medida da função motora (MFM), uma vez que ela pode ser utilizada em qualquer doença neuromuscular, é de fácil aplicação e de baixo custo paciente com fraqueza muscular → pensar em síndrome do neurônio motor superior (fraqueza muscular associada à hipertonia, hiperreflexia e sinal de Babinski) e a síndrome do neurônio motor inferior (fraqueza muscular é mais acentuada e associa-se a hipotonia, hipo ou arreflexia tendínea) NOTES 📍 hipertonia - aumento anormal do tônus muscular, em que o músculo perde a capacidade de estiramento, podendo resultar em aumento da rigidez devido à sinalização constante de contração muscular 📍 hiperreflexia - aumento ou diminuição dos reflexos dos músculos e tendões 📍 Sinal de Babinski ou reflexo de Babinski é um reflexo primitivo do corpo humano, ou seja, uma resposta “automática” a algum tipo de estímulo externo. Normalmente, ele desaparece quando o paciente alcança os dois anos de idade, porque, nesse estágio, seu cérebro já atingiu um certo nível de desenvolvimento. 📍 Fasciculações são contrações visíveis, finas e rápidas, algumas vezes vermiculares, espontâneas e intermitentes das fibras musculares Paciente com predomínio proximal da fraqueza muscular é observado principalmente nas doenças musculares, enquanto que o déficit de força distal sugere envolvimento do nervo. A presença de fasciculações indica lesões no corno anterior, enquanto que a fatigabilidade pode estar associada a lesões na junção mioneural. Os reflexos osteotendíneos são normais nas doenças que acometem a junção mioneural (ex: miastenia gravis), mas frequentementeestão diminuídos ou ausentes nas demais localizações. escalas 1. Escala manual de força muscular (Medical Research Council) graduar a força muscular utilizando-se os seguintes indicadores: 0=sem contração muscular; 1=contração discreta; 2=movimento ativo no plano horizontal; 3=movimento ativo contra a gravidade; 4=movimento ativo contra a resistência; 5=força muscular normal. 2. Avaliação de amplitudes articulares (goniometria) 3. escala funcional Hammersmith Motor Ability Scale (HMAS) analisavam as funções de pé, transferências de supino para prono, e vice-versa, e subir escadas. Em 2003, foi adaptada para AEP com atividades que incluíram rolar, sentar, levantar a cabeça a partir da posição de prono e supino, deitar, levantar, engatinhar, apoiar-se nos antebraços na posição de prono, ajoelhar, entre outras 4. escala de Russman investiga habilidades como sentar, engatinhar, ficar de pé, andar, subir e descer escadas, elevar braços, flexionar antebraços, flexionar e estender punhos e ser capaz de elevar e/ou conseguir sustento cervical 2. O que é e quais são as miopatias? conjunto de desordens musculares no qual o acometimento é confinado ao músculo sem nenhuma anormalidade estrutural no nervo periférico. As miopatias apresentam diversas etiologias e podem ser subdivididas em hereditária ou adquirida, aguda ou crônica. Entre as adquiridas temos as miopatias metabólicas, inflamatórias, tóxicas, sistêmicas e infecciosas, e nas miopatias hereditárias temos principalmente as distrofias musculares. sintomas: fraqueza muscular proximal e simétrica, habitualmente simétrica, e atrofia muscular. miotonia, intolerância a exercícios, mialgia, cãibras, hiporreflexia. não há fasciculações ou alteração na sensibilidade Os reflexos tendinosos profundos são preservados, embora possam se tornar ausentes nos casos de músculos gravemente enfraquecidos ou atrofiados. exame físico: atrofia muscular proximal, escápulas aladas, hiperlordosis lombar, abdome proeminente, hipertrofia de panturrilhas, padrão de marcha mais comum é a anserina exames: dosagem de enzimas musculares, ENMG, EMG, RMN, TC, USG, biópsia muscular e exames de genética molecular O histórico evolutivo, às vezes, revela a existência de sintomas não reconhecidos na primeira infância ou na infância (por exemplo, alimentação difícil, retardo no desenvolvimento das atividades de sentar e caminhar, assim como uma grande dificuldade para manter um bom condicionamento físico), que poderiam apontar na direção de miopatia hereditária. CLASSIFICAÇÃO 1. Distrofias musculares doenças hereditárias do músculo esquelético progressivos manifestações entre infância e adulta congênitas -manifestações na infância As distrofias musculares são um grupo de distúrbios miopáticos hereditários, caracterizados por fraqueza muscular progressiva e atrofia devido a presença de necrose nos tecidos musculares cuja reposição é feita com tecidos conjuntivos e adiposos. anamnese locomoção - início dos sintomas agudo - até de um dia para outro - doença vascular, causas infecciosas, como meningite bacteriana subagudo - até uma semana - doença inflamatória ou tóxica impreciso de evolução gradual e progressiva - doença degenerativa - As miopatias que podem se apresentar no período pré ou peri natal: congênitas, associado ao colágeno 6, DMD, distrofia muscular miotônica tipo 1 - As miopatias da infância precoce se manifestam por atraso de atividade motoras, mau desempenho em atividades físicas - perguntar se dor, se consequências respiratórias ou cardíacas, se possuem sono não restaurador - questionar sobre consanguinidade Distrofias musculares . 4 critérios obrigatórios 1. miopatia primária 2. base genética 3. evolução progressiva 4. degeneração e morte das fibras musculares ocorrem em alguma fase da doença CASO 1 Criança do sexo masculino, 4 anos vem à consulta devido a “quedas frequentes”. Andou com 1 ano e 2 meses, mas nunca conseguiu correr ou pular, falou as primeiras palavras com 2 anos e 6 meses. Quando cai no chão, demora a levantar-se e o faz apoiando suas mãos em móveis ou nos próprios joelhos e coxas para conseguir erguer-se em posição vertical. Além disso, tem dificuldades para subir escadas ou subir no sofá. Ainda não pedala o velocípede. Ultimamente, tem assumido uma marcha preferencialmente na ponta dos pés. Nega flutuações do quadro ao longo do dia, ou melhora com o repouso. Nega também dor, formigamento ou câimbras associadas. Nos antecedentes familiares, a genitora informa que não existem casos semelhantes. No exame neurológico observa-se marcha digitígrada, anserina e levantar miopático de Gowers. Força pelo MRC grau 5/5 em membros superiores e 4/5 em membros inferiores, especialmente em grupamentos musculares proximais (p. ex.: iliopsoas e quadríceps femoral); panturrilhas hipertrofiadas e consistência endurecida; hiporreflexia tendinosa global; encurtamento do tendão de aquiles bilateralmente e pés tendendo ao equinovarismo. Ausência de fasciculações e fenômeno miotônico. Sensibilidade superficial e profunda normais. Linguagem pouco desenvolvida, com expressão de palavras soltas ainda com dislalia de troca e omissão. Não sabe nomear nenhuma parte do corpo, retirar e colocar peças do vestuário. É dependente para atividades de vida cotidiana, como alimentação, higiene e autocuidados (ausência de controle esfincteriano). Aparelho cardiovascular, respiratório, abdome e genitália sem anormalidades. Diagnóstico sindrômico – Síndrome motora neuromuscular e atraso global do desenvolvimento. Diagnóstico topográfico – músculo Hipótesis diagnósticas: Distrofia muscular ligada ao X tipo Duchenne (DMD) ou Becker (DMB), distrofia das cinturas, glicogenose tipo II (ou doença de Pompe) Exames laboratoriais – Avaliação das enzimas musculares principalmente, CPK sanguínea (CPK de 37450 U/l), eletroneuromiografia (padrão miopático: PAMC com baixa amplitude e padrão de interferência incompleto, sem fibrilações, e sem alterações na condução neural), biópsia muscular (padrão de distrofia: na hematoxilina-eosina com sinais de degeneração ao lado de sinais de regeneração muscular, e com ausência de distrofina na imuno-histoquímica), avaliação cardíaca (normal) e pneumologia (espirometria, não houve colaboração na realização do exame), investigação genética (pesquisa da presença da deleção no gene da distrofina: presença de deleção no exon 51), pesquisa do nível e da atividade da maltase ácida em papel de filtro (normal). Diagnóstico – Trata-se de um caso de distrofia muscular ligada ao X, com ausência de produção de distrofina, portanto uma distrofia muscular de Duchenne, devido à deleção no gene da distrofina, em fase inicial da doença. Distrofias musculares ligadas ao X - distrofinopatia : mais comum em homens distrofinopatias - mutações que danificam a distrofina (proteína estrutural) que fica na região Xp21 o cromossomo X transmissão recessiva - meninos gravemente afastados com filhas normais - mulheres normais com filhos gravemente afetados Duchenne (DMD) - epidemiologia A prevalência da DMD é de 1:3.000 indivíduos do sexo masculino 30% dos casos são mutações novas, e, portanto, não existem outros casos na família. doença neuromuscular mais comum na infância sobrevida <25 anos - fatores de risco HF (herança recessiva ligada ao X) homem - características/ clínica - Inicia-se antes dos 4 anos - lactentes hipotônicos - deambulação tardia >18 meses - marcha desajeitada e tendência a quedas - fraqueza progressiva e simétrica com acometimento intenso da cintura pélvica -> Os principais grupamentos acometidos são os extensores da coxa e tronco (iliopsoas, glúteos e quadríceps femoral) e tibial anterior, determinando dificuldade para correr, subir escadas e de se levantar. -> Os flexores do quadril e joelho e os flexores plantares do tornozelo são mais fortes que os extensores do quadril e joelho e dos dorsiflexores do tornozelo. - O sinal de Gower ou levantar miopático, que caracteriza a paresia proximal, não é exclusivo da DMD (a criança apoia asmãos nos diferentes segmentos corporais para conseguir levantar-se, como se estivesse acendendo sobre si mesma). Quando em posição ortostática, apresenta hiperlordose lombar em função da fraqueza dos extensores da coluna, a marcha é anserina (com gingado dos quadris) e digitígrada. - caminhar nas pontas dos pés - pseudo-hipertrofia de panturrilhas (por infiltração gordurosa dos músculos, proliferação de colágeno), após a panturrilha a língua é o local mais acometido, além da diminuição dos reflexos tendinosos profundos. - contraturas musculotendinosas - distribuição irregular da força - aumento da lordose lombar e contraturas do tendão do calcanhar - reflexos tendinosos profundos e o tônus muscular estão diminuído no entanto as mdealidadessensitivas estao normais - incontinência urinária e intestinal - reflexo aquileu ausente O retardo mental está presente em 30% dos casos. Junto com hiperatividade e déficit de atenção 3-5: anomalias de marcha, lordose e retardo no crescimento 5: manobra de gowers 10: menos capacidade respiratória -> dor de cabeça, sonolência e pesadelos e a capacidade de tossir e reduzida o que favorece infecções respiratórias 12: cadeira de rodas 14-18: complicações cardíacas -> óbito - fisiopatologia Miocardiopatia está presente em 80% a 100% dos casos -> O início da miocardiopatia ocorre ao longo do curso da doença, inicialmente com diminuição da fração de ejeção e dilatação das câmaras cardíacas. Pode manifestar-se com arritmia (taquicardia sinusal, fibrilação, flutter), sendo a insuficiência cardíaca congestiva presente nas fases finais. Após 5 anos do início do quadro, também são acometidos os músculos da cintura escapular (serrátil, peitorais e latíssimo dorsal) e dos braços (bíceps e braquiorradial). A osteoporose pode levar a fraturas patológicas. Após a perda da deambulação se inicia um processo de hipoventilação progressivo, devido ao envolvimento da musculatura da caixa torácica fisiopatologia A localização desse gene é na região p21 do cromossoma X (Xp21). O produto deste gene é a proteína distrofina, que conecta a actina às proteínas de membrana plasmática (sarcolema). A distrofina exerce um papel estabilizador na membrana, e sua falta leva a apoptose da fibra muscular. Quando esta proteína está ausente, não há a estruturação e o complexo actina-miosina é desfeito durante a contração muscular, havendo um aumento intracitoplasmático de Ca, seguido de troca do tecido muscular por tecido adiposo e fibrótico As mutações neste gene são variadas, dentre as quais se destacam os seguintes tipos: – Deleções, as mais comuns. Preferencialmente entre os éxons 3 a 8 e 44 a 48. Ocorrem em 70% da DMD e 75% da DMB. As mutações que atingem o terminal amino geram uma proteína truncada vulnerável à degradação, e se associam a quadros mais graves de DMD. Quando as deleções atingem três pares de bases, geram-se proteínas menores, mas ainda funcionais, associando-se assim a quadros mais brandos: DMB, cardiomiopatia dilatada sem miopatia, miopatia leve (câimbras e mioglobinúria), assintomáticos com níveis de CPK aumentados. A correlação entre fenótipo e genótipo é possível, mas não de forma constante. Geralmente as distrofias musculares ligadas ao sexo são divididas em duas categorias: Duchene – início da sintomatologia antes de 4 anos e perda da deambulação até 12 anos e Becker – início dos sintomas após 4 anos de idade e mantém a deambulação até 20 anos. – Inserção-duplicação – Mutações pontuais. Embora a maioria das membranas celulares no corpo contenham distrofina, o tecido mais afetado por sua ausência é o músculo esquelético. A ausência de distrofina resulta em uma despolarização contínua da membrana celular, causada pela entrada de cálcio na célula. Essa despolarização, por sua vez, é responsável pela degeneração e regeneração contínuas das fibras musculares. A degeneração é mais rápida que a regeneração, e as fibras musculares são necrosadas. As proteínas das células musculares são então substituídas por tecido adiposo e conjuntivo, fazendo com que os músculos se enfraquecem progressivamente. A ausência de distrofina em indivíduos com DMD também afeta outras células no corpo, conforme explicado a seguir. Células cerebrais: maior tempo de processamento de informações e quociente de inteligência aparentemente mais baixo (média de 89 a 90). As dificuldades de aprendizagem e os transtornos de espectro autista são bem reconhecidos. Células do músculo liso: cardiomiopatia e tempo prolongado de trânsito intestinal. - diagnóstico anamnese + HF + pegar no músculo e ver se tem atrofia o diagnóstico de DMD/DMB pode ser confirmado a partir de estudo molecular do gene da distrofina, que com base na técnica utilizada pode revelar deleções e duplicações (reação em cadeia de polimerase - PCR multiplex ou Multiplex ligation-dependent probe amplification - MLPA) ou por meio de estudo imuno-histoquímico da proteína em tecido muscular. As mutações de ponto só podem ser identificadas a partir do sequenciamento do gene, o que é muito dispendioso devido ao tamanho do gene. Todas as afecções que causam destruição de fibras musculares provocam liberação de enzimas das células musculares. As enzimas comumente usadas são as transaminases, a aldolase, a desidrogenase láctica, a piruvatoquinase e a creatinofosfoquinase (CPK), que é a mais sensível de todas. Deve-se ressaltar que o aumento dessas enzimas relaciona-se com destruição de fibras musculares e não com processos patológicos específicos. 1.CK elevada - As transaminases aspartato aminotransferase e alanina-aminotransferase também são elevadas e correlacionadas com a CK sérica.- pico aos 5 anos - lembrar que outros doenças podem elevar a CK (miocardite, IAM, polimiosite, intoxicação por cocaína) 2.A análise de mutação do gene DMD substituiu em grande parte a biópsia muscular como o primeiro teste diagnóstico realizado após o teste Creatina Quinase do soro. 3. electromiografía (EMG) para diferenciar patologías neuropáticas e miopáticas 4.biópsia - necrose, fibrose - a biópsia muscular é ainda necessária para estabelecer o mecanismo mutacional em alguns pacientes. Além disso, a ausência ou alteração da expressão da distrofina continua a ser o padrão de ouro de diagnóstico de uma distrofinopatia heredograma sugestivo de herança recessiva, ligada ao X. eletroneuromiografia - resultado depende da evolução ECG - tratamento É melhor considerar que o tratamento físico da DMD e de todas as outras doenças neuromusculares compreende 3 estágios. • Estágio 1 (marcha preservada): os objetivos abrangem o diagnóstico precoce, o apoio psicológico, a prevenção ou redução de contraturas músculo tendinosas dos membros, o papel do exercício físico e a preservação de força muscular com uso de glicocorticóides. • Estágio 2 (não deambulante): os objetivos abrangem manutenção de uma nutrição ideal e das atividades da vida diária, assim como prevenção da escoliose. -> prótese,órtese, cadeira de roda • Estágio 3 (suporte ventilatório): os objetivos abrangem repouso e suporte dos músculos respiratórios. Os objetivos comuns a todos os 3 estágios são: prevenção ou redução de contraturas dos tecidos moles do tórax, prevenção de complicações cardíacas e aplicação do protocolo respiratório. Antes do início da corticoterapia, deve-se fornecer orientações preventivas para controle do peso. Além das orientações alimentares, deve-se adicionar suplementos, especialmente vitamina D e cálcio, precocemente após início do tratamento. Prednisona, prednisolona ou deflazacort. Aumentam a força muscular e o tempo de deambulação (1 a 4 anos). Indicados nos casos de diagnóstico de DMD comprovado, faixa etária ideal para início de 4 a 6 anos. É feito com prednisona na dose 0,75 mg/kg/dia nos primeiros 10 dias do mês, espaçados por 20 dias sem a medicação, ou em esquema de dias alternados. •As complicações tardias do uso diário de corticosteróides incluem fraturas por compressão vertebral, que se desenvolvem na maioria dos pacientes e resultam em desconforto dorsal ao longoda vida, e dificuldade dos meninos de entrarem na puberdade. Assim, a dosagem em dias alternados, ou 10 dias recebendo medicamento com 10 dias sem receber medicamento, deve ser fortemente considerada, pois essas complicações não foram associadas com dosagem intermitente. Outros tratamentos paliativos são fisioterapia motora e respiratória. Uso de calhas de polipropileno nos pés para evitar retração tendínea. A terapia gênica para introdução de cópias normais ou parcialmente corrigidas do gene da distrofia nos tecidos afetados (p. ex.: vetores virais ou promotores de transcrição) é promissora para evitar a progressão da doença. A partir de 10 anos pode começar IECA ou BRA + BETABLOQUEADOR ECG e eco anualmente O pré-escolar apresentado, logo após a primeira consulta, juntamente com a solicitação dos exames iniciais de esclarecimento diagnóstico, recebeu indicação para iniciar um programa de reabilitação, que incluía, naquele momento, fisioterapia motora (alongamento e órtese fixa de polipropileno de uso no repouso para evitar equinismo, programa de atividades físicas para manter a função motora por mais tempo). Em função das dificuldades cognitivas detectadas no exame neurológico, indicou-se também fonoaudiologia e terapia ocupacional, para prepará-lo e orientar sua escolarização. Recomendou-se a imunização antigripal anual e a antipneumocócica. Com a confirmação do diagnóstico, foi prescrita prednisona é recomendada avaliação cardiológica e da função pulmonar periódicos. estágio 1 prednisolona OU deflazacorte, se a fração de ejeção do VE<50% colocar medicamento cardioprotetores carvedilol E perindopril OU lisinopril - acompanhamento cardiologista - alguns cardiologistas recomendam o início do tratamento de todos os pacientes - aos 10 anos de idade, e outros o recomendam assim que a fração de ejeção do ventrículo - esquerdo (FEVE) se torne inferior a 50%. No momento, não há dados tangíveis para embasar] - esse consenso,[18] mas como todos os pacientes com DMD e distrofia muscular de Becker - (DMB) desenvolvem uma cardiomiopatia, acredita-se amplamente que todos devam ser - tratados profilaticamente. - complicações - diagnóstico diferencial congênitas, associado ao colágeno 6, distrofia muscular miotônica tipo 1 Becker (DMB) - epidemiologia a incidência de Becker clássico é cinco a dez vezes menor que a de Duchenne - características início mais tardio, entre 5 e 25 anos queixas de dor e fadiga muito intensas, a fraqueza é lentamente progressiva e simétrica iniciando nos músculos da cintura pélvica. A incapacidade para deambular é mais tardia que na DMD, aparecendo cerca de 25 anos ou mais do início da doença. Retardo mental é raro. O acometimento cardíaco é marcante, em função da longa sobrevida, mas a atividade sexual fica preservada. Podem existir formas clínicas intermediárias entre Duchenne e Becker As mulheres portadoras do gene alterado podem ser assintomáticas (com ou sem aumento da CPK) ou levemente sintomáticas: aumento de panturrilhas e miocardiopatia dilatada. Apresentarão risco de ter filhos (do sexo masculino) com a doença de 50% a cada gestação ou de ter filhas portadoras. O diagnóstico das duas formas é feito pela presença de aumento da CPK sanguínea (300 vezes maior que o normal). ENMG com padrão de acometimento miopático, biópsia muscular, diagnóstico genético. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, pelo neurologista, cardiologista e pneumologista (espirometria). DMD DBM mais comum mais rara início 3-5 anos >20 anos características quedas frequentes Fraqueza muscular é simétrica e acomete inicialmente extensores da coxa e da coluna. sinal de Gowers marcha anserina, com acentuação da lordose e báscula de bacia há comprometimento da musculatura dos membros superiores inicialmente proximais e depois dos grupos distais outros sistemas função pulmonar comprometida miocardiopatia 30 a 50% dos pacientes com DMD têm déficit cognitivo de intensidade variável perda de capacidade confinamento em cadeira de rodas ocorre geralmente até 12 anos de idade afetados raramente sobrevivem após a terceira década sem suporte ventilatório manutenção ou não do quadro de leitura de ácido ribonucleico mensageiro (RNAm). a deleção é fora de fase, ou seja, o quadro de leitura do RNAm não é mantido, tem-se uma proteína muito alterada e que é rapidamente degradada deleção é em fase, isto é, o quadro de leitura do RNAm é mantido e tem-se como resultado uma proteína quantitativamente reduzida ou deletada internamente, mas parcialmente funcional TBL INTEGRAÇÃO NEUROMOTORA . O que é junção neuromuscular, do que é constituída e quais os mecanismos que levam à ativação neural da musculatura estriada? A junção neuromuscular é a interação do sistema nervoso com o musculo esqueletico (comunicação do neuronio motor com uma fibra muscular esquelética no epimísio ) -> um único neurônio pode controlar várias fibras - terminal axonal pré sináptico do neurônio motor -> vesículas sinápticas e mitocondrias - fenda sináptica - membrana pós sináptica da fibra muscular esquelética junção neuromuscular - neurônio motor pré (motor alfa), pós simpático contração muscular placa motora (região do músculo esquelético que recebe a junção neuromuscular) tem um pregueamento que pode englobar o'botão pré sináptico, que libera neurotransmissor - a acetilcolina, ela entra na vesícula por transporte ativo - Liga-se às proteínas receptoras e desencadeia um potencial de ação receptores (os quais são colinérgicos nicotínicos/ ionotrópicos. E apresentam subunidades:2 alfa, 1 beta, 1 gama e 1 delta.) - estímulo - despolarização do axônio - abre canais de ca no botão - Ca se liga a troponina no filamento fino, ele desliza em direção ao centro do sarcômero SNC que controla a contração a contração ocorre melhor por quando os axônios entram em contato com a fibra muscular eles perdem a bainha de mielina e são recobertos apena por uma fina camada de células de schwann Qual o neurotransmissor envolvido na ativação da placa neuromuscular e como se dá seu metabolismo? OBS: NA FENDA SINÁPTICA, EXISTE UMA ENZIMA CHAMADA ACETILCOLINESTERASE, QUE TEM FUNÇÃO DE DEGRADAR A ACETILCOLINA PARA QUE ESTA NÃO FIQUE LIGADA POR MUITO TEMPO EM SEU RECEPTOR E EVITE A EXCITAÇÃO OBS: NA MEMBRANA PLASMÁTICA, TAMBÉM EXISTEM RECEPTORES DE NA, QUE SE ABREM DEVIDO A VARIAÇÃO DA ELETRICIDADE FÁRMACOS COM A MESMA AÇÃO QUE A ACETILCOLINA A metacolina, o carbacol e a nicotina, têm o mesmo efeito que a acetilcolina sobre o músculo. A diferença entre esses fármacos e a acetilcolina é que elas não são destruídas pela colinesterase ou são destruídas tão lentamente que sua ação frequentemente persiste por muitos minutos ou várias horas. Dessa forma, como esses fármacos não são destruídos, eles permanecem ligados ao seu receptor de acetilcolina o que gera uma despolarização constante da membrana da fibra muscular. Assim, a cada vez que a fibra muscular se recupera de uma contração, essas áreas despolarizadas em virtude do vazamento de íons iniciam novo potencial de ação, levando dessa forma a estado de espasmo muscular. FÁRMACOS QUE INIBEM A ACETILCOLINESTERASE Os fármacos neostigmina, fisostigmina e fluorofosfato de diisopropilo, inativam a acetilcolinesterase nas sinapses. Portanto, a acetilcolina permanece ligada ao seu receptor, gerando também uma despolarização constante o que pode dar errado: diminuir concentração de Ca toxina botulínica miastenia gravis - anticorpos contra o receptor de Act - menos receptores na placa motora neostigmina - inibe enzima acetilcolinesterase BOTULISMO O botulismo é uma doença bacteriana grave, não contagiosa, causada pela ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, encontrada no solo, nas fezes humanas ou de animais e nos alimentos. A principal característica dessa doença é a paralisia muscular Isso ocorre, pois a toxina absorvida no trato gastrointestinal ou no ferimento dissemina-se por via hematogênica até asterminações nervosas, mais especificamente a membrana pré-sináptica da junção neuromuscular, bloqueando a liberação da acetilcolina. Consequentemente, haverá falha na transmissão de impulsos nas junções das fibras nervosas, resultando em paralisia flácida dos músculos que estes nervos controlam. notificação compulsória SINTOMAS: Variam de acordo com o tipo de infecção (alimentar -> alimentos enlatados, conservas caseiras, por ferimentos ou intestinal). Os mais comuns são: – dores de cabeça; – vertigem; – tontura; – sonolência; – visão turva; – visão dupla; – diarreia; – náuseas; – vômitos; – dificuldade para respirar; – paralisia da musculatura respiratória, de braços e pernas; – comprometimento de nervos cranianos; – prisão de ventre; – infecções respiratórias. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS miastenia gravis - autoimune - anticorpos produzido no timo-> menos resposta ao neurotransmissor devido ao anticorpo - comprometimento ocular e fadiga - ptose palpebral principalmente ao final do dia - pequenos músculos