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EAD - UNAR
GESTÃO DE RECURSO 
MATERIAIS E PATRIMONIAIS
Valderli Aparecida Guerra
http://unar.info/ead2
 
APRESENTAÇÃO 
 
 “Numa economia em que a única certeza é a 
incerteza, apenas o conhecimento é fonte segura 
de vantagem competitiva. Nonaka Takeuchi.” 
 
 
Prezado Acadêmico: 
 
 Com o avanço das tecnologias, meios de comunicação e a nova 
estruturação mundial, todo e qualquer esforço para aquisição de conhecimento 
reflete diretamente em um contexto amplo que engloba a economia, sociedade e 
política. Na medida em que você evolui, aprende e coloca em prática o que 
aprendeu e esse contexto impulsiona o desenvolvimento da sociedade. 
 Este material tem como principal objetivo auxiliá-lo na conquista do 
conhecimento necessário para desenvolver-se profissionalmente e assim 
contribuir para formação de valores e a valorização do ser humano como um 
todo. 
 
“Esse conjunto de novos valores vai caracterizando esse novo mundo 
ainda em formação. Um mundo em que a relação homem-máquina 
passa a adquirir um novo estatuto, outra dimensão... Nesse sentido, as 
máquinas deixam de ser como vinham sendo até então, um elemento 
de mediação entre o homem e a natureza e passam a expressar uma 
nova razão cognitiva”. (Preto: 1996 p.43). 
 
 Aproveitando dos recursos tecnológicos e suas vantagens para organizar, 
apropriar e adquirir os conhecimentos oferecidos, a disciplina que você estudará é 
a Gestão dos Recursos Materiais e Patrimoniais, que tem como objetivo 
determinar quando e quanto se deve adquirir ou realizar a reposição do estoque 
de uma empresa. 
 Serão aprendidos os conceitos básicos sobre Administração de Materiais e 
Patrimônios, noções sobre abastecimentos e controle de estoque. 
 
Profª Vanderli Aparecida Guerra 
 
PROGRAMA DA DISCIPLINA 
 
EMENTA: Administração dos Recursos Materiais e Patrimoniais e seu objetivo; 
Abastecimento; Aquisição; Administração e Controle de Estoques. 
 
OBJETIVOS: Possibilitar ao aluno o estudo da Administração de Recursos de 
Patrimoniais, propiciando ferramentas para a sua atuação em organizações das 
mais diversas áreas, ajudando a Contextualização da administração de recursos 
materiais e patrimoniais. O perfil e os objetivos da administração de recursos 
materiais e patrimoniais. Administração Patrimonial: conceitos, definições, 
denominações e classificação de Bens e Patrimônio. Classificação de Materiais (de 
consumo e permanentes). Aquisição de materiais. Controle de estoques. 
 
CONTEÚDOS: Introdução à Administração de Materiais e Patrimoniais; 
Classificação de materiais e empresas; Introdução a Compras; Introdução ao 
Estoque; Administração, armazenagem e controle do estoque de materiais. 
 
METODOLOGIA: Adotamos para a disciplina Gestão de Recursos Materiais e 
Patrimoniais uma metodologia que alia a teoria à prática, propiciada por meio de 
atividades que permitam, a partir de exemplos, a reflexão sobre a disciplina e sua 
aplicação prática. 
 
AVALIAÇÃO: No sistema EAD, a legislação determina que haja avaliação 
presencial, sem, entretanto, se caracterizar como a única forma possível e 
recomendada. Na avaliação presencial, todos os alunos estão na mesma condição, 
em horário e espaço predeterminados, diferentemente, a avaliação a distância 
permite que o aluno realize as atividades avaliativas no seu tempo, respeitando-
se, obviamente, a necessidade de estabelecimento de prazos. 
 
 A avaliação terá caráter processual e, portanto, contínuo, sendo os 
seguintes instrumentos utilizados para a verificação da aprendizagem: 
1) Trabalhos individuais ou a partir da interatividade com seus pares; 
2) Provas semestrais realizadas presencialmente; 
3) Trabalhos de pesquisa. 
 
As estratégias de recuperação incluirão: 
1) Retomada eventual dos conteúdos abordados nas unidades, quando não 
satisfatoriamente dominados pelo aluno; 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
 
DIAS, M. A. P. Administração de Materiais: Princípios, Conceitos e Gestão. 5ª. Ed. 
São Paulo: Atlas, 2005. 
 
FRANCISCHINI, P.G. e GURGEL, F.A.; Administração de Materiais e do Patrimônio. 
São Paulo: Editora Pioneira - Thomson, 2002. 
 
MARTINS, P.G. e ALT, P.R.C.; Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. 
São Paulo: Editora Saraiva 2004. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 
ARNOLD J.R T. Administração de Materiais: uma Introdução - São Paulo – Atlas, 
1999. 
 
CHOPRA, S. e MEINDL, P.; Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, 
Planejamento e Operação. São Paulo: Editora Pearson – Prentice Hall, 2004. 
 
DIAS, M. A. P. Administração de Materiais: Uma Abordagem Logística. 4ª. Ed. São 
Paulo: Atlas, 2005. 
 
POZO, H. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: Uma abordagem 
Logística. 2 ed. São Paulo: Editora Atlas, 2002. 
 
VIANNA, J. J. Administração de Materiais. São Paulo, Atlas, 2002. 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
UNIDADE 01- INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS E PATRIMONIAIS ........... 5 
UNIDADE 02- CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS E EMPRESAS ................................................ 15 
UNIDADE 03- INTRODUÇÃO A COMPRAS ............................................................................. 28 
UNIDADE 04 – ESTOQUE .......................................................................................................... 38 
UNIDADE 05 – ADMINISTRAÇÃO, ARMAZENAGEM E CONTROLE DO ESTOQUE DE 
MATERIAIS .............................................................................................. ...............59 
GLOSSÁRIO...........................................................................................................................71 
 
 
5 
 
UNIDADE 01- INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E 
PATRIMONIAIS 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Objetivos: Conhecer os Fundamentos da Administração de 
Recursos Materiais e Patrimoniais, sua evolução perante a 
história mundial; Conhecer sobre a Administração de recursos 
Materiais e Patrimoniais; Os principais objetivos dessa área; 
Conhecer o Sistema de Produção e Planejamento em uma 
empresa. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS 
 Lembrando que a Administração de Materiais é uma das especializações 
do Administrador de Empresas, este deve sempre ter informações atualizadas 
sobre fornecedores, clientes e concorrentes. Saber identificar as necessidades do 
consumidor. Estar ciente das necessidades de compra e estoque da empresa, 
assim como os custos e a formação de preços, obtendo sempre informativos 
sobre o fluxo de caixa, cálculo do ponto de equilíbrio, impostos e tributos. Aliando 
a tudo isso estratégias de vendas, política de recursos humanos e informatização, 
exigida pelo mercado empresarial e mundial, por sua agilidade e dinamismo. 
 O profissional de administração gerencia, controla e direciona as várias 
áreas de uma empresa, promovendo a busca de melhores resultados quanto à 
lucratividade, a produtividade e o controle de resultados. 
 Segundo Vianna (2002), o administrador também busca planejar a 
utilização eficaz de mão de obra, equipamentos, materiais e serviços em geral, 
orientando e controlando todas as atividades conforme os planos estabelecidos e 
a política adotada, bem como conforme as normas previstas nos regulamentos da 
empresa. 
6 
 
 Conclui-se que administrar, com eficiência e eficácia, toda a movimentação 
da compra e venda de materiais necessários a uma empresa, não é simples tarefa, 
requer comprometimento e dedicação. 
 
Um pouco de história sobre a Administração de Materiais 
 O manuseio de materiais não é uma 
atividade recente, remonta à pré-história, onde 
havia trocas: com a caça e a pesca, utensílios de 
toda a natureza. 
 Houve um grande salto com a Revolução 
Industrial, em meados dos séc. XVIII e XIX: para 
a produção e manufatura dos vários produtos 
há a necessidade de certa quantidade de 
matéria-prima, assim sofisticou-se a comercialização destes produtos, fazendo 
com que o setorde compras e estocagem ganhasse certo destaque. 
 A Revolução Industrial substituiu o trabalho, que era totalmente artesanal, 
em parte mecanizado, evoluindo a estágios cada vez mais sofisticados, 
tecnologicamente acelerando a produtividade. Isso fez com que os estoques 
fossem vistos administrativamente. Surge a necessidade de controle de entrada e 
saída de matéria-prima e do produto acabado. 
 Um dos fatos que desencadearam e comprovaram a necessidade do 
surgimento da administração de materiais foram as duas grandes guerras 
mundiais. Foram necessárias grandes estratégias de armazenamento, transporte e 
distribuição, dos mais variados itens, entre eles podemos citar: armas, munições, 
alimentos, roupas, remédios. 
 A história mostra que, depois da segunda guerra mundial, houve um 
significativo crescimento econômico, para, em seguida, passar por um período de 
recessão. Isso obrigou os administradores a procurarem novas alternativas para 
Foto 1 - A segunda guerra mundial, situação 
catastrófica. Fonte: Internet 
7 
 
melhorarem a produtividade; foi dentro da área de administração de materiais 
que se encontrou a oportunidade para a redução de custos nas empresas. 
 Depois dos anos 80 e, atualmente, com a globalização e o rompimento de 
barreiras, a Administração de Materiais está ligada ao conceito moderno de 
Logística Empresarial e se responsabiliza por tornar realizável um novo 
intercâmbio mundial em todos os setores econômicos. 
 Percebe-se que a Administração de Materiais vem se aperfeiçoando, 
chegando bem próxima da Logística Empresarial; esta, por sua vez, de Supply 
Chain Management. Esses são conceitos de gestão empresarial, que visam ao 
suprimento das unidades de produção e distribuição dos produtos, responsáveis 
pela movimentação dos materiais, tanto no ambiente externo como interno da 
empresa, principiando da matéria-prima até o produto final. 
 Segundo Ching (1999), a logística pode ser compreendida como a junção 
da administração de materiais com a distribuição física. 
 
Empresa, recursos materiais e recursos patrimoniais 
 Conforme Chiavenato (1991), a produção depende de quatro fatores para 
existir: natureza, capital, trabalho, interligados a Empresa. 
 Esses quatro fatores de produção possuem funções específicas, tais como: 
• A Natureza fornece os insumos necessários à produção (matérias primas, 
materiais, energia); 
• O Capital fornece o dinheiro, para aquisição de insumos e pagamento de mão de 
obra; 
• O Trabalho está diretamente ligado à mão de obra, especializada ou não. 
• A Empresa consiste no sistema que integra a natureza, o capital e o trabalho, 
todos trabalhando em conjunto. 
 
 Todos esses fatores de produção são designados como recursos 
empresariais, sendo que é através deles que a empresa realiza suas operações, 
produzindo bens ou serviços mercadológicos e administrativos, com a finalidade 
de minimizar desperdícios. 
 
8 
 
 
 
 
 
 
Gráfico 1: Recursos que estão à disposição das Empresas. Fonte: Martins, 2000 
 
 Dentre estes cincos tipos de recursos, estudaremos os recursos materiais e 
os patrimoniais, sendo que os outros são destinados a outras disciplinas. 
 Os Recursos Materiais são aqueles que agregam todos os aspectos físicos 
que a empresa utiliza para produzir: 
construções, fábricas, instalações, 
equipamentos, ferramentas. 
 A administração dos recursos 
materiais agrega as operações, desde a 
identificação do fornecedor, compra do 
bem e seu recebimento, transporte interno, transporte 
durante o processo produtivo, acondicionamento, armazenamento e distribuição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Gráfico 2: Operações da Administração de Materiais. Fonte: Martins, 2000. 
RECURSOS 
Materiais Patrimoniais Capital Humanos Tecnológicos 
Identificar 
fornecedor 
Armazenagem do 
produto acabado 
Expedição Sinal de 
demanda 
Comprar 
materiais 
Movimentação 
interna 
Transportar 
Recebimento e 
armazenagem 
Clientes Transporte 
Foto 2: Sistema de armazenagem. 
Fonte: Internet 
9 
 
 Podemos constatar que os recursos materiais são uma parte importante no 
processo de gestão, pois movimenta todas as etapas de funcionamento dentro da 
organização/empresa, influenciando nas decisões do setor de vendas ou de 
produção. 
Um sistema de materiais deve estabelecer uma integração desde a 
previsão de vendas, passando pelo planejamento de programa-mestre 
de produção, até a produção e a entrega do produto final. Deve estar 
envolvido na alocação e no controle da maior parte dos principais 
recursos de uma empresa: fabricação, equipamento, mão de obra e 
materiais. (DIAS, 1995, P. 13). 
 
Tabela 1: Tipo de empresas 
Tipos de Empresas Características 
1. Industriais a. Compram matérias-primas; 
b. Processam matérias-primas em produtos; 
c. Vendem os produtos acabados a empresas comerciais. 
2. Comerciais Compram e vendem produtos acabados. 
3. Prestadores de 
Serviços 
Não compram e nem vendem materiais. 
Fonte: Vianna, 2002. 
 
Da mesma forma, tabela 2- mostra a movimentação feita pela entrada e saída em 
uma empresa: 
Entrada Saída Controle Reposição 
a. Por compra a. Por venda a. Efetivação a. Por compra 
b. Por fabricação 
interna 
b. Por utilização interna - 
manutenção 
b. Cálculo de níveis b.Por fabricação 
interna 
 c. Por transferência – 
entre filiais. 
c. Processamento 
Fonte: Vianna, 2002. 
 
 Os Recursos Patrimoniais estão relacionados com a riqueza da empresa, 
são os imóveis, instalações, equipamentos, veículos. Também são conhecidos 
como bens patrimoniais ou empreendimentos; pode-se citar, como exemplo, um 
prédio novo, uma fábrica nova em outro município ou outra área, aquisição de 
equipamentos novos para uma nova linha de produção. 
 
Conforme a fabricação ou construção, os bens patrimoniais são 
qualificados em equipamentos ou então em prédios, terrenos, e jazidas. 
Exemplos de equipamentos são: máquinas operacionais, veículos, 
computadores e móveis. (MARTINS, CAMPOS. 2000, p.117). 
 
10 
 
 Há duas classificações para os bens de uma empresa: 
• Bens Tangíveis: os que podem ser tocados – edifícios, 
máquinas, veículos, entre outros. 
• Bens Intangíveis: os que não podem ser tocados, como 
a marca ou um o logotipo. 
 
 Lembrando que administrar um patrimônio, também pode significar 
gerenciar os direitos e obrigações, ou seja, cuidar dos ativos e passivos da 
empresa, que são estudados em administração financeira e econômica. 
 
Os principais objetivos da área de Administração de Recursos Materiais e 
Patrimoniais 
I) Preço Baixo – tem como objetivo a redução de preço de compra, pois isso 
implica aumentar os lucros, não se esquecendo de manter a qualidade; 
II) Alto Giro de Estoques – esta ligado diretamente à melhor utilização do capital, 
aumentando o retorno sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de 
giro; 
III) Baixo Custo de Aquisição e Posse – depende da eficácia das áreas de Controle 
de Estoques, Armazenamento e Compras; 
IV) Continuidade de Fornecimento - analisar criteriosamente os fornecedores, os 
custos de produção, expedição e transportes são afetados diretamente por um 
fornecedor irresponsável; 
V) Consistência de Qualidade – o setor de materiais é responsável apenas pela 
qualidade de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos; 
VI) Despesas com Pessoal - obtenção de melhores resultados com a mesma 
quantia de dinheiro ou do mesmo resultado com menor despesa - em ambos os 
casos o objetivo é obter maior lucro final. 
VII) Relações Favoráveis com Fornecedores – o ranking no qual uma empresa está 
no mundo dos negócios é, em alto grau, determinado pela maneira como 
negocia com seus fornecedores; 
11 
 
VIII) Aperfeiçoamento de Pessoal – a empresa deve estar interessada em 
aumentar a qualificação de seus colaboradores. 
 
 O Administrador de Materiais possui os seguintes deveres: 
I) Abastecer, a empresa, de todos os materiaisnecessários ao seu funcionamento; 
II) Estar sempre avaliando empresas como possíveis fornecedores; 
III) Supervisionar os almoxarifados da empresa; 
IV) Controlar os estoques; 
V) Reavaliar e Estoques Mínimos, Lotes Econômicos e outros índices necessários 
ao gerenciamento dos estoques, segundo critérios aprovados pela direção da 
empresa; 
VI) Estar sempre em contato com as Gerências de Produção, Controle de 
Qualidade, Engenharia de Produto, Financeira, enfim todos os setores que fazem 
parte da empresa; 
g) Estabelecer sistema de estocagem adequado; 
h) Coordenar os inventários rotativos. 
 
 Requerendo habilidades que serão aprimoradas com a atuação nos 
seguintes procedimentos, descritos abaixo, na tabela 3: 
Procedimento Ação a ser executada. 
O que comprar Especificar a compra, de acordo com as necessidades da empresa. 
Como comprar Qual o mais recomendável. 
Quando comprar Referência a melhor época para a compra. 
Onde comprar Conhecimentos dos melhores segmentos de mercado. 
De quem comprar Conhecimento dos melhores fornecedores. 
Qual o preço a ser 
comprado 
Conhecimento dos preços oferecidos pelo mercado. 
Qual a quantidade a 
ser comprada 
Quantidade ideal para sanar as necessidades da empresa, com 
economia. 
Fonte: Vianna, 2002. 
 
 
 
12 
 
Sistema de Produção e planejamento 
 Uma empresa adota o sistema de produção que melhor lhe convier para 
produzir seus produtos ou serviços, eficiente e eficazmente. Organiza e realiza 
todas as operações de produção, interligando logicamente todas as etapas do 
processo produtivo, desde a saída do material do almoxarifado até o produto 
acabado. 
 
Observe o esquema abaixo: 
 
 
 
 
 
Tabela 4: Sistema e suas relações de entrada e saída. Fonte: Chiavenato, 1991. 
 
 O almoxarifado, a produção e o depósito de produtos acabados devem 
estar em perfeita sincronia, para que não haja atrasos na produção ou na entrega 
de um produto acabado e, assim, evitar o prejuízo. 
 Existem três tipos de sistema de produção e cada um deles apresenta 
características próprias, adequadas a cada arranjo físico e às necessidades 
apresentadas. 
 Os sistemas de produção podem ser: 
- Produção sob Encomenda: é um sistema que está relacionado com a 
encomenda ou pedido de um determinado produto ou serviço, a empresa por 
sua vez somente produz o que lhe foi pedido. 
- Produção em Lotes: é um sistema onde se produz quantidades limitadas de 
produtos ou serviços. Os lotes produzidos estão dimensionados para atender 
apenas a uma previsão de vendas. Quando o lote está terminando ou terminou, a 
produção se organiza para começar outro lote. 
Entradas Saídas 
 
 
 
 
Fornecedores Clientes 
Empresa 
 
Almoxarifado Depósito 
De Matérias- Produção de 
Primas Produtos 
 acabados 
13 
 
- Produção Contínua: é um sistema onde se produz determinado produto para 
longo prazo e sem modificações, por isso o sistema pode passar por 
aperfeiçoamento, melhorando assim o ritmo de produção. 
 O planejamento é responsável pelo controle do fluxo de materiais, através 
do processo de produção. As atividades desempenhadas são: 
 
- Planejamento da produção: a produção deverá atender à demanda do mercado, 
ter a capacidade produtiva para atender as prioridades. Então, isso envolve: 
a) Previsão; 
b) Plano-mestre; 
c) Planejamento de necessidades de material; 
d) Planejamento de capacidade. 
- Implementação e controle: Colocam em ação os planos realizados pelo 
planejamento da produção. 
- Administração do estoque: São materiais e suprimentos disponíveis para a 
produção e reserva intermediária, caso seja preciso aumentar a produção. 
 A produção necessita de matéria-prima, que é material base de um 
produto, por exemplo uma camisa de algodão - essa é sua matéria prima, seu 
material básico. 
 O Insumo é o conjunto de todas as “fases”, necessário para a fabricação de 
um produto. Existem cinco tipos de insumos que fazem parte do 
planejamento e controle de produção; são eles: 
1º. Descrição do produto: mostra como ele deverá se apresentar em cada fase da 
produção, como: desenhos, especificações e lista de material. 
2º. Especificações do processo: descreve todas as etapas para se fabricar o produto 
final. 
3º. Tempo de realização das operações: período de tempo utilizado para realizar 
uma tarefa. 
14 
 
4º. Equipamentos disponíveis: equipes e equipamentos necessários para a 
fabricação dos produtos. 
5º. Quantidades: encomenda dos clientes, previsão para repor estoques. 
 
Finalizando: 
 Somos administradores de materiais e patrimoniais, pois estamos ligados a 
várias atividades do cotidiano que nos remetem a isso, como exemplo: nossa 
própria casa, pois temos que abastecê-la, pagar impostos, controlar consumo de 
luz, água e telefone, evitando assim desperdício; pesquisar fornecedores com 
melhor custo/benefício. Sem esquecer que somos proprietários de automóveis, 
ferramentas, equipamentos eletroeletrônicos e devemos mantê-los em perfeitas 
condições de uso. 
 O Administrador de materiais, que possui uma função coordenadora e 
orientadora, é responsável pelo planejamento e controle do fluxo de materiais. 
Seus objetivos são o de maximizar a utilização dos recursos da empresa e 
fornecer o nível requerido de serviços ao consumidor, com eficiência e eficácia. 
 Esse é um conjunto de atividades desenvolvidas em uma empresa, onde 
tende a suprir as diversas unidades, com os materiais necessários utilizados nas 
diversas atribuições, abrangendo um circuito composto por compras, 
recebimentos, armazenagem, fornecimento, incluindo as operações gerais de 
controle de estoque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
UNIDADE 02- CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS E EMPRESAS 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Objetivos: Conhecer a classificação de Materiais e Empresas; Adquirir 
conhecimentos sobre produtos e serviços; Conhecer sobre Fluxos de materiais e 
sua classificação; Conhecer o Sistema de Planejamento de Produção em uma 
empresa; Conhecer Grupos de Produtos, demandas; 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Empresas 
 Diz-se que empresa é um conjunto organizado com o propósito de realizar 
algum tipo de atividade particular, pública, de economia mista, que produz e 
oferece bens ou serviços, com o objetivo de atender a alguma necessidade 
humana. 
Há três tipos de empresas produtoras: 
a) As empresas primárias: conhecidas também como extrativas, pois obtêm o 
produto através da ação direta sobre a natureza. Exemplos: indústria da pesca, 
agricultura, mineração, entre outras. 
 Extração de Petróleo 
 Criação de animais para abate 
16 
 
b) As empresas secundárias: são chamadas de indústria de transformação, 
pois transforma matéria-prima em produtos acabado. Citamos como exemplo: 
indústria de eletrodomésticos, carros, autopeças, móveis, entre outras. 
 
 Produção de Automóveis 
 
Material para Construção Civil 
 
c) As empresas terciárias: são empresas especializadas em prestação de 
serviços a terceiros, exemplificando: educação, saúde, telecomunicações, 
serviços bancários, administrativos, transporte, entre outros. 
 Setor de Transporte 
 
17 
 
Produtos e Serviços 
 Os produtos ou serviços representam o que uma empresa faz ou produz, é 
o resultado final de todas as operações realizadas. 
Observe o gráfico 3, abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Chiavenato, 1991. 
 
Produtos 
 São bens ou mercadorias, algo tangível, composto de materiais físicos. 
Como exemplo, citamos: máquinas em geral, automotivos, móveis, produtos de 
higiene e limpeza, vestuários,entre outros. 
 Os produtos podem ser destinados ao mercado de consumo, sendo 
chamados de bens de consumo, pois são comprados pelo consumidor ou usuário 
final. Ou destinados ao mercado industrial, que são chamados de bens de 
produção, pois os clientes são as indústrias. 
 
Serviços 
 Nem sempre é tangível ou visível. São atividades especializadas que as 
empresas oferecem ao mercado. Como exemplo, damos a da propaganda, 
ntrada ou 
Insumos 
Empresa 
Recursos 
Empresariais 
Saídas ou 
Resultados 
Produtos ou 
 Serviços 
18 
 
advocacia, hospitais, escolas e universidades, entre outros. São consideradas 
como empresas terciárias, pois estão na ultima etapa do processo produtivo. 
 
FLUXOS DE MATERIAIS E SUA CLASSIFICAÇÃO 
 A produção que ocorre nas empresas constitui a transformação de 
matérias-primas em produtos acabados. 
 Dificilmente um material ou produto acabado fica estático ou parado 
dentro de uma empresa. Eles fluem e transitam através dela e saem pelo depósito 
com destino ao consumidor. 
 Essa movimentação é incessante e a ela se dá o nome de fluxo de 
materiais. Pode acontecer de esse fluxo envolver-se em algumas paradas ou 
passar por gargalos de produção. Quando isso acontece, pode ocorrer de o 
material ficar mais tempo do que o previsto na linha de produção. Esclarecendo 
que gargalo de produção é o ponto onde a produção é mais demorada, retendo 
o produto por mais tempo. 
 Naturalmente, cada empresa possui seu fluxo de materiais, assim como seu 
próprio processo produtivo, pois depende do que está sendo produzido. 
 Alguns exemplos de Processo Produtivo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
Gráfico 4: o processo de fabricação do Incinerador. 
 
Fonte: Internet 
 
20 
 
Gráfico 5: o processo de remanufaturação de cartuchos: 
 
Fonte: Internet 
 
Gráfico 6: o processo de fabricação do papel: 
 
Fonte: Internet 
21 
 
 Todos esses processos demonstram as várias fases pelos quais os materiais 
passam ao longo do processo produtivo. Durante o fluxo de materiais, a matéria-
prima se modifica, sofrendo assim classificações diferentes; as mais comuns são: 
a) Matérias-primas; 
b) Materiais em processamento ou em vias; 
c) Materiais semiacabados. 
d) Materiais acabados ou componentes; 
e) Produtos acabados. 
 
a) 
(c) e) 
Figura 2: Representa algumas das classes de um relógio: a) Matérias-primas, c) Materiais semiacabados, e) 
Produtos acabados. (Fonte: Internet) 
 
 Lembrando que os materiais são classificados conforme seu estágio no 
processo produtivo da empresa em questão. No transcorrer das diversas etapas, 
vão sofrendo acréscimos e alterações e assim gradativamente vão se 
transformando em peças prontas ou acabadas. 
22 
 
SISTEMA DE PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO 
 Quando pensamos em convidar alguns amigos para um churrasco, nem 
sempre temos a ideia de como é complexo organizar todas as etapas até a 
chegada dos convidados. Temos que fazer uma lista de alimentos para comprar 
(carne, bebidas, carvão, verduras,...); preparar os alimentos e colocar a bebida para 
gelar... Providenciar talheres, pratos e copos... 
 Produzir algo também exige um planejamento cuidadoso, pois muitas 
empresas possuem produções altamente complexas, por fabricarem vários tipos 
de produtos que sempre exigem um alto nível de qualidade. 
 Uma empresa, para obter lucro, deve organizar e planejar todas as etapas 
que fazem parte da fabricação de produtos. 
 Um bom sistema de planejamento, segundo Arnold (1999), deve responder 
a algumas questões: 
1. O que se quer fabricar? 
2. O que é necessário para fabricar o que se quer? 
3. O que a empresa possui? 
4. De que a empresa precisa? 
 Essas são questões relacionadas com: 
a) Prioridade de produtos: quais, quantos e quando são necessários. O 
mercado norteia as prioridades e a produção é responsável por elaborar 
planos que vem de encontro com o que a demanda de mercado necessita. 
b) Capacidade: está relacionada com a competência para produzir bens e 
serviços. Lembrando que capacidade é a quantidade de trabalho que a 
força do mesmo e os equipamentos podem realizar em um determinado 
período. 
 Tanto a longo prazo, quanto a curto, os responsáveis pela produção devem 
elaborar planos para balancear as demandas de mercado conforme a capacidade 
e recursos que possui. 
23 
 
 Segundo Arnold (1999), existem cinco níveis principais no sistema de 
planejamento e controle de produção (PCP): 
a) Plano estratégico de negócios: 
 É de responsabilidade da alta administração, utiliza informações de 
marketing, de engenharia, de finanças e de produção. 
 O Plano Estratégico de negócios deve declarar os principais objetivos e 
metas que uma empresa espera atingir nos próximos dois a dez anos, ou mais, 
em como ela atingirá seus objetivos, direcionando que tipo de negócio a empresa 
pode atuar no futuro. 
b) Plano de produção: vendas e operações: 
 O planejamento da produção deve elaborar um plano que satisfaça a 
demanda de mercado, tendo em vista os limites da empresa, quanto aos recursos 
disponíveis, equilibrando as necessidades com as disponibilidades. 
 Este é geralmente planejado para seis a dezoitos meses, sendo necessário 
realizar uma revisão mensal ou trimestralmente. 
c) Master Production Schedule: 
 Possui um nível de detalhamento maior que o plano de produção, pois 
mostra a cada período a quantidade de cada item que será fabricada. Detalha a 
quantidade de produção final, por isso é revisada semanal ou mensalmente. 
d) Material requirements plan: 
 Está relacionado com um plano para a fabricação e compra de 
componentes utilizados no processo de produção do produto. Demonstra as 
quantidades necessárias e quando a produção pretende utilizá-la, com um nível 
de detalhamento muito alto. Detalha cada componente utilizado, cada tipo de 
peça e a quantidade dos mesmos, sendo revisado de três a dezoito meses. 
e) Controle da atividade de compras e de produção: 
 Esta etapa representa a implementação e controle do sistema de 
planejamento e controle de produção. O setor de compras é responsável pelo 
estabelecimento e controle do fluxo de matéria-prima. O planejamento é feito em 
24 
 
um curto espaço de tempo, variando de um dia a um mês. O nível de 
detalhamento é muito alto, pois envolve componentes individuais, estação de 
trabalho e encomenda. Geralmente, o plano é revisado e inspecionado 
diariamente. 
 Bom ressaltar que cada etapa varia no propósito, tempo e detalhamento. 
Com o passar do tempo, e como controle da atividade produtiva, os objetivos 
podem se modificar, então é necessário realizar redirecionamentos gerais para o 
planejamento, especificando todas as possíveis modificações. Isso pode ocorrer 
em diversos períodos ou níveis de tempo, um diferente do outro. 
 Além do detalhamento, cada Plano de Produção deve ser direcionado para 
o tipo de produção a ser feito, como: produção sob encomenda; produção em 
lotes e produção contínua. Realização da comparação entre a capacidade 
necessária e a capacidade disponível, fazer os ajustes (modificar os planos, caso 
precise), procedimento que deve ocorrer em todos os níveis do sistema de 
planejamento e controle de produção. 
 O planejamento de operações e de vendas é um processo de revisão e 
atualização do plano estratégico de negócio e dos planos de coordenação das 
várias áreas, auxiliando quando houver necessidade de mudanças. 
 Não podemos deixar de mencionar a qualidade, ou seja, a adequação aos 
padrões previamente definidos. O controle de qualidade permite localizar desvios, 
defeitos, erros ou falhas nas especificações do produto e dos materiais que o 
compõem. 
 Segundo Arnold (1999), o plano de produção tem como principal objetivo 
estabelecer padrões de produção que atinjam os vários níveis de estoque, 
registros de encomendas, demanda de mercado, serviço ao consumidor, forçatrabalhista, equipamentos, enfim tudo o que é necessário para realizar a 
produção. 
 
 
25 
 
Grupos de Produtos, Demandas, produção make to stock e make to order 
 Há muitas empresas que fabricam um produto, ou produtos similares, fica 
fácil medir a quantidade produzida em unidades. Existem empresas que 
produzem diversos produtos, um diferente do outro, ficando difícil fazer uma 
mensuração exata do total produzido. 
 Os grupos de produtos ajudam a estabelecer similaridades ente eles, 
criando assim, processos produtivos selecionados conforme a base comum dos 
produtos a serem fabricados. 
 Cabe à produção prover e prever a capacidade de fabricação dos bens 
necessários, envolvendo a demanda dos produtos entre si. 
 Durante a produção, não há como ocorrerem grandes mudanças na 
capacidade de fabricação, porém algumas coisas podem ser alteradas, geralmente 
recaem sobre a contratação ou demissão de mão de obra, estoques podem ser 
construídos em períodos de poucas demandas, contratar ou fazer leasing de 
equipamentos. Essas alternativas possuem os seus benefícios, porém há custos 
associados, cabe à administração de produção encontrar uma alternativa viável, 
com baixo custo, atendendo aos objetivos e às metas do negócio. 
 O plano de produção pode ser auxiliado pelas seguintes estratégias: 
a) Estratégia de acompanhamento da demanda: 
 Produz as quantidades necessárias a qualquer tempo considerado. Não há 
alterações nos níveis de estoque, enquanto a produção varia para atender à 
demanda, ou seja, produz o que realmente foi vendido. A vantagem neste tipo 
de acompanhamento da demanda é que os estoques podem ser mantidos em 
níveis mínimos, mantendo os custos de armazenamento baixos. 
b) Nivelamento de produção: 
 A produção é contínua para igualar a média da demanda, sendo que 
muitas vezes alterna a quantidade produzida em maior ou menor quantidade. A 
vantagem é que ela resulta em um nível de operação suave, evitando altos custos 
quando há alterações na quantidade produzida. Isso é muito útil quando o 
26 
 
produto fabricado possui uma demanda sazonal, como ovos de Páscoa, enfeites 
de natal, entre outros. 
c) Subcontratação: 
 Produzir o mínimo exigido pela demanda e quando ocorrer aumento de 
pedido, realizar uma subcontratação, que pode significar a compra das 
quantidades extras demandadas ou evita-se a demanda adicional. 
 A maior vantagem está na estratégia de custo, porém a decisão sobre 
quais itens comprar e quais itens fabricar depende muito do custo. A maior 
desvantagem está no custo de compras, transporte e inspeção, que podem ser 
maiores do que se fossem fabricados na própria empresa. 
 
Produção make to stock 
 Quando se fala nesse tipo de produção, a empresa trabalha com estoque, 
assim há o produto antes de uma encomenda ser feita. As entregas dos produtos 
são feitas a partir desse estoque, como exemplo podemos citar roupas sem 
mostruário e alguns tipos de comidas congeladas. 
 Empresas, que utilizam este tipo de produção, são aquelas cuja demanda é 
contínua e previsível; há poucas opções dos produtos, a entrega é rápida e a 
fabricação do produto é demorada, o produto tem vida longa na prateleira. 
 A produção make to stock tem por objetivo minimizar os custos de 
transportar estoques, de modificar os níveis de produção e fornecer ao cliente o 
que é desejado na hora desejada. 
 
Produção make to order 
 Este tipo de produção não possui estoque e só começa a fabricação 
quando há demanda. Como exemplo, citamos: roupas feitas sob medida, 
maquinários feitos sob especificação do cliente, itens caros e feitos sob 
encomenda; por ser caro, não é viável produzir para estocar e sobretudo produtos 
com muitas opções de escolha. 
27 
 
Finalizando 
 Leia o texto sugerido: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://cleitonlog.blogspot.com.br/2011/05/e-o-tempo-entre-o-pedido-e-entrega-real.html 
http://cleitonlog.blogspot.com.br/2011/05/e-o-tempo-entre-o-pedido-e-entrega-real.html
28 
 
UNIDADE 03- INTRODUÇÃO A COMPRAS 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Objetivos: Noções sobre o Setor de Compras; Conhecimento sobre a organização 
e responsabilidade do setor de compras; Conhecer e classificar novos 
fornecedores; Conhecer o Sistema de Planejamento de Produção em uma 
empresa; Conhecer as formas, os trâmites e avaliações de material adquirido pelo 
setor de compras. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Noções sobre Setor de Compras 
 Como muitas empresas não são autossuficientes, dependendo de terceiros 
para se abastecer. 
 Segundo Chiavenato (1991), para a primeira operação ocorrer e ter início, 
faz-se necessário que os materiais e insumos estejam disponíveis e que seu 
abastecimento seja garantindo por um tempo. O setor de compras constitui um 
elo entre o sistema empresarial e o ambiente externo. 
 Em uma empresa, comprar significa: procurar e providenciar a entrega dos 
materiais nos prazos especificados, garantir a qualidade a um preço justo, para a 
manutenção, o funcionamento ou a ampliação da empresa. 
 Para realizar uma compra, tem-se que atentar para o que se segue: 
• O que comprar (tipo de material), quanto e quando; 
• Conhecer os fornecedores e verificar se possui capacidade técnica; 
• Promover concorrência, para seleção do melhor fornecedor; 
• Fechar pedido, após autorização de fornecimento ou contrato; 
• Acompanhar o período que entre pedido e entrega do pedido; 
• Encerrar o processo, após o recebimento do material e o devido controle 
qualitativo e quantitativo. 
 
29 
 
Gráfico 7 - Segundo Viana (2002), o gráfico abaixo mostra em maior 
profundidade, a amplitude de uma compra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Vianna (2002, p. 173) 
 
 Dessa forma, com que é mostrado o setor de compras, fica claro, que ele 
deixou de ser considerado uma atividade burocrática e repetitiva, que estava 
sempre fadado a ser um centro de despesa e passou a ser um centro de lucros. 
 Atualmente, o setor de compras de uma empresa é visto como parte do 
processo de logística, ou seja, como parte integrante (supply chain). 
 A área de compra é responsável pelo nível de estoque, pois embora altos 
níveis possam significar poucos problemas com a produção, gera despesas com o 
espaço ocupado, custo do capital, pessoal de almoxarifado e controles. Em 
contrapartida, se os níveis de estoque estiverem baixos, põem a empresa em risco, 
quando surgir uma demanda maior. 
 O Setor de Compras pode assumir outra atribuição, como a negociação de 
preços com fornecedores. 
 Os objetivos devem estar alinhados aos objetivos da empresa, visando 
sempre ao melhor atendimento ao cliente, tanto o externo quanto o interno. 
 
 
Pedido de Compra Processamento 
Da compra 
Cadastro de 
Fornecedores 
Negociação 
Recebimento Diligenciamento 
(Follow up) 
Adjudicação do 
Pedido 
Concorrência Julgamento 
30 
 
Organização e responsabilidade do Setor de Compras 
 Existem alguns princípios fundamentais que norteiam a organização do 
Setor de Compras e entre eles estão: o registro e poder de compra, preço e 
fornecedores. Fazendo parte de seus objetivos primordiais, as outras atividades 
correlatas são: 
• Pesquisa: estudo, investigação, vistoria e análise de mercado, preços, 
materiais, fontes de fornecimento e fornecedores. 
• Aquisição: análise, entrevistas, promoção, negociação e efetivação de 
cotações, vendedores, contratos, negociação e encomendas. 
 
Fornecedores 
 Cabe ao setor de compras: qualificar, avaliar e acompanhar o desempenho 
de fornecedores de materiais e serviços, assim como efetuar as manutenções 
cadastrais. 
 
Processamento 
 É o responsável pelo recebimento dos documentos referentes aos pedidos 
de compra e acompanhamento dos respectivos processos. 
 
Compras 
 Podemos falar de compras locais, no próprio estado, país, onde as 
atividades podem ser exercidas na iniciativaprivada e no serviço público. 
 Compras realizadas por importação, onde o comprador deve saber o inglês 
fluentemente e, além disso, também ser profundo conhecedor das legislações 
pertinentes a cada país. Esta operação envolve pessoas com especialização em 
comércio exterior. 
 
 
 
31 
 
Diligenciamento (Follow-up) 
 Devido à constante mudança no mercado fornecedor brasileiro, o setor 
deve se prevenir de eventuais mudanças por implantação do diligenciamento, ou 
seja, atividade que garante os cumprimentos de todas as cláusulas contratuais: 
prazos de entregas, por exemplo, documentando e acompanhando cada etapa 
desse processo. 
 
Trâmites de Compra 
 Existem duas maneiras de realizar uma compra: 
• A primeira, a que chamamos de compra normal, quando o prazo é 
compatível com as melhores condições comerciais e técnicas na aquisição 
de materiais. 
• A segunda é a compra em emergência, acontece com a falha da empresa 
na elaboração do planejamento ou por problemas operacionais. É 
desvantajoso, pois se compra a preços mais altos comparados aos da 
compra normal. 
 
Formas de comprar 
 O setor pode comprar por meio de concorrências repetitivas, classificadas 
em inconstantes ou constantes. 
 As inconstantes se enquadram em compras isoladas e que não se repetem, 
ou seja, aquelas que não permitem os estabelecimentos de datas ou quantidades. 
 As constantes são da categoria onde os materiais destinam-se a 
ressuprimento definido, portanto, apresentando um consumo regular. 
 Esse procedimento é mais vantajoso, pois os contratos são de longo prazo, 
as entregas parceladas e por meio de autorização. O preço unitário do material 
encomendado sai mais baixo, implicando assim mais economia em uma produção 
de grande escala, gerando vantagens tanto para a empresa contratante, como 
para a empresa contratada. 
32 
 
Propostas e avaliações de material adquiridos pela concorrência 
 Os fornecedores deverão apresentar as propostas no mesmo formulário 
que promove a concorrência, ou seja, a coleta de preços: 
• Esses são redigidos em português e digitados, com as condições 
comerciais claras, especificadas e de praxe, além do prazo de validade das 
propostas. 
 As propostas serão avaliadas e desclassificadas, quando não estiverem de 
acordo com os critérios, regulamentos específicos e apresentando preços 
abusivos. 
 
Reajustes e Penalidades 
 Os reajustes dos preços e as penalidades podem ocorrer quando forem 
predefinidos no instrumento de contratação. 
 O contrato deve conter esse tema estipulado e expresso, prevendo a 
aplicação de sanções por ambas as partes contratantes. 
 
Pesquisa e seleção de Fornecedores 
 Toda empresa deve cadastrar os fornecedores que já a abastecem, como 
também, ir à busca de novos. 
 Realiza-se uma pesquisa que consiste em qualificar, avaliar e estudar 
possíveis fornecedores de materiais, serviços e insumos. Muitos dos possíveis 
fornecedores procuram as empresas e realizam um cadastro no setor de compras, 
qualificando-se para posteriores consultas, enviando seus dados cadastrais, tipos 
de produtos ou serviços oferecidos, capacidade de produção, entre outros. 
 Podemos dizer que existem dois tipos de fornecedores os potenciais e os 
reais. O potencial é aquele que poderá vir a fornecer materiais e o real é aquele 
que já fornece seus produtos ou insumos, ou, ainda, serviços. 
33 
 
 A pesquisa estabelece as premissas dos cadastros dos fornecedores, que 
são: qualidade - preço – prazo, determinando importantes atuações do setor de 
compras, tais como: 
• Registrar os fornecedores que realmente podem atender às especificações 
dos produtos da empresa; 
• Manter a qualidade de todos os fornecedores, mesmo que seja um pouco 
acima do mínimo necessário; 
• Incentivar o fornecedor a estar sempre atualizado com as metas e 
necessidades da empresa; 
• Prever as necessidades de aquisição da empresa; 
• A quantidade de empresas cadastradas depende do número e da 
diversidade de produtos que a empresa possui; 
• Determinar os critérios de cadastramento das empresas: políticos, técnicos 
ou legais. 
 
Gráfico 8 – Premissas do cadastro de fornecedores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Viana (2002) 
 
 
 
 
Cadastro 
de 
fornecedores 
Qualidade 
Prazo Preço 
34 
 
Classificação de fornecedores 
 As empresas que se cadastraram são classificadas de acordo com o tipo de 
materiais que fabricam ou com o serviço que prestam, estando em conformidade 
com as especificações da empresa contratante. 
 Cria-se uma lista classificatória, onde não há limites para a quantidade de 
fornecedores. 
 A avaliação realizada constantemente garante que os fornecedores 
mantenham o seu desempenho em seus fornecimentos e para isso existem alguns 
critérios: 
• O desempenho comercia: preço, condição de pagamento, reajustes, ética 
comercial. 
• O cumprimento dos prazos de entrega: prazo de entrega e presteza no 
atendimento em caso de emergência. 
• A qualidade do produto: quantidade de devolução de produtos. 
• Desempenho do produto em serviço: ocorrências negativas com o 
desempenho dos produtos. 
 
Obtenção de recursos materiais 
Foto 8 – Produção de Vestuário 
 
Fonte: Internet 
35 
 
 Lembrando que recursos materiais são itens, componentes ou peças que se 
utilizam diariamente nas operações de uma empresa, na fabricação de seus 
produtos. São adquiridos regularmente e podem ou não ser estocados, e 
classificados como matéria-prima, produtos em processo ou produtos acabados. 
 As formas mais comuns de solicitação de compras de materiais são MRP 
(Material Requirement Planning), Just in time, reposição periódica, contratos de 
fornecimentos, etc. A solicitação é enviada ao setor de compras, que 
providenciará a compra do material, perante os fornecedores classificados. 
 Vale destacar que quase todas as empresas atualmente possuem à sua 
disposição softwares de planejamento e controle de compras, em que são 
emitidos automaticamente os pedidos de reposição de materiais. Muitos desses já 
se comunicam diretamente com o fornecedor. 
 
Obtenção de recursos patrimoniais 
Foto 9 – Novas instalações de uma empresa 
 
Fonte: Internet 
 
 Os Recursos Patrimoniais são instalações, como prédios, terrenos, 
equipamentos e veículos, uma nova instalação industrial que possam ou não ser 
utilizados nas operações diariamente, são adquiridos esporadicamente ou apenas 
uma única vez. 
 Segundo Martins (2000), os bens patrimoniais ou empreendimentos, 
podem ser aquisições, tais como: barragem, um novo prédio a ser construído. Faz 
36 
 
parte de um campo específico da administração denominada Administração de 
Empreendimentos ou Administração de Projetos. 
 Todas as aquisições de um bem que possa ser classificado como um 
empreendimento segue procedimentos e normas definidos pela empresa. 
 Estão incluídas nos suprimentos (procurement) todas as atividades 
necessárias para a fabricação de um bem ou prestação de um serviço, tais como: 
identificar, inspecionar, transportar, comprar, entre outros. 
 Na aquisição de equipamentos, deve-se ter uma atenção especial da 
gerência, muitos são complexos e exigem estudos detalhados e deve ser 
escolhido o que oferecer a melhor relação de custo/beneficio. 
 
Ética no setor de Compras 
 Quando falamos em comportamento ético, geralmente comparamos com 
a moral, pois elas estabelecem uma ligação. Lima (apud Batista e Maldonado, 
2008) diz que a moral cria uma ligação do código de ética e a empresa, em que 
define que, na atualidade, as empresas atuam em diversos cenários e estes estão 
cada vez mais complexos. 
 Em uma empresa, o código de ética tem como missão padronizar e 
formalizar o atendimento da empresa e seus inúmeros relacionamentos e 
operações, evitando, assim, que julgamentos subjetivos que modifiquem, 
impeçam ou restrinjam a finalização dos compromissos do setor de compras.Define-se ética como a teoria ou a ciência do comportamento moral dos 
homens em sociedade, e esse comportamento é essencial tanto no setor de 
compras como em toda empresa. 
 Quando os vendedores negociam, cabe ao comprador apresentar uma 
conduta ética e, sobretudo transparente em suas relações com os fornecedores. 
Isso significa não aceitar subornos, ou qualquer outro tipo de corrupção, atitude 
totalmente antiprofissional e desonesta. 
37 
 
 
https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/1Z53N89u2ex5mCM0kz1Ppha_grqD
E7bbicViN_e4hLU5sn-qUdlsAJlPO-c8M/edit?hl=pt_BR&pli=1 
 
 Segundo Stukart (2003), a empresa pode e deve procurar métodos que 
garantam a integridade dos seus compradores, adotando algumas formas de 
prevenir-se contra o suborno no setor de compras. Cita-se o exemplo ético da 
diretoria/cúpula da empresa; rotatividade de compradores; promover auditoria 
interna e externa e levar ao conhecimento de todos um Código de Ética claro e 
coeso. 
 Uma empresa que possui um código de ética que é seguido por todos os 
colaboradores, tem uma conduta homogênea quanto ao tratamento dado tanto 
aos clientes quanto aos seus fornecedores. 
 
Finalizando: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/1Z53N89u2ex5mCM0kz1Ppha_grqDE7bbicViN_e4hLU5sn-qUdlsAJlPO-c8M/edit?hl=pt_BR&pli=1
https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/1Z53N89u2ex5mCM0kz1Ppha_grqDE7bbicViN_e4hLU5sn-qUdlsAJlPO-c8M/edit?hl=pt_BR&pli=1
38 
 
UNIDADE 04 – ESTOQUE 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Objetivos: Conhecer as atividades que envolvem o estoque de uma empresa e sua 
classificação; Conhecer a dimensão do estoque e sua organização; Aprendendo a 
prever o estoque; Conhecendo a combinação entre alguns modelos de evolução 
de consumo. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Introdução 
 O estoque pode ser composto de várias matérias-primas, várias etapas da 
produção de materiais e também de produtos que não estão sendo usados pela 
empresa atualmente, mas o serão em algum momento. 
 Tendo como função garantir o abastecimento de materiais à empresa e 
proporcionando economias de escala, constitui um vínculo entre as etapas do 
processo de compra, transformação e venda, pois ajudam a minimizar erros de 
planejamento e a variação que pode ocorrer quanto à oferta e procura. 
 Em uma empresa, a minimização dos estoques geralmente é uma das 
metas prioritárias, tendo como objetivo melhorar os investimentos em estoques, 
assim poder melhorar as necessidades de capital investido. 
 
Classificando os Estoques 
 O estoque é considerado uma parcela significativa dos ativos das 
empresas, recebendo um acompanhamento minucioso do departamento contábil. 
São classificados em cinco categorias, segundo Dias, 1995: 
a) Estoques de matérias primas: os materiais que a empresa compra e são 
utilizados no processo produtivo e que se incorporam no produto final. 
Incluindo os materiais auxiliares, tais como materiais de limpeza e de 
escritório. 
39 
 
b) Estoque de produtos em processos: materiais que estão sendo processados 
ao longo das diversas seções que fazem parte do processo de produção, 
porém ainda não estão finalizados. 
c) Estoques de produtos acabados: todos os itens que foram finalizados e 
estão prontos para comercialização. 
d) Estoque em trânsito: aos produtos acabados e que está indo de uma 
empresa a outra, e que não chegaram ao seu destino final. 
e) Estoques em consignação: são materiais que continuam sendo propriedade 
do fornecedor até que sejam vendidos, se não o forem são devolvidos sem 
prejuízos as partes. 
 Um dos objetivos da maioria das empresas está em atender seus clientes 
na hora certa, com a quantidade certa a um preço justo. A rapidez com que se 
distribuem as mercadorias é utilizada como grande vantagem competitiva e pode 
vir a garantir a fidelidade do comprador. 
 
Gestão de Estoques 
 Há algumas ações que se classificam como Gestão de Estoque, permitindo 
ao Administrador estar acompanhando todo o processo de estocagem, sua 
utilização está sendo bem aproveitada, sua localização, seu manuseio e controle 
de entrada e saída. 
 Utilizando as diferenças entre inventário físico e contábil, controles, nível de 
serviço ou atendimento, giro de estoques e cobertura dos estoques como 
indicadores de produtividade e análise dos estoques. 
 
Dimensionando o Estoque 
 O estoque deve ser dimensionado para se estabelecer as quantidades 
adequadas ao abastecimento da produção, mantendo um equilíbrio entre dois 
extremos de estocagem: o excessivo ou o insuficiente. 
40 
 
 O setor administrativo da empresa deve repassar aos responsáveis pelo 
departamento de controle de estoques um programa contendo os objetivos a 
serem atingidos pela empresa, ou seja, um guia aos programadores e 
controladores deste setor dimensionando o estoque para garantir a produção e 
atendimento ao cliente. 
 O problema é saber: quais, quantos e em que período, de cada material 
que serão utilizados na produção, a isso se chama de previsão de consumo ou de 
demanda de materiais. 
 Na administração de estoque o mais interessante é aumentar o giro do 
capital e assim diminuir o ativo, isso se as vendas forem constantes. O capital 
investido no estoque, sendo menor, também será menor o ativo e aumentará o 
capital de giro. Lembrando que o ativo é composto pelo ativo circulante e o ativo 
permanente e o estoque faz parte deste ativo circulante. 
 
Exemplificando: Uma empresa vende em torno de R$ 1.800,00, o capital de R$ 
1.000,00 e sua rentabilidade é de 10%. Uma redução de 20% no capital resulta em? 
Seu capital de giro será = R$ 1.800,00 = 1,8 
 R$ 1.000,00 
Se fizer uma redução de 20% em seu capital, isso resulta em: 
R$ 1.000,00 – R$ 200,00 = R$ 800,00 
Portanto o novo capital de giro = R$ 1.000,00 = 1,25 
 R$ 800,00 
Isso implica que para cada R$ 1,00 aplicado deve retornar R$ 1,25 de venda, 
representando um aumento nas vendas. 
 
Organização do setor de Estoque 
 Ao se pensar na organização de um setor de estoque devem-se ter claros 
os objetivos e descrever suas principais funções: 
41 
 
a) Determinar “o que”, “quando” e “quanto” de matéria-prima em estoque 
será necessário, e qual o período de permanência até a venda. 
b) O Departamento de Compras deve executar a aquisição de matéria prima, 
mediante solicitação do setor de estoque. 
c) Controle do estoque em termos de recebimento, armazenamento e 
atendimento da produção de acordo com as necessidades, informação 
sobre a posição do estoque através de inventários periódicos. 
d) Identificar e retirar os itens que não estão mais em uso ou danificados. 
e) Mantendo um controle especificando quantitativamente os principais itens 
de estocagem: matérias-primas, produtos em processamento, produtos 
acabados e peças em manutenção. 
 
Prevendo Estoque 
 Quando falamos em prever estoque, devemos estabelecer estimativas 
futuras mais próximas da realidade possível. Sua importância está relacionada 
com o ponto inicial do planejamento empresarial, não é considerada uma meta 
de vendas, mas sua precisão deve “ser e estar” compatível com o custo em obtê-
la. 
 Segundo Dias (1995), as informações que permitem decidir as quantidades 
e o tempo da demanda dos produtos acabados são classificadas em duas 
categorias que são as quantitativas e as qualitativas. 
 A categoria quantitativa leva em conta o histórico de vendas no passado e 
as suas variáveis, a influência da mídia (propaganda). Enquanto as qualitativas 
levam em consideração as opiniões da gerência, do setor de vendas (vendedores), 
compradores e pesquisa de mercado. 
 Podemos citar três técnicas para a previsão do consumo: 
a) Técnica da projeção: tem como base as vendas do passado e assim 
projetam o futuro. Esta técnica é de naturezaquantitativa. 
42 
 
b) Técnica da Explicação: explicam as vendas do passado relacionando com 
modelos, no qual as variáveis são conhecidas e previsíveis. São técnicas de 
regressão e correlação. 
c) Técnica da Predileção: conta com a participação de funcionários 
experientes, que conhecem os fatores que influenciam as vendas e o 
mercado, estabelecendo a evolução das vendas no futuro. 
 
Foto 10 – Estoque 
 
Fonte: Internet 
 
 As técnicas para o cálculo de previsão de consumo, segundo Dias, 2011, 
são: 
a) Evolução horizontal do consumo: sua tendência é invariável ou constante. 
 
Gráfico 9: Modelo de evolução horizontal do consumo. 
Consumo 
 
 Consumo efetivo 
 
 Consumo médio 
 
 
 Tempo 
Fonte: Dias, 18 
 
b) Evolução de consumo sujeito à tendência: consumo médio aumenta ou 
diminui conforme o decorrer do tempo. 
 
43 
 
Gráfico 10: Modelo de evolução de consumo sujeito à tendência. 
 
 Consumo Consumo efetivo 
 
 Consumo médio 
 
 
 
 
 Tempo 
Fonte: Dias, p.19 
 
c) Evolução sazonal de consumo: sofre oscilações regulares, tanto positivas 
como negativas; é sazonal, quando o desvio é no mínimo de 25 % do 
consume médio. 
 
Gráfico 11: Modelo de evolução sazonal de consumo 
Consumo Consumo efetivo 
 25% 
 50% Consumo médio 
 
 
 
 Tempo 
Fonte: Dias, p.19 
 Na realidade, o que ocorre é que são vários modelos de evolução 
combinando entre si. Isso se verifica acompanhando a evolução do consumo do 
passado, que pode demonstrar uma previsão evolução futura. 
 
Combinação entre alguns modelos de evolução de consumo 
 São as seguintes as técnicas quantitativas, segundo Dias (2011), mais usuais 
para calcular a previsão de consumo: 
a) Método do último período: é um método bem simples, sem base 
matemática, utilizando o valor do período anterior para projetar no atual, 
ou seja, os dois valores são iguais (passado e futuro). 
44 
 
 
b) Método da média móvel: é obtido calculando-se a média dos valores de 
consumo nos n períodos anteriores. A escolha de n é arbitrária e em forma 
de experiência. Utiliza-se a seguinte fórmula: 
 
 
 
Onde: 
CM = Consumo Médio 
C = Consumo nos períodos anteriores 
n = número de períodos 
 Esse método traz algumas vantagens, pois é de simples aplicação e 
implantação, facilitando o processamento manual. Há as desvantagens, que são as 
médias móveis poderem vir a gerar movimentos cíclicos, ou de outra natureza 
não existente nos dados originais, além das observações antigas valerem o 
mesmo que as atuais. Exige o acompanhamento e a manutenção de um número 
muito grande de dados. 
 
Exemplo de Aplicação: 
 
 Em uma empresa, os volumes consumidos entre os meses de janeiro e 
julho foram os seguintes: 40, 80, 60, 50, 40, 50 e 30. Utilizando-se o método da 
média móvel com n = 3, temos: 
Resolvendo: 
a) Previsão para o mês de abril: 603
608040
=
++
 
b) Previsão para o mês de maio: 633
506080
=
++
 
n
CCCCCM n++++= ...321
45 
 
c) Previsão para o mês de junho: 503
405060
=
++
 
d) Previsão para o mês de julho: 463
504050
=
++
 
e) Previsão para o mês de agosto: 403
305040
=
++
 
Resultado: A média móvel é: 60, 63, 50, 46 e 40 
 
c) Método da média móvel ponderada: É uma variação dos modelos 
anteriores, porém os valores dos períodos mais próximos valem mais que 
os mais antigos. A previsão de consumo é dada pela fórmula: 
it
n
i
it PCC −
=
−
−
∑= .
1
 
Onde: 
itC − = consumo efetivo no período t – i 
itP− = peso atribuído ao consumo no período t – i 
∑
=
n
i 1
= 100 % ou 1 
 Os pesos p são valores decrescentes, ou seja, quanto mais antiga a venda, 
menor o valor atribuído. Essa determinação deve ser feita de tal maneira que a 
soma obtida seja de 100 %. 
 
Exemplo de Aplicação: 
 Aproveitando a mesma situação do problema anterior, determine o 
consumo previsto para o ano de 2012, utilizando o método da media móvel 
ponderada com os seguintes pesos: 
Resolvendo: 
46 
 
Ano Quantidade Porcentagem 
2008 2.272 5 % 
2009 2.600 20% 
2010 2.863 25% 
2011 3.265 50% 
85,2981
6,11352075,7155,1632
2272.05,02600.20,02863.25,03265.05,0
__
__
__
_
=
+++=
+++=
C
C
C
 
A previsão para 2012 é de aproximadamente 2.982 unidades. 
d) Método da média com ponderação exponencial: Utiliza apenas três valores 
para gerar a previsão para o próximo período, assim elimina algumas 
desvantagens dos métodos anteriores, dando maior importância aos dados 
mais recentes. 
10),
__
.( 111
____
≤≤−+= −−− αα comCCCC tttt 
Onde: 
tC
__
= previsão de consumo pra o próximo período 
1
__
−tC = previsão de consumo pra o período passado 
1−tC = consumo efetivo no período passado 
α = coeficiente de ajustamento 
 
Exemplo de aplicação: 
 Em uma companhia, sabe-se que o nível de consumo de um dos itens 
fabricados mantém uma oscilação média e realiza o cálculo da média ponderada 
exponencial. Houve uma previsão de consumo para 2011 de 5.300 unidades, 
porém o consumo efetivo foi de 5.200 unidades. Sendo o coeficiente de 
ajustamento de 0,10, como se pode prever o consumo para 2012? 
Resolvendo: 
47 
 
10,0
5200C
5300
2011
2011
__
=
=
=
α
C
 
5290
4770520
5300.90,05200.10,0
).1(.
2012
__
2012
__
2012
__
2011
__
20112012
__
=
+=
+=
−+=
C
C
C
CCC αα
 
Modelo de Estoque 
 Independente do tamanho de uma empresa, é importante que ela defina a 
forma como irá administrar seus estoques, pois há muitas vantagens quanto à 
organização e implementação de sistemas informatizados. 
 Não podemos esquecer as dimensões e a localização do armazém, seu 
tamanho e disposições internas, Ballou afirma que quando a tendência nas 
necessidades de espaço não for constante ao tempo, devemos estar preparados 
para dividir as mudanças fundamentais das necessidades de espaço em nossa 
análise. De que forma? Estocando uma série de insumos, matérias-primas, 
produtos inacabados e acabados, ou seja, todos os materiais que compõem o 
processo produtivo de uma empresa. 
 Os estoques, segundo Ballou (2006), podem ser classificados de cinco 
formas distintas, tais como: 
1. Estoques podem estar no canal, ou seja, os estoques estão circulando entre 
pontos de produção ou estocagem; 
2. Estoques podem ser mantidos para especulação, ou seja, ainda podem compor 
a base total de estoque gerenciável. Metais preciosos e semipreciosos são 
exemplos de matérias-primas que podem ser compradas tanto para especulação 
de preço quanto para atender exigências operacionais; 
3. Estoques de natureza regular ou cíclica, isto é, atendem à demanda média no 
decorrer do tempo de reabastecimentos seguidos; 
4. Estoques que surgem de acordo com a demanda e o tempo necessário para o 
reabastecimento; 
48 
 
5. Estoque obsoleto, morto ou reduzido: este, não tem mais utilidade: já está 
vencido ou foi deteriorado. 
 Podemos citar alguns modelos de gestão de estoques, tais como: 
Reposição Periódica, Reposição Contínua e alguns modelos hídricos. 
 
Modelo de Reposição Contínua ou Lote Padrão 
 O gráfico abaixo nos permite deduzir algumas relações: 
a) EMáx = Estoque Máximo 
ES = Estoque de Segurança 
Q = Lotes de Compra 
EMáx = ES + Q 
b) Em= estoque Médio 
ES = Estoque de Segurança 
Q = Lote de Compra 
Em = ES + Q/2 
c) PP = Ponto de Partida 
TA = Tempo de Atendimento ou lead time 
D = Demanda 
ES = Estoque de Segurança 
PP = (TA x D)+ ES 
d) IP = Intervalo de Pedido 
N = Número de Pedidos no Intervalo de Tempo 
IP = 1/N 
e) N= Número de Pedidos no Intervalo de TempoD= Demanda 
Q = Lote de Compra 
N = D/Q 
f) LEC = Lote Econômico de Compras 
D = quantidade do período em unidades 
49 
 
P = custo de pedir, por pedido = custo unitário do pedido de compra 
M= custo de manter estoque no período, por unidade, sendo que: 
M = CMA (custo de manter armazenado) X PU (preço unit. do material) 
 
( ) )2
M
xDxLEM = 
 
Gráfico 12: Modelo de reposição continua ou Lote Padrão 
 
 
Fonte: Martins, 2000, p.247 
 
Exemplo de aplicação: 
 Uma empresa produz Diodos que são utilizados na fabricação dos faróis de 
automóveis e comprados pela empresa Shinelux. Como a demanda é de 3.000 
unidades/mês, a empresa mantém estoque de segurança de 480 unidades. Cada 
entrega é efetuada em seis dias úteis, supondo que as compras sejam feitas em 
lotes de 6.000 unidades, e que um mês possua 25 dias úteis. Determinar todos os 
parâmetros possíveis de estoque correspondentes. 
ESTOQUE 
TEMPO 
EMÁX 
EM 
PP 
ES 
Q Q 
IP 
TA TA 
50 
 
Resolvendo: 
ES = 480 unidades 
D = 3.000 unidades/mês 
Q = 6.000 unidades 
TA = 6 dias X 1/25 mês/dia = 0,24 mês 
a) EMáx = ES + Q 
EMáx = 480 unid. + 6.000 unid/lote X 1 lote 
EMáx = 6.480 unidades 
b) PP = (TA x D) + ES 
PP = (0,24 mês X 3.000 unidades/mês) + 480 
PP = 720 + 480 
PP = 1200 unidades 
c) N = D/Q 
N = 3.000 unid. mês/6.000 unid. por pedido 
N = 0,5 pedidos/mês 
d) IP = 1/N 
IP= 1/ 0,5 pedidos/mês 
IP = 2 meses entre os pedidos 
e) EM = ES + Q/2 
EM = 480 + 6000/2 
EM = 3240 unidades 
 
 O modelo de reposição contínua permite emitir pedido de compras, com 
quantidade igual ao lote econômico, assim que o nível de estoque chegar ao 
ponto de pedido. 
 Lembrando que Lote econômico é a quantidade ideal de material a ser 
comprada nas operações de reposição de estoque, sendo que o custo total de 
aquisição, bem como os respectivos custos de estocagem, constituem o patamar 
mais baixo para o período em que ficará estocado. Este conceito aplica-se tanto 
51 
 
na relação de abastecimento pela manufatura para a área de estoque, recebendo 
a denominação de lote econômico de produção, quanto à relação de reposição 
de estoque por compras no mercado, passando a ser designado como lote 
econômico de compras. 
 
Modelo de Reposição Periódica ou Intervalo Padrão 
 Este modelo também pode ser chamado de modelo do intervalo padrão 
ou modelo do estoque Máximo, permitindo emitir os pedidos de compras em 
lotes em intervalos de tempo fixos. 
 O gráfico abaixo os Intervalos de Tempo que serão iguais ao Intervalo do 
Pedido, assim os Lotes serão iguais a diferença entre o Estoque Máximo e o 
Estoque Disponível. 
 Este modelo propõe que o Estoque Máximo seja igual ao Lote Econômico 
mais o Estoque de Segurança e o intervalo entre pedidos. 
 
Gráfico 13: Modelo de Reposição Periódica. 
 
Fonte: Martins, 2000, p.251 
 
52 
 
Custos do Estoque ou armazenagem 
 Quando se faz necessário manter estoques, independente do material ou 
matéria-prima, isso sempre gera custos para a empresa. 
 Segundo Chiavenato (1991), os custos de estoques dependem da 
quantidade e do tempo em que ficará em estoque, além de que, quanto maior a 
quantidade, maior o tempo de permanência e maiores os custos de estocagem. 
 Martins (2000) classifica os custos em três grandes categorias: custos 
diretamente proporcionais à quantidade estocada, custos inversamente 
proporcionais à quantidade estocada e independentes da quantidade estocada. 
 Podemos dizer que os custos diretamente proporcionais são aqueles que 
aumentam conforme aumenta a quantidade média estocada. 
Fórmula do Custo de Armazenagem: PiCC AC ++= , onde: 
=CC Custo de Carregamento 
=AC Custo de Armazenamento 
=+ Pi Custo de Capital 
i = taxa de juros 
P = Preço unitário 
Exemplo de aplicação: 
 
 Uma empresa armazena garrafas plásticas por um total anual de R$ 0,60 
por unidade e preço de compra unitário de R$ 1,20. Considerando uma taxa de 
juros de 15 % ao ano, calcular o custo de carregamento do estoque desse item. 
Resolvendo: 
unidadeRP
aaaai
anounidadeRCA
/20,1$
..15,0..%15
./60,0$
=
==
=
 
53 
 
PiCC AC ++= 
20,115,060,0 xCC += 
18,060,0 +=CC 
78,0=CC , Por unidade/ano 
 Os custos chamados de inversamente proporcionais são aqueles que 
diminuem com o aumento do estoque médio, ou seja, quanto mais elevados os 
estoques médios, menores serão os custos de armazenagem. 
 Chamamos de consumo (D) anual constante, o Lote (Q) que deverá ser de 
D unidades e o estoque médio correspondente será Q/2; assim deduzimos que: 
• Em um ano se faz um única compra, portanto o tamanho do lote será Q = 
D e o estoque médio será: 
22
DQ
= ; 
• Em dois anos são feitas duas compras por ano, portanto o tamanho do lote 
será Q=D/2 e o estoque médio será: 
42
DQ
= ; 
• Em três anos, são três as compras, portanto o tamanho do lote será Q=D/3 
e o estoque médio será: 
62
DQ
= . 
 
Exemplo de aplicação: 
 Depois que todas as despesas do ano passado foram computadas, uma 
empresa chegou a um valor médio de R$ 25,00 por emissão de pedido de 
compras. Determinar os custos que serão incorridos na obtenção de um item de 
estoque cujo consumo anual é de 35.000 unidades, para comprar: 
a) Uma vez ao ano; 
b) Duas vezes ao ano; 
c) Quatro vezes ao ano. 
 
 
54 
 
Resolvendo: 
Custo do pedido = R$25,00 
Custo de obtenção= número de pedidos por período X custos do pedido no 
período. 
a) Uma única compra no ano: 
Lote = 35.000 unidades 
Custo de obtenção = 1 X R$ 25,00 
Custo de obtenção = R$ 25,00 
 
b) Duas compras no ano: 
Lote = 17.500 unidades 
Custo de obtenção = 2 X R$ 25,00 
Custo de obtenção = R$ 50,00 
 
c) Quatro compras no ano: 
Lote = 8.750 unidades 
Custo de obtenção = 2 X R$ 25,00 
Custo de obtenção = R$ 50,00 
 
Os estoques médios serão em cada caso de 35.000 unidades, 17.500 unidades e 
8.750 unidades. 
 Os custos independentes, assim como o próprio nome diz, independem do 
estoque médio da empresa, geralmente têm um valor fixo, como exemplo 
podemos citar o próprio galpão onde poderá ser guardada a produção, que será 
representada por CI. 
 Os custos totais são as somas desses três fatores, além de considerarmos 
que Q é o tamanho invariável do lote e o estoque médio como Q/2. Assim, temos: 
( ) ( ) PXDC
Q
DXCQXPXiCCT IPA ++





+




+=
2 
Exemplo de aplicação: 
 
 Uma quantidade de 60.000 unidades de um produto que é comercializado 
por uma empresa nacional é comprado por R$ 3,20 a unidade, por uma empresa 
55 
 
italiana. A taxa de juros corrente no mercado é de 20 % ao ano e os custos anuais 
de armazenamento são de R$ 0,70 por unidade. Os custos invariáveis anuais para 
esse produto estocado atingem R$ 250,00 e os custos de obtenção do pedido 
somam R$ 35,00 por pedido. Qual o custo total de estocagem para lotes de 
compra de 10.000 e 12.000 unidades? 
 
Levantamento de dados: 
unidadepRP
aaaai
anounidadepRCA
/20,3$
..20,0..%20
./70,0$
=
==
=
 
pedidopRCP /00,35$= 
..00,250$ aaRCI = 
Resolvendo: 
a) Q=10.000 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
anopCT
CT
XXCT
XXXXCT
PXDC
Q
DXCQXPXiCCT IPA
/160.199
1922502106700
19200000,250600,35500034,1
20,36000000,250
10000
6000000,35
2
1000020,320,070,0
2
=
++=
+++=
++




+




+=
++





+




+=
 
b) Q=12.000 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
anopCT
CT
XXCT
XXXXCT
PXDC
Q
DXCQXPXiCCT IPA
/465.200
1922501758040
19200000,250500,35600034,1
20,36000000,250
12000
6000000,35
2
1200020,320,070,0
2
=
++=
+++=
++




+




+=
++





+




+=
 
56 
 
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:x
6hgNlxFTvIJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DhpPBU
Vs9t1s+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br 
 
 Podemos observar a variação do custo total de um lote para o outro. 
 
Baixos níveis de Estoque 
 Percebe-se que os estoques, se não bem administrados, podem se tornar 
uma forma deprejuízo e desperdício para qualquer empresa, por isso estudam-
se meios eficientes para reduzi-lo ao mínimo possível. É o que chamamos de just-
in-time: redução dos estoques até a uma única peça (one piece flow). 
 Lembrando que são necessárias as mesmas quantidades de preparação 
para produzir tanto uma única peça quanto 10.000 peças, por exemplo. Isso 
ocasiona gastos, então o mais prático é adotar o sistema de pequenos lotes, 
utilizando o sistema Kanban. Assim, há um equilíbrio nos custos totais, reduzindo 
os custos de preparação ou setup. 
 
Kanban: 
Primeira parte da apresentação sobre Kanban e Sistema 
Puxado. A apresentação trata da definição de Kanban, a diferença entre Kanban e 
Just in Time e mostra as quatro formas mais conhecidas de gestão visual da 
produção. 
 
 
 
 
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:x6hgNlxFTvIJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DhpPBUVs9t1s+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:x6hgNlxFTvIJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DhpPBUVs9t1s+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:x6hgNlxFTvIJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DhpPBUVs9t1s+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
57 
 
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9YX
s_mB3hBUJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DQ3x6DblDNbk
+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br 
 
 
 Este vídeo mostra a dinâmica de funcionamento do Kanban de Produção 
através de uma animação do fluxo dos cartões do sistema: 
 Há algumas medidas que devem ser tomadas para reduzir os custos ou 
atenuá-los; são elas: 
- Melhorar a precisão entre quantidades/prazos e as previsões de vendas; 
- Reduzir o ciclo de produção e conseguir parcerias com fornecedores; 
- Reduzir dos prazos de reaprovisionamento por parte dos fornecedores; 
- Aumentar a produtividade de todos os setores; 
- Eliminar de todos os setores as funções ou atividades que não agreguem valor 
ao produto final; 
- Ter sempre atualizado o controle de estoque e corrigir distorção caso ocorra; 
- Poder contar com a implantação dos 5 S’s, que mantém o trabalho organizado 
e limpo. 
 A grande maioria das empresas, atualmente, busca excelência de seus 
produtos e da forma como eles são fabricados, armazenados e transportados. 
 Ter um estoque reserva ou de segurança pode evitar atrasos no 
fornecimento, caso haja um aumento da demanda ou algum problema com a 
produção. 
 
Manutenção de Altos Níveis de Estoque 
 A vantagem em ter Altos Níveis de Estoque é o pronto atendimento aos 
clientes, esse é o “sonho” do departamento de vendas: tendo um estoque alto, 
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9YXs_mB3hBUJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DQ3x6DblDNbk+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9YXs_mB3hBUJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DQ3x6DblDNbk+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9YXs_mB3hBUJ:www.youtube.com/watch%3Fv%3DQ3x6DblDNbk+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
58 
 
com grande variedade de produtos, poderia efetuar as vendas com prazos curtos 
ou pronta entrega. 
 Geralmente os principais itens que contribuem para um estoque com 
grandes quantidades são as matérias-primas e o material que está sendo 
processado. 
 Alguns setores contribuem para um aumento de estoque de materiais, por 
diversos motivos, tais como planos de vendas otimistas (departamento de 
marketing) ou modificações de produtos que levem ao aumento de refugos ou 
materiais obsoletos (departamento de engelharia). 
 
Finalizando 
 Conclui-se que os estoques funcionam como reguladores do fluxo de 
materiais em uma empresa, assim como a velocidade com que chegam a ela é 
diferente daquela como saem ou como são consumidas, tendo a necessidade de 
uma quantidade de materiais, que pode ser maior ou menor conforme as 
variações dos pedidos de compra/venda. 
 Quando existe um controle e manutenção de estoques em uma empresa, 
esse acompanhamento traz muitas vantagens e desvantagens. Vantagens, quando 
se trata do pronto atendimento aos clientes e desvantagens, quando se trata do 
custo que gera essa manutenção. 
 Segundo Martins (2000), o administrador deve encontrar um ponto de 
equilíbrio que seja adequado à empresa, sabendo das dificuldades encontradas 
nas avaliações decorrentes do pronto atendimento e dos custos delas 
decorrentes. 
 
 
 
 
 
59 
 
UNIDADE 05 – ADMINISTRAÇÃO, ARMAZENAGEM E CONTROLE DO ESTOQUE 
DE MATERIAIS 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
Objetivos: Conhecer a importância do layout em uma empresa; Adquirir 
conhecimentos sobre o layout das operações de fabricação; Conhecer os tipos e 
objetivos das embalagens; Conhecer os princípios de estocagem de materiais e 
sua conservação; Adquirir conhecimento quanto localização de materiais; 
Conhecer o inventário físico; 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
Introdução 
 Quando falamos em armazenamento, dentro da área produtiva, estamos 
nos referindo aonde guardar, em como fazer este acondicionamento, a sua 
localização e a preservação de algum tipo de matéria-prima. Suprindo assim as 
necessidades funcionais e operacionais da empresa. 
 Há empresas que utilizam o termo armazenagem quando se referem a 
produtos acabados e estocagem para matérias-primas, porém independente da 
denominação utilizada a organização do espaço físico dos estoques inclui a 
localização, a dimensão e organização da área que será utilizada, os 
equipamentos para movimentação, estruturas de armazenagem e sistemas 
informatizados. 
 Atualmente o processo de armazenagem de materiais assume um papel 
relevante na perspectiva de obtenção de lucros, pois quando é feita a correta 
armazenagem, visando aproveitar melhor o espaço físico do local de forma 
organizada, permite uma movimentação rápida e melhor, tendo cuidado para 
evitar danos e deteriorização, reduzindo assim possíveis perdas. 
 Os objetivos para uma armazenagem com eficiência, é a de garantir o 
atendimento dos pedidos efetivados no cotidiano de uma empresa, de um cliente, 
por exemplo. 
60 
 
 Bom lembrar que todo o processo de acondicionamento e localização dos 
materiais possui uma relação direta, com a disponibilidade e disposições das 
estruturas de armazenagem. Assim, dependendo das estruturas existentes no 
almoxarifado e do tipo de material a ser armazenado, é possível organizá-lo e 
disponibilizá-lo adequadamente no espaço operacional do almoxarifado. 
 Um bom planejamento de armazenagem integra o setor de suprimento 
com a produção e a distribuição de materiais, seguindo alguns fatores indicativos: 
• Estratégico feito através de estudos sobre a localização; 
• Técnico feito com os estudos realizados de gerenciamento; 
• Operacional feito através dos estudos de equipamentos de movimentação, 
armazenagem e layout. 
 Segundo Amaral (2009), os fatores básicos que determinam a necessidade 
de armazenagem são: 
1. Necessidade de compensação de diferentes capacidades das fases de 
produção; 
2. Equilíbrio sazonal; 
3. Garantia da continuidade da produção; 
4. Custos e especulação; 
5. Redução dos custos de mão de obra; 
6. Redução das perdas de materiais por avarias; 
7. Melhoria na organização e controle da armazenagem; 
8. Melhoria nas condições de segurança de operação do depósito; 
9. Aumento da velocidade na movimentação; 
10. Descongestionamento das áreas de movimentação. 
 
Características de Layout 
 A relação física existente entre várias atividades que chamamos de 
configuração de instalação, na qual em inglês denominamos de layout. 
61 
 
 Segundo Dias (2010), a necessidade de se ter um layout ocorre quando da 
implantação de um depósito e está presente em todas as etapas da 
operacionalização. 
 Faz parte do layout operações como reorganizar maquinários, eventuais 
ampliações ou modificações para adaptação a novos produtos. Essas 
reorganizações devem ser bem planejadas,pois os custos envolvidos são bem 
maiores quando um projeto possui um layout ruim. 
 O espaço físico industrial deve ser incluído junto com todos os estudos de 
layout, tais como, sua geometria, localização, finalidade (tipo de matéria-prima 
que será produzida). 
 Dias (2010), diz que não existe um critério para avaliar se um layout é 
adequado ou não, tudo depende da meta e dos fatores que influem no 
fluxograma determinado para cada atividade a ser considerada. 
 Há vários modelos de layouts e eles podem se adequar as diversas 
características, sendo necessário considerar alguns fatores que influenciam na 
hora de um planejamento: materiais, maquinário, movimentação, espera da 
matéria-prima ou produto acabado, disposição física ou construção e mudança. 
 Com a globalização e a concorrência cada vez mais acirrada, as empresas 
estão sempre atentas a possíveis mudanças no layout, as seguintes situações que 
podem ocasionar uma mudança de layout: 
a) Modificação do produto; 
b) Lançamentos de novos produtos; 
c) Variação na demanda, aumento ou diminuição da produção; 
d) Obsolescência das instalações; 
e) Ambiente de trabalho inadequado; 
f) Índice elevado de acidentes; 
g) Mudança na localização do mercado consumidor; 
h) Redução dos custos. 
 
62 
 
Processo produtivo 
 Quando nos referimos à operação de fabricação ou produção temos que 
classificá-las em contínuas, repetitivas e intermitentes. 
 As operações classificadas em contínuas são aquelas que funcionam 
continuamente, sem paradas, como exemplo: indústrias petroquímicas, que são 
especialistas em suas funções e produção, sendo assim os layouts são comuns à 
grande maioria das atividades do setor. 
 As operações classificadas em repetitivas são aquelas que processam em 
lotes, com números elevados de fabricação. Os lotes sempre passam pelo mesmo 
processo de produção. Como exemplo: indústria automotiva. 
 As operações intermitentes são aquelas feitas em lotes por encomenda, 
como exemplo: estampagem realizada para apenas um cliente. 
 
Análise e estudos de Layout 
 Todo estudo que é feito para melhorar a disposição do maquinário, 
transporte ou a área de armazenagem, gera um custo e esse deve ser comparado 
com o custo gerado pela produção atual, se ele for menor do que o existente, 
então a mudança deve ser realizada racionalmente. 
 Tendo isso em mente, devem-se avaliar alguns princípios da disposição 
física, do transporte interno e as particularidades de cada empresa. 
 
Podemos enunciar o princípio fundamental de rearranjo de uma 
instalação em funcionamento: “O custo do método proposto, por 
unidade produzida, deve ser menor do que o existente, de modo a 
proporcionar uma economia satisfatória para a empresa, no período 
mais curto possível e os produtos devem transitar o menos possível 
entre duas máquinas e de um ponto de estocagem a outro”. (DIAS, 
2010, p.142). 
 
 Há alguns critérios que servem para fazer um levantamento de dados que 
incluem medidas diretas e processos estatísticos, a escolha de um ou de outro irá 
depender muito da situação que apresenta a empresa. 
63 
 
 Um método popular é o de Diagramas, que são representações simples e 
precisas de uma determinada tarefa. Utiliza-se de ordem cronológica as atividades 
do homem, a utilização das maquinas ou a combinação de ambos. São utilizadas 
para analisar o processo, estudando a distribuição da planta (layout), a cronologia 
dos eventos, a fabricação e a quantidade de operários necessários. Os diagramas 
mais utilizados para o levantamento de dados são: 
a) Diagrama de Processo: indica utilizando gráficos, os pontos nos quais se 
introduzem materiais, ordem das operações e inspeções executadas. Tendo como 
finalidade representar total ou parcial o objeto de estudo. 
Exemplo de Diagrama de Processo: 
 
Fonte: Internet 
64 
 
b) Diagrama de Fluxo: representam graficamente, as operações, os transportes, 
atrasos e armazenagem durante o processo. 
Exemplo de Diagrama de Fluxo de dados: 
 
Fonte: Internet 
 
c) Diagrama de Atividades Múltiplas: as atividades do homem ou das 
maquinas, demonstram essas atividades, humanas/ máquinas, juntas. 
Exemplo de Diagrama de Atividades Múltiplas: 
 
Fonte: internet 
65 
 
Embalagens: conceitos, importância e tipos 
 Definindo embalagem: é um invólucro onde acondicionamos e 
apresentamos um produto. 
 Os principais objetivos das embalagens são: proteger o produto, conter, 
exibir, ter mais de uma utilidade e identificar o produto. Muitas vezes o sucesso de 
um produto está relacionado com a apresentação de sua embalagem e todas as 
informações que o consumidor encontra nela. 
 Lembrando que por trás das embalagens existe uma cadeia produtiva 
complexa que envolve matérias-primas, maquinários e uma grande variedade 
tecnológica de impressão, decoração, rotulagem, acondicionamento e design. 
Isso exige um grande investimento das empresas para manter seus produtos 
competitivos no mercado. 
 Todo o processo de fabricação e aprovação de uma embalagem tem como 
objetivos a proteção do produto, resistência ao empilhamento e ao transporte e 
obtenção do menor custo possível em sua fabricação. 
 
Tipos de Embalagens 
 Existe atualmente uma gama muito grande de materiais que são utilizados 
na fabricação de embalagens, desde o tradicional papelão até os plásticos. 
 Entre os tradicionais (papelão e plásticos) existem algumas desvantagens, 
pois são materiais facilmente descartáveis, possuem pouca proteção contra 
avarias além de sua impossibilidade para uso com uma grande quantidade de 
produtos e sua baixa resistência a água. Isso impulsiona a pesquisa de novos 
tratamentos para o papel e papelão, tais como, papéis encerados usados para 
embalar alimentos, caixas com camadas de polietileno, tendo a vantagem de ser 
reutilizáveis e biodegradáveis. 
 O grupo dos papéis e papelões pode ser utilizado como sacos, caixas, 
cartuchos lisos, caixas de papelão ondulados, utilizados também em muitos 
setores e segmentos da indústria de transformação, podendo ser moldadas em 
66 
 
vários formatos e tamanhos, lembrando que 
muitas são leves e proporcionam um fácil 
armazenamento. 
 Outro material muito utilizado é o plástico, 
de largo uso no pós-guerra, apresentando-se em várias 
formas, texturas, cores, das quais podemos citar: filmes, sacos, sacolas, 
engradados, fracos, entre outros. 
 As inovações tecnológicas proporcionaram o surgimento de novos tipos de 
materiais e novos tipos de embalagens, menos caras e mais úteis. Citamos como 
exemplos: embalagens do tipo sleeves, que são aplicadas sobre 
vidros (garrafas, frascos ou potes); outros exemplos são as 
embalagens acolchoadas que servem para proteger móveis ou 
para embalar produto irregular; não podemos esquecer as 
embalagens retornáveis, que podem ser feitas de aço ou 
plástico. 
 Temos ainda os Paletes, os shrink-wrap e strech-wrap 
(embalagens a vácuo). 
 Segundo DIAS (2010), a paletização vem sendo cada vez mais utilizada em 
indústrias que necessitam de uma manipulação rápida e estocagem racional para 
grandes quantidades de materiais. 
 Dentre as vantagens, podemos citar: 
economia de tempo, de mão de obra, 
economia no espaço de armazenagem; se bem 
organizado, permite a formação de pilhas, 
melhor proteção para as embalagens, pois são 
manipuladas em conjunto e facilidade nas 
operações de carga e descarga de caminhões. 
Foto: Paletes 
 
Foto: Embalagem de papelão 
Foto: Embalagem de plástico 
67 
 
Estocagem e conservação de materiais 
 Atualmente, a estocagem e a armazenagem não dizem apenas respeito a 
um espaço onde guardar materiais, mas esse processo passa a ser integrado com 
a política empresarial, onde vários departamentos estão interligados, tais como o 
setor de marketing, finanças e produção. 
 A grande maioria dos materiais deve e pode ser armazenada ou estocada 
de maneira a não prejudicar a passageme a movimentação no setor. Os 
materiais empilhados, a granel ou embalados, devem ser dispostos (tanto na 
largura como na altura) de maneira a garantirem a estabilidade e a facilidade de 
manuseio. 
 Dependendo do tipo de materiais e produtos, suas dimensões ou 
características podem exigir uma simples prateleira ou um sistema mais complexo 
de armações, caixas ou gavetas. 
 Segundo DIAS (2010), as formas mais comuns de estocagem de materiais 
podem ser generalizadas da seguinte forma: 
a) Caixas – adequadas para pequenas peças, adquiridas ou fabricadas, 
inclusive utilizadas na linha de produção. 
b) Prateleiras – podem ser de madeira ou traçarem perfis metálicos; destinam-
se a peças maiores ou para o apoio de gavetas ou caixas padronizadas. 
c) Racks – são construídos para acomodar peças longas e estreitas; eles 
podem ser feitos de madeira ou aço estrutural. 
d) Empilhamento – constitui uma variante na armazenagem de caixas e 
produtos, que não exigem divisões nas prateleiras ou formarem uma 
espécie de prateleira por si só, permitindo o aproveitamento máximo do 
espaço vertical. 
 Os materiais, quanto à armazenagem e conservação, devem ser analisados 
e dispostos de acordo com um arranjo físico mais conveniente e que atenda ao 
fluxo dos materiais: 
1. Armazenagem por tamanho – aproveita-se melhor o espaço; 
68 
 
2. Armazenagem por frequência – armazenagem próxima à saída do 
almoxarifado dos materiais com mais rotatividade; 
3. Armazenagem especial: ambientes climatizados, produtos inflamáveis, 
produtos perecíveis; 
4. Armazenagem em área externa: de acordo com a natureza dos materiais, 
eles devem ser armazenados em áreas ao ar livre, isso possibilita a 
diminuição de custos e amplia o espaço interno para a necessidade de 
outros materiais, podem ser colocados em “containers”, por exemplo; 
5. Armazenagem com cobertura alternativa: galpões plásticos, que dispensam 
fundações, esse tipo de armazenagem tem um menor custo. 
Foto: Estocagem com galpões plásticos: 
 
Fonte: internet 
 Lembrando que o armazenamento é um conjunto de várias funções que 
vão desde a recepção, a conservação e a distribuição. 
 O ambiente de um almoxarifado deve ser adequado à conservação dos 
materiais, até serem disponibilizados ao consumidor final. Uma má conservação, 
consequentemente, irá acarretar prejuízos, por isso é de grande importância que 
o ambiente, onde será feita a armazenagem, tem que ser estudado quanto às 
características físicas e a disponibilidade de armazenagem. 
 Cada tipo de material produz seus próprios riscos e sua exposição irá 
depender das boas instalações e controle da armazenagem. 
69 
 
 Dentre das principais funções de um almoxarifado, podemos citar: receber 
os materiais; identificação; guardar na localização adotada; verificação periódica 
das condições de proteção e armazenamento; entregar os materiais mediante 
requisições autorizadas; manter sempre atualizados os registros necessários. 
 
Codificação e classificação de materiais 
 Para existirem procedimentos de armazenagem adequados, é necessário 
que haja um sistema de classificação e codificação eficiente dos estoques. 
 Classificar um material significa: 
• Agrupá-lo segundo a sua forma, dimensão, peso, tipo de material e seu 
uso; 
• Ordená-lo de acordo com as suas semelhanças, dentro de suas finalidades 
e funções; 
• Codificá-los de acordo com seu tipo, uso, aquisição, propriedades e 
utilidade. 
 Essa classificação é feita em etapas, tais como: catalogação, simplificação, 
especificação, normalização e padronização. 
 Atualmente os processos mais utilizados e rápidos para a identificação de 
materiais ou produtos ocorrem através dos códigos de barras lineares. 
 Cada fabricante faz sua própria codificação em seus produtos que, 
decodificados pelo computador, transformam-nos em informações utilizáveis 
paras a operação dos sistemas de movimentação automatizados. 
 
Localização de materiais 
 Um bom sistema de localização de materiais estabelece meios para 
identificação da localização dos mesmos; normalmente utiliza-se simbologia, ou 
seja, codificação alfanumérica, que indica precisamente a posição de cada material 
estocado, facilitando as operações de movimentação. 
 
70 
 
 Existem dois métodos básicos de sistemas de localização dos estoques: 
• Sistema de endereçamento fixo: existe uma localização específica para cada 
material ou produto. 
• Sistema de endereçamento variável: não existem locais fixos de 
armazenagem, a não ser para itens de estocagem especial. 
 
Inventário Físico de materiais e patrimoniais 
 Definindo inventário: é um levantamento físico e financeiro de todos os 
bens móveis e imóveis, sendo um procedimento administrativo, cuja finalidade é a 
sincronia entre o que foi registrado e o que já havia em estoque. 
 
Inventário Físico de bens materiais 
 Determina a quantidade de estoque, através da contagem em determinada 
época, geralmente no final do ano; pode ser feito em qualquer época. Esse tipo 
de inventário é um controle básico para a gestão da produção e financeira. Pode 
ser: 
- Rotativo: quando determina, em uma ordem prioritária, os itens a serem 
inventariados. 
- Permanente: quando é realizada intermitentemente. 
 
Inventário físico de bens patrimoniais 
 Tem como finalidade identificar a situação patrimonial e o estado de 
conservação dos bens inventariados, discriminando em relatório os possíveis 
imóveis que devem ser substituídos ou sucateados. 
 Existem alguns tipos de inventários patrimoniais, tais como: 
- Verificação: pode ser realizado em qualquer tempo, quando haja necessidade de 
atualização; 
- Transferência: deve ser realizado quando ocorrer a mudança de comando 
administrativo; 
71 
 
- Extinção: quando da extinção ou transformação de uma função administrativa; 
- Anual: realiza-se para comprovar a exatidão dos registros de controles e 
comparação com os do ano anterior e as possíveis variações ocorridas no ano de 
exercício. 
 
Finalizando 
 Um bom layout tem como finalidade reduzir custos, reduzir desperdícios 
de materiais, aumentar a capacidade produtiva, melhorar as condições de 
trabalho e promover um melhor aproveitamento da área de trabalho. 
 O processo de armazenamento dos materiais envolve todos os controles 
dos itens movimentados e a quantidade de estoque. 
 Um acompanhamento mais minucioso permite um melhor controle do 
almoxarifado, evitando que haja diferença entre os dados de estoque real com o 
do sistema informatizado. 
 A equipe que trabalha no almoxarifado deve estar atenta à movimentação 
dos itens, verificando se há materiais obsoletos ou avariados. 
 A armazenagem tem como objetivo implementar uma boa organização do 
estoque, manter registro atualizado de matérias-primas, agregar valor aos 
produtos, atender ao mercado de varejo, enfim, fazer estoque eficiente oferece 
oportunidades de diminuição de custos. 
 
GLOSSÁRIO 
Termos utilizados na administração de materiais: 
1) Artigo ou Item - designa qualquer material, matéria-prima ou produto acabado 
que faça parte do estoque; 
2) Unidade - características de apresentação física (caixa, bloco, rolo, folha, litro, 
galão, resma, vidro, peça); 
3) Pontos de Estocagem - locais aonde os itens em estoque são armazenados e 
sujeitos ao controle da administração; 
72 
 
4) Estoque - conjunto de mercadorias, materiais ou artigos existentes fisicamente 
no almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente 
os usuários, sem causar interrupções às unidades funcionais da organização; 
5) Estoque Ativo ou Normal - é o estoque que sofre flutuações quanto à 
quantidade, volume, peso e custo em consequência de entradas e saídas; 
6) Estoque Morto ou Inativo - não sofre flutuações, é estático; 
7) Estoque Empenhado ou Reservado - quantidade de determinado item, com 
utilização certa, comprometida previamente e que por alguma razãopermanece 
temporariamente em almoxarifado. 
8) Estoque de Recuperação - quantidades de itens constituídas por sobras de 
retiradas de estoque, sem condições de uso, mas passíveis de aproveitamento 
após recuperação, podendo vir a integrar o Estoque Normal ou Estoque de 
Materiais Recuperados, após a obtenção de sua condições normais; 
9) Estoque de Excedentes, Obsoletos ou Inservíveis - constitui as quantidades de 
itens em estoque, novos ou recuperados, obsoletos ou inúteis que devem ser 
eliminados. 
10) Estoque Disponível - é a quantidade de um determinado item existente em 
estoque, livre para uso; 
11) Estoque Teórico - é o resultado da soma do disponível com a quantidade 
pedida, aguardando o fornecimento; 
12) Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá 
existir em estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência, 
provocada por consumo anormal ou atraso de entrega; 
13) Estoque Médio, Operacional: é considerado como sendo a metade da 
quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de 
Segurança; 
14) Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um item para suprir a 
organização em um período estabelecido mais o Estoque de Segurança; 
73 
 
15) Ponto de Pedido, Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a 
quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para 
ressuprimento do item; 
16) Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade que, quando atingida, 
requer medidas especiais para que não ocorra ruptura no estoque. Normalmente 
é igual à metade do Estoque Mínimo; 
17) Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera. A 
continuação das solicitações e o não atendimento a caracteriza; 
18) Frequência - é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em 
um determinado período; 
19) Quantidade a Pedir - é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou 
comprada; 
20) Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um documento leva, desde o 
momento em que é emitido até o momento em que a compra é formalizada; 
21) Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de formalização do contrato 
bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria; 
22) Tempo de Reposição, Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do 
documento de compra até o recebimento da mercadoria; 
23) Requisição ou Pedido de Compra - documento interno que desencadeia o 
processo de compra; 
24) Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido pela unidade de Compras, 
solicitando ao fornecedor Proposta de Fornecimento. Esta coleta deverá conter 
todas as especificações que identifiquem individualmente cada item; 
25) Proposta de Fornecimento - documento no qual o fornecedor explicita as 
condições nas quais se propõe a atender (preço, prazo de entrega, condições de 
pagamento); 
26) Mapa Comparativo de Preços - documento que serve para confrontar 
condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável; 
74 
 
27) Contato, Ordem ou Autorização de Fornecimento: documento formal, firmado 
entre comprador e fornecedor, que juridicamente deve garantir a ambos 
(fornecimento x pagamento); 
28) Custo Fixo:- é o custo que independe das quantidades estocadas ou 
compradas (mão de obra, despesas administrativas, de manutenção...); 
29) Custo Variável - existe em função das variações de quantidade e de despesas 
operacionais; 
30) Custo de Manutenção de Estoque, Posse ou Armazenagem: são os custos 
decorrentes da existência do item ou artigo no estoque. Varia em função do 
número de vezes ou da quantidade comprada; 
31) Custo de Obtenção de Estoque, do Pedido ou Aquisição: é constituído pela 
somatória de todas as despesas efetivamente realizadas no processamento de 
uma compra. Varia em função do número de pedidos emitidos ou das 
quantidades compradas. 
32) Custo Total: é o resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o 
Custo de Aquisição; 
33) Custo Ideal: é aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas 
dos Custos de Posse e de Aquisição. Representa o menor valor do Custo Total. 
 
 
 
 
 
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	UNIDADE 01- INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS
	UNIDADE 02- CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS E EMPRESAS
	UNIDADE 03- INTRODUÇÃO A COMPRAS
	UNIDADE 04 – ESTOQUE
	UNIDADE 05 – ADMINISTRAÇÃO, ARMAZENAGEM E CONTROLE DO ESTOQUE DE MATERIAIS
	GLOSSÁRIO

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