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Comunicação pessoa - pessoa: habilidade em perceber os significados e
sentimentos de outra pessoa e comunicá-los à ela
Empatia Simpatia
Imaginar pelo ponto de vista da outra
pessoa o que ela está sentindo
Imaginar o que a outra pessoa pode
estar sentindo
A comunicação empática envolve dissolver bloqueios e tornar-se vulnerável diante
de outra pessoa.
Características da comunicação empática:
- Identificar a perspectiva do outro e entendê-la como verdade;
- Não julgar em hipótese alguma;
- Reconhecer as emoções do outro;
- Comunicar ao outro o que percebeu
Comunicação de más notícias: a curto prazo, a má notícia sempre tende a ter um
impacto negativo, por isso recomenda-se que seja combinado com o paciente e
familiares que o assunto será retomado a pedido deles.
Situações passíveis de fornecimento de más notícias:
- DG doença;
- Obtenção de prognóstico difícil;
- Percepção de falha terapêutica;
- Recorrência de doença grave;
- Efeitos colaterais não esperados;
- Óbito não esperado ou súbito;
Dificuldades e barreiras na discussão de más notícias: os profissionais não
treinados de maneira adequada tendem a causar frustração, ansiedade e medo ao
fornecerem más notícias a seus pacientes, podendo gerar comportamentos de
bloqueio:
- Falsa esperança ao paciente;
- Omitir informações essenciais;
- Responder perguntas com termos técnicos;
- Não fornecer espaço para ouvir o paciente e seus familiares
Dicas para fornecimento de más notícias:
- Objetividade: os pacientes têm tendência a se lembrar dos dados fornecidos
no início da abordagem → abordagens longas significam falta de treinamento
e objetividade;
- Cuidados com as âncoras: os dados mais importantes para o paciente,
podem não apresentar o mesmo nível de relevância ao profissional → um
paciente que recebe a notícia de que não vai mais andar, pode não se atentar
quando receber informação sobre risco de morte;
- Resumir: quanto maior a quantidade de informações fornecidas, menor o nº
de informações assimiladas
Protocolo SPIKES:
- S (Set up): procurar se apresentar com perguntas mais informais em um
espaço o mais privado e confortável possível → criação de um bom vínculo
em um ambiente adequado;
- P (Perception): deve-se explicar o motivo da conversa + tempo de conversa
+ perguntar ao paciente o que ele sabe sobre sua doença até o momento;
- I (Invitation): perguntar ao paciente se ele quer saber com ou sem detalhes
sobre sua doença, de forma que os detalhes devem surgir conforme
interesse do paciente;
- K (Knowledge): fornecer a informação e checar o entendimento →
recomenda-se dividir a informação em DG, prognóstico, indicação ou não de
procedimentos e planejamento dos cuidados, de forma que o posicionamento
médico mostra ao paciente que o profissional está ao seu lado;
- E (Emotions): atenção aos sinais não verbais → as emoções podem surgir
em qualquer momento da abordagem, sendo necessário acolhê-las;
- S (Summarize): etapa para checar o entendimento de todo o processo → “o
que você entendeu da nossa conversa?”
Conspiração do silêncio: censura de informações mediada por um acordo entre
diferentes partes, que envolve o paciente, família e profissional de saúde.
A omissão de informações pode resultar em medo, distanciamento entre as partes,
ansiedade e confusão, de forma que impede uma boa organização e adaptação do
paciente e sua família em relação ao quadro atual
Condução de reunião familiar: as reuniões familiares podem ser solicitadas por
toda a equipe ou parte dela, dependendo do tema a ser abordado. É necessário
usar o recurso com cuidado, pois um excesso de solicitações de reunião pode levar
a um descrédito de decisões tomadas e confusão da equipe médica, família e
paciente.
Temas a serem abordados nas reuniões:
- Fornecer DG;
- Informar prognóstico e estágio de doença;
- Discutir plano terapêutico com familiares;
- Informar piora clínica e mudança de metas do tratamento;
- Educar sobre a doença e seu manejo;
- Identificar necessidades dos cuidadores;
- Entender possíveis desejos sobre o fim da vida;
- Identificar familiares com risco elevado de luto complicado e estresse do
cuidados, referenciando-os para acompanhamento específico;
- Conspiração de silêncio
Tipos de família: o reconhecimento precoce do tipo de família leva a uma
abordagem preventiva dos membros, gerando redução do luto complicado
Família resiliente Família “em risco”
- Recursos econômicos suficientes
para suprir as necessidades;
- Os membros da família são
unidos → alta coesão;
- Família desempenha papel na
comunidade;
- Proteção a membros vulneráveis
- Baixa coesão familiar marcada
por conflitos internos;
- Família desestruturada e rejeita
auxílio;
- Família aceita ajuda mas
apresenta perfil
apático-pessimista
Roteiro básico:
1. Agendamento e preparação: certificar-se que o paciente autoriza cada uma
das pessoas a participarem da reunião, bem como, se ele deseja participar
da mesma → é preferível realizar uma reunião apenas com o principal
cuidador e depois com o restante da família;
2. Acolhimento: acolher os participantes na entrada do hospital e levá-los a um
local tranquilo → apresentação de toda equipe + explicar a finalidade da
reunião + tempo de duração;
3. Hierarquização: etapa crucial em que deve-se identificar quem é o principal
cuidador e quem mora com o paciente → identificar quem é a pessoa mais
próxima ao paciente;
4. Acessar o racional: perguntar individualmente aos familiares presentes → “o
que você sabe da doença do seu familiar até o momento?” e “o que a equipe
lhe comunicou até o momento?”;
5. Acessar o emocional: deve ser feita com cautela para não gerar
consequências negativas → “como você imagina que será a partir de
agora?”;
6. Fornecer informações e opinião da equipe: as informações devem ter
linguagem ajustada para o nível intelectual e cultural da família → deve ser
explicado o DG, prognóstico, opinião da equipe sobre indicação ou não de
procedimentos invasivos e planejamento de cuidados;
7. Acolher: respeitar o momento de emoção dos familiares;
8. Sumarizar: checar o entendimento dos familiares, bem como, se concordam
e sentem segurança com a proposta

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