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Triterpenos, esteroides e Saponinas Via do mevalonato Biossíntese Lupeol b-sitosterol 30 Carbonos triterpenos 27 Carbonos esteróides Óxido de esqualeno Pelo núcleo aglicona (sapogenina) que darão origem Saponinas esteroidais Saponinas triterpênicas QUE PODEM TER Sapogeninas ácidas (grupos funcionais ácidos) Sapogeninas básicas (grupos nitrogenados: alcalóides esteroidais) Pelo número de cadeias heterosídicas ligadas na sapogenina Monodesmosídicas, bisdesmosídicas, trisdesmosídicas Classificação 30 carbonos Mais freqüentes na natureza Sapogeninas triterpênicas b-amirina a-amirina lupeol Esqueleto de 27 carbonos Saponinas esteroidais espiroestano furoestano Solanaceae - gênero Solanum Esqueleto de 27 carbonos agliconas hexacíclicas monodesmosídicas Sapogeninas alcaloídicas ou alcalóides esteroidais solanidano espirosolano Piperidina indolizidina 10/11/13 ...E AS SAPONINAS? Saponinas Os índios da Amazônia utilizam diversos cipós denominados “timbó”, para matar peixes; Os Mapuches, do Chile, usavam as cascas de Quillaja saponara, para lavar roupas História Nome oriundo da palavra latina sapo (sabão), sendo que as saponinas eram inicialmente extraídas da planta Saponaria officinalis;rincipal fonte em nossa dieta são as leguminosas como a soja, amendoim, lentilha; Também estão presentes em aveia, alho, aspargos, espinafre e chás; Heterosídeos esteroidais ou triterpênicos; Diminuem tensão superficial da H2O (tensoativos) ; ação detergente e emulsificante Saponina Elevada massa molecular (600 a 2000); Saponinas neutras, ácidas ou básicas Solúveis em H2O; As espécies normalmente apresentam mistura complexas de saponinas. Ocorrem geralmente nas raízes, cascas e sementes, em concentrações de 0,1 – 20%; saponinas Panax ginseng - ginseng 2-3 % Hedera helix - hera 5 % Aesculis hipocastanum - Castanha-da-índia 3 % Glycyrrhiza glabbra - alcaçuz 8-12 % Primula spp. - prímula 5-10 % Saponaria officinalis - saboneteira 2-5 % Saponaria alba - saboneteira 20 % Smilax officinalis - salsaparrilha 1.8-2.4 % Polygala spp - senega 8-10 % Pó inodoro, sabor variado (algumas doces), branco ou amarelado, Elevado PM, sólidos amorfos, higroscópicos Formam espuma abundante e persistente em H2O Solúveis em soluções hidroalcoólicas Formam solução coloidal com H2O Insolúveis em solventes orgânicos apolares Aumentam permeabilidade celular Ação sobre membrana Propriedade hemolítica, ictiotóxica Propriedades Possuem grupos glicosídeos em sua estrutura compostos polares, ou seja, difícil purificação (misturas complexas) Obtidas por: Soluções aquosas, alcoólicas ou hidroalcoólicas Maceração, decocção ou percolação Extração e Isolamento métodos colorimétricos e espectroscópicos heterosídeos, núcleo esteroidal e núcleo triterpênico (reações com formação de produtos coloridos) Ácidos minerais Aldeídos aromáticos Sais de metais Formação de espuma Ação Hemolítica Caracterização Cromatografia em camada delgada Panax ginseng Caracterização Rc Rb2 Rb1 E Re Rd Rg’ Rh’ Atividade hemolítica 1 2 3 4 1 - Polygala senega 2 - Smilax sp. 3 - Panax ginseng 4 - Aesculus hippocastanum Propriedades atribuídas a seu caráter anfifílico Atóxicas via oral, Geralmente tóxicas via parenteral Ação em membranas celulares: alteração de permeabilidade ou destruição Atividade hemolítica (não exerce um efeito significativo In vivo) Atividade ictiotóxica Atividade moluscicida Ações Farmacológicas Irritação de mucosas outras (dependem da droga) expectorante, antiinflamatória, imunoadjuvante, antiviral, diurética, antimicrobiana, cicatrizante, etc. Ações Farmacológicas: Farmacêutico Surfactante natural não-ionico Preparo de emulsões e suspensões coloidais; sabões líquidos, xampus, loções capilares; Bio-saponins® adjuvantes para aumentar absorção de medicamentos medicamentos fitoterápicos Indústria detergentes, espumantes, espessantes, material de partida para síntese de esteróides Emprego ação farmacológica: diurética, depurativa, sudorífera, antiinflamatória, tônica usos: extratos aquosos, associações com outras plantas, espumante de cerveja sem álcool, doces, sobremesas; liberação pelo FDA; constante na USP Smilax officinalis MATÉRIA-PRIMA VEGETAL PARA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA diosgenina hecogenina progesterona acetato de cortisona Hormônios sexuais e contraceptivos orais Corticóides o Progesterona a partir da diosgenina em 1947 o Primeiro contraceptivo oral 1951 inhame, cará parte usada: tubérculos constituintes: principal saponina é a dioscina usos: extração da diosgenina (aglicona) para produção de esteróides Dioscorea sp dioscina Sisal Fonte comercial de hecogenina Obtida a partir do suco do sisal (processo de desfibrilação) Procedimento simples (fermentação+extração solvente apolar) Principal produtor Tanzânia (Glaxo farmacêutica) No Brasil o suco é desperdiçado Produção de até 15 Kg de hecogenina/ha 1Kg = $10.000 Agave sisalana CASTANHA-DA-ÍNDIA AESCULUS HIPPOCASTANUS CASTANHA-DA-ÍNDIA ➲ Mistura complexa de glicosídeo terpenóides: ⚫ b-escina (cristalizável pouco hidrossolúvel) ⚫ a-escina (hidrossolúvel) ⚫ Flavonóides (quercetina, kaempferol) ⚫ Esculetina (cumarina) b-escina reduz atividade lisossômica em 30% Reduz o edema, reduzindo a filtração trans-capilar de água e proteína, possui ação diurética CONSTITUINTES PRESENTES NA CASTANHA-DA-ÍNDIA INDICAÇÕES ➲ Processos patológicos de varicosidades. ➲ Aproximadamente 20% dos adultos desenvolvem a patologia ➲ Acometem mais as mulheres, principalmente na fase de gestação (aumento da pressão venosa na parte inferior das pernas) PROCESSO PATOLÓGICO ➲ Ação de ENZIMAS LISOSSÓMICAS, que destroem o tecido elástico de sustentação das veias ➲ Facilita a saída de eletrólitos, proteínas e água atraves das paredes (EDEMA) ➲ Ação ENZIMÁTICA facilita: Redução da força da parede vascular, dilatação venosa, redução do fluxo sanguíneo, trombos e ulcerações TERAPIA DA SÍNDROME DA VARICOSIDADE ➲ Aliviar o edema ➲ Prevenir formação do edema, reduzindo a permeabilidade ➲ Aumento do tonus venoso ➲ Inibir a ação enzimática ➲ Neutralizar o processo inflamatório e esclerótico CASTANHA-DA-ÍNDIA FORMAS DE USO ➲ Extratos hidroalcoólicos (16-21% de heterosídeos triterpênicos) ➲ DOSE PADRONIZADA COM b-ESCINA 50mg 2X AO DIA (uso prolongado) ➲ Dose inicial 90-150mg de b-escina, manutençao (35-70mg) ➲ EXTRATOS ISENTOS DE ESCULINAS Há evidências sobre a bio-equivalência entre AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE EXTRATO PADRONIZADO DE CASTANHA –DA-INDIA E MEIAS DE COMPRESSÃO SOBRE O EDEMA DE MEMBROS INFERIORES Fonte: Schulz, Hansel, Tyler Fitoterapia Racional, 4ª Ed, Manole Ed.) APRESENTAÇÕES ➲ Castanha-da-índia + rutina + extrato de miroton ➲ Extrato seco castanha-da-índia + hamamelis (tópico) ➲ Extrato seco de castanha-da-índia com 20% escina (50mg) ➲ Escina + salicilato de dietilamônio ➲ Escina + cumarinas Alcaçuz Nome derivado do grego - glykos (doce) rhiza (raiz) Utilizada com edulcorantes em bebidas Parte usada: raízes e rizomas Constituintes Saponinas triterpênicas (2-15%), Triterpenos Esteróides Flavonóides (cor amarela) Amido Glycyrrhiza glabra interesse comercial elevado saponina triterpênica: glicirrizina (2 a 4%) aglicona = ácido glicirrético mais doce que o açúcar comum (50 vezes); após hidrólise, perde sabor Glycyrrhiza glabra glicirrizina ou ácido glicirrízico Ação farmacológica: Expectorante, Diurética Antiespasmódica,Antiinflamatória; Contra úlcera péptica; O ácido glicirrético é usado como antiinflamatório tópico; causa retenção de Na+, depleção de potássio, edema; Efeito do tipomineralocorticóide Cardíacos e hipertensos devem evitar o consumo Glycyrrhiza glabra João Destacar João Destacar Usos: pó, extrato aquoso, xarope Edulcorante para medicamentos Aromatizante e flavorizante em confeitaria Surfactante Espumante de cerveja Glycyrrhiza glabra Quillaja saponara Quilaia, pau-sabão, soapbark A palavra chilena quillean significa “para lavar” Partes usadas: Cascas do caule Saponinas triterpênicas Mistura complexa (peso molecular elevado) QS-21 Quillaja saponara Usos: Industrial Estabilizante de suspensões Agente espumante Emulsificantes Óleos essenciais Veterinário Imunoadjuvante em vacinas salsaparrilha origem: México e América Central (Maias) parte usada: raízes constituintes: resina, esteróides, amido e saponinas (2 a 4%) Smilax officinalis Erva-mate Principais constituintes: saponinas triterpênicas e metilxantinas Diurética Usos: No Brasil é uma bebida regional: tereré, chimarrão, chá Na Europa é vendida como chá adjuvante em regimes hipocalóricos (diurética) Aumenta a liberação de ácido gástrico e diminui os níveis de colesterol. Ilex paraguarienses MATERIAL DA AULA PRÁTICA TESTE SIMPLES DE ESPUMAS COM DROGAS RICAS EM SAPONINAS: - ADICIONA-SE UMA PEQUENA QUANTIDADE DE DROGAS RICAS EM SAPONINAS EM UM TUBO DE ENSAIO (cuidado, drogas ricas em saponinas são irritantes de mucosas – olhos, narizes, etc. Então não deve ser agitadas para evitar a suspensão de partículas no ar. - ADICIONA 3-5 Ml de ÁGUA E AGITE VIGOROSAMENTE POR 15 SEGUNDOS. - COLOCAR EM REPOUSO POR 15 min, A ESPUMA DEVE SER PERSISTENTE. Teste de espuma com Luffa operculata, conhecia como cabacinha ou buchinha-do- norte. TESTE DE LIEBERMAN-BURCHARD - TRATA-SE DE UM TESTE PARA DIFERENCIAÇÃO DE NUCLEOS ESTEROIDAIS E TRITERPNOS, ESTEJA ELE PRESENTE NA FORMA DE GENINA (LIVRE) OU LIGADO A AÇÚCAR, NA FORMA DE SAPONINAS. - COLOCA-SE UMA PEQUENA QUANTIDADE DA SUBSTÂNCIA A SER TESTADA EM UM TUBO DE ENSAIO, ADICIONA-SE VAGAROSAMENTE E PELAS PAREDES 1 mL DE ÁCIDO SULFÚRICO CONCENTRADO, SEGUIDO DE 1 mL DE ANIDRIDO ACÉTICO CONCENTRADO. - ESSA OPERAÇÃO DEVE SER FEITA EM CAPELA E HÁ FORMAÇÃO DE DUAS FASES QUE NÃO PODEM SE MISTURAR, POIS PODE PROJETAR FORA DO TUBO. - - A FORMAÇÃO DE COR ENTRE AS FASES É INDÍCIO DE PRESENÇA DOS NÚCLEOS. - VERMELHO-AMARELO: NÚCLEO TRITERPENO, VERDE-AZUL: ESTEROIDAL. Teste de Lieberman-Burchard feito com beta-escina e beta-sitosterol puros (P.A). Observa-se a formação de anel vermelho no primeiro tubo (beta-escina) e fase esverdeada no tubo de beta- sitosterol.