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Faculdade de Farmácia Farmacognosia Básica Prof. Gildeon Marques Quinonas Definição: • São compostos orgânicos que podem ser considerados como produtos da oxidação de fenóis. o + oFenol Ânion Fenóxido Quinona Quinonas Simões et al., 2004 2 Adaptado de VIEIRA et al., 2004.Principal característica: • Presença de duas carbonilas (C=O) • Pelo menos duas duplas ligações. Reação de oxidação de fenol: Quinonas 3 Oxidorredutases Melanoidinas Quinona Classificação: Naftoquinonas AntraquinonasBenzoquinonas Quinonas 4 1,4-benzoquinona p-benzoquinona 1,4-dicetociclohexa-2,5-dieno 1,2-benzoquinona o-benzoquinona 1,2-dicetociclohexa-3,5-dieno 1- Benzoquinonas 5 O O 1,3-benzoquinona m-benzoquinona Coenzima Q10 - CoQ10 2,3-dimetoxi-5-metil-6-decaprenil- 1,4-benzoquinona. ▪ Coenzima mitocondrial produção de ATP ▪ Presente em células do organismo que participa dos processos de produção de ATP ▪ Maior demanda: Benzoquinona - Ubiquinona 6 ▪ Isolada da Streptomyces caespitosus ▪ Atividade antibiótica Benzoquinonas - Mitomicinas 7 1,4- Naftoquinona 1,2- Naftoquinona 2- Naftoquinonas 8 ❑ Filoquinona (2-metil-3-fitil-1,4-Naftoquinona) • Controle da coagulação sanguínea Produzida por cianobactéria e plantas ❑ Menaquinona Produzida por bactérias gram-positivas Naftoquinonas – Vitaminas do tipo K Função: 9 Lapachol β- lapachona Atividades: ▪ Cercaricida, ▪ Moluscicida; ▪ Leishmanicida; ▪ Tripanossomicida. Naftoquinonas – Lapachol e β-lapachona 10 3- Antraquinonas- Estrutura fundamental 11 9, 10- Antraquinona 3- Antraquinonas- Métodos de extração 12 ➢ Maceração ➢ Percolação ➢ Água quente pressurizada, micro-ondas ou ultrassom; ➢ Soluções hidroalcoólicas. Para obtenção das formas reduzidas, utiliza-se temperaturas baixas, ausência de luz e de oxidação. 3- Antraquinonas- Métodos de identificação 13 Reação característica = reação de Bornträger → antraquinonas livres (430nm)/fenolatos (520nm). NH4OH Agitação Fenolato 430 nm 520 nm Espectrofotômetro CCD CLAE Antraquinonas – Análise Quantitativa 14 Antraquinonas- Propriedades farmacológicas 15 Laxante Antraquinonas - Biossíntese 16 Antraquinonas - Biossíntese 17 ▪ Substituintes em C-10 Classificação em 3 grupos: • C=O Antraquinonas • C-H Antronas • C-C Biantronas ▪ Interconvertem-se facilmente → antronas, antronóis e biantronas; ▪ Antronas e antronóis Função oxigenada em C-9. Antraquinonas – Características Gerais 18 ▪ Ocorrência na forma de heterosídeos • Maioria das substâncias O-Glicosídeos (ligações em C-1 e C-8) • C-Glicosídeos (ligações em C-C sempre em C-10). • Açúcares mais comuns: Simões et al., 2004. Glicose Ramnose C-8 Antraquinonas – Características Gerais C-10 19 //upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/Beta-D-Glucopyranose.svg //upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fa/Alpha-L-Rhamnopyranose.svg ▪ Solubilidade • Geninas→pouco solúveis em água/solúveis em solventes orgânicos; • Heterosídeos → solúveis em água e soluções hidroalcoólicas. ▪ Hidrólise • O-glicosídeos: são hidrolisáveis em ácidos diluídos, bases fortes e enzimas; • C-heterosídeos: FeCl3. Genina ou Aglicona Antraquinonas – Características Gerais Heterosídeo 20 Metabolismo Antraquinonas 21 Mecanismo de Ação ▪ Estimulação direta da contração da musculatura lisa do intestino. • Liberação ou com o aumento da síntese de histamina ou outros mediadores a motilidade intestinal. Antraquinonas 22 ▪ Inibição da reabsorção de água através da inativação da bomba de Na+/K+ ATPase. Mecanismo de Ação Antraquinonas 23 ▪ Extrato seco, por período não superior a 10 dias na dosagem média de 25 mg/dia. ▪ Uso contínuo: • Destruição dos plexos nervosos intramurais no cólon efeito irritante. Formas de uso: Antraquinonas 24 Mães lactantes • Não fazer uso; • Droga transferida no leite; • Afeta o lactente. Nefrite Coloração na urina Alterações morfológicas no reto e cólon Asa vezes exigem intervenção cirúrgica Efeitos adversos Antraquinonas 25 Antraquinonas 26 REA Glicosídeos Muito polar, menor absorção que as antraquinonas livres (Menor biodisponibilidade) Formas reduzidas (Antronas e Diantronas) ➢ 10 X mais ativas que as formas oxidadas; ➢ Formas ativas das antraquinonas; ➢ Formadas ou liberadas no intestino pela flora bacteriana, após hidrólise glicosídica ou redução antraquinonas. Essenciais para ação laxante Drogas Vegetais Clássicas ▪ Sene (Senna alexandrina Mil.) Farmacopéias Cassia sena L. Cassia angustifolia V. sene – de-alexandrina ou sena- egípcia sene – de -tinnevelly ou sena -indiana Antraquinonas 27 • Principais glicosídeos antraquinônicos Diantrona -8,8- diglicosídeos Senosídeos A-F. ▪ Sene (Senna alexandrina Mil.) Folíolos (Folhas) Frutos Antraquinonas 28 • Parte utilizada • Uso - Laxante Sanitário ▪ Cáscara-Sagrada (Rhamnus purshiana DC.) • Usar a casca envelhecida (pelo menos 1 ano) ou após o aquecimento a 100ºC. • Contém aprox. 6% de derivados hidroxiantracênicos, dos quais 60% de cascarosídeos. • Glicosídeos antracênicos • 80 à 90% C-glicosídeos • 10 à 20% O-glicosídeos Antraquinonas 29 ▪ Cáscara-Sagrada (Rhamnus purshiana DC.) • Partes utilizadas: Cascas de caule e ramos • Cáscara sagrada faz parte da relação de fitoterápicos ofertados pelo SUS; Antraquinonas 30 • Principais Glicosídeos ✓ Cascarosídeos A - D ▪ Ruibarbo (Rheum palmatum L. e Rheum officinale Baill.) • Originário da China e Tibete • Contém 3 a 12% de derivados antracênicos, sendo 60 a 80% glicosídeos de antraquinonas • Falsificação→ R. rhaponticum L. (Ruibarbo- rapôntico, Ruibarbo- do- jardim ou ruibarbo- francês) • Derivados antracênicos Antraquinonas • Apresenta baixos teores de antraquinonas 31 ▪ Ruibarbo (Rheum palmatum L. e Rheum officinale Baill.) • Pesquisa de falsificação Caracterização do ruibarbo raptônico (Rheum raponticum L) • Cromatografia em Camada Delgada • Identificação da presença do raptonosídeo ou rapontigenina • Forte fluorescência azul Antraquinonas 32 ▪ Ruibarbo (Rheum palmatum L. e Rheum officinale Baill.) • Parte Utilizada- Rizomas e raízes • Usos- Laxante, anti-inflamatório e hemostático Antraquinonas 33 ▪ Babosa (Aloe vera L./Aloe barbadensis Mill.) Antraquinonas 34 • Maior atividade laxante • Sabor nauseante e amargo • Odor característico e desagradável • Compostos ativos -C-glicosídeos - aloína /barbaloína • Altas doses podem causar dores abdominais, irritação gastrintestinal, nefrite, diarreia com sangue e gastrite hemorrágica; • Relação de fitoterápicos ofertados no SUS como cicatrizante; • IN nº 05, de 11/12/2008: gel mucilaginoso das folhas – extrato obtido do gel/uso tópico – forma farmacêutica deve conter de 0,03 a 0,2 mg de polissacarídeos totais por 10 mg. • Parte Utilizada- Látex dessecado das folhas ▪ Babosa (Aloe vera L./Aloe barbadensis Mill.) Antraquinonas 35 DEWICK, P. M. Medicinal Natural Products. 2 ed. 2002. EYONG, K. O.; KUETE, V.; EFFERTH, T. Quinones and benzophenones from the Medicinal Plants of Africa. In: Medicinal Plant Research in Africa. Pharmacology and Chemistry, Elsevier, p. 351-391, 2013. FALKENBERG, M. B. Quinonas. In: SIMÔES C. M. O. et al (Org.). 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