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PROCEDIMENTOS FALIMENTARES
APRESENTAÇÃO
DE APOIO
É Juiz titular da 1a Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São
Paulo desde 2011. Presidente e fundador do Fórum Nacional dos Juízes de
Competência Empresarial - FONAJEM. Atualmente é juiz auxiliar da
Presidência do Superior Tribunal de Justiça -STJ. Possui graduação em
Direito pela USP (1997), e mestrado pela FADISP (2008). Doutor (2013)
em direitos difusos e coletivos na PUC/SP, mestre em direito comparado
pela Cumberland School of Law - Samford University nos Estados Unidos
da América. Estágio pós-doutoral em Direito na Universidade de Paris 1 -
Panthéon/Sorbonne. Atualmente é professor de direito empresarial da
PUC/SP e Professor Permanente do Programa de Mestrado e Doutorado
em Direito na UNINOVE; Membro efetivo do Núcleo de Estudos de Direito
da Empresa e Arbitragem - NDEA da FGV - Direito Rio. Membro do Grupo
de Trabalho de Recuperação Judicial e Falência criado pelo Ministério da
Fazenda pela Portaria 467/2016. Membro do Grupo de Trabalho para
modernização de Falências e Recuperações Judiciais do Conselho
Nacional de Justiça (Portarias CNJ 162/2018 e 199/2020). Membro do
Conselho Científico do International Journal of Insolvency Law. Membro
do Judicial Insolvency Network (JIN). É Juiz de Direito (Tribunal de
Justiça de São Paulo) desde 1998.
DANIEL CARNIO COSTA
Professor Convidado ANA CLÁUDIA REDECKER
Professora PUCRS
Professora de Direito na graduação e pós-graduação lato sensu
da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul - PUCRS. Doutoranda em Ciências Jurídico Econômicas pela
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). Mestre em
Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul -
PUCRS (2000), Especialista em Ciências Políticas pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (1995) e bacharel
em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul -
PUCRS (1993). Advogada especialista em Direito Empresarial e Direito
Digital.
Professores
Aspectos e princípios fundamentais da falência. Efeitos da decretação da
falência. Particularidades da restituição de bens e em dinheiro e a correlação com os
embargos de terceiro. Especificação das hipóteses de ineficácia dos atos praticados pelo
falido. Análise da ação revocatória. Identificação dos aspectos comuns à ineficácia e à
revogação. Verificação dos requisitos e efeitos do encerramento da falência e da extinção
das obrigações do falido.
Ementa da disciplina
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•QUEM É FALIDO?
• É sempre o empresário individual ou a sociedade (empresa). Não o sócio. Mas
dependendo da função exercida e do modelo societário, o sócio pode sofrer
pessoalmente as consequências da falência.
• Os sócios que representam e administram a sociedade
(diretores/administradores) são equiparados ao empresário individual para
fins dos encargos processuais e restrição profissional (art. 81, p. 2 e art. 102,
LRF).
• Quanto à responsabilidade civil, somente os sócios de responsabilidade
ilimitada podem ter seu patrimônio pessoal arrecadado (embora devam ser
vendidos os bens da sociedade em primeiro lugar). São considerados falidos
(art. 81, LRF)
• Quanto à responsabilidade penal, todos os sócios são equiparados ao
empresário individual falido.
• Obs – efeitos da falência em relação ao falido:
• Restrição da capacidade civil para prática de atos de conteúdo patrimonial
(venda e compra de imóvel, celebrar contrato social, dar quitação etc.)
• Restrição do direito de ir e vir (não pode ausentar-se da Comarca sem
autorização judicial).
• Suspensão do direito ao sigilo de correspondência.
• Suspensão do direito de exercício da profissão – o falido não poderá exercer
atividade empresarial enquanto não reabilitado.
• Obrigações processuais (colaboração, comparecimento etc)
• Lei 8934/94 - Art. 35. Não podem ser arquivados:
• II - os documentos de constituição ou alteração de empresas mercantis de
qualquer espécie ou modalidade em que figure como titular ou administrador
pessoa que esteja condenada pela prática de crime cuja pena vede o acesso à
atividade mercantil;
REALIZAÇÃO DO ATIVO NO PROCESSO 
FALIMENTAR
• O ativo deve ser alienado imediatamente, tão logo seja arrecadado (art. 139
LRF).
• A venda dos bens arrecadados é fundamental para o sucesso do processo
falimentar (importante missão do administrador judicial)
• A REFORMA SIMPLIFICOU E DESBUROCRATIZOU A VENDA DE ATIVOS NA
FALÊNCIA
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• § 1o O disposto no inciso II do caput deste artigo não se aplica quando o
arrematante for:
• I – sócio da sociedade falida, ou sociedade controlada pelo falido;
• II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do
falido ou de sócio da sociedade falida; ou
• III – identificado como agente do falido com o objetivo de fraudar a sucessão.
• § 2o Empregados do devedor contratados pelo arrematante serão admitidos
mediante novos contratos de trabalho e o arrematante não responde por obrigações
decorrentes do contrato anterior.
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EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DO 
FALIDO
• Ocorre nas seguintes hipóteses:
• 1- pagamento integral dos créditos.
• 2- rateio de mais de 25% do passivo quirografário.
• 3- decurso do prazo de 03 anos contados da decretação da falência.
• 4- prescrição.
• OBS – admite-se que o falido complemente o depósito para quitação dos
créditos (integral ou parcial), caso o produto da realização do ativo da
empresa não seja suficiente.
• REABILITAÇÃO – ART. 159
• AÇÃO RESCISÓRIA – ART. 159-A
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	aulas puc rs - lógica da falência e aspectos falenciais
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