Prévia do material em texto
investigação de sinais e sintomas a fim de chegar a um diagnóstico nutricional do paciente para que assim o profissional veja a melhor forma de abordagem para o tratamento e acompanhamento do diagnóstico nutricional do indivíduo examinado. Estudo dos sinais e sintomas das doenças; A história clínica e o exame físico criterioso constituem a base da avaliação nutricional; Parâmetros antropométricos, laboratoriais e todos os modernos equipamentos para avaliação nutricional têm por objetivo quantificar o compartimento gorduroso, proteico e/ou muscular. COMO CHEGAR A UM DIGANÓSTICO NUTRIONAL DO PACIENTE? É necessário a realização do exame clínico do paciente, por meio de uma conversa profissional onde se obtenha informações sobre a história clínica dele e assim seja possível montar um diagnostico nutricional por meio das informações fornecidas pelo paciente. É NECESSÁRIO UTILIZAR-SE DE TÉCNICAS PARA ABORDAGEM DO PACIENTE! Em uma consulta é necessário que o profissional de saúde escute o indivíduo que está sendo examinado, se mostre interessado e seja empático com a história clínica que o paciente está contando no âmbito da consulta. → Ao escutar atentamente e realizar as perguntas certas torna-se possível chegar a um diagnostico mais preciso com base em todos os sinais, sintomas e história clínica do paciente. DIAGNÓSTICO CLÍNICO – MÉDICO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL – NUTRICIONISTA O diagnóstico nutricional não se limita ao peso e análise de dobras, inclusive pode realizar um diagnóstico nutricional com base apenas na escuta do paciente e análise do que se está sendo dito pelo paciente. A conversa precisa ser detalhada, pois quanto maior a obtenção de informações, mais preciso será o diagnóstico do paciente. É importante obter informações sobre a situação atual do paciente, mas é ainda mais importante saber do seu “passado”. Qual a história clínica desse paciente? → OU SEJA, esse paciente vem perdendo, ganhando ou mantendo o peso? É necessário direcionar as perguntas para que a avaliação seja mais direta e centrada. Significa manifestação, indício ou vestígio. São manifestações clínicas visíveis e perceptíveis pelo profissional através de seus sentidos. Significa acontecer. São manifestações subjetivas percebidas pelo paciente e relatadas ao profissional. Ex.: dor, náusea, cansaço, prurido, dormência, etc. COLETA DE DADOS DIAGNÓSTICO É necessário que o profissional tenha sentidos apurados, capacidade de observação, bom senso, critério e discernimento, além do conhecimento básico sobre a doença. ANAMNESE OU EXAME SUBJETIVO significa recordação, reminiscência e indica tudo o que se refere à manifestação dos sintomas da doença, desde suas manifestações prodrômicas (do início da doença) até o momento do exame. De forma geral, a anamnese é recordar possíveis sinais e sintomas, história clínica do paciente, características pessoais (onde mora, quais as condições, etc) EXAME FÍSICO OU EXAME OBJETIVO geralmente sucede a anamnese e objetiva a pesquisa de sinais presentes. No exame físico, utiliza-se FUNDAMENTALMENTE os sentidos naturais do profissional na exploração dos sinais. Ocorre após a anamnese e se trata da análise dos sinais e sintomas do presente. Vanessa Farias – 2021.2 – P5 AULA 1 – Exame Clínico e Técnicas de Abordagem do Paciente Para que você, como nutricionista, chegue a um diagnóstico é necessário que conheça a fisiopatologia das doenças, a fim de reconhecer as suas características no paciente. Se o diagnóstico for clínico, você poderá encaminhar para um médico para que ele finalize o diagnóstico. A análise da história clínica por si só pode ser a determinante de um diagnóstico. O exame bioquímico auxilia na confirmação do diagnóstico que você determinou durante a escuta da história clínica e o exame físico. Saber direcionar as perguntas e ter um olhar minucioso são as principais características para fechar um diagnóstico. Nutricionista não dá diagnóstico clínico, como: alergias e diabetes. é a detecção de aspectos que devem ser explorados com mais detalhes no decorrer do exame físico. 1 Identificação; 2 História Clínica. Nesse momento, é necessário ter cuidado com a linguagem a que se passa a informação, cuidado com os termos. O ideal é falar da forma mais clara e simples possível para o paciente, levando em consideração suas características. Apresentação nominal do profissional/acadêmico; Explicação sobre as etapas; Objetivo daquele atendimento ao paciente. EXEMPLO: Olá, seu Marcos (paciente)! Como o senhor está hoje? Meu nome é Vanessa, sou estudante de Nutrição e vim conversar hoje com o senhor. Tudo bem? O senhor se sente confortável para conversar conosco? Explicação das etapas – Primeiro eu vou te perguntar um pouco da sua história de vida, através da aplicação de um questionário; posteriormente irei fazer um exame físico no senhor; e depois a antropometria para tirar suas medidas e peso. (pode falar de forma parcelada, ou falar tudo de uma vez). É importante que ao realizar cada etapa se explique ao paciente o que está fazendo, explique o instrumento que será utilizado naquele momento. Falar os objetivos do atendimento também é importante, então deve-se falar: Iremos fazer uma avaliação física para ver o seu percentual de gordura e acompanhar seu ganho de peso, tá bem?! IMPORTANTE – O paciente deve ser avisado que as informações prestadas são sigilosas e deve ficar à vontade para tirar dúvidas ou informar algo que não foi perguntado e que jugue importante. NUNCA NEGLIGÊNCIE UMA INFORMAÇÃO DADA PELO PACIENTE! Exemplo 2: Escute de forma atenta – disposição para ouvir, deixando o paciente falar à vontade, interrompendo o mínimo possível. Demostre interesse – não só pelos problemas do paciente, mas por ele, como pessoa. Informe – explicar ao paciente o que está fazendo no momento do registro e o informar de que isso é necessário para que se possa comparar com os exames posteriores ou prévios. Momento adequado do registro – tentar registrar a entrevista em blocos ou ao término da conversa com o paciente, de modo que ele não se sinta inibido. TÉCNICA DO INTERROGATÓRIO CRUZADO – O examinador conduz as perguntas: sente dor? Onde? Há quanto tempo? Etc... Esta técnica busca identificar os sintomas. TÉCNICA DE ESCUTA – O paciente tem a capacidade de relatar com as próprias palavras suas preocupações pessoais. Estas duas técnicas não são de todo independentes; frequentemente se juntam e se justapõem. PROCESSO DA ENTREVISTA: 1. Cumprimente o paciente e estabeleça o vínculo. 2. Convide-o a contar sua história (“O que lhe trouxe aqui?”). 3. Estabeleça a pauta da anamnese. 4. Expandir e esclarecer a história do paciente; gerar e testar hipóteses diagnósticas. 5. Criar uma compreensão compartilhada dos problemas (“Deixa eu ver se entendi: todas as vezes que o senhor toma leite sente desconforto, isso?). 6. Negocie um plano de tratamento e orientação (“Correto. O que acha de na próxima consulta conversarmos sobre DM?). esse passo não se aplica a gente, pois não iremos retornar com o paciente. PERSPECTIVAS DO PACIENTE: É importante que como profissionais de saúde, tenhamos sensibilidade de coletar as experiencias vividas pelo paciente para que possamos conhecer bem o paciente para trata-lo adequadamente. As ideias sobre a natureza e a causa do problema; Os sentimentos em relação ao problema; As expectativas (profissional, atendimento); Os efeitos do problema na sua vida; Experiências prévias pessoais ou familiares semelhantes às atuais. Respostas terapêuticas que já tentou. CONDIÇÃO DA ENTREVISTA: Encorajamento narrativo; Deixe o paciente concluir seu pensamento; Perguntas complementares somente no final do relato completo de cada sintoma; Organizaçãocronológica dos fatos; Síntese e atenção – atitude respeitosa. Formule um plano diagnóstico, terapêutico e educacional; Explique SEMPRE o próximo passo. Considerar o estresse da consulta; Paciente casual? Agudo? Crônico? AGUDO – MENOS DE 6 MESES CRÔNICO – MAIS DE 6 MESES Tem experiência prévia ou medo de doença? Adaptar o nível da entrevista de acordo com o perfil: cultural, educacional e econômico. IMPORTANTE: Lembrar que os pacientes que iremos entrevistar possivelmente estão passando por um momento de dor, medo, tristeza, confusão sobre a ordem dos acontecimentos. É necessário ter paciência. ABORDAGEM: Perguntas diretas (gerais → específicas): “Fale sobre sua dor de barriga” (pausa) “mostre onde é. É em mais algum lugar?” (pausa) “A dor se espalhou para algum lugar?” (pausa) “para qual braço?”. Não podem ser perguntas indutivas (sim ou não): “Suas fezes ficaram pretas como alcatrão?” “Você pode descrever o aspecto das suas fezes?” Uma de cada vez: “já teve também, asma, bronquite, pneumonia?” Oferecer opções de resposta: a tosse sai catarro ou é seca? Esclarecer: “A Sra. falou que estava se comportando igual a sua mãe. O que a Sra. quis dizer com isso?” Comunicação não verbal: Prestar atenção ao contato visual do paciente, expressão facial, postura, posição e movimentos da cabeça, distância interpessoal e posição de braços e pernas. - Posição, gestos e paralinguagem → EMPATIA. Facilitação: estimular o paciente por meio da postura, ações e expressões (“humm”, “continue”). Eco: é uma forma de repetição do que o paciente está falando no seu relato. Respostas empáticas: estabelecer e fortalecer vínculo com o paciente. Em situações que o paciente chora, por exemplo, pode-se falar: - “Como se sentiu em relação a isso? “compreendo” “você ficou preocupado com isso” NUNCA FALAR = “você vai ficar bem!” “vai dar tudo certo!” Validação ou legitimidade: Exemplo: o paciente relata que a pressão subiu depois que ele foi vitima de assalto a mão armada – você deve validar a situação, “Eita, deve ter sido uma experiência horrível para você! Isso pode explicar o por que de você ainda se sentir angustiado” Resumir a situação: ao final da consulta ou de uma questão bem séria é interessante resumir toda a história para o paciente. Falando – “bom, agora vamos tentar saber se já sei da história toda e dos exames que já fiz” (fala tudo) “mais alguma coisa?”. Tranquilização: deve-se ter cuidado na hora do diálogo com o paciente, não utilizar frases como “não se preocupe, vai dar tudo certo”. É importante quantificar e aceitar os sentimentos do paciente sem se preocupar em ser tranquilizador. - No final do exame clínico fornecer ao paciente sua interpretação e lidar abertamente com os reais motivos de preocupação. É importante ter conhecimento! O conhecimento embasa o exame, que detém a técnica, desenvolvida através do saber e do fazer, que por sua vez trará à tona dados que precisarão ser pensadas e repensadas para a tomada de uma decisão. Os dados obtidos durante a realização do exame físico permitem a realização do diagnóstico, o planejamento das ações e implementações do cuidado. A identificação dos problemas do cliente, as decisões tomadas e o pensamento sobre este processo requerem (do nutricionista) o raciocínio clínico.