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ANTI-INFLAMATÓRIO ● INFLAMAÇÃO AGUDA Vasodilatação – rubor- ; permeabilidade vascular - tumor- ; ação de citocinas SNC – calor; Ação nociceptores – dor A cascata de inflamação não está envolvida apenas nos sinais flogísticos da inflamação. Os produtos derivados do ácido araquidônico (AA), as COXs (cicloxigenases) são importantes: COX 1 (constitutiva)- Importante na regulação da homeostase, Estômago, rins COX 2 (induzida)- Importante no processo inflamatório e constitutivamente no endotélio, cérebro, intestinos, rins, testículos, ovários, tireóide, pâncreas. INFLAMAÇÃO E PROTEÇÃO COX-3 (isoforma da COX-1)- Encontrada no cérebro (FEBRE), na medula espinal e coração ● SUBDIVISÕES ● FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DOS PROSTANÓIDES - Efeito gastrintestinal - PGE e PGI - nas células epiteliais estimulam a produção de muco e bicarbonato - PGE e PGI - nas células parietais inibem a bomba de H+ - Efeito Renal - PGE e PGI - vasodilatação compensatória na arteríola aferente em resposta à vasoconstritores como norepinefrina e angiotensina II - PGE - inibe reabsorção de Na na alça de Henle e ductos coletores = natriurese AINES DIMINUEM O EFEITO DE IECA, BRA, DIURÉTICOS e Beta BLOQUEADOR - Importante em pacientes com comprometimento renal, idosos, cardiopatas ou hepatopatas: ● ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINEs) Fármacos que apresentam propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias usados no tratamento dos sintomas da inflamação. Podem ser atípicos (pouco efeito anti-inflamatório) e típicos, podendo ser seletivos (inibem COX 2) ou não seletivos (inibem COX 1 e COX 2) EFEITO ANALGÉSICO: Os AINES diminuem as ações das prostaglandinas diminuindo a sensibilidade dos nociceptores periféricos. EFEITO ANTIPIRÉTICO: IL-1, IL-6, TNF-α no hipotálamo induzem produção de PGE2 que aumentam a taxa de disparos dos neurônios alterando a termorregulação. No hipotálamo a temperatura “considerada normal” aumenta causando febre. - AINEs atípicos (AAS, dipirona e paracetamol) ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS) AINE MAIS PRESCRITO - BLOQUEIO IRREVERSÍVEL DA COX-1 (MODIFICA A ENZIMA)- lesão gástrica Atípico seletivo em baixas doses USOS Dor leve a moderada: cefaléia, mialgia Antitérmico Antiagregante plaquetário (doses baixas) Contra indicados em caso de suspeita de dengue Anti-inflamatório (doses de 1g) → Muito usado como anti-agregante plaquetário (de 100 até 325 mg) • Pacientes que sofreram eventos trombóticos: - IAM - AVE - TEP • Pacientes com alto risco de trombos: - Com fibrilação atrial (comum em idosos) - Ataque isquêmico transitório Uso crônico de AAS: para cirurgias, suspender o uso ~10 dias antes do procedimento ****CONTRAINDICADO PARA CRIANÇAS**** - Síndrome de Reye Disfunção mitocondrial associada a encefalopatia e esteatose hepática microvesicular. Associada a infecções virais. AAS pode causar ainda: - Úlceras e hemorragias gástricas, nefrotoxicidade e lesão hepática - Exacerbação da asma (5-10%) - Deslocamento da via aumentando a conversão da LOX e aumento da produção de leucotrieno e consequentemente causando broncoespasmo - Alergias - Intoxicação (em altas doses – barreira hematoencefálica) Não há antídotos. Controle das convulsões e ressuscitação do paciente caso ocorra parada cardiorrespiratória Administração de bicarbonato para o aprisionamento iônico PARACETAMOL (acetaminofeno) ● Atípico e não seletivo ● Muito utilizado como antipirético (COX-3?) e analgésico ● Pouco efeito anti-inflamatório ● Menos efeito em plaquetas e TGI - Extremamente hepatotóxico (cuidado com a dose) → Não exceder 4 g/dia Tratamento na intoxicação por paracetamol: - Lavagem gástrica com ou sem carvão ativado - N-acetilcisteína DIPIRONA ● Muito utilizado como antipirético (COX-3?) e analgésico ● Pouco efeito anti-inflamatório ● Sem risco elevado de lesão hepática (paracetamol) Chance (remota) de causar: - agranulocitose (redução de neutrófilos, basófilos, eosinófilos) - aplasia medular (deficiência medular) Hipotermia pode ocorrer - AINEs típicos não seletivos EFEITOS ADVERSOS DE AINES TÍPICOS NÃO SELETIVOS - Formação de úlcera péptica →Reduzem PGs Incidência - 20-40% Atenção redobradas aos pacientes que fazem uso de AINEs por tempo prolongado Ibuprofeno < diclofenaco < naproxeno < indometacina < piroxicam - Lesão renal - Os AINEs podem causar Insuficiência Renal Aguda (hemodinamicamente induzida) - Uso crônico ou abusivo pode causar nefropatia analgésica - AINEs típicos altamente seletivos para COX 2 ● ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS - AIEs ou GLICOCORTICÓIDES Aumenta a aldosterona (reabsorve Na e H2O e elimina K) causa edema Cortisol → Glicocorticóide Endógeno. A produção de cortisol está relacionada a diversos fatores: Estresse, hipoglicemia, sono, emoções, frio, dor excessiva, traumatismos, queimaduras, hipovolemia, choque, cirurgias PARA EVITAR EFEITOS ADVERSOS RELACIONADOS À SUPRESSÃO DO EIXO Hipotálamo hipófise adrenal (HHA): • Dose única matutina; • GC de meia-vida curta ou intermediária; • GC meia-vida longa em dias alternados (exceto enfermos reumáticos); • Pulsoterapia para pacientes graves (metilprednisolona 15 a 20mg/kg/dose por três dias) • Via oral preferível - IM tem biodisponibilidade variável; • Via tópica preferível em enfermidades dermatológicas, respiratórias, intestinais (enemas), oculares. • Deve haver redução lenta e gradual em usuários crônicos (desmame); SÍNDROME DA RETIRADA ABRUPTA DOS GC ● Aparecimento de sintomas físicos ou psíquicos: - Físicos: anorexia, náuseas, vômitos, letargia, cefaléia, artralgias, mialgias, fraqueza, perda de peso, hipotensão postural, taquicardia, descamação da pele e febre - Psíquicos: mudanças do humor, labilidade emocional, delírio e estados psicóticos ● Restabelecimento da doença de base ● CASO CLÍNICO - CASO 1 Mulher, 28 anos, relata que estava caminhando no shopping com sapatos de salto quando se desequilibrou em um desnível do assoalho e “torceu” o tornozelo. No dia seguinte procurou o pronto-atendimento de ortopedia, pois sentia dor intensa e dificuldade para deambular. No momento do exame apresentava dor, hematoma, edema e a área estava quente ao toque. O médico solicitou radiografia para avaliar a existência de fraturas, o que foi descartado após o exame. Descartada a fratura, o que os sinais e sintomas apresentados pela paciente sugerem? Inflamação aguda Qual conduta você adotaria neste caso? Prescrição de um anti-inflamatório não esteroidal. Prescreveria algum fármaco para alívio dos sintomas? Qual? Justifique. Prescrição de um anti-inflamatório não esteroidal que irá agir na dor sem interferir tanto na recuperação tecidual por só inibir a COX e, por consequência, as prostaglandinas. Mulher, 64 anos, costureira de uma fábrica de roupas, hipertensa há 8 anos, em uso de losartana (100 mg/dia). Em consulta de rotina ao cardiologista relatou que, há aproximadamente 4 meses, começou a sentir as articulações dos dedos das mãos inchadas, quentes e dolorosas, associada à rigidez matinal nas articulações que perdurava por até 2 horas e relacionou esses sintomas à grande carga de trabalho manual da sua atividade profissional. Progressivamente, passou a sofrer também de fortes dores nas articulações das mãos e dos pés, posteriormente envolvendo punhos, cotovelos, ombros, joelhos e região cervical. Diante do quadro, a paciente foi encaminhada para uma consulta com reumatologista. Na consulta, ao exame físico, articulações metacarpofalângicas, interfalângicas proximais, punhos e joelhos estavam edemaciadas e quentes. Referiu que, após o início dos sintomas, passou a ter extrema dificuldade para executar sua atividade profissional e de cuidado pessoal (pentear-se, escovar os dentes), principalmente pela manhã, mesmo após o alívio da rigidez. Após exames complementares foi diagnosticada com artrite reumatóide. Que tipo de processo inflamatório é característico da artrite reumatóide? Inflamação crônica O tratamento farmacológico prescrito para evitar a progressão da doença foi Metotrexato (15 mg/semana) Prednisona(10 mg/dia por 2 semanas (dose de ataque) e 5 mg/dia por 3 meses). Para alívio das dores e edema foi prescrito naproxeno (2x/dia, por 2 meses) associado a omeprazol (20 mg/dia em jejum)