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Letícia Ferreira Alkimim Ladeia Letícia Ladeia Resumo 1- SP criança tem hipertensão? – Síndrome nefrítica, nefrótica e Lesão renal aguda. (3º) 2- SP Que dá dor no peito? – Dor torácica e Pericardite (1º) 3- SP Exercício físico é bom mesmo? – Angina estável (2º) 4- SP Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço – Pneumonia (4º) 5- SP E tinha que piorar – DPOC (5º) 6- SP Essa dor não mata mas maltrata .. – Osteoartrites (6º) 7- SP Tempos modernos – Fraqueza muscular e distonias. (7º) Letícia Ladeia LESÃO RENAL AGUDA Lesão renal aguda é a redução da TFG. Caracterizada por aumento de 0,3 mg/dl de CREATINA no valor basal em 48 h ou aumento de 1,5x (50%) o valor da creatinina basal em 7 dias Ou redução do débito urinário : DU 0,3mg/dL em 48h Ou 1,5x em 7 dias Redução em 0,5 ml/kg/hora em 6 horas KDIGO 2 Aumento 2x CR basal Redução em 0,5 ml/kg/hora em 12 horas KDIGO 3 Aumento maior que 4 mg/ dL Ou 3x da Cr basal Redução em 0,3 ml/kg/hora em 24 horas Ou Anúria por ≥ 12 h Quanto maior o Kdigo maior a morbimortalidade do paciente. Etiologia: É uma síndrome derivada de uma outra condição clínica que causa IRA IRA PRÉ RENAL RENAL ou Intersticial IRA PÓS RENAL Alteração hemodinâmica transitória com hipoperfusão renal transitória Secundária a alterações que ocorrem no rim: - vasos -glomerulos - Tubulo-intersticio Obstrução das vias urinárias em suas diferentes porção É a causa mais comum. Etiologias: - Perda: hemorragia, edemas, diarreia, vomito, suor e desidratação. - Alterações hemodinamis: AINES e IC descompensada Alterações Laboratoriais: • FENa 500 • Densidade >1020 • Reabsorção de ureia • FE ureia 40 • EAS com cilindros hialinia O organismo vai reter mais Na e Ureia e H20 para corrigir volemia, e a urina fica mais concentrada. 2ª causa de IRA Principal causa de IRA hospitalar e UTI Principal causa é por Necrose tubular aguda, NTA ,por etiologia isquêmica ou nefrotóxica. NTA: Perda da capacidade de reabsorver agua e Na FENA >1% Sódio urinário >20 mmol Osmolaridade 35% Cilindros granulosos ( restos celulares do túbulos lesionados) Causa menos frequente. Quadro clínico: dor lombar e/ou suprapubica Hematúria sem dismorfismo + proteinúria tubilar em torno de 1g. Pode haver poliúria na fase de recuperação. Exames de imagem revelam dilatação das estruturas urinárias. Disfunção renal deve ser bilateral ou unilateral se rim único. Tratamento: Corrigir causa base + reposição volêmica com solução cristalóde ( SF 0,9 % ou ringer lactato). Tratar causa Tratar causa + tempo é rim , quanto maior o tempo para desobstruir pior será a lesão renal. RADDOMIOLISE : lise de célula muscular com aumento de k, fosforo, CPK 5x LSN, acido úrico, pode ter acidose metabólica. E CAI CALCIO . Causa NTA por mecanismo tóxico. A fita reagente para HB na urina lê o complemento heme da mioglobina e positiva. Paciente tem: fraqueza muscular, mialgia, colúria Comum em paciente que fez atividade física extenuante, uso de medicamentos como estatina (lesa musculo), trauma Tratamento: hidratação vigorosa com sol. Cristaloide, manter diurese > 200ml/h, não usar diurético, exceto se sinais de congestão. Alcalinizar urina Letícia Ladeia Lise tumoral: Mesmo Labo da Rabdomiolise, aumenta LDH exceto mioglobinuria . Hidratação vigorosa REDUZIR AC URICO: Rasburicase (solubiliza acido úrico) ou alupurinol (reduz formação de acido úrico). NEFRITE INTERSTICIAL AGUDA – maioria dos casos medicamentoso, pode ser autoimune ou infeccioso. (sintomas sistêmicos + cutâneos e renais) Quadro clínico: febre baixa, rash cutâneo eritematoso+ eosinofilia+ aumento de CR+ proteinúria 1g/ dia e eosinofiluria. Medicamentos associados: Antibioticos (quinolonas, betalactâmicos e sulfa) , inibidor de bomba de prótons, TTO RIPE da tuberculose, aluporinol. TTO: SUSPEDER O AGENTE AGRESSOR. NEFROPATIA INDUZIDA POR CONTRASTE Elevação da CR 48/72 h pós exposição a contraste, sem outro motivo que justifique a IRA. O aumento da CR tem pico no 5º dia, recupera ao longo da primeira semana Contraste usado em TC Nefrotoxicidade por ação celular direta e por vasoconstrição renal e hipóxia. Não tem TTO. Como prevenir: Usar doses menores, melhor contrastes de 3º geração hipo ou isosmolar. Suspender medicações nefrotóxicas, metformina, corrigir desidratação. Hidratar com SF 0,9% 1 mL/ kg/h por 12 h antes e 12h após. NEFROTOXICIDADE MEDICAMENTOSA SÍNDROME HEPATORRENAL Redução da perfusão renal secundária a doença hepática grave e descompensada, causada por vasodilatação esplânica e vasoconstrição sistêmica com redução da Perfusão renal. Letícia Ladeia Barreira de Filtração Glomerular A membrana de filtração glomerular desempenha um papel fundamental no processo de formação da urina nos rins, estando intimamente ligada ao glomérulo renal e à cápsula de Bowman. O glomérulo renal, envolvido pela cápsula de Bowman, é composto por dois folhetos: um interno, ou visceral, que circunda os capilares glomerulares, e outro externo, ou parietal, que reveste internamente o corpúsculo renal. Entre esses dois folhetos está o espaço capsular, também conhecido como espaço de Bowman, onde o líquido filtrado é recebido através da parede dos capilares e do folheto visceral da cápsula de Bowman. Cada corpúsculo renal possui dois polos distintos: o polo vascular, por onde a arteríola aferente penetra e a arteríola eferente sai, e o polo urinário, onde tem início o túbulo contorcido proximal. Ao adentrar o corpúsculo renal, a arteríola aferente se divide em vários capilares que assumem a forma de alças. É importante notar que há uma conexão direta entre a arteríola aferente e a eferente, possibilitando a circulação sanguínea mesmo sem passar pelas alças do glomérulo. A regulação da pressão hidrostática nos capilares glomerulares ocorre principalmente pela arteríola eferente, que apresenta uma quantidade maior de músculo liso em sua parede em comparação com a aferente. O folheto externo, ou parietal, da cápsula de Bowman é constituído por um epitélio simples pavimentoso que se apoia na lâmina basal e em uma fina camada de fibras reticulares. Enquanto isso, as células do folheto interno, ou visceral, chamadas de podócitos, passam por modificações durante o desenvolvimento embrionário, adquirindo características peculiares. Os podócitos são formados por um corpo celular que emite diversos prolongamentos primários, dando origem aos prolongamentos secundários. A organização dos podócitos em torno dos capilares glomerulares e possibilita a presença das fendas de filtração entre seus prolongamentos secundários. Os capilares glomerulares são do tipo fenestrado. Entre as células endoteliais e os podócitos, encontra-se uma lâmina basal espessa, resultante da fusão das membranas basais do endotélio e dos podócitos, sendo um componente essencial da barreira de filtração glomerular. Além das células endoteliais e dos podócitos, os glomérulos também contêm as células mesangiais internas, imersas em matriz mesangial. Essas células possuem receptores para angiotensina II, cuja ativação pode reduzir o fluxo sanguíneo glomerular. Também possuem receptores para o fator natriurético atrial, um vasodilatador que relaxa as células mesangiais, aumentando assim o volume de sangue que passa pelos capilares e a área disponível para filtração. As células mesangiais desempenham diversas funções, incluindo suporte estrutural ao glomérulo, síntese da matriz extracelular, fagocitose de substâncias retidas pela barreira de filtração, entre outras. A entrada do sangue nos capilares glomerulares▪ Fadiga muscular ▪ caimbã QUADRO PSICOLÓGICO ▪ Processo de adoecimento insidioso ▪ Envolve comprometimento psicológico (medo, incerteza, medo, ansiedade.. ) Letícia Ladeia ▪ O paciente pode associar o quadro clínico ao trabalho ➢ Profissionais de risco: ➢ Trabalhos manuais e braças ( costureira, digitadora, caixa de supermercado ..) ➢ Industria (principalmente metalúrgica) DISTURBIOS OSTEOMUSCULARES MAIS COMUNS ▪ Lombalgia ▪ Cervicalgia ▪ Tendinite (ombro, cotovelo e punho) ▪ Mialgia Abordagem o Sintomáticos o Orientação sobre prevenção o Emitir CAT (notificação de acidentes de trabalho) o Notificar SINAN o Afastamento do trabalho. o Equipe multidisciplinar (fisioterapia, terapia ocupacional, psicólogo, enfermeiro, assistente social e outros. PREVENÇÃO – NR17 A NR17 visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. Aborda as condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário dos postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, às condições de conforto no ambiente de trabalho e à própria organização do trabalho. OSTEOARTRITE Doença inflamatória, de progressão lenta e persistente, afetando a articulação como um todo. É a forma mais comum de artrite (62%casos). Acomete: ▪ Cartilagem ▪ Osso subcontral ▪ Ligamentos ▪ Meniscos ▪ Musculos Epidemiologia ➢ Prevalência aumenta com a idade ➢ Incomum antes dos 40 anos ➢ Após 75 anos, 85% das pessoas terão achados radiológicos de oa. ➢ # difícil diagnóstico subclínico – a maioria já está instalada ao diagnóstico. ➢ No brasil, prevalência de 16% Articulações mais acometidas: quadril, joelhos, mãos (interfalancianas distais e proximais, base de polegar), coluna cervical e lombar e 1ªmetatarsofalangeana (joanete) iNFLAMAT ÓRIA MECANICA GENÉTICA OSTEOART RITE Letícia Ladeia FISIOPATOLOGIA: Aumento do metabolismo celular da articulação. Que causa degradação do tecido cartilaginoso e do colágeno e proteoglicanos. Alterações precoces: edema da cartilagem, perda de colágeno, aumento da síntese de proteoglicano e citocinas que degradam proteoglicanos – maior teor de agua na cartilagem. Tardias: aumento da degradação , incapacidade de reparar/ cartilagem mais fina/ fissura e quebra da cartilagem com reparo inadequado. Exposição do osso subcondral. Remodelamento e hipertrofia do osso – osteofito e esclerose subcondral. CLASSIFICAÇÃO: ➢ PRIMÁRIA: Idiopática, genética ( até 3 articulações = localizada / >3 articulações = generalizada) ➢ SECUNDÁRIA: + comum em jovens (pos trauma, doenças metabólicas, desgaste, hemoglobinopatias ....) FATORES DE RISCO: ➢ Envelhecimento ➢ Sexo feminino ➢ Genetica ➢ Obesidade ➢ Desalinhamento anatomico ➢ Atividades esportivas e profissionais QUADRO CLÍNICO: ▪ dor articular, desencadeada/piorada pelo uso. ▪ Dor em aperto/ constrição ▪ Com o avançar da doença – dor em repouso/ noturna. ▪ Rigidez articular após repouco , com duração inferior a 30 min. ▪ Queixa de insegurança na articulação ▪ Perda da amplitude de movimentos. ▪ Fraqueza e atrofia dos músculos periarticulares. Ao exame: ▪ Sinais de sinovite: dor , edema, calor, derrame articular ▪ Creptações audíveis e palpáveis ▪ Deformidade articular ( nódulos de heberden/Bouchard/ LABO: DESCARTAR OUTRAS CAUSAS(CA, P, Mg, Acido úrico, ferro, ferritina, VHS, PCR, fan, FR) RAIO-X: AP, PERFIL E COM CARGA (osteofitos, redução do espaço articular , esclerose do osso. TRATAMENTO Não medicamentoso medicamentoso CIRURGIA Perder peso/ atividade física supervisionada/ órteses/ fisioterapia Aines (dipirona/ paracetamol) + IBP Corticoide injetável – triacinolona (raramente ) Opioides fracos - tramadol Artrodese Quadril ou joelho Degradação da articulação Reparação da cartilagempela arteríola aferente inicia o processo com uma pressão sanguínea relativamente alta, em torno de 45 mmHg, devido à resistência oferecida pela arteríola aferente. Isso gera uma pressão hidrostática que força a passagem de água, íons e moléculas solúveis, como glicose e ureia, através da membrana de filtração, composta pelas células endoteliais dos capilares, lâmina basal e podócitos. Moléculas maiores, como proteínas, células sanguíneas e plaquetas, são geralmente impedidas de passar através dessa membrana devido ao seu tamanho e à presença de uma barreira seletiva. A regulação da taxa de filtração glomerular ocorre por meio de mecanismos que incluem a contração e relaxamento das células mesangiais, que podem modificar o diâmetro da arteríola aferente, afetando o fluxo sanguíneo nos capilares glomerulares. Além da pressão hidrostática e da seletividade das moléculas pela membrana de filtração, a barreira elétrica desempenha um papel crucial nesse processo. As células endoteliais dos capilares glomerulares e os podócitos têm cargas elétricas negativas em suas superfícies. Isso causa repulsão entre moléculas com cargas semelhantes, dificultando a passagem de moléculas Letícia Ladeia carregadas negativamente, como íons negativos e proteínas com carga negativa. Por outro lado, moléculas neutras, sem carga elétrica, podem atravessar a barreira de filtração com mais facilidade. A seletividade da barreira elétrica auxilia na regulação das substâncias que serão filtradas, garantindo a manutenção da homeostase ao regular a filtragem de íons essenciais, como sódio e potássio. Ela também desempenha um papel importante na preservação de proteínas vitais no sangue, como a albumina, essencial para o transporte de substâncias e para a pressão osmótica. Glomerulopatia Quando suspeitar: • Hemáturia e/ou proteinúria Hematúria Glomerular Hematúria não glomerular Dismorfismo eritrocitário (presença de acantócitos), cilindros hemáticos + proteinúria • Proteinúria: Se Proteinúria de 24 ≥ 50mg/kg/dia (crianças) ou >3,5g/dia em crianças ou relação proteína/creatinina ≥ 2g/g em crianças ou 3,5 g/g em adultos ou fita urinária (dipstick* - só avalia albumina) ≥ 3+ • Urina espumosa*** Manifestações Clínicas: • Edema periférico: facial e periorbitário • Oligúria • Derrames cavitários • Hipertensão arterial Alterações Séricas • Hipoalbuminemia • Consumo de Complemento • Piora da função renal As Glomerulopatias pode ser dividida em 5 grandes síndromes glomerulares: • Alterações urinárias assintomáticas • Síndrome Nefrítica • Síndrome nefrótica • Glomerulonefrite rapidamente progressiva • Glomerulonefrite crônica Como investigar uma glomerulopatia: • Biopsia renal guiada por USG ou TC (diagnóstico definitivo). Indicações: Síndrome nefrótica no adulto; hematúria glomerular + proteinurua >0,5 a 1 g/dia ou piora da TFG ; proteinúria > 1g/dia persistente sem etiologia definida; lesão renal aguda sem etiologia definida. Contraindicações: Coagulopatia e infecção no sitio de coleta. Toda biopsia deve ser realizada análise por Microscopia optica , imunofluorescência IF e Microscopia eletrônica. Letícia Ladeia GLOMERULOPATIA ASSINTOMÁTICA É um quadro de proteinúria subnefrotica e/ou hematúria glomerular SEM a presença de sintomas (EDEMA, HIPERTENSÃO E PIORA DA TFG). Pode ser a manifestação inicial de várias glomerulopatias. DOENÇA DA MEMBRANA FINA – HEMATURIA BENIGNA FAMILIAR Bom prognóstico renal- não progride para DRC. Caráter hereditário. Mutação nas cadeias Alfa 3 e Alfa 4 do colágeno tipo 4 (componente da membrana basal glomerular ) , isso causa afilamento da MBG visto na Microscopia Eletronica. Herança não ligada ao sexo Hematúria microscópica isolada com história familiar positiva. Não há TTO específico. Acomete mais Criança. SÍNDROME DE ALPORT Glomerulopatias hereditária Ligada ao X, mais frequente no sexo masculino. História de vários homens da família em dialíse. Alteração na cadeia Alfa 3 do colágenos tipo 4 Mutação com pior prognóstico que cursa com espessamento irregular e lamelação da MGB O paciente terá : Hematuria+ déficit visual (manchas na retina , lenticone anterios) + déficit auditivo (surdez neurossensorial- adquirida e bilateral e para altas frequencias) em criança do sexo masculino. Inicia-se com hematúria e progride para proteinúria, e por volta dos 40 anos o individuo precisará de dialise, pois há perda progressiva da função renal. Causa de diálise precoce. síndrome Nefrítica e suas etiologias Síndrome nefrítica ocorre devido a um processo inflamatório renal. Caracterizada por Edema , hipertensão arterial e hematúria glomerular. O paciente pode ter Leucocitúria estéril (urocultura negativa) e ↓TFG. GLOMERULONEFRITE PÓS ESTREPTOCÓCICA Principal causa de Síndrome nefrítica em crianças. Doença de curso clínico previsível, de bom prognóstico e sem tratamento específico. Me mostra a estrutura lesada Letícia Ladeia Gatilho: • Infecção por estreptococo do grupo beta hemolítico do grupo A de Lancifield • 1 a 3 semanas após uma faringoamigdalite ou de 3 a 6 semanas pós infecção de pele. Consequência imunológica de uma infecção bacteriana por estreptococo, devido a mimetismo molucular ou formação de antígeno in Situ ou imunocomplexos a distância. A reação inflamatória do GNPE ativa a via alternativa do complemento e consome SOMENTE a fração C3. NAS QUESTÕES APARECERÁ: • Criança com surgimento súbito de hipertensão , oliguria, hematúria glomerular (Persiste por 1 ano), ↓TFG e ↓C3 (consumo transitório de até 8 semanas). Complicações: HAS pode causar EAP e Encefalopatia hipertensiva, sendo necessário TTO em UTI , tratamento de suporte e anti-hipertensivos IV Acidose metabólico, hipercalemia e IRA. Diagnóstico: Quadro clínico compatível + timing adequado + comprovação de contato com estreptococo O ASLO só de eleva após faringoamigdalite AntiDNAse B , potivo tanto em faringoamigdalite e infecções de pele . Só fazer biopsia renal se :/ • Oligoanúria por mais de 48/72 h • Consumo de C3 por mais de 8 semanas ( glomerulopatias do C3) • Ausência de melhora da Função renal • Persistência da HAS por mais de 2/4 semanas • Sinais de doença sistêmica Patologia MO: Proliferação glomerular global e difusa IF: padrão granular por depósito de Ig e C3 ME: depósito subendoteliais eletrodensos “humps” – corcova TRATAMENTO O tratamento é obrigatoriamente de suporte. A regeneração renal ocorre de modo espontâneo. • Restrição hidrossalina • Uso de diuréticos de alça (furosemida) - pacientes congestos, para eliminar o líquido mais rapidamente. • Uso de vasodilatadores - melhorar a capacidade de acomodação do vaso (hidralazina/nitroprussiato IV, em casos de emergências hipertensivas) • Caso não tenha melhora com uso de medicamentos, realizar hemodiálise Uso de antibióticos: não é recomendado para TRATAR GNPE, pois não há uma infecção ativa renal, somente uma sequela. Além disso, também não é indicado o uso profilático de ATB, pois a infecção já está instalada. No entanto, deve-se fazer uso de antibióticos como medida epidemiológica, a fim de eliminar a cepa da comunidade. • Uso: penicilina benzatina DOENÇA DE BERGER OU NEFROPATIA POR IgA Letícia Ladeia Glomerulopatia primária mais comum Acomete mais homens, entre 10-40 anos JOVENS Apresentação clínica polimórfica Na prova vai cair : Hematúria glomerulares macroscópica recorrente ou Hematuria glomerulares microscópica persistente Predisposição genética + ambiental (gluten) , que cursa com IgA anômala. Comum ser celíaco. Na prova vai ter: homem com hematúria macroscópica recorrente Gatilhos da hematúria: exercícios físicos ou IVAS viral 2 a 3 dias após ou concomitante a IVAS. Pode ser homem com hematúria microscópica persistente + proteinúria subnefrotica Pode ter quadro de edema+ has (Síndrome nefrítica), ou GNRP ou síndrime nefrótica)Antecedentes patológicos. Sintomas associados. • Considerar Perfil do paciente, História pregressa, medicamentos em uso, Ao exame: sinais vitais para avaliar instabilidade hemodinâmica . E ajuda no diagnóstico diferencial. DOR ANGINOSA TÍPICA DOR NÃO ANGINOSA • Desconforto torácico em (constrição, aperto, peso, queimação) • Irradiar para a região cervical, mandíbula, dorso, epigástrio ou membros superiores. • Duração menor do que 10 minutos. • Desencadeada ou agravada por atividade física ou estresse emocional, e aliviada com repouso ou uso de nitratos (normalmente a melhora ocorre em menos de 5 minutos). ➢ Piora com frio, atividade física, stress, melhora em repouso ou após uso de nitrato. • Dor pleurítica deflagrada a inspiração ou tosse. • Dor de localização primária ou apenas na região média ou inferior do abdome. • Pode ser localizada com o dedo. • Dor pode ser reproduzida a palpação • Febre e sinais sistêmicos. • Diferença de PA entre membros e pulso. • Longa duração • Episódios de dor curto e irradia para membro inferior EXAMES COMPLEMENTÁRES NA DOR TORÁCICA AGUDA: Na emergência solicitar inicialmente ECG e RX. ESCORE HEART PARA PACIENTES COM DOR TORÁCICA NA EMERGÊNCIA É usado na EMERGÊNCIA para avaliar se a dor torácica tem alta probabilidade de ser de causa isquêmica. H HISTÓRIA ➢ Forte suspeita ➢ Moderada suspeita ➢ Leve ou nenhuma suspeita 2 1 0 E ECG ➢ Despressão do ST importante ➢ Alteração inespecífica de repolarização ventricular 2 1 0 Letícia Ladeia ➢ Normal A IDADE ➢ >65 ➢ 46-64 ➢ 2X LSN* Até 2X LSN* No limite ou abaixo 2 1 0 Baixo risco = 3 ou menos pontos (encaminhar para ambulatório) Risco intermediário = 4-6 (internar, avaliação da cardiologia e teste não invasivo de isquemia) Alto risco = ≥ 7 (interna e encaminha para setor de cardiologia) OS: A troponina você pode iniciar a curva a depender do kit, e se tiver uma curva ascendente é IAM. Mas se não, você usa o valor da 1ª para calcular o HEART. DISSECÇÃO DE AÓRTA: ruptura da íntima > dissecção de parede + falsa luz Fatores de risco: HAS, Trauma, aortite, síndrome de marfan e doenças do colágeno e anomais Clínicas : ➢ dor torácica intensa e súbita, com irradiação para região intraescapular ➢ Soprodiastólico em foco acessório na borda esternal esquerda ➢ Assimetria de pulso e PA entre os Membros superiores Ascendente Arco aortico Descendente IAM tamponamento Cardíaco Insuficiencia aórtica AVEi, Síncope Diferença de PA Infarto renal Isquemia mesentérica Hemotórax Classificação: Diagnóstico : – RX de tórax : alargamento de mediastino ECOtransesofágico se paciente instável . Se paciente ESTÁVEL: angioTC ou angioRNM de tórax Tratamento: ▪ controle da FC e PA : betabloqueador IV ( esmolol / propanolol) – menor valor tolerado ( PAS 100-110 / fc 4 a 6 semanas sem remissão RECORRENTE Após 4/6 semanas sem sintomas, surge novo quadro de pericardite. CRÔNICA Duração >3 meses Pericardite aguda: dura menos que 6 semanas. Maioria do casos de causa idiopática. Pode ser ▪ infecciosa : 85% VIRAL (surge após 1 a 3 semanas de quadro gripal ou TGI ), 5% TBC, e a de causa piogênica (bacteriana – gravíssima) ▪ VIRUS: Coksackie B, Echovirus B, influenzae, epteinbar vírus, sarampo, caxumba , varicela( vírus da vacina da tetraviral) e hep. B; ▪ Causa não infecciosa: Neoplasia (CA DE MAMA E CARCINOMA BRONCOGENICO PULMONAR) , doenças autoimunes, metabólicas (síndrome urêmica), síndrome pós infarto e relacionada a drogas. PERICARDITE EPISTONOCARDICA SÍNDROME DE DRESLER PRECOCE – DO 1º AO 10º DIA PÓS IAM Só pode usar AAS BEM DEPOIS TARDIA – APÓS 2 A 3 SEMANAS a MESES DO IAM ACOMETE OUTRAS SEROSAS, EX. A PLEURA IMUNOMEDIADA - AUTOIMUNE FEBRE BAIXA CLÍNICA: ➢ dor torácica (pleurítica, aperto), que melhora em posição genitupeitoral (prece maometana) e piora com decúbito, tosse e inspiração profunda. ➢ Irradia para trapézio, MSE ➢ Ansiedade ➢ Taquicardia sinusal ➢ Dispneia Ao exame físico: febre, atrito pericárdico em 85% dos casos. Knock Pericárdico ( som diastólico precoce). Se evoluiu para TAMPONAMENTO CARDÍACO: Hipotensão + hipofonese de bulhas + turgência jugular – TRÍADE DE BECK DIAGNÓSTICO: Apresentar 2 dos seguintes critérios ➢ Dor torácica ➢ Atrito pericárdico ➢ Alteração típica no ECG ➢ Derrame pleural novo ou agravado RX de tórax ( PA e Perfil): coração em moringa. ECG: Supra de ST difuso e côncavo / Infra de PR / não há onda Q patológica e poupa as derivações V1 e AVR ➢ Estágio 1 – SupraST difuso e Infra de PR exceto em V1 e AVR ➢ Estágio 2 – reduz a amplitude de SupraST difuso e Infra de PR exceto em V1 e AVR Letícia Ladeia ➢ Estágio 3 – inversão de onda T ➢ Estágio 4 – pode ser normal. ECO: Derrame pericárdico LABO: ➢ Avaliar leucocitória ➢ VSH ➢ PCR ➢ TROPONINA E CKMB ➢ SOLOGIAS VIRAIS, FAN E FATOR REUMATÓIDE. ➢ PARACENTESE: alivio e diagnóstica ( avaliar citologia , cultura, PCR-viral e dosar ADA – antideaminase A para ver tuberculose). ▪ INDICAÇÕES DE PARACENTESE: Derrame pleural grande >20 mm, tamponamento cardíaco, suspeita de hemopericardio ou pós trauma, pericardite recorrente com Derrame pleural e pericardite constritiva. ▪ CONTRAINDICAÇÃO: Dissecção de aorta, PQT 38ºc ➢ Grande derrame pericárdico >20 mm ➢ Ausência de melhora com o tratamento em 1 semana ➢ Uso de anticoagulantes ou em imunossupressão. TRATAMENTO ▪ AINES + COLCHICINA (Reduz recorrência) ➢ Ibuprofeno 600 mg a 800 mg, 8/8h por 3/4 semanas ou ➢ AAS 600 mg a 1000 mg, 8/8h por 3/4 semanas ou ➢ Indametacina 25 a 50 mg, 8/8h por 3/4 semanas AVALIAR PCR para determinar tempo de tratamento e dose + ➢ Inibidor da bomba de prótons- gastroproteção + ➢ Colchicina 70 kg = 0,5 mg/2x ao dia por 3 meses. ▪ NÃO SE INICIA TRATAMENTO COM CORTICÓIDE, EXCETO SE O PACIENTE TIVER UMA DOENÇA AUTOIMUNE, GRAVIDEZ OU DRC. ▪ A INDICAÇÃO DE USO DE CORTICOIDE É FALHA TERAPEUTICA COM O ESQUEMA ANTERIOR. ➢ 0,2-0,5 mg/kg/dia de prednisona - usar menor dose possível. COMPLICAÇÕES: PERICARDITE RECORRENTE OU RECIDIVANTE: tratamento inadequado, uso de corticoise, reinfecção viral, reativação de doença autoimune. Letícia Ladeia DERRAME PERICÁRDICO: TAMPONAMENTO CARDÍACO: Compressão cardíaca devido ao grande edema pericárdico que evolui com choque cardiogênico. Quadro clínico: TRIADE DE BECK (hipotensão, hipofonese de bulhas e turgência jugular) + PULSO PARADOXAL (↓PAS >10 mmHg DURANTE A INSPIRAÇÃO) + SINAL DE KUSMAUL (turgência jugular durante a inspiração). ▪ Evolui para PCR por AESP E Assistolia. NO ECG: Alternancia elétrica e baixa voltagem ECO: derrame pericárdico e/ou colapso do AD/VD ▪ TRATAMENTO: Hidratação EV + pericardiocentese ▪ Evitar usar Betabloqueador, diurético,VNI e vasodilatadores.NÃO USAR NITRATO. PERICARDITE CONSTRITIVA Fibrose do pericárdio Principal Causa no Brasil: tuberculose Quadro clínico de IC DIREITA + sinal de Kusmaul + pulso paradoxal + retração do ictus ( sinal de broadbent) + KNOCK Pericárdico ( som após B2, muito semelhante a B3). Clínica de IC com BNP normal. ECG - baixa voltagem difusamente. RX: Calcificações ao redor do coração” TC cardíaca : vê espessamento do pericárdio. TTP: pericardiectomia !! COSTROCONDRITE IDIOPÁTICA– SÍNDROME DE TIETZE Inflamação na articulação costocondral, paciente aponta com certeza o local da dor, pode apresejtar sinais flogísticos (calor , rubor, edema no local). Se episódios recorrentes = síndrome de tietze Conduta : repouso, gelo local e AINE ESPASMO ESOFAGIANAS DIFUSO Contrações não propulsivas fásicas do esôfago Clinica: dor retroesternal, pode associar à deglutição e estresse Solicitar Esofagografia baritada com padrão em saca rolhas. Esofagomanometria ( PADRÃO OURO)| Tratamento: Nitrato ou antagonista do canal de cálcio (relaxantes de musculatura lisa). Antidepressivos, sildenafil. Toxina botulínica. Dilatação por botox Em casos refratários: esofagomiotomia longitudinal. SINDROME CORONARIANA AGUDA • A(s) síndrome(s) coronariana(s) aguda(s) (SCA) inclui um espectro de condições associadas à isquemia miocárdica aguda e/ou necrose geralmente secundária à redução do fluxo sanguíneo coronariano, incluindo: o angina instável (AI) o infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST (IAMSSST) Letícia Ladeia o Infarto do miocárdio com elevação do segmento ST (STEMI) (não discutido no tópico atual) • A causa mais comum de SCA é a ruptura da placa no contexto de doença arterial coronariana (DAC) subjacente. • Os fatores de risco comuns para o desenvolvimento de SCA incluem DAC conhecida ou fatores de risco para DAC, incluindo uso de tabaco, dislipidemias, hipertensão, diabetes mellitus e história familiar de DAC. DIAGNÓSTICO • suspeitar de síndrome coronariana aguda em pacientes com sintomas consistentes com o diagnóstico, como o angina do tipo pressão na região retroesternal que ocorre em repouso ou com esforço mínimo o dispneia • sinais e sintomas por si só são insuficientes para diagnosticar ou descartar infarto agudo do miocárdio ou síndrome coronariana aguda • diagnóstico confirmado com eletrocardiograma (ECG) e/ou biomarcadores positivos com achados de o Depressão do segmento ST o inversão proeminente da onda T o níveis elevados de troponina • ECG : Realizado e avaliado dentro de 10 minutos após a chegada do paciente. se o ECG inicial não for diagnóstico e o paciente permanecer sintomático, repetir o ECG em intervalos de 15 a 30 minutos se o ECG inicial não for diagnóstico, as opções adicionais incluem derivações de ECG suplementares V7-V9 monitoramento contínuo de ECG de 12 derivações • TRATAMENTO • Administre os seguintes medicamentos a pacientes com síndrome(s) coronariana(s) aguda(s) (SCA) definida(s) ou altamente provável(s): o aspirina 162-325 mg (mastigada) assim que possível após a apresentação ( recomendação forte ); considerar em suspeita de SCA ( recomendação fraca ) o adicionar terapia anticoagulante (como heparina não fracionada, enoxaparina, bivalirudina ou fondaparinux) à terapia antiplaquetária o mais rápido possível ( recomendação forte ) o adicionar ticagrelor (180 mg e depois 90 mg duas vezes ao dia) ou clopidogrel (300-600 mg e depois 75 mg uma vez ao dia) à terapia com aspirina e anticoagulante o mais rápido possível, a menos que o paciente tenha contraindicações (como risco excessivo de sangramento) ( recomendação forte ) ; considere usar ticagrelor em vez de clopidogrel ( recomendação fraca ) o nitroglicerina 0,3-0,4 mg por via sublingual a cada 5 minutos por até 3 doses para todos os pacientes com suspeita de SCA por desconforto isquêmico contínuo ( recomendação forte ) o Nitroglicerina IV nas primeiras 48 horas se o paciente apresentar isquemia persistente, insuficiência cardíaca ou hipertensão não controlada ( recomendação forte ) o betabloqueador por via oral nas primeiras 24 horas, a menos que seja contraindicado ou o paciente esteja em risco de choque ( recomendação forte ) o inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) oral (se não houver hipotensão ou contra-indicações) nas primeiras 24 horas em pacientes com hipertensão ou fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 40% ( recomendação forte ) • Administre oxigênio somente se o paciente apresentar saturação arterialDAC ESTÁVEL – ANGINA ESTÁVEL Doença aterosclerótica coronariana que se comporta de forma estável. Características: ➢ Angina de curta duração ( infiltração de LDL na intima do vaso> macrografo fagocita e vira célula espumosa > inflamação> calcificação + fibrose ... O QUADRO CLÍNICO DECORRE DO DESBALANÇO ENTRE DEMANDA E OFERTA DE O2. A angina é o resultado final da isquemia que ocorre devido ao desbalanço entre a oferta e o consumo de oxigênio pelo miocárdio. A resposta à isquemia pode ser representada pela cascata isquêmica, que se inicia com alterações metabólicas devido à hipoperfusão, evoluindo para disfunção diastólica, disfunção sistólica, alterações eletrocardiográficas (do segmento ST) e, por fim, para sintomas de angina. QUADRO CLÍNICO 1. Desconforto torácico Precordial, retroesternal ou epigástrica em (constrição, aperto, peso, queimação) 2. interescapular. https://www.dynamed.com/condition/acute-coronary-syndromes#NONSTEROIDAL_ANTIINFLAMMATORY_DRUGS__NSAIDS_ https://www.dynamed.com/condition/acute-coronary-syndromes#GUID-AB58B260-1753-4538-BF37-4EAF1FF7B5BF https://www.dynamed.com/condition/acute-coronary-syndromes#RISK_ASSESSMENT Letícia Ladeia 3. Desencadeada ou agravada por atividade física ou estresse emocional, e aliviada com repouso ou uso de nitratos (normalmente a melhora ocorre em menos de 5 minutos). • Duração menor do que 10 minutos. Piora com frio, atividade física, stress, melhora em repouso ou após uso de nitrato. Característica da dor torácica Tipo A Definitivamente anginosa 3 CARACTERISTICAS DE DOR ANGINOSA. Tipo B Provavelmente anginosa 2 CARACTERISTICAS DE DOR ANGINOSA. Tipo C Provavelmente NÃO Anginosa 1 CARACTERISTICAS DE DOR ANGINOSA. Tipo D Definitivamente NÃO anginosa NENHUMA CARACTERISTICA • Achado no exame físico: Sinal de Levine CLASSIFICAÇÃO DA ANGINA CLASSE NÍVEL DE SINTOMAS CCS I Atividades habituais não desencadeiam dor. Angina ocorre com exercícios prolongadas CCS II Leve limitação com atividades habituais. Angina ocorre ao esforço físico, após refeições, frio ou estresse. CCSIII Limitação importante nas atividades habituais. Angina ao caminhar um ou dois quarteiros . CCS IV Incapacidade de realizar qualquer atividade física sem desconforto, pode ter angina em repouso Mulheres, idosos, transplantados cardíacos, diabéticos, pacientes com quadro demencial podem apresentar equivalentes anginosos. • dor epigástrica, • dispepsia, • dispneia, • náuseas e vômitos, • sudorese, • hipotensão e síncope • Palpitações ou sincope Exames complementares: • ECG – todos os pacientes com queixa de dor torácica. Na maioria inespecífico. 50% é normal. • Raio x – diagnósticos diferencias • Teste ergométrico: indicado para pacientes com capacidade de se exercitar + ecg interpretável e probabilidade pré teste intermediaria Indicado para avaliar prognóstico de DAC conhecida; suspeita de angina vasoespastica; indivíduos com 2 fatores de risco, HF de DCV precoce ou morte súbita. • Ecocardiograma com estresse com dobutamina ou exercício físico : Por ser um exame que possibilita a avaliação da contração do ventrículo esquerdo, permite a documentação da extensão e da gravidade da isquemia. O exame é considerado positivo quando há hipocinesia ou acinesia em áreas sofrendo isquemia. • Cintilografia de perfusão miocárdica: realizado com radiofármaco. A CPM também permite quantificar o grau de isquemia de acordo com a intensidade da hipocaptação do radiofármaco (leve, moderada ou importante) e quanto à massa do VE acometida (≥ 10% é sinal de alto risco). Letícia Ladeia • Tomografia de coronárias: avalia o escore de cálcio (calcificação das placas de aterosclerose) e angiotomografia coronariana permite a avaliação da anatomia coronariana, determinandoo grau de obstrução das artérias. Assim como o EC, apresentaelevado valor preditivo negativo, ou seja, uma angio-TC normalpraticamente exclui a possibilidade de estenose coronariana. • RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDÍACA Excelente método diagnóstico que permite a avaliação da anatomia cardíaca e vascular, da função ventricular e da perfusão miocárdica. Suas vantagens incluem o fato de não necessitar de controle rigoroso da frequência cardíaca, não utilizar radiação, e de o contraste (gadolínio). não ser nefrotóxico. Pode ser feita com estresse farmacológico com dobutamina ou vasodilatador (dipiridamol/adenosina), com protocolos semelhantes ao eco estresse e à cintilografia, respectivamente. • CATETERISMO CARDÍACO: Estratificar o risco de morte e eventos cardiovasculares e avaliar se a anatomia coronária é favorável a revascularicação percutânea ou cirúrgica. Além de exame diagnóstico pode ser tratamento . TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO > MEV: DIETA, ATIVIDADE FÍSICA E CESSAÇÃO DE TABAGISMO. FARMACOLÓGICO DROGAS ANTI-ISQUEMICAS PREVENÇÃO DE EVENTOS BETABLOQUEADORES (REDUZ inotroprico e cronotropismo) BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CALCIO- verapamil e diltiazem (não associar com BB) NITRATO isordil ou monocordil ( vasodilatação) TRIMETAZIDINA IVABRADINA – só usar se paciente em ritmo sinusal. ALOPURINOL IECA – captopril, enalapril ( os BRA são alternativas ao ieca) ESTATINA – atorva e rosuvastatina BETABLOQUEADOR – atenolol , metroprolol, bisoprolol e nebivolol AAS ( profilaxia secundária) Betabloqueador: 1° LINHA. reduz FC/ CONTRATILIDADE / CONDUÇÃO AV – REDUZ MORTALIDADE APENAS EM IC E IAM PREVIO MARCADORES DE NECROSE MIOCARDICA Indicados para avaliação de SCA, IAM, IC e TEP Letícia Ladeia • Baseline: Troponina I ou T na admissão do paciente. • Segunda Amostra: 3 a 6 horas após a primeira, dependendo da apresentação clínica. • Troponina de Alta Sensibilidade: Pode ser detectada mais cedo, possibilitando uma segunda amostra mais cedo (1 a 3 horas). • Para troponinas convencionais, o valor de corte geralmente gira em torno de 0,04 ng/mL. • Já para as troponinas ultrassensíveis, o valor de corte é menor, frequentemente em torno de 0,014 ng/mL. Letícia Ladeia PNEUMONIA NA CRIANÇA PROCESSO INFLAMATÓRIO NO TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR – ALVEOLO POR UM AGENTE AGRESSOR. PODE SER POR ASPIRAÇÃO DE CONTEÚDO DA VIA AÉREA SUPERIOR, VIA HEMATOGÊNICA OU POR CONTIGUIDADE. Pneumonia típica Pneumonia atípica ➢ Acomete um único lobo ou seguimento. Principal agente é o pneumococo (exceto em RN). ➢ Broncopneumonia Primário de via aérea ou hematogênica Causa: S. Aureos Streptococos pyogenes Inflamação intersticial e pode causar infiltração parenquimatosa secundária. Principais agentes: Mycoplasma pneumoniae e Clhamidya pneumoniae Etiologia: PNEUMOCOCO É O PRINCIPAL AGENTE DE TODAS IDADES, EXCETO RN, mesmo nas complicadas. FAIXA ETÁRIA AGENTES 1-3 MESES VIRUS, PNEUMOCOCO (LOBAR), CLAMIDYA TRACHOMARIS (CONJUNTIVITE PREVIA, FEBRE BAIXA E QUADRO ARRASTADO), UREAPLASMA 3 MESES A 4 ANOS. VIRUS , PNEUMOCOCO, S. Aureus, Haemophilus influenzae e moraxella catarhalis. >5 ANOS E ADOLESCENTES S. AUREUS, MYCOPLASMA PNEUMONIAE, CHLAMIDYA PNEUMONIAE Virus: Sincicial respiratório, Influenza, parainfluenza, Epstein Bar, adenovírus e rinovírus. Quando pensar em Staphylococos aureus: gram positivo, via hematogênica e pneumonia grave. ➢ Associada a lesões de pele ( impetigo, celulite e artrite séptica) ou osteomielite; HP de fibrose cística. QUADRO CLÍNICO: PNEUMONIA TÍPICA PNEUMONIA ATÍPICA ➢ Pós IVAS, piora após 48-72h ➢ Taquipneia o Até 2 meses ≥ 60 Irpm o 2 meses ao atendimento inicial (ABCDE) e solicitar a gasometria arterial. É importante avaliar os fatores de mau prognóstico, como gravidade, idade e his- tórico. O tratamento em si consiste na instituição do suporte de O2 adequado, seja ele invasivo ou não invasivo, e a reversão da causa base (broncodilatador, diurético, antibiótico, outros). DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS Cateter nasal ➢ Baixos fluxos, máximo 5 L/min; Letícia Ladeia ➢ Reservado para casos menos graves; ➢ Cada L/min aumenta em 3 a 4% a FiO2; ➢ A 5 L/min: FiO2 entre 36 a 41%. Máscara simples ➢ Fluxos entre 5 e 8 L/min; ➢ Apresentam um reservatório de 100 a 200 mL de O2; ➢ Permite obter uma FiO2 entre 40 e 60%. Máscara de Venturi ➢ Oferece mistura de oxigênio com ar; ➢ Altos fluxos: 3 a 15 L/min; ➢ FiO2 precisa (24 a 50%), a depender da cor da válvula utilizada; ➢ Indicado para pacientes com DPOC ou insuficiência respiratória mista. Máscara não reinalante ➢ Altos fluxos de O2; ➢ FiO2 alto 60 a 100%; ➢ Bolsa inflável que armazena O2 a 100% com válvula unidirecional; ➢ Indicado para hipoxemia grave. Dispositivo bolsa-válvula-máscara / AMBU (figura 13) Oxigênio em alto fluxo; Conectado a fonte de O2 a 100%; Além de fornecer oxigênio, proporciona ventilação; Indicado para pacientes com redução ou sem drive respiratório. Ventilação não invasiva (VNI) A ventilação mecânica não-invasiva (VNI) é um dos principais métodos para garantir as trocas gasosas em pacientes diagnosticados com insuficiência respiratória aguda, dentre outras doenças pulmonares. Exerce pressão positiva nas vias aéreas através de máscara facial: BiPAP, CPAP; Circuito único, o que compensa vazamentos; Indicado para pacientes com DPOC exacerbado, insuficiência cardíaca congestiva, IR hipoxêmica; Contraindicações: agitação psicomotora intensa, alterações do nível de consciência, arritmias graves, instabilidade hemodinâmica, choque, incapacidade de proteção das vias aéreas, baixa eficiência da tosse, hemorragia digestiva alta, grande quantidade de secreção, lesões faciais que impossibilitem uso da máscara. Intubação orotraqueal (IOT) Indicações • Incapacidade de manter as vias aéreas patentes; • Incapacidade de proteger a via aérea contra a aspiração; Letícia Ladeia • Incapacidade de ventilar; • Incapacidade de oxigenar; • Antecipação de uma deterioração clínica iminente. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA Doença pulmonar obstrução crônica é uma doença Previnível e passível de tratamento. É uma doença progressiva, caracterizada por limitação persistente ao fluxo aéreo. É decorrente de uma reação inflamatória no parênquima pulmonar e nas vias aéreas em respostas a partículas e gases. Epidemiologia: ➢ 3ª causa de morte no mundo. ➢ Platino – prevalência 15,8% em são Paulo. ➢ Muito subdiagnóstico, e tem grande impacto econômico. Fatores de risco ambiental: ➢ Tabagismo: seja ele tabagismo ativo ou passivo. Seja com cigarro, maconha ou artesanal. ➢ Exposição ocupacionais ➢ Poluição do ar externo ➢ Exposição a queima de biomassa Fatores de risco individuais: ➢ Genética (deficiência de alfa 1 antitripsina): dosagem 2 anos consecutivos; Tosse produtiva (mais no inverno e nas exarcebações) Os aspectos patológicos da bronquite crônica são: • Inflamação das vias aéreas com luz >2mm; • Hipersecreção de muco; • Fibrose subepitelial; • Hipertrofia de músculo liso e neovascularização; Retem mais CO2 e evolui mais para corpulmonale. Diagnóstico anatomopatológico. Destruição da citoarquitetura pulmonar com destruição dos septos interalveolares e coalescência dos espaços aéreos. Comum nos casos de deficiência de alfa-1- antitripsina. É uma doença de via aérea distal – ACINOS, e leva a: Destruição dos septos interalveolares e coalescência dos espaços aéreos. Paciente tem aumento do VR e CPT, apresenta dispneia . hipoxemia e retenção de CO2 mais tardias. QUADRO CLÍNICO: ➢ Dispneia ➢ Tosse ➢ Expectoração ➢ sibilância, opressão torácica, fadiga, perda de peso, anorexia, ansiedade e depressão. A DPOC é uma doença de acometimento sistêmico. Letícia Ladeia Sintomas não tem relação com a classificação de gravidade da doença; DIAGNÓSTICO: Quadro clínico + Fatores de risco + Espirometria Prova de função pulmonar: ➢ Obstrução fixa ao fluxo aéreo - VEF1/CVF 2,5 cm; LABO: ➢ Hemograma ➢ Alfa-1-antitripsina – sempre se paciente jovem, não tabagista, com história familiar de DPOC precoce e enfisema com predomínio em campos inferiores. Pela OMS todo paciente com DPOC tem que dosar essa enzima. ➢ Gasometria arterial ( se SPO2 10 é um paciente muito sintomático. CLASSIFICAÇÃO DO PACIENTE – A QUE USA PARA DEFINIR O TRATAMENTO “COMBINAÇÃO DE TODOS OS TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO + TRATAMENTO PELA CLASSIFICAÇÃO. INTERVENÇÕES QUE REDUZEM MORTALIDADE: ➢ Cessar tabagismo ➢ O2 domiciliar ➢ Cirurgia pneumorredutora em pacientes selecionados Letícia Ladeia EXARCEBAÇÃO DA DPOC A exacerbação de DPOC é um evento agudo caracterizado por uma piora dos sintomas respiratórios em relação ao habitual. Aumento de dispneia e/ou tosse com escarro emTEP , IC DESCOMPENSADA, PAC, ARRITMIAS (BAV, BAVT)? ... TRATAMENTO: 1. Manter O2 entre 88-92% ➢ Usar cateter nasal 2-3l/min ➢ Venturi ➢ VNI- BIPAP (previne intubação, só não é indicado em caso de redução de consciência ) Letícia Ladeia 2.B2sgonistas – SABA : SALBUTAMOL (4 PUFF de 20/20 min e 10-20 gotas com nebulização ou espaçador) ou FENOTEROL + Ipatropio de 20-40 gotas 3. corticoide : prednisona 40 mg VO por 5 dias. Ou hidrocortisona 100 mg IV de 8/8 h 4. antibiótico: MUDANÇA NO ASPECTO DO ESCARRO Solicitar PCR, se tiver baixa não prescrever. Opções: ➢ Amoxicilina+clavulanato ➢ Macrolideo ➢ Levofloxacino Letícia Ladeia ARTRITE REUMATÓIDE ➢ Doença inflamatória, auto-imune sistêmica, cujo alvo é a membrana sinovial, causando erosão e deformidade da articulação. ➢ Prevalência 1% da população ➢ 3 Mulheres:1 ➢ Entre 30-60 ANOS FISIOPATOLOGIA ➢ Genética- ALTERAÇÃO NO HLA-DR : tipo HLA-DRB1 ou HLA-DR4 ➢ Ambiental: Tabagismo, infecções (periodontites), alteração da microbiota intestinal e exposição a sílica, asbesto. ➢ Esse HLA-DRB1 codifica um MHC de classe II, que expressa epítopos compartilhados, que podem se ligar a antígenos artritogênicos: o Microorganiscos que mimetizam a membrana sinovial (reação cruzada) o Peptídeos citrulinados (o cigarro citrulina arginina) ➢ Além disso esse individuo tem populações de linfócitos autoreativos A inflamação na membrana sinovial promove a proliferação inflamatória na membrana – que forma o PANNUS. O pannus é rico em células inflamatórias que libera citoconas proteolíticas que degradam os ossos, ligamentos e tendões; além disso substancias quimiotáticas que atram LTCD4, esse libera TNFalfa e perpetua a inflamação e atrai LB, que viram plasmócitos que liberam autoanticorpos: Fator reumatóide ( IgM que reconhece frações de outros anticorpos IgG - IMUNOCOMPLEXOS ) antipeptideos citrulinados – ANTI CCP CLÍNICA ➢ Insidioso e intermitente. ➢ Dor e rigidez articular (>1h) + sintomas constitucionais (fadiga, mal estar, anorexia, mialgia ➢ A artrite é: simétrica, de pequenas articulações (mãos, punhos e pés). Preserva articulação interfalangiana distal. O paciente com artrite reumatoide tem algumas condições associadas: ➢ Aumento das DCV independente das comorbidades associadas devido a uma aterosclerose acelerada. ➢ Osteoporose: pela imobilização prolongada e uso crônico de corticoides. SINTOMAS ARTICULARES: A dor deriva da capsula articular , logo o paciente vai flexionar a articulação para ter alivio da dor. Dor piora com repouso, e gera uma rigidez matinal (>1h) Além disso há um aumento do volume articular sinovial devido maior volume do liquido sinovial, espessamento da capsula e hipertrofia da membrama. Se prolongado, fibrosa. # NÃO ACOMETE COLUNA LOMBAR. MÃO: ➢ POUPA INTERFALANGIANA DISTAL ➢ PROMOVE DESVIO ULNAR, DEDO EM PESCOÇO DE CISNE OU ABOTOADURA Fatores Genéticos Fatores ambientais Artrite reumatóide Letícia Ladeia PUNHO: ➢ Deformidade do metacarpofalangiana > punho em dorso de camelo ➢ Pode comprimir o nervo mediano e causar Síndrome do túnel do carpo. PESCOÇO: ➢ Subluxação atlantoaxial (C1-C2) – ISSO PODE SER GRAVE. ➢ Pode comprimir a medula pode causar tetraplegia e outras complicações neurológicas. MANIFESTAÇÕES EXTRAARTICULARES ➢ Nódulos subcutâneos nas superfícies extensoras. ➢ Vasculite necrosante. ➢ OLHO: síndrome de Sjogren (olho seco e boca seca); episclerite, escleromalácea perforans ➢ Pulmão: derrame pleural exsudativo / glicose 10 0 1 2 3 5 Sorologia FR E anti-CCP – FR ou anti-CCP + 0 2 ou 3 Marcadores inflamatórios VHS E PCR normais VHS ou PCR ELEVADA 0 1 Tem que somar ≥6 pontos para ser AR Posso dizer que se: poliartrite simétrica há ≥6 semanas + marcadores inflamatórios + sorologia + (anti-CCP e FR) ARTROCENTESE: LIQUIDO SINOVIAL TURVO, VISCOSIDADE REDUZIDA, AUMENTO DE PROTEINAS, GLICOSE NORMAL OU BAIXA, LEUCO ENTRE 5-50000 (UTIL PARA DESCARTAR ARTRITE SEPTICA) TRATAMENTO: Objetivo: REMISSÃO Tratamento medicamentoso: saúde bucal, parar de fumar e MEV , FISIOTERAPIA, REPOUSO ARTICULAR DURANTE SURTO Letícia Ladeia VACINAS:anti-influenza, pneumocócica e hep. B ➢ Drogas sintomáticas (Aine e/ou coirticóide) “ponte aé inicio do efeito das DARMD”+ DARMD(drogas antireumática modificadoras de doença) ➢ Prednisona de 5 a 20 mg no máximo. ➢ Se manifestações sistêmicas: pulsoterapia DARMD Convencionais: menos efeitos adversos. Leva de 6-12 semanas para alcançar seu beneficio terapêutico. metotrexate/leflunomida/hidroxicloroquina/sulfassalazina Metotrexato é a de escolha. Inibe a enzima difolatoredutase Efeito adverso: risco de reduzir acido fólico, por isso tem que repor ácido fólico para sempre. Biológicas: para falha dos demais Ex: infliximabe/ adalimumabe/ etarnecepte (drogas anti-TNFalfa)/ rituximabe – imunossupressores. Pode reativar Hepatite B e tuberculose, antes de começar rastrear e tratar. ACOMPANHAMENTO ➢ 3/3 meses ➢ Solicitar VHS E PCR para avaliar nível inflamatório ➢ Hemograma, função hepática, renal e metabolismo ósseo e avaliar toxicidade do tratamento ➢ FR e anticcp não é rotina é para diagnóstico, ➢ Indice de atividade da doença – DAS28 ARTRITE REUMATÓIDE JUVENIL Síndrome articular crônica que surge emTEP , IC DESCOMPENSADA, PAC, ARRITMIAS (BAV, BAVT)? ... TRATAMENTO: 1. Manter O2 entre 88-92% ➢ Usar cateter nasal 2-3l/min ➢ Venturi ➢ VNI- BIPAP (previne intubação, só não é indicado em caso de redução de consciência ) Letícia Ladeia 2.B2sgonistas – SABA : SALBUTAMOL (4 PUFF de 20/20 min e 10-20 gotas com nebulização ou espaçador) ou FENOTEROL + Ipatropio de 20-40 gotas 3. corticoide : prednisona 40 mg VO por 5 dias. Ou hidrocortisona 100 mg IV de 8/8 h 4. antibiótico: MUDANÇA NO ASPECTO DO ESCARRO Solicitar PCR, se tiver baixa não prescrever. Opções: ➢ Amoxicilina+clavulanato ➢ Macrolideo ➢ Levofloxacino Letícia Ladeia ARTRITE REUMATÓIDE ➢ Doença inflamatória, auto-imune sistêmica, cujo alvo é a membrana sinovial, causando erosão e deformidade da articulação. ➢ Prevalência 1% da população ➢ 3 Mulheres:1 ➢ Entre 30-60 ANOS FISIOPATOLOGIA ➢ Genética- ALTERAÇÃO NO HLA-DR : tipo HLA-DRB1 ou HLA-DR4 ➢ Ambiental: Tabagismo, infecções (periodontites), alteração da microbiota intestinal e exposição a sílica, asbesto. ➢ Esse HLA-DRB1 codifica um MHC de classe II, que expressa epítopos compartilhados, que podem se ligar a antígenos artritogênicos: o Microorganiscos que mimetizam a membrana sinovial (reação cruzada) o Peptídeos citrulinados (o cigarro citrulina arginina) ➢ Além disso esse individuo tem populações de linfócitos autoreativos A inflamação na membrana sinovial promove a proliferação inflamatória na membrana – que forma o PANNUS. O pannus é rico em células inflamatórias que libera citoconas proteolíticas que degradam os ossos, ligamentos e tendões; além disso substancias quimiotáticas que atram LTCD4, esse libera TNFalfa e perpetua a inflamação e atrai LB, que viram plasmócitos que liberam autoanticorpos: Fator reumatóide ( IgM que reconhece frações de outros anticorpos IgG - IMUNOCOMPLEXOS ) antipeptideos citrulinados – ANTI CCP CLÍNICA ➢ Insidioso e intermitente. ➢ Dor e rigidez articular (>1h) + sintomas constitucionais (fadiga, mal estar, anorexia, mialgia ➢ A artrite é: simétrica, de pequenas articulações (mãos, punhos e pés). Preserva articulação interfalangiana distal. O paciente com artrite reumatoide tem algumas condições associadas: ➢ Aumento das DCV independente das comorbidades associadas devido a uma aterosclerose acelerada. ➢ Osteoporose: pela imobilização prolongada e uso crônico de corticoides. SINTOMAS ARTICULARES: A dor deriva da capsula articular , logo o paciente vai flexionar a articulação para ter alivio da dor. Dor piora com repouso, e gera uma rigidez matinal (>1h) Além disso há um aumento do volume articular sinovial devido maior volume do liquido sinovial, espessamento da capsula e hipertrofia da membrama. Se prolongado, fibrosa. # NÃO ACOMETE COLUNA LOMBAR. MÃO: ➢ POUPA INTERFALANGIANA DISTAL ➢ PROMOVE DESVIO ULNAR, DEDO EM PESCOÇO DE CISNE OU ABOTOADURA Fatores Genéticos Fatores ambientais Artrite reumatóide Letícia Ladeia PUNHO: ➢ Deformidade do metacarpofalangiana > punho em dorso de camelo ➢ Pode comprimir o nervo mediano e causar Síndrome do túnel do carpo. PESCOÇO: ➢ Subluxação atlantoaxial (C1-C2) – ISSO PODE SER GRAVE. ➢ Pode comprimir a medula pode causar tetraplegia e outras complicações neurológicas. MANIFESTAÇÕES EXTRAARTICULARES ➢ Nódulos subcutâneos nas superfícies extensoras. ➢ Vasculite necrosante. ➢ OLHO: síndrome de Sjogren (olho seco e boca seca); episclerite, escleromalácea perforans ➢ Pulmão: derrame pleural exsudativo / glicose < 25 mg/dL / nódulos reumatóides / síndrome de caplan (pneumoconiose + nódulos pulmonares) ➢ Rim – necrose tubular aguda, LRA pré renal .. ➢ Coração: pericardite; aterosclerose acelerada. ➢ CISTO DE BAKER (bolsa com liquido sinovial na fossa poplítea – pode romper, empastamento da panturrilha – Diagnóstico diferencial TVP) ➢ Sindrome de Felty – esplenomegalia e neutropenia. Risco de infecções bacterianas recorrentes; DIAGNÓSTICO Duração <6 semanas ≥6 semanas 0 1 Envolvimento articular 1 grande 2-10 grandes 1-3 pequenas 4-10 pequenas >10 0 1 2 3 5 Sorologia FR E anti-CCP – FR ou anti-CCP + 0 2 ou 3 Marcadores inflamatórios VHS E PCR normais VHS ou PCR ELEVADA 0 1 Tem que somar ≥6 pontos para ser AR Posso dizer que se: poliartrite simétrica há ≥6 semanas + marcadores inflamatórios + sorologia + (anti-CCP e FR) ARTROCENTESE: LIQUIDO SINOVIAL TURVO, VISCOSIDADE REDUZIDA, AUMENTO DE PROTEINAS, GLICOSE NORMAL OU BAIXA, LEUCO ENTRE 5-50000 (UTIL PARA DESCARTAR ARTRITE SEPTICA) TRATAMENTO: Objetivo: REMISSÃO Tratamento medicamentoso: saúde bucal, parar de fumar e MEV , FISIOTERAPIA, REPOUSO ARTICULAR DURANTE SURTO Letícia Ladeia VACINAS:anti-influenza, pneumocócica e hep. B ➢ Drogas sintomáticas (Aine e/ou coirticóide) “ponte aé inicio do efeito das DARMD”+ DARMD(drogas antireumática modificadoras de doença) ➢ Prednisona de 5 a 20 mg no máximo. ➢ Se manifestações sistêmicas: pulsoterapia DARMD Convencionais: menos efeitos adversos. Leva de 6-12 semanas para alcançar seu beneficio terapêutico. metotrexate/leflunomida/hidroxicloroquina/sulfassalazina Metotrexato é a de escolha. Inibe a enzima difolatoredutase Efeito adverso: risco de reduzir acido fólico, por isso tem que repor ácido fólico para sempre. Biológicas: para falha dos demais Ex: infliximabe/ adalimumabe/ etarnecepte (drogas anti-TNFalfa)/ rituximabe – imunossupressores. Pode reativar Hepatite B e tuberculose, antes de começar rastrear e tratar. ACOMPANHAMENTO ➢ 3/3 meses ➢ Solicitar VHS E PCR para avaliar nível inflamatório ➢ Hemograma, função hepática, renal e metabolismo ósseo e avaliar toxicidade do tratamento ➢ FR e anticcp não é rotina é para diagnóstico, ➢ Indice de atividade da doença – DAS28 ARTRITE REUMATÓIDE JUVENIL Síndrome articular crônica que surge em <16anos com duração de ≥6 semanas. Etiopatogenia desconhecida. Mais comum em meninas Critérios diagnósticos : ➢ Idade <16 anos ➢ Artrite em uma ou mais articulações ➢ Duração ≥6 semanas. ➢ Excluída outras formas de artrite crônica juvenil. Letícia Ladeia ARTRITE REUMATÓIDE JUVENIL Oligoarticular Poliarticular Sistêmica (DOENÇA DE STILL) 1-4 articulações Mais comum (50-60%) Surge2-4 anos de idade Olho: Uveite anterior crônica + autoanticorpo FAN + (pode ser assintomática e evoluir para cegueira). 30-35%casos Surge entre 2-4 anos e 10- 14 anos. ≥ 5 articulações Pode ter FR+ 10-20%dos casos Não se restringe as articulações Artrite+ febre diária(39º ou mais) ≥ semanas + rash rosa-salmão (que acompanha a duração da febre) + linfodenopatia generalizada/hepatoesplenomegalia. 40% pode complicar para síndrome de ativação macrofágia – anemia, leucopenia, pancitopenia, transaminases alta, ferritina alta e VHS baixa. O quadro de artrite é caracterizado por derrame sinovial + pelo menos 2 dos seguintes sintomas: ➢ Dor a mobilização articular ➢ Limitação do movimento ➢ Aumento da temperatura local ➢ Eritema articular (menos comum – tem que diferenciar de artrite séptica e Artropatia por cristais) A criança pode ter assimentria do tamanho dos membros. Rigidez matinal Pode ter queixa de fadiga e sono não reparador. LABO: ➢ Anemia da doença cronica ➢ Leucocitose, trombocitose e vhs/pcr elevados acompanham a atividade da doença. ➢ Elevação da ferritina. LER/DORT ➢ Lesão por esforço repetito/ doença osteomuscular relacionado ao trabalho. Afecções decorrentes das relações e da organização do trabalho. ▪ Ausencia de controle ▪ Ritmo intenso de trabalho ▪ Pressão por produção ▪ Estimulo a competitividade ▪ Falta de tempo para recuperação ▪ Exposião ao frio/calor ▪ Postura e movimentos inadequados Caracterizada por: ▪ Dor crônica , osteomuscular – geralmente nos membros superiores. ▪ Sensação de formigamento ▪ Dormência▪ Fadiga muscular ▪ caimbã QUADRO PSICOLÓGICO ▪ Processo de adoecimento insidioso ▪ Envolve comprometimento psicológico (medo, incerteza, medo, ansiedade.. ) Letícia Ladeia ▪ O paciente pode associar o quadro clínico ao trabalho ➢ Profissionais de risco: ➢ Trabalhos manuais e braças ( costureira, digitadora, caixa de supermercado ..) ➢ Industria (principalmente metalúrgica) DISTURBIOS OSTEOMUSCULARES MAIS COMUNS ▪ Lombalgia ▪ Cervicalgia ▪ Tendinite (ombro, cotovelo e punho) ▪ Mialgia Abordagem o Sintomáticos o Orientação sobre prevenção o Emitir CAT (notificação de acidentes de trabalho) o Notificar SINAN o Afastamento do trabalho. o Equipe multidisciplinar (fisioterapia, terapia ocupacional, psicólogo, enfermeiro, assistente social e outros. PREVENÇÃO – NR17 A NR17 visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. Aborda as condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário dos postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, às condições de conforto no ambiente de trabalho e à própria organização do trabalho. OSTEOARTRITE Doença inflamatória, de progressão lenta e persistente, afetando a articulação como um todo. É a forma mais comum de artrite (62%casos). Acomete: ▪ Cartilagem ▪ Osso subcontral ▪ Ligamentos ▪ Meniscos ▪ Musculos Epidemiologia ➢ Prevalência aumenta com a idade ➢ Incomum antes dos 40 anos ➢ Após 75 anos, 85% das pessoas terão achados radiológicos de oa. ➢ # difícil diagnóstico subclínico – a maioria já está instalada ao diagnóstico. ➢ No brasil, prevalência de 16% Articulações mais acometidas: quadril, joelhos, mãos (interfalancianas distais e proximais, base de polegar), coluna cervical e lombar e 1ªmetatarsofalangeana (joanete) iNFLAMAT ÓRIA MECANICA GENÉTICA OSTEOART RITE Letícia Ladeia FISIOPATOLOGIA: Aumento do metabolismo celular da articulação. Que causa degradação do tecido cartilaginoso e do colágeno e proteoglicanos. Alterações precoces: edema da cartilagem, perda de colágeno, aumento da síntese de proteoglicano e citocinas que degradam proteoglicanos – maior teor de agua na cartilagem. Tardias: aumento da degradação , incapacidade de reparar/ cartilagem mais fina/ fissura e quebra da cartilagem com reparo inadequado. Exposição do osso subcondral. Remodelamento e hipertrofia do osso – osteofito e esclerose subcondral. CLASSIFICAÇÃO: ➢ PRIMÁRIA: Idiopática, genética ( até 3 articulações = localizada / >3 articulações = generalizada) ➢ SECUNDÁRIA: + comum em jovens (pos trauma, doenças metabólicas, desgaste, hemoglobinopatias ....) FATORES DE RISCO: ➢ Envelhecimento ➢ Sexo feminino ➢ Genetica ➢ Obesidade ➢ Desalinhamento anatomico ➢ Atividades esportivas e profissionais QUADRO CLÍNICO: ▪ dor articular, desencadeada/piorada pelo uso. ▪ Dor em aperto/ constrição ▪ Com o avançar da doença – dor em repouso/ noturna. ▪ Rigidez articular após repouco , com duração inferior a 30 min. ▪ Queixa de insegurança na articulação ▪ Perda da amplitude de movimentos. ▪ Fraqueza e atrofia dos músculos periarticulares. Ao exame: ▪ Sinais de sinovite: dor , edema, calor, derrame articular ▪ Creptações audíveis e palpáveis ▪ Deformidade articular ( nódulos de heberden/Bouchard/ LABO: DESCARTAR OUTRAS CAUSAS(CA, P, Mg, Acido úrico, ferro, ferritina, VHS, PCR, fan, FR) RAIO-X: AP, PERFIL E COM CARGA (osteofitos, redução do espaço articular , esclerose do osso. TRATAMENTO Não medicamentoso medicamentoso CIRURGIA Perder peso/ atividade física supervisionada/ órteses/ fisioterapia Aines (dipirona/ paracetamol) + IBP Corticoide injetável – triacinolona (raramente ) Opioides fracos - tramadol Artrodese Quadril ou joelho Degradação da articulação Reparação da cartilagem