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POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – Lei 6.938/81
MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS E JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES
Material de Eduardo B. S. Teixeira.
	Última atualização legislativa: 
Última atualização jurisprudencial: 16/02/2022 - Info 650 (art. 14, §1º); Info 671 (art. 14, §1º).
Última atualização questões de concurso: 05/07/2023.
Observações quanto à compreensão do material:
1) Cores utilizadas:
· EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, bem como outras informações relevantes, etc.
· EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso.
· EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação, especialmente quando a afirmação da questão dizia respeito à situação contrária ao que dispõe na Lei 6.938/81).
· EM AMARELO ou EM LARANJA: destaques importantes (ex.: critério pessoal)
2) Siglas utilizadas:
· MP (concursos do Ministério Público); M ou TJPR (concursos da Magistratura); BL (base legal, etc).
LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981
	
	Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. (TRF5-2011)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art 1º. Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 23 e no art. 235 da Constituição, estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) 
	(PGESP-2018-VUNESP): Sobre a evolução da legislação ambiental no Brasil e os seus marcos históricos, assinale a alternativa correta: Dois marcos da Lei n° 6.938/1981, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, são a descentralização administrativa, a partir da noção de um sistema de proteção ambiental, e a mudança no paradigma de proteção ambiental no Brasil.
#Atenção: #TJRO-2011: #PGESP-2018: #DPESC-2021: #FCC: #VUNESP: A Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, constituiu um marco na legislação pátria criando as bases para o Direito Ambiental Brasileiro nos moldes que conhecemos atualmente. Representa verdadeira mudança de paradigmas na proteção ambiental antes focada em recursos naturais isolados, para uma proteção integrada baseada em uma tutela focada nos ecossistemas.
#Atenção: #MPAP-2021: #CESPE: O primeiro diploma normativo a conferir legitimidade para que o Ministério Público pudesse propor ação de natureza cível para reparação de danos causados ao meio ambiente foi a Lei nº 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.
#Atenção: #TRF5-2011: #PCPE-2016: #CESPE: A Lei do PNMA é uma lei nacional, aplicável não apenas à União, como também aos Estados, DF e Municípios. Inclusive, dispõe a ementa da Lei: “Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.” Logo, a autonomia legislativa dos entes está subordinada aos ditames da Lei do PNMA, observando-se seus preceitos mínimos de proteção e a vedação do retrocesso ambiental.
DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Art. 2º. A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: (MPRR-2008) (PGEPI-2008) (MPSE-2010) (TRF4-2010) (TJPR-2011) (TJRO-2011) (TRF1-2011) (PGEMT-2011) (PGEMG-2012) (TJAM-2013) (TJCE-2014) (TJDFT-2014) (MPSC-2014) (PGEBA-2014) (TJSC-2010/2015) (TRF5-2011/2015) (TJRR-2015) (PCDF-2015) (PGM-Salvador/BA-2015) (TRF2-2011/2017) (TJMT-2009/2018) (TRF3-2013/2018) (PCGO-2018) (TJSP-2021) (MPPR-2021) (PGERO-2022) (PGM-Recife/PE-2022) (AGU-2010/2023)
	(TJRR-2015-FCC): Joaquim pretende instalar uma indústria, que gera poluição acima dos padrões admitidos, em um Município absolutamente carente. A indústria proporcionará empregos e trará arrecadação ao Município. Segundo a finalidade da Política Nacional do Meio Ambiente, a indústria, não poderá ser instalada, uma vez que não trará preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. BL: art. 2º, PNMA.
(TJSC-2015-FCC): Um pesquisador desenvolveu uma técnica de cultivo de ostra pela qual a produção aumenta em 75%, trazendo, assim, real ganho econômico ao produtor. A nova técnica exaure os recursos naturais necessários ao cultivo da ostra em 30 anos. A nova técnica não poderá ser admitida pelo órgão ambiental, uma vez que fere o Princípio do Desenvolvimento Sustentável.  BL: art. 2º, PNMA.
(TJCE-2014-FCC): A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar no País condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. BL: art. 2º, PNMA.
#Atenção: PNMA (Art. 2º, primeira parte) - Finalidade precípua [OBJETIVOS] - A preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições:
· Ao desenvolvimento socioeconômico;
· Aos interesses da segurança nacional; e
· À proteção da dignidade da vida humana
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; (AGU-2010) (TRF3-2018)
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; (TJPR-2019) (MPPR-2021) (PGM-Recife/PE-2022) (AGU-2023)
III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; (PGM-Recife/PE-2022)
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; (MPMG-2010) (TJRO-2011) (MPPR-2021)
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; (PGEPI-2008) (TJRO-2011) (TJCE-2014) (MPPR-2017) (PGM-Recife/PE-2022)
	(MPPR-2017): Assinale a alternativa correta: Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras é um dos princípios da Política Nacional do Meio Ambiente. BL: art. 2º, V, PNMA.
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais; (MPPR-2021)
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental; (PGM-Recife/PE-2022)
VIII - recuperação de áreas degradadas; (MPMG-2010) (TRF4-2010) (TJRO-2011) (TJAM-2013) (TRF5-2015) (TRF2-2017) (TJPR-2017/2019) (PGM-Recife/PE-2022)
	(TJPR-2019-CESPE): Os princípios expressos na Lei 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente) incluem a racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar e a recuperação de áreas degradadas.  BL: art. 2º, II e VIII, Lei 6938/81.
(TJPR-2017-CESPE): Com relação à tutela constitucional ao meio ambiente e à PNMA, assinale a opção correta: A recuperação de áreas degradadas é exigida das mineradoras por previsão constitucional expressa e, sob aspectos gerais, é prevista na lei como um dos princípios da PNMA. BL: art. 225, §2º, CF[footnoteRef:1] e art. 2º, VIII da Lei 6838/81. [1: Art. 225. (...) § 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.] 
#Atenção: Vide Decreto 97.632/89, que “dispõe sobre a regulamentação do Artigo 2°, inciso VIII, da Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981”.[footnoteRef:2] [2: Art. 1° Os empreendimentos que se destinam à exploração de recursos minerais deverão, quando da apresentação do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e do Relatório do Impacto Ambiental - RIMA, submeter à aprovação do órgão ambiental competente, plano de recuperação de área degradada. Parágrafo único. Para os empreendimentos já existentes, deverá ser apresentado ao órgão ambiental competente, no prazo máximo de 180(cento e oitenta) dias, a partir da data de publicação deste Decreto, um plano de recuperação da área degradada. Art. 2° Para efeito deste Decreto são considerados como degradação os processos resultantes dos danos ao meio ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como, a qualidade ou capacidade produtiva dos recursos ambientais. Art. 3° A recuperação deverá ter por objetivo o retorno do sítio degradado a uma forma de utilização, de acordo com um plano preestabelecido para o uso do solo, visando a obtenção de uma estabilidade do meio ambiente.] 
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação; (MPMG-2010) (TRF1-2011)
X - educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. (TJPI-2012) (TJSE-2015) (MPPR-2021) (AGU-2023)
	(TJSE-2015-FCC): O Município X criou um programa de educação ambiental voltado para os munícipes em geral com o objetivo de promover a capacitação para a atividade de reciclagem de resíduos sólidos. Sob a alegação de afronta aos princípios que regem a Política Nacional do Meio Ambiente, o MP ajuizou uma ação civil pública em face do Município visando à declaração de nulidade de tal política pública, enfatizando que a educação ambiental custeada com recursos públicos está restrita à grade curricular das escolas municipais. Segundo os princípios da Política Nacional do Meio Ambiente, a ação deverá ser julgada, improcedente. BL: art. 2º, X, Lei 6938.
Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas; (TJAP-2008) (MPRR-2008) (MPBA-2010) (TJES-2011) (TJPR-2011) (TJRO-2011) (MPMS-2011) (DPEMA-2011) (TRF1-2011) (TRF2-2011) (TRF5-2011) (TJCE-2012) (PGEMG-2012) (MPSP-2013) (PGM-Fortaleza/CE-2017) (TJMT-2018) (MPMT-2019)
	(TJES-2011-CESPE): Meio ambiente é definido como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas; a definição de dano ambiental infere-se a partir dos conceitos legais de poluição e degradação. BL: art. 3º, I e II, Lei 6938/81.
#Atenção: A definição de meio ambiente está prevista no art. 3º, I da Lei 6.938/81. O dano ambiental é a lesão a bens ambientais juridicamente protegidos, isto é, aos componentes ambientais, ao ambiente natural, artificial, cultural e do trabalho, atingindo negativamente o direito da coletividade, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 
#Atenção: A Constituição de 1988 não traz a definição de meio ambiente, assim como não há um conceito explícito de dano ambiental na Lei 6.938/81. Em outras palavras, o conceito de meio ambiente não está descrito na CF/88, mas sim na Lei 6938/81. Não há um conceito legal e expresso de dano ambiental.
#Atenção: A Lei 6.938/81, em seu art. 3º, define meio ambiente. PAULO DE BESSA ANTUNES (2004) critica referido conceito, para ele a definição de meio ambiente não pode ser de cunho apenas biológico, mas deve abranger aspectos sociais. Vejamos: “Um aspecto que julgamos da maior importância é o fato de que, após a entrada em vigência da Carta de 1988, não se pode mais pensar em tutela ambiental restrita a um único bem. Assim é porque o bem jurídico ambiente é complexo. O meio ambiente é uma totalidade e só assim pode ser compreendido e estudado” (2004, p.68). Portanto, até o advento da Lei que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), não existia uma definição legal e (ou) regular de meio ambiente. A partir de então, conceituou-se meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas
(MPRR-2008-CESPE): Quanto ao conceito de direito ambiental, julgue o seguinte item: Até o advento da lei que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, não existia uma definição legal e(ou) regular de meio ambiente. A partir de então, conceituou-se meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. BL: art. 3º, I, LPNMA.
II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente; (MPMS-2011) (MPSP-2013) (AGU-2015) (MPMT-2019) (MPSC-2023)
	(MPSC-2023-CESPE): Com relação ao SISNAMA e à Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), julgue o item subsequente: Conforme a PNMA, a degradação da qualidade ambiental é a alteração adversa das características do meio ambiente. BL: art. 3º, II, PNMA.
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: (TJAP-2009) (MPRN-2009) (MPSE-2010) (MPMG-2011) (MPMS-2011) (TRF2-2011) (MPSP-2013) (TJMS-2015) (AGU-2015) (MPPR-2011/2017) (PGM-Fortaleza/CE-2017) (DPEMA-2018) (MPMT-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019)
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; (MPRN-2009) (MPSE-2010) (MPMS-2011) (MPPR-2011) (MPSP-2013) (TJMS-2015) (AGU-2015) (MPMT-2019)
	(TJMS-2015-VUNESP): Segundo estabelecido na Política Nacional do Meio Ambiente, entende-se por poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que, direta ou indiretamente, prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população. BL: art. 3º, III, “a” PNMA.
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; (MPRN-2009) (MPES-2010) (MPSE-2010) (TRF2-2011) (MPSP-2013) (AGU-2015) (MPPR-2011/2017) (PGM-Fortaleza/CE-2017) (MPMT-2019)
	(MPPR-2017): Assinale a alternativa correta: Compõe o conceito de poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que indiretamente criem condições adversas às atividades econômicas. BL: art. 3º, III, “b”, PNMA.
c) afetem desfavoravelmente a biota; (MPRN-2009) (MPSE-2010) (MPMS-2011) (MPPR-2011) (TRF3-2013) (AGU-2015) (PGM-Fortaleza/CE-2017) (DPEMA-2018) (MPMT-2019)
	(DPEMA-2018-FCC): Segundo a PNMA, é considerada degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente afetem desfavoravelmente a biota, a poluição. BL: art. 3º, III, “c”, PNMA.
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; (MPRN-2009) (MPSE-2010) (MPPR-2011) (AGU-2015) (MPMT-2019)
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos; (TJAP-2009) (MPRN-2009) (MPSE-2010) (MPPR-2011) (AGU-2015) (MPMT-2019) (PGM-Campo Grande/MS-2019)
	(PGM-Campo Grande/MS-2019-CESPE): Considerando os aspectos constitucionais relacionados ao direito ambiental e a Lei n.º 6.938/1981, julgue o item a seguir: Poluição é a alteração adversa das características do meio ambiente mediante o lançamento de matérias ou energia em desacordo com padrões ambientais estabelecidos. BL: art. 3º, III, “e”, Lei 6938.
(TJAP-2009-FCC): Os conceitos legais de degradação da qualidade ambiental e de poluição conduzem à conclusão de que a poluição é espécie do gênero degradação ambiental, resultante de atividades que afetem desfavoravelmente a biota, entre outras. BL: art. 3º, III, “c”, Lei 6938/81.
#Atenção: A degradação da qualidade ambiental é, segundo o art. 3º, II da Lei 6938/81, a alteração adversa das características do meio ambiente, ao passo que a poluição, segundo o art. 3º, III da Lei 6938/81, é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Constata-se que o conceito de degradação ambiental é mais amplo do que o de poluição, abarcando-o.
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável,direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental; (MPSE-2010) (MPMS-2011) (TJGO-2012) (TJPR-2012) (TJPI-2012) (MPPI-2012) (MPRR-2012) (DPESP-2012) (TRF4-2012) (MPF-2012) (PGEMG-2012) (PGEPA-2012) (MPSC-2010/2013) (MPSP-2013) (TRF1-2013) (PCPA-2013) (TRF2-2013/2014) (TJDFT-2014) (TJCE-2014) (PGEPI-2014) (AGU-2010/2015) (TRF5-2011/2015) (MPAM-2015) (PCDF-2015) (PGM-Curitiba/PR-2015) (PGM-Salvador/BA-2015) (TJRJ-2016) (MPMG-2011/2017) (TJPR-2017) (MPBA-2010/2018) (TJSP-2014/2017/2018) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (PGEPB-2021)
	#Atenção: #STJ: #MPBA-2010: #AGU-2010: #MPRR-2012: #MPF-2012: #PCPA-2013: #TRF5-2015: #MPMG-2014/2017: #TJSP-2017: #TRF2-2018: #PGM-Boa Vista/RR-2019: #PGEPB-2021: #CESPE: #VUNESP: É pacífica a jurisprudência do STJ no sentido de que, mesmo na existência de múltiplos agentes poluidores, não existe obrigatoriedade na formação do litisconsórcio, uma vez que a responsabilidade entre eles é solidária pela reparação integral do dano ambiental (possibilidade se demandar de qualquer um deles, isoladamente ou em conjunto, pelo todo). (STJ. 2ª T., REsp 880.160/RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, j. 04/05/10).
	(TJSP-2017-VUNESP): Considerando-se que o art. 942 do CC/02 estabelece a possibilidade de responsabilidade civil solidária e, ainda, o disposto no art. 3°, inc. IV, da lei 6.938/81, tem-se que no âmbito do direito ambiental: havendo mais de um causador do dano, todos respondem solidariamente, não sendo relevante a discussão sobre a mensuração subjetiva de cada um no nexo de causalidade plúrimo. BL: art. 3º, IV, Lei 6938/81 e Entendimento do STJ.
#Atenção: O conceito de “poluidor” refere-se àquele responsável direta ou indiretamente pela degradação ambiental, o que amplia ainda mais o rol de responsáveis pelos danos ambientais. Esse rol, que abrange pessoas físicas, pessoas jurídicas de direito privado (ex: empresas) e pessoas jurídicas de direito público (ex: entes federados), é relevante para a análise de temas como a responsabilidade civil por dano ao meio ambiente.
#Atenção: #STJ: #MPRR-2012: #PCPA-2013: #PGEPI-2014: #TJPR-2017: #TJSP-2017: #MPMG-2017: #TRF2-2018: #TJRO-2019: #PGM-Boa Vista/RR-2019: #PGEPB-2021: #CESPE: #VUNESP: “(...) A tese recursal de litisconsórcio passivo necessário com o cônjuge do agente poluidor não prospera, tendo em vista que a responsabilidade por danos ambientais é solidária entre o poluidor direto e o indireto, o que permite que a ação seja ajuizada contra qualquer um deles, sendo facultativo o litisconsórcio. Tal conclusão decorre da análise do inciso IV do art. 3º da Lei 6.938/81. (...)”. (STJ. 2ª T., AgInt no AREsp 839.492/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 15/12/16).
#Atenção: #STJ: #MPRR-2012: #PGEPI-2014: #MPMG-2014/2017: #TJSP-2017: #TJPR-2017: #TRF2-2018: #TJRO-2019: #PGM-Boa Vista/RR-2019: #PGEPB-2021: #CESPE: #VUNESP: A ação civil pública por danos ambientais dá ensejo a litisconsórcio facultativo entre os vários degradadores, diretos e indiretos, por se tratar de responsabilidade civil objetiva e solidária, podendo ser proposta contra o poluidor, responsável direta ou indiretamente pela atividade causadora de degradação ambiental e contra os co-obrigados solidariamente à indenização. A ausência de formação do litisconsórcio facultativo não tem a faculdade de acarretar a nulidade do processo. (STJ. 2ª T., AgRg no AREsp 224.572/MS, Rel. Min. Humberto Martins, j. 18/06/13).
#Atenção: #Jurisprud. Teses/STJ - Ed. 30: #PGEPI-2014: #MPMG-2017: #TJSP-2017: #TRF2-2018: #TJRO-2019: #PGM-Boa Vista/RR-2019: #PGEPB-2021: #CESPE: #VUNESP: Tese nº 07: “Os responsáveis pela degradação ambiental são coobrigados solidários, formando-se, em regra, nas ações civis públicas ou coletivas litisconsórcio facultativo.”
	(MPMT-2019-FCC): Segundo prevê o art. 225 da CF/88 “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Nesse caso, o poluidor será a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental. BL: art. 3º, IV da PNMA.
(TJPE-2011-FCC): O MP propôs ação civil pública contra proprietário de indústria clandestina (sociedade de fato), que vinha causando poluição hídrica e sonora na localidade em que estava instalada e também contra o proprietário do imóvel arrendado pelo poluidor. Em termos de responsabilidade civil pelo dano ambiental, o proprietário arrendador responde civilmente, em caráter solidário, porque omitiu-se no dever de preservação ambiental da propriedade. BL: art. 3º, IV da PNMA e Jurisprudência do STJ.
#Atenção: No caso em exame, são considerados poluidores ambos, tanto o arrendatário (direto) quanto o arrendador/proprietário (indireto), sendo certo afirmar que, para o dano ambiental, regido pela responsabilidade civil objetiva - risco integral, são considerados responsáveis o poluidor direto e o indireto, sem haver qualquer ordem de preferência.
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (MPES-2010) (TJCE-2012) (MPSP-2013) (TJPR-2017)
DOS OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Art. 4º. A Política Nacional do Meio Ambiente visará:
I - à compatibilização do desenvolvimento econômico social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico; (TJMT-2009) (MPES-2010) (TRF5-2011) (TJAM-2013) (TRF2-2013) (TRF3-2013) (TJSP-2014) (TJSC-2015) (PCDF-2015) (PGM-Salvador/BA-2015) (PCGO-2018) (TJSP-2021) (PGEMG-2012/2022) (PGERO-2022)
	(TJSC-2015-FCC): Um pesquisador desenvolveu uma técnica de cultivo de ostra pela qual a produção aumenta em 75%, trazendo, assim, real ganho econômico ao produtor. A nova técnica exaure os recursos naturais necessários ao cultivo da ostra em 30 anos. A nova técnica não poderá ser admitida pelo órgão ambiental, uma vez que fere o Princípio do Desenvolvimento Sustentável.  BL: arts. 2º e 4º, PNMA.
(TRF5-2011-CESPE): Considerando o conceito e a natureza econômica do direito ambiental e da PNMA, assinale a opção correta: O direito ambiental é dotado de instrumentos que o capacitam a atuar na ordem econômica, e, nesse sentido, a PNMA visa, entre outros objetivos, assegurar adequado padrão de desenvolvimento socioeconômico ao país. BL: arts. 2º e 4º, PNMA.
(MPSE-2010-CESPE): A PNMA foi estabelecida em 1981 mediante a edição da Lei 6.938/81, que criou o SISNAMA. O objetivo dessa lei é o estabelecimento de padrões que tornem possível o desenvolvimento sustentável, por meio de mecanismos e instrumentos para maior proteção do ambiente. A respeito desse assunto e considerando o disposto na lei, assinale a opção correta: É objetivo da PNMA a compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. BL: art. 4º, I, PNMA.
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, do Territórios e dos Municípios; (TJMT-2009) (TJSP-2014) (TJCE-2018) (PGEMG-2022)
III - ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais; (TJAM-2013) (TJMT-2009/2014) (TJSP-2014) (TJPR-2017/2019)
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de recursos ambientais; (TJMT-2009) (TJAM-2013) (TRF2-2013) (TJSP-2014) (PGM-Cuiabá/MT-2014) (TJPR-2019) (TJRJ-2019) (PGEMG-2022)
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico; (TJMT-2009) (TRF1-2011) (TJRJ-2019)(PGEMG-2022)
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida; (PGEMT-2011) (PGEMG-2022)
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados, e ao usuário, de contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. (MPPE-2008) (PGECE-2008) (DPEPA-2009) (PGEAL-2009) (MPBA-2010) (MPES-2010) (MPRO-2010) (TRF4-2010) (PGEGO-2010) (DPEMA-2011) (TJDFT-2012) (TJPI-2012) (MPAP-2012) (MPRR-2012) (DPEPR-2012) (PGEPA-2012) (TRF1-2011/2013) (TJSC-2013) (TJRN-2013) (TJAM-2013) (MPMG-2013) (MPMS-2013) (MPPR-2013) (DPERR-2013) (TJMT-2009/2014) (TJPR-2012/2013/2014) (MPMA-2014) (PGEBA-2014) (PCDF-2009/2015) (AGU-2010/2015) (MPAM-2015) (PGEPR-2015) (PGM-Salvador/BA-2015) (PCPE-2016) (MPF-2012/2017) (TRF2-2013/2014/2017) (TRF5-2011/2015/2017) (PGEAC-2017) (PGM-BH/MG-2017) (PGM-Fortaleza/CE-2017) (PGEPE-2009/2018) (TRF3-2013/2016/2018) (PGEAP-2018) (PCBA-2018) (PCSE-2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (TJAL-2019) (TJRJ-2019) (TJRO-2019) (MPMT-2019) (MPPI-2019) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (PCPA-2013/2021) (TJSP-2014/2021) (DPEBA-2021) (PGERS-2021) (PCRN-2021) (TCDF-2021) (TJAP-2008/2009/2014/2022) (MPGO-2010/2016/2019/2022) (TJMG-2022) (Cartórios/TJSP-2022) (PCAM-2022)
	(PCRN-2021-FGV): A vocação redistributiva do Direito Ambiental indica que o poluidor deve responder pelos custos sociais externos que acompanham o processo produtivo, ou seja, pela poluição ou degradação que causa ao desenvolver suas atividades. Assim, o ordenamento jurídico busca a internalização dos prejuízos ambientais, de maneira que aquele que internaliza e se beneficia com o lucro, deve arcar e internalizar também os prejuízos que causou, por força do princípio: do poluidor-pagador, que visa a impedir a privatização dos lucros e a socialização das perdas. BL: art. 4º, VII, 1ª parte c/c art. 14, §1º, PNMA. 
#Atenção: #PGECE-2008: #PGEAL-2009: #MPBA-2010: #PGEGO-2010: #DPEMA-2011: #MPPR-2013: #TRF2-2013/2014: #PGEBA-2014: #PGEPI-2014: #TRF1-2015: #PCDF-2015: #PGM-Salvador/BA-2015: #PCPE-2016: #MPF-2012/2017: #PGEAC-2017: #PGESE-2017: #PGM-BH/MG-2017: #PGM-Fortaleza/CE-2017: #TJMT-2018: #MPMS-2018: #PGEAP-2018: #TJRO-2019: #MPMT-2019: #MPPI-2019: #MPSC-2019: #TJSP-2014/2021: #DPEBA-2021: #PGERS-2021: #PCRN-2021: #TCDF-2021: #Cartórios/TJSP-2022: #PCAM-2022: #CESPE: #FCC: #FMP: #FGV: #Fundatec: #VUNESP: Sobre o tema, Romeu Thomé explica: “Princípio do Poluidor Pagador: O poluidor deve suportar as despesas de prevenção, reparação e repressão dos danos causados ambientais. Assim, além do dever de reparar o dano ambiental causado, a orientação do princípio poluidor-pagador é pela internalização das externalidades ambientais negativas das atividades potencialmente poluidoras, buscando evitar a socialização dos prejuízos decorrentes da poluição ambiental.” (Fonte: Manual de Direito Ambiental - Romeu Thomé - Ed. 2016 - p. 85). Antonio Herman V. Benjamin pontua: “O princípio poluidor-pagador não é um princípio de compensação dos danos causados pela poluição. Seu alcance é mais amplo, incluídos todos os custos da proteção ambiental, "quaisquer que eles sejam", abarcando, a nosso ver, os custos de prevenção, de reparação e de repressão do dano ambiental, assim como aqueles outros relacionados com a própria utilização dos recursos ambientais, particularmente os naturais, que "têm sido historicamente encarados como dádivas da natureza, de uso gratuito ou custo marginal zero”. (BENJAMIN, Antonio Herman V. Dano Ambiental, Prevenção, Reparação e Repressão. São Paulo, RT, 1993). Frederico Amado explica: “Por este princípio, deve o poluidor responder pelos custos sociais da degradação causada por sua atividade impactante (as chamadas externalidades negativas), devendo-se agregar esse valor no custo produtivo da atividade, para evitar que se privatizem os lucros e se socializem os prejuízos. Ele se volta principalmente aos grandes poluidores. Logo, caberá ao poluidor compensar ou reparar o dano causado. Ressalte-se que este Princípio não deve ser interpretado de forma que haja abertura incondicional à poluição, desde que se pague (não é pagador-poluidor), só podendo o poluidor degradar o meio ambiente dentro dos limites de tolerância previstos na legislação ambiental, após licenciado. (...) Este Princípio inspirou o § 1.º, do artigo 14, da Lei 6.938/1981, que prevê que ‘é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade’”. (Fonte: AMADO, Frederico. Direito Ambiental Esquematizado. Editora Método, 5ª Ed. p. 72).
	(TJRO-2019-VUNESP): Determinada indústria química elimina seus rejeitos no rio que abastece uma cidade, alterando as características do meio ambiente e prejudicando a segurança e o bem-estar da população. Nesse caso, o princípio ambiental que visa à internalização das externalidades ambientais negativas e busca impedir a socialização dos custos ambientais é o princípio do poluidor-pagador. BL: art. 4º, VII, 1ª parte c/c art. 14, §1º, PNMA.
(MPMT-2019-FCC): No Direito Ambiental, o dever de recompor o meio ambiente lesado ou de indenizar pelos danos causados refere-se ao princípio do poluidor-pagador. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(MPSC-2019): O princípio ambiental do poluidor-pagador prevê a obrigação do agente responsável pela degradação ambiental de recuperar e/ou indenizar os danos causados ao meio ambiente. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(MPMS-2018): Assinale a alternativa correta: Uma das facetas do princípio do poluidor-pagador é evitar as externalidades negativas. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(TJMT-2018-VUNESP): A internalização do custo ambiental, transformando a externalidade negativa, ou custo social, num custo privado, visa impedir a socialização do prejuízo e a privatização dos lucros. Este é o objetivo do princípio do poluidor-pagador. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(PGESE-2017-CESPE): Determinada indústria têxtil elimina seus componentes químicos no rio que abastece uma cidade, alterando as características do meio ambiente e prejudicando a segurança e o bem-estar da população. Nesse caso, o princípio ambiental que determina o dever da indústria de arcar com as consequências econômicas da atividade descrita é o princípio do poluidor-pagador. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(PGEAC-2017-FMP): Considerando o trecho a seguir reproduzido, identifique o princípio de direito ambiental: “Objetiva internalizar nas práticas produtivas (em última instância, no preço dos produtos e serviços) os custos ecológicos, evitando-se que os mesmos sejam suportados de modo indiscriminado (e portanto injusto) por toda a sociedade” (SARLET & FENSTERSEIFER): princípio do poluidor-pagador. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(MPF-2017): Sobre o princípio do poluidor-pagador, é correto afirmar: O princípio do poluidor pagador não elide a responsabilidade pela prevenção ao dano ambiental. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(TRF1-2015-CESPE): No direito ambiental, o princípio do poluidor-pagador, em sentido estrito, fundamentado na teoria econômica, pode ser observado, por exemplo, na hipótese de imposição ao empreendedor, pelo órgão competente, de obrigação de arcar com os custos de prevenção, mitigação e compensação de impactos ambientais causados pela atividade econômica, como condição para o licenciamento. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(MPGO-2016): Os princípios da prevenção e da precaução exercem influência na aplicação de regras materiais do Direito Ambiental, mormente no campo da responsabilidade civil, uma vez que o enfoque jurídico nessa área deve ser o da prudência e da vigilância no tratamento a ser dado a atividades potencialmente poluidoras, diante do risco de dano irreversível ao meio ambiente. BL: art. 4º, VII, PNMA.
(TJRS-2016-Faurgs): Quanto à proteção ambiental, assinale a alternativa correta: A cláusula contida no § 3º do art. 225 da CF consagra o regime da tríplice responsabilização do poluidor, deixandopatente o amplo feixe de imputações a que se sujeita o causador do agravo ambiental. BL: art. 225, §3º, CF e art. 4ª, VII, Lei 6938/81. (amb.) 
#Atenção: #PGEPR-2015: #TJRS-2012/2016: #PCBA-2018: #TJRO-2019: #DPEBA-2021: #Faurgs: #FCC: #PUCPR: #VUNESP: A art. 225, §3º da CF previu a responsabilização do poluidor, em virtude do mesmo dano ambiental, nas esferas civil, administrativa e penal, de forma independente. Eis a tríplice responsabilização em matéria ambiental. Em outras palavras, tal dispositivo prevê a tríplice responsabilidade ambiental, sujeitando os infratores ambientais, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, a cumulação de sanções penais, administrativas e civis (reparação dos danos), sem que isso represente qualquer bis in idem. A responsabilização civil por dano ambiental está prevista no art. 4º, VII da Lei 6938/81 (“imposição ao poluidor da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados”), ao passo que as responsabilizações penal e administrativa por dano ambiental estão previstas na Lei 9605/98.
	(TJRS-2012): Quais dos tipos de responsabilidade podem ser gerados a partir da comprovação de um dano ecológico? A responsabilidade administrativa, civil e criminal.
(TJAL-2015-FCC): A responsabilidade civil pelo dano ambiental é objetiva, bastando a comprovação de ação ou omissão, resultado e nexo de causalidade. 
#Atenção: #MPAP-2012: #PGEPA-2012: #MPPR-2013: #PGEPI-2014: #TJAL-2015: #PGM-Salvador/BA-2015: #PGEAP-2018: #PGEPE-2018: #PCBA-2018: #PCSE-2018: #DPEBA-2021: #PCPA-2021: #TCDF-2021: #TJAP-2022: #MPGO-2022: #PCAM-2022: #AOCP: #CESPE: #FCC: #FGV: #VUNESP: São requisitos para a configuração do dever de indenizar pelo dano ambiental a existência do evento danoso e do nexo causal entre a atividade e o dano. O evento danoso é o fato que origina a alteração das propriedades do meio ambiente, de modo a prejudicar a saúde ou as condições de vida da população. O nexo causal é a dedução de que a atividade do infrator contribuiu para o evento danoso, independentemente de culpa ou intenção de causar prejuízo ao ambiente (Faria, Coutinho e Karênia, Direito Ambiental, JusPodivm, v. 30, p. 257).
(TJSP-2014-VUNESP): Novamente quanto ao tema dos princípios do Direito Ambiental, o que determina que aquele que se utiliza ou usufrui de algum recurso natural deve arcar com os custos necessários para possibilitar tal uso configura o princípio do usuário-pagador. BL: art. 4º, VII, parte final, PNMA.
#Atenção: #STF: #TJSC-2009: #PGEAL-2009: #PCDF-2009: #MPRO-2010: #TRF4-2010: #AGU-2010: #TJRJ-2011: #MPRR-2012: #TRF2-2013: #MPMA-2014: #PGEBA-2014: #MPMS-2013/2015: #PCPE-2016: #PGEAC-2017: #PGESE-2017: #PGM-BH/MG-2017: #PGM-Fortaleza/CE-2017: #TRF3-2018: #PGEAP-2018: #TJSP-2014/2021: #PGERS-2021: #PCAM-2022: #CESPE: #FCC: #FGV: #FMP: #Fundatec: #VUNESP: Acerca do princípio do usuário-pagador, Frederico Amado explica: “Não se trata de mera reprodução do Princípio do Poluidor-Pagador. Por esse princípio, as pessoas que utilizam recursos naturais devem pagar pela sua utilização, especialmente com finalidades econômicas, mesmo que não haja poluição, a exemplo do uso racional da água. Veja-se que difere do Princípio do Poluidor-Pagador, pois neste há poluição e a quantia paga pelo empreendedor funciona também como sanção social ambiental, além de indenização. Deveras, há uma progressiva tendência mundial na cobrança do uso dos recursos naturais, notadamente os mais escassos, a fim de racionalizar a sua utilização, de arrecadar recursos a serem revertidos ao ambiente e de funcionar como medida educativa para inibir o desperdício, mas este instrumento não deverá ser utilizado para privar os economicamente menos favorecidos dos recursos indispensáveis à sua qualidade de vida.” (Fonte: AMADO, Frederico. Direito Ambiental Esquematizado. Editora Método, 5ª Ed. pp. 71-72). Ainda, cumpre acrescentar que a doutrina entende que o princípio do usuário-pagador tem aplicação em práticas lícitas no desempenho de atividade econômica ou não. 
	(PGM-Fortaleza/CE-2017-CESPE): De acordo com os princípios do direito ambiental, julgue o item que se segue: Ao usuário será imposta contribuição pelos custos advindos da utilização de recursos ambientais com fins econômicos.
(PGEAC-2017-FMP): Considerando o trecho a seguir reproduzido, identifique o princípio de direito ambiental: “visa proteger a quantidade dos bens ambientais, estabelecendo uma consciência ambiental de uso racional dos mesmos, permitindo uma socialização justa e igualitária de seu uso” (RODRIGUES): princípio do usuário-pagador. BL: art. 4º, VII, parte final, PNMA.
(MPMS-2015): Em atenção à proteção do meio ambiente, assinale a alternativa correta: O princípio do usuário-pagador caracteriza-se pela imposição ao usuário do conjunto dos custos destinados a tornar possível a utilização do recurso ambiental e os custos advindos de sua utilização com fins econômicos, evitando-se que sejam suportados pelo Poder Público e tampouco por terceiros. BL: art. 4º, VII, parte final, PNMA.
(TJRJ-2011-VUNESP): Exigir a retribuição à sociedade pela utilização econômica dos recursos naturais, incentivando, ao mesmo tempo, a racionalização do seu custo. Essa ideia se relaciona ao princípio do usuário-pagador.
(TJSC-2009): O princípio do usuário-pagador consubstancia-se num mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade econômica. 
(TJPR-2012-UFPR): Uma indústria lançou resíduos químicos altamente poluentes, em nível superior ao permitido pelas normas ambientais, num rio do Município de Curitiba. Além de atingir a coletividade, violando o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a situação provocou vítimas específicas, afetando a saúde de quem, inadvertidamente, fez uso da água contaminada. Diante do exposto, é correto afirmar que, em se tratando de responsabilidade civil, a indústria responde de forma objetiva, cabendo às vítimas demonstrarem apenas o nexo causal entre o fato e o dano, bem como o seu montante. BL: art. 4º, VII e 14, §1º da Lei 6839/81.
#Atenção: #TJPR-2012: #MPAP-2012: #PGEPA-2012: #MPPR-2013: #TRF2-2013: #PGEPI-2014: #PGEAP-2018: #PGEPE-2018: #PCPA-2021: #TCDF-2021: #MPGO-2022: #PCAM-2022: #AOCP: #CESPE: #FCC: #FGV: Não há que se analisar a existência de ato ilícito (dolo/culpa). Devem restar comprovados, regra geral, os elementos “dano” e “nexo causal”.
(TJPR-2012-UFPR): O MP do Mato Grosso do Sul propôs Ação Civil Pública contra sociedade comercial que explora posto de gasolina e que, segundo laudo do órgão ambiental estadual, vem causando poluição nas águas subterrâneas decorrente do vazamento de seu tanque de armazenamento. A ré defendeu-se, dizendo que comprou o posto havia 4 meses e que a responsabilidade é da empresa que a antecedeu, que explorou o local por 15 anos. Em termos de responsabilidade civil pelo dano ambiental, a ré responderá civilmente, em caráter solidário, porque, além de sucessora, omitiu-se no dever de preservação ambiental da propriedade. 
#Atenção: A responsabilidade por danos ambientais é solidária, o que, em tese, confere maior grau de proteção ao meio ambiente, já que é particularmente difícil precisar qual foi exatamente a conduta do poluidor, bem como quem foi seu autor.
(MPAP-2012-FCC): A responsabilidade civil por dano ambiental é solidária e objetiva.
(TJPE-2011-FCC): O MP propôs ação civil pública contra proprietário de indústria clandestina (sociedade de fato), que vinha causando poluição hídrica e sonora na localidade em que estava instalada e também contra o proprietário do imóvel arrendado pelo poluidor. Em termos de responsabilidade civil pelo dano ambiental, o proprietário arrendador responde civilmente, em caráter solidário, porque omitiu-se no dever de preservação ambiental da propriedade. BL: art. art. 4º, VII e 14, §1º da Lei 6839/81.
#Atenção: #MPES-2010: #TJPE-2011: #DPEMA-2011: #MPF-2012: #DPERR-2013: #PGEPI-2014: #AGU-2010/2015: #PCDF-2015: #TRF2-2017: #PGEAP-2018: #PGEPE-2018: #PCSE-2018: #PGM-Manaus/AM-2018:#PGM-Boa Vista/RR-2019: #DPEBA-2021: #PCPA-2021: #TCDF-2021: #TJAP-2022: #TJMG-2022: #MPGO-2022: #PCAM-2022: #ACOP: #CESPE: #FCC: #FGV: Além de objetiva e, para a maioria, calcada na teoria do risco integral, a responsabilidade civil por dano ao meio ambiente no Brasil é também solidária, ou seja, todos os responsáveis diretos ou indiretos pelo dano causado ao meio ambiente responderão solidariamente, podendo a obrigação ser reclamada de qualquer dos devedores (poluidores). Tal artifício técnico é utilizado para facilitar e agilizar a reparação do dano ambiental. No caso em apreço, o proprietário arrendador será responsabilizado pela omissão em relação ao dever de preservação ambiental da propriedade, ou seja, por ter deixado de agir no sentido de não provocar poluição hídrica e sonora na localidade.
 Art. 5º - As diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente serão formuladas em normas e planos, destinados a orientar a ação dos Governos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios no que se relaciona com a preservação da qualidade ambiental e manutenção do equilíbrio ecológico, observados os princípios estabelecidos no art. 2º desta Lei. 
Parágrafo único. As atividades empresariais públicas ou privadas serão exercidas em consonância com as diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente. (MPMG-2010) (TJPR-2011) (PGEGO-2013)
DO SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Art. 6º Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado: (MPRN-2009) (DPEPI-2009) (TRF5-2009) (MPBA-2010) (MPSE-2010) (TJRO-2011) (MPMG-2011) (MPPR-2011) (TJBA-2012) (MPPI-2012) (MPTO-2012) (PGEMG-2012) (TRF2-2013) (MPGO-2014) (PGEBA-2014) (PCDF-2015) (PGEAM-2010/2016) (PCPA-2013/2016) (TJRS-2016) (PCPE-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (PGEAC-2017) (TRF3-2011/2018) (PGESP-2012/2018) (TJCE-2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (TJPA-2019) (PGEGO-2013/2021) (PGM-Florianópolis/SC-2022) (MPSC-2021/2023)
	(MPGO-2014): A Lei 6938/81 inaugura a fase holística do direito ambiental, consagrando: A articulação de todos os entes da federação no SISNAMA na fiscalização das normas de proteção do Meio Ambiente. BL: art. 6º, PNMA.
#Atenção: #TJRO-2011: #MPGO-2014: #PGESP-2018: #VUNESP: “A fase holística é marcada pela compreensão do meio ambiente como um todo integrado, em que cada uma de suas partes é interdependente das outras e não fragmentada, sendo a partir daí que começou a existir realmente uma intenção de defender o meio ambiente.” (Fonte: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=1545). A evolução histórica do Direito Ambiental compreende 3 fases distintas, a saber: i) Fase individualista (do descobrimento até 1950): Ausência de preocupação com o meio ambiente; ii) Fase fragmentária (de 1950 a 1980): Controle de algumas atividades exploratórias de recursos naturais em razão de seu valor econômico; e iii) Fase holística (de 1981 até os dias atuais): Compreensão do meio ambiente como um todo integrado e interdependente. Cumpre destacar que somente com a fase holística do Direito Ambiental, cujo marco de surgimento foi a Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), é que o meio ambiente passou a ser considerado como um bem jurídico autônomo.
(TRF5-2009-CESPE): Acerca do SISNAMA e da lei que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) - Lei 6.938/81 -, assinale a opção correta: O SISNAMA constitui-se de órgãos e entidades da União, dos estados, do DF e dos municípios, bem como de fundações instituídas pelo poder público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. BL: art. 6º, caput, PNMA.
#Atenção: #MPSC-2023: #CESPE: O SISNAMA não é um órgão do Ministério no Meio Ambiente. Na verdade, é um sistema formado por órgãos e entidades da União, Estados, Distrito Federal, Municípios e fundações instituídas pelo poder público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, nos termos do art. 6º, caput, PNMA.
I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais;  (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) (MPRN-2009) (DPEPI-2009) (MPSE-2010) (MPPR-2011) (MPPI-2012) (PGEMG-2012) (PGESP-2012) (PCDF-2015) (PGEAM-2010/2016) (TJDFT-2016) (TJRJ-2016) (PCPA-2016) (PCPE-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (PGM-Manaus/AM-2018) (TJPA-2019) 
II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida; (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) (TJMS-2008) (MPRN-2009) (DPEPI-2009) (MPBA-2010) (MPSE-2010) (TJPE-2011) (TJPR-2011) (MPPR-2011) (TRF3-2011) (TJPI-2012) (MPPI-2012) (MPTO-2012) (PGEMG-2012) (PGESP-2012) (TRF2-2013) (MPAC-2014) (PCDF-2015) (PGEAM-2010/2016) (TJDFT-2016) (TJRJ-2016) (PCPA-2016) (PCPE-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (TJSC-2017) (TJPA-2019) (PGM-Florianópolis/SC-2022) (MPSC-2023)
	(MPSC-2023-CESPE): Com relação ao SISNAMA e à Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), julgue o item subsequente: O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é órgão consultivo e deliberativo que compõe a estrutura do SISNAMA. BL: art. 6º, II, PNMA.
(TJPA-2019-CESPE): O CONAMA faz parte do SISNAMA. Considerando-se a composição do SISNAMA e as suas atribuições, é correto afirmar que o CONAMA tem como finalidade deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. BL: art. 6º, II, PNMA.
(PCPE-2016-CESPE): O órgão consultivo e deliberativo responsável pelo SISNAMA e pelo SNUC é o Conselho Nacional do Meio Ambiente. BL: art. 6º, II, PNMA e art. 6º, I, SNUC.
(TJPE-2011-FCC): Compete ao CONAMA estudar e propor diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e executar a política nacional do meio ambiente e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com a proteção do meio ambiente. BL: art. 6º, II, PNMA.
III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente; (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) (MPRN-2009) (TRF5-2009) (MPSE-2010) (MPPR-2011) (TRF3-2011) (PGEMG-2012) (PGESP-2012) (TRF2-2013) (TJPR-2014) (TJRJ-2016) (PGEAM-2016) (PCPE-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (TJPA-2019) (PGM-Florianópolis/SC-2022) (MPSC-2021/2023)
IV - órgãos executores: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, com a finalidade de executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente, de acordo com as respectivas competências; (Redação dada pela Lei nº 12.856, de 2013) (PGEGO-2013) (TJPR-2014) (TJRS-2016) (PGEAM-2016) (PCPE-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (PGEAC-2017) (TJCE-2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (TJPA-2019) (PGM-Florianópolis/SC-2022)
	(TJCE-2018-CESPE): Com relação ao SNMA, ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e ao zoneamento ambiental, assinale a opção correta: O IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade são órgãos que têm por finalidade executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente. BL: art. 6º, III, PNMA.
V - Órgãos Seccionais: os órgãosou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental; (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (MPSE-2010) (PGESP-2012) (PGEGO-2013) (PGEAM-2016) (PGM-São Luís/MA-2016) (TJCE-2018) (TJPA-2019) (TJSC-2019) (MPSC-2021) (PGM-Florianópolis/SC-2022)
	(TJSC-2019-CESPE): O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) é o órgão ambiental da esfera estadual catarinense responsável pela execução de programas e projetos de proteção ambiental, bem como pelo controle e pela fiscalização de atividades potencialmente causadoras de degradação ambiental. De acordo com a Lei 6.938/81, o IMA/SC compõe o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) na qualidade de órgão seccional. BL: art. 6º, V, PNMA.
VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições; (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989) (MPSE-2010) (TJRO-2011) (TJPE-2011) (TJCE-2012) (MPTO-2012) (PGEAM-2016) (PGESP-2012/2018) (PGM-Florianópolis/SC-2022)
	(PGM-Florianópolis/SC-2022-FEPESE): O Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), disciplinado pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, é composto de diversos órgãos, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. No âmbito municipal, o SISNAMA é estruturado por: Órgãos Locais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições. BL: art. 6º, V, PNMA.
#Atenção: Os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização de atividades, nas suas respectivas jurisdições, integram o SISNAMA como órgãos locais.
§ 1º - Os Estados, na esfera de suas competências e nas áreas de sua jurisdição, elaborarão normas supletivas e complementares e padrões relacionados com o meio ambiente, observados os que forem estabelecidos pelo CONAMA. (PGESP-2002) (TJMT-2009) (TJPE-2011) (TJSC-2017) (TJCE-2012/2014/2018)
§ 2º Os Municípios, observadas as normas e os padrões federais e estaduais, também poderão elaborar as normas mencionadas no parágrafo anterior. (MPSE-2010) (TJPE-2011) (PGESP-2018)
§ 3º Os órgãos central, setoriais, seccionais e locais mencionados neste artigo deverão fornecer os resultados das análises efetuadas e sua fundamentação, quando solicitados por pessoa legitimamente interessada.
§ 4º De acordo com a legislação em vigor, é o Poder Executivo autorizado a criar uma Fundação de apoio técnico científico às atividades do IBAMA. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989)
DO CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Art. 7º      (Revogado pela Lei nº 8.028, de 1990)
Art. 8º Compete ao CONAMA:  (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990)
I - estabelecer, mediante proposta do IBAMA, normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluídoras, a ser concedido pelos Estados e supervisionado pelo IBAMA; (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (TJMS-2008) (MPBA-2010) (MPPR-2011) (MPSP-2011) (TRF3-2011) (PGEPA-2011) (TJPR-2012) (TJBA-2012) (PGEMG-2012) (TJPE-2013) (TRF1-2013) (TRF2-2013) (MPAC-2014) (PGEAM-2016) (TJSC-2017)
II - determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das alternativas e das possíveis conseqüências ambientais de projetos públicos ou privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem assim a entidades privadas, as informações indispensáveis para apreciação dos estudos de impacto ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas patrimônio nacional.  (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990) (TJMS-2008) (PGEES-2008) (MPMG-2011) (TRF2-2011) (TRF5-2011) (PGEPA-2011) (TJPR-2012) (TJPE-2013) (TJRN-2013) (TRF1-2013) (AGU-2013) (MPMT-2014)
III - (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009)
IV - homologar acordos visando à transformação de penalidades pecuniárias na obrigação de executar medidas de interesse para a proteção ambiental; (VETADO);
V - determinar, mediante representação do IBAMA, a perda ou restrição de benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, em caráter geral ou condicional, e a perda ou suspensão de participação em linhas de fiananciamento em estabelecimentos oficiais de crédito; (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (TRF3-2011) (PGEPA-2011) (TJPI-2012)
VI - estabelecer, privativamente, normas e padrões nacionais de controle da poluição por veículos automotores, aeronaves e embarcações, mediante audiência dos Ministérios competentes; (PGEPA-2011) (MPSC-2012) (MPAC-2014) (PCDF-2015) (TJDFT-2016) (TJSC-2017) (PGM-Fortaleza/CE-2017)
	(PGM-Fortaleza/CE-2017-CESPE): A respeito da Política Nacional de Meio Ambiente, julgue o item a seguir: Compete privativamente ao Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelecer normas e padrões nacionais de controle da poluição ocasionada por veículos automotores. BL: art. 8º, VI, PNMA.
VII - estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos. (PGEAM-2010) (TRF2-2011) (MPRR-2012) (TJPE-2013) (MPAC-2014) (TJSC-2017) (MPSC-2012/2023)
	(MPSC-2023-CESPE): Com relação ao SISNAMA e à Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), julgue o item subsequente: Entre as competências deliberativas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), encontra-se o estabelecimento de normas, de critérios e de padrões relativos ao controle e à qualidade ambiental, com vistas à utilização racional dos recursos ambientais, especialmente os hídricos. BL: art. 8º, VII, PNMA.
(TJSC-2017-FCC): As resoluções normativas do Conselho Nacional do Meio Ambiente vinculam todos os entes federativos diante do Sistema Nacional de Meio Ambiente. BL: art. 6º, caput e inciso II[footnoteRef:3] c/c art. 8º, I, VI e VII, PNMA. [3: Art. 6º Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado: (...) II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida;] 
#Atenção: Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, fazem parte do SISNAMA onde o CONAMA estabelece, privativamente, normas, critérios e padrões nacionais que vinculam todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal, Municípios, Autarquias, Fundações Públicas) integrando junto com eles o Sistema Nacional de Meio Ambiente, por força da Lei. Portanto, as resoluções normativas vinculam a todos os entes da federação, nos termos do caput do art. 6º da PNMA. Além disso, cumpre mencionar que as referidas resoluções possuem caráter cogente. Os incisos I, VI e VII do art. 8º da Lei de PNMA tratam do caráter normativo do CONAMA. Vale registrar que existem outras competências atribuídas ao CONAMA pelo art. 7º[footnoteRef:4] do Dec. 99.279/90, que não se encontram listadas expressamente no art. 8º da Lei da PNMA. [4: Dec. 99.279/90, Art. 7º. Compete ao CONAMA: (...) VIII - deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida; IX - estabelecer os critérios técnicos para declaração de áreas críticas, saturadas ou em vias de saturação; X - acompanhar a implementação doSistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza-SNUC, conforme disposto no inciso I do art. 6o da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000; XI - propor sistemática de monitoramento, avaliação e cumprimento das normas ambientais; XII - incentivar a instituição e o fortalecimento institucional dos Conselhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente, de gestão de recursos ambientais e dos Comitês de Bacia Hidrográfica; XIII - avaliar a implementação e a execução da política ambiental do País; XIV - recomendar ao órgão ambiental competente a elaboração do Relatório de Qualidade Ambiental, previsto no art. 9o inciso X da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981; XV - estabelecer sistema de divulgação de seus trabalhos; XVI - promover a integração dos órgãos colegiados de meio ambiente; XVII - elaborar, aprovar e acompanhar a implementação da Agenda Nacional de Meio Ambiente, a ser proposta aos órgãos e às entidades do SISNAMA, sob a forma de recomendação; XVIII - deliberar, sob a forma de resoluções, proposições, recomendações e moções, visando o cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Meio Ambiente; e XIX - elaborar o seu regimento interno.] 
Parágrafo único. O Secretário do Meio Ambiente é, sem prejuízo de suas funções, o Presidente do Conama. (Incluído pela Lei nº 8.028, de 1990)
DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Art. 9º - São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente:
I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; (TJRO-2011) (MPMG-2011) (TJBA-2012) (TJMT-2014) (TJRS-2016) (TJPR-2014/2017) (TRF3-2018)
II - o zoneamento ambiental; (PGEPI-2008) (MPRN-2009) (TRF1-2009/2011) (MPMG-2010/2011) (TJRO-2011) (TJES-2011) (PGEPR-2011) (TJBA-2012) (MPTO-2012) (PGEAC-2012) (PGEGO-2013) (PCCE-2015) (TJRS-2016) (TJCE-2018) (MPBA-2018) (TRF3-2018) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (TJMS-2020) (TJMA-2013/2022)
	(TJMA-2013-CESPE): O zoneamento ambiental, que consiste em limitação do uso do solo, atende ao princípio segundo o qual a propriedade deve cumprir sua função social e configura aspecto do exercício do poder de polícia.
#Atenção: O zoneamento ambiental não se confunde com o licenciamento ambiental. Não há uma lei específica regulamentando o zoneamento ambiental como um todo, e sim, previsões em leis esparsas sobre zoneamento pontuais (Ex.: na Lei 6938/81; Código Florestal, no Estatuto da Cidade, no Dec. 4.297/02 e na Lei 6803/80). O zoneamento é a divisão do território em áreas, de acordo com critérios ambientais, buscando o planejamento ambiental do território do ente público, organizando os projetos e atividades que afetam o meio ambiente, de forma a admitir sua implementação em locais adequados para absorção das externidades da melhor forma possível. Lembrando que o zoneamento ambiental está previsto como instrumento da PNMA no art. 9º, II e é regulamentado pelo Decreto. 4.297 que diz assim: “Art. 2o O ZEE, instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas, estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental, dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade, garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população.”
III - a avaliação de impactos ambientais; (PGEES-2008) (MPMG-2010/2011) (TJRO-2011) (TRF2-2011) (PGEPR-2011) (TRF1-2013) (TRF5-2013) (PGEGO-2013) (PCPA-2013) (TJPR-2013/2014) (TJMT-2014) (TJRS-2016) (TRF3-2018) (MPSC-2023)
	(MPSC-2023-CESPE): Com relação ao SISNAMA e à Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), julgue o item subsequente: A avaliação de impactos ambientais é um dos instrumentos da PNMA. BL: art. 9º, III, PNMA.
IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; (TJRO-2011) (MPMG-2011) (PGEPR-2011) (MPTO-2012) (DPESP-2012) (PGM-João Pessoa/PB-2012) (TJPR-2013) (TRF5-2013) (TJMT-2014) (MPAC-2014) (TJMS-2015) (TJRS-2016) (TRF3-2018) (PGM-Campo Grande/MS-2019) (TJMA-2022) (AGU-2023)
	(AGU-2023-CESPE): Assinale a opção que apresenta instrumento(s) da Política Nacional do Meio Ambiente: licenciamento e revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras. BL: art. 9º, IV, PNMA.
(TJMS-2015-VUNESP): Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente são, dentre outros, o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras. BL: art. 9º, IV, PNMA.
V - os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental; (TJRO-2011) (MPMG-2011) (TJMT-2014) (TJRS-2016) (TJPR-2017) (TRF3-2018)
VI - a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Poder Público federal, estadual e municipal, tais como áreas de proteção ambiental, de relevante interesse ecológico e reservas extrativistas;  (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (MPMG-2010) (TJRO-2011) (PGEPR-2011) (TJMA-2013) (MPAC-2014) (TJAM-2016) (TJRS-2016) (TJAL-2019)
	OBS: Vide art. 225, §1º, III da CF/88.
VII - o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente; (MPMG-2011) (TJRO-2011) (PGEPR-2011) (PGEAC-2012) (TRF1-2013) (TJPR-2014) (TJRS-2016) (TRF3-2018)
VIII - o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumento de Defesa Ambiental; (DPEPI-2009) (TJRO-2011) (MPMG-2011) (PGEAC-2012) (PGEGO-2013) (PCCE-2015) (TJRS-2016) (TJBA-2019)
	(PCCE-2015-VUNESP): Considerando a Lei 6.938/81, no que tange aos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, é correta a seguinte afirmação: O Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, assim como o zoneamento ambiental, são alguns dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. BL: art. 9º, II e VIII, PNMA.
IX - as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental. (MPMG-2010) (TJRO-2011) (MPSC-2012)
X - a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser divulgado anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;  (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989) (TJRO-2011) (PGEPR-2011) (MPTO-2012) (TJRS-2016) (DPESC-2017) (PGM-Campo Grande/MS-2019)
XI - a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente, obrigando-se o Poder Público a produzí-las, quando inexistentes;  (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989) (TJRO-2011) (MPTO-2012)
XII - o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais. (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989) (TJRO-2011) (AGU-2013) (TJRS-2016) (PGM-BH/MG-2017) (TJBA-2019) (TJMA-2022)
XIII - instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental, seguro ambiental e outros. (Incluído pela Lei nº 11.284, de 2006) (MPMG-2010) (TJRO-2011) (PGEPR-2011) (TJCE-2012) (MPSC-2012) (TRF2-2011/2013) (PGEGO-2013) (MPF-2013) (TJPR-2014) (TJMT-2014) (TJRS-2016) (PGEAM-2016) (PCPE-2016) (MPRR-2012/2017) (DPESC-2017) (TRF5-2017) (TRF3-2018) (PGM-Campo Grande/MS-2019)
	(PCPE-2016-CESPE): A concessão florestal, prevista na Lei n.º 11.284/2006, é um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente. BL: art. 9º, XIII, PNMA.
(TRF2-2013-CESPE): De acordo com a PNMA, assinale a opção correta: A concessão florestal, a servidão ambiental, e o seguro ambiental são instrumentos da PNMA. BL: art. 9º, XIII, PNMA.
Art. 9o-A.  O proprietário ou possuidor de imóvel, pessoa natural ou jurídica, pode, por instrumento público ou particular ou por termo administrativo firmado perante órgão integrante do Sisnama, limitar o uso de toda a sua propriedade ou de parte dela para preservar, conservar ou recuperar os recursos ambientais existentes, instituindo servidão ambiental. (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPPI-2012) (MPSC-2012) (TJMT-2014) (MPAC-2014) (TJDFT-2012/2016) (PCPA-2016) (MPRR-2017) (TRF5-2017) (PGESE-2017) (PGEPE-2018) (TJPR-2019) (PGEGO-2013/2021) (PGECE-2021) (TJMG-2022) (TJRS-2022)
	(PGECE-2021-CESPE): Previsto na Política Nacional de MeioAmbiente, o instrumento de proteção de áreas de vegetação nativa que consiste na renúncia voluntária do proprietário rural ao direito de uso dos recursos naturais existentes em uma determinada área da sua propriedade é denominado servidão ambiental. BL: art. 9º-A, caput, PNMA.
(PGESE-2017-CESPE): Murilo recebeu como herança um imóvel rural localizado no bioma cerrado. Sem ter como explorá-lo economicamente de forma direta, buscou uma alternativa temporária para auferir do imóvel alguma renda. Assim, por instrumento particular, delimitou temporariamente uma área de sua propriedade, sobre cujo uso fez incidirem limitações, com a finalidade de preservar, conservar e recuperar os recursos naturais ali existentes. Com relação a essa situação hipotética e à política nacional de meio ambiente, assinale a opção correta: Foi instituída, na área delimitada por Murilo, uma servidão ambiental. BL: art. 9º-A, caput, PNMA.
§ 1o  O instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental deve incluir, no mínimo, os seguintes itens:  (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPSC-2012/2016) (PGM-Recife/PE-2022)
I - memorial descritivo da área da servidão ambiental, contendo pelo menos um ponto de amarração georreferenciado; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPSC-2012/2016)
II - objeto da servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPSC-2012/2016) (PGM-Recife/PE-2022)
III - direitos e deveres do proprietário ou possuidor instituidor; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPSC-2012/2016) (PGM-Recife/PE-2022)
IV - prazo durante o qual a área permanecerá como servidão ambiental. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPSC-2012/2016) (PGM-Recife/PE-2022)
§ 2o  A servidão ambiental não se aplica às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal mínima exigida. (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012). (TJBA-2012) (MPSC-2012) (TJMT-2014) (TJDFT-2012/2016) (MPPR-2016) (PGEAM-2016) (MPRR-2017) (PGESE-2017) (PGEPE-2018) (TJPR-2014/2019) (TJAL-2019) (MPSP-2019) (MPTO-2022)
	(MPTO-2022-CESPE): À luz da Lei n.º 6.938/1981, a servidão ambiental não se aplica às áreas de preservação permanente e à reserva legal mínima exigida. BL: art. 9-A, §2º, PNMA.
(TJAL-2019-FCC): Suponha que determinado proprietário rural deseje instituir servidão ambiental na área de sua propriedade, incidente sobre a parcela correspondente à reserva legal mínima imposta nos termos do Código Florestal (Lei 12.651/12). Tal pretensão não encontra amparo legal, eis que a servidão ambiental constitui uma limitação voluntária instituída pelo proprietário da área que não substitui ou reduz as limitações impostas pela reserva legal mínima. BL: art. 9-A, §2º, PNMA.
(TJDFT-2016-CESPE): Como forma de recuperar os danos ambientais existentes, o proprietário ou possuidor de imóvel poderá instituir servidão ambiental por instrumento público, particular ou por termo administrativo, exceto em áreas de preservação permanente e exceto em relação à reserva legal mínima exigida. BL: art. 9-A, caput e §2º, PNMA.
§ 3o  A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob servidão ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva Legal. (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPAC-2014) (PGM-São Paulo/SP-2014) (PCPA-2016) (MPPR-2017) (PGESE-2017) (PGEPE-2018) (TCDF-2021) (TJMG-2022)
	(TJMG-2022-FGV): Quanto à Política Nacional do Meio Ambiente, analise o trecho a seguir: “O proprietário ou possuidor de imóvel, pessoa natural ou jurídica, pode, por instrumento público ou particular ou por termo administrativo firmado perante órgão integrante do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente), limitar o uso de toda a sua propriedade ou de parte dela para preservar, conservar ou recuperar os recursos ambientais existentes, instituindo servidão ambiental.” A esse respeito, assinale a afirmativa correta: A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob servidão ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva Legal. BL: art. 9º-A, §3º, PNMA.
(MPPR-2017): Assinale a alternativa correta: A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob servidão ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva Legal. BL: art. 9º-A, §3º, PNMA.
§ 4o  Devem ser objeto de averbação na matrícula do imóvel no registro de imóveis competente: (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012).
I - o instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (TJDFT-2012) (TJPR-2014) (TJMT-2014) (Cartórios/TJMG-2017) (PGEPE-2018) (MPSP-2019) (Cartórios/TJPR-2019)
II - o contrato de alienação, cessão ou transferência da servidão ambiental. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (TJPR-2014) (TJMT-2014) (Cartórios/TJMG-2017) (PGEPE-2018)
§ 5o  Na hipótese de compensação de Reserva Legal, a servidão ambiental deve ser averbada na matrícula de todos os imóveis envolvidos. (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPPI-2012) (MPSC-2012) (PCPA-2016) (PGEGO-2021)
§ 6o  É vedada, durante o prazo de vigência da servidão ambiental, a alteração da destinação da área, nos casos de transmissão do imóvel a qualquer título, de desmembramento ou de retificação dos limites do imóvel. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (MPSC-2012) (PGM-São Paulo/SP-2014) (TJSC-2015) (Cartórios/TJMG-2017) (Cartórios/TJPR-2019) (TJMG-2022)
§ 7o  As áreas que tenham sido instituídas na forma de servidão florestal, nos termos do art. 44-A da Lei no 4.771, de 15 de setembro de 1965, passam a ser consideradas, pelo efeito desta Lei, como de servidão ambiental. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
Art. 9o-B.  A servidão ambiental poderá ser onerosa ou gratuita, temporária ou perpétua. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (TJMT-2014) (MPAC-2014) (PCCE-2015) (TJRS-2016) (TJDFT-2016) (MPSC-2016) (PGEAM-2016) (PCPA-2016) (MPPR-2017) (MPRR-2017) (PGESE-2017) (PGEPE-2018) (TJAL-2019) (MPSP-2019) (Cartórios/TJPR-2019) (TJMG-2022) (MPTO-2022)
	(MPRR-2017-CESPE): O possuidor de um imóvel rural instituiu servidão ambiental perpétua, gratuitamente, por instrumento particular, limitando o uso de parte da propriedade, com o objetivo de conservar recursos ambientais existentes. Na situação apresentada, a servidão instituída consiste em instrumento econômico da PNAMA e não se aplica à área de preservação permanente nem à reserva legal mínima exigida. BL: art. 9º, XIII c/c art. 9º-A, caput e §2º c/c art. 9º-C, PNMA.
#Atenção: #MPPR-2017: #MPSP-2019: A servidão ambiental PODERÁ ser perpétua.
(PGEAM-2016-CESPE): Com relação à PNMA, julgue o seguinte item: A servidão ambiental, que pode ser onerosa ou gratuita, temporária ou perpétua, embora constitua um dos instrumentos econômicos da PNMA, não se aplica às áreas de preservação permanente nem à reserva legal mínima exigida. BL: art. art. 9º-B c/c art. 9º, XIII c/c art. 9º-A, §2º, PNMA.
§ 1o  O prazo mínimo da servidão ambiental temporária é de 15 (quinze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGM-São Paulo/SP-2014) (TJSC-2015) (PCCE-2015) (TJRS-2016) (MPSC-2016) (PCPA-2016) (MPRR-2017) (PGESE-2017) (MPPB-2018) (PGEPE-2018) (MPSP-2019) (MPTO-2022)
	(MPPB-2018-FCC): O prazo mínimo da servidão ambiental temporária é de 15 anos. BL: art. 9-B, §1º da Lei 6938/81.
#Atenção: #Resumo: SERVIDÃO AMBIENTAL (particular) (mínimo 15 anos)
1 - Espécie de Servidão Administrativa;
2 - Registrada no CRI;
3 - Temporária ou permanente;
4 - Total ou parcial – no mínimo igual à área de RL
5 - Mediante instrumento público ou particular ou, ainda, por termo administrativo; (PGEPE-2018)
6 - Prazo mínimo de 15 anos (instituídas após o Novo Código Florestal – até perpétua)
7 - Vedada a instituição nas áreas de preservação permanente ou reserva legal;
Lei 6938. Art. 9-A. § 2o  A servidão ambiental não se aplica às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal mínima exigida
8 - o detentor pode aliená-la, cedê-la ou transferi-la, total ou parcialmente, por prazo certo ou em caráter definitivo (contrato averbado no CRI);
9 -  Pode ser gratuita ou onerosa;
§2o  A servidão ambiental perpétua equivale, para fins creditícios, tributários e de acesso aos recursos de fundos públicos, à Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN, definida no art. 21 da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
§ 3o  O detentor da servidão ambiental poderá aliená-la, cedê-la ou transferi-la, total ou parcialmente, por prazo determinado ou em caráter definitivo, em favor de outro proprietário ou de entidade pública ou privada que tenha a conservação ambiental como fim social. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGM-São Paulo/SP-2014) (TJSP-2015) (PCCE-2015) (TJDFT-2016) (MPSP-2019) (TCDF-2021) (TJMG-2022) (MPTO-2022)
	(TCDF-2021-CESPE): A respeito de servidão ambiental, julgue o item a seguir: É lícito ao detentor de servidão ambiental transferi-la em favor de outro proprietário, ainda que em caráter definitivo. BL: art. 9º-B, §3º, PNMA.
(MPSP-2019): A servidão ambiental constitui a limitação total ou parcial da propriedade, instituída pelo proprietário ou possuidor por instrumento público ou particular ou por termo administrativo, objetivando a preservação, conservação ou recuperação dos recursos ambientais existentes. É correto afirmar que a servidão ambiental poderá ser alienada, cedida ou transferida, total ou parcialmente. BL: art. 9º-B, §3º, PNMA.
(TJSP-2015-VUNESP): A servidão ambiental pode ser alienada, cedida ou transferida totalmente durante sua vigência. BL: art. 9º-B, §3º, PNMA.
Art. 9o-C.  O contrato de alienação, cessão ou transferência da servidão ambiental deve ser averbado na matrícula do imóvel. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (TJDFT-2012) (MPPI-2012) (MPSP-2019) (MPTO-2022)
§ 1o  O contrato referido no caput deve conter, no mínimo, os seguintes itens: (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
I - a delimitação da área submetida a preservação, conservação ou recuperação ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
II - o objeto da servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
III - os direitos e deveres do proprietário instituidor e dos futuros adquirentes ou sucessores; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
IV - os direitos e deveres do detentor da servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
V - os benefícios de ordem econômica do instituidor e do detentor da servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
VI - a previsão legal para garantir o seu cumprimento, inclusive medidas judiciais necessárias, em caso de ser descumprido. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
§ 2o  São deveres do proprietário do imóvel serviente, entre outras obrigações estipuladas no contrato: (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGM-São Paulo/SP-2014) (PGEAL-2021)
I - manter a área sob servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGEAL-2021)
	(PGEAL-2021-CESPE): De acordo com a Lei 6.938/81, é dever do proprietário de imóvel serviente manter a área sob servidão ambiental. BL: art. 9º-C, §2º, I, PNMA.
II - prestar contas ao detentor da servidão ambiental sobre as condições dos recursos naturais ou artificiais; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
III - permitir a inspeção e a fiscalização da área pelo detentor da servidão ambiental; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
IV - defender a posse da área serviente, por todos os meios em direito admitidos. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGM-São Paulo/SP-2014)
§ 3o  São deveres do detentor da servidão ambiental, entre outras obrigações estipuladas no contrato: (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGM-São Paulo/SP-2014) (PGEAL-2021)
I - documentar as características ambientais da propriedade; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGEAL-2021)
II - monitorar periodicamente a propriedade para verificar se a servidão ambiental está sendo mantida; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGEAL-2021)
III - prestar informações necessárias a quaisquer interessados na aquisição ou aos sucessores da propriedade; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGEAL-2021)
IV - manter relatórios e arquivos atualizados com as atividades da área objeto da servidão; (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012).
V - defender judicialmente a servidão ambiental. (Incluído pela Lei nº 12.651, de 2012). (PGM-São Paulo/SP-2014) (PGEAL-2021)
Art. 10.  A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento ambiental. (Redação dada pela Lei Complementar nº 140, de 2011) (TJPE-2011) (TJRO-2011) (TRF5-2011) (TJRJ-2012) (TJPI-2012) (DPESP-2012) (MPMS-2013) (MPRO-2013) (MPMT-2012/2014) (PGEBA-2014) (TRF1-2015) (PCCE-2015) (TRF2-2014/2017) (PGESE-2017) (TJCE-2018) (MPMG-2019) (PGEPB-2021) (TJMA-2013/2022)
	(TJCE-2018-CESPE): Com relação ao estudo de impacto ambiental, à biodiversidade e ao licenciamento ambiental, assinale a opção correta: Depende de prévio licenciamento ambiental a ampliação de estabelecimentos que utilizam recursos ambientais efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes de causar degradação ambiental. BL: art. 10, PNMA.
§ 1o  Os pedidos de licenciamento, sua renovação e a respectiva concessão serão publicados no jornal oficial, bem como em periódico regional ou local de grande circulação, ou em meio eletrônico de comunicação mantido pelo órgão ambiental competente. (Redação dada pela Lei Complementar nº 140, de 2011) (MPRO-2013) (PGEBA-2014) (PCDF-2015) (TRF2-2017) (TJMA-2022)
	(PCDF-2015-Funiversa): Relativamente aos instrumentos da política nacional de meio ambiente e ao Sisnama, assinale a alternativa correta: Não apenas os pedidos de licenciamento ambiental, mas também sua renovação e a respectiva concessão serão publicados no jornal oficial, bem como em periódico regional ou local de grande circulação, ou em meio eletrônico de comunicação mantido pelo órgão ambiental competente. BL: art. 10, §1º, PNMA.
(MPRO-2013-CESPE): Considerando as disposições da Lei que regula a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81) e as normas emitidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, assinale a opção correta: No procedimento de licenciamento ambiental, para o atendimento da obrigação legal de publicidade, os pedidos de licenciamento, sua renovação e respectiva concessão devem ser publicados em jornal oficial, bem como em periódico regional ou local de grande circulação, ou em meio eletrônico de comunicação mantido pelo órgão ambiental licenciador. BL: art. 10, §1º, PNMA.
§ 2o  (Revogado).        (Redação dada pela Lei Complementar nº 140, de 2011)
§ 3o  (Revogado).        (Redação dada pela Lei Complementar nº 140, de 2011)
§ 4o  (Revogado).       (Redação dada pela Lei Complementar nº 140, de 2011)
Art. 11. Compete ao IBAMA propor ao CONAMA normas e padrões para implantação, acompanhamento e fiscalização do licenciamento previsto no artigo anterior, além das que forem oriundas do próprio CONAMA. (Vide Lei nº 7.804, de 1989)
§ 1º (Revogado pela Lei Complementar nº 140, de 2011)
§ 2º Inclui-se na competência da fiscalização e controle a análise de projetos de entidades, públicas ou privadas, objetivando a preservação ou a recuperação de recursos ambientais, afetados por processos de exploração predatórios ou poluidores.
Art. 12. As entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais condicionarão a aprovação de projetos habilitados a esses benefícios ao licenciamento, na forma desta Lei, e ao cumprimento das normas, dos critérios e dos padrões expedidos pelo CONAMA. (MPMG-2011) (PGEGO-2013) (MPAC-2014) (TJPE-2015)
	(TJPE-2015-FCC): O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública visando à anulação de um contrato de financiamento celebrado por uma entidade governamental com uma indústria que será construída sem o devido licenciamento ambiental. A ação deverá ser julgada procedente. BL: art. 12, PNMA.
Parágrafo único. As entidades e órgãos referidos no caput deste artigo deverão fazer constardos projetos a realização de obras e aquisição de equipamentos destinados ao controle de degradação ambiental e a melhoria da qualidade do meio ambiente.
Art. 13. O Poder Executivo incentivará as atividades voltadas ao meio ambiente, visando:
I - ao desenvolvimento, no País, de pesquisas e processos tecnológicos destinados a reduzir a degradação da qualidade ambiental;
II - à fabricação de equipamentos antipoluidores; (MPPR-2017)
	(MPPR-2017): Assinale a alternativa correta: A fabricação de equipamentos antipoluidores deve ser incentivada pelo Poder Executivo. BL: art. 13, II, PNMA.
III - a outras iniciativas que propiciem a racionalização do uso de recursos ambientais.
Parágrafo único. Os órgãos, entidades e programas do Poder Público, destinados ao incentivo das pesquisas científicas e tecnológicas, considerarão, entre as suas metas prioritárias, o apoio aos projetos que visem a adquirir e desenvolver conhecimentos básicos e aplicáveis na área ambiental e ecológica.
Art. 14. Sem prejuízo das penalidades definidas pela legislação federal, estadual e municipal, o não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção dos inconvenientes e danos causados pela degradação da qualidade ambiental sujeitará os transgressores: (TJAM-2016) (TJSP-2018) (TRF2-2018) (TJMA-2022)
I - à multa simples ou diária, nos valores correspondentes, no mínimo, a 10 (dez) e, no máximo, a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTNs, agravada em casos de reincidência específica, conforme dispuser o regulamento, vedada a sua cobrança pela União se já tiver sido aplicada pelo Estado, Distrito Federal, Territórios ou pelos Municípios;
	#Atenção: #STJ: #TRF4-2010: #TJPR-2017: #CESPE: A jurisprudência firmada STJ e no STF é no sentido de que o princípio constitucional da reserva de lei formal traduz limitação ao exercício das atividades administrativas do Estado. Precedentes. Consoante já decidido pelo STF no julgamento da ADI-MC 1823/DF, é vedado ao IBAMA instituir sanções punitivas sem expressa autorização legal. Diante dessas premissas e, ainda, do princípio da tipicidade, tem-se que é vedado à referida autarquia impor sanções por infrações ambientais prevista unicamente em Portarias, por violação do Princípio da Legalidade. (...) (STJ, 2ª T., REsp 1050381/PA, Rel. Min. Eliana Calmon, j. 16/12/08). Portanto, em razão do princípio da legalidade e da tipicidade, o IBAMA não poderá impor multa com base em infração descrita APENAS EM PORTARIA. Isso porque somente lei em sentido formal e material pode descrever infração e impor sanções.
II - à perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público;
III - à perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;
IV - à suspensão de sua atividade.
§ 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente. (MPPE-2008) (PGECE-2008) (PGEES-2008) (DPEPA-2009) (PGESP-2009) (MPES-2010) (MPRO-2010) (PGEGO-2010) (TJPB-2011) (MPMS-2011) (MPSP-2011) (DPEMA-2011) (PGERO-2011) (TJPI-2012) (MPAP-2012) (TJMS-2012) (DPEES-2012) (DPEPR-2012) (DPESP-2012) (PGEPA-2012) (PGEMG-2012) (TRF1-2013) (MPSC-2010/2013/2014) (MPPR-2013/2014) (TJDFT-2014) (TJMT-2014) (MPMA-2014) (PGEBA-2014) (PCDF-2009/2015) (PGEPR-2011/2015) (PCCE-2015) (PGM-Curitiba/PR-2015) (PGM-Salvador/BA-2015) (TRF4-2009/2010/2012/2014/2016) (TJAM-2016) (PCPE-2016) (PGM-POA/RS-2016) (MPF-2012/2017) (TJPR-2010/2012/2013/2017) (TRF5-2009/2011/2013/2015/2017) (DPU-2017) (PGEAC-2017) (PGESE-2017) (PGM-BH/MG-2017) (PGM-Fortaleza/CE-2017) (PGEPE-2009/2018) (TRF3-2013/2016/2018) (TJRS-2016/2018) (TRF2-2011/2013/2014/2017/2018) (PGEAP-2018) (PCBA-2018) (PCSE-2018) (PGM-Manaus/AM-2018) (MPMG-2010/2019) (TJBA-2012/2019) (TJRJ-2012/2019) (MPPI-2012/2019) (MPMT-2014/2019) (TJPA-2019) (TJRO-2019) (PGM-Boa Vista/RR-2019) (PCPA-2013/2016/2021) (TJSP-2014/2018/2021) (DPEBA-2021) (PGEPB-2021) (PGERS-2021) (PCRN-2021) (TCDF-2021) (TJMA-2013/2022) (TJAP-2008/2009/2014/2022) (TJMG-2012/2014/2022) (MPGO-2010/2016/2019/2022) (TJSC-2022) (PGEAM-2022) (Cartórios/TJSP-2022) (PCAM-2022) (AGU-2010/2015/2023) (MPAM-2015/2023)
	#Atenção: #STJ: #DOD: #TJAP-2022: #TJMG-2022: #MPGO-2022: #PCAM-2022: #FGV: O erro na concessão de licença ambiental não configura fato de terceiro capaz de interromper o nexo causal na reparação por lesão ao meio ambiente: Os danos ambientais são regidos pela teoria do risco integral. A pessoa que explora a atividade econômica ocupa a posição de garantidor da preservação ambiental, sendo sempre considerado responsável pelos danos vinculados à atividade. Logo, não se pode admitir a exclusão da responsabilidade pelo fato exclusivo de terceiro ou força maior. No caso concreto, a construção de um posto de gasolina causou danos em área ambiental protegida. Mesmo tendo havido a concessão de licença ambiental – que se mostrou equivocada – isso não é causa excludente da responsabilidade do proprietário do estabelecimento. Mesmo que se considere que a instalação do posto de combustível somente tenha ocorrido em razão de erro na concessão da licença ambiental, é o exercício dessa atividade, de responsabilidade do empreendedor, que gera o risco concretizado no dano ambiental, razão pela qual não há possibilidade de eximir-se da obrigação de reparar a lesão verificada. STJ. 3ª T. REsp 1612887-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 28/04/20 (Info 671).
	(TJAP-2022-FGV): A sociedade Alfa Ltda., após obter licença ambiental para construção de estacionamento em área inserida em Estação Ecológica, é processada em ação civil pública, em razão do dano ambiental causado. O autor da ação comprova erro na concessão da licença, tendo em vista que é vedada a construção dentro da referida Unidade de Conservação. Em defesa, a sociedade Alfa Ltda. alega que realizou a construção amparada em licença ambiental presumidamente válida. Sobre o caso, é correto afirmar que a ação deve ser: acolhida, tendo em vista que os danos ambientais são regidos pelo modelo da responsabilidade objetiva e pela teoria do risco integral. BL: Info 671, STJ.
#Atenção: #STJ: #DOD: #TJRO-2019: #MPMG-2019: #PGEAM-2022: #CESPE: #VUNESP: A aplicação de penalidades administrativas não obedece à lógica da responsabilidade objetiva da esfera cível (para reparação dos danos causados), mas deve obedecer à sistemática da teoria da culpabilidade, ou seja, a conduta deve ser cometida pelo alegado transgressor, com demonstração de seu elemento subjetivo, e com demonstração do nexo causal entre a conduta e o dano. Assim, a responsabilidade CIVIL ambiental é objetiva; porém, tratando-se de responsabilidade administrativa ambiental, a responsabilidade é SUBJETIVA. STJ. 1ª S. EREsp 1318051/RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, j. 8/5/19 (Info 650).
	#DOD: #Comentários ao julgado acima: #TJAM-2016: #PCPA-2021: #PCAM-2022: #AOCP: #CESPE: #FGV: Responsabilidade civil x responsabilidade administrativa: A responsabilidade por danos ambientais na esfera cível é objetiva. Isso significa, por exemplo, que, se o MP propuser uma ação contra determinado poluidor, ele não precisará provar a culpa ou dolo do réu. Por outro lado, para a aplicação de penalidades administrativas, não se obedece a essa mesma lógica. A responsabilidade administrativa ambiental apresenta caráter subjetivo, exigindo dolo ou culpa para sua configuração. Assim, adota-se a sistemática da teoria da culpabilidade, ou seja, deverá ser comprovado o elemento subjetivo do agressor, além da demonstração do nexo causal entre a conduta e o dano. A diferença entre os dois âmbitos de punição e suas consequências fica bem estampada da leitura do art. 14, caput e § 1º, da Lei 6.938/81. No § 1º do art. 14 está prevista a responsabilidadena esfera cível. Lá ele fala que esta é independente da existência de culpa. Já o caput do art. 14, que trata sobre a responsabilidade administrativa, não dispensa a existência de culpa. Logo, interpreta-se que ele exige dolo ou culpa.
#DOD: #Comentários ao julgado acima: A aplicação e a execução das penas (responsabilidade administrativa) limitam-se aos transgressores (somente podem ser aplicadas a quem efetivamente praticou a infração). Por outro lado, a reparação ambiental, de cunho civil, pode atingir todos os poluidores, a quem a própria legislação define como “a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental” (art. 3º, V, Lei 6.938/81). Assim, o uso do vocábulo “transgressores” no caput do art. 14, comparado à utilização da palavra “poluidor” no § 1º do mesmo dispositivo, deixa a entender aquilo que já se podia inferir da vigência do princípio da intranscendência das penas: a responsabilidade civil por dano ambiental é subjetivamente mais abrangente do que as responsabilidades administrativa e penal, não admitindo estas últimas que terceiros respondam a título objetivo por ofensas ambientais praticadas por outrem.
#Questões de concurso:
(PGEAM-2022-CESPE): Segundo atual jurisprudência do STJ, a responsabilidade administrativa por dano ambiental é subjetiva, sendo necessária a comprovação de dolo ou culpa. BL: Info 650, STJ.
(TJRO-2019-VUNESP): Segundo o art. 225, § 3°, da CF/88, as condutas e atividades consideradas lesivas ao Meio Ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas e jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Acerca da tríplice responsabilidade ambiental, assinale a alternativa correta: A Primeira Seção do STJ consolidou o entendimento de que a responsabilidade administrativa ambiental é subjetiva. BL: Info 650, STJ.
#Atenção: #DOD: #Quadro-resumo:
	RESPONSABILIDADE POR DANOS AMBIENTAIS
	Responsabilidade CIVIL
	Responsabilidade ADMINISTRATIVA
	Responsabilidade PENAL
	Objetiva
	Subjetiva
	Subjetiva
	§ 1º do art. 14 da Lei 6.938/81.
	Caput do art. 14 da Lei 6.938/81.
	É vedada a responsabilidade penal objetiva.
#Atenção: #STJ: #MPSP-2011: #PCPA-2013: #TRF2-2011/2014: #MPBA-2015: #PCPA-2016: #PGM-POA/RS-2016: #MPMG-2017: #PGEAP-2018: #TJPA-2019: #MPMT-2019: #DPEBA-2021: #PGEPB-2021: #TJSC-2022: #CESPE: #FCC: #FGV: #Fundatec: A jurisprudência predominante no STJ é no sentido de que, em matéria de proteção ambiental, há responsabilidade civil do Estado quando a omissão de cumprimento adequado do seu dever de fiscalizar for determinante para a concretização ou o agravamento do dano causado pelo seu causador direto. Trata-se, todavia, de responsabilidade subsidiária, cuja execução poderá ser promovida caso o degradador direto não cumprir a obrigação, seja por total ou parcial exaurimento patrimonial ou insolvência, seja por impossibilidade ou incapacidade, por qualquer razão, inclusive técnica, de cumprimento da prestação judicialmente imposta, assegurado, sempre, o direito de regresso (art. 934 do CC/02), com a desconsideração da personalidade jurídica, conforme preceitua o art. 50 do CC/02. Vejamos o seguinte trecho de julgado do STJ: “(...) 3. A Administração é solidária, objetiva e ilimitadamente responsável, nos termos da Lei 6.938/1981, por danos urbanístico-ambientais decorrentes da omissão do seu dever de controlar e fiscalizar, na medida em que contribua, direta ou indiretamente, tanto para a degradação ambiental em si mesma, como para o seu agravamento, consolidação ou perpetuação, tudo sem prejuízo da adoção, contra o agente público relapso ou desidioso, de medidas disciplinares, penais, civis e no campo da improbidade administrativa. (...) 14. No caso de omissão de dever de controle e fiscalização, a responsabilidade ambiental solidária da Administração é de execução subsidiária (ou com ordem de preferência). 15. A responsabilidade solidária e de execução subsidiária significa que o Estado integra o título executivo sob a condição de, como devedor-reserva, só ser convocado a quitar a dívida se o degradador original, direto ou material (= devedor principal) não o fizer, seja por total ou parcial exaurimento patrimonial ou insolvência, seja por impossibilidade ou incapacidade, inclusive técnica, de cumprimento da prestação judicialmente imposta, assegurado, sempre, o direito de regresso (art. 934 do Código Civil), com a desconsideração da personalidade jurídica (art. 50 do Código Civil) (...)” STJ. 2ª T., REsp 1071741/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 24/03/09; STJ. 1ª T. AgRg no REsp 1001780/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavaski, j. 27/09/11.[footnoteRef:5] [5: #Atenção: #STJ: #PGEPI-2014: #PGEAP-2018: #TJPA-2019: #TJSC-2022: #CESPE: #FCC: #FGV: A jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de reconhecer a legitimidade passiva de pessoa jurídica de direito público (no caso, estado-membro) na ação que busca a responsabilidade pela degradação do meio ambiente, em razão da conduta omissiva quanto a seu dever de fiscalizá-lo. Essa orientação coaduna-se com o art. 23, VI, da CF/88, que firma ser competência comum da União, estados, Distrito Federal e municípios a proteção do meio ambiente e o combate à poluição em qualquer de suas formas. Anote-se que o art. 225, caput, da CF prevê o direito de todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, além de impor ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo em benefício das presentes e futuras gerações. STJ. 2ª T. AgRg no REsp 958.766-MS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, j. 16/3/10. O STJ firmou o entendimento de que o ente federado tem o dever de fiscalizar e preservar o meio ambiente e combater a poluição (CF/88, art. 23, VI, e art. 3º da Lei 6.938/81), podendo sua omissão ser interpretada como causa indireta do dano (poluidor indireto), o que enseja sua responsabilidade objetiva. STJ, 2ª T. REsp 1666027/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 19/10/17.] 
#Atenção: #Jurisprud. Teses/STJ – Ed. 30: #PGEPI-2014: #PCPA-2016: #PGEAP-2018: #TJPA-2019: #DPEBA-2021: #PGEPB-2021: #TJSC-2022: #CESPE: #FCC: #FGV: Tese 08: Em matéria de proteção ambiental, há responsabilidade civil do Estado quando a omissão de cumprimento adequado do seu dever de fiscalizar for determinante para a concretização ou o agravamento do dano causado.
	(TJPA-2019-CESPE): Com base na jurisprudência do STJ, é correto afirmar que, em matéria de proteção ambiental em que se verifiquem omissão no cumprimento de fiscalizar, por falta de recursos, e, em consequência, o agravamento do dano causado, o Estado poderá ser civilmente responsabilizado, em razão da sua omissão no dever de fiscalizar. BL: REsp 1071741/SP e REsp 1001780/PR e Jurisprud. em tese.
#Atenção: #STJ: #MPMT-2014: #TRF5-2015: #TRF4-2016: #PCPE-2016: #TRF5-2015/2017: #TJPR-2017: #TRF2-2017: #DPU-2017: #TRF3-2016/2018: #PGEAP-2018: #PGEPE-2018: #PCSE-2018: #PCPA-2016/2021: #AOCP: #CESPE: #FCC: Tratando-se de direito difuso, a reparação civil ambiental assume grande amplitude, com profundas implicações na espécie de responsabilidade do degradador que é objetiva, fundada no simples risco ou no simples fato da atividade danosa, independentemente da culpa do agente causador do dano. A cumulação de obrigação de fazer, não fazer e pagar não configura bis in idem, porquanto a indenização, em vez de considerar lesão específica já ecologicamente restaurada ou a ser restaurada, põe o foco em parcela do dano que, embora causada pelo mesmo comportamento pretérito do agente, apresenta efeitos deletérios de cunho futuro, irreparável ou intangível. (STJ. 2ª T., REsp 1454281/MG, Rel. Min. Herman Benjamin, j. 16/8/16).
	(TRF3-2016): Assinale a alternativa correta: Tratando-se de direito difuso, a reparação civil de danos ambientais assume grande amplitude, com profundas implicações na espécie de responsabilidade do degradador, que é objetiva e fundada no simples risco ou no simples fato da atividade danosa, independentemente da culpado agente causador do dano. BL: Entend. Jurisprud.
#Atenção: #STJ: #TRF5-2015: #DPEBA-2021: #CESPE: #FCC: AÇÃO CONDENATÓRIA POR DANOS EXTRAPATRIMONIAIS E PATRIMONIAIS - INCÊNDIO INICIADO NA ÁREA DE PROPRIEDADE DO RÉU QUE ATINGIU O IMÓVEL RURAL DO AUTOR - SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA - CORTE LOCAL QUE, AO RECONHECER A RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL DO RÉU (ART. 3º, INC. IV E ART. 14, § 1º, DA LEI 6.938/81), CONDENA-O AO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS PATRIMONIAIS, A SEREM QUANTIFICADOS EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA - INSURGÊNCIA RECURSAL DA PARTE RÉ. DANOS AMBIENTAIS INDIVIDUAIS OU REFLEXOS (POR RICOCHETE) - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA - APLICAÇÃO DO DISPOSTO NO ARTIGO 14, § 1º, DA LEI Nº 9.938/81, E, OUTROSSIM, EM VIRTUDE DA VIOLAÇÃO A DIREITOS DE VIZINHANÇA - RECONHECIMENTO DO DEVER DE INDENIZAR IMPUTÁVEL AO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL. Pretensão ressarcitória deduzida com escopo de serem indenizados os danos decorrentes de incêndio iniciado em propriedade vizinha, ocasionado pela prática de queimada. Pedidos julgados improcedentes pelo magistrado singular. Sentença reformada pela Corte de origem, ao reconhecer a responsabilidade objetiva e solidária do proprietário do imóvel lindeiro pelos danos decorrentes do incêndio, ainda que praticado por terceiro (arrendatário ou gestor de negócios), tendo em vista a aplicação dos ditames da responsabilidade civil ambiental. O conceito de dano ambiental engloba, além dos prejuízos causados ao meio ambiente, em sentido amplo, os danos individuais, operados por intermédio deste, também denominados danos ambientais por ricochete - hipótese configurada nos autos, em que o patrimônio jurídico do autor foi atingido em virtude da prática de queimada em imóvel vizinho. Às pretensões ressarcitórias relacionadas a esta segunda categoria, aplicam-se igualmente as disposições específicas do direito ambiental e, por conseguinte, da responsabilidade civil ambiental (objetiva) - consignadas na Lei 6.938/91 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente), nos moldes em que preceituado no seu art. 14, § 1º. A excludente de responsabilidade civil consistente no fato de terceiro, na seara ambiental, tem aplicação bastante restrita, dada a abrangência do disposto no artigo acima transcrito. Desse modo, só poderá ser reconhecida quando o ato praticado pelo terceiro for completamente estranho à atividade desenvolvida pelo indigitado poluidor, e não se possa atribuir a este qualquer participação na consecução do dano - ato omissivo ou comissivo, o que não se verifica na hipótese, consoante se infere do acórdão recorrido, o qual expressamente consignou ser o recorrente/réu “conhecedor de que as pessoas que 'limpavam' sua propriedade se utilizavam do fogo para fazê-lo, e a prática era reiterada, frequente, "todos os anos", conforme descrito na inicial. E mesmo conhecedor do ilícito, nada fez para coibir a prática proscrita exercida em sua propriedade, tornando-se dessa forma responsável por ato de terceiro.” “Para o fim de apuração do nexo de causalidade no dano ambiental, equiparam-se quem faz, quem não faz quando deveria fazer, quem deixa fazer, quem não se importa que façam, quem financia para que façam, e quem se beneficia quando outros fazem.” (cf. REsp 650.728/SC, Rel. Min. Antonio Herman Benjamin, 2ª T., DJe 02/12/09) Não obstante a análise do caso à luz dos ditames da responsabilidade civil ambiental, a conclusão encerrada na hipóteses dos autos justifica-se, outrossim, sob a ótica do direito civil (em sentido estrito), notadamente porque aplicável a responsabilidade objetiva decorrente da violação de direitos de vizinhança, os quais coíbem o uso nocivo e lesivo da propriedade. STJ. 4ª T., REsp 1381211/TO, Rel. Min. Marco Buzzi, j. 15/05/14.
	(TRF5-2015-CESPE): A FUNAI ajuizou ação contra o proprietário de imóvel rural lindeiro ao seu com a intenção de ser indenizada pelos danos decorrentes de incêndio iniciado nessa propriedade vizinha, ocasionado pela prática de queimada de palha de cana-de-açúcar. A FUNAI demonstrou que o fogo alcançou instalações de uma fazenda que ela utilizava para proporcionar qualificação em trabalho rural e extrativismo aos indígenas. Por sua vez, o MP, em razão desses fatos, ajuizou ACP em que objetivava a recomposição das áreas de reserva legal e o pagamento de indenização pelo dano ambiental. O réu alegou ilegitimidade passiva porque o fogo fora ateado por arrendatário de sua fazenda e, no mérito, alegou, ainda, ausência de dolo ou culpa de sua parte e que detinha autorização, pelo órgão competente, para efetivar a queimada da palha. Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta: Os danos patrimoniais sofridos pela FUNAI caracterizam-se como dano ambiental por ricochete. BL: art. 14, §1º, PNMA e Entend. Jurisprud.
#Atenção: A ação do MP visa reparação do dano ambiental coletivo ou propriamente dito, ao passo que a ação da FUNAI - enquanto entidade dotada de personalidade jurídica e patrimônio próprio - visa reparar dano ambiental reflexo ou por ricochete. De fato, o art. 14, §1º, da Lei 6.938/81, ao fazer referência aos “danos causados ao meio ambiente e a terceiros” declaradamente reconhece duas modalidades de dano: o coletivo e o individual (regra também presente no art. 20 da Lei 11.105/05). Vale dizer, um dano ambiental, ao mesmo tempo em que causa lesão ao meio ambiente globalmente considerado, pode atingir a esfera patrimonial ou extrapatrimonial de terceiros, pessoas físicas ou jurídicas. Nota-se que também em relação ao dano reflexo incide a regra do art. 14, § 1º, da Lei 6.938/81, ou seja, a responsabilidade civil por danos ambientais reflexos é do tipo objetiva. Édis Milaré explica: “Em outro dizer, isso significa que o dano ambiental, embora sempre recaia diretamente sobre o ambiente e os recursos que o compõem, em prejuízo da coletividade, pode, em certos casos, refletir-se, material ou moralmente, sobre o patrimônio, os interesses ou a saúde de uma certa pessoas ou de um grupo de pessoas determinadas ou determináveis. (...) Destarte, pela conformação que o Direito dá ao dano ambiental, podemos distinguir dois aspectos de sua dimensão: i) o dano ambiental coletivo ou ao dano ambiental propriamente dito, causado ao meio ambiente globalmente considerado, em sua concepção difusa, como patrimônio coletivo; e (ii) o dano ambiental individual, que atinge pessoas certa, através de sua integridade moral e/ou de seu patrimônio material particular.” (MILARÉ, Édis. Direito do meio ambiente. 9ª ed. São Paulo, Ed. Revista do Tribunais, 2014, p. 323). No caso, o incêndio, além de causar dano ambiental propriamente dito, atingiu propriedade da FUNAI, que, na condição de pessoa jurídica atingida, buscou judicialmente a reparação civil do dano. É a conclusão extraída do julgado citado acima.
#Atenção: #STJ: #DOD: #TRF4-2014: #PGEBA-2014: #PGEPI-2014: #TJDFT-2015: #MPAM-2015: #MPBA-2015: #PGEPR-2015: #PCDF-2015: #AGU-2015: #PGM-Salvador/BA-2015: #PCPE-2016: #TRF5-2017: #MPF-2017: #DPU-2017: #PGESE-2017: #TRF3-2016/2018: #TRF2-2014/2017/2018: #PGEAP-2018: #PGEPE-2018: #PCSE-2018: #PCPA-2016/2021: #DPEBA-2021: #TCDF-2021: #TJMG-2022: #MPGO-2022: #PCAM-2022: #AOCP: #CESPE: #FCC: #FGV: O particular que deposite resíduos tóxicos em seu terreno, expondo-os a céu aberto, em local onde, apesar da existência de cerca e de placas de sinalização informando a presença de material orgânico, o acesso de outros particulares seja fácil, consentido e costumeiro, responde objetivamente pelos danos sofridos por pessoa que, por conduta não dolosa, tenha sofrido, ao entrar na propriedade, graves queimaduras decorrentes de contato com os resíduos. A responsabilidade civil por danos ambientais, seja por lesão ao meio ambiente propriamente dito (dano ambiental público), seja por ofensa a direitos individuais (dano ambiental privado), é objetiva, fundada na teoria do risco integral, em face do disposto no art. 14, § 1º, da Lei 6.938/81, que consagra o princípio do poluidor-pagador. A teoria do risco integral constitui uma modalidade extremada da teoria do riscoem que o nexo causal é fortalecido de modo a não ser rompido pelo implemento das causas que normalmente o abalariam (v.g. culpa da vítima; fato de terceiro, força maior). Essa modalidade é excepcional, sendo fundamento para hipóteses legais em que o risco ensejado pela atividade econômica também é extremado, como ocorre com o dano nuclear (art. 21, XXIII, "c", da CF e Lei 6.453/77) (...) STJ. 3ª T. REsp 1.373.788-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, j. 6/5/14 (Info 544). (...)(...) 2.1. É assente na jurisprudência deste STJ o entendimento de que, não obstante seja objetiva a responsabilidade civil do poluidor-pagador, em razão de danos ambientais causados pela exploração de atividade comercial, a configuração do dever de indenizar demanda a prova do dano e do nexo causal. STJ, 4ª T., AgInt no AREsp 1624918/SP, j. 28/09/20.
	(TCDF-2021-CESPE): A respeito de responsabilidade ambiental, de áreas de preservação permanente e de servidão ambiental, julgue o item a seguir: Embora seja objetiva a responsabilidade civil do poluidor-pagador por danos ambientais causados pela exploração de atividade comercial, o dever de indenizar requer a prova do dano e do nexo causal. BL: art. 225, §3º e Entend. Jurisprud.
(TJDFT-2015-CESPE):  Antônio depositou, a céu aberto, resíduos tóxicos em terreno de sua propriedade. Embora a área fosse cercada e houvesse placas de sinalização informando a presença de material tóxico, o acesso ao terreno era fácil, consentido e costumeiro. Joaquim, um morador que não conhecia bem a vizinhança, passou pelo local e sofreu, por conduta não dolosa, graves queimaduras decorrentes do contato com os resíduos tóxicos, pois, ao ver esse material, ficou curioso, se aproximou e o tocou. A conduta de Antônio enquadra-se no conceito de dano ambiental e a ela devem ser aplicados o princípio do poluidor-pagador e a responsabilidade objetiva por risco integral. BL: art. 225, §3º e Info 544, STJ.
#Atenção: #STJ: #TRF2-2013: #PGEBA-2014: #PGEPR-2015: #PCDF-2015: #TRF3-2016/2018: #DPEBA-2021: #CESPE: #FCC: A Lei 6.938/81 adotou a sistemática da responsabilidade objetiva, que foi integralmente recepcionada pela ordem jurídica atual, de sorte que é irrelevante, na espécie, a discussão da conduta do agente (culpa ou dolo) para atribuição do dever de reparação do dano causado, que, no caso, é inconteste. O princípio da precaução, aplicável à hipótese, pressupõe a inversão do ônus probatório, transferindo para a concessionária o encargo de provar que sua conduta não ensejou riscos para o meio ambiente e, por consequência, aos pescadores da região. Agravo regimental provido para, conhecendo do agravo, dar provimento ao recurso especial a fim de determinar o retorno dos autos à origem para que, promovendo-se a inversão do ônus da prova, proceda-se a novo julgamento. STJ. 3ª T., AgRg no AREsp 206.748/SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 21/02/13.
	(TJAL-2019-FCC): Considerando a natureza e as peculiaridades do dano ambiental, seu regime jurídico e o entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca da sua apuração, reparabilidade e responsabilização, considere a assertiva abaixo: O dano ambiental é de caráter coletivo ou difuso, podendo, contudo, impactar também direitos individuais, materializando-se assim o denominado efeito ricochete na forma de dano reflexo. BL: art. 14, §1º, PNMA.
#Atenção: #DPEMA-2011: #MPMG-2013: #PGEBA-2014: #TRF4-2016: #TRF5-2015/2017: #TJAL-2019: #CESPE: #FCC: O meio ambiente sadio pertence à categoria de Direito Fundamental de 3ª Geração/Dimensão, possuindo, portanto, natureza TRANSINDIVIDUAL e DIFUSA. Todavia, os danos ao meio ambiente poderão também impactar na esfera individual como, por exemplo, pescadores impossibilitados de exercer sua atividade em determinada área afetada pelo dano ambiental. Edilson Vitorelli explica que danos ambientais podem assumir mais de uma magnitude, denominando-os de “danos coletivos de difusão irradiada” ao se referir a danos que são tanto coletivamente quanto individualmente relevantes, dando, como exemplo, o rompimento de barragens. O dano ambiental, no sentido coletivo, é evidente (contaminação do solo, destruição de biomas etc.). Porém, também individualmente os danos podem ser sentidos, e em diferentes níveis: para além das mortes causadas pelo desastre, há quem perdeu casas, teve interrompido o fornecimento de água, não pode pescar nas imediações etc. Estes danos individuais, chamados pelo STJ de danos ambientais privados (STJ. 3ª T. REsp 1.373.788/SP, rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, j. 6/5/14) são chamados de danos por ricochete, dado serem derivados de um outro dano.
(TJAL-2019-FCC): Considerando a natureza e as peculiaridades do dano ambiental, seu regime jurídico e o entendimento jurisprudencial e doutrinário acerca da sua apuração, reparabilidade e responsabilização, considere a assertiva abaixo: A responsabilidade civil em caso de dano ambiental causado em decorrência do exercício de atividade com potencial de degradação ambiental é de natureza objetiva e independe, portanto, de comprovação de dolo ou culpa. BL: art. 4º, VII c/c art. 14, §1º, ambos da PNMA.
#Atenção: #TRF4-2010: #MPMG-2013: #TRF1-2013: #MPAC-2014: #MPMT-2014: #TRF5-2017: #TJAL-2019: #DPEBA-2021: #CESPE: #FCC: Quanto à forma como a reparação do dano ambiental deva ocorrer, a doutrina e a jurisprudência dois pontos importantes, vejamos: 1º) Frederico Amado refere que “a prevenção, cessação ou reparação in natura do dano ambiental são pedidos preferenciais na ação civil pública ambiental, sendo a indenização pecuniária a medida última, pois não se compra um meio ambiente ecologicamente equilibrado” (AMADO, Frederico. Direito ambiental. 8. ed. São Paulo: JusPodivm, 2017. p. 746). 2º) O STJ tem afastado a função punitiva da indenização, entendendo ser “inadequado pretender conferir à reparação civil dos danos ambientais caráter punitivo imediato, pois a punição é função que incumbe ao direito penal e administrativo” (STJ. 2ª S. REsp 1.354.536/SE, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 26/3/14).
(TJSP-2018-VUNESP): A responsabilidade civil do poluidor-pagador é de natureza objetiva. BL: art. 4º, VII c/c art. 14, §1º, PNMA.
(TJMA-2013-CESPE): O princípio do poluidor-pagador determina a incidência do regime jurídico da responsabilidade civil objetiva por danos ambientais. BL: art. 4º, VII c/c art. 14, §1º, PNMA.
#Atenção: #MPGO-2010: #MPES-2010: #MPRO-2010: #TRF4-2010: #PGEGO-2010: #DPEMA-2011: #TRF1-2011: #MPAP-2012: #DPEPR-2012: #MPPR-2013/2014: #TRF2-2013/2014: #MPMA-2014: #PGEBA-2014: #PCDF-2015: #PGM-Salvador/BA-2015: #PCPE-2016: #MPF-2012/2017: #TRF5-2017: #TJSP-2021: #DPEBA-2021: #PGERS-2021: #PCRN-2021: #TCDF-2021: #Cartórios/TJSP-2022: #PCAM-2022: #CESPE: #FCC: #FGV: #Fundatec: #VUNESP: Segundo Celso Fiorillo, em Curso de Direito Ambiental Brasileiro, 12ª edição: “Podemos identificar no princípio do poluidor-pagador duas órbitas de alcance: a) busca evitar a ocorrência de danos ambientais (caráter preventivo); e b) ocorrido o dano, visa à reparação (caráter repressivo). Desse modo, num primeiro momento, impõe-se ao poluidor o dever de arcar com as despesas de prevenção de danos ao meio ambiente que a sua atividade possa ocasionar. Cabe a ele o ônus de utilizar instrumentos necessários à reparação dos danos. Numa segunda órbita de alcance, esclarece este princípio que, ocorrendo danos ao meio ambiente em razão da atividade desenvolvida, o poluidor será responsável pela sua reparação. [...] Com isso, é correto afirmar que o princípio do poluidor-pagador determina a incidência e aplicação de alguns aspectos do regime jurídico da responsabilidade civil aos danos ambientais: a) responsabilidade civil objetiva; b) prioridade da reparação específica do dano ambiental; e c) solidariedade para suportar os danos causados ao meio ambiente.”. Tal princípio, incluído na PNMA (Lei 6938/81), em seu art. 4º, VII, visa “à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados (...)”. Completa a mesma lei, no art. 14,§1º, que “é o poluidor obrigado independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade”. Por esse, a responsabilidade civil, em matéria ambiental, é objetiva.
(TJMA-2013-CESPE): A responsabilidade civil objetiva por danos ambientais está consagrada genericamente na legislação ambiental esparsa e, em relação aos danos nucleares, é objeto de expressa disposição constitucional. BL: art. 4º, VII e 14, §1º, PNMA e art. 21, XXIII, “d”, CF.
(TRF3-2013): Assinale a alternativa correta: A Política Nacional de meio ambiente consagra a responsabilidade objetiva do poluidor. BL: art. 4º, VII e art. 14, §1º, PNMA.
(TJRJ-2011-VUNESP): Acerca da responsabilidade por danos ambientais, pode-se afirmar que a responsabilidade civil é objetiva, vale dizer, prescinde da comprovação do elemento da culpa, mas não do nexo causal entre a conduta e o dano ambiental. BL: art. 4º, VII e art. 14, §1º, PNMA.
(TRF3-2011-CESPE): Relativamente à responsabilização por dano ambiental e ao poder de polícia ambiental, assinale a opção correta: O prejuízo do dano ambiental alcança o próprio ambiente e terceiros, e, nesse sentido, o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados em razão de sua atividade. BL: art. art. 14, §1º da Lei 6839/81 e art. 225, §3º, CF.
(TRF5-2009-CESPE): Acerca da responsabilidade civil no direito ambiental, assinale a opção correta: A responsabilidade civil por dano causado por atividade poluidora é objetiva, razão pela qual o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade. BL: art. art. 14, §1º da Lei 6839/81 e art. 225, §3º, CF.
§ 2º No caso de omissão da autoridade estadual ou municipal, caberá ao Secretário do Meio Ambiente a aplicação das penalidades pecuniárias prevista neste artigo.
§ 3º Nos casos previstos nos incisos II e III deste artigo, o ato declaratório da perda, restrição ou suspensão será atribuição da autoridade administrativa ou financeira que concedeu os benefícios, incentivos ou financiamento, cumprimento resolução do CONAMA.
§ 4º  (Revogado pela Lei nº 9.966, de 2000)
§ 5o A execução das garantias exigidas do poluidor não impede a aplicação das obrigações de indenização e reparação de danos previstas no § 1o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.284, de 2006) (PGEES-2008)
Art. 15. O poluidor que expuser a perigo a incolumidade humana, animal ou vegetal, ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente, fica sujeito à pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos e multa de 100 (cem) a 1.000 (mil) MVR. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989)
§ 1º A pena e aumentada até o dobro se:  (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989)
I - resultar: (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
a) dano irreversível à fauna, à flora e ao meio ambiente; (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
b) lesão corporal grave; (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
II - a poluição é decorrente de atividade industrial ou de transporte; (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
III - o crime é praticado durante a noite, em domingo ou em feriado. (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
§ 2º Incorre no mesmo crime a autoridade competente que deixar de promover as medidas tendentes a impedir a prática das condutas acima descritas. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (MPSC-2010)
         Art. 16 -  (Revogado pela Lei nº 7.804, de 1989)
Art. 17. Fica instituído, sob a administração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA:  (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989) (TJMA-2022)
I - Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, para registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam a consultoria técnica sobre problemas ecológicos e ambientais e à indústria e comércio de equipamentos, aparelhos e instrumentos destinados ao controle de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;  (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989) [Obs.: CTF/AIDA] (TRF5-2009) (TJPI-2012) (AGU-2013) (TJBA-2019) (TJMA-2022)
II - Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, para registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam a atividades potencialmente poluidoras e/ou à extração, produção, transporte e comercialização de produtos potencialmente perigosos ao meio ambiente, assim como de produtos e subprodutos da fauna e flora. (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989) [Obs.: CTF/APP] (TRF5-2009) (TJPI-2012) (PGM-BH/MG-2017) (TJBA-2019) (MPSC-2021) (TJMA-2022)
	(TJMA-2022-CESPE): Considerando-se os instrumentos da PNMA, é correto afirmar que a regularidade ambiental de uma atividade potencialmente poluidora é confirmada pelo registro da atividade no CTF e pelo licenciamento ambiental concedido pelo órgão ambiental competente. BL: art. 9º, IV e XII c/c art. 10[footnoteRef:6] c/c art. 17, II, PNMA c/c art. 2º, I, LC 140/11.[footnoteRef:7] [6: Art. 9º. São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente: (...) IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; (...) XII - o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais. (...) Art. 10. A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento ambiental.] [7: Art. 2o. Para os fins desta Lei Complementar, consideram-se: I - licenciamento ambiental: o procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental;] 
(MPSC-2021-CESPE): Uma empresa pretende instalar, em determinado município, uma indústria que trabalhará com extração de cerâmica e produção de telhas. Para tanto, ela solicitou o licenciamento ambiental ao órgão de meio ambiente do estado. A respeito da situação hipotética apresentada e dos aspectos legais a ela relacionados, julgue o item a seguir: Para conseguir o licenciamento do referido empreendimento, a empresa necessariamente deverá estar inscrita no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF). BL: art. 17, II, PNMA.
(TJBA-2019-CESPE): 1ª) Víctor é doutor em fauna aquática e pretende trabalhar como consultor em estudos para licenciamentos ambientais; 2ª) Uma empresa pretende extrair minérios e, para isso, solicitou o licenciamento ambiental ao órgão estadual competente. Considerando essas situações hipotéticas, assinale a opção correta, acerca do CTF, previsto na Política Nacional de Meio Ambiente — Lei 6.938/81: Víctor e a empresa deverão ter CTFs das respectivas atividades para concretizarem suas pretensões. BL: art. 17, PNMA.
#Atenção: #TJBA-2019: #TJMA-2022: #CESPE: O CTF foi instituído a partir da Lei 6.938/81. A responsabilidade pelo controle do cadastro é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Além disso, o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP) é o registro obrigatório de pessoas físicas e jurídicas que realizam atividades passíveis de controle ambiental.
Art. 17-A. São estabelecidos os preços dos serviços e produtos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, a serem aplicados em âmbito nacional, conforme Anexo a esta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.960, de 2000)
Art. 17-B. Fica instituída a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA, cujo fato gerador é o exercício regular do poder de polícia conferido ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibamapara controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais." (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) (TRF5-2009) (TJRJ-2011) (TRF2-2013) (TRF3-2013) (PGEAC-2014) (PCDF-2015) (AGU-2015) (AGU-2023)
	#Atenção: #TRF5-2009: #CESPE: A taxa de controle e fiscalização ambiental é de responsabilidade do IBAMA e não de órgãos estaduais e municipais (Lei 6.938/81, art. 17-B).
§ 1o Revogado. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 2o Revogado.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-C. É sujeito passivo da TCFA todo aquele que exerça as atividades constantes do Anexo VIII desta Lei.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) (PGEAC-2014)
§ 1o O sujeito passivo da TCFA é obrigado a entregar até o dia 31 de março de cada ano relatório das atividades exercidas no ano anterior, cujo modelo será definido pelo Ibama, para o fim de colaborar com os procedimentos de controle e fiscalização.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 2o O descumprimento da providência determinada no § 1o sujeita o infrator a multa equivalente a vinte por cento da TCFA devida, sem prejuízo da exigência desta. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 3o Revogado. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-D. A TCFA é devida por estabelecimento e os seus valores são os fixados no Anexo IX desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) (PGEAC-2014)
§ 1o Para os fins desta Lei, consideram-se: (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
I – microempresa e empresa de pequeno porte, as pessoas jurídicas que se enquadrem, respectivamente, nas descrições dos incisos I e II do caput do art. 2o da Lei no 9.841, de 5 de outubro de 1999; (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
II – empresa de médio porte, a pessoa jurídica que tiver receita bruta anual superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) e igual ou inferior a R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais); (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
III – empresa de grande porte, a pessoa jurídica que tiver receita bruta anual superior a R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais). (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 2o O potencial de poluição (PP) e o grau de utilização (GU) de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização encontram-se definidos no Anexo VIII desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 3o Caso o estabelecimento exerça mais de uma atividade sujeita à fiscalização, pagará a taxa relativamente a apenas uma delas, pelo valor mais elevado.(Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-E. É o Ibama autorizado a cancelar débitos de valores inferiores a R$ 40,00 (quarenta reais), existentes até 31 de dezembro de 1999. (Incluído pela Lei nº 9.960, de 2000)
Art. 17-F. São isentas do pagamento da TCFA as entidades públicas federais, distritais, estaduais e municipais, as entidades filantrópicas, aqueles que praticam agricultura de subsistência e as populações tradicionais. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) (PGEAC-2014)
Art. 17-G. A TCFA será devida no último dia útil de cada trimestre do ano civil, nos valores fixados no Anexo IX desta Lei, e o recolhimento será efetuado em conta bancária vinculada ao Ibama, por intermédio de documento próprio de arrecadação, até o quinto dia útil do mês subseqüente. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Parágrafo único. Revogado. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 2o Os recursos arrecadados com a TCFA terão utilização restrita em atividades de controle e fiscalização ambiental. (Incluído pela Lei nº 11.284, de 2006)
Art. 17-H. A TCFA não recolhida nos prazos e nas condições estabelecidas no artigo anterior será cobrada com os seguintes acréscimos: (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
I – juros de mora, na via administrativa ou judicial, contados do mês seguinte ao do vencimento, à razão de um por cento; (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
II – multa de mora de vinte por cento, reduzida a dez por cento se o pagamento for efetuado até o último dia útil do mês subseqüente ao do vencimento; (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
III – encargo de vinte por cento, substitutivo da condenação do devedor em honorários de advogado, calculado sobre o total do débito inscrito como Dívida Ativa, reduzido para dez por cento se o pagamento for efetuado antes do ajuizamento da execução. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 1o-A. Os juros de mora não incidem sobre o valor da multa de mora. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 1o Os débitos relativos à TCFA poderão ser parcelados de acordo com os critérios fixados na legislação tributária, conforme dispuser o regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-I. As pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades mencionadas nos incisos I e II do art. 17 e que não estiverem inscritas nos respectivos cadastros até o último dia útil do terceiro mês que se seguir ao da publicação desta Lei incorrerão em infração punível com multa de: (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) (AGU-2013) (TJMA-2022)
	Art. 17. Fica instituído, sob a administração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA: (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989)
I - Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, para registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam a consultoria técnica sobre problemas ecológicos e ambientais e à indústria e comércio de equipamentos, aparelhos e instrumentos destinados ao controle de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
II - Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, para registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam a atividades potencialmente poluidoras e/ou à extração, produção, transporte e comercialização de produtos potencialmente perigosos ao meio ambiente, assim como de produtos e subprodutos da fauna e flora. (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989)
	(AGU-2013-CESPE): Acerca do exercício, pela administração pública, do poder de polícia em matéria ambiental, julgue o item seguinte: O Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, destina-se ao registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dediquem a atividades potencialmente poluidoras, e(ou) à extração, à produção, ao transporte e à comercialização de produtos potencialmente perigosos ao meio ambiente, assim como de produtos e subprodutos da fauna e flora, de modo que o descumprimento dessa obrigação enseja a aplicação de multa administrativa. BL: art. 17, I e II c/c art. 17-I, PNMA.
I – R$ 50,00 (cinqüenta reais), se pessoa física; (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
II – R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais), se microempresa; (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
III – R$ 900,00 (novecentos reais), se empresa de pequeno porte; (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
IV – R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais), se empresa de médio porte; (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
V – R$ 9.000,00 (nove mil reais), se empresa de grande porte. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
Parágrafo único. Revogado.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-J.    (Revogado pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-L. As ações de licenciamento, registro, autorizações, concessões e permissões relacionadas à fauna, à flora, e ao controle ambiental são de competência exclusiva dos órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente. (Incluído pela Lei nº 9.960, de 2000) (PCDF-2015)
Art. 17-M. Os preços dos serviços administrativos prestados pelo Ibama, inclusive os referentes à venda de impressos e publicações, assim como os de entrada, permanência e utilização de áreas ou instalações nas unidades de conservação, serão definidos em portaria do Ministro de Estado do Meio Ambiente, mediante proposta do Presidente daquele Instituto. (Incluídopela Lei nº 9.960, de 2000)
Art. 17-N. Os preços dos serviços técnicos do Laboratório de Produtos Florestais do Ibama, assim como os para venda de produtos da flora, serão, também, definidos em portaria do Ministro de Estado do Meio Ambiente, mediante proposta do Presidente daquele Instituto. (Incluído pela Lei nº 9.960, de 2000)
Art. 17-O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental - ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 1o-A. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 1o A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 2o O pagamento de que trata o caput deste artigo poderá ser efetivado em cota única ou em parcelas, nos mesmos moldes escolhidos pelo contribuinte para o pagamento do ITR, em documento próprio de arrecadação do Ibama. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 3o Para efeito de pagamento parcelado, nenhuma parcela poderá ser inferior a R$ 50,00 (cinqüenta reais). (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 4o O inadimplemento de qualquer parcela ensejará a cobrança de juros e multa nos termos dos incisos I e II do caput e §§ 1o-A e 1o, todos do art. 17-H desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 5o Após a vistoria, realizada por amostragem, caso os dados constantes do ADA não coincidam com os efetivamente levantados pelos técnicos do Ibama, estes lavrarão, de ofício, novo ADA, contendo os dados reais, o qual será encaminhado à Secretaria da Receita Federal, para as providências cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-P. Constitui crédito para compensação com o valor devido a título de TCFA, até o limite de sessenta por cento e relativamente ao mesmo ano, o montante efetivamente pago pelo estabelecimento ao Estado, ao Município e ao Distrito Federal em razão de taxa de fiscalização ambiental. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 1o Valores recolhidos ao Estado, ao Município e ao Distrital Federal a qualquer outro título, tais como taxas ou preços públicos de licenciamento e venda de produtos, não constituem crédito para compensação com a TCFA. (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
§ 2o A restituição, administrativa ou judicial, qualquer que seja a causa que a determine, da taxa de fiscalização ambiental estadual ou distrital compensada com a TCFA restaura o direito de crédito do Ibama contra o estabelecimento, relativamente ao valor compensado.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000)
Art. 17-Q. É o Ibama autorizado a celebrar convênios com os Estados, os Municípios e o Distrito Federal para desempenharem atividades de fiscalização ambiental, podendo repassar-lhes parcela da receita obtida com a TCFA." (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) (TRF5-2009) (TJPR-2012) (TJRS-2016) (PGEMS-2021)
	(PGEMS-2021-CESPE): Visando o desempenho de atividade de fiscalização ambiental mediante a utilização de parcela de recursos obtidos por meio da taxa de controle e fiscalização ambiental (TCFA), o estado da Federação poderá formalizar com o IBAMA: convênios. BL: art. 17-Q, PNMA.
Art. 18.  (Revogado pela Lei nº 9.985, de 2000)
Art 19 -(VETADO).
Art. 19. Ressalvado o disposto nas Leis nºs 5.357, de 17 de novembro de 1967, e 7.661, de 16 de maio de 1988, a receita proveniente da aplicação desta Lei será recolhida de acordo com o disposto no art. 4º da Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989. (Incluído pela Lei nº 7.804, de 1989))
Art. 20. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 21. Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 31 de agosto de 1981; 160º da Independência e 93º da República.
JOÃO FIGUEIREDO
Mário Andreazza
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 2.9.1981
ANEXO
(Incluído pela Lei nº 9.960, de 2000)
TABELA DE PREÇOS DOS SERVIÇOS E PRODUTOS COBRADOS PELO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
	DESCRIÇÃO
	VALOR (R$)
	I - FAUNA
	 
	1. LICENÇA E RENOVAÇÃO
	 
	1. Licença ou renovação para transporte nacional de fauna silvestre, partes, produtos e derivados para criadouros científicos ligados a instituições públicas de pesquisa, pesquisadores ligados a instituições públicas de pesquisa e zoológicos públicos
	 
 
ISENTO
	· Licença ou renovação para transporte nacional de fauna silvestre, partes, produtos e derivados da fauna exótica constante do Anexo I da Convenção sobre Comercio Internacional de Espécies da Fauna e Flora em perigo de extinção - CITES (por formulário)
	 
 
21,00
	· Licença ou renovação para exposição ou concurso de animais silvestres (por formulário)
	32,00
	· Licença para importação, exportação ou reexportação de animais vivos, partes, produtos e derivados da fauna para criadouros científicos e pesquisadores ligados a instituições públicas de pesquisa e zoológicos públicos
	 
 
ISENTO
	· Licença para importação, exportação ou reexportação de animais vivos, partes, produtos e derivados da fauna: 
	 
	1.5.1 Por formulário de até 14 itens
	37,00
	1.5.2 Por formulário adicional
	6,00
	2.   LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
	 
	2.1 - Criadouro de espécimes da fauna exótica para fins comerciais:
	 
	2.1.1 - Pessoa física
	600,00
	2.1.2 - Microempresa
	800,00
	2.1.3 - Demais empresas
	1.200,00
	2.2 - Mantenedor de fauna exótica : 
	 
	2.2.1 -  Pessoa física 
	300,00
	2.2.2 - Microempresa 
	400,00
	2.2.3 - Demais empresas
	500,00
	2.3. Importador de animais vivos, abatidos, partes, produtos e subprodutos da fauna silvestre brasileira e exótica:
	 
	2.3.1. Microempresa 
	500,00
	2.3.2. Demais empresas
	600,00
	2.4. Circo:
	 
	2.4.1. Microempresa 
	300,00
	2.4.2. Demais empresas
	600,00
	Obs.:  O licenciamento ambiental da fauna será renovável a cada dois anos
	 
	3. REGISTRO
	 
	3.1. Criadouros de espécies da fauna brasileira para fins científicos:
	 
	3.1.1. Vinculados a instituições públicas de pesquisas
	ISENTO
	3.1.2. Não vinculados 
	100,00
	3.2. Criadouros de espécies da fauna brasileira para fins comerciais:
	 
	3.2.1. Categoria A – Pessoa Física
	400,00
	3.2.2. Categoria B – Pessoa Jurídica
	300,00
	3.3. Industria de beneficiamento de peles, partes, produtos e derivados da fauna brasileira 
	400,00
	3.4. Zoológico Público – Categorias A, B e C
	ISENTO
	3.5. Zoológico privado: 
	 
	3.5.1. Categorias A
	300,00
	3.5.2. Categorias B
	350,00
	3.5.3. Categorias C
	400,00
	3.6. Exportador de animais vivos, abatidos, partes, produtos e derivados da fauna
	300,00
	3.7. Importador de animais vivos, abatidos, partes, produtos e derivados da fauna
	400,00
	4. CAÇA AMADORISTA
	 
	4.1. Liberação de armas e demais petrechos de caça
	373,00
	4.2. Autorização anual de caça amadorista de campo e licença de transporte das peças abatidas
	300,00
	4.3. Autorização anual de caça amadorista de banhado e licença de transporte das peças abatidas
	300,00
	4.4. Autorização de ingresso de caça abatida no exterior (por formulário)
	319,00
	5. VENDA DE PRODUTOS
	 
	5.1. Selo de lacre de segurança para peles, partes, produtos e derivados da fauna
	1,10
	6. SERVIÇOS DIVERSOS
	 
	6.1. Expedição ou renovação anual de carteira da fauna para sócios de clubes agrupados à Federação Ornitófila
	30,00
	6.2. Identificação ou marcação de espécimes da fauna (por unidade por ano).
	16,00
	II - FLORA
	 
	1.  LICENÇA E RENOVAÇÃO
	 
	1.1. Licença ou renovação para exposição ou concurso de plantas ornamentais
	53,00
	1.2. Licença ou renovação para transporte nacional de flora brasileira, partes, produtos e derivados para jardins botânicos públicos e pesquisadores ligados a instituições públicas de pesquisa
	 
ISENTO
	1.3. Licença ou renovação para transportenacional de flora exótica constante do Anexo I da CITES (por formulário)
	21,00
	1.4. Licença ou renovação para importação, exportação ou reexportação de plantas vivas, partes, produtos e derivados da flora para jardins botânicos públicos e pesquisadores ligados a instituições públicas de pesquisa
	 
ISENTO
	1.5. Licença ou renovação para importação, exportação ou reexportação de plantas vivas, partes, produtos e derivados da flora:
	 
	1.5.1. Por formulário de 14 itens
	37,00
	1.5.2. Por formulário adicional
	6,00
	1.6. Licença para porte e uso de motosserra - anual 
	30,00
	2.  AUTORIZAÇÃO
	 
	2.1. Autorização para uso do fogo em queimada controlada:
	 
	2.1.1. Sem vistoria
	ISENTO
	2.1.2. Com vistoria:
	 
	2.1.2.1. Queimada Comunitária:
	 
	. Área até 13 hectares
	3,50
	. De 14 a 35 hectares
	7,00
	. De 36 a 60 hectares
	10,50
	. De 61 a 85 hectares
	14,00
	. De 86 a 110 hectares
	17,50
	. De 111 a 135 hectares
	21,50
	. De 136 a 150 hectares
	25,50
	2.1.2.2. Demais Queimadas Controladas:
	 
	. Área até 13 hectares
	3,50
	. Acima de 13 hectares – por hectare autorizado 
	3,50
	2.2. Autorização de Transporte para Produtos Florestais-ATPF
	 
	2.2.1. Para lenha, rachas e lascas, palanques roliços, escoramentos, xaxim, óleos essenciais e carvão vegetal
	5,00
	2.2.2. Para demais produtos
	10,00
	2.3. Autorização para Consumo de Matéria Prima Florestal - m3 consumido/ano
	vide formula
	Até 1.000 = (125, 00 + Q x 0,0020) Reais 
	 
	1.001 a 10.000 = (374,50 + Q x 0,0030) Reais 
	 
	10.001 a 25.000 = (623,80 + Q x 0,0035) Reais 
	 
	25.001 a 50.000 = (873,80 + Q x 0,0040) Reais
	 
	50.001 a 100.000 = (1.248,30 + Q x 0,0045) Reais
	 
	100.001 a 1.000.000 = (1. 373,30 + Q x 0,0050) Reais
	 
	1.000.001 a 2.500.000 = (1. 550,00 + Q x 0,0055) Reais 
	 
	Acima de 2.500.000 = 22.500,00 Reais
Q = quantidade consumida em metros cúbicos
	 
	3. VISTORIA
	 
	3.1. Vistorias para fins de loteamento urbano
	532,00
	3.2. Vistoria prévia para implantação de Plano de Manejo Florestal Sustentado (área projetada):
	 
	. Até 250 há
	289,00
	. Acima de 250 ha. - Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha. excedente
	vide fórmula
	3.3. Vistoria de acompanhamento de Plano de Manejo Florestal Sustentado (área explorada):
	 
	. Até 250 há
	289,00
	. Acima de 250 ha. – Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha excedente
	vide fórmula
	3.4. Vistoria técnica para coleta de plantas ornamentais e medicinais (área a ser explorada):
	 
	. Até 20 ha/ano
	ISENTO
	. De 21 a 50 ha/ano
	160,00
	. De 51 a 100 ha/ano
	289,00
	. Acima de 100 ha/ano – Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha 
	vide fórmula
	3.5. Vistoria para limpeza de área (área solicitada)
	289,00
	3.6. Vistoria técnica de desmatamento para uso alternativo do solo de projetos enquadrados no Programa Nacional de Agricultura Familiar-PRONAF ou no Programa de Financiamento à Conservação e Controle do Meio Ambiente-FNE VERDE (área a ser explorada):
	 
	. Até Módulo INCRA por ano
	ISENTO
	. Acima de Módulo INCRA por ano - Valor = R$ 128,00 + R$ 0,55 por ha excedente
	vide fórmula
	3.7. Vistorias de implantação, acompanhamento e exploração de florestas plantadas, enriquecimento (palmito e outras frutíferas) e cancelamentos de projetos (por área a ser vistoriada):
	 
	. Até 50 ha/ano
	64,00
	. De 51 a 100 ha/ano
	117,00
	. Acima de 100 ha/ano – Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha excedente
	vide fórmula
	3.8. Vistoria técnica para desmatamento para uso alternativo do solo e utilização de sua matéria-prima florestal:
	 
	. Até 20 há
	ISENTO
	. De 21 a 50 ha/ano
	160,00
	. De 51 a 100 ha/ano
	289,00
	. Acima de 100 ha/ano – Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha excedente
	vide fórmula
	3.9. Vistoria para fins de averbação de área de Reserva Legal (sobre a área total da propriedade):
	 
	. Até 100 ha/ano
	ISENTO
	. De 101 a 300 ha/ano
	75,00
	. De 301 a 500 ha/ano
	122,00
	. De 501 a 750 ha/ano
	160,00
	. Acima de 750 ha/ano – Valor = R$ 160,00 + R$ 0,21 por ha excedente
	vide fórmula
	Obs.:  Quando a solicitação de vistoria para averbação de reserva legal for concomitante a outras vistorias (desmatamento, plano de manejo, etc.), cobra-se pelo maior valor
	 
	3.10. Vistoria de áreas degradadas em recuperação, de avaliação de danos ambientais em áreas antropizadas e em empreendimentos cujas áreas estão sujeitas a impacto ambiental - EIA/RIMA:
	 
	- até 250 ha/ano
	289,00
	- acima de 250 ha/ano – Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha excedente
	vide fórmula
	3.11. Demais Vistorias Técnicas Florestais:
- até 250 ha/ano
- acima de 250 ha/ano – Valor = R$289,00 + 0,55 por ha excedente
	289,00
vide fórmula
	4.  INSPEÇÃO DE PRODUTOS E SUBPRODUTOS DA FLORA PARA EXPORTAÇÃO OU IMPORTAÇÃO
	 
	4.1. Inspeção de espécies contingenciadas 
	ISENTO
	4.2 Levantamento circunstanciado de áreas vinculados à reposição florestal e ao Plano Integrado Florestal, Plano de Corte e Resinagem (projetos vinculados e projetos de reflorestamento para implantação ou cancelamento):
	 
	- Até 250 ha/ano
	289,00
	- Acima de 250 ha/ano – Valor = R$ 289,00 + R$ 0,55 por ha excedente
	vide fórmula
	5. OPTANTES DE REPOSIÇÃO FLORESTAL 
	 
	5.1. Valor por árvore
	1,10
	III – CONTROLE AMBIENTAL
	 
	1. LICENÇA E RENOVAÇÃO
	
	1.1. Licença Ambiental ou Renovação
	vide tabela 
	EMPRESA DE PEQUENO PORTE
	 
	Impacto Ambiental Pequeno Medio Alto
	 
	Licença Prévia 2.000,00 4.000,00 8.000,00
	 
	Licença de Instalação 5.600,00 11.200,00 22.400,00
	 
	Licença de Operação 2.800,00 5.600,00 11.200,00
	 
	EMPRESA DE PORTE MÉDIO
	 
	Impacto Ambiental Pequeno Medio Alto 
	 
	Licença Prévia 2.800,00 5.600,00 11.200,00
	 
	Licença de Instalação 7.800,00 15.600,00 31.200,00
	 
	Licença de Operação 3.600,00 7.800,00 15.600,00
	 
	EMPRESA DE GRANDE PORTE
	 
	Impacto Ambiental Pequeno Medio Alto 
	 
	Licença Prévia 4.000,00 8.000,00 16.000,00
	 
	Licença de Instalação 11.200,00 22.400,00 44.800,00
	 
	Licença de Operação 5.600,00 11.200,00 22.400,00
	 
	1.2. Licença para uso da configuração de veículo ou motor 
	vide fórmula
	Valor = R$266,00 + N x R$1,00 
N = número de veículos comercializados no mercado interno – pagamento até o último dia do mês subsequente à comercialização.
	 
	1.3. Licença de uso do Selo Ruído
	266,00
	1.4. Certidão de dispensa de Licença para uso da configuração de veículo ou motor por unidade.
	266,00
	1.5. Declaração de atendimento aos limites de ruídos
	266,00
	2. AVALIAÇÃO E ANÁLISE
	 
	2.1. Análise de documentação técnica que subsidie a emissão de: Registros, Autorizações, Licenças, inclusive para supressão de vegetação em Áreas de Preservação Permanente e respectivas renovações :
	vide fórmula
	Valor = {K + [(A x B x C) + (D x A x E)]}
	 
	A - No de Técnicos envolvidos na análise
	 
	B - No de horas/homem necessárias para análise
	 
	C - Valor em Reais da hora/homem dos técnicos envolvidos na análise + total de obrigações sociais
	 
	(OS) = 84,71% sobre o valor da hora/homem
	 
	D - Despesas com viagem
	 
	E - No de viagens necessárias
	 
	K - Despesas administrativas = 5% do somatório de (A x B x C) + (D x A x E)
	 
	2.2. Avaliação e classificação do Potencial de Periculosidade Ambiental - PPA:
	 
	2.2.1. Produto Técnico
	22.363,00
	2.2.2. Produto formulado
	11.714,00
	2.2.3. Produto Atípico
	6.389,00
	2.2.4. PPA complementar
	2.130,00
	2.2.5. Pequenas alterações
	319,00
	2.3. Conferência de documentação técnica para avaliação e registro de agrotóxicos e afins
	319,00
	2.4. Avaliação de eficiência de agrotóxicos e afins para registro
	2.130,00
	2.5. Reavaliação técnica de agrotóxicos (inclusão de novos usos)
	3.195,00
	2.6. Avaliação Ambiental Preliminar de Agrotóxicos, seus componentes e afins, com ou sem emissão de Certificado de Registro Especial Temporário:
	 
	2.6.1. Fase 2
	532,00
	2.6.2. Fase 3
	2.130,00
	2.6.3. Fase 4
	4.260,00
	2.7. Avaliação/Classificação Ambiental de Produtos Biotecnológicos para fins de registro
	6.389,00
	2.8. Avaliação Ambiental de Preservativos de Madeira
	4.260,00
	2.9. Avaliação Ambientalde Organismos Geneticamente Modificados
	22.363,00
	3. AUTORIZAÇÃO
	 
	3.1. Autorizações para supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente:
	 
	. Até 50 há
	133,00
	. Acima de 50 há
	vide fórmula
	Valor = R$ 6.250,00 +( 25,00 x Área que excede 50 ha)
	 
	3.2. Autorização para importação, produção, comercialização e uso de mercúrio
	vide fórmula
	Valor = R$ 125,00 + (125,00 x 0,003 x QM) 
QM = quantidade de Mercúrio Metálico (medido em quilograma) importado, comercializado ou produzido por ano
	 
 
	4. REGISTRO
	 
	4.1. Proprietário e comerciante de motosserra
	ISENTO
	4.2. Registro de agrotóxicos, seus componentes e afins
	1.278,00
	4.3. Manutenção de registro ou da classificação do PPA (Classe I e II)
	7.454,00
	4.4. Manutenção de registro ou da classificação do PPA(Classe III e IV)
	3.195,00
	4.5. Registro ou renovação de produto preservativo de madeira
	1.278,00
	4.6. Registro de produtos que contenham organismos geneticamente modificados
	1.278,00
	4.7. Manutenção de registro de produtos que contenham organismos geneticamente modificados
	5.325,00
ANEXO VIII
(Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)
atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais
	Código
	Categoria
	Descrição
	Pp/gu
	01
	Extração e Tratamento de Minerais
	- pesquisa mineral com guia de utilização; lavra a céu aberto, inclusive de aluvião, com ou sem beneficiamento; lavra subterrânea com ou sem beneficiamento, lavra garimpeira, perfuração de poços e produção de petróleo e gás natural.
	AAlto
	02
	Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos
	- beneficiamento de minerais não metálicos, não associados a extração; fabricação e elaboração de produtos minerais não metálicos tais como produção de material cerâmico, cimento, gesso, amianto, vidro e similares.
	MMédio
	03
	Indústria Metalúrgica
	- fabricação de aço e de produtos siderúrgicos, produção de fundidos de ferro e aço, forjados, arames, relaminados com ou sem tratamento; de superfície, inclusive galvanoplastia, metalurgia dos metais não-ferrosos, em formas primárias e secundárias, inclusive ouro; produção de laminados, ligas, artefatos de metais não-ferrosos com ou sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia; relaminação de metais não-ferrosos, inclusive ligas, produção de soldas e anodos; metalurgia de metais preciosos; metalurgia do pó, inclusive peças moldadas; fabricação de estruturas metálicas com ou sem tratamento de superfície, inclusive; galvanoplastia, fabricação de artefatos de ferro, aço e de metais não-ferrosos com ou sem tratamento de superfície, inclusive galvanoplastia, têmpera e cementação de aço, recozimento de arames, tratamento de superfície.
	AAlto
	04
	Indústria Mecânica
	- fabricação de máquinas, aparelhos, peças, utensílios e acessórios com e sem tratamento térmico ou de superfície.
	MMédio
	05
	Indústria de material Elétrico, Eletrônico e Comunicações
	- fabricação de pilhas, baterias e outros acumuladores, fabricação de material elétrico, eletrônico e equipamentos para telecomunicação e informática; fabricação de aparelhos elétricos e eletrodomésticos.
	MMédio
	06
	Indústria de Material de Transporte
	- fabricação e montagem de veículos rodoviários e ferroviários, peças e acessórios; fabricação e montagem de aeronaves; fabricação e reparo de embarcações e estruturas flutuantes.
	MMédio
	07
	Indústria de Madeira
	- serraria e desdobramento de madeira; preservação de madeira; fabricação de chapas, placas de madeira aglomerada, prensada e compensada; fabricação de estruturas de madeira e de móveis.
	Médio
	08
	Indústria de Papel e Celulose
	- fabricação de celulose e pasta mecânica; fabricação de papel e papelão; fabricação de artefatos de papel, papelão, cartolina, cartão e fibra prensada.
	Alto
	09
	Indústria de Borracha
	- beneficiamento de borracha natural, fabricação de câmara de ar, fabricação e recondicionamento de pneumáticos; fabricação de laminados e fios de borracha; fabricação de espuma de borracha e de artefatos de espuma de borracha, inclusive látex.
	Pequeno
	10
	Indústria de Couros e Peles
	- secagem e salga de couros e peles, curtimento e outras preparações de couros e peles; fabricação de artefatos diversos de couros e peles; fabricação de cola animal.
	Alto
	11
	Indústria Têxtil, de Vestuário, Calçados e Artefatos de Tecidos
	- beneficiamento de fibras têxteis, vegetais, de origem animal e sintéticos; fabricação e acabamento de fios e tecidos; tingimento, estamparia e outros acabamentos em peças do vestuário e artigos diversos de tecidos; fabricação de calçados e componentes para calçados.
	Médio
	12
	Indústria de Produtos de Matéria Plástica.
	- fabricação de laminados plásticos, fabricação de artefatos de material plástico.
	Pequeno
	13
	Indústria do Fumo
	- fabricação de cigarros, charutos, cigarrilhas e outras atividades de beneficiamento do fumo.
	Médio
	14
	Indústrias Diversas
	- usinas de produção de concreto e de asfalto.
	Pequeno
	15
	Indústria Química
	- produção de substâncias e fabricação de produtos químicos, fabricação de produtos derivados do processamento de petróleo, de rochas betuminosas e da madeira; fabricação de combustíveis não derivados de petróleo, produção de óleos, gorduras, ceras, vegetais e animais, óleos essenciais, vegetais e produtos similares, da destilação da madeira, fabricação de resinas e de fibras e fios artificiais e sintéticos e de borracha e látex sintéticos, fabricação de pólvora, explosivos, detonantes, munição para caça e desporto, fósforo de segurança e artigos pirotécnicos; recuperação e refino de solventes, óleos minerais, vegetais e animais; fabricação de concentrados aromáticos naturais, artificiais e sintéticos; fabricação de preparados para limpeza e polimento, desinfetantes, inseticidas, germicidas e fungicidas; fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes e secantes; fabricação de fertilizantes e agroquímicos; fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários; fabricação de sabões, detergentes e velas; fabricação de perfumarias e cosméticos; produção de álcool etílico, metanol e similares.
	Alto
	16
	Indústria de Produtos Alimentares e Bebidas
	- beneficiamento, moagem, torrefação e fabricação de produtos alimentares; matadouros, abatedouros, frigoríficos, charqueadas e derivados de origem animal; fabricação de conservas; preparação de pescados e fabricação de conservas de pescados; beneficiamento e industrialização de leite e derivados; fabricação e refinação de açúcar; refino e preparação de óleo e gorduras vegetais; produção de manteiga, cacau, gorduras de origem animal para alimentação; fabricação de fermentos e leveduras; fabricação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais; fabricação de vinhos e vinagre; fabricação de cervejas, chopes e maltes; fabricação de bebidas não-alcoólicas, bem como engarrafamento e gaseificação e águas minerais; fabricação de bebidas alcoólicas.
	Médio
	17
	Serviços de Utilidade
	- produção de energia termoelétrica; tratamento e destinação de resíduos industriais líquidos e sólidos; disposição de resíduos especiais tais como: de agroquímicos e suas embalagens; usadas e de serviço de saúde e similares; destinação de resíduos de esgotos sanitários e de resíduos sólidos urbanos, inclusive aqueles provenientes de fossas; dragagem e derrocamentos em corpos d’água; recuperação de áreas contaminadas ou degradadas. 
	Médio
	18
	Transporte, Terminais, Depósitos e Comércio
	- transporte de cargas perigosas, transporte por dutos; marinas, portos e aeroportos; terminais de minério, petróleo e derivados e produtos químicos; depósitos de produtos químicos e produtos perigosos; comércio de combustíveis, derivados de petróleo e produtos químicos e produtos perigosos.
	Alto
	19
	Turismo
	- complexos turísticos e de lazer, inclusive parques temáticos.
	Pequeno
	20
(Redação dada pela Lei nº 11.105, de 2005)
	Uso de Recursos Naturais
	Silvicultura; exploração econômica da madeira ou lenha e subprodutos florestais; importação ouexportação da fauna e flora nativas brasileiras; atividade de criação e exploração econômica de fauna exótica e de fauna silvestre; utilização do patrimônio genético natural; exploração de recursos aquáticos vivos; introdução de espécies exóticas, exceto para melhoramento genético vegetal e uso na agricultura; introdução de espécies geneticamente modificadas previamente identificadas pela CTNBio como potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente; uso da diversidade biológica pela biotecnologia em atividades previamente identificadas pela CTNBio como potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente.
	Médio
	21
	(VETADO)
	X
	x
	22
	(VETADO)
	X
	x
ANEXO IX
(Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)
VALORES, EM REAIS, DEVIDOS A TÍTULOS DE TCFA POR ESTABELECiMENTO POR TRIMESTRE
	Potencial de Poluição,
Grau de utilização de Recursos Naturais
	Pessoa Física
	Microempresa
	Empresa de Pequeno Porte
	Empresa de Médio Porte
	Empresa de Grande Porte
	Pequeno
	-
	-
	112,50
	225,00
	450,00
	Médio
	-
	-
	180,00
	360,00
	900,00
	Alto
	-
	50,00
	225,00
	450,00
	2.250,00

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