Prévia do material em texto
1 INBOUND MARKETING PARA PET SHOP UM ESTUDO DE CASO DA CLÍNICA DE ESTÉTICA E SAÚDE ANIMAL ANIMADOUX Andressa Moreira de Oliveira1 Claudyny Guimarães 2 Letícia Dias Lanzarini3 Vitória Filiú4 Thiago Muller5 Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande, MS RESUMO: Os animais de estimação têm ganhado cada vez mais importância na vida dos seres humanos. Para que uma empresa atraia novos consumidores e os fidelize, é importante trabalhar em uma comunicação que conquiste seu público, esse é o objetivo do Inbound Marketing. Este presente trabalho tem como foco mostrar como essa ferramenta pode ser poderosa quando bem aplicada e os resultados que ela pode trazer para o público e para a empresa. Esse nicho de mercado, como por exemplo, os pets shops e clínicas veterinárias, aproveitam dessa situação para satisfazer e proporcionar novas experiências tanto para os pets como para os donos, buscando se destacar dos outros empreendimentos que atuam no mesmo ramo. Percebemos que a implantação do Inbound Marketing na comunicação dos pets shops pode fazer com que seu público se engaje mais com a marca, curtindo, compartilhando, comentando e procurando saber mais sobre o que a empresa faz ou vende e, quando acham alguma informação que os agrade, eles acabam disseminando essa informação pelas suas redes sociais, fazendo uma “propaganda gratuita” para a marca. PALAVRAS-CHAVES: Marketing, pet shops, consumidor INTRODUÇÃO Como estamos concluindo o curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e propaganda, acabamos percebendo que ano após ano surge uma ferramenta nova para se trabalhar com a publicidade. O Inbound Marketing é uma estratégia relativamente nova, 1 Acadêmica do 7º semestre de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica Dom Bosco, email: andressa.moliveira8@gmail.com. 2 Acadêmica do 7º semestre de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica Dom Bosco, email: claudynyguimarães@gmail.com. 3 Acadêmica do 7º semestre de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica Dom Bosco, email: leticialanzarini@gmail.com. 4 Acadêmica do 7º semestre de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica Dom Bosco, email: vitoriafiliu@hotmail.com. 5 Orientador do trabalho, professor do Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica Dom Bosco, email: Thiago.muller@ucdb.br. 2 que vem ganhando cada vez mais seu espaço na comunicação da empresa, já que seu objetivo é atrair o público-alvo e conquista-lo, não somente vender um produto. Desta forma, procuramos entender como funciona este tipo de ferramenta no ramo de pet shop – uma área do mercado que tem apresentado um crescimento relevante – pode trazer benefícios para a marca no ramo de saúde e estética animal. O objetivo dessa pesquisa é identificar como o Inbound Marketing, pode ajudar as práticas de fidelização de clientes no ramo de Pet Shop. Como o tema da pesquisa é recente, o referencial teórico ainda é pequeno - encontramos duas monografias em português e dois livros em inglês, os quais retratam que essa ferramenta pode ser eficaz para o reconhecimento da empresa. Essa ferramenta de marketing tem como seu principal objetivo fazer com que os consumidores se interessem pela empresa e tenham a confiança para se tornar um cliente. Ou seja, eles procuram a empresa desde o começo, quando pesquisam sobre o nicho no qual a empresa está inserida e esta empresa, ao oferecer informações que são de interesse desse usuário, acaba sendo encontrada por ele, ganhando a confiança do mesmo e fazendo com que este usuário possa se tornar um cliente. Este trabalho mostra através de um estudo de caso como a ferramenta de inbound marketing tem ajudado a Clínica de Estética e Saúde Animal Animadoux, situada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a conquistar seus clientes através de sua página no facebook, apresentado dados de envolvimento dos usuários com a página (curtindo, comentando e compartilhando) e o alcance que as postagens tem na rede social, divulgando a marca da empresa. 1. MARKETING: ASPECTOS INTRODUTÓRIOS O Marketing é “como um processo administrativo e social pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam, por meio da criação, oferta e troca de produtos e valor com os outros” (KOTLER; ARMSTRONG, 2003, p. 8). Dessa forma, podemos entendê-lo, atualmente, como uma estratégia para agregar valor a uma marca, possibilitando assim mais visibilidade que os concorrentes diretos e, por sua vez, melhorar o capital. 3 Com aparecimento da tecnologia, Kotler (2010) reconhece que houve uma mudança do mundo offline para o digital, causando uma alteração não apenas no jeito dos consumidores se comportarem, como também impactou diretamente os produtores de marketing. Podemos perceber que antes de comprar algum produto ou adquirir algum serviço, estamos cada vez mais seletivos e acabamos pesquisando sobre a empresa e o que ela oferece antes de efetuar a compra. Com isso, os publicitários e marqueteiros precisaram rever sua forma de vender o produto, para que fosse mais atrativo ao consumidor. Segundo Kotler e Armstrong (2010), o marketing pode ser classificado em três momentos: Marketing 1.0, onde o foco era o produto, Marketing 2.0, onde todos os esforços eram concentrados no consumidor e o Marketing 3.0, além de se preocupar com o consumidor, se atenta ao ser humano complexo que ele é. Atualmente, nos encontramos na era Marketing 3.0, fazendo com que o marketing antigo não seja mais efetivo para as empresas, pois os consumidores são mais exigentes e o buzz marketing6 se tornou o meio de comunicação mais eficiente. Os consumidores buscam experiências de outras pessoas com as marcas antes de comprar algo e as redes sociais (Facebook, twitter, youtube, instagram, entre outras) tem um grande poder nessa fase de compra, pois são plataformas gratuitas e de fácil acesso para exporem suas opiniões, seja elogiando uma empresa ou não. Sendo assim, o marketing digital possibilitando um espaço para um novo estilo de comunicação e, também, acaba inovando no jeito de se relacionar com o consumidor, de modo que o cliente seja ativo durante todo o processo de compra (OGDEN & CRESCITELLI, 2007), pois ele pesquisará sobre o que precisa, por meio de opiniões de outros consumidores, no ato da compra, ele saberá o que realmente deseja, fazendo com que a influência do vendedor direto seja mínima, uma vez que ele conhece o produto e já tomou sua decisão previamente. Além disso, ele poderá também divulgar sua opinião para todos que quiser ouvi-lo. Atualmente, as empresas e os produtores de marketing desenvolveram estratégias para atrair mais clientes e que eles se tornassem um canal de divulgação, sendo fiel a marca, ou seja, 6 Buzz Marketing ou também conhecido como marketing boca a boca, procura estimular indivíduos e a sociedade a repassar uma mensagem para outros, aumentando sua abrangência e servindo como influenciador. 4 sempre voltando a comprar produtos da mesma empresa. 1.1 INBOUND MARKETING Segundo Siqueira (2011), Brian Halligan, co-fundador da HubSpot7, em 2005 criou um modo de captar dados por meio de um formulário na página inicial de seu website. Esse formulário tinha por objetivo colher informações dos consumidores, como: nome, e-mail, idade e gênero, para conseguir realizar uma comunicação personalizada para seu público-alvo e assim, surgiu o que chamamos hoje de Inbound Marketing8. Halligan e Shah (2010), explicam que o Inbound Marketing também pode ser chamado de Marketing Receptivo, onde a estratégia é que as empresas promovam sua marca utilizando as mídias digitais, por exemplo, em blogs9, e-books10, vídeos, podcasts11, entre outros canais que disseminam conteúdos pela rede. Ainda citandoos mesmos autores, esclarecem que, o objetivo dessa estratégia é fazer conteúdo relevante o bastante para o cliente ir até a empresa, e não ao contrário. Eles defendem também que os consumidores sempre estarão interessados em deixar seus dados de contato (nome, email, telefone, entre outros) se receber algo interessante em troca, seja um e-book ou uma ferramenta gratuita. Com essas informações, a empresa pode manter um relacionamento com o usuário – criando uma relação de proximidade, parabenizando nas datas importantes, oferecendo conteúdo de seu interesse, oferecendo promoções -, podendo acelerar o processo de compra através de e-mails e mensagens personalizadas relacionadas ao interesse do cliente em potencial (que pode ser observado através do material que ele fez o download ou ao termo que ele pesquisou antes de chegar ao site). Com campanhas segmentadas, fica mais fácil oferecer ao usuário o que ele deseja, ou se já tiver dados o suficiente sobre ele, pode criar um desejo de 7 Empresa norte-americana pioneira nas estratégias de mídia digital 8 Esse conceito se popularizou em 2009, quando Brian Halligan e Dharmesh Shah, co-fundadores da HubSpot, lançaram nos Estados Unidos o livro “Seja Encontrado usando o Google, a Mídia Social e os Blogs”. 9 Blogs são páginas da internet onde regularmente são publicados diversos conteúdos, como textos, imagens, músicas ou vídeos, tanto podendo ser dedicados a um assunto específico como ser de âmbito bastante geral. 10 Livro em formato digital. 11 Programas de áudio ou vídeo, cuja principal característica é um formato de distribuição chamado podcasting. 5 compra, transformando esse usuário em um cliente. 1.2 DEFINIÇÃO Para Ribeiro (2009) o Inbound Marketing, é uma estratégia que tem como finalidade gerar tráfego de pessoas interessadas por um assunto relacionado com o site que está utilizando essa estratégia, e é focado em encontrar consumidores. Por exemplo: se um empresário no ramo de pet shop tem um site para a empresa e utiliza do Inbound Marketing, ele realizará ações para atrair o cliente em potencial para seu blog, onde fará um trabalho de relacionamento com o usuário, por meio de conteúdo autoral que gere interesse ao seu público-alvo. Esse conteúdo tem como objetivo educar os usuários e os clientes em potencial sobre o segmento no qual a empresa atua, fazendo com que a empresa se torne autoridade e referência no assunto e influenciando na decisão de compra dos futuros clientes. Oferecer um conteúdo que seja interessante para o público-alvo da empresa de modo não invasivo é um dos objetivos do Inbound Marketing, como defende Nogueira (2014), que explica que esse “novo marketing” tem o interesse de fazer com que o público em potencial encontre a empresa, ganhando o interesse das pessoas. Já Torres (2009), coloca o Inbound Marketing como uma forma de utilizar a internet de forma efetiva, já que a publicidade online proporciona inúmeras oportunidades para divulgar uma marca, produto ou serviço. Podemos dizer que cada vez mais o consumidor quer interagir com as marcas e conhecer o produto ou serviço antes de adquiri-lo, o que é mais difícil ocorrer com o marketing tradicional. Segundo Jenkins (2014): As pessoas querem compartilhar os textos de mídia que se tornam um recurso significativo em suas conversas contínuas ou que ofereçam a elas alguma fonte de prazer e interesse. Elas querem intercambiar conteúdo de mídia e discuti-lo quando o material contém ativadores culturais, quando oferece atividades das quais elas podem participar (JENKINS; GREEN; FORD, 2014, p. 279). Quando um conteúdo atrai e gera interesse no usuário, ele sente a necessidade de compartilhá-lo com outras pessoas, para debater sobre o assunto. Por isso, um bom conteúdo pode ajudar a atrair mais clientes, pois, ao ser disseminado no mundo virtual, outras pessoas 6 terão acesso e entre elas pode estar o seu público-alvo. Portanto, se faz necessário entender que, nem todas as pessoas que acessam o material, se cadastram no site e demonstram interesse pelo conteúdo que foi produzido está no estágio de compra, ou seja, não é possível afirmar que após consumir o material, a pessoa adquira algum produto ou serviço da marca, como afirma Halligan e Shah (2010). Dessa forma, essa estratégia não termina apenas com a produção de conteúdo relevante. É preciso fazer com que as pessoas interessada se transforme em um lead12 e continue sendo abastecida de conteúdos que sejam relevantes para ela: “A ideia por trás do abastecimento dos cadastros qualificados é manter uma comunicação contínua e dialogar com estes cadastros qualificados para que quando estiverem prontas para comprar, seu produto esteja na cabeça deles” (HALLIGAN & SHAH, 2010 p. 153). Esse abastecimento, geralmente ocorre por meio do e-mail, que é uma das informações básicas na identificação de um lead, onde a empresa continua se comunicando com o consumidor, apresentando novos conteúdos de forma sutil, com o objetivo de leva-lo a compra. Mas, para isso acontecer, é necessário fazer um conteúdo segmentado com todas as informações coletadas desse lead, para que ele não entenda as mensagens como um spam e se decepcione com a marca. 1.3 INBOUND MARKETING: QUESTÕES PRÁTICAS O Inbound Marketing utiliza de três técnicas para montar sua estratégia, segundo Burnes (2008): 1) Conteúdo: é todo o conteúdo produzido, toda a informação que atrai os consumidores em potencial para o website da empresa; 2) SEO: o Search Engine Optimization13é o item essencial para que os potenciais clientes encontrem os sites das empresas, seja de forma direta ou indireta, por exemplo, o consumidor pode encontrar o site da empresa, por meio do Google (direto) ou em hiperlinks em outros websites14 (indireto); e 3) Redes Sociais: diz a respeito da 12 Nome dado aos cadastros de todas as pessoas interessadas naquele determinado conteúdo. 13 Conjunto de técnicas e estratégias que permitem que um site melhore seu posicionamento nos resultados orgânicos dos mecanismos de busca. 14 Site ou website é um conjunto de páginas de informação disponíveis na internet. Pode conter informações em 7 utilização das mídias sociais15 para ampliar o alcance e o impacto do conteúdo sobre as pessoas. É um modo de disseminar a marca de forma espontânea e dar a oportunidade de aumentar o engajamento do público-alvo, uma vez que ele pode curtir, comentar, compartilhar e debater sobre o conteúdo produzido em fóruns e grupos das redes sociais. Par que essas técnicas funcionarem com os usuários, o conteúdo deve segmentar cada vez mais o público por meio de um funil de vendas16, que cria uma jornada de compra com os usuários, como se fosse um passo-a-passo onde as pessoas devem fazer até a aquisição de um produto. Esse funil de vendas é o que ajuda a gerar a conversão: “Conversão” é a arte e ciência de encorajar os visitantes do site a de alguma maneira ligarem-se futuramente com sua empresa. Você pode fazer isso fazendo com que as pessoas tomem algum tipo de atitude: assinando seu boletim de notícias via e-mail, preenchendo um formulário. É importante fornecer uma variedade de maneiras diferentes para seus visitantes conectarem-se a empresa (HALLIGAN & SHAH, 2010 p.129). Para haver a conversão, Silveira (2015), descreve como funil de vendas ajuda na hora de estabelecer quais estilos de conteúdo devem ser produzidos para alcançar o objetivo, essa estratégia foi dividida em quatro etapas: Atração, Conversão, Aproximação e Encantamento. Quanto mais se avança no funil, passando por cada etapa, o número de pessoas que continuam interessadas é menor, porém, ao chegar a última etapa, o encantamento, essas pessoas tornam-se admiradoras da marca acabam adquirindo o produto, ouseja, essas pessoas realmente são os usuários qualificados, público-alvo da empresa. O primeiro contato é a atração, por isso, essa fase está no topo do funil, onde a empresa precisa produzir conteúdo próprio e uma boa estratégia de divulgação nas redes sociais para que seu público-alvo acesse seu site. Após esse primeiro contato, é a hora de tornar um usuário antes estranho, um lead, convertendo dentro do site. A conversão é realizada a partir da troca de informações: o usuário fará o download de algum material que é de seu interesse na página, porém, em troca, deixará algumas informações a seu respeito (geralmente nome e e- forma de texto, imagens, animações, sons, entre outros. 15 As mídias sociais são espaços de interação entre usuários. São considerados exemplos de mídias sociais: blogs, microblogs (Twitter), redes sociais (Facebook), entre outros. 16 Conjunto de etapas e gatilhos que tem o objetivo de dar suporte à jornada de compras das personas de uma determinada organização. 8 mail). Chegando ao final do funil, o usuário estará na fase de aproximação, onde o mesmo deve ser nutrido com informações que lhe é de interesse. Um exemplo, se o usuário se cadastrou em um site de pet shop, ele deve receber e-mails sobre cuidados com pet, bem-estar de animais de estimação, ou seja, a demanda deve ser criada por meio do usuário, buscando sempre um relacionamento com ele. Assim, após todo esse trajeto, é preciso analisar os resultados para posteriormente otimizar suas campanhas, essa parte não é divulgado ao consumidor, mas são dados importantes para sua empresa. É possível saber a quantidade de pessoas que visualizaram, converteram, fizeram downloads dos seus conteúdos, quais campanhas tiveram a melhor performance, em qual estágio do funil as pessoas mais convertem, tudo isso através do webanalytics17. Em suma, com o avanço da tecnologia e com a mudança no comportamento do consumidor, novas ferramentas foram elaboradas para que haja maior interatividade entre as pessoas. entre essas ferramentas está o Inbound Marketing que trabalha práticas de fidelização do cliente na internet e utiliza da segmentação para criar estratégias assertivas que atraiam clientes. Analisando essas informações, vimos a necessidade de entender como essa ferramenta do marketing digital pode auxiliar em um dos ramos da indústria que fatura cerca de US$ 1,5 bilhão ao ano, os Pet Shops18. Vivemos em um país que tem a segunda maior população de animais domésticos (ANFALPET, 2010), no qual 59% dos domicílios possuem algum animal de estimação, sendo que em 44% das casas há pelo menos um cão e 16% pelo menos um gato (IBGE, 2009). Fica a atenção em compreender caminhos viáveis para que esse ambiente utilize também essa estratégia de forma assertiva. 2. ENVOLVIMENTO HUMANO COM ANIMAIS DE PEQUENO PORTE 17 Sistema gratuito de monitoramento de tráfego que pode ser instalado em qualquer site, loja virtual ou blog. 18 Segundo a Associação de Produtos e Prestadores de Serviços ao Animal (ASSOFAUNA) 9 Atualmente, é muito comum casais recém-casados adotarem um animal de estimação para representar o começo da família, sendo assim, os animais de estimação ou pets (como são conhecidos), acabam passando por um processo de “humanização”, sendo tratados como se fossem um dos familiares, recebendo todos os cuidados que o mercado deixa a disposição das famílias. Pesquisas vêm sendo desenvolvidas para entender o relacionamento humano com seus animais de estimação, por exemplo, uma pesquisa feita pela American Animal Hospital Association (2001) que constatou 83% dos proprietários denominam-se "papai" ou "mamãe", 59% celebram o aniversário do animal, 68% viajam com o animal e 66% preparam comida especialmente para o mesmo. Basta navegar pelas redes sociais para comprovar esses dados, já que os donos dos pets gostam de compartilhar esses momentos com seus seguidores, sendo possível achar inúmeros perfis no instagram19 no qual as postagens são específicas sobre o animal de estimação. Cutt et al. (2007), acreditam que os donos dos animais de estimação se sentem mais motivados para praticar exercícios físicos, principalmente caminhadas, quando acompanhados dos seus pets e que essa situação proporciona uma interação social com donos de outros animais de estimação. Já para Diniz (2005), os animais de estimação não proporcionam apenas benefícios físicos, mas também psicológico. Segundo o autor é muito comum casais que não tiveram filhos ou que, com a saída dos filhos de casa, completam a família com um animal de estimação, ou seja, os pets viram um novo componente familiar. Toda essa situação ajudou no crescimento e expansão da indústria de pet food (alimento para os animais de estimação) e o pet care (produtos e serviços de higiene e estética animal). É comum os donos procurarem produtos que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos seus animais, por isso, o mercado lança inúmeros produtos nutricionais premium, suplemento dietéticos, roupas e acessórios (PALMA, 2002). Com isso, o mercado se tornou favorável aos pets shops, pois há aumento na procura de serviços e produtos para os animais de estimação, 19 É uma rede social de fotos para usuários de Android, iPhone e Windows Phone. É um aplicativo gratuito que pode ser baixado e, a partir dele, é possível tirar fotos com o celular, aplicar efeitos nas imagens e compartilhar com seus amigos. 10 fazendo com que esse mercado cresça ano após ano. Essa relação entre o ser humano e seu pet, pode ter ligação ao fato da necessidade do ser humano em ter companhia e diversão, já que é um ser altamente social, sendo assim, o ser humano acaba criando um forte afeto e apego com seu animal de estimação, pois a maioria das pessoas tem uma rotina intensa de trabalho, dispondo de poucas horas de lazer com os amigos ou outros membros da família. Desta maneira, o animal de estimação acaba exercendo essa função de companheiro, oferecendo um momento de descontração ao dono. Estudos indicam que no século XVI, os cães que chegavam ao Brasil junto com os colonizadores tinham o objetivo de promover segurança, caçar e farejar (GODINHO, 2010; HEYNEMANN, 2010), já os gatos chegaram nos navios com a função de caçar ratos. Por muitos séculos, esses animais tinham uso apenas instrumental e não como animal de estimação, Godinho (2010) explica que foi a partir do século XIX que houve a tendência de ter cães de companhia que surgir a partir das moças de famílias ricas. Isso fez com que esses animais perdessem cada vez mais sua função instrumental e se tornassem animais domésticos. [...] a atração por cães e gatos nos dias de hoje e em nossa cultura ocidental é baseada cada vez menos nas suas funções práticas, mas sem dúvida no desejo de ter o prazer de sua companhia: cães de caça e cães pastores, como muitas outras raças, agora vivem em lares como animais domésticos comuns. (BERNARD E DEMARET, 1996, p. 02) Com o convívio próximo aos humanos, os cães e gatos se tornam emocionalmente dependentes de seus donos e, por meio de sua percepção, começam a entender as pessoas ao seu redor, sabendo diferenciar os membros de suas famílias e conhecer suas regras, entre outros detalhes (SANDERS, 2008). Isso faz com que haja uma aproximação afetiva entre dono e animal, pois ambos se entendem e o pet conforme sua convivência com a família no qual está inserido, se torna mais inteligente e carinhoso. Franco (2008), afirma que há inúmeros benefícios proporcionado pelos animais de estimação: eles ajudam em mudanças positivas no autoconceito e no comportamento das pessoas, auxiliando no exercício de responsabilidade. Presume-se também, que ter um animal dentro de casaajuda na diminuição do estresse, no tratamento contra a depressão, combate o isolamento e estimula o exercício físico, pois os pets adoram passear e brincar, tarefa que os 11 donos geralmente participam. Sendo assim, os animais de estimação se tornam uma excelente alternativa para tratamentos, sendo que nos dias atuais é possível encontrar alguns projetos que utilizam os pets como um outro meio de auxiliar no tratamento, como por exemplo os cães para ajudar a tratar crianças com autismo e síndrome de down. 2.1 OS PET SHOPS E O CRESCIMENTO DE CLÍNICAS ESPECIALIZADAS EM ANIMAIS DE PEQUENO PORTE Segundo a Associação de Produtos e Prestadores de Serviços ao Animal (ASSOFAUNA, 2006), o mercado de pet shop no Brasil vem crescendo cerca de 17% ao ano desde 1995, faturando cerca de US$ 1,5 bilhão ao ano. Esse crescimento da indústria pet, possivelmente está ligado ao fato do fenômeno de “humanização dos animais”, no qual os proprietários estão cada vez mais exigentes em relação a produtos e serviços para seus companheiros de estimação. Esse discurso de “membro da família” articula-se também com a preocupação com o bem-estar dos animais, uma sinergia entre o respeito a esses seres como critério de civilidade e de sentimentos elevados, e a busca da conservação da vida silvestre e do ambiente, decorrente da sensibilidade pós-moderna como um requisito para uma melhor qualidade de vida. Animais de companhia são membros da família, mas também objetos a serem venerados e amados, bibelôs que merecem cuidados de saúde e estética. (DAL-FARRA, 2004, p.37). Os proprietários entendem que os animais de estimação fazem parte da família, sendo assim, eles merecem o mesmo tratamento que os outros membros, tendo a mesma preocupação com a saúde e bem-estar dos animais, oferecendo mimos e todo o carinho possível a esse membro da família. Todos os serviços e produtos que ajudam a melhorar a qualidade de vida do animal, devem ser adquiridos, pois ele deve ser tratado da melhor forma possível, como um ser humano que faz parte daquele ambiente familiar. Outro fator que ajuda a explicar essa ascensão do mercado pet pode estar relacionado ao fato do Brasil ser um país que tem a segunda maior população de animais domésticos (ANFALPET, 2010), no qual 59% dos domicílios possuem algum animal de estimação, sendo que em 44% das casas há pelo menos um cão e 16% pelo menos um gato (IBGE, 2009). cães 12 partilhavam o quarto com os tutores (ABINPET, 2010). Este mercado tem chamado a atenção dos consumidores das classes A e B20, já que, atualmente, existem pet shops que oferecem além da alimentação para os animais domésticos, disponibilizam também centros de estéticas, roupas feitas à mão, brinquedos educativos, e até mesmo joias. Nesses casos, até mesmo o dono acaba desfrutando do local, já que para o consumidor é oferecido revistas, serviço de espera, dentre outras regalias (GUIMARÃES, 2011). Por esses fatores, a procura por pets shops ou clínica especializada em animais de pequeno porte vem crescendo, além de todo cuidado que o animal de estimação pode receber nesse espaço, os empresários também se preocupam em oferecer conforto e comodidade aos donos, para que eles se sintam acolhidos pelo local enquanto esperam o atendimento dos seus animais. Segundo uma pesquisa do SEBRAE/SP (2005), no Brasil existeiam em torno de oito mil pet shops, entretanto a oferta de produtos vem crescendo de maneira mais acelerada do que o avanço do próprio mercado. Ou seja, muita procura e pouca demanda. Segundo a ABINPET (Associação Brasileira da Indústria e Produtos de Animais de Estimação, 2010), o brasileiro gasta, em média, R$ 216,50 reais com cães e R$ 120 reais com gatos ao mês. Esse amor pelos animais de quatro patas tem impulsionado o mercado e a internet além de ser uma aliada na divulgação dos produtos e serviços para os animais também tem se tornado uma plataforma de venda. É possível encontrar vários e-commerces21 especializado em venda de produtos pets, os empresários têm se preocupado em cada vez mais oferecer tranquilidade e comodidade aos proprietários dos bichos de estimação, que agora podem receber seus produtos em casa e também dispor de um serviço de “taxidog22”, no qual o motoboy vai até a residência buscar o animal para serviços de day care. Esse relacionamento familiar entre o ser humano e os pets faz com que por muitas vezes o cuidado com a saúde do bicho seja mais importante do que a do próprio dono, Bernasconi (2007) entende que por isso os pets shops precisaram se adaptar a essa preocupação, fazendo 20 Pesquisa veiculada no site G1. (Disponível em < https://goo.gl/d6Q2HE> Data de acesso em: 07/03/2017). 21 Em português significa comércio eletrônico, é uma modalidade de comércio que realiza suas transações financeiras por meio de dispositivos e plataformas eletrônicas, como computadores e celulares. 22 Serviço de transporte para animais de pequeno porte. 13 com que os alimentos especiais para cães obesos, idosos e cardíacos aumentassem significativamente nas prateleiras dos mercados. Ainda segundo o autor, “Os canais de distribuição também se aperfeiçoaram e se especializaram, atendendo a diferentes necessidades e prestando uma grande variedade de serviços a um consumidor ávido por novidades e informação” (p.15). Isso faz com que os pets shops que se preocupam em trazer novidades e mostram isso para seu público através do marketing digital ou tradicional, conquiste cada vez mais clientes, pois o consumidor está sempre atrás do que há de novo e melhor para seu bichinho de estimação. Assim, as empresas que sempre oferecerem informações que são de interesse para o seu público-alvo, se destacam das demais, já que está mostrando o seu diferencial para aqueles que procuram algo relacionado ao mercado no qual atuam. Sérgio (2006) afirma que a comunicação de merchandising tem um impacto grande sobre o dono do animal de estimação na hora de comprar mimos para esse novo membro da família, essa comunicação induz o comprador a preferir marcas que sempre lhe são expostas, pois isso aumenta sua confiança. Muitas empresas apelam para o emocional na hora de persuadir o dono a comprar os seus produtos e serviços, utilizando cães e gatos em suas peças para sensibilizar os donos (MAYO et al, 2009). Isso desperta cada vez mais o sentimento familiar, fazendo com que o ser humano se empenhe cada vez mais em dar o que há de melhor no mercado para seu bichinho. 3. ESTUDO DE CASO SOBRE A COMUNICAÇÃO DA FANPAGE DA CLÍNICA ANIMADOUX Entende-se como estudo de caso, investigações de fenômenos sociais atuais onde o pesquisador não pode manipular comportamentos que sejam relevantes, que influenciam ou alteram seu objeto de estudo. Neste modelo de pesquisa, o pesquisador se depara com várias evidências que podem ser provenientes de análise documental, visitas de campo, entrevistas e observação participativa (YIN, 2005, p.23) Um projeto de pesquisa no formato de estudo de caso busca priorizar o que é mais 14 relevante para o estudo, com o foco em manter a pesquisa simples, objetiva e clara na apresentação de dados. Neste trabalho, o objetivo é fazer um estudo de caso sobre a Clínica de Estética e Saúde Animal Animadoux localizada em Campo Grande, MS, mostrando dados que colaboram para entender a eficiência do Inbound Marketing para a comunicação de pet shop. Foram analisados dados de 151 dias de postagem da fanpage da clínica, período de 01 de dezembro de 2016 a 30 de abril de 2017.Com dados preliminares, observa-se que aos poucos a empresa está implantando a ferramenta e apresentando dados satisfatório sobre o engajamento do público com a página. 3.1 DADOS DA FANPAGE ANIMADOUX Quanto ao número de envolvimento com a página (o número de pessoas que interagiram com a página.Interação inclui qualquer clique ou história criada), no dia 30 de abril de 2017, obteve um pico de 3.090 usuários interagindo com a página, o declínio que podemos observar no gráfico a seguir, tem como explicação a falta de constância da página. Gráfico que mostra o envolvimento dos usuários com a fanpage da Animadoux. O alcance total (o número de pessoas que viram qualquer conteúdo associado à página) mostrou um bom aumento nos meses de janeiro a abril, chegando ao pico de 161.449 pessoas alcançadas através de algum conteúdo da página, esse pico de usuários aconteceu no dia 30 de abril de 2017, como mostra o gráfico abaixo: 15 Gráfico que mostra o envolvimento dos usuários com a fanpage da Animadoux. Já o número de pessoas que falam sobre a página (o número de pessoas que compartilharam história sobre a sua página. Essas histórias incluem curtir sua página, publicar na linha do tempo da sua página, curtir, comentar ou compartilhar uma das publicações da sua página, responder a uma pergunta que você publicou, responder a um de seus eventos, mencionar sua página, marcar a sua página em uma foto ou fazer o check-in em seu local), o número diário mostra uma grande oscilação de usuários que interagem de alguma forma com a página. O maior pico foi no dia 7 de abril de 2017, no qual 310 pessoas falaram sobre a empresa. Os vídeos são o formato preferido de postagem do público, diariamente, o número de vezes que um vídeo foi visto mais de uma vez por usuário, chegou a 350, ou seja, 350 pessoas viram o mesmo vídeo mais de uma vez, esse fato aconteceu no dia 18 de abril de 2017 de forma totalmente orgânica. No vídeo é mostrado os cães no day care brincando livres no espaço oferecido para a empresa para que eles façam exercícios e brinquem. Ainda sobre os vídeos, aqueles nos quais trazem alguma informação, tem melhor aceitação do público do que outros estilos de postagem. A Animadoux tem um quadro em sua fanpage com o nome #dicaspets, no qual dá dicas sobre animais de estimação e chama atenção para algumas doenças e as medidas de prevenção. Há vídeos que seu alcance chegou a 99 mil pessoas de forma totalmente orgânica, mostrando o poder do conteúdo informativo. Um dos vídeos com melhor engajamento na página, também faz parte do quadro 16 #dicaspets, no qual a veterinária Ariany aparece no vídeo falando sobre assuntos relacionados ao mundo pet. Ao aparecer em vídeo, a clínica mostra a autoridade no assunto, expondo para o público que seus veterinários dominam sobre o mundo animal, por isso tem a capacidade de oferecer melhores tratamentos aos pets. Na fanpage, a maioria das postagens da página são orgânicas, ou seja, não há impulsionamento, não são pagas para aparecer no feed das pessoas, entretanto, uma das postagens que foi impulsionada, apresentou ótimo alcance e engajamento. O post fala sobre a cadela Gaya, que sofre com a doença chamada Eclampsia Canina, no vídeo é explicado sobre o que é a doença, como é o tratamento e como é a vida de Gaya, portadora da doença. O vídeo foi feito com a autorização da dona, que também participa do vídeo explicando como são os cuidados que ela tem com seu pet. Podemos perceber que, entre as possibilidades, vídeos informativos tem a melhor aceitação do público, devido a grande quantidade de conteúdo que se pode consumir em menor tempo e de forma compacta, uma vez que, se a mesma informação fosse colocada em um texto, aparentaria ser maior e ficaria menos atrativa para o público, não despertando sua curiosidade. Pudemos perceber que quando um veterinário fala sobre o assunto, as pessoas interagem mais com a postagem, fazendo perguntas e compartilhando a postagem, pois, para elas, o veterinário é um especialista no assunto, por isso acredita e dissemina com mais facilidade as informações. Esse tipo de vídeo é ótimo para a autoridade da clínica, já que ela mostra que sua veterinária entende do assunto, assim, as pessoas criam um certo vínculo com o lugar e sentem que já conhecem seus colaboradores, aumentando a confiança na Animadoux. Dessa forma, este estudo de caso apresentou dados satisfatório a respeito do Inbound Marketing, mostrando que o conteúdo pode atrair e engajar o público, aumentando a visibilidade da marca. Foi possível observar que publicações da página do Facebook da Animadoux que tinha o intuito de oferecer informações para os fãs, teve um alcance alto e maior engajamento, pois é o tipo de conteúdo que o público quer consumir. 17 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o objetivo de atrair voluntariamente os consumidores para o site ou mídias sociais da empresa, o Inbound Marketing utiliza a estratégia de se relacionar com o consumidor ao invés de propagandas e interrupções, através de conteúdo autoral e personalizado com o intuito de educar clientes em potencial sobre o segmento da empresa, colaborando para que ela se torne autoridade em um determinado assunto relacionado ao mercado no qual está inserida e isso influencia na decisão de compra, pois aquela empresa começa a ser vista como referência no mercado. A grande diferença entre o Inbound Marketing e o Marketing tradicional, está no fato da mensuração. É possível saber quantas pessoas visualizaram um vídeo, o alcance de uma publicação, qual campanha tem gerado mais conversão, enfim, são informações importantes para saber se a estratégia que a empresa está tomando é assertiva ou se precisa ser otimizada. O consumidor tem controle quase que total dos canais de comunicação na internet, já que ele pode escolher o que gostaria de ler, quais vídeos assistir e quais páginas no Facebook seguir, ou seja, ele busca essas informações e não é interrompido com propagandas e anúncios como acontece na televisão. Com o crescimento do mercado de pet shops, é importante que as empresas tenham uma marca forte, que atraia os consumidores e o Inbound Marketing contribuem na construção e consolidação da marca, fazendo com que ela se destaque dos concorrentes e conquiste seu consumidor, se tornando não apenas uma empresa que oferece o produto ou serviço e sim uma amiga e um canal de informações onde seu público pode tirar todas suas dúvidas. Utilizando essa estratégia de forma assertiva, é possível aumentar o capital da empresa e conquistar cada vez mais clientes, uma vez que a comunicação é personalizada, feita especificamente para o público-alvo, fazendo com que ele se sinta único e consuma o conteúdo oferecido pela empresa que, quando lhe agrada, compartilha em suas redes sociais fazendo uma “propaganda gratuita” para marca, pois para ele, aquela informação deve ser vista por mais pessoas, pois é de grande relevância. 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Silveira Jr, Darly (01 de abril de 2017). O que é um Funil de Vendas e Como Vender pela Internet. Disponível em:<http://funilirresistivel.com.br/aprenda-o-que-e-um-funil-de-vendas- e-como-vender-pela-internet/>. Consultado em 01 de abril de 2017 ASSOFAUNA – Associação dos Revendedores de Produtos, Prestadores de Serviço e Defesa Destinados ao Uso Animal. Versão online, disponível em (http://www.petbr.com.br/cons13.asp) acessado em 11/04/2017. AYLESWORTH, Andrew. CHAPMAN, Ken; DOBSCHA, Susan Dobscha. Animal companions and marketing: dogs are more than just a cell in the BCG matrix. Advances in Consumer Research. V. 26. UT: Association for Consumer Research, 1999, p. 385-391. BARENFOOT, Darren; SZABO, Jule. Manual de Marketing em Mídias Sociais. São Paulo: Novatec, 2010. BASU, Dev; Inbound Marketing: The Customer Finds You, The Globe and Mail, 2012 BERNARD. P.; DEMARET, A. Why have pets? Present and permanent reasons. [artigo científico]. 1996. Disponível em: Acesso em 18 out. 2002. BERNASCONI, Marcos. Estrutura e gestão dos canais de distribuição na indústria de alimentos para cães e gatos (petfood). Mestrado em Engenharia. São Carlos-SP: UFSC,2007. CARVALHO, Henrique. Inbound Marketing: A estratégia que está mudando a comunicação nos negócios. Em: Acesso em: 01 de abril de 2017 CAVALLINI, Ricardo. O Marketing Depois de Amanhã Explorando Novas Tecnologias para revolucionar a comunicação. São Paulo: Ed. do Autor, . 2. ed. 2008. 174 p. CROSTHWAITE, Andrew. Como a propaganda afeta a fidelidade do cliente. In: BUTTERFIELD, Leslie (org.); O valor da propaganda: vinte maneiras de fazer a propaganda funcionar para sua empresa. Tradução de Sandra Luzia Couto, Mirtes Frange de Oliveira Pinheiro. São Paulo: Cultrix, 2005. CUTT, H.; GILES-CORTI, B.; KNUIMAN, M.; BURKE, V. Dog ownership, health andphysical activity: A critical review of the literature. Health & Place, v. 13, n. 1, 2007. DAL-FARRA, Rossano André. Representações de animais de companhia na cultura contemporânea: uma análise na mídia impressa. Semiosfera. Rio de Janeiro: Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, ECO, UFRJ. V. 3, n. 7, 2004. DINIZ, E. O bem estar dos animais. Pet shop Brasil Business, abril 2005 ano 9, n. 88. Franco, V.L.,2001, “A relação homem e animal”. Revista Digital Isto É, n.341.Disponível em: http://www.terra.com.br/planetanaweb/341/. Acesso em: 01 abril 2017 19 GODINHO, P. R. “Pedigree” brasileiro. Revista de História da Biblioteca Nacional, v. no 60, 2010 GUIMARÃES, D. Pet shops de luxo em São Paulo. Petmag. São Paulo: Citrus7. N. 4, Fev. 2011. HALLIGAN, Brian; SHAH, Dharmesh. Inbound Marketing: Get pound using Google,Social Media and Blogs. 2. ed. Estados Unidos: John Wiley Trade, 2010. 256 p. (New Rules Social Media Series) HEYNEMANN, C. B. Da natureza para a cultura. Revista de História da Biblioteca Nacional, 2010 HUBSPOT ACADEMY. Inbound Certification. Massachusetts (EUA): Hubspot Inc., 2016. JENKINS, Henry. Cultura da convergência. Tradução de Susana Alexandria. São Paulo: Aleph, 2009. JENKINS, Henry; GREEN, Joshua; FORD, Sam. Cultura da Conexão. Criando valor e significado por meio da mídia propagável. Tradução: Patrícia Arnaud. São Paulo: Aleph, 2014. JUSTINO, C. (2015). O que é Inbound Marketing?. In http://br.hubspot.com. Acedido em 17 de Abril de 2016 em http://br.hubspot.com/blog/o-que-e-inbound-marketing. KOTLER, Philip. Marketing 3.0. Tradução de Ana Beatriz Rodrigues. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. Lindon, D., Lendrevie, J., Lévy, J., Dionísio, P. & Rodrigues, J. V. (2004). Mercator XXI - Teoria e Prática do Marketing. Lisboa: Publicações Dom Quixote. MAYO, Charle; MAYO, Donna; HELMS, Marilyn. Pets in print advertising: are we seeing more or rover and fluffy? A content analysis of four popular magazines. Academy of Marketing Studies Journal. V.13, n. 1, 2009. NOGUEIRA, Janaina. O que é Inbound Marketing? Em: <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/o-que-e-inbound-marketing/79999/>. Acesso em: 21 agosto 2014. OGDEN, James R.; CRESCITELLI, E. Comunicação integrada de marketing: conceitos, técnicas e práticas. James R. Ogden, Edson Crescitelli; tradução Cristina Bacellar. – 2. Ed. – São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. PALMA, Consultoria. Histórico do mercado no mundo. PetBR, 2002. Disponível em: <http://www.petbr.com.br/cons14.asp>. Acesso em: 01 abril 2017. PIZZINATO, A. K.; ZEM, C. A.; PIZZINATO, N. K. Do marketing de massa ao foco no cliente. in: PIZZINATO, N. K. (org). Marketing focado na cadeia de clientes. São Paulo: Atlas, 2005, p. 1-22. 20 SANDERS, Clinton R. Understanding Dogs: caretaker’s attributions of Mindedness ind Canine-Human Relationships in FLYNN, Clinton P (editor) Social Creatures: a human and animal studies reader. New York, Lantern Books, 2008 TORRES, Cláudio. A bíblia do marketing digital: tudo o que você queria saber sobre marketing e publicidade na internet e não tinha a quem perguntar. São Paulo, SP: Novatec, 2009.