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Língua Portuguesa
LÍNGUA PORTUGUESA
1MÉRITOApostilas
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Leitura, compreensão e
interpretação de textos
1MÉRITOApostilas
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão relacionadas,
uma vez que quando se compreende corretamente um texto e seu propósito
comunicativo chegamos a determinadas conclusões (interpretação).
A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que está realmente
escrito, seja das frases ou das ideias presentes.
Já a interpretação de texto, está ligada às conclusões que podemos chegar ao
conectar as ideias do texto com a realidade. É o entendimento subjetivo que o
leitor teve sobre o texto.
É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não é possível
interpretá-lo sem compreendê-lo.
Compreensão de texto
A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que foi dito. É a
análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias presentes no texto.
As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão são:
• Segundo o texto…
• De acordo com o autor…
• No texto…
• O texto informa que...
• O autor sugere…
Interpretação de texto
A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele, após estabelecer
conexões entre o que está escrito e a realidade. São as conclusões que podemos
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Leitura, compreensão e interpretação de textos
tirar com base nas ideias do autor. Essa análise ocorre de modo subjetivo e está
relacionada com a dedução do leitor.
Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas são:
• Diante do que foi exposto, podemos concluir…
• Infere-se do texto que…
• O texto nos permite deduzir que…
• Conclui-se do texto que...
• O texto possibilita o entendimento de...
Item Compreensão Interpretação
Definição
Análise objetiva do conteúdo,
compreendendo frases, ideias e
dados presentes no texto.
A conclusão subjetiva do texto. É o que o leitor entende
que o texto quis dizer.
Informação
As informações necessárias estão
dispostas no texto.
A informação vai além do que está no texto, embora
tenha uma relação direta com ele.
Análise Objetiva. Ligada mais aos fatos. Subjetiva. Pode estar relacionada a uma opinião.
A Importância da Leitura
Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de importância fundamental
para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas asseguram o
desenvolvimento do intelecto e da imaginação e conduzem à aquisição de
conhecimentos.
Quando lemos, existem várias conexões no cérebro que nos permitem desenvolver
nosso raciocínio. Além disso, por meio dessa atividade, aprimoramos nosso senso
crítico por meio da capacidade de interpretar.
Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves
básicas da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar códigos de linguagem, é
preciso entender e interpretar essa leitura.
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Leitura, compreensão e interpretação de textos
Exercícios
1 - (Enem-2012)
O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações
visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre
à:
a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para
transmitir a ideia que pretende veicular.
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população
pobre e o espaço da população rica.
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira
de descanso da família.
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Figura 1: Fonte: www.ivancabral.com.
Leitura, compreensão e interpretação de textos
2. (Enem-2019)
Qual a diferença entre publicidade e propaganda?
Esses dois termos não são sinônimos, embora sejam usados indistintamente no
Brasil. Propaganda é a atividade associada à divulgação de ideias (políticas,
religiosas, partidárias etc.) para influenciar um comportamento. Alguns exemplos
podem ilustrar, como o famoso Tio Sam, criado para incentivar jovens a se alistar
no exército dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar” os judeus, espalhadas
na Alemanha pelo regime nazista; ou um pôster promovendo o poderio militar da
China comunista. No Brasil, um exemplo regular de propaganda são as campanhas
políticas em período pré-eleitoral.
Já a publicidade, em sua essência, quer dizer tornar algo público. Com a Revolução
Industrial, a publicidade ganhou um sentido mais comercial e passou a ser uma
ferramenta de comunicação para convencer o público a consumir um produto,
serviço ou marca. Anúncios para venda de carros, bebidas ou roupas são exemplos
de publicidade. VASCONCELOS, Y. Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br.
A função sociocomunicativa desse texto é
a) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi criada para incentivar jovens a se
alistar no exército.
b) explicar como é feita a publicidade na forma de anúncios para venda de carros,
bebidas ou roupas.
c) convencer o público sobre a importância do consumo.
d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.
e) divulgar atividades associadas à disseminação de ideias.
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Leitura, compreensão e interpretação de textos
Gabarito
1 - (Enem-2012)
Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão
“rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
A questão é um bom exemplo de compreensão e interpretação de texto visual.
O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos
diferentes significados que ela carrega.
Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo
que surgiu por meio do avanço da internet, representa espaços virtuais de
interação entre grupos de pessoas ou de empresas.
Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a
desigualdade social que atinge muitas pessoas as quais não possuem condições
financeiras de ter acesso à internet.
2. (Enem-2019)Resposta correta: d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.
Essa é uma questão de compreensão e interpretação de um texto escrito.
Depois da leitura atenta do texto, fica claro entender qual sua finalidade:
esclarecer sobre dois conceitos que são utilizados como sinônimos pelo senso
comum.
Assim, trata-se de um tipo de texto explicativo que utiliza alguns exemplos para
ilustrar os conceitos de publicidade e propaganda.
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Funções da Linguagem
Funções da Linguagem
1MÉRITOApostilas
Funções da Linguagem
As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a in-
tenção do falante.
Elas são classificadas em seis tipos: função referencial, função emotiva, fun-
ção poética, função fática, função conativa e função metalinguística.
Cada uma desempenha um papel relacionado com os elementos presentes na
comunicação: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. Assim, elas
determinam o objetivo dos atos comunicativos.
Embora haja uma função que predomine, vários tipos de linguagem podem
estar presentes num mesmo texto.
Função Referencial ou Denotativa
Também chamada de função informativa, a função referencial tem como obje-
tivo principal informar, referenciar algo.
Voltada para o contexto da comunicação, esse tipo de texto é escrito na ter-
ceira pessoa (singular ou plural) enfatizando seu caráter impessoal.
Como exemplos de linguagem referencial podemos citar os materiais didáti-
cos, textos jornalísticos e científicos. Todos eles, por meio de uma linguagem de-
notativa, informam a respeito de algo, sem envolver aspectos subjetivos ou emoti -
vos à linguagem.
Exemplo de uma notícia
Na passada terça-feira, dia 22 de setembro de 2015, o real teve a maior des-
valorização da sua história. Nesse dia foi preciso desembolsar R$ 4,0538 para
comprar um dólar. Recorde-se que o Real foi lançado há mais de 20 anos, mais
precisamente em julho de 1994.
Função Emotiva ou Expressiva
Também chamada de função expressiva, na função emotiva o emissor tem
como objetivo principal transmitir suas emoções, sentimentos e subjetividades por
meio da própria opinião.
Esse tipo de texto, escrito em primeira pessoa, está voltado para o emissor,
uma vez que possui um caráter pessoal.
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Funções da Linguagem
Como exemplos podemos destacar: os textos poéticos, as cartas, os diários.
Todos eles são marcados pelo uso de sinais de pontuação, por exemplo, reticên-
cias, ponto de exclamação, etc.
Exemplo de e-mail da mãe para os filhos
Meus amores, tenho tantas saudades de vocês … Mas não se preocupem, em
breve a mamãe chega e vamos aproveitar o tempo perdido bem juntinhos. Sim,
consegui adiantar a viagem em uma semana!!! Isso quer dizer que tenho muito
trabalho hoje e amanhã.... Quando chegar, quero encontrar essa casa em ordem,
combinado?!?
Função Poética
A função poética é característica das obras literárias que possui como marca
a utilização do sentido conotativo das palavras.
Nessa função, o emissor preocupa-se de que maneira a mensagem será trans-
mitida por meio da escolha das palavras, das expressões, das figuras de lingua-
gem. Por isso, aqui o principal elemento comunicativo é a mensagem.
Note que esse tipo de função não pertence somente aos textos literários.
Também encontramos a função poética na publicidade ou nas expressões cotidia-
nas em que há o uso frequente de metáforas (provérbios, anedotas, trocadilhos,
músicas).
Exemplo de uma história sobre a avó
Apesar de não ter frequentado a escola, dizia que a avó era um poço de sabe-
doria. Falava de tudo e sobre tudo e tinha sempre um provérbio debaixo da man-
ga.
Função Fática
A função fática tem como objetivo estabelecer ou interromper a comunicação
de modo que o mais importante é a relação entre o emissor e o receptor da men-
sagem. Aqui, o foco reside no canal de comunicação.
Esse tipo de função é muito utilizada nos diálogos, por exemplo, nas expres-
sões de cumprimento, saudações, discursos ao telefone, etc.
Exemplo de uma conversa telefônica
— Consultório do Dr. João, bom dia!
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Funções da Linguagem
— Bom dia! Precisava marcar uma consulta para o próximo mês, se possível.
— Hum, o Dr. tem vagas apenas para a segunda semana. Entre os dias 7 e 11,
qual a sua preferência?
— Dia 8 está ótimo.
Função Conativa ou Apelativa
Também chamada de apelativa, a função conativa é caracterizada por uma
linguagem persuasiva que tem o intuito de convencer o leitor. Por isso, o grande
foco é no receptor da mensagem.
Essa função é muito utilizada nas propagandas, publicidades e discursos po-
líticos, de modo a influenciar o receptor por meio da mensagem transmitida.
Esse tipo de texto costuma se apresentar na segunda ou na terceira pessoa
com a presença de verbos no imperativo e o uso do vocativo.
Exemplos
Vote em mim!
Entre. Não vai se arrepender!
É só até amanhã. Não perca!
Função Metalinguística
A função metalinguística é caracterizada pelo uso da metalinguagem, ou seja,
a linguagem que se refere a ela mesma. Dessa forma, o emissor explica um códi-
go utilizando o próprio código.
Um texto que descreva sobre a linguagem textual ou um documentário cine-
matográfico que fala sobre a linguagem do cinema são alguns exemplos.
Nessa categoria, os textos metalinguísticos que merecem destaque são as
gramáticas e os dicionários.
Exemplo
Escrever é uma forma de expressão gráfica. Isto define o que é escrita, bem
como exemplifica a função metalinguística.
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Funções da Linguagem
Funções da Linguagem e Comunicação
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Funções da Linguagem
Anotações:
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Funções da Linguagem
Exercícios
Exercício 1
Leia os textos que se seguem e classifique as funções de linguagem.
1) E nunca mais chega o dia 18 de setembro… Estou em pulgas! É a primeira vez
que vou entrar na cidade do Rock!!
2) "Há menos de um mês para a realização de mais um Rock in Rio, a organização
do super-festival carioca divulgou uma lista de itens considerados proibidos - e
que serão bloqueados na revista realizada por seguranças em cada pessoa que
quiser entrar na Cidade do Rock." (26 de Agosto de 2015, in Estadão)
3) Rock in Rio 2013. Eu vou.
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Funções da Linguagem
Gabarito
Exercício 1
1) Função Emotiva ou Expressiva
2) Função Referencial ou Denotativa
3) Função Conativa ou Apelativa
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Gêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuais
1MÉRITOApostilas
Gêneros e tipos textuais
A comunicação é um processo que envolve o uso de signos e regras semióticas¹
entre os interlocutores para a troca de informações entre si. A operação básica de
enviar e receber outra mensagem configura o principal processo social por meio da
linguagem.
Por meio da linguagem, você pode interagir com outras pessoas e alterar as
palavras de acordo com o contexto. Observe que, ao longo do dia, podemos estar
envolvidos em diferentes tipos de situações, cada uma das quais requer um
comportamento de linguagem apropriado.
O resultado é o surgimento do tipo e gênero de texto. Nestes casos, o locutor ou
autor lança os alicerces para a construção de um determinado discurso de forma a
atendê-lo efetivamente.
¹ Semiótica é o estudo dos signos, que consistem em todos os elementos que
representam algum significado e sentido para o ser humano, abrangendo as
linguagens verbais e não-verbais. Fonte: Significados.
Gêneros e tipos textuais
O tipo de texto, ou tipo textual, é configurado como um modelo fixo e abrangente
projetado para distinguir e definir a estrutura, bem como os aspectos linguísticos
da narrativa, ensaio, descrição e explicação. Os tipos de texto têm uma estrutura
definida e possibilidades limitadas, que variam de cinco a nove tipos.
Por outro lado, os gêneros textuais apresentam maior diversidade e
desempenham funções sociais específicas. Além disso, mesmo que as
características principais sejam mantidas, elas estão sujeitas a alterações com o
tempo.
Um exemplo prático: carta. Até recentemente, era um dos principais meios de
comunicação para a escrita à distância.
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Gêneros e tipos textuais
Gêneros Textuais
Cada texto possuiu uma estrutura e linguagem. Existem inúmeros gêneros textuais
dentro das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais
são estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo,
descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e injuntivo.
Tipos textuais
A tipologia textual é classificada de acordo com a estrutura e a finalidade de um
texto. Cada tipo de texto cumpre uma função e, para isso, possui um modo
específico de enunciar e realizar a comunicação.
1- Texto Narrativo
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no
espaço. A estrutura da narração é dividida em: apresentação,
desenvolvimento, clímax e desfecho.
Exemplos de gêneros textuais narrativos:
• Romance
• Novela
• Crônica
• Contos de Fada
• Fábula
• Lendas
2- Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa,
objeto, lugar, acontecimento. Dessa forma, são textos repletos de adjetivos,
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Gêneros e tipos textuais
os quais descrevem ou apresentam imagens a partir das percepções
sensoriais do locutor (emissor).
Exemplos de gêneros textuais descritivos:
• Diário
• Relatos (viagens, históricos, etc.)
• Biografia e autobiografia
• Notícia
• Currículo
• Lista de compras
• Cardápio
• Anúncios de classificados
3- Texto Dissertativo- a rgumentativo
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou
assunto por meio de argumentações. São marcados pela defesa de um ponto
de vista, ao mesmo tempo que tentam persuadir o leitor. Sua estrutura
textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese
(desenvolvimento), nova tese (conclusão).
Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
• Editorial Jornalístico
• Carta de opinião
• Resenha
• Artigo
• Ensaio
• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
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Gêneros e tipos textuais
4- Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por
meio de recursos como: definição, conceituação, informação, descrição e
comparação.
Exemplos de gêneros textuais expositivos:
• Seminários
• Palestras
• Conferências
• Entrevistas
• Trabalhos acadêmicos
• Enciclopédia
• Verbetes de dicionários
5- Texto Injuntivo
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que
indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e
persuadir o interlocutor (receptor). Por isso, apresentam, na maioria dos
casos, verbos no imperativo.
Exemplos de gêneros textuais injuntivos:
• Propaganda
• Receita culinária
• Bula de remédio
• Manual de instruções
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Gêneros e tipos textuais
Exercícios
Exercício 1
São Paulo, 18 de agosto de 1929.
Carlos [Drummond de Andrade],
Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas – João
Pessoa. É. Mas veja como estamos... trocados. Esse entusiasmo devia ser meu e sou
eu que conservo o ceticismo que deveria ser de você. (...). Eu... eu contemplo numa
torcida apenas simpática a candidatura Getúlio Vargas, que antes desejara tanto.
Mas pra mim, presentemente, essa candidatura (única aceitável, está claro) fica
manchada por essas pazes fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos
(...), com democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e
oposicionistas cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo
reconhecendo a existência de males necessários, porém me afasta do meu país e
da candidatura Getúlio Vargas. Repito: única aceitável.
Mário [de Andrade] Renato Lemos. Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais.
Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 305 (Enem - 2007)
A carta é um gênero textual em que existe sempre um emissor (remetente) e um
receptor (destinatário). No trecho acima, a carta escrita para Carlos revela um
exemplo de:
a) carta pessoal
b) carta do leitor
c) carta aberta
d) carta argumentativa
e) carta comercial
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Gêneros e tipos textuais
Exercício 2
Eça de Queirós, um dos maiores escritores do realismo português, é conhecido por
sua prosa onde ele criou novas formas de linguagens, neologismos e mudanças na
sintaxe.
O trecho abaixo é de sua obra mais emblemática “O primo Basílio”
"Ficara sentada à mesa a ler o Diário de Notícias, no seu roupão de manhã de
fazenda preta, bordado a sutache, com largos botões de madrepérola; o cabelo
louro um pouco desmanchado, com um tom seco do calor do travesseiro, enrolava-
se, torcido no alto da cabeça pequenina, de perfil bonito; a sua pele tinha a
brancura tenra e láctea das louras; com o cotovelo encostado à mesa acariciava a
orelha, e, no movimento lento e suave dos seus dedos, dois anéis de rubis
miudinhos davam cintilações escarlates."De acordo com os gêneros textuais, a intenção do autor foi
a) relatar sobre a manhã da personagem
b) narrar os fatos habituais daquela manhã
c) descrever aspectos da personagem e de suas ações
d) apresentar o principal jornal lido pela personagem
e) dissertar sobre a roupa utilizada pela personagem
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Gêneros e tipos textuais
Exercício 3
Qual das alternativas abaixo contém somente gêneros textuais?
a) romance, descrição, biografia
b) autobiografia, narração, dissertação
c) bula de remédio, propaganda, receita culinária
d) contos, fábulas, exposição
e) seminário, injunção, declaração
Exercício 4
"Experimente o nova e deliciosa barrinha de chocolate asteca: com mais de 70%
de cacau e 0% de gordura saturada."
A oração acima faz parte do gênero textual:
a) notícia
b) propaganda
c) editorial
d) bilhete
e) declaração
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Gêneros e tipos textuais
Exercício 5
Pé de moleque
Ingredientes
3 xícaras de amendoim torrado e moído
3 xícaras de açúcar
1 ½ xícaras de leite
Modo de Fazer
Leve todos os ingredientes ao fogo, mexendo sempre e até desgrudar da panela.
Em seguida, despeje em mármore e espere esfriar e endurecer. Por fim, corte em
pequenos pedaços.
As receitas culinárias são gêneros textuais que instruem as pessoas a fazerem
algo, seguindo um passo a passo. Esse tipo de gênero pertence aos textos
a) prescritivos
b) narrativos
c) descritivos
d) injuntivos
e) expositivos
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Gêneros e tipos textuais
Gabarito
Exercício 1
Alternativa a) carta pessoal
A carta pessoal é escrita por pessoas que já se conhecem e possuem algum grau de
intimidade.
Nela, o remetente (quem escreve) pode abordar assuntos pessoais demonstrando
sua opinião sobre determinado tema.
Mário revela a Carlos que a candidatura de Getúlio vargas, segundo sua opinião, é
a única aceitável no momento.
Exercício 2
Alternativa c) descrever aspectos da personagem e de suas ações
A intenção do escritor é descrever, detalhar, mostrar alguns aspectos que
caracterizam a personagem naquele momento: a roupa que está usando, o jeito do
cabelo, a cor da pele, a maneira como está apoiada na mesa e os movimentos que
realiza com os dedos.
Exercício 3
Alternativa c) bula de remédio, propaganda, receita culinária
Os gêneros textuais são estruturas peculiares que surgem dos cinco tipos de
textos: narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo.
Não devemos confundir os tipos de textos e os gêneros textuais que podem ser:
romance, biografia, autobiografia, bula de remédio, propaganda, receita culinária,
contos, fábulas, seminário e declaração.
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Gêneros e tipos textuais
Exercício 4
Alternativa b) propaganda
A propaganda é um gênero textual que faz parte dos textos injuntivos. Esse tipo de
texto tem a finalidade de persuadir o leitor, indicando uma ordem. Por isso, grande
parte dos textos de propaganda possuem verbos no imperativo “experimente”.
Exercício 5
Alternativa d) injuntivos
Os textos injuntivos, também chamado de instrucionais, tem como objetivo a
explicação para a concretização de algo. Assim, eles indicam o método, o
procedimento que deverá ser realizado, transmitindo ao receptor explicações,
instruções e indicações de como fazer algo.
Geralmente, eles apresentam verbos no imperativo indicando uma ordem: leve,
despeje, corte.
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Coesão e coerência textual
Coesão e coerência textual
1MÉRITOApostilas
Coesão e coerência textual
Coerência e coesão são mecanismos fundamentais para a produção de texto.
Para que um texto transmita sua mensagem com eficácia, ele deve fazer sentido
para o leitor. Além disso, deve ser harmonioso para que a mensagem flua com
segurança, naturalidade e seja agradável ao ouvido.
Coesão textual
A coesão é resultado da disposição e da correta utilização das palavras que
propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto. Ela colabora
com sua organização e ocorre por meio de palavras chamadas de conectivos.
A coesão cria relações entre as partes do texto de modo a guiar o leitor
relativamente a uma sequência de fatos.
Uma mensagem coesa apresenta ligações harmoniosas entre as partes do texto.
Elementos de coesão textual
1- Substituições
Garantem a coesão lexical. Ocorrem quando um termo é substituído por
outro termo ou por uma locução como forma de evitar repetições.
Exemplos:
Coesão correta: Os legumes são importantes para manter uma alimentação
saudável. As frutas também.
Erro de coesão: Os legumes são importantes para manter uma alimentação
saudável. As frutas também são importantes para manter uma alimentação
saudável.
Explicação: "também" substitui "são importantes para manter uma
alimentação saudável".
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Coesão e coerência textual
2- Conectores
Esses elementos são responsáveis pela coesão interfrásica do texto. Criam
relações de dependência entre os termos e geralmente são representados
por preposições, conjunções, advérbios, etc.
Exemplos:
Coesão correta: Elas gostam de jogar bola e de dançar.
Erro de coesão: Elas gostam de jogar bola. Elas gostam de dançar.
Explicação: sem o conectivo "e", teríamos uma sequência repetitiva.
3- Referências e reiterações
Nesse tipo de coesão, um termo é usado para se referir a outro, para reiterar
algo dito anteriormente ou quando uma palavra é substituída por outra com
ligação de significados.
Coesão correta: Hoje é aniversário da minha vizinha. Ela está fazendo 35
anos.
Erro de coesão: Hoje é aniversário da minha vizinha. Minha vizinha está
fazendo 35 anos.
Explicação: observe que o pronome "ela" faz referência à vizinha.
4- Correlação verbal
É a utilização dos verbos nos tempos verbais corretos. Esse tipo de coesão
garante que o texto siga uma sequência lógica de acontecimentos.
Coesão correta: Se eu soubesse eu te avisaria.
Erro de coesão: Se eu soubesse eu te avisarei.
Explicação: note que "soubesse" é uma flexão do verbo "saber" no pretérito
imperfeito do subjuntivo e isso indica uma situação condicional que poderia
dar origem a uma outra ação.
3
Coesão e coerência textual
Para a frase fazer sentido, o verbo "avisar" tem de estar conjugado no futuro do
pretérito para indicar um fato que poderia ter acontecido se uma ação no passado
tivesse se concretizado.
Coerência textual
A coerência textual está diretamente relacionada com a significância e com a
interpretabilidade de um texto.
A mensagem de um texto é coerente quando ela faz sentido e é comunicada de
forma harmoniosa, de forma que haja uma relação lógica entre as ideias
apresentadas, onde umas complementem as outras.
Conceitos da coerência textual
1- Princípio da não contradição
Não pode haver contradições de ideias entre diferentes partes do texto.
Coerência correta: Ele só compra leite de soja pois é intolerante à lactose.
Erro de coerência: Ele só compra leite de vaca pois é intolerante à lactose.
Explicação: quem é intolerante à lactose não pode consumir leite de vaca.
Por esse motivo, o segundo exemplo constitui um erro de coerência; não faz
sentido.
2- Princípio da não tautologia
Ainda que sejam expressas através do uso de diferentes palavras, as ideias
não devem ser repetidas, pois isso compromete a compreensão da
mensagem a ser emitida e muitas vezes a torna redundante.
Coerência correta: Visitei Roma há cinco anos.
Erro de coerência: Visitei Roma há cinco anos atrás.
Explicação: "há" já indica que a ação ocorreu no passado. O uso da palavra
"atrás" também indica que a ação ocorreu no passado, mas não acrescenta
nenhum valor e torna a frase redundante.
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Coesão e coerência textual
3- Princípio da relevância
As ideias devem estar relacionadas entre si, não devem ser fragmentadas e
devem ser necessárias ao sentido da mensagem.
O ordenamento das ideias deve ser correto, pois, caso contrário, mesmo que
elas apresentem sentido quando analisadas isoladamente, a compreensão do
texto como um todo pode ficar comprometida.
Coerência correta: O homem estava com muita fome, mas nãotinha dinheiro
na carteira e por isso foi ao banco e sacou uma determinada quantia para
utilizar. Em seguida, foi a um restaurante e almoçou.
Erro de coerência: O homem estava com muita fome, mas não tinha dinheiro
na carteira. Foi a um restaurante almoçar e em seguida foi ao banco e sacou
uma determinada quantia para utilizar.
Explicação: observe que, embora as frases façam sentido isoladamente, a
ordem de apresentação da informação torna a mensagem confusa. Se o
homem não tinha dinheiro, não faz sentido que primeiro ele tenha ido ao
restaurante e só depois tenha ido sacar dinheiro.
4- Continuidade temática
Esse conceito garante que o texto tenha seguimento dentro de um mesmo
assunto. Quando acontece uma falha na continuidade temática, o leitor fica
com a sensação de que o assunto foi mudado repentinamente.
Coerência correta: "Tive muita dificuldade até acertar o curso que queria
fazer. Primeiro fui fazer um curso de informática... A meio do semestre
troquei para um curso de desenho e por fim acabei me matriculando aqui no
curso de inglês. Foi confuso assim também para você?"
"Na verdade foi fácil pois eu já tinha decidido há algum tempo que assim que
tivesse a oportunidade de pagar um curso, faria um de inglês."
Erro de coerência: "Tive muita dificuldade até acertar o curso que queria
fazer. Primeiro fui fazer um curso de informática... A meio do semestre
troquei para um curso de desenho e por fim acabei me matriculando aqui no
curso de inglês. Foi confuso assim também para você?"
5
Coesão e coerência textual
"Quando eu me matriculei aqui no curso, eu procurei me informar sobre a
metodologia, o tipo de recursos usados, etc. e acabei decidindo rapidamente
por este curso."
Explicação: note que no último exemplo, o segundo interlocutor acaba por
não responder exatamente ao que foi perguntado.
O primeiro interlocutor pergunta se ele também teve dificuldades de decidir
que tipo de curso fazer e a resposta foi sobre características que ele teve em
conta ao optar pelo curso de inglês onde se matriculou.
Apesar de ter falado de um curso, houve uma alteração de assunto.
5- Progressão semântica
É a garantia da inserção de novas informações no texto, para dar seguimento
a um todo. Quando isso não ocorre, o leitor fica com a sensação de que o
texto é muito longo e que nunca chega ao objetivo final da mensagem.
Coerência correta: Os meninos caminhavam e quando se depararam com o
suspeito apertaram o passo. Ao notarem que estavam sendo perseguidos,
começaram a correr.
Erro de coerência: Os meninos caminhavam e quando se depararam com o
suspeito continuaram caminhando mais um pouco. Passaram por várias
avenidas e ruelas e seguiram sempre em frente. Ao notarem que estavam
sendo perseguidos, continuaram caminhando em direção ao seu destino,
percorreram um longo caminho...
Explicação: note que a frase onde a coerência está correta apresenta uma
sequência de novas informações que direcionam o leitor à conclusão do
desfecho da frase.
No exemplo seguinte, a frase acaba por se prolongar demais e o receptor da
mensagem fica sem saber, afinal, o que os meninos fizerem.
6
Coesão e coerência textual
Diferença e exemplos
A coesão está mais diretamente ligada a elementos que ajudam a estabelecer uma
ligação entre palavras e frases que unem as diferentes partes de um texto.
A coerência, por sua vez, estabelece uma ligação lógica entre as ideias, de forma
que umas complementem as outras e, juntas, garantam que o texto tenho sentido.
Em outras palavras, a coerência está mais diretamente ligada ao significado da
mensagem.
Apesar de os dois conceitos estarem relacionados, eles são independentes, ou seja,
um não depende do outro para existir.
É possível, por exemplo, uma mensagem ser coesa e incoerente ou coerente e não
apresentar coesão.
Mensagem coerente que não apresenta coesão:
"Para de mexer nessa tinta. Vá já para o banheiro! Não toque em nada. Lave bem as
mãos. Vá para o seu quarto."
Explicação: A mensagem é compreensível, porém não existe uma ligação
harmoniosa entre as ideias. Faltam as ligações entre as frases para que a
mensagem soe natural.
Mensagem coesa e incoerente:
"Aberto todos os dias, exceto sábado."
Explicação: A mensagem tem uma ligação harmoniosa entre as frases, porém não
faz sentido: se existe uma exceção, então o estabelecimento não está aberto todos
os dias.
7
Coesão e coerência textual
Exercícios
1- (Enem - 2013)
Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série
de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que
disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o
italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim
medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O
segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se
que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo
infectado.
RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.
Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor
reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída
predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O
fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é:
a) “[...] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas.”
b) “Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe [...]”.
c) “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava
‘influência dos astros sobre os homens’.”
d) “O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper [...]”.
e) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do
organismo infectado.”
8
Coesão e coerência textual
2- (Enem – 2011)
Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o
risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa
que manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já
reduz, por si só, as chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é
importante para o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de
glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade
física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses
casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável.
ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.
As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na
construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que
a) a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.
b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.
c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.
d) o termo “Também” exprime uma justificativa.
e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no
sangue”.
9
Coesão e coerência textual
3- Sobre a coesão textual, estão corretas as seguintes proposições:
I. A coesão textual está relacionada com os componentes da superfície textual, ou
seja, as palavras e frases que compõem um texto. Esses componentes devem estar
conectados entre si em uma sequência linear por meio de dependências de ordem
gramatical.
II. A coesão é imaterial e não está na superfície textual. Compreender aquilo que
está escrito dependerá dos níveis de interação entre o leitor, o autor e o texto. Por
esse motivo, um mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações.
III. Por meio do uso adequado dos conectivos e dos mecanismos de coesão,
podemos evitar erros que prejudicam a sintaxe e a construção de sentidos do
texto.
IV. A coesão obedece a três princípios: o princípio da não contradição; princípio da
não tautologia e o princípio da relevância.
V.Entre os mecanismos de coesão estão a referência, a substituição, a elipse, a
conjunção e a coesão lexical.
a) Apenas V está correta.
b) II e IV estão corretas.
c) I, III e V estão corretas.
d) I e III estão corretas.
e) II, IV e V estão corretas.
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Coesão e coerência textual
Gabarito
1- Alternativa correta: “e”. A forma verbal “fizesse” tem seu sujeito oculto, fazendo
referência ao vocábulo viral grippe, que significa agarrar. Caso o fragmento fosse
reescrito com o sujeito explícito, teríamos: “Supõe-se que o vocábulo grippe
fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo
infectado.”
2- Alternativa correta: “a”. A expressão “Além disso” estabelece coesão, dando
sequência às ideias ditas anteriormente.
3- Alternativa correta: “c”. As proposições II e IV fazem referência à coerência
textual, elemento indispensável para a construção de sentidos de um texto.
11
Ortografia
Ortografia
1MÉRITOApostilas
Ortografia
Ortografia é a parte da gramática que se encarrega da forma correta de escrita das
palavras da Língua Portuguesa.
Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a
Sintaxe são as partes que compõem a gramática.
Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita
à ortografia existem convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam
unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos.
O Alfabeto
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons
da linguagem. Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado
de alfabeto.
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K,
W e Y.
Emprego das letras K, W e Y
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).
• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas
estrangeiras: Kelly, Darwin, darwinismo.
• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas
estrangeiras: Kosovo, Kuwait, kuwaitiano.
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware,
hobby.
Uso do x e do ch
O x é utilizado nas seguintes situações:
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.
2
Ortografia
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.
Exceções:
• A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch.
• O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que
dele derivem: enchente, encharcar, enchido.
Escreve-se com x: bexiga, bruxa, caxumba, elixir, faxina, graxa.
Escreve-se com ch: bochecha, boliche, cachaça, chuchu, colcha.
Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem.
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente
geográfico "baía" é grafado sem h.
Uso do s e do z
O s é utilizado nas seguintes situações:
3
Ortografia
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande
quantidade, estado ou circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês,
francesa, poetisa.
• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.
O z é utilizado nas seguintes situações:
• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro -
magreza, belo - beleza, grande - grandeza.
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.
Escreve-se com s: alisar, análise, atrás, através.
Escreve-se com z: amizade, aprazível, desprezo, giz, rodízio.
Uso do g e do j
O g é utilizado nas seguintes situações:
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio,
régio, litígio, relógio, refúgio.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem.
O j é utilizado nas seguintes situações:
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.
4
Ortografia
Observações:
• A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j:
(Que) eles/elas viajem.
• Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído
para j antes do a ou do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim:
afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - ajam, ajo.
• A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive
é chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo
com o dicionário Michaelis significa "Relativo ou pertencente à região que
era servida pela antiga Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas
Gerais)."
Escreve-se com g: angélico, estrangeiro, gengibre.
Escreve-se com j: berinjela, gorjeta, jiboia.
Abaixo / A baixo
Abaixo
O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja numa posição
inferior. Portanto, essa palavra é sinônima de "embaixo", "debaixo", "sob", "por
baixo", etc.
Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo também é
utilizado em situações que envolvem interjeições.
Exemplos:
Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula.
Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu.
Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe.
Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina.
5
Ortografia
Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se trata da petição que
reúne diversas assinaturas.
Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que assina o
documento é escrito sem o hífen:
Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse abaixo-assinado.
Atenção!
Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “seguir”. A dúvida é
se o verbo é escrito no singular ou plural.
Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o sujeito estiver no
plural, o verbo também ficará no plural. Do contrário, se ele estiver no singular, o
verbo também será escrito no singular.
Exemplos:
Segue abaixo a foto do evento.
Segue abaixo a lista de formandos.
Seguem abaixo os documentos para matrícula.
Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso.
A Baixo
A expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”, “para baixo” ou
“até embaixo” e antônima de “do alto” ou “de cima”. Esse termo é formado pela
preposição “a” mais o adjetivo “baixo”.
Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele desempenha o
papel de locução adverbial, por exemplo: “de alto a baixo” ou “de cima a baixo”.
Exemplos:
Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo.
6
Ortografia
Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo.
Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio.
Neusa observou o candidato de alto a baixo.
Roupas e calçados a baixo preço.
Obs: O termo “a baixo” não leva crase.
Onde / Aonde
Onde = ideia de permanência.
Aonde = ideia de movimento.
A palavra "onde" indica o lugar onde está ou em que se passa um acontecimento.
Está ligada a verbos que expressam permanência.
Exemplos:
Onde ela está?
Não sei onde começar a caminhada.
Onde está o dinheiro?
A palavra "aonde" indica movimento ou aproximação e está ligada a verbos que
expressam essa ideia.
Exemplo:
Aonde você quer ir?
Aonde vai com tamanha pressa?
Vamos aonde ele quiser ir.
7
Ortografia
Mas / Mais
Mais
A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma
ou o aumento da quantidade de algo.
Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, dependendo da função
que exerce na frase, o “mais” pode ser substantivo, preposição, pronome indefinido
ouconjunção.
Exemplos:
Quero ir mais vezes para a Europa.
Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo.
Dica: Uma maneira de saber se você está usando a palavra corretamente é trocar
pelo seu antônimo “menos”.
Mas
A palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.
1. Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito.
Exemplo: Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa.
2. Como conjunção adversativa, o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor
uma ideia contrária a que foi dita anteriormente.
Exemplo: Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora.
Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto,
contanto que, etc.
3. Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação.
Exemplo: Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos vendendo
doces.
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Ortografia
Anotações:
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Ortografia
Exercícios
Exercício 1
(Cesgranrio) Para estar de acordo com a norma-padrão, a frase abaixo deve ser
completada.
Esperamos que, daqui ____ alguns anos, não tenhamos de lidar ____ com os mesmos
problemas que enfrentamos já ____ duas décadas no Brasil.
A sequência de palavras que completa as lacunas acima de acordo com a norma-
padrão é:
a) a – mas – há
b) a – mais – a
c) a – mais – há
d) há – mas – há
e) há – mais – a
Exercício 2
(Fuvest) "A _____ de uma guerra nuclear provoca uma grande _____ na humanidade e
a deixa _____ quanto ao futuro.". Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão grafadas corretamente.
a) espectativa - tensão - exitante
b) espectativa - tenção - hesitante
c) expectativa - tensão - hesitante
e) espectativa - tenção - exitante
10
Ortografia
Exercício 3
(UFRJ) Na série abaixo há um erro de ortografia no emprego do "z". Assinale-o:
a) algoz
b) traz (verbo)
c) assaz
d) aniz
e) giz
Exercício 4
“Pedi para ele não me__er na cai__a que estava fe__ada”.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é
a) ch; x; x
b) x; ch; ch
c) x; x; x
d) ch, ch, ch
e) x, x, ch
Exercício 5
Complete com onde ou aonde.
A) _____está a educação das pessoas?
B) Espere! _____ você vai?
C) Vamos nos encontrar no local _____ eles escolherem.
D) Você sabe _____ estão os alunos?
11
Ortografia
E xercício 6
(Cesgranrio-2018) A palavra destacada está corretamente grafada de acordo com
a norma-padrão da língua portuguesa em:
a) A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que o mundo se
torne muito complexo, mais essa convivência só se tornará possível se as
diferenças forem respeitadas.
b) A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a busca por
melhores oportunidades mantém o processo de migração rural para os centros
urbanos.
c) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela em todos os
momentos, mais ela tem proporcionado grandes conquistas para a humanidade.
d) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida das pessoas
de forma decisiva, mais precisamente nas relações interpessoais de caráter
virtual.
e) As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais revelam que ainda
falta muito para serem eliminadas, mais é preciso enfrentar questões
fundamentais.
12
Ortografia
Gabarito
Exercício 1
Resposta: Alternativa C: a – mais – há
Exercício 2
Resposta: Alternativa c) expectativa - tensão - hesitante
• "expectativa" escreve-se assim por causa da sua origem do latim -
exspectatus.
• "tensão" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - tensione.
• "hesitante" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - haesitare.
Exercício 3
Resposta: Alternativa d) aniz
A palavra "anis" se escreve com s por causa da sua origem do latim - anisum.
Exercício 4
Resposta:
Alternativa e) x, x, ch
Pedi para ele não mexer na caixa que estava fechada
mexer: depois da sílaba “me” utiliza-se o x.
caixa: depois de ditongos (vogal+semivogal) utiliza-se o x.
fechada: palavra derivada do verbo fechar.
13
Ortografia
Exercício 5
Resposta:
A) Onde
B) Aonde
C) onde
D) onde
Exercício 6
Resposta: Alternativa d) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído
para a vida das pessoas de forma decisiva, mais precisamente nas relações
interpessoais de caráter virtual.
14
Novo acordo ortográfico
1
Novo acordo ortográfico
Novo acordo ortográfico
2
Novo acordo ortográfico
O atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado em definitivo no dia 12 de
outubro de 1990 e assinado em 16 de dezembro do mesmo ano.
O documento foi firmado pela Academia de Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras e
representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Também houve adesão da delegação de observadores da Galiza. Isso porque na Galiza, região
localizada no norte da Espanha, a língua falada é o galego, a língua-mãe do português.
Prazo para Implantação no Brasil
No Brasil, a implantação do novo acordo começou em 2008. O prazo final para a adesão é 31 de
dezembro de 2015, conforme o Decreto 7875/2012.
Este também é o prazo em Portugal, mas nem todos os países unificarão ao mesmo tempo. Cab o
Verde, por exemplo, só estará totalmente adaptado ao novo acordo em 2019.
Até lá, concursos públicos, provas escolares e publicações oficiais do governo estarão adaptadas
às regras. A implantação nos livros didáticos brasileiros começou em 2009.
O objetivo do acordo é unificara ortografia oficial e reduzir o peso cultural e político gerado
pelas duas formas de escrita oficial do mesmo idioma. A ideia é aumentar o prestígio internacional e
a difusão do Português.
Acordos Ortográficos Anteriores
Países lusófonos no mundo
Novo acordo ortográfico
3
As diferenças na grafia da língua utilizada por Brasil e Portugal começaram em 1911, quando o
país lusitano passou pela primeira reforma ortográfica. A reformulação não foi extensiva ao Brasil.
As primeiras tentativas para minimizar a questão ocorreram em 1931. Nesse momento,
representantes da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa passaram a
discutir a unificação dos dois sistemas ortográficos. Isso só ocorreu em 1943, mas sem sucesso.
Representantes dos dois países voltaram a discutir o assunto novamente em 1943, quando
ocorreu a Convenção Ortográfica Luso-brasileira.
Tal como o primeiro, este também não surtiu o efeito desejado e somente Portugal aderiu às
novas regras.
Uma nova tentativa reuniu novamente os representantes. Desta vez, em 1975, quando Portugal
não aceitou a imposição de novas regras ortográficas.
Somente em 1986, estudiosos dos dois países voltaram a tocar na reforma ortográfica tendo,
pela primeira vez, representantes de outros países da comunidade de língua portuguesa.
Na ocasião, foi identificado que entre as principais justificativas para o fracasso das tratativas
anteriores estava a drástica simplificação do idioma.
A crítica principal estava na supressão dos acentos diferenciais nas palavras proparoxítonas e
paroxítonas, ação rejeitada pela comunidade portuguesa.
Já os brasileiros discordaram da restauração de consoantes mudas, abolidas há tempo.
Outro ponto rejeitado pela opinião pública brasileira estava na acentuação de vogais tônicas "e"
e "o" quando seguidas das consoantes nasais "m" e "n". Essa regra era válida para as palavras
proparoxítonas com acento agudo e não o circunflexo.
Seriam assim no caso de Antônio (António), cômodo (cómodo) e gênero (género).
Assim, além da grafia, os estudiosos passaram a considerar também a pronúncia das palavras.
Considerando as especificidades dos países signatários do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, foi acordada a unificação em 98% dos vocábulos.
Principais Mudanças
As Consoantes C, P, B, G, M e T
Ficam consideradas neste caso as especificidades da pronúncia conforme o espaço geográfico.
Ou seja, a grafia é mantida quando há pronúncia é retirada quando não são pronunciadas.
A manutenção de consoantes não pronunciadas ocorria, principalmente, pelos falantes de
Portugal, que o Brasil há muito havia adaptado a grafia.
Novo acordo ortográfico
4
Também houve casos da manutenção da dupla grafia, também respeitando a pronúncia.
Ficou decidido que nesses casos, os dicionários da língua portuguesa passarão a registrar as
duas formas em todos os casos de dupla grafia. O fato será esclarecido para apontar as diferenças
geográficas que impõem a oscilação da pronúncia.
Exemplos de consoantes pronunciadas:
Compacto, ficção, pacto, adepto, aptidão, núpcias, etc.
Exemplos de consoantes não pronunciadas:
Acção, afectivo, direcção, adopção, exacto, óptimo, etc.
Exemplos de dupla grafia:
Súbdito e súdito, subtil e sutil, amígdala e amídala, amnistia e anistia, etc.
Acentuação Gráfica
Os acentos gráficos deixam de existir em determinadas palavras oxítonas e paroxítonas.
Exemplos:
Para – na flexão de parar
Pelo – substantivo
Pera – substantivo
Também deixam de receber acento gráfico as paroxítonas com ditongos "ei" e "oi" na sílaba
tônica.
Exemplos:
Assembleia, boleia, ideia.
Cai, ainda, o acento nas palavras paroxítonas com vogais dobradas. Isto ocorreu porque em
palavras paroxítonas ocorre a mesma pronúncia em todos os países de língua portuguesa.
Exemplos:
Abençoo – flexão de abençoar
Enjoo – flexão de enjoar
Povoo – flexão de povoar
Voo – flexão de voar
O alfabeto no novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa
Novo acordo ortográfico
5
A Língua Portuguesa era composta por 23 letras antes do novo acordo. Após as mudanças, o
alfabeto passou a ter 26 letras.
Antes: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z
Depois: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
Isso porque foram incorporadas ao alfabeto três letras que eram consideradas estrangeiras: K,
W e Y. Assim, essas letras podem ser usadas em nomes próprios estrangeiros de pessoas, lugares e
seus derivados.
O K, W e Y também podem ser usados em siglas, símbolos, unidades de medida e monetárias e
estrangeirismos que são usados frequentemente
como: darwinismo, download, software, playground e km.
Novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa e acentuação
Uso do trema
No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o uso do trema não é mais empregado: nem
em palavras portuguesas nem em palavras aportuguesadas.
• Pinguim
• Linguiça
• Consequência
• Cinquenta
Atenção: em palavras como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner) o uso do trema
ainda deve ser feito, pois se trata de nomes próprios estrangeiros.
Acento diferencial
O acento diferencial em palavras homógrafas não é mais empregado. Exceto das
palavras pôr e por, pôde e pode.
Palavras homógrafas são aquelas que possuem a mesma grafia e pronúncia semelhantes, mas
com significados diferentes. Exemplo: "para: verbo" e "para: preposição".
O acento diferencial é empregado em situações em que há a distinção de tempo verbal e
singular e plural de verbos.
• Ele mantém / eles mantêm
• Ele convém / eles convêm
Novo acordo ortográfico
6
• Ele tem / eles têm
• Ele contém / eles contêm
Ele é facultativo entre a 1² pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo e a 1² pessoa do
plural do presente do indicativo.
• Estudamos e estudámos
• Demos e dêmos
• Cantamos e cantámos
Além disso, há algumas diferenças entre a acentuação gráfica de algumas palavras do português
brasileiro para o de Portugal. Nesses casos, ambos foram considerados corretos.
• Antônimo e antónimos
• Gênero e género
• Sinônimo e sinónimo
• Purê e puré
• Bebê e bebé
Da mesma forma com palavras que são acentuadas no Brasil e em Portugal, não.
• Averígue e averigue
• Apazígua e apazigua
• Enxágue e enxague
• Delínquo e delinquo
Acento circunflexo
No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o acento circunflexo não é mais empregado
em palavras paroxítonas que terminam em êem e palavras com o hiato oo.
• Voo
• Povoo
• Leem
• Enjoo
Novo acordo ortográfico
7
• Abençoo
Hífen
O emprego do hífen foi o que mais sofreu mudanças com o novo acordo ortográfico da Língua
Portuguesa. Isso porque palavras que antes não tinham passaram a ter, enquanto outras deixaram de
ter.
Passa a ter hífen palavras que terminam com a mesma letra da segunda palavra, ou quando a
segunda palavra começar com a letra h.
• Micro-ondas
• Sobre-humano
• Supra-hepático
• Anti-inflamatório
Não tem hífen palavras que terminam com vogal e a segunda palavra começam com r ou s,
sendo essas consoantes duplicadas.
• Antissocial
• Antirrugas
Também não tem hífen palavras que terminam com vogal e a seguinte começa com vogal
diferente.
• Antiaéreo
• Extraescolar
• Semianalfabeto
• Infraestrutura
• Semiaberto
O hífen é mantido em palavras compostas por justaposição que não tem elementos de ligação e
juntas formam um único significado.
• Guarda-chuva
• Meio-dia
• Segunda-feira
• Decreto-lei
Novo acordo ortográfico
8
Já em palavras compostas por justaposição que não tem a noção de composição de significado o
hífen não é empregado.
• Paraquedismo
• Paraquedas
• Paraquedista
Não tem hífen palavras que terminam com re e a seguinte palavra começa com e.
• Reeleição
• Reeducação
• Reeditar
Também não tem hífen as palavras que com começam com co e se aseguinte palavra começa
com a letra h.
• Coabitante: antes co-habitante
• Coautor
Ditongos
No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o acento não é mais empregado em palavra
paroxítonas com i e u depois de ditongo.
• Assembleia
• Ideia
• Feiura
• Bocaiuva
Já palavras paroxítonas com ditongo aberto ei e oi, o acento passa a ser empregado.
• Androide
• Alcateia
Continuam com acentos as palavras oxítonas com ditongo aberto eu, ei e ou.
Exemplo: chapéu, papéis e heróis.
• Chapéu
• Papéis
Novo acordo ortográfico
9
• Heróis
Consoantes mudas
Palavras que possuem os encontros consonantais do tipo cc, cç, pc, pç e pt foram abolidas as
letras c e p se forem mudas. Atenção: são mantidas na pronúncia.
Palavras com consoantes pronunciadas
• Aptidão
• Compacto
• Ficção
• Adepto
• Pacto
• Núpcias
Palavras com consoantes não pronunciadas
• Afectivo: afetivo
• Adopção: adoção
• Actividade: atividade
• Direcção: direção
• Exacto: exato
• Acção: ação
Palavras com consoantes com dupla grafia
• Amígdala e amídala
• Súbdito e súdito
• Concepção e conceção
• Recepção e receção
• Fato e facto
• Subtil e sutil
• Suntuoso e sumptuoso
Novo acordo ortográfico
10
• Amnistia e anistia
Letras maiúsculas e minúsculas
De acordo com o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras maiúsculas são usadas
em nomes próprios de pessoas, animais, lugares (cidades, países, continentes...), acidentes
geográficos, rios, instituições e entidades.
Além de em nomes de festas e festividades, em nomes astronômicos, em títulos de periódicos e
em siglas, símbolos ou abreviaturas.
Exemplos:
• Marta
• FIFA
• França
• Marte
• Amazonas
• Cruz Vermelha
• Copa do Mundo
• O Estado do São Paulo
As letras minúsculas podem ser usadas nos dias da semana, meses e estações do ano. Exemplo:
terça-feira, novembro, outono. E nos pontos cardeais, caso sejam usados para indicar direção.
O uso da letra maiúscula ou minúscula é facultativo em títulos de livros (totalmente em
maiúsculas ou apenas com maiúscula inicial), palavras de categorizações (rio, rua, igreja…), nomes de
áreas do saber, matérias e disciplinas, versos que não iniciam o período e palavras ligadas a uma
religião.
Aplicativo
A Academia Brasileira de Letras (ABL) lançou um aplicativo que possibilita a consulta das regras
vigoradas pelo novo acordo ortográfico da língua portuguesa. E o melhor, é gratuito.
Com o aplicativo “Vocabulário Ortográfico da língua Portuguesa (Volp)”, é possível acessar
cerca de 400 mil verbetes através de tablets e smartphones. E claro, tudo seguem o novo acordo.
Novo acordo ortográfico
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Anotações:
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Acentuação gráfica
Acentuação gráfica
1MÉRITOApostilas
Acentuação gráfica
O acento gráfico é um sinal de escrita. A acentuação gráfica consiste na colocação
de acento ortográfico para indicar a pronúncia de uma vogal ou marcar a sílaba
tônica de uma palavra. Os acentos gráficos da língua portuguesa são:
Acento agudo (´)
Esse sinal, inclinado para a direita (´), indica que a tônica tem som aberto e recebe
o nome de acento agudo.
Acento grave (`)
O acento grave, inclinado para a esquerda (`), possui outra função, que é assinalar
uma fusão, a crase.
Acento circunflexo (^)
Se a sílaba tônica é fechada, temos o acento circunflexo (^): avô.
O acento gráfico não deve ser confundido com o acento tônico. O acento tônico
tem maior intensidade de voz apresentada por uma sílaba quando pronunciamos
determinadas palavras:
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
Acentuação das palavras oxítonas
As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é tônica (mais forte). Elas
podem ser acentuadas com o acento agudo e com o acento circunflexo.
Oxítonas que recebem acento agudo
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
Recebem acento agudo as palavras oxítonas está, estás, já, olá; até, é, és, olé,
2
Acentuação gráfica
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
terminadas em vogais tônicas abertas -a, -e
ou -o seguidas ou não de -s.
pontapé(s); vó(s), dominó(s),
paletó(s), só(s)
No caso de palavras derivadas do francês e
terminadas com a vogal -e, são admitidos
tanto o acento agudo quanto o circunflexo.
bebé ou bebê; bidé ou bidê; canapé
ou canapê; croché ou crochê;
matiné ou matinê
Quando conjugadas com os pronomes -lo(s)
ou -la(s) terminando com a vogal tônica
aberta -a após a perda do -r, -s, ou -z.
adorá-lo (de adorar + lo) ou adorá-
los (de adorar + los); fá-lo (de faz +
lo) ou fá-los (de faz + los)
dá-la (de dar + la) ou dá-las (de dar
+ las)
Recebem acento as palavras oxítonas com
mais de uma sílaba terminadas no ditongo
nasal grafado -em e -ens.
acém, detém, deténs, entretém,
entreténs, harém, haréns, porém,
provém, provéns, também
São acentuadas as palavras oxítonas com os
ditongos abertos grafados -éu, éi ou -ói,
seguidos ou não de -s.
anéis, batéis, fiéis, papéis,
chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); herói(s),
remói
Obs.: há exceção nas formas da terceira pessoado plural do presente do indicativo
dos derivados de "ter" e "vir". Nesse caso, elas recebem acento circunflexo (retêm,
sustêm; advêm, provêm).
Oxítonas que recebem acento circunflexo
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
São acentuadas as palavras oxítonas terminadas nas
vogais tônicas fechadas grafadas -e ou -o, seguidas ou
não de -s.
cortês, dê, dês (de dar), lê,
lês (de ler), português,
você(s); avô(s), pôs (de
pôr), robô(s)
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com
os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s) terminadas com as
vogais tônicas fechadas -e ou -o após a perda da
consoantes final -r, -s ou -z, são acentuadas.
detê -lo(s); fazê -la(s); vê -
la(s); compô-la(s); repô-
la(s); pô-la(s)
3
Acentuação gráfica
Obs.: usa-se, ainda, o acento circunflexo para diferenciar a forma verbal "pôr" da
preposição "por".
Acentuação das palavras paroxítonas
As palavras paroxítonas são aquelas em que a penúltima sílaba é tônica (mais
forte).
Paroxítonas que recebem acento agudo
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
Recebem acento agudo as paroxítonas que
apresentam, na sílaba tônica, as vogais abertas
grafadas -a, -e, -o, -i e -u e que terminam em -l, -n,
-r, -x e -s, e algumas formas do plural, que passam
a proparoxítonas.
dócil, dóceis; fóssil, fósseis;
réptil, répteis; córtex, córtices;
tórax; líquen, líquenes; ímpar,
ímpares
É admitida dupla grafia em alguns casos.*
fêmur e fémur; ónix e ônix;
pónei e pônei; ténis e tênis;
bónus e bônus; ónus e ônus;
tónus e tônus
Palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba
tônica, as vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u,
e que terminam em -ã, -ão, -ei, -um ou -uns são
acentuadas nas formas singular e plural das
palavras.
órfã, órfãs; órfão, órfãos; órgão,
órgãos; sótão, sótãos; jóquei,
jóqueis; fáceis, fácil; bílis, íris,
júri, oásis, álbum, fórum, húmus
e vírus
Obs.: não se acentuam graficamente os ditongos representados por -ei e -oi da
sílaba tônica das paroxítonas:
assembleia, boleia, ideia, onomatopeico, proteico, alcaloide, apoio (do verbo
apoiar), tal como apoio (substantivo), boia, heroico, jiboia, moina, paranoico, zoina.
4
Acentuação gráfica
Exemplos de palavras paroxítonas não acentuadas: enjoo, grave, homem, mesa,
Tejo, vejo, velho, voo, avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro,
descobrimento, graficamente e moçambicano.
*Atenção! Quando duas formas são indicadas como válidas, embora sejam ambas
corretas, não são necessariamente recomendadas em todos os países.
Paroxítonas e o uso do acento circunflexo
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
Palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tônica,
as vogais fechadas com a grafia -a, -e e -o, e que
terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as
respetivas formas do plural, algumas das quais se
tornam proparoxítonas.
cônsul, cônsules; têxtil,
têxteis; plâncton, plânctons
Também recebem acento circunflexo as palavras
que contêm, na sílaba tônica, vogais fechadas com
a grafia -a, -e e -o, e que terminam em -ão(s), -eis ou
-us.
Estêvão, zângão,
escrevêsseis, ânus
São grafadas com acento circunflexo as formas dos
verbos "ter" e "vir", na terceira pessoa do plural do
presente do indicativo ("têm" e "vêm"). O mesmo é
aplicado algumas formas verbais derivadas.
abstêm, advêm, contêm,
convêm, desconvêm, detêm,
entretêm, intervêm, mantêm,
obtêm, provêm, sobrevêm
Não é usado o acento circunflexo nas palavras
paroxítonas que contêm um tônico oral fechado em
hiato com terminação -em, da terceira pessoa do
plural do presente do indicativo.
creem, deem, descreem,
desdeem, leem, preveem,
redeem, releem, reveem,
veem
Não é usado o acento circunflexo com objetivo de
assinalar a vogal tônica fechada na grafia das
palavras paroxítonas.
enjoo – substantivo e flexão
de enjoar
povoo – flexão de povoar
voo – substantivo e flexão de
voar
Não são usados os acentos circunflexo e agudo
para distinguir as palavras paroxítonas quando têm
a vogal tônica aberta ou fechada em palavras
homógrafas de palavras proclíticas no singular e
para – flexão de parar.
pela/pelo – preposição de
pela, quando substantivo de
pelar.
5
Acentuação gráfica
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
plural.
pelo – substantivo de per +
lo.
polo – combinação de per +
lo e na combinação de por +
lo
Atenção! O acento circunflexo é obrigatório na palavra pôde na terceira pessoa do
singular do pretérito perfeito do indicativo. Isso acontece para distingui-la da
forma verbal correspondente do presente do indicativo: pode.
O acento circunflexo é facultativo no verbo demos, conjugado na primeira pessoa
do presente do indicativo. Isso ocorre para estabelecer distinção da forma
correspondente no pretérito perfeito do indicativo: demos.
Também é facultativo o uso de acento circunflexo no substantivo fôrma como
distinção do verbo formar na segunda pessoa do singular imperativo: forma.
Vogais tônicas
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das
palavras oxítonas e paroxítonas
recebem acento quando são
antecedidas de uma vogal com a qual
não formam ditongo e desde que não
constituam sílaba com a consoante
seguinte.
Adaís – plural de Adail, aí, atraí (de atrair),
baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país,
alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de
atrair), atraísse (id.), baía, balaústre,
cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, faúlha,
graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa,
miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída
e sanduíche
Recebem acento agudo as vogais
tônicas grafadas com -i e -u, quando
precedidas de ditongo na posição
final ou seguidas de -s.
Piauí
teiú – teiús
tuiuiú – tuiuiús
Recebe acento agudo a vogal tônica
grafada -i das palavras oxítonas
atraí-lo(s), atraí-lo(s) –ia, possuí-la(s),
6
Acentuação gráfica
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
terminadas em -r dos verbos
terminados em -air e -uir, quando
combinadas com -lo(s), -la(s)
considerando a assimilação e perda
do -r nas palavras.
possuí-la(s)-ia – de possuir-la(s)-ia
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das
palavras oxítonas e paroxítonas não
recebem acento quando são
antecedidas de uma vogal com a qual
não formam ditongo, e desde que não
constituam sílaba com a consoante
seguinte nos casos de -nh, -l, -m, -n, -r
e -z.
bainha, moinho, rainha, Adail, Coimbra,
ruim, ainda, constituinte, oriundo, ruins,
triunfo, atrair,influir, influirmos, juiz e raiz
Não recebem acento agudo as vogais
tônicas das palavras paroxítonas nas
formas rizotônicas de alguns verbos.
arguir, redarguir, aguar, apaniguar,
apaziguar, apropinquar, averiguar,
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir
Não recebem acento agudo os
ditongos tônicos grafados -iu e -ui,
quando precedidos de vogal.
distraiu; instruiu
Não é utilizado acento agudo nas
vogais tônicas grafadas em -i e -u das
palavras paroxítonas quando
precedidas de ditongo.
baiuca; boiuno; cheinho; sainha
Acentuação das palavras proparoxítonas
As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica
(mais forte), sendo que todas são acentuadas.
Proparoxítonas que recebem acento agudo
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras
com acento
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas que
apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas
árabe, cáustico,
Cleópatra, esquálido,
7
Acentuação gráfica
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras
com acento
-a, -e, -i, -o e -u começando com ditongo oral ou vogal
aberta.
exército, hidráulico,
líquido, míope, músico,
plástico, prosélito,
público, rústico, tétrico,
último
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas
aparentes quando apresentam na sílaba tônica as
vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u ou ditongo oral
começado por vogal aberta, e que terminam por
sequências vocálicas pós-tônicas praticamenteconsideradas como ditongos crescentes -ea, -eo, -ia, -
ie, -io, -oa, -ua e -uo).
Álea, náusea; etéreo,
níveo; enciclopédia,
glória; barbárie, série;
lírio, prélio; mágoa,
nódoa; exígua; exíguo,
vácuo
Proparoxítonas que recebem acento circunflexo
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
Recebem acento circunflexo as
palavras proparoxítonas que
apresentam na sílaba tônica vogal
fechada ou ditongo com a vogal básica
fechada e as chamadas proparoxítonas
aparentes.
anacreôntico, cânfora, cômputo,
devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo,
excêntrico, fôssemos (de ser e ir),
Grândola, hermenêutica, lâmpada,
lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego,
sonâmbulo, trôpego. Amêndoa, argênteo,
côdea, Islândia, Mântua e serôdio
Recebem acento circunflexo as
palavras proparoxítonas, reais ou
aparentes, quando as vogais tônicas
são grafadas e/ou estão em final de
sílaba e são seguidas das consoantes
nasais grafadas -m ou -n obedecendo
ao timbre.
acadêmico, anatômico, cênico, cômodo,
fenômeno, gênero, topônimo, Amazônia,
Antônio, blasfêmia, fêmea, gêmeo, gênio e
tênue
Atenção! Palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas.
Avidamente - de ávido
Debilmente - de débil
8
Acentuação gráfica
Crase
A crase é usada na contração da preposição a com as formas femininas do artigo
ou pronome demonstrativo a: à (de a + a), às (de a + as).
Também é usada a crase na contração da preposição "a" com os pronomes
demonstrativos:
àquele(s)
àquela(s)
àquilo
Trema
O sinal de trema (¨) é inteiramente suprimido em palavras da língua portuguesa e
só é utilizado nas palavras derivadas de nomes próprios.
Exemplo: Müller - de mülleriano
9
Acentuação gráfica
Exercícios
Exercício 1
(IFSC) Assinale a alternativa CORRETA quanto à acentuação gráfica.
a) Aquí dá muito cajú de maio a setembro.
b) No rítmo em que andavamos, levaríamos toda a manhã para percorrer duas
léguas.
c) Para mantê-los saudáveis é melhor alimentá-los com legumes crus.
d) Joel tinha os biceps mal definidos e o tórax exagerado para alguem tão baixo.
e) O juíz condenou-o a devolver com juros aos cófres publicos todo o dinheiro
desviado.
Exercício 2
(UFPR) Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados por
serem oxítonos:
a) paletó, avô, pajé, café, jiló
b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis
c) você, capilé, Paraná, lápis, régua
d) amém, amável, filó, porém, além
e) caí, aí, ímã, ipê, abricó
10
Acentuação gráfica
Exercício 3
(Cesgranrio) Aponte a única série em que pelo menos um vocábulo apresente erro
no que diz respeito à acentuação gráfica:
a) pegada - sinonímia
b) êxodo - aperfeiçoe
c) álbuns - atraí-lo
d) ritmo - itens
e) redimí-la – grátis
Exercício 4
(PUC-Campinas) Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acentuado:
a) hífen
b) ítem
c) ítens
d) rítmo
e) n.d.a
11
Acentuação gráfica
Exercício 5
(UFF) Só numa série abaixo estão todas as palavras acentuadas corretamente.
Assinale-a:
a) rápido, séde, côrte
b) ananás, ínterim, espécime
c) corôa, vatapá, automóvel
d) cometi, pêssegozinho, viúvo
e) lápis, raínha, côr
Exercício 6
(UFSCar) Estas revistas que eles ___ , ___ artigos curtos e manchetes que todos ___ .
a) leem - tem - vêem
b) lêm - têem - vêm
c) leem - têm - veem
d) lêem - têm - vêm
e) lêm - tem - vêem
12
Acentuação gráfica
Gabarito
Exercício 1
Alternativa c: Para mantê-los saudáveis é melhor alimentá-los com legumes crus.
Mantê-los, porque é uma palavra oxítona (última sílaba é tônica: man-tê) e, de
acordo com a regra de acentuação das oxítonas, quando as palavras terminam em
vogal fechada “e” e são conjugadas com os pronomes -lo(s), la(s), como se verifica
neste caso, elas levam acento circunflexo;
Saudáveis, porque é uma palavra paroxítona (penúltima sílaba é tônica: sau-dá-
veis) e, de acordo com a regra de acentuação das paroxítonas, são acentuadas as
palavras cuja sílaba tônicas contenham vogal aberta “a” e terminem em “l” (sau-dá-
vel), sendo que o mesmo acontece quando elas passam para o plural (sau-dá-veis);
Alimentá-los, porque é uma palavra oxítona (última sílaba é tônica: a-li-men-tá) e,
de acordo com a regra de acentuação das oxítonas, quando as palavras terminam
em vogal aberta “a” e são conjugadas com os pronomes -lo(s), la(s), como se verifica
neste caso, elas levam acento agudo.
Exercício 2
Alternativa a: paletó, avô, pajé, café, jiló.
Todas as palavras acima são oxítonas, ou seja, a sílaba tônica de todas elas é a
última: pa-le-tó, a-vô, pa-jé, ca-fé, ji-ló. De acordo com as regras de acentuação das
oxítonas, recebem acento agudo as palavras oxítonas terminadas em vogais
abertas “a, e, o” (pa-le-tó, pa-jé, ca-fé, ji-ló), enquanto recebem acento circunflexo
as palavras oxítonas terminadas em vogais fechadas “e, o” (a-vô).
Exercício 3
Alternativa e: redimí-la - grátis.
Redimi-la (re-di-mi-la) não é acentuada, porque as palavras oxítonas (última sílaba
tônica) que são acentuadas quando conjugadas com os pronomes -lo(s), -la(s) são
as que terminam em vogal “a”, e neste caso, a palavra termina em “i”.
13
Acentuação gráfica
Grátis (grá-tis) está acentuada de forma correta, porque é uma palavra paroxítona
(penúltima sílaba tônica) que tem na sílaba tônica a vogal aberta “a” termina em -s.
Exercício 4
Alternativa a: hífen.
A palavra “hífen” é paroxítona, o que significa que a sua sílaba tônica é a penúltima
(hí-fen). Assim, de acordo com a regra, são acentuadas as palavras paroxítonas que
contenham na sílaba tônicas as vogais abertas “a, e, i, o, u” e terminam em “l, n, r, x,
s”. É o caso de “grátis”, que tem vogal aberta “a” e termina em “s”.
Exercício 5
Alternativa b: ananás, ínterim, espécime.
Ananás (a-na-nás), porque é uma oxítona, ou seja, palavra cuja última sílaba é
tônica. De acordo com a regra, as palavras oxítonas terminadas em vogal aberta “a,
e, o”, seguidas ou não de “s” são acentuadas, como acontece neste caso.
Ínterim (ín-te-rim) e espécime (es-pé-ci-me), porque são proparoxítonas, ou seja,
palavras cuja antepenúltima sílaba é tônica. De acordo com as regras, todas as
palavras proparoxítonas - sem exceção - são acentuadas.
Exercício 6
Alternativa c: leem - têm - veem.
Leem (le-em) e veem (ve-em) não são acentuadas porque não se usa acento
circunflexo nas palavras paroxítonas (penúltima sílaba tônica) que na sua sílaba
tônica têm um hiato fechado (encontro vocálico que se separa) e que terminem
com "em".
Têm é acentuada, porque as formas dos verbos “ter” e “vir” na terceira pessoal do
plural do presente do indicativo levam acento circunflexo.
14
Pontuação
Pontuação
1MÉRITOApostilas
Pontuação
Sinais de pontuação são recursos prosódicos¹ que conferem às orações ritmo,
entoação e pausa, bem como indicam limites sintáticos e unidades de sentido. Na
escrita, substituem, em parte, o papel desempenhado pelos gestos na fala,
garantindo coesão, coerência e boa compreensão da informação transmitida.
Prosódia é a parte da linguística que estuda a entonação, o ritmo, o acento
(intensidade, altura, duração) da linguagem falada e demais atributos correlatos na
fala.
Ponto (.)
O ponto pode ser utilizado para:
a) Indicar o final de uma frase declarativa:
Acho que Pedro está gostando de você.
b) Separar períodos:
Ela vai estudar mais tempo. Ainda é cedo.
c) Abreviar palavras:
V. Ex.ª (Vossa excelência)
Dois-pontos (:)
Deve ser utilizado com as seguintes finalidades:
a) Iniciar fala de personagens:
Ela gritou:
– Vá embora!
2
Pontuação
b) Anteceder apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de
palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores.
Esse é o problema dessa geração: tem liberdade, mas não tem responsabilidade.
Anote meu número de telefone: 1233820847.
c) Anteceder citação direta:
É como disse Platão: “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais
difícil de domar.”
Reticências (...)
Usa-se para:
a) Indicar dúvidas ou hesitação:
Sabe...preciso confessar uma coisa: naquela viagem gastei todas as minhas
economias.
b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:
Talvez se você pedisse com jeitinho...
c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de estender a
reflexão:
Roubos, pessoas sem ter onde morar, escândalos ligados à corrupção... assim
caminha a humanidade.
d) Suprimir palavras em uma transcrição:
“O Cristo não pediu muita coisa. (...) Ele só pediu que nos amássemos uns aos
outros.” (Chico Xavier)
3
Pontuação
Parênteses ( )
Os parênteses são usados para:
a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e, também,
podem substituir a vírgula ou o travessão:
Rosa Luxemburgo nasceu em Zamosc (1871).
Numa linda tarde primaveril (meu caçula era um bebê nessa época), ele veio nos
visitar pela última vez.
Ponto de exclamação (!)
Em que situações utilizar:
a) Após vocativo:
Juliana, bom dia!
b) Final de frases imperativas:
Fuja!
c) Após interjeição:
Ufa! Graças a Deus!
d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:
Que lástima!
Ponto de interrogação (?)
Quando utilizar:
a) Em perguntas diretas:
Quando você chegou?
4
Pontuação
b) Às vezes, pode ser utilizada junto com o ponto de exclamação para enfatizar o
enunciado:
Não acredito, é sério?!
Vírgula (,)
Esse é o sinal de pontuação que exerce o maior número de funções, por isso
aparece em várias situações. A vírgula marca pausas no enunciado, indicando que
os termos por ela separados não formam uma unidade sintática, apesar de estarem
na mesma oração.
Situações em que se deve utilizar vírgula.
a) Separar o vocativo:
Marília, vá à padaria comprar pães para o lanche.
b) Separar apostos:
Camila, minha filha caçula, presenteou-me com este relógio.
c) Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado:
Os políticos, muitas vezes, visam somente os próprios interesses.
d) Separar elementos de uma enumeração:
Meus bolos prediletos são os de chocolate, coco, doce de leite e nata com
morangos.
e) Isolar expressões explicativas:
Faça um bolo de chocolate, ou melhor, de chocolate e morangos.
f) Separar conjunções intercaladas:
Os deputados não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.
g) Separar o complemento pleonástico antecipado:
Havia no rosto dela ódio, uma ira, uma raiva que não possuía justificativa.
5
Pontuação
h) Isolar o nome do lugar na indicação de datas:
São Paulo, 10 de Dezembro de 2016.
i) Separar termos coordenados assindéticos:
Vim, vi, venci. (Júlio César)
j) Marcar a omissão de um termo:
Maria gosta de praticar esportes, e eu, de comer. (omissão do verbo gostar)
Antes da conjunção, como nos casos abaixo:
k) Quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes:
Os políticos estão cada vez mais ricos, e seus eleitores, cada vez mais pobres.
l) Quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo de enfatizar alguma ideia
(polissíndeto):
Eu alerto, e brigo, e repito, e faço de tudo para ela perceber que está errada,
porém nunca me escuta.
m) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos que não
retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por):
Teve febre a noite toda, e ainda está muito fraca.
Entre orações:
n) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Amélia, que não se parece em nada com a Amélia da canção, não suportou seu
jeito grosseiro e mandão.
o) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das
orações iniciadas pela conjunção “e”:
Pediu muito, mas não conseguiu convencer-lhe.
6
Pontuação
p) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas),
principalmente se estiverem antepostas à oração principal:
A casa, tão cara que ela desistiu da compra, hoje está entregue às baratas.
q) Para separar as orações intercaladas:
Ficou doente, creio eu, por conta da chuva de ontem.
r) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:
Quando me formarei, ainda não sei.
Ponto e vírgula (;)
a) Utiliza-se ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros
itens:
Para preparar o bolo vamos precisar dos seguintes ingredientes:
1 xícara de trigo;
4 ovos;
1 xícara de leite;
1 xícara de açúcar;
1 colher de fermento.
b) Utilizamos ponto e vírgula, também, para separar orações coordenadas muito
extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era
pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a
bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora
asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso." (O Visconde de
Inhomerim - Visconde de Taunay)
7
Pontuação
Travessão (—)
O travessão deve ser utilizado para os seguintes fins:
a) Iniciar a fala de um personagem no discurso direto:
Então ela disse:
— Gostaria que fosse possível fazer a viagem antes de Outubro.
b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
— Querido, você já lavou a louça?
— Sim, já comecei a secar, inclusive.
c) Unir grupos de palavras que indicam itinerários:
O descaso do poder público com relação à rodovia Belém—Brasília é
decepcionante.
d) Substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:
Dizem que Elvis — o rei do rock — na verdade, detestava atuar.
Aspas (“”)
As aspas são utilizadas com os seguintes objetivos:
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,
estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares:
A aula do professor foi “irada”.
Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.
b) Indicar uma citação direta:
“Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue
na face, desfiz e refiz a mala.” (O prazer de viajar - Eça de Queirós)
8
Pontuação
Observação: Quando houver necessidade de utilizar aspas dentro de uma
sentença onde ela já esteja presente, usa-se a marcação simples ('), não dupla (").
Exercícios
Exercício 1
Indique qual conjunto de sinais de pontuação completa as lacunas de forma
correta.
Na realidade__ nada mais havia para fazer__ Os assuntos foram falados__ as
dúvidas foram esclarecidas__ os problemas foram evitados__ Apesar disso__ um
enorme clima de mal-estar continuava a existir__
a) vírgula, ponto final, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, ponto de interrogação;
b) vírgula, vírgula, ponto final, ponto final, ponto final, vírgula, ponto final;
c) vírgula, ponto final, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, reticências;
d) vírgula, ponto de exclamação, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, ponto de
exclamação.
Exercício 2
Indique a opção que apresenta erros de pontuação.
a) Você quer vir comigo ao parque?
b) Pare imediatamente com isso!
c) Quem sabe, um dia, você não aprende?
d) O estudante levava, o pão, na mochila.
9
Pontuação
Exercício 3
Assinale as hipóteses que indicam funções corretas da vírgula.
a) Separar elementos coordenados em enumerações com a mesma função
sintática.
b) Isolar o aposto e outros elementos explicativos.
c) Separar os advérbios sim e não em respostas.
d) Separar o sujeito do predicado e o objeto direto do objeto indireto.
e) Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas.
Exercício 4
Indique os sinais de pontuação usados para…
a) Introduzir uma enumeração.
b) Indicar a suspensão ou interrupção de uma ideia ou pensamento.
c) Destacar citações e transcrições.
d) Substituir a vírgula na separação do vocativo.
e) Finalizar uma frase declarativa com sentido completo.
10
Pontuação
Gabarito
Exercício 1
Resposta: c) vírgula, ponto final, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, reticências.
Exercício 2
Resposta: d) O estudante levava, o pão, na mochila.
Exercício 3
Respostas:
a) Separar elementos coordenados em enumerações com a mesma função
sintática.
b) Isolar oaposto e outros elementos explicativos.
c) Separar os advérbios sim e não em respostas.
e) Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas.
Exercício 4
Respostas:
a) dois pontos;
b) reticências;
c) aspas;
d) ponto de exclamação;
e) ponto final.
11
Fonética
Fonética
1MÉRITOApostilas
Fonética
A fonética é o ramo da Linguística que estuda detalhadamente os sons da
fala em suas inúmeras realizações.
Fonética Articulatória
Essa ramificação da Fonética preocupa-se com os aspectos fisiológicos e arti -
culatórios da produção dos sons de uma língua, ou seja, estuda o local em que os
sons são produzidos no aparelho fonador.
Veja nas imagens a seguir as regiões do aparelho fonador que são analisadas
pela Fonética Articulatória durante a produção da fala:
Dessa forma, ao descrever um som, por exemplo, o [ p ] que aparece em
pato, dizemos que é uma consoante oclusiva bilabial desvozeada. Isso significa
que, durante sua produção, não ocorre vibração das cordas vocais (não-vozeada)
e que a corrente de ar passa pela cavidade oral, e não nasal, caracterizando-a
como uma consoante oral. Além disso, seu tipo de obstrução é total (oclusão),
sendo produzida pelo lábios superior e inferior (bilabial).
Assim, de acordo com a fisiologia do aparelho fonador, os fonemas são classi-
ficados pela Fonética Acústica segundo alguns critérios específicos:
a) Consoantes: sons que possuem alguma obstrução na passagem de ar e
são classificados conforme:
- Modo de articulação;
- Lugar de articulação;
2
Fonética
- Vozeamento;
- Nasalidade/ oralidade.
Exemplo:
[ d ] - oclusiva alveolar vozeada ou oclusiva dental vozeada.
b) Vogais: são sons que não possuem obstrução na passagem de ar e são
classificados de acordo com:
- Altura da língua;
- Anterioridade/ posterioridade da língua;
- Arredondamento dos lábios;
- Nasalidade/oralidade.
Exemplo:
[ e ] (dedo) – média-alta anterior não-arredondada.
Fonética Acústica
Esse ramo da Fonética preocupa-se com a acústica dos sons da fala, ou seja,
seus aspectos físicos como a amplitude, a duração, a frequência fundamental e o
espectro da onda sonora. Esse estudo é realizado por meio de espectrogramas,
gráficos da forma de onda, trajetórias de formantes e da frequência fundamental,
etc.
Veja a seguir uma análise, realizada por Cândida M. B. Leite, do fonema /R/
por meio de um espectograma:
3
Fonética
No espectrograma acima, o F3 apresenta valores de 2074 Hz na porção medi -
al e 2177 Hz na porção final. Trata-se de um exemplo claro de retroflexão, tanto
auditiva quanto acusticamente. Esse correlato reflete o padrão acústico da se-
quência VR, quando /R/ é antecedido pelas vogais posteriores /?/ e /u/.
O trato vocal feminino, por ser menor do que o trato vocal masculino, produz
formantes com altas frequências. Sendo assim, uma vez que se assume que os
formantes da fala feminina são mais altos se comparados com aqueles da fala
masculina, assume-se, também, que o F3 de um /R/ produzido por uma mulher
não deve estar situado abaixo de 2000 Hz, mas que esse F3 apresentaria um abai-
xamento proporcional, conforme afirma Hagiwara (1995). O exemplo acima, que
sintetiza o padrão encontrado nos dados da informante PC, se enquadra nos resul -
tados encontrados pelo referido autor para o /R/ retroflexo pós-vocálico do inglês,
a partir de dados de fala feminina.
O som é analisado pela Fonética Acústica a partir dos seguintes critérios:
- Amplitude, comprimento de onda, período e frequência;
- Velocidade do som;
- Intensidade e amplitude;
- Frequência e pitch (altura);
- Timbre.
4
Fonética
Anotações:
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MÉRITO
Apostilas
Estrutura morfossintática do período
Estrutura morfossintática do período
1
Estrutura morfossintática do período
Período Composto
Período composto é aquele formado por duas ou mais orações. Há dois tipos de
períodos compostos:
1) Período composto por coordenação: quando as orações não mantêm rela-
ção sintática entre si, ou seja, quando o período é formado por orações sintatica-
mente independentes entre si.
Ex. Estive à sua procura, mas não o encontrei.
2) Período composto por subordinação: quando uma oração, chamada subor-
dinada, mantém relação sintática com outra, chamada principal.
Ex. Sabemos que eles estudam muito. (oração que funciona como objeto direto)
Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.
Período Composto por Subordinação
A uma oração principal podem relacionar-se sintaticamente três tipos de ora-
ções subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais.
I. Orações Subordinadas Substantivas: São seis as orações subordinadas subs-
tantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)
A) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal. Existem três estruturas
de oração principal que se usamcom subordinada substantiva subjetiva: verbo de li-
gação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.
Ex. É necessário que façamos nossos deveres.
2
Estrutura morfossintática do período
verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva. Verbo unipessoal
só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer,
importar, interessar, suceder, acontecer.
Ex. Convém que façamos nossos deveres.
Verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.
Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.
B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal. (sujeito) +
VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.
C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal. (sujeito)
+ VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex. Lembro-me de que tu me amavas.
D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da
oração principal. (sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada
substantiva completiva nominal.
Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.
E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração su-
bordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vír-
gulas. oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.
3
Estrutura morfossintática do período
Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.
F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da ora-
ção principal. (sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.
Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.
Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:
Pronomes interrogativos (quem, que, qual…)
Advérbios interrogativos (onde, como, quando…)
Perguntou-se quando ele chegaria. Não sei onde coloquei minha carteira.
II. Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas adjetivas são sempre iniciadas por um pronome relati-
vo.
São duas as orações subordinadas adjetivas:
A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou prono-
me a que se refere. A restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da
oração principal e não pode ser isolada por vírgulas.
Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.
Os alunos cujas redações foram escolhidas receberão um prêmio.
4
Estrutura morfossintática do período
B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, expli-
cando mais detalhadamente uma característica geral e própria desse nome. A expli-
cativa funciona como aposto explicativo e é sempre isolada por vírgulas.
Ex. Londrina, que é a terceira cidade da região Sul do país, está muito bem cui-
dada.
III. Orações Subordinadas Adverbiais
São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjun-
ção subordinativa
A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.
Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.
Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.
B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente,
o verbo fica subentendido
Conjunções: (mais) … que, (menos)… que, (tão)… quanto, como.
Ex. Diocresildo era mais esforçado que o irmão(era).
C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.
Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se-
bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese.
5
Estrutura morfossintática do período
Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.
D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.
Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.
Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.
E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.
Conjunções: como, conforme, segundo.
Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.
F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de consequência.
Conjunções: (tão)… que, (tanto)… que, (tamanho)… que. Ex. Ele fala tão alto, que
não precisa do microfone.
G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.
Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que,
mal.
Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.
H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.
6
Estrutura morfossintática do período
Conjunções: a fim de que, para que, porque.
Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.
I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.
Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais. À medida que o tempo
passa, mais experientes ficamos.
IV. Orações Reduzidas
Quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome rela-
tivo e com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é
uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome de infinitivo, de particípio ou de
gerúndio.
Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.
Período Simples e Composto
O período pode ser caracterizado pela presença de uma ou de mais orações, por
isso, pode ser simples ou composto.
Período Simples - apresenta apenas uma oração, a qual é chamada de oração
absoluta.
Exemplos:
Já acordamos.
Hoje está tão quente!
7
Estrutura morfossintática do período
Preciso disto.
Período Composto - apresenta duas ou mais orações.
Exemplos:
• Conversamos quando eu voltar.
• É sua obrigação explicar o que aconteceu.
• Descansou, passeou e fez o que mais quis nas férias.
O número de orações depende do número de verbos presentes num enunciado.
Classificação do Período Composto
Conforme a sua formação, o período composto é classificado em:
Período Composto por Coordenação - quando as orações são independentes
entre si, ou seja, cada uma delas têm sentido completo.
Exemplos:
Levantou e começou a trabalhar.
Assaltou a loja e correu pela porta dos fundos.
Período Composto por Subordinação - quando as orações relacionam-se entre
si.
Exemplos:
8
Estrutura morfossintática do período
Espero terminar os enfeites até que os convidados comecem a chegar.
Fi a receita mesmo sem saber quais ingredientes levava.
Período Misto- quando há a presença de orações coordenadas e subordinadas.
Exemplos:
Levantei, embora ainda estivesse cheio de sono.
Enquanto ele falar, nós vamos escutar.
Orações Coordenadas
As orações coordenadas podem ser sindéticas ou assindéticas, respectivamente,
conforme são utilizadas ou não conjunções.
Exemplos: Ora fala, ora não fala. (oração coordenada sindética, marcada pelo
uso da conjunção “ora...ora”).
As aulas começaram, os deveres começaram e a preguiça deu lugar à determinação.
(orações coordenadas assindéticas: “As aulas começaram, os deveres começaram”,
oração coordenada sindética: “e a preguiça deu lugar à determinação”.)
As orações coordenadas sindéticas podem ser:
Aditivas: quando as orações expressam soma. Exemplo: Gosta de praia, mas
também gosta de campo.
Adversativas: quando as orações expressam adversidade. Exemplo: Gostava do
curso, contudo não havia vaga na sua cidade.
Alternativas: quando as orações expressam alternativa. Exemplo: Vai ele ou vou
eu.
Conclusivas: quando as orações expressam conclusão. Exemplo: Estão de acor-
do, então vamos.
9
Estrutura morfossintática do período
Explicativas: quando as orações expressam explicação. Exemplo: Fizemos o tra-
balho hoje porque tivemos tempo.
Orações Subordinadas
As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais, con-
forme a sua função.
Exemplos:
Substantivas: quando as orações têm função de substantivo. Exemplo: Espero
que vocês consigam.
Adjetivas: quando as orações têm função de adjetivo. Exemplo: Os concorrente
que dormem mais têm um desempenho melhor.
Adverbiais: quando as orações têm função de advérbio. Exemplo: Àmedida que
crescem, aumentam as preocupações.
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10
Estrutura morfossintática do período
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Exercícios:
1. (UNIRIO) No período “Ah, arrulhou de repente a pomba, quando distinguiu,
indignada, o pombo que chegava (...)”, as duas orações subordinadas são
respectivamente:
a) adjetiva e adverbial temporal
b) substantiva predicativa e adjetiva
c) adverbial temporal e adverbial temporal
d) adverbial temporal e adverbial consecutiva
e) adverbial temporal e adjetiva
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2. (FGV) Leia atentamente: “O vigilante guarda-noturno e o seu valente auxiliar,
nunca esmoreceram no cumprimento do dever.” No período acima, a vírgula está
mal colocada, pois separa:
a) o sujeito e o objeto direto
b) o sujeito e o predicado
c) a oração principal e a oração subordinada
11
Estrutura morfossintática do período
d) o sujeito e o seu adjunto adnominal
e) o predicado e o objeto direto
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Gabarito
1 – Alternativa e: adverbial temporal e adjetiva.
2 – Alternativa b: o sujeito e o predicado
3 – Alternativa b: subordinada adverbial consecutiva
12
Estrutura e formação de palavras
Estrutura e formação de palavras
1MÉRITOApostilas
Estrutura e formação de palavras
Palavras são formadas por elementos mórficos, também denominados morfemas,
que podem ser definidos por unidades mínimas de caráter significativo. Esses
elementos mórficos recebem denominações diferentes, dependendo de qual sua
função na formação das palavras, podendo ser assim denominados: radical, afixos,
desinências, vogais temáticas ou vogais e consoantes de ligação.
Um radical, também chamado de raiz ou tema, é o elemento básico da palavra, o
que contém seu significado e que a partir dele é possível identificá-la. Como “livr -
”, “escol - ”, “cert -”.
Afixos são acréscimos, podendo vir antes (os prefixos) ou depois (os sufixos. Os
afixos modificam o significado dos radicais e também da classe gramatical destes.
Seguindo os exemplos anteriores podemos dizer: “incertamente”, “escolarização”,
“livreto”, ou também “internacional”,
Desinências são flexões do radical, ou seja, as flexões do verbo em número, tempo
e pessoa. Desinências nominais indicam o nome e o número, utilizando-se das
vogais “a” e “o” e o morfema “s”.
Vogal temática: Aparece entre o radical e uma desinência. As vogais temáticas
verbais definem a conjugação verbal. As vogais temáticas nominais atuam também
como desinência de gênero.
Tema: É a junção do radical com uma vogal temática.
Vogal ou consoante de ligação: As vogais ou consoantes de ligação são morfemas
que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a
leitura de uma determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação na
palavra escolaridade: o -i- entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da
palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
chaleira, tricota.
Análise de morfemas
Avissássemos
aviss-á-sse-mos
2
Estrutura e formação de palavras
aviss (radical)
á (vogal temática)
sse (desinência indicativa do modo e tempo verbal)
mos (desinência indicativa da pessoa e número verbal)
Separação de morfemas
Força
força (forç-a)
forçar (forç-a-r)
forçado (forç-a-do)
forcinha (forc-inh-a)
esforçar (es-forç-a-r)
esforçadamente (es-forç-a-da-mente)
Formação de palavras
Existem diversos processos que possibilitam a formação de novas palavras. Os
dois processos principais são a derivação e a composição.
Existem vários tipos de derivação e composição:
• derivação prefixal;
• derivação sufixal;
• derivação parassintética;
• derivação regressiva;
• derivação imprópria;
3
Estrutura e formação de palavras
• composição por justaposição;
• composição por aglutinação.
Processos de
formação
Caracterização Exemplos
Derivação
prefixal
Acrescenta-se um prefixo a
uma palavra já existente.
infiel (in- + fiel)
reaver (re- + haver)
antemão (ante- + mão)
Derivação
sufixal
Acrescenta-se um sufixo a
uma palavra já existente.
gentileza (gentil + -eza)
chatice (chato + -ice)
tapar (tapa + -ar)
Derivação
parassintética
Acrescenta-se um sufixo e um
prefixo a uma palavra já existente.
envernizar
(en- + verniz + -izar)
apodrecer
(a- + podre + -ecer)
engordar
(en- + gordo + -ar)
Derivação
regressiva
Ocorre a redução da palavra
primitiva.
amparo (de amparar)
sobra (de sobrar)
choro (de chorar)
Derivação
imprópria
Não há alteração da palavra
primitiva. Há mudança de
significado e de
classe gramatical.
jovem (de adjetivo para
substantivo)
saber (de verbo para
substantivo)
Composição
por aglutinação
Há alteração das palavras
formadoras, que se fundem.
aguardente
(água + ardente)
vinagre (vinho + acre)
dessarte (dessa + arte)
Composição
por
justaposição
Não há alteração das palavras
formadoras, que apenas se juntam.
beija-flor
segunda-feira
paraquedas
4
Estrutura e formação de palavras
Outros processos de formação de palavras
Além da derivação e da composição, existem outros processos secundários de
formação de palavras:
• abreviação (vídeo, de videocassete)
• reduplicação (zum-zum)
• combinação (showmício, de show + comício)
• intensificação (culpabilizar, de culpar)
• hibridismo (monóculo, do grego mono + o latim oculus)
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Estrutura e formação de palavras
Anotações:
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Estrutura e formação de palavras
Exercícios
Exercício 1
(UFSC) Aponte a alternativa cujas palavras são respectivamente formadas por
justaposição, aglutinação e parassíntese:
a) varapau - girassol - enfaixar
b) pontapé - anoitecer - ajoelhar
c) maldizer - petróleo - embora
d) vaivém - pontiagudo - enfurece
e) penugem - plenilúnio - despedaça
Exercício 2
Indique quais das seguintes palavras da lista são formadas por derivação prefixal,
derivação sufixal e derivação parassintética.
a) lealdade
b) folhagem
c) entristecer
d) sobre-humano
e) entardecer
f) desfazer
g) livraria
h) sobrenome
i) contra-ataque
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Estrutura e formação de palavras
Gabarito
Exercício 1
Resposta: Alternativa D.
- Vaivém – Justaposição: ocorre quando dois radicais unem-se sem que as palavras
sofram transformações.
- Pontiagudo – Aglutinação: ocorre quando dois radicais unem-se e um deles sofre
alteração.
- Enfurece – Parassíntese: ocorre quando os dois morfemas (prefixo e sufixo)
unem-se ao radical simultaneamente. Perceba que não existe a palavra enfure, da
mesma forma que não existe a palavra furece. Portanto, podemos afirmar que a
anexação do prefixo e do sufixo ocorreu ao mesmo tempo.
Exercício 2
Resposta:
Palavras formadas por derivação prefixal (ou prefixação) , que são aquelas cujo
prefixo é adicionado à palavra primitiva formando uma nova palavra:
d) sobre-humano (o prefixo sobre- foi adicionado à palavra primitiva “humano”)
f) desfazer (o prefixo des- foi adicionado à palavra primitiva “fazer”)
h) sobrenome (o prefixo sobre- foi adicionado à palavra primitiva “nome”)
i) contra-ataque (o prefixo contra- foi adicionado à palavra primitiva “ataque”)
Palavras formadas por derivação sufixal (ou sufixação), que são aquelas cujo
sufixo é adicionado à palavra primitiva formando uma nova palavra:
a) lealdade (o sufixo -dade foi adicionado à palavra primitiva “leal”)
b) folhagem (o sufixo -agem foi adicionado à palavra primitiva “folha”)
g) livraria (o sufixo -aria foi adicionado à palavra primitiva “livro”)
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Estrutura e formação de palavras
Palavras formadas por derivação parassintética (ou parassíntese) , que são
aquelas cujo prefixo e sufixo são adicionados à palavra primitiva, ao mesmo tempo,
formando uma nova palavra:
c) entristecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de forma
simultânea à palavra primitiva “triste”.)
e) entardecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de forma
simultânea à palavra primitiva “tarde”.)
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Classes gramaticais
Classes gramaticais
1MÉRITOApostilas
Classes gramaticais
Classe gramatical
É a classificação das palavras em grupos de acordo com a sua função na lín-
gua portuguesa. Elas podem ser variáveis e invariáveis, dividindo-se da seguinte
forma:
Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, número e grau: subs-
tantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo e numeral.
Palavras invariáveis - as que não variam: preposição, conjunção, interjeição
e advérbio.
As classes de palavras ou classes gramaticais são dez: substantivo, verbo, ad-
jetivo, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção, interjeição e advérbio.
1. Substantivo
Substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenô-
menos, lugares, qualidades, ações, dentre outros, tais como: Ana, Brasil, beleza.
Exemplos de frases com substantivo:
• A Ana é super inteligente.
• O Brasil é lindo.
• A tua beleza me encanta.
Há vários tipos de substantivos: comum, próprio, concreto, abstrato, coletivo.
2. Verbo
Verbo é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza, tais
como: sairemos, corro, chovendo.
Exemplos de frases com verbo:
• Sairemos esta noite?
• Corro todos os dias.
• Chovendo, eu não vou.
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Classes gramaticais
Os verbos são classificados em: regulares, irregulares, defectivos e abundan-
tes.
3. Adjetivo
Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais
como: feliz, superinteressante, amável.
Exemplos de frases com adjetivo:
• A criança ficou feliz.
• O artigo ficou superinteressante.
• Sempre foi amável comigo.
4. Pronome
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a
relação das pessoas do discurso, tais como: eu, contigo, aquele.
Exemplos de frases com pronome:
• Eu aposto como ele vem.
• Contigo vou até a Lua.
• Aquele tipo não me sai da cabeça.
Há vários tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relati-
vos, indefinidos e interrogativos.
5. Artigo
Artigo é a palavra que antecede o substantivo, tais como: o, as, uns, uma.
Exemplos de frases com artigo:
• O menino saiu.
• As meninas saíram.
• Uns constroem, outros destroem.
• Uma chance é o que preciso.
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Classes gramaticais
Os artigos são classificados em: definidos e indefinidos.
6. Numeral
Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais
como: um, primeiro, dezenas.
Exemplos de frases com numeral:
• Um pastel, por favor!
• Primeiro as damas.
• Dezenas de pessoas estiveram presentes.
Os numerais são classificados em: cardinais, ordinais, multiplicativos, fracio-
nários e coletivos.
7. Preposição
Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após,
para.
Exemplos de frases com preposição:
• Entreguei a carta a ele.
• As portas abrem após as 18h.
• Isto é para você.
As preposições são classificadas em: preposições essenciais e preposições
acidentais.
8. Conjunção
Conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor
gramatical, tais como: mas, portanto, conforme.
Exemplos de frases com conjunção:
• Vou, mas não volto.
• Portanto, não sei o que fazer.
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Classes gramaticais
• Dançar conforme a dança.
As conjunções são classificadas em coordenativas (aditivas, adversativas, al-
ternativas, conclusivas e explicativas) e subordinativas (integrantes, causais, com-
parativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, fi-
nais e proporcionais).
9. Interjeição
Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá!,
Viva! Psiu!.
Exemplos de frases com interjeição:
• Olá! Sou a Maria.
• Viva! Conseguimos ganhar o campeonato.
• Psiu! Não faça barulho aqui.
10. Advérbio
Advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, ex-
primindo circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre outros, tais como:
melhor, demais, ali.
Exemplos de frases com advérbio:
• O melhor resultado foi o do atleta estrangeiro.
• Não acha que trouxe folhas demais?
• O restaurante é ali.
Os advérbios são classificados em: modo, intensidade, lugar, tempo, negação,
afirmação e dúvida.
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Classes gramaticais
Anotações:
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Classes gramaticais
Exercícios
Exercício 1
Indique a que classe de palavras pertencem as palavras em negrito.
a) As meninas são tão corajosas quanto os meninos.
b) Coragem!
c) Falta a coragem…
d) Com seus trinta anos já era para ter juízo.
e) Há uns anos não sabia o que fazer da vida.
f) Fazer o bem sem olhar a quem.
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Classes gramaticais
Gabarito
Exercício 1
A) Adjetivo - classe de palavras que atribui característica ao substantivo. Na
oração, temos: meninas (substantivo), corajosas (adjetivos).
B) Interjeição - classe de palavras que expressa sensações e é sempre
acompanhada de ponto de exclamação. "Coragem!" é uma interjeição de
ânimo.
C) Substantivo - classe de palavras que nomeia seres, fenômenos, entre muitos
outros. Na oração, "coragem" é um substantivo abstrato.
D) Pronome - classe de palavras que substitui ou acompanha os substantivos.
Na oração, "seus" é um pronome possessivo.
E) Artigo - classe de palavras que acompanham o substantivo de forma a
determinar seu número (singular ou plural) e seu gênero (feminino ou
masculino). Na oração "uns" é um artigo indefinido plural, masculino.
F) Substantivo - classe de palavras que nomeia seres, fenômenos, entre muitos
outros. Na oração, "bem" é um substantivo abstrato, porque foi
substantivada em decorrência da utilização do artigo "o" (o bem). Em outros
contextos, essa mesma palavra pode assumir a função de advérbio, tal
como na alternativa seguinte, em que "bem" é um advérbio de modo: "Os
trabalhos ficaram muito bem feitos.".
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Sintaxe
Sintaxe
1MÉRITOApostilas
Sintaxe
Sintaxe
Sintaxe é o conjunto das regras que determinam as diferentes possibilidades
de associação das palavras da língua para a formação de enunciados.
A Sintaxe é uma das partes da Gramática na qual são estudadas as disposi-
ções das palavras nas orações, nos períodos, bem como a relação lógica estabele-
cida entre elas.
Podemos considerar a Gramática como sendo o conjunto das regras que de-
terminam as diferentes possibilidades de associação das palavras de uma língua
para a formação de enunciados concretos. A Sintaxe própria de cada língua impe-
de que sejam realizadas combinações aleatórias entre as palavras.
Embora sejam bem distintas entre si, todas as línguas, além de possuírem um
léxico composto por milhares de palavras, possuem também um conjunto de re-
gras as quais determinam a forma como as palavras podem se relacionar para for-
mar enunciados concretos.
Sendo assim, a Sintaxe organiza a estrutura das unidades linguísticas, os sin-
tagmas, que se combinam em sentenças. Para que o falante de uma língua possa
interagir verbalmente com outros, ele organiza as sentenças linguísticas para que
possa transmitir um significado completo e, assim, ser compreendido.
O enunciado se encaixa em uma organização/estruturação específica prevista
na língua. Essa organização é sempre regulada pela Sintaxe, a qual define as se-
quências possíveis no interior dessas estruturas.
Funções sintáticas
Consiste na função específica de cada elemento na sentença ao se relacionar
com outros elementos que também compõem o enunciado.
Leia o exemplo:
João vendeu um baú antigo ano passado.
- João: sujeito do verbo 'vender'.
- Um: adjunto adnominal.
- Um baú antigo: objeto direto de 'vendeu'.
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Sintaxe
Relações sintáticas
Consiste nas relações estabelecidas entre as palavras que definem as estrutu-
ras possíveis na Sintaxe das línguas.
Leia o exemplo:
João vendeu um baú antigo ano passado.
- João: agente da ação expressa pelo verbo 'vender';
- Ano passado: quando a ação foi realizada.
Para que possamos realizar a análise sintática dos enunciados da língua é ne-
cessário explicitar as estruturas, as relações e as funções dos elementos que os
constituem.
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Sintaxe
Anotações:
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Coordenação e Subordinação
Coordenação e
Subordinação
1MÉRITOApostilas
Coordenação e Subordinação
Para compreender a estrutura sintática de uma frase, ou seja, a análise em
relação à organização da mesma, que é dividida em coordenação e subordina-
ção; primeiramente deve-se entender o que é frase; e, de acordo com Mattoso
Câmara, nada mais é do que “unidade de comunicação linguística, caracterizada
[...] do ponto de vista comunicativo – por ter um propósito definido e ser suficien -
te pra defini-lo –, e do ponto de vista fonético – por uma entonação [...] que lhe
assinala nitidamente o começo e o fim.”.
Seguindo a linha de definição acerca de frase escrita, Perini diz que se inicia
com letra maiúscula e finaliza com algum sinal de pontuação (ponto final, ponto
de interrogação, ponto de exclamação etc), todavia, outros gramáticos não delimi -
tam a necessidade de pontuação para a constituição de frase.
O vocábulo definido acima ainda pode ser uma oração, mas a última não é si -
nônimo de frase; isto é, uma oração possui verbo, mas uma frase não precisa de
verbo para ser denominada como tal, sendo assim, toda oração (ou conjunto de
orações = período) é uma frase (exemplo: Abra o livro na página 4 e Faça um bolo
e entregue a Maria), porém, nem toda frase é uma oração (exemplo: O caderno
amarelo da filha de João da Silva).
Quanto a período (ou enunciado) – que é a soma dos elementos estruturais da
frase e tem a necessidade da pontuação –, este pode ser simples ou composto;
sendo por composição, será subdividido em coordenação (semântica + sintática)
e subordinação (“... é o emprego de um nível mais elevado no lugar de outro de
nível inferior”, BACK). Outro ponto a ser frisado é que composição por aposição di -
fere-se de composição por coordenação, pois a primeira admite expressões expli -
cativas (isto é; quero dizer) e expressões retificadoras (minto; aliás).
Ainda em relação à composição por aposição, Back enumera dois tipos de
aposição: identificadora (“Pedro Álvares Cabral, um almirante português , desco-
briu o Brasil.”) e retificadora (“João, minto , Pedro veio até a sala.”), e ambas exer-
cem a mesma função sintática.
A locução subordinante também tem duas classificações, podendo ser com-
plexa ou unitária. A primeira refere-se a uma locução verbal (Ex. Amanhã, todos
os alunos irão fazer o teste), enquanto a segunda, como o próprio nome diz, é
composta por um único verbo (Ex. Ontem, Pedro fez o exame).
A explanação de alguns termos, como hipotaxe (subordinação) – estrutura
muito complexa que pode ser reduzida – e parataxe – termo equivalente para a
coordenação –, hipertaxe – palavra que exerce um grande significado, como, por
exemplo, um substantivo com significado maior – é também bastante válida para
uma compreensão clara e coerente. Além disso, vale ressaltar que pronome sem-
pre tem função sintática.
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Coordenação e Subordinação
Anotações:
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Concordância Verbal e Nominal
Concordância Verbal e Nominal
1MÉRITOApostilas
Concordância Verbal e Nominal
Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade
estabelecida entre cada componente da oração.
Concordância verbal se ocupa da relação entre sujeito e verbo, concordância
nominal se ocupa da relação entre as classes de palavras:
concordância verbal = sujeito e verbo
concordância nominal = classes de palavras
Concordância Verbal
1. Sujeito composto antes do verbo
Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre
no plural.
Exemplo: Maria e Joséconversaram até de madrugada.
2. Sujeito composto depois do verbo
Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no
plural como pode concordar com o sujeito mais próximo.
Exemplos:
Discursaram diretor e professores.
Discursou diretor e professores.
3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes
Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo
também deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível
gramatical, tem prioridade.
Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a
2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles).
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Concordância Verbal e Nominal
Exemplos:
Nós, vós e eles vamos à festa.
Tu e ele falais outra língua?
Concordância Nominal
1. Adjetivos e um substantivo
Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, os adjetivos devem
concordar em gênero e número com o substantivo.
Exemplo: Adorava comida salgada e gordurosa.
2. Substantivos e um adjetivo
No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um
adjetivo, há duas formas de concordar:
2.1. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com
o substantivo mais próximo.
Exemplo: Linda filha e bebê.
2.2. Quando o adjetivo vem depois dos substantivos, o adjetivo deve concordar
com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos.
Exemplos: Pronúncia e vocabulário perfeito.
Vocabulário e pronúncia perfeita.
Pronúncia e vocabulário perfeitos.
Vocabulário e pronúncia perfeitos.
3
Regência verbal e nominal
Regência verbal e nominal
1MÉRITOApostilas
Regência verbal e nominal
Regência verbal
A regência verbal indica a relação que um verbo (termo regente) estabelece com o
seu complemento (termo regido) através do uso ou não de uma preposição. Na
regência verbal os termos regidos são o objeto direto (sem preposição) e o objeto
indireto (preposicionado).
Exemplos de regência verbal preposicionada
• assistir a;
• obedecer a;
• avisar a;
• agradar a;
• morar em;
• apoiar-se em;
• transformar em;
• morrer de;
• constar de;
• sonhar com;
• indignar-se com;
• ensaiar para;
• apaixonar-se por;
• cair sobre.
Regência verbal sem preposição
Os verbos transitivos diretos apresentam um objeto direto como termo regido,
não sendo necessária uma preposição para estabelecer a regência verbal.
2
Regência verbal e nominal
Exemplos de regência verbal sem preposição:
• Você já fez os deveres?
• Eu quero um carro novo.
• A criança bebeu o suco.
O objeto direto responde, principalmente, às perguntas o quê? e quem?, indicando
o elemento que sofre a ação verbal.
Regência verbal com preposição
Os verbos transitivos indiretos apresentam um objeto indireto como termo regido,
sendo obrigatória a presença de uma preposição para estabelecer a regência
verbal.
Exemplos de regência verbal com preposição:
• O funcionário não se lembrou da reunião.
• Ninguém simpatiza com ele.
• Você não respondeu à minha pergunta.
O objeto indireto responde, principalmente, às perguntas de quê? para quê? de
quem? para quem? em quem?, indicando o elemento ao qual se destina a ação
verbal.
Preposições usadas na regência verbal
As preposições usadas na regência verbal podem aparecer na sua forma simples,
bem como contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.
Preposições simples: a, de, com, em, para, por, sobre, desde, até, sem,...
3
Regência verbal e nominal
Contração e combinação de preposições: à, ao, do, das, destes, no, numa, nisto,
pela, pelo,...
As preposições mais utilizadas na regência verbal são: a, de, com, em, para e por.
• Preposição a: perdoar a, chegar a, sujeitar-se a,...
• Preposição de: vangloriar-se de, libertar de, precaver-se de,...
• Preposição com: parecer com, zangar-se com, guarnecer com,...
• Preposição em: participar em, teimar em, viciar-se em,...
• Preposição para: esforçar-se para, convidar para, habilitar para,...
• Preposição por: interessar-se por, começar por, ansiar por,…
Regência nominal
A regência nominal indica a relação que um nome (termo regente) estabelece com
o seu complemento (termo regido) através do uso de uma preposição.
Exemplos de regência nominal
• favorável a;
• apto a;
• livre de;
• sedento de;
• intolerante com;
• compatível com;
• interesse em;
• perito em;
• mau para;
4
Regência verbal e nominal
• pronto para;
• respeito por;
• responsável por.
Regência nominal com preposição
A regência nominal ocorre quando um nome necessita obrigatoriamente de uma
preposição para se ligar ao seu complemento nominal.
Exemplos de regência nominal com preposição:
• Sempre tive muito medo de baratas.
• Seu pai está furioso com você!
• Sinto-me grato a todos.
Preposições usadas na regência nominal
Também na regência nominal as preposições podem ser usadas na sua forma
simples e contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.
As preposições mais utilizadas na regência nominal são, também: a, de, com, em,
para, por.
Preposição a: anterior a, contrário a, equivalente a,...
Preposição de: capaz de, digno de, incapaz de,...
Preposição com: impaciente com, cuidadoso com, descontente com,...
Preposição em: negligente em, versado em, parco em,...
Preposição para: essencial para, próprio para, apto para,...
Preposição por: admiração por, ansioso por, devoção por,...
5
Crase
Crase
1MÉRITOApostilas
Crase
A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao
emprego da preposição “a” com o artigo feminino a (s), com o “a” inicial referente
aos pronomes demonstrativos – aquela (s), aquele (s), aquilo e com o “a”
pertencente ao pronome relativo a qual (as quais). Casos estes em que tal fusão se
encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às
quais.
Quando usar crase
Antes de palavras femininas
Fui à escola.
Fomos à praça.
Quando acompanham verbos que indicam destino (ir, voltar, vir)
Vou à padaria.
Fomos à praia.
Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas
Saímos à noite.
À medida que o tempo passa as amizades aumentam.
Exemplos de locuções: à medida que, à noite, à tarde, às pressas, às vezes, em
frente a, à moda de.
2
Crase
Antes dos Pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele
No verão, voltamos àquela praia.
Refere-se àquilo que aconteceu ontem na festa.
Antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida
Veste roupas à (moda de) Luís XV.
Dribla à (moda de) Pelé.
Uso da crase na indicação das horas
Utiliza-se a crase antes de numeral cardinal que indicam as horas exatas:
Termino meu trabalho às cinco horas da tarde.
Saio da escola às 12h30.
Por outro lado, quando acompanhadas de preposições (para, desde, após, perante,
com), não se utiliza a crase, por exemplo:
Ficamos na reunião desde as 12h.
Chegamos após as 18h.
O congresso está marcado para as 15h.
Quando não usar crase
Antes de palavras masculinas
Jorge tem um carro a álcool.
Samuel comprou um jipe a diesel.
3
Crase
Antes de verbos que não indiquem destino
Estava disposto a salvar a menina.
Passava o dia a cantar.
Antes de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo
Falamos a ela sobre o ocorrido
Ofereceram a mim as entradas para o cinema.
Os pronomes do caso reto são: eu, tu, ele, nós, vós, eles.
Os pronomes do caso oblíquo são: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe.
Antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa
Era a isso que nos referíamos.
Quando aderir a esse plano, a internet ficará mais barata.
Crase facultativa
1. Depois da preposição “até”
Exemplos:
Vou até a faculdade agora. OU Vou até à faculdade agora.
Vamos até a feira? OU Vamos até à feira?
Fuiaté a loja de manhã. OU Fui até à loja de manhã.
Explicação:
4
Crase
A crase é a junção da preposição "a" com o artigo "a". Para não escrever “Vou a a
praia”, usamos o acento grave para indicar essa soma (a + a).
Bem, “até” é preposição e, sendo assim, não há soma de “a + a”: Vou até a faculdade.
Mas, também podemos dizer “até a”. “Até a” é uma locução prepositiva e, neste
caso, há a soma de “a + a”: “Vou até a a faculdade” é o mesmo que “Vou até à
faculdade”.
Por isso, as duas formas estão corretas: “até a” ou “até à”.
1.1. “Até” antes de horas
Antes da indicação de um horário usamos crase, mas se antes das horas vier a
preposição “até”, o seu uso é facultativo.
Exemplos:
Chegarei ao restaurante até as 20h. OU Chegarei ao restaurante até às 20h.
O médico atenderá o paciente até as 14h. OU O médico atenderá o paciente
até às 14h.
Até as 11h devo ligar para você. OU Até às 11h devo ligar para você.
2. Antes dos nomes próprios femininos
Exemplos:
Custa a Maria ver o filho sofrer. OU Custa à Maria ver o filho sofrer.
Obedeça a Joana! OU Obedeça à Joana!
Informou a Ana. OU Informou à Ana.
Explicação:
O uso do artigo é facultativo antes de nomes próprios femininos:
Maria é uma simpatia. OU A Maria é uma simpatia.
5
Crase
Joana é inglesa. OU A Joana é inglesa.
Ana está atrasada. OU A Ana está atrasada.
Uma vez que não haja artigo “a” haverá apenas a presença da preposição “a”, logo,
não há crase.
No entanto, se considerarmos a preposição e o artigo (a + a), então há crase.
Ambas opções estão corretas.
3. Antes dos pronomes possessivos
Exemplos:
Não iremos a tua casa. OU Não iremos à tua casa.
Querem assistir a nossa reportagem? OU Querem assistir à nossa reportagem?
Vamos a minha casa! OU Vamos à minha casa!
Explicação:
O uso do artigo também é facultativo antes dos pronomes possessivos. É por isso
que antes deles o uso ou não da crase está correto:
Tua casa é bonita. OU A tua casa é bonita.
Nossa reportagem está ótima. OU A nossa reportagem está ótima.
Minha casa está uma bagunça! OU A minha casa está uma bagunça!
Para lembrar: os pronomes possessivos femininos são: minha(s), tua(s), sua(s),
nossa(s), vossa(s).
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Crase
Anotações:
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Crase
Exercícios
Exercício 1
(ESAN - Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo) Das frases
abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:
a) Devemos aliar a teoria à prática.
b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.
c) Dia à dia, a empresa foi crescendo.
d Ele parecia entregue à tristes cogitações.
e) Puseram-se à discutir em voz alta.
Exercício 2
(FCC - Fundação Carlos Chagas) É preciso suprimir um ou mais sinais de crase em:
a) À falta de coisa melhor para fazer, muita gente assiste à televisão sem sequer
atentar para o que está vendo.
b) Cabe à juventude de hoje dedicar-se à substituição dos apelos do mercado por
impulsos que, em sua verdade natural, façam jus à capacidade humana de sonhar.
c) Os sonhos não se adquirem à vista: custa tempo para se elaborar dentro de nós a
matéria de que são feitos, às vezes à revelia de nós mesmos.
d) Compreenda-se quem aspira à estabilidade de um emprego, mas prestem-se
todas as homenagens àquele que cultiva seus sonhos.
e) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu pragmatismo
não está à salvo de ser o responsável pela frustração de toda uma geração.
8
Crase
Gabarito
Exercício 1
Alternativa A) Devemos aliar a teoria à prática.
Exercício 2
Alternativa E) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu
pragmatismo não está à salvo de ser o responsável pela frustração de toda uma
geração.
9
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
Sinônimos, antônimos, homônimos
e parônimos
1MÉRITOApostilas
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
Semântica é a classe gramatical que estuda a significação das palavras e as
relações que elas têm umas com as outras por meio das classificações como si -
nônimos, antônimos, homônimos e parônimos.
Sinônimos
A sinonímia é o nome dado ao que ocorre quando usamos palavras diferen-
tes, mas com o significado igual ou parecido, estabelecendo uma relação de proxi-
midade. Essas palavras de mesma significação são chamadas de sinônimos, e uti-
lizá-las evita que sentenças e argumentos se tornem repetitivos e desinteressan-
tes.
Importante notar que sinônimos não são equivalentes e é raro encontrar
aqueles que são perfeitos, como no caso de “belo” e “bonito”, dependendo do
contexto (“este rapaz é belo” é muito semelhante a “este rapaz é bonito”, mas nem
sempre a relação é tão próxima).
Exemplos:
• Casa/lar/moradia/residência
• Longe/distante
• Delicioso/saboroso
• Carro/automóvel
• Triste/melancólico
• Resgatar/recuperar
Antônimos
A antonímia, ao contrário da sinonímia, é o que acontece quando duas pala -
vras são usadas para indicar o oposto uma da outra, estabelecendo uma relação
de contrariedade.
Exemplos:
2
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
• Amor/ódio
• Luz/trevas
• Mal/bem
• Ausência/presença
• Fraco/forte
• Bonito/feio
• Cheio/vazio
Polissemia e monossemia
Quando uma palavra tem vários significados, temos uma polissemia. O con-
trário, que é quando uma palavra tem somente um significado, é chamado de mo-
nossemia. Para entender esses significados, é fundamental observar o contexto
no qual essas palavras estão inseridas.
Exemplo:
Gato: animal, homem atraente, instalaçãoelétrica irregular.
• Adotei um gato na semana passada.
• Conheci seu amigo ontem na festa. Que gato!
• Aquela instalação elétrica da vizinha é um gato.
Homônimos
Homônimos são aquelas palavras que têm som igual, escrita igual, mas signifi-
cados diferentes. Dentro dessa classificação, temos ainda as palavras homófonas
(mesmo som, mas com escrita e significado diferentes) e as homógrafas (escrita
igual, mas com som e significado diferentes).
Exemplos:
3
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
• Vou colocar “extrato” de tomate no molho do macarrão.
• Vou ao banco retirar o “extrato”.
• Eu “rio” tanto.
• Da minha casa posso ver o “rio”.
Homônimos perfeitos: são palavras que possuem a mesma grafia e o mesmo
som. Exemplo: Esse homem é são (saúde), São Pedro (título), Como vai? (sauda-
ção), Eu como feijão (verbo comer).
Homônimos homófonos: são as palavras que possuem o mesmo som, porém
a grafia é diferente. Exemplo: sessão (reunião), seção (repartição), cessão (ato de
ceder), concerto (musical) e conserto (ato de consertar).
Homônimos homógrafos: são palavras que possuem a mesma grafia e sons
diferentes. Exemplo: almoço (ô) substantivo – almoço (ó) verbo; jogo (ô) substanti-
vo – jogo (ó) verbo; para (preposição) – para (verbo)
Parônimos
são aquelas que são escritas e pronunciadas de maneira semelhante, mas têm
significados distintos.
• coro e couro;
• cesta e sesta;
• eminente e iminente;
• osso e ouço;
• sede e cede;
• comprimento e cumprimento;
• tetânico e titânico;
• degradar e degredar;
4
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
• infligir e infringir;
Formas variantes
As formas variantes se referem a palavras que possuem mais do que uma gra-
fia correta, sem que haja alteração do seu significado.
Exemplos de formas variantes:
• abdome e abdômen;
• bêbado e bêbedo;
• embaralhar e baralhar;
• enfarte e infarto;
• louro e loiro.
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Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
Exercícios
Exercício 1
Levando em consideração o contexto atribuído pelos enunciados, empregue
corretamente um dos termos propostos pelas alternativas entre parênteses.
a – O atacante aproveitou a jogada distraída e deu o ___________ no adversário.
(cheque/xeque)
b – O visitante pôs a _____________ no cavalo, despediu-se de todos e seguiu
viagem. (cela/sela)
c – No presídio, todos os ocupantes foram trocados de _____________. (cela/sela)
d – O filme a que assisti pertence à ______ das dez. (seção/sessão/cessão)
Exercício 2
(FMPA- MG) - Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente
aplicada:
a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes .
b) A justiça infligiu pena merecida aos desordeiros.
c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.
d) Devemos ser fieis aos cumprimentos do dever.
e) A cessão de terras compete ao Estado.
Exercício 3
CEITEC 2012 - FUNRIO - Advogado - AAO-ADVOGAD
Fotografia divulgada na internet mostra a placa com o nome de um bar. Nela se
lê: “BAR ÁLCOOL ÍRIS”. Pode-se criticar a suposta originalidade, mas não há
dúvida de que a escolha do nome baseou-se na relação que há entre as palavras
“álcool” e “arco”, o que caracteriza um caso de:
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Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
a. ambiguidade.
b. homonímia.
c. paráfrase.
d. paronímia.
e. polissemia.
Exercício 4
CEITEC 2012 - FUNRIO - Administração/Ciências Contábeis/Direito/Pregoeiro
Público AAO-COMNACI
Os vocábulos Emergir e Imergir são parônimos: empregar um pelo outro acarreta
grave confusão no que se quer expressar. Nas alternativas abaixo, só uma
apresenta uma frase em que se respeita o devido sentido dos vocábulos,
selecionando convenientemente o parônimo adequado à frase elaborada.
Assinale-a.
a A descoberta do plano de conquista era eminente.
b O infrator foi preso em flagrante.
c O candidato recebeu despensa das duas últimas provas.
d O metal delatou ao ser submetido à alta temperatura.
e Os culpados espiam suas culpas na prisão.
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Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos
Gabarito
Exercício 1
Resposta:
a – xeque
b – sela
c – cela
d – sessão
Exercício 2
Resposta: Alternativa “c”.
Exercício 3
Resposta: ( D ) paronímia.
Exercício 4
Resposta: ( B ) O infrator foi preso em flagrante.
8
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem
1MÉRITOApostilas
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem são formas de expressão que destoam da linguagem comum
ou denotativa. Elas dão ao texto um significado que vai além do sentido literal,
portanto permitem uma plurissignificação do enunciado.
Figuras de linguagem consistem em “fugas” discursivas da língua, uma vez que nem
sempre uma ideia pode (ou precisa) ser comunicada literalmente.
Exemplo: “A pedra chorou de tristeza.”
Nesse exemplo, o sentido denotativo (original) é que uma pedra verteu lágrimas de
seus olhos porque estava triste. Porém, sabemos que pedras não têm olhos e,
portanto, não podem chorar. Assim, essa expressão afasta-se das regras da
linguagem denotativa para assumir outro sentido.
Figuras de palavras ou semântica
C omparação
Uma relação de comparação explícita entre dois termos, marcada pela presença de
conjunção comparativa.
Exemplo: O pensamento é tal qual um diamante bruto.
Uso da comparação por meio do conectivo "como": "o amor é como uma flor" e "o
amor é como o motor do carro".
2
Figuras de linguagem
Metáfora
Representa uma comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo
comparativo fica subentendido na frase. Comparação implícita.
Muito utilizada em textos poéticos, ela pode tornar o discurso mais elegante.
Uso da metáfora em "meu amor é uma caravana de rosas vagando num deserto
inefável"
Outros exemplos:
Gabriel é um gato. (subentende-se beleza felina)
Lucas é um touro. (subentende-se a força do touro)
Fernando é um anjo. (subentende-se a bondade dos anjos)
Metonímia
Substituição de um termo por outro, desde que haja uma relação entre eles.
Uso da metonímia que substitui o vocábulo boi por "cabeças de gado".
3
Figuras de linguagem
Catacrese
Emprego inadequado de um termo devido à perda de seu sentido original.
Exemplo: Embarcou há pouco no avião.
Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo específico
para o avião, embarcar é o utilizado.
O uso da expressão "bala perdida" é utilizada por não ter outra mais específica.
Perífrase ou antonomásia
É a substituição de um termo por outro que o caracterize, como se fosse uma
espécie de apelido.
O rei das selvas ainda não é uma espécie em extinção.
O Boca do Inferno não tinha papas na língua.
No primeiro exemplo, “rei das selvas” é uma expressão que se refere ao leão. Já
“Boca do Inferno”, no segundo exemplo, era como o poeta barroco Gregório de
Matos (1636-1695) era chamado.
É importante fazer uma distinção: a perífrase refere-se a coisas ou animais, já a
antonomásia refere-se a pessoas. Nessa perspectiva, o primeiro exemplo é uma
perífrase; e o segundo, uma antonomásia.
4
Figuras de linguagem
Sinestesia
Combinação de dois ou mais sentidos, ou seja, visão, olfato, audição, paladar e
tato.
No doce caminho que percorri, ouvi cantarem os pássaros no calor da manhã.
Perceba que a palavra “doce” aciona o paladar; o verbo “cantarem”, a audição; e o
substantivo “calor”, o tato.
Figuras de sintaxe ou construção
Elipse
Ocultação de palavra ou expressão na estrutura do enunciado.
— Vou te ligar. Qual o seu número?
Nesse exemplo, foi omitida a expressão “de telefone”: Qual o seu número de
telefone?
Zeugma
Um tipo de elipse caracterizado pela omissão de um termo mencionado
anteriormente.
Preferia os caminhos difíceis aos fáceis.
Ou seja: Preferia os caminhos difíceis aos (caminhos) fáceis.
Anáfora
Repetição de uma ou mais palavras no início dos versos ou orações.
Eu não devo ter medo. Eu não devo parar. Eu não devo retroceder.
5
Figuras de linguagem
Pleonasmo
É o uso de algum termo dispensável, repetitivo, com o objetivo de enfatizar
determinadaideia.
— Vi a abdução com meus próprios olhos — ele afirmou. — Você precisa acreditar
em mim!
Atenção! Esse tipo de ênfase é aceitável quando utilizado para melhor expressar
uma ideia; do contrário, é apenas uma redundância, um vício de linguagem.
Anacoluto
Falta de conexão sintática entre o início de uma frase e a sequência de ideias.
Aquela atriz não sei de quem você está falando.
Silepse
Concordância ideológica, ou seja, com a ideia, e não com o termo expresso.
• Silepse de gênero:
A gente ficou chocado com o que aconteceu ontem.
Nesse caso, o enunciador é masculino e refere-se a pessoas do gênero
masculino, então faz a concordância com a ideia, e não com o sujeito “A
gente”: A gente ficou chocada com o que aconteceu ontem.
• Silepse de número:
O povo exigiu uma satisfação, pois não suportavam mais aquele silêncio.
Nesse exemplo, o verbo “suportavam” tem como sujeito “eles/ elas” (não
expresso no período), pois o enunciador pensa em povo como uma
quantidade de pessoas. Assim, em vez de fazer a concordância com a
palavra, no singular, “povo” (O povo não suportava mais aquele silêncio), o
6
Figuras de linguagem
enunciador faz a concordância com a ideia, ou seja, “eles/ elas”, uma
quantidade de pessoas chamadas de “povo”, portanto no plural.
• Silepse de pessoa:
Os ciclistas corremos grande perigo no trânsito.
Ao conjugar o verbo “correr” na primeira pessoa do plural (nós), o enunciador
coloca-se na categoria de ciclista, o que não ficaria evidente se ele fizesse a
concordância gramaticalmente esperada: Os ciclistas correm grande perigo
no trânsito.
Hipérbato
Inversão da ordem direta dos elementos de uma oração ou período.
A ordem direta é composta de sujeito, verbo, complemento ou predicativo:
“As manifestações culturais brasileiras são muito valorizadas no exterior.”
Sujeito: As manifestações culturais brasileiras.
Verbo: são.
Predicativo: valorizadas.
Se ocorrer o hipérbato, a inversão, temos:
“Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no exterior.”
Polissíndeto
Repetição da conjunção “e”.
“E o cachorro latia, e corria, e babava em tudo que via pela frente.”
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Figuras de linguagem
Figuras de pensamento
Hipérbole
Exagero na declaração.
“Estava com tanta fome que podia comer um boi inteiro.”
Comer um boi inteiro, de uma só vez, por ser humanamente impossível, é um
exagero.
Litotes
Afirmação realizada pela negação do contrário.
“Ariosto não é nada bonito, mas gosto dele mesmo assim.”
Nesse exemplo, o enunciador afirma que Ariosto é feio a partir da negação do
adjetivo contrário a feio, ou seja, bonito: não é nada bonito.
Eufemismo
Palavras ou expressões agradáveis para amenizar a declaração.
“Segundo o juiz, a deputada faltou à verdade em seu depoimento.”
Note que, em vez de dizer que a deputada mentiu, é usada a expressão “faltou à
verdade”, o que torna a afirmação menos desagradável.
Ironia
Sugerir o contrário do que se afirma.
“A pontualidade daquele médico é britânica. Só esperei duas horas para ser
atendido.”
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Figuras de linguagem
A ironia depende muito de um contexto, ou seja, da situação em que é inserida, do
conhecimento do interlocutor sobre o fato ironizado, além de outros elementos,
como gestos (na linguagem oral).
Prosopopeia
Personificação, atribuição de características humanas a seres irracionais ou a
coisas.
“O lobo conversou com Chapeuzinho, e decidiram fazer as pazes.”
Antítese
Oposição entre palavras, expressões ou ideias.
“O bem e o mal caminham de mãos dadas no coração humano.”
Paradoxo ou oximoro
Antítese que expressa uma contradição.
“Ninguém parecia ouvir, mas a menina gritava em silêncio.”
Note que é contraditório alguém gritar em silêncio, já que o grito se configura em
um som.
Apóstrofe
Interrupção da frase para interpelar ou invocar.
“Não podia acreditar, ó céus, que aquilo acontecera.”
Gradação
Sequência de ideias.
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Figuras de linguagem
“Ele era um porco, um jumento, um dinossauro. Impossível lidar com alguém
assim.”
Figuras de som ou harmonia
Aliteração
Repetição de consoantes ou sílabas.
“Minha mãe me mandou fazer o meu melhor.”
É importante lembrar que essa é uma figura usada em textos literários. Em uma
linguagem objetiva, ela é considerada um vício de linguagem.
Assonância
Repetição de vogais.
“Por onde andam o amor e a dor do trovador?”
Onomatopeia
Palavra cuja sonoridade está associada à coisa representada.
“O cocoricó se faz ouvir toda manhã.”
“O bem-te-vi estava mais triste naquele dia.”
No primeiro exemplo, “cocoricó” é um substantivo que, em sua sonoridade,
representa aquilo a que se refere, ou seja, imita o canto do galo. Já no segundo
exemplo, o substantivo “bem-te-vi” refere-se a um pássaro cujo canto tem essa
sonoridade.
10
Figuras de linguagem
Paronomásia
Uso de palavras parecidas, mas com grafia, som e significado distintos.
“Depois que fiz a descrição do meu chefe, pedi discrição aos meus colegas de
trabalho.”
Anotações:
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Figuras de linguagem
Exercícios
Exercício 1 - (Enem)
Amor é fogo que arde sem se ver;
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente;
é dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
é solitário andar por entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões.
12
Figuras de linguagem
O poema tem, como característica, a figura de linguagem denominada antítese,
relação de oposição de palavras ou ideias. Assinale a opção em que essa oposição
se faz claramente presente.
a) “Amor é fogo que arde sem se ver.”
b) “É um contentamento descontente.”
c) “É servir a quem vence, o vencedor.”
d) “Mas como causar pode seu favor.”
e) “Se tão contrário a si é o mesmo Amor?”
Exercício 2 – (Enem)
Nesta tirinha, a personagem faz referência a uma das mais conhecidas figuras de
linguagem para:
a) condenar a prática de exercícios físicos.
b) valorizar aspectos da vida moderna.c) desestimular o uso das bicicletas.
d) caracterizar o diálogo entre gerações.
e) criticar a falta de perspectiva do pai.
13
Figuras de linguagem
Gabarito
Exercício 1
Resposta: Alternativa B.
Em “É um contentamento descontente”, é possível verificar que a palavra
“contentamento” tem sentido oposto a “descontente”.
Exercício 2
Resposta: Alternativa E.
Na tirinha, a existência do pai do enunciador é comparada ao ato de pedalar uma
bicicleta e não chegar a lugar nenhum, portanto a vida do pai não teria perspectiva.
14
Legislação
1
Legislação
1
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA RESENDE
LEI MUNICIPAL Nº1044/2.002
Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Nova Resende.
O Povo do Município de Nova Resende -MG, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte
lei:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - Esta Lei contém o regime jurídico estatutário dos servidores públicos do município de Nova
Resende, Administração Direta e Indireta.
§ 1º - Para os efeitos desta Lei, entende-se por servidor público a pessoa legalmente investida em cargo
público ou função pública, mantendo relação de trabalho com o Município, de natureza profissional e
caráter não eventual, sob vínculo de dependência.
Art.2º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura
organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
§ 1º - Os cargos públicos e as funções públicas são criados por lei, com número certo de vagas,
denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos.
§ 2º - Os cargos públicos podem ser de provimento efetivo ou em comissão, sendo que estes últimos se
destinam exclusivamente a atribuições de direção, chefia e assessoramento.
§3º - O provimento dos cargos em comissão dar-se-á respeitando, das vagas totais, 55% (cinqüenta e
cinco por cento) para recrutamento amplo e 45%(quarenta e cinco por cento) para recrutamento restrito.
Art. 3º - Os cargos públicos e as funções públicas são acessíveis a todos os brasileiros e, na forma da
lei, aos estrangeiros, e o ingresso dar-se-á mediante o atendimento dos requisitos constitucionais
pertinentes, além dos seguintes:
I - possuir habilitação legal para o exercício das atribuições respectivas;
II - estar no gozo dos direitos políticos;
III - estar em situação regular quanto às obrigações militares e eleitorais;
IV - possuir boa saúde física e mental, comprovada em perícia médica do órgão municipal competente
antes da posse;
V - possuir idade mínima de 18 (dezoito) anos;
VI – possuir o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo.
§ 1º - A lei poderá estabelecer outros requisitos além dos estabelecidos no “caput”, particularmente nos
casos em que a natureza e a complexidade do cargo ou função os justifiquem.
§ 2º - A autoridade que der posse verificará, sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas as
condições legais para investidura.
Art. 4º - Serão reservadas 5% (cinco por cento) das vagas existentes de cada cargo público colocado em
disputa para investidura preferencial por pessoas portadoras de deficiência, desde que haja
compatibilidade entre esta e as atribuições do cargo público pretendido, comprovada em perícia médica
oficial.
Parágrafo único – Para os fins do “caput”, o número de vagas reservado será o número inteiro
encontrado pela aplicação do percentual sobre o número de vagas existentes em cada cargo.
Art. 5º - As funções de confiança serão exercidas por servidores que preencherem as exigências
previstas em Lei e se destinam apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento, e serão
definidas na lei específica que tratar do Plano de Carreira dos Servidores.
TÍTULO II
2
DA INVESTIDURA
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÃO GERAL
Art. 6º - Investidura é o ato pelo qual uma pessoa é vinculada a um cargo público ou a uma função
pública, compreendendo os atos de nomeação, posse e entrada em exercício, praticados nesta ordem.
CAPÍTULO II
DA NOMEAÇÃO
Art. 7º - Nomeação é o ato pelo qual a autoridade convoca alguém para tomar posse, devendo nele
constar o nome da pessoa nomeada e a denominação do cargo ou função respectivo.
Art. 8º - O servidor titular de cargo em comissão ou função de confiança poderá ser designado para ter
exercício em outro cargo ou função de mesma natureza, sem prejuízo do exercício das atribuições
daquele de que é titular, hipótese em que deverá optar pelo vencimento de um deles.
Art. 9º - A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de prévia aprovação em concurso
público, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua validade.
§ 1º - Concurso público é o processo de recrutamento e seleção aberto ao público em geral, atendidos
os requisitos de inscrição estabelecidos no edital, compatíveis com os requisitos legalmente previstos
para o ingresso respectivo.
§ 2º - O concurso público será de provas ou de provas e títulos, compreendendo uma ou mais etapas,
conforme dispuser o seu edital.
§ 3º - O prazo de validade do concurso público será de até 2 (dois) anos, fixado no edital respectivo,
podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.
§ 4º - A aprovação em concurso não cria direito à nomeação, mas esta, quando se der, se baseará
exclusivamente na ordem de classificação dos candidatos aprovados.
§ 5º - Não poderá ser aberto novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior
com prazo de validade não expirado.
CAPÍTULO III
DA POSSE
Art. 10 - A posse é a aceitação formal, pelo nomeado, das atribuições, dos deveres, das
responsabilidades e dos direitos inerentes ao cargo público ou à função pública para o qual foi nomeado.
Art. 11 - A posse será concretizada com a assinatura do respectivo termo pela autoridade competente e
pelo empossando, sendo vedada a este a alteração de seu teor ou a estipulação de condições ou
restrições.
Art. 12 - A posse ocorrerá no prazo de 10 (dez) dias úteis, contados da publicação do ato de nomeação.
§ 1º - Em caso de doença, devidamente comprovada por laudo médico do órgão municipal competente
ou por este ratificado, o prazo previsto no “caput” poderá ser ampliado, até o limite máximo de 30 (trinta)
dias.
§ 2º - A ampliação de que trata o parágrafo anterior se dará em atendimento a requerimento do nomeado
ou, em sua impossibilidade, por procurador constituído ou por familiar, apresentado dentro do prazo
previsto no “caput”.
Art. 13 - A posse é ato personalíssimo, não podendo ocorrer por procurador.
Art. 14 - O empossando deverá apresentar, no ato da posse, declaração de bens e valores que
constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função
pública.
Art. 15 - A falta de posse no prazo previsto no art. 12 implica a perda do direito correspondente, em
caráter definitivo.
3
§ 1º - A ocorrência de posse em desacordo com as regras deste Capítulo implica a sua nulidade e, se for
o caso, a aplicação da regra do “caput”.
§ 2º - A autoridade ou servidor que, sabendo de situação que implique a aplicação das regras do “caput”
ou do parágrafo anterior e não tomar as providências cabíveis ou notificar o agente competente para
tanto será responsabilizado.
CAPÍTULO IV
DA ENTRADA EM EXERCÍCIO
Art. 16 - A entrada em exercício é o ato pelo qual o servidor empossado inicia o desempenho das
atribuições conferidas ao cargo ou função para o qual foi nomeado.
Art. 17 - A entrada em exercício deverá ocorrer dentro dos 05(cinco) dias úteis seguintes à data em que
ocorreu a posse respectiva, somente após o que a nomeação produzirá efeitos financeiros.
Parágrafo único - Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício no prazo previsto
no parágrafo anterior.
Art. 18 - O servidor deverá, para poder entrar em exercício, apresentar ao órgão competente os
documentos necessários ao seuassentamento individual, fixados no ato de nomeação.
Parágrafo único - O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no
assentamento individual do servidor, bem como as movimentações que vierem a ocorrer.
CAPÍTULO V
DA LOTAÇÃO
Art. 19 - Lotação é o ato que determina o órgão em que o servidor exercerá suas atribuições.
Parágrafo único – A lotação será feita observada a correlação entre o cargo do servidor e o órgão onde
será lotado.
Art. 20 - O servidor poderá, no ato de posse, indicar sua opção de lotação, que será atendida,
respeitando a ordem de classificação em concurso público, se for o caso e se houver conveniência para
o serviço público.
§ 1º - O Setor de Pessoal deverá apresentar ao servidor a relação dos órgãos onde há vaga e interesse
da Administração em provimento.
§ 2º - A Administração poderá, a qualquer tempo, alterar a lotação do servidor, conforme as
conveniências de serviço, respeitando a regra do parágrafo único do artigo anterior.
CAPÍTULO VI
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 21 - Substituição é o exercício temporário de cargo em comissão ou de função pública, nos casos de
impedimento legal ou de afastamento do titular respectivo.
§ 1º - A substituição depende de solicitação fundamentada do chefe imediato do servidor a ser
substituído, e de prévia autorização expressa do prefeito.
§ 2º - O substituto fará jus ao vencimento do cargo em comissão ou da função pública, paga na
proporção do dias de substituição.
CAPÍTULO VII
DA ESTABILIDADE
Art. 22 - O servidor nomeado para cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade ao completar 3
(três) anos de efetivo exercício, se aprovado em avaliação especial de desempenho.
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§ 1º - A avaliação de que trata o “caput” será efetuada por comissão especial constituída para esta
finalidade, mediante decreto, composta por três servidores estáveis.
§ 2º - A Comissão avaliará os seguintes fatores, além de outros previstos em lei:
I - desempenho satisfatório das atribuições do cargo;
II - participação em atividades de aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional, relacionadas com as
atribuições específicas do cargo;
III - disponibilidade para discutir questões relacionadas com as condições de trabalho;
IV - elaboração de trabalhos visando ao melhor desempenho do serviço público;
V - iniciativa na busca de opções para melhor desempenho do serviço;
VI - observância de todos os deveres inerentes ao exercício do cargo.
§ 3º - A avaliação de desempenho ocorrerá a cada ano de exercício, devendo a terceira ser conclusiva
quanto à estabilização do servidor.
§ 4º - Será assegurada ao servidor a participação em todo o processo de avaliação.
§ 5º - Adquirida a estabilidade, os critérios definidos no § 2º serão também utilizados para avaliação
permanente do servidor.
Art. 23 - O servidor em probatório poderá exercer cargo em comissão ou função de confiança,
suspendendo-se o estágio probatório enquanto durar essa situação.
Art. 24 - O servidor estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo disciplinar, no qual lhe seja assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, observado o disposto em lei
complementar federal, assegurada ampla defesa.
§ 1º - O servidor que for nomeado para outro cargo público municipal, se não aprovado no estágio
probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, desde que
estável no anterior.
CAPÍTULO VIII
DO PROVIMENTO DERIVADO
Art. 25 - Provimento derivado é o retorno do servidor estável ao cargo de que era titular, podendo se dar
por meio de reversão ou reintegração.
Art. 26 - Reversão é o retorno à atividade do servidor aposentado por invalidez quando, por junta médica
oficial do órgão municipal competente, forem declarados insubsistentes os motivos determinantes da
aposentadoria e, atestada sua capacidade para o exercício das atribuições do cargo e desde que ainda
não tenha sido alcançada a idade para aposentadoria compulsória.
§ 1º - O servidor que retornar à atividade após a cessação dos motivos que causaram sua aposentadoria
por invalidez terá direito à contagem do tempo relativo ao período de afastamento para fins de aquisição
do adicional por tempo de serviço.
§ 2º - Se a aposentadoria por invalidez tiver ocorrido em decorrência de informação errada do servidor
ele, além de estar sujeito às penalidades funcionais cabíveis, perderá direito à contagem prevista no
parágrafo anterior.
§ 3º - A reversão far-se-á a pedido ou de ofício.
Art. 27 - Reintegração é o retorno do servidor em caso de ser invalidada, por decisão administrativa ou
judicial, a sua demissão, com ressarcimento das vantagens permanentes a que fazia jus até então e com
a contagem de tempo do período em que esteve afastado para todos os fins, exceto evolução na
carreira.
Art. 28 - O servidor revertido ou reintegrado deverá entrar em exercício do cargo dentro de 10 (dez) dias
corridos após a notificação do ato.
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Parágrafo único - Encontrando-se provido o cargo de que é titular o servidor revertido ou reintegrado, o
seu ocupante, se estável, será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado
em outro cargo ou posto em disponibilidade remunerada.
CAPÍTULO IX
DA MOVIMENTAÇÃO
Seção I
Recondução
Art. 29 - Recondução é o retorno do servidor ao cargo anteriormente ocupado ou ao decorrente de sua
transformação, se for o caso, em razão da reintegração de servidor demitido.
Seção II
Da Readaptação
Art. 30 - Readaptação é a atribuição de atividades especiais ao servidor, observada a exigência de
atribuições compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada
em inspeção médica pelo órgão municipal competente, que deverá, para tanto, emitir laudo
circunstanciado.
Parágrafo único - A atribuição de atividades especiais e a definição do local do seu desempenho serão
de competência da Administração.
Art. 31 - O servidor readaptado será submetido, semestralmente, a exame médico realizado pelo órgão
municipal competente, a fim de ser verificada a permanência das condições que determinaram sua
readaptação.
Parágrafo único - Após 2 (dois) anos de readaptação, o órgão municipal competente expedirá laudo
médico conclusivo, no qual opinará pela permanência da readaptação, pelo retorno do servidor ao
exercício das atribuições do cargo de que é titular ou pela aposentadoria por invalidez.
Art. 32 - Em qualquer hipótese, a readaptação não poderá acarretar o aumento ou redução da
remuneração do servidor.
Art. 33 - O readaptado que exercer, em outro cargo ou emprego, funções consideradas pelo órgão
municipal competente como incompatíveis com o seu estado de saúde, terá imediatamente cassada a
sua readaptação e responderá a processo administrativo disciplinar.
Seção III
Da Disponibilidade e do Aproveitamento
Art. 34 - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade,
com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.
Parágrafo único - A declaração de desnecessidade de vaga isolada de determinado cargo implicará a
disponibilidade do servidor que tiver menos tempo de serviço no cargo.
Art. 35 - O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento
obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
Art. 36 - Havendo mais de um concorrente à mesma vaga, terá preferência o de mais tempo de
disponibilidade e, no caso de empate, o de mais tempo de serviço público no município.
Art. 37 - O aproveitamento do servidor que se encontre em disponibilidade há mais de 12 (doze) meses
dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, porjunta médica oficial do órgão
municipal competente.
§ 1º - Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de 15 (quinze) dias contados
da publicação do ato de aproveitamento.
§ 2º - Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será aposentado.
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Art. 38 - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade do servidor que não
entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial do órgão municipal
competente.
CAPÍTULO X
DA VACÂNCIA
Art. 39 - A vacância do cargo público decorrerá de:
I - exoneração;
II - demissão;
III - aposentadoria;
IV - falecimento.
Seção I
Da Exoneração
Art. 40 - A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, de ofício ou automaticamente.
§ 1º - A exoneração de ofício dar-se-á quando:
I - não forem satisfeitas as condições para aquisição de estabilidade;
II - tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo legal estabelecido.
§ 2º - A exoneração automática ocorrerá quando da posse do servidor em outro cargo público, salvo no
caso de acumulação admitida.
§ 3º - O servidor submetido a processo administrativo disciplinar não poderá ser exonerado a pedido ou
de ofício, senão após o julgamento respectivo.
Art. 41 - A exoneração do cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á de ofício,
conforme a conveniência da autoridade competente, ou em atendimento a pedido do próprio servidor.
Seção II
Da Demissão
Art. 42 - A demissão será aplicada como penalidade, precedida de processo administrativo disciplinar,
assegurada ao servidor ampla defesa, ou em virtude de decisão judicial transitada em julgado.
TÍTULO III
DO REGIME DE TRABALHO
CAPÍTULO I
DA JORNADA
Art. 43 - Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em decreto, conforme as peculiaridades de
cada cargo ou função, respeitada a duração máxima de trabalho semanal de 40 (quarenta) horas e
observados os limites mínimo e máximo de 4 (quatro) horas e de 8 (oito) horas diárias, respectivamente.
Art. 44 - O exercício de cargo em comissão ou de função pública exige de seu ocupante integral
dedicação ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração, proibido
o pagamento de hora extra.
Parágrafo único - É vedado o exercício simultâneo de cargo em comissão e de cargo de provimento
efetivo.
CAPÍTULO II
DA FREQÜÊNCIA E DO HORÁRIO
Art. 45 - A freqüência será apurada na forma prevista em regulamento, devendo garantir registro
documentado do horário de entrada e de saída do servidor.
Parágrafo único - Salvo nos casos previstos no regulamento de que trata o “caput”, é proibido dispensar
o servidor de registro de ponto e abonar faltas ao serviço.
Art. 46 – O servidor que faltar a um dia de serviço perderá direito ao valor da remuneração
correspondente a este dia , que será apurado pela divisão de sua remuneração mensal integral por trinta
.
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§ 1º - Em caso de falta a mais de um dia ao longo de um mês , o desconto será feito multiplicando o
valor encontrado nos termos do “caput” pelo número de dias de falta .
§ 2º - O servidor que se atrasar para o serviço ou sair do trabalho antes do horário perderá direito à
parcela de sua remuneração correspondente ao período não trabalhado, a ser apurado da seguinte
forma:
I - divisão da remuneração mensal integral por trinta;
II - divisão do valor apurado nos termos do inciso anterior pelo número de horas a que corresponder à
jornada de trabalho do cargo de que for titular;
III - multiplicação do valor apurado nos termos do inciso anterior pelo número de horas de atraso ou de
saída antecipada ocorrido no mês.
§ 3º - Caso no total mensal de atrasos e de saídas antecipadas haja fração, o desconto será feito:
I - apenas considerando o número de horas inteiras apurado, se a fração for inferior a quarenta e cinco
minutos;
II - considerando o número de horas inteiras apuradas, acrescido do valor de mais uma hora, se a fração
for igual ou superior a quarenta e cinco minutos.
Art. 47 - No caso de faltas sucessivas, serão computados, para efeito de desconto, os domingos e
feriados intercalados.
Art. 48 - Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada mediante
documentação oficial a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do
exercício do cargo.
§ 1º - Para efeito do disposto no “caput” deste artigo, será exigida a compensação de horário no órgão
onde o servidor tiver exercício, respeitada a duração semanal do trabalho.
§ 2º - Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência, quando comprovada
a necessidade por junta médica oficial, independentemente de compensação de horário.
Art. 49 - A solicitação de horário especial deverá ser formalizada por meio de requerimento do servidor
estudante devidamente matriculado, devendo apresentar declaração de freqüência a cada 30 (trinta)
dias, expedida pelo estabelecimento de ensino ao qual esteja vinculado.
TÍTULO IV
DO PLANO DE CARREIRA
Art. 50 - A carreira é específica para os servidores efetivos e tem o objetivo de propiciar-lhes condições
de aumentar sua eficácia e profissionalização, melhorando a qualidade dos serviços que prestam ao
município e à sociedade.
Art. 51 - A carreira inicia-se com o ingresso, correspondente à entrada em exercício do cargo de que é
titular o servidor.
Art. 52 - O ingresso na carreira far-se-á no nível correspondente ao vencimento base do cargo.
Art. 53 - A evolução do servidor na carreira se processará por institutos e critérios definidos no plano de
cargos, carreiros e vencimentos, respeitados os parâmetros fixados para a política de remuneração dos
servidores municipais.
TÍTULO V
DOS DIREITOS E VANTAGENS
CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
Art. 54 - Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício do cargo , com valor fixado em lei .
§ 1º - Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, importância inferior ao salário mínimo.
§ 2º - O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias de caráter permanente, é
irredutível.
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Art. 55 - Remuneração é o vencimento do cargo ou função, acrescido das vantagens pecuniárias a que
fizer jus, a título permanente ou temporário.
Parágrafo único – É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou
assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores do Poder Legislativo e do Poder Executivo,
ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.
Art. 56 - É vedada a vinculação ou equiparação de vencimento ou de vantagens pecuniárias para o efeito
de fixação de remuneração de pessoal.
Art. 57 - Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância superior
ao valor fixado como teto remuneratório.
Parágrafo único - Não se considera, na aplicação da regra do “caput”, o valor pago a título de décimo
terceiro, de adicional de férias e da remuneração relativa ao mês de férias, este último, quando ocorrer
no mesmo mês que o pagamento do mês que anteceder ao gozo desse direito.
Art. 58 - Salvo por imposição legal ou por mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a
remuneração ou provento.
Art. 59 - As reposições e indenizações à Fazenda Pública serão descontadas em parcelas mensais
iguais e sucessivas, não excedentes à décima parte da remuneração ou provento, em valores
atualizados.
Art. 60 - O servidor em débito com o erário, e que for demitido, exonerado ou que tiver a sua
aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 30 (trinta) dias para quitá-lo.
Parágrafo único - A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.
Art. 61 - O valor do vencimento somente poderá ser fixado ou alterado por lei específica, asseguradarevisão anual geral sempre na mesma data e sem distinção de índices.
Parágrafo único – A data base dos servidores públicos municipais, para os fins da concessão da revisão
anual geral, fica fixada em 1o de abril de cada ano.
Art. 62 - A Administração publicará, anualmente, os valores do vencimento e das vantagens pecuniárias
fixadas para seus cargos e funções.
CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS PECUNIÁRIAS
Seção I
Disposições Gerais
Art. 63 - Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor vantagens pecuniárias a título de
indenização e adicional.
§ 1º - A indenização não se incorpora ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§ 2º - Os adicionais somente se incorporam ao vencimento ou provento, nos casos e condições
indicados em lei.
Art. 64 - As vantagens pecuniárias percebidas pelo servidor público não serão computadas nem
acumuladas para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores.
Parágrafo único - Somente por lei específica poderá ser instituída, alterada, majorada, diminuída ou
extinguida vantagem pecuniária.
Seção II
Da Indenização
Art. 65 - O servidor que, a serviço, se afastar do Município, fará jus a passagens e a diária, esta última
destinada a cobrir as despesas de pousada, alimentação e transporte intermunicipal, na forma de
decreto específico.
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Art. 66 - O servidor que receber diárias e não se afastar da sede do Município, por qualquer motivo, fica
obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 2 (dois) dias, a contar do seu recebimento.
Parágrafo único - Na hipótese de o servidor retornar à sede do Município em prazo menor do que o
previsto para o seu afastamento, deverá restituir as diárias recebidas em excesso, em igual prazo.
Art. 67 - Não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma aglomeração urbana ou
dentro do município,
Seção III
Dos Adicionais
Subseção I
Disposições Gerais
Art. 68 - Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, serão deferidos aos servidores os
seguintes adicionais:
I – adicional por tempo de serviço;
II – adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
III – adicional pela prestação de serviço extraordinário;
IV – adicional noturno;
V – adicional por exercício de cargo em comissão, de direção, assessoramento e chefia;
VI – adicional pelo trabalho executado em dias destinados a repouso;
VII – adicional de férias;
VIII – adicional de décimo terceiro vencimento;
IX- adicional relativo ao local ou à natureza do trabalho.
Parágrafo único - Os adicionais somente incidirão sobre o vencimento inicial do servidor, podendo,
entretanto, a lei fixar valor certo e definido ou base de incidência de valor inferior ao do vencimento do
servidor.
Subseção II
Do Adicional por Tempo de Serviço
Art. 69 - O adicional por tempo de serviço é devido à razão de 10% (dez por cento) a cada cinco anos
de serviço público prestado ao Município em cargo de provimento efetivo, observado o limite máximo de
30% (trinta por cento), incidente exclusivamente sobre o vencimento base do cargo efetivo de que seja
titular o servidor, ainda que este esteja investido em cargo em comissão ou função pública.
Parágrafo único - O adicional previsto neste artigo é devido a partir do dia imediato àquele em que o
servidor completar o tempo de serviço exigido, independentemente de requerimento.
Subseção III
Do Adicional pelo Exercício de Atividades Insalubres, Perigosas ou Penosas.
Art. 70 - Os servidores que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente
com substâncias tóxicas ou radioativas ou, ainda, em atividades que o coloquem em risco de vida, fazem
jus a um adicional, na forma de lei específica.
§ 1º - O adicional a que se refere o “caput” deste artigo corresponderá a percentual certo, fixado em lei,
em 3 (três) graus: máximo, médio ou mínimo, conforme o potencial danoso da atividade, que incidirá
sobre o valor do menor vencimento previsto na tabela própria, independentemente do valor do
vencimento ou da remuneração a que faça jus o servidor.
§ 2º - O adicional previsto nesta Subseção não poderá acumular outro de mesma natureza, ainda que
exerça atividade ao mesmo tempo insalubre, penosa ou perigosa ou que o seja por fundamentos
distintos, fazendo jus ao que for de maior valor dentre aqueles a que tenha direito.
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§ 3º - O direito ao recebimento do adicional de que trata esta Subseção cessa com a eliminação das
condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão ou quando o servidor deixar de exercer
atividades que o justifique.
Art. 71 - A Administração manterá permanente controle da atividade de servidores em atividades ou
locais considerados penosos, insalubres ou perigosos.
Art. 72 - A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das
atividades e locais considerados penosos, insalubres ou perigosos.
Art. 73 - Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substancias radioativas
serão mantidos sob controle permanente, de modo a que as doses de radiação ionizantes não
ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria.
Parágrafo único - Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada
6 (seis) meses.
Art. 74 - O adicional pelo desempenho de atividade insalubre, perigosa ou penosa poderá se incorporar
aos proventos da aposentadoria, na forma da legislação pertinente.
Subseção IV
Do Adicional pela Prestação de Serviço Extraordinário
Art. 75 - O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em
relação à hora normal de trabalho.
Art. 76 - Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e
temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas diárias.
Parágrafo único - O serviço extraordinário será precedido de solicitação da chefia imediata do servidor
que o irá prestar, justificadamente, e depende de prévia autorização expressa do prefeito.
Subseção V
Do Adicional Noturno
Art. 77 - O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre vinte e duas horas de um dia e
cinco horas do dia seguinte, terá o valor da hora correspondente apurado pelo acréscimo de mais 25% (
vinte e cinco por cento) ao valor da hora normal.
Parágrafo único - Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo
considerará o valor da hora devida nesta condição.
Subseção VI
Do Adicional por Exercício de Cargo em Comissão
Art. 78 - O servidor efetivo que for nomeado para cargo em comissão poderá optar em receber:
I - o vencimento fixado para o cargo em comissão, sem adicional respectivo;
II - o vencimento do cargo efetivo de que é titular, acrescido do adicional de 20% (vinte e cinco por
cento).
§ 1º - Terminado o exercício de cargo em comissão, o servidor voltará a receber seu vencimento original,
sem acréscimo de qualquer natureza em razão daquele exercício.
Art.79 - O adicional de que trata esta Subseção não será incorporado à remuneração do servidor e nem
comporá os proventos por ocasião da aposentadoria, ainda que esta se dê enquanto ele estiver no
exercício de cargo em comissão ou de função de confiança.
Subseção VII
Do Adicional de Férias
Art. 80 - Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, o adicional
correspondente a um terço do vencimento a que faz jus o servidor.
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Parágrafo Único - O servidor que acumular 2 (dois) cargos efetivos de forma lícita perceberá o adicional
de férias calculado sobre o vencimento de ambos.
Seção IV
Do Décimo Terceiro Vencimento
Art. 81 - Além do vencimento e das vantagens pecuniárias previstas nas seções anteriores, os servidores
terão direito a décimo terceiro vencimento, corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o
servidor fizerjus no mês de dezembro, por mês integral de exercício, em cada ano civil.
§ 1º - O décimo terceiro será pago até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.
§ 2º - O servidor exonerado ou demitido receberá seu décimo terceiro, proporcionalmente aos meses
integrais de efetivo exercício, calculado sobre a remuneração do mês da exoneração.
§ 3º - O décimo terceiro não será considerado para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.
§ 4º - Os inativos e pensionistas farão jus ao décimo terceiro, com base nos proventos ou pensões
percebidos no mês de dezembro do ano correspondente.
CAPÍTULO III
DAS LICENÇAS
Seção I
Disposições Gerais
Art. 82 - Conceder-se-á licença ao servidor:
I - para tratamento de saúde ou em razão de acidente em serviço;
II - por motivo de gestação, lactação, paternidade ou adoção;
III - por motivo de doença em pessoa da família;
IV - para acompanhar cônjuge ou companheiro;
V - para o serviço militar obrigatório;
VI - para atividade política;
VII - para desempenho de mandato classista;
VIII - para tratar de interesses particulares;
IX– para capacitação.
§ 1º - O servidor não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a 24 (vinte
e quatro) meses, salvo nos casos dos incisos VI e VII.
§ 2º- È vedada à concessão de licença ao servidor que estiver em débito com a Fazenda Municipal,
exceto os incisos I, II e III.
Art. 83 - Ao servidor subordinado ao regime geral de previdência não se aplicam às regras deste
Capítulo, mas as da legislação federal pertinente.
Seção II
Da Licença para Tratamento de Saúde
Art. 84 - Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base
em perícia médica oficial, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
Art. 85 - Para licença de até quinze dias, a inspeção será feita por médico do trabalho indicado pelo
órgão de pessoal e, se por prazo superior, por junta médica oficial.
§ 1º - Sempre que necessária, a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no
estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.
§ 2º - Inexistindo médico do órgão ou entidade no local onde se encontra o servidor, será aceito atestado
passado por médico particular, que deverá ser ratificado por médico do Município.
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§ 3º - Será aplicado à medida do parágrafo anterior somente aos atestados com duração superior a 02
(dois) dias de licença.
Art. 86 - Findo o prazo da licença o servidor será submetido à nova inspeção médica oficial, que
concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria, esta última em caso
do afastamento já ter vencido o prazo de 24 (vinte e quatro) meses contínuos ou no caso de constatada
invalidez.
Art. 87 - O atestado e o laudo da junta médica oficial não se referirão ao nome ou natureza da doença,
salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidentes em serviço, doença profissional ou quaisquer
das doenças especificadas no parágrafo único do art. 113.
§ 1º - O servidor que recusar submeter-se à inspeção médica será punido com pena de suspensão, que
cessará tão logo se verifique a inspeção.
§ 2º - O servidor que apresente indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido à inspeção
médica.
Art. 88 - No curso da licença, o servidor não poderá exercer qualquer atividade remunerada, sob pena de
cassação imediata da licença, com perda total da remuneração do período em que esteve afastado.
Seção III
Da Licença por Acidente em Serviço
Art. 89 - Será licenciado, com remuneração integral, o servidor acidentado em serviço.
Art. 90 - Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor e que se relacione
mediata ou imediatamente com as atribuições do cargo exercido.
Art. 91 - Equipara-se ao acidente em serviço o dano:
I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;
II - sofrido no percurso de residência para o trabalho e vice-versa.
§ 1º - O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente será
admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública.
§ 2º - A prova do acidente será feita através de perícia, no prazo máximo de 10 (dez) dias, prorrogáveis
quando as circunstâncias o exigirem.
Seção IV
Da Licença por Motivo de Gestação, Paternidade ou Adoção.
Art. 92 - Será concedida licença à servidora gestante, por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem
prejuízo da remuneração.
§ 1º - A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por
prescrição médica.
§ 2º - No caso de nascimento prematuro, a licença terá início, automaticamente, a partir do parto.
§ 3º - No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a exame
médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício do cargo.
§ 4º - No caso de aborto, atestado por médico oficial, a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de licença
remunerada.
Art. 93 - Pelo nascimento de filho, o servidor terá direito a licença de 5 (cinco) dias consecutivos.
Art. 94 - Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6 (seis) meses, a servidora terá direito, durante a
jornada de trabalho, a 1 (uma) hora de afastamento remunerado, que poderá ser parcelada em 2 (dois)
períodos de meia hora.
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Art. 95 - A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até um ano de idade, terá direito a
licença remunerada por 120 (centro e vinte) dias, a partir da ocorrência do fato.
Seção V
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família
Art. 96 - Poderá ser concedida licença ao servidor, por motivo de doença grave do cônjuge ou
companheiro, de pai, mãe, filho ou enteado, mediante comprovação médica, com ratificação do médico
oficialmente indicado pela Prefeitura para tal fim, e do parentesco.
§ 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder
ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado por meio de
acompanhamento social.
§ 2º - A licença será concedida com remuneração, por um período de até 10 (dez) dias, podendo ser
prorrogada por mais 10 (dez) dias, mediante parecer de junta médica oficial, passando a ser, daí em
diante, sem remuneração.
§ 3º - É vedado o exercício de atividade remunerada, durante o período da licença prevista neste artigo.
Seção VI
Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge ou Companheiro
Art. 97 - Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que for
deslocado a serviço ou para exercer mandato eletivo em outro ponto do território nacional.
§ único - A licença será por prazo determinado, sendo no máximo de 2 (dois) anos, nos mesmos critérios
da Licença para tratar de interesses particulares e sem ônus para o Município.
Seção VII
Da Licença para Serviço Militar Obrigatório
Art. 98 - O servidor convocado para prestar serviço militar obrigatório será colocado em licença a partir
do dia anterior àquele em que iniciará o serviço, com ônus para o Município, salvo se ele optar pela
remuneração daquele serviço.
Parágrafo único - Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta) dias, sem remuneração, para
reassumir o exercício do cargo.
Seção VIII
Da Licença para Atividade Política
Art. 99 - O servidor terá direito a licença para concorrer a cargo eletivo, percebendo a remuneração a
que faz jus, exceto as vantagens pecuniárias temporárias.
Parágrafo único - Os prazos e as condições para obtenção da licença a que se refere este artigo são os
estabelecidos na legislação eleitoral.
Art. 100 - Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato federal ou estadual, ficará afastado do cargo;
II - investido no mandato de prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhefacultado optar pela sua
remuneração;
III - investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo do
subsídio do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horários, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar entre a
remuneração do cargo eletivo ou a remuneração do cargo efetivo, exceto vantagens pecuniárias
temporárias.
Parágrafo único - No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade social como
se em exercício estivesse.
Seção IX
Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista
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Art. 101 - É assegurado ao servidor o direito a licença remunerada para o desempenho de mandato em
confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria
ou entidade fiscalizadora da profissão.
§ 1º - Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas
entidades referidas no “caput”, até o máximo de 3 (três) por entidade.
§ 2º - A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição e por
uma única vez.
Seção X
Da Licença para Tratar de Interesse Particular
Art. 102 – A critério da Administração, poderá ser concedida ao servidor estável licença para tratar de interesse
particular, sem remuneração.
§ 1º - A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou de ofício, no interesse do
serviço e da administração municipal.
§ 2º - O período de afastamento por motivo da licença prevista neste artigo não será contado para qualquer fim.
Seção XI
Da Licença para Capacitação
Art. 103 - Após cada qüinqüênio de efetivo exercício ininterrupto no serviço público de Nova Resende, o
servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a
respectiva remuneração, por até 03(três) meses, para participar de curso de capacitação profissional.
Parágrafo único – Os períodos de licença de que trata o ”caput” não são acumuláveis.
CAPITULO IV
DA AUSÊNCIA ADMITIDA
Art. 104 - Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço, por 8 (oito) dias
consecutivos, em razão de casamento ou de falecimento do cônjuge, companheiro, pais, filhos, enteados
ou irmãos, sogros e os que encontram judicialmente sob sua tutela, curatela e guarda, desde de que
comprovado o parentesco ou afinidade.
CAPÍTULO V
DAS FÉRIAS
Art. 105 - O servidor fará jus a 30 (trinta) dias consecutivos de férias por ano.
§1º - As férias poderão ser parceladas em até 02(dois) períodos, desde que assim requeridas pelo
servidor, com o deferimento do chefe imediato e no interesse da administração pública.
§ 2º - Em caso de parcelamento, o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do artigo 7º
da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período.
§ 3º - Salvo na hipótese de acúmulo previamente decidido, o setor competente para o gerenciamento de
pessoal deverá colocar o servidor de férias por ato de ofício em condições de cumprimento à regra do
“caput”, devendo comunicá-lo do fato com antecedência mínima de 30 (trinta) dias em relação à data de
início do afastamento.
§ 4º - Poderão ser acumulados até o máximo de 02 (dois) períodos de férias, no caso de comprovada
necessidade do serviço.
§ 5º - O acúmulo superior ao que se refere o parágrafo anterior somente poderá ocorrer a partir de
pedido fundamentado da chefia imediata do servidor e decisão do prefeito.
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§6º - O documento de acúmulo com o despacho da autoridade indeferindo as férias do servidor por
necessidade do serviço, será anexado ao requerimento de férias na pasta funcional do servidor.
§ 7º - O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas terá
direito a férias de 20 (vinte) dias por semestre, proibido o seu fracionamento a qualquer título ou o
acúmulo.
§ 8º - O servidor que possuir no período aquisitivo faltas não justificadas e comprovadas de 15 a 29 dias
terá direito somente a metade das férias regulares e os que possuírem 30 ou mais faltas no período
aquisitivo não fará jus às férias regulares.
§9º - O servidor enquadrado no parágrafo anterior não perderá o direito ao adicional de 1/3 de férias em
pecúnia.
§ 10 - Para o primeiro período aquisitivo de férias são exigidos 12 (doze) meses de efetivo exercício e
para os demais, 11 (onze) meses de serviço, sem considerar o período de gozo de férias de período
aquisitivo anterior.
§11 - O servidor exonerado ou demitido do cargo efetivo, ou de cargo em comissão de recrutamento
amplo sem vínculo com a Administração Pública, perceberá indenização relativa ao período das férias a
que tiver direito e ao incompleto, na proporção de 1/12(um doze avos) por mês de efetivo exercício, ou
fração superior a 14 (quatorze) dias.
§12 -A indenização do período de férias será calculada com base na remuneração do mês em que for
publicado o ato da exoneração ou da demissão.
Art. 106 - As férias somente poderão ser interrompidas nos casos de calamidade pública, comoção
interna, convocação para júri, serviço militar, eleitoral, ou por necessidade inadiável do serviço declarada
pela autoridade máxima da entidade.
Parágrafo único - O restante do período interrompido será gozado de 1 (uma) só vez, não podendo ser
novamente interrompido.
CAPÍTULO VI
DAS FÉRIAS-PRÊMIO
Art. 107 - O servidor terá direito a férias-prêmio a cada período de 5 (cinco) anos ininterruptos de
exercício em cargo de provimento efetivo do município de Nova Resende.
§ 1º - O direito a férias-prêmio constituir-se-á de gozo de 30 (trinta) dias consecutivos de afastamento
remunerado, que não poderão ser convertidos em espécie.
§ 2º - As férias-prêmio deverão ser gozadas dentro do qüinqüênio imediatamente seguinte àquele
considerado para sua concessão, sob pena de perda do direito respectivo.
§ 3º - As férias-prêmio adquiridas antes da entrada em vigência desta Lei obedecerão aos critérios
previstos na legislação então vigente.
§ 4º - O número de servidores em gozo simultâneo de férias-prêmio não poderá ser superior a 1/3 da
lotação da respectiva unidade do setor ou departamento.
§ 5º - Perderá o direito às férias-prêmio ao servidor que:
- Sofre penalidade disciplinar de suspensão no período aquisitivo.
- Fazer gozo das licenças previstas no art. 82, salvo os incisos I, II e III.
- Condenação a pena privativa de liberdade por sentença definitiva.
§ 6º - O servidor que enquadrar no parágrafo anterior iniciará o novo período aquisitivo no primeiro dia
de serviço subseqüente a suspensão, licença ou pena.
§ 7º - As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão das férias-prêmio, na proporção de
01(um) mês para cada falta.
CAPÍTULO VI
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DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 108 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos,
considerando o ano como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
Art. 109 - Além das ausências ao serviço previstas no art. 103, são considerados como de efetivo
exercício os afastamentos em virtude de:
I - férias;
II - férias –prêmio;
III - exercício de cargo em comissão;
IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído, conforme dispuser regulamento
específico;
V - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VI - licença, exceto:
a) as motivadas por necessidade de acompanhar cônjuge ou companheiro e por interesses particulares;
b) o período de prorrogação daquela motivada por doença em pessoa da família.
Parágrafo único - Salvo previsão em oposto na lei própria, o tempo de licença não será considerado para
fins de evolução na carreira.
Art. 110 - Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade:
I - o tempo de serviço público prestado à União, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal;
II - a licença paratratamento de saúde de pessoa de família do servidor com remuneração;
III - a licença para atividade política;
IV- a licença para mandato classista;
V - o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal anterior
ao ingresso no serviço público municipal;
VI - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social;
VII - o tempo de licença para tratamento da própria saúde que ultrapassar o prazo de 24 (vinte e quatro)
meses.
§ 1º - O tempo de serviço a que se refere este artigo não poderá ser contado em dobro ou com
quaisquer outros acréscimos.
§ 2º - O tempo em que o servidor esteve aposentado ou em disponibilidade será apenas contado para
nova aposentadoria ou disponibilidade.
§ 3º - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de
um cargo ou função de órgão ou entidade dos poderes da União, Estado, Distrito Federal e Município,
autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista ou empresa pública.
CAPÍTULO VII
DA CESSÃO
Art. 111 - O servidor titular de cargo efetivo poderá ser cedido para outro órgão ou departamento
municipal, ou para órgão ou entidade do Estado, ou da União mediante convênio.
CAPÍTULO VIII
DO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO
Seção I
Disposição Geral
Art. 112 - O município custeará os benefícios da aposentadoria e pensão por morte, salvo para os
servidores sujeitos à lei geral de previdência social. .
Seção II
Da Aposentadoria
Art. 113 - O servidor efetivo será aposentado:
I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificadas em lei;
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II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição;
III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 10 (dez) anos de efetivo exercício no serviço
público e 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes
condições:
a) 60 (sessenta) anos de idade e 35 (trinta e cinco) de contribuição, se homem, e 55 (cinqüenta e
cinco) anos de idade e 30 (trinta) de contribuição, se mulher;
b) 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta) anos de idade, se mulher, com
proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
Parágrafo Único - Considera-se doença grave, a que se refere o inciso I deste artigo, ou incurável,
aquela que cause invalidez permanente confirmada por junta médica oficial do município, como por
exemplo: alienação mental, neoplasia maligna incapacitante, doenças degenerativas de medula
espinhal, diabetes grave, sem prejuízo de outras que lei posterior vier a indicar, com base na medicina
especializada.
Art. 114 - A aposentadoria compulsória será automática e declarada de ofício, com vigência a partir do
dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade limite de permanência no serviço ativo.
Art. 115 - A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do
respectivo ato.
§ 1º - É assegurado ao servidor afastar-se das atividades a partir da data do requerimento da
aposentadoria e sua não concessão importará na reposição do período de afastamento.
§ 2º - A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde, por período
não excedente a 24 (vinte e quatro) meses.
§ 3º - Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo, ou de ser
readaptado, o servidor será aposentado.
§ 4º - O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato de
aposentadoria será considerado como de prorrogação de licença.
Art. 116 - O provento da aposentadoria será calculado a partir do valor da remuneração permanente a
que o servidor faz jus na data de sua aposentadoria, devendo ser revisto na mesma data e proporção
que o for a remuneração do servidor em atividade.
Parágrafo único - São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente
concedidos ao servidor em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação
do cargo em que se deu a aposentadoria.
Art. 117 - Ao servidor aposentado será pago o décimo terceiro nas mesmas condições previstas para o
servidor em atividade.
Seção III
Da Pensão por Morte
Art. 118 - Por morte do servidor, seu cônjuge, companheiro e filhos menores fazem jus a uma pensão
mensal de valor correspondente à totalidade da remuneração ou provento do servidor falecido.
Parágrafo único - Havendo mais de um beneficiário, a pensão será dividida em partes iguais entre eles.
CAPÍTULO IX
DOS BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS
Art. 119 - Será concedido abono-família ao servidor efetivo ativo ou inativo de baixa renda, assim
definido em lei federal, por dependente econômico.
§ 1º - Consideram-se dependentes econômicos, para os fins deste artigo:
I - o filho menor de dezoito anos que não exerça atividade remunerada e nem tenha renda própria;
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II - o filho inválido ou mentalmente incapaz, devidamente comprovado por meio de laudo médico oficial,
sem renda própria.
§ 2º - Para efeito deste artigo, considera-se renda própria ou atividade remunerada o recebimento de
importância igual ou superior ao valor do salário mínimo.
§ 3º - Quando pai e mãe atenderem às regras do “caput”, o abono família será concedido:
I - ao de menor renda, se viverem em comum;
II - àquele que mantenha a guarda legal do filho menor ou inválido, se separados.
§ 4º - Ocorrendo o falecimento do servidor, o abono-família será pago junto com a pensão respectiva.
§ 5º - O valor do abono-família será igual a 05% (cinco por cento) do valor do vencimento inicial do
cargo, devendo ser pago a partir do mês seguinte àquele em que for protocolado o requerimento
respectivo, instruído com os documentos comprobatórios das situações que admitem o benefício.
§ 6º - O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, acarreta a suspensão do pagamento do
abono-família.
§ 7º - Nenhum desconto incidirá sobre o abono família, nem servirá de base para qualquer contribuição,
ainda que para fins de previdência social.
Art. 120 - A assistência à saúde do servidor ativo ou inativo e de sua família compreende assistência
médica, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica prestada pelo Sistema de Saúde Municipal.
CAPÍTULO XI
DO DIREITO DE PETIÇÃO
Art. 121 - É assegurado ao servidor o direito de apresentar requerimento em defesa de direito ou de
interesse legítimo seu.
Parágrafo único - O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo.
Art. 122 - Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a
primeira decisão, não podendo ser renovado.
Art. 123 - O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser
despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 15 (quinze) dias.
Art. 124 - Caberá recurso:
I - do indeferimento do pedido de reconsideração;
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
Parágrafo único - O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o
ato ou proferido a decisão.
Art. 125 - O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a
contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida.
Art. 126 - O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente.
Parágrafo único - Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da
decisão retroagirão à data do ato impugnado.
Art. 127 - O direito de requerer prescreve:
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade
ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relaçõesde trabalho;
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
Parágrafo único - O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da
data da ciência, pelo interessado, quando o ato não for publicado.
Art. 128 - O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.
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Parágrafo único - Interrompida a prescrição, o prazo recomeçará a correr no dia em que cessar a
interrupção.
Art. 129 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela Administração.
Art. 130 - Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista de processo ou documento, na
repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído.
Art. 131 - A Administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art. 132 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo.
TÍTULO VI
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS DEVERES
Art. 133 - São deveres do servidor:
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo ou função;
II - ser leal à instituição a que servir;
III - observar as leis e os regulamentos:
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V - atender com zelo e presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública, bem como às solicitações do superior hierárquico;
VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do
cargo;
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII - guardar sigilo sobre assuntos da repartição;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X - ser assíduo e pontual ao serviço;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder;
XIII - participar de atividades de aperfeiçoamento ou especialização.
Parágrafo único - A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e
obrigatoriamente apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se
ao representado ampla defesa.
CAPÍTULO II
DAS PROIBIÇÕES
Art. 134 - Ao servidor público é proibido:
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do superior imediato;
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
III - recusar fé a documentos públicos;
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
V - dispensar atendimento a usuário do serviço público de forma no isonômica, em razão de apreço ou
desapreço pessoal;
VI - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do poder
público, mediante manifestação escrita ou oral, podendo, porém, criticar ato do ponto de vista doutrinário
ou da organização do serviço, em trabalho assinado;
VII - ofender a dignidade ou o decoro de colega ou propalar tais ofensas;
VIII - cometer à pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de
atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
IX - compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação a associação profissional, sindical ou política;
X - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem;
XI - participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer
comércio, e, nessa qualidade, transacionar com o poder público;
XII - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de
benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, de cônjuge ou de
companheiro;
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XIII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas
atribuições;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV - proceder de forma desidiosa;
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações de
emergência e situações transitórias;
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com
o horário de trabalho, negligenciando o serviço e prejudicando o seu bom desempenho;
XIX - deixar de observar a lei, em prejuízo alheio ou da administração pública.
CAPÍTULO III
DA ACUMULAÇÃO
Art. 135 - Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, é vedada a acumulação remunerada
de cargos públicos.
§ 1º - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrangem autarquias, fundações,
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta
ou indiretamente, pelo Poder Público.
§ 2º - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da compatibilidade de
horários.
Art. 136 - Para os efeitos do disposto na permissão referida no art. 135, entende-se por cargo:
I - técnico, aquele para cujo desempenho exige-se especialidade técnica definida, dispensado o diploma
de nível superior;
II - científico, aquele cujo desempenho requeira conhecimento científico correspondente, exigido o
diploma de nível superior;
III - técnico-científico, aquele cujo desempenho requeira a aplicação de métodos técnicos organizados,
que se fundem em conhecimento científico correspondente, exigido o diploma de nível superior.
Art. 137 - O servidor vinculado ao regime desta Lei que acumular licitamente 2 (dois) cargos de carreira,
quando investido em cargo de provimento em comissão ficará afastado de ambos os cargos efetivos,
podendo optar pela maior remuneração.
CAPÍTULO IV
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 138 - O servidor é responsável civil, penal e administrativamente pelo prejuízo a que der causa
contra a Fazenda Pública ou contra terceiros.
Art. 139 - A responsabilidade pessoal decorre de ação ou omissão dolosa ou culposa
§ 1º - A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário será liquidada na forma prevista no art.
59, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
§ 2º - Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em
ação regressiva.
§ 3º - A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o
limite do valor da herança recebida.
Art. 140 - A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao servidor, nessa
qualidade.
Art. 141 - As responsabilidades civil e administrativa resultam de ato omissivo ou comissivo praticado no
desempenho do cargo ou função.
Art. 142 - As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
Art. 143 - A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que
negue a existência do fato ou sua autoria.
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CAPÍTULO V
DAS PENALIDADES
Art. 144 - São penalidades disciplinares:
I - advertência;
II - suspensão:
III - demissão;
IV - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade;
V - destituição de cargo em comissão ou de função de confiança.
Art. 145 - Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração
cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou
atenuantes e os antecedentes funcionais.
Parágrafo único – O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa
da sanção disciplinar.
Art. 146 - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art.
134, I a IX, e de inobservância de dever funcionalprevisto em lei ou em regulamento, que não justifique
imposição de penalidade mais grave.
Art. 147 - A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de
violação das proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo
exceder de 60 (sessenta) dias.
§ 1º - Será punido com suspensão de até 10 (dez) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a
ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da
penalidade uma vez cumprida a determinação.
§ 2º - Será punido com suspensão de até 10 (dez)dias o servidor que, injustificadamente, deixar de
comparecer, quando comprovadamente convocado, para prestar depoimento ou declaração perante
quem presidir, na forma da lei, à sindicância ou ao processo administrativo disciplinar.
Art. 148 - As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o
decurso de 2 (dois) anos de efetivo exercício, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova
infração disciplinar.
Parágrafo único - O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos.
Art. 149 - A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a administração pública;
II - abandono de cargo ou função;
III – inassiduidade habitual;
III - improbidade administrativa;
IV – incontinência pública e conduta escandalosa na repartição;
V - insubordinação grave em serviço;
VI- ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VII - aplicação irregular de dinheiro público;
VIII - revelação de segredo apropriado em razão do cargo;
IX - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;
X - corrupção;
XI - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
XII - transgressão do disposto nos incisos X, XIII, XVI e XIX do art. 134.
Parágrafo Único - Além dos casos enumerados no artigo anterior, é causa de demissão a condenação,
com sentença criminal passada em julgado, que condenar o servidor a mais de 2 (dois) anos de
reclusão, ou a condenação, dentro do mesmo ano civil, em nova infração cominada com suspensão.
Art. 150 - Verificada em processo disciplinar acumulação proibida, e provada a boa fé, o servidor optará
por um dos cargos.
§ 1º - Provada a má fé, perderá ambos os cargos e restituirá o que tiver percebido indevidamente.
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§ 2º - Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos emprego ou função exercida em outro
órgão ou entidade, a demissão será comunicada a estes.
Art. 151 - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, quando na
atividade, falta punível com demissão.
Art. 152 - A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada
nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão.
Parágrafo único - Ocorrida a demissão, o ato será convertido em destituição de cargo em comissão
prevista neste artigo.
Art. 153 - A demissão ou a destituição de cargo em comissão nos casos dos incisos I, III e IX do art. 149,
implica a necessidade de ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 154 - A demissão ou a destituição de cargo em comissão nos termos do art. 149, incisos II e IV,
incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público municipal, pelo prazo mínimo de 5
(cinco) anos.
Parágrafo único - Não poderá retornar ao serviço público municipal o servidor que for demitido ou
destituído do cargo em comissão por infringência do art. 149, incisos I, III, VI, VII, VIII e IX.
Art. 155 - Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço, por mais de 30
(trinta) dias consecutivos.
§ único – Após a confirmação da infração deste artigo a Administração Municipal publicará a demissão
através de portaria no quadro de aviso.
Art. 156 - O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da
sanção disciplinar.
Art. 157 - As penalidades disciplinares serão aplicadas:
I - pelo prefeito, quando se tratar de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade,
destituição de cargo em comissão e suspensão por mais de 30 (trinta) dias;
II - pelo secretário a que é subordinado, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta)
dias.
Art. 158 - A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou
disponibilidade e destituição de cargo em comissão ou função pública;
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
§ 1º - O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
§ 2º - Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas
também como crime.
§ 3º - A abertura de sindicância ou a instauração de processo administrativo disciplinar interrompe a
prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.
§ 4º - Interrompido o curso da prescrição, este recomeçará a correr, pelo prazo restante, a partir do dia
em que cessar a interrupção.
CAPÍTULO VI
DO SISTEMA DE APLICAÇÃO DO REGIME DISCIPLINAR
Art. 159 - A aplicação do regime disciplinar compete a uma Comissão Especial Processante nomeada
para tal fim.
Art. 160 - À Comissão Especial Processante compete a orientação geral, mediante instruções e atos
normativos, bem como a coordenação e a execução de todas as atividades relativas à disciplina dos
servidores públicos.
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Art. 161 - À Comissão Especial Processante serão encaminhadas as denúncias relativas a qualquer falta
disciplinar.
Art. 162 - A instauração de sindicância ou de processo administrativo disciplinar compete ao prefeito.
Art. 163 – A Comissão Especial Processante será compostas de 3 (três) servidores.
Parágrafo Único - O prefeito designará, entre servidores efetivos, os componentes e o Presidente da
comissão, cujo nível hierárquico será superior ao do sindicado ou processado.
Art. 164 - São atribuições da Comissão Especial Processante, além das já previstas nesta Lei:
I - prestar assessoria técnica;
II - emitir parecer sobre a aplicação de penalidades no curso de processo disciplinar;
III - fazer recomendações a todos os órgãos do sistema;
IV - receber e apreciar os pedidos de revisão das sindicâncias ou dos processos administrativos
disciplinares;
V - fazer cumprir as normas legais, no que diz respeito às acumulações de cargos, empregos ou
funções.
Parágrafo único - As revisões podem ser requeridas pelo servidor ou pela autoridade responsável pela
aplicação da penalidade sugerida pela Comissão Especial Processante.
Art. 165 - A atuação da Comissão Especial Processante não afeta a competência dos superiores
hierárquicos, no que diz respeito à fiscalização direta que lhes incumbe manter quanto ao cumprimento
dos deveres funcionais, por parte de seus subordinados.
§ 1º - No exercício da competência de que trata o artigo, os superiores hierárquicos poderão advertir o
servidor, independentemente de procedimento disciplinar prévio, desde que da advertência não resulte
prejuízo funcional, moral ou financeiro para o servidor e dela não haja registro em sua ficha funcional.
§ 2º - Caso o servidor já tenha sido advertido mais de uma vez, o fato será informado à Comissão
Especial Processante para as providências disciplinares cabíveis.
CAPÍTULO VII
DA SINDICÂNCIA E DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Seção I
Disposições Gerais
Art. 166 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público tomará medidas
necessárias à promoção de sua imediata apuração.
Parágrafo único - Quando o ato atribuído ao servidor for denifido como crime de ação pública
incondicionada, o responsável pela repartição dará imediato conhecimento da ocorrência à Comissão
Especial Processante,que providenciará a devida comunicação à autoridade competente, para as
providências cabíveis.
Art. 167 - As denúncias de irregularidades, formuladas por escrito ou reduzidas a termo, serão objeto de
apuração.
§ 1º - Quando o fato narrado evidentemente não configurar infração disciplinar, a denúncia será
arquivada.
§ 2º - A denúncia desacompanhada de elemento de instrução não impede a abertura de sindicância.
Art. 168 - Da sindicância poderá resultar:
I - arquivamento, por falta de prova da existência do fato ou da sua autoria;
II - arquivamento, por falta de prova suficiente à aplicação da penalidade administrativa;
III - absolvição, por existência de prova de não ser o acusado o autor do fato;
IV - absolvição, por existência de prova da não ocorrência do fato ou por este não constituir infração de
natureza disciplinar;
V - aplicação de penalidade de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias;
VI - instauração de processo administrativo disciplinar.
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Art. 169 - Do processo administrativo disciplinar poderá resultar arquivamento ou absolvição, na forma
do dispositivo nos incisos I ao IV do artigo anterior, ou aplicação das penalidades cabíveis, conforme o
caso.
Art. 170 - Arquivados a sindicância ou o processo administrativo disciplinar, poderão ser eles reabertos
em vista de novas provas, desde que não haja ocorrido prescrição.
§ 1º - A decisão pela reabertura do procedimento caberá ao prefeito que, em despacho fundamentado,
expedirá a portaria respectiva.
§ 2º - Os autos arquivados serão apensados aos novos.
Art. 171 - Será obrigatória a instauração de processo administrativo disciplinar sempre que a falta
praticada pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de
demissão, de cassação de aposentadoria ou de disponibilidade e de destituição de cargo em comissão
ou de função pública.
Art. 172 - A sindicância precederá ao processo administrativo disciplinar somente no caso de não haver
elemento de convicção suficiente para a imediata instauração do segundo procedimento.
§ 1º - Na hipótese prevista neste artigo, a sindicância terá caráter meramente indiciário.
§ 2º - É facultado à autoridade que presidir à sindicância permitir ao indiciado que produza ou sugira a
produção de prova em seu favor, cumprindo-lhe motivar a recusa.
Art. 173 - A Comissão Especial Processante, mediante decisão fundamentada, poderá determinar o
afastamento preventivo do servidor, desde que necessário para garantir o curso normal da instrução.
§ 1º - O afastamento preventivo não implicará prejuízo da remuneração ou da contagem do tempo de
serviço.
§ 2º - Caberá recurso ao prefeito, caso o tempo de afastamento preventivo supere 60 (sessenta) dias.
Art. 174 - Não poderão proceder à sindicância ou compor a comissão disciplinar cônjuge, companheiro
ou parente do acusado, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.
Art. 175 - A sindicância ou o processo administrativo disciplinar serão conduzidos com independência e
imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da
administração.
§ 1º - Não haverá sigilo para o acusado ou seu defensor.
§ 2º - As reuniões e as audiências que ocorram no curso dos procedimentos disciplinares terão caráter
reservado.
Art. 176 - O relatório é a peça que põe fim à sindicância e ao processo administrativo disciplinar.
Art. 177 - No relatório, serão apreciadas separadamente as irregularidades mencionadas na denúncia ou
na portaria, à luz das provas colhidas e tendo em vista as razões da defesa.
§ 1º - A comissão decidirá justificadamente, pelo arquivamento, pela absolvição ou pela punição do
acusado, sugerindo, neste último caso, a penalidade cabível em relação a cada uma das faltas
consideradas, respeitada a competência respectiva.
§ 2º - O motivo do arquivamento ou da absolvição ficará expresso no relatório, devendo ajustar-se às
causas mencionadas nesta Lei.
§ 3º - A comissão disciplinar deverá sugerir no relatório quaisquer outras providências que lhe pareçam
de interesse do serviço público.
Art. 178 - Somente poderão ser apresentados documentos instruindo a denúncia, na defesa ou em
diligência.
Art. 179 - A Comissão Especial Processante procederá a todas as diligências que julgar necessárias,
ouvindo, se entender conveniente, a opinião de técnicos ou peritos.
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§ 1º - A Comissão Especial Processante poderá denegar pedidos considerados impertinentes
meramente protelatórios ou desprovidos de interesse para o esclarecimento dos fatos, fazendo-o
justificadamente.
§ 2º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato não depender de
conhecimento técnico de perito.
Art. 180 - A citação ou a intimação do acusado será pessoal, por carta expedida pelo presidente da
Comissão Especial Processante, assegurando-se-lhe vista dos autos na secretaria da comissão.
§ 1º - O prazo para defesa será de 10 (dez) dias, mesmo quando houver mais de um acusado, e será
comum a todos.
§ 2º - No caso de recusa do acusado a apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-
á da data declarada pelo servidor que realizou a diligência.
Art. 181 - Achado-se o acusado em lugar incerto e não sabido ou no estrangeiro, a citação será feita por
edital publicado em diário oficial, durante 3 (três) dias consecutivos, hipótese em que o prazo de defesa
será contado da data da última publicação.
Art. 182 - O acusado que mudar de residência depois de citado fica obrigado a comunicar a Comissão
Especial Processante o lugar onde poderá ser encontrado, sob pena de ser considerado em lugar não
sabido, para os efeitos de citação ou intimação.
Art. 183 - Considerar-se-á a revel o acusado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo
legal.
§ 1º - Ao acusado revel será designado um defensor dativo bacharel em Direito.
§ 2º - A revelia será declarada nos autos e devolverá o prazo para a defesa.
Art. 184 - Comparecendo o acusado, no dia e hora designados, será interrogado pela Comissão
Especial Processante.
§ 1º - Ao advogado do acusado é facultado assistir ao interrogatório, formular perguntas e zelar pela fiel
transcrição das respostas.
§ 2º - Havendo mais de um acusado, cada um deles será ouvido em separado e, caso haja divergência
entre suas declarações, poderá ser promovida a acareação entre eles.
Art. 185 - Quando houver dúvida quanto à sanidade mental do acusado, a comissão determinará que
seja ele submetido a exame pelo serviço médico do órgão municipal competente.
Parágrafo único - O incidente de sanidade mental poderá ser suscitado pelo próprio acusado e será
processado em autos apartados e apensos aos autos principais, ficando suspenso o procedimento
principal.
Art. 186 - Testemunha é a pessoa que presta depoimento sob o compromisso de dizer a verdade e não
omiti-la.
§ 1º - Se a testemunha for servidor público municipal, será intimada mediante carta dirigida a sua chefia
imediata.
§ 2º - Se a testemunha não for servidor público municipal, será convidado a depor.
§ 3º - O secretário ou equivalente escolherá o local, data e horário para serem ouvidos na condição de
testemunhas.
Art. 187 - O depoimento será fielmente reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por
escrito, podendo consultar anotações.
§ 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente.
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§ 2º - Poderá ser feita acareação entre os depoentes, na hipótese de depoimentos contraditórios ou que
se infirmem.
Art. 188 - Aplicam-se subsidiariamente à sindicância ou ao processo administrativo disciplinar as normas
dos códigos de processo.
Parágrafo único - O servidor que responder a sindicância ou a processo administrativo disciplinar
poderá, a suas expensas, extrair cópia integral ou parcial dos autos respectivos.Seção II
Da Sindicância
Art. 189 - A sindicância, sempre de caráter contraditório, desenvolver-se-á da seguinte forma:
I - instauração por ato do prefeito;
II - citação do sindicado para interrogatório, oportunidade em que oferecerá defesa prévia, na qual
poderá arrolar testemunhas, até o máximo de 3 (três), e indicar as provas que quiser produzir;
III - oitiva de testemunhas da denúncia, até o máximo de 3 (três);
IV - oitiva de testemunhas do sindicado, até o máximo de 3 (três);
V - prazo de 2 (dois) dias para o sindicado requerer diligências probatórias complementares;
VI - despacho da Comissão Especial Processante, que se manifestará quanto a pedidos formulados
pelo sindicado e, se entender conveniente, determinará a oitiva de outras testemunhas, a reinquirição
das já ouvidas, a inquirição das referidas, a acareação, se necessária, a juntada de documentação ou a
realização de prova técnica.
VII - abertura do prazo de 5 (cinco) dias para apresentação de razões finais;
VIII - parecer do responsável pelo procedimento, com relatório e sugestão sobre a solução que entenda
adequada;
IX - julgamento, oportunidade em que a Comissão Especial Processante apreciará a prova dos autos e
proferirá decisão.
Parágrafo único - Ao sindicado será assegurado o direito de ampla defesa, admitidos todos os meios a
ela inerentes, sendo-lhe facultado acompanhar o feito individualmente ou fazer-se representar por
advogado, juntar documentos pertinentes, requerer prova pericial e formular quesitos.
Art. 190 - Verificada na fase de julgamento a existência de falta punível com penalidade mais grave do
que as que justifiquem sindicância, a Comissão Especial Processante, em despacho, determinará a
abertura do processo administrativo cabível, expedindo a respectiva portaria.
Art. 191 - Os autos da sindicância serão integrados os autos do processo administrativo disciplinar.
Seção III
Do Processo Administrativo Disciplinar
Art. 192 - O processo administrativo disciplinar será contraditório, assegurado ao acusado ampla defesa,
com os meios a ela inerentes.
Art. 193 - O processo administrativo disciplinar desenvolver-se-á da seguinte forma:
I - instauração, com a expedição da portaria do prefeito, da qual constarão o resumo do fato atribuído ao
processado e a menção dos dispositivos da lei aplicáveis;
II - citação do processado para o interrogatório abrindo-se-lhe, em seguida, prazo de 3 (três) dias para a
apresentação de defesa prévia e de rol de testemunhas, até o máximo de 10 (dez), limitadas a 3 (três)
para cada fato, e para a indicação das provas que irá produzir;
III - oitiva de testemunhas da denúncia;
IV - oitiva de testemunhas arroladas pelo processado;
V - prazo de 3 (três) dias para o processado requerer diligências probatórias complementares;
VI - despacho do presidente da comissão, que se manifestará quanto ao pedido formulado pelo
processado, na forma indicada no inciso V, e, se entender conveniente, determinará a oitiva de outras
testemunhas, a reinquirição das já ouvidas, a inquirição das referidas, a juntada de documentos ou a
realização de prova técnica;
VII - abertura do prazo de 10 (dez) dias para o processado apresentar razões finais;
VIII - julgamento, oportunidade em que a comissão processante apreciará as provas e emitirá relatório,
sugerindo a penalidade a ser aplicada.
Art. 194 - Com base no relatório, a autoridade competente aplicará a penalidade sugerida.
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§ 1º - A autoridade incumbida de aplicar a penalidade sugerida poderá pedir revisão da sugestão quanto
à penalidade.
§ 2º - A solicitação de revisão, sempre fundamentada, de fato e de direito, será objeto de reexame pela
mesma comissão disciplinar que houver elaborado o relatório.
§ 3º - A solicitação de revisão será dirigida à Comissão Especial Processante dentro do prazo de 5
(cinco) dias, e decidida em 10 (dez) dias.
§ 4º - Mantida a decisão, a autoridade a quem incumbir a aplicação da penalidade poderá, no prazo de 3
(três) dias, recorrer, fundamentalmente, ao Prefeito.
§ 5º - O prefeito mandará publicar, a decisão que proferir, e promoverá ainda, a expedição dos atos
decorrente do julgamento e as providências necessárias à sua execução.
Art. 195 - A autoridade sindicante, a processante ou aquela incumbida de aplicar a penalidade que der
causa à prescrição será responsabilizada.
Art. 196 - Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade competente para aplicar a punição
determinará o registro da extinção nos assentamentos individuais do servidor.
Art. 197 - O servidor que responder a processo administrativo disciplinar só poderá ser exonerado a
pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão daquele e o cumprimento da penalidade
acaso aplicada.
Art. 198 - Os membros da comissão disciplinar terão sua freqüência abonada, no período em que se
ocuparem do procedimento disciplinar.
CAPÍTULO VIII
DO RECURSO E DA REVISÃO
Seção I
Do Recurso em Matéria Disciplinar
Art. 199 - Das decisões proferidas em sindicância ou em processo administrativo disciplinar caberá
recurso, que será recebido no efeito devolutivo.
Art. 200 - Não constitui fundamento para o recurso a simples alegação de injustiça da penalidade
aplicada.
Art. 201 - O prazo para interposição de recurso é de 30 (trinta) dias e começa a fluir da data da
publicação, em diário oficial, da decisão impugnada, ou, se não houver publicação, da data em que dele
tiver conhecimento o servidor.
Parágrafo único - Não caberá recurso da decisão que decidir o recurso.
Art. 202 - O julgamento do recurso competirá ao prefeito.
Parágrafo único - O prefeito poderá delegar a secretário ou equivalente a competência prevista no
“caput”.
Art. 203 - Provido o recurso, serão tornadas sem efeito as penalidades aplicadas ao acusado, o que
implicará o restabelecimento de todos os direitos perdidos em conseqüência daquelas, exceto em
relação à destituição do cargo em comissão ou de função pública, a qual será convertida em
exoneração.
Art. 204 - No recurso não poderão ser aduzidos fatos novos, nem dele poderá resultar agravamento de
penalidade.
Seção II
Da Revisão em Matéria Disciplinar
Art. 205 - O processo disciplinar poderá ser revisto a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se
aduzirem fatos novos ou circunstâncias que militem em favor da inocência do servidor punido ou revelem
a inadequação da penalidade aplicada.
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Art. 206 - O pedido de revisão será dirigido ao prefeito.
Art. 207 - Se a revisão for cabível, sua apreciação quanto ao mérito competirá à Comissão Especial
Processante.
Art. 208 - Recebido o pedido de revisão, ele será autuado e apensado aos autos do procedimento
originário.
§ 1º - Em qualquer caso, será dada vista ao requerente pelo prazo de 10 (dez) dias, para tomar ciência
do despacho e, se quiser, arrolar testemunhas até o máximo de 5 (cinco).
§ 2º - Concluída a fase de instrução da revisão, o requerente será intimado a apresentar memorial, no
prazo de 5 (cinco) dias.
§ 3º - Escoado o prazo de que trata o parágrafo anterior, a revisão receberá parecer quanto ao mérito,
no prazo de 20 (vinte) dias, e será encaminhada à autoridade julgadora.
§ 4º - Na fase de julgamento, poderão ser determinadas diligências consideradas necessárias ao melhor
esclarecimento do processo.
Art. 209 - O julgamento da revisão competirá ao prefeito.
Parágrafo único - O prefeito poderá delegar a secretário ou equivalente a competência prevista no
“caput”.
Art. 210 - Julgado procedente o pedido de revisão, serão tornadas sem efeito as penalidades aplicadas
ao acusado, o que implicará o restabelecimento de todos os direitos perdidos em conseqüência
daquelas, exceto em relação à destituição de cargo em comissão ou de função pública, a qual será
convertida em exoneração.
Art. 211 - Da revisão não poderá resultar agravamento de penalidade.
TITULO VII
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 212- Os instrumentos de procuração utilizados para recebimento de direitos ou vantagens de
servidores municipais terão validade por 12 (doze) meses, devendo ser renovados após findo este
prazo.
Art. 213 - Para todos os efeitos previstos nesta Lei e em leis do Município, os exames de sanidade física
e mental serão obrigatoriamente realizados por médicos da Prefeitura ou, na sua falta por médico
credenciado pelo Município.
§ 1º - Em casos especiais, atendendo à natureza da enfermidade, a autoridade municipal poderá
designar junta médica para proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médico do
Município ou o médico credenciado pela autoridade municipal.
§ 2º - Os atestados médicos concedidos aos servidores municipais, quando em tratamento fora do
Município, terão sua validade condicionada à ratificação posterior, pelo médico do Município.
Art. 214 - Contar-se-ão por dias corridos os prazos previstos nesta Lei.
Parágrafo único - Não se computará no prazo o dia inicial, prorrogando-se para o primeiro dia útil
seguinte o vencimento que cair em sábado, domingo ou feriado.
Art. 215 - São isentos de taxas, emolumentos ou custas os requerimentos, certidões e outros papéis que,
na esfera administrativa, interessarem ao servidor municipal, ativo ou inativo, nessa qualidade.
Art. 216 - É vedado exigir atestado de ideologia como condição de posse ou exercício em cargo público.
Art. 217 - O dia 28 de outubro será consagrado ao servidor público municipal.
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Parágrafo único - Quando o dia 28 for um sábado ou domingo, o dia do servidor público será
comemorado na segunda feira seguinte.
TÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 218 - Até que seja publicada a lei federal definindo o que seja baixa renda para fins de abono
família, este benefício será devido aos servidores que tenham remuneração até o valor de R$ 360,00
(trezentos e sessenta reais), nos termos definidos pelo art. 13 da Emenda Constitucional nº 20/98.
Art. 219 - A lei municipal estabelecerá plano de cargos, carreira e vencimento para a Administração
Direta.
Art. 220 - Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogando as disposições em contrário,
especialmente as leis municipais nº715/94 e 841/98.
Sala das Sessões da Câmara Municipal de Nova Resende, aos 27 de MAIO de 2.002.
Paulo Ricardo Bonfim Rodevaldo Aparecido Costa Roberto Conde de Jesus
Presidente Vice-Presidente Secretário
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
1
Lei Orgânica do Município de Nova
Resende
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
2
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
LEI ORGÂNICA 01/1990.
PREÂMBULO
"O Senhor ama a Justiça e o Direito"
Nós, representantes do Povo do Município de Nova Resende, conscientes de nossas
responsabilidades, reunidos na Câmara Municipal com objetivo de garantir a igualdade dos cidadãos,
junto à administração Municipal, uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na
Justiça Social, promulgamos, sob a proteção de Deus a seguinte LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE
NOVA RESENDE-MG
AGRADECIMENTO
Os Membros da Mesa e Vereadores agradecem a colaboração prestada pela professora Rosemary
Evangelista Rodrigues da Silva, pelas correções ocorridas no texto da Lei Orgânica do Município de
Nova Resende, trabalho exercido com afinco e muito boa vontade, cabendo-lhe o mérito, da redação
final que a Língua Portuguesa nos impõe.
TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º O município de Nova Resende do Estado de Minas Gerais integra, com autonomia político-
administrativa, a República Federativa do Brasil, como participante do Estado Democrático de Direito,
comprometendo-se a respeitar, valorizar e promover seus fundamentos básicos: a Soberania, a
Cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o
pluralismo político.
Art. 2º São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o
Executivo.
Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, Estadual e nesta Lei
Orgânica, é vedado aos Poderes Municipais a delegação recíproca de atribuições, e, quem estiver
investido nas funções de um deles, não poderá exercer a do outro.
Art. 3º Constituem, em cooperação com a União e o Estado, objetivos fundamentais do
Município de Nova Resende:
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
3
I - Construir uma Sociedade Livre e Solidária;
II - Garantir o desenvolvimento Municipal, Estadual e Nacional;
III - Combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social
dos setores desfavorecidos;
IV - Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação; questões ideológicas, funções ou categorias profissionais;
V - Garantir efetivação dos direitos humanos, individuais e sociais.
Parágrafo único. Para consecução de seus objetivos fundamentais, o Município procurará a integração
com a união, os Estados e os demais Municípios, especialmente os limítrofes.
TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
Art. 4º A dignidade do homem é intangível, respeitá-la e protegê-la é obrigação de todo poder
público, porque todo o poder é naturalmente privativo do povo, que o exerce direta ou indiretamente
por seus representantes eleitos.
§ 1º Nenhum direito Fundamental poderá ser violado.
§ 2º Os direitos Fundamentais constituem direito de aplicação imediata e direta.
Art. 5º Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros no Município, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança, à propriedade, nos termos do art. 5º da Constituição da República Federativa
do Brasil.
Art. 6º É assegurado a todo habitante do Município, nos termos da Constituição Federal, Estadual e
desta Lei Orgânica, o Direito à Educação, ao Trabalho, à Cultura, à Moradia, à Assistência, à Proteção,
à Maternidade, à Gestante, à Infância, ao Idoso, ao Deficiente, ao Lazer, ao Meio Ambiente Saud ável,
à Saúde, à Segurança, à Previdência Social, à Assistência aos Desamparados, ao Transporte, que
significam uma existência digna do ser humano.
§ 1º O Município promoverá a defesa do consumidor, adotando política própria e medidas de
orientação e fiscalização na forma da Lei.
§ 2º Os direitos básicos do consumidor estender-se-ão, na forma da lei, ao controle de qualidade dos
serviços públicos.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
4
§ 2º com redação corrigida pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /2004.
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
Art. 7º A organização político-administrativa do Município compreende a cidade e os distritos.
§ 1º A cidade de Nova Resende é a sede do Município.
§ 2º Poderão ser criados distritos, núcleos urbanos e agrícolas que serão regulados por lei.
§ 3º A criação, organização e supressão de distritos, somente se efetuarão mediante lei, observada a
legislação estadual.
§ 3º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
Art. 8º A instalação do distrito será feita em Nova Resende, perante o Juiz de Direito da
Comarca obedecendo às Normas e Legislação Estadual.
Art. 9º Os símbolos do Município são: o Brasão, a Bandeira e o Hino, que representam a sua história,
tradição e cultura.
Parágrafo único. Duas datas cívicas deverão ser comemoradas: 12 de janeiro, data da Instalação do
Município e 10 de Setembro, Dia da Cidade. A Bandeira e Brasão são os constantes da Lei 202, de 02
de Agosto de 1972. Vinte e dois de Maio, o dia da Padroeirada Cidade.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA MUNICIPAL ART. 10º - Compete ao Município:
I - Legislar sobre os assuntos do interesse local;
II - Suplementar a Legislação Federal e estadual no que couber;
III - Instituir e arrecadar os tributos de sua competência bem como aplicar as suas rendas sem
prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados nesta Lei;
IV - Criar, organizar e suprimir distritos, observando o disposto nesta Lei Orgânica e na Legislação
Estadual pertinente;
https://leismunicipais.com.br/a1/mg/n/nova-resende/lei-ordinaria/1972/20/202/lei-ordinaria-n-202-1972-dispoe-sobre-a-forma-e-a-apresentacao-dos-simbolos-municipais
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
5
V - Instituir a guarda municipal destinada à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme
dispuser a lei;
VI - Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, entre outros, os
seguintes serviços:
a) transporte intermunicipal;
b) abastecimento de água e esgotos sanitários; c)mercados, feiras e matadouros locais; d)cemitérios e
serviços funerários; e)iluminação pública;
f) limpeza pública, coleta domiciliar e destinação final do lixo;
VII - Manter, com cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-
escolar e ensino fundamental;
VIII - Prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à
saúde da população;
IX - Promover a proteção ao patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico local, observada a
legislação e a ação fiscalizadora Federal e Estadual;
X - Promover a Cultura e a recreação;
XI - Fomentar a produção agropecuária e demais atividades econômicas, inclusive a artesanal;
XII - Preservar a floresta, fauna e flora, e incentivar o reflorestamento para aproveitamento útil da
madeira, conforme as normas contidas nesta Lei;
XIII - Realizar serviços de assistência social, diretamente ou por meio de instituições privadas,
conforme critérios e condições fixadas em Lei Municipal;
XIV - Realizar programas de apoio às práticas desportivas; XV - Realizar programas de alfabetização;
XVI - Promover no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle
do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
XVII - Elaborar e executar o Plano Diretor; XVIII - Executar as obras de:
a) abertura, pavimentação e conservação de vias;
b) drenagem pluvial;
c) construção e conservação de estradas, parques, jardins e hortos florestais e viveiros para o
reflorestamento municipal;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
6
d) construção e conservação de estradas vicinais;
e) edificação e conservação de prédios públicos municipais; XIX - Fixar:
a) tarifas dos serviços públicos inclusive dos serviços de táxi;
b) horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de serviços;
letra b com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
XX - Sinalizar as vias públicas, urbanas e rurais;
XXI - Regulamentar a utilização de vias e logradouros públicos; XXII - Conceder licença para:
a) afixação de cartazes, letreiros, anúncios, faixas, emblemas e utilização de alto-falantes para fins de
publicidade e propaganda;
b) localização, instalação e funcionamento de indústrias, comércio e de serviços;
c) exercício de comércio eventual ou ambulante;
d) realização de jogos, espetáculos e divertimentos públicos, observadas as prescrições legais;
e) prestação dos serviços de táxis.
Art. 11. Além das competências previstas no artigo anterior, o Município atuará em cooperação com a
União e o Estado para o exercício das competências enumeradas no artigo 23 da Constituição Federal,
desde que as condições sejam de interesse do Município.
TÍTULO IV
DO GOVERNO MUNICIPAL CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO SEÇÃO I
DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 12. O poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, composta de vereadores eleitos para
cada legislatura.
Redação do Caput do art.12 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos.
Art. 13. Segundo o estabelecido no art. 29, IV, da Constituição da República Federativa do
Brasil, o número de Vereadores para o Município de Nova Resende é fixado em onze.(*)
Art. 14. Salvo disposição em contrário desta Lei Orgânica, as deliberações da Câmara Municipal e de
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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suas comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros.
Seção II DA POSSE
Art. 15. A Câmara Municipal de Nova Resende reunir-se-á em sessão preparatória, a partir de 1º de
Janeiro do primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros.
§ 1º Sob a presidência do Vereador mais votado no Município entre os presentes, os demais
vereadores prestarão compromisso e tomarão posse, cabendo ao Presidente prestar o seguinte
compromisso:
"Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal,
observar as leis, desempenhar o mandato que me foi confiado e trabalhar pelo progresso do
Município e bem-estar de seu povo".
§ 2º Prestado o compromisso pelo Presidente, o Secretário que for designado para esse fim
fará a chamada nominal de cada Vereador, que declarará: "Assim o prometo".
§ 3º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo deverá fazê-lo no prazo de 15
dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal.
§ 4º No ato de posse, os Vereadores deverão desincompatibilizar-se e fazer a declaração de seus bens
a qual deverá ser repetida quando do término do mandato, sendo ambas transcritas em livro próprio,
resumidas em ata e divulgadas para o conhecimento público.
Seção III
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 16. Cabe à Câmara Municipal com a sanção de Prefeito, legislar sobre as matérias de
competência do Município especialmente no que se refere ao seguinte:
I - Assuntos de interesse local, inclusive suplementando a legislação federal e estadual no que diz
respeito:
a) à saúde, à assistência pública e à proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;
b) à proteção de documentos, bens de valor, paisagens naturais;
c) à proteção ao meio ambiente e ao combate à poluição;
d) ao incentivo à indústria e ao comércio;
e) à criação de distritos industriais;
f) ao fomento da produção agropecuária e à organização do abastecimento alimentar;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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g) à promoção de programas de construção de moradias, melhorando as condições habitacionais e de
saneamento básico;
h) ao combate as causas da pobreza e aos fatores de marginalização, promovendo a integração social
dos setores desfavorecidos, repudiando toda e qualquer forma de discriminação;
i) ao registro, ao acompanhamento e à fiscalização das concessões de pesquisa e exploração dos
recursos hídricos e minerais em seu território;
j) ao estabelecimento e à implantação da política de educação para o trânsito;
l) ao armazenamento dos agrotóxicos, seus componentes e afins;
m) às políticas públicas do Município;
II - Tributos Municipais, bem como autorizar isenções e anistias fiscais e remissão de dívidas;
III - Orçamento anual, Plano Plurianual e diretrizes orçamentárias, bem como autorizar a abertura de
créditos suplementares e especiais;
IV - Obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito, bem como sobre a forma e os
meios de pagamento;
V - Concessão e permissão de serviços públicos;
VII - Alienação de direito real de uso de bens municipais; VIII - Alienação e concessão de bens
imóveis;
IX - Aquisição de bens imóveis quando não se tratar de doação;
X - Criação, organização e supressãode distritos, observada a legislação estadual; XI - Criação,
alteração e extinção de cargos, empregos e funções públicas e fixação
da respectiva remuneração; XII - Plano Diretor;
XIII - Alteração da denominação de próprios, vias e logradouros públicos; XIV - Ordenamento,
parcelamento, uso e ocupação do solo urbano;
XV - Organização e prestação de serviços públicos.
Art. 17. Compete privativamente à Câmara Municipal, entre outras, as seguintes atribuições:
I - Eleger sua Mesa Diretora, vem como destiná-la na forma da Lei Orgânica e do
Regimento Interno;
II - Elaborar o Regimento Interno;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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III - Fixar a remuneração do Prefeito e Vice-Prefeito e dos Vereadores, observando-se o disposto do
inciso V do art. 29 da Constituição Federal e o estabelecido nesta Lei Orgânica;
IV - Exercer com o auxílio do Tribunal de Contas ou órgão estadual competente, a fiscalização
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município;
V - Julgar as contas anuais do Município e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de
Governo;
VI - Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar;
Inciso VI com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
VII - Dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção de
cargos, empregos e funções de seus serviços e propor o projeto de lei que fixa ou altera a respectiva
remuneração;
Inciso VII com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
VIII - Autorizar o Prefeito a se ausentar do Município quando a ausência exceder a quinze dias;
XI - Mudar temporariamente a sua sede;
X - Fiscalizar e controlar, diretamente, os atos do Poder Executivo, incluídos os da
Administração indireta e fundacional, quando houver;
XI - Proceder à tomada de contas do Prefeito Municipal, quando não apresentados à
Câmara dentro do prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; XII - Processar e julgar
os Vereadores na forma desta Lei Orgânica;
XIII - Representar ao Procurador Geral da Justiça, mediante aprovação de dois terços dos seus
membros, contra o Prefeito, Vice-Prefeito, secretários e chefes de serviços municipais ou ocupantes
de cargos da mesma natureza, pela prática de crime contra a Administração Pública que tiver
conhecimento;
XIV - Dar posse ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para afastá-los definitivamente do
cargo nos termos previstos em lei;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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XV - Conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para afastamento do cargo;
XVI - Criar comissões especiais de inquérito sobre fato determinado que se inclua na competência da
Câmara, sempre que requerida por um terço de seus membros;
Inciso XVI com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
XVII - Convocar os secretários, chefes de serviços municipais e assessores, ou ocupantes de cargos da
mesma natureza para prestar informações sobre matéria de sua competência;
XVIII - Solicitar informações ao Prefeito Municipal sobre assuntos referentes à
Administração;
XIX - Autorizar referendo e convocar plebiscito;
XX - Decidir sobre a perda de mandato de Vereador, nos casos e nos termos previstos na legislação
federal aplicável;
Inciso XX com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
XXI - Conceder título honorífico a pessoas que tenham reconhecidamente prestado serviços ao
Município de forma plena, concreta, clara e através de assinatura popular, igual ou superior a cem
cidadãos, mediante decreto legislativo aprovado pela maioria de dois terços de seus membros.
§ 1º É fixado em trinta dias improrrogáveis o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da
Administração direta e indireta do Município, quando houver, prestem as informações e encaminhem
os documentos requisitados pela Câmara Municipal na forma desta lei Orgânica;
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 3º Fica instituída a Tribuna Popular que poderá ser utilizada em sessões ordinárias da Câmara, por
representantes de entidades civis e de movimentos comunitários organizados, conforme dispuser o
Regimento Interno. (*)
Seção IV
DO EXAME PÚBLICO DAS CONTAS MUNICIPAIS
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Art. 18. As contas do Município ficarão à disposição dos cidadãos durante sessenta dias, a partir de
quinze de abril de cada exercício, no horário das treze às dezessete horas e nos dias de
reunião da Câmara, também das dezenove até as vinte e uma e trinta horas, na sala das sessões da
Câmara Municipal.
§ 1º A consulta às contas municipais poderá ser feita por qualquer cidadão, independentemente de
requerimento, autorização ou despacho de qualquer autoridade.
§ 2º A consulta só poderá ser feita no recinto da Câmara e haverá pelo menos três cópias à disposição
do público.
§ 3º A reclamação apresentada deverá:
I - Ter a identificação e a qualificação do reclamante;
II - Ser apresentada em 04 vias no protocolo da Câmara;
III - Conter elementos e provas nas quais se fundamenta o reclamante.
§ 4º As vias da reclamação, apresentadas no protocolo da Câmara, terão a seguinte destinação:
I - A primeira via deverá ser encaminhada pela Câmara ao Tribunal de contas ou órgão equivalente
mediante ofício;
II - A segunda via deverá ser anexada às contas à disposição do público pelo prazo que restar ao
exame e apreciação;
III - A terceira via se constituirá em recibo do reclamante e deverá ser autenticada pelo servidor que a
receber mo protocolo;
IV - A quarta via será arquivada na Câmara Municipal.
§ 5º A anexação, da segunda via, de que trata o inciso II do § 4º deste artigo, independerá do
despacho de qualquer autoridade e deverá ser feita no prazo de quarenta e oito horas pelo servidor
que a tenha recebido no protocolo da Câmara, sob pena de suspensão, sem vencimentos, pelo prazo
de quinze dias.
Art. 19. A Câmara Municipal enviará ao reclamante cópia da correspondência que encaminhou ao
Tribunal de Contas ou órgão equivalente.
Seção V
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS
Art. 20. A remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores será fixada pela Câmara
Municipal no último ano da legislatura, até trinta dias antes das eleições municipais vigorando para a
legislatura seguinte, observado o disposto na Constituição Federal (art. 29 - V).(*)
Art. 21. A remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores será fixada determinando-se o
valor em moeda corrente no país, vedada qualquer vinculação.(*)
§ 1º A remuneração de que trata este artigo será atualizada pelo índice de inflação, com a
periodicidade estabelecida no decreto legislativo na resolução fixadoras.
§ 2º A remuneração do Prefeito será composta de subsídio e verba de representação.
§ 3º A verba de representação do Prefeito Municipal não poderá exceder a dois terços de seus
subsídios.
§ 4º O Vice-Prefeito somente perceberá remuneração se prestar serviços à Prefeitura, mediante
fiscalização da Câmara Municipal e a sua verba de representação não poderá exceder a metade da
que for fixada para o Prefeito Municipal.
§ 5º A remuneração dos Vereadores será dividida em parte fixa e parte variável, vedados acréscimos a
qualquer título.
§ 6º A verba de representação do Presidente da Câmara, que integra a remuneração, não poderá
exceder a 2/3 de seus subsídios.
Art. 22. Cada reunião extraordinária será remunerada a razão de um quinto, calculada sobre a parte
fixa.
Art. 23. A lei fixará critérios de indenização de despesas de viagem do Prefeito, dos
Vereadores, observando-seo rigor contido nesta lei.
Parágrafo único. A indenização de que trata este artigo não será considerada como remuneração.
DA ELEIÇÃO DE MESA
Art. 24. Imediatamente após a posse, os Vereadores se reunirão sob a presidência do Vereador mais
votado entre os presentes e, havendo maioria absoluta dos membros da Câmara, elegerão os
componentes da Mesa, que ficarão automaticamente empossados.
https://leismunicipais.com.br/a1/mg/n/nova-resende/emenda-a-lei-organica/2005/0/2/emenda-a-lei-organica-n-2-2005-dispoe-sobre-alteracao-do-1-do-artigo-133-da-lei-organica-municipal-e-da-outras-providencias
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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§ 1º O mandato da Mesa será de 2(dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição
imediatamente seguinte, ainda que em legislatura distinta.
§ 1º com redação dada pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 2º A eleição para renovação da Mesa realizar-se-á, obrigatoriamente, na última sessão legislativa,
empossando-se os eleitos em 1º de Janeiro.
§ 3º Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído pelo voto de dois terços dos membros da
Câmara Municipal, quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atribuições,
devendo o Regimento Interno da Câmara Municipal dispor sobre o processo de destituição e sobre a
substituição do membro destituído.
Seção VII
DAS ATRIBUIÇÕES DA MESA
Art. 25. Compete à Mesa da Câmara Municipal, até o primeiro dia de março, as contas do exercício
anterior, aprovadas ou rejeitadas;
I - Enviar ao Prefeito o resultado da deliberação sobre as contas prestadas;
Inciso I com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
II - Propor ao plenário projeto de resolução que crie, transforme e extinga cargo, emprego ou função
da Câmara, bem como propor o projeto de lei que fixe ou altere a respectiva remuneração;
Inciso II com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
III - Declara a perda de mandato do Vereador, de ofício ou por provocação de qualquer dos membros
da Câmara, nos casos previstos nos incisos I a VIII do art. 44 desta Lei Orgânica, assegurada ampla
defesa, nos termos do Regimento Interno;
IV - Elaborar e encaminhar ao Prefeito, até o dia 31 de agosto, após a aprovação pelo Plenário, a
proposta parcial do orçamento da Câmara, para ser incluída na proposta geral do Município,
prevalecendo, na hipótese da não aprovação pelo Plenário, a proposta elaborada pela Mesa.
Parágrafo único. A mesa decidirá sempre por maioria de seus membros, exceto nas votações de
projetos, cuja aprovação for exigido "quorum" de dois terços.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Seção VIII DAS SESSÕES
Art. 26. A Sessão Legislativa anual desenvolve-se de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º
de agosto a 15 de dezembro, independentemente de convocação.
§ 1º As reuniões marcadas para as datas estabelecidas no "caput" só serão transferidas para o
primeiro dia útil subseqüente quando recaírem em feriados dúbios (mesmo dia em semanas
seguidas).
§ 2º A Câmara Municipal reunir-se-á em sessões ordinárias, extraordinárias, solenes e secretas,
conforme dispuser o seu Regimento Interno, e as remunerará de conformidade com o disposto do art.
22 desta Lei.
Art. 27. As sessões da Câmara Municipal deverão ser realizadas em recinto destinado ao seu
funcionamento, considerando-se nulas as que se realizarem fora dele, exceto as sessões solenes, ou
aquelas que tiverem por objetivo, levar ao meio rural, reuniões de interesse popular do bairro, e
quando a transferência for aprovada por dois terços dos membros da Câmara.
Art. 28. As sessões da Câmara serão públicas, salvo deliberação em contrário tomada pela maioria
absoluta de seus membros, quando ocorrer motivo relevante de preservação de decoro parlamentar.
Art. 29. As sessões somente poderão ser abertas pelo Presidente da Câmara ou por outro membro da
Mesa, com a presença da maioria absoluta de seus membros.
Art. 30. As faltas justificadas não serão consideradas para efeito de punição.
Art. 31. A convocação extraordinária da Câmara Municipal, dar-se-á:
I - Pelo prefeito, quando este a entender necessária e de medida urgente, ou de interesse público
relevante;
II - Pelo Presidente da Câmara, mediante justificativa; III - Por requerimento de 1/3 dos membros da
Câmara.
§ 1º Na Sessão Legislativa Extraordinária, a Câmara Municipal deliberará apenas e tão somente sobre
a matéria para a qual foi convocada, ficando proibida discussão ou comentários sobre assuntos
alheios ao mencionado na convocação.
§ 2º É vedada a realização de mais de três reuniões extraordinárias, remuneradas, por mês.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
15
§ 3º No caso do inciso I e III o Presidente da Câmara marcará a primeira reunião para, no mínimo, três
dias após o recebimento da convocação, ou no máximo quinze dias, procedente de acordo com as
normas do parágrafo seguinte; se assim não o fizer, a reunião extraordinária instalar - se-á,
automaticamente, no primeiro dia útil que se seguir ao prazo de quinze dias, no horário regimental
das reuniões ordinárias, acrescida de trinta minutos de seu início.
§ 4º No caso do inciso II, a primeira reunião do período extraordinário será marcada com
antecedência de cinco dias, pelo menos, observada a comunicação direta a todos os Vereadores,
devidamente comprovada, edital afixado no lugar de costume, no edifício da Câmara e publicações na
imprensa local.
§ 5º Só será permitida reunião extraordinária após uma ordinária no mesmo dia se houver presença
total dos vereadores e, nas extraordinárias com a presença da maioria simples.
Seção IX DAS COMISSÕES
Art. 32. A Câmara terá comissões permanentes e especiais constituídas na forma e com as atribuições
definidas no Regimento Interno ou no ato de que resultar a sua criação.
§ 1º É assegurada, em cada comissão, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos
parlamentares que existem na Câmara.
§ 2º Enquanto não forem supridas as vagas em todas as comissões que compõem a Câmara, não
poderá haver repetição do nome do Vereador em mais de uma comissão.
§ 3º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - Discutir e votar o projeto de lei que dispensar, na forma do Regimento, a competência do Plenário,
salvo se houver recursos de um terço dos membros da Câmara;
II - Realizar audiências públicas com entidades da sociedade Civil;
III - Convocar Secretários Municipais, ou ocupantes de cargos de chefia, ou cargos da mesma
natureza, para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições;
IV - Receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - Solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
16
VI - Apreciar programas de obras e planos e sobre eles emitir parecer;
VII - Acompanhar junto à Prefeitura Municipal a elaboração da proposta orçamentária, bem como a
sua posterior execução.
Art. 33. As comissões especiais de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara
mediante requerimento de um terço de seus membros, para apuração de fato determinado e por
prazo certo, cujas conclusões serão encaminhadas à autoridade ou órgão competente para promover
a responsabilidade civil e criminal dos infratores, desde que tal providência conste expressamente da
requisição constante de seu corpo.
Art. 33. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 34. Qualquer entidade da sociedade civil poderá solicitar ao Presidente da Câmara que lhe
permita emitirconceitos ou opiniões, junto às comissões, sobre projetos que nelas se encontrem para
estudo.
Parágrafo único. O Presidente da Câmara enviará pedido ao Presidente da respectiva comissão, a
quem caberá deferir ou indeferir o requerimento, indicando, se for o caso, dia e hora para o
pronunciamento e seu tempo de duração.
Art. 35. Nenhum projeto será submetido a discussão e votação no dia da distribuição, se o xerox do
mesmo não foi entregue ao Vereador no ato da convocação, mediante recibo, se tratar de reunião
extraordinária.
Parágrafo único. Se a reunião for ordinária nos oito dias subseqüentes, os projetos serão discutidos e
votados se o xerox foi fornecido no dia do recebimento dos mesmos.
Seção X
DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 36. Compete ao Presidente da Câmara, além de outras atribuições estipuladas no
Regime Interno:
I - Representar a Câmara Municipal;
II - Dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos da
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
17
Câmara;
IV - Promulgar as resoluções e os decretos legislativos, bem como as leis que receberam sanção tácita
e as cujos vetos tenham sido rejeitado pelo Plenário e não tenham sido promulgadas pelo Prefeito
Municipal;
V - Fazer publicar os atos da Mesa, bem como as resoluções, os decretos legislativos e as leis por ele
promulgadas no átrio da sala de espera da Câmara, enquanto não circular o jornal oficial dos Poderes
Executivo e Legislativo de Nova Resende, sob pena de responsabilidade;
VI - Declarar extinto o mandato do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, nos casos previstos
em lei;
VII - Apresentar ao Plenário, até o dia 10 de cada mês o balanço relativo aos recursos recebidos e as
despesas realizadas no mês anterior;
VIII - Requisitar o numerário destinado às despesas da Câmara;
IX - Exercer, em substituição, a chefia do Executivo Municipal nos casos previstos em le i;
X - Designar comissões especiais nos termos regimentais observadas as indicações partidárias;
XI - Mandar prestar informações por escrito e expedir certidões para a defesa de direitos e
esclarecimentos de situações, fornecer cópia dos projetos a todos os Vereadores;
XII - Realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil e com membros da comunidade;
XIII - Administrar os serviços da Câmara Municipal fazendo lavrar os atos pertinentes a esta área de
gestão;
XIV - Convidar os Vereadores eleitos, após a publicação do resultado pela Justiça Eleitoral, para
assistirem as reuniões da Câmara, sem participação ou direito a voto ou opiniões. A ausência do
convite não impede a presença dos eleitos às reuniões.
Art. 37. O Presidente da Câmara, ou quem o substituir, somente manifestará o seu voto nas seguintes
hipóteses;
I - Na eleição da Mesa Diretora;
II - Quando pretender sustentar matéria em discussão passando, neste caso, a
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Presidência ao Vice-Presidente;
III - Quando incorrer empate em qualquer votação no Plenário.
Seção XI
DO VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 38. Ao Vice-Presidente complete, além das atribuições contidas no Regimento
Interno, as seguintes:
I - Substituir o Presidente da Câmara em suas faltas, ausências, impedimentos ou licenças;
II - Promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as resoluções e os decretos legislativos sempre que
o Presidente, ainda que se ache em exercício, deixar de fazê-lo no prazo estabelecido;
III - Promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as leis quando o Prefeito Municipal e o Presidente
da Câmara, sucessivamente, tenham deixado de fazê - lo, sob pena de perda do mandato de membro
da Mesa.
Seção XII
DO SECRETÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 39. Ao Secretário compete, além das atribuições contidas no Regimento Interno, as seguintes:
I - Redigir a ata das sessões secretas e das reuniões de Mesa;
II - Acompanhar, supervisionar a redação das atas da demais sessões e proceder à sua leitura;
III - Fazer a chamada dos Vereadores;
IV - Registrar, em livro próprio, os precedentes firmados na aplicação do
Regimento Interno;
V - Fazer a inscrição dos oradores na pauta dos trabalhos;
VI - Substituir os demais membros da Mesa quando necessário;
VII - O serviço da Secretaria é feito pelo funcionário que ficará à disposição dos Vereadores durante o
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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expediente normal e adotado para os servidores municipais.
DOS VEREADORES SUBSEÇÃO 1
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 40. Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município.
Parágrafo único. O Vereador, além de outra atribuições que constarem no R.I, é o fiscal do Prefeito e
seus subordinados, devendo, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que em forma de
investimentos não programados, ou subsídios não aprovados, solicitar à pessoa responsável que, no
prazo de 05 dias, preste esclarecimentos necessários.
Art. 41. Os Vereadores não serão obrigados à testemunhar perante a Câmara, sobre informações
recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram
ou deles receberam informações.
Art. 42. É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definitivos no R. I, o abuso das
prerrogativas asseguradas aos Vereadores ou percepção por estes, de vantagens indevidas.
Subseção
DAS INCOMPATIBILIDADES ART. 43 - Os Vereadores não poderão:
I - desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública,
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad
nutum, nas entidades constantes da alínea anterior;
II - desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato
com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I,
"a";
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades que se refere o inciso I, "a";
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
Art. 43. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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/11/2004.
Art. 44. Perderá o mandato o Vereador:
I - Que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - Cujo procedimento for declarado incompatível com decoro parlamentar;
III - Que deixar de comparecer em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da
Câmara, salvo em caso de licença, missão oficial, autorizada, ou ausência justificada;
IV - Que perder, ou tiver suspensos os direitos políticos;
V - Quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição
Federal;
VI - Que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado; VII - Que deixar de residir no
Município;
VIII - Que deixar de tomar posse, sem motivo justificado, dentro do prazo estabelecido nesta Lei
Orgânica.
§ 1º Extingue-se o mandato e assim será declarado pelo Presidente da Câmara, quando ocorrer
falecimento ou renúncia por escrito do Vereador/
§ 2º Nos casos dos incisos I, II, VI e VII deste artigo, a perda do mandato será decidida pela Câmara,
por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da mesa ou de partido político
representado na Câmara, assegurada ampla defesa.
§ 3º Nos casos dos incisos III, IV e VIII, a perda do mandato serádeclarado pela Mesa da Câmara, de
ofício ou mediante provocação de qualquer Vereador ou de partido político representado na Câmara,
assegurada ampla defesa.
Subseção III
DO VEREADOR SERVIDOR PÚBLICO
Art. 45. O servidor efetivo municipal eleito Vereador deverá licenciar-se do exercício do cargo de que
é titular, cujo tempo será considerado para todos os fins, exceto evolução na carreira.
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Art. 45. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Subseção IV DAS LICENÇAS
Art. 46. O Vereador poderá licenciar-se:
I - Por motivo de saúde, devidamente comprovado;
II - Para tratar de interesse particular, desde que o período de licença não seja superior a 120 dias por
sessão legislativa;
III - Para desempenhar missão temporária de caráter representativo, ou cultural de interesse do
Município;
IV - Para secretariar o município.
§ 1º Nos casos dos incisos I a IV, poderá o Vereador reassumir antes que se tenha escoado o prazo de
sua licença.
§ 2º Para fins de remuneração, considerar-se-á como em exercício o Vereador licenciado nos termos
do inciso I.
§ 3º O Vereador investido no cargo de Secretário Municipal ou equivalente será considerado
automaticamente licenciado, podendo optar pela remuneração da Vereança.
§ 4º O afastamento para o desempenho de missões temporárias de interesse do Município não será
considerado como de licença, fazendo o Vereador juiz à remuneração da Vereança.
§ 5º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Subseção V
DA CONVOCAÇÃO DOS SUPLENTES
Art. 47. No caso de vaga, licença ou investidura no cargo de Secretário Municipal ou equivalente, far-
se-á convocação do suplente pelo Presidente da Câmara.
§ 1º O suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo de 15 dias, salvo motivo justo aceito
pela Câmara, sob pena de ser considerado renunciante.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, o Presidente da Câmara comunicará o fato, dentro de
quarenta e oito horas ao Tribunal Regional Eleitoral.
§ 3º Enquanto a vaga, a que se refere o parágrafo anterior, não for preenchida, calcular-se-á o
"quorum" em função dos Vereadores remanescentes.
Seção XIV
DO PROCESSO LEGISLATIVO SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇÃO GERAL
Art. 48. O processo legislativo municipal compreende a elaboração de: I - Emendas à Lei Orgânica
Municipal:
II - Leis complementares; III - Leis Ordinárias;
IV - Leis delegadas;
V - Medidas provisórias; VI - Decretos legislativos; VII - Resoluções.
Subseção II
DAS EMENDAS À LEI ORGÂNICA MUNICIPAL ART. 49 - A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada
mediante proposta:
I - De um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; II - Do Prefeito Municipal;
III - De iniciativa popular.
§ 1º A Proposta de emenda à Lei Orgânica será discutida e votada em dois turnos de discussão e
votação, considerando-se aprovada quando obtiver, em ambos, dois terços dos votos dos membros
da Câmara.
§ 2º A emenda à Lei Orgânica Municipal será promulgada pela Mesa da Câmara com o respectivo
número de ordem.
Subseção III DAS LEIS
Art. 50. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer Vereador ou comissão da
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Câmara, ao Prefeito Municipal e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
sobre:
Art. 51. Compete privativamente ao Prefeito Municipal a iniciativa das leis que versem
I - Regime jurídico dos servidores;
II - Criação de cargos, empregos e funções na administração direta e autárquica do
Município e sua remuneração;
III - Criação, estruturação e atribuições dos órgãos da administração direta do
Município;
IV - Orçamento anual, diretrizes orçamentárias e plano plurianual.
Art. 52. A iniciativa popular será exercida pela apresentação, à Câmara, de projeto de lei de interesse
específico do Município, de bairro ou de distrito, desde que subscrito por, pelo menos,5%(cinco por
cento) do eleitorado.
Caput do art.52 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
§ 1º A proposta popular deverá ser articulada, exigindo-se, para seu recebimento pela Câmara, a
identificação dos assinantes, mediante indicação do número do respectivo título eleitoral, bem como
a certidão expedida pelo órgão eleitoral competente contendo a informação do número total de
eleitores do bairro, da cidade ou do Município.
§ 2º a tramitação dos projetos de lei de iniciativa popular obedecerá às normas relativas ao processo
legislativo.
§ 3º Caberá ao Regimento Interno da Câmara assegurar e dispor o modo pelo qual os projetos de
iniciativa popular serão defendidos na Tribuna da Câmara.
Art. 53. São objeto de leis complementares as seguintes matérias: I - Código Tributário Municipal;
II - Código de Obras ou de Edificações; III - Código de posturas;
IV - Código de Zoneamento;
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V - Código de Parcelamento do Solo; VI - Plano Diretor;
VIII - Regime Jurídico dos Servidores.
Parágrafo único. As leis complementares sujeitam-se a 2(dois)turnos de deliberação, observado
interstício mínimo de 10(dez) dias entre eles, devendo obter, em cada um, o voto favorável de pelo
menos 2/3(dois terços) dos membros da Câmara.
Parágrafo único. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 54. As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito Municipal, que deverá solicitar a delegação à
Câmara Municipal.
§ 1º Não serão objetos de delegação os atos de competência privativa da Câmara, a matéria objeto de
lei complementar e a legislação sobre planos plurianuais, orçamentos e diretrizes orçamentárias.
§ 1º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 2º A delegação ao Prefeito Municipal terá a forma de decreto legislativo da Câmara
Municipal, que especificará seu conteúdo e dos termos de seu exercício.
§ 3º Se o decreto legislativo determinar a apreciação da lei delegada pela Câmara, esta o fará em
votação única, vedada qualquer emenda.
Art. 55. O prefeito Municipal, em caso de calamidade pública, poderá adotar a medida provisória,
com força de lei, par abertura de crédito extraordinário, devendo submetê-la de imediato à Câmara
Municipal que, estando em recesso, será convocada extraordinariamente para se reunir no prazo de
cinco dias.
Parágrafo único. A medida provisória perderá a eficácia, desde a edição, e se não for convertida em
lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo a Câmara Municipal disciplinar as
relações jurídicas dela decorrentes.
Art. 56. Não será admitido aumento da despesa prevista:
I - Nos projetos de iniciativa privativa do Prefeito;
Inciso I com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
II - Nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara
https://leismunicipais.com.br/a1/mg/n/nova-resende/emenda-a-lei-organica/2005/0/2/emenda-a-lei-organica-n-2-2005-dispoe-sobre-alteracao-do-1-do-artigo-133-da-lei-organica-municipal-e-da-outras-providencias
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Municipal;
Art. 57. O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de iniciativa considerados
relevantes, os quais deverão ser apreciados no prazo de trinta dias.
§ 1º Decorrido, sem deliberação, o prazo fixado no "caput" deste artigo, projeto será
obrigatoriamente incluído na ordem do dia, para que se ultime sua votação, sobrestando-se a
deliberação sobre qualquer outra matéria, exceto medida provisória, veto e leis orçamentárias.
§ 2º O prazo referido deste artigo não corre no período de recesso da Câmara e nemse aplica aos
projetos de lei complementar ou às propostas de emenda a esta Lei Orgânica.
§ 2º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
Art. 58. O projeto de lei aprovado pela Câmara será, no prazo de dez dias úteis, enviado pelo seu
Presidente ao Prefeito que, concordando, o sancionará no prazo de quinze dias úteis, contados da
data do recebimento e comunicará dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Câmara, os
motivos do veto.
§ 1º Decorrido o prazo de quinze dias úteis o silêncio do Prefeito importará em sanção.
§ 2º Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional, ou contrário ao
interesse público, veta-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do
recebimento e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Câmara, os motivos do
veto.
§ 3º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea.
§ 4º O veto será apreciado no prazo de quinze dias úteis contados do seu recebimento, com parecer
ou sem ele, em uma única discussão e votação.
§ 5º O veto somente será rejeitado pela maioria absoluta dos Vereadores mediante votação secreta.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo previsto no § 4º deste artigo, o veto será colocado na ordem
do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até sua votação final, exceto medida
provisória e leis orçamentárias.
§ 6º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 7º Se o veto for rejeitado, o projeto será enviado ao Prefeito, em quarenta e oito horas, para
promulgação.
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§ 8º Se o Prefeito não promulgar a lei nos prazos previstos e ainda no caso de sanção tácita, o
Presidente da Câmara e promulgará, e, se este não o fizer no prazo de quarenta e oito oras, caberá ao
Vice-Presidente obrigatoriamente fazê-lo.
§ 9º A manutenção do veto não restaura matéria suprida ou modificada pela Câmara.
Art. 59. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da
Câmara.
Art. 60. A resolução destina-se a regular político-adminsitrativa de sua competência exclusiva, não
dependendo de sanção ou veto do Prefeito.
Art. 61. O decreto legislativo destina-se a regular matéria de competência exclusiva da
Câmara, que produza efeitos externos, não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal .
Parágrafo único. Apenas o Vereador, a Mesa Diretora ou comissão da Câmara poderão apresentar
projeto de decreto legislativo.
Parágrafo único. acrescentado pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 62. O processo legislativo das resoluções e dos decretos legislativos se dará conforme
determinado no Regime Interno da Câmara observado, no que couber, o disposto nesta Lei Orgânica.
Art. 63. O cidadão que desejar, poderá usar da palavra durante a primeira discussão dos projetos de
lei, para opinar sobre eles, desde que se inscreva em lista especial na Secretaria da Câmara, antes de
iniciadas a sessão.
§ 1º Ao se inscrever, o cidadão deverá fazer referência à matéria sobre a qual falará, não lhe sendo
permitido abordar temas que não tenham sido expressamente mencionados na inscrição.
§ 2º Para o uso da palavra, o Presidente fixará o número de cidadãos para cada sessãoe, se tal
número for maior que a expectativa, haverá continuação na sessão seguinte.
§ 3º O Regimento Interno da Câmara estabelecerá as condições e requisitos para o uso da palavra
pelos cidadãos.
CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO SEÇÃO I
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DO PREFEITO
Art. 64. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, com funções políticas, executivas e
administrativas.
Art. 65. O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente, para cada legislatura, por eleição
direta, em sufrágio universal e secreto.
Art. 66. O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no dia 1º de janeiro do ano subseqüente à eleição,
em sessão solene da Câmara, ocasião em que prestarão o seguinte compromisso: compromisso:
"Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal,
observar as leis, promover o bem geral dos munícipes, exercer o cargo sob a inspiração
da democracia, da legitimidade e da legalidade, com honestidade e presteza".
Caput do art.66 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
§ 1º Decorrido o prazo fixado na legislação federal pertinente sem que o Prefeito ou o Vice - Prefeito
assuma o cargo, este será declarado vago, salvo motivo de força maior devidamente comprovado e
aceito pela Câmra, por sua maioria absoluta.
§ 1º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o cargo o Vice-Prefeito, e, na falta ou
impedimento deste, o Presidente da Câmara Municipal.
§ 3º No ato de posse e ao término do mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito, farão declaração pública
de seus bens a qual será transcrita em livro próprio, resumidas em atas e divulgadas para o
conhecimento público em jornal regional se não estiver em circulação o jornal oficial ou local.
§ 4º O Vice-Prefeito substituirá o Prefeito nos casos de licença e o sucederá no caso de vacância do
cargo.
Art. 67. Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância dos respectivos cargos,
será chamado ao exercício do cargo de Prefeito o Presidente da Câmara.
Parágrafo único. A recusa do Presidente em assumir a Prefeitura implicará em perda do mandato que
ocupa na Mesa Diretora.
Art. 68. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
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Art. 69. O Prefeito não fará justiça ao recebimento de remuneração, quando licenciado, o que não
acontece quando de licença para tratamento de saúde.
Art. 70. O Prefeito apresentará à Tesouraria da Prefeitura relatório pormenorizado de suas viagens
administrativas, com visto de contador para liquidação da despesa realizada. No ato será verificado se
tal viagem tem relação com a administração pública, constando também o assunto tratado.
Seção III
DAS PROIBIÇÕES
Art. 71. Ao Prefeito fica proibido o uso de veículos da municipalidade, ou autorizar o uso por
terceiros, e, em qualquer hipótese, a serviços que não sejam exclusivamente da Prefeitura, exceto a
ambulância destinada à saúde pública.
§ 1º O Prefeito Municipal permanecerá com o carro da Prefeitura Municipal durante todo o tempo de
sua gestão, ficando proibido usá-lo, para fins particulares, próprio ou de terceiros.
§ 2º Não se aplica a restrição do caput no caso de atendimento a interesse público, devidamente
registrado em documento formal precedente ao uso e liberado pela autoridade competente pela
administração dos mesmos.
§ 2º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 3º Fica proibido o transporte de pessoas através dos caminhões da Prefeitura, exceto quando em
serviço do município e pertencentes ao quadro dos servidores da prefeitura.
Art. 72. Os veículos oficiais deverão ser recolhidos ao local próprio de guarda nos horários e dias sem
expediente, salvo necessidade excepcional ou fato imprevisto, devidamente registrado em
documento próprio até o final do primeiro dia útil.
Art. 72. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 73. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004. ART. 74 - revogado pela Emenda
`a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004. ART. 75 - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Seção III DAS LICENÇAS
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Art.76. O Prefeito não poderá ausentar-se do Município, sem licença da Câmara Municipal
sob pena de perda do mandato, salvo por período inferior a 15 dias.
Art. 77. O Prefeito poderá licenciar-se quando impossibilitado de exercer o cargo,, por motivo de
doença devidamente comprovada.
Parágrafo único. No caso deste artigo e de ausência em missão oficial, o Prefeito licenciado fará jus à
sua remuneração integral.
Seção IV
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO ART. 78 - Compete privativamente ao Prefeito:
I - Representar o Município em Juízo e fora dele;
II - Exercer a direção da Administração Pública Municipal;
III - Iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei
Orgânica;
IV - Sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara e expedir decretos e
regulamentos par sua fiel execução;
V - Vetar projeto de lei total ou parcialmente;
VI - Enviar à Câmara o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e orçamento anual do Município;
VII - Editar medidas provisórias e o funcionamento da Administração Municipal, na forma da Lei;
VIII - Prover e extinguir os cargos, os empregos e as funções públicas municipais, na forma da Lei;
IX - Remeter mensagem e plano de governo à Câmara por ocasião da abertura da sessão legislativa,
expondo a situação do Município e solicitando as providências que julgarem necessárias;
X - Prestar contas referentes ao exercício anterior, no prazo e termos legais; XI - - revogado pela
Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
XII - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
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XIII - Decretar, nos termos legais, desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social;
XIV - Celebrar convênios com entidades públicas ou privadas para a realização de objetivos de
interesse do Município;
XV - Prestar à Câmara, dentro de 30(trinta)dias as informações solicitadas, podendo solicitar
prorrogação deste prazo, pelo menos 5(cinco)dias antes de seu vencimento, o que será admitido ou
não pela Mesa Diretora nos 3(três)dias seguintes, salvo se neste período houver sessão, hipótese em
que caberá ao plenário decidir, devendo a resposta respectiva ser efetivada no primeiro dia útil
subseqüente;
XVI - Entregar à Câmara, dentro do prazo fixado constitucionalmente, os recursos correspondentes;
XVII - Solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o cumprimento de seus atos, bem como fazer
uso da guarda municipal se for criada, na forma da Lei;
XVIII - Decretar calamidade pública quando ocorrerem fatos que a justifiquem; XIX - Convocar
extraordinariamente a Câmara;
XX - Realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil e com membros da comunidade;
XXI - Aplicar as multas previstas na legislação e nos contratos ou convênios;
XXII - Sancionar e promulgar, dentro de 15 (quinze)dias úteis contados do recebimento, as
proposições de lei, ou veta-las, neste caso devolvendo-as à Câmara para deliberação final;
XXIII - Requerer à autoridade competente a prisão administrativa de servidor público municipal
omisso na prestação de contas do dinheiro público;
XXIV - Fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos e permitidos, bem como daqueles explorados
pelo próprio Município, conforme critérios estabelecidos na legislação municipal;
XXV -
RESOLVE:r sobre requerimentos, as reclamações ou as representações que lhes forem dirigidos.
§ 1º O prefeito poderá delegar as atribuições previstas nos incisos, XIII, XX, XXI e XXIV
deste artigo.
§ 2º O prefeito poderá, a qualquer momento, segundo seu único critério, evocar a si a competência
delegada.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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XXVI - Manter e zelar o patrimônio do Município;
XXVII - Sancionar e promulgar, dentro de 10 dias úteis contados do recebimento, as proposições de
lei, ou vetá-las devolvendo-as à Câmara;
XXVIII - Expedir certidões, quando requeridas, sobre qualquer assunto processando ou arquivado na
Prefeitura no prazo improrrogável de dez dias, de forma positiva ou negativa;
XXIX - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
XXX - Administrar, obedecendo ao planejamento realizado e dentro do plano plurianual de
investimento, sem dele sair sob pena de responsabilidade;
XXXI - Planejar a administração tanto nas áreas urbanas como na rural, sem distinção de credo ou
partido político, quando do planejamento ou execução respectiva.
incisos X, XIV, XV, XVI, XXI, do art.78 com redação dada pela Emenda à
Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Seção V
DA TRANSMISSÃO ADMINISTRATIVA ART. 79 - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004. ART. 80 - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004. ART. 81 -
revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Seção VI
DOS AUXILIARES DIRETOS DO PREFEITO MUNICIPAL
Art. 82. O prefeito, por intermédio de ato administrativo, estabelecerá as atribuições dos seus
auxiliares diretos, definindo-lhes competências, deveres e responsabilidades.
Art. 83. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 84. Os auxiliares diretos do prefeito deverão fazer declaração de bens no ato de sua posse em
cargo ou função pública municipal e quando de sua exoneração.
Seção VII
DA CONSULTA POPULAR
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Art. 85. O Prefeito poderá realizar consultas populares para decidir sobre assuntos de interesse
específico do Município, de bairro ou de distrito.
Art. 85. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 86. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 87. A votação será organizada pelo Poder Executivo no prazo de dois meses após a apresentação
da proposição, adotando-se cédula oficial que conterá as palavras SIM ou NÃO, indicando
respectivamente, aprovação ou rejeição da proposição.
§ 1º A proposição será considerada aprovada se o resultado lhe tiver sido favorável pelo voto da
maioria dos eleitores que comparecerem as urnas, ou em manifestação à qual se tenham
apresentado pelos menos 5% da totalidade dos eleitores envolvidos.
§ 2º Serão realizadas no máximo duas consultas por ano.
§ 3º É vedada a realização de consulta popular nos quatro meses que antecedem as eleições para
qualquer nível de Governo.
Art. 88. O prefeito proclamará o resultado da consulta popular, que será considerada como decisão
sobre a questão proposta, devendo o Governo Municipal, quando couber, adotar as providências
legais para sua consecução.
TÍTULO IV
DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 89. A administração pública municipal obedecerá, no que couber, ao disposto no art.
87 e seguintes da Constituição Federal (Título III - Capítulo VII) e nesta Lei Orgânica.
§ 1º A organização administrativa incluirá, nos termos da lei,órgão próprio de defesa dos direitos dos
consumidores.
§ 2º A lei definirá regras para a atuação dos conselhos, especificando seus poderes deliberativos e
decisórios, buscando privilegiar esse instrumento de atuação compartilhada entre Poder Público e
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sociedade civil.
§ 1º e §2º acrescentado pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 90. Os planos de cargos e carreiras do serviço publico municipal serão elaborados de forma a
assegurar aos servidores municipais remuneração compatível com o mercado de trabalho para a
função respectiva, oportunidade de progresso funcional e qualificação para o desempenho de cargo
de direção, chefia e assessoramento.
caput do art.90 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
§ 1º O Município proporcionará aos servidoresoportunidade de crescimento profissional através dos
Programas de Formação de mão-de-obra, aperfeiçoamento e reciclagem.
§ 2º Os programas mencionados no parágrafo anterior terão caráter permanente. Para tanto, o
Município, poderá manter convênios com instituições especializadas.
Art. 91. Observada a reserva de iniciativa, a lei definirá percentual mínimo de reserva de vaga dos
cargos comissionados e funções de confiança para provimento por servidor de carreira.
Art. 91. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 92. A lei definirá percentual mínimo de reserva de vaga nos concursos públicos para provimento
preferencial por deficiente, observada a compatibilidade entre as atribuições respectivas e as
condições efetivas do candidato.
Art. 92. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 93. O Município assegurará a seus servidores e dependentes, na forma da lei municipal, serviços
de atendimentos médicos, odontológicos e de assistência social.
Parágrafo único. Os serviços referidos neste artigo são extensivos aos aposentados e aos pensionistas
do Município.
Art. 94. É vedada a conversão de férias ou licenças em dinheiro, ressalvados os casos previstos na
legislação federal.
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Art. 95. O Município instituirá contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício
destes, de sistemas de previdência.
Art. 95. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 96. A lei estabelecerá prazos mínimos para o período de inscrição nos concursos públicos e para
interregno entre o encerramento daquele período e a realização das provas correspondentes.
Art. 96. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 97. O Município, suas entidades da administração indireta e fundacional, quando houver,
responderão pelos danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros assegurado o
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
CAPÍTULO II
DOS ATOS MUNICIPAIS
Art. 98. A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á em Órgão Oficial da
Prefeitura, do Estado ou não havendo, em órgão da imprensa local ou regional.
§ 1º Observada a regra do §3º e até que seja criado o diário oficial municipal, as publicações de atos
normativos e regulamentares, bem como os administrativos geradores de direitos ou deveres,
deverão ser publicados em jornal local ou regional, salvo determinação legal em favor de outro
periódico oficial.
§ 1º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 1º Observada a regra do § 3º e até que seja criado o diário oficial municipal, as publicações de
atos normativos e regulamentares, bem como os administrativos geradores de direitos ou deveres,
deverão ser publicados no quadro de aviso do prédio da Prefeitura Municipal ou em jornal, salvo
determinação legal em favor de outro periódico oficial. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 3/2005)
§ 2º O Prefeito terá o prazo máximo de dez dias para publicação dos seus atos.
§ 3º A escolha do Órgão de Imprensa particular para divulgação dos atos municipais será feita por
meio de licitação em que se levarão em conta, além dos preços, as circunstâncias de periodicidade,
tiragem e distribuição.
https://leismunicipais.com.br/a1/mg/n/nova-resende/lei-complementar/2005/0/3/lei-complementar-n-3-2005-modifica-o-paragrafo-primeiro-do-artigo-98-da-lei-organica-municipal-de-nova-resende-e-da-outras-providencias
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Art. 99. A formalização dos atos administrativos da competência do Prefeito far-se-á: I - Mediante
decreto, numerado, em ordem cronológica, quando se tratar de:
a) regulamentação de lei;
b) revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
c) abertura de créditos especiais e suplementares;
d) declaração de utilidade pública ou de interesse social para efeito de desapropriação ou servidão
administrativa;
e) criação, alteração e extinção de órgão da Prefeitura, quando autorizada por lei;
f) definição de competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da
Prefeitura, não privativas de lei;
g) aprovação do regulamento e regimentos dos órgãos da administração direta;
h) aprovação dos estatutos dos órgãos da administração direta;
i) aprovação dos estatutos dos órgãos da administração descentralizada;
j) fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo Município e aprovação dos preços dos
serviços concedidos e autorizados;
l) permissão par a exploração dos serviços públicos e para uso de bens municipais;
m) aprovação de planos de trabalho dos órgãos da administração direta, uma vez dividida em direção
especificada;
n) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administrados, não privativos da lei;
o) medidas executórias do Plano Diretor;
p) estabelecimento de normas de efeitos externos, não privativos de lei;
II - Mediante portaria, quando se tratar de:
a) Provimento de vacância de cargos públicos e demais atos de efeitos individual relativos aos
servidores municipais;
b) Lotação e relotação nos quadros de pessoal;
c) Criação de comissões e designação de seus membros;
d) Instituição e dissolução de grupos de trabalho;
e) Autorização para contratação de servidores por prazo determinado e dispensa;
f) Abertura de sindicâncias e processos administrativos e aplicação de penalidades;
g) Outros atos que, por sua natureza ou finalidade não sejam objeto de lei de decreto.
Parágrafo único. Poderão ser delegados os atos constantes do item II deste artigo.
CAPÍTULO III
DO CONSELHO DO MUNICÍPIO
Art. 100. O Conselho do Município é o órgão superior de consulta do Prefeito e dele participam:
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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I - O vice-Prefeito;
II - O Presidente da Câmara;
III - Os líderes da maioria e minoria da Câmara;
V - Um representante de cada banco instalado na cidade e em funcionamento;
V - Um profissional do Direito escolhido pelos profissionais militantes, desde que residente no
Município;
VI - Um representante da classe dos Engenheiros Agrônomos, Civis e outros, indicados pela forma
acima;
VII - Um representante com formação de curso superior escolhido entre os professores de 5ª série até
8ª ou 2º grau, também da cidade;
VIII - Um representante da classe médica, odontológica, farmacêutica e bioquímica, comerciante e
agricultor escolhidos pelas respectivas classes;
IX - Membros das Associações Representativas de Bairros por estes indicados para período de dois
anos, vedada a recondução dos mesmos nomes ao Conselho;
X - O Juiz de Direito, o Ministério Público, o Delegado de Polícia e o Comandante do Destacamento
que estiverem servindo a nossa cidade por ocasião, como legítimos representantes da Justiça do
Estado, da Administração, da Polícia Civil e Militar do Estado de Minas Gerais.
Parágrafo único. Fica proibida, de qualquer forma, a escolha ou indicação de pessoas ligadas uma às
outras por qualquer espécie de parentesco, que pertençam ao quadro do funcionalismo municipal,
com exceção do constante no parágrafo único do artigo 103.
Art. 101. Compete ao Conselho do Município pronunciar-se sobre questões de relevante interesse
para o Município.
Art. 102. O Conselho será convocado pelo Prefeito sempre que entender necessário.
Parágrafo Único: O prefeito poderá convocar o Secretário Municipal ou qualquer assessor seu,
para participar da reunião do Conselho quando constar da pauta questão relacionada com a
respectiva Secretaria, de assunto que competir a qualquer de seus auxiliares.
CAPÍTULO IV
DOS SERVIDORES MUNICIPAIS
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Art. 103. O Município estabeleceráem lei o regime jurídico dos seus servidores atendendo às
disposições, aos princípios e aos direitos que lhes são aplicáveis pela Constituição Federal, dentre os
quais, os concernentes a:
I - Garantia de vencimento nunca inferior ao salário mínimo, inclusive para os que percebem
remuneração variável;
II - Irredutibilidade do salário ou vencimento para os concursados;
III - Reajustamento do vencimento periódicament, de modo a preservar - lhe o poder aquisitivo,
vedada a sua vinculação para qualquer fim;
IV - Décimo terceiro salário, com base na remuneração integral para os ativos e para os inativos;
V - Remuneração do trabalho noturno superior às do diurno;
VI - Salário família aos dependentes dos servidores de baixa renda, nos termos da
Constituição Federal e da legislação aplicável;
VII - Duração do trabalho fixada em lei, observados os limites diário e semanal definidos
constitucionalmente, facultada a compensação de horários e redução da jornada, nos termos
previstos em lei;
VIII - Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
IX - Serviços extraordinários com remuneração, no mínimo, em cinqüenta por cento a do normal;
X - Gozo de férias anuais remuneradas em pelo menos, um terço amais do que o salário normal;
XI - Licença remunerada à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e
vinte dias, bem como licença paternidade, nos termos fixados em lei;
XII - Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XIII - Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;
XIV - Proibição de diferença de salário e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor;
XV - acréscimo no vencimento dos servidores da zona rural que trabalham em locais de difícil acesso,
que não tem condução para irem ao trabalho.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
38
Incisos I, III, VI, VII, XV, do art.103 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de /11/2004.
§ 1º Os servidores somente serão demitidos nos casos de infração administrativa tipificada em lei,
com expressa determinação da gravidade que enseja tal punição, observados os princípios da
proporcionalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
§ 2º O servidor em acumulação legítima de cargos terá direito a preferência na opção pelos horários
de trabalho em relação a ambos os cargos acumulados, dentre os horários fixados legalmente pa ra
cada um.
§ 1º e §2º acrescentado pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 104. São garantidos o direito à livre associação sindical e ao direito de greve que será exercido
nos termos e nos limites definidos em lei própria.
Art. 105. A investidura em cargo ou emprego publico depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão de livre
nomeação e exoneração.
Caput do art.105 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Parágrafo único. O prazo de validade do concurso público será de até dois anos.
Art. 106. Será convocado para assumir cargo ou emprego aquele que for aprovado em concurso
público de provas ou de provas e títulos, com prioridades, durante o prazo previsto no edital de
convocação, sobre novos concursados na carreira.
Art. 107. O Município instituirá regime jurídico para os servidores da administração pública direta,
das autarquias e fundações públicas, bem como planos de carreira.
Art. 107. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
/11/2004.
Art. 108. Art. 34 - São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo
de provimento efetivo em virtude de concurso público.
§ 1º O servidor estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
39
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar,
assegurada ampla defesa.
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o
eventual ocupante da vaga, se estável, será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional
ao tempo de serviço.
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade
com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
§ 4º Como condição para aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho
por comissão instituída para essa finalidade.
Caput do art.108 e parágrafos com redação dada pela Emenda `a Lei
Orgânica nº 01, de de 11/2004.
Art. 109. Os cargos em comissão e funções de confiança serão exercidos, preferencialmente, por
servidores ocupantes de cargos de carreira.
§ 1º Os servidores efetivos nomeados para cargos em comissão e funções de confiança deverão
prestar declaração de bens no ato da posse e da exoneração.
§ 2º Os cargos e funções de que trata o caput não poderão ser exercidos por cônjuge ou parente
consangüíneo até o terceiro grau dos membros de Poder e de titulares de cargos de primeiro nível
hierárquico de qualquer órgão público municipal.
Art. 109. e parágrafos com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 110. A aposentadoria dos servidores públicos municipais observará o que dispuser a lei
respectiva, que, na hipótese de adotar sistema próprio de previdência para os servidores efetivos,
respeitará as prescrições constitucionais e legais que sejam obrigatórias para os municípios.
Art. 110. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 111. A revisão geral da remuneração dos servidores públicos far-se-á sempre na mesma data e
com os mesmo índices.
https://leismunicipais.com.br/a1/mg/n/nova-resende/resolucao/1996/1/11/resolucao-n-11-1996-este-ato-ainda-nao-esta-disponivel-no-sistema
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
40
Parágrafo único. A revisão de que trata o caput dar-se-á no mês de maio de cada ano, salvo se tal
benefício implicar ofensa aos limites de gastos com pessoal.
Parágrafo único. acrescentado pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 112. A lei fixará o limite máximo e a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores
públicos da administração direta e indireta quando houver, observado, como limite máximo os
valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito.
Art. 113. Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo
Poder Executivo.
Art. 114. É vedada a vinculação ou equiparação de vencimento, para efeito de remuneração do
pessoal do serviço público municipal.
Art. 115. É vedada a acumulação de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de
horários:
I - A de dois cargos de professor;
II - A de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
III - A de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas.
Inciso III com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 116. Os acréscimos pecuniários percebidos por servidores públicos não serão computados, nem
acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico
fundamento.
Art. 117. Os cargos públicos serão criados or lei, que fixará sua denominação, padrão de vencimentos,
condições de provimento e indicará os recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes, que são os
mesmos previstos no art. 43 e seus parágrafos da lei federal 4320,de 17 de março de 1964.
Parágrafo único. A criação e extinção dos cargos da Câmara, bem como a fixação de alteração de seus
vencimentos, dependerão de projeto de lei de iniciativa da Mesa.
Art. 118. O servidor municipal será responsável civil, criminal e administrativamente pelos atos que
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320.htm#:~:text=LEI%20No%204.320%2C%20DE%2017%20DE%20MAR%C3%87O%20DE%201964&text=Estatui%20Normas%20Gerais%20de%20Direito,Munic%C3%ADpios%20e%20do%20Distrito%20Federal.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
41
praticar no exercício de cargo ou função, ou a pretexto de exercê-lo.
Parágrafo único. Caberá ao Prefeito e ao Presidente da Câmara, decretar a prisão administrativa dos
servidores que lhes sejam subordinados, se omissos ou remissos na prestação de contas de dinheiro
públicos sujeitos à sua guarda.
Art. 119. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:
I - Tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado do seu cargo,
emprego ou função;
II - Investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração;
III - Investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens
de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - Em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de
serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - Para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados
como se no exercício estivesse.
Art. 120. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
CAPÍTULO V
DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS
Art. 121. Compete ao Município instituir os seguintes tributos, além dos previstos no art.
158 e seguintes da Constituição Federal; I - imposto sobre:
a) propriedade predial e territorial urbana;
b) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de vens imóveis, por natureza ou
acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à
sua aquisição;
c) revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
d) serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar, e não definidos no art. 155, 1, "B",
da Constituição Federal.
II - Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial de serviços
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
42
públicos específicos ou divisíveis, prestados ao contribuinte ou posto à sua disposição;
III - Contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas;
IV - contribuição cobrada de seus servidores, para o custeio de sistema de previdência instituído em
seu benefício.
Inciso IV com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
§ 1º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.
§ 2º Além dos tributos previstos no caput, competirá ao Município a instituição e a arrecadação de
outros que, previstos em lei, sejam admitidos pela legislação federal ou estadual para a órbita
municipal.
§ 2º acrescentado pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 122. A administração tributária é atividade, essencial ao Município e deverá estar dotada de
recursos humanos e materiais necessários ao fiel exercício de suas atribuições, principalmente no que
se referir a:
I - Cadastramento dos contribuintes e das atividades econômicas; II - Lançamento dos tributos;
III - Fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias;
IV - Inscrição dos inadimplentes em dívida ativa e respectiva cobrança amigável ou encaminhamento
para cobrança judicial.
Art. 123. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 124. O Prefeito tem o prazo de noventa dias para providenciar a organização da comissão,
publicá-la em jornal oficial, ou de circulação local, para conhecimento de todos os contribuintes.
Art. 125. A lei estabelecerá as condições de atualização da base de cálculo dos tributos municipais,
observadas as regras da legislação federal obrigatórias.
caput do art.125 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
§ 1º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
43
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 3º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 126. A concessão de isenção e de anistia de tributos dependerá de autorização legislativa,
aprovada por maioria de dois terços dos membros da Câmara Municipal.
Art. 127. A remissão de créditos tributários somente poderá ocorrer nos casos de calamidade pública
ou notória pobreza doc contribuinte, devendo a lei que a autorize ser aprovada por maioria de dois
terços dos membros da Câmara Municipal.
Art. 128. É de responsabilidade do órgão competente da Prefeitura Municipal a inscrição em dívida
ativa dos débitos provenientes de impostos, taxas, contribuição de melhoria e multas de qualquer
natureza, decorrentes de infrações à legislação tributária, com prazo de pagamento fixado pela
legislação, ou por decisão proferida em processo regular de fiscalização.
§ 1º Ocorrendo a decadência do direito de constituir o crédito ou a prescrição da ação de cobrá-lo,
abrir-se à legislação tributária, com prazo de pagamento fixado pela legislação, ou por decisão
proferida em processo regular de fiscalização.
§ 2º A autoridade municipal, qualquer que seja seu cargo, emprego ou função e, independentemente
do vínculo que possuir com o Município, responderá civil, criminal e administrativamente pela
prescrição ou decadência ocorrida sob sua responsabilidade, cumprindo-lhe indenizar o Município do
valor dos créditos prescritos ou não lançados.
CAPÍTULO VI
DOS PREÇOS PÚBLICOS
Art. 129. O Município poderá cobrar preços públicos em contraprestação de sua atuação em qualquer
de suas atividades, exceto aquelas previstas como gratuitas.
caput do art.129 e parágrafos com redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Parágrafo único. Os preços devidos pela utilização de bens e serviços municipais deverão ser fixados
de modo a cobrir os custos dos respectivos serviços a serem reajustados quando se tornarem
deficitários.
Art. 130. O preço público, nunca será inferior ao valor corrigido do "quantum" devido pelo
interessado. E, se pago adiantadamente, o preço será o calculado no dia do pagamento.
CAPÍTULO VII
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
44
DISPOSIÇÕES GERAIS DOS ORÇAMENTOS SEÇÃO I
Art. 131. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - O plano plurianual;
II - As diretrizes orçamentárias; III - Os orçamentos anuais.
§ 1º O plano plurianual compreenderá:
I - Diretrizes, objetivos e metas para as ações municipais de execução plurianual; II - Investimentos de
execução plurianual;
III - Gastos com a execução de programas de duração continuada.
§ 2º As diretrizes orçamentárias compreenderão:
I - As prioridades da Administração Pública Municipal com as respectivas metas, incluindo a despesa
de capital par o exercício financeiro subseqüente;
II - Orientação para a elaboração da lei orçamentária anual; III - Alterações na legislação tributária;
IV - Autorização para a concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, criação de
cargos ou alterações de estrutura de carreiras, bem como a demissão de pessoal a qualquer título
pelas unidades governamentais da Administração, inclusive as fundações que possivelmente virão
instituir.
§ 3º O orçamento anualcompreenderá:
I - O orçamento fiscal da administração municipal, fundos, órgãos e entidades da administração direta
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - O orçamento de seguridade social abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculad as, da
administração direta e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.
Art. 132. Os planos e programas municipais de execução plurianual ou anual serão elaborados com
consonância com o plano plurianual e com as diretrizes orçamentárias, respectivamente, e apreciados
pela Câmara Municipal.
Art. 133. Os orçamentos previstos no § 3º do art. 131 serão compatibilizados com o plano plurianual
e as diretrizes orçamentárias, evidenciando os programas e políticas do Governo Municipal.
§ 1º Salvo disposição legal federal ou estadual diversa, deverá a Câmara encaminhar sua proposta de
orçamento para a Prefeitura até 30(trinta) dias antes da data-limite fixada para envio do projeto
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
45
respectivo pelo Prefeito.
§ 2º A Prefeitura deverá encaminhar à Mesa Diretora, dentro dos 30(trinta) dias anteriores ao prazo
assinalado no parágrafo anterior, a projeção da execução orçamentárias do exercício em curso, de
forma a viabilizar a elaboração da proposta de orçamento da Câmara.
§ 3º O Executivo observará, conforme norma regulamentar específica que adotar, a participação
popular na elaboração do projeto de orçamento, na parte referente aos investimentos com recursos
próprios do Município.
§ 1º, §2º e §3º acrescentado pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Seção II
DAS VEDAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
Art. 134. São vedados:
I - A inclusão na lei orçamentária de dispositivo estranho à previsão da receita e
`a fixação da despesa, não se incluindo nesta proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e para contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos
termos da lei;
Inciso I com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
II - O início de programas ou projetos não incluídos no orçamento anual;
II - A realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedem os créditos
orçamentários originais ou adicionais;
III - A realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autoridades mediante créditos suplementares ou especiais, aprovados pela Câmara
Municipal por maioria absoluta;
IV - A realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autoridades mediantes créditos suplementares ou especiais, aprovados pela Câmara
Municipal por maioria absoluta;
V - A vinculação de receita de impostos a órgãos ou fundos especiais, ressalvada a que destine a
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
46
prestação de garantia às operações de crédito por antecipação da receita;
VI - A abertura de créditos adicionais ou especiais sem prévia autorização legislativa e sem a
indicação dos recursos correspondentes. O prefeito mencionará, obrigatoriamente, nos projetos de
leis os recursos que usará para a abertura dos créditos, sob pena de rejeição dos mesmos e os
recursos são os constantes do inciso seguinte:
VII - Considera-se recurso para abertura de créditos suplementares e especiais, quando não
comprometidos:
a) O superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior;
b) Os provenientes de excesso de arrecadação, compreendendo como excesso o resultado positivo
entre a receita total estimada da receita arrecadada;
c) Os resultados de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais,
autorizados em lei. Anulada uma dotação, fica proibido suplementá-la novamente;
d) O produto de operação de crédito autorizadas, em forma que juridicamente possibilite ao Poder
Executivo realizá-las;
VIII - Concessão ou utilização de créditos ilimitados;
IX - A instituição de fundos especiais de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
§ 1º Os créditos adicionais especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em quer
forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subseqüente.
§ 2º A abertura de créditos extraordinários somente será admitida par atender a despesas
imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de calamidade pública, observado o disposto no artigo
56 desta Lei Orgânica.
Seção III
DAS EMENDAS AOS PROJETOS ORÇAMENTÁRIOS
Art. 135. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento
anual e aos créditos adicionais suplementares e especiais serão apreciados pela Câmara Municipal na
forma do Regimento Interno.
§ 1º Caberá à comissão da Câmara Municipal:
I - Examinar e emitir parecer sobre os projetos de plano plurianual, diretrizes orçamentárias e
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
47
orçamento anual e sobre as contas do Município apresentadas anualmente pelo Prefeito;
II - Examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais, acompanhar e fiscalizar as
operações resultantes ou não da execução do orçamento, sem prejuízo das demais comissões criadas
pela Câmara Municipal.
§ 2º As emendas serão apresentadas na comissão de orçamento e finanças, que sobre elas emitirá
parecer e as apreciará, na forma do Regimento Interno, pelo Plenário da Câmara Municipal.
§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual e aos projetos que o modifiquem somente
poderão ser aprovados caso:
I - Sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;
II - Indiquem os recursos necessários, admitidos os provenientes de anulação de despesas, excluídas
as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias para autarquias e fundações, quando houver, instituídas e mantid as pelo
Governo Municipal;
III - Sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões;
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o plano plurianual.
§ 5º O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos
projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação da parte cuja alteração é
proposta, na comissão de orçamento.
§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviados pelo Prefeito Municipal nos termos de lei municipal enquanto não viger a Lei Complementar
de que trata o § 9º do art. 165 da Constituição Federal.
§ 7º Aplicam-se aos projetos referidos neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as
demais normas relativas ao processo legislativo.
§ 8º Os recursos, que em decorrência do veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
48
anual ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante
abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais com prévia e específica autorização
legislativa.
Art. 136. A Câmara Municipal no prazo de sessenta dias criará uma Comissão Permanente de
Fiscalização Financeira e Orçamentária composta de três membros escolhidos pelo Plenário, que
exercerá as funções contidas no art. 135, § 1º, desta Lei Orgânica, além de outras que figurarão no
Regimento Interno da Câmara Municipal.
Seção IV
DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Art. 137. A execução do orçamento do Município se refletirá na obtenção dassuas receitas próprias,
transferidas e outras, bem como na utilização das dotações consignadas às despesas para as
execuções dos programas nele determinados, observando sempre o princípio do equilíbrio.
Art. 138. O Prefeito fará publicar, até quinze dias após o encerramento de cada mês, relatório
resumido da execução orçamentária.
Art. 139. As alterações orçamentárias durante o exercício se apresentarão:
I - Pelos créditos adicionais, suplementares, especiais e extraordinários;
II - Pelos remanejamentos, transferências e transposições de recursos de uma categoria de
programação para outra.
Parágrafo único. O remanejamento, a transferência e a transposição somente se realizarão quando
autorizados em lei específica que contenha: Os recursos constantes da lei 4.320/64, art. 43, §
1º, a exposição justificativa do Prefeito e a dotação cancelada não poderá dentro do mesmo exercício
ser suplementada em hipótese alguma.
Art. 140. Na efetivação do empenhos sobre as dotações fixadas para cada despesa será emitido o
documento Nota de Empenho que conterá as características já determinadas nas normas gerais de
direito financeiro.
§ 1º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Seção V
DA GESTÃO DE TESOURARIA
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320.htm#:~:text=LEI%20No%204.320%2C%20DE%2017%20DE%20MAR%C3%87O%20DE%201964&text=Estatui%20Normas%20Gerais%20de%20Direito,Munic%C3%ADpios%20e%20do%20Distrito%20Federal.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
49
Art. 141. As receitas e as despesas orçamentárias serão movimentadas através de carga única,
regularmente instituídas.
Parágrafo único. A Câmara Municipal poderá ter a sua própria tesouraria, por onde movimentará os
recursos que lhe forem passados pelo Executivo, mediante requisição do Legislativo.
Art. 142. As disponibilidades de caixa do município e de suas entidades de administração indireta,
inclusive fundos especiais e fundações, se instituídas, e mantidas pelo Poder Público Municipal, serão
depositadas em instituições financeiras oficiais.
Parágrafo único. As arrecadações das receitas próprias do Município e de suas entidades de
Administração poderão ser feitas através de rede bancária privada, mediante convênio.
Art. 143. Poderá ser instituído regime de adiantamento de despesa no âmbito do Executivo e do
Legislativo, para ocorrer às despesas miúdas, desde que não ultrapasse a um mês e observe as regras
da legislação pertinente.
caput do art.143 e parágrafos com redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Parágrafo único. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 144. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Seção VI
DA ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL
Art. 145. A contabilidade do Município obedecerá, na organização do seu sistema administrativo e
informativo e nos seus procedimentos, aos princípios fundamentais de contabilidade e às normas
estabelecidas na legislação pertinente.
Art. 146. A Câmara Municipal poderá ter a sua própria contabilidade.
Parágrafo único. A contabilidade da Câmara encaminhará as suas demonstrações até o dia vinte de
cada mês, para fins de incorporação à contabilidade central na Prefeitura.
Seção VII
DAS CONTAS MUNICIPAIS
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
50
Art. 147. Até o dia 15 de março de cada ano, o Prefeito Municipal encaminhará ao
Tribunal de Contas do Estado ou órgão equivalente as contas do Município, que se comporão de:
I - Demonstrações contábeis, orçamentárias e financeiras da administração inclusive dos fundos
especiais e das fundações instituídas e mantidas pela Prefeitura;
II - Demonstrações contábeis, orçamentárias e financeiras consolidadas dos órgãos administrativos;
III - Demonstrações contábeis, orçamentárias e financeiras consolidadas de prováveis entidades que
rendem recursos à Prefeitura;
IV - Notas explicativas sobre demonstrações de que trata este artigo;
V - Relatório circunstanciado da gestão dos recursos públicos municipais no exercício demonstrado.
Parágrafo único. Todos os documentos em uma só via, que venham comprovar os pagamentos
realizados durante todo o exercício.
Art. 148. Dentro do prazo regimental, o Tribunal de Contas emitirá parecer sobre as contas do
Município.
§ 1º A Câmara Municipal através de sua comissão especial não poderá julgar as contas do
Prefeito, enquanto não tiver em mãos o parecer constante deste artigo.
§ 2º Somente pelo voto de dois terços dos membros da Câmara, deixará de prevalecer o parecer do
Tribunal de Contas.
§ 3º A contar da data do recebimento do parecer do Tribunal de Contas, a Câmara terá o prazo
improrrogável de noventa dias para julgar as contas do Prefeito, mediante parecer fundamentado da
comissão especial, que dos noventa dias terá sessenta dias para emissão do necessário e
indispensável parecer.
§ 4º Na falta do parecer no prazo do parágrafo anterior, o Presidente da Câmara destituirá a comissão
designando outra para em quinze dias emitir parecer.
§ 5º Rejeitadas as contas serão elas remetidas ao Ministério Público para as providências cabíveis,
numa cópia, e a outra diretamente ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais para as
providências constitucionais.
Seção VIII
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
51
DA PRESTAÇÃO E TOMADAS DE CONTAS
Art. 149. São sujeitos à tomada ou à prestação de contas os agentes da administração municipal
responsáveis por bens e valores pertencentes ou confiados à fazenda pública municipal.
§ 1º Os encarregados do almoxarifado, da oficina mecânica, da biblioteca e dos demais serviços onde
existem bens pertencentes ao Governo Municipal, prestarão contas semestralmente, dos bens
públicos a eles confiados (junho-dezembro).
§ 2º O setor de educação, através da sua chefia, controlará todo os materiais adquirido pela
Prefeitura, inclusive material de expediente, apresentando semestralmente relatório (junho e
dezembro) contendo o nome do aluno e escola que foram beneficiados com a distribuição do
material didático, separando-se os cadernos dos livros, borrachas, lápis e outros objetos distribuídos.
§ 3º As professoras, o chefe de educação, inspetora, secretário da Prefeitura, Prefeito, assinarão os
relatórios de distribuição, assumindo, todos, no ato, a responsabilidade plena pela distribuição.
§ 4º As professoras, que obrigatoriamente, deverão assinar o relatório, são aquelas pertencentes à
escola que lecionam, após verificarem a exatidão dos mesmos.
§ 5º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 6º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 7º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 8º Os demais agentes municipais apresentarão as suas respectivas prestações de contas até o dia
quinze do Mês subseqüente àquele em que o valor tenha sido recebido.
Seção IX
DO CONTROLE INTEGRADO
Art. 150. Os Poderes Executivos e Legislativo manterão, de forma integrada, um sistema de controle
interno, apoiado nas informações contábeis, com objetivos de:
I - Avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual e execução dos programas do
Governo Municipal;
II - Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e à eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nas entidades da Administração Municipal, bem como da
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
52
CAPÍTULO VIII
DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PATRIMONIAIS
Art. 151. Compete ao Prefeito Municipal a administração dos bens municipais, respeitada a
competência da Câmara àqueles empregados nos serviços desta, mediante a fiscalização do
Vereadores.
Art.152. A alienação de bens municipais se fará de conformidade com a lei municipal anteriormente
aprovada pelo Legislativo.
Art. 153. São bens do Município:
I - Os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
II - Os rendimentos provenientes dos seus bens, execução de obras e prestação de serviços
remunerados.
Art. 154. Os bens disponibilizados para a Cãmara serão de responsabilidade e administração do
Presidente da Mesa, com fiscalização dos vereadores.
Art. 154. e parágrafos com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 155. A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e
autorização legislativa.
Art. 156. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 157. A alienação de bens públicos municipais é subordinada à existência de interesse público
devidamente justificado.
§ 1º A alienação de bens públicos municipais ocorrerá nos termos e condições previstos na legislação
federal pertinente a licitações e contratações públicas.
§ 2º O Município, preferencialmente à venda ou doação de bens imóveis, concederá direito real de
uso.
Art. 157. e parágrafos com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 158. A afetação e a desafetação de bens municipais dependerão de lei.
Parágrafo Único: - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
53
Art. 159. O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou
autorização, quando houver interesse público devidamente justificado.
§ 1º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 3º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 4º O Município poderá ceder seus bens a outros municípios através de seus Prefeitos, desde que
atendido o interesse público. E a autorização legislativa.
Art. 160. Poderão ser cedidos a particular, para serviços transitórios, máquinas do Município,
inclusive operadas por servidores municipais, desde que não haja prejuízo para os trabalhos do
Município, e o interessado recolha, previamente, a remuneração arbitrada no máximo por dez horas,
renováveis a critério do Prefeito.
Art. 161. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 162. Nenhum servidor será dispensado, transferido, exonerado ou terá aceito o seu pedido de
exoneração ou rescisão sem o que o órgão responsável pelo controle dos bens patrimoniais da
Prefeitura ou da Câmara ateste que o mesmo devolveu os bens imóveis do Município que estavam
sob sua guarda.
ART. 163. O Prefeito será obrigado a abrir inquérito administrativo e a propor, se for o caso, a
competente ação civil e penal contra qualquer servidor, sempre que forem apresentadas denúncias
contra o extravio ou danos de bens municipais.
Art. 164. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
CAPÍTULO IX
DAS OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS
Art. 165. É de responsabilidade do Município, mediante licitação e de conformidade com os
interesses e as necessidades da população, prestar serviços públicos, diretamente ou sob regime de
concessão ou permissão, bem como realizar obras públicas, podendo contratá-las com particulares
através de processo licitatório.
Art. 166. Nenhuma obra pública, salvo os casos de extrema urgência devidamente justificados, será
realizada sem que conste:
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
54
I - O respectivo projeto;
II - O orçamento do seu custo;
III - A indicação dos recursos financeiros para o atendimento das respectivas despesas;
IV - A viabilidade do empreendimento, sua conveniência e oportunidade para o interesse público;
V - Os prazos para o seu início e término.
Parágrafo único. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Parágrafo único. Qualquer obra iniciada sem o preenchimento completo do estudo constante deste
artigo será de responsabilidade exclusiva do Prefeito.
Art. 167. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 1º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 2º Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e à fiscalização
da administração municipal, cabendo ao Prefeito aprovar as tarifas respectivas, por decreto.
Art. 168. O Município deverá garantir aos usuários dos serviços públicos, nos termos da lei, pleno
acesso e possibilidade de opinar sobre:
caput do art.68 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
I - Planos e programas de expansão dos serviços;
II - Revisão da base de cálculo dos custos operacionais; III - Política tarifária;
IV - Mecanismos para atenção de pedidos e reclamações dos usuários, inclusive para apuração de
danos causados a terceiros.
Parágrafo único. Em se tratando de empresas concessionárias e permissionárias de serviço público, a
obrigatoriedade mencionada neste artigo deverá constar do contrato de concessão ou permissão.
Art. 169. As entidades prestadoras de serviços públicos são obrigadas, pelo menos uma vez por ano, a
dar ampla divulgação de suas atividades, informando, em especial, sobre planos de expansão, de
recursos financeiros e realização de programas de trabalho.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
55
Art. 170. Nos contratos de concessão ou permissão de serviços públicos serão estabelecidos, entre
outros:
I - Os direitos dos usuários, inclusive as hipóteses de gratuidade;
II - As regras para remuneração do capital e para garantir o equilíbrio econômico e financeiro do
contato;
III - As normas que possam comprovar eficiência no atendimento do interesse público, bem como
permitir a fiscalização pelo Município, de modo a manter o serviço contínuo, adequado e acessível;
IV - As normas que possam comprovar eficiência no atendimento do interesse público, bem como
permitir a fiscalização pelo município, de modo a manter o serviço contínuo, adequado e acessível;
V - As regras para orientar a revisão periódica das bases de cálculo dos custos operacionais e da
remuneração doc apital, ainda que estipulada em contrato anterior;
VI - As A remuneração dos serviços prestados aos usuários diretos, assim como a possibilidade de
cobertura a outros agentes beneficiados pela existência dos serviços;
VII - As condições de prorrogação, caducidade, rescisão e reversão da concessão ou permissão.
Parágrafo único. Na concessão ou na permissão de serviços públicos o Município reprimirá qualquer
forma de abuso do poder econômico, principalmente as que visem à dominação do mercado, à
exploração monopolista e ao aumento abusivo de lucros.
Art. 171. O Município poderá revogar a concessão ou a permissão dos serviços públicos deverão ser
precedidas de ampla publicidade, inclusive em jornal oficial do Estado, mediante edital ou
comunicação resumida.
Art. 172. As licitações para a concessão ou a permissão de serviços públicos deverão ser precedidas
de ampla publicidade, inclusive em jornal oficial do Estado, mediante edital ou comunicação
resumida.
Art. 173. As tarifas dos serviços públicos prestados diretamente pelo Município ou por órgãos de sua
administração serão fixadas pelo Prefeito.
caput do art.173 com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Parágrafo único. Na formação do custo dos serviços de natureza industrial computar-se-ão, além das
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
56
despesas operacionais e administrativas, as reservas para depreciação e reposição dos equipamentos
e instalações, bem como previsão para expansão dos serviços.
Art. 174. O Município poderá consorciar-se com outros municípios para arealização de obras ou
prestação de serviços públicos de interesse comum.
Art. 175. Ao município é facultado conveniar com a União ou com o Estado a prestação de serviços
públicos de sua competência privada, quando lhe faltarem recursos técnicos ou financeiros para
execução do serviço em padrões adequados, ou quando houver interesse mútuo para a celebração do
convênio.
Parágrafo único. Na celebração de convênios de que trata este artigo deverá o Município: I - Propor os
planos de expansão dos serviços públicos;
II - Propor critérios para fixação de tarifas; III-
CAPÍTULO X
DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 177. O Governo Municipal manterá processo permanente de planejamento, visando promover
desenvolvimento do Município, o bem-estar da população e a melhoria da prestação dos serviços
públicos municipais.
Parágrafo único. O desenvolvimento do Município terá por objetivo a realização plena de seu
potencial econômico e a redução das desigualdades sociais no acesso aos bens e serviços, respeitadas
as vocações, as peculiaridades a cultura locais e preservado o seu patrimônio ambiental, natural e
construído.
Art. 178. O processo de planejamento municipal deverá considerar os aspectos técnicos e políticos
envolvidos na fixação de objetivos, diretrizes e metas para a ação municipal, possibilitando que
autoridades, técnicos de planejamento, executores e representantes da sociedade civil, participem do
debate sobre os problemas locais e as alternativas para o seu enfrentamento, buscando conciliar
interesses e solucionar conflitos.
Art. 179. O planejamento municipal deverá orientar-se pelos seguintes princípios básicos: I -
Democracia e transparência no acesso às informações disponíveis;
II - Eficiência e eficácia na utilização dos recursos financeiros, técnicos e humanos disponíveis;
III - Complementaridade e integração de política, planos e programas setoriais;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
57
IV - Viabilidade técnica e econômica das proposições, avaliadas a partir do interesse social da solução
e dos benefícios públicos;
V - Respeito e adequação à realidade local e regional e consonância com os planos e programas
estaduais e federais existentes.
Art. 180. A elaboração e a execução dos planos e dos programas do Governo Municipal obedecerão
às diretrizes do plano diretor e terão acompanhamento e avaliação permanentes, de modo a garantir
o seu êxito e assegurar sua continuidade no horizonte de tempo necessário.
Art. 181. O planejamento das atividades do Governo Municipal obedecerá às diretrizes deste capítulo
e será feito por meio de elaboração e manutenção atualizada, entre outros, dos seguintes
instrumentos:
I - Plano diretor;
II - Plano de governo;
III - Lei de diretrizes orçamentárias; IV - Orçamento anual;
V - Plano plurianual.
inciso I com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 182. Os instrumentos de planejamento municipal mencionados no artigo anterior deverão
incorporar as propostas constantes dos planos e dos programas setoriais do Município, dadas as suas
implicações para o desenvolvimento local.
Seção II
DA COOPERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES NO PLANEJAMENTO MUNICIPAL
Art. 183. O Município buscará, com todos os meios ao seu alcance, a cooperação das associações
representativas no planejamento municipal.
Parágrafo único. Para fins deste artigo, entende-se como associação representativa qualquer grupo
organizado, em fins lícitos que tenha legitimidade para representar seus filiados independentemente
de seus objetivos ou natureza jurídica.
Art. 184. O Município submeterá à apreciação das associações, antes de encaminhá-los à Câmara, os
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
58
projetos de lei do plano plurianual, do orçamento anual e do plano diretor, a fim de receber
sugestões quando à oportunidade e o estabelecimento de prioridades das medidas propostas.
Art. 185. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Parágrafo único. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
CAPÍTULO XI
DAS POLÍTICAS MUNICIPAIS SEÇÃO I
DA POLÍTICA DE SAÚDE
Art. 186. A saúde é direito de todos os munícipes e dever do Poder Público, assegurada mediante
políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doenças e outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
Art. 187. Para atingir os objetivos estabelecidos no artigo, o Município promoverá por todos os meios
ao seu alcance:
I - Condições dignas de trabalho, saneamento, moradia, alimentação, educação, lazer;
II - Respeito ao meio ambiente;
III - Acesso universal e igualitário de todos os habitantes do Município às ações e serviços de
promoção, proteção e recuperação da saúde, sem qualquer discriminação.
Art. 188. As ações de saúde são de relevância pública, devendo sua execução ser feita
preferencialmente através de serviços públicos e, complementarmente, através de serviços de
terceiros.
Parágrafo único. É vedado ao Município cobrar do usuário pela prestação de serviços de assistência à
saúde mantidos pelo Poder Público ou contratados com terceiros.
Art. 189. São atribuições do Município, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
I - Planejar, organizar, gerir, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde;
II - Planejar, programar e organizar a rede regionalizada e hierarquizada da SUS, em articulação com a
sua direção estadual;
III - Gerir, executar, controlar e avaliar as ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
59
IV - Executar serviços de:
a. vigilância epidemiológica;
b. vigilância sanitária;
c. alimentação e nutrição.
V - Planejar e executar a política de saneamento básico em articulação com o
Estado e a União;
VI - Executar a política de insumos e equipamentos para saúde;
VII - Fiscalizar as agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar
junto aos órgãos estaduais e federais competentes, para controlá-los;
VIII - Formar consórcios intermunicipais de saúde; IX - Gerir laboratórios públicos de saúde;
X - Avaliar e controlar a execução de convênios e contratos, celebrados pelo
Município, com entidades privadas prestadoras de serviços de saúde;
XI - Licenciar a instalação de serviços privados de saúde e fiscalizar-lhes o funcionamento.
inciso XI com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 190. As ações e os serviços de saúde realizados no Município integram uma rede regionalizada e
hierarquizada constituindo o Sistema Único de Saúde no âmbito do Município, organizado de acordo
com as seguintes regras:
I - Comando único exercido pelo órgão de saúde loca; II - Integridade na prestação de ações de saúde;
IV - Organização de distritos sanitários com alocação de recursos técnicos e práticas de saúde
adequadas à realidade epidemiológica local;
V - Participação, em nível de decisão, de entidades representativas de usuários, dos trabalhadores de
saúde e dos representantes governamentais na formulação, gestão e controle da política municipal e
das ações de saúde;
Inciso I e inciso V do caput do art.190 com redação dada pela Emenda à
Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
60
Parágrafo único. Os limites dos distritos sanitários referidos no inciso III constarão do Plano
Diretor de Saúde e serão fixados segundo os seguintes critérios:
I - Área geográfica de abrangência; II - Adscrição de clientela;
III - Resolutividade de serviços à disposição da população.
Art. 191. O Prefeito convocará anualmente o Conselho Municipalde Saúde para avaliar a situação do
Município, com ampla participação da sociedade e fixar as diretrizes gerais da política de saúde que
terá as seguintes atribuições, entre outras fixadas em lei:
I - Formular a política municipal de saúde, a partir das diretrizes emanadas da conferência Municipal
de Saúde;
II - Planejar e fiscalizar a distribuição dos recursos destinados à saúde; III - revogado pela Emenda `a
Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 192. As instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema Único de
Saúde, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas
e as sem fins lucrativos.
Art. 193. O Sistema Único de Saúde no âmbito do município será financiado com recursos do
orçamentos do Município, do Estado e da União e da seguridade social, além de outras fontes,
§ 1º Os recursos destinados às ações e aos serviços de saúde do município constituirão o
Fundo Municipal de Saúde, conforme impuser a lei.
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 3º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 4º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 194. Ficará a cargo do chefe da repartição pública proibir fumar em suas dependências,
colocando avisos em letras claras e legíveis tal proibição.
Art. 195. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 196. O tratamento preventivo de saúde pública (odontologia e medicina), a educação da
população inclusive escolas rurais distritais e da cidade, é responsabilidade do órgão de Saúde do
Município, compreendendo entre outras prevenções, as vacinações, os exames periódicos, aplicação
do flúor em massa e esclarecimentos sobre a prevenção de cárie e doenças bucais e de todo corpo
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
61
humano.
Art. 197. A utilização de ambulância municipal é vinculada exclusivamente ao atendimento de
necessidade de saúde e deverá ocorrer mediante mecanismo que assegure a verificação de
cumprimento desta regra.
Parágrafo único. O Prefeito estabelecerá, em decreto, o procedimento para utilização da ambulância,
observado o que dispõe o caput, incluindo as definições quanto a:
I - quem poderá assinar a requisição prévia pertinente;
II - situações excepcionais de atendimento sem requisição prévia; III - apresentação de relatório de
execução do serviço;
IV - mecanismos de controle social de prestação do serviço.
Art. 197. com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de
22/11/2004.
Art. 198. Goza de privilégio especial à saúde do homem, sendo vedada a criação de suínos, galináceos
e outros animais domésticos em grupo, cuja proibição é patente no perímetro urbano da cidade.
§ 1º É proibido cães soltos nas ruas. A reincidência levará os animais a apreenção e remessa a
Faculdade de Veterinária que se interessar, para servirem de cobaias.
§ 2º Bovinos, eqüinos e muares, encontrados em circulação no perímetro urbano da cidade serão
apreendidos e conduzidos ao curral municipal.
Seção II
DA POLÍTICA EDUCACIONAL, CULTURAL E DESPORTIVA ART. 199 - O ensino nas escolas municipais será
gratuito.
Art. 200. O Município o manterá nos termos da lei:
I - Ensino Fundamental, obrigatório, inclusive para os que não tiverem acesso na idade própria;
II - Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência física e mental;
III - Atendimento em creche a pré-escola à crianças de zero a seis anos de idade; III - Ensino noturno
regular adequado as condições do educando;
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
62
IV - Atendimento ao educando no ensino fundamental, por meio de programas suplementares de
fornecimento de material didático, transporte escolar do meio rural para cidade, para o ensino a
partir da 5º série, alimentação e assistência à saúde, havendo recurso.
Art. 201. O Município promoverá anualmente, o recenseamento da população escolar e fará a
chamada dos educandos.
Art. 202. O Município zelará com todos os meios aos seu alcance, pela permanência do educando na
escola.
Art. 203. O Calendário escolar municipal será flexível e adequado às peculiaridades climáticas e às
condições sociais e econômicas dos alunos.
Art. 204. Os currículos escolares serão adequados às peculiaridades do Município e valorizarão sua
cultura e seu patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental.
Art. 205. O Município não manterá escolas de segundo grau até que estejam atendidas todas as
crianças de idade até quatorze anos, bem como não manterá nem subvencionará estabelecimentos
de ensino superior.
Art. 206. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 207. O Município no exercício de sua competência: I - Apoiará as manifestações da cultura local;
II - Protegerá com todos os meios ao seu alcance, obras, objetos, documentos e imóveis de valor
histórico, artístico, cultural e paisagístico.
Art. 208. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 209. Será permitido no ensino rural, em escolas mantidas pela Prefeitura, uma professora
ministrar aulas a mais de uma série ao mesmo tempo, horário e escola, se não houver número
suficiente de alunos par formar outra série.
§ 1º Este número será fixado pelo órgão competente.
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 210. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 211. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
63
Art. 212. O Município fomentará as práticas desportivas, especialmente nas escolas a ele
pertencentes, incrementará as práticas esportivas na comunidade, mediante estímulos especiais e
auxílio material às agremiações organizadas pela população em forma regular.
§ 1º O Município, mediante convênio ou autorização poderá conceder a clubes ou agremiações
esportivas locais, regularmente constituídos, a utilização temporária, com ou sem exclus ividade, de
praça de esporte, estádio ou centros esportivos que construir.
§ 2º A administração municipal fiscalizará a organização e o funcionamento regulares e as práticas
esportivas das agremiações locais beneficiadas com qualquer forma de auxílio ou cooperação do
Município, sem qualquer direito a interferência na sua direção.
Art. 213. revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Parágrafo Único: - revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004. ART. 214 - revogado
pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 1º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 2º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
§ 3º revogado pela Emenda `a Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Art. 215. O Município proporcionará meios de recreação sadia e construtiva à comunidade mediante:
I - Reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, bosques, jardins, como base física da
recreação urbana;
II - Construção e equipamento de parques infantis, centros de juventude;
IV - Aproveitamento e adaptação do Rio São João, da Ibituruna, da Usina, da Fonte Paulina, da
cachoeira localizada na cabeceira do Rio Claro, da Mata da Câmara, podendo desapropriar estes bens
para fins sociais, aproveitamento dos recursos naturais que eles fornecem, bem como locais de
passeio e distração.
Parágrafo único. O Planejamento da recreação pelo Município deverá adotar, entre outros, os
seguintes padrões:
1 - Economia de construção e manutenção;
2 - Possibilidade de fácil aproveitamento, pelo público, das áreas de recreação;
3 - Facilidade de acesso, de funcionamento, de fiscalização, sem prejuízo da segurança;
4 - Aproveitamento dos aspectos artísticos das belezas naturais;Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Art. 216. Os serviços Municipais de esportes e de recreação se articularão entre si com as atividades
culturais do Município, visando à implantação e ao desenvolvimento do turismo.
Art. 217. A Prefeitura diligenciará para obter apoio dos órgãos estadual e federal, no sentido de
prestigiar e investir em benefícios sociais, sem visar protecionismo, atendendo em primeiro lugar os
mais necessitados.
Art. 218. Como meio de difusão cultural, social, administrativa e publicitária o Prefeito e o
Presidente da Câmara, farão publicar todos os seus atos no jornal "O Ibituruna", já criado pela Lei nº
177, de 25 de maio de 1971, com as modificações seguintes:
I - O Jornal "O Ibituruna" será de publicação oficial do município de Nova
Resende, devendo estar anexo a órgão de Educação, Cultura e Desportos;
II - A Lei Municipal regulará o sistema de publicação, devendo ser distribuído gratuitamente a todas
as escolas municipais e estaduais de Nova Resende;
IV - O Prefeito terá o prazo improrrogável de noventa dias para colocar em circulação o referido
jornal, contados da data desta Lei.
Seção III
DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
Art. 219. A Assistência social será prestada pelo Município, a quem dela precisar e tem por objetivos:
I - A proteção à família, à gestante, à maternidade, à infância, à adolescência à velhice;
II - O amparo as crianças e adolescentes carentes;
III - A Promoção da integração ao mercado de trabalho;
IV - A habitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração
à vida comunitária.
Art. 220. Na Formulação e desenvolvimento dos programas de assistência social, o
Município buscará a participação das associações representativas da comunidade.
Lei Orgânica do Município de Nova Resende
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Art. 221. É facultado ao Município:
I - Conceder subvenções a entidades assistenciais privadas, declaradas de utilidade pública por lei
municipal;
II - Firmar convênio com entidade pública ou privada para prestação de serviços de assistência social
à comunidade.
Art. 222. O Prefeito Municipal estará autorizado a proceder as escrituras próprias aos interessados no
loteamento Dorinto Morato, desde que:
I - Não possuírem outro imóvel no Município;
II - Não possuírem renda superior a dois salários mínimos; III - Estarem com a casa já construída.
§ 1º Fica proibida a negociação dos lotes ou casas construídas, antes do decurso de cinco anos de uso
pelos próprios donos.
§ 2º O interessado que não construir sua casa no prazo de um ano da data que tomou posse, terá o
lote revertido à prefeitura que o entregará a quem dele necessitar, levando em consideração a pessoa
mais pobre e sem recursos entre os entre os pretendentes.
Art. 223. A família receberá especial proteção do Município e o sepultamento do indigente, inclusive
a urna, será de responsabilidade da Prefeitura.
§ 1º O Município propiciará recursos educacionais e científicos para o exercício do direito ao
planejamento familiar, como livre decisão do casal.
§ 2º O Município assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando
mecanismo para coibir a violência no âmbito das suas relações.
Art. 224. É dever da família, da sociedade e do Município assegurar à criança e ao adolescente, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de coloca-
los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 1º O Município promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente,
admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo aos seguintes preceitos:
I - Aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil;
II - Criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de
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deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de
deficiência, mediante o treinamento para o trabalho, a convivência e a facilitação do acesso aos bens
e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos.
§ 2º A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas e as portadoras de
deficiência, assegurando sua dignidade, bem estar e garantindo-lhes o direito à vida.
§ 3º A Prefeitura diligenciará junto às companhias ou empresas de transporte intermunicipais ou
interestaduais, no sentido de fornecerem transportes gratuitos aos aposentados ou maiores de 65
anos.
§ 4º Qualquer do povo poderá, e todo funcionário público deverá levar ao conhecimento do
Promotor de Justiça competente, fato de que tomou conhecimento direta ou indiretamente, seja esse
fato infração penal ou contravencional, contrário à moralidade público, danoso ao patrimônio
estético, histórico, turístico ou paisagístico do Município, ou, ainda, aos direitos do consumidor.
§ 5º Tudo órgão público e empresa de qualquer espécie darão prioridade no atendimento às pessoas
portadoras de deficiência física, sensorial ou mental, idoso ou mulher em fase de gestação.
§ 5º com redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 22/11/2004.
Seção IV
DA POLÍTICA ECONÔMICA
Art. 225. O Município promoverá o seu desenvolvimento econômico, agindo de modo com que as
atividades econômicas realizadas em seu território contribuam para elevar o nível de vida e bem -
estar da população local, bem como para valorizar o trabalho humano.
Parágrafo único. Para a consecução do objetivo mencionado neste artigo, o Município atuará de
forma exclusiva, ou em articulação com a União ou com o Estado.
Art. 226. Na promoção do desenvolvimento econômico, o Município agirá, sem prejuízo de outras
iniciativas, no sentido de:
I - Fomentar a livre iniciativa;
II - Utilizar tecnologia de uso intensivo de mão-de-obra; III - Privilegiar a geração de emprego;
IV - Racionalizar a utilização de recursos naturais; V - Proteger o meio ambiente;
VI - Proteger os direitos dos usuários dos serviços públicos e dos consumidores;
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VII - Dar tratamento diferenciado à pequena produção artesanal ou mercantil, às microempresas e às
pequenas e minis empresas locais, considerando sua contribuição para a democratização de
oportunidades econômicas, inclusive para os grupos sociais mais carentes;
VIII - Estimular o associativismo, o cooperativismo e as microempresas;
IX - Eliminar entraves burocráticos que possam limitar o exercício da atividade econômica;
X - Desenvolver ação direta ou reiniciativa junto a outras esferas de governo de modo a que sejam,
entre outros, efetivados:
a-)assistência técnica e jurídica, gratuita;
b-)crédito especializado ou subsidiado;
c-)estímulos fiscais e financeiros;
d-)serviços de suporte informativo ou de mercado.
Art. 227. É de responsabilidade do município, no campo de sua competência, a realização de
investimentos para formar e manter a infra-estrutura básica capaz de atrair, apoiar ou incentivar o
desenvolvimento de atividades produtivas, seja diretamente ou mediante delegação ao setor privado
para esse fim.
Parágrafo único. A atuação do Município dar-se-á, inclusive, no meio rural, para a fixação de
contingentes populacionais, possibilitando-lhes acesso aos meios de produção e geração de renda e
estabelecendo a necessária infraestrutura destinada a viabilizar esse propósito.
Art. 228. A atuação do Município na zona rural terá como principais objetivos:
I - Oferecer meios para assegurar ao pequeno