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Concepção social da língua e diversidade linguística Apresentação Você já percebeu como existem vários falares no Brasil? Já teve a oportunidade de ver pessoas de outras regiões falando? Muitas vezes, achamos engraçado algumas expressões que ouvimos e não entendemos, não é mesmo?! E, nas músicas, você já percebeu como cada cantor e cada cantora imprime em seu cantar a identidade de sua região? Aff, Maria! São tantas variedades... Aliás, a expressão que acabei de usar também reflete um regionalismo, agora em interjeições... Nesta Unidade de Aprendizagem, você poderá refletir um pouco mais sobre essas questões. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Descrever as concepções históricas da língua no Brasil.• Identificar a contribuição da diversidade linguística brasileira para a Língua Portuguesa.• Estabelecer possíveis maneiras da relação docente/discente frente à diversidade linguística.• Desafio Um dos grandes nomes do regionalismo nordestino, figura há anos conhecida, é Jackson do Pandeiro. Em suas músicas, podemos perceber as características da fala nordestina. Dentre as expressões culturais brasileiras, o repente, assim como a trova, constituem-se em desafios entre dois cantores. Desafio você a traduzir as expressões nordestinas encontradas na letra de "Forró em Limoeiro". Mãos à obra. Infográfico Você já percebeu como os brasileiros falam de modos diferentes? Em cada canto do país, encontramos expressões linguísticas típicas de cada região. O infográfico a seguir retrata o motivo e as variações encontradas no território brasileiro. Vamos ver? Conteúdo do livro O território brasileiro constitui-se de uma grande diversidade linguística. Desde o início da colonização portuguesa, o país sofreu influência de diferentes culturas, as quais caracterizam a língua falada das regiões brasileiras. Além disso, existiram as contribuições idiomáticas dos indígenas, dos africanos e dos europeus. Aprofunde os seus conhecimentos no capítulo Concepção Social da Língua e Diversidade Linguística da obra Sociolinguística. Boa leitura. SOCIOLINGUÍSTICA Eliana Cristina Caporale Barcellos U N I D A D E 4 Concepção da língua e diversidade linguística Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Descrever as concepções históricas da língua no Brasil. � Identificar a contribuição da diversidade linguística brasileira para a língua portuguesa. � Estabelecer possíveis maneiras da relação docente/discente frente à diversidade linguística. Introdução Você já percebeu como existem vários falares no Brasil? Já teve a oportunidade de ver pessoas de outras regiões falando? Muitas ve- zes, achamos engraçado algumas expressões que ouvimos e não entendemos, não é mesmo?! E nas músicas, você já percebeu como cada cantor e cada cantora imprime em seu cantar a identidade de sua região? Aff Maria! São tantas variedades... aliás, a expressão que acabei de usar também reflete um regionalismo, agora em interjei- ções... neste texto, você poderá refletir um pouco mais sobre essas questões. Concepções da língua: o processo histórico- linguístico Pensar nas mudanças linguísticas da língua portuguesa em território bra- sileiro, nos remete à época do descobrimento. Se você lembrar dos acon- tecimentos históricos que datam do século XIV em diante, poderá apontar três marcos que contribuíram para as mudanças linguísticas: a chegada dos portugueses ao Brasil, a chegada da família real e a vinda dos imigrantes portugueses. Sociolinguistica_U4_C7.indd 55 16/09/2016 15:22:39 Ao chegarem ao Brasil, os portugueses se depararam com uma socie- dade muito bem estruturada, com cultura e diversidade linguística próprias: os indígenas. Nesse momento, os colonizadores, com intuito de evangelizar, doutrinar e de impor sua cultura, se viram obrigados a mesclar o português com o latim e algumas palavras da língua dos indígenas, criando a cha- mada língua geral. Dessa forma, os indígenas, em suas tribos, mantinham suas línguas nativas, mas para falarem com a comunidade externa usavam a língua geral. Assim, as línguas gerais eram línguas de base tupi, em uso por grande parte da população. As mais importantes foram a Geral Paulista e a Geral Amazônica. Constituíam a língua do contato entre os indígenas, entre os indígenas e portugueses e todos que iam se agregando ao novo território. Em termos gerais, era a língua da informalidade, comum a nativos e não nativos, sendo instrumen- to básico no processo de catequização dos povos indígenas. Já o português, era a língua oficial do Estado, empregada em atos e documentos oficiais relacionados à administração colonial. (SANTANA; MÜLLER, 2015, p. 3). Com a chegada da família real ao Brasil, vieram, também, os escravos africanos, com suas línguas nativas. Talvez esse tenha sido o marco mais importante em relação às mudanças linguísticas da língua portuguesa no Brasil, pois, o que no início era uma mescla de português, latim e tupi, agora, passava a sofrer influência das línguas africanas. Essa diversidade linguística original, caracteriza o pluralismo e a heterogeneidade da língua portuguesa brasileira. Apenas a partir da segunda metade do séc. XVIII é que a língua geral começa a entrar em desuso, sob a influência dos imi- grantes portugueses que vieram para trabalhar nas minas de ouro e dia- mantes. Em 1758, o Marquês do Pombal decreta o português como língua oficial. Sociolinguística56 Sociolinguistica_U4_C7.indd 56 16/09/2016 15:22:39 A reforma Pombalina é um importante marco na historiografia da educação brasileira. Por ser contextual, não é possível compreendê-la senão por meio da própria história do Brasil, enquanto colônia de Portugal, espaço temporal no qual foi criada. [...] A análise das transformações da sociedade portuguesa em meados do século XVIII, consubstan- ciadas nas Reformas Pombalinas que abarcaram os âmbitos econômico, administrativo e educacional, tanto em Portugal como nas suas colônias, requer o conhecimento da situação da metrópole neste período. [...] Através do Alvará Régio, de 28 de junho de 1759, o Marquês de Pombal expulsou, ao mesmo tempo, os jesuítas de Portugal e de suas colônias, suprimindo as escolas e colégios jesuíticos de Portugal e de todas as colônias; criou as aulas régias ou avulsas de Latim, Grego, Filosofia e Retórica, que deveriam substituir os extintos colégios jesu- ítas, e criou a figura do “Diretor Geral dos Estudos”, para nomear e fiscalizar a ação dos professores. As aulas régias eram autônomas e isoladas, com professor único e uma não se ar- ticulava com as outras. Destarte, o novo sistema não impediu a continuação do ofe- recimento de estudos nos seminários e colégios das ordens religiosas, que não a dos jesuítas (Oratorianos, Franciscanos e Carmelitas, principalmente). Em lugar de um sistema mais ou menos unificado, baseado na seriação dos estudos, o ensino passou a ser disperso e fragmentado, baseado em aulas isoladas que eram ministradas por professores leigos e mal preparados. Com a implantação do subsídio literário, imposto colonial para custear o ensino, houve um aumento no número de aulas régias, porém ainda muito precário devido à escassez de recursos, de docentes preparados e da falta de um currículo regular. Ademais, vemos uma continuidade na escolarização baseada na formação clássica, ornamental e europeizante dos jesuítas, porque a base da pedagogia jesuítica per- maneceu a mesma. Os padres missionários, além de terem cuidado da manutenção dos colégios destinados à formação dos seus sacerdotes, criaram seminários para um clero secular, constituído por “tios-padres” e “capelães de engenho”, ou os chamados “padres-mestres”. Os padres-mestres deram continuidade a essa ação pedagógica, mantendo sua metodologia e seu programa de estudos que deixava de fora, além das ciências naturais, as línguas e literaturasmodernas, em oposição ao que acontecia na Metrópole, onde as principais inovações de Pombal no campo da educação eram o en- sino das línguas modernas, o estudo das ciências e a formação profissional. Por isso, se para Portugal as reformas no campo da educação, que levaram à laicização do ensino, representaram um avanço, para o Brasil, essas reformas significaram um retrocesso na educação escolar, com o desmantelamento completo da educação brasileira oferecida pelo antigo sistema de educação jesuítica, melhor estruturado do que as aulas régias. [...] Fonte: Adaptado de SECO; AMARAL, s.a., on line. 57Concepção da língua e diversidade linguística Sociolinguistica_U4_C7.indd 57 16/09/2016 15:22:39 Noll (2004) demarca oito variedades do português no Brasil neste período: o português europeu escrito/impresso; as variedades dos colonos vindos das diferentes regiões de Portugal; o português dos índios integrados em contato permanente com os portugueses; o português dos mamelucos nascidos da união de brancos e índios; o português dos negros boçais chegados da África; o português dos negros crioulos e mulatos; o português falado no complexo da casa-grande e da senzala e o português das populações citadinas. (NOLL apud SANTANA; MÜLLER, 2015, p. 8). Essa miscigenação do povo, refletiu também na língua falada no país. De maneira nenhuma você pode pensar em prejuízo linguístico, pelo contrário, foi justamente essa contribuição e influência vocabulares que propiciaram a ampliação do léxico brasileiro. O contato entre as populações autóctone, branca e africana, dado por diversos mo- tivos, no que tange ao aspecto linguístico resultou no processo natural de renovação lexical. (SANTANA; MÜLLER, 2015, p. 10). Diversidade linguística regional O território brasileiro constitui-se de uma grande diversidade linguística. Desde o início da colonização portuguesa, o país sofreu influência de dife- rentes culturas, as quais caracterizam a língua falada das regiões brasileiras. Além disso, existiram as contribuições idiomáticas dos indígenas, dos afri- canos e dos europeus. São regionalismos as expressões próprias de uma região específica. Observe nas Tabelas 1, 2 e 3 algumas expressões regionais: Sociolinguística58 Sociolinguistica_U4_C7.indd 58 16/09/2016 15:22:39 Expressões Significados Baixa da égua Lugar onde ninguém quer ir, lugar muito longe Balaio de gato Desorganização, confusão Bater a caçoleta Morrer Cambito Perna fina Cão chupando manga Pessoa muito feia Caxaprego Lugar muito distante Dar o prego Enguiçar Dar pitaco Dar opinião Encangado Em ciam, montado Ensacar Por a blusa dentro da calça Fastiado Sem fome Fez mal Engravidou alguém Gaia Chifre Invocado Corajoso ou “muito bom” Jerimum Abóbora Liso Sem dinheiro Mangar Ridicularizar Nome feio Palavrão Pastorar Vigiar Quenga Prostituta Racha Pelada, jogo de futebol ou disputas em geral Sustança Energia dos alimentos Triscar Tocar Varapau Homem alto Xanha Coceira na pele Zambeta De pernas tortas Tabela 1. Regionalismos – região nordeste. Fonte: Variação Linguística (2013). 59Concepção da língua e diversidade linguística Sociolinguistica_U4_C7.indd 59 16/09/2016 15:22:39 Expressões Significados Alçar a perna Montar a cavalo Campo santo Cemitério Embretar-se Meter-se em apuros Guacho Animal ou pessoa criada sem mãe ou sem leite materno Lindeiro Ao lado de, vizinho Maleva Bandido, malfeitor, perverso Olada Ocasião, oportunidade Parada Importância em dinheiro pela qual se contrata uma corrida de cavalos ou uma rinha de galos Relho Chicote pequeno com cabo de madeira e cabo torcido Solito Isolado, sozinho, sem companhia Tirana Cantiga e dança popular, acompanhada de viola. Variedade de fandango Tabela 2. Regionalismos – região sul. Fonte: Variação Linguística (2013). Expressões Significados De rocha Palavra ou assunto com convicção Égua de largura Muita sorte Essa é da grife do varal Roupa roubada Levou o farelo Morreu Muidinho Pequeno Paga uma aí Paga uma bebida Vigia bem Preste muita atenção Umborimbora? Vamos embora? Zé ruela Abestado, besta Tabela 3. Regionalismos – região norte. Fonte: Variação Linguística (2013). Sociolinguística60 Sociolinguistica_U4_C7.indd 60 16/09/2016 15:22:39 A diversidade linguística na sala de aula Ao retratar o ensino da língua portuguesa em sala de aula, os professores constantemente se deparam com a diversidade linguística presente nas falas dos educandos e das educandas. Estudos comprovam que a maneira de falar de cada um recebe influência de fatores como: nível de escolarização, status socioeconômico, faixa etária, gênero etc. Segundo Bortoni-Ricardo (2004, p. 49) “Todos esses fatores representam os atributos de um falante [...] Podemos dizer que esses atributos são estruturais, isto é, fazem parte da própria indivi- dualidade do falante. Há outros fatores que não são estruturais, mas sim fun- cionais. Resultam da dinâmica das interações sociais.” Portanto, ao abordar o ensino da língua portuguesa no Brasil, há necessidade de uma maior atenção da forma como esse ensino tem sido ministrado e seus desafios por parte do corpo docente. A visão sociolinguística, em geral, atesta que um dos maiores problemas no ensino da língua é resultado do uso de um padrão linguístico, no caso, a norma padrão, a qual se distancia da fala discente, e, também, não consi- dera as vivências linguísticas do corpo discente. Para os sociolinguistas essa questão é crucial, pois a participação é condição fundamental para promover a integração social e o enriquecimento linguístico do grupo. Atualmente, as variações linguísticas presente nas falas dos educandos e das educandas no contexto escolar, não recebem a importância devida, apesar de pesquisas apontarem a necessidade de serem levadas em consideração. Essa polêmica tem trazido a discussão como conciliar o estudo da língua fa- lada e da língua escrita nas escolas. Para conhecer um pouco da polêmica atual, assista entrevista com o Professor Marcos Bagno nos links a seguir: Parte 1: <https://www.youtube.com/watch?v=kZ6dhChLUDY>. Parte 2: <https://www.youtube.com/watch?v=nJdhjGnnXwY>. É importante salientar que a variação linguística se encontra presente em todas as línguas e em todos os tempos. A escola desempenha uma função social, ou seja, os estudos sociolinguísticos destacam que não se pode des- considerar o contexto cultural e linguístico dos discentes e subjuga-los à 61Concepção da língua e diversidade linguística Sociolinguistica_U4_C7.indd 61 16/09/2016 15:22:39 língua padrão instituída. Na escola se aprende o uso da língua culta e escrita, porém o reconhecimento da fala também é relevante, uma vez que constitui parte fundamental da identidade dos estudantes. A escola não pode ignorar as diferenças sociolinguísticas. Professores e alunos têm que estar conscientes de que existem duas ou mais maneiras de dizer a mesma coisa, e que essas formas alternativas servem a propósitos comunicativos diferentes e são rece- bidas de maneiras diferentes pela sociedade. (BORTONI-RICARDO, 2005). Sociolinguística62 Sociolinguistica_U4_C7.indd 62 16/09/2016 15:22:40 BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola editorial, 2004. BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemos na escola, e agora?: sociolinguística & educa- ção. São Paulo: Parábola Editorial, 2005. NOLL, V. A formação do Português do Brasil. In: DIETRICH, W.; NOLL, V. O Português do Brasil. Madrid/Frankfurt: Iberoamericana/Vervuert, 2004. SANTANA, A. P.; MÜLLER, L. C. P. A Língua Portuguesa no Brasil: percurso histórico- -linguístico. In: Web-Revista Sociodialeto, Campo Grande: UEMS. v. 5. n. 15, maio 2015. Disponível em: <http://www.sociodialeto.com.br/edicoes/20/12062015122015.pdf>. Acesso em: 26 ago. 2016. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA. Regionalismos. 2013. Disponível em: <http://letrasmarques2013. blogspot.com.br/2013/08/regionalismos.html>. Acessoem: 13 set. 2016. Leituras recomendadas ORLANDI, E. P. A língua brasileira. Revista Línguas do Brasil. p. 29-30. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v57n2/a16v57n2.pdf>. Acesso em: 26 ago. 2016. ALENCAR, M. S. M. Panorâmica dos estudos dialetais e geolinguísticos no Brasil. Revista de Letras, v. 30, jan. 2010/dez. 2011. Disponível em: <http://200.129.29.202/index.php/ revletras/article/view/2379/1841>. Acesso em: 26 ago. 2016. SECO, A. P.; AMARAL, T. C. I. Marquês de Pombal e a reforma educacional brasileira. In: HISTEDBR. Navegando na história da educação brasileira. s/a. Disponível em: <http://www. histedbr.fe.unicamp.br/navegando/periodo_pombalino_intro.html>. Acesso em: 26 ago. 2016. Dica do professor Você já se deparou com palavras escritas de maneiras diferentes? Por exemplo: "ótica" e "óptica"? Por que será que essas escritas ainda aparecem hoje em dia? Vamos ver?! Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/b7df2db5cda157c88863552b06efb102 Exercícios 1) Com base nos seus estudos, configuram-se como expressões típicas de determinada região: A) Dialeto. B) Idioma. C) Regionalismo. D) Variação. E) Mudança linguística. 2) Com relação ao processo histórico-linguístico das variações da Língua Portuguesa no Brasil, são considerados marcos históricos: A) A chegada dos portugueses, a chegada da Família Real e a chegada dos imigrantes portugueses. B) A chegada dos portugueses, o contato com os africanos e a chegada da Família Real. C) A chegada da Família Real, o contato com os escravos africanos e a chegada dos japoneses. D) A imigração portuguesa, o contato com os nativos e a chegada da corte. E) A chegada da corte, a saída da Família Real e a chegada dos portugueses. 3) São variações linguísticas das regiões Norte e Sul, respectivamente: A) - "de rocha" - "miudinho". B) - "umboraembora" - "guacho". C) - "triscar" - "parada". D) - "mangar" - "Zé ruela". E) - "relho" - "olada". 4) Constituem a Língua Geral: A) Latim, Português e Bantu. B) Português, Guarani e Italiano. C) Tupinambá, Grego e Português. D) Tupi, Português e Latim. E) Português, Bantu e Francês. 5) Na perspectiva sociolinguística, a norma padrão representa um problema para o ensino da Língua Portuguesa, pois: A) Dificulta a aprovação na escola. B) Não leva em consideração as vivências linguísticas docentes. C) Baseia-se na contextualização da sociedade europeia. D) Admite as vivências linguísticas discentes como importantes na língua escrita. E) Não leva em consideração a experiência linguística do corpo discente. Na prática Cada região do Brasil apresenta uma determinada fala característica, contendo expressões bem peculiares. Essas expressões costumam aparecer nas letras de música das diversas regiões brasileiras. Na região Sul, cantores como Kleiton & Kledir tornaram-se conhecidos por divulgar a fala gaúcha em suas letras. Já na região Norte, cantoras como Fafá de Belém trazem a alma paraense em suas melodias. Vamos observar a letra de "Deu pra ti!", de Kleiton & Kledir. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Variações Lexicais no ALiMA Este artigo examina a relação de lexias que recobrem os conceitos de grampo, borralho, soca e estrela cadente, em corpus do Altas Linguístico do Maranhão, contrastando as designações encontradas na capital do Estado e na área interiorana. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Atlas Linguístico do Brasil Criado por diversos pesquisadores da língua portuguesa, o Atlas Linguístico do Brasil tem como objetivo registrar os diversos falares encontrados no território nacional. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://periodicos.ufrn.br/gelne/article/view/9083/6437 https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/atlas-linguistico-brasil.htm