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Avaliação e Tratamento de Feridas Origens das feridas → Têm origens diversas: • Úlceras venosas e arteriais: Atinge cerca de 280 mil pessoas por ano no Brasil. O tratamento tardio pode ocasionar até 70% das amputações de membros inferiores por causas não traumáticas no país. • Úlcera por pressão: também conhecida como escara. Ela aparece em pessoas acamadas e é o 3º tipo de ocorrência mais notificado. • Traumas: acidentes de trânsito deixam mais de 160 mil pessoas com lesões graves no Brasil todos os anos. • Queimaduras: entre 2016 e 2017, o MS registrou um aumento de 100% no número de episódios, que acontecem principalmente no ambiente doméstico. → Feridas complexas exigem a avaliação individualizada de profissionais de saúde. → Ignorar ou menosprezar o problema pode resultar em mutilações, infecções graves e até morte – sem contar o impacto direto na qualidade de vida Camadas da pele → Camada mais externa da pele • Melanócitos (produzem melanina – pigmento que dá cor à pele), unhas, pelos, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas. → Camada intermediária da pele • Formada por fibras de colágeno, elastina e gel coloidal, que dão tonicidade, elasticidade e equilíbrio à pele, vasos sanguíneos e terminações nervosas. • Folículos pilosos, nervos sensitivos, glândulas sebáceas (produção de sebo) e glândulas sudoríparas (suor) → Camada interna da pele • Última camada da pele, formada por células de gordura. • Sua espessura é variável, conforme a constituição física de cada pessoa. • Mantém temperatura do corpo e acumula energia para o desempenho das funções Funções da pele → Proteção: barreira física contra microorganismos e outras substâncias estranhas, protegendo contra infecções e perdas excessivas de líquidos. → Sensibilidades: As terminações nervosas da pele permitem sentir dor, pressão, calor e frio. → Termorregulação: a pele regula a temperatura corporal vasoconstrição, vasodilatação e sudorese. → Metabolismo: a síntese de vitamina D na pele exposta à luz solar, por exemplo, ativa o metabolismo de cálcio e fosfato (importante na formação óssea) → Síntese de substância química: secreção sebácea (manutenção da pele), melanina (proteção contra raios ultravioleta). → Imagem corporal: a pele detalha nossa aparência, de modo único cada indivíduo Cicatrização → Processo fisiológico que visa à reparação tecidual, imediatamente após o trauma Fatores locais que podem influenciar: • Incontinência urinária e fecal, altera a integridade cutânea, pois modifica o pH (principalmente em úlceras de pressão) • Infecção: causa pirexia e inibe a capacidade dos fibroblastos de produzir colágeno • Ambiente seco: gera desidratação celular com formação de crosta sobre a ferida • Pressão excessiva e contínua no local da ferida prejudica o fluxo sanguíneo • Traumatismo e edema: privam o fornecimento local de nutrientes e oxigênio • Necrose: o tecido morto e desvitalizado pode prejudicar a cicatrização Fatores locais que podem influenciar: • Tipo de lesão • Biotipo: obesidade → tecido adiposo pode ter um suprimento sanguíneo insuficiente • Edema: ausência do oxigênio e as baixas reservas nutricionais • Doenças pré-existentes (DIA, HAS, câncer) • Imunossupressão (corticoide) e radioterapia • Idade: idosos podem apresentar deficiência nutricional e comprometimento imunológico e respiratório Fases da cicatrização: Tipos de cicatrização 1ª INTENÇÃO De forma asséptica Pouca destruição tecidual Devidamente fechadas Tecido de granulação não visível Geralmente ferida cirúrgica 2ª INTENÇÃO Bordas não se aproximam Perda excessiva de tecido Geralmente são úlceras Com ou sem presença de infecção 3ª INTENÇÃO Ferida deixada aberta por um tempo Funcionando como cicatrização por 2ª intenção Suturada posteriormente como cicatrização por 1a intenção Ex: dreno Classificação das feridas → As feridas são avaliadas de várias maneiras: Pelo tipo de ferida De acordo com a fase de cicatrização De acordo com a presença de contaminação Pelo tempo de traumatismo Pelo tipo de tecido no leito da ferida Pela característica da borda da ferida Pelo tipo e volume de exsudato Pela profundidade e extensão das lesões → Muda a conduta e realização de curativos → Uso de medicamentos → Tipo de cobertura → Acompanhamento de resultados Tipos de tecido Granulação → Novo tecido de revestimento. → Proliferação de tecido conjuntivo fibroso. Brilhante, vermelho vivo. → Ricamente vascularizado → Fácil laceração e sangramento → cuidados na remoção do curativo anterior e na realização do novo; → Promover hidratação e meio propício para cicatrização e epitelização Epitelização → Novo tecido que é formado com o processo de cicatrização, com coloração rosada. → Geralmente nas bordas da ferida → de fácil maceração → não manter elevada umidade → Cresce até se juntar com as bordas da ferida → Promover hidratação Esfacelo → Tecido inviável, mucoide, bem líquido, macio e de coloração amarela → Firme ou frouxamente aderido à pele → Precisa ser removido por desbridamento mecânico ou químico → Leva ao aumento de exsudato e proliferação bacteriana → Promover curativo de úmido a seco → trocas diárias Necrose → Tecido inviável → Manifestação final de uma célula que sofreu lesões irreversíveis → Representa risco para contaminação e proliferação bacteriana e uma barreira para a cicatrização Tecido fibronoso → Apresenta cor amarela, de consistência cremosa, devido à quantidade de degradação celular → A fibrina pode recobrir toda a extensão da úlcera ou se apresentar como pontos de fibrina recobrindo parcialmente a lesão → Consegue tirar mais facilmente que o esfacelo → Numa mesma ferida podemos ter vários tecidos diferentes. → Nestes casos, podemos usar tipos de coberturas diferentes, contudo, o principal foco é remoção/contenção da infecção, e meio propício para cicatrização Tipos de feridas → Deverão ser classificada em grupos: agudas ou crônicas (causa/tempo da lesão) • Agudas: abrange as lesões cirúrgicas, traumáticas e queimaduras Lesão cirúrgica: - Trata-se de uma ferida limpa e intencional. - O tratamento para esse tipo de ferida segue alguns princípios básicos para que o processo de cicatrização ocorra livre de complicação Lesões traumáticas: - Lesão tecidual, causada por agente vulnerante que atua sobre a qualquer superfície corporal, de localização interna ou externa. - As lesões traumáticas podem envolver desde simples escoriações as lesões amplas, que irão causar deformidades ou amputações 1. INCISAS OU CORTANTES - agentes cortantes - bisturi, lâminas. - mais comprimento e menos profundidade - bordas regulares e nítidas. 2. CORTO-CONTUSA - o agente não tem corte tão acentuado; - a força é que causa a penetração do instrumento 3. PERFURANTE - causada por agentes longos e pontiagudos (prego, alfinete). - pode ser transfixante (balas) 4. LÁCERO-CONTUSA - pele é esmagada por rasgo ou arrancamento tecidual. - bordas irregulares – mordida de cachorro. Queimaduras: - Térmicas, químicas, elétricas e radiação - Podendo ter destruição parcial ou total da pele e de seus anexos, assim como estruturas mais profundas (tecido subcutâneo, músculos, órgãos internos, tendões e ossos). - As queimaduras são classificadas de três modos distintos: • Crônicas: envolvem as úlceras por pressão, venosas, arterial, neurotrófica. Úlcera venosa ou estase: - O sangue retorna ao coração por meio de três conjuntos de veias: profundas superficiais e comunicantes - Se este sistema falhar: hipertensão venosa de longa duraçãoe ou obstrução venosa → distensão e alongamento das alças capilares, provocando edema e consequentemente, a úlcera venosa - Localização mais frequente: região periomaleolar medial e terço distal da perna - Características clínicas: edema, varizes, alterações cutâneas, como esclerose e hiperpigmentação (manchas acastanhadas), na pele ao redor da úlcera - Geralmente excesso de exsudato, tecido macerado e fibrinoso - Dor reduz quando elevada, pois auxilia o retorno venoso - Curativo úmido e compressivo Úlcera arterial ou isquêmica: - Lesões crônicas que ocorrem na parte inferior das pernas e pés, devido à presença de insuficiência arterial (arteriosclerose), com isquemia Extremidade fria e cianótica, - Retardando o retorno da cor após a elevação do membro - Pele atrófica, perda de pelo, diminuição ou ausência das pulsações das artérias do pé, - Claudicação intermitente - Dor aumenta com elevação das pernas - Pouco exsudato dificuldade de granulação, na maioria das vezes são tecidos desvitalizado (esfacelos ou escaras), as bordas são irregulares - Localiza-se majoritariamente nos pés, dedos, calcâneo, região lateral da perna - Curativos úmidos, que promovam hidratação, granulação e minimizem proliferação de contaminação Úlcera por pressão: - Trauma tecidual causado por pressão contínua e prolongada, excedendo a pressão capilar normal, aplicada a pele e aos tecidos adjacentes, provocando uma isquemia → morte celular - Comum nas regiões sacral, nádega, calcâneos, trocanteriana, membros inferiores, troncos e membros superiores - Relação com alimentação, fraldas eliminações e colchões específicos Estágio 1: ocorre um comprometimento da epiderme: a pele se encontra integra, mas apresenta sinais de hiperemia (descoloração ou endurecimento) Estágio 2: perda parcial de tecido envolvendo a epiderme e a úlcera é superficial e se apresenta em forma de escoriação ou bolha Estágio 3: existe um comprometimento da epiderme e da hipoderme (tecido subcutâneo). Pode se estender até a fáscia muscular com presença ou não de necrose Estágio 4: comprometimento da epiderme, derme, hipoderme e tecidos mais profundos. Lesão até a fáscia muscular, podendo atingir músculo e osso com presença ou não de necrose e infecção Úlcera neurotrófica: - Causada por neuropatia periférica, em decorrência de algumas doenças de base, tais como: hanseníase, diabetes mellitus, alcoolismo e outros - Estas doenças podem causar lesões das fibras autonômicas, sensitivas e motoras, resultando em: Lesões primárias, como pé caído e aquilose (articulação endurecida); Lesões secundárias: paralisias musculares, fissuras, úlcera plantar, lesões traumáticas, osteomielite, necrose, gangrena - Alteração nas fibras autonômicas responsáveis pela manutenção das glândulas sebáceas e sudoríparas → diminuição da produção de secreções. - Os fatores predisponentes da úlcera neurotrófica perda de sensibilidade motora (térmica, dolorosa e tátil), alteração das fibras motoras, paralisia dos músculos intrínsecos dos pés, anidrose e calosidade. → Aspectos que favorecem a úlcera neurotrófica: dedos sobrepostos, podáctilos em garra, hálux valgo, hálux varo, hipotrofia dos interósseos Classificação por grau de contaminação → LIMPAS: produzidas em ambiente cirúrgico → LIMPAS-CONTAMINADAS: objetos não esterilizados → CONTAMINADAS (há reação inflamatória) Feridas que tiveram contato com terra, fezes etc., ou que já tenha passado 6 horas após o ato que resultou na ferida. → INFECTADA: apresenta sinais claros de infecção. Avaliação da ferida → Localização → Extensão (cm2): comprimento x largura → Profundidade: cotonete ou pinça → Característica da pele ao redor da ferida: pode indicar alterações como hiperemia, calor, edema, dor, maceração, ressecamento, descamação, eczema, hipergmentação ou outros → Característica do exsudato: A coloração, a consistência e a quantidade deste devem ser avaliadas. Os fluidos serosos e sanguinolentos são considerados normais. O exsudato purulento indica processo infeccioso. A quantidade de exsudato pode ser estimada por observação clínica e quantificada pela drenagem. Uma úlcera seca não apresenta exsudato Uma quantidade de exsudato moderado: corresponde a uma drenagem que envolve entre 25% a 75% da cobertura; Um exsudato é considerado em grande quantidade quando corresponde a uma úlcera banhada de fluidos, com drenagem livre, envolvendo mais que 75% da cobertura Exsudato: quantidade, aspecto, odor Curativos → Finalidades dos curativos: Ser impermeável à água e permitir trocas gasosas Ser de fácil aplicação e remoção, sem causar traumas Auxiliar na hemostasia Proteger a úlcera contra traumas mecânicos e contra infecções Limitar o movimento dos tecidos ao redor da ferida Promover um ambiente úmido Absorver secreções Promover o debridamento Aliviar a dor Proporcionar condições favoráveis às atividades da vida diária do doente Tipos de coberturas → A escolha da cobertura vai depender das características da ferida Cobertura primária: produto que permanece em contato direto com a úlcera → absorver exsudato, facilitando o fluxo livre das drenagens, preservando o ambiente úmido e a não-aderência. Cobertura secundária: produto que recobre a cobertura primária, com a finalidade de absorver o excesso de drenagem, proporcionando proteção e compressão Curativo com gaze umedecida em soro 0,9% • Mantém a umidade na úlcera, favorece a granulação, amolece os tecidos desvitalizados, estimula o desbridamento autolítico, absorve exsudato. • Indicação: manutenção da úlcera úmida, indicada para todos tipos de úlcera. • Limpar a úlcera com soro fisiológico a 0,9 %, utilizando o método de irrigação. • A gaze úmida deve recobrir toda a superfície e estar em contato com o leito. • Deve ser aplicado de maneira suave, para evitar pressão sobre os capilares recém formados, o que pode prejudicar a cicatrização. • Ocluir com cobertura secundária de gaze ou atadura e fixar. • Evitar umidade excessiva da gaze → maceração bordas. • Trocas sempre que saturado ou, no máximo, a cada 24 horas. • Quando na presença de pouco exsudato, a gaze deverá ser umedecida duas a três vezes ao dia, com soro fisiológico Filme de poluretano • Cobertura estéril, impermeável à líquidos e bactérias. Facilmente adaptável a áreas de contorno do corpo. • Adesivo acrílico hipoalergênico, permitindo aderência somente à pele íntegra e não aderindo à superfície úmida, evitando o trauma durante a sua retirada. • Foco principal: PREVENÇÃO Ácidos Graxos Essenciais (AGE) • Nome comercial: Age derme, Dersani etc... • Composição: Ácido linoleico, ácido cáprico, vitamina A e E, e leticína de soja. • Mantém o meio úmido e acelera granulação. • Posologia - Promover limpeza com soro em jato; -Pingar sobre o leito da lesão, cobrir com gaze umedecida com soro; - Cobrir com gaze seca estéril (curativo secundário); - Troca diária a cada 24 horas ou conforme avaliação; - Fixar adequadamente. • Indicação: Úlcera de pressão, isquemica, diabética, deiscência cirúrgica e outros tipos de lesão de pele, com ou sem infecção. • Não utilizar quando excesso de exsudato e quando tiver tecidos necróticos. Colagenase • Preparação proteolítica enzimática � limpeza das áreas lesadas dissolvendo necrose, crosta e esfacelo. • Promover a limpeza da ferida com soro, aplicar uma camada fina do produto sobre a gaze e umedecer com soro e aplicar sobre a lesão → quebra enzimática em meio úmido • Para ter melhor efeito fazer a escarotomia (realizar pequena abertura na crosta); • A cada troca do curativo remover o tecido de necrose;• Troca do curativo a cada 24 horas. • A colagenase degrada os fatores de crescimento e os receptores de membrana celular importante no processo cicatricial; • Não deve ser usado por mais de duas semanas Hidrocolóide • O hidrocolóide em placa é um curativo sintético, que contém partículas hidrofílicas que formam uma placa elástica autoadesiva. A sua face externa contém uma película de poliuretano semipermeável não aderente → barreira protetora contra bactérias e outros contaminantes externos. • Estimula a granulação e a angiogênese → hipóxia no leito da ferida; • Mantém o meio úmido e temperatura em torno de 37ºc facilitando o crescimento celular e a regeneração tissular, • Promove o desbridamento autolítico e alivia a dor mantendo protegidas e aquecidas as terminações nervosas. • Podem ser utilizadas em úlceras de pressão, traumáticas, queimaduras, cirúrgicas, áreas doadoras de enxertos de pele, úlceras venosas e em áreas necróticas ressecadas (escaras) • Aplicar diretamente sobre a lesão, deixando uma margem de 1 a 2 cm para perfeita aderência a pele integra → Pode ser cortada, • Troca a cada sete dias ou quando o ocorre extravasamento do gel. • Não precisa de cobertura secundaria. Sulfadiazina de prata • São íons que causa precipitação de proteínas e age diretamente na membrana citoplasmática da célula bacteriana. • Indicação: Prevenção de colonização. • Após limpeza da ferida... Espalhar uma fina camada (5 mm) de creme Sobre as gazes, aplicando por toda a extensão da lesão; Cobrir com gaze seca (curativo secundário) Troca a cada 24 horas ou conforme avaliação. • Observação: não utilizar este produto em feridas infectadas, pode desenvolver resistência bacteriana Gel de própolis • É um extrato de própolis que contém vários componentes químicos como: flavonóides, taninos, vitamina A. • Age como antiflamatório, cicatrizante e antibacteriano. • Indicação: Feridas infectadas, deiscência. • Aplicar uma camada fina sobre a gaze, colocar sobre a ferida; • Cobrir com gaze seca e fixar adequadamente • Troca cada 12 horas ou conforme avaliação Gel de papaína • Desbridante químico: ação bacteriostática, bactericida e antiiflamatória, aumenta a força tênsil da cicatriz e desbridamento seletivo. • Indicação: feridas com tecidos de necrose ou infectados que necessita de desbridamento • Aplicar com uma espátula o gel de papaína por toda a lesão cobrir com gaze umedecida de soro; • Cobrir com cobertura secundária; • Troca é indicada de 12 ou 24 horas. • Observação Para obter melhor efeito fazer escarotomia (aberturas na crosta). A cada troca remover o tecido necrótico Tecido de necrosee: papaína 8% para remover a necrose Granulação: papaína a 4% aumentar força tênsil da cicatriz. Bota de unna • Bandagem elástica impreguinada com oxido de zinco e glicerina. Indicado em Úlcera venosa e edema linfático. • Contra indicação: Úlcera mista (venosa e arterial). • Após ferida limpa e hidratada; • Comece aplicar a bandagem pela base do pé. • Mantenha o pé e o calcâneo em ângulo reto. • Sobreponha as camadas de modo que não fique enrugada – 50/50% • Aplique a bandagem ao longo da perna até o joelho → mantendo pressão uniforme para compressão; • A troca deverá ser feita a cada sete dias caso seja verificados sinais de desconforto. Alginato de cálcio • Curativo estéril de alta absorção, derivado de algas marinhas marrom, composto por ácidos graxos, e íons de cálcio e íons de sódio. • Promove a hemostasia; absorve o exsudato, forma um gel que mantém a umidade, promove a granulação, auxilia no desbridamento autolítico. • Indicado em Feridas com ou sem infecção, com exsudação moderada a intensa. Não usar em tecidos necróticos, pouco exsudato ou exposição de tendões e ossos. • Secar as bordas da ferida; mensurar o tamanho da ferida, recorta o curativo de alginato com tesoura estéril; • Em ferida cavitária utilizar a forma em fita preenchendo o espaço parcialmente; • Cobrir com gazes: curativo secundário deve ser trocado diariamente. • Troca do curativo 48 ou 72 h depende a quantidade do exsudato. Espuma de prata • Curativo estéril, não adesivo, recortável: espuma de poliuretano, impregnada com íons de prata com moderada capacidade de absorção. • Proporciona o meio úmido, favorece a cicatrização e reduz a infecção, pelo depósito de íons de prata. • Indicada em Feridas com moderado a intensa exsudação, com infecção. • Mensurar o tamanho da ferida e recortar o curativo e aplicar diretamente sobre o leito da ferida com o lado liso e sem impressão para baixo; • Ultrapasse a borda da ferida - 2 cm; • Troca quando houver extravasamento do exsudato – em média 7 dias; • Aplicar curativo secundário que deve ser trocado diariamente. Curativo de carvão ativado • Curativo de carvão ativado, impregnado com prata, envolto por tecido de nylon, selado em toda sua extensão e que não deixa resíduos no leito da ferida. • Tem ação bactericida, e favorece desbridamento autolítico, mantém o meio úmido e temperatura adequada para a cicatrização, elimina os odores desagradáveis. • Indicação: Feridas com moderada a intensa exsudação, com ou sem infecção, com ou sem tecido de necrose, feridas cavitárias e feridas fétidas. • Contra-indicação - casos de sangramento, exposição óssea ou têndinosa, e queimaduras. • Irrigar o leito da ferida, secar a borda; • Aplicar curativo sobre a lesão em qualquer uma das faces; • Feridas cavitárias unir as quatro pontas formando trouxa e introduzir na ferida mantendo as pontas para for da superfície; • Troca a cada 7 dias ou quando saturação da cobertura. • Observação O curativo de carvão ativado não pode ser cortado: liberação da prata no leito da Ferida ocasiona queimaduras.