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<p>Queimaduras</p><p>-são lesões cutâneas provocadas por extremo calor ou frio nos tecidos, ou por outros tipos de agentes como eletricidade,</p><p>radiaões ionizantes (ex. radiação ultravioleta - sol) e substâncias químicas;</p><p>-Têm como principal característica local a dificuldade de irrigação sanguínea provocada pelo agente traumático , que, além</p><p>de provocar a destruição da área de contato (por desnaturação de proteínas celulares e coagulação dos vasos</p><p>sanguíneos), altera drasticamente a vascularização da região em torno da lesão (zona de transição) pela formação de</p><p>sedimento vascular com fluxo sanguíneo reduzido, advindo dano tecidual progressivo. Esta dificuldade vascular faz que a</p><p>área lesada no momento do trauma estenda-se, especialmente em queimaduras profundas, pelo menos nas 24 a 48 horas</p><p>seguintes. A destruição adicional pode ser ainda aumentada se não houver controle efetivo da infecção, que se instala a</p><p>partir dos contaminantes superficiais e devido ao comprometimento na chegada de células de defesa.</p><p>-de acordo com a etiologia pode ser classificada em</p><p>1. queimaduras térmicas - produzidas por contato direto ou indireto com uma fonte de calor ou frio; ocorrem</p><p>quando se aplica energia térmica em velocidade mais rápida do que o tecido consegue absorver e dissipar;</p><p>temperatura inferior a 42° não promove alterações protéicas nas células, já a partir de 50°C os processos de</p><p>desnaturação da proteína celular se iniciam;</p><p>temperaturas superiores a 60°C ocorre coagulação com posterior morte celular, variando conforme o tempo de</p><p>exposição;</p><p>ex. Fogo, colchão térmico, secadores de cabelo, água fervente, vapor, óleo de cozinha aquecido, sistemas de</p><p>exaustão, canos quentes, ferros de marcação;</p><p>Uma zona de transição separa completamente o tecido desvitalizado do tecido íntegro;</p><p>área em contato direto com o calor coagula; proteínas celulares desnaturam e vasos sanguíneos coagulam;</p><p>zona de transição - caracteriza-se por fluxo sanguíneo reduzido, formação de sedimento intravascular e dano</p><p>tecidual potencialmente reversível; Pode ocorrer isquemia dérmica progressiva nesta área, por causa da</p><p>liberação de substâncias vasoativas (tromboxano A2, histamina, leucotrienos, prostaglandinas e radicais livres de</p><p>oxigênio, p. ex.), edema tecidual, dessecação e invasão bacteriana; essa zona é cercada por uma área de</p><p>hiperemia onde ocorre dano mínimo e a cicatrização é completa;</p><p>Pode ser difícil determinar a profundidade da queimadura e a área de envolvimento porque a profundidade da</p><p>lesão não é uniforme e a superfície da pele geralmente está endurecida e coberta por coágulo seco. A escara é o</p><p>resíduo dos elementos cutâneos que foram coagulados pelo calor e compõe-se quase que totalmente de fibras</p><p>colágenas desnaturadas e rijas. A casca contém células mortas e fina camada de fibrina instável; diferentemente</p><p>da escara, não é uma cobertura protetora forte;</p><p>2. queimaduras elétricas - ocorre quando uma corrente elétrica atravessa o corpo na sequência de um contato</p><p>unipolar, bipolar ou arco elétrico (passagem significativa de corrente elétrica por um material normalmente não</p><p>condutivo, como o ar, movimentando-se a altas velocidades); toda corrente que entra sai e esse caminho causa</p><p>lesões nos tecidos; corrente elétrica é transformada em calor ao contato com o corpo;</p><p>mastigação de fios elétricos é a causa mais comum desse tipo de lesão em cães e gatos;</p><p>diferem-se das outras etiologias de lesão térmica, pela tendência de acometer uma superfície corporal</p><p>relativamente pequena, mas causar invariavelmente lesões em estruturas profundas; Estas lesões ocorrem no</p><p>percurso da corrente entre os pontos de entrada e de saída;</p><p>voltagem e a amperagem são os fatores mais importantes que determinam a extensão e a profundidade da lesão</p><p>tecidual; Quando uma corrente elétrica passa através da resistência elétrica, é liberada energia calorífica,</p><p>denominado efeito Joule. Também há resistência nos tecidos variando conforme cada tipo estrutural (nervos,</p><p>sangue, vasos, músculo, pele, tendões, tecido adiposo e ossos). resistência ao fluxo de corrente elétrica é maior</p><p>em ossos e menor em nervos (da resistência maior para a menor, a ordem é: ossos, gordura, tendões, pele,</p><p>músculos, sangue e nervos);</p><p>O osso, por exemplo, possui a maior resistência, gerando dessa forma, mais calor quando comparado aos outros</p><p>tecidos citados;</p><p>não é incomum o desenvolvimento de fístula oronasal;</p><p>Quando o proprietário informa que o acidente foi recente, o animal deve ser observado quanto ao risco de edema</p><p>pulmonar; descargas de grande voltagem podem levar a óbito imediato por paralisia respiratória ou fibrilação</p><p>ventricular.</p><p>Queimaduras de baixa voltagem carbonizam tecidos na localização inicial, o que diminui a condutividade e limita</p><p>o fluxo adicional de corrente, minimizando a lesão adicional; O ponto inicial de contato com correntes de alta</p><p>voltagem (> 1.000 V) diminui insignificantemente a condutividade; desta forma, a lesão é extensa. A necrose</p><p>tecidual ocorre a partir de trombose vascular e liberação de substâncias vasoativas; dano tecidual pode ser</p><p>maciço por causa da profunda extensão do calor gerado; Pode resultar em morte imediata por paralisia</p><p>respiratória ou fibrilação ventricular, e a tetania pode resultar em fraturas espinhais;</p><p>Geralmente os animais são encontrados colapsados em estado tônico, com um fio elétrico na boca. O corpo</p><p>enrijece pela contração de músculos estriados enquanto recebe a corrente elétrica. Também pode ocorrer</p><p>atividade tônico-clônica generalizada, com vômitos e defecação. Se o animal sobreviver, o estado tônico</p><p>resolver-se-á quando se remover o fio da boca, embora possa permanecer fraco e atáxico durante um breve</p><p>período; queimaduras ocorrem, principalmente, nos lábios, nas gengivas, no palato ou na língua. Inicialmente,</p><p>essas áreas podem parecer carbonizadas, cinza-pálidas ou castanhas;</p><p>edema desenvolve-se após um a dois dias; extensão da lesão pode não estar aparente durante duas a três</p><p>semanas. Frequentemente ocorre edema pulmonar logo após eletrocussão, causando dispneia e estertores</p><p>úmidos;</p><p>3. queimaduras químicas - produzem-se por contato do corpo do animal/organismo com determinadas substâncias</p><p>químicas (ácidos ou álcalis) que podem ingeridas, entrar em contato com pele ou olhos dos animais;</p><p>causam lesões por mecanismo de corrosão, podendo ser decorrentes de ácidos ( pH < 3 devido à necrose por</p><p>coagulação – trombose de vasos superficiais da mucosa) ou por álcalis ( pH > 11 devido à necrose por liquefação</p><p>– dissolução de proteínas, destruição do colágeno, saponificação de gorduras e trombose transmural).</p><p>queimaduras por álcalis > as queimaduras por álcalis são enganosas. Em um primeiro momento, elas</p><p>aparentam ser leves, mas posteriormente progridem por extensão direta. álcalis produzem dano tecidual</p><p>resultante da necrose de liquefação (produzem lesões úmidas); Assim, a lesão por álcalis é mais</p><p>e diferenciação das</p><p>células epiteliais. A epitelização começa quase imediatamente (24–48 horas) nos ferimentos suturados com uma</p><p>boa aposição margem a margem, porque não há defeito para o tecido de granulação preencher; epitelização</p><p>começa nos ferimentos abertos quando um bom leito de granulação foi formado (normalmente 4–5 dias). Nos</p><p>ferimentos cutâneos de espessura parcial, a migração da epiderme sobre a superfície do ferimento começa</p><p>quase imediatamente a partir das duas margens do ferimento e dos apêndices epidérmicos, como folículos</p><p>capilares e glândulas sudoríparas. As células epidérmicas na margem do ferimento passam por uma alteração</p><p>fenotípica que inclui a retração nos monofilamentos intracelulares, a formação de filamentos de actina</p><p>citoplasmática periférica e a dissolução temporária dos desmossomos e hemidesmossomos, que liberam</p><p>queratinócitos para migrarem embaixo das escaras na junção entre qualquer tecido necrótico remanescente e a</p><p>matriz extracelular do tecido conjuntivo viável. calônio, uma glicoproteína solúvel em água encontrada na</p><p>epiderme, inibe a mitose epitelial no tecido normal, mas é reduzido nos ferimentos, permitindo que as células</p><p>epiteliais ao longo das margens do ferimento se dividam e migrem através do tecido de granulação. Outros</p><p>fatores de crescimento secretados pelas plaquetas, macrófagos e fibroblastos também podem estar envolvidos. O</p><p>aumento na atividade mitótica da célula basal ocorre dentro de 24–48 horas após o ferimento. A migração</p><p>epitelial é aleatória, porém orientada pelas fibras de colágeno. As células epiteliais que estão migrando</p><p>aumentam, achatam e mobilizam, perdendo suas inserções na membrana fundamental e outras células epiteliais.</p><p>As células continuam deslizando para frente, até que a superfície do ferimento esteja coberta. As células que</p><p>estão migrando se movem embaixo das crostas e produzem a colagenase, que dissolve a base da crosta para</p><p>que possa se soltar. O contato em todos os lados com outras células epiteliais inibe a migração adicional da</p><p>célula (inibição do contato). Inicialmente, o novo epitélio tem a espessura de apenas uma camada de células e é</p><p>frágil, mas engrossa gradualmente à medida que camadas adicionais de células se formam. Depois que uma</p><p>membrana fundamental foi estabelecida, as células epiteliais tornam-se rechonchudas, desenvolvem mitose e</p><p>proliferam, restaurando a arquitetura normal, estratificada e escamosa do epitélio. Alguns folículos capilares e</p><p>glândulas sudoríparas podem se regenerar, dependendo da profundidade do dano cutâneo. A migração epitelial</p><p>também ocorre ao longo dos tratos da sutura, podendo levar a uma reação de corpo estranho, abscesso estéril,</p><p>cicatrização ou todos esses. Epitelização dos tratos da sutura pode ser minimizada pela remoção precoce das</p><p>suturas. O novo epitélio normalmente é visível 4–5 dias depois da lesão. A epitelização ocorre mais rapidamente</p><p>no ambiente úmido que no seco. Ela não ocorre sobre o tecido inviável. A migração epitelial é dependente de</p><p>energia e relacionada à tensão do oxigênio. A anoxia impede a migração epitelial e a mitose,; bandagens</p><p>úmidas-secas fazem o desbridamento do epitélio recém- -formado, atrasando a reepitelização. A contração do</p><p>ferimento reduz o tamanho dos ferimentos subsequentes aos fibroblastos, reorganizando o colágeno no tecido de</p><p>granulação e a contração dos miofibroblastos na borda do ferimento. A contração ocorre simultaneamente à</p><p>granulação e epitelização, mas é independente desta última. A contração do ferimento envolve uma interação</p><p>complexa entre células, a matriz extracelular e as citosinas. Uma invasão fibroblástica significativa do ferimento é</p><p>necessária para que a contração comece. As bordas cutâneas centrípetas e de espessura total são puxadas para</p><p>dentro pela contração, e os ferimentos tornam-se notavelmente menores 5–9 dias depois da lesão. A pele</p><p>circunjacente se estica (crescimento intussusceptivo) durante a contração do ferimento e este assume uma</p><p>aparência estrelada. A contração para assim que as bordas do ferimento se encontram, quando a tensão é</p><p>excessiva ou os miofibroblastos são inadequados. A contração do ferimento é limitada se a pele ao redor dos</p><p>ferimentos for fixa, inelástica ou sob tensão, e é inibida se o desenvolvimento ou a função do miofibroblasto for</p><p>comprometido. A contração também pode ser comprometida por esteroides anti-inflamatórios, fármacos</p><p>antimicrotubulares e a aplicação local de relaxantes dos músculos lisos. Se a contração do ferimento parar antes</p><p>que o tecido de granulação seja coberto, a epitelização pode continuar e cobrir o ferimento.</p><p>★ Fase de maturação - força do ferimento aumenta até o seu nível máximo por causa das alterações na cicatriz</p><p>durante a fase da maturação da cicatrização. A maturação do ferimento começa assim que o colágeno foi</p><p>depositado adequadamente nos ferimentos (17–20 dias depois da lesão) e pode continuar por anos. A</p><p>celularidade do tecido de granulação é reduzida à medida que as células morrem. Também existe uma redução</p><p>no conteúdo de colágeno da matriz extracelular. As fibras de colágeno remodelam com a alteração de sua</p><p>orientação e um aumento da ligação cruzada, que melhora a força do ferimento. As fibras se orientam ao longo</p><p>das linhas de tensão. As fibras funcionalmente orientadas tornam-se mais grossas. O colágeno de tipo III diminui</p><p>gradualmente e o de tipo I aumenta. As fibras de colágeno que não são funcionalmente orientadas são</p><p>degradadas pelas enzimas proteolíticas (metaloproteinases da matriz) secretadas pelos macrófagos, células</p><p>epiteliais e endoteliais e fibroblastos dentro da matriz extracelular. O ganho mais rápido na força do ferimento</p><p>ocorre entre 7–14 dias depois da lesão, à medida que o colágeno se acumula rapidamente no ferimento. Os</p><p>ferimentos ganham apenas cerca de 20% de sua força final nas primeiras três semanas após a lesão. Em</p><p>seguida, ocorre um aumento mais lento na força do ferimento, porém a força normal do tecido nunca é</p><p>reconquistada nos ferimentos; apenas 80% da força original podem ser recuperados. À medida que o número de</p><p>capilares no tecido fibroso diminui, a cicatriz torna-se mais clara. As cicatrizes também se tornam menos</p><p>celulares, achatam e amolecem durante a maturação. A síntese e a lise de colágeno ocorrem no mesmo ritmo</p><p>nas cicatrizes em maturação.</p><p>-Classificação das feridas quanto ao</p><p>direcionamento clínico da cicatrização de feridas (tipo de cicatrização) dividido em:</p><p>1. primeira intenção – aproximação das margens com suturas, envolvendo mínima formação de granulação;</p><p>2. segunda intenção – as margens da ferida não são aproximadas, ocorrendo formação de tecido de granulação,</p><p>contração e epitelização ; fornece um ambiente favorável para que a ferida cicatrize sozinha; Envolve algum grau</p><p>de perda tecidual, contaminação ou infecção; Mai s de 6 horas e as bordas não são pos sivei s de aproximação;</p><p>Proces so de reparação dificil; Tempo maior para cicatrizar;</p><p>aberta ou fechada (bangadens, etc);</p><p>3. terceira intenção ou fechamento secundário – a ferida é fechada após a instalação e algum progresso da</p><p>granulação, por meio de técnicas reconstrutivas; primeiro trata a ferida e depois sutura; após 3-5 dias;</p><p>tipo de ferida:</p><p>1. Incisões e lacerações - Cortes consequentes de objetos cortantes que se deslocam num plano paralelo à</p><p>superfície cutânea;</p><p>Incisão: quando o corte resultante se apresenta de forma regular em toda a sua extensão;</p><p>Laceração: cortes de conformação e profundidade irregulares;</p><p>Derivam de procedimentos cirúrgicos (Bisturi) ou de circunstâncias traumáticas (faca, vidro, lata).</p><p>Geralmente apresenta margens limpas e sem lesão dos tecidos circundantes;</p><p>menos propensa a infeções, hemorragias com efeitos de irrigação e limpeza;</p><p>encerramento primário da lesão no manejo inicial da ferida;</p><p>Profundidade bastante variável - pode acarretar na secção de músculos, tendões e nervos;</p><p>2. FERIDAS PUNCTIFORMES - Resultam do movimento de objetos pontiagudos num plano perpendicular à pele -</p><p>pequeno défice ou orifício;</p><p>Dois tipos: Feridas perfurantes : o objeto transpassa os tecidos, promovendo um ponto de entrada e outro de</p><p>saída;</p><p>Feridas penetrantes : o objeto penetra os tecidos sem emergir além destes; Agulhas, facas, vidros, paus, etc -</p><p>corpos estranhos;</p><p>Mordeduras - causa mais frequente - dentes: objeto perfurante.</p><p>3. abrasões - Têm origem no movimento paralelo da pele em superfícies rugosas sob forças de fricção - feridas</p><p>cutâneas superficiais; Animais envolvidos em acidentes rodoviários; Almofadinhas plantares após exercício</p><p>prolongado; Contato com superfícies abrasivas; Elevado grau de contaminação - presença de microrganismos e</p><p>detritos provenientes da superfície de contato + tecido desvitalizado;</p><p>4. AVULSÕES E DESLUVAMENTOS - Apresentam uma aparência semelhante e o mesmo tipo de complicações -</p><p>base etiológica distinta;</p><p>Avulsão: separação violenta dos tecidos dos seus ligamentos - tecido muscular; Podem ser completas ou</p><p>parciais; Normalmente são decorrentes de agressões entre cães;</p><p>Desluvamento:</p><p>-Mecânico: pele é arrancada das junções subdérmicas e ocasiona a exposição de tecidos profundos;</p><p>-Fisiológico: decorre de lesões ao nível da vascularização cutânea e consequente necrose e perda de tecido</p><p>cutâneo</p><p>5. ferida por pressão - Desenvolvem-se tipicamente em pacientes em decúbito ou em cães de raça gigante nas</p><p>zonas de saliência óssea; Podem representar feridas abertas ou fechadas; Úlceras de decúbito e higromas;</p><p>Naturalmente propensas a infecções</p><p>6. FERIDAS POR MATERIAL DE PENSO E DE IMOBILIZAÇÃO - Consequentes de cuidados veterinários; Técnicas</p><p>inadequadas de aplicação de pensos e imobilização – compressão excessiva propícia a lesões isquêmicas;</p><p>Proteção inadequada de zonas vulneráveis; Permanência de pensos molhados ou contaminados; Exercício</p><p>excessivo favorável ao deslizamento do penso sobre os tecidos. Áreas mais afetadas - dígitos e a região do</p><p>olecrânio;</p><p>FERIDAS ABERTAS E FECHADAS:</p><p>1. Feridas abertas representam uma descontinuidade ao nível da pele ou das mucosas: lacerações; avulsões;</p><p>queimaduras; úlceras de decúbito; incisões cirúrgicas</p><p>2. Feridas fechadas a camada superficial permanece intacta, o que resulta na proteção da ferida contra qualquer</p><p>risco de contaminação: Lesões por esmagamento; Contusões; hematomas; Higromas.</p><p>Grau de contaminação:</p><p>1. Limpas - feridas cirúrgicas realizadas sob condições de assepsia que não envolvam os tratos respiratório,</p><p>digestivo ou urogenital .</p><p>2. Limpas-contaminadas - ligeiro comprometimento das condições de assepsia cirúrgica;</p><p>3. Contaminadas - feridas traumáticas abertas, feridas cirúrgicas com elevado comprometimento das condições de</p><p>assepsia, e incisões em zonas inflamadas/contaminadas;</p><p>4. Sujas/infetadas - feridas traumáticas não recentes, feridas que ostentem infecção clínica, vísceras perfuradas.</p><p>TEMPO DE CONTAMINAÇÃO:</p><p>1. Classe I : Feridas de 0 a 6 horas; Possuem minima contaminação bacteriana;</p><p>2. Classe II - Feridas de 6 a 12 horas; Possuem contaminação bacteriana considerada;</p><p>3. Classe III - Feridas com 12 horas; Intensa contaminação bacteriana;</p><p>FERIDAS DE ESPESSURA TOTAL, ESPESSURA PARCIAL E SUPERFICIAIS</p><p>1. Feridas de espessura total - perda completa da epiderme e derme;</p><p>2. Feridas de espessura parcial - uma porção variável da derme mantém-se intacta; Abrasões, queimaduras de 1º</p><p>grau, queimaduras de 2º grau e queimaduras químicas;</p><p>3. Feridas superficiais - somente lesão da epiderme sem prejuízo da camada germinativa</p><p>FERIDAS AGUDAS E CRÔNICAS: De acordo com o tempo de evolução da ferida; Fatores influentes:</p><p>-Infecção;</p><p>-Má-nutrição;</p><p>-Radiação;</p><p>-Influência de corticosteróides exógenos;</p><p>-Doenças metabólicas.</p><p>-Etiologia</p><p>1. FATORES INTRÍNSECOS - Infecções; Úlceras crônicas; Alterações vasculares. Defeitos metabólicos ;</p><p>Neoplasias;</p><p>2. FATORES EXTRÍNSECOS - Procedimentos cirúrgicos. Lesões acidentais: Auto traumatismo; Queimaduras;</p><p>Erosões químicas ; Acidentes ofídicos e etc</p><p>-características do Ferimento que afetam a cicatrização ></p><p>1. superfícies intactas como periósteo, fáscias, tendões e bainha nervosa , não suportam tecido de granulação</p><p>(cicatrizam lentamente quando expostas);</p><p>2. corpo estranho nos ferimentos (p. ex., poeira, detritos, suturas e implantes cirúrgicos) pode causar reações</p><p>inflamatórias intensas, que interferem na cicatrização normal; liberação das enzimas desenvolvidas para degradar</p><p>os corpos estranhos destrói a matriz do ferimento, prolonga a inflamação e atrasa a fase fibroblástica do reparo</p><p>do tecido; sujeira pode conter infecção, potencializando os fatores que inibem os antibióticos, leucócitos e</p><p>anticorpos.</p><p>3. exposição do ferimento aos antissépticos atrasa a cicatrização e pode predispor a uma infecção;</p><p>4. calor (30 C) permite que o ferimento cicatrize mais rapidamente e com maior força tensiva do que se estivesse</p><p>em temperatura ambiente. ferimento úmido promove o recrutamento de defesas e células vitais do hospedeiro,</p><p>encorajando a cicatrização. bandagens ajudam a manter o ferimento quente e úmido .</p><p>No ambiente úmido, o desbridamento é acelerado e seletivo, a formação do tecido de granulação é promovida e a</p><p>epitelização é mais rápida. Permitir que o fluido permaneça em contato com os ferimentos promove o</p><p>desbridamento autolítico pelas enzimas endógenas que decompõem o tecido necrótico, mas não o saudável. O</p><p>desbridamento autolítico ocorre dentro de 72–96 horas sob uma bandagem oclusiva. A fagocitose dos glóbulos</p><p>brancos diminui a carga bacteriana e remove os detritos necróticos. Os glóbulos brancos migram mais</p><p>rapidamente em um ambiente úmido. fluido do ferimento também contém citocinas e fatores do crescimento que</p><p>estimulam o tecido de granulação, a angiogênese e a reepitelização Os fatores quimiotáticos no fluido do</p><p>ferimento atraem neutrófilos e macrófagos que secretam</p><p>enzimas adicionais, citocinas e fatores do crescimento.</p><p>limitam as infecções porque mais glóbulos brancos são encontrados no ferimento e existe uma fagocitose</p><p>aumentada e um pH inferior. As crostas não se formam na cicatrização do ferimento úmido; portanto, os glóbulos</p><p>brancos não são aprisionados na crosta e os medicamentos tópicos penetram melhor no ferimento. Se o animal</p><p>estiver recebendo antibióticos sistêmicos, os fluidos do ferimento podem conter antibióticos, que ajudam a impedir</p><p>ou controlar a infecção. A tensão baixa do oxigênio sob uma bandagem oclusiva estimula a atividade dos</p><p>macrófagos, a proliferação de fibroblastos e o crescimento de capilares. O ritmo de epitelização é duas vezes</p><p>mais rápido para os ferimentos que são mantidos úmidos com curativos oclusivos, do que para os expostos ao ar.</p><p>As células epiteliais se deslocam mais rapidamente e por uma distância mais curta para a epitelização ocorrer</p><p>nos ambientes úmidos; nos ferimentos expostos ao ar, as células epidérmicas em imigração devem migrar sob</p><p>uma crosta endurecida e desvitalizada para chegar ao seu destino. Bandagens hidrófilas, oclusivas ou</p><p>semioclusivas ajudam a manter o ferimento quente e úmido. O calor elevado melhora a atividade enzimática; é</p><p>menos dolorido e prurítico, os tecidos não desidratam e a formação de cicatriz é menor. As possíveis</p><p>desvantagens de uma cicatrização úmida do ferimento incluem a colonização (não infecção) bacteriana da</p><p>superfície do ferimento, foliculite e a maceração da borda do ferimento;</p><p>5. incisões criadas com instrumentos cirúrgicos afiados cicatrizam mais rápido e com menos necrose na margem do</p><p>ferimento do que aquelas feitas com tesoura, eletrobisturi ou laser.</p><p>6. infecção do ferimento interfere na fase de reparo da cicatrização; tecidos contaminados tornam-se infeccionados</p><p>se as bactérias invasivas se multiplicarem para até 105 unidades formadoras de colônia (CFU) por grama de</p><p>tecido. desenvolvimento da infecção do ferimento depende do grau de trauma do tecido, da quantidade de</p><p>material estranho presente, da demora entre a lesão e o tratamento e da eficácia das defesas do hospedeiro;</p><p>toxinas bacterianas e os infiltrados inflamatórios associados causam a necrose celular e a trombose vascular.</p><p>exsudato do ferimento pode separar as camadas do tecido e atrasar ainda mais a cicatrização. inflamação</p><p>causada pela infecção compromete ainda mais a vasculatura, causando uma necrose adicional.</p><p>7. cicatrização depende do suprimento de sangue, que transporta oxigênio e substratos metabólicos para as células.</p><p>comprometimento do suprimento de sangue por trauma, abordagens apertadas ou movimento do ferimento torna</p><p>a cicatrização mais lenta. macrófagos resistem à hipoxia, mas a epitelização e a síntese da proteína fibroblástica</p><p>são dependentes do oxigênio; síntese de colágeno requer uma pressão parcial do oxigênio (pO2) de 20mmHg.</p><p>8. acúmulo do fluido no espaço morto atrasa a cicatrização porque o ambiente do fluido hipóxico de um seroma</p><p>inibe a migração de células reparadoras para os ferimentos. fluido impede mecanicamente a adesão de retalhos</p><p>ou enxerto no leito do ferimento.</p><p>9. recrutamento, a proliferação e a função celular na cicatrização do ferimento são controlados pelos fatores do</p><p>crescimento ; proteínas sintetizadas e liberadas pelas células envolvidas na cicatrização do ferimento. numerosos</p><p>fatores do crescimento, incluindo os derivados das plaquetas, o epidérmico, o dos fibroblastos e o de</p><p>transformação de tipo; fatores do crescimento derivados das plaquetas são encontrados nos grânulos, enquanto</p><p>os macrófagos devem ser estimulados para sintetizar e liberar os fatores do crescimento. As fibronectinas são</p><p>glicoproteínas críticas para a cicatrização do ferimento. Elas estimulam a adesão e a migração celular e são</p><p>encontradas na forma solúvel no plasma e na forma insolúvel na matriz do tecido conjuntivo. Macrófagos,</p><p>endotélio, fibroblastos e epitélio sintetizam e liberam a fibronectina. No coágulo, a fibronectina provavelmente</p><p>ajuda na migração inicial dos elementos celulares (macrófagos e epitélio) para os ferimentos. Ela liga os</p><p>componentes da parede celular bacteriana, colágeno, actina, trombospondina, heparan-sulfato, ácido hialurônico,</p><p>fibrina, receptores da superfície da célula e outras moléculas de fibronectina. Também pode ser importante para</p><p>fornecer uma matriz precoce de cicatrização do ferimento e para interligar os componentes celulares e da matriz</p><p>durante a cicatrização. A fibronectina nos ferimentos diminui à medida que a cicatrização se aproxima da</p><p>conclusão. Os proteoglicanos também são importantes em todas as fases da cicatrização. A matriz durante a</p><p>migração da célula contém concentrações elevadas de glicosaminoglicanos não sulfatados (i.e., hialuronato). À</p><p>medida que a maturação do ferimento progride, mais glicosaminoglicanos sulfatados (i.e., sulfato de condroitina e</p><p>heparan-sulfato) aparecem.</p><p>Fatores do Hospedeiro que afetam a cicatrização do Ferimento ></p><p>1. Animais mais velhos tendem a cicatrizar mais lentamente, provavelmente por causa de uma doença concomitante</p><p>ou debilitação.</p><p>2. Animais desnutridos e aqueles que apresentam concentração sérica de proteínas abaixo de 1,5–2g/dL podem ter</p><p>cicatrização atrasada e uma força reduzida do ferimento. doença hepática pode causar deficiências do fator de</p><p>coagulação.</p><p>3. hiperadrenocorticismo atrasa a cicatrização do ferimento por causa do excesso de circulação de glicocorticoides</p><p>circulantes . Os animais com diabetes melito apresentam cicatrização atrasada do ferimento e predisposição às</p><p>infecções.</p><p>4. A uremia ocorrendo dentro de cinco dias após a lesão compromete a cicatrização porque altera os sistemas de</p><p>enzimas, trajetos bioquímicos e metabolismo celular.</p><p>5. obesidade é associada a uma incidência mais alta de infecções pós-operatórias dos ferimentos nos seres</p><p>humanos. O risco de infecção pós-operatória do ferimento em cães e gatos também aumenta conforme a duração</p><p>da anestesia. Os ferimentos cutâneos têm uma cicatrização mais lenta nos cães que nos gatos. Os ferimentos</p><p>suturados em gatos têm apenas metade da força de ferimentos semelhantes em cães depois de 7 dias de</p><p>cicatrização. Os ferimentos em gatos que cicatrizam por segunda intenção, cicatrizam mais lentamente,</p><p>produzem menos tecido de granulação (que é mais perifericamente localizado) e cicatrizam mais pela contração</p><p>das bordas do ferimento que nos cães.</p><p>Fatores externos que afetam a cicatrização do Ferimento ></p><p>1. radioterapia e alguns fármacos atrasam a cicatrização do ferimento; corticosteroides deprimem todas as fases de</p><p>cicatrização e aumentam as chances de infecção; vitamina A e os esteroides anabólicos podem reverter os</p><p>efeitos dos corticosteroides na cicatrização do ferimento; fármacos anti-inflamatórios suprimem a inflamação,</p><p>mas causam pouco efeito na força do ferimento. aspirina pode atrasar a coagulação. Alguns quimioterapêuticos</p><p>(p.</p><p>ex., ciclofosfamida, metotrexato, doxorrubicina) inibem a cicatrização do ferimento; radioterapia - pode inibir</p><p>profundamente a cicatrização do ferimento, dependendo da dose e do tempo de exposição em relação ao tempo</p><p>da lesão; reduz a quantidade de vasos sanguíneos, afeta a maturação do colágeno e causa uma fibrose dérmica</p><p>elevada; fármacos quimioterapêuticos e a radioterapia devem ser evitados por duas semanas depois da cirurgia;</p><p>2. vitaminas A, E o aloe vera podem promover a cicatrização nos ferimentos irradiados.</p><p>ultrassonografia e a fototerapia (laser de baixa potência) encurtam a fase inflamatória da cicatrização e melhoram</p><p>a liberação de fatores que estimulam a fase proliferativa do reparo. uso de curativos de pressão subatmosférica</p><p>controlada ajuda a remover o fluido intersticial, que permite a descompressão do tecido, ajuda a remover detritos</p><p>e promove a cicatrização</p><p>● Tratamento geral</p><p>1. manejo inicial - primeiro estabilizar o paciente > avaliar paciente quanto patência de vias aéreas (se</p><p>necessário, fornecer oxigênio umidificado com soro fisiológico), descobrir a origem do traumatismo; Exame físico</p><p>completo; Rápida avaliação dos parâmetros vitais + preservação; Minimizar lesões e contaminações adicionais;</p><p>o ferimento deve ser avaliado e classificado como contaminado ou infeccionado, e como um ferimento de</p><p>abrasão, laceração, avulsão, punção, esmagamento ou queimadura. O “período de ouro” são as primeiras 6–8</p><p>horas entre a contaminação e do ferimento no momento da lesão</p><p>2. aplicar corticoide (dexametasona - no manejo inicial; para o tratamento contínuo da ferida tem que usar</p><p>AINE porque o AIE retarda a cicatrização, mas no primeiro atendimento dependendo do tipo de trauma é</p><p>indicado usar corticoide - ex. mordedura, atropelamento, etc), antibiótico (enrofloxacino, pentakel,</p><p>amoxicilina com clavulanato de potássio - agemoxi) e analgésico injetável (dipirona, tramadol ou</p><p>metadona); se necessário, atropina IV;</p><p>3. dependendo da extensão da ferida, se contaminada ou não e do tempo do ocorrido é necessário sedar o</p><p>animal para fazer limpeza, tricotomia, debridar e aproximar bordas</p><p>-Ferimentos com menos de 6–8 h com trauma e contaminação mínimos > lavagem (com clorexidina e/ou água</p><p>e sabão, água oxigenada e rifocina spray), tricotomia e fechamento primário (sutura) ou as vezes nem</p><p>precisa fechar com sutura, fecha por segunda intenção com uso de pomada cicatrizante e repelente e</p><p>antibiótico/antiinflamatório e analgésico via oral; quanto mais cedo o tratamento começar, melhor o</p><p>prognóstico.</p><p>-ferimentos severamente traumatizados ou contaminados, com mais de 6–8 horas ou infeccionados > pode ser</p><p>tratado aberto, para permitir o desbridamento e a redução do número de bactérias; sedar o animal,</p><p>passar clorexidina ou, se não tiver, usar detergente ou água e sabão mesmo e fazer tricotomia ampla,</p><p>depois limpar ( soro fisiológico estéril ou água da torneira; soro fisiológico isotônico estéril ou uma solução de</p><p>eletrólitos balanceada (solução de lactato de Ringer) são as soluções de lavagem preferíveis. A água da torneira</p><p>é eficiente e menos prejudicial que a água destilada ou estéril, embora cause um dano hipotônico ao tecido</p><p>(inchaço celular e mitocondrial); lavagem do ferimento reduz os números de bactérias mecanicamente, soltando e</p><p>enxaguando as bactérias e os detritos necróticos associados) e passar água oxigenada,</p><p>debridar bordas, borrifar rifocina spray na ferida e suturar a ferida com suturas espaçadas só para</p><p>aproximar e permitir uma cicatrização mais rápida e permitir a drenagem de secreções da ferida</p><p>infeccionada. Para a casa passar antibiótico/antiinflamatório e analgésico via oral se o animal permitir; se</p><p>ele não permitir pode ser feito injetável, aí pode-se usar convênia que dura 14 dias ou usar ATB todo dia</p><p>mesmo injetável, mas o analgésico e anti-inflamatório vai ter que vir todo dia na clínica pra ser aplicado</p><p>no animal (é ruim porque o animal vai ter que ser furado todo dia até terminar o tratamento); e pomada</p><p>cicatrizante (sulfadiazina de prata, unguento (melhor porque é uma pasta e adere mais/não derrete como</p><p>as pomadas a base de vaselina e que é gel - ex. vetaglós), alantol, etc) ou spray cicatrizante (regepil,</p><p>kuraderm, bactrovet, aerocid, etc)</p><p>OBS: não usar pomada à base de corticoide e nem corticoide oral porque retarda a cicatrização!</p><p>Esfregaços de povidona-iodo ou gluconato de clorexidina para a pele são usados para preparar a pele limpa. Os</p><p>detergentes nos esfregaços antissépticos causam irritação, toxicidade e dor no tecido exposto e podem</p><p>potencializar a infecção do tecido; álcool é muito prejudicial ao tecido exposto e deve ser usado apenas na pele</p><p>intacta. existem estudos que mostraram que o uso prolongado dos iodóforos retarda o processo de cicatrização.</p><p>água oxigenada retarda a cicatrização</p><p>-exemplos de estimuladores Tópicos da cicatrização de Ferimentos ></p><p>1. aloe Vera - gel extraído das folhas do aloe vera (babosa), que possui 75 componentes potencialmente ativos;</p><p>atividade antibacteriana contra o Pseudomonas aeruginosa, também inibe o crescimento de fungos,</p><p>propriedades antiprostaglandina e antitromboxano são benéficas para manter a patência vascular, ajudando</p><p>assim a impedir a isquemia dérmica; também podem estimular a replicação fibroblástica; tem a capacidade de</p><p>penetrar e anestesiar o tecido; acemannan, um componente do gel de aloe vera, promove a cicatrização do</p><p>tecido; alantoína, outro componente desse gel, estimula o reparo do tecido nos ferimentos supurantes e úlceras</p><p>resistentes, promovendo o crescimento epitelial. efeitos anti-inflamatórios. combate os efeitos inibidores da</p><p>sulfadiazina de prata quando os dois são combinados.</p><p>ex. fitofix gel</p><p>2. acemannan (CarraVet®, Veterinary Products Laboratories, Phoenix, Arizona, EUA; Carrasorb, Carrington</p><p>Laboratories, Irving, Texas, EUA) - disponível como um hidrogel tópico ou na forma de um gel seco por</p><p>congelamento; também indicado para controlar queimaduras superficiais e profundas de espessura parcial,</p><p>lacerações, úlceras dérmicas, abrasões e ferimentos que não cicatrizam; é uma manose acetilada ß-(1,4)</p><p>derivada da planto aloe vera, que fortalece as primeiras fases da cicatrização; estimula os macrófagos a liberar a</p><p>interleucina-1 e o fator alfa de necrose do tumor, que melhoram a proliferação dos fibroblastos, a</p><p>neovascularização, o crescimento epidérmico e a motilidade, e a deposição de colágeno para formar o tecido de</p><p>granulação; também pode ligar fatores de crescimento, prolongando seu efeito estimulante na formação do tecido</p><p>de granulação. A forma seca por congelamento melhora a cicatrização sobre o osso exposto e tem propriedades</p><p>hidrófilas, que ajudam a limpar o ferimento e reduzir o edema; momento mais eficiente para iniciar a aplicação</p><p>tópica é o início da fase inflamatória da cicatrização, com a aplicação diária sob uma bandagem, continuando até</p><p>a fase</p><p>de reparo.; efeitos mais fortes são observados nos primeiros sete dias de aplicação. excesso do tecido</p><p>de granulação pode ocorrer, principalmente na forma seca por congelamento, que inibe a contração do ferimento.</p><p>3. Vitamina A - tem extraordinária ação sobre o epitélio, auxiliando na manutenção e regeneração.</p><p>ex. vetaglós</p><p>4. alantoína e óxido de zinco - alantoína é o produto final da metabolização da purina, estando amplamente</p><p>disseminada em organismos animais e vegetais; cicatrizante que auxilia na regeneração tissular, estimulando o</p><p>tecido de granulação; efeito anti-irritante combate o prurido que, frequentemente, acompanha a formação de</p><p>cicatrizes, possui também ação hidratante e removedora de tecidos necrosados; Promove debridação química de</p><p>proteínas, que mantém o ferimento livre de secreções purulentas e tecidos mortos, estimulando a epitelização e</p><p>proliferação celular óxido de zinco possui poder adstringente, cicatrizante e secante; adstringentes precipitam a</p><p>proteína, promovendo a cicatrização e ressecando a pele, quando aplicados topicamente;</p><p>ex. alantol pasta</p><p>5. cloreto de lauril dimetil benzil amônio ou conhecido como cloreto de benzalcônio - sal de amônia</p><p>quaternário que tem propriedades antissépticas, fungicidas, bactericidas, espermicidas e cicatrizante; modifica a</p><p>permeabilidade da membrana celular dos microrganismos, o que permite a hidratação das células e a sua</p><p>implosão; pertence ao grupo de compostos de quaternário de amônia; amplo espectro de ação antimicrobiana</p><p>abrange bactérias, leveduras, fungos, algas e micro-organismos formadores de biofilme; gel glicerinado e</p><p>siliconado; utilizado em muitos produtos de limpeza doméstica, amaciantes de tecidos, produtos de higiene</p><p>pessoal e cosméticos, como xampus, condicionadores e loções, soluções oftálmicas, medicações que usam a via</p><p>nasal, conservante, antisséptico e desinfetante;</p><p>ex. pomada cicatrizante IBASA;</p><p>6. à base de antibióticos - vetaglós, furanil, sulfadiazina de prata (pomada - humana e spray - Kuraderm),</p><p>7. Óleo de girassol - Extraído da semente da flor; rico em ácidos graxos poli e monoinsaturados (cerca de 62% e</p><p>25% de sua composição, respectivamente) - dentre eles, destaca-se o ômega 9. Ele também é rico em vitamina</p><p>E, um poderoso antioxidante; grande potencial anti-inflamatório e antioxidante, colaborando com a saúde do</p><p>coração, da circulação, do cérebro e até mesmo da pele e cabelos, cicatrizante;</p><p>ex. óleo de girassol humano; Óleo de Girassol Ozonizado Pomada DrogaVET</p><p>8. própolis - promovem rápida cicatrização e regeneração dos tecidos; propriedades antibacteriana, antifúngica,</p><p>antiviral, antiinflamatória, hepatoprotetora, antioxidante, antitumoral, imunomodulatória, etc;</p><p>ex. fitofix gel</p><p>9. associação entre Tartarato de Ketanserina e Asiaticosídeo - cicatrizante tópico para cães e gatos que</p><p>estimula a cicatrização de feridas. O tartarato de ketanserina é um antagonista de receptores de serotonina que</p><p>inibe a vasoconstrição e a agregação plaquetária. Também amplia a ativação de macrófagos, o que proporciona</p><p>uma resposta inflamatória mais significativa na fase inicial do processo de cicatrização. O asiaticosideo, um</p><p>composto isolado da Centella asiática, age principalmente nos fibroblastos nas fases de proliferação e</p><p>remodelamento, estimulando a síntese de colágeno tipo I e equilibrando a maturação da rede de fibras de</p><p>colágeno; Asiaticosídeo é o nome dado ao extrato da planta Centella asiatica; efeitos antimicrobianos,</p><p>antioxidantes, anti-inflamatórios. Seu fator cicatrizante reside principalmente no estímulo à síntese de colágeno</p><p>por meio da liberação de fator de crescimento-β1. A liberação de colágeno tem papel na proliferação de vasos</p><p>sanguíneos, surgimento de tecido de granulação, hemostasia e reepitelização;</p><p>ex. regepil</p><p>10. Mel - benefícios incluem a promoção do desbridamento do ferimento, a redução do edema e inflamação, a</p><p>promoção da formação de tecido de granulação e da epitelização, e a melhora da nutrição do ferimento; possui</p><p>um amplo efeito antibacteriano através da produção enzimática do peróxido de hidrogênio a partir da glicose,</p><p>hipertonicidade, pH baixo, teor de inibina e outros componentes não identificados; mel aumenta o conteúdo de</p><p>colágeno, acelera a maturação de colágeno resultante da ligação cruzada e mantém condições ideais do pH para</p><p>a atividade dos fibroblastos; contém uma ampla variedade de aminoácidos, vitaminas e elementos residuais, além</p><p>de açúcares prontamente assimiláveis que estimulam o crescimento do tecido; deve ser usado no início da</p><p>cicatrização do ferimento e descontinuado assim que um leito de granulação saudável esteja presente. Também</p><p>pode ser usado para tratar queimaduras de espessura parcial; aplicado impregnando uma gaze estéril (30mL em</p><p>uma gaze de 10 × 10), que então é posicionada no ferimento e coberta com uma bandagem absorvente grossa. A</p><p>bandagem é trocada uma a três vezes por dia, dependendo da quantidade de exsudato.</p><p>11. açúcar - tem efeitos hipertônicos semelhantes aos do mel e também atrai macrófagos, acelera a descamação do</p><p>tecido desvitalizado, fornece uma fonte de energia celular e promove a formação de um leito de granulação</p><p>saudável; açúcar cristal granulado é aplicado em uma camada de 1cm de espessura e as bandagens</p><p>absorventes são colocadas para absorver o excesso de fluido do ferimento. A bandagem é trocada uma a três</p><p>vezes por dia, dependendo da quantidade de exsudato. Ou então, uma pasta feita com açúcar extrafino, açúcar</p><p>em pó, glicerina e peróxido de hidrogênio pode ser usada em vez do açúcar granulado.</p><p>12. Quitosana - polissacarídeo derivado do exoesqueleto de quitina dos crustáceos. Foi relatado que o ingrediente</p><p>ativo, glucosamina, aumenta a função das células inflamatórias, fatores de crescimento e fibroblastos, para</p><p>promover a formação do tecido de granulação e acelerar a cicatrização. As informações sobre o uso de quitosana</p><p>na medicina veterinária são atualmente escassas.</p><p>13. -esteroides tópicos podem inibir a epitelização, a contração do ferimento e a angiogênese; A produção do tecido</p><p>de granulação exuberante pode ser reduzida por uma ou duas aplicações de corticosteroides.</p><p>-agentes hidrófilos causam a difusão dos fluidos ao longo dos tecidos do ferimento até a superfície ou dentro da</p><p>bandagem. Isso dilui o coágulo e os resíduos persistentes na superfície do ferimento e permite uma absorção</p><p>mais fácil. Uma combinação dos ácidos orgânicos málico, benzoico e salicílico aprimora a absorção dos fluidos</p><p>pelo tecido desvitalizado para promover sua separação dos ferimentos. Os ácidos não danificam o tecido</p><p>saudável subjacente e o pH de 2,8 diminui o crescimento microbiano.</p><p>suscetível à</p><p>contaminação; álcalis são usados geralmente em detergentes, contendo substâncias químicas como hidróxido de</p><p>cálcio, soda cáustica, potassa cáustica, Hipoclorito de sódio/cálcio (água sanitária, Limpador de piscina),</p><p>hidróxido de sódio (soda cáustica; Produtos para limpar canos, remover pinturas, limpar banheiro), hidróxido de</p><p>potássio; Hidróxido de amônia (Produtos de limpeza, fertilizantes e tintas de cabelo); Hidróxido de cálcio</p><p>(Cimento, gesso e argamassa);</p><p>as lesões cáusticas provocadas por agentes químicos, em que há dano tecidual, nem sempre resultam na</p><p>produção de calor;</p><p>ex. produtos de limpeza - caracterizados como álcalis cáusticos, em virtude de possuírem um pH elevado e terem</p><p>em sua composição hipoclorito de sódio/hidróxido de sódio, tanto adicionado quanto residual, tornando-os uma</p><p>substância corrosiva à pele;</p><p>queimaduras por ácidos > Quando provocadas por ácidos são extremamente destrutivas e seus efeitos</p><p>tornam-se notáveis imediatamente após o contato; produzem dano tecidual resultante de necrose de coagulação,</p><p>provocando escara protetora que impede a sua penetração em camadas mais profundas (feridas mais secas).</p><p>porém essas lesões tanto dos ácidos quanto dos álcalis vão depender de fatores como tempo de exposição;</p><p>ex. Ácido acético (Alisadores de cabelo); Ácido clorídrico (Limpador de vaso sanitário, removedor de manchas de</p><p>ferrugem e limpador de piscina); Ácido hidrosulfúrico (Removedor de ferrugem e gravura de vidro); Ácido fosfórico</p><p>(Removedor de ferrugem e limpador de vaso sanitário); Ácido sulfúrico (Limpador de vaso sanitário);</p><p>queimaduras químicas estão ligadas, em grande percentual, ao uso indevido de substâncias para o tratamento</p><p>empírico de lesões cutâneas, como querosene, óleo lubrificante queimado, permanganato de potássio e outros. É</p><p>alto o risco de lesões secundárias em língua, orofaringe e esôfago devido a lambeduras, podendo complicar o</p><p>quadro do animal.</p><p>4. queimaduras radioativas - são produzidas por descargas positivas e negativas que fazem com que haja</p><p>alteração dos íons ao longo do organismo;</p><p>queimaduras por radiação ultravioleta (sol) não melhora se for pra água, pelo contrário, pode piorar, porque a luz</p><p>quando muda de um meio para outro sofre um desvio, então mesmo assim a pessoa/animal vai continuar sendo</p><p>queimado; e mesmo o animal debaixo da barraca/local sombreado ou não pegando sol diretamente ele pode se</p><p>queimar porque a luz sofre fenômeno de reflexão, ela bate em uma superfície (por exemplo a areia da</p><p>praia/piso/asfalto) e reflete atingindo o animal;</p><p>-classificação quanto À profundidade em graus (1-4): gravidade das queimaduras é diretamente proporcional à temperatura</p><p>e ao tempo de exposição do animal ao agente térmico;</p><p>A. primeiro grau > são queimaduras mais superficiais; afetam somente a epiderme; área afetada tende a ficar</p><p>dolorida, edemaciada, espessada, eritematosa e escamativa, exsudativa; ocorre descamação transitória da</p><p>epiderme em 10 dias;</p><p>Os pêlos permanecem ligados à pele; pápulas podem ser visíveis;</p><p>cicatrização ocorre rapidamente devido à reepitelização a partir do extrato germinativo ou de estruturas anexas à</p><p>derme.</p><p>cicatrização ocorre em 1-3 semanas com poucas sequelas;</p><p>Diferentemente dos seres humanos os cães não possuem um rico plexo vascular superficial, pois a pele canina</p><p>não atua como fonte de dissipação de calor. Dessa forma os canídeos apresentam menos eritema em casos de</p><p>lesões superficiais ; queimaduras de espessura parcial superficiais são úmidas, branqueiam com pressão e são</p><p>sensíveis a dor; Geralmente cicatrizam em três semanas, devido à epitelização a partir de porções mais</p><p>profundas dos apêndices cutâneos;</p><p>nesse grau o animal sente dor pois os nervos nociceptivos não foram lesionados, mas foram sensibilizados;</p><p>B. segundo grau > afeta a epiderme e a derme papilar (superficial); causa destruição da derme;</p><p>destruição da junção dermo-epidérmica provoca o desprendimento da epiderme e a formação de bolhas devido</p><p>exsudação de plasma, típica da queimadura de segundo grau; Há hiperemia intensa, edema, dor e</p><p>hipersensibilidade que indica estímulo e preservação das terminações nervosas presentes na derme;</p><p>camada intermediária da derme com perda da epiderme e exsudaçao de plasma (bolha - flictenas) (15 dias);</p><p>caracterizam-se por serem mais profundas e de espessura parcial, sendo comum em humanos e suínos a</p><p>presença de bolhas, pois como grande parte dos capilares presentes na derme não são lesados, há intensa</p><p>exsudação da ferida, levando à formação de bolhas que se rompem facilmente, o que dá à ferida um aspecto</p><p>úmido, vermelho e brilhante;</p><p>Nessas lesões ocorre edema subcutâneo e inflamação notável, além dos pelos tornarem-se facilmente</p><p>removíveis; Geralmente cicatrizam sem a colocação de enxertos, podendo levar meses até a recuperação</p><p>completa; Como consequência, podem deixar marcas extensas e evidentes; cicatrização ocorre por epitelização a</p><p>partir de anexos mais profundos e das margens da ferida (cresce das bordas para o centro e do profundo pro</p><p>superficial/dentro pra fora). Durante esse processo é fundamental a proteção da ferida contra traumatismos e</p><p>contaminação , tendo em vista que, a contaminação bacteriana eleva a gravidade da alteração e piora o</p><p>prognóstico;</p><p>ausência de sensibilidade superficial e persistência de sensibilidade profunda;</p><p>C. terceiro grau > Queimaduras de espessura total; formam uma crosta marrom-escura insensível e rija; Todas as</p><p>estruturas cutâneas são destruídas (epiderme e derme) e os pelos são destacados com facilidade; são menos</p><p>doloridas do que as de primeiro ou segundo grau porque as terminações nervosas são destruídas, porém o</p><p>animal deve fazer uso de analgésicos porque durante o tratamento se faz debridamento sensibilizando a região</p><p>profunda viável dos tecidos afetados; severo edema subcutâneo e escara coriácea castanho escura;</p><p>Trombose vascular superficial e permeabilidade vascular profunda causam edema subcutâneo e necrose; Como</p><p>a rede vascular da derme é destruída, não há circulação, portanto, não há exsudação. A característica é de uma</p><p>lesão seca, com aspecto de couro; pele desvitalizada forma uma escara dura e inelástica.</p><p>cicatrização ocorre por contração e reepitelização, a menos que a ferida seja reconstruída;</p><p>Alguma indicação da profundidade da lesão pode ser obtida levantando-se a crosta;</p><p>Crostas de queimaduras de primeiro e de segundo graus partem-se quando são levantadas e dobram-se</p><p>revelando a epiderme ou a derme subjacente; as de queimaduras de terceiro grau podem não se partir, ou a</p><p>quebra pode prolongar-se até o tecido subcutâneo;</p><p>importante a remoção precoce da crosta, pois uma crosta necrosada rapidamente se torna colonizada em sua</p><p>superfície profunda, servindo como foco de infecção;</p><p>pode ser grave e fatal dependendo da porcentagem de área corporal afetada;</p><p>prognóstico reservado;</p><p>interrompimento completo de suprimento</p><p>vascular que se expande até 24horas; não se estabelece circulação por</p><p>cerca de 3 semanas; grande volume de tecido morto é meio de cultura bacteriana; final da primeira semana -</p><p>crosta infiltrada por microrganismos que podem invadir tecidos não queimados e causa septicemia levando a</p><p>choque séptico;</p><p>D. quarto grau ou carbonização > se estendem além da derme; a alta temperatura gera redução parcial ou total</p><p>dos tecidos, provoca fraturas de ossos longos e de calota craniana, abertura da cavidade torácica e abdominal</p><p>com exposição visceral, destruindo as extremidades dos membros e as partes moles superficiais; Cursa ainda</p><p>com hematomas extra-dural e sub-dural; dano tecidual adicional, estendendo-se até músculos e ossos;</p><p>Normalmente requerem cicatrização por segunda intenção ou reconstrução;</p><p>Tratamento:</p><p>- objetivo: garantir maior velocidade de restauração tecidual, redução da dor e da infecção, restaurar aspecto estético</p><p>aceitável após a recuperação (isso não é importante pros animais);</p><p>-raramente é praticável o salvamento de um animal com queimaduras em mais de 30% de sua superfície corporal total</p><p>(SCT);</p><p>-em mais de 50% da SCT queimada deve ser considerada a possibilidade de eutanásia;</p><p>-queimaduras de 20 a 30% da SCT requerem reposição hídrica como tratamento inicial (ringer lactato 8-10ml/kg/h, jugular);</p><p>-Diferentes causas determinam diferentes graus de lesões e o tipo de conduta para cada caso depende da superfície</p><p>corpórea atingida, profundidade da lesão e local da queimadura;</p><p>- antes de iniciar o tratamento de queimaduras é importante verificar eventuais lesões concomitantes e inalação de fumaça</p><p>na busca de alterações que resultem em maiores prejuízos do que os visíveis. Outro fator é a presença de queimaduras na</p><p>face e faringe, consideradas queimaduras graves, pois potencialmente, podem afetar a permeabilidade do trato respiratório</p><p>-após a injúria, deve-se:</p><p>➢ retirar o contato do corpo do animal com o agente traumático - lavando-se abundantemente com água nas</p><p>queimaduras químicas; nas queimaduras por calor, provocar resfriamento (com água ou compressas geladas) e</p><p>nas lesões por frio, aquecimento (com água morna). Nas primeiras 24 horas as queimaduras são estéreis, porque</p><p>o agente que danifica a pele também destrói os microrganismos. Entretanto, após este período a progressão da</p><p>infecção é intensa e os esforços são concentrados no sentido do tratamento tópico da ferida (uma vez que o</p><p>acesso sistêmico dos medicamentos ao local está prejudicado pelas alterações vasculares) adicionado do</p><p>debridamento nas lesões profundas; Várias alterações sistêmicas podem advir em casos de queimaduras</p><p>extensas, com risco de choque e falência múltipla de órgãos, portanto o animal deve receber tratamento</p><p>adequado de suporte e monitoração cuidadosa.</p><p>➢ manter uma via respiratória permeável (principalmente em casos de inalação de fumaça; queimaduras na face e</p><p>faringe consideradas graves porque podem afetar a permeabilidade do trato respiratório)</p><p>➢ tratar o choque, seja ele hipovolêmico e/ou séptico</p><p>➢ combater a perda de fluido</p><p>➢ lavar abundantemente com água corrente em queimaduras químicas, nas queimaduras por calor provocar</p><p>resfriamento, e nas lesões por frio aquecimento; resfriamento da área atingida com água corrente, promovendo a</p><p>limpeza de qualquer agente nocivo, aliviando a dor e interrompendo a progressão do calor. Destaca-se que</p><p>quando a queimadura é extensa requer o cuidado com a hipotermia, sendo contraindicado o resfriamento de</p><p>queimados com mais de 15% da superfície da pele atingida ;</p><p>➢ remoção de necrose e corpos estranhos - remoção da necrose e de corpos estranhos do leito da ferida é um dos</p><p>primeiros e mais importantes componentes a serem considerados no tratamento tópico da ferida;</p><p>Fatores como a presença de corpos estranhos, infecção e edema interferem no processo de cicatrização das</p><p>feridas e por isso, a tricotomia permite a visualização da área acometida e a aferição da viabilidade da pele,</p><p>reduzindo o risco de contaminação;</p><p>debridamento cirúrgico precoce é fundamental nas queimaduras de profundidade total para minimizar infecção</p><p>secundária e efeitos sistêmicos de endotoxinas bacterianas. Aguardam-se 48 horas após o trauma para que as</p><p>alterações na zona de transição possivelmente se manifestem em lesões definitivas. Nas queimaduras por frio</p><p>(mais comuns em áreas sem pelo – glândulas mamárias, bolsa escrotal, dígitos, orelhas), pode ser necessário</p><p>um tempo maior com tratamento conservador (três a seis semanas) para que seja segura a distinção entre tecido</p><p>viável e inviável. A formação de crostas é constante na queimadura profunda, portanto mais de um procedimento</p><p>pode ser necessário ;</p><p>➢ evitar a auto-mutilação, aplicando-se o colar protetor ou colar cervical apropriado;</p><p>➢ limpeza da ferida deve ser realizada com solução salina estéril, minimizando o traumatismo mecânico e químico;</p><p>soluções podem ser levemente aquecidas para evitar a hipotermia da região afetada e para estimular a mitose</p><p>durante a granulação e epitelização, que ocorre à 37°C. A solução sugerida é a solução fisiológica, utilizando-se</p><p>agulha calibre 12, seringa de 20 mL ou frasco de soro perfurado;</p><p>➢ cobertura da área de granulação (contração da ferida) - relevante no progresso do reparo de queimaduras é a</p><p>contração da ferida. procedimento mais bem-sucedido para evitar-se este problema é a cobertura da área de</p><p>granulação, seja por aproximação das margens, aplicação de retalhos cutâneos ou enxertos livres; solução é</p><p>prejudicada quando áreas muito extensas são atingidas e a fonte de pele saudável está muito diminuída.</p><p>Substitutos de pele ou coberturas provisórias vêm sendo desenvolvidos ao longo dos anos, com composição</p><p>celular ou acelular, para aplicação principalmente na medicina humana, incluindo camadas com células autólogas</p><p>reproduzidas em cultivo, enxertos alógenos de doadores ou produtos complexos com células humanas e</p><p>colágeno extraído de outras espécies, como bovinos e suínos. Estes produtos são considerados caros e com</p><p>efeitos muito variáveis e, mesmo na medicina humana, ficam restritos para quando as fontes autólogas (por</p><p>técnicas cirúrgicas reconstrutoras) não estão disponíveis.</p><p>➢ evitar a automutilação</p><p>➢ combater as complicações sistêmicas</p><p>➢ controlar a dor (analgésicos/narcóticos)</p><p>- primeiro grau: ambulatorial, consistindo-se no controle da dor e cuidados locais, utilizando analgésicos via oral,</p><p>compressas de água fria para aliviar a dor e proteção da luz solar a fim de evitar discromias residuais; tratadas com</p><p>agentes tópicos, produtos naturais, clorexidine, sulfatiazina de prata e antimicrobiano tópico; Indica-se uso de corticoide</p><p>tópico em loção ou creme para reduzir a inflamação;</p><p>-segundo grau superficial ou profunda > utilização de curativo associado ou não a sulfatiazina de prata a 1%;</p><p>sulfatiazina tem a finalidade de desbridar tecidos necrosados e combater a</p><p>infecção local. Esse agente tópico deve ser</p><p>trocado duas vezes ao dia devido a oxidação da prata; efetiva contra uma ampla microbiota de gram-negativas como</p><p>Escherichia coli, Enterobacter, Klebsiella sp e Pseudomonas aeruginosa, bactérias gram-positivas como Staphylococus</p><p>aureus e também Candida albicans. Porém seu uso em queimaduras de segundo e terceiro grau abaixo de 15% de</p><p>superfície corporal atingida deve ser evitada, pois poderá prejudicar a avaliação da área queimada a qual poderá progredir</p><p>nas primeiras 48 horas; Método alternativo é a cobertura de hidroalginato associado à prata, combinando a absorção do</p><p>alginato de cálcio e da carboximetilcelulose com o amplo espectro microbicida da ação dos íons de prata, o que evita o</p><p>acúmulo de exsudato e previne a infecção secundária; Dentre os produtos naturais, às substâncias contendo açúcar vem</p><p>sendo utilizadas com excelentes resultados clínicos, pois propiciam rápida diminuição da congestão passiva e edema local,</p><p>estimula a epitelização e granulação tissular e possuem ação antibacteriana; açúcar granulado possui grande</p><p>osmolalidade, auxiliando na cicatrização, por reduzir o edema e atrair macrófagos. Também acelera a formação da crosta</p><p>necrótica, fornece energia às células e promove a formação de tecido de granulação saudável. No entanto, a fricção dos</p><p>grânulos do açúcar poderá causar dor em determinados pacientes. Nessa situação, pode-se optar pela utilização do açúcar</p><p>manipulado em forma de gel, comprovado ser tão efetivo na cicatrização quanto o açúcar granulado, além de facilitar o</p><p>manejo nas trocas de curativo. Nesse mesmo sentido é descrito o uso do mel em feridas por queimaduras. mel inibe o</p><p>crescimento de cepas gram-negativas e gram-positivas pelo seu baixo pH. Promove uma barreira viscosa que impede a</p><p>invasão de microrganismos oportunistas e a perda de fluido das lesões. Possui enzimas como a catalase, que auxilia na</p><p>cicatrização e promove o efeito osmótico, que inibe o crescimento microbiano; planta calêndula officinalis, conhecida</p><p>popularmente como calêndula ou margarida, aumenta a epitelização de feridas e possui propriedades anti- -inflamatórias,</p><p>podendo ser utilizada para estimular a cicatrização de queimados; planta conhecida popularmente como Babosa, ou Aloe</p><p>vera, é usada como medicamento há vários anos. Tem origem africana e pertence à família das liláceas, existindo mais de</p><p>300 espécies; Duas frações podem ser obtidas das folhas da babosa: um exudato amargo extraído das células do periciclo,</p><p>rico em compostos antracênicos, e um gel mucilaginoso incolor, utilizado em queimaduras, na cicatrização de ferida, no</p><p>alívio de dores e como poderoso agente hidratante; Ademais, a babosa tem ação anti-inflamatória e antimicrobiana,</p><p>inibindo o transporte de líquidos para a membrana da célula invadida pelas bactérias; escolha do curativo deve ser feita de</p><p>modo a facilitar a aceitação do tratamento, pois os menos dolorosos e de mais fácil manuseio melhoram a adesão ao</p><p>tratamento ; Quando nos membros, a imobilização deve ser feita em posição anatômica evitando a retração tecidual, porém</p><p>isso não impede sequelas funcionais ou motoras; Os curativos são necessários para manter o ambiente propício para a</p><p>reparação tissular, mantendo a umidade da ferida e favorecendo a remoção do exsudato e a troca gasosa, além de</p><p>promover o isolamento térmico e propiciar proteção contra infecção. Curativos úmidos promovem a prevenção da</p><p>desidratação do tecido e morte celular. Aceleram a angiogênese e o desbridamento autolítico, pois retém enzimas e água.</p><p>Essas auxiliam na fibrinólise e mantém as células viáveis liberando fatores de crescimento para proliferação . curativos</p><p>úmidos podem ser compostos por gaze esterilizada adicionando-se vaselina ou hidrogel com alginato. Recomenda-se o</p><p>recobrimento com atadura e esparadrapo sem pressão.</p><p>- Queimaduras graves de segundo e terceiro grau > atingindo mais de 15% da superfície total da pele, devem ser</p><p>tratadas sistemicamente com medicação analgésica endovenosa e a assistência deve ser preferencialmente em ambiente</p><p>hospitalar, com controle da função respiratória, hemodinâmica, dor, suporte nutricional e controle de infecção. principal</p><p>objetivo em manter o paciente na unidade de tratamento intensivo (UTI) é limitar a progressão sistêmica das alterações,</p><p>impedindo o aparecimento de insuficiência respiratória, cardíaca, renal e cerebral;</p><p>- Queimaduras de terceiro grau > precisam ser tratadas com excisão e enxertia precoce, para que haja melhor resultado</p><p>estético, evitando o desenvolvimento de retrações cicatriciais; requer desbridamento e em algumas situações, retalhos</p><p>locais ou a distância, recobrindo, sobretudo, tendões, cartilagem e ossos. Em queimaduras químicas deve-se lavar a região</p><p>acometida com água corrente em abundância. Quando o agente causador for um ácido, recomenda-se a utilização de</p><p>substância básica, pois resultará em reação de neutralização. Cabe salientar que tais reações são exodérmicas e podem</p><p>intensificar a queimadura e agravar a lesão. Nesse sentido, recomenda-se o uso cauteloso de substâncias adicionais em</p><p>queimaduras químicas, evitando maior dano tecidual ; Antibióticos sistêmicos não penetram nas escarras de pacientes</p><p>queimados, isso porque a grande quantidade de tecido morto proporciona meio de cultura para o crescimento bacteriano.</p><p>Adicionado à isso, oclui o suprimento sanguíneo local e prejudica a ação dos mecanismos de defesa humoral limitando o</p><p>uso de antibióticos a aplicação tópica. A terapia nutricional deve ser ponderada como um componente importante no</p><p>tratamento de pacientes críticos, pois ajuda a prevenir a translocação bacteriana, mantém o peristaltismo intestinal e,</p><p>indiretamente, previne as úlceras de decúbito. Como resultado, viabiliza o processo de cicatrização, recupera ou mantém o</p><p>estado nutricional e combate a formação de radicais livres</p><p>-tratamento queimaduras elétricas > examinar com frequência quanto a sinais de edema pulmonar - pode ser tratado</p><p>com oxigenoterapia, diuréticos (furosemida, 2,5–5mg/kg im,iv; o edema grave pode exigir administração a cada 3–4 horas),</p><p>terbutalina, vasodilatadores (p. ex., nitroprussiato ou nitroglicerina: estes são medicamentos potencialmente perigosos) e</p><p>aminofilina (5– 10mg/kg administrados via intramuscular ou intravenosa três vezes ao dia: a administração IV deve envolver</p><p>medicamento diluído administrado por 30 minutos). Morfina (1mg/kg por via intramuscular ou subcutânea) pode ser</p><p>administrada a cães para reduzir ansiedade. Se não houver resposta à medicação, será necessário suporte ventilatório.</p><p>reparação do tecido lesado deve ser retardada até que se conheça toda a extensão da lesão. Fístulas oronasais precisam</p><p>ser reparadas; Grandes feridas nos lábios devem ser reparadas para evitar ressecamento da boca;</p><p>Fístula e Sínus</p><p>-condutos acidentais que estabelecem comunicação entre estruturas normalmente separadas</p><p>-fístula > conduto anormal,</p><p>congênita ou adquirida, que une duas superfícies epiteliais, internas (mucosas) ou externas</p><p>(pele);</p><p>estrutura - conduto e duas aberturas, comunicando-se com uma estrutura cavitária ou visceral; revestimento epitelial</p><p>(principalmente) ou de granulação (raro); saída de conteúdo visceral com o qual ocorre comunicação;</p><p>ex. fístula oronasal, infra-orbitária, esofágica;</p><p>causa - processo inflamatório ou traumatismo em órgão oco ou glândula causa obstrução do canal normal de excreção</p><p>levando a criação do trajeto acidental ou trajeto fistuloso;</p><p>-Sínus > conduto acidental com um fundo de saco no qual se aloja um corpo estranho ou uma glândula alterada; sinu quer</p><p>dizer seio;</p><p>estrutura - abertura, conduto e fundo; revestimento de granulação (tecido cicatricial); secreção purulenta;</p><p>causa - presença de corpo estranho contaminado que penetra ou se localiza profundamente nos tecidos, dificultando sua</p><p>eliminação;</p><p>ex. segmento de madeira, fio de sutura, esquírula óssea, abscesso dentário e outros materiais;</p><p>-diagnóstico > inspeção do trajeto, anamnese, raio-x (contraste);</p><p>-tratamento > na fistula reconstituição anatômica, e no sínus remoção do fator irritante;</p><p>-fístulas mais comuns ></p><p>1. fístula maxilar ou infraorbitária - ocorre por conta de uma afecção dentária que forma microabscesso apical</p><p>tornando o meio ácido levando a digestão óssea e comunicação com o seio maxilar, causando sinusite e digestão</p><p>da parede cranial do seio maxilar formando a fístula; fístula do “carniceiro”; lesão osteolítica periapical do quarto</p><p>pré-molar superior (4ºPMS); Ocasionalmente, esta condição pode afetar o primeiro molar superior ou o primeiro</p><p>molar inferior;</p><p>observado inchaço abaixo da região medial do olho, feridas ou abscesso; dentes afetados podem estar fraturados</p><p>ou apresentar bolsas periodontais profundas e evidentes. No entanto, em muitos casos o dente está clinicamente</p><p>normal; doença periodontal grave, fraturas de coroa e traumas dentários, neoplasias maxilares, lesões</p><p>periapicais e iatrogênicas são as causas mais conhecidas de fístula infraorbitária em cães;</p><p>pode ocorrer a partir do crescimento de uma bolsa periodontal maxilar profunda, em direção às raízes do dente,</p><p>causando lise óssea entre o ápice do alvéolo e a cavidade nasal ou seio maxilar; Este processo pode levar à</p><p>formação de abscesso periapical, com consequente extravasamento de material purulento ou inflamatório na</p><p>região infraorbitária do animal ;</p><p>4° dente pré-molar > função de auxiliar na trituração de alimentos; possui três raízes</p><p>(trirradicular/(mesiovestibular, mesiopalatina e raiz distal) inseridas no osso maxilar, próximas à região</p><p>infraorbitária direita e esquerda do animal. O comprometimento geralmente ocorre em uma das três raízes; sendo</p><p>que as outras duas mantêm o dente parcialmente vital; Pode apresentar-se de forma unilateral ou bilateral;</p><p>diversos fatores etiológicos da fístula infraorbitária incluem fraturas e traumatismos dentários, doenças</p><p>periodontais severas, neoplasias na região maxilar, lesões no periápice, desgastes dentários excessivos, além</p><p>das causas iatrogênicas;</p><p>ocasionada pela presença de infecção ao redor do ápice dentário, geralmente secundária a doença periodontal</p><p>e/ou endodôntica, a qual fístula na região infraorbitária do paciente, drenando quantidades variáveis de secreção</p><p>serosanguinolenta;</p><p>Em casos de fratura de coroa e/ou da raiz do dente quarto pré-molar superior, a fístula infraorbitária e o</p><p>extravasamento facial externo de secreções piosanguinolenta ocorrem pela migração bacteriana intensa para a</p><p>região apical, ocasionada pela exposição e contaminação pulpar (parte interna do dente), formando abscesso na</p><p>raiz (radicular ou periapical), que pode romper-se no recesso maxilar como fístula; traumatismos dentários podem</p><p>não alterar a estrutura da coroa dentária (concussão sem fratura), mas podem causar hemorragia na região da</p><p>polpa, ocasionando pulpite estéril secundária, com contaminação pelo fenômeno de anacorese (tropismo</p><p>bacteriano por locais inflamados). Essa inflamação pulpar poderá causar escurecimento da estrutura dental, além</p><p>de necrose pulpar, com consequente fístula infraorbitária</p><p>diagnóstico diferencial - lesões cutâneas, traumatismos e dermatopatias recidivantes após a administração</p><p>prolongada de antimicrobianos;</p><p>diagnóstico - radiografia da cavidade oral</p><p>tratamento é extração do dente afetado (exodontia), drenagem, lavagem do seio maxilar, fechamento da lesão</p><p>externa e antibióticos por 3 semanas (amoxicilina com clavulanato, clindamicina ou metronidazol ) e</p><p>anti-inflamatórios;</p><p>2. Fístula oronasal - odontopatias causam formação de microabscessos apicais - digestão óssea - comunicação</p><p>com a cavidade nasal e fístula oral;</p><p>tratamento - extração do dente, curetagem, fechamento com flap gengival e periósteo; tratar a infecção;</p><p>3. fístula de teta - comunicação do canal excretor com a pele;</p><p>4. fístula retovaginal - comunicação anormal do reto com a vagina; comunicação entre a parede dorsal da vagina e</p><p>a porção ventral do reto, de modo que a vulva funcione como uma abertura entre os tratos urogenitais e</p><p>gastrointestinais;</p><p>malformação é mais frequente em cães (2,1%) do que em gatos (1,6%) e acomete com maior incidência as</p><p>fêmeas;</p><p>distúrbio congenito frequentemente associado ao ânus imperfurado (atresia anal);</p><p>quatro tipos de atresia anal:</p><p>-tipo I > há estenose congênita do ânus;</p><p>-tipo II, III e IV têm vários graus de agenesia retal junto com anormalidades anais; Animais com anomalias do tipo</p><p>II têm persistência da membrana anal, e seus retos terminam imediatamente cranial ao ânus imperfurado como</p><p>uma bolsa cega. No tipo III, a abertura anal também está fechada, no entanto, a extremidade cega do reto está</p><p>situada mais cranialmente. No tipo IV, o ânus e o reto terminal podem desenvolver-se normalmente, no entanto, o</p><p>reto cranial termina como uma bolsa cega dentro do canal pélvico;</p><p>passagem de fezes pela vulva, irritação vulvar, tenesmo, cistite, megacólon, entre outros;</p><p>tratamento - remoção cirúrgica da malformação por meio da excisão da fístula e reconstrução da projeção</p><p>retovaginal;</p><p>para a atresia anal é reconstrução do esfíncter anal;</p><p>5. fístula perianal ou furunculose anal - também chamada como seios perianais, fissuras perianais, furunculose,</p><p>fístulas pararretais, anusitis, fístulas de ânus e abscessos anorretais;</p><p>furúnculo é uma inflamação e infecção dolorosa geralmente por bactérias que aparece nos folículos</p><p>pilossebáceos (glandulas sudoríparas, raiz de um pelo, etc; acomete o folículo piloso (pelo), a glândula sebácea e</p><p>o tecido ao redor.);</p><p>doença inflamatória, crônica e progressiva; áreas ulceradas profundas supurativas, crônicas, recidivantes e</p><p>progressivas nos tecidos perianais;</p><p>aparece com menor frequência em gatos do que em cães;</p><p>afeta a região do tecido anal, perianal e retal;</p><p>duas formas da doença:</p><p>-fistulosa (fístulas de pequeno tamanho e profundas); forma menos frequente</p><p>e a que menos responde à</p><p>ciclosporina ;</p><p>-ulcerativa (úlceras extensas e mais superficiais)</p><p>-aparecem inicialmente como pequenos orifícios drenando na pele perianal, que está inflamada e</p><p>hiperpigmentada. À medida que a doença progride, esses orifícios puntiformes aumentam e coalescem, formando</p><p>grandes áreas de ulceração e granulação. Trato pode se estender para os tecidos profundos perirretais e sacos</p><p>anais. Essas extensões são tipicamente revestidas por epitélio escamoso e são infiltradas com uma mistura de</p><p>linfócitos, células plasmáticas, macrófagos, neutrófilos e eosinófilos. Hidradenite, inflamação piogranulomatosa</p><p>necrotizante crônica da pele e folículos pilosos, celulite, vasos linfáticos dilatados e inflamação, necrose e fibrose</p><p>ocorrem. Pode ocorrer estenose retal parcial, resultante do infiltrado inflamatório;</p><p>raça mais acometida é o Pastor Alemão (84%; maior densidade de glândulas apócrinas na zona cutânea do canal</p><p>anal, o que pode predispor) e seus descendentes, mas pode acometer outras raças como shih-tzu, srd, Setter</p><p>Irlandês, Collies, Border Collie, Sheepdog, Retriver do Labrador, Bulldog Inglês, Beagle e Spaniels. idade média</p><p>é de quatro a sete anos, independente do gênero sexual, apesar dos relatos serem mais comuns em machos;</p><p>influência genética;</p><p>similar à doença de Crohn em humanos, que é uma enfermidade inflamatória crônica e de causa desconhecida,</p><p>associada a fatores genéticos, ambientais, alimentares ou infecciosos.</p><p>sinais clínicos - dor, constipação, lambedura, perda de peso, disquezia e automutilação, sendo as fissuras</p><p>profundas ou superficiais na região perianal com drenagem de secreção mucopurulenta, muitas vezes misturadas</p><p>às fezes, além de estenose anal, tenesmo e hematoquezia ;</p><p>Existem várias teorias para a formação > etiologia desconhecida; teoria atual é um processo de doença</p><p>imunomediada multifatorial; Outras teorias - conformação ruim, impactação por fecalito e abscedação da cripta, e</p><p>disseminação da infecção dos sacos anais ou trauma; combinação de infecção e abscedação de glândulas e</p><p>folículos de cabelo em torno do ânus, ambiente úmido anal contaminado e um baixo conjunto de conformação da</p><p>cauda ampla, acredita-se que contribuem para a formação; colites e gatilhos enterais como antígenos</p><p>alimentares, antígenos bacterianos ou superantígenos podem iniciar a doença;, traumatismos, reação de corpo</p><p>estranho, predisposição genética, doença autoimune, grande quantidade de glândulas sudoríparas ao redor do</p><p>ânus, má conformação da região perianal e manutenção da cauda sempre baixa;</p><p>Contudo, características anatômicas da cauda dos pastores alemães estão envolvidas até certo ponto, visto que</p><p>outras raças possuem anatomia semelhante e não desenvolvem a doença; E a resposta favorável à terapia</p><p>imunossupressora ou imunomoduladora, sugere que a doença tenha causa imunomediada; patogenia da</p><p>furunculose anal não está relacionada a um único defeito genético, e sim por uma alteração genética complexa. A</p><p>raça Pastor Alemão possui sete haplótipos TNFA, que é uma combinação de alelos transmitidos em conjunto</p><p>para seus descendentes, mas somente o DLADRB100102/TFNA-3 aparece alterado nos animais com lesão;</p><p>cães com o alelo DLADRB100101 apresentam cinco vezes mais chances de desenvolverem a doença do que os</p><p>que não possuem;</p><p>Outro fator é o gene NOD2 da família dos receptores de reconhecimento de padrões do sistema imune inato, que</p><p>quando sofre uma mutação acaba diminuindo a defesa das células epiteliais na região perianal e isso pode</p><p>influenciar no desenvolvimento das fissuras; E a metaloproteinase da matriz derivada dos macrófagos, sugere</p><p>que a doença se deva a uma resposta inflamatória exacerbada das células T do tipo T-helper 1 (Th1) e liberação</p><p>de grandes quantidades de interferon-gama (IFNy), levando a ulceração, por isso as lesões podem regredir com o</p><p>uso da ciclosporina ; Uma alimentação a base de proteína hidrolisada ou dieta caseira tipo peixe, batata e</p><p>carne de coelho, como terapia concomitante na fase de manutenção, pode auxiliar em 83 a 100% dos cães pelo</p><p>fato de alguns animais desenvolverem hipersensibilidade alimentar;</p><p>diagnóstico - baseado nos sinais clínicos, histórico, exames complementares e exclusão dos diagnósticos</p><p>diferenciais; Devido à dor, pode ser necessário sedação para melhor avaliação e limpeza da região; hemograma,</p><p>perfil bioquímico e urinálise são requisitados para excluir doenças concomitantes; exame retal avaliará o</p><p>envolvimento do saco anal e mucosa retal, assim como um espessamento do ânus e reto; citopatologia</p><p>evidenciará uma inflamação piogranulomatosa, com infecção bacteriana mista. colonoscopia e exame</p><p>histopatológico descartam colites e neoplasias, e, em alguns casos a radiografia pélvica pode ser requisitada;</p><p>cultura e antibiograma, as bactérias comumente isoladas são Escherichia coli, Staphylococcus aureus e</p><p>Streptococcus β–hemolíticos</p><p>diagnósticos diferenciais - saculite anal, carcinoma espinocelular, infecção bacteriana atípica, micose, pitiose,</p><p>abscesso em saco anal, adenoma perianal e adenocarcinomas;</p><p>tratamento - pode ser cirúrgico, clínico ou a associação de ambos; higienização da área para evitar infecções</p><p>secundárias, podendo utilizar um shampoo ou solução a base de clorexidine; Muitos autores recomendam</p><p>associar imunossupressores, antibioticoterapia e remoção cirúrgica do tecido lesionado , relatando melhora em</p><p>84% dos casos; Alguns animais ainda precisam utilizar laxantes para reduzir a disquezia ou óleo mineral ;</p><p>técnicas cirúrgicas consistem em remover o tecido acometido e todo o revestimento epitelial ; Outras opções -</p><p>amputação da cauda (não é mais indicado), criocirurgia ou cauterização química; Caso haja envolvimento do</p><p>saco anal é recomendado a saculectomia;</p><p>complicações pós-cirúrgicas que podem ocorrer - estenose anal, reincidências e incontinência fecal , lambedura</p><p>intermitente, diarreia, constipação e tenesmo, além da diminuição do tônus anal; uso de analgésicos sistêmicos,</p><p>limpeza com água morna ou solução antisséptica diluída, colar elizabetano, antibióticos e, se preciso, laxante;</p><p>cirurgia indicada nos casos recidivantes com envolvimento do saco anal ou presença de neoplasias;</p><p>tratamento medicamentoso > imunossupressão, higiene e terapia dietética; emolientes fecais podem reduzir a</p><p>disquezia; Limpeza perianal normal e terapia antibiótica reduzem a inflamação, mas raramente permitem que a</p><p>fistula cicatrize e pode permitir que a doença progrida; a administração de imunossupressores (p. ex.,</p><p>tacrolimus, prednisolona, ciclosporina, cetoconazol, azatioprina, metronidazol) e os antibióticos podem</p><p>tratar eficazmente fistula perianal. tratamento inicial é necessário por diversos meses e pode ser preciso um</p><p>tratamento vitalício . Se uma combinação de drogas não está alcançando o objetivo do tratamento, então um outro</p><p>protocolo de fármacos pode ser iniciado;</p><p>FALTAAAAAAAAAAAAAAA</p><p>medicações mais utilizadas > ciclosporina, com ou sem</p><p>cetoconazol, glicocorticoides, azatioprina e</p><p>tacrolimus tópico; Independentemente da dose de ciclosporina utilizada, 2 a 10 mg/kg a cada 24 horas por via</p><p>oral, não há diferença no tempo e velocidade de remissão, assim é recomendado iniciar com a maior dose e</p><p>diminuir gradativamente para evitar possíveis recidivas; A ciclosporina possui efeito imunomodulador inibidor da</p><p>calcineurina e interleucina-2, evitando a ativação e proliferação de linfócitos T e inibidor do crescimento e</p><p>diferenciação dos linfócitos B. É metabolizada no intestino e principalmente no fígado pelo citocromo P-450 – IIIA</p><p>microssomal, sendo assim contra indicada para hepatopatas; desvantagem da ciclosporina é o custo elevado e</p><p>como é melhor absorvida em jejum, podem ocorrer efeitos gastrintestinais indesejáveis, além da formação de</p><p>hiperplasia gengival e troca de pelos; troca do pelo com hipertricose ocorre pelo fato da ciclosporina estimular os</p><p>queratinócitos dos folículos pilosos, substituindo os pelos antigos por novos. hiperplasia gengival é formada pela</p><p>inibição da degradação de colágeno e relacionada com a gravidade da lesão, sendo reversível após diminuição</p><p>ou troca da medicação. cetoconazol, na dose de 2,5 a 10 mg/kg/a cada vinte e quatro horas, inibe a enzima</p><p>P450-IIIA aumentando a meia vida da ciclosporina, sendo a dose desta última reduzida para 1 a 5 mg/kg a cada</p><p>vinte e quatro horas. Todavia, o cetoconazol também possui seus efeitos adversos como anorexia, êmese e</p><p>letargia; prednisona na dose de 2 a 4 mg/kg/a cada doze ou vinte e quatro horas por via oral, auxiliará na redução</p><p>da dor e inflamação, dependendo do grau da lesão, sendo uma alternativa mais barata e com menor eficácia,</p><p>quando comparada à ciclosporina. Como efeitos adversos podem ocorrer irritações, náuseas, êmese, úlceras</p><p>gástricas e síndrome de Cushing; azatioprina pode apresentar mais efeitos colaterais como hepatotoxicidade,</p><p>efeitos gastrintestinais, supressão da medula óssea e pancreatite. Quando associado ao metronidazol reduz a</p><p>irritação local e melhora a severidade e extensão das lesões; tacrolimus tópico 0,1% é um bom auxiliar para</p><p>conter as recidivas, apesar do seu alto custo, podendo ser usado isoladamente ou associado, uma a duas vezes</p><p>ao dia; Sua função é inibir as células apresentadoras do antígeno T, que inibe a produção de interleucinas,</p><p>interferon, citocinas e os fatores que estimulam os glóbulos brancos do sangue; 10 a 100 vezes mais potente do</p><p>que a ciclosporina, mas devido aos efeitos colaterais não é recomendado por via oral. Outra pomada alternativa é</p><p>o pimecrolimus, que possui ação semelhante ao tacrolimus e eficácia semelhante ou inferior;</p><p>-sínus mais comuns:</p><p>1. sínus abdominal - presença inadequada de fios de suturas não absorvíveis em suturas internas;</p><p>Gangrena</p><p>-processo de mortificação tecidual, necrose e perda de substância, envolvendo uma região, um órgão ou parte de um órgão</p><p>- ETIOLOGIA</p><p>● Traumatismo grave - Ferimentos por pressão (animal em decúbito por muito tempo que tem sistema imune</p><p>deficiente), selas</p><p>● Agentes químicos cáusticos</p><p>● Calor ou frio excessivos</p><p>● Infecções bacterianas - neonato com sepse</p><p>● Obstrução vascular localizada, por trombos</p><p>● isquemia</p><p>● Estágios finais de dermatite por fotossensibilização e seborréia das pregas</p><p>-TIPOS</p><p>1. SÉPTICA : Processo infeccioso por agentes bacterianos que determinam morte celular</p><p>2. ASSÉPTICA: Lesões nervosas, por trauma indireto, em terminações vasomotoras; OU Lesões vasculares, por</p><p>trauma direto, diminuindo a vascularização ( maior frequência)</p><p>-EVOLUÇÃO:</p><p>1. FASE DE MORTIFICAÇÃO • Mudança de coloração do tecido</p><p>2. FASE DE ELIMINAÇÃO • Separação entre tecido sadio e tecido morto</p><p>3. FASE DE REPARAÇÃO • Deposição de tecido de granulação</p><p>Úlcera</p><p>-é a escavação de uma superfície que não evolui para cicatrização devido a um fator perpetuante;</p><p>-ETIOLOGIA: Fatores predisponentes - Todas as situações relacionadas com debilidade tecidual (anemia, desnutrição e</p><p>coexistência de enfermidade infecciosa);</p><p>-Fatores determinantes:</p><p>a) Infecção persistente</p><p>b) Lesão nervosa - trauma</p><p>c) Radiação - radiação solar</p><p>d) Trauma contínuo - lambeduras; ato de coçar; etc</p><p>e) Agentes químicos - produtos de limpeza (dermatite interdigital por contato)</p><p>f) Circulação deficiente - decúbito prolongado; traumas vasculares</p><p>-FASES</p><p>A. Fase de persistência ou progressão - Fundo vermelho, com presença de pus, bordas ásperas e irregulares,</p><p>com exsudação profusa;</p><p>B. Fase de cicatrização ou regressão - Fundo rosado, exsudato seroso e bordas inclinadas</p><p>-GRAUS DE APRESENTAÇÃO</p><p>1º GRAU - perda de pele</p><p>2º GRAU - exposição de tecido subcutâneo</p><p>3º GRAU - exposição da camada adiposa</p><p>4º GRAU - perda de todas as camadas (exposição de fáscias, aponeuroses e ossos) ocorre periostite;</p><p>● ÚLCERAS DE PRESSÃO</p><p>-Animais incapazes de trocar de posição — ou que não querem fazê-lo — estão propensos</p><p>- aplicada sobre proeminências ósseas quando os animais estão deitados</p><p>-como se forma ? quando os animais (especialmente cães grandes) ficam em decúbito durante longos períodos, por causa</p><p>de paralisia, fraturas, lesões ou enfermidades . também podem desenvolver-se sob ataduras e pensos de imobilização</p><p>impropriamente aplicados ou estofados .</p><p>pressão sobre a ferida afasta suas bordas, complicando a cicatrização.</p><p>Quando se aplica pressão sobre uma proeminência óssea, todos os tecidos intervenientes são comprimidos. Geralmente o</p><p>traumatismo repetido e a inflamação são leves, desenvolvendo-se um CALO PROTETOR . Compressão grave ou</p><p>prolongada leva à isquemia de tecidos moles e à morte celular. Alterações bioquímicas (radicais livres de oxigênio,</p><p>tromboxano) ocorrem em tecido isquêmico, contribuindo para necrose. Níveis elevados de tromboxano causam</p><p>vasoconstrição, agregação de plaquetas e isquemia, exacerbando a circulação tecidual já comprometida. Neutrofilia</p><p>persistente causa inflamação progressiva, e leva a uma ferida crônica. À medida que as úlceras de pressão começam a se</p><p>desenvolver, vasos sanguíneos dilatam-se e ocorre edema inflamatório na pele e no tecido subcutâneo. Se o traumatismo</p><p>persistir, os tecidos se decompõem, provocando um hematoma ou uma úlcera aberta . Hematomas não tratados não</p><p>são absorvidos, porque os tecidos circundantes estão lesados. O líquido é mucoide, amarelo a avermelhado. Os tecidos ao</p><p>redor do hematoma ficam espessados, formando uma falsa bolsa (higroma > parede do higroma, composta de tecido de</p><p>granulação e colágeno, é espessa e rija; revestimento desse saco é pálido e liso, ou grosseiro, com projeções irregulares,</p><p>tipo vilosidades, projetando-se para dentro do lúmen;); Úlceras abertas podem envolver epiderme e derme, ou estender-se</p><p>até os ossos através de fáscias e tecido subcutâneo. Podem desenvolver-se osteomielite ou artrite séptica .</p><p>-podem ser evitadas providenciando-se material de cama bem acolchoado (colchão d’água, colchão de ar,</p><p>esteira de</p><p>espuma de borracha tipo casca de ovo, pele artificial de ovelha e velo), reposicionando-se frequentemente o animal (de 1</p><p>em 1 hora ou de 2 em 2 horas), e mantendo-o limpo e seco. Proeminências ósseas devem ser examinadas diariamente</p><p>quanto a sinais de úlcera iminente (hiperemia, umidade e pelos que saem facilmente ;</p><p>-locais mais comuns: epicôndilo umeral lateral, tuberosidade calcânea, trocanter maior do fêmur , a tuberosidade da coxa e</p><p>tuberosidade isquiática</p><p>locais menos frequentes : acrômio da escápula, o côndilo tibial lateral, o maléolo lateral, o olécrano e o esterno. Tecidos</p><p>moles, incluindo pele, tecido conjuntivo frouxo, gordura, fáscia profunda e periósteo, recobrem essas proeminências.</p><p>-diagnóstico por imagem - útil para determinar a extensão da lesão em tecidos moles (ultrassonografia ou tomografia</p><p>computadorizada) e a presença de osteomielite ou anormalidades esqueléticas (radiografias, TC, imagem por ressonância</p><p>magnética</p><p>-tratamento ></p><p>1. as que estão se iniciando - cama acolchoada (colchão d’água, colchão de ar, esteira de espuma de borracha tipo</p><p>casca de ovo, pele artificial de ovelha e velo); aplicando-se ataduras no membro ou usando-se tipóias ou barras</p><p>laterais para se eliminar a pressão sobre a proeminência óssea; trocando-se a posição do animal em decúbito a</p><p>cada 1 a 2 horas; Deve-se aplicar uma atadura tipo rosca, bem estofada, ou uma atadura de isolamento de cano</p><p>para evitar traumatismo; pele precisa ser mantida limpa e seca - Manter limpo e seco a cama e o animal para</p><p>evitar queimaduras por urina;</p><p>2. tratamento para úlceras de pressão abertas ou crônicas - similar ao empregado para úlceras fechadas, mas o</p><p>resultado é pior; tratadas com agentes tópicos e ataduras que promovam cicatrização úmida, que estimula</p><p>desbridamento e granulação; Quando existem úlceras profundas, o espaço morto deve ser drenado e tecido e</p><p>ossos infectados devem ser cirurgicamente desbridados.</p><p>3. Feridas superficiais menores - podem cicatrizar por segunda intenção; Entretanto, a cicatrização por segunda</p><p>intenção pode não proporcionar uma superfície suficientemente durável para evitar o retorno da lesão; Pratica-se</p><p>fechamento secundário em feridas grandes e profundas, depois de ter se formado um tecido de granulação</p><p>saudável; As bordas de pele devem ser divulsionadas e justapostas, se possível. Para fechamento livre de tensão</p><p>podem ser necessários retalhos de pele; linhas de sutura não devem ser posicionadas sobre proeminências</p><p>ósseas. Devem ser usadas ataduras bem estofadas e cama macia acolchoada para proteger o local durante a</p><p>cicatrização. Se a causa não for corrigida, as úlceras podem recidivar.</p><p>4. Fisioterapia: amplitude de movimento passiva, massagem, hidroterapia, hipertermia e hipotermia local,</p><p>ultrassonografia, estimulação neuromuscular;</p><p>5. Fornecer boa nutrição: dieta de alta proteína, alto carboidrato com suplementos vitamínicos</p><p>Manejo de Feridas</p><p>-Ferida: são soluções de continuidade em tecidos, que provocam a perda tanto da função anatômica quanto fisiológica da</p><p>região, implicando danos ao organismo proporcionais a área, estruturas envolvidas e complicações adicionais; Uma</p><p>interrupção na continuidade da superfície externa do corpo ou da superfície de um órgão interno; Toda e qualquer solução</p><p>de descontinuidade anatômica/celular, com comprometimento das funções;</p><p>-Pele + pêlos + tecido subcutâneo - 24% do peso de um cão recém nascido e 12% de um adulto.</p><p>-TRAUMATISMO > lesões físicas ou feridas com origem em forças externas - ENERGIA;</p><p>Energia envolvida: Mecânica (cinética); Térmica; Elétrica.</p><p>Fonte: Química; Radiação;</p><p>-Gravidade: Quantidade de energia envolvida; Volume dos tecidos atingidos; Propriedades de cada tecido.</p><p>-CICATRIZAÇÃO:</p><p>-processo biológico dinâmico preferencial que restaura a continuidade do tecido após uma lesão. É uma combinação de</p><p>eventos físicos, químicos e celulares que restauram o tecido ferido ou o substituem por colágeno.</p><p>-Corresponde a reconstrução de um tecido pelas células que sobreviveram à lesão tecidual</p><p>-começa imediatamente após a lesão ou incisão;</p><p>-quatro fases da cicatrização do ferimento: inflamação, desbridamento, reparo e maturação .</p><p>-várias fases ocorrem simultaneamente.</p><p>-primeiros 3–5 dias são a fase de atraso da cicatrização do ferimento porque a inflamação e o desbridamento predominam,</p><p>e os ferimentos não adquiriram uma força apreciável.</p><p>- influenciada por fatores do hospedeiro, características do ferimento e outros fatores externos;</p><p>★ Fase inflamatória – Inflamação é uma resposta protetora do tecido, iniciada por um dano; caracterizada pelo</p><p>aumento na permeabilidade vascular, quimiotaxia das células circulatórias, liberação de citocinas e fatores do</p><p>crescimento e ativação de células (macrófagos, neutrófilos, linfócitos e fibroblastos); Edema (inchaço);</p><p>Vermelhidão; Dor; Começa junto a lesão e dura cerca de 3 a 7 dias;</p><p>hemorragia limpa preenche os ferimentos imediatamente após a lesão; vasos sanguíneos contraem por 5–10</p><p>minutos para limitar a hemorragia, mas depois dilatam e vazam fibrinogênio e elementos de coagulação para os</p><p>ferimentos; vasoconstrição mediada por catecolaminas, serotonina, bradiquinina e histamina; agregação de</p><p>plaquetas e a coagulação do sangue formam um coágulo que garante a hemostasia e fornece uma estrutura para</p><p>a migração das células. plaquetas também liberam potentes quimioatratores e fatores do crescimento</p><p>(epidérmicos, derivados de plaquetas, fatores do crescimento transformadores: α e β) que são necessários nos</p><p>últimos estágios da cicatrização do ferimento; transudatos de fibrina e plasma enchem os ferimentos e tampam os</p><p>vasos linfáticos, localizando a inflamação e “colando” as bordas do ferimento para uni-las. Esta formação do</p><p>coágulo de sangue estabiliza as bordas do ferimento e fornece a ele uma força limitada. Também fornece uma</p><p>barreira imediata à infecção e perda de fluidos, e um substrato para a organização prematura do ferimento;</p><p>crostas se formam quando o coágulo de sangue seca; elas protegem os ferimentos, evitando uma hemorragia</p><p>adicional, e permitem que a cicatrização avance além de sua superfície. células da fase inflamatória como</p><p>plaquetas, mastócitos e macrófagos excretam fatores do crescimento, ou citocinas, que iniciam e mantêm a fase</p><p>proliferativa da cicatrização; mediadores inflamatórios (histamina serotonina, enzimas proteolíticas, quininas,</p><p>prostaglandinas, complemento, enzimas lisossômicas, tromboxano e fatores do crescimento) causam uma</p><p>inflamação que começa imediatamente após a lesão e dura aproximadamente 5 dias; glóbulos brancos que</p><p>vazam dos vasos sanguíneos para os ferimentos iniciam a fase de desbridamento .</p><p>★ Fase de desbridamento - Um exsudato, composto de glóbulos brancos, tecido morto e fluidos, forma-se nos</p><p>ferimentos durante esta fase; quimioatratores incentivam os neutrófilos e monócitos a aparecerem nos ferimento</p><p>(aproximadamente 6 horas e 12</p><p>horas depois da lesão, respectivamente) e iniciam o desbridamento; número de</p><p>neutrófilos aumenta em 2–3 dias. Eles impedem a infecção e fagocitam os organismos e resíduos. neutrófilos</p><p>degenerados liberam enzimas e produtos tóxicos do oxigênio que facilitam a decomposição das bactérias,</p><p>resíduos extracelulares e material necrótico, além de estimularem os monócitos. monócitos são essenciais para a</p><p>cicatrização do ferimento; os neutrófilos não. Os monócitos são células excretoras importantes, sintetizando os</p><p>fatores de crescimento que participam na formação e remodelagem do tecido. tornam-se macrófagos nos</p><p>ferimentos em 24–48 horas. Os macrófagos secretam colagenases, removendo o tecido necrótico, bactérias e</p><p>material estranho. Eles podem coalescer e formar células gigantes multinucleadas com funções fagocíticas. Os</p><p>macrófagos também secretam fatores quimiotáticos e de crescimento. Os fatores de crescimento (ator de</p><p>crescimento derivado das plaquetas, α–fator de crescimento transformador, β–fator de crescimento</p><p>transformador, fator de crescimento de fibroblastos e interleucina–1) podem iniciar, manter e coordenar a</p><p>formação do tecido de granulação; fatores quimiotáticos (complementos, fragmentos de colágeno, endotoxinas</p><p>bacterianas e produtos de células inflamatórias) direcionam os macrófagos ao tecido danificado. macrófagos</p><p>também recrutam as células mesenquimais, estimulam a angiogênese e modulam a produção de matriz nos</p><p>ferimentos. plaquetas liberam fatores do crescimento que são importantes para a atividade fibroblástica. linfócitos</p><p>aparecem mais tarde na fase de desbridamento que os neutrófilos e macrófagos. Eles secretam fatores solúveis</p><p>que podem estimular ou inibir a migração e a síntese de proteína por outras células. No entanto, também</p><p>melhoram o ritmo e a qualidade do reparo do tecido. Embora a cicatrização seja severamente comprometida</p><p>quando a função dos macrófagos é suprimida, a neutropenia e a linfopenia não inibem a cicatrização e nem o</p><p>desenvolvimento da força tensiva em ferimentos estéreis;</p><p>★ Fase do reparo ou proliferativa - Acontece após 72 horas do inicio da lesão e pode durar 2 a 3 semanas;</p><p>Formação do tecido de granulação; Durante esta fase ocorrem os processos de angiogênese, fibroplasia,</p><p>epitelização e contração da ferida.</p><p>tom da nova pele passa de vermelho escuro para rosa claro; O tecido formado na fase anterior é remodelado</p><p>para aumentar a resistência. As fibras para melhorar o aspecto da cicatriz.</p><p>normalmente começa 3–5 dias depois da lesão. macrófagos estimulam o ácido desoxirribonucleico (DNA) e a</p><p>proliferação dos fibroblastos; citocinas, em coordenação com as moléculas da matriz extracelular, estimulam os</p><p>fibroblastos no tecido circunjacente para proliferar, expressar os receptores de integrina apropriados e migrar para</p><p>os ferimentos. fibroblastos são estimulados transformando o β–fator de crescimento para produzir a fibronectina,</p><p>que facilita a ligação celular e o movimento dos fibroblastos. O fator de crescimento derivado das plaquetas e o</p><p>básico dos fibroblastos também estão envolvidos. Um conteúdo de aproximadamente 20mmHG de oxigênio no</p><p>tecido e uma leve acidez também estimulam a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno. Os</p><p>fibroblastos se originam nas células mesenquimais não diferenciadas no tecido conjuntivo circunjacente e migram</p><p>para os ferimentos ao longo de filamentos de fibrina no coágulo de fibrina. Os fibroblastos migram para os</p><p>ferimentos um pouco antes dos novos leitos capilares, à medida que a fase inflamatória se ameniza (2–3 dias);</p><p>invadem os ferimentos para sintetizar e depositar colágeno, elastina e proteoglicanos que amadurecem para o</p><p>tecido fibroso. Inicialmente a orientação é casual, mas depois de cinco dias a tensão nos ferimentos faz com que</p><p>os fibroblastos, fibras e capilares se orientem paralelos à margem da incisão ou ferimento. A fibrina do ferimento</p><p>desaparece à medida que o colágeno é depositado. A síntese de colágeno é associada a um aumento precoce</p><p>na força tensiva do ferimento. À medida que o ferimento amadurece, existe um aumento notável na proporção</p><p>entre o colágeno do tipo I (maduro) e tipo III (imaturo). A quantidade de colágeno atinge o máximo dentro de duas</p><p>ou três semanas depois da lesão. À medida que o conteúdo de colágeno de um ferimento aumenta, o número de</p><p>fibroblastos e o ritmo da síntese de colágeno diminuem, marcando o final da fase de reparo. intervalo</p><p>fibroblástico da cicatrização dura duas a quatro semanas, dependendo da natureza do ferimento. A migração e</p><p>proliferação dos fibroblastos, a produção de colágeno e o crescimento dos capilares são atrasados se os</p><p>macrófagos estiverem ausentes. Os capilares invadem os ferimentos atrás dos fibroblastos que estão em</p><p>migração, através do processo da angiogênese. A angiogênese é complexa, dependendo da interação da matriz</p><p>extracelular com citocinas que estimulam a migração e proliferação das células endoteliais. O estímulo para a</p><p>angiogênese provavelmente inclui a produção de macrófagos dos fatores mitogênicos e quimiotáticos para as</p><p>células endoteliais, e a baixa tensão do oxigênio e o aumento no ácido lático, que afetam a produção de citosinas.</p><p>O fator do crescimento básico dos fibroblastos e o endotelial vascular são fatores angiogênicos específicos. Os</p><p>leitos capilares se originam dos vasos sanguíneos existentes, com colunas de células endoteliais capilares</p><p>migrando na direção do local da lesão e se unindo com outros leitos capilares ou vasos rompidos. Os novos</p><p>capilares aumentam a tensão do oxigênio nos ferimentos, aumentando a fibroplasia. A atividade mitótica nas</p><p>células mesenquimais adjacentes aumenta à medida que o sangue começa a fluir para os novos capilares. Os</p><p>canais linfáticos se desenvolvem de maneira semelhante aos leitos capilares, porém mais lentamente. A</p><p>drenagem linfática dos ferimentos é ruim durante o início da cicatrização. A combinação de novos capilares,</p><p>fibroblastos e tecido fibroso forma um tecido de granulação carnudo e vermelho brilhante 3–5 dias depois da</p><p>lesão. O tecido de granulação é formado em cada borda do ferimento em um ritmo de 0,4–1mm/dia. Quando não</p><p>é saudável, ele é branco e tem um alto conteúdo de tecido fibroso com poucos capilares; tecido de granulação</p><p>preenche os defeitos e protege os ferimentos. Ele fornece uma barreira contra a infecção, uma superfície para a</p><p>migração epitelial e uma fonte de fibroblastos especiais (miofibroblastos), que são importantes na contração do</p><p>ferimento. Acredita-se que eles contenham proteínas (actina e miosina) que contribuem com a contração do</p><p>ferimento. Os miofibroblastos não são encontrados no tecido normal, em ferimentos com incisão ou coaptação ou</p><p>no tecido que cerca um ferimento em contração. O epitélio é uma barreira importante contra as infecções internas</p><p>e a perda do fluido interno. O reparo epitelial envolve mobilização, migração, proliferação</p>

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