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22/09 Parasitologia I. CONCEITOS • Parasita – “ser que se alimenta de outro ser”. Indivíduo que necessita de outro ser para ter abrigo, alimento, reproduzir e perpetuar a espécie o Associação intima, lenta e direta entre o parasita e o hospedeiro. • Endoparasita – vivem dentro do hospedeiro. São aqueles que têm contato profundo com tecidos e órgãos dos hospedeiros. • Ectoparasita – vivem na superfície ou em cavidades do hospedeiro. São queles que têm contato com a pele dos hospedeiros. • Hospedeiro definitivo (HD) – é aquele em que o parasita é encontrado na sua forma adulta. • Hospedeiro intermediário (HI) – é aquele no qual se encontra a forma imatura do parasita. • Vetores mecânicos – meros transportadores, não há desenvolvimento do parasita. • Vetores biológicos – há desenvolvimento do parasita. • Período pré-patente (PPP) - compreende o momento da infecção até a maturidade sexual, quando se inicia a eliminação de ovos, cistos ou larvas. • Monoxeno – necessita somente de um hospedeiro. Infesta ou infecta diretamente seu HD, sem necessitar de HI. • Heteroxeno – quando existem dois ou mais hospedeiros. Ciliophora – filo • Todos os ciliados de animais domésticos pertencem ao filo Ciliophora. • Possuem o corpo com forma definida. • Micronúcleo que contém um conjunto normal de cromossomos, os quais participam ativamente na reprodução. • Macronúcleo envolvido em funções vegetativas/citoplasmáticas. • Com cílios vibráteis (ao menos em um estágio). • Reproduzem-se por cissiparidade. I. BALANTIDIUM COLI • Família Balantidiidae → gênero Balantidium coli. • Parasitas do trato digestivo. • Monoxênico → ciclo evolutivo direto. • Possuem forma subcilíndrica, elíptica ou oval. • Micronúcleo simples e macronúcleo alongado. • Tem vacúolo contrátil. • Causam balantidiose, também chamada de disenteria balantidiana. • Se localizam na luz do seco e do colón. • O quadro clínico é diarreia com muco e sangue. • O corpo é revestido por cílios e sua locomoção é rápida. 22/09 • Patogenia: o Comensal do intestino grosso de suínos. o Não invade a mucosa intacta do intestino. o Em caso de lesão são invasores secundários. o Causam lesões necróticas, hiperemia e congestão ocasionando ulcerações. • Diagnóstico: o Clínico pelos sinais. o Laboratorial: exame parasitológico de fezes, para identificação dos cistos por método de flutuação. o Histopatológico das úlceras intestinais (necropsia). • Profilaxia – evitar que os hospedeiros ingiram alimentos ou água contaminada com cistos; manejo correto dos dejetos. Flagelados • Filo Sarcomastigophora → família Hexamitidae. • Possuem 6 ou 8 flagelos, 2 núcleos e simetria bilateral. I. GÊNERO GIARDIA • Sua extremidade anterior é arredondada. • Possuem um ventosa ventral e 8 flagelos. • Giárdia lamblia – causam a giardiose também chamada de giardíase. • Hospedeiros: mamíferos (pequeno e grande porte). • Se localizam no intestino delgado. • Quadro clínico: diarreia crônica em animais jovens. • Ciclo evolutivo: o A contaminação se dá pela ingestão de alimentos ou água contaminados com a forma cística. o Excistamento ocorre nas criptas do duodeno. o Um cisto contém 2 trofozoítos. o Se fixam pelo disco para não serem eliminados. o No intestino os trofozoítos se encistam. o Cistos maduros são eliminados nas fezes. o Após duas semanas são infectantes e muito resistentes. • Patogenia: o Má absorção intestinal. o Diarreia. o Trofozoítos impedem a absorção de gorduras. o Irritação da mucosa pelo disco suctoriais. o Baixo pH favorece o crescimento da giárdia. • Diagnóstico: o Clínico pelos sinais. o Laboratorial: trofozoítos ou cistos nas fezes (coletas 3x com intervalo de 30 min). o Nas diarreicas – forma vegetativa ou trofozoíto (método direto). o Necropsia revela mucosa estomacal e intestinal intumescidas e com pontos hemorrágicos. • Profilaxia: o Tratamento de cães parasitados. o Desinfecção das fezes dos cães positivos. o Não permitir que as fezes fiquem expostas. II. GÊNERO TRITRICHOMONAS FOETUS • Filo Sarcomastigophora → subfilo Mastigophora → família Trichomonadidae. • Possuem 4 a 6 flagelos, o flagelo posterior possuí membrana ondulante. • Causam a tricomonose. • Hospedeiros são os bovinos. • Localizam-se no trato genital. • Quadro clínico: o Vaginite – corrimento mucopurulento. o Cérvix – útero: descolamento de placenta, morte do feto e aborto precoce. o Sem aborto – piometria. o Nos machos, contaminação do prepúcio e demais estruturas. Desinteresse em cobertura das vacas no cio. o Touro fica infectado toda a vida sem tratamento. 22/09 22/09 • Ciclo evolutivo: o É uma doença venérea. o Na fêmea, os parasitas se dividem por fissão binária. De 14 a 18 dias pós infecção há muitos parasitas. Que invadem o útero (podem estar ausentes na vagina). o Se reproduzem e retornam na vagina pelas secreções. o Os touros se infectam na cópula. • Diagnóstico clínico: o Anamnese e sinais clínicos. o Vaginite. o Esterilidade temporária. o Aborto (primeiro trimestre). o Piometria. • Diagnóstico laboratorial: o Fêmeas - muco vaginal (véspera do cio); descargas purulentas do útero. o Feto recém abortado – coleta do líquido amniótico. o Machos – lavagem prepucial, raspagem e sucção (prepúcio e pênis). • Profilaxia: o Inseminação artificial (fêmeas sadias). o Não usar sêmen, nem congelado, de touros positivos. o Tratamento dos animais positivos. o Exigência de parasitológico para novos indivíduos. o Envio para o matadouro de touros positivos. III. TRYPANOSSOMA CRUZI • Filo Sarcomastigophora → subfilo Mastigophora → família Tripanossomatidae. o Podem ser foliáceos ou arredondados. o Alguns gêneros possuem membrana ondulante. o Possuem núcleo grande. o Parasito de insetos ou parasitas de vertebrados e vetores insetos. • Trypanossoma cruzi – causa a doença de Chagas. • Hospedeiros: o Definitivos – humanos, primatas, cães, gatos e reservatórios silvestres. o Vetores – hemípteras (barbeiros). • Órgão de eleição – coração. • Quadro clínico: o Manifestações cardíacas. o Manifestações neurológicas devido a encefalite induzida pelo protozoário. 22/09 • Ciclo evolutivo: o Barbeiro ingere formas circulantes (tripomastigotas). o No intestino se transformam em epimastigotas e se multiplicam. o Seguem para o reto como tripomastigotas metacíclicos (infectante). o Barbeiro se alimenta e defeca, gerando coceira e as fezes entrem em contato com a lesão. o Quando penetram na lesão chegam na circulação sanguínea. o Um grande número de tripomastigotas é destruído, mas aqueles que escapam seguem para diferentes órgãos e tecidos, onde se transformam em amastigotas, constituindo os focos secundários e generalizados. o Nos focos secundários se multiplicam e transformam-se em tripomastigotas flagelada e voltam para o sangue. o O inseto se contamina ao se alimentar de animal contaminado. • Diagnóstico: exame de sangue o Métodos laboratoriais de visualização do parasito (direto). o Indiretamente pela presença de anticorpos no soro. • Profilaxia: o Combater o hemíptero destruindo seus ninhos. o Evitar habitações precárias. 22/09 • Importância veterinária e saúde pública: o Em humanos, promove a hiperfunção de órgãos como esôfago, baço, coraçãoe cólon. o Em animais, pode afetar clinicamente animais domésticos. o Animais são tidos como reservatórios da doença, juntamente com animais silvestres, como o tatu e o gambá. IV. LEISHMANIA • Filo Sarcomastigophora → subfilo Mastigophora → família Tripanossomatidae → gênero Leishmania. • Causa a leishmaniose. • Hospedeiros: o Definitivos – humanos, cães, e reservatórios silvestres. o Vetores – mosquito do gênero Lutzomyia. • Localização: o Visceral – fígado, baço e medula óssea do hospedeiro vertebrado (amastigotas). o Cutânea. • Ciclo evolutivo: o na picada o mosquito se infecta com as formas amastigotas. Estas, no intestino, transformam-se em promastigotas que se localizam no canal alimentar do inseto. o A picada no hospedeiro libera as formas promastigotas que penetram nos macrófagos, onde se transforma em amastigotas e multiplicam-se ganhando a corrente sanguínea indo ao baço, ao fígado ou à medula óssea. o No citoplasma das células, os parasitas se multiplicam até a ruptura sendo fagocitados novamente por novas células. 22/09 • Patogenia nos cães (cutânea): o Lesões ulcerativas nas orelhas ou em outras áreas da pele. o Lesões muco cutâneas erosivas e linfadenomegalia. o Hiperqueratose de coxim com onicogrifose. • Diagnóstico laboratorial: o Biopsias de baço, fígado, nódulos. o Raspagens de lesões cutâneas. o Observação direta ou cultivo do material. • Profilaxia: o Diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos. o Redução da população de mosquitos do gênero Lutzomyia. o Eliminação dos reservatórios infectados. o Canina é mais resistente à terapia do que a humana. o Coleira repelente do inseto vetor. o Vacina contra leishmaniose para os cães. 22/09 • Zoonose endêmica na maioria dos estados do Brasil. • Alta incidência, ampla distribuição geográfica. • Pode provocar lesões desfigurantes. 29/09 Coccídeos • Filo Apicomplexa. • Parasitas intracelulares obrigatórios. • Não possuem cílios. • Zoíto – auxilia na invasão da célula. Formas infectantes. o Esporozoíto; o Merozoíto; o Taquizoíto; o Bradizoíto. I. CRYPTOSPORIDIUM • Filo Apicomplexa → subfilo Protozoa → ordem Eucoccidiorida → família Cryptosporidiidae → gênero Cryptosporidium. • Locomovem-se por deslizamento, com ciclo amplamente intracelular e possuem fases de reprodução sexuada e assexuada. • Monoxênico, intracelular superficial. • Órgãos de eleição: intestino, parênquima pulmonar, vesícula biliar, ductos pancreáticos, esôfago e faringe. • Vias de eliminação fezes. • Morfologia: o Esféricos, de 1 a 4 micrometros. o Ausência de esporocisto. o Quando esporulado contêm 4 esporozoítos. o Já elimina a forma viável. o Auto contaminação. • Ciclo evolutivo: o 2 a 8 dias. o Monoxênico. o Assexuado ocorre por mesogonia. o Sexuada ocorre a formação de macro e microgametócitos. o Oocistos com 4 esporozoítos são eliminados cerca de 80%. o Oocistos de parede delgada (20%) se rompem no interior do hospedeiro, promovendo a autoinfecção. II. SARCOCYSTIS • Subfilo Protozoa → filo Apicomplexa → família Sarcocystidae → gênero Sarcocystis. • É heteróxeno obrigatório, portanto, são necessários dois hospedeiros: predador e presa. • Hospedeiros: o Definitivos – os carnívoros são os hospedeiros finais ou definitivos (predadores). o Intermediários: herbívoros e onívoros (presas) – causa patogenia. • Causa doença no HI. 29/09 • Morfologia – os oocistos esporulados contêm dois esporocistos com quatro esporozoítos. • Ciclo biológico: o O HD se infecta com formas encistadas do músculo do HI. o HI ingere pasto com oocistos esporulados contaminados por fezes do HD. o Esporozoítos penetram na mucosa intestinal do HI e do sangue vão para os tecidos. o Endodiogenia – célula mãe com duas células filhas – 15 a 30 dias. o Multiplicação rápida – fase proliferativa – fase aguda. o Formação de cistos típicos nos músculos e cérebro. o Cistos alongados com parasitas esféricos – metrócitos (Endodiogenia). o Muitos metrócitos geram bradzoítos (com formas bananas ou salsichas). o HD ingere cistos intramusculares maduros com bradzoítos. • Patogenia – perturbações gastrointestinais na ingestão de cistos. Meningoencefalite protozoária equina (MEP). • Diagnóstico - clínico pelos sinais, biopsia e necropsia. • Profilaxia: o Prevenir infecção do predador – não ingerir carne crua dos HI. o Evitar acesso de cães aos matadouros. o Não deixar carcaça de animais abatidos no campo. o Esclarecer habitantes rurais. III. NEOSPORA • Subfilo Protozoa → filo Apicomplexa → família Sarcocystidae → gênero Neospora → espécie Neospora caninum. • Inicialmente confundido com Toxoplasma gondii. • Causa neosporose. • Causadora de aborto em gado. 29/09 • Em cães – meningoencefalomielite, miosite e dermatite ulcerativa. • Oocistos são subesféricos e quando esporulados apresentam dois esporocistos com quatro esporozoítos. • Os taquizoítos podem ser ovoides ou ter forma de meia lua. • Ciclo biológico: o Cão pode ser HI ou HD. o Eliminam nas fezes oocistos não esporulados (ingestão de tecidos). o Ciclo assexual – intestino do cão. o Oocistos esporulam no ambiente e são ingeridos pelo HI – esporozoítos infectantes são liberados no intestino. o Penetram na célula – taquizoítos. o Multiplicação intensa, dano ao tecido, difundem a infecção. o Endogenia – até 100 em uma célula. o Em cães: células nervosas, macrófagos, fibroblasto, endotélio, células renais, fígado. • Diagnóstico: o Clínico: aborto 5 a 6 meses. o Vacas soro positivas apresentam decréscimo do reflexo patelar, assimetria dos olhos. • Taquizoítos divisão rápida e intensa. • Bradzoítos divisão lenta e controlada. • Profilaxia: o Remoção de todos os tecidos contaminados do ambiente. o Evitar o acesso de cães aos criadouros para não contaminar a pastagem. o Evitar a contaminação de água e pastagem. IV. CYSTOISOSPORA • Subfilo Protozoa → filo Apicomplexa → família Sarcocystidae → gênero Cystoisospora. • Causa a cistoisosporíase. • Hospedeiros – mamíferos. • Patogenia – diarreia em filhotes e diminuição no desenvolvimento. • Infecção é autolimitante. • Morfologia – os oocistos, quando esporulados, apresentam dois esporocistos, que contêm quatro esporozoítos cada um. • Ciclo biológico: o Alimentos ou água contaminados com oocistos esporulados. 29/09 o No tubo digestivo, os esporozoítos saem do oocisto e penetram nas células epiteliais do intestino - trofozoítos. o Divisões meióticas formam merontes com merozoítos. o Células se rompem liberando merozoítos. o Penetram novas células intestinais – assexuada. o Diferenciação sexuada originam macro e microgametócitos. o Saem da célula – fecundação – zigoto ou oocistos imaturos. o Exterior com as fezes – esporulação. o Formam os esporocistos, que contêm quatro esporozoítos cada um. • Quadro clínico – patogenicidade variável, diarreia em filhotes e diminuição do desenvolvimento, porém a infecção é autolimitante. • Diagnóstico – oocistos em parasitológico de fezes, necropsia com fases do ciclo. • Profilaxia: o Com base em higiene, boa alimentação e adequada lotação animal por área. o Uso de coccidiostáticos adicionados a água. • Não infecta humanos.V. HAMMONDIA • Subfilo Protozoa → filo Apicomplexa → família Sarcocystidae → gênero Hammondia. • Hammondia hammondi (gato) e H. heydorni (cão). • Heteroxênico – predator e presa. • Hospedeiro: o Definitivos – gato e cães. o Intermediários – caprinos, ovinos e roedores (de modo experimental). • Morfologia: o Oocistos são subesféricos. o Esporulados, dois esporocistos com quatro esporozoítos. o Cistos delgados bradzoítos. • Ciclo biológico: o HI (presa) – ingere os oocistos esporulados. o Fase assexuada ocorre nos músculos e formam cistos. o HD (predador) ingere os cistos presentas na musculatura do HI. o Após gametogonia são eliminados muitos oocistos. • Diagnóstico: parasitológico de fezes quando há grande quantidade de oocistos; PCR. • Profilaxia: o Evitar alimentar com carne crua ou malcozida. o Impedir que saiam para caçar. o Evitar que consumam carcaças, que devem ser enterradas. 29/09 VI. TOXOPLASMA • Subfilo Protozoa → filo Apicomplexa → família Sarcocystidae → gênero Toxoplasma → espécie Toxoplasma gondii. • Heteróxena facultativa. • Seu ciclo pode ser direto, ou seja, todo completo no HD, ou pode haver HI. • Hospedeiro definitivo – gatos e felídeos. • Estrutura: o Oocisto – duas membranas e dois esporocistos – 4 esporozoítos. o Taquizoítos – meia lua, pseudocisto (rápida). o Bradzoítos – endodiogenias formam cistos teciduais (lenta). o Cistos – vísceras, cérebros e músculo. 29/09 • Quadro clínico – infecções não apresentam sinais para ambos os hospedeiros. o OBS.: via transplacentária – na infeção aguda transmite para o feto. o Taquizoíto passa pela barreira hematoplacentária e se instala no SNC e globo ocular. • Diagnóstico: o Presença de oocistos nas fezes. o Necropsia com inflamação, necrose, pneumonite e encefalomielite fetal. o Testes sorológicos – infecção aguda ou crônica. • Profilaxia: o Erradicar a infecção felina. o Carne e leite não devem ser ingeridos crus. o Combate aos ratos. o Exame de fezes em gatos. o Eliminação de gatos errantes e abandonados. o Prevenção da infecção humana. • Só há risco para as gestantes se a primeira infecção por T. gondii ocorrer durante a gestação. • Apenas gatos e felídeos transmitem. • A maior fonte de infecção para humanos são carnes com cistos ou pseudocistos e ingeridas cruas ou malcozidas. 06/10 Nemathelminthes • Classe Nematoda – corpo alongado, cilíndrico, fino e extremidades afiladas; não segmentados. • Apresentam mudas para o crescimento. • Cutícula espessa e rica em fibras colágenas. o Proteção contra enzimas e outros produtos do hospedeiro. o Segmentação restrito a cutícula. • Sistema reprodutor: o Dioicos – sexos separados; dimorfismo sexual. o Há fecundação, desenvolvimento no útero; ovo eclode larva. • Desprovido de apêndices (cerdas, pelos ou escamas). • Apresentam tubo digestivo completo. • A grande maioria é monóxenos. • Vermes redondos ou lombrigas (vulgarmente). • Evolução: o Vão do ovo até a fase adulta. o Passam por quatro mudas e cinco estágios. 06/10 I. OXYURIDAE • Filo Nemathelminthes → família Oxyridae → gênero Oxyuris → espécie oxyuris equi. • Relativamente pequenos. o Fêmeas 50 a 150 mm. o Machos 9 a 12 mm. • Monóxenos – ciclo direto, fecal-oral. • Parasitas do intestino grosso de mamíferos. • Coloração esbranquiçada e corpo espesso. • Ovos ovalados, assimétricos com opérculo – embrionados. • Hospedeiros – equinos e asininos. • Localizam-se no intestino grosso. • Período pré patente – 120 a 150 dias. • Ciclo evolutivo: o Fêmeas migram até o reto – postura 8.000 a 60.000 ovos na região perianal, em cordões. o São eliminados na defecação seguinte. o Cordões de ovos caem no solo. o Duas mudas no interior do ovo. o Duas mudas no interior do ovo. o L3 (larva infectante) eclode após 4 a 6 dias. o Viabilidade do ovo – 2 a 3 meses. o Infecção passiva (ovo L3); eclosão no intestino delgado, segue para cólon e coco, alimenta-se. o Após 3 dias L4. o Dois meses – adulto. o Fêmea inicia a postura entre 100 a 150 dias. • Quadro clínico: o Febre, inapetência e cólica. o Prurido anal, causando coceira e queda de pelo. o Lesões podem ser invadidas por bactérias. • Patogenia – danos a mucosa anal dependendo do número de larvas L4. • Diagnóstico: o Pelos sinais. o Constatação de cordões esbranquiçados pendentes no ânus. o Pesquisa de ovos nas fezes. o Coleta de fezes do reto. • Profilaxia: o Água limpa, bebedouro adequado. o Higiene dos estábulos. o Levantamento da oxyurose. o Tratamento dos animais parasitados. II. ANCYLOSTOMA • Filo Nemathelminthes → família Ancylostomatidae → gênero Ancylostoma. • Pequenas dimensões – até 30 mm de comprimento. • Cápsula bucal ampla com orifício oral – dentes ou lâmina cortantes. Com 3 pares de dentes e duas lancetas triangulares na base. • Hematófagos. • Monóxenos – geohelmintos. • Vulva no terço posterior do corpo. i. Ancylostoma caninum • Coloração branco acinzentada ou avermelhada. • extremidade anterior é levemente dilatada. • Três pares de dentes na margem ventral. • Machos 9 a 13 mm. • Fêmeas 14 a 20 mm. • Ciclo evolutivo: o A fecundação ocorre no intestino delgado do hospedeiro. o Fêmea coloca entre 7.700 e 28.000 ovos. o Eliminação pelas fezes. o Evolução dos ovos precisa de oxigênio, umidade e temperatura entre 23 a 30°. o Bolo fecal revolvido por ação mecânica. o Areia fina, com húmus, lugares sombrios e úmidos. o L1 eclode em 24h – se alimenta das bactérias do bolo fecal. o L2 em 3 dias – ainda se alimenta de bactérias. o L3 migram para fora da massa fecal – solo. o Sobem para objetos – folhas, areia. o Permanecem esperando um hospedeiro – parecendo chama de uma vela. o No encontro de uma superfície penetram. o L3 atravessa a pele e atinge a circulação sanguínea ou linfática. o Seguem aos pulmões e transformam-se em L4 na luz dos alvéolos, passam pelos bronquíolos, brônquios, traqueia, laringe até chegarem na faringe. o Ocorre o aumento da secreção de muco, e chegam na faringe onde parte é expectorada e paste é deglutida, indo para o sistema digestório. o Esse processo é chamado de Ciclo de Loss. o As larvas ingeridas penetram nas glândulas gástricas. o Migram para a luz do intestino delgado – em 3 dias L4. o Larvas maduras entre 15 a 26 dias. o Em jovens os ovos encontrados nas fezes 18 dias. Em velhos, 26 dias. o Período de vida dessa espécie no cão até 2 anos. o Quando as larvas estão no intestino delgado perdem a capacidade de penetração. o A cápsula bucal se completa depois da 4ª muda. 06/10 • Infecção pré-natal: o Se as larvas ganharem a circulação chegam a placenta e ao feto. o Maturação pós nascimento – ovos nas fezes após 10 a 12 dias. o Podem ser transmitidas pelo colostro. • Quadro clínico: o Fezes escuras. o Anemia. o Palidez nas mucosas. o Apatia. o Morte acontece em filhotes de cão e gato apenas. • Patogenia: o Parasitas mais patogênicos em cães e gatos. o Anemia e perturbações decorrentes. o Sugam sangue em todos os estágios da vida. o Sangria com substância anticoagulante. • Diagnóstico clínico pelos sinais; laboratorial microscopia de ovos nas fezes. • Profilaxia: o Canis dentro do padrão. o Desinfecção dos canis – destruir as larvas. o Água limpa e fornecida em recipientes apropriados. o Lavar oscães após passeios – sujeiras com larvas. o Exame de fezes. o Tratamento dos cães positivos. o Remoção e incineração de fezes. o Solos argilosos e de cascalho tratados com sal. o Educação sanitária. ii. Ancylostoma braziliense • Morfologia: o Coloração rosada e extremidades afiladas. o Um par de dentes bem desenvolvidos e um par rudimentar. o Machos 5 a 7,5 mm; fêmeas 6,5 a 10,5mm. • Hospedeiros – caninos, felinos, e ocasionalmente o homem. • Localizam-se no intestino delgado. • Se nutrem do sangue. • Ciclo atípico: o Parecido com o A. caninum. o Larvas penetram na pele do hospedeiro não habitual. o Não completam seu ciclo – parasitismo restrito. o Larvas vagueiam na pele – bicho geográfico. 06/10 iii. Ancylostoma duodenale • Morfologia: o Dois pares de dentes bem desenvolvidos. o Machos 8 a 11 mm; fêmeas 10 a 18 mm. • Hospedeiro: homem. • Localizam-se no intestino delgado. • Ciclo evolutivo, patogenia, diagnóstico e profilaxia semelhantes ao A. caninum. • Infecção mais comum é a ativa. A passiva via oral é menos frequente. III. GÊNERO BUNOSTOMUM • Cápsula bucal com duas lâminas cortantes (semilunares). i. Bunostomum phlebotomum • Corpo afilado nas duas extremidades. • Cápsula bucal com duas lâminas quitinosas cortantes. • Macho 10 a 12 mm; fêmea 16 a 19 mm. • Hospedeiros – bovinos e zebuínos. • Localizam-se no intestino delgado. • Período pré patente – seis semanas após a penetração e de 7 a 10 semanas após a ingestão. • Coloração cinza esbranquiçada. • Os ovos medem 97 micrometros de comprimento por 50 micrometros de largura e contêm quatro a oito blastômeros. • Ciclo evolutivo: o Ovos eliminados nas fezes do hospedeiro. o Casca espessa. o L1 – 24h → L2 – 3 dias (infectante) → L3 8 dias pós postura. o L3 permanece na massa fecal. o Via cutânea mais comum. L3 penetra na circulação vagueia por 10 dias – pulmão. o Perfuram capilares e alvéolos, transformam-se em L4. o Chegam na faringe – parte é eliminada e parte é deglutida. o Chegam no intestino delgado e sofrem a última muda. o Ovos aparecem nas fezes entre 52 a 68 dias pós infecção. o Via oral pode ocorrer, mas é mais rara. • Quadro clínico: o Urticaria e dermatite local. o Gado estabulado com coceira. o Diarreia, anemia, perda de peso. o Edema na região mandibular. o Morte em casos graves. • Patogenia – irritação na pele, hemorragias intestinais. • Diagnóstico – clínico pelos sinais; necropsia; laboratorial - ovos método de flutuação. ii. Bunostomum trigonochephalum • Hospedeiros – ovinos e caprinos. • Localizam-se no intestino delgado. • Período pré patente – de 4 a 8 semanas. • Ovos 90 micrometros de comprimento por 51 micrometros de largura e contêm quatro a oito blastômeros. 06/10 IV. GÊNERO ASCARIS • Grandes e de cor rosada. • Três lábios no orifício oral. • Ovos de cor castanha, casca espessa com saliências externas. • Sem dificuldade de identificação – tamanho e especificidades. i. Áscaris suum • Hospedeiros – suínos. • Machos 15 a 25 cm; fêmeas 20 a 40 cm. • Localizam-se na luz do intestino delgado. • Período pré patente – 42 a 62 dias. • Ciclo evolutivo: o Os suínos se infectam ao ingerirem o ovo com a L3. o L3 penetra na mucosa, por via linfática segue para os linfonodos, fígado, coração e pulmão. o L4 ocorre nos alvéolos. o Larvas L4 chegam à glote, são deglutidas e alojam-se no intestino delgado, passando a adultos. • Quadro clínico: o Depende do número de áscaris. o Áscaris adultos – crescimento retardado, perda de apetite, lombo e ventre proeminentes – morte por obstrução. o Larvas – infecção com tosse, febre, pneumonia e icterícia. o Nos rins causam nefrite; coração e SNC lesões irreversíveis. • Diagnóstico - clínico pelos sinais; laboratorial pesquisa de ovos nas fezes; • Profilaxia: o Limpeza e esterilização do ambiente com produtos químicos ou água fervente. o Tratamento dos animais parasitados com anti- helmínticos. o Evitar o contato dos animais com as fezes. o Instalação de bebedouros e comedouros elevados, para que não entrem em contato com as fezes. o Fêmeas produzem 200.000 ovos/dia. o Ovos resistentes com casca 3 camadas. o Permanece vivo de 6 meses até 7 anos. o Pegajosos e ficam aderidos ao ambiente. o Maioria dos desinfetantes não agem nos ovos. V. GÊNERO TOXOCARA • Expansão cervical proeminente. • Ovos de casca espessa. • Parasitas de carnívoros. i. Toxocara canis • Tamanho médio. Fêmea com 9 a 18 cm; macho com 4 a 10 cm. • Boca trilabiada. • Ovos de casca espessa irregular, de coloração castanho-escura. • Ciclo de vida: o Ovos saem nas fezes e formam-se L1, L2 e L3 dentro do ovo. o O HD pode se infectar de quatro maneiras – ingestão do ovo; via transplacentária; vis transmamária; via hospedeiros paratênicos. • Em cães adultos, o ciclo mais frequente acontece com a ingestão dos ovos larvados com L3; estes eclodem e as larvas alcançam os pulmões, adentram à circulação de retorno para o coração e são bombeadas pela aorta para diferentes partes do corpo onde se mantêm ativas por anos nos tecidos. • Pode haver contaminação do cão e do gato por meio da ingestão de roedores, aves e outros animais que ingeriram ovos larvados e têm as larvas infectantes nos seus tecidos. • As larvas ficam encapsuladas nos tecidos e não ocorre desenvolvimento nos hospedeiros paratênicos. • Em ratos, já foram encontradas larvas viáveis no cérebro, no fígado, na musculatura, nos rins e no coração. • Patogenia: o Nos humanos, a ingestão acidental do ovo com a L3 de Toxocara canis provoca a larva migrans visceral. o A larva segue pela circulação até o fígado e desencadeia reações de corpo estranho- lesões hepáticas. o Os olhos os mais frequentemente afetados: retina, nervo óptico –perda total visão A larva na retina forma um granuloma que pode causar perda parcial da visão. o Em cães e gatos, a infecção pode causar pneumonia, e até oclusão parcial ou completa do intestino e, em casos mais raros, perfuração com peritonite. • Diagnóstico: exame de fezes; nos hospedeiros acidentais pesquisa de anticorpos. • Profilaxia: o Evitar que os hospedeiros tenham contato com os ovos larvados, queimar ou compostagem. o Praças e parques públicos devem limitar a presença de animais pelo risco de infecção das crianças. o Como os ovos são pegajosos, deve-se lavar o ambiente com água quente e vassoura para desgrudá-los e manter os recintos secos e arejados. O sol desseca o ovo. 29/09 Parasitologia I. EIMERIA • Reino protista → filo Apicomplexa → família Eimeriidae → gênero Eimeria. • Locomovem-se por deslizamento, com ciclo amplamente intracelular e possuem fases de reprodução sexuada e assexuada. • Intracelular; monóxeno; espécie- específicos. • Órgãos de eleição – intestino, fígado e rins. • Vias de eliminação – fezes. • Fases do ciclo: o Merogonia – 1ª fase (hospedeiro) - responsável pelos sinais clínicos. Reprodução assexuada e intensa. o Gametogonia – 2ª fase (hospedeiro) – responsável pela liberação dos protozoários nas fezes. Reprodução sexuada. o Esporogonia – 3ª fase (ambiente) – evolução. o Ingestão do protozoário (forma infectante) – 4 esporocistos com 2 esporozoítos cada. o Liberação final do esporozoíto no intestino – livre na luz intestinal penetra na célula. • Diagnóstico – parasitológico e achados de necrópsias. • Ação no hospedeiro: o Enterites e diarreias; o Síndrome de má-absorção; o Atrasono desenvolvimento, emagrecimento; o Mortalidade; o Outras enfermidades associadas à destruição epitelial. • Prevenção e controle – drogas, nutrição, manejo. o Tratamento não elimina coccídeos. 03/10 Hemoparasitas I. GÊNERO BABESIA • Reino Protozoa → filo Apicomplexa → ordem Piroplasmorida → família Babessidae. • Protozoários parasitas de hemácias. • São divididas em pequenas menores que 3 micrometros e grandes maiores que 3 micrometros. • Vetor biológico – carrapatos ixodídeos. 03/10 • Ciclo biológico: o O carrapato, ao se alimentar do sangue do hospedeiro ingere os gamontes. o Se diferenciam em gametas masculinos e femininos e iniciam a reprodução sexuada, ou gametogonia. o O produto da fusão dos gametas é um zigoto que penetra nas células do tudo digestivo do carrapato e nelas se multiplica por divisão binária originando os esporocinetos. o as células infectadas se rompem e liberam os esporocinetos que migram até atingir as glândulas salivares. o Se multiplicam novamente de forma assexuada dando origem às formas infectantes para os hospedeiros que são os esporozoítos. o O carrapato ao sugar sangue do hospedeiro inocula os esporozoítos que penetram nas hemácias. o Transformam-se em trofozoítos e dividem-se assexuadamente por divisão binária, formando merozoítos. 03/10 • Sinais clínicos: o Doença semelhante nos diferentes hospedeiros. o Anemia hemolítica – febre, anemia, anorexia, e hemoglobinemia. o Intensidade da infecção à resposta imune e à idade do hospedeiro. • Importância econômica: o Queda na produção de leite. o Diminuição do crescimento. o Morte dos animais. o Custo do controle e tratamento. o Custo do controle dos vetores. i. B. bovis • Mais patogênica. • Obstrução vascular, anoxia tecidual e perda da função do órgão (cérebro, coração, pulmão e rins). • Incoordenação motora, cegueira, tremores musculares, paralisia dos membros pélvicos, movimentos de pedalagem, convulsão e morte. ii. Cães • B. canis, B.vogeli e B. gibsoni. • Vetor Rhipicephalus sanguineus. iii. Equídeos • B. equi e B. caballi. • Vetor – amblyomma e dermacentor. II. ORDEM RICKETTSIALES • São bactérias caracterizadas pela disseminação por vetores, principalmente carrapatos ixodídeos. • Intracelulares; coco-bacilos gram- negativos. • Rofeocitose reversa – anemia imunomediada. i. Família Anaplasmataceae • Gênero Anaplasma. • Transmissão: o Vetor biológico – carrapatos, colônias bacterianas no intestino. Transestadial → transmissão pela cópula. o Vetor mecânico – mosquitos e moscas hematófagas. o Transplacentária. • Diagnóstico – esfregaço sanguíneo; sorologia; PCR e hemograma. ii. Gênero Ehrlichia • Ehrlichia canis e Erlichia chaffensis. • Vetor – rhicephalus sanguineus. • Células parasitadas - leucócitos. • Zoonose. iii. Rickettsia rickettsii • Hospedeiros – cães, equinos, capivara, pequenos roedores silvestres. • Vetor biológico – Amblyomma sculptum, A. ovale e A. aureolatum. • Hospedeiro vertebrado – no citoplasma de células do endotélio vascular. • Sinais gerais – lesões cutâneas, descarga nasal, ocular, dispineia, tosse. • Controle: o Vetores – quantidade mínima de carrapatos garante a imunidade, mas não alta infecção. o Estabilidade enzoótica – continuidade da presença dos vetores. o Tratamento profilático. 10/10 Nemathelminthes I. DIOCTOPHYMA RENALE • Filo Nemathelminthes → classe Nematoda → família Dioctophymatidae. • Morfologia – nematoides de cor vermelha. o Fêmeas podem chegar até 1 m de comprimento e tem a vulva próxima a extremidade anterior do corpo. o Machos medem aproximadamente 40cm tem somente espiculo. • Órgão de eleição – rins. • Hospedeiros – canídeos, bovino, equino, suínos, homem e animais silvestres. • Ciclo biológico: o Os ovos saem na urina morulados e no ambiente a L1 se desenvolve dentro o ovo. o O anelídeo aquático ingere o ovo e a L1 é liberada, indo para sua cavidade celomática, onde passa a L2 e L3. o Hospedeiro intercalada – invertebrado, única exceção. o O peixe pode ingerir o anelídeo com a L3, tornando- se parasitado; hospedeiro paratênico. o O hospedeiro definitivo ingere o peixe com a L3; esta atravessa o tubo digestivo e migra preferencialmente para o rim direito. o Forma infectante L4. • Sinais clínicos – urina com sangue, andar vacilante, apatia, depressão, hipertrofia renal contralateral compensatória. • Diagnóstico – cirurgia, necropsia e parasitológico de urina. II. STEPHANURUS DENTATUS • Ciclo biológico: o Os ovos saem na urina e no solo eclodem. o A L3 desenvolve-se no interior do ovo e o HD se contamina de 3 formas. o Oral – o suíno ingere a L3 e faz sua muda para L4 no estômago seguindo para o fígado onde realiza a muda final. o Percutânea – as larvas L3 penetram na pele migram para pulmão onde se tornam L4, seguem para aorta e atingem o fígado. o Pré-natal – quando as larvas caem na cavidade peritoneal, ocorre esse tipo de infecção. o Se desenvolve no fígado, mas fecha o ciclo nos rins. • Diagnóstico – característica da criação do suíno, parasitológico da urina, necropsia ou abate. • Profilaxia – piso ripado, combate a minhocas, desinfecção, incineração de dejetos, exames periódicos. III. METASTONGYLIDEOS • Bolsa copuladora reduzida. • Sem cápsula bucal, orifício oral circundado com lábios. • Órgão de eleição – trato respiratório. • Esbranquiçado. • Ovovípara – único que elimina ovo. • Hospedeiro – suínos. • Controle: o Isolamento e tratamento dos parasitados. o Higiene e desinfecção. o Piso ripado. o Drenagem de pântanos. 10/10 i. Mullerius capillaris • Hospedeiros definitivo – ovinos e caprinos. • HI – Moluscos gastrópodes. • Eclosão dos ovos liberando L1 no pulmão. • Via de eliminação – fezes ou expectoração. ii. Angiostrongylus • Vermelhos. • Hospedeiro – caninos. • Dispneia, asfixia, ascite. • HI – Moluscos gastrópodes terrestres. • Órgão de eleição – artéria pulmonar e coração direito. • Eclosão da L1 → pulmão → expectoração (ingestão). • Homem é hospedeiro acidental. iii. Aelurostrongylus • Hospedeiro – felinos. • HI – Moluscos gastrópodes. • Órgão de eleição – pulmão (eventuais quadros dispneicos; trombos pelos ovos). • Diagnóstico por ocasião de necropsia. iv. Dictyocaulus • Monóxeno. • Esbranquiçado. • Ovovíparo – ovo casca fina pode eclodir no pulmão do HD ainda recém- infectado. • Geotropismo negativo. IV. TRICHOSTRONGILÍDEOS • Cápsula bucal ausente. • Alimentam-se de sangue e mucosa do trato gastrointestinal. • Ovos elípticos de casca fina. • L3 forma infectante – com cutícula dupla não se alimenta → proteção no meio. • Mais importantes e patogênicos para gado. • Macho com bolsa copuladora e dois espículos. • Diarreia, emagrecimento, gastrite, enterite. • Órgão de eleição – abomaso ou estômago. i. Haemonchus • Possuem dentículos – hematófagos. • Clima quente. ii. Ostertagia • Clima frio. • Inapetência, perda de peso e diarreia. • HD – ovinos, caprinos e bovinos.