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Muitas são as situações em que um evento de parada cardiorrespiratória (PCR) pode
ocorrer. A forma como deve ser realizado o retorno circulatório pode variar conforme
a situação e a avaliação.
Uma paciente do sexo feminino, 43 anos, chega à emergência após uma queda na rua
em detrimento à perda de consciência. Foi removida pelo SAMU e chegou à
emergência sem dificuldade respiratória, negando fatores de risco cardiovasculares
ou histórico familiar que apresentasse relação à presente situação. Ao exame físico,
estava hemodinamicamente estável, pressão arterial era de 110/65 mmHg e a
frequência cardíaca (FC) era de 112 batimentos por minuto (bpm), exame neurológico
sem alterações, ausculta cardíacas e pulmonares normais. Foi monitorada e colocada
em observação, no entanto, poucos minutos depois perdeu a consciência e o monitor
cardíaco apresentou o traçado abaixo:
Qual ritmo cardíaco você consegue perceber no exame apresentado? A partir desse
ritmo, qual a conduta de ação que deverá ser tomada a fim de restabelecer o fluxo
circulatório e a retomada do ritmo regular de batimentos cardíacos?
A partir do eletrocardiograma do paciente, verifica-se um ritmo de fibrilação ventricular. A
fibrilação ventricular é uma arritmia cardíaca grave em que não existe sincronização de
contração entre as fibras musculares cardíacas. Quando identificada a fibrilação ventricular,
a desfibrilação elétrica é considerada o atendimento prioritário. Observe o Algoritmo de PCR
para adultos indicado pela American Heart Association no Guidline de 2020 e destacado no
documento “Destaques das diretrizes de RCP e ACE de 2020”, que indica as ações a serem
tomadas na Fibrilação ventricular, seguindo o caminho da numeração 2.

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