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DRA. LARISSA DONATO
AGROCLIMATOLOGIA 
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EXPEDIENTE
Coordenador(a) de Conteúdo 
Grazielle Jenske
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Nivaldo Villela de Oliveira Junior
Design Educacional
Nome DE
Curadoria
Nome do Curador
Revisão Textual
Nome REV
Ilustração
Nome Ilustra
Fotos
Shutterstock
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. DONATO, Larissa.
AGROCLIMATOLOGIA / Dra. Larissa Donato. - Indaial, SC: Arqué, 
2023.
172 p
ISBN papel xxxxxxxxxxxxxxx
ISBN digital xxxxxxxxxxxxxxx
“Graduação - EaD”. 
1. Clima 2. Meteorologia 3. Tempo4.EaD. I. Título. CDD - 613.1 
FICHA CATALOGRÁFICA
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ACADÊMICO!ACADÊMICO!
AO FIM DE CADA TEMA DE APRENDIZAGEM, 
VOCÊ É CONVIDADO A VERIFICAR O QUE COM
PREENDEU SOBRE O ASSUNTO ESTUDADO, 
REALIZANDO ALGUMAS ATIVIDADES.
ACESSE AS ÚLTIMAS PÁGINAS DE CADA TEMA 
E RESOLVA AS ATIVIDADES PROPOSTAS. NÃO 
PERCA A OPORTUNIDADE DE AMPLIAR SEUS 
CONHECIMENTOS!
NO FINAL DO LIVRO VOCÊ PODE ACESSAR O 
GABARITO E CONFERIR A RESOLUÇÃO DAS 
ATIVIDADES DE CADA TEMA.
 BOA SORTE! 
AVISO IMPORTANTE!
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RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou 
conceitos avançados, levando ao 
aprofundamento do que está sen-
do trabalhado naquele momento 
do texto. 
APROFUNDANDO
Professores especialistas e 
convidados, ampliando as 
discussões sobre os temas 
por meio de fantásticos 
podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
Utilizado para agregar um 
conteúdo externo. Utilizando 
o QR-code você poderá 
acessar links de vídeos, 
artigos, sites, etc. Acres-
centando muito aprendizado 
em toda a sua trajetória.
EU INDICO
Este item corresponde a uma 
proposta de reflexão que pode 
ser apresentada por meio de uma 
frase, um trecho breve ou uma 
pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre 
o tema. Após o texto trazer a 
explicação, essa interlocução pode 
trazer pontos adicionais que con-
tribuam para que o estudante não 
fique com dúvidas sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Uma dose extra de conheci-
mento é sempre bem-vinda. 
Aqui você terá indicações de 
filmes que se conectam com 
o tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de conheci-
mento é sempre bem-vinda. 
Aqui você terá indicações de 
livros que agregarão muito 
na sua vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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CAMINHOS DE APRENDIZAGEM
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9U N I D A D E 1O QUE É DE FATO A CLIMATOLOGIA? 10
Fundamentos da climatologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Tempo e clima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
ESTAÇÕES DO ANO: ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO 42
AS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS 56
76U N I D A D E 2ATMOSFERA E ÁGUA: ESPAÇO GEOGRÁFICO EM ANÁLISE 77
ELEMENTO CLIMÁTICO: A PRECIPITAÇÃO E O CICLO DA ÁGUA 87
AS ESCALAS DE ESTUDOS CLIMÁTICOS 105
118U N I D A D E 3
CLASSIFICAÇÕES CLIMÁTICAS 119
FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS I 141
FENÔMENOS CLIMÁTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS II 155
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UNIDADE 1UNIDADE 1
UNIDADE 1
MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
O QUE É DE FATO A CLIMATOLOGIA?
DRA. LARISSA DONATO
Entenda o que é a Climatologia e suas aplicações.
Conceituar clima e tempo.
Diferencie climatologia e meteorologia.
Conceituar fatores climáticos.
Conceituar elementos do clima.
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INICIE SUA JORNADA
FUNDAMENTOS DA CLIMATOLOGIA
Você já parou para pensar qual a importância da climatologia na sua vida e em 
todas as mudanças climáticas que ocorreram no globo? Há séculos, a temperatura 
de determinados locais não era como é agora, ou seja, as estações do ano eram 
diferentes das atuais, existiam locais que eram cobertos de gelo e, hoje, são verda-
deiras florestas e, também, locais que eram mar e, hoje, são desertos. Por exemplo: 
No norte do Paraná, onde hoje se encontra a floresta estacional semidecidual, 
presente na mata atlântica, são encontrados relictos de savana, mostrando que o 
paleoclima era muito mais seco que o atual. Diversas áreas da Mata Atlântica já 
foram submersas em oceano, e o próprio deserto do Saara, o maior do planeta 
Terra, já foi um mar com mais de 3.000 quilômetros de extensão, com possibili-
dade de atingir mais de 50 metros de profundidade. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
- Você sabe como os cientistas chegaram a estas conclusões? 
- Como que a temperatura e a umidade eram aferidas?
Estas são algumas das questões que responderemos ao longo deste tema de apren-
dizagem. Temos que entender, também, o quanto o ser humano pode afetar, 
direta ou indiretamente, nesta mudança. Será que ela é natural?
Na Geografia, nada acontece separadamente. O clima de determinado local 
depende, dentre outros fatores, do posicionamento no globo, do relevo, que 
influencia no solo, na vegetação e, consequentemente, no modelo cultural 
de vida em sociedade. Não é uma questão determinista, mas uma questão de 
aproveitamento das possibilidades naturais daquele sistema geográfico. Sendo 
assim, neste tema de aprendizagem, vamos começar do começo e entender os 
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
principais conceitos do que de fato é a climatologia, lembrando, sempre, qual o 
papel do professor de Geografia neste processo de ensino e aprendizagem ligados 
ao clima. Vamos lá!?
DESENVOLVE SEU POTENCIAL
É muito comum vermos reportagens sobre situações climáticas, tanto em nível 
local, dentro da nossa cidade, quanto em nível regional ou global. As notícias 
sobre tempestade, calor intenso, ventania, estiagem, ou até mesmo deslizamen-
to causado por chuvas podem acontecer em nossa rua, nosso estado, país e, até 
mesmo, do outro lado do globo. E, em todas essas situações, referimo-nos, de 
certa forma, ao que chamamos de clima. 
Todos os dias, os jornais notificam as previsões de tempo e, sempre, vemos 
algum recorde sobre o dia mais quente do ano, a maior chuva da estação e a frente 
fria que adentra a região naquele dia. Junto com essas previsões, aparecem relatos 
de problemas ambientais, aquecimento global, ilha de calor, inversão térmica e 
diversos outros registros que nos fazem pensar: como o clima é formado? Qual 
sua origem e como isso influencia a nossa vida? O que são e onde estão os ele-
mentos da atmosfera?
Pois bem, vamos pensar nessas reportagens sobre a situação do tempo at-
mosférico. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou, em um 
certo dia, que ocorreria chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos 
intensos (40-60 km/h), com baixo risco de corte de energia elétrica, podendo 
ocorrer queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas para um 
recorte de área no Brasil.
É importante entendermos que o INMET fez uma previsão, ou seja, com base 
nos dados atmosféricos, o órgão realizou uma prévia sobre os possíveis aconte-
cimentos. Essa antecipação dos dadospode ser feita por você mesmo, usando 
como base o mapa em tempo real de pressão, direção e velocidade dos ventos. 
O mapa barométrico, como é conhecido, apresenta os dados ao nível do mar e, 
com ele, é possível calcular o que e quando um acontecimento atmosférico irá 
acontecer. Chegamos, então, a quatro conceitos básicos e de extrema importância 
dentro da climatologia. Os dois primeiros dizem respeito aos estudos climáticos 
e meteorológicos que acabam por reproduzir os seguintes — Tempo e Clima.
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Geografia: práticas de campo. 
Editora: Marandi 
Autor: Luis Antonio Bittar Venturi
Sinopse:O livro, Geografia: práticas de campo, laboratório e sala de 
aula, de Luis Antonio Bittar Venturi (org.), reúne informações técnicas 
e conceituais da pesquisa científica produzida por 35 professores 
reconhecidos por sua atuação acadêmica e docente da USP — Univer-
sidade de São Paulo. A obra interessa a pesquisadores e professores 
de todos os níveis do ensino de Geografia e áreas ambientais da natureza, pois, além 
de aportes teóricos, traz modelos práticos de atuação em campo e em sala de aula
INDICAÇÃO DE LIVRO
Por exemplo, quando comentamos que, no norte brasileiro, o clima é quente e 
úmido, estamos afirmando que, pelo menos nos últimos 30 anos, os registros 
desse local foram de temperaturas e umidade relativa do ar altas. É claro que 
existem exceções, um dia ou outro de determinado mês que pode ter chovido 
menos ou o fato de o dia ter sido mais frio, mas é importante entendermos que 
essa não é a característica principal do clima local.
Para Sorre (1951), o clima é muito mais do que um compilado de médias, 
mas, sim, uma série do histórico de dados atmosféricos de um local sobre sua 
condição habitual. Maximilien Sorre foi um Geógrafo francês que ficou mundial-
mente conhecido por fazer pesquisas na Geografia, na Biologia e, sobretudo, na 
Geografia em Sociedade, ou seja, buscando entender e analisar o meio em que 
estamos inseridos.Dessa maneira, conceituamos aqui, então, clima — registro 
da série histórica, de pelo menos, 30 anos do tempo.
E, assim, conceituamos o tempo — registro atmosférico do momento. Esses 
conceitos nos levam a outros dois conceitos iniciais: entender que a Climato-
logia estuda os registros do clima, do passado em uma série histórica e que a 
Meteorologia estuda os registros do tempo futuro, com dados de previsões de 
dados atmosféricos possíveis de acontecerem. Resumidamente, Cavalcanti et 
al. (2015) traduz que o TEMPO é o que vemos acontecer, e o CLIMA é o que 
Toda vez que nos remetemos aos assuntos ligados ao clima, falamos direta-
mente dos acontecimentos já registrados, ou seja, que estão no passado. Então, 
para discutir o clima, necessitamos de uma construção em série, de pelo menos 
30 anos, para poder mencionar uma característica de determinado local.
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
esperamos que aconteça, afinal, registramos todo seu período histórico com a 
intenção de que as médias sejam mantidas.
Pode ser que você, ainda, não tenha condições de fazer os cálculos matemá-
ticos e físicos para entender o que virá do tempo atmosférico. Mas você já pode 
acessar o mapa barométrico em tempo real e perceber onde estão localizadas as 
rajadas de vento pelos movimentos das massas de ar bem como as diferenças de 
pressão de cada local do Brasil. Acesse o link e busque a pressão e as massas de 
ar atuantes na sua região. Você pode clicar no ícone na parte superior direita do 
mapa, conforme figura a seguir e mudar o índice temático do mapa — preensão, 
rajada de ventos, temperaturas, dentre outras.
Descrição da Imagem: 
Figura 1 - Pressão em tempo real / Fonte: a autora
Descrição da Imagem: a imagem mostra a interface do site, em que alguns dados climáticos são apresentados em 
tempo real. Nele, está como base cartográfica o mapa do Brasil, com o oceano atlântico e as linhas barométricas 
em circulação. As cores variam entre azul, verde e amarelo, e quanto mais quente a cor, maior é a pressão no local. 
Além disso, há indicações das ferramentas que podem ser acessadas de forma online como escala, elementos do 
mapa, datas de diferentes registros, índices, dentre outros, em uma coluna na lateral direita.
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Agora que observamos a imagem do mapa e procuramos por essas questões, 
percebemos que a velocidade do deslocamento do vento sobre os oceanos é mais 
acelerada do que sobre os continentes. Isso ocorre devido às barreiras encon-
tradas no relevo continental e que não estão presentes em alto mar, no nível do 
mar. Aqui, conseguimos compreender uma correlação importante existente entre 
clima e geomorfologia, ou seja, o formato do relevo. A velocidade do vento na 
superfície terrestre, também, diferencia-se em locais de relevo baixo, plano para 
locais altos e ondulados. O mesmo acontece com a pressão, quanto mais elevado 
o local, menor a pressão existente; sendo assim, a pressão em nível do mar será 
diferente da pressão em topo de morro. 
“O menino que descobriu o vento”
Ano: 2019
Sinopse: O filme “O menino que descobriu o vento” conta com a sin-
opse que sempre esforçando-se para adquirir conhecimentos cada 
vez mais diversificados, um jovem de Malawi se cansa de assistir 
todos os colegas de seu vilarejo passando por dificuldades e começa 
a desenvolver uma inovadora turbina de vento.
INDICAÇÃO DE FILME
VOCÊ SABE RESPONDER?
Levando em consideração o mapa barométrico, observe a velocidade dos 
ventos e perceba se a velocidade nos oceanos é a mesma do que nas áreas 
continentais. Por que elas são diferentes? Existe uma relação entre pressão e 
temperatura? Onde a pressão é maior, a temperatura também é maior, ou não?
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Um dos exemplos práticos é o pico do Everest que tem pressão rarefeita e tempe-
raturas muito baixas, o que nos leva a outra correlação geográfica entre clima e al-
titude, clima e pressão atmosférica. Quanto maior a pressão, maior a temperatura. 
Podemos, ainda, relacionar esses aspectos à vegetação, uma vez que quanto mais 
quente e úmido, maior a possibilidade de desenvolvimento de grandes matas. 
Lembre-se, sempre, de que a Geografia é dinâmica.
Assim como a maioria das ciências, a climatologia surgiu como um fenômeno 
de reconhecimento do meio. Entender seu estado para prever suas situações fez 
com que os seres humanos avançassem nas resoluções de suas necessidades. A 
partir do momento que se domina uma técnica, existe a possibilidade de evoluir 
e a climatologia pode potencializar, ainda mais, esse processo. Ou seja, a climato-
logia está diretamente relacionada ao modo de vida, às culturas, às possibilidades 
e ao desenvolvimento social. 
Até o momento, conseguimos entender a diferença entre TEMPO / CLIMA 
e Climatologia / Meteorologia e, ainda, a relação entre CLIMA / Climatologia e 
TEMPO / Meteorologia (Figura 2).
Com esses conceitos, podemos compreender a diferença entre uma estação cli-
matológica, que faz estudos sobre o clima e uma estação meteorológica, que faz 
estudos sobre a previsão do tempo. Existem, ainda, estações principais, que são 
formadas por todos os aparelhos necessários para uma análise precisa, e as esta-
ções secundárias, que são formadas por alguns equipamentos e fazem registros 
Figura 2 - Conceito e correlação entre clima e tempo / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: nesta imagem, que é uma ilustração, apresentam-se os conceitos de climatologia (estudo 
do clima, série histórica) e de meteorologia (estudo do Tempo, previsão para posteriori). Cada uma dessas temática 
está dentro de um quadro com uma seta indicando seu conceito.
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voltados a especialidades. Para que possamos nos aprofundar nesse conhecimen-
to, podemos propor um dicionário da climatologia; assim, além de entender a 
nomenclatura e o conceito, entendemos também o seu funcionamento.
Figura 3 - Vista geral da estação climatológica principal da UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia composta por uma estação meteorológica e seus equipamentoscom indicativo de cada nome. A paisagem fotográfica pode ser dividida em três setores horizontais. No primeiro 
setor, de cima para baixo, em um plano mais profundo e longínquo, vemos um céu azul, limpo, sem a presença 
de nuvens; no segundo setor, no centro da fotografia, vemos a urbanização da cidade de Maringá ao fundo da 
estação, com a presença de prédios de diferentes tamanhos e árvores que se aproximam do espaço físico da 
estação em si. As árvores estão carregadas de folhas verdes. No primeiro setor da imagem, à frente na paisagem, 
vemos a estação em si. Ela é composta por um gramado rasteiro de coloração verde claro cercada por uma tela 
de proteção, no entanto vazada, para não interferir na passagem de vento e calor. Do lado esquerdo da imagem, 
vemos dois tanques circulares com água e um cilindro para medição da chuva. Ao centro, vemos um pequeno abrigo 
de madeira, em formato quadrado, fechado e termômetros presos no solo. Por fim, no lado direito, vemos duas 
grandes torres em formato de poste circular e finos que sustentam uma placa solar e uma biruta, material cônico
Uma estação meteorológica (Figura 3) pode ser classificada entre convencional, 
quando as informações de cada equipamento são coletadas por profissionais 
que tomam nota e enviam para o sistema geral de dados e, ainda, a estação 
automática, em que os dados são eletronicamente captados por sensores e 
enviados automaticamente para a central de informações. Em alguns casos, as 
estações podem ocupar essas duas classificações e manter dados convencion-
ais e automáticos a fim de comparação e registros com maior precisão.
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UNIDADE 1
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UNIDADE 1
As estações são compostas por diversos equipamentos, dentre eles: 
1. Anemômetro: equipamento utilizado para medir a velocidade do vento; 
é uma espécie de colheres e pás aéreas, como em um catavento, que é 
girado quando o vento passa por ele.
2. Barômetro: equipamento utilizado para medir a pressão atmosférica, por 
meio de elementos, como mercúrio ou cápsula de vácuo que expande de 
acordo com a pressão recebida.
3. Biruta: equipamento utilizado para demonstrar a direção do vento; 
normalmente, tem formato de cone e é colocado deitado em uma haste 
móvel, para que ele gire de acordo com o vento. Pode ser maciço ou de 
tecido/plástico.
Figura 4 - Instrumentos presentes na estação climatológica principal da UEM / Fonte: a autora
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que mostra dois equipamentos de uma estação com fundo 
de céu limpo. Ambos são sustentados por postes altos. No poste da esquerda, existem quatro equipamento, um 
sobre o outro separadamente. Na parte mais alta, uma espécie de leque e um marcador em formato de seta. O 
segundo é uma espécie de cone que roda livremente, indicando a direção do vento. O terceiro, uma seta aponta 
para o Norte com a letra “N” presa na ponta. O quarto é uma haste que marca a velocidade do vento. No segundo 
poste, à direita da imagem, vemos um único equipamento em uma altura um pouco mais baixa que o da esquerda. 
Esse equipamento é um anemômetro e um barômetro, formado por uma base horizontal de cerca de 60cm que 
carrega em cada extremidade uma haste pequena com pequenas conchas semicirculares que medem a pressão.
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4. Heliógrafo: equipamento utilizado para medir a insolação sobre a su-
perfície; uma esfera de vidro recebe os raios solares que, em um feixe de 
calor específico pelo brilho solar, queima a fita de pastel com a marcação 
dos horários, que são baseados na esfera e no movimento aparente do sol.
5. Higrômetro: equipamento utili-
zado para medir a umidade relati-
va do ar, ou seja, a quantidade de 
vapor de água que está suspensa 
com os gases; consiste em um tubo 
circular que com duas hastes, uma 
fixa e outra móvel, desenham a os-
cilação da umidade. Para captar o 
diferencial desse índice, é usado 
um elemento de alta absorção de 
umidade, como o cabelo humano 
ou lítio que se expande de acordo 
com a água recebida.
Figura 5 - Heliógrafo presente na estação climatológica 
principal da UEM e fita de marcação utilizada 
Fonte: a autora
Descrição da Imagem: a imagem é composta por duas 
fotografias, que mostram duas figuras; a primeira de-
monstra um heliógrafo, equipamento esférico, de vidro 
que recebe a luz solar e queima uma fita de papel com 
marcação dos horários. Essa fita com a marcação de 
cada hora do dia recebe insolação de papel verde com 
linhas brancas para cada hora do dia. Na segunda figu-
ra, vemos três fitas em destaque, a primeira de frente, 
na cor verde e as duas outras viradas, com o verso 
em destaque para os horários que o sol literalmente 
queimou o papel. 
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
6. Pluviômetro: equipamento utiliza-
do para medir a quantidade de pre-
cipitação pluviométrica; consiste em 
um cone com abertura na parte supe-
rior que capta a quantidade de chuva 
e reserva em seu interior.
Figura 6 - Anotações de Higrômetro e de termômetro 
presente na estação climatológica principal da UEM
Fotos: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que 
apresenta um higrômetro formado por caixa de alumínio, 
com visor de vidro, no qual se vê um cilindro de papel bran-
co e uma agulha que registra as marcações, seguindo as 
oscilações dos níveis.
Figura 7 - Pluviômetro presente na estação climatológica
 principal da UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma fotografia que 
mostra um pluviômetro, uma espécie de cone cilíndrico 
invertido com abertura na parte superior, feito de alumínio.
7. Tanques evaporímetros e atôme-
tros: usados para medir a quantidade 
de água evaporada em determinado 
período do dia com base na insolação. 
Esses tanques são cobertos por uma 
grade para proteger de animais que 
podem utilizar a água.
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8. Termômetro: equipamento 
utilizado para medir a 
temperatura. Normalmente, 
são usados diversos 
termômetros, um para 
temperatura do solo, outro 
para temperatura atmosférica, 
outro para temperatura com 
proximidade da superfície. 
São, também, equipamentos 
que utilizam elementos 
químicos para a medição, no 
caso, o mercúrio que é sensível 
ao calor.
Figura 8 - Tanque evaporímetro e atmômetro 
presente na estação climatológica principal da UEM
Fotos: a autora
Descrição da Imagem: a imagem mostra três foto-
grafias. Na primeira, vemos dois tanques de alumínio 
circular, cheio de água e cobertos por uma tela que 
protege contra a entrada de animais. Na segunda 
e na terceira imagem, vemos em detalhe o medi-
dor da água do tanque, que marca a altura da água 
dentro do tanque. É um equipamento suspenso por 
três hastes que sustentam uma régua de marcação 
do nível da água.
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UNIDADE 1
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Todos esses equipamentos são verificados, e suas medidas anotadas em quatro 
horários padrões seguidos por todas as estações em todo o globo terrestre, sendo 
os três últimos horários considerados principais. Seguindo o horário de Green-
wich, essas medições são realizadas às 00h, 06h, 12h e 18h, o que transferindo 
para o horário de Brasília, ocorrem 3h, 9h, 15h e 21h. Em estações mais antigas, 
ocorrem as medições de forma manual, por um técnico capacitado que envia os 
dados para a central responsável no setor regional. 
O setor regional, após sua junção, envia para a central nacional, que o remete 
para os índices internacionais. Nas estações digitais recentes, essas medições são 
aferidas e enviadas para a base responsável automaticamente. No caso de estações 
que mantêm os dois formatos, automático e manual, a prática é realizada para que 
haja veracidade e continuação dos registros sem alterações técnicas (Figura 10).
Figura 9 - Termômetros presentes na estação climatológica principal da UEM / Fotos: a autora.
Descrição da Imagem: a figuraé formada por três fotografias de três termômetros. O primeiro, à esquerda, está 
dentro de um abrigo de madeira com frestas para circulação do ar; o segundo, ao centro da figura, parcialmente, 
inserido no solo para registrar a sua temperatura; e o terceiro, à direita, também, dentro do abrigo (caixa de madeira 
semi aberta), é segurado por uma mão humana de cor clara que registra os seus dados.
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Toda a estação, os profissionais e seus equipamentos seguem normas padroniza-
das internacionais. Alguns equipamentos, como termômetro, são mantidos em 
abrigo (Figura 11), em uma caixa de madeira com abertura em formato de per-
sianas para a passagem e circulação do vento. Esse abrigo é instalado a uma altura 
padrão de 1,20m a 1,50m do solo, sempre pintado de branco, devido à absorção 
de radiação solar acontecer equilibrada e evitando aquecimento. Também, deve, 
no hemisfério sul, ter abertura da porta voltada para o sul para não receber, em 
nenhum momento do dia, luz direta; no hemisfério norte, ocorre o contrário.
Figura 10 - Coleta de dados manuais na estação climatológica de Maringá na UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura é composta por duas fotografias de um homem branco de cabelos castanhos e 
curtos que faz medições com uma lupa de vidro, de dois equipamentos: o primeiro, à esquerda, em um abrigo 
(caixa de madeira), e o segundo, à direita, cilíndrico com uma agulha que registra os índices.
Figura 11 - Abrigo de instrumentos 
na estação climatológica de 
Maringá na UEM / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a ima-
gem é uma fotografia que é 
composta por uma caixa de 
madeira quadrada e branca 
com persianas de abertura 
horizontais coberta por um 
telhado também de madeira e 
suspensa do nível do solo com 
uma base de 4 pedestais.
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UNIDADE 1
UNIDADE 1
Todos os outros equipamentos que precisam estar abertos ao tempo, junto com 
o abrigo, devem estar em uma cerca de gramado para manter o nível de 
albedo em qualquer localidade, evitando situações adversas e diferentes 
do padrão em todas as estações (conforme demonstrado na Figura 3). 
Fazendo isso, as marcações serão devidamente equiparadas no quesito téc-
nico, restando realmente o índice de dados meteorológicos. Mas, então, o que 
são esses elementos medidos? 
VENTO
Descolamento do ar.
PRESSÃO ATMOSFÉRICA
“Força” que a atmosfera exerce sobre a superfície.
ATMOSFERA
Camada gasosa que envolve o planeta Terra.
INSOLAÇÃO
Medida da quantidade de irradiação solar por um determinado tempo.
UMIDADE RELATIVA DO AR
É a porcentagem de água, ou partículas úmidas, que estão em suspensão no ar. A 
umidade, também, pode ser medida no solo, sendo, então, a quantidade de água 
existente neste local. Precipitação pluviométrica: é o que chamamos de “chuva”, ou 
seja, a queda da umidade após ser condensada (agrupada, juntada) na atmosfera.
TEMPERATURA
Índice de calor.
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Os estudos da climatologia existem desde o século VI a.C., mas foi somente por 
volta do século XVIII d.C que as características da atmosfera foram observadas 
com especificidades de espacialidade e temporalidade, o que nos fez pensar em 
uma climatologia geográfica. Os autores, ainda, afirmam que, 
após a entrada no século XXI, houve a aplicação de novas tecno-
logias, como satélites e imagens de radar. Esse avanço tecnológico 
não dispensa equipamentos mais antigos, justamente para manter 
a qualidade e a mesma precisão, mas é, sem dúvida, um avanço 
e nova aplicabilidade nos estudos regionais e locais, que também 
aumentaram nas últimas décadas.
Mendonça e Danni-Oliveira (2007)
Quando todos os índices gerados por esses elementos são agrupados, determina-
mos, então, as condições temporais e climáticas de um local. E é, aqui, que está a 
principal questão de um profissional da Geografia e, sobretudo, de um professor 
de Geografia. Isso porque esta ciência é reconhecida pela sua interdisciplinari-
dade natural, uma vez que engloba tanto fatores físicos quanto fatores sociais. 
Durante o estudo da Geografia, dividimos os processos educacionais em nichos, 
como as disciplinas: Geomorfologia, Hidrografia, Pedologia, Geografia Urbana 
e Rural, Geografia da População, Climatologia, dentre outras, mas as análises 
precisam ser integradas.
AMPLITUDE TÉRMICA
Diferença entre mínima e máxima diária.
ALBEDO 
É a quantidade de energia refletida pela superfície. Quando mais escuras, menor 
o albedo e maior a absorção do calor; quanto mais clara, maior o albedo e menor 
a absorção dessa energia.
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Essa subdivisão conceitual, até mesmo processual, é realizada para desenvol-
ver, de forma ampla e aprofundada, as análises e o desenrolar cognitivo de 
quem aprende. No entanto fazer Geografia é, inicialmente, entender o sistema 
integrado, em que todas essas disciplinas estão inseridas. Por esse motivo, di-
vidimos os conceitos de cada item, de cada instrumento e de cada análise, mas 
nenhum deles gera qualquer potencial de compreensão do espaço geográfico 
de forma separada. Para se fazer a Geografia — que é o estudo do Espaço Geo-
gráfico — é necessário compreender todos os conceitos e, portanto, todas as 
disciplinas de forma integrada. 
Uma vez que a Climatologia é um ramo da Geografia, não se pode esquecer que 
ela está a serviço da sociedade, uma vez que essa ciência busca respostas de diversos 
acontecimentos ambientais e sociais, com base no clima (BORSATO, 2016). Isso não 
seria diferente com o estudo climático. Determinar o clima de um local, ou região, 
já nos faz procurar o entendimento dos fatores que levaram àquelas determinações. 
Por que uma cidade é mais quente que outra? Por que na praia é mais calor que no 
morro? Por que chove todos os dias em um local e não chove em outros? Pois bem! 
Vamos entender os Fatores Determinantes do Clima.
Para você, o que são Fatores? Normalmente, pensar nos fatores nos remete a algo que 
antecede o fato. Ou seja, para que determinado fato ocorra, é necessário que, antes 
dele, algo seja determinante. Por exemplo, para que um bolo fique pronto, é necessário 
que seja aquecido. Para que chova, é necessário ter umidade.
PENSANDO JUNTOS
Na literatura, você pode encontrar diversos fatores climáticos, mas eles podem 
se resumir em quatro principais, sendo eles: Latitude, Altitude, Maritimidade e 
Massa de Ar. Esses quatro podem vir, ainda, subdivididos em relevo — o que 
já está reconhecido no processo de estudo da altitude, continentalidade — que 
acaba por ser o contrário de maritimidade, assim como as correntes oceânicas, 
também, ligadas às massas de ares. 
Sendo assim, esses quatro fatores são determinantes para os registros climá-
ticos de uma localidade. Não podemos esquecer que o clima é dinâmico, ou seja, 
está diretamente em transformação, junto com todo sistema natural em que está 
inserido. Segundo Borsato (2016), 
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O clima é consequência de uma atmosfera complexa, e não se pode 
ler o clima por fatos isolados, mas sim com a intencionalidade 
regional, ou seja, as características do local.
O primeiro fator climático de proporção global é a LATITU-
DE. O posicionamento norte/sul, a partir da linha do equador, faz 
com que um local seja reconhecido como mais ou menos quente. 
Isso ocorre pois a irradiação solar, devido ao formato geoidal da 
Terra, é maior em baixas latitudes e diminui conforme a latitude 
aumenta em direção aos polos. Justamente por ser dinâmico e de-
vido ao eixo de inclinação da Terra, existem locais com verões mais 
brandos que em outras áreas. O fator latitude nos leva a uma com-
preensão de que a faixa equatorial do globo tem dinâmica climá-
tica reconhecida por ser espelhada, justamente por contrapor as 
principais características no globo. 
Próximo à linha do Equador, o clima é considerado quente e 
úmido, conhecida então como Zona Equatorial. As faixas tropicais 
do globo são, por excelência e generalização,quentes e secas; não 
coincidentemente, nessas faixas, encontramos os principais deser-
tos do mundo, conhecidas então como Zona Tropical. As faixas 
polares, por sua vez, são frias e quanto maior a latitude, mais 
gelada é a temperatura, conhecida, então, como Zona Tem-
perada e Zona Polar.
Latitude e incidência solar
O fato de a terra ser um círculo geoidal, com superfícies irre-
gulares e estar inclinada em relação ao seu eixo central, faz com 
que o sol incida com intensidades diferentes em cada região lati-
tudinal do globo. A zona equatorial recebe os raios de forma mais 
incisiva e perpendicular do que as zonas polares, o que influencia 
direta e especificamente na situação climática do globo terrestre.
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O segundo fator climático do qual 
falaremos, aqui, é a ALTITUDE. É 
importante compreender que nem 
todos os locais que estão na zona 
equatorial global são quentes e úmi-
dos, e nem todas as áreas da zona tro-
pical são quentes e secas. Isso ocorre, 
pois, como comentado, não existe 
apenas o fator LATITUDE, mas, sim, 
pelo menos quatro fatores principais. 
Pois bem, duas cidades podem ter 
latitudes aproximadas e não terem a 
mesma classificação climática devi-
do às altitudes diferenciadas. 
Por exemplo, Campos do Jordão, 
cidade paulista, encontra-se com uma 
latitude média de 22º44’S e a capital 
Carioca, Rio de Janeiro, encontra-se a 
uma latitude média de 22º54’S. Com 
latitudes aproximadas, essa capital 
tem uma característica climática de 
ser tropical, quente e úmida, com mé-
dias anuais de 20ºC e um verão bas-
tante quente, podendo ultrapassar os 
35ºC. Campo do Jordão, por sua vez, 
tem clima considerado tropical tem-
perado, com temperatura que pode 
chegar a 1ºC e raramente ultrapassam 
os 28ºC (Figura 12).
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Não é apenas a altitude que faz com que essa diferença seja marcada, no entanto, 
apesar das grandes variações do relevo do Rio de Janeiro que chega no máximo a 
1.025 m justamente na Zona Oeste da cidade, ou seja, mais distante do mar, a cidade 
LATITUDE: distância entre o equador e os polos, medida pelos paralelos em graus com 
início do principal paralelo — o equador (0 grau) e o polos (até 90 graus). Os trópicos são 
paralelos que estão a 23º26’16″ do equador. O trópico de câncer, ao norte; e o trópico 
capricórnio, ao sul. Ambos com circunferência média de =~ 36.787 km. 
ALTITUDE: nível de altura média ao nível do mar com 0 metros.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Figura 12 - Mapa dos municípios analisados. / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: : a imagem é formada por um mapa de localização, contendo os estados do Rio de Janeiro 
e de São Paulo, com as cidades do Rio de Janeiro e Campos do Jordão, respectivamente representadas. Na parte 
superior do mapa, vemos o mapa do Brasil, em tamanho maior, com a delimitação das fronteiras e dos limites 
estatais em vermelho e, ao seu lado direito, é apresentado em destaque, com ampliação da escala em zoom, os 
estados de São Paulo, a Oeste em vermelho queimado e do estado do Rio de Janeiro a Leste em laranja. Embaixo 
desta representação, aparece uma escala gráfica representada por uma faixa branca e preta que a cada espaça-
mento gráfico representa 100km do real. Logo, abaixo destes mapas menores e que representam a localização 
geral, está o mapa.
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encontra-se no litoral, com altitudes que partem dos 2 metros, já a cidade paulista, 
está situada a uma altitude que ultrapassa os 1.620 metros na Serra da Mantiqueira.
Ainda que estando na mesma zona climática, com latitudes similares, o fator 
altitude é predominante no clima desses locais, assim como os fatores de mariti-
midade — que afeta diretamente a capital carioca, e continentalidade — que afeta 
diretamente o município paulista. Chegamos então ao terceiro fator climático 
estabelecido anteriormente: MARITIMIDADE.
Diversos autores preferem trabalhar a maritimidade e a continentalidade 
separadamente. Apesar de, realmente, apresentarem questões diferentes e terem 
conceitos diferenciados, são, justamente, opostos entre si. Uma localidade é afe-
tada diretamente pela maritimidade, quando está próxima de regiões oceânicas, 
ou ainda que insulares, contrapondo então locais que estão situados no interior 
do continente, distante da umidade do mar e, por isso, tendo potencialidades 
em serem mais secos.
Comentamos aqui sobre potencialidades, uma vez que a área pode ser úmi-
da mesmo quando sendo continental, já que pode estar posicionado próximo 
à corpos hídricos como rios e lagos. Estes últimos, assim como qualquer corpo 
hídrico continental, não é considerado um fator climático, justamente por ser 
uma consequência. Podemos aqui questionar se o clima é úmido pois existe um 
rio, ou existe um rio pelo fato de o clima ser úmido. E esta conclusão vai depen-
der do local, dos fatores e dos elementos climáticos, o que veremos mais adiante.
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Maritimidade e continentalidade (figura 13) referem-se ao fato de deter-
minado local receber maior influência de zonas marítimas ou continentais. 
E, justamente por essa oposição, trataremos como um único fator climático neste 
material. No entanto, como comentado, nem todo centro continental é seco uni-
camente pelo fato de não ser insular, isso ocorre por conta da relação e existência 
do quarto fator climático, aqui, estudado. Não menos importante que os outros, 
o fator MASSA DE AR, também, está diretamente relacionado às correntes ma-
rinhas e à maritimidade. Isso ocorre pois o mar atua como termorregulador das 
regiões litorâneas, o que influencia, também, nas massas de ares.
As MASSAS DE AR são classificadas por serem o conjunto de ar em movi-
mento que carrega consigo temperatura e umidade e se deslocam devido à mu-
dança de pressão. Para Mendonça e Danni-Oliveira (2006), não é muito simples 
conceituar massa de ar, uma vez que se trata de um fenômeno atmosférico que 
não ocorre isoladamente. Elas têm um trajeto conhecido e podem se originar 
tanto sobre os oceanos quanto sobre os continentes, o que fará com que elas sejam 
determinadas como quentes, frias, úmidas ou secas. Neste tema de aprendizagem, 
falamos das massas, apenas, para conhecer os fatores climáticos.
Figura 13 - Maritimidade e continentalidade Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem mostra a paisagem de uma praia com a continente coberto de vegetação; nela, 
existem duas setas, uma que sai do mar e indica o caminho da maritimidade até o continente, e outra que se 
origina do continente e se direciona ao mar, demonstrando continentalidade
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Para que uma massa de ar seja formada, o ar deve permanecer estacionário 
durante certo tempo sobre a superfície homogênea da Terra, que são as regiões 
polares recobertas de gelo, as grandes áreas marinhas quentes ou frias, as regiões 
de deserto, as regiões de floresta tropical etc. “A formação de uma massa de ar ocor-
re nos grandes centros de alta pressão atmosférica [...]” (STEINKE, 2012, p. 122).
Figura 14 - Massas de Ar
Descrição da Imagem: a imagem é uma ilustração que mostra o globo terrestres com as linhas dos paralelos e 
dos meridianos; em cores quentes, estão as manchas de origem das massas de ar quente, próximo à zona tropical; 
e, em cores frias, as massas de ar de origem nos polos e, portanto, mais frias.
As características de uma massa de ar são determinadas pela sua localização, 
uma vez que massas originadas em locais secos terão características secas; 
enquanto as originadas em locais úmidos serão úmidas. Isso, também, ocorre 
com a temperatura,ou seja, quando a massa tem como origem a zona de baixa 
pressão de locais com baixa latitudes, são mais quentes dos que as originadas 
em altas latitudes, mais próximas dos polos. Como todos os outros fatores 
climáticos comentados e pelo fato de o clima ser dinâmico, dependendo de 
mais de um elemento do atmosférico do clima, existem raras exceções, como 
o caso da massa equatorial continental que, mesmo sendo formada sobre o 
continente, é quente e úmida, devido à presença da Amazônia, região muito 
úmida. Sendo assim, estudaremos as massas de maneira mais aprofundada, 
mas — de maneira geral — elas podem ser:
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Após entender os fatores do clima, ou seja, o que antecede sua formulação e 
condiciona sua realidade, falaremos dos ELEMENTOS DO CLIMA. De forma 
geral, os elementos climáticos são aqueles que são analisados para gerar uma 
categorização dos climas. Ao dizer que determinado local tem características 
quentes e úmidas, estamos nos referindo à temperatura e à umidade relativa do 
ar, sendo assim, esses itens são alguns dos elementos climáticos.
Os elementos climáticos são como características que variam no decorrer do 
tempo (desta vez, falamos de tempo do relógio, e não atmosférico) e noespaço, 
ou seja, são dinâmicos. Conhecidos, também, como elementos atmosféricos, os 
principais são: temperatura, umidade, radiação solar e pressão atmosférica.
É importante entendermos que os elementos variam de acordo com os fatores. 
Isso ocorre pois, como já vimos, são determinantes. Por exemplo, a temperatura 
pode variar de acordo com a altitude e a latitude, assim como a radiação e a 
pressão. Em alguns casos, a mudança dos elementos se relacionam, também, à 
temperatura e pressão.
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Até o momento, falamos sobre os fatores e os elementos que condicionam e carac-
terizam, respectivamente, o clima atmosférico. Falamos que tempo atmosférico 
é diferente de clima atmosférico, no entanto, apesar de conceituar Atmosfera 
como sendo a camada gasosa que envolve o planeta Terra, não falamos sobre 
sua configuração, origem e influência no globo. Desse modo, finalizamos esse 
tema de aprendizagem conceitual, entendendo onde estão e como se organizam 
os elementos na atmosfera. 
A atmosfera é uma camada gasosa, composta, em sua maioria, por gases 
conhecidos do nosso dia a dia, como oxigênio, gás carbônico, nitrogênio, argô-
nio, hélio, ozônio, dentre outros, que são essenciais para a manutenção da vida 
do planeta Terra. Uma das principais funções desta camada de gás em nosso 
sistema terrestre está justamente ligada à climatologia: manter a temperatura da 
superfície terrestre adequada ao tipo de vida, aqui, existente. Se as características 
desta camada fossem diferentes, com certeza, o tipo de vida aqui também seria, 
adaptando-se a outra temperatura e a outra pressão.
Figura 15 - Relação topografia e clima / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem é uma ilustração que mostra a paisagem desenhada do Rio de Janeiro (na lateral 
direita, onde localiza-se o litoral brasileiro) com menor topografia e temperatura mais elevada. O relevo inicia uma 
crescente subirá até chegar em um plano mais alto de 800m de altitude com prédios demonstrando a cidade. A 
topografia continua a se elevar até chegar em um morro alto com a presença de uma casa, demonstrando Campos 
do Jordão em local mais alto e mais frio.
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Assim como os recursos naturais que a população humana utiliza para se desen-
volver, os elementos gasosos presentes na atmosfera, também, são de interesse 
econômico para compostos de equipamentos como lâmpadas, por exemplo. 
Além dos já mencionados, o Ozônio tem grande importância na proteção dos 
raios ultravioletas vindo do sol.
Apesar de não existir uma barreira física no seu limite, uma vez que é justamente 
composta por gases que acabam ficando rarefeitos a uma certa altura atmos-
férica, os principais estudos apontam para existência de 1.000 Km de camada 
gasosa, entre a superfície terrestre e o espaço sideral.
Que tal vermos isso na prática! O posicionamento em que determinado local 
se encontra no Globo é um fator de extrema importância. A altitude e a mariti-
midade são de mesmo valor, mas realmente o fator latitude é o mais generica-
mente e amplamente condicionador das características comuns do clima; sendo 
assim, vamos dar foco a esta temática em um vídeo que pode, inclusive, dar-lhe 
suporte na sala de aula com seus alunos. Uma experiência simples que identifica 
facilmente algumas situações que determinam o clima. Clique aqui.
O dióxido de carbono (CO2), por exemplo, um dos gases da atmosfera, é usado, 
efetivamente, pela vegetação; esse gás faz com que ocorra o crescimento das plantas, 
uma vez que a respiração vegetal é realizada de forma contrária aos animais. En-
quanto os animais inspiram Oxigênio e expiram Gás carbônico, os vegetais absor-
vem o CO2 e dispensam o O2. Esta é a concreta relação de necessidade que existe 
entre os membros da natureza. O Oxigênio está na atmosfera a uma proporção de 
21%, seguido do Nitrogênio que compõe cerca de 78% da atmosfera.
Devido à essa grande importância e para melhor compreensão analítica, a atmos-
fera é dividida em algumas camadas, que também podem variar de acordo com 
nível da escola do conhecimento, para o nosso estudo em climatologia geográfica, 
são elas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. É impor-
tante entender que elas não têm limites físicos entre si, mas, devido às mudanças 
nos volumes dos gases, são classificadas e reconhecidas pelos cientistas. Veremos 
cada uma delas. As camadas se iniciam na base da superfície terrestre, com maior 
peso gasoso, justamente pela quantidade de gás que se concentra nesta região. Na 
Figura 16, podemos ver que as camadas se iniciam a partir da superfície terrestre 
Troposfera, sentido o espaço sideral, onde está localizada a camada mais dis-
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tante, chamada de Exosfera. Cada uma delas mantém uma característica que a 
diferencia das demais.
Figura 16 - Composição da Atmosfera
Descrição da Imagem: : a imagem é uma ilustração que mostra uma porção do planeta terra na parte inferior da 
imagem, de onde inicia-se a atmosfera dividida em camadas; na primeira camada, a Troposfera, mais próxima à 
terra, existem nuvens. Na segunda camada, Estratosfera, existem aviões, seguidas da terceira, Mesosfera, com 
meteoros; a quarta, Termosfera, com a aurora boreal e, por fim, na exosfera, os satélites.
Troposfera 
É a camada onde está concentrada a vida, animal e vegetal. Além disso, é onde 
percebe-se mais de 70% de todo vapor de água e das atividades atmosféricas liga-
das aos processos climáticos, como a chuva, o vento e as nuvens. Nela, também, 
está concentrado um peso maior dos gases que varia em regiões próximas aos 
tópicos. É, aqui, que ocorre toda atividade paraquedista.
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Estratosfera 
Basicamente, é a camada onde circulam os jatos, devido à estabilidade. Nela, a 
luz solar começa a se dissipar e o azul do céu a se formar. É, também, chamada 
de camada de Ozônio por manter maior concentração desse gás, o que faz com 
que haja grande mudança de temperatura neste local.
Mesosfera 
Caracterizada por ser a camada mais fria, chegando a cerca de -95ºC e alojar as 
principais combustões dos meteoros e meteoritos.Termosfera 
A camada mais extensa da atmosfera, chegando a cerca de 500 km acima da 
superfície terrestre, onde o ar é extremamente escasso e, por isso, absorve muita 
radiação solar, chegando a cerca de 1000ºC, a camada mais quente da atmosfera. 
Esta, também, é uma das explicações para sediar as auroras e os ônibus espaciais 
em órbita no planeta Terra.
Exosfera 
Camada mais externa da Terra, tem maior concentração de hélio e hidrogênio. 
Nela, encontram-se os satélites que geram imagens e dados terrestres.
São nestas camadas atmosféricas que todos os elementos se encontram. Não 
à toa são chamados de elementos atmosféricos. Estudaremos todos eles de 
maneira integrada e com intuito de perceber a correlação direta entre eles pró-
prios, entre eles e o restante do globo. As paisagens, a economia, a sociedade 
têm relações diretas com as questões físicas do globo e, por isso, podemos 
modificar o seu funcionamento.
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VOCÊ SABE RESPONDER?
Pensando nisso, vamos fazer, na prática, a busca e organização de um material 
para aula de climatologia?
TEMPO E CLIMA 
Como em todas as ciências, em Geografia, também, é importante 
ampliar os horizontes e conhecer diversas pesquisas que deem base 
para o assunto que aprendemos. Sendo assim, vamos conversar com 
o Prof. Dr. Victor Borsato que há anos acompanha as pesquisas clima-
tológicas. Vamos falar sobre o que é, de fato, climatologia e as relações 
existentes entre as características da atmosfera e fatores do globo!
PLAY NO CONHECIMENTO
Em uma estação meteorológica, podem ser geradas diversas pesquisas científicas 
que dão base para o desenvolvimento das práticas sociais. Essas pesquisas podem 
ter como base a comparação de elementos climáticos de determinados locais em 
períodos diferentes ou, ainda, de locais diferentes no mesmo período do ano. 
Um dos bancos de dados mais utilizados é o site oficial de órgão de pesquisa, é 
o caso do INMET. 
O INMET não é o único site disponível para buscar informações na-
cionais e internacionais sobre o tempo e o clima. Você pode comparar 
satélites, estações e análises em sites, como o CPTEC — Centro de 
Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do INPE (Instituto Nacional 
de Pesquisa Espaciais).
EU INDICO
Por exemplo, no ensino fundamental, no 7º ano, você vai demonstrar para os 
alunos as diferenças culturais entre as regiões do Brasil e, para isso, você pode 
começar demonstrando a situação das características climáticas em cada uma 
delas. Vamos pensar na capital mais quente do Brasil com base na temperatura 
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https://vimeo.com/647272299/34ec81e802
https://www.cptec.inpe.br/
média anual: Boa Vista — Roraima, no norte do país — com 27,4ºC; e a capital 
mais fria do Brasil; também, com base na temperatura média anual: Curitiba — 
Paraná, no sul do país, com 18ºC.
Para chegar a essas conclusões, foi realizada a busca das médias anuais no site 
do INMET, nos últimos 30 anos. É importante atentar-se ao fato de que não são 
as cidades com temperaturas mais quentes ou mais frias do Brasil, mas, sim, as 
capitais. Também, não significa que essas capitais tiveram o registro do dia mais 
quente ou de menor temperatura entre as capitais. 
Outras capitais podem ter registrado índices mais extremos, no entanto, na mé-
dia anual, ou seja, a média entre a maior e a menor temperatura registrada no ano, 
essas duas capitais acabaram por ser a mais quente e a mais fria, respectivamente. 
Sendo assim, você pode fazer essa prática com seus alunos, demonstrando os 
números e as diferenças culturais diárias que isso pode causar. Desde o vestuário, a 
alimentação, as moradias até os investimentos em energia e alimentação. Vamos lá! 
1. Acesse o site do INMET e vamos colocar em prática o que estudamos até 
o momento. Perceba que o site demonstra os elementos do clima de uma 
localidade, no caso da figura a seguir, o município de Brasília — Distrito 
Federal Brasileiro. Não tenha medo de buscar informações diferentes, 
como: os avisos meteorológicos, a previsão do tempo, os satélites que fa-
zem as marcações dos elementos climáticos e trocar a localidade desejada. 
O intuito é buscar material para uma pesquisa ou, até mesmo, uma aula 
de Geografia em que você fará com seus alunos. Pense nisso, durante sua 
busca! Clique aqui. 
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https://portal.inmet.gov.br/
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2. Busque por essas duas localidades: Boa Vista-RR e Curitiba-PR. Em 
cada uma delas, anote os principais elementos: temperatura e umidade 
relativa do ar.
3. Analise as diferenças existentes no mesmo dia, verifique qual está mais 
quente neste momento, qual tem maior umidade e o como isso influencia 
a vida cultural e econômica dos citadinos locais.
Figura 17 - Elementos do clima no site do INMET / Fonte: INMET ([2022], on-line).
Descrição da Imagem: a figura mostra o site do INMET com os elementos climáticos na situação real e a previsão 
por local. O site é dividido em duas colunas; na primeira, usando mais de 2/3 da imagem, existe um mapa da 
américa do sul com destaque ao Brasil e a previsão do tempo atualizada, mostrando em cores diferentes que, no 
Norte, há risco de chuvas fortes maiores que no sul. Isso é visto com manchas amarelas que sobrepõem o mapa 
do Brasil ao norte e nordeste no litoral. Sobre o mapa existe, no canto direito, uma legenda, que classifica a cor 
amarela como perigo potencial, a cor laranja como perigo e a cor vermelha como grande perigo. Apenas a cor 
amarela aparece neste mapa do Brasil. Na segunda coluna, vemos o título: “Previsão para sua cidade”, em que 
foi selecionada a cidade de Maringá-PR. Abaixo, aparece o subtítulo “temperatura” com a presença de um ícone 
de gelo ao lado de um termômetro, demonstrando 12° C, seguido de um ícone com sol e termômetro registrando 
a tendência de 28°C. Logo abaixo, dois ícones de gotas, sendo um em azul e outro em vermelho, 75% e 30%, 
respectivamente. A seguir, na parte inferior da imagem, vemos um ícone de lua com poucas nuvens representando 
esta característica na previsão que pode ser alterada para noite, manhã e tarde.
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Quem sabe você não tem acesso à sala de informática e consegue fazer essa atividade 
em grupo com os alunos, ou até mesmo usar o celular individual de cada um para isso?! 
Organize qual grupo vai pesquisar cada elemento, instigue a investigação. Você pode ir 
além e comentar sobre o relevo, a vegetação, a economia, até porque esse é o diferen-
cial da Geografia, sua conectividade dos sistemas!
PENSANDO JUNTOS
4. Agora, busque a previsão do tempo para esses dois locais. Existe diferen-
ça? Quais são elas? E que tal comparar a sua cidade? Ela é mais quente ou 
mais fria que alguma delas?
Agora que estudamos a teoria e a prática para analisar os elementos e os fatores 
climáticos, faça uma checklist, respondendo às questões buscadas no site do IN-
MET da atividade sugerida. Procure por esses dados, análise e contextualize o 
que você aprendeu até agora. Para isso, faça um mapa de empatia, demonstrando 
os seus conhecimentos. Você pode fazer isso no formato do tradicional papel e 
caneta, ou se provocar ainda mais e colocar em prática seu potencial de professor 
inovador. Para isso, pode usar o apoio de tecnologias. Vá além! Seja sempre o 
seu melhor!
NOVOS DESAFIOS
Começamos nossos estudos de climatologia entendendo que, apesar de ser bom 
começar pelo começo, sempre buscamos o entendimento do todo. A própria 
Geografia mesmo não tem subdivisões reais e práticas. Fazemos isso apenas para 
organizar o processo de ensino e aprendizagem. Vimos, então, que o clima não 
está dissociado do relevo nem mesmo da hidrografia, tampouco do ser humano 
e de sua relação com o meio. Estudamos também sobre os conceitos de clima e 
tempo, entendendo a diferença entre climatologia e meteorologia e conhecendo 
suas características, finalidades, elementos e equipamentos. Por fim, conceitua-
mos os fatores climáticos e os elementos do clima.
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MINHAS METAS
T E M A D E AP R E N D I Z A G E M 2
ESTAÇÕES DO ANO: ROTAÇÃO E 
TRANSLAÇÃO
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Entender como são formadas as estações do ano. 
Entender como se dão os movimentos de rotação e translação do globo e 
como esses movimentos influenciam nossa vida.
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INICIE SUA JORNADA
Eu sempre gostei de conhecer as estações do ano. Quando criança, gostava de 
entender o que mudava em cada uma delas e ficava muito intrigada com o fato de 
comer morango em julho e manga no final do ano. Meu pai mora na área rural e 
eu gostava de ver a árvore da manga criando flores, que se tornavam mangas pe-
sadas que caiam do pé sozinhas. Inclusive, meu pai sempre diz que não há sabor 
melhor do que o de comer a fruta embaixo do pé. Coisas do sítio! Eu a prefiro 
mais durinha, cortada com a faca, mas sempre gostei de perceber a mudança na 
paisagem causada pelas etapas do desenvolvimento de cada fruto. Essa paisagem 
é marcada por cheiro, cores e volumes diferentes.
Outra situação um pouco mais recente foi quando comecei a dar aulas na 
Unicesumar, em meados de 2015, e a coordenadora me pediu para não usar 
roupas pesadas, quentes — casacos, lenços, cachecóis — durante a gravação das 
aulas e nas aulas ao vivo. Não sei se ela se recorda disso, mas eu fiquei intrigada e 
perguntei se a sala era climatizada, pois estava frio naquela noite. Vale comentar 
que, climatologicamente, a sede principal da universidade está na região sul. 
Além de ela responder que sim — o estúdio é climatizado, mantendo tempera-
tura agradável ao professor —, ela explicou que, como existiam alunos de todo o 
Brasil assistindo à aula (e, até mesmo, fora do país), o fato de estar toda coberta 
de tecido poderia causar um estranhamento em quem estivesse assistindo à aula 
no Norte ou Nordeste brasileiro. Percebi, então, o quanto aquilo fazia sentido 
e o quanto a percepção do clima estava, até mesmo, nos nossos olhos. Mesmo 
sem sentir fisicamente, percebemos o clima na paisagem. Não há nada mais 
geográfico do que isso!
Por isso, voltando para a minha infância, muito antes de pensar em aprender 
mais sobre a Geografia, eu sempre me atentei às estações do ano e às roupas que 
a repórter usava quando apresentava uma matéria lá na Inglaterra em dezembro, 
com o solo coberto de neve, e eu de regata, na frente na TV, torcendo para o venti-
lador refrescar a sala. As estações do ano não somente são diferentes dependendo 
do hemisfério do globo, como também se apresentam diferentemente dentro do 
próprio hemisfério. Você já deve ter ouvido que, em Portugal, as quatro estações 
são bem definidas, no Sul do Brasil, há verão e inverno e, em Fortaleza, há verão 
e inferno! Pois bem, além dos fatores e dos elementos determinarem o clima, isso 
pode ser diferente dependendo da localização no globo. 
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Em primeiro lugar, então, para responder a todas estas perguntas, é preciso en-
tender que o clima não é igual em todos os lugares do globo. E como já co-
mentado, isso justamente ocorre devido à diferença na incidência da radiação 
solar sobre a Terra. Esse elemento climático/atmosférico, que já foi comentado, 
aquece o planeta e garante este tipo de vida que conhecemos na Terra. Ou seja, 
até mesmo nossa posição no sistema solar, como terceiro planeta em órbita, a 
cerca de 148.440.000 km desta estrela, que é fonte de luz e calor, permite a vida 
das espécies que aqui habitam. Temos, então, movimentos constantes no nosso 
sistema. O fato de tudo ser dinâmico e nem um pouco estático faz com que os 
estudos sejam complexos e sempre necessários.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Então, como são formadas as estações do ano? Como se dão os movimentos 
de rotação e translação do globo? Existem outros movimentos do planeta 
Terra? Esses movimentos são padrões ou sofrem alterações? No que eles 
influenciam na nossa vida?
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
O movimento de Rotação é aquele em que a Terra faz em torno dela mesma, ou 
seja, no seu próprio eixo. Este movimento faz com que uma parcialidade terrestre 
esteja exposta ao sol, enquanto a outra parcialidade seja protegida do sol, assim, 
temos o que chamamos de dia e de noite, respectivamente. Se tomarmos como 
base o Equador, com cerca de 40.075 km de perímetro, o movimento de rotação, 
com duração próxima a 24h (23h56min4,09053s), tem uma velocidade média 
de 460 m/s, ou cerca de 1.656 km/h.
Devido à inclinação da Terra, que, atualmente, é de 23°26’21”, os hemisférios 
Norte e Sul não seguem com a mesma exposição solar, uma vez que, além desse 
movimento em torno do seu próprio eixo, a Terra também faz um movimento 
de translação, orbital, em torno do Sol. Essa inclinação do eixo terrestre faz 
com que o hemisfério Sul esteja aproximado do Sol em metade do seu trajeto e 
o hemisfério Norte esteja nesta condição na outra metade do trajeto em torno do 
Sol. Essa é a significação base da duração dos nossos dias e, consequentemente, 
das estações do ano. Pode parecer um pouco complicado, mas estes movimentos 
são diretamente percebidos por nós, justamente pela mudança do dia para a noite 
e pelas estações do ano. 
Quando criança, você já deve ter ouvido alguma criança dizer que adoraria 
ir ao local onde o dia e a noite se “encontram”, parece bobagem, mas muitas 
pessoas falam isso ao olhar imagens de satélites que mostram a divisão marcada 
pelo claro do dia e o escuro da noite. A grande questão é que estamos neste local 
duas vezes ao dia: no amanhecer do dia e no pôr do sol para a queda da noite! 
Estes são, justamente, os horários em que o dia e a noite se encontram, indepen-
dentemente do local.
Vamos entender isso na prática? Em um dia de sol, observe uma árvore e sua 
sombra. Você pode usar outro objeto como recurso para esta experiência. Você 
perceberá que a radiação solar sobre a árvore, além da sombra que ela gera, é 
diferente no decorrer do dia. Isso ocorre devido ao chamado movimento apa-
rente do Sol, pois, na realidade, sabemos que o Sol não tem movimento orbital 
sobre os planetas, mas, sim, o contrário. No entanto, quando olhamos para o 
céu, percebemos, aparentemente, que é ele que “se desloca” no decorrer do dia. 
Inclusive, o sol sempre inicia o amanhecer no Leste e se põe no Oeste. Mas falare-
mos disso a seguir. Sendo assim, a sombra do objeto também mudará de direção. 
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Faça a seguinte experiência: coloque um objeto em um ambiente aberto, com 
sol, e observe a relação dele com a sua sombra. Faça isso, com o mesmo objeto, 
no mesmo local, em diferentes horários do dia. Você observará que a sombra se 
desloca em relação ao objeto. Isso acontece pelo movimento aparente do sol, que 
é, na realidade, o movimento de rotação. Faça o seguinte:
Figura 1 - Posição do sol / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: na imagem, temos os passos sobre o movimento aparente do sol: 1 - colocar um objeto ao 
sol; 2 - com auxílio de uma bússola ou do próprio GPS de um celular, no Google Maps, verifique o posicionamento 
norte, sul, leste e oeste; 3 - anote o horário e o posicionamento do sol referente ao objeto e, consequentemente, o 
posicionamento da sombra em relação a ele; 4 - faça isso pelo menos mais umas duas vezes em horários distintos, 
com pelo menos 2 horas de espaçamento entre uma anotação e outra.
Lembre-se que você tem o objetivo de ser professor(a) de Geografia, sendo assim, 
é importante praticar atividades para compreender, da melhor forma, os processos 
geográficos do clima e, ainda, garantir atividades práticas para realizar com seus alunos. 
O diferencial do professor de Geografia está, justamente, em tornar visível algo que, na 
maioria das vezes, é abstrato.
PENSANDO JUNTOS
E aí? o que você conseguiu observar? Vamos anotar as nossas conclusões. Perce-
beu que a sombra é inversa à posição da radiação do sol? Ou seja, quando o sol 
está a leste, no período da manhã, a sombra está na direção oeste. Quanto mais 
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próximo do meio-dia, o sol fica à pino, posição aproximada da radiação, com ângu-
lo de 90º, sobre a superfícieterrestre. Esta posição faz com que a sombra diminua. 
Quanto mais tarde são feitas as observações e anotações, mais as sombras 
são deslocadas para o leste, uma vez que o sol está se pondo no Oeste e, também, 
passa a ser uma sombra maior e mais alongada. Essa localidade da Terra perde a 
intensidade de calor dos raios solares que passa a clarear o outro lado do globo. 
Faça um texto com suas observações, busque conhecer outras pesquisas sobre o 
assunto e novas atividades.
O seu objeto funcionou, basicamente, como um relógio do sol. Para 
saber mais sobre o relógio de sol, aprender a fazer o seu próprio reló-
gio e conhecer o processo do seu desenvolvimento, acesse aqui.
EU INDICO
O movimento de rotação nos permite, então, ter o dia e a noite. Mas como 
chegamos às estações do ano? A resposta está justamente na inclinação do eixo 
terrestre e no movimento de translação da Terra (Figura 1).
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https://pt.khanacademy.org/science/6-ano/terra-e-universo-6-ano/os-movimentos-da-terra/a/o-gnmon-e-os-movimentos-da-terra
UNIDADE 1
Ao realizar este movimento de translação, que tem, aproximadamente, 940 mi-
lhões de km, com durabilidade de cerca de 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 
56 segundos e com velocidade média de, aproximadamente, 107.000 km/h (ou 
próximo de 30 km/s), a Terra, por estar inclinada em seu próprio eixo, faz com 
que a irradiação solar seja diferente dependendo da posição do trajeto do movi-
mento de translação. Se não existisse a inclinação deste eixo terrestre, as estações 
do ano, também, não existiriam da forma como conhecemos.
Figura 2 - Estações do ano / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: em um círculo do lado esquerdo, aparece o título: “estações do ano”. Deste círculo, saem 
três linhas que apresentam as três principais condições das estações, numeradas em 1: rotação, movimento 
em torno do seu eixo; 2: translação, movimento orbital em torno do Sol; e 3: eixo de inclinação, irradiação solar 
diferenciada no globo.
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Percebemos que o eixo de rotação da Terra, marcado também pelo eixo de in-
clinação, não coincide com a incidência de radiação solar, fazendo com que o 
hemisfério Norte esteja mais próximo do sol e, portanto, na estação marcada pelo 
verão. Consequentemente, o hemisfério Sul recebe menor incidência solar, por 
isso, o inverno. Nesse sentido, duas informações são importantes:
Figura 3 - Inclinação da Terra / Fonte: Wikimedia Commons (online).
Descrição da Imagem: a figura apresenta uma ilustração do planeta Terra com linhas e marcações que orientam 
sobre a sua movimentação, indicando eixo de rotação, inclinação axial ou obliquidade, perpendicular à órbita, 
Equador Celeste, Eclíptica e Direção da Órbita.
 O que a inclinação do eixo da terra tem a ver com as estações do 
ano? Vamos estender um pouco mais sobre? Clique aqui. 
EU INDICO
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https://m.youtube.com/shorts/nXwW3CQJv7g
UNIDADE 1
1. O eixo de inclinação não é fixo, podendo mudar no decorrer dos anos.
2. O sol não está posicionado exatamente no centro deste movimento, fa-
zendo também com que a radiação seja diferente em períodos diferentes 
do ano.
Veremos cada uma dessas informações mais detalhadamente.
Em março de 2021, os cientistas Deng S. Liu, Jiang e Bauer-Gottwein publica-
ram a pesquisa “Deriva polar na década de 1990 explicada por mudanças no 
armazenamento de água terrestre”, que mostra que a deriva polar, na década de 
1990, pode ser explicada por mudanças no armazenamento de água terrestre e, 
consequentemente, no eixo de inclinação da Terra. Segundo eles, a crise climática 
altera, diretamente, o movimento terrestre, uma vez que o eixo da Terra está, cada 
vez mais, distante do Canadá e mais próximo da Rússia, devido à mudança na 
massa líquida derretida das geleiras.
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O que já acontecia, devido ao ferro no interior do planeta, fenômeno cha-
mado Deriva Polar, foi intensificado em 17 vezes desde a entrada no século 
XXI, comparada às duas últimas décadas do século XX. A mudança na massa 
hídrica alterou, ainda mais, o eixo de inclinação da Terra. Para realizar a pesquisa, 
além de sondas espaciais da NASA e do centro alemão, os pesquisadores usaram 
dados de registros dos últimos 170 anos das geleiras polares. A consequência 
dessa mudança pode ser percebida nas estações do ano, uma vez que o sol incide 
mais sobre um hemisfério, em uma das estações, do que no outro hemisfério, 
dependendo do local onde o planeta esteja na trajetória em torno do Sol. Isso 
nos remete à segunda informação, de que o sol não está posicionado no centro 
deste movimento de translação orbital.
Conforme é possível observar na Figura 4, a seguir, o movimento da Terra 
em torno do Sol — chamado translação — é uma órbita elíptica, ou seja, ela não 
é circular central com excentricidade zero. De maneira facilitada, a órbita elíptica 
é achatada, fazendo com que as distâncias do centro não sejam as mesmas em 
qualquer ponto da órbita.
Figura 4 - Órbita do planeta Terra no Sol / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: A figura mostra o sol, esférico, na cor amarela, no centro da imagem, circulado por uma 
linha que é mais aproximada ao sol do lado esquerdo do que do lado direito. Sobre essa linha, aparece, por quatro 
vezes, o planeta Terra, representando as diferentes distâncias em relação ao Sol. Nas partes superior e inferior, 
estão representados os equinócios de primavera e outono e, nas duas laterais, estão representados os solstícios 
de verão e inverno. As partes internas das Terras representadas no círculo são mais claras do que as externas, 
mostrando o dia, quando expostas ao sol e à noite, quando na sombra que a Terra causa a partir da iluminação dele.
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Por conta dessa diferente distância do Sol em relação à órbita terrestre, exis-
te um exato momento em que a Terra se encontra o mais distante possível do 
Sol, chamado afélio, e, ainda, um momento em que ela está mais aproximada 
do Sol, chamado periélio. No afélio, a Terra e o Sol estão a uma distância de, 
aproximadamente, 153.100.000 km, o que é cerca de 3,4% mais distante do que 
quando se encontra na posição mais aproximada. Essa distância é alcançada 
perto do dia 4 de julho, e a velocidade do movimento de translação, também, 
é diminuída em relação ao periélio. No periélio, a distância entre a estrela e o 
planeta é de, aproximadamente, 147.300.000 km, ocorrendo próximo ao dia 4 
de janeiro. Consequentemente, em relação a esta órbita elíptica, ocorrem, então, 
os solstícios e os equinócios. Nos solstícios, os dias e as noites não têm a mesma 
duração, justamente pelo fato de que os raios solares incidem verticalmente sobre 
os trópicos. Isso ocorre entre os dias 21 e 22 de dezembro, marcando o solstício 
de verão no hemisfério Sul e, consequentemente, solstício de inverno para o 
hemisfério Norte, quando o periélio está com o hemisfério Sul mais próximo do 
Sol. Nos dias 21 ou 22 de julho, ocorre o contrário, o solstício de inverno para o 
hemisfério Sul e solstício de verão para o hemisfério Norte, quando afélio. Em 
situação oposta, consequentemente, gerando as quatro estações do ano, no dia 21 
ou 22 de março e no dia 22 ou 23 de setembro, existem os equinócios de prima-
vera e verão, ocorrendo também inversamente em cada hemisfério, Sul e Norte. 
O livro “Climatologia: noções básicas e climas do Brasil”, dos au-
tores Francisco Mendonça e Inês Moresco Danni-Oliveira, reúne 
os conceitos básicos de Meteorologia e Climatologia, destacando 
os domínios climáticos e sistemas atmosféricos que regem o 
tempo e os climas do continente Sul-Americano e do Brasil. 
Efeito estufa, El Niño e La Niña e desertificação, associados às 
mudanças climáticas globais, recebem atenção especial. O livro 
destina-se às áreas de Geografia, Agronomia, Biologia, entre 
outras.
INDICAÇÃO DE LIVRO
No momento do equinócio, os dois hemisférios recebem,praticamente, a mesma ra-
diação solar, tendo o dia e a noite a mesma duração de, aproximadamente, 12h.
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Os dias de ocorrência tanto para os solstícios de verão e inverno como para os 
equinócios de primavera e outono não são fixos, variando até em um dia, como 
mencionado anteriormente. Isso ocorre justamente devido ao ano bissexto. No 
Quadro 1, a seguir, podemos observar as datas dos equinócios e solstícios, de 
2020 a 2025, com horário de Brasília.
Quadro 1 - Equinócios e Solstícios / Fonte: adaptado de Simepar (2022).
Que está ocorrendo uma mudança orbital já foi estudado e comprovado, mas você já pa-
rou para pensar o quanto isso pode influenciar no nosso dia? Se o sol tiver sua incidência 
angular diferente nas regiões do globo, isso pode alterar a circulação das águas dos rios 
e da irrigação da agricultura bem como o comprimento do dia e da noite, uma vez que, 
apesar do dia todo ter cerca de 24 horas, as horas solares e lunares oscilam no decorrer 
das estações e, também, em diferentes regiões. Na Noruega, por exemplo, conhecido 
como o país do sol da meia-noite, devido à inclinação do eixo terrestre, o sol continua 
clareando o ambiente, em contrapartida, no Alasca, a noite polar pode durar todo o 
inverno, sem que seja possível ver o sol. Qualquer mudança neste sistema pode alterar 
toda relação climática do globo. Apesar do eixo mudar naturalmente, como visto nas 
pesquisas, nos últimos 20 anos, ele foi 17 vezes maior que nas duas décadas anteriores, 
devido à influência da humanidade.
PENSANDO JUNTOS
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Uma outra consequência, que é percebida, de forma muito direta, por nós, de 
todo esse movimento terrestre e está diretamente relacionada ao movimento de 
translação, são os anos bissextos. Como já comentado, esse movimento orbital 
de, aproximadamente, 940 milhões de km leva cerca de 365 dias, cinco horas, 48 
minutos e 56 segundos para acontecer de forma completa. Como já vimos, um 
dia completo, que consideramos como 24h, também não é exatamente este nú-
mero, sendo assim, a cada quatro anos, ocorrem os anos bissextos, fazendo com 
que o ano tenha 366 dias. Sempre em fevereiro, a cada quatro anos, marcamos o 
dia 29, devido, justamente, à junção dessas horas ditas excedentes dos anos com 
365 dias e quase 6h. Ou seja, ao somar essas 6h a mais em quatro anos, resulta-se 
em um dia a mais. Essa convenção foi adotada desde a ditadura de Júlio César, 
nos anos 50 a.C., e o dia 29 de fevereiro passou a ser acrescido, desde 1582, no 
calendário gregoriano com anos que são matematicamente divisíveis por quatro 
(CAMPOS, [2022]).
Para saber se o ano é bissexto, basta dividir sua dezena por quatro, por exem-
plo, para o ano de 2016, dividimos 16 por quatro, como o resultado é um número 
inteiro, quatro, o ano de 2016 foi bissexto. Já o ano de 2022, em que 22 dividido 
por quatro resulta em número não inteiro (5,5), concluímos que o ano não é 
bissexto. Quando o ano termina em 00, como o ano de 2000, por exemplo, dividi-
mos o número total por 400 e, caso o resultado seja um número inteiro, também 
resulta em ano bissexto. No caso do ano 2000, que dividido por 400 resulta em 
cinco, concluímos como um ano que foi bissexto.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema de aprendizagem você pode entender como são formadas as estações 
do ano e também como se dão os movimentos de rotação e translação do globo 
e como esses movimentos influenciam nossa vida.
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
AS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES 
CLIMÁTICAS
PROFA. DRA. LARISSA DONATO
Conhecer um dos fatores climáticos determinantes para o clima: a latitude.
Entender as principais classificações climáticas.
Entender qual a relação entre climogramas, regime pluviométrico e temper-
atura.
Perceber a relação dos elementos climáticos e os biomas no globo.
Entender o que são os fusos-horários e sua relação com os movimentos 
dinâmicos do planeta Terra.
Entender qual a relação entre fuso-horário e longitude.
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Ao final deste tema de aprendizagem, esperamos que você: Conhecer um dos 
fatores climáticos determinantes para o clima: a latitude.Perceber a relação dos 
elementos climáticos e os biomas no globo
INICIE SUA JORNADA
Agora que entendemos as estações do ano e a sua principal origem — o movi-
mento de translação com o eixo de inclinação da Terra —, precisamos lembrar de 
um dos fatores climáticos determinantes para o clima: a latitude. Este fator nos 
mostra justamente como tudo está relacionado em um grande sistema correlato. 
Este fator de posicionamento do globo diante do sol e seu movimento em órbita 
a ele faz com que, basicamente, o Equador funcione como um espelho, onde o 
clima quente se resfria quanto mais alta for a latitude, ou seja, do Equador até 
os polos, tanto no hemisfério Norte quanto no hemisfério Sul. Amplamente, o 
globo é dividido em cinco faixas climáticas, sendo elas: Zona Tropical, delimitada 
pelos trópicos de Câncer, ao norte, e de Capricórnio, ao sul; Zona Temperada 
do Norte; Zona Temperada do Sul; Zona Polar Ártica; e Zona Polar Antártica, 
conforme Figura 1, que, apesar de subdividir a Zona Tropical, demonstra as cinco 
principais zonas. 
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Figura 1 - Zonas climáticas do globo / Fonte: o autora.
Descrição da Imagem: a figura mostra um mapa-múndi dividido em zonas latitudinais, em que, próximo do Equa-
dor, as cores são quentes (vermelho e laranja) e, quanto mais próximo dos pólos, as cores são frias (verde e azul).
Com um detalhamento em escala um pouco mais específico, é possível classificar 
regiões climáticas dentro destas Zonas, gerando, assim, as principais classificações 
climáticas do globo. Segundo Ayoade (2003), as classificações climáticas fazem uma 
descrição dos tipos de clima de cada local, levando em consideração, principalmente, 
os elementos atmosféricos sistematizados, simplificados e condensados, com objetivo 
de delimitar um domínio do clima. Ele mesmo analisa que nem sempre o clima é fiel às 
características locais, uma vez que é dinâmico e complexo
APROFUNDANDO
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Marked definida por nivaldo.junior
nivaldo.junior
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Rejected definida por nivaldo.junior
Para Mendonça e Danni-Oliveira (2007), não existem dois climas 
iguais, e a combinação de elementos diferentes pode resultar em 
um clima homogêneo e distinto de outra região. Historicamente, 
os estudos das classificações climáticas iniciaram com Aristóteles 
(século V a.C.), que percebeu a diferença da incidência dos raios 
solares na superfície terrestre. As próprias zonas térmicas, ou zonas 
climáticas, apresentadas anteriormente tiveram origem na classifi-
cação de Parmênides, em 500 a.C., nestes estudos STRAUSS, 200.
Atualmente, após a Revolução Industrial, diversas classificações surgiram, com 
mais de 200 estudos sobre este assunto, no entanto as mais reconhecidas inter-
nacionalmente são aquelas fundadas na descrição empírica que combinam ele-
mentos, como a de Koppen-Geiger (1961), que classificou em letras os diferentes 
tipos climáticos agrupados, e as classificações com origem na genética climática, 
por exemplo, a de Strahler (1951). Desde então, diversas classificações são reali-
zadas, mas as zonas climáticas são, de forma geral, base para estudo deamplitude 
climática com algumas distinções da Zona Equatorial, entre as tropicais. Em 
relação às principais classificações climáticas, a maioria dos estudos apresentam 
dez grupos, sendo eles:
CLIMA EQUATORIAL
Com proximidade à Linha do Equador e presente entre os trópicos, ocorre na 
Amazônia, África equatorial e Indonésia. É reconhecido por ser quente, com tem-
peraturas de, aproximadamente, 25 graus com pouca amplitude térmica, ou seja,

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