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Ruy Lopes Cardoso
CONTABILIDADE
GERAL
C
O
N
TA
B
ILID
A
D
E
 G
E
R
A
L
R
u
y Lopes C
ardoso
Código Logístico
59012
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6553-0
9 7 8 8 5 3 8 7 6 5 5 3 0
Contabilidade Geral 
Ruy Lopes Cardoso
IESDE BRASIL
2020
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A.
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200
Batel – Curitiba – PR
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
© 2020 – IESDE BRASIL S/A.
É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito do autor e do 
detentor dos direitos autorais.
Projeto de capa: IESDE BRASIL S/A. Imagem da capa: Yipianesia/ENVATO ELEMENTS
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
C266c
Cardoso, Ruy Lopes
Contabilidade geral / Ruy Lopes Cardoso. - 1. ed. - Curitiba [PR] : 
IESDE, 2020.
138 p. : il.
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-387-6553-0
1. Contabilidade. I. Título.
19-61980 CDD: 657
CDU: 657
Ruy Lopes Cardoso Mestre e bacharel em Administração de Empresas pela 
Fundação Getulio Vargas, com ênfase em Administração 
Contábil e Finanças. Trabalhou em indústrias têxtil 
e de cabos para telecomunicação, e em instituições 
financeiras, nas áreas de crédito, gestão de contas 
jurídicas, empréstimos externos, comércio internacional 
e coordenação da renegociação da dívida brasileira 
na década de 1980. Foi também representante de 
banco estrangeiro no Brasil. Atua como professor de 
Contabilidade Financeira, Contabilidade de Custos e 
Finanças há 25 anos. É consultor de empresas e autor 
de um livro sobre orçamento empresarial.
Agora é possível acessar os vídeos do livro por 
meio de QR codes (códigos de barras) presentes 
no início de cada seção de capítulo.
Acesse os vídeos automaticamente, direcionando 
a câmera fotográ�ca de seu smartphone ou tablet 
para o QR code.
Em alguns dispositivos é necessário ter instalado 
um leitor de QR code, que pode ser adquirido 
gratuitamente em lojas de aplicativos.
Vídeos
em QR code!
SUMÁRIO
1 A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 9
1.1 Significado de contabilidade 9
1.2 O mundo econômico e as empresas 11
1.3 Tipos de empresas 13
1.4 Demonstrações Contábeis 14
1.5 Usuários das demonstrações financeiras 24
1.6 Contabilidade e finanças 25
2 Balanço Patrimonial 30
2.1 Estrutura do patrimônio da empresa – investimentos 
 e financiamentos 30
2.2 Princípios e Convenções 33
2.3 Estrutura e contas dos ativos 38
2.4 Estrutura e contas dos passivos 41
3 Demonstração de Resultados 49
3.1 Princípios básicos para a Demonstração de Resultados 49
3.2 Estrutura e composição das contas da DRE 57
3.3 Depreciação 61
3.4 Modelo para análise 64
4 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 74
4.1 Alterações da Lei n. 11.638/2007 74
4.2 Exemplos da DLPA e da DMPL 76
5 Demonstração dos Fluxos de Caixa 94
5.1 Demonstração dos Fluxos de Caixa 94
5.2 Estrutura e metodologias 104
6 Demonstração do Valor Adicionado 119
6.1 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 120
6.2 Interpretando a DVA 123
A contabilidade das empresas procura revelar os valores 
dos recursos utilizados para a realização de suas atividades. 
Investimentos e financiamentos sempre serão necessários para 
o desenvolvimento de empreendimentos industriais, comerciais 
ou prestação de serviços. 
As funções básicas da contabilidade são a obtenção, o 
registro e a organização dos valores envolvidos nos negócios, 
transformando esses dados em informações fundamentais 
para a tomada de decisão dos gestores, assim como a todos os 
usuários envolvidos, interna ou externamente, com a empresa. 
As ciências contábeis têm promovido grandes transformações 
desde o final do século XX e deverá continuar assim por um 
longo tempo. Entre as mudanças mais importantes, destaca-se, 
nesta obra, em primeiro lugar, a uniformização das informações 
contábeis das empresas em todos os países. Em segundo, e 
não menos importante, a flexibilização e transformação de um 
sistema contábil extremamente dominado por regras para um 
sistema com base em princípios, permitindo e exigindo um maior 
domínio dessa ciência. Em terceiro lugar, a introdução de novas 
demonstrações com o intuito de fornecer mais informações das 
atividades da empresa e contribuir para melhorar a capacidade 
de análise de seus gestores e usuários. E, finalmente, a 
disponibilização de importantíssimas informações para toda a 
sociedade, com a introdução do balanço social.
Bons estudos!
APRESENTAÇÃOVídeo
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 9
A contabilidade e o ambiente 
econômico das empresas
1
Você pode não saber, mas a contabilidade reúne informações 
úteis, tanto para pessoas físicas, como para empresas. A obtenção 
de dados relacionados com os negócios pode ajudar a compreender 
as atividades de uma empresa e auxiliar na sua administração. A 
contabilidade foi criada e desenvolvida para ajudar na gestão dos 
negócios.
Há mais de 3.000 anos, a 
contabilidade teve origem 
na região da Mesopotâmia. 
Entre os séculos XIV e XV, 
com a expansão do comércio, 
principalmente em cidades 
portuárias no norte da Itália e 
com o surgimento da imprensa, 
permitindo cópias com maior 
rapidez, segundo Hendriksen 
(1999), a Contabilidade como 
técnica pode ser mais difundida. 
Ao final do século XV, Luca 
Pacioli, um frade franciscano, 
publicou a obra Summa 
de Arithmetica, Geometria, 
Proportioni et Proportionalita, 
que proporcionou o surgimento 
da técnica contábil das partidas 
dobradas, o método veneziano 
(CRIPPS, 1994). 
Saiba mais++
1.1 Significado de contabilidade 
Vídeo Usualmente, os livros sobre contabilidade apre-
sentam a origem, a história e a evolução dessa ciên-
cia, a qual é um sistema útil para medir os fatos e 
valores econômicos de um negócio.
Tendo a intenção de registrar as atividades e os 
valores de um segmento, faz todo sentido avaliar 
os efeitos e alterações provocados pelos negócios 
da empresa e, sobretudo, possibilitar aos usuários 
dessas informações o desenvolvimento e aprimora-
mento da capacidade de tomar decisões.
A contabilidade é um sistema de medidas, uti-
lizado para registrar os valores envolvidos nos 
negócios de maneira geral. É normal tratarmos 
da contabilidade empresarial, no entanto a conta-
bilidade de um indivíduo também pode ser feita. 
Pessoalmente, produzimos riqueza com nosso tra-
balho, gerando renda com uso de esforços ou des-
pendendo valores monetários.
10 Contabilidade Geral
Vejamos, como exemplo, o caso fictício de Manuel, funcionário da 
empresa A, com salário mensal líquido de R$ 3.500,00 e gastos mensais 
que somam R$ 2.750,00. Se observarmos a Tabela 1, em que se mos-
tram presentes os ganhos e gastos do período de um mês, podemos 
perceber uma sobra de R$ 750,00 no mês.
Tabela 1
Contabilidade individual (Manuel). 
Ganhos e Gastos no período Mês 1 (R$)
Salário 3.500,00
Aluguel 1.000,00
Condomínio 300,00
IPTU 58,00
Energia 87,00
Telefone 105,00
Gasolina 300,00
Cartão de Crédito 900,00
Saldo final 750,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Embora não seja usual fazer a contabilidade de uma pessoa, é 
possível ter uma vida financeira organizada, com o objetivo de mos-
trar opções para a utilização dos recursos individuais. Nesse sentido, a 
contabilidade individual permite uma análise sobre os bens, direitos e 
obrigações do sujeito, assim como possibilita que o indivíduo planeje 
e cuide de seu futuro e patrimônio. As finanças pessoais não devem se 
restringir aos rendimentos de trabalho, ou à previdência social. As pes-
soas podem e devem aprender a utilizar os conhecimentos contábeis e 
financeiros para cuidar do próprio patrimônio.
Manuel pode continuar comparando seus ganhos, gastos e saldos com o objetivo de controlar suas despesas, 
aumentar seus ganhos e até aplicar seus resultados. Isso é o que chamamos de educação financeira 
individual, o que já se faz presente no Brasil há alguns anos.Para conhecer mais sobre esse assunto, você pode 
acessar o Caderno de Educação Financeira, publicado pelo Banco Central do Brasil com o intuito de auxiliar 
todos os cidadãos a gerir seus próprios rendimentos. Este é apenas um entre inúmeros sites com esse objetivo e 
a disponibilização desse conhecimento é de extrema importância para o planejamento financeiro das pessoas, 
ajudando a melhorar o relacionamento entre dependentes, familiares, amigos e cuidando para um maior 
controle dos gastos.
BANCO Central do Brasil. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013.
Disponível em: https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/caderno_cidadania_financeira.pdf. Acesso em: 23 dez. 
2019.
Faça uma tabela, ou uma 
planilha, contendo seus ganhos 
e gastos mensais. Se não for o 
seu caso, ajude algum parente 
ou amigo nessa tarefa.
Desafio
É graças à falta de educação 
financeira individual que 
observamos, constantemente, 
promoções para negociação 
de dívidas das instituições de 
análise e informações de crédito, 
como o Feirão Serasa Limpa 
Nome, por exemplo.
Curiosidade
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 11
Nesse sentido, é importante ter em mente 
que o foco desta obra é que você compreenda 
a disciplina, independentemente de ser para 
uso pessoal ou profissional.
Com a evolução da tecnologia, a contabilida-
de passou a fazer uso de computadores para 
tratamento e organização de dados. Além disso, 
mais recentemente, as negociações entre os paí-
ses passaram a ser tratadas de uma maneira global, 
numa tentativa de diminuir as barreiras entre eles. 
Desse modo, a contabilidade se transformou para 
que as informações sejam igualmente compreendidas 
por pessoas e empresas de diferentes países, e, assim, não re-
presenta mais apenas um sistema de controle empresarial, mas sim 
uma ferramenta essencial para a tomada de decisão, em todo e qual-
quer lugar em que seja aplicada.
No início do século XXI, a contabilidade no Brasil passou por fortes 
transformações por meio de uma convergência das normas internacio-
nais, com a Lei n. 11.638/2007, e com um sistema público de escritura-
ção digital – SPED – a partir de 2003.
Para compreender melhor o papel da tecnologia na área da contabilidade, 
acesse o artigo “Utilizando a tecnologia da informação na contabilidade”, pu-
blicado pelo Portal Educação. 
Acesso em: 20 dez. 2019. 
portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/contabilidade/utilizando-a-tecnologia-da-informacao-na-contabilidade/50966
Artigo
1.2 O mundo econômico e as empresas 
Vídeo Todos temos necessidades, seja com produtos de consumo diário, 
como alimentos e vestuário ou na prestação de serviços privados, como 
saúde, educação, transporte etc. Somos todos agentes provedores e usuá-
rios de diversos produtos e serviços para satisfazer nossas necessidades. 
Por isso, criamos empresas, produtoras e distribuidoras de bens e servi-
ços, e a contabilidade atende a todos esses setores de atividades.
As ciências econômicas estudam como esses agentes lidam com os 
recursos necessários para atender aos nossos desejos e necessidades. 
Vejamos, como exemplo, o caso fictício de Manuel, funcionário da 
empresa A, com salário mensal líquido de R$ 3.500,00 e gastos mensais 
que somam R$ 2.750,00. Se observarmos a Tabela 1, em que se mos-
tram presentes os ganhos e gastos do período de um mês, podemos 
perceber uma sobra de R$ 750,00 no mês.
Tabela 1
Contabilidade individual (Manuel). 
Ganhos e Gastos no período Mês 1 (R$)
Salário 3.500,00
Aluguel 1.000,00
Condomínio 300,00
IPTU 58,00
Energia 87,00
Telefone 105,00
Gasolina 300,00
Cartão de Crédito 900,00
Saldo final 750,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Embora não seja usual fazer a contabilidade de uma pessoa, é 
possível ter uma vida financeira organizada, com o objetivo de mos-
trar opções para a utilização dos recursos individuais. Nesse sentido, a 
contabilidade individual permite uma análise sobre os bens, direitos e 
obrigações do sujeito, assim como possibilita que o indivíduo planeje 
e cuide de seu futuro e patrimônio. As finanças pessoais não devem se 
restringir aos rendimentos de trabalho, ou à previdência social. As pes-
soas podem e devem aprender a utilizar os conhecimentos contábeis e 
financeiros para cuidar do próprio patrimônio.
Manuel pode continuar comparando seus ganhos, gastos e saldos com o objetivo de controlar suas despesas, 
aumentar seus ganhos e até aplicar seus resultados. Isso é o que chamamos de educação financeira 
individual, o que já se faz presente no Brasil há alguns anos. Para conhecer mais sobre esse assunto, você pode 
acessar o Caderno de Educação Financeira, publicado pelo Banco Central do Brasil com o intuito de auxiliar 
todos os cidadãos a gerir seus próprios rendimentos. Este é apenas um entre inúmeros sites com esse objetivo e 
a disponibilização desse conhecimento é de extrema importância para o planejamento financeiro das pessoas, 
ajudando a melhorar o relacionamento entre dependentes, familiares, amigos e cuidando para um maior 
controle dos gastos.
BANCO Central do Brasil. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013.
Disponível em: https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/caderno_cidadania_financeira.pdf. Acesso em: 23 dez. 
2019.
Faça uma tabela, ou uma 
planilha, contendo seus ganhos 
e gastos mensais. Se não for o 
seu caso, ajude algum parente 
ou amigo nessa tarefa.
Desafio
É graças à falta de educação 
financeira individual que 
observamos, constantemente, 
promoções para negociação 
de dívidas das instituições de 
análise e informações de crédito, 
como o Feirão Serasa Limpa 
Nome, por exemplo.
Curiosidade
12 Contabilidade Geral
Considerando finitos os recursos disponíveis à população, os proble-
mas econômicos surgem com a demanda crescente de bens e serviços, 
oriundos do crescimento demográfico, dos padrões de vida, da evolu-
ção tecnológica, entre outros fatores (ASSAF NETO, 2015).
A economia mundial apresenta flutuações no seu crescimento, mos-
trando volatilidade em suas taxas. O Gráfico 1 demonstra as variações 
de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, entre 2000 e 
2018. Podemos observar que, nesse período, tanto houve crescimento 
– 7,5% em 2010 – quanto o contrário – atingindo uma redução de -3,5% 
em 2015.
7 
5,5
4
2,5
1
- 0,5
- 2
- 3,5
Ano
20
00
20
01
20
02
20
03
20
04
20
07
20
11
20
1520
05
20
08
20
12
20
1620
06
20
10
20
14
20
09
20
13
20
17
20
18
 PI
B %
4,3
1,3
2,7
1,1
5,7
3,2
4
6,1
5,1
- 0,1
7,5
4
1,9
3
0,5 1,1 1,1
- 3,5 - 3,3
Gráfico 1
Crescimento do PIB – Brasil (2000 a 2018)
Fonte: Adaptado de ADVN, 2019.
Consequentemente, os negócios das empresas sofrem com essas 
flutuações. Razão pela qual nos dedicamos aos estudos de mercado, 
de recursos humanos e, ainda, de operações produtivas. Podemos ob-
servar, por exemplo, em épocas de crescimento econômico de um país 
(medido por meio dos indicadores do PIB), as consequências positivas 
de atividade em vários setores. Logo, é possível afirmar que as pessoas 
que exercem funções nas áreas de vendas, marketing, recursos huma-
nos ou qualquer outra, deverão ter alguma preocupação com a boa 
gestão dos negócios em que estão envolvidas.
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 13
1.3 Tipos de empresas 
Vídeo A palavra empresa tem o significado de tarefa, realização, empreen-
dimento ou, ainda, projeto. E, em economia, uma organização com ob-
jetivo de lucros com a produção de bens ou serviços. Classificamos 
essas empresas como empresa individual, quando pertencente a uma 
só pessoa, e empresa societária, quando são dois, ou mais, os proprietá-
rios. Seja individual ou societária, toda empresa precisa considerar sua 
função econômica na sociedade, respeitar todos os aspectos jurídicos, 
ser bem administrada e garantir seu sucesso.
Ainda que as funções de produção, tecnologia e marketing sejam fun-
damentais para assegurar a eficiência do processo empresarial,cabem 
aqui algumas observações iniciais sobre o aspecto econômico e a admi-
nistração financeira na gestão de empresas. A administração financeira 
engloba, entre outras funções, a captação de recursos financeiros, de-
cisões de investimentos, apuração e destinação de resultados. Assim, 
essa área ou departamento da empresa tem a função de prestadora 
de serviços, com uma necessidade constante de seu envolvimento com 
as outras áreas, para dar sustentabilidade econômica e financeira, e 
atingir as metas estabelecidas pela empresa.
Em nosso regime econômico, é fundamental 
conhecer e dominar os recursos financeiros dis-
poníveis, tanto para as operações pessoais como 
empresariais. O dinheiro, como conhecemos hoje, 
surgiu por volta de 700 anos a.C., após o sistema de 
escambo – troca entre produtos e serviços. Atual-
mente, numa época de forte globalização, assisti-
mos a uma tendência de abertura da economia dos 
países, e uma tentativa mais forte de entrosamento 
das políticas entre todos.
Esses registros geram relatórios denominados 
Demonstrações Contábeis ou Demonstrações Financei-
ras. Eles têm o objetivo de espelhar os fatos ocorri-
dos na atividade empresarial, segundo princípios e 
metodologias próprias.
É interessante observarmos o 
significado de contabilidade ou 
contabilização. A palavra em 
inglês, accountability significa: 
an obligation or willingness 
to accept responsibility or 
to account for one’s actions. 
Em tradução livre: uma obri-
gação ou desejo em aceitar 
responsabilidade, ou registrar 
a realização de uma ação. 
Observe o significado de respon-
sabilidade, além do simples 
registro de uma ação. Podemos 
considerar a contabilidade como 
um sistema responsável pelo 
registro dos fatos ocorridos e 
valorizados monetariamente 
numa empresa, ou também, 
uma ciência que estuda o 
patrimônio da entidade.
Curiosidade
14 Contabilidade Geral
1.4 Demonstrações Contábeis 
Vídeo Seguir os fatos é o melhor caminho para entendermos as demons-
trações contábeis. Para isso, devemos identificar a origem e o desti-
no da ocorrência do fato. Para esclarecer mais esses termos, vejamos 
como exemplo a abertura de uma empresa comercial.
Exemplo 1
Dificilmente fornecedores concedem crédito para pagamento a pra-
zo aos novos empreendedores. Portanto, para iniciar em um segmento 
e comprar produtos a fim de poder vendê-los aos clientes, a empresa 
precisa ter recursos financeiros disponíveis, ou seja, algum capital. Tal-
vez, no futuro, quando os fornecedores tiverem acesso ao histórico de 
cumprimento das obrigações financeiras da organização, seja mais fácil 
para ela realizar compras com pagamentos a prazo.
Desta forma, no dia 01/01/20X0 o proprietário (ou os proprietários, 
caso seja uma societária) deve transferir um valor para a empresa. Va-
mos supor que esse valor seja R$ 5.000,00.
Seguindo os fatos, e registrando esse valor em nome da empresa, a 
origem é a transferência do capital do empreendedor para empresa. E 
o destino é a posse desse valor para o início das atividades da organi-
zação. Uma observação importante é que, nesse momento, a preocu-
pação da contabilidade deve ser registrar as ocorrências na empresa.
1.4.1 Balanço Patrimonial
Assim aparece o primeiro tipo de demonstração contábil: o Balanço 
Patrimonial (BP). A palavra balanço é usada no sentido de equilíbrio, ou 
seja, mostrar valores iguais de origem e destino; o termo patrimonial é 
usado para demonstrar que é da empresa esse patrimônio. A Tabela 2 
traz um exemplo de como seria o BP do exemplo 1.
Tabela 2
Balanço Patrimonial 
Balanço Patrimonial da empresa X em 01/01/20X0 – (R$ 0,00)
(destino) 5.000,00 (origem) 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
O registro de origem e des-
tino de recursos, isto é, dois 
registros, é baseado na técnica 
de partidas dobradas, enuncia-
da pelo Frade Luca Pacioli.
Atenção
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 15
O destino denominamos como Ativo, pelo fato de ser um valor que 
possibilitará gerar atividade para a empresa. E a origem denomina-
mos como Passivo, representando a oposição ao Ativo e Passível de 
liquidação, por ser uma obrigação da empresa a quem lhe originou os 
recursos. Cabe agora outra observação, o proprietário disponibiliza e 
transfere seus recursos na expectativa de a empresa ter uma atividade 
que ele acredita ser viável, da qual ele é o responsável, caso contrário 
poderá perder seu capital.
No futuro os fornecedores, se acreditarem na empresa, poderão 
conceder prazo para pagamento de novas compras. No entanto, esses 
fornecedores necessitarão do retorno desses valores para a continui-
dade de seus negócios. Daí surge a necessidade de distinguir os cré-
ditos recebidos do proprietário da empresa, registrados como Capital 
Social, dos créditos recebidos temporariamente de fornecedores dos 
produtos para a atividade. Observe, portanto, a nova forma de apre-
sentação do Balanço Patrimonial na Tabela 3.
Tabela 3
Balanço Patrimonial em 01/01/20X0
Balanço Patrimonial da empresa X em 01/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 5.000,00 Capital Social 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observe agora os nomes dados aos valores, para diferenciar os fu-
turos e novos fatos. O destino passou a ser um valor disponível para as 
atividades futuras da empresa, e a origem, o capital dos proprietários 
ou sócios.
A pergunta que poderíamos fazer é: por que Passivo e Patrimônio 
Líquido? Seguindo o raciocínio que distingue as funções de proprietá-
rio e fornecedor, caso o valor tenha a origem no proprietário será do 
patrimônio, e caso o valor tenha a origem como crédito do fornecedor, 
será considerado uma dívida. Para contrapor um Ativo, surge a palavra 
Passivo, em que se registram todas as dívidas da empresa para com 
terceiros. Em outras palavras, Passivo (capitais de terceiros) e Patrimô-
nio Líquido (capital próprio da empresa).
16 Contabilidade Geral
Exemplo 2
No início dos negócios, a empresa, agora com dinheiro disponível, 
adquire 100 produtos para revenda pelo preço de R$ 20,00 cada, com 
pagamento à vista. Vamos denominá-los estoque, palavra usual para 
determinar produtos, comprados ou fabricados para revenda, nesse 
segundo caso, o estoque seria também de matérias-primas. O balanço 
da empresa X, após a compra de R$ 2.000,00 em produtos (R$ 20,00 x 
100) está representado na Tabela 4.
Tabela 4
Balanço Patrimonial em 02/01/20X0
Balanço Patrimonial da empresa X em 02/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.000,00
Estoque 2.000,00
____________________________________________
TOTAL 5.000,00
Capital Social 5.000,00
____________________________________________
TOTAL 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observamos algumas alterações dos balanços apresentados, como 
os nomes, os valores e as datas dos fatos. O padrão utilizado nessa de-
monstração é a denominação das contas – disponível, estoques, capital 
social etc. –, as datas dos fatos e o total dos destinos (Ativos) e origens 
(Passivos e Patrimônio Líquido). Entretanto, no dia 2, os produtos para 
revenda, o estoque ou destino, tiveram origem na conta de disponíveis. 
Assim sendo, é bom nos familiarizarmos com os nomes e sempre lem-
brarmos da necessidade de correspondência entre destino e origem, seja 
do grupo dos Ativos ou do grupo dos Passivos e do Patrimônio Líquido.
Exemplo 3
No dia 3, a empresa realizou a venda de parte dos produtos em 
estoque. Para uma venda à vista de 10 produtos ao preço de R$ 30,00 
cada, a primeira observação a ser feita é o reconhecimento da diferen-
ça entre o valor da compra (o estoque registrado pelo custo de aqui-
sição de R$ 20,00 cada)e o valor da venda. Confrontando os preços 
de custo com os de venda, obteremos um resultado, no caso, do lucro 
positivo pela diferença.
Simplificando, supondo a necessidade de atualização da situação 
patrimonial, no momento dessa única negociação, podemos fechar o 
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 17
balanço. Posteriormente, será possível criar uma condição melhor, ao 
conhecer a dinâmica das atividades comerciais, em que a cada momen-
to diário, semanal, mensal, o volume poderá crescer. A demonstração 
patrimonial, nesse caso, ficaria como o exposto na Tabela 5.
Tabela 5
Balanço Patrimonial em 03/01/20X0
Balanço Patrimonial da empresa X em 03/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível = 3.000,00 + 10 x 30,00 = 3.300,00
Estoque = 2.000,00 – 10 x 20,00 = 1.800,00
Capital Social 5.000,00
____________________________________________
Lucro 100,00
TOTAL 5.100,00 TOTAL 5.100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Pode ser um pouco confuso interpretar a Tabela 5, uma vez que o 
lucro não representa uma dívida, tampouco é considerado parte do 
capital social, no entanto, esse resultado é da empresa e, como tal, po-
derá financiar outros bens ou mesmo quitar dívidas. Sendo assim, o lu-
cro também pertence aos proprietários da empresa, fazendo do capital 
social um grupo denominado de Patrimônio Líquido.
Surge, então, a necessidade de criar uma demonstração com o ob-
jetivo de apurar os resultados dos negócios realizados em determinado 
período, podendo ser diário, semanal, mensal, trimestral, semestral ou 
anual. Nesse exemplo, consideraremos apenas um período diário, uma 
venda no dia 3, sem mais nenhum fato novo.
Recapitulando
Ativos representam bens e direitos controlados pela empresa com 
expectativa de benefício econômico, logo, podemos pensar em Ativos 
como investimentos. Passivos representam exigências e obrigações 
da empresa com terceiros, portanto, podemos usar o termo financia-
mentos. E Patrimônio Líquido, assim como os Passivos, consideramos 
como financiamentos.
Se consideramos Passivos e Patrimônio Líquido como financiamen-
tos, a equação básica do BP é a diferença entre os Ativos e os Passivos:
 Ativos – Passivos = Patrimônio Líquido
18 Contabilidade Geral
1.4.2 Demonstração de Resultados do Exercício
A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) deverá revelar os 
resultados após um período de atividades, que, no caso do exemplo 3, 
é do dia 03/01/20X0. Nesse caso, estamos considerando o exercício de 
apenas um dia. Mas o usual é que a DRE seja feita considerando o mês 
todo. Veja a Tabela 6.
Tabela 6
Demonstração de Resultados de 03/01/20X0
Demonstração de Resultados de 03/01/20X0 R$
Receita de vendas (10 x 30,00) 300,00
Custo dos produtos vendidos (10 x 20,00) 200,00
Resultado ou Lucro 100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ao final do dia 03/01/20X0, o Balanço Patrimonial será como na Tabela 7.
Tabela 7
Balanço Patrimonial em 03/01/20X0
Balanço Patrimonial da empresa X em 03/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.300,00
Estoque 1.800,00
Passivo 0,00
Capital Social 5.000,00
Lucro Acumulado 100,00
____________________________________________
Patrimônio Líquido 5.100,00
TOTAL 5.100,00 TOTAL 5.100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Exemplo 4:
Como último exemplo, vamos considerar que a empresa X, do dia 
04 ao dia 07/01/20X0, vendeu, a prazo, mais 40 produtos ao preço uni-
tário de R$ 30,00, e alugou uma loja com o valor do contrato de aluguel 
de R$ 200,00 por semana, a pagar no primeiro dia do mês seguinte. As-
sim, a DRE da semana ficaria conforme podemos observar na Tabela 8.
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 19
Tabela 8
Demonstração de Resultados do período de 01 a 07/01/20X0
Demonstração de Resultados (01 a 07/01/20X0) R$
Receita de vendas* (10 + 40) x 30,00 1.500,00
Custo dos produtos vendidos (10 + 40) x 20,00 1.000,00
Despesas com aluguel* 200,00
Resultado ou Lucro 300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Agora fica a questão. Qual a razão de termos registrado tanto a re-
ceita de vendas e as despesas com aluguel, nesse período, se parte das 
receitas ainda não foram recebidas, tampouco, o aluguel foi pago?
A explicação é a seguinte: ao encerrar as atividades de um período, 
desejando conhecer a real situação patrimonial, o aluguel, mesmo que 
parcial, representa uma obrigação da empresa, uma dívida para com 
um terceiro, assim como os valores vendidos a prazo aos clientes re-
presentam um direito de cobrar os valores a receber.
O Balanço Patrimonial da empresa X, encerrado em 07/01/20X0, 
será como o exposto na Tabela 9.
Tabela 9
Balanço Patrimonial em 07/01/20X0
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.300,00
Contas a receber 1.200,00
Estoque 1.000,00
Aluguel a pagar 200,00
_________________________________________
Passivo 200,00
Capital Social 5.000,00
Lucro Acumulado 300,00
_________________________________________
Patrimônio Líquido 5.300,00
TOTAL 5.500,00 TOTAL 5.500,00
Fonte: Elaborado pelo autor.
Essas duas demonstrações básicas da contabilidade das empresas 
são fundamentais a outros usuários e para a gestão da empresa. No 
momento, podemos compreender as duas demonstrações, como ilus-
trado a seguir nas Tabelas 10 e 11.
20 Contabilidade Geral
Tabela 10
Modelo de DRE
Demonstração de Resultados do Exercício (em R$ 0,00) Período
Receita de vendas XXXX
Custo dos produtos vendidos YYY
Outras despesas ZZ
Resultado ou Lucro WW
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 11
Modelo do Balanço Patrimonial encerrado na data DD/MM/AAAA
Balanço Patrimonial da empresa X (em R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Bens e Direitos
Passivo (obrigações)
Patrimônio Líquido (capital e resultados)
Os Ativos representam todas aplicações de recursos (dinheiro disponível, produtos em estoque 
etc.) e direitos (contas a receber de clientes, por exemplo). 
Os Passivos representam todas obrigações de terceiros à empresa (empréstimos, contas a pagar 
etc.)
O Patrimônio Líquido representa o total dos recursos dos proprietários da empresa (capital dos 
sócios, resultados acumulados etc.)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observe o resultado de R$ 300,00 referente ao primeiro período de 7 
dias, na Tabela 8, e integrado como Lucro Acumulado na Tabela 9. A ra-
zão de fazermos duas declarações separadas é porque enquanto a DRE 
apresenta dados de um período, o BP mostra apenas saldos na data final 
do encerramento daquele período. Os resultados de um período perten-
cem à empresa, e por esse motivo se integram ao patrimônio dela.
Observe os fatos ocorridos na Livraria ABC e, seguindo os exemplos dados anteriormente, prepare a DRE de 
01/02/20X1 a 07/02/20X1 dessa empresa.
1. Dia 01/02/20X1, o Sr. Antonio transferiu um total de R$ 10.000,00 em dinheiro para a formação da empresa que 
tinha como objetivo comprar e vender livros.
2. No dia 02/02/20X1, alugou uma casa para a primeira loja da Livraria ABC, por um valor semanal de 
R$ 400,00, a pagar todo primeiro dia da semana seguinte.
3. No mesmo dia adquiriu e recebeu o primeiro lote de livros, a pagar no dia 07 do referido mês, no valor total de 
R$ 2.000,00.4. No dia 04/02/20X1, vendeu parte de seu estoque de livros, pelo preço de venda total de R$ 500,00 e recebeu a 
vista. O custo desses livros foi de R$ 300,00.
(Continua)
 Atividade 1
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 21
5. No dia 06/02/20X1, comprou e pagou móveis para o escritório, no valor de R$ 5.000,00.
6. No dia 07/02/20X1, vendeu, a prazo, mais livros por R$ 1.200,00, e pagou os livros comprados no dia 02. O saldo 
de livros em estoque é de R$ 700,00.
Atividade 2
Em seguida, feche o Balanço Patrimonial encerrado em 07/01/20X1.
1.4.3 Demonstração das Mutações do Patrimônio 
Líquido
Antes da exigência dessa demonstração, as empresas realizavam a 
Demonstração de Lucros Acumulados (DLA), em que os resultados de 
determinado exercício, positivos ou negativos, eram adicionados aos 
dos exercícios anteriores, e poderiam ser, parcial ou integralmente, dis-
tribuídos aos proprietários e acionistas. Se após essa distribuição res-
tasse saldo, era adicionado ao Patrimônio Líquido em conta de Lucros 
ou Prejuízos Acumulados.
Entretanto, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
(DMPL) incorpora a DLA, pela possível existência de outros eventos, tais 
como: aumento de capital por parte dos sócios, distribuição de parte 
dos resultados, incorporação dos resultados ao capital, reavaliações 
nos Ativos, ajustes de exercícios anteriores, criação de reservas para 
decisão futura, entre outros. Vejamos na Tabela 12, sem muitos deta-
lhes, a DMPL.
Tabela 12
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
DMPL* (R$ 0,00) Capital Social
Reservas 
de Capital
Reservas 
de Lucros
Lucros ou 
Prejuízos 
Acumulados
Total
Saldo no início do Exercício 5.000,00 5.000,00
Dividendos
Aumento de Capital
Reversões de reservas
Lucros ou Prejuízos do Exercício 300,00 300,00
Destinação do Lucro
Saldo no final do Exercício 5.000,00 300,00 5.300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Com os dados e resultados 
apurados na Atividade 1 e o 
Balanço Patrimonial fechado na 
Atividade 2, prepare a DMPL da 
Livraria ABC, de acordo com a 
Tabela 12.
Atividade 3
22 Contabilidade Geral
1.4.4 Demonstração dos Fluxos de Caixa
Antes do ano de 2008, a legislação exigia, também, a Demonstração 
das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), entretanto, em dezem-
bro de 2007, a Lei n. 11.638/2007 alterou e revogou muitos dispositivos 
da Lei n. 6.385/76 e da Lei n. 6.404/76. E, assim, a DOAR foi substituída 
pela publicação da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).
Enquanto a DOAR contemplava uma riqueza maior de informações, 
e destacava as principais variações nos recursos obtidos e aplicados no 
dia a dia das atividades da empresa – comumente denominado de ca-
pital circulante líquido – a DFC destaca as variações no saldo de valores 
disponíveis para um determinado período.
Para compreender melhor a DFC, seus métodos de apuração e sua 
apresentação, destacamos suas três partes, ou fluxos:
 • Fluxo das operações ou das atividades operacionais.
 • Fluxo dos investimentos.
 • Fluxo dos financiamentos.
Vejamos, na Tabela 13, um modelo para compreensão da DFC:
Tabela 13
Demonstração dos Fluxos de Caixa 
Demonstração dos Fluxos de Caixa Exercício 20X0
1. Fluxo das atividades operacionais
Total dos valores recebidos (+) e pagos (-), 
relativos ao lucro operacional da empresa.
2. Fluxo de investimentos
Total dos valores recebidos (+) e pagos (-), 
relativos a investimentos de longo prazo, 
imobilizado, intangível entre outros.
3. Fluxo de financiamentos
Total dos valores recebidos (+) e pagos (-), 
relativos a Passivos e Patrimônio Líquido.
Variação de Caixa no período Soma dos 3 fluxos
Fonte: Elaborada pelo autor.
Se esse demonstrativo ao exemplo 4, a DFC da empresa X ficaria 
conforme a Tabela 14.
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 23
Tabela 14
Demonstração dos Fluxos de Caixa. 
Demonstração dos Fluxos de Caixa De 01 a 07/01/20X0 R$ 0,00
Atividades operacionais
Recebido de clientes
Aumento de estoques
Aumento com clientes
Aluguel a pagar
300,00
(1.000,00)
(1.200,00)
200,00
1. Atividades operacionais TOTAL (1.700,00)
2. Atividades de investimentos Sem registro no exemplo 0,00
3. Atividades de financiamentos Sem registro no exemplo 0,00
Variação de Caixa (1 + 2 + 3) TOTAL (1.700,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
1.4.5 Demonstração do Valor Adicionado
De acordo com a já citada Lei n. 11.638/2007, as empresas com capi-
tal aberto, isto é, com negociação de suas ações em Bolsas de Valores, 
devem apresentar uma Demonstração do Valor Adicionado (DVA). O 
objetivo da DVA é mostrar a criação de riqueza produzida e sua dis-
tribuição entre funcionários, acionistas, financiadores de capital e go-
verno, revelando a somatória de valor adicionado à sua riqueza. Caso 
sejam apresentadas por todas as empresas de um país, essa soma for-
ma o PIB do país. A seguir, um exemplo da DVA na tabela 15.
Tabela 15
Demonstração do Valor Adicionado
Contas R$
1 Receitas com produtos e serviços 100,00
2 Adquiridos de terceiros 40,00
3 Retidos 10,00
4 Líquido produzido pela empresa (1 – 2 – 3) 50,00
5 Recebido em transferência 5,00
(Continua)
Por fim, ainda com base na 
atividade 1, prepare a DFC 
da Livraria ABC, referente ao 
período dos primeiros 7 dias de 
atividades.
Atividade 4
24 Contabilidade Geral
Contas R$
6 Total a distribuir (4 – 5) ou (7 + 8 + 9 + 10) 45,00
7 Funcionários 15,00
8 Acionistas 10,00
9 Financiadores de capital 5,00
10 Governo 15,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
1.5 Usuários das demonstrações financeiras 
Vídeo Sejamos nós proprietários, administradores, empregados, fornece-
dores, clientes, concorrentes, emprestadores de capital ou, até mesmo, 
parte do governo, de alguma maneira somos usuários das demonstra-
ções contábeis ou financeiras de uma empresa. Entre alguns aspectos 
de relacionamento desses diversos usuários e a empresa, podemos 
exemplificar, sem a finalidade de esgotar nossas observações:
 • Os proprietários ou acionistas desejam o retorno para seus 
investimentos, assim como a expectativa de manutenção das 
operações, capacidade de liquidez, crescimento da empresa e de 
seus resultados.
 • Os administradores devem acompanhar e avaliar constante-
mente as suas decisões na empresa, mensurando as suas conse-
quências para com todos os usuários, internos ou externos.
 • Empregados têm sempre a expectativa de manutenção das ope-
rações da empresa, para garantia de crescimento dos rendimen-
tos e desenvolvimento profissional. O conhecimento das funções, 
o desempenho pessoal, a experiência profissional, a proximidade 
com a administração e as informações financeiras deverão servir 
para a estabilidade na empresa.
 • Os fornecedores desejam reconhecer na empresa, como clien-
tes, a capacidade de pagamento, continuidade e crescimento do 
relacionamento, observando a rentabilidade e continuidade das 
operações. A preocupação dos fornecedores com os seus concor-
rentes diretos, para a qualidade, preços e possibilidade de subs-
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 25
tituição de seus produtos é um fator de sucesso e contribui para 
sua continuidade do relacionamento.
 • Clientes devem avaliar a garantia de fornecimento e prazo de 
entrega de seus pedidos. Certamente têm preocupação com a 
capacidade instalada, projetos de expansão e alterações futuras 
da empresa. Clientes com conhecimento da rede de fornecedo-
res podem tentar diminuir a dependência de cada um deles, as-
sim como estabelecer critérios de escolha, permitindo opções de 
compras.
 • Os concorrentes podem ampliar seus conhecimentos por meio 
da comparação de receitas, custos e despesas, participação nos 
mercados em que atuam e traçar estratégias para manter ou me-
lhorar seus posicionamentos.
 • As instituições financeiras, como outros financiadores de ca-
pital mostram suas preocupações com análise de risco, para se 
resguardar de surpresas, permitir a concessão, manutenção e re-
novação de empréstimos, seja a curto oulongo prazos.
 • O governo, seja federal, estadual ou municipal, tem como função, 
acompanhar e analisar a empresa, seu desempenho, capacitação, 
e situação econômico-financeira, observando os processos de 
concorrência pública, para a formulação de políticas econômicas.
Enfim, podemos perceber a importância do conhecimento, não ape-
nas do produto ou serviço que a empresa faz, mas, como daqueles que 
colaboram para a manutenção e continuidade dos negócios.
1.6 Contabilidade e finanças 
Vídeo Os relatórios financeiros que estudaremos agora devem demonstrar 
os resultados de atividades da empresa com seus clientes, e a situação 
dos seus investimentos e financiamentos. Já vimos as demonstrações 
contábeis que devem ser realizadas e disponibilizadas aos diversos 
usuários. No exemplo dado, com atividades de compras e vendas, o 
resultado de R$ 300,00 no período de 01/01 a 07/01/20X0 provocou um 
acréscimo no patrimônio da empresa.
Enquanto todo o trabalho de registro das informações é contabi-
lizado pela empresa, o gestor ou administrador se preocupa em ob-
servá-lo e desempenhar suas funções com o objetivo de produzir os 
resultados esperados pelos proprietários e outros usuários.
26 Contabilidade Geral
1.6.1 Investimentos ou Ativos
Os relatórios de investimentos ou Ativos representam todos os bens 
adquiridos para realização da sua atividade. A palavra Ativo significa in-
vestimentos em atividade, no grupo do Balanço Patrimonial. Pensando 
nos Ativos como investimentos, poderemos distinguir entre aqueles 
com objetivos de curto prazo e outros com finalidades de longo prazo.
Em termos econômicos, o investimento feito em uma máquina, por 
exemplo, não tem capacidade de produzir resultados por si rapidamen-
te. Já o investimento em matéria-prima traz resultados assim que ela é 
transformada em produto acabado para venda. Por isso, consideramos 
que a matéria-prima tem a finalidade de dar retorno em um curto es-
paço de tempo, enquanto a máquina oferece retorno a longo prazo.
1.6.2 Financiamentos ou Passivos
Os relatórios de financiamentos ou Passivos representam o total de 
recursos para financiar os investimentos. Esses financiamentos podem 
ter como origem terceiros à empresa (como instituições financeiras, 
fornecedores de produtos, impostos devidos ao governo, contratos de 
prestação de serviços etc.) formando o grupo de Passivos do Balanço 
Patrimonial. Mas o capital dos sócios, que faz parte do Patrimônio Lí-
quido, também representa um financiamento para a empresa. Quando 
a empresa começa a produzir resultados positivos, esses, caso não se-
jam distribuídos, incorporam o Patrimônio Líquido e podem ser usados 
para financiar novos investimentos.
1.6.3 Resultados
Os relatórios de resultados representam o total de ganhos e gastos 
incorridos na atividade da empresa, durante um certo período, e são 
registrados na DRE. No exemplo, os resultados de ganhos, ou receitas 
de vendas, são confrontados com os gastos, ou custos dos produtos 
adquiridos que foram vendidos, e qualquer outra despesa incorrida no 
período referente à atividade da empresa.
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 27
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
Fazer a contabilidade de uma empresa exige disciplina e metodologia, 
para a obtenção e apresentação dos dados. Os usuários devem ter à 
disposição as informações necessárias para a tomada de decisões; os 
gestores para acompanhamento e eventual revisão de suas decisões; 
os fornecedores de produtos e serviços para garantir o crédito à em-
presa; os clientes para o atendimento contínuo de suas necessidades; 
os financiadores de capital para garantir o retorno dos recursos em-
prestados; os empregados para manutenção de seus rendimentos e 
desenvolvimento profissional; e o governo para a formulação de polí-
ticas públicas.
O esquema abaixo ilustra o significado das duas principais demons-
trações financeiras estudadas até o momento: o Balanço Patrimonial e a 
Demonstração de Resultados.
Ativos e Passivos
início do momento 1
Resultados do 
período 1
Ativos e Passivos
final do momento 1
Renomeando os termos usados no esquema anterior, para compreen-
der o significado dessas demonstrações financeiras, temos o seguinte 
esquema.
Investimentos e 
Financiamentos
início do momento 1
Investimentos e 
Financiamentos
final do momento 1
Resultados do 
período 1
Ativos e Passivos, ou ainda, Investimentos e Financiamentos, devem 
provocar resultados. Podemos pensar nos Ativos como expectativa de 
resultados, mesmo que gerem custos ou gastos, e nos financiamentos 
como disponibilização de recursos. Se confrontados, ganhos (receitas) e 
gastos (custos ou despesas), os resultados da atividade podem alterar a 
composição dos financiamentos e investimentos, aumentando ou redu-
zindo seus valores.
28 Contabilidade Geral
REFERÊNCIAS
ADVFN. ADVFN Brasil, 2019. PlB Brasil. Disponível em: https://br.advfn.com/indicadores/
pib/brasil. Acesso em:23 dez. 2019.
ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro. 11. ed, 
São Paulo: Atlas, 2015.
BRASIL. Lei n. 6.385, de 7 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 7 dez. 1976a. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6385.
htm. Acesso em: 23 dez. 2019.
BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 15 dez. 1976b. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l6404compilada.htm. Acesso em: 23 dez. 2019.
BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 28 dez. 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 23 dez. 2019.
CRIPPS, J. Particularis de computis et scripturis: a contemporary interpretations. Seattle: 
Pacioli Society, 1994.
HENDRIKSEN, E.; VAN BREDA, M. Teoria da Contabilidade. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
GABARITO
1. O registro dos Resultados do Exercício de 01/02/20X1 a 07/02/20X1 da Livraria ABC é:
Demonstração de Resultados (01 a 07/02/20X1) R$
Receita de vendas (itens 4 e 6) 1.700,00
Custo dos produtos vendidos (itens 4 e 6) 1.300,00
Despesas com aluguel (item 2) 400,00
Resultado ou Lucro 0,00
2. O Balanço Patrimonial da Livraria ABC, fechado em 07/02/20X1 é:
ATIVO – 07/02/20X1 PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO – 07/02/20X1
*Disponível 3.500,00
Contas a receber 1.200,00
Estoque 700,00
Móveis 5.000,00
Aluguel a pagar 400,00
Passivo 400,00
Capital Social 10.000,00
Lucro Acumulado 0,00
Patrimônio Líquido 10.000,00
TOTAL 10.400,00 TOTAL 10.400,00 
*Disponível = (10.000,00 – 2.000,00 (estoque) – 5.000,00 (móveis) + 500,00 (venda dos livros)
A contabilidade e o ambiente econômico das empresas 29
3. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em 07/01/20X1.
DMPL* (R$ 0,00)
Capital 
Social
Reservas de 
Capital
Reservas de 
Lucros
Lucros ou 
Prejuízos 
Acumulados
Total
Saldo no início do Exercício 10.000,00 10.000,00
Dividendos
Aumento de Capital
Reversões de reservas
Lucros ou Prejuízos do Exercício 0,00 0,00
Destinação do Lucro
Saldo no final do Exercício 10.000,00 0,00 10.000,00
4. Preparando a Demonstração dos Fluxos de Caixa de 01 a 07/02/20X1
Demonstração dos Fluxos de Caixa De 01 a 07/02/20X1 R$ 0,00 
Atividades operacionais
Aumento de estoques
Aumento com clientes
Aluguel a pagar
 (700,00)
(1.200,00)
400,00
4. Fluxo Atividades operacionais TOTAL (1.500,00)
5. Fluxo de investimentosMóveis (5.000,00)
6. Fluxo de financiamentos Sem registro 0,00
Variação de Caixa (1 + 2 + 3) TOTAL (6.500,00)
. Observe a variação de caixa reduzida de R$ 10.000,00 (recursos do sócio Sr. Antonio) 
para R$ 3.500,00, com R$ 6.500,00 de redução no caixa.
. Durante o período, os Ativos operacionais passaram de zero para R$ 700,00 em estoques 
e R$ 1.200,00 a receber de clientes, o que representa investimento na atividade da 
empresa. Por outro lado, há o aumento de Passivo Circulante em razão do financiamento 
pelo uso da casa (aluguel), permitindo à empresa manter suas atividades no período. 
Isso tudo causa uma redução de R$ 1.500,00 (R$ 700,00 + R$ 1.200,00 – R$ 400,00) na 
disponibilidade de recursos.
. Com o pagamento pelos móveis, no valor de R$ 5.000,00, considerado no fluxo dos 
investimentos, o total de saída de recursos chega a R$ 6.500,00.
30 Contabilidade Geral
Os registros de ocorrências e transações de um negócio geram 
Demonstrações Contábeis ou Financeiras que objetivam espelhar 
os fatos ocorridos na atividade empresarial. Neste capítulo, vamos 
conhecer a estrutura do patrimônio da empresa, a composição 
dos ativos (investimentos) e a dos passivos (financiamentos); 
abordaremos os princípios e convenções que regem a 
contabilidade, com os exemplos vistos no capítulo anterior para 
a melhor compreensão do sistema contábil; desvendaremos com 
detalhes a estrutura e contas dos Ativos, dos Passivos e Patrimônio 
Líquido; e, por último, faremos uma elaboração completa do 
Balanço Patrimonial com uma breve análise dessa demonstração.
Balanço Patrimonial
2
2.1 Estrutura do patrimônio da empresa – 
investimentos e financiamentos Vídeo
Seguir o fluxo dos recursos das transações é imprescindível para en-
tendermos as demonstrações contábeis. Entretanto, devemos identifi-
car sempre a origem e o destino dos recursos em valores monetários, 
para que os registros espelhem onde foram feitas as aplicações e quais 
as fontes que originaram.
Para exemplificar a Demonstração do Balanço Patrimonial da 
empresa, voltaremos ao caso da empresa X (Capítulo 1), criada para 
comercializar produtos, que no dia 01/01/20X0 recebeu uma trans-
ferência de recursos no valor de R$ 5.000,00 para sua formação ini-
cial. Seguindo o Exemplo 1, presente no capítulo anterior, o destino 
é a posse desse valor, em caixa e disponível para o início das ativi-
dades, e a origem é o capital dos sócios na empresa. No Exemplo 
2, a empresa adquiriu produtos para revenda (destino), pagando à 
vista (origem). No Exemplo 3, vendeu produtos de seus estoques 
(origem) e recebeu à vista (destino). No Exemplo 4, vendeu mais 
O livro Curso de contabili-
dade para não contadores 
pode ser muito elucida-
tivo para que você com-
preenda os conceitos dos 
termos contábeis.
IUDÍCIBUS, S.; MARION, J.C. 6. ed. 
São Paulo: Atlas, 2009.
Livro
Balanço Patrimonial 31
produtos (origem) a prazo (destino) e reconheceu o aluguel semanal 
(destino) a pagar no futuro (origem).
Na linguagem contábil, o registro para o destino dos recursos é 
denominado débito, com o sentido de dever, ou da expressão “o que 
se deve a”. Por outro lado, para denominar os recursos de origem, 
usamos a palavra crédito, com a mesma raiz da palavra credo, que 
significa representar confiança, ou ainda, quem acredita ou empresta. 
No Exemplo 1, quem concedeu o crédito à empresa foi o proprie-
tário, e, portanto, o dinheiro disponível é devido ao fato de a empre-
sa possuir o capital do sócio. Dessa forma, podemos afirmar que faz 
sentido os investimentos ou Ativos crescerem a débito, pois os finan-
ciamentos concederam créditos. O Balanço Patrimonial possui a se-
guinte estrutura: à direita contém os Passivos e o Patrimônio Líquido, 
e à esquerda, os Ativos, parecendo a letra T, como podemos ver na 
Tabela 1
Tabela 1
Contas iniciais com o crédito do capital e o débito no caixa
Caixa ou Disponível Capital Social
Débito Crédito Débito Crédito
5.000,00 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Dessa forma, podemos afirmar que os Ativos crescem a débito en-
quanto os passivos crescem a crédito.
Tabela 2
Balanço inicial da empresa
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 5.000,00 Capital Social 5.000,00
TOTAL 5.000,00 TOTAL 5.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Assim como afirmamos que Ativos crescem a débito, podemos tam-
bém dizer que Ativos decrescem a crédito, uma vez que podem con-
ceder crédito ao liberar recursos para liquidação dos financiamentos, 
ou mesmo para aquisição de novos Ativos. É o caso, entre outros, dos 
recursos disponíveis, ou em caixa, para aquisição de outros Ativos ou 
mesmo para liquidação de algum passivo.
Atenção
Todos esses fatos estarão espe-
lhados no próximo tópico.
32 Contabilidade Geral
O que se pretende, com a demonstração patrimonial, é estarmos 
sempre atentos aos investimentos feitos e como estão sendo financia-
dos. A notação contábil de Ativos e passivos pode, por vezes, ser es-
quecida, mas deve auxiliar o administrador na avaliação dos recursos 
financeiros aplicados nos investimentos e a identificação das origens 
dos financiamentos.
Ativos (investimentos) podem ter várias funções em uma organiza-
ção. O dinheiro disponível da empresa pode, em um curto espaço de 
tempo, pagar dívidas, distribuir resultados aos sócios, comprar produ-
tos para revenda, adquirir e pagar insumos, realizar construções etc. 
Estoques de produtos para revenda devem estar, se possível a curto 
prazo, disponíveis aos consumidores. Em outras palavras, devem ser 
realizáveis em curto espaço de tempo. Diferentemente de equipamen-
tos para produção, ou computadores de escritório utilizados para a 
organização dos trabalhos, que não estão disponíveis para venda, ou 
seja, não serão realizáveis no mesmo tempo em que os estoques.
Abordaremos isso com mais detalhes na seção 2.3, mas, à primeira 
vista, podemos compreender que tais Ativos têm características de per-
manências diferentes na empresa – alguns são de curto prazo e outros 
de longo prazo. Desse modo, denominamos como Ativos Circulantes os 
Ativos de valores com a realização em curto prazo (normalmente de até 
um ano), diferentemente daqueles com realização em longo prazo, os 
Ativos Não Circulantes. No exemplo do Capítulo 1, a empresa X possuía 
apenas Ativos Circulantes: o dinheiro disponível e saldo dos estoques. 
Esses Ativos teriam uma circulação relativamente rápida, podendo 
também ser denominados como Ativos Realizáveis de Curto Prazo.
Tal como os Ativos, classificamos os Passivos de acordo com o prazo 
de realização, curto ou longo, bem como se circulantes ou não circulan-
tes. Trataremos desse tópico com mais detalhes na seção 2.4, mas, por 
hora, é importante percebermos que os passivos também têm nature-
zas distintas de tempo para a sua liquidação, ou para cumprimento das 
obrigações, isto é, dívidas com vencimento em curto ou longo prazo.
Suponha, por exemplo, uma compra de equipamentos financiada 
com pagamentos anuais por cinco anos, diferentemente de impostos, 
salários de funcionários, encargos sociais, com vencimentos muito pró-
ximos das suas ocorrências, ou em mês seguinte. São essas as diferen-
ças que usamos para classificar os passivos com vencimentos em curto 
Ativos crescem a débito e 
reduzem a crédito.
Passivos crescem a crédito e 
reduzem a débito.
Importante
Balanço Patrimonial 33
prazo como Passivos Circulantes e os outros, com vencimentos acima de 
um ano, como Passivos Não Circulantes.
No caso do Patrimônio Líquido, que também serve como finan-
ciamento para os Ativos, a grande diferença fica por conta da sua ori-
gem. Enquanto os Passivos representam financiamentos de terceiros 
à empresa, o Patrimônio Líquido corresponde aos recursos dos pro-
prietários. Por essa razão, o Passivo representa o capital de terceiros, 
enquanto o Patrimônio Líquido, o capitalpróprio. Na Tabela 3, é possí-
vel observar a empresa sem dívidas com terceiros, ou seja, sem passi-
vo, e o Capital Social formando o Patrimônio Líquido.
Tabela 3
Balanço inicial da empresa X
Balanço Patrimonial da empresa X em 01/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 5.000,00
Passivo 0,00
Capital Social 5.000,00
TOTAL 5.000,00 TOTAL 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor
Enfim, a estrutura das contas patrimoniais deverá observar o tempo 
de maturação ou liquidação dos Ativos e passivos, tanto no caso dos 
investimentos em curto prazo (Ativos Circulantes), como nos de longo 
prazo (Ativos Não Circulantes). Quanto aos passivos, devemos observar 
o tempo para sua liquidação ou vencimento, de curto prazo (Passivos 
Circulantes) e de longo prazo (Passivos Não Circulantes).
2.2 Princípios e Convenções 
Vídeo Com a Lei n.11.638/2007, e seguindo as normas internacionais de 
contabilidade, passou-se a observar as características qualitativas das 
informações contábeis. Assim, os pronunciamentos técnicos do Comi-
tê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) passaram a vigorar no Brasil, 
regendo a apresentação das demonstrações contábeis, mas, por ou-
tro lado, a denominação princípios geralmente aceitos não foi adotada 
pelo país. 
O comitê emitiu o Pronunciamento Conceitual Básico – Estrutura Con-
ceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis 
34 Contabilidade Geral
(SUMÁRIO, 2019). No entanto, podemos seguir, para fins didáticos, a 
apresentação de alguns princípios, independente de ordem, e sem 
prejuízo dos conceitos que dirigem a estrutura da elaboração e apre-
sentação das demonstrações contábeis. A grande diferença reside na 
prioridade da essência sobre a forma.
O objetivo da contabilidade é cuidar do patrimônio da empresa, e, 
para isso, é necessário observar as ocorrências da empresa e não as 
de seus proprietários; isso nos leva ao primeiro princípio, o da entida-
de, que significa que a contabilidade deve registrar as ocorrências na 
nova entidade, seja empresa ou pessoa jurídica. Em outras palavras, a 
contabilidade não mistura os recursos da empresa com os dos sócios. 
Retomando o Exemplo 1 (Capítulo 1), podemos observar que o ca-
pital é da empresa (nova entidade), mesmo tendo origem nos recursos 
de seus sócios.
Tabela 4
Balanço Patrimonial da Empresa X
Balanço Patrimonial da empresa X em 01/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 5.000,00 Capital Social 5.000,00
TOTAL 5.000,00 TOTAL 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Retomando, agora, o Exemplo 2, que registrou a compra de 100 pro-
dutos para revenda à vista, ao custo de R$ 20,00 cada unidade, temos 
o segundo princípio, o de custo histórico como base de valor, o que sig-
nifica, em outras palavras, que os Ativos devem ser registrados pelo 
valor do custo na empresa. Observe, na Tabela 5, os Ativos com valores 
históricos. 
Tabela 5
 Exemplo 2
Balanço Patrimonial da empresa X em 01/01/20X0 – (R$ 0,00)
Ativo PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.000,00
Estoque 2.000,00
Capital Social 5.000,00
TOTAL 5.000,00 TOTAL 5.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor
Atividade 1
José resolveu investir em um 
negócio de roupas usadas, um 
brechó, e utilizou sua antiga 
casa, desocupada há meses, 
para montar sua loja. A casa 
tem o valor de R$ 150.000,00, 
e José transferiu a propriedade, 
em 01/03/20X0, para a sua 
nova empresa Brechó do Zé. 
Como fica o patrimônio da loja? 
Elabore uma tabela.
Balanço Patrimonial 35
Nesse caso, ocorre a troca de um Ativo por outro. Os recursos dis-
poníveis ou em caixa passam a ser recursos em produtos ou estoque. 
Uma origem na disponibilidade e um destino em estoque pelo custo de 
aquisição ou histórico.
No Exemplo 3, citado no capítulo anterior, temos o dia 03/01/20X0 
da empresa X, após a venda à vista de 10 produtos, ao preço de R$ 
30,00 cada. Aqui surge, portanto, o terceiro princípio: o de Realização. 
O registro contábil segue o fato gerador das receitas, não obedecendo 
obrigatoriamente ao regime de caixa. A receita da venda será confron-
tada com os custos (10 produtos a R$ 20,00 cada), ou gastos, para a 
realização do resultado. E assim surge o princípio de regime de compe-
tência, isto é, o registro simultâneo dos gastos envolvidos para a reali-
zação da receita, resultando no lucro ou prejuízo do período contábil.
Se uma venda produziu resultados favoráveis à empresa, isso resul-
tou em uma troca de um bem por algo de maior valor. Nesse caso, a 
troca de produtos em estoque (R$ 200,00) por um valor maior, no caso 
em dinheiro (R$ 300,00). Essa diferença é favorável à organização, pois 
ela passa a ter mais recursos nos Ativos, já que houve um lucro de R$ 
100,00. Essa diferença, portanto, passa a fazer parte do Patrimônio Lí-
quido da empresa sob a denominação de lucros acumulados.
Todos os registros podem e devem ser feitos em declaração separa-
da, uma vez que o volume de vendas deverá ser contínuo e com valores 
variados durante um período razoavelmente grande. Por essa razão, 
existe a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE), já apresenta-
da brevemente no capítulo anterior (Tabela 6).
Tabela 6
Resultados apurados no período contábil
Demonstração de Resultados de 03/01/20X0 R$
Receita de vendas (10 x 30,00) 300,00
Custo dos produtos vendidos (10 x 20,00) 200,00
Resultado ou Lucro 100,00
Fonte: Elaborada pelo autor
Já na Tabela 7, podemos ver o Balanço Patrimonial da empresa X em 
03/01/20x0. É importante destacar que houve a redução nos estoques 
(crédito no Ativo), com a contrapartida do débito em custo dos produ-
tos vendidos.
36 Contabilidade Geral
Tabela 7
Balanço após um período de atividades
Balanço Patrimonial da empresa X em 03/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.300,00
Estoque 1.800,00
Passivo 0,00
Capital Social 5.000,00
Lucros Acumulados 100,00
____________________________________________
Patrimônio Líquido 5.100,00
TOTAL 5.100,00 TOTAL 5.100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Nesse caso, fechamos o balanço após o período de um dia de ativi-
dade, porém, não é recorrente fazer isso em tão curto espaço de tem-
po. O ritmo das atividades é maior por parte das empresas – assim, 
os períodos para registro dos resultados contábeis são normalmente 
mensais, trimestrais, semestrais e anuais. É daí que vem o termo De-
monstração dos Resultados do Exercício, pois entendemos que exercício 
é referente ao período contábil.
No exemplo dado, esperamos o período de uma semana para conhe-
cer a situação patrimonial. Logo, a DRE foi semanal (01 a 07/01/20X0). 
No Exemplo 4, do Capítulo 1, pudemos observar uma nova venda a 
prazo, de 40 unidades ao preço de R$ 30,00 cada, com baixa pelo custo 
(40 x R$ 20,00), e o contrato de aluguel com valor de R$ 200,00 por se-
mana, embora com pagamento a ser efetuado no primeiro dia do mês 
seguinte.
Tabela 8
Demonstração de Resultados da semana 01 a 07/01/20X0
Demonstração de Resultados de 01 a 07/01/20X0 R$
Receita de vendas (10 x 40) x 30,001.500,00
Custo dos produtos vendidos (10 + 40) x 20,00 1.000,00
Despesas com aluguel 200,00
Resultado ou Lucro 300,00
Observe que as receitas, custos e despesas seguem o Regime de Competência e são registradas 
de acordo com a ocorrência.
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Atividade 2
No dia 15/03/20X0 José 
resolveu comprar roupas usadas 
por R$ 1.500,00, e, assim, iniciar 
as atividades de seu brechó. 
Essa compra deverá ser paga 
no dia 31/03/20X0. José espera 
vendê-las até lá. Como fica 
o balanço da loja na data de 
15/03/20X0?
Balanço Patrimonial 37
Seguindo com o mesmo princípio, o resultado deve ser apurado ao 
final do período contábil, para podermos fechar o Balanço Patrimonial 
e avaliar as atividades que afetaram o patrimônio.
Tabela 9
Balanço encerrado após uma semana de atividades
Balanço Patrimonial da empresa X em 07/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.300,00
Contas a receber 1.200,00
Estoque 1.000,00
Aluguel a pagar 200,00
____________________________________________
Passivo 200,00
Capital Social 5.000,00
Lucros Acumulados 300,00
Patrimônio Líquido 5.300,00
TOTAL 5.500,00 TOTAL 5.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Comparando os valores e itens de Ativos e passivos, notamos duas 
variações importantes nos Ativos: crescimento de valores a receber e 
de estoques. Nos passivos, o aparecimento da primeira obrigação ou 
dívida contraída na semana. No Patrimônio Líquido, um crescimento 
com o valor dos resultados do período.
Na referida semana, a empresa X teve um resultado de R$ 300,00 
e um crescimento de 10% em seu Ativo, após sete dias de atividades. 
Isso, contudo, não é uma análise, pois, para sê-lo, outros indicadores 
deveriam ser considerados. Trata-se, portanto, de uma observação 
sem entrar no mérito de desempenho.
Voltemos agora aos princípios e convenções, pois outros critérios 
devem ser observados. São eles:
a. Os registros devem seguir um denominador comum monetário. 
No caso do Brasil, o denominador usado é o Real.
b. Assim como visto no Exemplo 2 (Capítulo 1), os investimentos 
ou aquisições devem ser contabilizados com base no custo 
histórico.
c. As alterações na Lei n. 6.404/76 pela Lei n. 11.638/2007 criaram 
condições para a convergência às normas internacionais da 
contabilidade. As principais mudanças se referem à prevalência da 
No Balanço Patrimonial, todas 
as contas dos ativos são regis-
tradas com os valores dos seus 
bens ou direitos. Já as contas 
dos passivos com os valores das 
obrigações e o Patrimônio Líqui-
do têm como valor a diferença 
entre ativos e passivos, com-
posto basicamente pelo capital 
dos proprietários ou sócios e os 
resultados acumulados após os 
períodos de atividades.
Importante
Atividade 3
No final do primeiro mês 
de atividades, José vendeu 
todo seu estoque de roupas 
por R$ 2.000,00 à vista, mas 
pagou apenas R$ 1.000,00 ao 
credor, e combinou de pagar 
o restante em 10/04/20X0. 
Como fica o balanço da loja em 
31/03/20X0?
38 Contabilidade Geral
essência sobre a forma. Por exemplo: a contabilização nos Ativos 
imobilizados de bens, que mesmo não sendo de propriedade da 
empresa, estão sob seu controle, gerando benefícios e riscos. 
É o caso dos arrendamentos de equipamentos. Portanto, novos 
entendimentos devem ser cumpridos, como a atualização dos 
valores, ou seja, os Ativos no Balanço Patrimonial devem ser 
atualizados pelo valor justo aceito pelo mercado. Serve tanto para 
direitos (valores a receber), como para obrigações (juros e impostos 
atualizados). No caso de Ativos Imobilizados, como equipamentos 
ou construções, eles deverão ser analisados sob o ponto de vista 
de sua recuperação, conhecido como teste de imparidade.
d. A materialidade, ou ordem de grandeza dos valores, 
significa poder registrar valores consumíveis em Ativos ou 
Despesas, dependendo de sua representatividade na empresa. 
Suponhamos, por exemplo, que uma grande empresa irá adquirir 
papéis para impressoras para serem usados no escritório no 
valor de R$ 1.000,00. Seguindo o regime de competência, tal valor 
será contabilizado como Ativo – estoques de papéis de escritório. 
No entanto, podemos considerá-lo como despesa administrativa 
antes do seu uso, uma vez que será consumido em curto espaço 
de tempo e terá um valor não significativo (pouca materialidade).
e. O princípio de continuidade pressupõe a existência da empresa 
sem limite para terminar, isto é, por um longo período de 
existência.
f. O princípio do conservadorismo é associado ao já citado custo 
de aquisição, sem a preocupação de supervalorizar os Ativos ou 
de subvalorizar os passivos. Em outras palavras, não devemos 
mostrar bens acima ou dívidas abaixo de seus reais valores.
Os princípios vistos podem ter interpretações diversas entre as em-
presas; portanto, é sempre prudente observar os pronunciamentos 
contábeis emitidos pelo CPC.
2.3 Estrutura e contas dos ativos 
Vídeo Já identificamos os Ativos como investimentos, em razão de terem a 
função de promover as atividades da empresa – investimentos em ati-
vidade. Porém, alguns investimentos produzem retorno a curto prazo, 
enquanto outros podem gerar resultados a longo prazo. Desse modo, 
Balanço Patrimonial 39
a classificação básica dos Ativos se dá conforme a natureza de sua rea-
lização e obedecem a ordem decrescente de liquidez.
A Lei n. 6.404 , Lei das sociedades por ações, estabelece em seu artigo 178 que: “No balanço, as contas serão 
classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento 
e a análise da situação financeira da companhia.
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos 
seguintes grupos:
I – ativo circulante; e (Incluído pela Lei n. 11.941 , de 2009).
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. 
(Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009)” (BRASIL, 1976).
Saiba mais++
2.3.1 Ativo Circulante
Recursos financeiros disponíveis na empresa, aplicações de recursos 
no mercado financeiro, matérias-primas para fabricação e transforma-
ção em produtos para venda, estoques de produtos acabados, valores 
a receber de clientes, adiantamentos a fornecedores, entre outros, são 
considerados Ativos Circulantes, ou, se pensados como investimentos, 
são Ativos realizáveis a curto prazo. Todos os Ativos, Circulantes ou Não 
Circulantes, devem ser apresentados em ordem decrescente de liqui-
dez. E são classificados da seguinte maneira:
a. Disponível: a soma de recursos em caixa na empresa, com o 
saldo de depósitos à vista nas instituições financeiras.
b. Aplicações financeiras de liquidez imediata: valores em 
excesso na empresa, investidos em títulos com algum rendimento 
financeiro, com facilidade de conversão em caixa, baixo risco de 
retorno e finalidade de atender compromissos a curto prazo.
c. Estoque de matérias-primas: materiais nas empresas 
industriais, em condições e possibilidades de transformação, 
por meio de processos, em produtos para venda ao mercado 
consumidor ou distribuidor.
d. Estoque de produtos não acabados: partes das matérias- 
-primas e outros insumos poderão não estar prontos e disponíveis 
para venda ao final de um período contábil, exigindo, assim, sua 
mensuração dos valores até então agregados.
e. Estoque de produtos acabados: estoque de produtos disponíveis 
para venda ou revenda aos consumidores ou distribuidores.
40 Contabilidade Geral
f. Adiantamentos: valores antecipados a fornecedores, muitas 
vezes com a intenção de garantir o suprimento futuro de materiais 
para produção.Podem ser especificados como adiantamento a 
fornecedores, ou outros tipos de antecipação, como despesas 
de viagens, salários, 13º, férias etc. O título é genérico, pode ser 
desmembrado em vários subitens.
g. Contas a receber ou Duplicatas a receber: valores ou títulos 
oriundos de vendas a prazo, comumente denominadas de 
duplicatas, cujo nome é em razão da repetição dos dados de uma 
nota fiscal para um título de cobrança.
h. Outros créditos a receber: por vezes, a empresa pode ter 
emprestado recursos a terceiros, ou ter dividendos com direito 
de receber no futuro.
i. Impostos e tributos a recuperar: no Brasil, a tributação é 
complexa e alguns impostos podem ser compensados para 
pagamento de outros.
Os itens citados, entre outros, compõem os Ativos Circulantes, que 
são aqueles com realização em curto prazo. A convenção geral é con-
siderar como Ativo Circulante os itens com prazo de realização de até 
um ano. Acima disso é denominado Ativo Não Circulante, ou Realizável 
a Longo Prazo.
2.3.2 Ativo Não Circulante
É importante lembrarmos que os Ativos com realização de longo 
prazo são investimentos que oferecem benefícios com prazos superio-
res a um ano. Por exemplo, um equipamento de produção da fábrica é 
útil por um longo tempo, por isso, é considerado um Ativo Não Circu-
lante. Além desse exemplo, existem os seguintes Ativos:
a. Créditos diversos: a soma de recursos a receber de terceiros além 
da data do balanço, sejam oriundos de vendas, adiantamentos, 
empréstimos, impostos etc.
b. Investimentos a longo prazo: as aplicações feitas em títulos 
disponíveis no mercado financeiro, ações negociadas em bolsas 
de valores, incentivos fiscais, entre outros, sempre avaliados pelo 
valor presente.
Liquidez é entendida como a 
facilidade de conversão de um 
bem em dinheiro. Por exemplo: 
um imóvel perderá liquidez caso 
não exista pessoas interessadas 
em comprá-lo.
Saiba mais++
Balanço Patrimonial 41
c. Despesas antecipadas: a soma de todos os pagamentos feitos 
antecipados e que representam despesas de exercícios futuros, 
como o caso de prêmios de seguros.
d. Outros Investimentos: as empresas controladoras de outras, 
denominadas coligadas ou não, representam investimentos 
efetuados em operações de um grupo empresarial.
e. Imobilizado: Terrenos, obras, instalações, máquinas, equipamen-
tos, veículos, móveis, benfeitorias, construções etc. constituem 
o grupo de Ativos imobilizados, que também são denominados 
tangíveis, isto é, bens corpóreos, com forma física e com possibili-
dade de troca. Após a Lei n. 11.638/2007, alguns itens podem ser 
mais detalhados, e até exigidos do teste de imparidade 1 .
f. Intangível: são Ativos sem forma física, em oposição aos Ativos 
imobilizados, tais como marcas, softwares, direitos autorais, 
patentes, entre outros.
Esse teste permite avaliar os 
ativos frente aos seus valores 
recuperáveis. Suponha, por 
exemplo, um veículo adquirido 
por R$30.000,00. Após um 
acidente e uma análise, é 
reconhecida uma perda de 
R$10.000,00 no seu valor. 
Nesse caso, o valor deverá ser 
contabilizado com essa perda, 
ou seja, o teste permitirá reduzir 
ao valor recuperável do ativo.
1
2.4 Estrutura e contas dos passivos 
Vídeo Após a identificação dos Ativos como investimentos, conheceremos 
os passivos, com a função de financiar as atividades da empresa. Da 
mesma forma que alguns investimentos produzirão retorno a curto pra-
zo, e outros poderão gerar resultados a longo prazo, os financiamentos 
também seguem os mesmos critérios. Desse modo, a classificação bási-
ca dos passivos segue os vencimentos de suas obrigações. Passivo Circu-
lante, a curto prazo, e Passivo Não Circulante, a longo prazo.
 É importante ressaltarmos aqui a observa-
ção de que o usual dos passivos, assim como 
com os Ativos, é que seja considerado curto 
prazo os vencimentos de até um ano. No en-
tanto, caso o ciclo operacional tenha duração 
maior, tais dívidas ou obrigações serão classi-
ficadas no prazo do ciclo operacional 2 .
2.4.1 Passivo Circulante
O Passivo Circulante é a soma de todas as obrigações da empresa 
com vencimento em curto prazo, muitas vezes denominado de Passivo 
Exigível. Valores resultantes de compras de matérias-primas, insumos 
2
Entendemos por ciclo operacio-
nal o período determinado entre 
a aquisição de matérias-primas 
ou outras mercadorias, até o 
recebimento das vendas dos 
produtos.
42 Contabilidade Geral
para a fabricação, produtos para revenda, adiantamentos recebidos 
para futuras entregas, salários, comissões, aluguéis, arrendamentos, 
despesas ainda não pagas, impostos, contribuições, empréstimos, en-
tre outras dívidas, vencidas ou não, com vencimentos até o final do 
próximo exercício social, ou que a liquidação deverá ocorrer em até 
doze meses após a data do balanço.
2.4.2 Passivo Não Circulante
O Passivo Não Circulante, ou Passivo Exigível a Longo Prazo, é a 
soma de todas as obrigações da empresa, com liquidação prevista para 
ocorrer em um prazo superior ao próximo exercício social, ou ao seu 
ciclo operacional. Empréstimos, financiamentos ou arrendamento de 
bens, impostos, títulos de dívidas, provisões para previdência, entre ou-
tas dívidas, são consideradas de longo prazo.
Os passivos financiam os Ativos, mas também os recursos próprios 
da empresa, compostos pelo capital dos proprietários e os resultados 
acumulados com as atividades da organização. Logo, a diferença entre 
os Ativos (investimentos) e os passivos (financiamentos) também sus-
tenta os investimentos. O resultado disso, denominado Patrimônio Lí-
quido, apresenta os recursos próprios da empresa, enquanto o Passivo 
representa os recursos de terceiros financiando a empresa. Portanto, 
a equação básica do Balanço Patrimonial pode ser representada da se-
guinte maneira:
ATIVOS – PASSIVOS = PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Além do Capital Social, o Patrimônio Líquido ainda possui as Reser-
vas de Lucros, lucros e prejuízos acumulados; as Reservas de Capital; os 
Ajustes de Avaliação Patrimonial; e as ações em tesouraria. Podemos 
ver, a seguir, o significado de cada um desses termos:
a. Capital Social: é a soma dos valores recebidos dos sócios, 
incluindo os lucros transferidos ao capital social, quando os 
sócios resolvem não retirar e aumentar o capital da empresa.
b. Reserva de Lucros: é o saldo dos lucros retidos com alguma 
finalidade determinada.
Balanço Patrimonial 43
c. Lucros Acumulados: é o resultado da conta que pode ser usada 
apenas por empresas não classificadas como sociedades por ações.
d. Prejuízos Acumulados: são representações do saldo de 
resultados negativos acumulados até o fechamento do Balanço 
Patrimonial.
e. Reservas de Capital: são os valores recebidos e não contabili-
zados na Demonstração de Resultados, derivados de negócios 
de capital dos acionistas. Por exemplo, o lucro recebido pela 
venda de ações da empresa não é contabilizado na Demons-
tração de Resultados, mas sim no grupo do Patrimônio Líquido, 
como reservas de capital.
f. Ajustes de Avaliação Patrimonial: é a situação em que a 
contrapartida do aumento ou redução de alguma conta do 
Ativo ou do Passivo pode ser feita diretamente no aumento ou 
redução dos lucros ou prejuízos da empresa. É o caso de alguma 
reavaliação de um bem do Ativo 3 .
g. Ações em Tesouraria: são o saldo de ações adquiridas pela 
própria empresa, seja do mercado de capitais, seja de acionistas.
Por exemplo, se um equipamen-
to adquirido por R$100.000,00 
perder valor por algum 
acidente, e passar a valer apenas 
R$80.000,00, essa diferença irá 
reduzir os ativos e consequen-
temente a perda irá reduzir o 
Patrimônio Líquido.
3
Estudo de caso
Elaboração e análise do Balanço 
Patrimonial da empresa X
Vamos relembrar o exemplo do capítulo anterior, recordando os fa-
tos relatados.
a. O proprietário integralizou o capital em dinheiro no valor de 
R$ 5.000,00.
b. No segundo dia, a empresa adquiriu, à vista, 100 produtos pelo 
preço de R$ 20,00 cada, totalizando R$ 2.000,00 em compra de 
produtos.c. No terceiro dia, vendeu, à vista, 10 produtos ao preço de R$ 30,00 
cada.
d. Nos demais dias da semana, vendeu a prazo mais 40 produtos ao 
preço de R$ 30,00 cada, e reconheceu o aluguel semanal da loja, 
no valor de R$ 200,00 a pagar no primeiro dia do mês seguinte.
Podemos analisar os movimentos de todas as contas, reconhecidas 
pela empresa X, da seguinte maneira:
44 Contabilidade Geral
I Ativos
b) Caixa ou disponível: recebeu R$ 5.000 do proprietário, pagou 
R$ 2.000,00 na compra de produtos, recebeu R$ 300,00 pela 
venda de produtos e terminou com o saldo disponível de 
R$ 3.300,00.
c) Estoque: recebeu 100 produtos para revenda por R$ 2.000,00 
(100 x R$ 20,00), diminuiu os estoques em R$ 200,00 
(10 x R$ 20,00) pela venda de parte dos produtos, diminuiu 
mais R$ 800,00 nos estoques (40 x R$ 20,00) pela segunda 
venda. Terminou o período com R$ 1.000,00 em estoques, 
(50 x R$ 20,00).
d) Contas a receber: os clientes compraram a prazo 40 produtos 
ao preço de R$ 20,00 cada, ficando a empresa com direito de 
receber R$ 1.200,00 no vencimento, sendo, portanto, esse 
saldo direito da empresa.
II Passivos
a) Aluguel: reconheceu ao final, no período semanal, despesas 
com o aluguel no valor de R$ 200,00.
III Resultados
a) Receita de vendas: reconheceu R$ 1.500,00 em receita do 
período semanal (10 + 40 produtos vendidos a R$ 30,00 cada).
b) Custo dos produtos vendidos: reconheceu os custos dos 
produtos vendidos no valor de R$ 1.000,00 (10 + 40 ao custo 
de R$ 20,00 cada).
c) Despesas com aluguel: reconheceu a despesa com o aluguel do 
período contábil (semanal), no valor de R$ 200,00, para apurar 
os resultados do período semanal antes de fechar o balanço.
d) Lucro: teve como resultado R$ 300,00 (R$ 1.500,00 – R$ 1.000,00 
– R$ 200,00) ao final da primeira semana de atividades da 
empresa.
IV Patrimônio Líquido
e) Capital: não houve nenhuma alteração no Capital dos Sócios.
f) Lucros Acumulados: reconheceu R$ 300,00 como resultado 
favorável à empresa, em razão dos lucros obtidos durante o 
primeiro período contábil.
Desse modo, fechamos as duas primeiras demonstrações contábeis 
após um período de atividades: o resultado semanal (01 a 07/01/20X0) 
Atenção
Observe que os valores vendi-
dos, tanto à vista, como a prazo, 
são lançados e reconhecidos 
no período em que ocorrem as 
vendas. Obedecem, portanto, ao 
regime de competência, ou seja, 
o fato gerador da venda provoca 
o registro da receita, e não o 
regime de caixa.
Balanço Patrimonial 45
e a situação patrimonial em 07/01/20X0, conforme podemos observar 
nas Tabelas 10 e 11.
Tabela 10
Demonstração de Resultados da primeira semana de atividades
Demonstração de Resultados (01 a 07/01/20X0) R$
Receita de vendas (10 + 40) x 30,00 1.500,00
Custo dos produtos vendidos (10 + 40) x 20,00 1.000,00
Despesas com aluguel 200,00
Resultado ou Lucro 300,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Tabela 11
Balanço Patrimonial encerrado ao final da primeira semana
Balanço Patrimonial da empresa X em 07/01/20X0 – (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 3.300,00
Contas a receber 1.200,00
Estoque 1.000,00
Aluguel a Pagar 200,00 
____________________________________________
Passivo 200,00
Capital Social 5.000,00
Lucro Acumulado 300,00
____________________________________________
Patrimônio Líquido 5.300,00
TOTAL 5.500,00 TOTAL 5.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
V Breve análise
Embora seja um período curto, e com pouca movimentação, pode-
mos destacar os seguintes fatos e consequências para o patrimônio, 
objeto de estudo da contabilidade:
a) A empresa recebeu recursos do proprietário para suas 
atividades.
b) Iniciou um negócio de compra e venda de produtos ao mercado 
e obteve algum sucesso.
c) Concedeu crédito a clientes, assim como recebeu crédito do 
proprietário da loja, pelo aluguel. 
d) Obteve, em apenas uma semana, um acréscimo em 10% no 
seu patrimônio inicial.
Atividade 4
De acordo com os fatos citados 
nas atividades 1, 2 e 3, suponha 
que, antes de terminar o mês, 
José tenha efetuado uma nova 
compra de R$ 1.000,00 em 
roupas e pagou à vista, e em 
seguida fez uma venda de todas 
as peças, a prazo, no valor de 
R$ 1.500,00. Qual é o resultado 
e como ficaria seu Balanço 
Patrimonial?
46 Contabilidade Geral
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Balanço Patrimonial representa o patrimônio da empresa, com o 
seu conjunto de bens e direitos como Ativos, suas obrigações com tercei-
ros como passivos e a diferença entre ambos, que resulta no Patrimônio 
Líquido dos sócios ou proprietários.
Neste capítulo, pudemos observar que Ativo Circulante é um conjunto 
de investimentos com realização a curto prazo, valorizado pelo seu custo, 
enquanto o Ativo Não Circulante se refere a realizações a longo prazo. 
Além disso, o Passivo Circulante é composto de obrigações ou dívidas com 
vencimento a curto prazo, enquanto o Passivo Não Circulante com venci-
mento a longo prazo. Ambos compõem o capital de terceiros à empresa 
com o objetivo de financiar o Ativo.
O Patrimônio Líquido representa o capital próprio da empresa, com-
posto de recursos aportados pelos seus proprietários e de resultados au-
feridos com a atividade dos negócios. Já a Demonstração de Resultados 
compõe os ganhos e gastos de um determinado período de atividades, 
contribuindo, no caso de resultados positivos, para o aumento do Patri-
mônio Líquido da empresa. Enquanto a Demonstração de Resultados é 
um relatório periódico, o Balanço Patrimonial apresenta os saldos dos in-
vestimentos e financiamentos em uma determinada data.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 28 dez. 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 18 dez. 2019.
BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF,  17 dez. 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/
L6404consol.htm. Acesso em: 18 dez. 2019.
SUMÁRIO do pronunciamento conceitual básico. Comitê de pronunciamentos contábeis. 
Disponível em: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/456_CPC00%20Sumario.pdf 
Acesso em: 10 jan. 2020.
GABARITO
1. Quando o José resolveu transferir sua casa desocupada para formar uma loja de 
roupas usadas, o imóvel passou a pertencer à empresa Brechó do Zé, no valor de 
R$ 150.000,00. O capital do proprietário passou a ser da loja, não em dinheiro, mas 
em bem.
Balanço Patrimonial 47
Balanço Patrimonial – Brechó do Zé (01/03/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Casa 150.000,00 Capital Social 150.000,00
TOTAL 150.000,00 TOTAL 150.000,00
2. Ao comprar roupas usadas por R$ 1.500,00, e receber crédito para pagar em 
31/03/20X0, o Brechó do Zé passou a ter um estoque no valor de R$ 1.500,00 e um 
correspondente passivo, financiando os bens, em 15/03/20X0.
Balanço Patrimonial – Brechó do Zé (15/03/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Estoque 1.500,00
Casa 150.000,00
Roupas a pagar 1.500,00
Capital Social 150.000,00
TOTAL 151.500,00 TOTAL 151.500,00
3. O Brechó do Zé preparou a Demonstração de Resultados após o período de um mês,por ter uma receita de vendas no valor de R$ 2.000,00, e um custo de produtos vendidos 
no valor de R$ 1.500,00. A contrapartida da receita de vendas é um lançamento na 
conta de caixa, uma vez que a venda foi à vista. A contrapartida do custo dos produtos 
vendidos é a redução dos estoques. Com os recursos em caixa, José pode pagar 
parte da dívida e o saldo de R$ 500,00 ficará para ser pago em 10 dias. Veja a DRE do 
primeiro mês de atividades e o balanço da loja encerrado em 31/03/20X0.
Demonstração de Resultados (01 a 31/03/20X0) R$
Receita de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos 1.500,00
Resultado ou Lucro 500,00
Balanço Patrimonial – Brechó do Zé (31/03/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Estoque 1.000,00
Casa 150.000,00
Roupas a pagar 500,00
Capital Social 150.000,00
Lucros Acumulados 500,00
TOTAL 151.000,00 TOTAL 151.000,00
4. As duas demonstrações básicas, Demonstração de Resultados e Balanço Patrimonial:
Demonstração de Resultados (01 a 31/03/20X0) R$
Receita de vendas 3.500,00
Custo dos produtos vendidos 2.500,00
Resultado ou Lucro 1.000,00
48 Contabilidade Geral
Balanço Patrimonial – Brechó do Zé (31/03/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 0,00
Estoque 0,00
Contas a receber 1.500,00
 _____________________________________________
Ativo Circulante 1.500,00
Casa 150.000,00 
______________________________________________
Ativo Não Circulante 150.000,00
Roupas a pagar 500,00 
___________________________________________
Passivo Circulante 500,00
Capital Social 150.000,00
Lucros Acumulados 1.000,00 
___________________________________________
Patrimônio Líquido 151.000,00
TOTAL 151.500,00 TOTAL 151.500,00
Comentário geral para as atividades 1, 2, 3 e 4.
Para as 4 atividades, preparamos os lançamentos em contas T, com o objetivo de melhorar 
a compreensão do ocorrido no período.
Veja, a seguir, todos os registros ou lançamentos contábeis utilizando a técnica de “partidas 
dobradas”. Todos os lançamentos são identificados com numeração, à esquerda ou à direita 
de seu valor, respectivamente débito ou crédito. Veja o primeiro fato, quando o Zé transferiu 
sua casa para a empresa, a título de capital social. O número 1 está à direita (crédito) dos 
R$ 150.000,00 na conta de Capital Social, e sua contrapartida à esquerda (débito) da conta 
Casa. As contas de resultados são fechadas (receitas, custos e despesas), com transferências 
identificadas com (T1 e T2) para o resultado final, pois são contas apenas do período. O 
Resultado do Período identificado como (T3) é transferido para a conta Lucros Acumulados 
no Patrimônio Líquido.
Demonstração de Resultados 49
3
Demonstração de Resultados
Neste capítulo, conheceremos a fundo os elementos que com-
põem uma Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) e a 
estrutura de apresentação, com receitas, custos e despesas incorri-
dos durante as atividades do negócio em um determinado período.
Os registros ou lançamentos decorrentes das atividades da 
empresa são efetuados, a princípio, com base nos fatos geradores 
das ocorrências, proporcionando resultado positivo ou negativo 
na DRE e, em seguida, são transferidos para contas do Patrimônio 
Líquido no Balanço. Também, neste capítulo:
a. em primeiro lugar, conheceremos os princípios básicos 
que regem essa demonstração;
b. em seguida, apresentaremos sua estrutura e a composição 
das contas, de acordo com a Lei das Sociedades por Ações;
c. em terceiro lugar, mostraremos um modelo para análise 
dos resultados e o seu impacto no patrimônio da empresa;
d. por fim, elaboraremos uma DRE para uma empresa 
exemplo.
3.1 Princípios básicos para a 
Demonstração de Resultados Vídeo
De acordo com Assaf Neto (2015, p. 83), “o lucro ou prejuízo é resultan-
te de receitas, custos e despesas incorridos pela empresa no período e 
apropriados segundo o Regime de Competência, ou seja, independente-
mente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos”. Em outras 
palavras, é o Regime de Competência determinando em que período as 
receitas, os custos e as despesas devem ter seus registros contábeis. As 
receitas de vendas devem ser registradas no período em que são efetiva-
mente vendidas, seja para recebimento de seu valor à vista, seja a prazo. 
50 Contabilidade Geral
Assim, os custos e as despesas referentes às receitas também seguem o 
mesmo princípio, registrando seus valores, independentemente de te-
rem sido pagos, de acordo com a Lei das Sociedades por ações (BRASIL, 
1976) – que é uma legislação para as empresas de grande porte e capital 
aberto com negociação de ações em bolsas de valores. Pequenas empre-
sas, no entanto, podem usar o regime de caixa, pois não têm a obrigação 
de publicar os seus demonstrativos contábeis. Vejamos, a seguir, alguns 
exemplos da diferença entre seguir o regime de competência e o regime 
de caixa para compreendermos melhor esse assunto.
Exemplo 1
No dia 01/05/20X0, José transferiu seu imóvel de R$ 50.000,00 para for-
mar uma empresa comercial. Ainda sem recursos financeiros comprou 
materiais no valor de R$ 1.000,00 para revenda, recebendo crédito dos 
fornecedores, a pagar em 10/06/20X0. José espera ter os recursos da ven-
da para cumprir sua obrigação. Assim, sua empresa passou a ter um esto-
que no valor de R$ 1.000,00 e um correspondente Passivo financiando os 
bens. Durante esse primeiro mês de atividade, a empresa vendeu metade 
de seu estoque à vista, pelo preço de R$ 600,00, e o saldo a prazo também 
no valor de R$ 600,00. Veja a DRE comparativa e o balanço encerrado.
Tabela 1
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/05/20X0 a 
31/05/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 1.200,00 600,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00)
Resultado ou Lucro 200,00 600,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 2
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial encerrado em 31/05/20X0
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 600,00
Estoque 0,00
Contas a receber 600,00
Imóvel 50.000,00
Fornecedores 1.000,00
Passivo 1.000,00
Capital Social 50.000,00
Lucros Acumulados 200,00
Patrimônio Líquido 50.200,00
TOTAL 51.200,00 TOTAL 51.200,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Valores negativos são expressos 
entre parênteses.
Atenção
Demonstração de Resultados 51
Suponhamos que toda a venda tivesse sido à vista, os relatórios, 
então, seriam:
Tabela 3
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/05/20X0 a 
31/05/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 1.200,00 1.200,00
Custo dos produtos vendidos 1.000,00
Resultado ou Lucro 200,00 1.200,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 4
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial encerrado em 31/05/20X0ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 1.200,00
Estoque 0,00
Contas a receber 0,00
Imóvel 50.000,00
Fornecedores 1.000,00
Passivo 1.000,00
Capital Social 50.000,00
Lucros Acumulados 200,00
Patrimônio Líquido 50.200,00
TOTAL 51.200,00 TOTAL 51.200,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Agora, vamos supor que toda venda fosse a prazo, os relatórios 
seriam:
Tabela 5
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/05/20X0 a 
31/05/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 1.200,00 0,00
Custo dos produtos vendidos 1.000,00
Resultado ou Lucro 200,00 0,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
52 Contabilidade Geral
Tabela 6
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial encerrado em 31/05/20X0
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 0,00
Estoque 0,00
Contas a receber 1.200,00
Imóvel 50.000,00
Fornecedores 1.000,00
Passivo 1.000,00
Capital Social 50.000,00
Lucros Acumulados 200,00
Patrimônio Líquido 50.200,00
TOTAL 51.200,00 TOTAL 51.200,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Exemplo 2
No dia 01/05/20X0, Alberto transferiu parte de seus recursos finan-
ceiros, no valor de R$ 10.000,00, para formar uma empresa comercial. 
Com disponibilidade de caixa na empresa, comprou materiais à vista 
no valor de R$ 2.000,00 para revenda. A empresa de Alberto espera 
vender ao menos parte desses produtos prevendo outros custos no 
primeiro mês de atividade. Contratou um funcionário combinando 
um salário de R$ 900,00, a pagar no início do mês seguinte. Alugou 
uma loja pelo valor mensal de R$ 1.200,00, a pagar no último dia do 
mês. Durante esse primeiro mês de atividade, a empresa vendeu me-
tade de seu estoque à vista, pelo preço de R$ 1.200,00, e o saldo a 
prazo pelo preço de R$ 1.300,00. Observe, na Tabela 7, a DRE compa-
rativa dos regimes e o balanço encerrado ao final.
Tabela 7
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/05/20X0 a 
31/05/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 2.500,00 1.200,00
Custo dos produtos vendidos (2.000,00) (2.000,00)
Lucro Bruto 500,00 (800,00)
Despesas com salários (900,00)
Despesas com aluguel (1.200,00) (1.200,00)
Resultado ou Lucro (1.600,00) (2.000,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Demonstração de Resultados 53
Tabela 8
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – (em 31/05/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 8.000,00
Estoque 0,00
Contas a receber 1.300,00
Salário a pagar 900,00
Passivo 900,00
Capital Social 10.000,00
Lucros Acumulados (1.600,00)
Patrimônio Líquido 8.400,00
TOTAL 9.300,00 TOTAL 9.300,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Caso toda a venda fosse feita à vista, os relatórios seriam:
Tabela 9
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/05/20X0 a 
31/05/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 2.500,00 2.500,00
Custo dos produtos vendidos (2.000,00) (2.000,00)
Lucro Bruto 500,00 500,00
Despesas com salários (900,00)
Despesas com aluguel (1.200,00) (1.200,00)
Resultado ou Lucro (1.600,00) (700,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 10
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – (em 31/05/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 9.300,00
Estoque 0,00
Contas a receber 0,00
Salário a pagar 900,00
Passivo 900,00
Capital Social 10.000,00
Lucros Acumulados (1.600,00)
Patrimônio Líquido 8.400,00
TOTAL 9.300,00 TOTAL 9.300,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
54 Contabilidade Geral
Ao supor que toda venda fosse feita a prazo, os relatórios seriam:
Tabela 11
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/05/20X0 a 
31/05/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 2.500,00 0,00
Custo dos produtos vendidos (2.000,00) (2.000,00)
Lucro Bruto 500,00 (2.000,00)
Despesas com salários (900,00)
Despesas com aluguel (1.200,00) (1.200,00)
Resultado ou Lucro (1.600,00) (3.200,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 12
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – (em 31/05/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 8.100,00
Estoque 0,00
Contas a receber 2.500,00
Salário a pagar 900,00
Passivo 900,00
Capital Social 10.000,00
Lucros Acumulados (1.600,00)
Patrimônio Líquido 8.400,00
TOTAL 9.300,00 TOTAL 9.300,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Exemplo 3
No dia 01/01/20X0, Bernardo transferiu em dinheiro R$ 20.000,00, 
parte de seus recursos financeiros, para formar uma empresa comercial 
de sacos de papel. Com disponibilidade de caixa na empresa, comprou 
os produtos para revenda, pagando à vista R$ 2.000,00. A empresa de 
Bernardo espera vender parte desses produtos prevendo outros custos 
no primeiro mês de atividade. Contratou um funcionário combinando 
um salário de R$ 1.200,00 a pagar no quinto dia útil do próximo mês. Alu-
gou uma loja pelo valor mensal de R$ 3.000,00, a pagar no primeiro dia 
útil do mês seguinte. Durante esse primeiro mês de atividade, a empresa 
vendeu metade de seu estoque à vista, pelo preço de R$ 1.500,00. A se-
guir, veja a DRE comparativa dos regimes e o balanço encerrado ao final.
Observe, no terceiro exemplo, 
a conta Estoques no Balanço 
Patrimonial. Essa conta possui 
os valores de custo dos produtos 
adquiridos e disponíveis para 
venda. Cada vez que ocorre uma 
venda, os valores de custo são 
baixados ou retirados dessa con-
ta e passados para a DRE como 
Custo dos Produtos Vendidos. A 
diferença entre valor da venda e 
custo é o Lucro Bruto.
Atenção
Demonstração de Resultados 55
Tabela 13
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/01/20X0 a 
31/01/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 1.500,00 1.500,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00) (1.000,00)
Lucro Bruto 500,00 500,00
Despesas com salários (1.200,00)
Despesas com aluguel (3.000,00)
Resultado ou Lucro (3.700,00) 500,00Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 14
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – (em 31/01/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 19.500,00
Estoque 1.000,00
Salário a pagar 1.200,00
Aluguel a pagar 3.000,00
Passivo 4.200,00
Capital Social 20.000,00
Lucros Acumulados (3.700,00)
Patrimônio Líquido 16.300,00
TOTAL 20.500,00 TOTAL 20.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Caso toda a venda fosse feita a prazo, os relatórios seriam:
Tabela 15
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/01/20X0 a 
31/01/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 1.500,00 0,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00) (1.000,00)
Lucro Bruto 500,00 (1.000,00)
Despesas com salários (1.200,00)
Despesas com aluguel (3.000,00)
Resultado ou Lucro (3.700,00) (1.000,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
56 Contabilidade Geral
Tabela 16
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – (em 31/01/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 18.000,00
Estoque 1.000,00
Contas a receber 1.500,00
Salário a pagar 1.200,00
Aluguel a pagar 3.000,00
Passivo 4.200,00
Capital Social 20.000,00
Lucros Acumulados (3.700,00)
Patrimônio Líquido 16.300,00
TOTAL 20.500,00 TOTAL 20.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Ao supor que toda compra fosse feita a prazo, os relatórios seriam:
Tabela 17
Demonstração de Resultados comparativa
Demonstração de Resultados (01/01/20X0 a 
31/01/20X0) Competência Caixa
Receita de vendas 1.500,00 0,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00) 0,00
Lucro Bruto 500,00 0,00
Despesas com salários (1.200,00)
Despesas com aluguel (3.000,00)
Resultado ou Lucro (3.700,00) 0,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 18
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – (em 31/01/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 21.500,00
Estoque 1.000,00
Fornecedores a pagar 2.000,00
Salário a pagar 1.200,00
Aluguel a pagar 3.000,00
Passivo 6.200,00
Capital Social 20.000,00
Lucros Acumulados (3.700,00)
Patrimônio Líquido 16.300,00
TOTAL 22.500,00 TOTAL 22.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Demonstração de Resultados 57
Com o regime de competência, o resultado, lucro ou prejuízo é 
referente ao período da atividade, não afeta necessariamente a dis-
ponibilidade de caixa. No Balanço, as contas do Ativo mostram o 
produto das receitas das vendas, se à vista, em caixa, e se a prazo, 
em contas a receber dos clientes. Ao encerrar o período contábil 
dos resultados, estes são transferidos para as contas do Patrimônio 
Líquido do Balanço.
3.2 Estrutura e composição das contas da DRE 
Vídeo Amplamente utilizada, a apresentação da estrutura da DRE con-
trasta as receitas com os custos para produzi-las e vendê-las, além das 
despesas para a gestão da empresa. A diferença entre custos e despe-
sas reside nos gastos para a fabricação dos produtos vendidos ou dos 
serviços prestados, denominados aqui como Custos, e os gastos para 
a gestão administrativa, comercial e financeira da empresa, chamados 
de Despesas (IUDÍCIBUS; MARION, 2009).
Atenção para a diferença entre custos e despesas: nas indústrias, 
as empresas possuem gastos incorridos com a fabricação dos seus 
produtos, tais como matérias-primas, energia para máquinas, salá-
rios e encargos sociais para funcionários, manutenção dos equipa-
mentos, entre outros necessários para a produção. Além disso, a 
empresa incorre em outros gastos para as tarefas administrativas, 
comerciais e financeiras. Pelas funções dos gastos previamente des-
critos, a contabilidade distingue os gastos de produção como custos 
e os demais como despesas.
Empresas comerciais também fazem o mesmo, ao adquirir pro-
dutos, os preços de compra são considerados como custos. Já os 
valores envolvidos para realizar as gestões administrativa, comercial 
e financeira são considerados como despesas. Empresas prestado-
ras de serviços utilizam os gastos com o tempo dedicado, materiais 
e deslocamentos como custos; os gastos incorridos, independente-
mente da prestação de serviços, são classificados como despesas. 
Vejamos um exemplo simplificado na Tabela 19.
58 Contabilidade Geral
Tabela 19
Demonstração de Resultados do Exercício
Demonstração de Resultados do ano de 20X0 R$
Receitas de vendas 6.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00)
Lucro Bruto 5.000,00
Despesas de vendas (1.000,00)
Despesas administrativas (2.000,00)
Outras despesas (500,00)
Resultado antes dos impostos 1.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Nessa demonstração contábil, em razão do regime de competência 
para os registros de receitas, custos e despesas, não podemos afirmar 
que todas as receitas tenham sido recebidas durante o ano de 20X0, 
assim como se os custos e as despesas já foram pagos no mesmo pe-
ríodo. Ao transferir os resultados para as contas do Patrimônio Líquido 
no Balanço, podemos compreender as implicações desses resultados 
no patrimônio da empresa. Por outro lado, negócios não foram criados 
para ter apenas um período de atividades, e essa demonstração de re-
sultados permite comparar períodos sequenciais, como resultados de 
um ano com o do ano anterior, ou determinado mês de um ano com o 
mesmo mês do ano anterior, entre outras possibilidades.
Por exemplo: na época das festas de fim de ano, empresas dedica-
das a vendas de brinquedos para crianças têm sempre a expectativa de 
vender mais do que o último trimestre do ano. Nesse caso, é possível 
avaliar o último trimestre do ano atual com os trimestres de anos an-
teriores e medir, assim, o possível crescimento das vendas ou mesmo 
dos resultados desses períodos.
Os exemplos vistos até aqui simplificaram nossas demonstrações 
de resultados, mas em todos os negócios ocorrem cancelamentos de 
vendas, devoluções e tributações. De outro lado, empresas podem ter 
receitas e despesas não oriundas do seu objetivo principal. Por essas ra-
zões, nossa DRE deverá mostrar essas ocorrências de uma maneira mais 
completa. A seguir, observe a apresentação de uma estrutura modelo.
Demonstração de Resultados 59
Tabela 20
Modelo completo de uma DRE
Receita Operacional Bruta (a)
(–) Impostos sobre as vendas (b)
(–) Abatimentos e devoluções (c)
(=) Receita Operacional Líquida (d)
(–) Custo dos produtos ou serviços vendidos (e)
(=) Lucro Bruto (f)
(–) Despesas de vendas (g)
(–) Despesas administrativas (h)
(+/–) Despesas e Receitas Financeiras Líquidas (i)
(=) Lucro Operacional (j)
(+/–) Outras Receitas e Despesas (k)
(=) Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social
(–) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social (l)
(=) Lucro após o Imposto de Renda e Contribuição Social
(–) Participações e outrascontribuições (m)
(=) Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício
Fonte: Elaborada pelo autor.
Para que possamos usar esse modelo, precisamos compreender o 
que significa cada um desses elementos:
a. Receita Operacional Bruta: refere-se ao valor de todos os 
produtos e serviços oferecidos pela empresa durante um período 
ou exercício considerado (um mês ou um ano).
b. Impostos sobre venda: refere-se à dedução do valor da receita 
bruta de vendas, por exemplo, o Imposto sobre o Consumo de 
Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS), 
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de 
Integração Social / Programa de Formação do Patrimônio do 
Servidor Público (PIS/PASEP).
60 Contabilidade Geral
c. Abatimentos e devoluções: são registrados os casos em que algum 
produto ou mercadoria, já faturado, deva ser devolvido, por defeito ou 
mesmo por algum abatimento devido a outras razões, por exemplo.
d. Receita operacional líquida: é a receita bruta reduzida dos 
impostos, dos abatimentos e das devoluções das vendas.
e. Custo dos produtos ou serviços vendidos: são as despesas 
necessárias para fabricação de um determinado produto, 
denominadas custos da venda.
f. Lucro Bruto: é a apresentação de resultados da empresa antes 
das outras despesas e gastos envolvidos na gestão dos seus 
negócios. Isso ocorre após a redução dos custos dos produtos 
vendidos ou dos custos dos serviços prestados.
g. Despesas de vendas: são todos os gastos incorridos na promoção, 
distribuição e venda de produtos, incluindo os salários, as 
comissões e os encargos com os vendedores.
h. Despesas administrativas: são os gastos efetuados na gestão 
administrativa, como salários, encargos, telefones, internet, isto é, 
tudo o que compreende os gastos com o escritório da administração.
i. Despesas e Receitas Financeiras Líquida: são as despesas finan-
ceiras provenientes de financiamentos, empréstimos, pagamentos 
em atraso ou, ainda, por descontos concedidos a clientes e receitas 
financeiras provenientes de juros sobre aplicações financeiras, ou 
descontos por pagamentos antecipados.
j. Lucro operacional: é o resultado exclusivamente dos negócios das 
atividades da empresa, não apresenta outras eventuais receitas e 
despesas que não estão ligadas às suas atividades básicas.
k. Outras receitas e despesas: compõem receitas não provenientes 
do objetivo da atividade da empresa, como venda de algum 
equipamento sem mais utilidade, ou alguma despesa não 
relacionada ao grupo de vendas, administrativas e financeiras, 
isto é, sem referência com as atividades operacionais da empresa. 
Receitas e Despesas Não Operacionais.
l. Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social: são 
calculados com base no lucro real, presumido ou arbitrado de 
acordo com a legislação vigente à época.
m. Participações e outras contribuições: são as participações de 
empregados, administradores e títulos negociáveis, criados pela 
empresa sem relação com o capital social, e que correspondem à 
parcela do lucro destinada a não acionistas.
Demonstração de Resultados 61
Portanto, podemos observar a abrangência dos detalhes de uma 
demonstração completa de resultados para um período contábil, in-
cluindo a possível distribuição parcial de lucros a funcionários e a títu-
los de dívida sem relação com o capital social, emitidos por sociedades 
anônimas de capital fechado, denominadas Participação de Partes Be-
neficiárias. Exemplo: uma empresa que necessita de mais recursos, en-
contra investidores que desejam aplicar seus recursos e participar dos 
lucros dela, sem vínculo como acionista ou proprietário, ou seja, sem 
participação no capital social.
3.3 Depreciação 
Vídeo Apresentaremos, aqui, um novo tópico, normalmente discutido em 
cursos de contabilidade de custos, no entanto é importante mencioná-
-lo neste capítulo, pois é algo que afeta os resultados das empresas.
Alguns investimentos considerados não circulantes, como máqui-
nas, equipamentos, construções, veículos etc., são utilizados nas ati-
vidades operacionais dos negócios e colaboram com os resultados 
da empresa. Esses Ativos contribuem para a geração de receitas e re-
sultados das empresas, representando custos para a elaboração dos 
produtos. Ao reconhecermos o uso dos investimentos destinados à 
fabricação dos produtos, como parte dos custos de produção, pode-
remos recuperá-los com a receita das vendas deles. Logo, tais custos 
integram os gastos para elaboração dos produtos e consequente-
mente serão levados aos resultados do período.
Para os equipamentos destinados fora da área de fabricação, mas 
que também serão usados pela empresa durante sua gestão, a depre-
ciação será reconhecida nas despesas específicas da área. Por exem-
plo, o uso de computadores e móveis de escritório gera depreciação 
com as despesas administrativas.
O reconhecimento desses gastos é denominado depreciação. Não de-
vemos confundir a depreciação com desvalorização. Uma quantia de di-
nheiro guardada na gaveta do escritório pode sofrer desvalorização, após 
algum tempo, ao perder poder de compra, caso ocorram alterações nos 
preços. Por outro lado, devemos reconhecer que o valor investido em 
um equipamento, como um torno mecânico, contribui para a fabricação 
de produtos, cujo objetivo é vendê-los para gerar resultados à empresa. 
Logo, o valor investido nesse equipamento deve constar do custo dos 
produtos realizados. Então, o equipamento deve ser depreciado.
62 Contabilidade Geral
Devemos também lembrar de que todo consumo de um Ativo re-
presenta despesa para a empresa, pois o Ativo é sua propriedade, e 
quando utilizado (consumido) implica reconhecimento de um gasto ou 
despesa. No caso de um produto para revenda, seu uso representa 
custo do produto vendido, no caso de um Ativo imobilizado, seu consu-
mo representa uma despesa de depreciação. Utilizar um equipamento 
não significa perdê-lo, mas sua depreciação representa o reconheci-
mento de seu uso que contribui para a geração de ganhos da empresa. 
Assim, criou-se uma regra, em que a depreciação é reconhecida 
como uma despesa pela utilização do Ativo. Vários critérios podem 
ser utilizados para a apuração da depreciação. Um dos mais comuns 
é o da vida útil do bem, em outras palavras, método linear. Outro 
critério é o do uso do bem. Por exemplo, se um veículo tem sua vida 
útil estimada em cinco anos, deveríamos reconhecer 1/5 de seu va-
lor a cada um desses anos como despesa de depreciação, de acordo 
com o regime de competência dos exercícios. E como essa despesa 
não implicará saída de caixa, diz-se também que a despesa de de-
preciação representa uma despesa apenas contábil.
Por outro lado, como a contabilidade utiliza o método das partidas 
dobradas, o débito (destino) tem uma correspondência em crédito (ori-
gem), isto é, a contrapartida do débito na despesa de depreciação será 
um crédito na conta denominada depreciação acumulada, que se apre-
senta com os Ativos que lhe deram origem, ficando, portanto, como 
uma conta redutora do Ativo, ou seja, contra conta de Ativo.
Exemplo
Uma empresa constrói um edifício no valor de R$ 500.000,00 que 
deve ter uma vida útil de 20 anos, e adquire um computador para o 
escritório no valor de R$ 4.000,00 com vida útil de 5 anos. Após um 
ano, a contabilidade lança uma despesa de depreciação no valor de 
R$ 25.000,00, ou seja, 5% (1 ano de 20 anos) de R$ 500.000,00 e ou-
tra de R$ 800,00 isto é, 20% (1/5) de R$ 4.000,00. Como contrapartida, 
reduz o valor dos Ativos, lançando depreciação acumulada do edifício 
no valor de R$ 25.000,00 e depreciação acumulada de computador no 
valor de R$ 800,00.
Demonstração de Resultados 63
Os lançamentos em contas de razão (T) serão:
Despesa de depreciação 
do edifício
Depreciação acumulada 
do edifício
Débito Crédito
25.000,00 25.000,00
Despesa de depreciação 
do computador
Depreciação acumulada 
do computador
Débito Crédito
800,00 800,00
Ao lembrar do método de partida dobrada (Capítulo 2), todos os 
lançamentosou registros contábeis são: destino (débito) e origem 
(crédito) dos recursos. Assim, as despesas serão lançadas a débito e 
transferidas para a DRE. Já os créditos, no caso a depreciação acumu-
lada, aparecerão como contas redutoras dos Ativos imobilizados. No 
exemplo anterior, os valores originais dos edifícios e equipamentos re-
presentam os valores históricos ou de aquisição, porém, com o uso, 
são depreciados, e esses valores de depreciação reduzem os valores 
originais, uma vez que ajudam a empresa a realizar suas atividades, 
promovendo ganhos com esses custos ou despesas.
Tabela 21
DRE (exemplo 1 em R$)
Receitas de vendas REC
Custo dos produtos vendidos* (CPV)
Lucro Bruto LB
Despesas (D)
Despesas de depreciação (*) (25.800,00)
Lucro do exercício L
É comum encontrarmos as despesas de depreciação inclusas no Custo dos Produtos Vendidos 
(CPV) ou nas despesas da operação, dependendo da função.
Fonte: Elaborada pelo autor.
64 Contabilidade Geral
Desse modo, nosso Balanço irá mostrar, no Ativo, os valores his-
tóricos ou de aquisição dos edifícios e computador, e como redução 
pelo uso, os valores depreciados (Depreciação Acumulada) até a data 
de encerramento.
Tabela 22
Balanço Patrimonial (exemplo 1)
Ativos R$ Passivos R$
Caixa X Fornecedores Y
Contas a receber X Outros Y
Ativos Circulantes X Passivos Circulantes Y
Edifícios 500.000,00
Máquinas 2.000,00
(Depreciação acumula-
da do edifício)
(25.000,00) Capital Y
(Depreciação acumulada 
da máquina)
(800,00) Reservas Y
Ativos Não Circulantes 476.200,00 Patrimônio Líquido Y
TOTAL Xxx TOTAL Xxx
Fonte: Elaborada pelo autor.
3.4 Modelo para análise
Vídeo Por meio das demonstrações contábeis, podemos extrair várias in-
formações econômicas de uma empresa. Por exemplo, ao observarmos 
os resultados, podemos verificar a composição dos custos e das despe-
sas ao longo de períodos, até mesmo a distribuição dos custos e das 
despesas relativas às receitas dentro de um determinado período. Além 
de podermos ter acesso a informações internas da empresa, no sentido 
de avaliar a evolução dos itens que compõem os resultados, podemos 
também comparar com empresas similares ou concorrentes. Dessa for-
ma, classificaremos as possibilidades de análise dos resultados.
O objetivo é permitir a comparação dos resultados ao longo dos pe-
ríodos. Por exemplo: a evolução das receitas, dos custos, das despesas 
e dos lucros nos últimos dois anos. Lucro é consequência da diferença 
entre receitas, custos e despesas. Vejamos um exemplo dessa análise 
horizontal, avaliando a evolução do ano de 20X0 para 20X1.
O artigo 183 da Lei 
n. 6.404/76 traz uma 
explicação completa sobre 
Depreciação, Exaustão e 
Amortização. Como vimos, a 
Depreciação corresponde à 
perda no valor dos bens fí-
sicos, ao sofrerem desgaste 
pelo uso. A Exaustão corres-
ponde à perda de valor em 
razão da exploração de re-
cursos minerais e florestais. 
Por exemplo, empresas que 
recebem concessão para 
exploração de minério. Já a 
Amortização corresponde à 
perda de valor de proprie-
dade industrial ou mesmo 
comercial com duração 
limitada no tempo, como 
ativos intangíveis (marcas, 
patentes, entre outros).
BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de 
dezembro de 1976. Diário Oficial da 
União, Poder Executivo, Brasília, DF, 
17 dez. 1976. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l6404consol.htm. Acesso em: 
3 jan. 2020.
Saiba mais
Demonstração de Resultados 65
Tabela 23
Demonstrações de Resultados (com variação)
DRE em R$ mil 20X0 20X1 Variação
Receitas de vendas 6.000,00 6.600,00 10%
Custo dos produtos vendidos (1.000,00) (1.050,00) 5%
Lucro Bruto 5.000,00 5.550,00 11%
Despesas de vendas (1.000,00) (1.100,00) 10%
Despesas administrativas (2.000,00) (2.160,00) 8%
Despesas financeiras (500,00) (545,00) 9%
Total das despesas (3.500,00) (3.805,00) 9%
Lucro antes dos impostos 1.500,00 1.745,00 16%
Fonte: Elaborada pelo autor.
a. Análise horizontal – uma vez que as receitas crescem 10% e 
os lucros crescem, acima das receitas, a 16%, as razões são do 
menor crescimento de custos (5%) e despesas (9%). No Gráfico 1, 
a seguir, os dados do ano 20X0 têm índice 100 e do ano 20X1 
mostram a evolução, do lucro para 116 (16% maior), da receita 
para 110 (10% maior), e do CPV 105 (5% maior).
Gráfico 1
Análise Horizontal
1
Receitas de vendas Custo dos produtos 
vendidos
Lucro antes dos 
impostos
2
100
116
110
105
Fonte: Elaborado pelo autor.
A seguir, podemos fazer uma relação dos custos, das despesas e 
dos resultados com a receita de cada ano. Vejamos um exemplo dessa 
análise vertical, tanto em 20X0 quanto em 20X1.
66 Contabilidade Geral
Tabela 24
Demonstrações de Resultados (com relações)
DRE em R$ mil 20X0 % 20X1 %
Receitas de vendas 6.000,00 100% 6.600,00 100%
– Custo dos produtos vendidos (1.000,00) 16,7% (1.050,00) 15,9%
= Lucro Bruto 5.000,00 83,3% 5.550,00 83,3%
– Despesas de vendas (1.000,00) 16,7% (1.100,00) 16,7%
– Despesas administrativas (2.000,00) 33,3% (2.160,00) 32,7%
– Despesas financeiras (500,00) 8,3% (545,00) 8,3%
– Total das despesas (3.500,00) 58,3% (3.805,00) 57,7%
= Lucro antes dos impostos 1.500,00 25,0% 1.745,00 26,4%
Fonte: Elaborada pelo autor.
b. Análise vertical – em relação à receita, o lucro cresce de 25% 
para 26,4%, em razão da redução dos custos e das despesas. 
O Gráfico 2 mostra a composição de custos, despesas e lucro, 
relativos à receita de vendas de cada ano. Receitas – (custos + 
despesas) = lucro.
Em 20X0 temos: 100% – (58,3% + 16,7%) = 25%.
Em 20X1 temos: 100% – (57,7% + 15,9%) = 26,4%.
Complementando, observamos a queda de 1,2% nos custos e de 
0,6% nas despesas administrativas sobre as receitas de vendas, 
de 20X0 para 20X1.
Gráfico 2
Análise Vertical
58,3
25,0
16,7
Lucro antes 
dos impostos 
Custo dos 
produtos 
vendidos
Total das 
despesas 
57,7
26,4
15,9
Lucro antes 
dos impostos 
Custo dos 
produtos 
vendidos
Total das 
despesas 
Ano 20X0 Ano 20X1
Fonte: Elaborado pelo autor.
Demonstração de Resultados 67
Com essa metodologia de análises horizontal e vertical mais detalhes 
podem ser obtidos, no caso de detalhamento de cada conta. Por exem-
plo, podemos procurar as causas de um crescimento de apenas 5% nos 
custos versus o crescimento de 10% nas receitas em 20X1 sobre 20X0. 
Que razões levaram as receitas a crescer acima de seus custos? Aumen-
to nos preços de venda? Mudança nos custos dos produtos, como novas 
tecnologias de produção barateando os custos, ou menos gastos com 
matérias-primas? Ganhos de escala econômica por maior demanda dos 
produtos, aumentando a produção e reduzindo custos unitários de fa-
bricação? Enfim, procurar as causas para essas variações exige um deta-
lhamento das contas do ano. E é importante saber que nem sempre os 
resultados apresentarão essas variações ao longo dos períodos.
Atividade 1
Observe as informações dadas nos quadros a seguir e faça os lançamentos contábeis, a DRE e feche o Balanço 
Patrimonial da empresa T nos dias 31/01/20X1, 28/01/20X1 e 31/03/20X1.
Janeiro
Dia Histórico
1/1
Luiz transfere para a empresa T sua casa no valor de R$ 100.000,00 
e R$ 20.000,00 em dinheiro.
5/1 Compra móveis por R$ 10.000,00, com vencimento no mês seguinte .
15/1
Compra um computador por R$ 2.000,00 a pagar em 10 parcelas 
mensais, sem juros, pagando a primeira parcela no ato.
20/1
Compra materiais para o escritório por R$ 500,00 para pagar em 
um mês.
25/1 Compra taxinhas para revender, pagando R$ 2.000 à vista.
29/1 Compra mais taxinhas por R$ 2.000,00 a pagar no próximo mês.
31/1
Você faz um levantamento nas gavetas e descobre que os mate-
riais para o escritório já foram todos gastos.
Fevereiro
Dia Histórico
1/2
Compra mais materiais para o escritório por R$ 700,00 a pagar em 
um mês.
3/2
Vende todo estoque de taxinhas por R$ 4.500,00 metade à vista e 
metade para pagamento em 30 dias.
5/2 Paga os móveis, no valor de R$ 10.000,00.
10/2 Compra mais taxinhas por R$ 2.200,00 para pagar no próximo mês.
(Continua)68 Contabilidade Geral
15/2 Paga a segunda parcela de R$ 200,00 do computador.
20/2 Paga os materiais para o escritório no valor de R$ 500,00.
25/2
Vende todo estoque de taxinhas por R$ 3.000,00, para receber em 
30 dias.
28/2
Paga R$ 2.000,00 aos fornecedores de taxinhas e compra mais por 
R$ 2.150,00, a pagar no próximo mês.
Março
Dia Histórico
1/3 Paga R$ 700,00 dos materiais de escritório.
3/3
Recebe R$ 2.250,00 dos clientes e vende todo estoque de taxinhas 
por R$ 3.400,00 a receber em 30 dias.
10/3
Paga R$ 2.200,00 aos fornecedores de taxinhas e compra mais por 
R$ 3.500,00, metade à vista e o saldo em 30 dias.
15/3 Paga a terceira parcela de R$ 200,00 do computador.
25/3
Recebe R$ 3.000,00 dos clientes e vende todo estoque de taxinhas 
por R$ 7.000,00 a prazo de 60 dias.
29/3
Paga R$ 2.150,00 aos fornecedores de taxinhas e descobre que os 
materiais para o escritório foram gastos.
Estudo de caso
Elaboração de uma DRE para 
uma empresa exemplo
A empresa BIJU, criada para comercializar bijuterias, recebeu re-
cursos financeiros no valor de R$ 14.500,00 de seu proprietário em 
01/01/20X0 para o início de suas atividades. Assim, seu patrimônio se 
apresenta da seguinte forma:
Tabela 25
Balanço Patrimonial em 01/01/20X0 (R$)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponível 14.500,00 Capital Social 14,500,00
TOTAL 14,500,00 TOTAL 14.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Demonstração de Resultados 69
Geraldo, proprietário da BIJU, apresentou as seguintes informações 
para o primeiro mês de atividades:
 • Comprou produtos para revenda por R$ 3.000,00 à vista.
 • Vendeu produtos por R$ 2.000,00 (R$ 1.000,00 a receber em 05/02).
 • Custo dos produtos vendidos – R$ 1.500,00.
 • Despesas com salários – R$ 500,00 (pago no mês).
 • Despesas com aluguel – R$ 875,00 (a pagar em 05/02).
 • Despesas com propaganda – R$ 850,00 (a pagar em 10/02).
 • Comprou um computador por R$ 3.000,00 pagando à vista.
Com as informações dadas por Geraldo, podemos preencher a DRE 
para o primeiro mês de atividades da empresa. Os valores com custos 
e despesas estão registrados entre parênteses.
Tabela 26
Demonstração de Resultados da BIJU
Demonstração de Resultados de janeiro de 20X0 R$
Receitas de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.500,00)
Lucro Bruto 500,00
Despesas com aluguel (875,00)
Despesas com salários (500,00)
Despesas com propaganda (850,00)
Resultado ou Lucro (1.725,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 27
Balanço Patrimonial da BIJU em 31/01/20X0 (R$)
Balanço Patrimonial – (em 31/01/20X0) (R$ 0,00)
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 9.000,00
Estoque 1.500,00
Contas a receber 1.000,00
A. Circulante 11.500,00
Computador 3.000,00
A. Não Circulante 3.000,00
Aluguel a pagar 875,00
Propaganda a pagar 850,00
Passivo Circulante 1.725,00
Capital Social 14.500,00
Lucros Acumulados (1.725,00)
Patrimônio Líquido 12.775,00
TOTAL 14.500,00 TOTAL 14.500,00
Fonte: Elaborada pelo autor. 
70 Contabilidade Geral
De acordo com as seguintes informações da empresa BIJU, prepare a DRE para o mês de fevereiro e, em seguida, 
feche o Balanço Patrimonial em 28/02/20X0.
Recebido R$ 1.000,00 dos clientes do mês anterior.
Pagos o aluguel e a propaganda gerada no mês anterior.
Receitas de vendas – R$ 2.000,00 (R$ 1.000,00 a receber em 05/03).
Custo dos Produtos Vendidos no mês – R$ 1.000,00.
Despesas com salários – R$ 1.100,00 (pagos no mês).
Despesas com propaganda – R$ 950,00 (a pagar em 05/03).
Despesas com aluguel – R$ 875,00 (a pagar em 05/03).
Atividade 2
Ainda sobre a empresa BIJU, prepare a DRE para o mês de março e, em seguida, feche o Balanço Patrimonial em 
31/03/20X0, de acordo com as informações a seguir.
Compra mais R$ 3.500,00 em produtos para revenda (a pagar em 10/04).
Recebe R$ 1.000,00 dos clientes e paga as dívidas do mês anterior.
Receitas de vendas – R$ 5.000 (metade à vista).
Custo dos Produtos Vendidos – R$ 3.500,00.
Despesas com salários – R$ 1.100,00 (pagas no mês).
Despesas com propaganda – R$ 1000,00 (pagas no mês).
Despesas com aluguel – R$ 875,00 (a pagar em 11/4).
Atividade 3
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A DRE compõe os ganhos e gastos de um determinado período de ati-
vidades, contribuindo, no caso de resultados positivos, para o aumento do 
Patrimônio Líquido da empresa. Poder observar os detalhes dos ganhos e 
gastos e compará-los para avaliar o resultado, como consequência, tanto 
no período quanto na sequência de vários períodos, é a maior contribui-
ção desse relatório contábil.
Entretanto, é importante lembrar da diferença entre a DRE e o Balanço 
Patrimonial. Enquanto aquele é um relatório periódico, isto é, com valores 
acumulados no período, este apresenta apenas os saldos dos investimen-
tos e financiamentos em uma determinada data.
Para fechar o Balanço, acumule 
os resultados obtidos até a data 
do Balanço na conta “Lucros 
Acumulados”, no grupo do 
Patrimônio Líquido.
Atenção
Demonstração de Resultados 71
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro. 11. ed. 
São Paulo: Atlas, 2015.
BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l6404consol.htm. Acesso em: 3 jan. 2020.
IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Curso de Contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: 
Atlas, 2009.
GABARITO 
1. 
DRE (em R$) Janeiro Fevereiro Março
Receita de vendas 7.500,00 10.400,00
CPV (6.200,00) (5.650,00)
Lucro Bruto 0,00 1.300,00 4.750,00
Despesas material de escritório (500,00) (700,00)
Despesas material de limpeza
Despesas aluguel
Despesas juros
Despesas salários
Lucro do mês (500,00) 1.300,00 4.050,00
Observe, no primeiro mês de atividade, o resultado (500,00), ou seja, foi um prejuízo, e 
normalmente, os valores negativos são registrados entre parênteses.
Balanço Patrimonial (em R$)
Ativos 31/1 28/2 31/3 Passivo e PL 31/1 28/2 31/3
Caixa 17.800,00 7.350,00 5.600,00 Fin. de móveis 10.000,00 0,00 0,00
Mat. de escritório 0,00 700,00 0,00 Fin. computador 1.800,00 1.600,00 1.400,00
Estoque 4.000,00 2.150,00 0,00 Mat. de escritório 500,00 700,00 0,00
Contas a receber 5.250,00 10.400,00 Fornecedores 2.000,00 4.350,00 1.750,00
Circulante 21.800,00 15.450,00 16.000,00 Circulante 14.300,00 6.650,0 3.150,00
Casa 100.000,00 100.000,00 100.000,00
Móveis 10.000,00 10.000,00 10.000,00 Capital social 120.000,00 120.000,00 120.000,00
Computador 2.000,00 2.000,00 2.000,00
Lucros 
Acumulados*
(500,00) 800,00 4.850,00
Não Circulante 112.000,00 112.000,00 112.000,00 P. Líquido 119.500,00 120.800,00 124.850,00
TOTAL 133.800,00 127.450,00 128.000,00 TOTAL 133.800,00 127.450,00 128.000,00
72 Contabilidade Geral
Observe a conta de Lucros Acumulados no grupo do Patrimônio Lí-
quido. Ao longo dos períodos, soma-se o lucro de um período encerra-
do, com os valores anteriores.
2. 
Demonstração de Resultados da BIJU:
Demonstração de Resultados de fevereiro de 20X0 R$
Receitas de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00)
Lucro Bruto 1.000,00
Despesas com aluguel (875,00)
Despesas com salários (1.100,00)
Despesas com propaganda (950,00)
Resultado ou Lucro (1.925,00)
Balanço Patrimonialda BIJU em 28/02/20X0:
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 8.175,00
Estoque 500,00
Contas a receber 1.000,00
A. Circulante 9.675,00
Computador 3.000,00
A. Não Circulante 12.675,00
Aluguel a pagar 875,00
Propaganda a pagar 950,00
Passivo Circulante 1.825,00
Capital Social 14.500,00
Lucros Acumulados (3.650,00)
Patrimônio Líquido 10.850,00
TOTAL 12.675,00 TOTAL 12.675,00
3. 
Demonstração de Resultados da BIJU
Demonstração de Resultados de março de 20X0 R$
Receitas de vendas 5.000,00
Custo dos produtos vendidos (3.500,00)
Lucro Bruto 1.500,00
Despesas com aluguel (875,00)
Despesas com salários (1.100,00)
Despesas com propaganda (1.000,00)
Resultado ou Lucro (1.475,00)
Demonstração de Resultados 73
Balanço Patrimonial da BIJU em 31/03/20X0 (R$):
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Caixa 7.750,00
Estoque 500,00
Contas a receber 2.500,00
A. Circulante 10.750,00
Computador 3.000,00
A. Não Circulante 3.000,00
Aluguel a pagar 875,00
Fornecedores a pagar 3.500,00
Passivo Circulante 4.375,00
Capital Social 14.500,00
Lucros Acumulados (5.125,00)
Patrimônio Líquido 9.375,00
TOTAL 13.750,00 TOTAL 13.750,00
74 Contabilidade Geral
4
Demonstração das 
Mutações do Patrimônio 
Líquido – DMPL
Neste capítulo, veremos como encontrar as causas das altera-
ções sofridas no Patrimônio Líquido após um período de atividades. 
Quando a empresa apresenta resultados positivos, é esperado um 
acréscimo de recursos para financiar seus Ativos, que, por serem 
oriundos de suas atividades, deverão, naturalmente, fazer parte 
dos recursos próprios dela, ou seja, devem ser incorporados ao 
seu Patrimônio Líquido. Entretanto, nem sempre isso deve ocor-
rer, e nesse caso, portanto, se torna necessário fazer, antes, uma 
demonstração para conhecer o destino dado a esses resultados. E 
é disso que trataremos neste capítulo.
4.1 Alterações da Lei n. 11.638/2007 
Vídeo Alterações no Patrimônio Líquido da empresa têm origens em vá-
rias fontes. Apenas uma delas é proveniente dos resultados das ativi-
dades. Quando esses resultados são positivos e integrados ao grupo 
de contas do Patrimônio Líquido, a empresa poderá ter mais recursos 
para continuar operando. Outras alterações podem ser dependentes 
da venda de alguns Ativos, ou troca por outros de maior valor, com 
possibilidades de aumentar a contribuição aos resultados no futuro. 
Ainda poderemos encontrar novas fontes de recursos com chances de 
aumentar o Patrimônio Líquido, no entanto, toda e qualquer contribui-
ção dependerá sempre de decisões que contemplem a perspectiva de 
seus negócios e da boa gestão da empresa.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 75
Antes de avançarmos nesse tópico, devemos compreender o signi-
ficado, para a empresa, dos lucros ou prejuízos auferidos na Demons-
tração de Resultados. O artigo 186, da Lei das sociedades por ações 
(BRASIL, 1976), estabelece a necessidade de transferir os resultados 
obtidos em determinado período para um novo relatório denominado 
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. As razões são prove-
nientes da continuidade das operações da empresa (em que lucros ou 
prejuízos de um período contábil podem se acumular após novos resul-
tados nos períodos subsequentes), assim como das decisões dos pro-
prietários em reter ou distribuir os resultados ao final de cada período, 
ou após vários deles. A distribuição de lucros, decidida pelos proprietá-
rios acionistas da empresa, é denominada de Dividendos.
Em seguida, o saldo final da Demonstração de Lucros ou Prejuízos 
Acumulados deve ser transferido para o Balanço Patrimonial, em uma 
conta denominada Lucros ou Prejuízos Acumulados, ou apenas Lucros 
Acumulados, a qual é integrante do grupo do Patrimônio Líquido.
Com a vigência da Lei n. 11.638/2007 as sociedades por ações não 
podem mais acumular resultados positivos nessa conta de balanço, 
apenas se acumularem prejuízos, ficando, nesses casos, com a conta 
denominada Prejuízos Acumulados. No caso dessas sociedades, passou 
a ser exigida a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
(DMPL), que é mais ampla e que inclui a Demonstração de Lucros Acu-
mulados (DLA). Atualmente, essas empresas possuem Ativos acima de 
R$ 340 milhões ou receitas acima de R$ 300 milhões 1 .
Assim, nas condições gerais, as pequenas e médias empresas, 
com saldos positivos ou negativos, poderão apresentar a DLPA ou, 
simplesmente, DLA.
Para compreendermos melhor como se dá tudo isso, vamos co-
meçar por um exemplo simplificado sobre a DLPA, e, em seguida, 
passamos à DMPL.
Valores válidos na data de prepa-
ração deste livro, podem sofrer 
alterações.
1
Acesse o Pronunciamento 
Técnico PME, do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, e 
aprofunde bem como desen-
volva seus conhecimentos sobre 
a contabilidade de pequenas e 
médias empresas.
Disponível em: http://www.
normaslegais.com.br/legislacao/
CPC_PME_Pronunciamento.pdf. 
Acesso em: 17 mar. 2020.
Site
76 Contabilidade Geral
4.2 Exemplos da DLPA e da DMPL 
Vídeo Vamos começar apresentando a Empresa A, seus resultados e ba-
lanços dos primeiros dois anos de atividade.
Tabela 1
Demonstração dos Resultados de 20X0 e 20X1
DRE da Empresa A (em R$) 20X0 20X1
Receita de vendas 2.000,00 2.300,00
Custo dos Produtos Vendidos (1.500,00) (1.600,00)
Lucro Bruto 500,00 700
Despesas Administrativas (200,00) (200,00)
Despesas Comerciais (100,00) (110,00)
Despesas Financeiras (60,00) (50,00)
Lucro Operacional antes dos Impostos 140,00 340,00
Impostos 40,00 (40,00)
Lucro do mês 100,00 300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Após o encerramento do exercício, a empresa prepara a Demons-
tração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados para, em seguida, fechar o 
Balanço Patrimonial. Essa é uma demonstração intermediária, entre a 
DRE e o Balanço Patrimonial.
Considere que a assembleia dos acionistas decidiu dar destino aos 
lucros da empresa, deixando o saldo à disposição desta, seja para o 
aumento do capital ou a expansão dos negócios, ou mesmo seguir o 
estabelecido em seus estatutos.
Veja, a seguir, a demonstração, ainda simplificada, dos lucros 
acumulados e dos balanços encerrados nos finais dos dois primeiros 
anos da empresa A.
Tabela 2
DLPA da empresa A ao final de 20X1
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados R$
Saldo em 31/12/20X0 100,00
(+) Lucro Líquido do exercício de 20X1 300,00
(=) Lucro Disponível 400,00
(–) Proposta para distribuição do Lucro (Dividendos) (75,00)
(=) Saldo de Lucros Acumulados em 31/12/X1 325,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 77
Tabela 3
Balanço Patrimonial em 31/12/20X0 e 31/12/20X1
Balanço Patrimonial da empresa A (em R$)
Ativos 31/12/20X0 31/12/20X1 Passivo e PL 31/12/20X0 31/12/20X1
Ativo Circulante 100,00 100,00
Passivo 
Circulante
100,00 75,00
PassivoNão 
Circulante
200,00 200,00
Total Exigível 300,00 275,00
Ativo Não 
Circulante
900,00 1.100,00 Capital Social 600,00 600,00
Lucros 
Acumulados
100,00 325,00
Patrimônio 
Líquido
700,00 925,00
TOTAL 1.000,00 1.200,00 TOTAL 1.000,00 1.200,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observando no Balanço, o saldo da conta de Lucros Acumulados no 
segundo ano deveria mostrar o resultado da soma dos lucros dos dois 
anos seguidos, ou seja, R$ 400,00 (R$ 100,00 + R$ 300,00). Contudo, apre-
senta R$ 325,00, R$ 75,00 a menos. Logo, precisamos de uma nova de-
monstração que explique essa diferença no saldo dessa conta.
Vamos examinar, a seguir, um modelo completo da DLPA, utilizado 
nas pequenas e médias empresas com observações e explicações para 
eventuais correções e destino dos resultados.
Tabela 4
DLA ao final de 20X1, com 7 observações.
Demonstração de Lucros Acumulados R$
Saldo em 31/12/20X0 xx
(+/) Ajustes de exercícios anteriores (a) xx
(+) Lucro Líquido do exercício de 20X1 xx
(=) Lucro Disponível xx
(–) Proposta para distribuição do Lucro
a) Reserva Legal (b) xx
b) Reserva Estatutária (c) xx
c) Reserva para Contigências (d) xx
Iudícibus e Marion (2009) 
questiona o que se deve fazer 
com o lucro. Caso a empresa 
possa distribuir uma parcela 
do lucro aos proprietários ou 
acionistas, como remuneração 
financeira ao seu capital inves-
tido, esta será conhecida como 
Dividendos. Assim, o saldo não 
distribuído, denominado Lucros 
Acumulados ou Lucros Retidos, 
fica na empresa para aumentar o 
Patrimônio Líquido.
Saiba mais
(Continua)
78 Contabilidade Geral
Demonstração de Lucros Acumulados R$
d) Reserva Orçamentária (e) xx
e) Reserva de Lucros a Realizar (f) xx
(–) Dividendos (g) xx
(=) Saldo de Lucros Acumulados em 31/12/X1 xx
Fonte: Elaborada pelo autor.
Veja, a seguir, as observações, de (a) a (g).
a. Ajustes – Se um erro tiver sido cometido em um ano anterior, 
gerando um aumento de lucro do primeiro período – exercício 
1 ano de 20X0 –, e tal equívoco foi percebido apenas após o 
encerramento dos relatórios contábeis. O correto seria refazer 
aquela demonstração, no entanto, passada a data e estando no 
exercício seguinte, é necessário retificar, ou seja, corrigir o saldo 
de lucros acumulados no exercício 2, deduzindo aquele valor.
b. Reserva Legal – O objetivo é de proteção ao credor da 
empresa. A Reserva Legal é constituída por 5% do lucro 
líquido do exercício, obrigatoriamente até o máximo de 20% 
do Capital Social. Pode ser usada somente para compensar 
prejuízos ou aumentar o capital da empresa.
c. Reserva Estatutária – De acordo com a lei das sociedades 
por ações (BRASIL, 1976), os estatutos da empresa podem 
prever a constituição dessas reservas, desde que indicadas 
suas finalidades, critérios e limites.
d. Reserva para Contingências – Têm a finalidade de compensar 
alguma diminuição estimada nos lucros futuros, indicando as 
possíveis causas. 
e. Reserva Orçamentária – A Lei das sociedades por ações 
(BRASIL, 1976) prevê a possibilidade de reter lucros para 
uma eventual expansão da empresa, quando aprovada pela 
assembleia geral dos acionistas.
f. Reserva de Lucros a Realizar – Se o lucro contábil ainda não foi 
realizado, isto é, se não foi recebido financeiramente, a empresa 
poderá criar uma Reserva de Lucros a Realizar. Por exemplo, 
supondo que a empresa A tenha o controle acionário da 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 79
empresa B, caso B tenha contabilizado lucros, mas não 
realizado financeiramente, e A tenha reconhecido tal valor 
em sua demonstração, denominada Equivalência Patrimonial, 
A pode criar essa reserva com a intenção de não distribuir 
lucros sobre as parcelas ainda não realizadas.
g. Dividendos – Os proprietários, ou acionistas da empresa, podem 
receber parte dos lucros. O estatuto da empresa pode estabelecer 
uma percentagem, mas quando omisso, os acionistas terão direito 
à metade do lucro ajustado, isto é, o lucro líquido do exercício 
reduzido da Reserva Legal e da Reserva para Contingências.
Assim, observe a DLPA ou, simplesmente, a DLA da empresa A em 
31/12/X1, com todas as contas do Patrimônio Líquido.
Tabela 5
DLA ao final de 20X1, com 7 observações.
Demonstração dos Lucros Acumulados R$
Saldo inicial 100,00
Lucro do ano 300,00
Ajustes
Saldo final 400,00
Aumento de capital
Reserva Legal (15,00)
Reserva Estatutária
Reserva Orçamentária (210,00)
Reservas p/ Contingências
Reservas de Lucros a Realizar
Dividendos (75,00)
Total (300,00)
Saldos em 31/12/20X1 100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
E, a seguir, os Balanços Patrimoniais da empresa A com todas as 
contas do Patrimônio Líquido.
80 Contabilidade Geral
Balanço Patrimonial
Ativos 31/12/20X0 31/12/20X1 Passivo e PL 31/12/20X0 31/12/20X1
Ativo 
Circulante
100,00 100,00
Passivo 
Circulante
100,00 75,00
Passivo Não 
Circulante
200,00 200,00
Ativo Não 
Circulante
900,00 1.100,00
Capital Social 600,00 600,00
Reserva Legal 15,00
Reserva 
Orçamentária
210,00
Reserva de 
Lucros
100,00 100,00
Patrimônio 
Líquido
700,00 925,00
TOTAL 1.000,00 1.200,00 TOTAL 1.000,00 1.200,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
De acordo com as tabelas 5 e 6, podemos observar que a DLPA 
ou, simplesmente, Lucros Acumulados, faz o mesmo que uma pon-
te, entre a DRE e o Balanço Patrimonial encerrado após esse perío-
do, ou exercício.
Estudo de caso
Elaboração da DMPL da Empresa A
Mesmo sendo uma empresa de pequeno porte e desobrigada a pu-
blicar a DMPL, a Empresa A pode prepará-la. Observe, a seguir, a DMPL 
da empresa A e as explicações de como foi elaborada.
Observe que a DLA está inclusa 
nessa DMPL.
Atenção
Tabela 6
Balanços Patrimoniais da Empresa A (em R$)
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 81
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De acordo com as tabelas 5 e 6, podemos observar que a DLPA 
ou, simplesmente, Lucros Acumulados, faz o mesmo que uma pon-
te, entre a DRE e o Balanço Patrimonial encerrado após esse perío-
do, ou exercício.
Estudo de caso
Elaboração da DMPL da Empresa A
Mesmo sendo uma empresa de pequeno porte e desobrigada a pu-
blicar a DMPL, a Empresa A pode prepará-la. Observe, a seguir, a DMPL 
da empresa A e as explicações de como foi elaborada.
Observe que a DLA está inclusa 
nessa DMPL.
Atenção
82 Contabilidade Geral
Observações:
a. A empresa constituiu uma Reserva Legal de 5% sobre o lucro do 
ano. Esse valor poderá, no futuro, ser transferido como aumento 
de capital, ou absorver eventuais prejuízos.
b. A Reserva Orçamentária constituiu 70% sobre o lucro do ano para 
uma expansão da empresa prevista pelos proprietários.
c. A distribuição dos dividendos é uma remuneração financeira aossócios, ou proprietários da empresa.
Não ocorreram outros movimentos para aumentar ou diminuir o 
Patrimônio Líquido.
Essa demonstração apresenta as origens e os destinos das seguin-
tes contas: Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de Lucros, e 
Lucros ou Prejuízos Acumulados. Ela também mostra os saldos dessas 
contas no início de um período, as transferências entre elas e o saldo 
ao final do período.
Do lucro de R$ 300,00 em 20X1, R$ 75,00 foram distribuídos aos pro-
prietários, como Dividendos, e R$ 225,00 foram transferidos para Re-
servas, totalizando um Patrimônio Líquido de R$ 700,00 para R$ 925,00.
Exemplo – A empresa B teve resultados positivos nos últimos dois 
anos de atividade. Seu proprietário decidiu continuar a transferir parte 
do Lucro Líquido do segundo ano: 5% para Reserva Legal, 30% para 
Reserva Orçamentária e 25% para Dividendos.
Tabela 8
DRE da B (1º e 2º anos)
Demonstração dos Resultados do Exercício (em R$) 20X0 20X1
Receita de vendas 4.000,00 4.600,00
Custo dos Produtos Vendidos (2.500,00) (2.800,00)
Lucro Bruto 1.500,00 1.800,00
Despesas Administrativas (150,00) (200,00)
Despesas Comerciais (350,00) (400,00)
Despesas Financeiras (50,00) (70,00)
Lucro Operacional antes dos Impostos 950,00 1.130,00
Impostos (150,00) (130,00)
Lucro Líquido 800,00 1.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 83
Tabela 9
Demonstração de Lucros Acumulados.
DLA – Empresa B R$
Saldo em 31/12/20X0 320,00
(+/) Ajustes de exercícios anteriores 0,00
(+) Lucro Líquido do exercício de 20X1 1.000,00
(=) Lucro Disponível 1.320,00
(–) Proposta para distribuição do Lucro
a) Reserva Legal 50,00
b) Reserva Estatutária 0,00
c) Reserva para Contingências 0,00
d) Reserva Orçamentária 300,00
e) Reserva de Lucros a Realizar 0,00
(–) Dividendos 250,00
(=) Saldo de Lucros Acumulados em 31/12/X1 720,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
A seguir, o Balanço Patrimonial expõe a constituição dos Lucros Acu-
mulados, ou simplesmente Reservas. Nas empresas de grande porte e 
de capital aberto, a denominação é de Reservas de Lucros, com exceção 
da situação de prejuízos acumulados, que deve ser mencionada no lu-
gar de Reservas de Lucros.
Tabela 10
Balanço Patrimonial da Empresa B
Balanço Patrimonial da Empresa B (em R$)
Ativos 31/12/20X0 31/12/20X1 Passivo e PL 31/12/20X0 31/12/20X1
Ativo 
Circulante
200,00 500,00
Passivo 
Circulante
200,00 400,00
Passivo Não 
Circulante
400,00 450,00
Total Exigível 600,00 850,00
Ativo Não 
Circulante
1.800,00 2.500,00 Capital Social 800,00 800,00
Reserva Legal 40,00 90,00
Reserva 
Orçamentária
240,00 540,00
Reserva de 
Lucros
320,00 720,00
(Continua)
84 Contabilidade Geral
Balanço Patrimonial da Empresa B (em R$)
Ativos 31/12/20X0 31/12/20X1 Passivo e PL 31/12/20X0 31/12/20X1
Patrimônio 
Líquido
1.400,00 2.150,00
TOTAL 2.000,00 3.000,00 TOTAL 2.000,00 3.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Esse exemplo é válido apenas para pequenas e médias empresas, 
enquanto as outras deverão sempre preparar e apresentar a DMPL. A 
DMPL incorpora a DLPA, mostrando todas as contas do Patrimônio Lí-
quido e suas alterações durante o exercício encerrado. É uma demons-
tração mais completa e fundamental para análise do comportamento 
dos recursos próprios utilizados pela empresa. Para ilustrar as diferen-
ças entre essas demonstrações, vamos examinar DMPL da empresa B, 
na qual a DLA está inclusa.
Distribuir dividendos após 
a constituição de reservas é 
consequência de decisão dos 
proprietários, essa distribuição 
mantém recursos suficientes 
para os planos de expansão da 
empresa e, também, dá retorno 
financeiro aos donos do capital. 
Atenção
Tabela 11
Modelo de uma DMPL da Empresa B com a DLA inclusa
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – Empresa B (em R$)
Movimentações
Capital 
Realizado
Reservas de capital Reservas de Lucros
Lucros 
Acumu-
lados
Total
Ágio na 
emissão 
de ações
Outras 
reservas 
de capital
Legal
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Orça-
mentária
Lucros 
a 
realizar
Saldos em 
31/12/20X0
800,00 40,00 240,00 320,00 1.400,00
Ajustes de 
exercícios
0,00
Aumento de 
capital
0,00
Reversões de 
reservas
0,00
Lucro Líquido 
do exercício
1.000,00 1.000,00
Reserva Legal 50,00 (50,00) 0,00
Reserva 
Estatutária
0,00
Reserva 
Orçamentária
300,00 (300,00) 0,00
(Continua)
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 85
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – Empresa B (em R$)
Movimentações
Capital 
Realizado
Reservas de capital Reservas de Lucros
Lucros 
Acumu-
lados
Total
Ágio na 
emissão 
de ações
Outras 
reservas 
de capital
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Orça-
mentária
Lucros 
a 
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Reservas p/ 
Contingências
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Reservas 
de Lucros a 
Realizar
0
Dividendos (250,00) (250,00)
Saldos em 
31/12/20X1
800,00 0,00 0,00 90,00 0,00 0,00 540,00 0,00 720,00 2.150,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
A empresa C iniciou suas atividades no ano de 20X0. A DRE, a DLA e o Balanço 
Patrimonial da empresa C do primeiro ano estão apresentados a seguir. Com as infor-
mações das ocorrências do ano de 20X1, prepare a DRE, a DLA, a DMPL e o Balanço 
Patrimonial ao final de 20X1.
DRE da Empresa C (em R$) 20X0
Receitas das Vendas 10.000,00
Custo dos Produtos Vendidos (6.000,00)
Lucro Bruto 4.000,00
Despesas Administrativas (500,00)
Despesas Comerciais (2.000,00)
Despesas Financeiras (100,00)
Lucro antes dos impostos 1.400,00
Impostos (476,00)
Lucro Líquido 924,00
Demonstração dos Lucros Acumulados da Empresa C (em R$) 20X0
Saldo inicial 0,00
Lucro do ano 924,00
Saldo final 924,00
Aumento de capital 0,00
Reserva Legal (46,00)
(Continua)
Atividade 1
86 Contabilidade Geral
Demonstração dos Lucros Acumulados da Empresa C (em R$) 20X0
Reserva Estatutária 0,00
Reserva Orçamentária (92,00)
Reservas p/ Contingências 0,00
Reservas de Lucros a Realizar 0,00
Dividendos (231,00)
Total (369,00)
Saldos = Reservas de Lucros em 31/12/20X0 555,00
Balanço Patrimonial da Empresa C (valores em R$)
ATIVO 20X0 PASSIVO 20X0
Caixa 600,00 Empréstimos 400,00
Aplicações financeiras 500,00 Fornecedores 676,00
Duplicatas a receber 800,00 Dividendos 231,00
Estoques 600,00 Passivo Circulante 1.307,00
Ativo Circulante 2.500,00
Financiamento a longo 
prazo
1.500,00
Passivo Não Circulante 1.500,00
Capital social 9.000,00
Reserva Legal 46,00
Imobilizado 9.000,00 Reserva Orçamentária 92,00
Intangível 1.000,00 Reserva de lucros 555,00
Ativo Não Circulante 10.000,00 Patrimônio Líquido 9.693,00
TOTAL 12.500,00 TOTAL 12.500,00
Durante o ano de 20X1, na empresa C:
1. O valor total de vendas foi de R$ 11.000,00 durante o ano.
2. O custo dos produtos vendidos foi de R$ 6.600,00.
3. O total de despesas operacionais foi de R$ 3.050,00, entre administrativas 
(R$ 550,00), comerciais (R$ 2.200,00) e financeiras (R$ 300,00).
4. O Imposto de Renda de 20X0 foi pago em 20X1.
5. O saldo a pagar de empréstimos aumentou em R$ 466,00.
6. O saldo a pagar a fornecedores aumentou R$ 274,00.
7. O saldo de financiamento a longo prazo reduziu em R$ 700,00.
8. Nos Ativos, o caixa aumentou para R$ 650,00.
9. As aplicações financeiras subiram para R$ 550,00.
10. As duplicatas a receber aumentaram em R$ 200,00.
11. Os estoques passaram para R$ 900,00.
12. Ocorreu um acréscimo no imobilizado de R$ 100,00.
13. O valor do intangível permaneceu o mesmo.
14. Não houve aumento de capital.
15. Do lucro líquido, a empresa provisionou 5% para reserva legal, 10% para reservas 
orçamentárias, e 25% para dividendos a pagar no ano seguinte.
16. A alíquota de imposto de renda é de 34%.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 87
A seguir, observe a DRE da Empresa D para o ano de 20X1, o Balanço Patrimonial da 
Empresa D, encerrado em 31/12/20X0, e as informações (todas em R$ mil) das ativida-
des do ano de 20X1. Prepare a DLA, a DMPL, e o Balanço Patrimonial em 31/12/20X1.
DRE da Empresa D (em R$ mil) 31/12/20X1
Receitas das vendas 1.400,00Custo dos produtos vendidos (800,00)
Lucro Bruto 600,00
Despesas Administrativas (100,00)
Despesas Comerciais (100,00)
Despesas Financeiras (40,00)
Lucro antes dos impostos 360,00
Impostos (100,00)
Lucro Líquido 260,00
Balanço Patrimonial da Empresa D (em R$ mil)
ATIVO 31/12/20X0 PASSIVO 31/12/20X0
Caixa 50,00 Fornecedores a pagar 150,00
Duplicatas a receber 100,00 Salários e Impostos a pagar 80,00
Estoques 110,00 Empréstimos de curto prazo 50,00
Ativo Circulante 260,00 Passivo Circulante 280,00
Financiamento a longo prazo 120,00
Passivo Não Circulante 150,00
Capital social 105,00
Investimentos a 
longo prazo
100,00 Reserva Legal 15,00
Imobilizado 210,00 Reserva Orçamentária 80,00
Intangível 130,00 Reserva de lucros 70,00
Ativo Não 
Circulante
440,00 Patrimônio Líquido 270,00
TOTAL 700,00 TOTAL 700,00
Durante o ano de 20X1, a empresa D:
1. Vendeu R$ 1.400,00, com um custo dos produtos vendidos de R$ 800,00.
2. Teve um total de despesas de R$ 240,00, entre administrativas (R$ 100,00), comerciais 
(R$ 100,00) e financeiras (R$ 40,00). O valor do imposto de renda foi de R$ 100,00.
3. Pagou em empréstimos de curto prazo R$ 60,00, em fornecedores R$ 195,00, e 
em salários e impostos R$ 130,00.
(Continua)
Atividade 2
88 Contabilidade Geral
4. Reduziu o financiamento a longo prazo para R$ 100,00.
5. Aumentou o saldo de caixa para R$ 100,00, as duplicatas a receber terminaram 
com um saldo de R$ 200,00, e os estoques passaram para R$ 180,00.
6. Manteve os investimentos a longo prazo, continuaram com o mesmo valor. 
No imobilizado ocorreu um acréscimo de R$ 80,00 e o valor do intangível 
permaneceu o mesmo.
7. Aumentou o capital com a incorporação das reservas legais do ano anterior.
8. Provisionou 5% do Lucro Líquido a título de Reserva Legal, 10% do Lucro Líquido 
a título de Reservas Orçamentárias e 25% do Lucro Líquido para Dividendos a 
pagar no ano seguinte.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste capítulo, observamos o que é a DMPL, que considera uma 
completa distribuição dos resultados, seja para os sócios por meio dos 
dividendos, ou para o futuro da empresa. Isso corre por meio de plane-
jamento e direcionamento da incorporação dos resultados acumulados, 
criando reservas para manutenção do capital, expansão dos investimen-
tos e contingências para eventuais resultados não esperados no futuro.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l6404consol.htm. Acesso em: 17 mar. 2020.
BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 28 dez. 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 17 mar. 2020.
IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Curso de Contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: 
Atlas, 2009.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 89
GABARITO
1. 
Demonstração de Resultados da Empresa C (em R$) 20X1
Receitas das vendas 11.000,00
Custo dos produtos vendidos (6.600,00)
Lucro bruto 4.400,00
Despesas Administrativas (550,00)
Despesas Comerciais (2.200,00)
Despesas Financeiras (300,00)
Lucro antes dos impostos 1.350,00
Impostos (459,00)
Lucro líquido 891,00
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (em R$) 20X1
Saldo inicial 555,00
Lucro do ano 891,00
Saldo final 1.446,00
Aumento de capital 0,00
Reserva Legal (44,55)
Reserva Estatutária 0,00
Reserva Orçamentária (89,10)
Reservas p/ Contingências 0,00
Reservas de Lucros a Realizar 0,00
Dividendos (222,75)
Total (356,40)
Saldos = Reservas de Lucros em 31/12/20X0 534,60
90 Contabilidade Geral
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Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 91
Balanço Patrimonial da Empresa C (em R$).
ATIVO 31/12/20X0 31/12/20X1 PASSIVO 31/12/20X0 31/12/20X1
Caixa 600,00 650,00 Empréstimos 400,00 866,00
Aplicações 
financeiras
500,00 550,00 Fornecedores 676,00 950,00
Duplicatas a 
receber
800,00 1.000,00 Dividendos 231,00 222,75
Estoques 600,00 900,00 Passivo Circulante 1.307,00 2.038,75
Ativo 
Circulante
2.500,00 3.100,00 Financiamento a longo prazo 1.500,00 800,00
Passivo Não 
Circulante
1.500,00 800,00
Capital social 9.000,00 9.000,00
Reserva Legal 46,00 90,55
Imobilizado 9.000,00 9.100,00
Reserva 
Orçamentária
92,00 181,10
Intangível 1.000,00 1.000,00
Reservas de 
lucros
555,00 1.089,60
Ativo Não 
Circulante
10.000,00 10.100,00
Patrimônio 
Líquido
9.693,00 10.361,25
TOTAL 12.500,00 13.200,00 TOTAL 12.500,00 13.200,00
2. 
DLA da Empresa D (em R$ mil) 20X1
Reserva de Lucros em 31/12/20X0 70,00
Lucro do ano 260,00
Saldo final 330,00
Aumento de capital 15,00
Reserva Legal - 13,00
Reserva Estatutária
Reserva Orçamentária - 26,00
Reservas p/ Contingências
Reservas de Lucros a Realizar
Dividendos - 65,00
Total - 104,00
Reservas de Lucros em 31/12/20X1 226,00
92 Contabilidade Geral
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Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL 93
Balanço Patrimonial da Empresa D (em R$ mil)
ATIVO 31/12/20X0 31/12/20X1 PASSIVO 31/12/20X0 31/12/20X1
Caixa 50,00 100,00
Fornecedores a 
pagar
150,00 195,00
Duplicatas a 
receber
100,00 200,00
Salários e 
Impostos a 
pagar
80,00 130,00
Estoques 110 180,00
Empréstimos de 
curto prazo
50,00 60,00
Ativo 
Circulante
260,00 480,00
Passivo 
Circulante
280,00 385,00
Financiamento 
de longo prazo
120,00 100,00
Passivo Não 
Circulante
150,00 150,00
Capital social 105,00 120,00
Investimentos 
de longo prazo
100,00 100,00 Reserva Legal 15,00 13,00
Imobilizado 210,00 290,00
Reserva 
Orçamentária
80,00 106,00
Intangível 130,00 130,00
Reserva de 
lucros
70,00 226,00Ativo Não 
Circulante
440,00 520,00
Patrimônio 
Líquido
270,00 465,00
TOTAL 700,00 1.000,00 TOTAL 700,00 1.000,00
94 Contabilidade Geral
5
Demonstração dos 
Fluxos de Caixa
As atividades de uma empresa geram resultados, que a cada 
período de apuração podem ser positivos ou negativos, depen-
dendo da diferença entre os ganhos e os gastos. Pelo princípio da 
realização, visto no segundo capítulo, as receitas (ganhos), os cus-
tos e as despesas (gastos) são registrados pelo regime de compe-
tência, isto é, pelo fato gerador de cada uma no período contábil, 
independentemente de seu recebimento ou pagamento. Por essa 
razão, surgiu a necessidade de um novo relatório para demonstrar 
os fluxos de recursos – os valores de entrada e saída na empresa 
durante o período – e propiciar uma melhor capacidade de gestão 
financeira da empresa.
5.1 Demonstração dos Fluxos de Caixa 
Vídeo Com ganhos superiores aos gastos incorridos no período, o regime 
revela lucro. No entanto, sem a seleção dos valores recebidos e pagos den-
tro do período, mesmo que parcialmente, não se pode afirmar se o lucro 
está ou não disponível, ou seja, em caixa. Além disso, a boa gestão de re-
cursos financeiros deve exigir o conhecimento dos recursos obtidos e seus 
destinos, sempre com o objetivo de preservar a liquidez da empresa, isto 
é, a capacidade de honrar seus compromissos. Assim, a Demonstração 
dos Fluxos de Caixa (DFC) vai contemplar todos os recursos financeiros, 
obtidos e utilizados pela empresa em determinado período.
Com a mudança da Lei n. 6.404/76 pela Lei n. 11.638/2007, todas as 
grandes empresas, inclusive as de capital aberto, passaram a ter como 
obrigação a preparação dessa nova demonstração. A Lei n. 11.638 con-
templou a substituição da Demonstração das Origens e Aplicações de 
Recursos (DOAR) com ênfase na variação do capital circulante líquido, 
Demonstração dos Fluxos de Caixa 95
diferença entre Ativo e Passivo Circulante, para destacar todos os itens 
que alteram o saldo de caixa da empresa em determinado período.
A DFC é um instrumento de controle dos recursos utilizados e apli-
cados na empresa, que permite ao gestor preparar um melhor pla-
nejamento financeiro, evitando tanto o excesso de recursos quanto 
a falta deles.
Cabe, agora, uma importante observação a respeito do significado 
de Fluxo de Caixa, em que são consideradas apenas as entradas e saí-
das de dinheiro. A DFC indica, além das entradas e saídas de dinheiro 
do caixa, todo o resultado do fluxo financeiro, ou seja, considera o fluxo 
de outros investimentos, de outros financiamentos e dividendos (IUDÍ-
CIBUS; MARION, 2009, p. 112). Na DFC, que é mais abrangente do que a 
DRE, são contemplados todos os fluxos financeiros gerados e aplicados, 
bem como separados em três divisões:
a. fluxo das atividades operacionais;
b. fluxo das atividades de investimentos;
c. fluxo das atividades de financiamentos.
A primeira divisão, denominada fluxo das atividades operacionais, 
deve compreender todos os recursos utilizados na geração do resul-
tado operacional dos negócios da empresa, como foi obtido esse re-
sultado e o que foi feito com ele. Por isso, devemos nos concentrar no 
lucro, nos investimentos e financiamentos exclusivamente dedicados à 
operação básica da empresa.
A segunda divisão, chamada fluxo das atividades de investimentos, 
deve compreender todos os recursos aplicados ou originados dos in-
vestimentos nos Ativos não operacionais, tais como aplicações ou redu-
ções nos investimentos a longo prazo – em outras empresas coligadas 
ou não –, nos investimentos em imobilizado, bem como no intangível. 
Trata-se de investimentos estruturais e não operacionais. A diferença 
pode ser exemplificada entre os estoques de produtos para revenda 
e uma máquina industrial: enquanto o estoque deve ser vendido para 
se obter resultado da atividade, se a máquina não produzir, não dará 
resultados à empresa.
A terceira divisão, fluxo das atividades de financiamentos, deve com-
preender todos os recursos originados ou reduzidos nos financiamen-
tos não operacionais, tais como aumentos ou reduções nas dívidas a 
96 Contabilidade Geral
longo prazo, no aumento ou na redução do capital social e nas distri-
buições de dividendos.
Exemplo
Vamos considerar o caso da empresa E, em que um dos sócios co-
locou como capital um imóvel no valor de R$ 5 mil em 01/01/20X0. Na 
mesma data, adquiriu produtos para revenda no valor de R$ 2 mil, para 
pagamento a prazo, com crédito dos fornecedores.
Tabela 1
Balanço Patrimonial da Empresa E (inicial, em R$)
ATIVO 01/01 PASSIVO 01/01
Estoques 2.000,00 Fornecedores 2.000,00
Imobilizado 5.000,00 Capital social 5.000,00
TOTAL 7.000,00 TOTAL 7.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Considere o seguinte histórico de ocorrências do período de 01/01 
até 31/01/20X0:
1. O sócio abriu a empresa E com um capital social de R$ 5 mil, 
sob a forma de um investimento imobilizado, com sua casa para 
utilizar como loja.
2. Tratando-se de uma empresa comercial, adquiriu produtos para 
revender no valor de R$ 2 mil, com crédito dos fornecedores.
3. Durante o primeiro mês de atividade, vendeu produtos no valor 
de R$ 1.500,00, com custo de R$ 1.000,00. Mostrou despesas 
operacionais de R$ 300,00, impostos de R$ 100,00, e realização 
de lucro no valor de R$ 100,00.
Perceba que, no Passivo, se manteve a dívida com os fornecedores 
(R$ 2 mil), além de acrescentar mais duas, uma referente às despesas 
operacionais (R$ 200,00), e outra aos impostos (R$ 100,00). Já no Ativo, o 
caixa passou a registrar R$ 900,00, mais R$ 1.000,00 em valores a rece-
ber, e a queda nos estoques de R$ 2 mil para R$ 500,00. Nesse simples 
exemplo, sem muita dificuldade, podemos perceber que parte da ven-
da foi à vista (R$ 1.000,00) e parte a prazo (R$ 1.000,00). Das despesas 
operacionais, apenas R$ 100,00 foram pagas no período, restando pagar 
R$ 200,00, além dos impostos no valor de R$ 100,00. O lucro contábil do 
Demonstração dos Fluxos de Caixa 97
período, portanto, vai fechar o Balanço Patrimonial em “Lucros Acumula-
dos” com o Patrimônio Líquido.
Observe nas Tabelas 2 e 3 os resultados e os Balanços Patrimoniais.
Tabela 2
Demonstração de Resultados do Exercício da Empresa E
DRE – Mês 01/20X0 R$
Receita de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.500,00)
Lucro Bruto 500,00
Despesas operacionais (300,00)
Lucro operacional 200,00
Impostos (100,00)
Lucro do período 100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 3
Balanços Patrimoniais (antes e após a atividade do mês 1)
Balanços Patrimoniais da Empresa E (em R$) Ano de 20X0
ATIVO 01/01 31/01 PASSIVO 01/01 31/01
Caixa 0 900,00 Fornecedores 2.000,00 2.000,00
Contas a receber 0 1.000,00
Despesas operacio-
nais
0 200,00
Estoques 2.000,00 500,00 Impostos 100,00
Ativo Circulante 2.000,00 2.400,00 Passivo Circulante 2.000,00 2.300,00
Outros investimentos 0 0 Capital social 5.000,00 5.000,00
Imobilizado 5.000,00 5.000,00 Lucros Acumulados 0 100,00
Ativo Não Circulan-
te
5.000,00 5.000,00 Patrimônio Líquido 5.000,00 5.100,00
TOTAL 7.000,00 7.400,00 TOTAL 7.000,00 7.400,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observe que o Lucro é de R$ 100,00, ainda que o caixa tenha 
registrado o valor de R$ 900,00, isso ocorre porque a DFC conside-
ra, além de todas as ocorrências de dinheiro (entradas e saídas), 
outros fluxos financeiros. Nesse primeiro exemplo, vamos mostrar 
um resumo dos fluxos de caixa e, na próxima seção, os modelos 
aprovados pelas normas contábeis.
Em todos os três fluxos, os 
valores podem ser positivos, se 
tiveram entrada, ou negativos, se 
ocorreram saídas. 
Atenção
98 Contabilidade Geral
Tabela 4
Demonstração dos Fluxos de Caixa da Empresa E
DFC (resumida em R$) Mês 1
Recebido de clientes 1.000,00
Pagamento a fornecedores 0
Pagamento de despesas operacionais (100,00)
Pagamento de impostos 0
Fluxo das atividades operacionais 900,00
Outros Investimentos em longo prazo 0
Imobilizado 0
Fluxo dos investimentos 0
Capital Social 0
Dividendos0
Fluxo dos financiamentos 0
VARIAÇÃO DE CAIXA 900,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observações:
1. No fluxo das atividades operacionais, a empresa recebeu R$ 1.000,00 
de seus clientes e pagou R$ 100,00 das despesas operacionais.
2. No fluxo dos investimentos, não houve alterações, tanto nos 
valores de outros investimentos quanto do imobilizado.
3. No fluxo dos financiamentos, não ocorreu alteração no capital 
social e distribuição de lucros (dividendos).
Com as vendas pagas à vista, o pagamento de R$ 1 mil aos fornece-
dores e de todas as despesas operacionais e impostos, o Balanço e a 
DFC da empresa E ficariam assim:
Tabela 5
Balanços Patrimoniais (antes e após a atividade do mês 1)
Balanços Patrimoniais da Empresa E (em R$) Ano de 20X0
ATIVO 01/01 31/01 PASSIVO 01/01 31/01
Caixa 0 600,00 Fornecedores 2.000,00 1.000,00
Estoques 2.000,00 500,00 Passivo Circulante 2.000,00 1.000,00
Ativo Circulante 2.000,00 1.100,00 Capital social 5.000,00 5.000,00
Imobilizado 5.000,00 5.000,00 Lucros Acumulados 0 100,00
(Continua)
Demonstração dos Fluxos de Caixa 99
Balanços Patrimoniais da Empresa E (em R$) Ano de 20X0
Ativo Não Circulante 5.000,00 5.000,00 Patrimônio Líquido 5.000,00 5.100,00
TOTAL 7.000,00 6.100,00 TOTAL 7.000,00 6.100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 6
Demonstração dos Fluxos de Caixa da empresa E
DFC (resumida em R$)* Mês 1
Recebido de clientes 2.000,00
Pagamento a fornecedores (1.000,00)
Pagamento de despesas operacionais (300,00)
Pagamento de impostos (100,00)
Fluxo das atividades operacionais 600,00
Outros investimentos de longo prazo 0
Imobilizado 0
Fluxo dos investimentos 0
Capital Social 0
Dividendos 0
Fluxo dos financiamentos 0
VARIAÇÃO DE CAIXA 600,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observações:
1. No fluxo das atividades operacionais, a empresa recebeu 
R$ 2 mil de seus clientes, pagou R$ 1 mil aos fornecedores, 
R$ 300,00 das despesas operacionais e R$100,00 dos impostos, 
sobrando R$ 600,00 a mais em caixa.
2. No fluxo dos investimentos, não houve alterações, tanto nos 
valores de outros investimentos quanto no de imobilizado.
3. No fluxo dos financiamentos, não ocorreu alteração no capital 
social ou na distribuição de lucros (dividendos).
Exemplo 2 (empresa F)
Vamos considerar o caso de uma empresa comercial denominada 
empresa F, em que seu proprietário colocou como capital R$ 10 mil em 
dinheiro, no dia 01/01/20X0. Na mesma data, adquiriu produtos para re-
venda no valor de R$ 1 mil, com crédito dos fornecedores, e alugou uma 
loja por R$ 500,00 mensais, a pagar no quinto dia útil do mês seguinte.
100 Contabilidade Geral
Tabela 7
Balanço Patrimonial da empresa F (inicial, em R$)
ATIVO 01/01 PASSIVO 01/01
Caixa 10.000,00 Fornecedores 1.000,00
Estoques 1.000,00 Capital social 10.000,00
TOTAL 11.000,00 TOTAL 11.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observe, a seguir, os registos das atividades da empresa F no perío-
do de 01/01 a 31/01/20X0.
1. O sócio abriu a empresa F com um capital social de R$ 10 mil, 
em dinheiro. Como empresa comercial, adquiriu produtos para 
revenda, no valor de R$ 1 mil, com crédito dos fornecedores.
2. Durante o primeiro mês de atividades, vendeu produtos no 
valor de R$ 2 mil, com custo de R$ 1 mil. Adquiriu equipamentos 
para a loja, no valor de R$ 3 mil, financiados a curto prazo, e 
teve despesas com aluguel de R$ 500,00. Os impostos a pagar 
somaram R$ 200,00 e o lucro foi de R$ 300,00.
Observe, no Passivo, a liquidação de dívida com os fornecedores 
e o aparecimento de mais três, uma referente ao aluguel (R$ 500,00), 
outra aos impostos (R$ 200,00) e o financiamento dos equipamentos 
(R$ 3 mil). Observe, também, no Ativo, o caixa de R$ 9 mil, agora com 
mais R$ 2 mil em valores a receber e a queda nos estoques de R$ 1 mil 
para zero. Nesse segundo exemplo, podemos perceber que a venda de 
R$ 2 mil foi a prazo. As despesas com o aluguel de R$ 500,00 não foram 
pagas, e tampouco os impostos no valor de R$ 200,00. Os equipamen-
tos para a loja, no valor de R$ 3 mil, foram financiados a curto prazo e 
o lucro contábil do período vai fechar o Balanço Patrimonial em Lucros 
Acumulados, com o Patrimônio Líquido.
A tabela, a seguir, mostra os resultados da empresa F, no início de 
suas atividades.
Tabela 8
Demonstração de Resultados do Exercício da Empresa F
DRE – Mês 01/20X0 R$
Receita de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00)
Lucro Bruto 1.000,00
(Continua)
Demonstração dos Fluxos de Caixa 101
DRE – Mês 01/20X0 R$
Despesas com aluguel (500,00)
Lucro operacional 500,00
Impostos (200,00)
Lucro do período 300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observe a alteração em seus Balanços Patrimoniais, após o tér-
mino do mês:
Tabela 9
Balanços Patrimoniais (antes e após a atividade do mês 1)
Balanços Patrimoniais da Empresa F (em R$) Ano de 20X0
ATIVO 01/01 31/01 PASSIVO 01/01 31/01
Caixa 10.000,00 9.000,00 Fornecedores 1.000,00 0
Contas a receber 0 2.000,00 Aluguel 0 500,00
Estoques 1.000,00 0 Impostos 0 200,00
xxxxxxxxx 0 0
Financiamento de 
equipamentos
3.000,00
Ativo Circulan-
te
11.000,00 11.000,00 Passivo Circulante 1.000,00 3.700,00
Outros investi-
mentos
0 0 Capital social 10.000,00 10.000,00
Imobilizado 0 3.000,00 Lucros Acumulados 0 300,00
Ativo Não Cir-
culante
0 3.000,00 Patrimônio Líquido 10.000,00 10.300,00
TOTAL 11.000,00 14.000,00 TOTAL 11.000,00 14.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ao observar a redução de caixa em R$ 1 mil, do início ao fim 
do período, a pergunta que se pode fazer é: por que o Lucro é de 
R$ 300,00, se o Caixa ficou com R$ 9 mil? Assim como no exemplo 
anterior, devemos nos lembrar de que a DFC considera todas as 
ocorrências de dinheiro (entradas e saídas), além de outros fluxos 
financeiros.
Tabela 10
Demonstração dos Fluxos de Caixa da Empresa F
DFC (resumida em R$)* Mês 1
Recebido de clientes 0
Pagamento a fornecedores (1.000,00)
(Continua)
102 Contabilidade Geral
DFC (resumida em R$)* Mês 1
Pagamento de despesas operacionais 0
Pagamento de impostos 0
Fluxo das atividades operacionais (1.000,00)
Outros Investimentos em longo prazo 0
Imobilizado (3.000,00)
Fluxo dos investimentos (3.000,00)
Capital Social 0
Financiamento de equipamentos 3.000,00
Dividendos 0
Fluxo dos financiamentos 3.000,00
VARIAÇÃO DE CAIXA (1.000,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observações:
1. No fluxo das atividades operacionais, a empresa pagou R$ 1 mil 
aos fornecedores.
2. No fluxo dos investimentos, adquiriu equipamentos para a loja 
no valor de R$ 3 mil, como imobilizado.
3. No fluxo dos financiamentos, financiou R$ 3 mil para os 
equipamentos adquiridos. Não ocorreu alteração no capital 
social, e não houve distribuição de lucros (dividendos).
Com algumas alterações no seu histórico, vamos verificar como fi-
cariam o nosso Balanço final e a DFC da empresa F. Suponhamos que 
parte das vendas foram recebidas, R$ 1 mil, e o restante ficou como 
saldo a receber no futuro. Os estoques foram repostos com R$ 2 mil 
em produtos para futura revenda, com crédito dos fornecedores, os 
equipamentos foram 100% financiados a longo prazo e as despesas 
com aluguel e impostos foram totalmente pagas. Observe como ficaria 
o Balanço Patrimonial da empresa F (Tabela 11) e a DFC (Tabela 12):
Tabela 11
Balanços Patrimoniais (antes e após a atividade do mês 1)
Balanços Patrimoniais da Empresa F (em R$) Ano de 20X0
ATIVO 01/01 31/01 PASSIVO 01/01 31/01
Caixa 10.000,00 10.300,00 Fornecedores 1.000,00 3.000,00
Duplicatas a receber 0 1.000,00 Aluguel 0 0
Estoques 1.000,00 2.000,00 Impostos 0 0
(Continua)
Demonstração dos Fluxos de Caixa 103
Balanços Patrimoniais da Empresa F (em R$) Ano de 20X0
Ativo Circulante 11.000,00 13.300,00 Passivo Circulante 1.000,00 3.000,00
xxxxxxxxx 0 0
Financiamento de 
equipamentos a 
longo prazo
0 3.000,00
xxxxxxxxx 0 0
Passivo Não Cir-
culante
0 3.000,00
Outros investimen-
tos
0 0 Capital social 10.000,00 10.000,00
Imobilizado 0 3.000,00 Lucros Acumulados 0 300,00
Ativo Não Circu-
lante
0 3.000,00Patrimônio Lí-
quido
10.000,00 10.300,00
TOTAL 11.000,00 16.300,00 TOTAL 11.000,00 16.300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 12
Nova Demonstração dos Fluxos de Caixa da empresa F
DFC (resumida em R$)* Mês 1
Recebido de clientes 1.000,00
Acréscimo nas vendas a prazo (1.000,00)
Pagamento de aluguel (500,00)
Pagamento de impostos (200,00)
Acréscimo nos estoques (1.000,00)
Acréscimo com fornecedores 2.000,00
Fluxo das atividades operacionais 300,00
Outros Investimentos em longo prazo 0
Imobilizado (3.000,00)
Fluxo dos investimentos (3.000,00)
Financiamento dos equipamentos 3.000,00
Capital Social 0
Dividendos 0
Fluxo dos financiamentos 3.000,00
VARIAÇÃO DE CAIXA 300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observações:
1. No fluxo das atividades operacionais, a empresa aumentou R$ 1 mil 
em estoque, usando o crédito de R$ 2 mil dos fornecedores, recebeu 
R$ 1 mil de seus clientes, financiou R$ 1 mil aos fornecedores, 
pagou R$ 500,00 de aluguel e R$ 200,00 de impostos.
104 Contabilidade Geral
2. No fluxo dos investimentos, registrou os equipamentos de R$ 3 mil.
3. No fluxo dos financiamentos, investiu R$ 3 mil para os 
equipamentos.
4. Desse modo, ocorreu um acréscimo no caixa, de 01/01 a 
31/01/20X0.
Assim, podemos observar que a DFC separa os recursos nos negó-
cios. O conjunto daqueles que compõem a atividade básica da empresa 
é denominado Fluxo das Atividades Operacionais; em seguida, temos os 
investimentos e os financiamentos.
Veja, no exemplo da empresa F, o acréscimo nos estoques e os valo-
res a receber de clientes como aumento nos investimentos operacionais. 
Os novos créditos com os fornecedores são considerados aumentos 
no financiamento das atividades operacionais. Já os investimentos em 
equipamentos não estão diretamente ligados às atividades, podemos 
considerá-los como investimentos estruturais. Isso porque suportam 
as atividades, mas não fornecem resultados por si sós aos negócios, 
podendo no futuro aumentar a eficiência da gestão, seja na fabricação 
(caso das indústrias), seja na administração (caso de todas empresas).
Caso os Ativos não sejam pagos à vista, constará também do 
fluxo dos financiamentos. A razão para tal separação é que deve-
mos considerar nos fluxos das atividades operacionais todos os re-
cursos associados com o cotidiano dos negócios. Em uma empresa 
comercial, aumentar os estoques possibilita ter mais atividade; 
receber crédito dos fornecedores permite a ela ter recursos para 
pagá-los após o recebimento da venda dos produtos. Dar prazo 
aos clientes é procurar atender às necessidades deles e, por conse-
quência, aumentar as vendas da empresa.
5.2 Estrutura e metodologias 
Vídeo As normas contábeis permitem às empresas com obrigações de 
preparar e publicar sua DFC, optar por um entre dois modelos, o direto 
e o indireto.
No Fluxo das Atividades Operacionais, o modelo direto consi-
dera os recursos que entraram e os que saíram do caixa. O modelo 
indireto também mostra os resultados das atividades que afetam 
o caixa. Contudo, é importante lembrar que as despesas com de-
preciação não afetam o caixa, pois são contabilizadas apenas para 
Demonstração dos Fluxos de Caixa 105
custear as operações, e não são desembolsadas. Além disso, o mo-
delo mostra as alterações nos Ativos e Passivos Circulantes consi-
derados nas atividades operacionais. Para os outros dois, o Fluxo 
dos Investimentos e o Fluxo dos Financiamentos, não há diferença 
entre os modelos.
Exemplo 1 (empresa E)
Voltando ao nosso primeiro exemplo, da empresa E, para com-
parar o uso dos dois modelos de fluxos de caixa, vamos visualizar 
ambos os modelos, direto e indireto, e observar as diferenças en-
tre eles, com o histórico do período de um mês e a DRE abaixo na 
Tabela 13 igual à Tabela 2:
Tabela 13
Demonstração de Resultados do Exercício da Empresa E
DRE – Mês 01/20X0 R$
Receita de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.500,00)
Lucro Bruto 500,00
Despesas operacionais (300,00)
Lucro operacional 200,00
Impostos (100,00)
Lucro do período 100,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ao terminar o mês, os seus Balanços Patrimoniais estão na Tabela 14, 
igual à Tabela 3:
Tabela 14
Balanços Patrimoniais (antes e após a atividade do mês 1)
Balanços Patrimoniais da Empresa E (em R$) Ano de 20X0
ATIVO 01/01 31/01 PASSIVO 01/01 31/01
Caixa 0 900,00 Fornecedores 2.000,00 2.000,00
Contas a receber 0 1.000,00 Despesas operacionais 0 200,00
Estoques 2.000,00 500,00 Impostos 100,00
Ativo Circulante 2.000,00 2.400,00 Passivo Circulante 2.000,00 2.300,00
Outros investimentos 0 0 Capital social 5.000,00 5.000,00
Imobilizado 5.000,00 5.000,00 Lucros Acumulados 0 100,00
Ativo Não Circulan-
te
5.000,00 5.000,00 Patrimônio Líquido 5.000,00 5.100,00
TOTAL 7.000,00 7.400,00 TOTAL 7.000,00 7.400,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
A DRE segue o regime de 
competência e, por esse método, 
não é um relatório considerado 
financeiro, ou seja, não mostra 
os valores de entrada e tam-
pouco os de saída de caixa para 
aquele período. Desse modo, 
devemos considerar a DRE 
como um relatório econômico, 
ou seja, de fluxo econômico, e 
não financeiro ou de caixa. E a 
despesa com depreciação é um 
caso típico de despesa que não 
afeta o caixa. 
Atenção
106 Contabilidade Geral
Comparativo entre os dois modelos da DFC, direto e indireto:
Tabela 15
Demonstração dos Fluxos de Caixa da Empresa E
DFC (em R$) – direto Mês 1 DFC (em R$) – indireto Mês 1
Recebido de clientes 1.000,00 Lucro 100,00
Pagamento a fornecedores 0 Variação em Contas a Receber (1.000,00)
Pagamento de despesas operacionais (100,00) Variação com Estoques 1.500,00
Pagamento de impostos 0 Variação com Fornecedores 0
xxxxxxxxx 0 Variação com despesas e impostos 300,00
Fluxo das atividades operacionais 900,00 Fluxo das atividades operacionais 900,00
Outros investimentos em longo prazo 0 Outros investimentos em longo prazo 0
Imobilizado 0 Imobilizado 0
Fluxo dos investimentos 0 Fluxo dos investimentos 0
Capital Social 0 Capital Social 0
Dividendos 0 Dividendos 0
Fluxo dos financiamentos 0 Fluxo dos financiamentos 0
VARIAÇÃO DE CAIXA 900,00 VARIAÇÃO DE CAIXA 900,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observações:
As diferenças se concentram apenas no Fluxo das Atividades Ope-
racionais. O modelo direto leva em conta os valores de entrada e saída 
de caixa. O indireto considera o resultado de R$ 100,00, adicionado aos 
R$ 300,00 de financiamentos operacionais com despesas e impostos, 
com a redução de R$ 1.500,00 nos investimentos em estoques, e dimi-
nuído de R$ 1 mil, no aumento dos investimentos em contas a receber 
de clientes, por vendas a prazo, gerando R$ 900,00 a mais em caixa. 
Isto é, R$ 100,00 + R$ 200,00 + R$ 100,00 + R$ 1.500,00 – R$ 1.000,00 = 
R$ 900,00. Observe que tanto o Fluxo dos Investimentos quanto o de 
Financiamentos são iguais nos dois modelos.
No modelo indireto, uma regra prática para a classificação dos va-
lores é pensar nos Ativos como investimentos, e nos Passivos como 
financiamentos. Para uma pessoa investir, sai recurso, e quando finan-
cia algo, recebe recurso. Nas empresas ocorre o mesmo. Na compra de 
um produto para revendê-lo, há um investimento, seja com dinheiro 
de seu caixa, seja com crédito do fornecedor. Logo, consideramos sinal 
negativo no fluxo dos Ativos operacionais pelo aumento de estoque. 
De outro lado, se a aquisição for com crédito do fornecedor, ocorre 
Demonstração dos Fluxos de Caixa 107
um aumento de financiamento, portanto, uma entrada de recurso pelo 
aumento do Passivo; logo, o sinal será positivo no fluxo dos Passivos 
operacionais. Na venda do produto à vista, há um aumento do caixa, e 
na venda a prazo, um acréscimo em contas a receber no Ativo; logo, o 
sinal será negativo no fluxo dos Ativos operacionais.
Nos exemplos citados, os estoques e as contas a receber são con-
siderados no fluxo das atividades operacionais. Isso porque sem pro-
dutos e sem conceder prazo para pagamento das vendas, os negócios 
seriam quase nulos, com exceçãodas vendas à vista, as quais resulta-
riam em um aumento direto no caixa. Por outro lado, para manter um 
certo nível de negócios, é usual contar com crédito dos fornecedores, 
além de outros gastos para manutenção das atividades, como salários, 
impostos, contas a pagar de telefonia, propaganda, aluguel etc.
Exemplo 2 (empresa F)
Vamos, novamente, visualizar ambos modelos, direto e indireto, ob-
servando as diferenças entre eles, mas, dessa vez, com a empresa F, 
usando o histórico no período de 01/01 a 31/01/20X0:
Tabela 16
Demonstração de Resultados do Exercício da Empresa F
DRE – Mês 01/20X0 R$
Receita de vendas 2.000,00
Custo dos produtos vendidos (1.000,00)
Lucro Bruto 1.000,00
Despesas com aluguel (500,00)
Lucro operacional 500,00
Impostos (200,00)
Lucro do período 300,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
A Tabela 17 representa os Balanços Patrimoniais ao fim do mês.
Tabela 17
Balanços Patrimoniais (antes e após a atividade do mês 1)
Balanços Patrimoniais da Empresa F (em R$) Ano de 20X0
ATIVO 01/01 31/01 PASSIVO 01/01 31/01
Caixa 10.000,00 9.000,00 Fornecedores 1.000,00 0
Contas a receber 0 2.000,00 Aluguel 0 500,00
Estoques 1.000,00 0 Impostos 0 200,00
A regra prática serve para o 
modelo indireto em toda DFC:
Acréscimo de Ativo e Decréscimo 
de Passivo = sinal negativo.
Decréscimo de Ativo e Acréscimo 
de Passivo = sinal positivo.
Atenção
(Continua)
108 Contabilidade Geral
Balanços Patrimoniais da Empresa F (em R$) Ano de 20X0
xxxxxxxxx 0 0
Financiamento de 
equipamentos
3.000,00
Ativo Circulante 11.000,00 11.000,00 Passivo Circulante 1.000,00 3.700,00
Outros investimen-
tos
0 0 Capital social 10.000,00 10.000,00
Imobilizado 0 3.000,00 Lucros Acumulados 0 300,00
Ativo Não Circu-
lante
0 3.000,00
Patrimônio Líqui-
do
10.000,00 10.300,00
TOTAL 11.000,00 14.000,00 TOTAL 11.000,00 14.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Comparativo entre os dois modelos da DFC, direto e indireto:
Tabela 18
Demonstração dos Fluxos de Caixa da Empresa F
DFC (em R$) – direto Mês 1 DFC (em R$) – indireto Mês 1
Recebido de clientes 0 Lucro 300,00,00
Pagamento a fornecedores (1.000,00) Variação em Contas a Receber (2.000,00)
Pagamento despesas opera-
cionais
0 Variação com Estoques 1.000,00
Pagamento de impostos 0 Variação com Fornecedores (1.000,00)
xxxxxxxxx 0
Variação com despesas e 
impostos
700,00
Fluxo das atividades opera-
cionais
(1.000,00)
Fluxo das atividades ope-
racionais
(1.000,00)
Outros investimentos em lon-
go prazo
0
Outros investimentos em 
longo prazo
0
Imobilizado (3.000,00) Imobilizado (3.000,00)
Fluxo dos investimentos (3.000,00) Fluxo dos investimentos (3.000,00)
Financiamento de equipamentos 3.000,00 Financiamento de equipamentos 3.000,00
Capital Social 0 Capital Social 0
Dividendos 0 Dividendos 0
Fluxo dos financiamentos 3.000,00 Fluxo dos financiamentos 3.000,00
VARIAÇÃO DE CAIXA (1.000,00) VARIAÇÃO DE CAIXA (1.000,00)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observações:
As diferenças se concentram apenas no Fluxo das Atividades Ope-
racionais. O modelo direto considera os valores de entrada e saída de 
caixa. O modelo indireto considera o resultado de R$ 300,00, adicio-
Demonstração dos Fluxos de Caixa 109
nado aos R$ 700,00 de financiamentos operacionais com despesas e 
impostos, adicionado da redução de R$ 1.000,00 nos investimentos 
em estoques, diminuído de R$ 2.000,00 no aumento dos investimen-
tos em contas a receber de clientes por vendas a prazo, diminuído de 
R$ 1.000,00 pelo pagamento a fornecedores, reduzindo R$ 1.000,00 
no caixa, ou seja, R$ 300,00 + R$ 700,00 + R$ 1.000,00 – R$ 2.000,00 
– R$ 1.000,00 = (R$ 1.000,00). Observe que, novamente, o Fluxo dos 
Investimentos e o de Financiamentos são iguais nos dois modelos.
A diferença ocorre apenas no Fluxo das atividades operacionais. 
No modelo direto, todos os recursos financeiros de entrada e saída são 
registrados no fluxo das atividades operacionais, enquanto no mode-
lo indireto, é necessário fazer uma reconciliação dos resultados, com 
as variações dos Ativos e passivos considerados operacionais. Ao se 
observar esse modelo indireto, podemos nos deparar com alguma difi-
culdade na interpretação das contas consideradas como operacionais.
Portanto, cabe ao analista conhecer muito bem o negócio principal 
da empresa, como nos exemplos acima e se lembrar da regra prática 
para a elaboração do modelo indireto. Ativos são investimentos e Passi-
vos são financiamentos, mas, se considerados das atividades básicas da 
empresa, devemos atualizar os valores do início ao término do período.
Quando Ativos operacionais crescem, ocorre mais investimento; logo, 
sai recurso no fluxo de caixa, e o inverso também acontece, quando Ati-
vos operacionais decrescem, ocorre um desinvestimento, entra recurso 
no fluxo de caixa. Do lado dos Passivos operacionais, quando crescem, 
há um aumento de obrigações; consequentemente, entra recurso no flu-
xo de caixa, e quando decrescem, sai recurso no fluxo de caixa.
Estudo de caso
Elaboração da DFC da empresa X
A empresa X foi aberta no início do ano 20X1, com integralização de 
capital social no valor de R$ 10 mil. Durante o primeiro ano de ativida-
des, comprou produtos para revenda com crédito dos fornecedores. 
Obteve empréstimos a curto e longo prazos e adquiriu equipamentos 
para a loja no valor de R$ 10 mil, pagando à vista. Os resultados do ano 
110 Contabilidade Geral
de 20X1 e os Balanços, iniciais e finais, são representados nas tabelas 
a seguir.
Tabela 19
Demonstração de Resultados da Empresa X para 20X1
DRE da Empresa X (em R$) 20X1
Receitas das vendas 25.000,00
Custo dos produtos vendidos (18.000,00)
Lucro bruto 7.000,00
Despesas administrativas (2.000,00)
Despesas comerciais (3.000,00)
Despesas financeiras (200,00)
Despesas com depreciação (1.000,00)
Lucro operacional 800,00
Impostos e Contribuições (300,00)
Lucro Líquido 500,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 20
Balanços Patrimoniais da Empresa X (em R$)
Balanço Patrimonial da Empresa X (em R$)
ATIVO 01/01/X1 31/12/X1 PASSIVO 01/01/X1 31/12/X1
Caixa 0 200,00 Fornecedores 0 2.000,00
Contas a receber 0 800,00 Despesas correntes 0 600,00
Estoques 0 3.000,00
Empréstimos em curto pra-
zo
0 500,00
Ativo Circulante 0 4.000,00 Passivo Circulante 0 3.100,00
xxxxxxxxx 0 0
Financiamentos em longo 
prazo
0 1.400,00
Outros investimentos 0 0 Passivo Não Circulante 0 1.400,00
Imobilizado 10.000,00 12.000,00 Capital Social 10.000,00 10.000,00
(Depreciação acumulada) 0 (1.000,00) Lucros Acumulados 0 500,00
Ativo Não Circulante 10.000,00 11.000,00 Patrimônio Líquido 10.000,00 10.500,00
TOTAL 10.000,00 15.000,00 TOTAL 10.000,00 15.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
A seguir, observe a DFC, modelos direto e indireto.
Demonstração dos Fluxos de Caixa 111
Tabela 21
Demonstração dos Fluxos de Caixa da Empresa X (em R$)
DFC - modelo direto 
(em R$) 20X1
DFC - modelo indireto 
(em R$) 20X1
Recebimento de clientes 24.200,00 Lucros 500,00
Pagamento a fornecedores (19.000,00)
Despesas que não afetam o 
caixa
1.000,00
Pagamento de despesas (4.600,00) Contas a receber (800,00)
Empréstimos em curto prazo 500,00 Estoques (3.000,00)
Pagamento de impostos (300,00) Fornecedores 2.000,00
xxxxxxxxx 0 Despesas correntes 600,00
xxxxxxxxx 0 Empréstimos em curto prazo 500,00
Fluxos das atividades ope-
racionais
800,00
Fluxos das atividades ope-
racionais
800,00
Outros investimentos 0 Outros investimentos 0
Imobilizado (2.000,00) Imobilizado (2.000,00)
Fluxo dos investimentos (2.000,00) Fluxo dos investimentos (2.000,00)
Financiamento de equipamen-
tos em longo prazo
1.400,00
Financiamento de equipamen-
tos em longo prazo
1.400,00
Capital Social 0 Capital Social 0
Dividendos 0 Dividendos 0
Fluxo dos financiamentos 1.400,00 Fluxo dos financiamentos 1.400,00
VARIAÇÃO DE CAIXA 200,00 VARIAÇÃO DE CAIXA 200,00
Observação: foi realizada a reposição das despesas com depre-
ciação no fluxo das atividades operacionais, uma vez que não repre-
sentam saída de caixa. Assim,caso todas as receitas sejam recebidas 
e todas as despesas desembolsáveis sejam pagas, o resultado em 
caixa será a soma do lucro e das despesas com depreciação.
112 Contabilidade Geral
Durante seu segundo ano de atividades, a Empresa X vendeu produtos no valor de 
R$ 30 mil, ao custo de R$ 21,6 mil; apresentou despesas administrativas de R$ 2,4 mil, 
despesas comerciais de R$ 3,6 mil e despesas financeiras de R$ 240,00. Após o cálculo do 
lucro operacional, seus impostos foram de R$ 360,00. Você deve calcular o lucro líquido.
Durante o ano de 20X2, adquiriu mais R$ 1 mil em imobilizado e R$ 900,00 em ou-
tros investimentos. Terminou o ano com R$ 1,2 mil a mais em contas a receber, R$ 1 mil 
a mais em estoques e R$ 100,00 a mais em caixa.
Houve um aumento de R$ 1 mil nos créditos com os fornecedores, R$ 300,00 a 
mais nas despesas correntes a pagar, R$ 100,00 a mais nos empréstimos a curto prazo 
e R$ 1 mil a mais nos financiamentos a longo prazo.
Os acionistas decidiram não distribuir dividendos.
Com base nas demonstrações já realizadas da Empresa X, prepare a nova DRE para 
o ano de 20X2, encerre o Balanço Patrimonial em 31/12/20X2 e elabore a DFC nos dois 
modelos, direto e indireto.
Atividade 1
A empresa Y, criada em 20X0, com capital de R$ 20 mil, iniciou suas atividades 
comerciais comprando produtos para revenda com o crédito de seus fornecedores. 
Financiou a longo prazo equipamentos adquiridos pelo valor de R$ 5 mil. A seguir, veja 
os resultados do ano de 20X0 e os balanços.
Tabela 22
Demonstração de Resultados da Empresa Y para 20X0
DRE da empresa Y (em R$) 20X0
Receitas das vendas 20.000,00
Custo dos produtos vendidos (14.000,00)
Lucro bruto 6.000,00
Despesas administrativas (2.000,00)
Despesas comerciais (2.500,00)
Despesas financeiras (100,00)
Despesas com depreciação (500,00)
Lucro operacional 900,00
Impostos e Contribuições (100,00)
Lucro Líquido 800,00
(Continua)
Atividade 2
Demonstração dos Fluxos de Caixa 113
Tabela 23
Balanços Patrimoniais da Empresa Y no ano de 20X0 (em R$)
ATIVO 01/01 31/12 PASSIVO 01/01 31/12
Caixa 20.000,00 15.500,00 Fornecedores 0 1.000,00
Contas a receber 0 3.000,00 Despesas correntes 0 200,00
Estoques 0 2.000,00
Empréstimos em curto 
prazo
0 0
Ativo Circulante 20.000,00 20.500,00 Passivo Circulante 0 1.200,00
Financiamentos em longo 
prazo
0 3.000,00
Outros investimentos 0 0 Passivo Não Circulante 0 3.000,00
Imobilizado 0 5.000,00 Capital Social 20.000,00 20.000,00
(Depreciação acumulada) 0 (500,00) Lucros Acumulados 0 800,00
Ativo Não Circulante 0 4.500,00 Patrimônio Líquido 20.000,00 20.800,00
TOTAL 20.000,00 25.000,00 TOTAL 20.000,00 25.000,00
Elabore a DFC nos modelos direto e indireto.
Ao término do segundo ano de atividades, a empresa Y apresentou os resultados e 
os balanços finais dos primeiros dois anos de suas atividades:
Tabela 24
Demonstração dos Resultados da Empresa Y
DRE da empresa X (em R$) 20X0 20X1
Receitas das vendas 20.000,00 28.000,00
Custo dos produtos vendidos (14.000,00) (19.000,00)
Lucro bruto 6.000,00 9.000,00
Despesas administrativas (2.000,00) (2.800,00)
Despesas comerciais (2.500,00) (3.100,00)
Despesas financeiras (100,00) (300,00)
Despesas com depreciação (500,00) (500,00)
Lucro operacional 900,00 2.300,00
Impostos e Contribuições (100,00) (300,00)
Lucro Líquido 800,00 2.000,00
(Continua)
Atividade 3
114 Contabilidade Geral
Tabela 25
Balanços Patrimoniais da Empresa Y (20X0 e 20X1 em R$)
ATIVO 31/12/20X0 31/12/20X1 PASSIVO 31/12/20X0 31/12/20X1
Caixa 15.500,00 14.500,00 Fornecedores 1.000,00 2.000,00
Contas a rece-
ber
3.000,00 4.500,00
Despesas cor-
rentes
200,00 500,00
Estoques 2.000,00 3.000,00
Impostos a 
pagar
0 200,00
Ativo Circu-
lante
20.500,00 22.000,00
Passivo Circu-
lante
1.200,00 2.700,00
Financiamentos 
em longo prazo
3.000,00 2.500,00
Outros inves-
timentos
0 0
Passivo Não 
Circulante
3.000,00 2.500,00
Imobilizado 5.000,00 7.000,00 Capital Social 20.000,00 20.000,00
Depreciação 
acumulada
(500,00) (1.000,00)
Lucros Acumu-
lados
800,00 2.800,00
Ativo Não 
Circulante
4.500,00 6.000,00
Patrimônio 
Líquido
20.800,00 22.800,00
TOTAL 25.000,00 28.000,00 TOTAL 25.000,00 28.000,00
Prepare a DFC nos modelos direto e indireto.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os modelos da demonstração dos fluxos de caixa, direto e indireto, 
apresentam os fluxos de origem e destino dos recursos utilizados pela 
empresa, seja para sua atividade básica, considerada como operacional, 
seja para outros investimentos, tais como sua estrutura, no caso dos 
equipamentos, construções, terrenos, veículos etc., seja para outros fi-
nanciamentos, tais como empréstimos bancários, aumento ou redução 
de capital social e distribuição de dividendos.
Devemos lembrar a importância dessa demonstração, obedecendo o 
regime de caixa, ao invés do regime de competência que regula outras de-
monstrações. A observação no dia a dia do gestor é da disponibilidade de 
dinheiro para suas atividades imediatas, incluindo previsões no curto pra-
zo de recursos disponíveis ou necessários para as despesas, pagamentos 
diversos ou mesmo aplicações. E, por essas razões, a expressão de fluxos 
de caixa inclui a expressão quase caixa, isto é, as aplicações financeiras de 
curto prazo, e em condições de liquidez imediata, também entram na con-
sideração para se avaliar as variações de “caixa”. Obedece, assim, o comitê 
de pronunciamentos contábeis (CPC) que tem como objetivo emitir pa-
Demonstração dos Fluxos de Caixa 115
receres viabilizando a convergência das práticas brasileiras aos padrões 
internacionais de contabilidade.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial de União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l6404consol.htm. Acesso em: 26 mar. 2020.
BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Diário Oficial de União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 28 dez. 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 26 dez. 2020.
IUDÍCIBUS, S; MARION, J. C. Curso de Contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: 
Atlas, 2009.
GABARITO 
1. 
DemonstraçõesDemonstrações dos Resultados da Empresa X.
DRE da empresa X (em R$) 20X1 20X2
Receitas das vendas 25.000,00 30.000,00
Custo dos produtos vendidos (18.000,00) (21.600,00)
Lucro bruto 7.000,00 8.400,00
Despesas administrativas (2.000,00) (2.400,00)
Despesas comerciais (3.000,00) (3.600,00)
Despesas financeiras (200,00) (240,00)
Despesas com depreciação (1.000,00) (1.200,00)
Lucro operacional 800,00 960,00
Impostos e Contribuições (300,00) (360,00)
Lucro Líquido 500,00 600,00
Balanços Patrimoniais da Empresa X (em R$)
ATIVO 31/12/20X1 31/12/20X2 PASSIVO 31/12/20X1 31/12/20X2
Caixa 200,00 300,00 Fornecedores 2.000,00 3.000,00
Contas a re-
ceber
800,00 2.000,00
Despesas cor-
rentes
600,00 900,00
Estoques 3.000,00 4.000,00
Empréstimos 
em curto prazo
500,00 600,00
Ativo Circu-
lante
4.000,00 6.300,00
Passivo Circu-
lante
3.100,00 4.500,00
xxxxxxxxx 0 0
Financiamentos 
em longo prazo
1.400,00 2.400,00
116 Contabilidade Geral
ATIVO 31/12/20X1 31/12/20X2 PASSIVO 31/12/20X1 31/12/20X2
Outros inves-
timentos
900,00
Passivo Não 
Circulante
1.400,00 2.400,00
Imobilizado 12.000,00 13.000,00 Capital Social 10.000,00 10.000,00
Depreciação 
acumulada
(1.000,00) (2.200,00)
Lucros Acumu-
lados
500,00 1.100,00
Ativo Não 
Circulante
11.000,00 11.700,00
Patrimônio 
Líquido
10.500,00 11.100,00
TOTAL 15.000,00 18.000,00 TOTAL 15.000,00 18.000,00
Demonstração dos Fluxos de Caixa da Empresa X (em R$)
DFC - modelo direto 
(em R$) 20X2
DFC - modelo indireto 
(em R$) 20X2
Recebimento de clientes 28.800,00 Lucros 600,00
Pagamento a fornecedo-
res
(21.600,00)
Despesas que não afe-
tam o caixa
1.200,00
Pagamento de despesas (5.940,00) Contas a receber (1.200)
Empréstimos cp + lp 100,00 Estoques (1.000,00)
Pagamento de impostos (360,00) Fornecedores 1.000,00
xxxxxxxxx0 Despesas correntes 300,00
xxxxxxxxx 0
Empréstimos de curto 
prazo
100,00
Fluxos das atividades 
operacionais
1.000,00
Fluxos das atividades 
operacionais
1.000,00
Outros investimentos (900,00) Outros investimentos (900,00)
Imobilizado (1.000,00) Imobilizado (1.000,00)
Fluxo dos investimen-
tos
(1.900,00)
Fluxo dos investimen-
tos
(1.900)
Financiamento em longo 
prazo
1.000,00
Financiamento em longo 
prazo
1.000,00
Capital Social 0 Capital Social 0
Dividendos 0 Dividendos 0
Fluxo dos financia-
mentos
1.000,00
Fluxo dos financia-
mentos
1.000,00
VARIAÇÃO DE CAIXA 100,00 VARIAÇÃO DE CAIXA 100,00
Demonstração dos Fluxos de Caixa 117
2. 
DFC - modelo direto (em 
R$) – Y 20X0
DFC - modelo indireto (em 
R$) – Y 20X0
Recebimento de clientes 17.000 Lucros 800,00
Pagamento a fornecedores (15.000,00)
Despesas que não afetam o 
caixa
500,00
Pagamento de despesas (4.400,00) Contas a receber (3.000,00)
Empréstimos em curto pra-
zo
Estoques (2.000,00)
Pagamento de impostos (100,00) Fornecedores 1.000,00
Despesas correntes 200,00
Empréstimos em curto prazo 0
Fluxos das atividades 
operacionais
(2.500,00)
Fluxos das atividades ope-
racionais
(2.500,00)
Outros investimentos Outros investimentos
Imobilizado (5.000,00) Imobilizado (5.000,00)
Fluxo dos investimentos (5.000,00) Fluxo dos investimentos (5.000,00)
Financiamento em longo 
prazo
3.000,00 Financiamento em longo prazo 3.000,00
Capital Social Capital Social
Dividendos Dividendos
Fluxo dos financiamen-
tos
3.000,00 Fluxo dos financiamentos 3.000,00
VARIAÇÃO DE CAIXA (4.500,00) VARIAÇÃO DE CAIXA (4.500,00)
3. 
DFC - modelo direto 
(em R$) 20X1
DFC - modelo indireto 
(em R$) 20X1
Recebimento de clientes 26.500,00 Lucros 2.000,00
Pagamento a fornecedo-
res
(19.000)
Despesas que não afetam 
o caixa
500,00
Pagamento de despesas (5.900,00) Contas a receber (1.500,00)
Pagamento de impostos (100,00) Estoques (1.000,00)
Fornecedores 1.000,00
Despesas correntes 300,00
Empréstimos em curto 
prazo
200,00
(Continua)
118 Contabilidade Geral
DFC - modelo direto 
(em R$) 20X1
DFC - modelo indireto 
(em R$) 20X1
Fluxos das atividades 
operacionais
1.500,00
Fluxos das atividades 
operacionais
1.500
Outros investimentos 0 Outros investimentos 0
Imobilizado (2.000,00) Imobilizado (2.000,00)
Fluxo dos investimen-
tos
(2.000,00)
Fluxo dos investimen-
tos
(2.000,00)
Financiamento em longo 
prazo
(500,00)
Financiamento em longo 
prazo
(500,00)
Capital Social Capital Social
Dividendos Dividendos
Fluxo dos financiamen-
tos
(500,00)
Fluxo dos financiamen-
tos
(500,00)
VARIAÇÃO DE CAIXA (1.000,00) VARIAÇÃO DE CAIXA (1.000,00)
Demonstração do Valor Adicionado 119
6
Demonstração do Valor Adicionado
Graças a fortes movimentos sociais, por volta da década de 
1960, tanto na Europa como nos Estados Unidos, surgiu uma de-
manda por informações da contribuição e do comprometimento 
das empresas com toda a sociedade, e não apenas dos proprie-
tários e gestores envolvidos diretamente com as suas atividades. 
Essa ideia culminou em uma nova demonstração denominada 
Balanço Social, em que o item mais conhecido é o Valor Adicionado, 
o qual tem como objetivo dar informações sobre a responsabili-
dade social, demonstrando ao público geral, como é distribuída a 
riqueza produzida pela empresa, seja a proprietários, empregados, 
municípios, estados etc. O Balanço Social compreende a atuação 
da empresa com o meio ambiente e a contribuição para com a 
sociedade em geral, e pode ser considerado uma das mais impor-
tantes demonstrações financeiras das empresas, apesar de ser 
divulgada para a população.
Nas últimas décadas, a ciência contábil desenvolveu estudos 
mostrando informações que ainda não eram divulgadas pelas 
empresas e hoje são conhecidas por Balanço Social. Certamente, 
com o tempo e uso apropriado, será utilizado como um dos mais 
importantes instrumentos de informações para a determinação 
de grande parte das políticas públicas, por meio de seus resulta-
dos e análises. Não há dúvidas de que a Contabilidade Social ou 
Nacional, que fornece informações para a gestão dos governos, dá 
origem aos estudos para a evolução do Balanço Social e, por con-
sequência, ao Valor Adicionado.
120 Contabilidade Geral
6.1 Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
Vídeo A Contabilidade Nacional, enquanto instrumento de medida de 
todas as atividades econômicas da nação, procura medir os agrega-
dos macroeconômicos, enquanto o Valor Adicionado está associado 
ao agregado microeconômico (MONTORO, 1994). Em outras palavras, 
mede o quanto da produção de uma riqueza está sendo distribuída 
a terceiros.
A elaboração e publicação da DVA é obrigatória para todas as em-
presas de capital aberto com negociação de suas ações em bolsa de 
valores (BRASIL, 2007). As informações podem ser obtidas no site do 
Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em que consta a seguinte 
afirmação: “A DVA – Demonstração do Valor Adicionado é obrigatória 
apenas para as companhias abertas, e para outras que a lei exigir” (CFC, 
2020, n.p.).
Devemos compreender a empresa como uma atividade situada 
entre produtor e consumidor, agregando, portanto, valor aos pro-
dutos e serviços desde a fabricação, transformação e o consumo fi-
nal. Mesmo não sendo obrigatória a DVA para pequenas e médias 
empresas, é possível tirar informações nas demonstrações de re-
sultados e balanços e, assim, elaborar esse novo relatório do Valor 
Adicionado, discriminando receitas, custos, despesas e lucro. Como 
riqueza gerada pela empresa, o Valor Adicionado compreende a re-
ceita bruta deduzida de todos os valores que reduzem os resultados 
oriundos de terceiros, como os materiais, produtos e serviços, mos-
trando a distribuição dessa diferença aos empregados, governos, 
financiadores externos e proprietários.
A DVA tem por objetivo fornecer informações da riqueza adiciona-
da pela empresa, isto é, cumprir com a responsabilidade social, de-
monstrando, ao público em geral, como tal riqueza foi distribuída a 
empregados, governos, financiadores externos de capital (capital de 
terceiros) e proprietários (capital próprio) da empresa.
O exemplo a seguir, embora não seja completo, pode ajudar a com-
preender as origens das informações que devem constituir a DVA.
O então ministro da fazenda, de 
1974 a 1979, Mário Henrique 
Simonsen, publicava, em 1975, 
o livro Macroeconomia, definin-
do o produto nacional: “a soma 
dos valores adicionados [...] em 
todas as etapas dos processos de 
produção do país” (SIMONSEN, 
1975, p. 83). 
Saiba mais
Demonstração do Valor Adicionado 121
Exemplo 1
Observe, na Tabela 1, a situação de três empresas de diferentes se-
tores, mas interligadas pelo fornecimento de produtos entre elas. Uma 
no setor primário, por concessão governamental (exploração de miné-
rio); outra no setor secundário (indústria de transformação), fabrican-
do produtos vendidos aos consumidores por meio de distribuidores; e 
a última no setor terciário (comércio), vendendo os produtos acabados 
para os consumidores.
Tabela 1
Resultados das empresas em R$
Demonstração de Resultados Mineradora Indústria Comércio
Receita de vendas 30.000,00 70.000,00 90.000,00
Custo dos insumos (matérias-primas) 0,00 30.000,00 70.000,00
Despesas com salários 10.000,00 20.000,00 8.000,00
Despesas com juros 6.000,00 9.000,00 6.000,00
Impostos 4.000,00 5.000,00 2.000,00
Resultado ou Lucro Líquido 10.000,00 6.000,00 4.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Podemos observar as passagens dos custos dos insumos do primei-
ro setor ao seguinte e deste ao último, e fazer a DVA por setor: pri-
mário (mineradora), secundário (indústria transformadora), e terciário 
(comércio prestador de serviços).
No exemplo anterior, a produção da mineradora foi vendida à in-
dústria pelo valor de R$ 30.000,00. Esse valor é recebido como custo 
dos insumos da indústria, para adicionar mais R$ 40.000,00 (entre des-
pesas com salários, juros, impostos e lucros) e vender por R$ 70.000,00 
ao comércio.Esse último, por sua vez, recebeu como custo os R$ 
70.000,00 mais R$ 20.000,00 (entre despesas com salários, juros, im-
postos e lucros), ao vender para o consumidor final por R$ 90.000,00.
A seguir, a Tabela 2 apresenta uma demonstração da distribuição 
desses valores à sociedade, aqui entendendo o termo sociedade como 
empregados, governos, instituições financeiras e proprietários.
122 Contabilidade Geral
Tabela 2
Valor Adicionado dos setores em R$
Demonstração do Valor Adicionado Mineradora Indústria Comércio
Receita de vendas 30.000,00 70.000,00 90.000,00
Insumos adquiridos 0,00 30.000,00 70.000,00
Valor Adicionado 30.000,00 40.000,00 20.000,00
1. Distribuição a pessoal 10.000,00 20.000,00 8.000,00
2. Distribuição a juros 6.000,00 9.000,00 6.000,00
3. Distribuição aos governos 4.000,00 5.000,00 2.000,00
4. Distribuição aos proprietários 10.000,00 6.000,00 4.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Com os dados da Tabela 2, podemos tirar várias informações, tais como:
a. Qual setor beneficia mais os empregados.
b. Como é feita a distribuição aos governos (impostos) por setor.
c. Qual o custo financeiro, ou juros, nesse processo.
d. Qual o benefício distribuído aos proprietários.
Tabela 3
Percentagem do Valor Adicionado distribuído à sociedade
Demonstração do Valor Adicionado Mineradora Indústria Comércio
Valor Adicionado 30.000,00 40.000,00 20.000,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 33% 50% 40%
2. % do Valor Adicionado a juros 20% 23% 30%
3. % do Valor Adicionado aos governos 13% 13% 10%
4. % do Valor Adicionado aos proprietários 33% 15% 20%
Fonte: Elaborada pelo autor.
Apesar de ser apenas um exemplo, e não necessariamente a reali-
dade atual, a contribuição do Valor Adicionado aos empregados é su-
perior na indústria, enquanto a contribuição aos proprietários é maior 
na mineradora. Nesse exemplo, o comércio contribui mais ao setor fi-
nanceiro do que a mineradora e indústria. Entretanto, de uma maneira 
geral, a riqueza distribuída aos empregados representa boa parte do 
Valor Adicionado tanto na indústria como no comércio.
Existem vários modelos para a elaboração da DVA (encontrados na 
literatura e na internet). Escolhemos um deles para ilustrar, a seguir, 
Demonstração do Valor Adicionado 123
simplificando e mostrando apenas os principais itens. Na prática, as 
empresas detalham mais a quem está sendo distribuído o Valor Adicio-
nado. Por exemplo, no caso dos governos (item 8.2, Tabela 4), a separa-
ção é entre as esferas federal, estadual e municipal. Algumas empresas 
ainda detalham o grupo de outros financiadores de recursos, separan-
do aluguéis de juros com as instituições financeiras, ou mesmo outros 
títulos de dívida. No caso da distribuição aos empregados, mostram de-
talhamentos da remuneração direta, dos benefícios, fundo de garantia 
e outros (Tabela 4).
Tabela 4
Modelo de DVA
Demonstração do Valor Adicionado em R$ mil 20X1 20X2
Descrição
1 – Receitas
2 – Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS e IPI)
3 – Valor Adicionado bruto (1-2)
4 – Retenções
5 – Valor Adicionado líquido produzido pela entidade (3-4)
6 – Valor Adicionado recebido em transferência
7 – Valor Adicionado total a distribuir (5+6)
8 – Distribuição do Valor Adicionado
8.1 – Pessoal e encargos
8.2 – Impostos, taxas e contribuições
8.3 – Juros e aluguéis
8.4 – Juros s/ capital próprio e dividendos
8.5 – Lucro / prejuízo do exercício
* O total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7.
Fonte: Adaptada de Portal de Contabilidade, 2020.
6.2 Interpretando a DVA
Vídeo Com o objetivo de ilustrar uma DVA, e saber como interpretá-la, 
observaremos os relatórios de empresas de capital aberto e, assim, 
apresentaremos as DVAs dos últimos dois anos da Alpargatas S.A., uma 
grande empresa produtora de calçados e produtos esportivos do país. 
Seu produto mais popular é a sandália Havaianas.
124 Contabilidade Geral
Nesse caso, vamos conhecer suas DVAs de 2018 e 2019, resumidas 
para fins didáticos.
Tabela 5
Demonstração do Valor Adicionado – Alpargatas S.A. – (2018 e 2019).
DVA Consolidado – Alpargatas S.A. 2019 2018
Receitas 4.306.547,00 3.946.633,00
Insumos Adquiridos de Terceiros –1.938.553,00 –1.794.943,00
Valor Adicionado Bruto 2.367.994,00 2.151.690,00
Retenções –159.253,00 – 97.224,00
Valor Adicionado Líquido Produzido 2.208.741,00 2.054.466,00
Valor Adicionado Recebido em Transferência 37.998,00 – 39.292,00
Valor Adicionado Total a Distribuir 2.246.739,00 2.015.174,00
Distribuição do Valor Adicionado 2.246.739,00 2.015.174,00
1. Pessoal 912.625,00 758.805,00
2. Impostos, Taxas e Contribuições 890.514,00 666.305,00
3. Remuneração de Capitais de Terceiros 184.265,00 266.023,00
4. Remuneração de Capitais Próprios 259.335,00 324.041,00
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Alpargatas, 2018 e Alpargatas, 2019.
Com os dados da Tabela 5, podemos elaborar uma outra tabela, 
composta apenas dos percentuais distribuídos dos valores adicionais 
nos dois últimos anos da empresa Alpargatas S.A.
Tabela 6
Valor e percentagem do Valor Adicionado da Alpargatas S.A. distribuído.
Distribuição do Valor Adicionado da Alpargatas 2019 2018
Valor Adicionado (R$) 2.246.739,00 2.015.174,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 40,6% 37,7%
2. % do Valor Adicionado a governos (impostos) 39,6% 33,1%
3. % do Valor Adicionado a juros (capitais de 3os) 8,2% 13,2%
4. % do Valor Adicionado aos sócios (capitais 
próprios)
11,5% 16,1%
Observações: praticamente 80% da distribuição do Valor Adicionado foi aos funcionários (item 1), e 
a governos (impostos e contribuições item 3), um aumento de 10% (70,8% em 2018 para 80,2% em 
2019). Enquanto ocorreu redução aos capitais de 3os (juros) e aos proprietários, de 29,3% para 19,7%.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Podemos observar, na Tabela 7, o crescimento e a redução de cada 
item, de 2018 para 2019, mesmo sem os detalhes do Valor Adicionado 
a cada grupo beneficiado pela distribuição.
Demonstração do Valor Adicionado 125
 
Tabela 7
Variações no Valor Adicionado da Alpargatas S.A.
Distribuição do Valor Adicionado 2019 % de variação 2018
Valor Adicionado (R$) 2.246.739,00 11,5% 2.015.174,00
1. Adicionado a pessoal 912.625,00 20,7% 758.805,00
2. Adicionado aos governos (impostos) 890.514,00 33,6% 666.305,00
3. Adicionado a juros (capitais de 3os) 184.265,00 (30,7%) 266.023,00
4. Adicionado aos proprietários 
(capital próprio)
259.335,00 (20%) 324.041,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
É interessante notarmos o acréscimo, nas somas das contribuições 
ao pessoal e aos governos, de 54,3% (20,7% + 33,6%), além de uma re-
dução de 50,7% (30,7% + 20%), na soma de juros e proprietários. Para 
sabermos se essas variações são importantes para a empresa e para 
a sociedade, deveríamos contextualizar estudando os relatórios da 
administração.
Para um novo exemplo, observaremos os relatórios financeiros da 
empresa Weg S.A., uma das maiores produtoras de motores elétricos 
no país, exportadora e com fábrica inclusive na China. Weg S.A. tem ca-
pital aberto, e suas DVAs dos anos de 2018 e 2019 nos mostrarão como 
foram distribuídos seus valores adicionados nesse período.
Tabela 8
DVA da Weg S.A. (principais itens e distribuição)
Demonstração do Valor Adicionado – WEG S.A. – (anos 2019 e 2018)
DVA – WEG – Consolidado (R$ mil) 2019 2018
Receitas 14.942.787,00 13.415.555,00
Insumos adquiridos de terceiros (8.222.395,00) (7.607.673,00)
Valor Adicionado Bruto 6.720.392,00 5.807.882,00
Retenções: depreciação, amortização e exaustão (396.783,00) (317.023,00)
Valor Adicionado líquido produzido pela entidade 6.323.609,00 5.490.859,00
Valor Adicionado recebido em transferência 927.817,00 881.103,00
Valor Adicionado total a distribuir 7.251.426,00 6.371.962,00
Distribuição do Valor Adicionado 7.251.426,00 6.371.962,00
1. Pessoal 3.173.416,00 2.639.287,00
2. Impostos, taxas e contribuições 1.476.632,00 1.454.946,00
Para obter mais detalhes, 
leia a página 11 do texto que 
trata da DVA da Alpargatas. 
Para isso, acesse o site, cliqueno ano de 2019, em seguida, 
em 4T19 e, por fim, selecione 
a opção Demonstrações Finan-
ceiras Completas, para fazer o 
download do texto.
Disponível em: https://ri.al-
pargatas.com.br/listresultados.
aspx?idCanal=wiumvO4IPwr-
Ra7r34jMcIw==. Acesso em: 5 
maio 2020.
Saiba mais
(Continua)
126 Contabilidade Geral
DVA – WEG – Consolidado (R$ mil) 2019 2018
3. Remuneração de capitais de terceiros 968.923,00 933.581,00
4. Remuneração de capitais próprios 1.632.455,00 1.344.148,00
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Weg, 2018 e Weg 2019.
Com os dados da Tabela 8, podemos elaborar uma outra tabela, 
composta apenas dos percentuais distribuídos dos valores adicionais 
nos dois últimos anos da empresa Weg S.A.
Tabela 9
Valor e percentagem do Valor Adicionado da Weg distribuído.
Distribuição do Valor Adicionado da Weg 2019 2018
Valor Adicionado (R$) 7.251.426,00 6.371.962,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 43,8% 41,4%
2. % do Valor Adicionado a governos (impostos) 20,4% 22,8%
3. % do Valor Adicionado a juros (capitais de 3os) 13,4% 14,7%
4. % do Valor Adicionado aos sócios (capitais próprios) 22,5% 21,1%
Fonte: Elaborada pelo autor.
Podemos perceber, na Tabela 9, que pouco mais de 40% do Valor 
Adicionado foi distribuído aos funcionários (item 1) e mais de 20%, aos 
sócios (item 4). Governos receberam aproximadamente 20% (item 2), 
enquanto ocorreu pequena redução aos capitais de 3os (item 3).
Na próxima tabela, foram calculados o percentual de variação do 
ano de 2018 para 2019.
Tabela 10
Variações no Valor Adicionado da Weg S.A.
Distribuição do Valor Adicionado 2019 2019/2018 2018
Valor Adicionado (R$) 7.251.426,00 13,8% 6.371.962,00
1. Adicionado a pessoal 3.173.416,00 20,2% 2.639.287,00
2. Adicionado aos governos (impostos) 1.476.632,00 1,5% 1.454.946,00
3. Adicionado a juros (capitais de 3os) 968.923,00 3,8% 933.581,00
4. Adicionado aos proprietários 
(capital próprio)
1.632.455,00 21,4% 1.344.148,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Para verificar o crescimento ou redução em cada item, poderíamos 
fazer a mesma análise com o primeiro quadro dos valores distribuídos 
a cada grupo, de 2018 para 2019, mesmo sem ter os detalhes do Valor 
Para obter mais detalhes, acesse 
o site da empresa, clique em 
Informações Financeiras, em 
seguida, Relatórios Anuais e, 
por fim, em Demonstrações 
Financeiras de 2019, para fazer o 
download da Demonstração do 
Valor Adicionado, na página 17. 
Saiba mais
Demonstração do Valor Adicionado 127
Adicionado em cada beneficiado pela distribuição. É interessante no-
tarmos o acréscimo na soma das contribuições ao pessoal e aos pro-
prietários, de 41,6% (20,2% + 21,4%), e um aumento pouco expressivo 
de 1,5% aos governos e de 3,8% às instituições financeiras.
A DVA apresenta a capacidade de geração e distribuição da rique-
za de uma entidade. O que a torna diferente da DRE, em que o lucro 
líquido, na última linha, é apenas a parte do valor adicionado aos pro-
prietários, ou aos sócios. A DVA, por sua vez, destaca, além da parte 
dos proprietários de capital na empresa, os outros patrocinadores da 
atividade, como empregados (que recebem salários e benefícios), insti-
tuições financeiras (que cobram juros) e os governos (que cobram im-
postos e contribuições).
Estudo de caso
Elaboração da Demonstração do Valor 
Adicionado da Comercial X
A Comercial X foi aberta em 01/01/20X1 com um capital social de R$ 
5.000,00 em dinheiro. Ao final do primeiro ano de atividades, apresen-
tou sua DRE e seu Balanço Patrimonial. Observe a DVA que prepara-
mos, de acordo com as informações fornecidas a seguir.
Dados para a DVA da Comercial X em 20X1
1. Compra de mercadorias no valor de R$ 20.000,00, com ICMS de 
18%. O valor do ICMS é de R$ 3.600,00, logo as compras líquidas 
somam R$ 16.400,00.
2. Receita da venda de produtos no valor de R$ 36.000,00, com ICMS 
de 18%, ou seja, R$ 6.480,00. Portanto as vendas líquidas foram 
de R$ 29.520,00.
3. Despesas administrativas e comerciais no valor de R$ 7.200,00, 
sendo R$ 1.100,00 em despesas gerais e R$ 6.100,00 em salários, 
incluindo R$ 1.220,00 de contribuição ao INSS.
4. A empresa tomou um empréstimo e pagou apenas os juros de R$ 
150,00, valor original do empréstimo para um novo vencimento.
5. Imposto de Renda e Contribuição Social à alíquota de 34% sobre 
o Lucro antes do IR e CSLL.
6. Como o ICMS das compras foi compensado com o ICMS das 
vendas, a contribuição é de R$ 2.880,00 (R$ 6.480,00 – R$ 3.600,00).
128 Contabilidade Geral
Tabela 11
Balanço Patrimonial da Comercial X
Balanço Patrimonial – Comercial X em 31/12 em R$
Ativos 20X0 20X1 Passivo e PL 20X0 20X1
Caixa 5.000,00 5.738,00 ICMS 250,00
Duplicatas a receber 5.000,00 IR e CSLL 180,00
Empréstimos com bancos 1.500,00
Ativo Circulante 5.000,00 10.738,00 Passivo Circulante 0,00 1.930,00
Passivo Não Circulante 0,00 0,00
Capital Social 5.000,00 5.000,00
Lucros Acumulados 3.808,00
Ativo Não Circulante 0,00 0,00 Patrimônio Líquido 5.000,00 8.808,00
TOTAL 5.000,00 10.738,00 TOTAL 5.000,00 10.738,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 12
DRE da Comercial X
DRE 20X1
Receita Bruta 36.000,00
ICMS sobre vendas (18%) (6.480,00)
Receita Líquida 29.520,00
Custo dos produtos vendidos (16.400,00)
Lucro Bruto 13.120,00
Despesas comerciais (4.320,00)
Despesas administrativas (2.880,00)
Despesas financeiras (150,00)
Lucro antes do IR e CSLL 5.770,00
IR e CSLL (1.962,00)
Lucro Líquido 3.808,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
Tabela 13
Demonstração do Valor Adicionado da Comercial X
Demonstração do Valor Adicionado de 20X1 (R$)
1 Receitas 36.000,00
Vendas de mercadorias, produtos e serviços 36.000,00
Provisão para devedores duvidosos ou reversão
Não operacionais
(Continua)
Demonstração do Valor Adicionado 129
2 Insumos adquiridos de terceiros (com impostos) 21.100,00
Matérias-primas consumidas
Custo dos produtos vendidos 20.000,00
Materiais, energia, serviços de terceiros 1.100,00
Perda ou recuperação de valores
3 Valor Adicionado Bruto 14.900,00
4 Retenções 0,00
Depreciação, amortização e exaustão
5 Valor adicionado líquido produzido pela entidade 14.900,00
6 Valor adicionado recebido em transferência 0,00
Equivalência Patrimonial
Receitas financeiras
7 Valor Adicionado total a distribuir 14.900,00
8 Distribuição do Valor Adicionado 14.900,00
Pessoal e encargos 4.880,00
Impostos, taxas e contribuições 6.062,00
Remuneração de capitais de terceiros (inclui aluguel) 150,00
Remuneração de capitais próprios 3.808,00
Fonte: Elaborada pelo autor.
A tabela a seguir mostra os percentuais da distribuição dos valores 
adicionados das duas empresas.
Tabela 14
Distribuição do Valor Adicionado da Comercial X comparado com o da empresa Mercantil
Comparação da Distribuição do Valor Adicionado Comercial Mercantil
Valor Adicionado (R$) 14.900,00 5.200,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 32,8% 48,1%
2. % do Valor Adicionado a governos (impostos) 40,7% 34,5%
3. % do Valor Adicionado a juros (capitais de 3os) 1,0% 1,9%
4. % do Valor Adicionado aos sócios (capitais 
próprios)
25,6% 15,5%
Fonte: Elaborada pelo autor.
A Tabela 14 mostra, no caso da Comercial, uma distribuição de 
32,8% do Valor Adicionado aos funcionários (item 1) e 25,6% aos só-
cios (item 4). Governos receberam 40,7% (item 2), e os capitais de 3os 
(item 3) apenas 1,0%. Se compararmos com o caso da Mercantil, os 
empregados desta têm maior participação nos resultados do Valor Adi-
cionado em relação aos proprietários.
Alguns indicadores 
são utilizados para 
informações e compa-
rações nos grupos de 
atividades setoriais, como 
produtividade, mão de 
obra, remuneração do 
capital, impostos entre 
outros. Como esse não é 
o propósito desta obra, 
indicamos, para maiores 
pesquisas, a leitura da 
obra Demonstração do Va-
lor Adicionado – o cálculo 
da riqueza criada pela 
empresa ao valor do PIB.
DE LUCA, M. M. M. et al. São Paulo: 
Atlas, 2009. 
Livro
130 Contabilidade Geral
Somando os percentuais de distribuição do Valor Adicionado, dos 
grupos1 e 4, teremos a seguinte tabela 15:
Tabela 15
Percentuais distribuídos a pessoal e sócios das duas empresas
Comparação da Distribuição do Valor Adicionado Comercial Mercantil
Total distribuído a pessoal e sócios 58,4% 63,6%
Nesse exemplo, supondo ser a Mercantil uma empresa familiar, em 
que todos os membros da família trabalham, enquanto a Comercial 
não possui empregados pertencentes à família do proprietário, a ob-
servação das diferenças no total do Valor Adicionado das duas mostra 
uma maior participação da família na distribuição do Valor Adicionado 
da empresa familiar.
Empresa Comercial
A empresa Mercadinho foi aberta em 31/12/20X0 com um capital social de 
R$ 10.000,00 em dinheiro. Ao final do primeiro ano de atividades, apresentou sua 
DRE e seu Balanço Patrimonial.
Com esses dados e as informações internas de sua operação, descritas a seguir, 
prepare a DVA e elabore uma nova tabela com os percentuais da distribuição do Va-
lor Adicionado para empregados, governos, financiadores externos e proprietários.
Dados para a DVA da Mercadinho em 20X1
1. Compra de mercadorias no valor de R$ 14.000,00, com ICMS de 18%. O valor do 
ICMS é de R$ 2.520,00, logo as compras líquidas somam R$ 11.480,00.
2. Receita da venda de produtos no valor de R$ 20.000,00, com ICMS de 18%, ou 
seja, R$ 3.600,00. Logo as vendas líquidas foram de R$ 16.400,00.
3. Despesas administrativas e comerciais no valor de R$ 3.600,00, sendo R$ 800,00 
com despesas gerais e R$ 2.800,00 em salários, incluindo R$ 300,00 de INSS.
(Continua)
Atividade 1
Demonstração do Valor Adicionado 131
4. A empresa tomou um empréstimo e pagou apenas os juros de R$ 100,00, 
renovando o valor original do empréstimo para um novo vencimento.
5. Imposto de Renda e Contribuição Social à alíquota de 34% sobre o Lucro antes 
do IR e CSLL. Observação: o ICMS das compras é compensado com o ICMS 
das vendas, logo, a diferença entre R$ 3.600,00 e R$ 2.520,00 será devida.
Balanço Patrimonial da empresa Mercadinho
Balanço Patrimonial – Mercadinho em 31/12 em R$
Ativos 20X0 20X1 Passivo e PL 20X0 20X1
Caixa 10.000,00 9.850,00 ICMS 10,00
Duplicatas a receber 2.000,00 IR e CSLL 35,00
Empréstimos com bancos 1.000,00
Ativo Circulante 10.000,00 11.850,00 Passivo Circulante 0,00 1.045,00
Financiamento Longo Prazo
Passivo Não Circulante 0,00 0,00
Capital Social 10.000,00 10.000,00
Lucros Acumulados 805,00
Ativo Não 
Circulante
0,00 0,00 Patrimônio Líquido 10.000,00 10.805,00
TOTAL 10.000,00 11.850,00 TOTAL 10.000,00 11.850,00
DRE da empresa Mercadinho
DRE 20X1
Receita Bruta 20.000,00
ICMS sobre vendas (18%) (3.600,00)
Receita Líquida 16.400,00
Custo dos produtos vendidos (11.480,00)
Lucro Bruto 4.920,00
Despesas comerciais (2.000,00)
Despesas administrativas (1.600,00)
Despesas financeiras (100,00)
Lucro antes do IR e CSLL 1.220,00
IR e CSLL (415,00)
Lucro Líquido 805,00
132 Contabilidade Geral
Prestação de Serviços
A empresa de Consultoria Z foi aberta em 31/12/20X0 com um capital social de 
R$ 10.000,00, R$ 5.000,00 em dinheiro e R$ 5.000,00 em equipamentos. Ao final do pri-
meiro ano de atividades, apresentou sua DRE e seu Balanço Patrimonial. Com esses 
dados e as informações internas de sua operação, descritas a seguir, prepare a DVA e 
elabore uma nova tabela com os percentuais da distribuição do Valor Adicionado para 
empregados, governos, financiadores externos e proprietários.
Dados para a DVA da Consultoria Z em 20X1
1. Receitas dos serviços no valor de R$ 80.000,00, gerando Imposto sobre Serviços 
(ISS) de 5% sobre o faturamento.
2. Despesas de serviços especializados no valor de R$ 28.000,00, incluindo o INSS 
de R$ 5.600,00.
3. Despesas administrativas com água, energia e materiais de escritório no valor 
de R$ 10.000,00, e de aluguel do escritório no valor de R$ 12.000,00.
4. Despesas com depreciação do equipamento no valor de R$ 500,00.
5. Imposto de Renda e Contribuição Social à alíquota de 25%.
Balanço Patrimonial de Consultoria Z
Balanço Patrimonial - Empresa de Consultoria Z em 31/12 em R$
Ativos 20X0 20X1 Passivo e PL 20X0 20X1
Caixa 5.000,00 17.490,00 ISS 333,00
Contas a receber 8.000,00 IR e CSLL 531,00
Ativo Circulante 5.000,00 25.490,00 Passivo Circulante 0,00 865,00
Equipamentos 5.000,00 5.000,00 Passivo Não Circulante 0,00 0,00
(Depreciação 
acumulada)
(500,00) Capital Social 10.000,00 10.000,00
Lucros Acumulados 19.125,00
Ativo Não Circulante 5.000,00 4.500,00 Patrimônio Líquido 10.000,00 29.125,00
TOTAL 10.000,00 29.990,00 TOTAL 10.000,00 29.990,00
DRE da Consultoria Z
DRE 20X1
Receita Bruta 80.000,00
ISS sobre vendas (4.000,00)
Receita Líquida 76.000,00
(Continua)
Atividade 2
Demonstração do Valor Adicionado 133
Despesas com especialistas (28.000,00)
Despesas administrativas (10.000,00)
Despesas com aluguel (12.000,00)
Despesas com depreciação (500,00)
Lucro antes do IR e CSLL 25.500,00
IR e CSLL (25%) (6.375,00)
Lucro Líquido 19.125,00
Indústria
A empresa Industrial T foi aberta em 31/12/20X0, com capital de R$ 30.000,00, R$ 
10.000,00 em dinheiro e R$ 20.000,00 em máquinas. Veja a DRE, o Balanço Patrimo-
nial, bem como as informações a seguir para preparar a DVA, e elabore uma nova 
tabela com os percentuais da distribuição do valor adicionado para empregados, go-
vernos, financiadores externos e proprietários.
Dados para a DVA da Industrial T em 20X1
1. O faturamento total foi de R$ 110.000,00, incluindo R$ 10.000,00 de IPI (Imposto 
sobre o Produto Industrializado). Sobre a receita bruta de R$ 100.000,00 incidiu 
18% de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no valor de 
R$ 18.000,00, gerando uma Receita Líquida de R$ 82.000. A empresa vendeu 
todos os produtos fabricados.
2. Custo dos produtos fabricados no valor total de R$ 50.024,00 inclui R$ 35.000,00 
de mão de obra direta, R$ 12.524,00 de matérias-primas e R$ 2.500,00 de 
materiais.
3. Despesas administrativas de R$ 8.000,00, sendo R$ 6.000,00 em salários e 
R$ 2.000,00 de INSS.
4. Despesas comerciais de R$ 16.000,00, sendo R$ 12.000,00 em salários e 
R$ 4.000,00 de INSS. A empresa ainda teve R$ 4.000,00 em despesas com aluguel.
5. Imposto de Renda e Contribuição Social à alíquota de 34%.
6. As compras de matérias-primas somaram R$ 16.800,00, incluindo o IPI de 10% 
(R$ 1.527,00). O ICMS, de 18%, sobre as compras líquidas de matérias-primas 
somaram R$ 2.749,00.
7. As compras de materiais da produção somaram R$ 3.354,00, incluindo o IPI de 
10% (R$ 305,00). O ICMS, de 18% sobre as compras líquidas somaram R$ 549,00.
8. O INSS, no valor total de R$ 10.600,00, foi calculado em 20% sobre os salários 
da mão de obra direta, dos salários da administração e do departamento 
comercial. Além desses encargos, a empresa deve pagar a diferenças de IPI e 
ICMS entre compras e vendas.
(Continua)
Atividade 3
134 Contabilidade Geral
Balanço Patrimonial da Industrial T
Balanço Patrimonial - Industrial T em 31/12 em R$
Ativos 20X0 20X1 Passivo e PL 20X0 20X1
Caixa 10.000,00 11.564,00 IR e CSLL 300,00
Contas a receber 8.500,00 IPI e ICMS 2.500,00
Ativo Circulante 10.000,00 20.064,00 Passivo Circulante 0,00 2.800,00
Máquinas 20.000,00 20.000,00 Capital Social 30.000,00 30.000,00
(Depreciação acumulada) (2.000,00) Lucros Acumulados 5.264,00
Ativo Não Circulante 20.000,00 18.000,00 Patrimônio Líquido 30.000,00 35.264,00
TOTAL 30.000,00 38.064,00 TOTAL 30.000,00 38.064,00
DRE da Industrial T
DRE 20X1
Faturamento bruto 110.000,00
(IPI 10% da Receita bruta) (10.000,00)
Receita Bruta 100.000,00
ICMS (18.000,00)
Receita Líquida 82.000,00
Custo dos produtos vendidos (50.024,00)
Lucro Bruto 31.976,00
Despesas administrativas (8.000,00)
Despesas comerciais (12.000,00)
Despesas com aluguel (4.000,00)
Lucro antes do IR e CSLL 7.976,00
IR e CSLL (2.712,00)
Lucro Líquido 5.264,00
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A importância da DVA ainda não foi amplamente compreendida em nos-
so país. Caso fosse feita por todas as empresas, serviria para a formação 
da produção nacional, ou o ProdutoInterno Bruto (PIB). Nesse sentido, o 
Brasil evidencia ainda um certo hiato de informações estatísticas da riqueza 
nacional, regional e setorial. Enquanto durar essa essa incompreensão da 
importância da DVA, estaremos sempre aguardando o censo a ser realiza-
do pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para termos as 
estimativas da produção ou riqueza produzida em nosso país.
Demonstração do Valor Adicionado 135
Mesmo com poucas informações, a utilização do Valor Adicionado 
pode servir de instrumento de análise para aprimoramento de políticas 
públicas, da mesma forma que as tradicionais análises de balanços e re-
sultados das empresas, por meio de indicadores financeiros, são úteis 
para a tomada de decisões internas, como para comparações entre con-
correntes e evolução ao longo do tempo.
REFERÊNCIAS
ALPARGATA. 2018. Divulgação de resultados. Disponível em: https://ri.alpargatas.com.br/
listresultados.aspx?idCanal=wiumvO4IPwrRa7r34jMcIw==. Acesso em: 5 maio 2020.
ALPARGATA. 2019. Divulgação de resultados. Disponível em: https://ri.alpargatas.com.br/
listresultados.aspx?idCanal=wiumvO4IPwrRa7r34jMcIw==. Acesso em: 5 maio 2020.
BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 09 jan., 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 5 maio 2020.
MONTORO FILHO, A. F. Contabilidade Social: uma introdução à macroeconomia. 2. ed. São 
Paulo: Atlas, 1994.
SIMONSEN, M. H. Macroeconomia. Rio de Janeiro: Apec, 1975.
WEG. Relações com investidores. 2018. Resultados do 1T20. Disponível em: https://ri.weg.
net/. Acesso em: 5 maio 2020
WEG. Relações com investidores. 2019. Resultados do 1T20. Disponível em: https://ri.weg.
net/. Acesso em: 5 maio 2020.
GABARITO
1. 
Demonstração do Valor Adicionado da Mercadinho
Demonstração do Valor Adicionado de 20X1 (R$)
1 Receitas 20.000,00
Vendas de mercadorias, produtos e serviços 20.000,00
Provisão para devedores duvidosos ou reversão
Não operacionais
2 Insumos adquiridos de terceiros (com impostos) 14.800,00
Matérias-primas consumidas
Custo dos produtos vendidos 14.000,00
Materiais, energia, serviços de terceiros 800,00
Perda ou recuperação de valores
3 Valor Adicionado Bruto 5.200,00
4 Retenções 0,00
Depreciação, amortização e exaustão
(Continua)
136 Contabilidade Geral
5 Valor Adicionado líquido produzido pela entidade 5.200,00
6 Valor Adicionado recebido em transferência 0,00
Equivalência Patrimonial
Receitas financeiras
7 Valor Adicionado total a distribuir 5.200,00
8 Distribuição do Valor Adicionado 5.200,00
Pessoal e encargos 2.500,00
Impostos, taxas e contribuições 1.795,00
Remuneração de capitais de terceiros (inclui aluguel) 100,00
Remuneração de capitais próprios 805,00
Observações: a tabela a seguir mostra uma distribuição de 48,1% do Valor Adicionado 
aos funcionários (item 1) e 34,5% aos governos (item 2). Os proprietários ficaram com 
15,5% (item 4), e aos capitais de 3os apenas 1,9% (item 3). É interessante observarmos 
as próximas demonstrações e contextualizar com a situação econômica geral e do se-
tor de atividades, comparando com empresas diretamente concorrentes e similares, 
para melhor referência.
Percentagens do Valor Adicionado da Mercadinho distribuído
Distribuição do Valor Adicionado da Mercadinho 20X1
Valor Adicionado (R$) 5.200,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 48,1%
2. % do Valor Adicionado a governos (impostos) 34,5%
3. % do Valor Adicionado a juros (capitais de 3os) 1,9%
4. % do Valor Adicionado aos sócios (capitais próprios) 15,5%
2. 
Demonstração do Valor Adicionado da Consultoria Z
Demonstração do Valor Adicionado de 20X1 (R$)
1 Receitas 80.000,00
Vendas de mercadorias, produtos e serviços 80.000,00
Provisão para devedores duvidosos ou reversão
Não operacionais
2 Insumos adquiridos de terceiros (com impostos) 10.000,00
Matérias-primas consumidas
Custo dos serviços prestados
Materiais, energia, serviços de terceiros 10.000,00
Perda ou recuperação de valores
3 Valor Adicionado Bruto 70.000,00
4 Retenções 500,00
Depreciação, amortização e exaustão 500,00
(Continua)
Demonstração do Valor Adicionado 137
5 Valor Adicionado líquido produzido pela entidade 69.500,00
6 Valor Adicionado recebido em transferência 0,00
Equivalência Patrimonial
Receitas financeiras
7 Valor Adicionado total a distribuir 69.500,00
8 Distribuição do Valor Adicionado 69.500,00
Pessoal e encargos 22.400,00
Impostos, taxas e contribuições 15.975,00
Remuneração de capitais de terceiros (inclui aluguel) 12.000,00
Remuneração de capitais próprios 19.125,00
Observações: a tabela a seguir mostra uma distribuição de 32,2% do Valor Adicio-
nado ao prestador de serviços especializado (item 1) e 27,5% aos sócios (item 4). Go-
vernos receberam 23% (item 2), e os capitais de 3os (item 3) 17,3%. Nesse caso, se o 
prestador de serviços fosse o proprietário, o Valor Adicionado a ele seria de 59,7% 
(32,2% + 27,5%). É bom observar a continuidade dessa atividade.
Percentagens do Valor Adicionado da Consultoria Z distribuído.
Distribuição do Valor Adicionado da Consultoria Z 20X1
Valor Adicionado (R$) 69.500,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 32,2%
2. % do Valor Adicionado a governos (impostos) 23,0%
3. % do Valor Adicionado a juros (capitais de 3os) 17,3%
4. % do Valor Adicionado aos sócios (capitais próprios) 27,5%
3. 
Demonstração do Valor Adicionado da Industrial T
Demonstração do Valor Adicionado de 20X1 (R$)
1 Receitas 110.000,00
Vendas de mercadorias, produtos e serviços 110.000,00
Provisão para devedores duvidosos ou reversão
Não operacionais
2 Insumos adquiridos de terceiros (com impostos) 20.154,00
Matérias-primas consumidas 16.800,00
Custo dos serviços prestados
Materiais, energia, serviços de terceiros 3.354,00
Perda ou recuperação de valores
3 Valor Adicionado Bruto 89.846,00
4 Retenções 2.000,00
Depreciação, amortização e exaustão 2.000,00
5 Valor Adicionado líquido produzido pela entidade 87.846,00
(Continua)
138 Contabilidade Geral
6 Valor Adicionado recebido em transferência 0,00
Equivalência Patrimonial
Receitas financeiras
7 Valor Adicionado total a distribuir 87.846,00
8 Distribuição do Valor Adicionado 87.846,00
Pessoal e encargos 42.400,00
Impostos, taxas e contribuições 36.182,00
Remuneração de capitais de terceiros (inclui aluguel) 4.000,00
Remuneração de capitais próprios 5.264,00
Observações: a tabela a seguir mostra uma distribuição de 48,3% do Valor Adicionado 
aos funcionários (item 1) e apenas 6% aos sócios (item 4). Governos receberam 41,2% 
(item 2), e os capitais de 3os (item 3) 4,6%. É importante continuarmos a observação 
nos próximos exercícios para uma constatação dessa distribuição.
Percentagens do Valor Adicionado da Industrial T distribuído.
Distribuição do Valor Adicionado da Industrial T 20X1
Valor Adicionado (R$) 87.846,00
1. % do Valor Adicionado a pessoal 48,3%
2. % do Valor Adicionado a governos (impostos) 41,2%
3. % do Valor Adicionado a juros (capitais de 3os) 4,6%
4. % do Valor Adicionado aos sócios (capitais próprios) 6,0%
Ruy Lopes Cardoso
CONTABILIDADE
GERAL
C
O
N
TA
B
ILID
A
D
E
 G
E
R
A
L
R
u
y Lopes C
ardoso
Código Logístico
59012
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6553-0
9 7 8 8 5 3 8 7 6 5 5 3 0

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