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Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Rua Dona Brígida, 701, Vila Mariana – 04111-081 – São Paulo – SP Tel.: (11) 5080-0770 / (21) 3543-0770 – Fax: (11) 5080-0714 metodo@grupogen.com.br | www.editorametodo.com.br O titular cuja obra seja fraudulentamente reproduzida, divulgada ou de qualquer forma utilizada poderá requerer a apreensão dos exemplares reproduzidos ou a suspensão da divulgação, sem prejuízo da indenização cabível (art. 102 da Lei n. 9.610, de 19.02.1998). Quem vender, expuser à venda, ocultar, adquirir, distribuir, tiver em depósito ou utilizar obra ou fonograma reproduzidos com fraude, com a finalidade de vender, obter ganho, vantagem, proveito, lucro direto ou indireto, para si ou para outrem, será solidariamente responsável com o contrafator, nos termos dos artigos precedentes, respondendo como contrafatores o importador e o distribuidor em caso de reprodução no exterior (art. 104 da Lei n. 9.610/98). mailto:metodo@grupogen.com.br http://www.editorametodo.com.br ■ ■ Capa: Danilo Oliveira Produção digital: Geethik CIP – Brasil. Catalogação na fonte. Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ. http://www.geethik.com L53m Lehfeld, Lucas de Souza Monografia jurídica: guia prático para elaboração do trabalho científico e orientação metodológica / Lucas de Souza Lehfeld, Paulo Eduardo Lépore, Olavo Augusto Vianna Alves Ferreira. 2. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015. Anexos Inclui bibliografia ISBN 978-85-309-6529-7 1. Pesquisa jurídica – Metodologia. 2. Direito – Metodologia. 3. Redação forense. 4. Redação forense. I. Lépore, Paulo Eduardo. II. Ferreira, Olavo A. Vianna Alves. III. Título. 10-6278. CDD: 808.06634 CDU: 808.1:34 Com muita honra aceitei prefaciar este livro (Monografia jurídica – Guia prático para elaboração do trabalho científico e orientação metodológica), de autoria de Lucas de Souza Lehfeld, Olavo Augusto Vianna Alves Ferreira e Paulo Eduardo Lépore. Toda monografia jurídica, se o seu autor quer que ela seja reconhecida cientificamente, tem que seguir uma determinada forma. Existe um certo consenso em torno dessa forma. Os eminentes autores deste livro voltaram suas atenções precisamente para isso. São informações e dicas muito claras e objetivas, o que torna a obra extremamente útil para a finalidade a que se destina. Para todos aqueles que desejam elaborar um trabalho científico (TCC, dissertação de mestrado, tese de doutoramento etc.), nada mais conveniente que ter em mãos uma obra de fácil consulta. Todo trabalho científico deve ser desenvolvido de acordo com uma estrutura, que é composta de dados pré-textuais (capa, folha de rosto, dedicatória, agradecimentos, sumário, introdução etc.), textuais (conteúdo a ser desenvolvido, com início, meio e fim) e pós-textuais (anexos etc.). Em primeiro lugar, o interessado deve cuidar dos elementos pré-textuais, que são os que antecedem o conteúdo do trabalho e o individualizam (por meio de uma introdução, na qual são explicitados os objetivos da obra, a metodologia etc.). A justificativa da escolha do tema também é relevante, mostrando a originalidade da pesquisa, quando é o caso. Em segundo lugar, vem o conteúdo principal da pesquisa, os debates teóricos, as evidenciações e objeções, as controvérsias doutrinárias etc. Os elementos pós-textuais complementam o projeto, facilitando informações extras para o leitor. Os três autores deste livro já contavam (e contam) com qualificação técnica e científica mais do que recomendada para sua elaboração. Lucas de Souza Lehfeld é Pós-doutor em Direito pela Universidade de Coimbra (POR), Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) e Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Graduado em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP e em Ciências Contábeis pela Universidade de São Paulo (FEA/RP – USP). É avaliador de Cursos de Direito pelo INEP/MEC, Coordenador do Curso de Direito do Centro Universitário Barão de Mauá (CUBM) e Professor do Curso de Pós-Graduação em Direito Público da Pontifícia Universidade Católica – PUC/MG. Autor das obras Controle das Agências Reguladoras e Agências Reguladoras, pela Editora Atlas, Código Florestal Comentado e Anotado – Artigo por Artigo, pela Editora Método. Olavo Augusto Vianna Alves Ferreira é Doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008), Mestre em Direito do Estado Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002) e atualmente Coordenador do Curso de Direito da UNAERP, onde é Professor de Direito Constitucional da graduação e do Programa de Mestrado. Procurador do Estado de São Paulo. Foi membro eleito do Conselho Superior da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo. Professor convidado de direito constitucional do Curso LFG, professor convidado de cursos de pós- graduação (PUC-COGEAE, USP-FDRP, UFBA, Escola Superior do Ministério Público, JUSPODIVM e FAAP), orientador da pós-graduação da Escola Superior da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e da USP- FDRP. Autor de vários livros jurídicos. Paulo Eduardo Lépore é Mestre em Direitos Coletivos e Função Social do Direito pela Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP e Advogado. É Coordenador da Comissão de Direitos Infanto-juvenis da Décima Segunda Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo (OAB- SP) e Coordenador da Pós-graduação em Direito e Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG (Frutal-MG). Coordenador de Pesquisa e Monografia e Professor de Pós-graduação e Graduação da Faculdade Barretos – FB (Barretos-SP). Coordenador da Revista Juris Barretos. Professor do Centro Universitário Barão de Mauá – CBM (Ribeirão Preto- SP). Professor da Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes – LFG (“Pós- Graduação, “TV LFG” e “Aulas Temáticas na Web”). Ex-bolsista CAPES e FAPESP. Coautor das obras Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado (2010)e Comentários à Lei Nacional da Adoção – Lei 12.010/09 (2009), ambas publicadas pela Editora Revista dos Tribunais. Nada do que é imprescindível para a elaboração de um excelente trabalho científico ficou de fora deste livro. Como escolher o tema a ser desenvolvido, como elaborar seu projeto científico, como cuidar dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, tudo, enfim, mereceu a devida atenção dos autores. Obra enxuta, por força da sua linguagem direta, mas muito elucidativa e estimulante. Que este livro tenha o merecido acolhimento de todos os acadêmicos e interessados na elaboração de trabalhos científicos. São Paulo, 10 de fevereiro de 2011 Luiz Flávio Gomes Doutor em Direito Penal pela Universidade Complutense de Madrid Nota da Editora: o Acordo Ortográfico foi aplicado integralmente nesta obra. 1. 2. 2.1 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 2.2.4 2.2.5 2.2.6 2.2.7 2.2.8 2.3 2.4 3. INTRODUÇÃO PRIMEIROS PASSOS Desvendando o trabalho científico: o que é uma monografia jurídica? Tipos de trabalhos científicos Artigo científico Paper Sinopse Informe científico Ensaio científico Resenha crítica Monografia e Dissertação Tese de Doutorado A escolha do tema A escolha do orientador e a atividade de orientação CONCEITOS IMPORTANTES 4. 4.1 4.2 4.3 4.4 4.4.1 5. 5.15.1.1 5.1.2 5.1.3 5.1.3.1 5.1.3.2 5.1.4 5.1.5 5.1.6 5.1.7 5.1.8 5.1.9 5.1.10 5.1.11 5.1.12 5.1.13 5.1.14 5.1.15 5.2 5.2.1 PROJETO DE TRABALHO CIENTÍFICO Capa Folha de Rosto Sumário Desenvolvimento do projeto de pesquisa (elementos essenciais) Elementos do projeto de pesquisa TRABALHO CIENTÍFICO: OS ELEMENTOS TEXTUAIS Elementos pré-textuais Capa (obrigatório) Lombada (opcional) Folha de rosto (obrigatório) Anverso da folha de rosto Verso da folha de rosto Errata (opcional) Folha de aprovação (obrigatório) Dedicatória(s) (opcional) Agradecimento(s) (opcional) Epígrafe (opcional) Resumo na língua vernácula (obrigatório) Resumo em língua estrangeira (obrigatório) Lista de ilustrações (opcional) Lista de tabelas (opcional) Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Lista de símbolos (opcional) Sumário (obrigatório) Elementos textuais Introdução 5.2.2 5.2.3 5.2.4 5.2.5 5.3 5.3.1 5.3.2 5.3.3 5.3.4 5.3.5 6. 6.1 6.1.1 6.1.2 6.1.3 6.1.4 6.1.5 6.1.6 6.1.7 6.1.8 6.1.9 6.1.10 6.1.11 6.1.12 6.1.13 6.1.14 6.1.15 Desenvolvimento do texto Considerações finais Estilo de linguagem Organização do texto Elementos pós-textuais Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndice(s) (opcional) Anexo(s) (opcional) Índice (opcional) NORMAS PARA CONFECÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO Formato Folha Texto Impressão Fonte da letra Tamanho de letra Tabulação de parágrafo Margem Espaçamento Seções e subseções Títulos sem indicativo numérico Elementos sem título e sem indicativo numérico Notas de rodapé Paginação Siglas Equações e fórmulas 6.1.16 6.1.17 6.1.18 6.1.18.1 6.1.18.2 6.1.18.2.1 6.1.18.2.2 6.1.18.3 7. 7.1 7.2 7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4 7.2.5 7.2.6 7.2.7 7.2.8 7.2.9 7.2.10 7.2.11 7.2.12 7.2.13 7.2.14 7.2.14.1 Ilustrações Tabelas Citações Definições Citações no texto Sistema autor-data Sistema nota de rodapé Notas de referência (utilização de Id.; Ibid.; op. cit.; loc. cit.; Cf.) REFERÊNCIAS Tipos de autoria Exemplos de referências Obra ou Monografia (no todo) Capítulo de obra (parte de obra / monografia) Periódico (revista) no todo Parte de periódico (revista) Artigo de revista, boletim (periódico) Artigo e/ou matéria de jornal Eventos científicos Trabalhos apresentados em congressos Dissertações e Teses Entrevistas Legislação (leis, medidas provisórias, decretos etc.) Jurisprudência Normas Técnicas Material divulgado em meio digital / eletrônico Base de dados (no todo) em CD-ROM, disquete e outras mídias 7.2.14.2 7.2.14.3 7.2.14.4 7.2.14.5 7.3 8. 8.1 8.2 8.3 9. 9.1 9.1.1 9.1.2 9.1.3 9.1.4 9.1.5 9.2 9.2.1 9.2.2 9.2.3 9.3 9.3.1 Base de dados (em parte) em CD-ROM, disquete e outras mídias E-mail Monografia (no todo ou em parte) em meio eletrônico Artigo e/ou matéria de revista, boletim, em meio eletrônico Expressões que podem ser utilizadas na ausência de dados em referências DEFESA ORAL Introdução Composição das bancas de defesa A apresentação oral A PESQUISA JURÍDICA Fontes de pesquisa jurídica Jurisprudência Dissertações de mestrado e teses de doutorado Periódicos Bases de dados na área do Direto Bibliotecas Métodos de pesquisa Método dedutivo Método indutivo Método dialético Fomento à pesquisa: as bolsas de estudo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e 9.3.2 9.3.3 9.3.4 9.3.5 9.3.6 9.3.7 9.4 10. 10.1 10.2 10.3 10.4 Anexo A – Anexo B – Anexo C – Anexo D – Anexo E – Anexo F – Anexo G – Tecnológico – CNPq Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular – FUNADESP As Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados – FAPs Fundos setoriais de ciência e tecnologia Outras formas de incentivo à pesquisa científica: prêmios, processos de seleção de projetos e concursos de monografias Transformação do trabalho científico em artigo DICAS E BOAS PRÁTICAS PARA A PESQUISA 109 A importância do sumário provisório (projeto de pesquisa) Técnica redacional Ética na pesquisa: o problema do plágio e do autoplágio Administração do tempo REFERÊNCIAS ANEXOS Ordem dos elementos Modelo de Capa Modelo de Lombada Modelo de Folha de Rosto Modelo de Ficha Catalográfica (verso da folha de rosto) Ficha de Avaliação Modelo de Dedicatória Agradecimentos Epígrafe Anexo H – Anexo I – Modelo de Resumo Abreviaturas dos meses (utilização em referências bibliográficas) A proposta do presente manual é auxiliar o estudante ou o profissional do direito na confecção de trabalhos científicos, como monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Busca-se, de forma clara e objetiva, esclarecer ao acadêmico as principais normas referentes à organização e apresentação da monografia jurídica, determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), principalmente àquelas que versam sobre citações, referências bibliográficas e formatação do trabalho. A ABNT é o órgão competente, no país, para determinar normas sobre elaboração de trabalhos técnicos e científicos. Assim, o respeito a essas regras é de fundamental importância para a legitimação da monografia como trabalho científico. Além das normas da ABNT, o manual também apresenta orientações metodológicas rápidas e úteis para o processo de investigação científica, como a busca, valendo-se da tecnologia (v.g. Internet), de fontes de pesquisa jurídica confiáveis e atuais, ou mesmo dicas para a elaboração do texto científico. Nesse manual, portanto, o acadêmico poderá encontrar regras para realizar citações e referências bibliográficas das obras utilizadas em sua pesquisa. Também saberá desenvolver a pesquisa científica, desde o projeto de pesquisa até a apresentação do trabalho monográfico com todos os seus elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais obrigatórios de acordo com as normas da ABNT, e com a adequada orientação metodológica na elaboração do texto. 2.1 DESVENDANDO O TRABALHO CIENTÍFICO: O QUE É UMA MONOGRAFIA JURÍDICA? Quem está em vias de concluir o curso de graduação em direito fica apreensivo para a realização da monografia jurídica. Mas o que é uma monografia? Como a própria expressão revela, monografia significa única (mono) escrita (grafia), ou seja, um trabalho que se desenvolve a partir da escrita ou do desenvolvimento de um único tema, respeitando-se regras de pesquisa e metodologia científica. Com o passar dos anos a monografia jurídica passou a receber o nome de TCC – Trabalho de Conclusão de Curso, porque se realizava e apresentava apenas no último ano do curso de direito. Hodiernamente, em alguns cursos brasileiros, as monografias podem ser realizadas e apresentadas no penúltimo ano do bacharelado em direito, de modo que alguns cursos de direito referem-se a ela apenas como TC – Trabalho de Curso. Também já existem algumas faculdades, centros universitários e universidades que, no TC ou TCC, em vez de monografias, exigem outros tipos de trabalhos científicos, a exemplo de artigos. 2.2 2.2.1 2.2.2. 2.2.3 Assim é que se torna importante o conhecimento sobre os diversos tipos de trabalhos científicos. TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Artigo científico O artigo científico tem o propósito de difundir os resultados de um projeto de pesquisa, ou mesmo de uma monografia, dissertação ou tese. Geralmente publicado em periódicos, contém título, nome do autor, sumário sintético, resumo (em português e em outro vernáculo), palavras- chave, introdução, desenvolvimento, conclusão e referências. Ademais, o texto deve apresentar entre 5 e 25 laudas, dependendo, evidentemente, das normas para publicação do periódico em que será apresentado. O autor deve buscar as normas de publicação antes da elaboração do artigo, além de visar publicações que tenham avaliação pela CAPES, em seu “Portal de Periódicos” (<http://novo.periodicos.capes.gov.br>), que será objeto de tópico próprio deste livro. Paper Conhecido como “pequeno artigo”. Geralmente, é apresentado de duas a dez laudas e estruturado como artigo científico. Pode ser publicado em anais ou revistas, contendotítulo, indicação do autor, texto e referências. Sinopse Trata-se de pequeno texto, menor do que o resumo, com uma apresentação sintética da pesquisa ou do trabalho. É utilizado geralmente para montagem de banco de dados bibliográficos documentais e anais de publicação. http://novo.periodicos.capes.gov.br 2.2.4 2.2.5 2.2.6 2.2.7 Informe científico Trata-se de meio científico de comunicação de resultados parciais de uma pesquisa. É documento sintético, em que são descritos os procedimentos metodológicos da pesquisa científica, demonstrando os dados levantados e analisados. Ensaio científico É um ensaio teórico, que traz a visão de determinado problema de pesquisa. É um documento que apresenta pensamento analítico e crítico a respeito de uma temática. Resenha crítica Apresenta de forma analítica e crítica o conteúdo de uma obra bibliográfica. Trata-se de uma pesquisa científica em nível preliminar, simples, exploratória e crítica. Monografia e Dissertação As monografias são apresentadas nas conclusões dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu (também chamada de especialização). Já as dissertações são os trabalhos exigidos para o encerramento dos cursos de pós-graduação stricto sensu em nível de mestrado. Monografias e dissertações são trabalhos de natureza reflexiva, pois comunicam os resultados de uma pesquisa realizada. Devem apresentar o tema com rigor e seriedade teórico-metodológica. Podem ser descritivos, argumentativos ou dissertativos. Os temas das monografias e dissertações não precisam ser inéditos, porém, devem retratar o processo de pesquisa de forma autêntica e fundamentada em fontes bibliográficas e documentais, trazendo as diversas correntes sobre o tema, adotando o autor uma delas. O texto também deve ser 2.2.8 2.3 realizado com coerência, logicidade e clareza, bem como submetido a rigor metodológico (respeitando-se as normas da ABNT). Tese de Doutorado1 Trata-se do requisito para a obtenção do título de doutor em uma pós- graduação stricto sensu em nível de doutorado. A tese representa uma contribuição técnico-científica para a área de estudo apresentada no trabalho. É uma investigação original de um tema, com maior grau de profundidade, principalmente quanto ao levantamento da problemática da pesquisa. Ou seja, o tema, aqui, precisa ser inovador. Assim, exige capacidade de análise, reflexão, argumentação, criatividade e síntese. Neste caso, o pesquisador deve apresentar maturidade na investigação científica, ter familiaridade com a pesquisa, metodologia e domínio da temática. A ESCOLHA DO TEMA Uma das principais fases de elaboração de um trabalho científico é a escolha do tema. Trata-se de etapa na qual é imprescindível optar por um assunto sobre o qual o autor tenha verdadeira paixão, considerando que esta viabilizará grande motivação para enfrentar um árduo trabalho na pesquisa, redação e revisão do trabalho e, ao final, a defesa. É recomendável que, antes de procurar o orientador, o autor já tenha feito uma pesquisa bibliográfica identificando as principais dificuldades do tema, seja em relação à quantidade e qualidade das obras sobre o assunto, seja pelo interesse que este despertará na comunidade acadêmica, sempre pensando na publicação futura de um artigo ou de um livro. Caso o autor esteja com muitas dúvidas quanto ao tema e à bibliografia adequados, procurar o orientador é sempre a melhor solução. Alguns apontam que a escolha do tema é o momento mais difícil, mas o 1) 2) 3) autor do trabalho deverá ter consciência de que somente a pesquisa inicial mostrará se o tema será ou não interessante para ser levado ao orientador. Há uma tendência a escolher temas genéricos, mas tal situação deverá ser superada, considerando que a monografia (“mono” significa único) deverá tratar de assunto específico ou pontual. Neste momento, é imprescindível o auxílio do orientador. Não poderá o autor se esquecer de problematizar o tema, isto é, transformá-lo em algumas questões, respondendo-as após minuciosa pesquisa. Superada a fase de identificação das obras, objeto da pesquisa, temos o estudo de doutrina, jurisprudência e legislação da área, que serão objeto da leitura científica, a qual, segundo CERVO e BERVIAN (2002, p. 34), se constitui de três etapas: Visão sincrética, na qual se realizará uma leitura de reconhecimento que tem como objetivo localizar as fontes numa aproximação preliminar sobre o tema, e a leitura seletiva, localizando as informações de acordo com os propósitos do estudo; Visão analítica, que compreende a leitura crítico-reflexiva dos textos selecionados acompanhada de reflexão, na busca dos significados e na escolha das ideias principais; Visão sintética, a qual constitui a última etapa do Método de Leitura Científica, concretizada por meio da leitura interpretativa e realizada a partir dos referenciais estabelecidos pela proposta. Realizada a leitura, deverá o autor elaborar a ficha bibliográfica, que consiste no fichamento da obra, contendo a identificação do autor (nome e prenome), o título da obra, a edição, a editora, o ano, bem como a reprodução do conteúdo lido de interesse do pesquisador, com a indicação da página que foi retirada a informação, se possível. Esse registro será de grande valia quando da elaboração tanto do projeto de pesquisa, como o próprio trabalho científico. O pesquisador pode classificar as fichas de diversas formas, dependendo 2.4 da sua necessidade. Assim, pode fazê-lo por ordem alfabética pelo nome do autor, por assuntos ou temas, por títulos das obras analisadas etc. Atualmente, esse processo é realizado por meio de arquivos de editores de texto, como o Word. Exemplo de ficha bibliográfica: TEMA OU ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DA OBRA: NOME, Prenome. Título da obra. n.° ed. (edição) Local da Editora: Editora, ano. SELEÇÃO DO CONTEÚDO DE INTERESSE: Aqui o pesquisador pode selecionar trechos da obra consultada, identificando a página no qual se encontra o conteúdo transcrito, se possível. Ou pode ser realizado um resumo do texto pesquisado, com as informações principais do autor analisado. A ESCOLHA DO ORIENTADOR E A ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO A escolha do orientador é de suma importância para o sucesso da pesquisa e da confecção do trabalho científico. Trata-se de uma relação interpessoal que, além do conhecimento científico na área de interesse, apresenta outros fatores que devem ser trabalhados pelas partes envolvidas, como empatia e compromisso com a pesquisa. O planejamento da orientação, portanto, é imprescindível para o regular andamento da investigação científica e apresentação do trabalho. Portanto, deve-se estabelecer, num primeiro momento, o cronograma das atividades que serão realizadas ao longo da pesquisa, agendando os momentos de orientação; como datas das reuniões com o orientador, de apresentação do levantamento bibliográfico, entrega de capítulos, de correção do texto e apresentação do trabalho. O cronograma deve ser revisto sempre que houver variáveis que atrasem ou dificultem a pesquisa, como, por exemplo, a demora em adquirir determinada obra, ou mesmo compromissos não previstos, como o cancelamento de reuniões de orientação. Por isso, o cronograma realizado deve ser coerente com a disponibilidade de tempo do orientando e orientador, levando-se em consideração as atividades profissionais e sociais de cada um dos envolvidos na pesquisa. A fixação de metas, sem considerar essas variáveis, pode trazer desânimo e frustração pelo seu descumprimento por parte do orientando. O texto a ser apresentado para análise e avaliação do orientador deve conter rigor metodológico, bem como técnica redacional adequada, com observância à gramática e ortografia. Essas características facilitam a correção do conteúdo do trabalho, otimizando o tempo de análise por parte do orientador. Ademais, a orientação deve se concentrar na linha de raciocínio utilizada, coesão textual, referencial teórico e levantamento bibliográfico, e não em erros de português ou mesmo metodológicos (ex.: utilizaçãoadequada das normas da ABNT). 1 __________ Tal como fizemos quanto à dissertação de mestrado, apenas tecemos brevíssimas considerações sobre a tese de doutorado, já que esta não constitui nosso objeto de estudo, neste trabalho. 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) Conforme ABNT NBR 14724, de 17.03.2011 (válida a partir de 17.04.2012), alguns termos são importantes no processo de elaboração do trabalho científico. Assim, como medida de esclarecimento, listamos, logo abaixo, alguns conceitos: Abreviatura: representação de uma palavra por meio de alguma(s) de sua(s) sílaba(s) ou letra(s); Agradecimento: texto em que o autor faz agradecimentos dirigidos àqueles que contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho; Anexo(s): texto ou documento não elaborado pelo autor que serve de fundamentação, comprovação e ilustração; Apêndice(s): texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho; Capa: proteção externa do trabalho sobre a qual se imprimem as informações indispensáveis à sua identificação; Citação: menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte; Dados internacionais de catalogação: também conhecida como ficha catalográfica, que se encontra no verso da folha de rosto, em que há o registro das informações que identificam a publicação na sua situação atual; Dedicatória(s): página em que o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho; Dissertação: documento que representa o resultado de um 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) 24) trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor), visando a obtenção do título de mestre; Elementos pós- textuais: elementos que complementam o trabalho; Elementos pré- textuais: elementos que antecedem o texto com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho; Elementos textuais: parte do trabalho em que é exposta a matéria; Epígrafe: página em que o autor apresenta uma citação, seguida de indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho; Errata: lista das páginas e linhas em que ocorrem erros, seguidas das devidas correções. Apresenta-se quase sempre em papel avulso ou encartado, acrescido ao trabalho depois de impresso; Folha de aprovação: página que contém os elementos essenciais à aprovação do trabalho; Folha de rosto: página que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho; Glossário: relação de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido dúbio, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições; Ilustração: desenho, gravura, imagem que acompanha um texto; Índice: lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas no texto; Lombada: parte da capa do trabalho que reúne as margens internas das folhas, sejam elas costuradas, grampeadas, coladas ou mantidas juntas de outra maneira; Referências: conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento que permite sua identificação individual; Resumo em língua estrangeira: versão do resumo para idioma de divulgação internacional; Resumo na língua vernácula: apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto, fornecendo uma visão rápida e clara do conteúdo e das conclusões do trabalho; Sigla: reunião das letras iniciais 25) 26) 27) 28) 29) 30) dos vocábulos fundamentais de uma denominação ou título; Símbolo: sinal que substitui o nome de uma coisa ou de uma ação; Sumário: enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede; Tabela: elemento demonstrativo de síntese que constitui unidade autônoma; Tese: documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa a obtenção do título de doutor, ou similar; Trabalhos acadêmicos – similares (trabalho de conclusão de curso – TCC, trabalho de graduação interdisciplinar – TGI, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento e outros): documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador. Volume: unidade física do trabalho. 4.1 Em regra, os trabalhos científicos são precedidos de um projeto de pesquisa. Assim se dá com as monografias, dissertações e teses de doutorado. O projeto de pesquisa é um documento preliminar ao trabalho científico e que tem por objetivo estabelecer as diretrizes para a investigação que será realizada, especialmente quanto à delimitação do tema a partir de uma problematização. Isso porque a pesquisa se inicia por meio de um problema, um questionamento sobre a realidade que o pesquisador pretende desvendar. Assim, quanto à estrutura do projeto, o acadêmico deverá delimitar o título de seu trabalho, demonstrar a justificativa e relevância do objeto a ser estudado (pesquisado), apresentar a sua fundamentação jurídico-social e histórica, expor a problematização, estabelecer os objetivos, esclarecer sobre a metodologia utilizada, elaborar um sumário provisório do trabalho a ser realizado (resultado da pesquisa), apresentar o cronograma de execução e a bibliografia básica. Como o objetivo desse guia é se tornar objeto de consulta prática, segue abaixo um modelo de projeto de pesquisa, com todos os elementos supracitados, de forma comentada. CAPA 4.2 INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR CURSO DE DIREITO PROJETO DE PESQUISA TÍTULO DO TRABALHO Discente: NOME COMPLETO DO ALUNO, EM CAIXA ALTA Orientador: NOME COMPLETO DO DOCENTE, EM CAIXA ALTA CIDADE ANO FOLHA DE ROSTO NOME DO DISCENTE TÍTULO DO TRABALHO 4.3 2.1 2.2 5.1 5.2 4.4 Projeto de pesquisa apresentado como cumprimento parcial da Disciplina / Curso (COLOCAR A FINALIDADE DO PROJETO) CIDADE ANO SUMÁRIO SUMÁRIO 1. Título do projeto de pesquisa p. 2. Justificativa, relevância e fundamentação teórico-empírica p. Justificativa e relevância do projeto de pesquisa p. Justificativa e fundamentação teórico-empírica do tema p. 3. Problematização p. 4. Hipóteses p. 5. Objetivos p. Objetivo geral p. Objetivos especiais p. 6. Revisão da Literatura p. 7. Metodologia e Referencial Teórico p. 8. Desenvolvimento do trabalho (sumário provisório) p. 9. Cronograma p. 10. Orçamento p. 11. Referências p. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA (ELEMENTOS ESSENCIAIS) 4.4.1 1. 2. 2.1 2.2 Abaixo, apresentamos o desenvolvimento do projeto de pesquisa. Cabe ressaltar que os elementos apresentados são obrigatórios. Há possibilidade de acrescentar outros, dependendo da necessidade do pesquisador e dos objetivos da pesquisa. Assim, o projeto também poderá, por exemplo, apresentar as hipóteses da pesquisa (afirmações relacionados ao problema levantado que serão testadas quando da investigação científica, no intuito de se buscar a resposta para a problematização), a revisão da literatura (levantamento bibliográfico prévio, para esclarecimento a respeito de termos e conceitos que serão utilizados no trabalho científico) e o orçamento (planejamento dos custos, despesas e receitas da pesquisa que será realizada). Elementos do projeto de pesquisa Os elementos serão apresentados com numeração, na seguinte sequência lógica: TÍTULO DO TRABALHO Título em Negrito e Itálico JUSTIFICATIVA, RELEVÂNCIA E FUNDAMENTAÇÃOTEÓRICO-EMPÍRICA JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO PROJETO DE PESQUISA O discente deve apresentar as possíveis contribuições geradas para a comunidade científica, destacando a importância do tema para a ciência do direito a partir dos contextos jurídico, político e social em que se insere. JUSTIFICATIVA E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-EMPÍRICA DO TEMA Trata-se da maior e mais importante parte do projeto. Nesse ponto devem ser esclarecidos todos os aspectos científicos relativos ao tema. Deve- se descrever a questão de fundo que ilustra o tema, apontando-se os fundamentos jurídicos que irão permear o desenvolvimento do trabalho até a 3. 4. 5. 5.1 sua conclusão. São imprescindíveis os apontamentos detalhados referentes às fontes do direito que serão utilizadas. PROBLEMATIZAÇÃO Deve-se construir um questionamento a que o trabalho se proporá a esclarecer. Recomenda-se a utilização de uma frase interrogativa seguida dos possíveis desdobramentos gerados pela pergunta. HIPÓTESES Uma vez levantada a problematização a ser esclarecida, o desenvolvimento da pesquisa científica praticamente se orienta por meio de hipóteses apresentadas já em fase de projeto de pesquisa. Elas, na verdade, são teorias inicialmente destacadas como possíveis respostas ou soluções ao problema ou questionamento levantado pelo pesquisador. São teses que serão colocadas à verificação, no sentido de se constatar a sua veracidade e relação com o tema e problema do projeto de pesquisa. Cabe ressaltar que as hipóteses devem ser levantadas de forma coerente, o que exige do pesquisador (aluno) conhecimento prévio do tema, por meio de uma pesquisa exploratória inicial, a partir de referências ou mesmo pela experiência prática na área jurídica a ser trabalhada na pesquisa. Por isso as hipóteses, em fase de projeto de pesquisa, embora não obrigatórias (depende da necessidade do pesquisador), são importantes para uma adequada condução da pesquisa científica. São “caminhos” (teorias) que serão selecionados e percorridos pelo pesquisador na busca daquele que seja mais objetivo, menos tortuoso, para se alcançar os objetivos (resultados) propostos. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Apontar o objetivo principal do projeto, ou seja, aquilo que se almeja 5.2 6. 7. construir ou que se deseja concluir. OBJETIVOS ESPECIAIS Nesse ponto deverão ser indicados os objetivos especiais que acompanharão ou servirão de embasamento para a consecução do objetivo geral. Os objetivos especiais deverão ser enumerados, utilizando-se como índice de referência as letras do alfabeto seguidas de parênteses. Exemplo: a) Analisar [...]; b) Estudar [...]; REVISÃO DA LITERATURA A revisão da literatura no projeto de pesquisa demonstra a maturidade científica do aluno (pesquisador) na realização da investigação científica. Neste momento, em razão da complexidade do tema, há por vezes a necessidade de esclarecer o significado de eventuais termos ou mesmo teorias que serão adotados e desenvolvidos no trabalho científico. Por isso, o projeto já deve apresentar um referencial bibliográfico que busque clarear eventuais dúvidas a respeito de institutos, teorias, ou mesmo conceitos a serem utilizados no texto final (resultado da pesquisa científica). A redação do texto a ser apresentado neste item do projeto deve levar em consideração as orientações normativas a respeito de citações diretas (longas e curtas) e indiretas (ABNT NBR 10.520:2002), uma vez que se baseia em literatura pesquisada. Constitui erro comum a utilização de conceitos doutrinários sem a devida citação. Até mesmo relatos históricos devem ter sua origem citada. METODOLOGIA E REFERENCIAL TEÓRICO A descrição da metodologia a ser utilizada no processo de investigação científica é item obrigatório do projeto de pesquisa. O sucesso da investigação científica depende do(s) método(s) científico(s) a ser(em) observado(s). A iter processual da investigação científica funda-se, basicamente, na problematização (início do processo), no levantamento das possíveis teses a respeito (hipóteses), na sua experimentação – verificando a veracidade e coerência com o problema gerador do processo –, e nas conclusões que decorrem dessa verificação. Para tanto, a metodologia compreende o(s) tipo(s) de pesquisa(s), o(s) método(s) científico(s) e o referencial teórico a serem utilizados na estruturação e desenvolvimento da investigação científica. Assim, no primeiro parágrafo desse item do projeto devem ser indicadas quais disciplinas estão envolvidas no desenvolvimento do trabalho, indicando-se, sucintamente, quais serão as fontes documentais pesquisadas (pesquisa bibliográfica). Se houver outros tipos de pesquisa, como documental (dados obtidos em documentos levantados e selecionados), de campo (observação in loco do objeto a ser estudado), ou mesmo qualitativa (interpretação dos dados e informações obtidos) ou quantitativa (baseada em estatística, mensuração, quantificação do objeto a ser estudado), eles devem ser também apontados, assim como seu alcance quanto à elaboração do trabalho. No segundo parágrafo deverão ser indicados os métodos que serão utilizados, por exemplo, dedutivo (processo de raciocínio lógico em que se parte de uma premissa maior [generalizada, teorizada] para compreender dados ou fenômenos estudados em particular), indutivo (processo de raciocínio em que, ao inverso do método dedutivo, se parte de dados em particular para generalizações, teorizações a respeito da realidade, fenômeno ou dado estudado), dialético (busca da síntese a partir da tese e de sua antítese – contraponto), analítico (decomposição do objeto estudado em partes, sendo cada uma delas analisadas) etc. No terceiro parágrafo, em pesquisas científicas mais complexas, que 8. dependam de maturidade científica, como dissertações de mestrado e teses de doutorado, o projeto de pesquisa deve apresentar o referencial teórico em que o pesquisador se baseará para a análise da problematização por meio de levantamento de hipóteses e propositura de objetivos e resultados a serem alcançados. Cabe ressaltar que o referencial teórico não se trata de revisão da literatura (esclarecimento de termos e institutos no sentido de suprir eventual dúvida inicial a respeito do tema), mas sim a referência (teoria(s), princípio(s), posição jurisprudencial, determinação legal), o supedâneo para a fundamentação e argumentação a respeito do problema e suas possíveis soluções. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO (SUMÁRIO PROVISÓRIO) Neste item devem ser apresentados todos os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Note-se que os elementos devem ser simplesmente enunciados, sendo descabido o desenvolvimento de qualquer um deles nesta fase de projeto. A elaboração do sumário provisório, para fins de otimização do tempo, é fundamental. Um bom sumário, mesmo que provisório, proporciona ao pesquisador segurança, uma vez que lhe revela o início, meio e fim do seu trabalho. Com o sumário, o pesquisador pode organizar o seu levantamento bibliográfico levando em consideração as seções (antigos capítulos do trabalho) e subseções do texto monográfico, além de começar a escrever pelo item (seção) mais importante, que seja o cerne da pesquisa, uma vez que no início, em regra, o pesquisador está mais disposto e motivado. Ademais, com a seção mais importante do trabalho já elaborada, o pesquisador tem parâmetros objetivos para distribuir seu esforço científico aos demais pontos a serem tratados. Como elaborar um sumário provisório? Depende do título do trabalho (que decorre do tema, e este, da problematização). O título do trabalho (tema delimitado) contém, na realidade, categorias teóricas que serão praticamente 2.1 2.1.12.2 2.2.1. 3.1 3.2 3.3 4.1 4.2 4.3 5.1 5.2 5.3 as seções do sumário provisório. Exemplo: O título do trabalho é “Controle social das Agências Reguladoras”. Pode-se, assim, definir as seguintes categorias: a) Agências como Entidades da Administração Pública; b) Agências Reguladoras; c) Controle da Administração Pública (tipos de controle);d) Controle social. Modelo de Sumário Provisório: A linha de pesquisa está estruturada genericamente da seguinte forma: 1. INTRODUÇÃO (corpo 14, negrito) 2. AGÊNCIAS COMO ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (TÍTULO DA SEÇÃO [“CAPÍTULO”], corpo 14, negrito) Título da subseção primária (corpo 12, negrito) Título da subseção secundária (corpo 12, sem negrito) Título da subseção primária Título da subseção secundária [...] 3. DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Título da subseção primária Título da subseção primária Título da subseção primária 4. O CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Título da subseção primária Título da subseção primária Título da subseção primária 5. O CONTROLE SOCIAL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Título da subseção primária Título da subseção primária Título da subseção primária 9. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 7. REFERÊNCIAS CRONOGRAMA As atividades programadas para o desenvolvimento do trabalho deverão ser descritas na primeira coluna da tabela. Já o período destinado a cada atividade deve ser preenchido com “x” nas colunas seguintes da mesma linha. MESES Atividades 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Levantamento bibliográfico (doutrina nacional, estrangeira, bem como a legislação vigente) X X X X X X X X X X X X X X Análise de documentos, dados e informações relacionados ao tema X X X X X X X X X X X X X X 10. Confecção do texto X X X X Revisão e elaboração do texto final X X X X X X X X X X X X X X X X REFERÊNCIAS As referências devem ser organizadas em ordem alfabética, por nome do autor. Para sua elaboração, devem ser observadas as normas da ABNT (NBR 6023:2002). Exemplo (Vide Seção 7 – Referências): NOME DO AUTOR (Conhecido como SOBRENOME), Prenome. Título da Obra. n.° ed. (edição) Cidade da Editora: Editora, Ano da obra em algarismo algébrico. Observação importante: Deve-se lembrar de enumerar as páginas após o sumário do projeto. A estrutura de uma monografia, como qualquer outro trabalho científico (tese, dissertação etc.) deve observar os seguintes elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, de acordo com a ABNT NBR 14724:2011: Estrutura Elemento Seção correspondente Elementos pré-textuais Capa (obrigatório) elemento externo 3.1.1 Lombada (opcional) elemento externo 3.1.2 Folha de rosto (obrigatório) 3.1.3 Errata (opcional) 3.1.4 Folha de aprovação (obrigatório) 3.1.5 Dedicatória(s) (opcional) 3.1.6 Agradecimento(s) (opcional) 3.1.7 Epígrafe (opcional) 3.1.8 Resumo em língua vernácula (obrigatório) 3.1.9 Resumo em língua estrangeira (obrigatório) 3.1.10 5.1 5.1.1 a)b)c)d) e) f) Lista de ilustrações (opcional) 3.1.11 Lista de tabelas (opcional) 3.1.12 Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 3.1.13 Lista de símbolos (opcional) 3.1.14 Sumário (obrigatório) 3.1.15 Elementos textuais Introdução 3.2.1 Desenvolvimento 3.2.2 Conclusão 3.2.3 Elementos pós-textuais Referências (obrigatório) 3.3.1 Glossário (opcional) 3.3.2 Apêndice(s) (opcional) 3.3.3 Anexo(s) (opcional) 3.3.4 Índice(s) (opcional) 3.3.5 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS Capa (obrigatório) Deve conter as informações transcritas abaixo, na seguinte ordem: nome da instituição; nome do autor; Título e subtítulo, se houver; número de volumes (se houver mais de um, deve constar em cada capa a especificação do respectivo volume); local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado; ano de depósito (da entrega). 5.1.2 a) b) c) 5.1.3 5.1.3.1 a)b)c) d) e) f) g)h) 5.1.3.2 5.1.4 Lombada (opcional) Conforme a ABNT NBR 12225, deve constar: nome do autor, impresso longitudinalmente e legível do alto para o pé da lombada. Esta forma possibilita a leitura quando o trabalho está no sentido horizontal, com a face voltada para cima; título do trabalho, impresso da mesma forma que o nome do autor; elementos alfanuméricos de identificação (p. ex., v. 2). Folha de rosto (obrigatório) Anverso da folha de rosto Os elementos devem constar na seguinte ordem: nome do autor; título principal do trabalho; subtítulo, quando houver: deve ser evidenciada a sua subordinação ao título principal, precedido de dois pontos; número de volumes, quando houver mais de um, em cuja folha de rosto deve constar a especificação do respectivo volume; natureza (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso e outros) e objetivo (aprovação em disciplina pretendido); nome da instituição a qual é submetido; área de concentração; nome do orientador e, se houver, do coorientador; local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado; ano de depósito (da entrega). Verso da folha de rosto Deve constar a ficha catalográfica, elaborada pela Biblioteca da Instituição de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. Errata (opcional) Elemento que deve ser inserido logo após a folha de rosto, constituído 5.1.5 5.1.6 5.1.7 5.1.8 5.1.9 5.1.10 pela referência do trabalho e pelo texto da errata, disposto da seguinte maneira: ERRATA Folha Linha Onde se lê Leia-se 40 5 aceitacao aceitação Folha de aprovação (obrigatório) Elemento colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo nome do autor, título do trabalho e seu subtítulo (quando houver), natureza, objetivo, nome da instituição, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertence (opcional). A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. Dedicatória(s) (opcional) Elemento colocado após a folha de aprovação. Agradecimento(s) (opcional) Colocado após a dedicatória. Epígrafe (opcional) Colocada após os agradecimentos. Resumo na língua vernácula (obrigatório) Constituído de uma sequência de frases concisas e objetivas, não ultrapassando 500 palavras, seguido, logo abaixo, das palavras-chave (no mínimo, três). Resumo em língua estrangeira (obrigatório) 5.1.11 5.1.12 5.1.13 5.1.14 5.1.15 Deve ser apresentado com as mesmas características do resumo em língua vernácula, digitado em folha separada (em inglês, Abstract; em espanhol, Resumen; p. ex.). Deve ser seguido das palavras-chave, na língua correspondente. Lista de ilustrações (opcional) Deve ser elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número de página. Quando necessário, recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas e outros). Lista de tabelas (opcional) Elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número de página. Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso. Lista de símbolos (opcional) Deve ser elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto, com os devidos significados. Sumário (obrigatório) Elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas do(s) respectivo(s) número(s) da(s) página(s). Havendo mais de um volume, em cada um deve 5.2 5.2.1 5.2.2 5.2.3 constar o sumário completo do trabalho. ELEMENTOS TEXTUAIS Introdução Trata-se da parte inicial na qual é apresentado o trabalho. Contempla informações sobre natureza, importância, metodologia e objetivos da obra, e é pautada em uma revisão da literatura pertinente. Ademais, deve conter uma apresentação da estrutura de capítulos do trabalho. Apesar de aparecer na parte inicial do texto, é recomendado que ela seja redigida quando encerrado o desenvolvimento do trabalho, momento em que o autor já tenha adquirido maior maturidade e domínio sobre o tema, além de uma visão mais clara dos objetivos da obra. Ressalta-se que os títulos “Introdução”, “Considerações Finais” (ou “Conclusão”) também são numerados. O título “Referências” não, sendo este centralizado. Desenvolvimento do texto Concede-se ao autor total liberdade para a discussão,comparação e apresentação dos resultados referentes à pesquisa realizada. Desta forma, o tema deve ser desenvolvido de modo que se possibilite uma percepção completa da metodologia empregada, tomando-se o cuidado para que os resultados conseguidos sejam apresentados de maneira clara e objetiva, coerentes com a revisão bibliográfica que fomentou o seu desenvolvimento. É importante que o texto traga as diversas correntes jurídicas sobre o tema, não somente a adotada pelo autor, o que tornará o trabalho mais rico em conteúdo. Considerações finais 5.2.4 Nesta parte o autor deve avaliar os resultados do trabalho desenvolvido. Como desfecho do texto, é importante finalizar as ideias apresentadas ao longo da discussão do tema de cristalino e coerente, evitando apresentar dados quantitativos. Caso julgue pertinente, o autor pode sugerir ações a serem seguidas futuramente, em razão da complexidade do tema. Observação: Nas Considerações finais, não se deve apresentar citações. Trata-se de momento específico para as conclusões do autor do trabalho. Estilo de linguagem O texto deve ser redigido em Língua Portuguesa, preferencialmente no impessoal (ex.: Objetiva-se; Analisa-se etc.) ou primeira pessoa do plural, evitando-se fazer referência pessoal. Deve ser mantida a uniformidade de tratamento em todo o trabalho, precavendo-se do uso de expressões como “eu”, “minha pesquisa”, “nosso trabalho” etc. Importante primar pela consistência na apresentação, isto é, pela manutenção de um padrão uniforme em todas as fases. Os trabalhos científicos são caracterizados principalmente pela objetividade e clareza das informações. Tais características podem ser obtidas fazendo-se uso de frases curtas, que façam menção apenas a um pensamento. Recomendamos a utilização da obra: Curso de Português Jurídico, cujos autores são Antonio Henriques e Regina Toledo Damião, da Editora Atlas, que facilita na redação jurídica. Deve-se evitar redigir parágrafos formados somente por uma única frase. As frases que estejam relacionadas a um mesmo aspecto devem ser compiladas em um único parágrafo. Ademais, evitar expressões vagas (ex.: “parece ser”, “creio que” etc.) e outras que não transmitam a verdadeira ideia do objeto de estudo. É recomendado evitar a utilização de siglas e abreviaturas na redação do texto. Porém, caso sejam utilizadas, na primeira vez em que aparecerem no texto, devem vir na forma completa, acompanhada 5.2.5 5.3 5.3.1 5.3.2 da abreviatura entre parênteses. Vale observar que não se deve usar pontos para separar as letras das siglas. Termos antigos e antiquados, gírias e expressões vulgares devem ser evitados. Recomendável a utilização de dicionário, buscando a precisão da terminologia. Organização do texto O texto monográfico deve estar divido em capítulos, cada qual organizado em seções e subseções. Os capítulos (seções) devem ser numerados com algarismos arábicos ou romanos. A divisão das seções deve ser realizada por seções e subseções organizadas com algarismos arábicos, separados apenas por ponto. Vide item 4.1.9, supra, do presente guia. Os títulos das seções e subseções podem ser destacados utilizando-se recursos como, por exemplo, negrito ou caixa alta. Se houver necessidade de mais de três subseções, estas devem ser colocadas como alíneas, iniciadas em letras minúsculas seguidas de parênteses e espaço, e subalíneas começadas por hífen colocado sob a primeira letra da alínea (conforme demonstrado no item 4.1.9, supra). ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS Referências (obrigatório) São apresentadas de acordo com a ABNT NBR 6023. A formatação das referências encontra-se descrita em tópico próprio do presente guia. Glossário (opcional) Elaborado em ordem alfabética. 5.3.3 5.3.4 5.3.5 Apêndice(s) (opcional) Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e respectivos títulos. Exemplo: APÊNDICE A – Avaliação numérica das células somáticas. APÊNDICE B – Avaliação numérica das células-tronco. Quando esgotadas as 23 letras do alfabeto, podem-se utilizar letras maiúsculas dobradas: APÊNDICE AA – Avaliação numérica de sinapses dos neurônios do cérebro humano. Anexo(s) (opcional) Segue o mesmo padrão do Apêndice. Exemplos: ANEXO A – Representação gráfica das células somáticas. ANEXO B – Representação gráfica das células-tronco. Ou, quando esgotadas as 23 letras do alfabeto: ANEXO AA – Representação gráfica de sinapses dos neurônios do cérebro humano. Índice (opcional) Elaborado em ordem alfabética, de acordo com a ABNT 6034. 6.1 6.1.1 6.1.2 6.1.3 6.1.4 FORMATO Folha Deve-se usar folha do tipo A4 (21 cm x 29,7 cm). Texto Deve ser digitado ou datilografado no anverso da folha, respeitando-se o número mínimo de laudas, em regra, determinado pelas normas da Instituição. Cabe ressaltar que pela nova norma da ABNT (NBR 14724:2011), o texto pode ser no anverso e no verso da folha (no entanto, deve-se atentar para as normas da Instituição a respeito da estruturação do trabalho científico e verificar se há essa possibilidade de uso do verso da lauda). Impressão O trabalho deve ser impresso com tinta de cor preta (cores somente para as ilustrações). Fonte da letra 6.1.5 6.1.6 6.1.7 6.1.8 6.1.9 Deve-se usar a fonte Times New Roman. Tamanho de letra O tamanho da letra deve ser 12 para todo o texto; excetuando-se as citações de mais de três linhas (10), notas de rodapé (10), paginação (10) e legendas das ilustrações e das tabelas (10). Quanto aos títulos e capítulos, deve-se utilizar o tamanho 14. Tabulação de parágrafo A tabulação deve ser de 2 cm, a partir da margem esquerda (observação: quando se tratar de citações de mais de três linhas, deve-se observar um recuo de 4 cm da margem esquerda). Margem As margens deverão obedecer aos seguintes limites: Margem esquerda: 3 cm (+ 1 cm para encadernação) Margem superior: 3 cm Margem direita: 2 cm Margem inferior: 2 cm Espaçamento O texto deve ser digitado/datilografado com espaço 1,5, excetuando-se as citações de mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas das ilustrações e das tabelas, ficha catalográfica, natureza do trabalho, objetivo, nome da instituição, que devem ser digitados/datilografados em espaço simples. As referências, no final do texto, devem ser separadas entre si por um espaço simples em branco. Seções e subseções Os títulos das seções devem começar na parte superior da lauda e ser separados do texto que os sucede por dois espaços 1,5, entrelinhas. Quanto às subseções, os títulos devem ser separados do texto que os precede e que os sucede por dois espaços 1,5. O indicativo número de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere. Deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias, por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta (ex.: os capítulos). Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de negrito, itálico ou grifo, no sumário e de forma idêntica no texto. Exemplo: 1 TÍTULO DA SEÇÃO (CAPÍTULO) (seção primária, em negrito; caixa alta, corpo 14, alinhada à margem esquerda) (2 espaços 1,5) 1.1 Título (subseção primária, em negrito; só a primeira letra em caixa alta, corpo 12, alinhada à margem esquerda) (2 espaços 1,5) 1.1.1 Título (subseção secundária, em fonte normal; corpo 12, primeira letra em caixa alta, alinhada à margem esquerda) (2 espaços 1,5) 1.1.1.1 Título (subseção terciária; fonte normal; corpo 12, primeira letra em caixa alta, alinhada à margem esquerda) (2 espaços 1,5) 1.1.1.1.1 Título (subseção quaternária; fonte normal; corpo 12, primeira letra em caixa alta, alinhada à margem esquerda) (1 espaço 1,5) a) Alínea (fonte normal; corpo 12, primeira letra em caixa alta, alinhada à margem esquerda); (1 espaço 1,5) 6.1.10 6.1.11 6.1.12 b) Alínea; (1 espaço 1,5) – Subalínea (fonte normal; corpo 12, primeira letra em caixa alta, alinhada à margem esquerda) (1 espaço 1,5) – SubalíneaTítulos sem indicativo numérico Os títulos, sem indicativo numérico, como errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice, anexo e índice, devem ser centralizados.1 Cabe ressaltar que a Introdução e as Considerações finais não são numeradas e devem estar alinhadas à margem esquerda, levando em consideração as regras referentes à seção primária (letras maiúsculas, corpo 14, negrito). Elementos sem título e sem indicativo numérico Fazem parte desses elementos a folha de aprovação, a dedicatória e a epígrafe. Notas de rodapé Devem ser digitadas/datilografadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas e por filete de 3 cm, a partir da margem esquerda.2 6.1.13 6.1.14 6.1.15 Paginação Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual (a partir da Introdução), em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. No caso de trabalho constituído de mais de um volume, deve ser mantida uma única sequência de numeração das folhas, do primeiro ao último volume. Havendo apêndice(s) e anexo(s), as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. Siglas Quando aparecer pela primeira vez no texto, a forma completa do nome precede a sigla, colocada entre parênteses. Exemplo: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Equações e fórmulas Devem ser destacadas no texto e, se necessário, numeradas com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Na sequência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes, índices e outros). Exemplos: x + y = z ... (1) z + w = k ... (2) 6.1.16 6.1.17 Ilustrações Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas e outros), sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou legenda explicativa de forma breve e clara, dispensando consulta ao texto e da fonte. A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere, conforme o projeto gráfico. Exemplo: (figura centralizada) Fonte: GEN (2011) (espaçamento 1,5) Figura 1 – Logotipo do Grupo Editorial Nacional. (junto à margem esquerda da folha) Tabelas Apresentam informações tratadas estaticamente. Observar as mesmas regras para as ilustrações, conforme item anterior. 6.1.18 6.1.18.1 a)b) c) d) 6.1.18.2 a)b) 6.1.18.2.1 a) Citações Devem ser realizadas de acordo com a ABNT NBR 10520 e NBR 6023. Definições citação: menção de uma informação extraída de outra fonte; citação de citação: citação direta ou indireta de um texto a cujo original não se teve acesso; citação direta: transcrição textual de parte da obra do autor consultado; citação indireta: texto baseado na obra do autor consultado. Citações no texto As citações no texto podem ser realizadas a partir de dois sistemas, quais sejam: sistema autor-data; sistema de notas de rodapé. Sistema autor-data Nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável ou título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas e minúsculas, e, quando estiverem entre parênteses, em letras maiúsculas. Em seguida, exemplos de citações diretas e indiretas no texto, valendo- se do Sistema autor-data, conforme ABNT NBR 10520.3 Citação indireta, sobrenome do autor fora de parênteses e com menos de três linhas. Nesse caso, apenas é obrigatório o ano da obra referida. A indicação do número da página consultada é opcional: A ironia seria assim uma forma implícita de b) c) d) e) heterogeneidade mostrada, conforme a classificação da proposta por Authier-Reiriz (1982). Citação direta (deve-se usar a citação entre aspas), sobrenome do autor fora de parênteses e com menos de três linhas. Nesse caso, deve constar entre parênteses o ano e o número de página da obra referente à citação. Oliveira e Leonardos (1943, p. 146) dizem que a “[...] relação da série São Roque com os granitos porfiroides pequenos é muito clara.” Citação direta, sobrenome do autor, ano e número de página entre parênteses, com menos de três linhas. Deve constar no final da citação. “Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia [...]” (DERRIDA, 1967, p. 293). Havendo outros elementos indicativos da obra, como volume, tomo ou seção da fonte consultada, nas citações diretas, devem ser especificados. Devem seguir a data, separados por vírgula e precedido pelo termo que o caracteriza, de forma abreviada. Nas citações indiretas, é opcional. Meyer parte de uma passagem da crônica de “14 de maio”, de A Semana: “Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente sancionou [...]” (ASSIS, 1994, v. 3, p. 583). As aspas devem ser utilizadas em citação direta, com menos de f) g) três linhas. Aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. Segundo Sá (1995, p. 27): “[...] por meio da mesma ‘arte de conversação’ que abrange tão extensa e signifi-cativa parte da nossa existência cotidiana [...].” As citações diretas, no texto, com mais de três linhas, devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com corpo menor (tamanho 10) que a do texto utilizado e sem as aspas, com espaçamento de entrelinhas simples. Quanto ao espaçamento entre parágrafos que antecede e sucede à citação, deve-se utilizar 1,5. <<4 cm>> A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone, e computador, Através de audioconferência, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão. (NICHOLS, 1993, p. 181). Citações de dois ou três autores. Devem ser mencionados os autores na ordem de apresentação na obra citada. “Não se mova, faça de conta que está morta.” (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72). (citação direta). “A CTNBio possui fundamental responsabilidade frente ao desenvolvimento econômico sustentável.” (LEHFELD; ARAÚJO; LEPORE, 2006, p. 50). Conforme Lehfeld, Araújo e Lepore (2006), a nova Lei de Biossegurança não surtiu os efeitos esperados, especialmente h) i) j) k) l) para a disciplina da clonagem. (citação indireta) Quando houver mais de três autores, utilizar a expressão “et. al.” (que significa “e outros”). Segundo Tárrega et. al. (2006), a democracia representativa encontra-se falida. A busca, hodiernamente, é de instrumentos democráticos participativos. “A democracia representativa está morta.” (LEHFELD et. al., 2006, p. 8). Quando houver coincidência de sobrenomes e ano da obra, os prenomes devem servir como diferenciadores. Exemplos: (SOUZA, F., 1993) e (SOUZA, A., 1993) (BARBOSA, Cássio, 1965) e (BARBOSA, Celso, 1965) Quando ocorrer citação de obras de mesma autoria, publicadas no mesmo ano, acrescenta-se, para distingui-los, letras minúsculas do alfabeto logo após a data, sem espaço. Exemplos: (ABIQUIM, 1998a); (ABIQUIM, 1988b) e (ABIQUIM, 1998c) Em conformidade com Gomes Júnior (2004a), [...]. Citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm as suas datas separadas por vírgula. Exemplos: (DREYFUSS, 1989, 1991, 1995) (CRUZ; CORREA; COSTA, 1998, 1999, 2000) Citações indiretas de diversas obras de vários autores, mencionados m) n) o) simultaneamente, devem ser separadas por ponto e vírgula, em ordem alfabética. Diversos autores salientam a importância do “acontecimento desencadeador”no início de um processo de aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986; MERIZOW, 1991). Nos casos em que não há menção da autoria pela obra, indicar a instituição responsável, seguindo as mesmas regras anteriormente dispostas para as citações diretas e indiretas. “Comunidade tem que poder ser intercambiada em qualquer circunstância, sem quaisquer restrições estatais, pelas moedas dos outros Estados-membros.” (COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS, 1992, p. 34). Nos casos de citação de obras sem indicação de autoria ou responsabilidade, mencionar a primeira palavra do título seguida de reticências, data de publicação do documento e página(s) da citação, no caso de citação direta, separados por vírgula e entre parênteses. “As IES implementarão mecanismos democráticos, legítimos e transparentes de avaliação sistemática das suas atividades, levando em conta seus objetivos institucionais e seus compromissos para com a sociedade.” (ANTEPROJETO..., 1987, p. 55). No caso em que há citação de outra citação, deve-se utilizar a expressão “ apud”, que significa “citado por”, “conforme”, “segundo”.4 Exemplos: Segundo Silva (1983 apud ABREU, 1999, p. 3) diz ser [...]. “[...] o viés organicista da burocracia estatal e o antiliberalismo da cultura política de 1937, preservado de modo encapuzado na Carta de 1946.” (VIANNA, 1986, p. 172 apud SEGATTO, 1995, p. 214-215). 6.1.18.2.1.1 Citações no texto e sua correspondente referência Cabe ressaltar que as citações realizadas no texto, sejam diretas ou indiretas, devem ser referenciadas no final do trabalho, quando relacionadas às obras consultadas (Referências). Nesse caso, deve-se observar as regras previstas no item 4 do presente guia. Exemplo I a) No texto O mecanismo proposto para viabilizar esta concepção é o chamado Contrato de Gestão, que conduziria à captação de recursos privados como forma de reduzir os investimentos públicos no ensino superior (BRASIL, 1995). b) Nas referências (localizada no final do trabalho, após as conclusões) BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano diretor da reforma do aparelho do Estado. Brasília, DF, 1995. Exemplo II a) No texto De fato, semelhante equacionamento do problema conteria o risco de se considerar a literatura meramente como uma fonte a mais de conteúdos já previamente disponíveis, em outros lugares, para a teologia (JOSSUA; METZ, 1976, p. 3). b) Nas referências JOSSUA, J. P.; METZ, J. B. Editorial: Teologia e Literatura. Concílium, Petrópolis, v. 115, n. 5, p. 2-5, 1976. Exemplo III a) No texto Merriam e Caffarella (1991) observam que a localização de recursos tem um papel crucial no processo de aprendizagem autodirigida. b) Nas referências MERRIAM, S.; CAFFARELLA, R. Learning in adulthood: a comprehensive guide. São Francisco: Jossey-Bass, 1991. Exemplo IV a) No texto Bobbio (1995, p. 30) com muita propriedade nos lembra, ao comentar esta situação, que os “juristas medievais justificaram formalmente a validade do direito romano ponderando que este era o direito do Império Romano que tinha sido reconstituído por Carlos Magno com o nome de Sacro Império Romano.” b) Nas referências 6.1.18.2.2 a) b) c) BOBBIO, Noberto. O positivismo jurídico: lições de Filosofia do Direito. São Paulo: Ícone, 1995. Sistema nota de rodapé Neste caso, as citações devem ser referenciadas por notas de rodapé, com a utilização da ABNT NBR 6023:2002. Citação indireta, com indicação do autor no texto: faz-se a referência em nota de rodapé, iniciando-se com o título da obra em negrito (se houver subtítulo, em fonte normal), edição, cidade, editora, ano e página (verifique Seção 7 – Referências) Édis Milaré afirma que o EIA-RIMA, bem como a Lei das Unidades de Conservação da Natureza, são instrumentos eficazes para garantir a Política Nacional do Meio Ambiente.5 Citação indireta, sem indicação do autor no texto: faz-se a referência em nota de rodapé, iniciando-se com o nome (letras maiúsculas) e prenome do autor, nome da obra em negrito, edição, cidade, editora, ano e página. (verifique Seção 7 – Referências). O EIA-RIMA, bem como a Lei das Unidades de Conservação da Natureza, são instrumentos eficazes para garantir a Política Nacional do Meio Ambiente.6 Citação direta, inferior a três linhas, com a indicação do autor no texto: em fonte normal, entre aspas, parágrafo com recuo de 2 cm (normal) da margem esquerda, com referência em nota de rodapé, iniciando-se pelo título em negrito (se houver subtítulo, em fonte normal), edição, cidade, editora, ano, página d) e) f) (verifique Seção 7 – Referências). Conforme Sérgio Said Staut Júnior, a “reflexão sobre a natureza dúplice dos direitos autorais remete a um outro conjunto de preocupações, dentre elas, a questão do fundamento dos direitos autorais”.7 Citação direta, menos de três linhas, sem indicação do autor no texto: em fonte normal, entre aspas, parágrafo com recuo de 2 cm (normal) da margem esquerda, com referência em nota de rodapé, iniciando-se pelo nome (letras maiúsculas) e prenome do autor, título em negrito (se houver subtítulo, em fonte normal), edição, cidade, editora, ano, página (verifique Seção 7 – Referências). “O estudo atual do direito autoral passa por alguns problemas, problemas que são sentidos e são produtos do momento conturbado pelo qual a sociedade e, por extensão, o Direito vêm passando”.8 As aspas devem ser utilizadas em citação direta, com menos de três linhas. Aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. “Por força do art. 5°, caput, I da Lei 7.347/85, é parte legítima para propor a ação civil pública a associação que ‘I – esteja constituída há pelo menos um ano, nos termos da lei civil’”.9 As citações diretas, no texto, com mais de três linhas, devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, corpo menor (tamanho 10), sem as aspas, com espaçamento g) h) entrelinhas simples. A referência será feita em nota de rodapé, conforme orientações anteriores, quanto aos elementos que devem compô-la. Quanto ao espaçamento entre parágrafos que antecede e sucede à citação, deve-se utilizar 1,5. <<4 cm>> Segundo a doutrina, Parlamentarismo é o sistema de governo que dá ao Parlamento a primazia da política governamental. Dessa forma, o executivo é exercido mediante delegação da maioria do Parlamento, que elege um Conselho de Ministros, sendo o Primeiro-Ministro o chefe do governo. Se o Conselho for incompetente ou corrupto, instala-se um remédio imediato: é derrubado, sendo rapidamente substituído por outro Conselho.10 Citações de dois ou três autores. Devem ser mencionados os autores na ordem de apresentação na obra citada. Nas omissões, por vezes, a pessoa não pratica a ação devida por causa de uma incapacidade de conduta: é o caso de quem se acha em meio a uma crise de histeria e não pode gritar para uma pessoa cega que está caminhando para um precipício; daquele que fica paralisado em razão de um choque emocional num acidente e não pode prestar socorro às pessoas etc.11 Paulo: Saraiva, 2005. p. 28. Outro exemplo (citação com menos de três linhas): “Outro importante desafio é a dificuldade de internalização pelas pessoas do real significado do desenvolvimento sustentável, apesar de esta temática estar presente exaustivamente nas agendas e nos debates atuais”.12 Quando houver mais de três autores, utilizar a expressão “ et. al.” (que significa “e outros”) (citação longa). i) j) k) A estabilidade no mandato é fundamental para a autonomia das agências, no entanto não pode se portar como um manto intocável, devendo ser destituída a partir do momento em que se vislumbra a incompetência de seu portador.13 Quando não houver menção à autoria da obra, indicar a instituição responsável, seguindo as mesmas regras anteriormente dispostas para as citações diretas e indiretas (Vide Seção 7 – Referências) (citação longa). O mecanismo proposto para viabilizar esta concepção é o chamado Contrato de Gestão, que conduziria à captação de recursos privados como formade reduzir os investimentos públicos no ensino superior.14 Quando não houver menção à autoria da obra, apenas do título, este deve iniciar a referência, em maiúsculo. Quanto aos demais elementos, observar as regras anteriormente dispostas para as citações diretas e indiretas, e a Seção 7 – Referências. “Em Nova Londrina (PR), as crianças são levadas às lavouras a partir dos 5 anos”.15 Quando houver citação de outra citação, deve-se utilizar a expressão “ apud”, que significa “citado por”, “conforme”, “segundo”.16 Segundo Lépore, a competência normativa da agência está compreendida pelos standards determinados pela lei, de forma genérica, possibilitando assim o referido órgão determinar regras de conduta para os agentes submetidos ao seu controle”.17 l) m) 6.1.18.3 Devem ser indicadas as supressões, interpolações, comentários, ênfase ou destaques, do seguinte modo: Supressões: [...] Interpolações, acréscimos ou comentários: [ ] Ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico (utiliza-se o termo “grifo nosso”. Quando for do autor citado, indicar com “grifo do autor”). Exemplos: “O Código Florestal [...] ocupou-se do assunto de forma indireta ou reflexa.” “A disciplina jurídica dos contratos é direito-custo. A margem de atuação da autonomia da vontade e a intervenção do estado, calibradas pela lei, interferem no cálculo empresarial”.18 Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor, deve-se inserir a expressão “tradução nossa” entre parênteses. A regulação é um processo em que interessa não apenas o momento da formulação das regras, “mas também aqueles da sua concreta aplicação, e por isso, não a abstrata, mas a concreta modificação dos contextos de ação dos destinatários”.19 Notas de referência (utilização de Id.; Ibid.; op cit.; loc. cit.; Cf.) As notas de referências devem observar as regras da ABNT NBR a) b) 10520:2002. A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa. As subsequentes citações da mesma obra devem ser referenciadas de forma abreviada, utilizando as seguintes expressões, quando for o caso. Quando a citação subsequente for do mesmo autor, realizada na mesma página, utilizar Idem (“mesmo autor”. De forma abreviada, Id.). “O art. 21, XIX, diz que compete à União instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”.20 Continua o referido autor: “[...] e o art. 22, IV, estabelece a competência privativa da União para legislar sobre águas”.21 Quando a citação subsequente for da mesma obra, realizada na mesma página, utilizar Ibidem (“na mesma obra”. De forma abreviada, Ibid.). O reconhecimento do direito a um meio ambiente sadio configura-se, na verdade, como extensão do direito à vida, quer sob o enfoque da própria existência física e saúde dos seres humanos, quer quanto ao aspecto da dignidade dessa existência – a qualidade de vida –, que faz com que valha a pena viver.22 Deveras, “o caráter fundamental do direito à vida torna inadequados enfoques restritos do mesmo em nossos dias; sob o direito à vida, em seu sentido próprio e moderno, não só se mantém a proteção contra qualquer privação arbitrária da vida, mas além disso encontram-se os Estados no dever de buscar c) c.1) c.2) diretrizes destinadas a assegurar o acesso aos meios de sobrevivência [...]”.23 Quando a citação subsequente for de obra já citada, utilizar opus citatum (“obra citada”. De forma abreviada, op. cit.), nos seguintes casos: Quando a citação subsequente estiver na mesma página, mas intercalada com outra citação, de autor diverso. “Hoje se exige maior participação-cidadã no processo político”24. Para tanto, “imprescindível o acesso a instrumentos democráticos de participação”25. Como exemplo, podemos citar “a ação popular, ação civil pública, direito de petição e de obter informações de repartições públicas, e outras”.26 Quando a citação subsequente estiver em página posterior do trabalho. Alexandre de Moraes afirma que a decisão tomada pela agência, embora discricionária, pode ser perfeitamente revista pelo Poder Judiciário quanto a sua legalidade”.27 Em página posterior do trabalho: O controle judicial, ademais, vai além da legalidade quanto se trata de decisão proferida por órgão regulador. Sem se apropriar do mérito, o Poder Judiciário “pode revê-la quanto à sua proporcionalidade e razoabilidade, princípios que devem ser observados em qualquer prática administrativa”.28 Observação: se houver citação de mais de uma obra, de um mesmo autor, importante informar também o título antes de se utilizar o op. cit., em d) e) páginas posteriores do trabalho. Exemplo: MORAES, Alexandre de. Agências Reguladoras, op. cit., p. 23. Quando a citação subsequente for da mesma página da obra citada, deve-se utilizar loco citato (“no lugar citado”. De forma abreviada, loc. cit.). Em nota de rodapé: Quando a citação refere-se à obra, legislação, jurisprudência ou outro documento, no todo, utiliza-se confira, confronte ( De forma abreviada, Cf.). O meio ambiente, na realidade, é um conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.29 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1011 12 13 14 15 16 17 __________ Observe também o ANEXO G – Modelo de Dedicatória Agradecimentos Epígrafe. Como pode ser observado nesse exemplo. A maioria dos exemplos transcritos no presente documento foi reproduzida da referida norma da ABNT, para fins didáticos. Não se recomenda utilizar muito essa forma de citação em trabalhos científicos. Isso geralmente ocorre devido ao fato de a pessoa não ter tido acesso ao documento original, fazendo com que ele cite trechos já citados em outras obras. Direito do ambiente: doutrina – jurisprudência – glossário. 4. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. p. 437. MILARÉ, Édis. Direito do ambiente: doutrina – jurisprudência – glossário. 4. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. p. 437. Direitos autorais: entre as relações sociais e as relações jurídicas. Curitiba: Moinho do Verbo Editora, 2006. p. 71. STAUT JÚNIOR, Sérgio Said. Direitos autorais: entre as relações sociais e as relações jurídicas. Curitiba: Moinho do Verbo Editora, 2006. p. 51. MILARÉ, Édis. Direito do ambiente: doutrina – jurisprudência – glossário. 4. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. p. 248. DOWER, Nelson Godoy Bassil. Instituições de direito público e privado. 13. ed. São ZAFFARONI, Eugênio Raúl; PIERANGELI, José Henrique. Manual de direito penal brasileiro: parte geral. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1997. p. 441. MARTINS, Sérgio Roberto; SOLER, Antonio Carlos Porciúncula; SOARES, Alexandre Melo. Instrumentos tecnológicos e jurídicos para a construção da sociedade sustentável. In: VIANA, Gilney; SILVA, Marina; DINIZ, Nilo (orgs.). O desafio da sustentabilidade: um debate socioambiental no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2001. p. 159. LEHFELD, Lucas de Souza et. al. Autonomia das agências reguladoras. São Paulo: Editora Mizuno, 2007. p. 54. BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano diretor da reforma do aparelho do Estado. Brasília, DF, 1995. NOS CANAVIAIS, mutilação em vez de lazer e escola. O Globo, Rio de Janeiro, 16 jul. 1995. O País, p. 12. Não se recomenda utilizar muito essa forma de citação em trabalhos científicos. Isso geralmente ocorre devido ao fato de a pessoa não ter tido acesso ao documento original, fazendo com que ele cite trechos já citados em outras obras. LÉPORE, Paulo Eduardo apud LEHFELD, Lucas de Souza. Autonomia das agências 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 reguladoras. São Paulo: Mizuno, 2007. p. 60. (se houver a informação a respeito da obra do autor citado, pode também ser referenciada. Ex.: LÉPORE, Paulo Eduardo. Agências reguladoras e suas competências. São Paulo: Lemos, 2007 apud LEHFELD, Lucas de Souza. Autonomia dasagências reguladoras. São Paulo: Mizuno, 2007. p. 60.) COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial. São Paulo: Saraiva, 2006. v. 3. p. 16. (grifo nosso). MAJONE, Giandomenico; LA SPINA, Antonio. Lo Estato regulatore. Bologna: II Mulino, 2000. p. 28. (tradução nossa). MILARÉ, Édis. Direito do ambiente: doutrina – jurisprudência – glossário. 4. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. p. 286. Id., p. 286. TRINDADE, Antonio A. Cançado. Direitos humanos e meio ambiente: paralelos dos sistemas de proteção internacional. Porto Alegre: Fabris, 1993. p. 76. Ibid., p. 75. LEHFELD, Lucas de Souza. Autonomia das Agências Reguladoras. São Paulo: Mizuno, 2007. p. 82. ARAUJO, José Carlos Evangelista. Democracia participativa. São Paulo: Lemos, 2007. p. 54. LEHFELD, Lucas de Souza, op. cit., p. 100. Agências Reguladoras. São Paulo: Atlas, 2002. p. 50. MORAES, Alexandre, op. cit., p. 54. Cf. MILARÉ, Édis. Direito do ambiente: doutrina – jurisprudência – glossário. 4. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. 7.1 a) b) Conforme observado, trata-se de elemento pós-textual obrigatório, no qual se encontram as obras e os materiais citados e pesquisados pelo autor do trabalho científico. A disposição dessas obras deve levar em consideração as regras estabelecidas pela ABNT NBR 6023 de agosto de 2002. Segue-se a ordem alfabética, considerando o sobrenome do autor, ou o nome da instituição responsável pela obra. TIPOS DE AUTORIA Várias citações de um mesmo autor A ordem de entrada na lista de referências é o ano de publicação em ordem crescente. Mais de um trabalho de um mesmo autor, com o mesmo ano de publicação A ordem de entrada na lista de referências deve seguir a ordem de citação no texto do documento, devendo ser c) d) e) f) g) identificados pelo ano, seguidos (sem espaço) de letras minúsculas, em ordem alfabética. Para autores com sobrenomes idênticos Utilizam-se os prenomes para definir a sequência. Para o mesmo autor com trabalhos em anos distintos Pode-se adotar como critério de entrada na listagem a ordem alfabética dos títulos dos trabalhos ou seguir a ordem cronológica destes. Obra com dois ou três autores Todos os autores devem ser mencionados, com a entrada pelo sobrenome em maiúsculo, na ordem em que aparecem no documento e separados por vírgula. Obra com mais de três autores Deve-se entrar com o sobrenome do primeiro autor, seguido da expressão latina abreviada “et al.” (em minúscula, não utilizando negrito ou itálico). Mais de uma obra por autor Na segunda obra referenciada, não se repete o nome do autor, sendo substituído por um traço (underline), com cerca de 3 cm. Exemplo: 7.2 7.2.1 7.2.2 DI PIETRO, M. S. de. Direito administrativo. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1998. ______. Parcerias público-privadas. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2000. EXEMPLOS DE REFERÊNCIAS Obra ou Monografia (no todo) AUTOR (ES) da obra (SOBRENOME, Nome). Título do livro (negrito): subtítulo (sem negrito). Número da edição. Local de Publicação: Editor(a), ano de publicação. Número de páginas (opcional) ou volume. ISBN (opcional) Exemplos: FONSECA, R. Agosto. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. 349p. GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: EdUFF, 1998. 317 p., 21 cm. (Coleção Antropológica e Ciência Política, 15). Bibliografia: p. 131-132. ISBN 85 228-0268-8. IBICT. Manual de normas de editoração do IBICT. 2 ed. Brasília, DF, 1993. 41p. MEIRELLES, H. L. Direito administrativo brasileiro. 27 ed. São Paulo: Malheiros, 2002. PASSOS, L. M.; FONSECA, A.; CHAVES, M. Alegria de saber: Matemática, segunda série, 2, primeiro grau: livro do professor. São Paulo: Scipione, 1995. 136 p. SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental. Estudo de impacto ambiental – EIA. Relatório de impacto ambiental – RIMA: manual de orientação. São Paulo, 1989. 48 p. (Série Manuais). URANI, A. et al. Constituição de uma matriz de contabilidade social para o Brasil. Brasília, DF: IPEA, 1994. (mais de três autores) Capítulo de obra (parte de obra/monografia) AUTOR (ES) DO CAPÍTULO. Título do capítulo / parte. In: Autor(es) do livro. Título do livro (negrito). Número Obs.: 7.2.3 7.2.4 da edição. Local de Publicação: Editor(a), ano de publicação. Volume ou capítulo correspondente. páginas inicial-final do capítulo. se o capítulo e o livro forem de autoria de uma mesma pessoa, não é necessário repetir o nome e sobrenome após o termo “In”. Exemplos: ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G.; SCHMIDT, J. (Org.). História dos jovens 2: a época contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 7-16. SANTOS, F. R. dos. A colonização da terra Tucujús. In: ______. História do Amapá, 1º grau. 2 ed. Macapá: Valcan, 1994. cap. 3, p. 15-24. Periódico (revista) no todo TÍTULO DA REVISTA (abreviada ou não). Local de publicação: Editor(a), datas de início e de encerramento da publicação se houver. Exemplos: BOLETIM GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro: IBGE: 1943-1978. Trimestral REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939-. SÃO PAULO MEDICAL JOURNAL. São Paulo: Associação Paulista de Medicina, 1941 – Bimestral. ISSN 0035- 0362. Parte de periódico (revista) TÍTULO DA REVISTA (abreviada ou não). Local de publicação: Editor(a), número ou parte da revista, data (mês. Ano). Número de páginas. Exemplo: 7.2.5 7.2.6 Obs.: DINHEIRO. Revista semanal de negócios. São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jan. 2000. 98 p. Artigo de revista, boletim (periódico) AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título da Revista, (abreviado ou não, em negrito) Local de publicação, Editora, número do Volume, número do Fascículo, Páginas inicial-final, mês e ano. Exemplos: COSTA, V. R. À margem da lei: o Programa Comunidade Solidária. Em pauta: revista da Faculdade de Serviço Social da UERJ, Rio de Janeiro, UERJ Editora, n. 12, p. 131-148, 1998. GURGEL, C. Reforma do Estado e Segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, Editora Juris, v. 3, n. 2, p. 15-21, set. 1997. Artigo e/ou matéria de jornal AUTOR DO ARTIGO (SOBRENOME, Nome). Título do artigo. Título do Jornal (em negrito), Local de Publicação, dia mês. Ano. Número ou Título do Caderno, seção ou suplemento, páginas inicial e final do artigo. Exemplos: NAVES, P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 jun. 1989. Folha Turismo, Caderno 8, p. 13. Os meses devem ser abreviados de acordo com o idioma da publicação. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo precede a data. Exemplo: LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999. 7.2.7 Obs.: 7.2.8 7.2.9 Eventos científicos São os documentos relativos a congressos, conferências, simpósios, encontros, seminários etc., publicados na forma de anais ou resumos. NOME DO CONGRESSO, n., ano. Cidade onde se realizou o Congresso. Título… (negrito). Local de publicação: Editora, data de publicação. Volume (quando houver). Quando se tratar de mais de um evento, realizados simultaneamente, deve-se seguir as mesmas regras aplicadas a autores pessoais. Exemplo: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA, 20., 1997. Poços de Caldas. Química: academia, indústria, sociedade: livro de resumos. São Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 1997. Trabalhos apresentados em congressos AUTOR(ES) DO TRABALHO. Título do trabalho. In: NOME DO CONGRESSO, n., ano, Cidade de realização do congresso. Anais... ou Resumo... ou Proceedings... (em negrito). Local de publicação: Editora, ano da publicação. Páginas inicial-final do trabalho. Exemplo: SOUZA, L. S.; BORGES, A. L.; REZENDE, J. O. Influência da correção e do preparo do solo sobre algumas propriedades químicas do solo cultivado com bananeiras. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS, 21., 1994, Petrolina. Anais... Petrolina: EMBRAPA, CPATSA, 1994. p. 3-4. Dissertações e Teses SOBRENOME, Nome (abreviado).Título (em negrito): subtítulo. Ano. Número de folhas (f.) ou Volume. Tipo 7.2.10 Obs.: 7.2.11 de trabalho (Mestrado, Doutorado etc.) – Unidade, Instituição de Ensino, Local (cidade), ano de apresentação. Exemplos: MORGADO, M. L. C. Reimplante dentário. 1990. 51 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia, Universidade Camilo Castelo Branco, São Paulo, 1990. ALENTEJO, Eduardo. Catalogação de postais. 1990. Trabalho Apresentado como requisito parcial para aprovação na Disciplina Catalogação III, Escola de Biblioteconomia, Universidade de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1999. Entrevistas NOME DO ENTREVISTADO. Título (em negrito): Tipo da entrevista [mês. Ano]. Entrevistadores. Local: Instituição, ano. Tipo de gravação (quando houver). Referência da entrevista A entrada para entrevista é dada pelo nome do entrevistado. Deve-se iniciar com o nome do entrevistador, caso este tenha maior destaque do que o entrevistado. Para referenciar entrevistas gravadas, deve-se fazer a descrição física conforme o dispositivo utilizado. Exemplo: SILVA. Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP, 1991. 2 cassetes sonoros. Entrevistas concedidas ao Projeto Memória do SENAI-SP. Legislação (leis, medidas provisórias, decretos etc.) PAÍS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Lei, Decreto etc. n., data (dia, mês e ano). Ementa. Documento em que foi publicado – em negrito (leva-se em consideração as normas referentes ao tipo de documento publicado – revista, obra etc., como Local, volume, número, páginas inicial-final, mês. Ano.) Exemplos: BRASIL. Código civil. 46 ed. São Paulo: Saraiva, 1995. ________. Constituição (1988). Emenda constitucional n.° 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação 7.2.12 federal e marginalia, São Paulo, v. 59, p. 1966, out./dez. 1995. ________. Medida provisória n.° 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997. Seção 1, p. 29514. SÃO PAULO (Estado). Decreto n.° 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-220, 1998. Ou: SÃO PAULO (Estado). Decreto n.° 42.882, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre a desativação de unidades administrativas de órgãos da Administração direta e das autarquias do Estado e dá providências correlatas. LEX: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-220, 1998. Jurisprudência Jurisdição e órgão competente. Título (natureza da decisão ou ementa) e número, partes envolvidas (se houver), relator, local, data e dados da publicação. Exemplos: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus n.° 181.636-1 da 6° Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998. Ou quando retirada de meio eletrônico: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus n.° 181.636-1 da 6° Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Disponível em <http://www.stj.gov.br>. Acesso em 12 set. 2006. Em nota de rodapé (de forma simplificada): TJSP, HC n. 376.330-3/5-00, 5ª Câmara Criminal, Rel. Des. Damião Cogan, j. 18.04.2002, RT 804/368. Legenda: HC = habeas corpus http://www.stj.gov.br RT = 7.2.13 7.2.14 7.2.14.1 7.2.14.2 Rel. Des. = Relator Desembargador j. = julgamento Revista dos Tribunais (onde se encontra publicada a jurisprudência) Normas Técnicas ORGÃO NORMALIZADOR. Título (em negrito): subtítulo, número da Norma. Local, ano. Total de página(s) ou volume (itens opcionais). Exemplos: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses de Universidade de São Paulo, 1992. São Paulo, 1993. 467 p. Material divulgado em meio digital / eletrônico Base de dados (no todo) em CD-ROM, disquete e outras mídias AUTOR (SOBRENOME, Nome). Título (em negrito). Local: Editora, data. Tipo de suporte. Notas. Exemplo: KOOGAN, A.; HOUAISS, A. (Ed.). Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD-ROM. Base de dados (em parte) em CD-ROM, disquete e outras mídias 7.2.14.3 Obs.: 7.2.14.4 AUTOR(ES) DA PARTE (SOBRENOME, Nome). Título da parte. In: AUTOR DO TODO. Título do todo (em negrito). Local: Editora, data. Tipo de suporte. Notas. Exemplo: MORFOLOGIA DOS ARTRÓPODES. In: ENCICLOPÉDIA multimídia dos seres vivos. [S. l.]2 Planeta DeAgostini, c1998. CD-ROM 9. E-mail AUTOR(ES) DA MENSAGEM (SOBRENOME, Nome). Assunto da mensagem. [mensagem pessoal] (em negrito). Mensagem recebida por <e-mail do destinatário> data de recebimento, dia mês e ano.1 As informações devem ser retiradas, sempre que possível, do cabeçalho da mensagem recebida. Quando o e-mail for cópia, poderão ser acrescentados os demais destinatários, após o primeiro, separados por ponto e vírgula. Exemplo: LEHFELD, L. de S. Normas de biossegurança [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <lehfeldrp@gmail.com> 20 dez. 2006. Monografia (no todo ou em parte) em meio eletrônico a) Monografia no todo AUTOR(ES) (SOBRENOME, Nome). Título da monografia. Título do site (em negrito) (se houver). Local (se houver): Editor(a) (Instituição responsável, se houver), ano. Disponível em: <Endereço Eletrônico>. Acesso em: dia mês. Ano, horário (hh:mm:ss). Exemplo: mailto:lehfeldrp@gmail.com 7.2.14.5 7.3 a) ALVES, Castro. Navio negreiro. Virtual Books, 2000. Disponível em: <http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/portr/Lport2/navionegreiro.htm>. Acesso em: 10 jan. 2002, 16:30:30. b) Monografia em parte AUTOR(ES) (SOBRENOME, Nome). Título. In: AUTOR(ES) (se houver). Título da parte/artigo. Título da obra principal (em negrito) (se houver). Local (se houver): Editor(a) (Instituição responsável, se houver), ano. (outros dados, como volume, capítulo etc., se houver). Disponível em: <Endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês. Ano, horário (hh:mm:ss). Exemplo: SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações ambientais em matéria de meio ambiente. In: _________. Entendendo o meio ambiente. São Paulo, 1999. v. 1. Disponível em: http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm>. Acesso em: 8 mar. 1999. Artigo e/ou matéria de revista, boletim, em meio eletrônico AUTOR(ES) (SOBRENOME, NOME). Título do artigo. Título da revista ou boletim (negrito). Local de publicação, número do Volume, número do Fascículo, Páginas inicial-final, mês e ano. Disponível em: <Endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês. Ano. Exemplo: RIBEIRO, P. S. G. Adoção à brasileira: uma análise sociojurídica. Dataveni@. São Paulo, ano 3, n. 18 ago. 1998. Disponível em: <http://www.datavenia.inf.br/frame.artig.html>. Acesso em: 10 set. 1998. EXPRESSÕES QUE PODEM SER UTILIZADAS NA AUSÊNCIA DE DADOS EM REFERÊNCIAS Quando a editora não puder ser identificada, deve-se colocar a expressão [s. n.], que corresponde sine nomine. http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/portr/Lport2/navionegreiro.htm http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm http://www.datavenia.inf.br/frame.artig.html b) c) d) Quando o local e o editor não puderem ser identificados, deve-se colocar a expressão [S. l. : s. n.], que corresponde sine loco; sine nomine. Quando somente o local não puder ser identificado, deve-se colocar apenas a expressão [S. l.]. Se nenhuma data de publicação, distribuição, impressão, puder ser determinada, registra-se uma data aproximada entre colchetes: [1990 ou 1991] um ano ou outro [1980?] data provável [1995] data certa, não indicada no item [entre 1930 e 1942] use intervalos menores de 20 anos [ca. 1998] data aproximada [198-] década certa [195-?] década provável [17--] século certo [17--?] século provável1 __________ [S. l] – utiliza-se quando não há indicação do local em que foi produzida a obra. Abreviação da expressão latina sine loco. Vide item 4.3, infra. 8.1 8.2 INTRODUÇÃO Depois do árduo trabalho de pesquisa, redação e revisão do trabalho, resta o momento final, a defesa. Caracterizado pelo excesso de ansiedade por parte do autor do trabalho, mas toda preocupação deve ser transferida para uma apresentação marcada pela qualidade e precisão, considerando que ninguém conhecerá mais seu trabalho do que o próprio autor. Trata-se do ato de coroamento de um longo processo no qual o candidato ao título demonstrará o domínio sobre o tema. COMPOSIÇÃO DAS BANCAS DE DEFESA Em algumas instituições há tradição da banca dispensar a sustentação oral e já passar diretamente para a arguição, em trabalhos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, ficando ao talante da maioria dos membros, mas vá preparado para situações diversas com a apresentação memorizada. As bancas de graduação são compostas, geralmente, por três examinadores (orientador – presidente da banca – convidado e indicado pela Instituição de Ensino). No entanto, o Curso pode estabelecer outras regras. As de mestrado, por sua vez, são compostas por três examinadores e as de 8.3 i)ii) iii) doutorado por cinco, todos professores doutores. A realização de pesquisa sobre o currículo dos membros da banca evitará surpresas durante a defesa sobre trabalho científico que não foi citado ou lido na elaboração do trabalho do candidato ou até tema conexo, busque o curriculum vitae de cada examinador (como por exemplo, no site http://lattes.cnpq.br/). A APRESENTAÇÃO ORAL Recomendável a leitura do trabalho e a estruturação de uma apresentação na preparação para defesa, inclusive formulação de prováveis questões objeto de arguição. Proponha ao orientador uma reunião prévia, com antecedência de cerca de quinze dias da data da apresentação, para viabilizar tempo hábil para aperfeiçoamento. Caso exista sustentação oral do trabalho, faça uma apresentação da introdução, o desenvolvimento e as conclusões, deixando bem claro quais foram os objetivos da pesquisa. Não leia apontamentos ou o trabalho, é cansativo para a banca examinadora e não prende atenção nem do leigo, quanto mais de professores de estirpe. A duração é imprevisível, portanto, prepare-se para uma longa arguição. Os erros devem ser corrigidos por meio da errata (vide item 3.1.4), a qual é opcional, mas caso a entregue, antes do início dos trabalhos, aos membros da banca, evitará enumeração dos erros constatados. Excelentes defesas são marcadas pela simplicidade, serenidade, polidez e segurança, demonstrando a verdadeira paixão pelo tema. O trabalho será enriquecido com as contribuições dos doutos examinadores. Durante a arguição algumas orientações: Utilize Vossa Excelência, sempre, para tratar os examinadores; Agradeça inicialmente a presença de cada um dos membros da banca; Anote os comentários e as questões formuladas, as quais são imprescindíveis para http://lattes.cnpq.br/ iv) v)vi) vii) viii) revisão do trabalho para futura publicação; Nunca interrompa o examinador; Evite empregar gírias ou expressões populares; Caso tenha opinião diversa do examinador, apresente com o máximo de educação e polidez; Prepare-se para críticas severas, quando deverá explicar e expor argumentos não externados na tese, valendo-se da vasta pesquisa efetuada na preparação do trabalho; Considere que os examinadores já passaram por esta situação e que não há trabalho imune a críticas. Ao final, agradeça a todos os examinadores e atenda às recomendações retificando o trabalho, lembrando que “uma verdade há que me não assusta, porque é universal e de universal consenso: não há escritor sem erros” (Rui Barbosa, Réplica, Separata das Pandectas brasileiras, 2ª tir., p. 21 – atualizamos a redação). 9.1 FONTES DE PESQUISA JURÍDICA Atualmente, a grande dificuldade do pesquisador em qualquer área do conhecimento não mais consiste na busca de dados, em razão da evolução tecnológica principalmente da Internet, mas sim no processo de seleção dessas informações. A imensa quantidade de dados hoje facilmente obtidos em sites na Internet, ou mesmo a partir de obras ou revistas publicadas e disponíveis no mercado, não significa, necessariamente, em uma pesquisa de qualidade, razão pela qual a preocupação em selecionar, de forma adequada, informações atualizadas e dados e informações fidedignos à realidade. Importante que, ao elaborar o trabalho científico, o pesquisador busque selecionar fontes de pesquisa jurídica de qualidade, seja na Internet, seja no mercado editorial. Assim, a proposta aqui apresentada é proporcionar alguns subsídios ao pesquisador ou acadêmico do Direito para melhorar a sua seleção das informações e dados para a realização do trabalho científico. A pesquisa jurídica geralmente se baseia em levantamento bibliográfico de obras ou manuais do Direito. No entanto, cabe ressaltar que há outras fontes importantes de pesquisa que podem ser consultadas, trazendo à investigação científica diversidade de dados e consequentemente qualidade no referencial teórico e prático do tema objeto de estudo. Sob esse prisma, 9.1.1 cabe salientar algumas fontes de pesquisa que podem passar despercebidas pelo pesquisador ou acadêmico do Direito. Jurisprudência Atualmente, em razão do avanço tecnológico da Internet, os acórdãos dos tribunais estaduais, federais e superiores podem ser facilmente consultados pelo pesquisador. Os votos dos desembargadores e ministros proporcionam à pesquisa ampla fundamentação jurídica balizada no direito “vivo”, aplicado, e muitas vezes repensado em razão da complexidade e particularidade dos casos submetidos à apreciação do Poder Judiciário. O pesquisador, por exemplo, pode ter acesso aos acórdãos dos Tribunais de Justiça dos Estados de São Paulo (http://www.tj.sp.gov.br), Minas Gerais (http://www.tjmg.jus.br), Santa Catarina (http://www.tj.sc.gov.br), Rio Grande do Sul (http://www.tj.rs.gov.br), Rio de Janeiro (http://www.tjrj.gov.br), Goiás (http://www.tjgo.jus.br), Distrito Federal e dos Territórios (http://www.tjdft.jus.br), Bahia (http://www.tjba.jus.br) e de outros estados do país. Quanto aos tribunais superiores, o pesquisador, também por meio da internet, pode consultar acórdãos do Supremo Tribunal Federal (http://www.stf.jus.br), Superior Tribunal de Justiça (http://www.stj.gov.br), Tribunal Superior do Trabalho (http://www.tst.gov.br), Tribunal Superior Eleitoral (http://www.tse.gov.br) e Superior Tribunal Militar (http://www.stm.jus.br). Os tribunais regionais federais, do trabalho e eleitorais também, em seus sites, disponibilizam seus acórdãos para pesquisa. Alguns exemplos: Tribunal Regional Federal da 1ª Região (http://www.trf1.gov.br), Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (http://www.trt15.jus.br) e Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (http://www.tre-sp.gov.br). Importante ainda ressaltar que há jurisprudência de tribunais http://www.tj.sp.gov.br http://www.tjmg.jus.br http://www.tj.sc.gov.br http://www.tj.rs.gov.br http://www.tjrj.gov.br http://www.tjgo.jus.br http://www.tjdft.jus.br http://www.tjba.jus.br http://www.stf.jus.br http://www.stj.gov.br http://www.tst.gov.br http://www.tse.gov.br http://www.stm.jus.br http://www.trf1.gov.br http://www.trt15.jus.br http://www.tre-sp.gov.br 9.1.2 administrativos que pode também ser consultada via Internet, como as decisões e orientações dos Tribunais de Contas dos Estados e da União (http://www.tcu.gov.br), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (http://www.cade.gov.br), da Justiça Desportiva (http://www.justicadesportiva.uol.com.br), das Agências Reguladoras brasileiras, como Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL (http://www.anatel.gov.br), Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL (http://www.aneel.gov.br) e Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (http://www.anp.gov.br) etc. Dissertações e teses de doutorado Outra fonte de pesquisa jurídicaé a produção científica dos acadêmicos do Direito, principalmente trabalhos produzidos em programas de pós- graduação stricto sensu no país. Dissertações de mestrado e teses de doutorado são fruto de esforço científico sobre temas atuais e que passaram pelo crivo de banca examinadora, formada por professores doutores. Isso garante, de certa forma, a qualidade do trabalho e consequentemente das referências bibliográficas pesquisadas. A CAPES exige dos programas de mestrado e doutorado no país a comunicação das dissertações de mestrado e teses do doutorado à comunidade científica. Assim, o pesquisador ou acadêmico do Direto pode ter acesso a esses trabalhos por meio de consulta ao acervo das bibliotecas das instituições de ensino superior que possuam pós-graduação stricto sensu, como a Universidade de São Paulo – USP, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Pontifícia Universidade Católica – PUC, Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Universidade de Brasília – UNB etc., ou pelos sites das referidas instituições1. Há também a possibilidade de consultar esses trabalhos pela biblioteca digital de teses e dissertações, disponível no site do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT. Assim, basta acessar o http://www.tcu.gov.br http://www.cade.gov.br http://www.justicadesportiva.uol.com.br http://www.anatel.gov.br http://www.aneel.gov.br http://www.anp.gov.br 9.1.3 endereço http://bdtd.ibict.br. Periódicos Atualmente, os periódicos especializados em Direito também se mostram fundamentais para uma pesquisa de qualidade. Assim, as revistas jurídicas contêm artigos com temas atuais nas mais diversas áreas do Direito, o que possibilita ao pesquisador informações atualizadas e também amplo referencial bibliográfico consultado pelos articulistas. Evidentemente, a preocupação do pesquisador, neste caso, está no processo de seleção dos periódicos que realmente tragam artigos científicos com aprofundamento teórico. Isso porque há no mercado diversos periódicos publicados ou mesmo disponíveis na Internet, em meio eletrônico. Nem sempre os artigos colacionados passaram pela análise e correção de um conselho editorial comprometido com a qualidade do texto. Nesse sentido, quanto aos periódicos publicados por meio impresso, o pesquisador ou acadêmico do Direito pode se valer do Sistema QUALIS da CAPES, que ranqueia as revistas jurídicas, dando uma classificação quanto à sua importância e influência na comunidade jurídica. A classificação dos periódicos é apresentada pelas letras A, B, C, sendo a primeira considerada a categoria de revistas mais bem selecionadas e relevantes. Cabe ressaltar que, para uma pesquisa de qualidade, devem ser analisados periódicos que tenham classificação mínima B. Há também disponível na Internet uma relação de revistas científicas selecionadas pela CAPES, em seu “Portal de Periódicos” (http://novo.periodicos.capes.gov.br), que são ótimas fontes de pesquisa. Antes da consulta, recomenda-se a leitura do tutorial sobre os recursos de busca no seu acervo, em razão da imensa quantidade de periódicos disponíveis. Importante ressaltar que para o acesso a determinados periódicos, imprescindível que seja feito por intermédio de instituições de http://bdtd.ibict.br http://novo.periodicos.capes.gov.br ensino superior com programas de pós-graduação stricto sensu credenciados pela CAPES, em razão de direitos autorais decorrentes de assinaturas. Algumas instituições de ensino superior publicam periódicos impressos ou de forma eletrônica disponíveis na Internet. São exemplos os Cursos de Direito da UNESP (http://www.franca.unesp.br), USP (http://www.direito.usp.br), Fundação Getulio Vargas – FGV (http://portal.fgv.br), Universidade Presbiteriana Mackenzie (www.mackenzie.br), Universidade de Brasília – UNB (http://www.unb.br/noticias/artigos/index.php), Universidade Federal do Piauí (http://www.ufpi.br), Universidade Federal de Goiás (http://www.direito.ufg.br) etc. Em órgãos públicos também são encontradas revistas eletrônicas de interesse do pesquisador na área do Direito. Os tribunais superiores, como o STJ e STF, possuem em seus sites periódicos que podem ser consultados via Internet. São artigos produzidos por seus membros ou por autores de renome na seara jurídica. Há também os informativos que podem ser recebidos via e- mail. Basta realizar o cadastro para receber os clippings, com os principais acórdãos proferidos. Em outros Poderes do Estado, órgãos também publicam revistas importantes, com boa classificação na CAPES. É o caso, por exemplo, do Senado Federal, que publica a Revista de Informação Legislativa, ótimo periódico que pode ser consultado via Internet (http://www.senado.gov.br). No Executivo, cabe relacionar a publicação do Ministério da Justiça disponível para download na Internet (http://www.mj.gov.br). Quanto aos periódicos impressos, as editoras apresentam um amplo rol de revistas nas mais diversas áreas do Direito. Exemplificativamente, a Editora Revista dos Tribunais (http://www.rt.com.br) publica periódicos, disponíveis em meio digital e impresso, de direito constitucional e internacional, direito ambiental, direito privado, do consumidor, ciências criminais, tributário, direito bancário e do mercado de capitais, direito http://www.franca.unesp.br http://www.direito.usp.br http://portal.fgv.br http://www.mackenzie.br http://www.unb.br/noticias/artigos/index.php http://www.ufpi.br http://www.direito.ufg.br http://www.senado.gov.br http://www.mj.gov.br http://www.rt.com.br 9.1.4 a) educacional, de processo, direito do trabalho, da concorrência etc. A Lex (http://www.lex.com.br), por sua vez, publica a Revista Lex do direito brasileiro, da legislação federal e marginália, de jurisprudência do TJ de São Paulo, a Revista Magister de direito civil e processual civil, de direito da família e sucessões, direito trabalhista e previdenciário, direito empresarial, concorrencial e do consumidor, direito penal e processual penal, direito ambiental e urbanístico etc. Existem também institutos que publicam periódicos ou artigos importantes que podem ser utilizados pelo pesquisador do Direito, como o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (http://www.ibccrim.org.br), Instituto Brasileiro de Direito de Família (http://www.ibdfam.org.br), Instituto Brasileiro de Direito Processual (http://www.direitoprocessual.org.br), Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (http://www.ibda.com.br), Instituto Brasiliense de Direito Público (http://www.idp.edu.br), Sociedade Brasileira de Direito Público (http://www.sbdp.org.br), Instituto Brasileiro de Direito Tributário (http://www.ibdt.com.br) e outros. Por fim, vale ressaltar que se deve ter cautela em buscar artigos em sites jurídicos que trazem uma quantidade enorme de trabalhos, das mais diversas áreas e autores, o que pode denotar uma deficiência na seleção científica e editorial dos trabalhos. Neste sentido, importante que se analise a biografia do autor, o referencial teórico trabalhado no artigo e a data de sua publicação, no intuito de verificar a procedência e qualidade do material. Bases de dados na área do Direto As bases de dados também são boas fontes de pesquisa, embora pouco utilizadas nos trabalhos científicos na área jurídica. Abaixo, alguns exemplos de bases de dados que podem ser consultadas pelo pesquisador ou acadêmico do Direito: SCIELO (Scientific Eletronic Library Online) – Artigos de várias áreas http://www.lex.com.br http://www.ibccrim.org.br http://www.ibdfam.org.br http://www.direitoprocessual.org.br http://www.ibda.com.br http://www.idp.edu.br http://www.sbdp.org.br http://www.ibdt.com.br b) c) d) e) f) g) h) i) j) 9.1.5 do conhecimento (http://www.scielo.org) SCIRUS (Scientific Information Only) – Artigos de várias áreas do conhecimento (http://www.scirus.com) Domínio Público – Artigos, obras clássicas e literatura (http://www.dominiopublico.gov.br) Bibliotecas Virtuais Temáticas – Bibliotecas com títulos em diversas áreas do conhecimento (http://prossiga.ibict.br/bibliotecas/)IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) – Acesso a bibliotecas temáticas e dissertações de mestrado e teses de doutorado (http://www.ibict.br) Google Books – Acesso a obras digitalizadas de diversas bibliotecas do mundo (http://books.google.com) Periódicos da CAPES – Acesso a diversas revistas científicas (http://novo.periodicos.capes.gov.br) Wiley Online Library – Base de dados com artigos em diversas áreas do conhecimento (http://www.onlinelibrary.wiley.com) Science Direct – Base de dados com artigos em diversas áreas do conhecimento (http://www.sciencedirect.com/) Presidência da República Federativa do Brasil – Site em que se encontra toda a legislação federal vigente no país (http://www.planalto.gov.br) Bibliotecas O levantamento bibliográfico é tradicionalmente o método mais utilizado pelo pesquisador do Direito. A doutrina é fonte imprescindível para um trabalho monográfico. Com o avanço da Internet, nos dias atuais é possível a consulta de acervos de bibliotecas de diversas instituições de ensino superior ou mesmo de órgãos públicos. Na maioria, contudo, somente haverá possibilidade de constatar a presença da obra ou manual de interesse, sem acesso ao seu conteúdo, pois são poucas que possuem seu acervo digitalizado e disponível http://www.scielo.org http://www.scirus.com http://www.dominiopublico.gov.br http://prossiga.ibict.br/bibliotecas/ http://www.ibict.br http://books.google.com http://novo.periodicos.capes.gov.br http://www.onlinelibrary.wiley.com http://www.sciencedirect.com/ http://www.planalto.gov.br 9.2 9.2.1 9.2.2 na Internet. Assim, cabe ao pesquisador escolher a instituição ou órgão de interesse e verificar se o site possibilita o acesso ao acervo da biblioteca, como no caso da Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista, Universidade de Brasília, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Piauí, Pontifícia Universidade Católica etc. MÉTODOS DE PESQUISA A atividade do pesquisador se traduz em verdadeira investigação. Para que se possa obter resultados adequados à finalidade pretendida é necessário que a investigação seja desenvolvida a partir de um ou mais métodos de pesquisa, conforme se verá na sequência. Método dedutivo Faz uso da dedução para que seja possível obter-se uma conclusão a respeito de determinadas premissas verdadeiras. O pesquisador analisa premissas verdadeiras com o objetivo de, combinando-as, obter um resultado igualmente verdadeiro. O resultado de pesquisas dedutivas é sempre indubitável. Costuma-se afirmar que o método dedutivo parte do geral (premissas verdadeiras) para chegar ao particular (conclusão específica). Exemplo: crianças são especialmente protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (premissa 1). Crianças são as pessoas que têm até 12 anos incompletos (premissa 2). Helena, que tem 5 anos de idade, é especialmente protegida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Método indutivo Parte de uma premissa que leva o pesquisador a intuir uma conclusão de abrangência maior. A pesquisa servirá justamente para investigar se a 9.2.3 conclusão mais ampla do autor é verdadeira ou não. Tem aplicação em pesquisas por amostragem que buscam a conclusão (provavelmente verdadeira) a partir de uma parte do todo, para, apenas depois, tentar a comprovação por meio da atividade de pesquisa. O resultado de uma pesquisa indutiva é apenas provável. Fala-se que o método indutivo se inicia no particular (premissa intuída) para tentar chegar ao geral (comprovação de uma conclusão genérica). Exemplo: o código de defesa do consumidor permite que o consumidor desista da compra feita pela internet (premissa), portanto, o código de defesa do consumidor garante o direito de o consumidor se arrepender de qualquer compra que fizer (conclusão de abrangência maior intuída pelo pesquisador). Ao realizar a investigação o pesquisador desvenda que, em verdade, o código de defesa do consumidor só garante o direito de arrependimento em relação a compras feitas fora do estabelecimento comercial, não se aplicando, pois, àquelas operações realizadas em lojas físicas. Nesse caso, a pesquisa realizada comprovou que a premissa (o código de defesa do consumidor permite que o consumidor desista da compra feita pela internet) estava induzindo o pesquisador a uma conclusão errada. Método dialético Busca conclusões a partir da contraposição de premissas aparentemente antagônicas. Trabalha-se com uma tese e uma antítese para que se possa chegar a uma síntese que, em essência, nada mais é do que uma nova tese. Exemplo: deve-se reduzir a idade penal para incriminar as condutas de jovens (tese), mas será que a redução da idade penal resolverá o problema da violência? (antítese). Síntese: a redução da idade penal não resolverá o problema da violência porque os jovens não praticam atos ilícitos porque não cumprem penas, mas devido à grande desigualdade social e falta de oportunidades de estudo e trabalho. Vale notar que esses métodos precisam estar apontados, descritos e 9.3 9.3.1 justificados no projeto do trabalho científico. Também é aconselhável que sejam apresentados nas introduções dos trabalhos científicos. FOMENTO À PESQUISA: AS BOLSAS DE ESTUDO O processo de investigação científica, muitas vezes, demanda recursos financeiros que podem ser obtidos com o auxílio de agências de fomento, principalmente para aqueles que iniciam os primeiros passos na pesquisa. Cabe ressaltar que na área do Direito há grandes oportunidades de bolsas de estudo, em diversos níveis, como iniciação científica, mestrado, doutorado ou mesmo pós-doutorado. Assim, no intuito de aproximar o pesquisador ou aquele que se inicia na pesquisa jurídica aos recursos financeiros públicos ou privados disponíveis no mercado, abaixo estão relacionadas algumas das principais agências de fomento à pesquisa. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq Atualmente, trata-se de agência federal de fomento que possui um dos maiores orçamentos públicos para o desenvolvimento da pesquisa. Fundação vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para apoio à pesquisa brasileira, contribui diretamente para a formação de pesquisadores, como mestres, doutores, especialistas e iniciantes na pesquisa científica, em diversas áreas do conhecimento. Criado em 1950, o CNPq é uma das maiores e mais consistentes estruturas públicas de apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) dos países em desenvolvimento, com financiamento de programas e pesquisas voltados ao incremento da produção de conhecimento e geração de novas oportunidades de crescimento para o país. Para ter acesso a essas oportunidades proporcionadas pelo CNPq, basta o acompanhamento dos editais dos programas de financiamento publicados 9.3.2 9.3.3 no próprio site da fundação (http://www.cnpq.br). Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES Criada em 1951, com o objetivo de assegurar a existência de pessoal especializado em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades dos empreendimentos públicos e privados que visam ao desenvolvimento do país, atualmente a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES – exerce papel fundamental na manutenção da qualidade e expansão da pós-graduação stricto sensu brasileira (programas de mestrado e doutorado). Assim, alunos regularmente matriculados nos programas de pós- graduação stricto sensu podem buscar junto à CAPES recursos financeiros para o desenvolvimento de suas pesquisas. A referida instituição concede bolsas de estudos para mestrandos e doutorandos, no país ou no exterior. Basta acessar o site (http://www.capes.gov.br) para acompanhar os diversos programas de bolsas e incentivos à pesquisa científica. Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP Empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, criada em 1967, para substituir e ampliar o papel do Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos eProgramas, sucedâneo do Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico – FUNTEC – do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES –, constituído em 1964 com a finalidade de financiar a implantação de programas de pós-graduação nas universidades do país. Atualmente, a FINEP tem como missão “promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas”. http://www.cnpq.br http://www.capes.gov.br 9.3.4 Para acesso aos programas de financiamento, basta verificar as chamadas públicas no site http://www.finep.gov.br, com programas de apoio a projetos de pesquisa em diversas áreas, como a jurídica. Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular – FUNADESP Instituição não estatal de direito privado, a Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular – FUNADESP – surgiu em 1998 a partir da iniciativa de um grupo de mantenedores, dirigentes e educadores de instituições de ensino superior particular. Tem a missão de propiciar às universidades, centros universitários e faculdades a busca contínua da qualidade e relevância das atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão acadêmica e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico. Para tanto, a FUNADESP tem por objetivo, além da capacitação de docentes do ensino superior, estimular a realização de estudos e pesquisas que proporcionem a participação das instituições de ensino superior privadas na geração e disseminação de conhecimentos científicos, técnicos, culturais e artísticos, em prol da sociedade. O pesquisador ou acadêmico interessado pode escolher dois tipos de programas de financiamento: a) Programa de Capacitação de Recursos Humanos ou b) Programa de Bolsas de Fomento à Pesquisa/Desenvolvimento/Inovação. O primeiro refere-se à capacitação docente e dos recursos humanos de instituições de ensino superior, como a possibilidade de bolsas para mestrado, doutorado e pós-doutorado, no país ou no exterior. O segundo incentiva a institucionalização da pesquisa e implantação da pós-graduação stricto sensu nas instituições de ensino superior, bem como fomenta processos de inovação e interação dessas instituições com o setor produtivo. Para acesso a bolsas, deve-se ficar atento ao calendário das chamadas http://www.finep.gov.br 9.3.5 públicas disponível no site da FUNADESP (http://www.funadesp.org.br). As Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados – FAPs Outra fonte de fomento à pesquisa encontra-se nas fundações de amparo à pesquisa dos estados-membros do país. São resultados da aproximação e relação dessas unidades federativas com a política nacional de ciência e tecnologia, que oportunizam aos acadêmicos e pesquisadores a possibilidade de obtenção de bolsas de estudo ou pesquisa. Assim, na maioria dos estados brasileiros há presença de fundações de amparo à pesquisa, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP – e a do Estado de Minas Gerais, conhecida como FAPEMIG. A FAPESP, instituída em 1962, atualmente é uma das mais importantes agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do país. Ligada à Secretaria de Ensino Superior do governo do estado de São Paulo, possui um orçamento anual superior a R$ 400 milhões, o que lhe possibilita apoiar a pesquisa e financiar a investigação, o intercâmbio e a divulgação da ciência e tecnologia produzida no estado paulista. Esse apoio dá-se por meio de bolsas e auxílios à pesquisa em todas as áreas do conhecimento. As bolsas se destinam a estudantes de graduação e pós-graduação, e os auxílios a pesquisadores com titulação mínima de doutor, vinculados a instituições de ensino superior do estado de São Paulo. Para acesso a esses programas de fomento à pesquisa, o interessado pode se inscrever no próprio site (http://www.fapesp.org.br), por meio do Sistema de Apoio e Gestão (SAGE). A FAPEMIG, por sua vez, é a única agência de fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico de Minas Gerais. Fundação do Governo Estadual, vinculada à Secretaria do Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tem por missão induzir e fomentar a pesquisa e a inovação científica e tecnológica para o desenvolvimento do estado mineiro. http://www.funadesp.org.br http://www.fapesp.org.br 9.3.6 9.3.7 Há diversas modalidades de apoio à pesquisa, como bolsas de estudo, desenvolvimento de projetos de pesquisa, eventos, congressos, programas da CAPES, publicações etc. Para ter acesso, importante que o interessado fique atento aos editais e, além disso, faça o seu cadastro no site da FAPEMIG (http://www.fapemig.br). Outros estados também apresentam fundações de amparo à pesquisa, como o Rio de Janeiro (FAPERJ – http://www.faperj.br); Goiás (FAPEG – http://www.fapeg.go.gov.br); Santa Catarina (FAPESC – http://www.fapesc.rct-sc.br); Rio Grande do Sul (FAPERGS – http://www.fapergs.rs.gov.br); e Mato Grosso (FAPEMAT – http://www.fapemat.mt.gov.br). Fundos setoriais de ciência e tecnologia Criados a partir de 1999 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, os Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia são instrumentos de financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. No país, há 16 fundos que podem ser consultados no site da FINEP (http://www.finep.gov.br). São fontes de recursos financeiros destinados ao desenvolvimento de estudos, principalmente relacionados a inovações tecnológicas com vistas à definição de uma política nacional de ciência e tecnologia no país por longo prazo. Ademais, 30% dos recursos desses fundos são obrigatoriamente dirigidos às Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, promovendo a desconcentração das atividades de ciência e tecnologia, e consequentemente disseminando os seus benefícios em todo o território brasileiro. Outras formas de incentivo à pesquisa científica: prêmios, processos de seleção de projetos e concursos de monografias Cabe ressaltar que a pesquisa pode ser desenvolvida também por meio de prêmios dados por vários organismos estatais e não estatais, bem como a http://www.fapemig.br http://www.faperj.br http://www.fapeg.go.gov.br http://www.fapesc.rct-sc.br http://www.fapergs.rs.gov.br http://www.fapemat.mt.gov.br http://www.finep.gov.br 9.4 realização de concursos ou seleção de projetos de pesquisa. Assim, o acadêmico do Direito pode participar de eventos, como o prêmio Jovem Cientista, concedido desde 1981 pelo CNPq, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Grupo de Empresas Gerdau e Eletrobras (http://www.premiojovemcientista.cnpq.br), ou o Prêmio Petrobras de Tecnologia, concedido pela Petrobras, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o CNPq e o Ministério de Minas e Energia, denominada (http://www.petrobras.com.br). Tem por objetivo o desenvolvimento de trabalhos científicos que contribuam para a evolução de conhecimento nos atuais desafios da Petrobras. Há também concursos de monografias e seleção de projetos de pesquisa realizados por diversos órgãos públicos e privados. Há premiações ou mesmo recursos financeiros para o desenvolvimento da pesquisa jurídica. Exemplo de órgão público que realiza processos de seleção de projetos de pesquisa é o Ministério da Justiça (http://www.mj.gov.br), que atualmente desenvolve o Projeto Pensando o Direito. Mas também há outros que promovem concursos de monografias, como exemplo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (http://www.cade.gov.br), que geralmente concede premiações a trabalhos na área de direito concorrencial e regulatório. Assim, como se observa, o pesquisador ou acadêmico do Direito pode se valer, para o desenvolvimento de sua investigação científica, de recursos financeiros de agências de fomento, ou mesmo participar de concursos ou premiações. Basta ficar atento às oportunidades que essas instituições e órgãos oferecem, sendo que hodiernamente, em razão do avanço tecnológico da Internet, são processos desburocratizados, de fácil participação,muitas vezes com o simples preenchimento de formulário eletrônico. TRANSFORMAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO EM ARTIGO Após a apresentação do trabalho científico em banca examinadora, com http://www.premiojovemcientista.cnpq.br http://www.petrobras.com.br http://www.mj.gov.br http://www.cade.gov.br a sua aprovação, cabe ao autor adequar seu texto para publicação, seja como artigo ou livro. Para tanto, deverá identificar previamente qual será a editora ou revista que publicará seu trabalho e se adequar às suas exigências para publicação, mediante prévia consulta a site ou até buscando contato com o setor responsável. Obtidas as regras, o autor deverá segui-las fielmente, lembrando que a linguagem deverá ser mais acessível do que a empregada no trabalho científico, visando que até o acadêmico que cursa o primeiro semestre possa entender o trabalho, sem perder a qualidade exigida pela linguagem científica. Trata-se de um trabalho difícil, devendo o autor buscar publicações consagradas (em livros ou revistas) para obtenção de um parâmetro. 1 __________ Para saber quais são os programas de mestrado e doutorado credenciados no país, basta acessar o site da CAPES (http://www.capes.gov.br). http://www.capes.gov.br 10.1 A IMPORTÂNCIA DO SUMÁRIO PROVISÓRIO (PROJETO DE PESQUISA) O trabalho científico, em sua estruturação, precisa ter lógica e continuidade entre suas seções (capítulos) e subseções, bem como compreender as categorias teóricas do título proposto. Neste sentido, cabe ressaltar a importância do projeto de pesquisa, bem como a delimitação do tema. Títulos muito amplos (p. ex.: “Da dispensa na licitação”) inviabilizam a profundidade e extensão da investigação científica, tornando o texto muitas vezes superficial, ou meramente descritivo, sem profundidade doutrinária, jurisprudencial e legislativa. A partir de um título bem delimitado e objetivo, o sumário será desenvolvido naturalmente, compreendendo as categorias teóricas determinadas no título. Exemplo: “O Princípio da vedação do retrocesso na tutela jurídico-constitucional das Áreas de Preservação Permanente (APPs)”. A partir desse título, podemos estruturar o seguinte sumário provisório: 1. Introdução; 2. Da Tutela jurídica das Áreas de Preservação Permanente (APPs); 3. Dos Princípios do Direito Ambiental (entre eles colocar em subseção o da vedação do retrocesso); 4. O Princípio da Vedação do 10.2 10.3 Retrocesso e sua aplicação na proteção das APPs; 5. Conclusão; 6. Referências. TÉCNICA REDACIONAL A boa redação é fundamental para o trabalho científico. Conhecer a língua portuguesa, tanto em relação à gramática e à ortografia, quanto ao vocabulário adequado à área jurídica em análise, é imprescindível para que o pesquisador possa transmitir a informação (mensagem), em todos os seus detalhes, ao leitor. O texto deve ser claro e objetivo, sem rodeios. Hodiernamente, a divulgação da pesquisa por meio do trabalho científico não mais se reveste de vocabulário rebuscado, de difícil compreensão. Escrever bem não significa escrever de modo difícil, com palavras já não mais utilizadas nos dias atuais, ou mesmo com inversões de ordem direta das frases (sujeito, verbo e complemento). Os parágrafos não devem ser longos. Em regra, a primeira frase do parágrafo deve ser o tema (ideia) principal (tópico frasal), a ser desenvolvido nas linhas seguintes do parágrafo. Havendo outro tema (ideia), deve-se começar outro parágrafo. Uma dica mais pragmática e objetiva (quantitativa): o parágrafo deve ter no máximo oito linhas (em regra, isso basta para desenvolver o conteúdo apresentado no tópico frasal). Em tempo, deve-se revisar o texto. A revisão deve ser realizada tanto pelo autor como por terceiros (de preferência, com competência para leitura e correção da língua portuguesa). A leitura por outra pessoa busca evitar que erros que não conseguimos observar por “vício de autoria” passem desapercebidos. ÉTICA NA PESQUISA: O PROBLEMA DO PLÁGIO E DO AUTOPLÁGIO O plágio é um dos grandes problemas na produção científica atual, não só no Brasil, mas em todo o mundo, em todas as áreas do conhecimento. No direito, infelizmente o plágio é uma realidade, principalmente em virtude da dinâmica do mercado editorial, bem como das exigências de órgãos públicos de regulação de cursos de pós-graduação (lato e stricto sensu) e de graduação, que determinam, na maioria das vezes, a qualidade das Instituições avaliadas pela quantidade de publicações, sem necessariamente observarem a qualidade do material produzido. Portanto, o plágio traduz-se reprodução de texto ou conteúdo, no trabalho, sem a devida referência bibliográfica. Ou seja, o autor do trabalho acaba se apropriando daquela informação ou dado de autoria de outrem. Vício que prejudica a integridade e autenticidade do trabalho científico, bem como viola direitos autorais, constituindo crime nos termos do Código Penal (“Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa”) e ilícito civil, gerando ao autor cuja obra foi fraudulentamente reproduzida, requerer indenização contra o plagiador conforme Lei de Direitos Autorais (Lei n. 9.610/98, arts. 102 a 110). Por isso, é fundamental que o pesquisador, ao se valer de ideias, informações ou dados de outrem, faça a devida referência em seu texto, garantindo a integridade do trabalho, bem como a ética na pesquisa. Com isso, evita-se problemas sérios, facilmente apurados por meio de programas de computador especializados em constatar o plágio. Outro fenômeno que vem se tornando rotineiro nos trabalhos científicos é o autoplágio, que na realidade se trata da “reciclagem de texto”, “expediente praticado por um autor de copiar trechos de seus artigos antigos em novos manuscritos”. (FAPESP, 2014, p. 9). A produção científica decorrente desse expediente, no entanto, acaba 10.4 a) gerando um texto sem inovação, com pouco valor agregado à busca do conhecimento a respeito de um determinado fenômeno ou objeto sob análise. Evidentemente que poucas sentenças utilizadas de outros trabalhos já realizados pelo pesquisador não comprometem o valor científico do novo texto. Isso “é diferente da repetição literal de vários parágrafos” (FAPESP, 2014, p. 9). Por isso, cada caso deve ser analisado e, se constatado o problema, em regra, o editor ou a editora responsável deve considerar a possibilidade de publicar uma correção ou mesmo de fazer uma retratação. A ética na pesquisa, portanto, é diretriz fundamental de qualquer produção do conhecimento científico, principalmente nos dias atuais, em que há uma grande facilidade, por instrumentos tecnológicos, como a internet, de obter informações e dados. Isso demanda, cada vez mais, integridade no comportamento do aluno (pesquisador), para não deixar levar por essa prática irregular (se não ilegal). ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO O tempo é uma das principais variáveis que influenciam no desempenho do pesquisador e, consequentemente, no resultado da investigação científica. Muitos trabalhos, principalmente na graduação, acabam não abordando de forma aprofundada o tema que foi proposto em seu título. Por isso a administração do tempo é fundamental. Como desperdiçamos tempo no processo de investigação científica? Algumas possíveis causas que podem responder a essa pergunta: Não conseguimos priorizar as atividades, pois geralmente acumulamos mais compromissos do que deveríamos. “Acreditamos que tudo que nos chega seja extremamente importante” (VOLPATO, 2011, p. 24). Nesse sentido, a administração do tempo depende de prioridades em nossos compromissos. Não deixe de b) c) d) dizer “não” àquilo que possa prejudicar o seu planejamento. Realizar triagem do que irá ler. A leitura engrandece o conhecimento, no entanto, devemos ser práticos e objetivos quando se trata de pesquisa e elaboração do trabalho científico. Assim, ler coisas equivocadas pode derrubar todo um planejamento e gerar desperdício de tempo. O que, portanto, deve ser lido? Isso dependerá de seu sumárioprovisório (projeto de pesquisa). Por isso, não deixe de elaborá-lo. Desorganização. “Quem é desorganizado perde tempo no meio da bagunça, seja física, emocional ou de logística. Invista tempo para se organizar, pois isso economiza tempo. Cinco minutos de reflexão antes do início de cada dia podem lhe evitar perdas significativas de tempo ao longo do dia” (VOLPATO, 2011, p. 24). Identifique o material consultado. Os fichamentos do material levantado, que nos dias atuais se dão por meio de arquivos e pastas eletrônicas, devem ser nomeados de forma clara, numa sequência lógica, podendo ser consultados a qualquer momento, de forma rápida. Além dos computadores, há como armazenar essas informações em “nuvens”, ou seja, em bancos de dados que se encontram na internet, aos quais o pesquisador pode ter acesso por meio de diversos aparelhos (celular, notebook, tablet etc.). As informações armazenadas em pastas e arquivos, seja o material bibliográfico levantado, ou mesmo o próprio trabalho científico, devem ser protegidas. Assim, é fundamental a realização de backups rotineiros, copiando essas informações e dados em mais de um dispositivo eletrônico, como HD do computador, pendrive, CDs ou mesmo na “nuvem”, atualmente mais recomendado (Ex.: Dropbox, Google Cloud; iCloud). ALVES, M. B. M.; ARRUDA, S. M. Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos. Disponível em: <http://bu.ufsc.br/framerfer.html>. Acesso em 23 maio 2002. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-6023N: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002. 22p. ______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. ______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005. CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. DIEHL, A. A.; TATIM, D. C. Pesquisa em Ciências Sociais Aplicadas – Métodos e Técnicas. São Paulo: Prendice Hall, 2004. DUPAS, M. A. Pesquisando e normalizando: Noções básicas e recomendações úteis para a elaboração de trabalhos científicos. São Carlos: EDUFSCar, 2002. 73p. (Série Apontamentos). http://bu.ufsc.br/framerfer.html FAPESP. Pesquisa, São Paulo, Fapesp, n. 223, set. 2014. RICHARDSON, J. R. et al. Pesquisa Social: Métodos e Técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999. SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Saraiva, 1998. VOLPATO, G. L. Método lógico para redação científica. Botucatu: Best Writing, 2011. ANEXO A – ORDEM DOS ELEMENTOS ANEXO B – MODELO DE CAPA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR CURSO DA INSTITUIÇÃO (corpo 16) TÍTULO (E SUBTÍTULO, SE HOUVER) (corpo 16) NOME DO ALUNO (corpo 16) CIDADE – UF ANO (corpo 16) ANEXO C – MODELO DE LOMBADA ANEXO D – MODELO DE FOLHA DE ROSTO NOME DO ALUNO (corpo 14 ou 16) TÍTULO DO TRABALHO (E SUBTÍTULO, SE HOUVER) (corpo 14 ou 16) Trabalho de Conclusão do Curso de Direito apresentado à Faculdade Barretos, sob a orientação do Prof. (Nome do professor), para a obtenção do título de Bacharel em Direito. (corpo 14). CIDADE – UF ANO ANEXO E – MODELO DE FICHA CATALOGRÁFICA (verso da folha de rosto) ANEXO F – FICHA DE AVALIAÇÃO NOME DO ALUNO (corpo 14 ou 16) TÍTULO DO TRABALHO (E SUBTÍTULO, SE HOUVER) (corpo 14 ou 16) Trabalho de Conclusão do Curso de Direito (ou do Programa de Pós-Graduação em Direito) apresentado à Instituição de Ensino, para a obtenção do título de Bacharel em Direito. (corpo 14) Nota: _____ BANCA EXAMINADORA __________________________________ Orientador: (Indicar o nome) _________________________________ Indicado Externo: (Indicar o nome) ________________________________ Indicado da Faculdade: (nome do professor) Cidade, UF, ____ de _______________ de ______ ANEXO G – MODELO DE DEDICATÓRIA AGRADECIMENTOS EPÍGRAFE (mesmo modelo para dedicatória; agradecimentos e epígrafe) Dedico (ou Dedicatória) Agradeço (ou Agradecimentos) Escreva o texto a partir do centro para o lado direito e inferior da página, de forma justificada, letra 12 e espaçamento 1,5. Observação: Quanto à epígrafe, deve-se colocar apenas a citação e nome do autor, sem título (“Epígrafe”), como no caso da dedicatória e dos agradecimentos. ANEXO H – MODELO DE RESUMO RESUMO xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxx Expressões-Chave: Agências Reguladoras; Instrumentos Processuais; Controles sociais; Democracia Participativa. ANEXO I – ABREVIATURAS DOS MESES (UTILIZAÇÃO EM REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS) Português Espanhol Italiano Janeiro – jan. Enero – ene. Gennaio – gen. Fevereiro – fev. Febrero – feb. Febraio – feb. Março – mar. Marzo – mar. Marzo – mar. Abril – abr. Abril – abr. Aprile – apr. Maio – maio Mayo – mayo Maggio – mag. Junho – jun. Junio – jun. Giugno – giug. Julho – jul. Julio – jul. Giuglio – giugl. Agosto – ago. Agosto – ago. Agosto – ago. Setembro – set. Septiembre – set. Settembre – set. Outubro – out. Octubre – oct. Ottobre – ott. Novembro – nov. Noviembre – nov. Novembre – nov. Dezembro – dez Diciembre – dic. Decembre – dec. Dicembre – dic. Francês Inglês Alemão Janvier – jan. January – Jan. Januar – Jan. Février – fév. February – Feb. Februar – Feb. Mars – mars March – Mar. Marz – Marz Avril – avr. April – Apr. April – Apr. Mai – mai May – May Mai – Mai Juin – juin June – June Juni – Juni Juillet – juil July – July Juli – Juli Août – août August – Aug. August – Aug. Septembre – sept September – Sept. September – Sept. Octobre – oct October – Oct. Oktober – Okt Novembre – nov. November – Nov. November – Nov. Decembre – dec. December – Dec. Dezember – Dez. Fonte: NBR 6023/2002. Código Florestal Comentado e Anotado - Artigo por Artigo Lehfeld, Lucas de Souza 9788530962203 432 páginas Compre agora e leia No intuito de facilitar a compreensão do novo Código Florestal, os autores, com competência técnica, ousadia e didática, sistematizaram a obra da seguinte forma: Comentário artigo por artigo, com a indicação da doutrina mais atualizada a respeito do conteúdo normativo analisado; Fundamentação constitucional de cada Capítulo do Código; Legislação correlata aos temas trazidos pelo Código e pela Jurisprudência. Com uma proposta estruturada, os pesquisadores Lucas de Souza Lehfeld, Nathan Castelo Branco de Carvalho e Leonardo Isper Nassif Balbim conseguiram o que parecia impossível: oferecer um rico texto interpretativo da recentíssima Lei Federal http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530962203/cf0c7904bff5e2e60a644fc319a1fe84 n.º 12.651/2012, o Código Florestal. Todos os artigos da Lei são comentados, sempre partindo de uma perspectiva histórica da legislação, com indicação de farta doutrina e, na medida do possível, jurisprudência. O leitor pode ter acesso, ainda, aos textos vetados e às razões dos vetos. Um cuidado especial foi tomado na indicação da legislação complementar, de molde a permitir ao leitor ampliar seus horizontes após a leitura dos comentários. Tudo isso transforma o livro em uma fonte de pesquisa atualíssima. Trata-se de obra didática, sem que o conteúdo acadêmico fique prejudicado. Pelo contrário, encontramos no texto um aprofundamentosistemático dos principais temas abordados pelo Código Florestal: as Áreas de Preservação Permanente – APPs, a Reserva Legal e as áreas remanescentes de florestas. Os autores se preocuparam, ainda, em apresentar fundamento constitucional dos principais dispositivos, perfilando- se na linha daqueles que entendem que existe um Direito Ambiental Constitucional. Marcelo Gomes Sodré Compre agora e leia http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530962203/cf0c7904bff5e2e60a644fc319a1fe84 Monografia Jurídica - Passo a Passo - Projeto, pesquisa, redação e formatação Queiroz, Rafael Mafei Rabelo 9788530962975 184 páginas Compre agora e leia Este livro é um guia para questões práticas e teóricas que surgem no momento da elaboração de uma monografia jurídica, na conclusão formal de programa educacional de graduação ou pós-graduação, visando a algum título universitário específico, seja de bacharel, especialista, mestre ou doutor. O trabalho de pesquisa é, em grande parte, individual. Ninguém pode ler, estudar, pensar, interpretar ou escrever pelo autor da monografia: ele deverá fazê-lo por conta própria. É nesse contexto que se encontra a praticidade desta obra, ao indicar caminhos e técnicas que evitam ou ajudam a superar obstáculos frequentemente encontrados por pesquisadores e http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530962975/9d7b9195033af5779161aa9e6636e655 estudantes em geral. Compre agora e leia http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530962975/9d7b9195033af5779161aa9e6636e655 Direito Empresarial - Volume Único Cruz, André Santa 9788530985516 976 páginas Compre agora e leia A obra traz a melhor doutrina sobre Direito Empresarial, apresentando os posicionamentos divergentes a respeito dos temas mais polêmicos e a solução dada pelos Tribunais, a partir de uma rica seleção dos julgados mais recentes do Superior Tribunal de Justiça.Para fixação da matéria, há quadros esquemáticos com o resumo dos assuntos mais importantes.A legislação também recebeu atenção especial. O autor transcreve os dispositivos legais pertinentes e com isso, a um só tempo, demonstra a importância do conhecimento da estrutura normativa da matéria, bem como facilita esse estudo, tornando desnecessária a leitura complementar da legislação.Nessa linha, faz http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530985516/e489245750c2b2586b1dd1fb8b166465 referência constante ao posicionamento da jurisprudência pátria sobre os mais variados temas, dando prioridade aos entendimentos do Superior Tribunal de Justiça. Nesse ponto, o autor não se limitou a indicar os principais julgados, fazendo questão de transcrever, quase sempre, os acórdãos, para que o leitor conheça com detalhes os argumentos utilizados para a solução de cada assunto polêmico.Ademais, o autor tem se mostrado, a cada edição, atento à evolução do Direito Empresarial, procurando inserir na obra assuntos atuais e relevantes. Nesta edição, por exemplo, há um capítulo específico que trata do comércio eletrônico, da economia do compartilhamento e das criptomoedas.Trata-se, enfim, de obra completa e indispensável para quem deseja compreender o Direito Empresarial, estudantes e profissionais, bem como para aqueles que se preparam para concursos públicos.Acompanhe as nossas publicações, cadastre-se e receba as informações por e-mail (Clique aqui!) Compre agora e leia http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530985516/e489245750c2b2586b1dd1fb8b166465 Direito penal estruturado Greco, Rogério 9788530985868 896 páginas Compre agora e leia Esta obra, que abrange tanto a parte geral quanto a parte especial do Código Penal, surgiu da necessidade de trazer textos mais compactos aos estudantes e profissionais do Direito, já familiarizados com o tema, mas que precisam, muitas vezes, de informações rápidas, seja para memorização, seja para compreensão de assuntos já estudados nos manuais sobre a matéria.Direito Penal estruturado é composto por esquemas gráficos, chaves, conceitos resumidos, enfim, todos os recursos necessários para um célere e imediato entendimento dos pontos estudados, possibilitando ao leitor rememorar conceitos de forma ágil e prática.O livro tem por finalidade auxiliar aqueles que lecionam Direito Penal, http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530985868/e834ed8b36d2a88a41b23d2e73160147 a parte geral ou a parte especial, haja vista que os roteiros apresentados servem de norte perfeito para que as aulas tenham um curso de evolução natural, permitindo aos alunos uma visão sequencial dos tópicos correspondentes a cada tema apresentado.Trata-se, portanto, de obra inovadora, que servirá, a partir de agora, como referência tanto para aqueles que ainda se encontram em formação universitária, como para os estudantes de Direito que pretendem fazer concursos públicos e, ainda, para os profissionais que lidam, no dia a dia, com a área penal. Compre agora e leia http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530985868/e834ed8b36d2a88a41b23d2e73160147 Curso de Direito Administrativo Oliveira, Rafael Carvalho Rezende 9788530984687 1040 páginas Compre agora e leia A obra é resultado da experiência do autor como professor nos cursos de graduação, pós-graduação e preparatórios para concursos públicos, além da sua atuação profissional como procurador do Município do Rio de Janeiro, advogado liberal e consultor jurídico,o que permite estabelecer o diálogo entre a teoria e a prática do Direito Administrativo. Trata-se de um Curso de Direito Administrativo completo, atual e didático, com a demonstraçãodas bases teóricas, doutrinárias e jurisprudenciais necessárias à compreensãocrítica desse ramo do Direito. Traz, ainda, as mais significativas posições doutrinárias e o entendimento jurisprudencial dos tribunais superiores, sempre acompanhados da opinião fundamentada do http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530984687/1b004be177b9877907a7c09b9ce43b04 autor. Destaca-se a jurisprudência atualizada do STF, do STJ e do TCU, com menção aos respectivos Informativos. A combinação da experiência prática com a base teórica permitiu a elaboração de uma obra que servirá como ferramenta de consulta e estudo aos operadores do Direito e aosestudantes em geral. Visando auxiliar no entendimento de alguns tópicos, este livro traz resumos em quadros sinóticos ao final dos capítulos e vídeos sobre os temas selecionados. Os temas são abordados de maneira didática e objetiva. Acompanhe as nossas publicações, cadastre-se e receba as informações por e-mail (Clique aqui!) Compre agora e leia http://www.mynextread.de/redirect/Amazon+%28BR%29/3036000/9788530965297/9788530984687/1b004be177b9877907a7c09b9ce43b04 Frontispício GEN Página de rosto Página de créditos Prefácio Sumário 1. Introdução 2. Primeiros Passos 2.1 Desvendando o trabalho científico: o que é uma monografia jurídica? 2.2 Tipos de trabalhos científicos 2.2.1 Artigo científico 2.2.2 Paper 2.2.3 Sinopse 2.2.4 Informe científico 2.2.5 Ensaio científico 2.2.6 Resenha crítica 2.2.7 Monografia e Dissertação 2.2.8 Tese de Doutorado 2.3 A escolha do tema 2.4 A escolha do orientador e a atividade de orientação 3. Conceitos Importantes 4. Projeto de Trabalho Científico 4.1 Capa 4.2 Folha de Rosto 4.3 Sumário 4.4 Desenvolvimento do projeto de pesquisa (elementos essenciais) 4.4.1 Elementos do projeto de pesquisa 5. Trabalho Científico: os Elementos Textuais 5.1 Elementos pré-textuais 5.1.1 Capa (obrigatório) 5.1.2 Lombada (opcional) 5.1.3 Folha de rosto (obrigatório) 5.1.3.1 Anverso da folha de rosto 5.1.3.2 Verso da folha de rosto 5.1.4 Errata (opcional) 5.1.5 Folha de aprovação (obrigatório) 5.1.6 Dedicatória(s) (opcional) 5.1.7 Agradecimento(s) (opcional) 5.1.8 Epígrafe (opcional) 5.1.9 Resumo na língua vernácula(obrigatório) 5.1.10 Resumo em língua estrangeira (obrigatório) 5.1.11 Lista de ilustrações (opcional) 5.1.12 Lista de tabelas (opcional) 5.1.13 Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 5.1.14 Lista de símbolos (opcional) 5.1.15 Sumário (obrigatório) 5.2 Elementos textuais 5.2.1 Introdução 5.2.2 Desenvolvimento do texto 5.2.3 Considerações finais 5.2.4 Estilo de linguagem 5.2.5 Organização do texto 5.3 Elementos pós-textuais 5.3.1 Referências (obrigatório) 5.3.2 Glossário (opcional) 5.3.3 Apêndice(s) (opcional) 5.3.4 Anexo(s) (opcional) 5.3.5 Índice (opcional) 6. Normas Para Confecção do Trabalho Científico 6.1 Formato 6.1.1 Folha 6.1.2 Texto 6.1.3 Impressão 6.1.4 Fonte da letra 6.1.5 Tamanho de letra 6.1.6 Tabulação de parágrafo 6.1.7 Margem 6.1.8 Espaçamento 6.1.9 Seções e subseções 6.1.10 Títulos sem indicativo numérico 6.1.11 Elementos sem título e sem indicativo numérico 6.1.12 Notas de rodapé 6.1.13 Paginação 6.1.14 Siglas 6.1.15 Equações e fórmulas 6.1.16 Ilustrações 6.1.17 Tabelas 6.1.18 Citações 6.1.18.1 Definições 6.1.18.2 Citações no texto 6.1.18.2.1 Sistema autor-data 6.1.18.2.2 Sistema nota de rodapé 6.1.18.3 Notas de referência (utilização de Id.; Ibid.; op. cit.; loc. cit.; Cf.) 7. Referências 7.1 Tipos de autoria 7.2 Exemplos de referências 7.2.1 Obra ou Monografia (no todo) 7.2.2 Capítulo de obra (parte de obra / monografia) 7.2.3 Periódico (revista) no todo 7.2.4 Parte de periódico (revista) 7.2.5 Artigo de revista, boletim (periódico) 7.2.6 Artigo e/ou matéria de jornal 7.2.7 Eventos científicos 7.2.8 Trabalhos apresentados em congressos 7.2.9 Dissertações e Teses 7.2.10 Entrevistas 7.2.11 Legislação (leis, medidas provisórias, decretos etc.) 7.2.12 Jurisprudência 7.2.13 Normas Técnicas 7.2.14 Material divulgado em meio digital / eletrônico 7.2.14.1 Base de dados (no todo) em CD-ROM, disquete e outras mídias 7.2.14.2 Base de dados (em parte) em CD-ROM, disquete e outras mídias 7.2.14.3 E-mail 7.2.14.4 Monografia (no todo ou em parte) em meio eletrônico 7.2.14.5 Artigo e/ou matéria de revista, boletim, em meio eletrônico 7.3 Expressões que podem ser utilizadas na ausência de dados em referências 8. Defesa Oral 8.1 Introdução 8.2 Composição das bancas de defesa 8.3 A apresentação oral 9. A Pesquisa Jurídica 9.1 Fontes de pesquisa jurídica 9.1.1 Jurisprudência 9.1.2 Dissertações de mestrado e teses de doutorado 9.1.3 Periódicos 9.1.4 Bases de dados na área do Direto 9.1.5 Bibliotecas 9.2 Métodos de pesquisa 9.2.1 Método dedutivo 9.2.2 Método indutivo 9.2.3 Método dialético 9.3 Fomento à pesquisa: as bolsas de estudo 9.3.1 Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq 9.3.2 Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES 9.3.3 Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP 9.3.4 Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular – FUNADESP 9.3.5 As Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados – FAPs 9.3.6 Fundos setoriais de ciência e tecnologia 9.3.7 Outras formas de incentivo à pesquisa científica: prêmios, processos de seleção de projetos e concursos de monografias 9.4 Transformação do trabalho científico em artigo 10. Dicas e Boas Práticas Para a Pesquisa 10.1 A importância do sumário provisório (projeto de pesquisa) 10.2 Técnica redacional 10.3 Ética na pesquisa: o problema do plágio e do autoplágio 10.4 Administração do tempo Referências Anexos Anexo A – Ordem dos elementos Anexo B – Modelo de Capa Anexo C – Modelo de Lombada Anexo D – Modelo de Folha de Rosto Anexo E – Modelo de Ficha Catalográfica (verso da folha de rosto) Anexo F – Ficha de Avaliação Anexo G – Modelo de Dedicatória / Agradecimentos / Epígrafe Anexo H – Modelo de Resumo Anexo I – Abreviaturas dos meses (utilização em referências bibliográficas)