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Bianca Dosso – MDD IV Formação de hemácias, plaquetas e leucócitos HEMATOPOESE Formação e diferenciação dos elementos do sangue. Produzir, diferenciar e maturar elementos do sangue. Se falo de hematopoese tem que vir na cabeça que estou formando o sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. Em uma lâmina hematológica vamos ver: Temos as hemácias, que também são chamadas de eritrócitos; temos os neutrófilos que são os leucócitos (glóbulos brancos) e estamos vendo essas pintinhas roxas que são as plaquetas. Esses três elementos do sangue são completamente diferentes quanto a forma, diferença visual e funcional! Todas essas células hematopoiéticas são derivadas de uma célula tronco. Temos uma célula tronco chamada de STEM-CELL ou SC e essas podem originar qualquer célula do nosso corpo. É uma célula que não está programada para exercer função nenhuma especifica a não ser se multiplicar e se diferenciar. As células sanguíneas são originadas a partir de um precursor comum pluripotente conhecida como STEM-CELL ou CÉLULA-TRONCO com capacidade de auto renovação, que mantém esta capacidade ao longo de toda a vida do individuo. Temos duas situações importantes: A célula tronco hematopoiética pode dar origem a dois tipos de células comum: ou essa SC começa a se multiplicar dando origem a outras células tronco ou recebe estímulos Bianca Dosso – MDD IV dando origem a dois tipos de precursor: ou precursor linfoide (célula que da origem aos linfócitos ou as células NK) ou precursor mielóide (todas as outras células do sangue - eritrócitos, os outros leucócitos e as plaquetas). © A linhagem mielóide é constituída pelos neutrófilos, eosinófilos, basófilos e monócitos, além de hemácias e dos megacariocitos. © Na linhagem linfoide três subpopulações celulares principais são observadas: linfócitos T, B e células NK. No canto esquerdo temos as 3 barras - temos 3 componentes importantes para a diferenciação dessas células: região da M.O, sangue periférico e tecidos. Essas células têm estágios diferentes e dependendo de onde elas estiverem elas podem ter graus diferentes de maturação, uma conformação diferente. Esses 3 compartimentos são importantes saber! PRECURSOR LINFOIDE: pode me dar o linfoblasto que se transforma em pró linfócito e esse dependendo do estimulo vai dar origem aos LT, LB que da origem aos plasmócitos e também tenho as células NK que podem vir desse pró linfócito. Mais próximo do tecido = mais especializado. no sangue periférico espero encontrar células maduras, se encontro muitas células jovem no sangue periférico é indicativo de problemas de saúde - anemia, doenças crônicas, leucemias. PRECURSOR MIELOIDE: se eu não tenho precursor mielóide eu não tenho hemácia, não tenho plaqueta e não tenho a MAIORIA dos leucócitos. Uma deficiência no precursor mielóide é bem incompatível com a vida. Um outro dado interessante é a questão do tamanho das células: Isso vai ajudar na função que a célula vai desempenhar, local em que essas células vão estar e a migração pelo corpo. Plaqueta tem a ver com a função de estancamento, processo de coagulação, cicatrização, fechamento de uma ferida - se é uma estrutura bem pequena ela consegue se locomover muito fácil na nossa circulação e chega facilmente no local onde ela precisa fazer uma vedação. Os eritrócitos tem a função básica de transporte de gases - transporte de gases pelo nosso corpo tem que ser bem eficiente, se há acumulo de CO2 temos problemas patológicos pelo corpo. Os leucócitos que fazem fagocitose como os neutrófilos e monócitos são leucócitos maiores. ONDE OCORRE A HEMATOPOESE? Depende da idade do sujeito. Durante o período embrionário temos o saco vitelineo sendo responsável por essa hematopoese. Com o desenvolvimento fetal temos o período hepato-esplenico, hematopoese sendo realizado pelo fígado e também pelo baço. A partir do sexto mês de gestação temos o período medular, a medula faz a nossa hematopoese até hoje. FASES PERIODO EMBRIONÁRIO: começa no saco vitelineo (da terceira semana ao segundo mês de gestação) PERIDO HEPATO-ESPLENICO: começa mais ou menos no quarto mês de gestação até a segunda semana. Fígado e posteriormente baço. PERIODO MEDULAR: mais ou menos no sexto mês de gestação em diante = medula óssea. No caso de uma leucemia, comprometimento de medula – temos uma função mais requisitada do baço e do fígado para ajudar na questão da hematopoese. Bianca Dosso – MDD IV MEDULA ÓSSEA Medula é miolo, e no caso da M.O temos duas partes importantes: parte amarela (rica em adipócitos, tutano é a parte amarela da medula) e a parte vermelha (parte hematogenica, parte responsável pela formação das células do sangue). Com o envelhecimento temos um aumento da parte amarela e redução da parte vermelha - isso fisiologicamente acontece pelo próprio processo de envelhecimento. Por isso idosos tem chance de ser mais imunocomprometido, mais susceptível a infecções, pela redução da produção pela parte vermelha. Na fase adulta (segundo e terceiro ano de vida), as principais partes que tem parte vermelha com disponibilidade são: © Crista ilíaca © Porção superior do sacro © Vertebras © Clavículas © Epífise úmero e fêmur O inicio se da no saco vitelineo, depois temos ajuda do fígado e baço ao longo do desenvolvimento fetal e depois temos a produção dessas células sanguíneas basicamente pela medula óssea. Com o passar dos anos temos um decaimento da produção em todos os ossos. A medula óssea com atividade hematopoiética é conhecida como medula vermelha, enquanto o restante dos ossos possuem medula óssea amarela (preenchida com tecido gorduroso) As células que estiverem prontas para irem para a periferia vão através dos capilares sinusoides. É importante entender que na medula temos os capilares sinusoides e é por ai que as células vão sair e vão para o sangue - as células que estiverem prontas para irem para a periferia naqueles estágios de maturação e temos essa parte vermelha (hematopoetica) e essas bolinhas brancas é a parte amarela. A parte ativa da medula é a parte vermelha e quando temos uma substituição acentuada da parte vermelha pela amarela temos uma condição patológica, ou fisiológica. Quando temos esse processo em condição patológica o fígado e baço são requeridos para tentar suprir essa produção das células do sangue = metaplasia mielóide (hematopoese extramedular) presente em algumas patologias como a leucemia mielóide crônica. Temos a região medular com vários capilares sinusoides, nessa região temos a parte vermelha com a produção de células hematopoiéticas, temos células mais jovens, em Bianca Dosso – MDD IV fase de diferenciação e quando elas chegarem em determinados níveis de diferenciação ela vai passar para o endotélio - zona de transição até o sangue periférico - preciso ter essa zona para controlar a liberação de células do nosso corpo, somente as células diferenciadas e maturas, uma ou outra jovem pode escapar - mas não é interessante ter célula imatura no sangue periférico, se temos muitas células jovens no sangue periférico na hora que chegar uma bactéria/vírus elas não vão conseguir combater e ai temos prejuízo de função. Além disso crio mais uma barreira para que substancias toxicas e microrganismos não cheguem na medula prejudicando a formação de células hematopoiéticas - uma das formas de proteção é feita com o endotélio, e temos algumas outras barreiras inatas para impedir a entrada de substancias nocivas o máximo possível. No sangue periférico temos as células mais maduras e mais diferenciadas. Precisamos desses capilares, endotélios para a separação e ter o transporte da região medular para o sangue periférico. Preciso ter o cuidado para quesubstancias toxicas não chegue na medula e não atrapalhe a produção hematopoiética. COMO A CÉLULA TRONCO SABE PARA ONDE ELA TEM QUE IR? Por sinalização, como tudo no nosso corpo. Lembrando que os órgãos tem a parte estromal e a parte parenquimatosa. O estroma são as células que são importantes para que a função primária daquele órgão ocorra. Na medula a hematopoese é importante e ela só vai conseguir ser realizada de forma correta se tivermos tudo o que ajuda na diferenciação das células, como os adipócitos, macrófagos, células endoteliais, fibroblastos, produção de algumas moléculas importantes como glicosaminoglicanos, colágeno, glicoproteinas e fatores de crescimento, alguns hormônios, para ajudar a criar aquele ambiente necessário para o desenvolvimento correto daquelas células. Além disso preciso também de uma rede microvascular operando também - através da vascularização chega o2, nutrientes e outros fatores importantes para a manutenção do meu nicho medular. Quando falo nicho medular estou falando tanto da parte do estroma que tem essas células que não hematopoiética (exceto macrófago que é hematopoiética) e também da manutenção dessas moléculas que vão ser produzidas pelas células do estroma. A célula tronco tem vários receptores para vários tipos de proteína, dependendo do tipo de receptor que a célula tronco tiver, a célula do estroma vai ter o ligante, interage com o fibroblasto, macrófago, célula endotelial (que tem o receptor). Essa interação do receptor com o ligante no estroma vai fazer com que a célula tronco decida se vai para a linhagem linfoide ou mielóide. Bianca Dosso – MDD IV Estímulo de proliferação celular (dependente de hormônio); a diferenciação (célula tronco decidindo se vai ser um precursor linfoide ou mielóide) e maturação (ela já escolheu entre precursor linfoide por exemplo, o pró linfoide já sabe se vai ser LT que vai se especializar em um LTCD4 que vai ser do tipo TH1, ou seja, tenho uma especialização dessa célula, é isso que chamamos de maturação) = essa é a função do hormônio. Além disso temos a função de ativação funcional e a supressão da apoptose, redução da célula entrar em apoptose, assim a célula continua nos processos de proliferação, diferenciação e maturação. Bianca Dosso – MDD IV Além disso temos fatores de crescimento ESTIMULATÓRIOS E INIBITÓRIOS. Bianca Dosso – MDD IV ERITROPOIETISE Eritrócitos são as células mais abundantes no nosso corpo. Essas células tem uma meia vida de aproximadamente 120 dias, ou seja, 4 meses eles precisam ser destruídos - são destruídos no baço. O baço tem uma função importante na hematopoese. O baço além de armazenar linfócitos ele pode em determinados momentos produzir células sanguíneas e é um dos principais sítios de destruição de hemácia velha, assim reciclo o ferro da hemácia, reutilizo esse ferro para a construção de novas hemácias. São células pequenas, bicôncavas, anucleadas - a importância de ser anucleada e nessa forma discoide é ter uma maior flexibilidade dessa hemácia e ela não tendo núcleo sobra mais espaço para dentro dela para ter mais HB que é a proteína mais importante das hemácias e na HB a gente consegue ligar tanto O2 para chegar ate os tecidos quanto o CO2 para tirá-lo dos tecidos para colocá-lo nos nossos pulmões. Em uma hemácia consigo transportar muito mais gases (HB) - por não ter núcleo - para fazer as trocas gasosas (hematose). Podemos ter um favorecimento de produção de hemácia quando estamos em uma situação de hipóxia - locais de alta altitude onde o ar é mais rarefeito (menos o2 para respirar), assim tenho que ter mais hemácia para transportar mais rápido o o2 para os tecidos. A hipóxia é um fator importante para a produção de eritropoietina que é importante para diferenciar os eritrócitos. Outros casos que podemos ter estimulo para produção de eritrócitos é a hemorragia - no caso das mulheres que menstruam > elas tem um estimulo constante para manter a taxa de eritrócito para que durante o período menstrual as mulheres não tenham período de oxigenação, ou pacientes que sofreram algum trauma esse processo também pode acontecer. Ou em um processo de hemólise que pode ser por processo autoimune ou patológico, se houve destruição de hemácias/eritrócito vai prejudicar a oxigenação tecidual e o cérebro pode ficar sem o2. Na medula óssea tenho a célula tronco, ela vai ser diferenciada em célula precursora mieloide > pró eritroblasto que vai se diferenciar em um pro eritroblasto basófilo > eritroblasto policromático (aqui vou começar a ter a sintese da HB) > eritroblasto ortocromático = isso tudo na medula óssea, quase sangue periférico e esse eritroblasto ortocromático vai ser diferenciado em eritrocito policromático = RETICULÓCITO Bianca Dosso – MDD IV Contagem de reticulócito vai ser um exame para verificar certos distúrbios hematológicos - diagnostico. Esse reticulócito para se transformar em eritrócito precisa passar pelo baço. Baço é importante para maturar e destruir eritrócitos. Paciente esplenectolizados = sem baço = o fígado começa a ter um pouco dessa função. Excesso de reticulócitos na corrente sanguínea. Pacientes com doenças renais podem ter problema na produção de eritropoietina, assim tenho prejuízo também na maturação dos eritrócitos, dificuldade de maturar os eritrócitos, assim tenho aumento de reticulócitos no sangue. Quem tem problema renal ainda tem um pouco de eritropetina produzida no baço e no fígado. Se eu tenho lesão renal preciso de ajuda do fígado. Nesse caso ainda tem que fazer a reposição de eritropoetina no paciente. Também tenho prejuízo na síntese de hemoglobina, prejudicando tanto o o2 quanto co2. O ácido fólico é importante para a síntese do DNA e se eu tenho deficiência de ácido fólico, vitamina B12 vou ter prejuízo na formação do DNA, assim tendo prejuízo na formação do DNA tenho dificuldade na formação da hemácia. No final do eritrócito não tem núcleo, mas ate antes do reticulócito temos núcleo. Se não tiver um núcleo no inicio para coordenar a diferenciação vamos ter prejuízo na formação da hemácia. Outra situação importante = preciso do ferro, metal importante para a construção da hemoglobina, o ferro é onde o o2 e co2 vão se ligar para ser transportados. A vitamina B6 vai ajudar de forma indireta para fazer a maturação na síntese da hemoglobina. A HB é importante no processo de formação do eritrócito para poder fazer o transporte de gases que é a função primária do eritrócito. Bianca Dosso – MDD IV No reticulócito temos a perda do núcleo. TROMBOCITOPOIESE As plaquetas não são células, são restos celulares originados do megacariócito. Abaixo do valor de referencia = alto risco de sangramento. Excesso de plaquetas = risco de trombose. Função: homeostasia sanguínea Esse sistema fagocitário mononuclear = macrofagos e outros fagócitos = removem o excesso de plaquetas. Temos a célula tronco que da origem ao progenitor mielóide e esse quando estimulado com trombopoetina e IL11 vai dar origem ao megacariócito - esse vai desfragmentar e vai dar origem as plaquetas. Essa trombopoetina é sintetizada no fígado, rins e MEE - paciente com doença renal vai poder ter prejuízo na produção de trombopoetina e consequentemente na produção de plaquetas. Esse paciente pode ter mais chance de sangramento. A função da trombopoetina é estimular a proliferação e a diferenciação de progenitores de megacariócitos. No citoplasma do megacariócito vai liberar milhares de plaquetas, por isso falamos que plaquetas não são células e sim fragmentos pois são parte dessa célula, por isso temos uma produção muito intensa de plaquetas. Aquitemos alterações celulares importantes em cada fase ate chegar a produção de plaquetas propriamente ditas. Bianca Dosso – MDD IV Vamos avaliar a hematopoese através do hemograma! Por isso na dúvida pedir um hemograma. Hemograma DEFINIÇÃO É o exame mais requisitado. Dificilmente ele fecha diagnóstico, mas muito útil para complementar diagnósticos e acompanhar situações clinicas. Nada mais é do que a contagem de componentes celulares do sangue. SANGUE É um tecido líquido do nosso corpo que circula pelo sistema vascular. O sangue é composto pelo plasma (parte liquida) e pelos elementos figurados. Obs: hemostasia = processo de coagulação Bianca Dosso – MDD IV Hemácia = transporte de gás Leucócitos Plaquetas = fragmentos de células do megacariocito e que tem papel importante na formação de coágulo no processo de coagulação. 90% dos elementos figurados do sangue são formados pela medula óssea. Em teses os elementos figurados só são liberados para o sangue periféricos após estarem maturadas e prontas para efetuar suas funções. TECNICA LABORATORIAL Fatores do paciente: se o paciente esta em jejum, medicamento que pode alterar parâmetros do exame Triagem do material: se trocou a etiqueta, confundiu o material No caso do hemograma, a fase analítica tem duas fases: contagem dos elementos figuradas feita diretamente por equipamentos, no entanto esses medicamentos não substituem 100% o analista, ai de vez enquanto é feito uma microscopia do sangue pelo analista para ver se tem alguma coisa a ser detectada. A fase pós analítica é a fase onde o analista elabora o laudo e o médico vai depois interpretar o resultado. Fazemos o hemograma com sangue venoso. O tubo tem que conter anticoagulante - pois se eu coleto sangue em um tubo seco o sangue vai coagular no momento em que ele sai da veia, e quando tem coagulação eu tenho um agregado - assim não consigo contar os elementos figurados. Depois, passamos pela fase analítica - contagem por automação. Caso alguma alteração não habitual seja detectada pelo contador fazemos a microscopia - fazemos uma lamina de esfregaço de sangue periférico, assim avaliamos os potenciais de anormalidades. Por fim, correlação dos resultados com os sintomas do paciente. REQUISIÇÃO E COLETA Fase pré-analítica A coleta de sangue é feita diretamente por enfermeiro, biomédico que trabalham nesse setor de coleta. A coleta de sangue é feita de maneira muito simples. O hemograma pode ser coletado a qualquer hora do dia e não requer jejum. Bianca Dosso – MDD IV Pode ter neutrofilia induzida por exercício físico. Refeição gordurosa = deixa o sangue viscoso e dificulta o exame. A coleta é feita na veia do antebraço. Um garrote extremamente apertado pode estourar as hemácias ai vou ter um sangue hemolisado. Existem vários tipos diferentes para a coleta de sangue e cada tubo tem uma finalidade diferente, o que tem de diferente é o que contém dentro. EDTA gruda no cálcio que esta no plasma, assim não faz a cascata de coagulação (o cálcio é um importante fator de coagulação) Heparina é usada normalmente para quando queremos separar e usar o plasma. Bianca Dosso – MDD IV CONTAGEM E MICROSCOPIA Fase analítica. Usamos contadores automáticos. Bianca Dosso – MDD IV Tem que estar no sangue a hemácia, 1 a 2% de reticulócito. Se começa a aparecer muita célula em desenvolvimento no sangue há algo de errado. Se começamos a ver megacariócito no sangue periférico algo de errado esta acontecendo com a medula que esta tendo muito estimulo para produção de células e liberando antes do tempo. Em uma pessoa saudável encontro no sangue hemácias, segmentados e plaquetas. Se começa a aparecer muito reticulócito, eritroblasto no sangue sinal que a medula esta liberando no sangue células imaturas. Quando temos esse tipo de material aparecendo = desvio a esquerda, sinal clinico de algum tipo de doença, processo infeccioso grave, medula liberando antes da maturação. Bianca Dosso – MDD IV Exigindo uma produção muito grande de hemácias e sendo liberadas antes de estarem prontas = reticulócito Quantidade exacerbada de monócito - leucemia mielocitica Leucemia linfocitica LIBERAÇÃO DO RESULTADO EXAME LABORATORIAL Cabe sempre ao analista quando encontrar qualquer alteração importante ou grave no hemograma fazer uma comunicação direta com o médico - comunicação imediata com o médico. Caso de leucócitos muito baixo ou muito elevados. Neutrófilos abaixo de 500. Plaquetas abaixo de 10.000 é risco iminente de morte. HB muito baixa ou muito alta. Parâmetros encontrados que devem ser reportados imediatamente para o médico. ERROS MAIS COMUNS Bianca Dosso – MDD IV ERITOGRAMA Essa é a parte mais importante de interpretação. É a parte do hemograma que vai avaliar as HEMÁCIAS: a massa, forma, tamanho. Consigo extrair informação principalmente para o diagnóstico de anemia - lembrando que o hemograma não fecha o diagnostico do TIPO de anemia, mas ele detecta a anemia. Também diagnostica policitemia - excesso de células vermelhas. Contagem do eritrócito, dosagem de HB, hematócrito e os índices hematimétricos CONTAGEM DE ERITRÓCITOS (RBC) A contagem de eritrócitos é expressa na unidade de milhões por microlitro de sangue. Policitemia geralmente esta associada a algum câncer na medula. Se tenho mais hemácia tenho mais HB > aumento do hematócrito CONTAGEM DE HB Depois de contar as hemácias, conto as HB - HB: proteína que esta dentro de uma hemácia, elas que são responsáveis por carrear o o2, temos muitas HB dentro da hemácia. Depois que o equipamento conta hemácia por hemácia ele vai soltar uma substancia que vai lisar as hemácias ai a HB vai ficar solta no plasma. Bianca Dosso – MDD IV HEMATÓCRITO (HCT) É a razão entre o volume da massa de eritrócitos e o volume total do sangue total. Os leucócitos em relação as hemácias são tão pouco que nem interfere. Plasma fica por cima, os leucócitos e as plaquetas formam uma camada esbranquiçada bem fina chamada de creme leucocitário ou buffy coat, o HCT acaba considerando muito mais o volume de hemácias que fica em baixo. 40% DO VOLUME TOTAL DE SANGUE = HEMÁCIAS segundo o exemplo. HCT elevado: aumento no numero de hemácias (policitemia), diminuição do volume de plasma (desidratação) - produção aumentada de hemácias pela m.o, alguma coisa esta estimulando a medula a produzir mais hemácias do que o normal ou é uma pessoa que esta muito desidratada (dengue, gravida, idosos que tem uma desidratação muito maior o HCT pode estar discretamente mais elevado, ai o plasma diminui) HCT baixo: indica anemia INDICES HEMATIMÉTRICOS Quantidade e distribuição de HB dentro da hemácia; quantidade da hemácia. Pode acontecer da medula produzir hemácias muito pequenas ou muito grandes, avalio isso pelo VCM - volume corpuscular médio. HCM - HB corpuscular média, ou seja, a quantidade de HB que eu tenho dentro de uma hemácia. Pode acontecer de uma hemácia conter pouca HB lá dentro. CHCM - concentração de HB corpuscular média. É um parâmetro bem parecido com o anterior, só que ao invés de eu observar a quantidade de HB em uma hemácia observo a quantidade de HB em um grupo de hemácias RDW - amplitude de distribuição dos eritrócitos - muitas vezes a m.o esta descompensada e produz hemácias de vários tamanhos ao mesmo tempo. RDW indica se o Bianca Dosso – MDD IV tamanho das hemácias vai estar homogêneos ou heterogêneos. VCM – VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO O vf não varia entre homens e mulheres Rbc = numero de hemacias totais HCM - HB CORPUSCULAR MÉDIA Aqui vai ser aquantidade de HB, o quanto de HB tem dentro de um eritrócito. Vf não varia entre homem e mulher. Pego o valor de HB total vezes 10 e divido pela quantidade de hemácias contadas. CHCM – CONCENTRAÇÃO DE HB CORPUSCULAR MÉDIA Indica a quantidade média de HB em 100mL de eritrócitos 9ao invés de avaliar a quantidade de HB dentro de uma hemácia, aqui avalio dentro do hematócrito) RDW – RED BLOD CELLS DISTRIBUITION WIDTH (AMPLITUDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ERITÓCITOS) Bianca Dosso – MDD IV Vai medir variação de tamanho, o normal é que tenhamos uma homogeneidade no tamanho de nossas hemácias. Em algumas neoplasias ou anemias tenho uma heterogeneidade de hemácias. Acima de 15%. esta acontecendo variação de tamanho. RDW alto e VCM normal: predomínio de normocitose (maioria das células normais), mas tem algumas grandes e pequenas misturadas (heterogênea). ANORMALIDADES ERITROCITÁRIAS (MICROSCOPIA) RDW aumentado = anisocitose, tenho heterogeneidade entre as hemácias Quando tenho hipocromia HCM baixo! CONTAGEM DE RETICULÓCITOS Reticulócito é uma forma prévia de uma hemácia madura. Reticulócito é uma célula com núcleo destruído já (por isso esses pontinhos) Em uma anemia profunda, como por exemplo uma anemia hemolítica (alguma substancia estourando minhas hemácias), a medula vai receber um sinal para aumentar a produção dessas hemácias, assim vai deixando liberar formar imaturas de hemácias que é o reticulócito = anemia regenerativa. Em caso de eritoblastose fetal o neném tem uma anemia hemolítica, normalmente o exame de sangue no RN é para avaliar reticulócito. Agora, no caso de anemias que não tem estimulo para regeneração o numero de reticulócitos é baixo em relação a HB. É normal encontrar uma pequena porcentagem de reticulócito, ate 2%, 2,5% circulante em uma pessoa adulta é normal. VAMOS TREINAR Bianca Dosso – MDD IV Eritrócitos baixos, HB baixa, HCT baixo = anemia (HB abaixo do normal) VCM - hemácias pequenas, microcitose HCM - quantidade de HB dentro da hemácia baixa, vou ver cor fraquinha dentro do microscópio - hipocromia Paciente tem anemia microcitica hipocromica RDW um pouquinho acima, apesar da maior parte das hemácias estarem pequenas tem algumas normais misturadas Eritrócitos baixos, HB baixa, HCT baixo = anemia VCM normal, normocitose HCM normal, normocromia RDW normal, ou seja, todas as hemácias tem o tamanho normal. O que pode estar acusando essa anemia é a baixa produção de hemácias. Eritrócitos baixos, HB baixa, HCT baixo = anemia VCM alto, macrocitose HCM normal normocromia Anemia macrocitica RDW alterado, indicando que tem muita célula grande mas algumas normais misturadas. LEUCOGRAMA Bianca Dosso – MDD IV No leucograma temos o numero relativo (porcentagem) e o numero absoluto (quantidade por microlitro de sangue) ALTERAÇÃO NA CONTAGEM Linfopenia = abaixo PLAQUETOGRAMA Bianca Dosso – MDD IV Vf não varia de homem para mulher. Plaqueta baixa = dengue Risco de ter muita plaqueta = formação de trombo. Pos acidente, alguns dias depois posso ter uma trombocitopenia pois gastei muito das minhas plaquetas no processo de cicatrização. Posso ter trombocitose também alguns dias depois. Leucemias Temos uma célula tronco que vai se diferenciar em um progenitor mielóide ou linfoide, se haverá esse tipo de diferenciação temos dois tipos de leucemias: leucemia que vai prejudicar a linhagem mielóide, a leucemia mielóide vai agredir muito mais componentes do sistema hematopoiético, até porque o componente mielóide da origem a vários componentes do sangue. A linhagem linfoide gera os linfócitos que são importantes quando se trata de imunidade adaptativa. Embora se pensarmos em termos quantitativos a leucemia linfoide afeta menos células, só os linfócitos e as NK - tenho comprometimento da resposta adaptativa, assim prejudico produção de acs, resposta de memória - começamos a entender que temos graus diferentes de comprometimento. Na mielóide temos as APC, isso como consequência vai prejudicar a resposta adaptativa também. Ainda temos outra subdivisão: aguda ou crônica Temos 4 tipos de leucemias Bianca Dosso – MDD IV Em relação a leucemia mielóide a gente tem 8 subtipos. Em relação a leucemia linfoide temos 3 subtipos. Dependendo da região onde eu tenho o impacto/prejuízo eu vou ter determinada característica em meu paciente, assim tendo um menor ou pior prognostico. LEUCEMIA – DEFINIÇÃO GERAL Tumor nas células sanguíneas, neoplasia na parte hematológica e isso de forma geral. Posso ter tanto uma proliferação anormal tanto dos progenitores quanto dos precursores e isso pode atacar tanto a parte linfoide ou mielóide e geralmente esse distúrbio vai acontecer na parte da medula óssea inicialmente - as consequências desse distúrbio vai se estendendo para todo o resto do corpo. Isso vai gerar um acúmulo de células anormais tanto nos componentes centrais (medula óssea) quanto nos componentes periféricos. QUAL EXAME É DE UM PACIENTE COM LEUCEMIA? É o da esquerda! O correto é ter o concentrado de hemácias em baixo (temos muitas em relação aos leucócitos), elas conseguem se acomodar, vemos uma fina camada leucocitária. Quando temos um paciente com leucemia, com distúrbio seja na linhagem linfoide ou mielóide, temos um aumento muito grande na camada leucocitária. Se eu prejudico a linhagem mielóide eu prejudico a formação dos eritrócitos = assim posso reduzir a concentração deles e esse paciente pode cursar com anemia e HT baixo. Anemia tem relação com anemia, se eu tenho menos hemácia tenho menos HB, e se eu tenho menos hemácia vou ter uma redução do hematócrito. Bianca Dosso – MDD IV Só de olhar que o paciente tem o HT baixo não significa que ele esta com anemia, ele pode estar com hemodiluição - paciente no soro - sangue diluído, HT baixo. LEUCEMIAS AGUDAS X CRONICAS LEUCEMIAS AGUDAS Caracteriza-se pela proliferação autônoma e descontrolada de progenitores ou precursores, estas células recebem o nome de BLASTOS. Essas células são incapazes de se diferenciar em células maduras, devido a um bloqueio de maturação (anaplasia) = grande marco fisiológico da doença. Presença de blastos na medula óssea e no sangue periférico. Leucemias agudas temos excesso de BLASTOS, tanto no mielograma quanto na periferia. Blasto são todas as células imaturas (ex: pró eritroblasto, mieloblasto, megacarioblasto, eritroblasto basófilo) - quando tenho muito blasto na corrente sanguínea significa que a medula esta com problema de maturação e ela esta liberando muito blasto na corrente sanguínea (blasto normalmente encontramos na medula óssea). Blasto não é para ser encontrado no hemograma. Em termos de curso clinico a leucemia aguda tem uma evolução muito rápida, temos um aumento de leucócitos jovens na medula e acabamos prejudicando a produção tanto dos precursores de plaquetas quanto dos globulos vermelhos (eritrocitos). Paciente grande candidato a ter uma plaquetopenia e anemia - ocupando espaço na medula produzindo muito leucócito prejudicando a produção do restante - eritrócitos e plaquetas. © Presença de células IMATURAS no sangue © Evolução rápida © Alto risco de mortalidade © Células leucêmicas não conseguem realizar as funções dos glóbulos brancos normais © Ocupam a medula óssea: reduz a produção de glóbulos vermelhos e plaquetas LEUCEMIAS CRONICAS Caracteriza-se pela proliferação autônima e descontrolada de células maduras derivadas de clones neoplásicos mais Bianca Dosso – MDD IV jovens que conseguiram seguir o processo normal de maturação. Presença de células maduras na medula óssea e no sangue periférico.Leucemia crônica = aumenta-se as células neoplásicas (nos dois tipos acontece isso) só que temos uma célula neoplásica com grau de diferenciação um pouco maior, vemos algumas células maduras em excesso no nosso sangue. Na leucemia crônica temos um processo mais lento: © Presença de células MADURAS no sangue © Evolução lenta © No início da doença, células leucêmicas ainda conseguem realizar as funções dos glóbulos brancos normais © Geralmente é descoberta durante exames de rotina © Se agrava lentamente a medida que o número de células leucêmicas aumenta IDADE DE ACONTECIMENTO Criança não é comum LLC – por conta do tempo de maturação. Criança e adolescente – linfoide aguda geralmente, o restante é mais comum em adulto. LMA é bem grave, as mielóide geralmente são mais graves por afetar maior número de células da medula óssea. A etiologia é desconhecida. Algumas determinadas mutações, translocações no DNA são comuns nas leucemias dependendo do tipo. Por isso o exame de cariótipo vai ser importante no diagnostico dessa doença. Mielofibrose - excesso de colágeno - processo de agreção, fibrose tecidual e perda de função no tecido, problema na produção de leucócitos e nas outras células. Anemia de fancone vai prejudicar a formação de hemácias, plaqueta, leucócito e isso vai gerar estresse na medula e a chance de produzir errado é maior - por isso é um dos gatilhos para ter leucemia. LEUCEMIAS AGUDAS – PATOGENESE Bianca Dosso – MDD IV O aumento de blastos - não tem maturação, não esta apto a fazer a função dele, um paciente com leucemia embora tenha muitos leucócitos no sangue vai ser mais susceptível a infecções pois ele tem muitos blastos que não sabem se defender daquele agente infeccioso. Não podemos ter excesso de leucócito - nosso corpo vai direcionar essas células para os órgãos linfoides secundários - vamos ter um aumento desses órgaos linfoides secundários (blastos podem infiltrar alguns órgãos, é uma tentativa que o corpo arruma para tentar reduzir a quantidade de leucócitos na corrente sanguínea) - ainda o excesso de leucocito prejudoca a fluidez do sangue, prejudica as hemacias a depositarem o2 nos tecidos. Se não interrompermos esse processo podemos ter uma infiltração tecidual maciça, uma massa de leucócitos sendo formado nos orgaos. Qualquer célula progenitora/precursora pode sofrer a mutação Assim, a leucemia mielóide apresenta 8 subtipos, de acordo com a célula que sofreu a mutação (M0-M7) © Célula tronco “STEM-CELL” (hemohistioblasto) © Célula progenitora mielóide (hemocitoblasto) © Célula precursora (mioblasto, monoblasto, eritoblasto, megacarioblasto) Na leucemia linfoide a mutação pode ocorrer pré-T ou pré- B: © 80% dos casos (linhagem B) e 20% (linhagem T) Leucemias agudas são processos mais recentes! Precursores mais jovens na corrente sanguínea. Tanto na parte mieloide como na parte linfoide. LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA Faixa etária mais ampla, mais comum em adulto, mas pode ocorrer também em criança. Vai atacar todos os 3 elementos celulares. Tenho pouco granulócito maturo (neutrófilo), ou seja, uma infecção bacteriana pode ser recorrente - febre recorrente. Esse paciente pode cursar com purpura, plaquetopenia, hemorragias. Esses pacientes se não cuidarmos é muito comum cursar com hemorragia, sem contar as dores difusas por conta dos infiltrados leucocitários. Bianca Dosso – MDD IV Ainda podemos confundir dependendo da situação no primeiro momento com algumas doenças reumatológicas por conta dos sintomas parecidos. A LMA progride rapidamente e as células mieloides interferem na produção normal de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Presença de mieloblasto com bastão de auer = característico de LMA. (PROVA) O linfoblasto é menor que o mieloblasto! Mieloblastos são maiores. No caso do diagnóstico precisamos fazer um mielograma, aspirado da medula óssea coletado diretamente da crista ilíaca. Maior do que 20 a 30% de blastos na m.o. Bianca Dosso – MDD IV Temos também o exame de cariótipo com algumas alterações LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA É a leucemia mais comum na infância. Responde muito bem a quimioterapia com chance de cura de 70 a 85%. Quadro clinico é muito semelhante ao da LMA: Dor óssea pelo excesso de trabalho da m.o. No caso da LLA precisamos tomar cuidado com criança, dor ossea e acumulo de massa em testiculos, SNC. LEUCEMIAS CRONICAS – PATOGENESE O inicio da doença, por vexes passa por desapercebido, pois a sintomatologia é vaga, caracterizada por anemia, fraqueza e emagrecimento. Bianca Dosso – MDD IV LEUCEMIA MIELOIDE CRONICA O clone consegue se diferenciar até a série granulocitica – ou seja, vou ter neutrófilos (grau maior de diferenciação), são células mais maduras que os blastos mas não tão funcionais. Leucocitose acentuada com desvio a esquerda > o certo é ter no sangue periférico células amadurecidas e especializadas; agora quando começa a ter mieloblasto, metamielócito, ou seja, aumento de células jovens na corrente sanguínea em relação as células maduras é o desvio a esquerda. As infecções não são frequentes (por ter mais células maduras em comparação a uma leucemia aguda, mas ele não vai ser igual a um individuo hígido), no caso da leucemia aguda se tem uma infecção mais frequente. Embora tenhamos o neutrófilo maduro ele não possui a função normal! Paciente com anemia, plaquetopenia, febre, infecção, perda de peso, aumento de alguns órgãos, desconforto abdominal. O máximo permitido é 10.000 Bianca Dosso – MDD IV Temos uma intensa proliferação da medula. Tem redução de eritrócitos pois os eritrócitos são bem menores e mais frágeis que os leucócitos. Apesar da trombocitose, os pacientes estão sujeitos a sangramentos porque existe disfunção plaquetária (não significa que por ter muita plaqueta essas vão conseguir fazer a agregação plaquetária). Ao mesmo tempo, existe risco de trombose devido a leucocitose e trombocitose acentuada. Basófilo 20% no sangue periférico. Bianca Dosso – MDD IV LEUCEMIA LINFOIDE CRONICA Excesso de linfócito = acomete órgãos linfoides secundários e fígado (importante na desintoxicação do nosso corpo, hematopoese, proteínas de fase aguda - então sobrecarrego o fígado). Ao prejudicar linhagem linfoide - prejudico imunidade adaptativa, por isso algumas infecções podem ser letais para esses pacientes. Manifestações clinicas e corporais e laboraratoriais Linfócitos altos > 5.000 (linfocitose acentuada). Linfonodos - adenomegalia cervical é achado comum. Linfocitose acentuada + adenomegalia = marco da LLC. Sintomas: febre, astenia, fadiga, perda de peso, queda do estado geral (fases mais adiantadas da doença). DIAGNOSTICO anemias É importante conhecer a base do hemograma para identificar as anemias e depois classifica-las. ANEMIA Condição que existe diminuição no conteúdo de HB no sangue como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais ou por uma perda aguda ou insidiosa de sangue. Conceito amplo: deficiência de suprimento de oxigênio para os tecidos do organismo, pela diminuição do numero de eritrócitos ou diminuição da taxa de hemoglobina. Não é uma doença, mas um SINAL de que existe doença - assim como a febre. Na anemia posso ter diminuição de eritrócito (assim tenho diminuição da HB), mas pode acontecer de eu ter um numero de eritrócito perto do normal e ter a HB diminuída (hipocromia, deficiência na fabricação da HB onde a hemácia é liberada mas tem pouca HB em seu interior). ANEMIA AGUDA Perda súbita de sangue, em que a falta de volume no sistema circulatória é superior a falta de HB. Perda de sanguede maneira rápida - hemácias indo embora junto com o sangue perdido. Se a perda for em torno de até 10% é bastante tolerável - praticamente não percebemos. Se essa perde de volume é entre 11 e 20% - tonturas, desmaios, hipotensão postural. Perdas acima de 20% - taquicardia, extremidades frias, palidez extrema e hipotensão. Perda igual ou superior a 30% - CHOQUE: torna-se rapidamente irreversível e letal. Bianca Dosso – MDD IV ANEMIA CRONICA Não há diminuição do volume sanguíneo. Ocorre uma instalação insidiosa, de modo que o organismo responde com adaptação aos níveis baixos de HB. Identificar a causa antes de transfundir > exceto em descompensação cardiovascular ou quando HB < 7 g/dL. DIAGNOSTICO DE ANEMIAS O hemograma é essencial para formalizar essa suspeita. No hemograma vamos observar os parâmetros de eritrócito, HB e hematócrito. Geralmente nas anemias os 3 estão baixos. O valor de HB diminuído é o mais importante para definir um quadro anêmico. Ainda consigo com ajuda dos índices hematimétricos saber se eu tenho hemácias pequenas, grandes, normais, hipocromicas... A partir da analise do hemograma vamos classificar a anemia em microcitica, hipocrmoica... E que tipo de anemia que é. E usando parâmetros complementares como a contagem de reticulócitos, dosagem de ferro, transferina, ferritina, vitamina B12, ácido fólico, estado da medula óssea, dentre outras. CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS Na prática clinica, a anemia pode ser classificada a partir de dois critérios usando o hemograma. Normocromicas geralmente não falamos. No critério fisiopatológico vamos avaliar a produção de reticulócitos para detectar se é uma anemia regenerativa (a resposta da medula ao processo de anemia é tentar aumentar a produção de hemácias - nas anemias regenerativas vou ter um aumento na produção de hemácias, só que como a medula vai estar trabalhando muito ela libera formas imaturas de hemácias, assim, vou ter aumento de reticulócitos), é o caso das anemias hemoliticas. Posso ter situações em que o problema é justamente na fabricação das hemácias e HB, então mesmo o paciente estando em um grau de anemia pelo critério morfológico, quando avaliamos os reticulócitos eles estão normais ou reduzidos e isso mostra que é uma anemia agenerativa, caso de anemias não hemoliticas. MORFOLOGICO Os indices hematimetricos mais importantes são: VCM em que eu vou utilizar para definir o tamanho da hemácia; HCM e CHCM que vão nos dar a entender a distribuição de Bianca Dosso – MDD IV HB dentro do volume de hemácias que nós temos. em que eu vou utilizar para definir o tamanho da hemácia; HCM e CHCM que vão nos dar a entender a distribuição de HB dentro do volume de hemácias que nós temos. Assim, chego nas 3 classificações de HB. Dentro dessas 3 classificações morfológicas eu tenho um grupo de doenças a ser avaliado. FISIOPATOLOGICO Vou ver como a medula óssea esta respondendo esse quadro anêmico. Valor acima de 1,5 = 1,5 reticulocitose = aumento de reticulócito na periferia, isso mostra que o problema desse paciente não é na fabricação de hemácias/HB, é algum problema de anemia hemolítica ou perda sanguínea que esta sendo crônica e não estamos percebendo a perda sanguínea e a medula óssea tenta compensar = anemia regenerativa Se eu tenho outras causas de anemia que não seja perda ou destruição das hemácias, provavelmente o problema esta sendo justamente na fabricação da hemácia e da HB. Neste caso o paciente esta com redução de hemácias, só que a medula não esta conseguindo produzir mais hemácias. Nessa situação vou ter uma diminuição do nível normal de reticulócito. Anemia agenerativa, problema na fabricação dessas hemácias. ANEMIA REGENERATIVA A causa é periférica e não na medula. É algo que esta destruindo as hemácias ou uma perda sanguínea muito intensa, a medula trabalha na tentativa de compensar isso levando ao aumento de reticulócito. Isso acontece nas hemorragias agudas ou crônicas e em processos de hemólise. Bianca Dosso – MDD IV Observa-se reticulocitose. ANEMIA AGENERATIVA A causa é central. Medula óssea esta comprometida resultando numa eritropoese ineficaz. Posso ter deficiência de nutrientes para formar a célula, como B12, ácido fólico, ferro; dano na medula, anaplasia medular, processos de leucemia; desordens endócrinas, renais (falta de produção de eritropoietina). CAUSAS DAS ANEMIAS Podemos listar 4 causas de anemia: TIPOS DE ANEMIA (CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA) ANEMIAS NÃO HEMOLÍTICAS ANEMIA FERROPRIVA Anemia por deficiência de ferro É uma anemia não hemolítica (ou seja, o problema não é o estouramento da hemácia, não é perda sanguínea, mas sim algum defeito na fabricação da hemácia ou HB - neste caso da HB). É uma redução de ferro corpóreo total com exaustão dos estoques e algum grau de deficiência nos tecidos (tissular). O ferro é um elemento importante não só no processo de hematopoese, o ferro é importante para várias outras funcionalidades - precisamos do ferro na síntese de HB, temos o ferro compondo estruturas de mioglobina, usamos o ferro nas reações do ciclo de krebs, no ciclo de cadeia respiratória. É um íon bastante importante e necessário, temos uma mobilização grande, só que o ferro é um nutriente que conseguimos via alimentação: quando ingerimos o ferro e ele é absorvido, ele não fica sozinho no sangue, ele é transportado pela transferrina - ela que se liga ao ferro para fazer o transporte dele para os demais tecidos e quando ele chega no tecido é transportado e ligado a ferritina, ou seja, o ferro não fica solto: ele esta ligado a transferrina no processo de transporte ou a ferritina no estoque nos tecidos. Bianca Dosso – MDD IV Ferro, transferrina e ferritina vão ser parâmetros bioquímicos importantes para ver se existe anemia ferropriva. Posso ter deficiência de ferro por hemorragias crônicas (câncer de colo, perda menstrual importante); durante a gravidez - que é quando eu tenho um requerimento maior de ferro para ter o desenvolvimento do ferro; dieta pobre em ferro. Se tenho deficiencia de ferro a dosagem de ferro vai ser baixa; outro parametro é a transferina (posso olhar ela sozinha ou a interação dela com o ferro, a sigla em ingles é TIBC) - quando eu tenho uma baixa saturação de ferro na transferina significa que eu tenho menos ferro se ligando a ela, tenho mais espaços para ela se ligar, então vou ter menos ferro ligado a transferina e mais transferina LIVRE de ferro (vou ter esse parâmetro aumentado), as vezes a transferina esta em maior quantidade para tentar captar mais ferro). E a ferritina, por ser o estoque ferro, diminuída. DIAGNOSTICO LABORATORIAL Primeiramente avaliamos o eritograma, a HB vai estar reduzida, é isso que determina uma anemia. Vou ter VCM reduzido, as hemácias assumem tamanhos menores = anemia MICROCITICA. Vou ter HCM reduzido, isso vai indicar uma anemia HIPOCROMICA. E geralmente vou ter um RDW elevado, RDW era um parâmetro para população homogênea de hemácias, por estar elevado, as hemácias vão estar heterogêneas. Em geral, vou ter reticulócitos normais ou até mesmo reduzidos, é uma anemia agenerativa, pois o problema não é uma perda externa da hemácia e sim uma produção e maturação da hemácia na medula, sem ferro não consigo maturar hemácia na produção da HB. A quantidade de hemácias que vou liberar é pequena e as que libero tem pouca HB em seu interior. Hemácias pouco coradas = sinal de hipocromia. Temos os parâmetros de metabolismo de ferro: o ferro sérico esta reduzido, a ferritina vai estar baixa (estoque do ferro baixo, se o ferro esta baixo a ferritina também esta) e a transferina pode estar elevada (o corpo vai fabricar mais transferinapara tentar captar mais ferro), no entanto a saturação de ferro na transferina vai estar baixa, pois eu tenho pouco ferro se ligando a transferina - vou ter mais transferina LIVRE. Bianca Dosso – MDD IV É possível intervir antes da pessoa ter sintomas da anemia, fase subclínica: se vemos alteração na ferritina, ferro e transferina já passamos a suplementar. A ferritina sempre vai estar mais baixinha pois o estoque esta diminuindo constantemente e quanto mais baixa a ferritina mais grave o estagio da anemia. O índice de saturação da ferritina vai tendo um aumento pois tenho mais ferritina livre - quanto mais ferritina livre vai aparecendo, mais grave vai estar a anemia. Quando só altera ferritina - estagio 1 da deficiencia de ferro. Quando começa a alterar ferritina e tranferrina - estagio 2 Quando altero ferritina, transferrina e HB - anemia SINAIS E SINTOMAS © Glossite e queilite angular (lesao no cantinho da boca) © Unhas quebradiças © Unha em formato de colher, concavas - coiloniquia © Esplenomegalia em 15% dos casos © Pica/parorexia (desejo de comer alimentos de baixo valor nutricional, como amido, terra, tijolo, gelo) © Disfagia - formação de membrana fibrosa na junção entre hipofaringe e esôfago (síndrome de Plummer-Vinson ou Paterson-Kelly) CASO CLINICO Mulher, 32 anos, procurou um pronto atendimento queixando-se de cansaço aos menores esforços, cefaleias diárias, taquicardia, aumento do volume menstrual (menorragia) e que teve “vontade de comer tijolo”. No exame clínico foi detecta palidez cutâneo-mucosa e queilite angular. Suspeitou de um quadro de anemia e foram solicitados alguns exames: Trombocitose - plaquetas aumentadas Ácido fólico e B12 normais, assim descarto outros tipos de anemias que são causados pela deficiência desses. 1o Avaliar Hemograma • ¨ [ ] hemoglobina e índices hematimétricos. → triagem diagnostica de uma “Anemia microcítica e hipocrômica • ¨ Contagem de plaquetas: 510.000/mm3 (VR:150.000-450.000/mm3)→ indica possível hemorragia. 2o Investigar tipo de anemia (anamese suspeita: Anemia Ferropriva) ¨ Ferro sérico (ferro circulante), Ferritina (estoque de ferro), Transferrina (proteína que transporta o ferro/aumenta em casos de carência de ferro), Capacidade total de ligação do ferro/TIBC (também aumenta na carência de ferro), Índice de saturação da transferrina (valores mais baixos na carência de ferro). Bianca Dosso – MDD IV Plaquetas aumentadas = possível hemorragia que a paciente esta tendo durante o ciclo menstrual - perda importante de ferro. Se eu tenho uma hemorragia eu tenho estimulo medular para produzir mais plaqueta para tentar controlar o estado hemorrágico. Índice de saturação a transferina - como eu tenho pouco ferro ligado a transferina a saturação esta baixa. ANEMIA SIDEROBLASTICA Tem haver com o ferro também, mas nesse caso não é um processo de falta de ferro e sim na utilização do ferro para sintetizar o grupo heme da HB. Na anemia sideroblastica não faz direito a fase de maturação da hemácia pois o ferro não esta sendo utilizado corretamente para a formação do grupo HEME. A deficiencia esta em alguma enzima especifica que faz essa ligação, em alguns casos de alcoolismo, hipotermina, alguns medicamentos que alteram a cadeia de síntese do grupo HEME. Nessa situação eu tenho o ferro que começa a se acumular: tem ferro disponível, tem estoque de ferro na medula, as células vão captar esse ferro para formar a HB, só que ao captar o ferro não consegue fazer a síntese do grupo HEME corretamente, ai as células começam a acumular esse ferro no interior do eritoblasto (uma das formas de desenvolvimento da hemácia) - ferro começa a se distribuir em volta do núcleo do eritoblasto, esse vai ficar com uma aparência que tem o núcleo e um anel mais escuro em volta do núcleo que é o ferro que não foi utilizado. Posso ter duas consequências no defeito na síntese do grupo HEME: síntese prejudicada da protoporfirina e uma ligação de ferro aumentada na protoporfirina. Com isso vou ter a formação desses sideroblastos, eritroblasto com anel de ferro em volta do nucleo. O nome dessa célula com acúmulo de ferro é SIDEROBLASTO COM ANEL. Devido ao depósito excessivo de ferro nas mitocôndrias, pois não esta sendo utilizado para sintetizar o grupo HEME, eu tenho a formação desses sideroblastos, além disso o acúmulo de ferro gera toxicidade nessa célula, assim tenho uma eritropoese ineficaz e um aumento de ferro na medula óssea (que é toxica). DIAGNOSTICO LABORATORIAL Fazer exame de hemograma e metabolismo do ferro. Hemácias com pontinhos arroxeados no citoplasma - granulos de ferro que sobraram no processo de formação do sideroblasto. O ferro vai estar aumentado (pois não esta sendo usado), ferritina aumentada (estoque de ferro aumentado) e a transferina também vai estar elevada. A ligação do ferro com a transferina vai estar bem aumentada, ou seja, tenho menos transferina livre. A anemia sideroblastica é basicamente um problema na maturação das hemácias, vou ter a formação dos sideroblastos na medula. Nessa condição tenho aumento de ferro, indice de ligação de transferina solta menor, pois esta toda ela ligada ao ferro e temos a ferritina aumentada. Bianca Dosso – MDD IV As causas podem ser congenitas (teste genetico) ou adquiridas. A confirmação oficial é por biopsia da medula óssea = vamos encontrar os sideroblastos. CASO CLINICO Paciente sexo masculino, branco, 9 anos. Mãe procura pronto atendimento relatando que o filho apresenta fadiga, palidez, tontura, taquicardia, dispneia. Em análise física e exames de imagem constatou-se insuficiência cardíaca, disfunção hepática e hepatoesplenomegalia. O médico também solicitou exames de sangue, com o seguinte resultado: RDW 32, o normal é até 15, ou seja, muita anisocitose, o tamanho das hemácias são muito irregulares - de muito pequenas até normais, varia bastante o tamanho das hemácias. Ferro sérico aumentado - perto do padrão, mas aumentado. A transferina sérica esta bem aumentada - sinal que tenho ferro em excesso. 1o Avaliar Hemograma • ¨ [ ] hemoglobina e índices hematimétricos. → triagem diagnostica → Anemia microcitica hipocrômica com ANISOCITOSE • ¨ Achados microscópicos característicos 2o Investigar tipo de anemia • ¨ Aumento nos indicadores do metabolismo do ferro • ¨ Produção de hemoglobina deficiente → presença de sideroblastos (eritrócitos com saturação de ferro) DOENÇAS CRONICAS Também é um quadro de anemia não hemolítica. O problema esta na instalação de alguma doença, alguma alteração fisiológica por conta de outra doença. Isso leva a alteração de produção de células na medula óssea. DIAGNOSTICO LABORATORIAL Não vou ter uma alteração tão importante nos niveis séricos de ferro como acontece na anemia sideroblastica e na ferroprivia. O paciente já tem sinais e sintomas de outro quadro de doença que me leva a entender o porque da anemia. CASO CLINICO Paciente, sexo feminino, 63 anos, parda. Foi ao seu médico e relatou letargia, perda de peso repentina, cansaço, fadiga. Ao exame físico percebeu-se palidez palpitação. A paciente já tem diagnóstico de artrite reumatoide e é acompanhada e tratada por esse mesmo clínico há alguns anos. Para verificar o estado atual, foram solicitados exames com os seguintes resultados: Bianca Dosso – MDD IV Anemia leve, mas que já esta causando sintomas que a paciente se incomodou. 1o: Avaliar Hemograma ¨ Eritrócitos diminuídos. [ ] hemoglobina e índices hematimetricos→quase normais ¨ Achados microscópicos característicos 2o Investigar tipo de anemia • ¨ Diminuição do ferro sérico, demais valores normais • ¨ Anemia discreta associada à condição deAI (crônica) Agenerativa - não hemolítica ANEMIAS HEMOLITICAS – HEMOGLOBINOPATIAS Doenças congênitas (genéticas) que levam ou alterações estruturais na sequencia de aa da HB ou algum defeito genético que altera quantitativamente a síntese das cadeias alfa e beta e com isso tenho um prejuízo na formação da HB. As mais importantes dentro desse grupo são as TALASSEMIAS e FALCIFORME. TALASSEMIA Diminuição total ou parcial da síntese de uma ou mais cadeias de globina e isso vai altera a produção da HB como um todo. Divido em alfa e beta talassemia. TALASSEMIA ALFA Diferenciadas e classificadas de acordo com o número de genes lesados no cromossomo 16. Quando tenho deficiência em apenas uma cadeia de globina, vou continuar tendo produção das globinas alfa, esse é um individuo assintomático, portador silencioso. Quando tenho deficiência de duas cadeias, já tenho uma talassemia menor, o paciente vai ter traços anêmicos mas não de tanta gravidade. Quando tenho deficiência de 3 cadeias já tenho uma alfa talassemia maior, de sintomas mais relevantes. Quando tenho defeito em 4 cadeias isso é incompatível com a vida, alterações fetais que levam a morte. Bianca Dosso – MDD IV TALASSEMIA BETA É bem mais comum, já foram encontrados 50 variantes de mutação diferentes dentro dos grupos de talassemia beta. Genes localizados no cromossomo 11. Beta zero não tenho síntese de beta hemoglobina. O individuo Beta 0 precisa de transfusoes constantes para conseguir controlar ou nem nascer por ser incompativel com a vida. Indivíduos que tem a redução parcial da sintese dessas globinas vou ter alguns sinais presentes no hemograma de leve anemia até anemia intermediária. É comum encontrar no exame laboratorial POIQUILOCITOSE - hemácias com formatos diferentes, formato de alvo. Anemia hipocromica São hemoliticas pois as hemácias são mais frageis, como tenho deficiencia na HB as hemacias que são liberadas rompem com mais facilidade. Bianca Dosso – MDD IV Retomando: ANEMIA FALCIFORME Tenho a mutação pontual com que haja a inversão da glutamina por uma valina = formato da cadeia da hemácia alterada. Hemoglobina S - formato de foice. Alguns indivíduos tem traço falcemico - heterozigotos - uma parte das HB deles é S e outra é normal, assim o paciente tem praticamente uma vida normal. Contagens globais, a morfologia e a sobrevida dos eritrócitos são normais (os indivíduos não apresentam anemia ou hemólise). Esses podem apresentar crises: Enquanto os homozigotos vão apresentar mais sinais graves relacionados a essa anemia. Má distribuição de oxigenação, essas hemácias em formato de foice começam a se interligar uma na outra formando oclusão na vasculatura, levando a vasculite que leva a lesões no tecido. Bianca Dosso – MDD IV DIAGNOSTICO Hemograma e confirmo através de eletroforese. MANIFESTAÇÕES CLINICAS Lesões por conta da vasculite, principalmente nas pernas, onde temos uma pressão maior. Edema devido a oclusão vascular. Icterícia causada, pois, as hemácias sofrem hemólise + lesao hepática. DIAGNOSTICO LABORATORIAL Leucocitose devido a vasculite - que é crônica - processo inflamatório instalado. Plaquetas elevadas devido ao processo inflamatório crônico. ANEMIAS MACROCITICAS © Magaloblástica © Não megaloblástica MEGALOBLASTICA A maioria das macrociticas são megaloblásticas. Anemia NÃO HEMOLÍTICA - não é um problema periférico e sim central na produção do eritrócito. Tenho prejuízo na síntese de DNA na m.o devido a deficiência de fatores importantes na síntese dos ácidos nucleicos - deficiência de ácido fólico, vitamina B12 (cofatores importantes para a síntese de DNA). Também pode ser causada por medicamentos quimioterápicos, imunossupressores, medicamento que afeta metabolismo de ácido fólico. Bianca Dosso – MDD IV Maturação nuclear incompleta das células hematopoiéticas na medula óssea com diminuição da divisão nuclear, PORÉM o crescimento citoplasmático, regulado pelo RNA, continua constante. Bianca Dosso – MDD IV ANEMIA PERNICIOSA É uma anemia megaloblastica. O que esta levando a carência de b12 não é só uma questão de baixa ingestão, é um problema de fator intrinseco. Para ter absorção de vitamina B12, essa vitamina no estomago e intestino tem que se ligar ao fator intrínseco. Sem o fator intrínseco não tem como absorver B12 e ela vai embora no bolo fecal. Em torno de 80% desses que tem anemia perniciosa tem um problema auto imune em que a pessoa produz acs que destroem células parietais - que produz fator intrínseco. Dentro desses 80%, 50% dos pacientes produzem anti corpo anti fator intrínseco - gastrite autoimune. DIAGNOSTICO LABORATORIAL No hemograma temos o VCM >, número de eritrócitos é baixo, só que o VCM é alto, normalmente acima de 110, lembrando que o normal é até 100. Hemácias permanecem no formato oval normal e geralmente a contagem de reticulócito esta reduzida pois a medula esta produzindo menos hemácias. Anisocitose. Exame bioquímico: dosagem de B12 e folato B9. Quando fechamos diagnostico de anemia megaloblástica devemos avaliar se é perniciosa ou não pelo teste de schilling: Ausencia ou diminuição de B12 na urina = perniciosa, pois quando dou a dose de B12 intramuscular ela tem que ser absorvida, essa B12 cai na corrente sanguínea e é estocada nos tecidos. Depois de 2h ao tomar a dose de B12, um paciente normal vai absorver essa B12, mas como os estoques de uma pessoa normal já estão cheios, essa pessoa vai filtrar essa b12 pelo rim e eliminar. Enquanto um paciente com anemia perniciosa, como não tem absorção intestinal essa b12 vai embora junto com as fezes e na urina não encontro nada. Para o teste de Schilling, as pessoas recebem duas doses de vitamina B12. A primeira é marcada com uma pequena Bianca Dosso – MDD IV quantidade de substância radioativa e é ingerida por via oral. A segunda é uma injeção de uma quantidade maior de vitamina B12 que não é marcada radioativamente. Depois da injeção, a quantidade de vitamina B12 marcada na urina é medida para determinar se o organismo absorve uma quantidade normal de vitamina. Se isso não ocorrer, a deficiência é confirmada, e o teste é repetido para verificar a causa. Dessa vez, as pessoas recebem o fator intrínseco juntamente com a vitamina B12, ingerido por via oral. Caso o fator intrínseco permita ao organismo absorver maiores quantidades da vitamina, a deficiência é causada pela falta do fator intrínseco, confirmando assim o diagnóstico de anemia perniciosa. ANEMIA MEGALOBLASTICA X NÃO MEGALOBLASTICA Valor do VCM > 110 = 110 megaloblástica Eritrócitos formato normal na megaloblastica, enquanto na não megaloblástica eles são arredondandos (e não ovais) e menores, Na megaloblástica encontramos corpúsculo. Neutrofilos hipersegmentados na megaloblastica. ANEMIA NÃO MEGALOBLASTICA Não é deficiencia de b12 ou b9, são algumas outras causas - etilismo ou problema hepático. Menos produção de hemácias e problemas na replicação de DNA - mas não tanto como na megaloblástica. Aqui tem que tratar a causa, assim o paciente volta a sua produção de hemácias normal. Bianca Dosso – MDD IV CASO CLINICO - ANEMIA MEGALOBLASTICA Mulher, 72 anos de idade e há 15 anos diagnosticada como portadora de Doença de Crohn foi submetida a várias cirurgias nos últimos dez anos. Sua mais recente cirurgia envolveu a ressecção e anastomose do intestino delgado. Os exames realizados recentemente mostraram os seguintes resultados: 1o: Avaliar Hemograma ¨ [ ] hemoglobina e índices hematimétricos→Anemia macrocítica e achados microscópicos característicos 2o Investigartipo de anemia • ¨ Marcadores do metabolismo do ferro levemente diminuídos • ¨ Deficiência importante de vitamina B12 e leve deficiência de folato. ANEMIAS NORMOCITICA NORMOCROMICA © Eritroenzimopatias © Metahemoglobina Geralmente causada por processos de hemorragia ou hemólise muito intensa, com isso não afetei a formação das hemácias, elas são normais em tamanho e quantidade de HB, o problema foi a perda dessas células. Nesses casos a produção de reticulócitos pode até estar aumentada, hemorragia e hemólise são anemias regenerativas, a medula continua funcionando e tenta compensar a perda. ERITROENZIMOPATIAS Hemolitica, congenita O eritrócito contém muitas enzimas cruciais para manter a sua integridade. Deficiencia de G6PD - assim a via glicolitica não funciona mais, assim a hemácia se torna mais frágil portanto ela se rompe com muita facilidade, levando a um quadro de anemia hemolitica. METAHEMOGLOBINA Não hemolitica Bianca Dosso – MDD IV Todos nós produzimos algum grau de metaHB que é quando o ferro que esta no grupo heme passa para o seu estado férrico, impedindo a hematose - não capta o2. 0,3 a 4% do total de HB em pessoas saudáveis acontece isso. Não é uma questão de estouramento de hemácia, perda sanguínea e sim um processo de oxidação fazendo com que a HB não capte mais o2. Mecanismos fisiológicos de hemostasia HEMOSTASIA Conjunto de eventos mecânicos e bioquímicos para manter o sangue dentro dos vasos no estado liquido, manter o sangue fluido dentro dos vasos; formar um coagulo para interromper a hemorragia; reparar a lesão; dissolver o coagulo formado anteriormente. Interromper no processo de hemorragia e ajudar no reparo tecidual para manter esse sangue fluido dentro dos vasos. Pensando em hemostasia temos 3 componentes principais: endotélio, plaquetas, fatores da coagulação, preciso desses três elementos tralhando de forma adequada para que o sangue continue fluindo liquido dentro dos vasos. EVENTOS SEQUENCIAIS Temos uma sequencia de eventos que vai ocorrer nessa hemostasia e é dividida em hemostasia primária e secundária. PRIMÁRIA: ação dos vasos e plaquetas para tentar manter o sangue liquido dentro do vaso. Quando só tenho a ação de um ou desses dois em conjunto, estou falando hemostasia primária. SECUNDÁRIA: fatores de coagulação/cascata de coagulação e fatores fibrinolíticos (são quem vai desfazer o coagulo para manter o sangue circulante fluido dentro dos vasos) HEMOSTASIA PRIMÁRIA Endotélio (vasos) além de ser a parede de revestimento dos vasos, ele vai produzir algumas outras substancias que vão Bianca Dosso – MDD IV favorecer o sangue liquido dentro dos vasos. Ex: prostaciclinas, NO que são substancias que tem o fator antiplaquetário - fator antiplaquetário, se impeço a ação das plaquetas estou prejudicando hemostasia primária e consequentemente hemostasia secundária - nesse caso não queremos as plaquetas exercendo sua atividade pois não tem nenhuma lesão, o endotélio esta ali integro, o sangue precisa se manter liquido e fluido circulante dentro dos vasos - se eu fizer uma agregação plaquetária vou começar a dar origem a um trombo, vou obstruir o fluxo sanguíneo e consequentemente isso vai gerar problemas na entrega de O2 e nutrientes para os meus tecidos, então não posso deixar plaquetas se aglomerarem onde não é para se aglomerar, por isso o endotélio integro sem lesão tem que ter esse efeito antiplaquetário; precisa de um efeito anticoagulante (moléculas similares a heparina, inibidor da via do fator tecidual trombomodulina); efeito fibrinolítico (quebra da fibrina) - ativador de plasminogenio tecidual, preciso de fatores fibrinoliticos para desfazer coágulo Bianca Dosso – MDD IV LESÃO Lesão gera uma perda tecidual que gera uma brecha para o microrganismo entrar e infectar, em contrapartida vai lesar vaso também, o conteúdo que estava dentro do vaso vai extravasar = extravasamento de sangue. Se houve um buraco no vaso e o sangue extravasar a função da hemostasia é manter o sangue fluido DENTRO DO VASO; se tenho um buraco muito grande posso perder um volume muito grande de sangue e prejudicar função de órgãos importantes como cérebro, pulmão, coração e o paciente pode entrar em um choque. FORMAÇÃO DO TAMPÃO PLAQUETÁRIO Assim que tive uma lesão vou ter MEC exposta, MEC é rica em colágeno e colágeno tem carga negativa, plaqueta gosta se ligar em colágeno = plaquetas que estão no sangue, dentro do vaso vão ser atraídas pelo colágeno. Tem alguns fatores plaquetários que esse tecido lesado produz também para atrair essa plaqueta. Além de ter o colágeno para a plaqueta conseguir se ligar, vou ter mediadores químicos que facilitam essa adesão dessas plaquetas. Plaqueta no tecido lesado = agregação plaquetária. Bianca Dosso – MDD IV Prostaciclinas e NO prejudicam a adesão plaquetária no vaso se isso acontecesse iam ter coágulos onde não é para se formar e esse paciente iria estar mais sujeito a formar trombos/risco de trombose. Adesão = plaqueta + vaso. Ao lesar o vaso o endotélio vai ser lesado, se lesou o endotélio = em baixo tem matriz celular, matriz é rica em colágeno - colágeno é exposto e entra em contato com o sangue, colágeno é uma proteína que tem carga negativa, a plaqueta tem atração por colágeno, ela vai se ligar nesse colágeno fazendo adesão plaquetária (ela tem receptor para colágeno), além disso temos moléculas que ajudam na adesão plaquetária como o cálcio, ADP e o fator de von Willebrand (é uma proteína que tem a função de sinalizar para as plaquetas se ligarem no subendotélio lesado, ou seja, ele ajuda as plaquetas a saírem do vaso sanguíneo e chegarem e se depositarem na região lesada do vaso). A exposição da matriz tem um efeito PRÓ COAGULANTE E ANTI FIBRINOLITICO (inibe o ativador de plasminogenio), ou seja, contrário de um endotélio integro - em um endotélio integro não quero que forme coagulo se não vai formar trombo, em um vaso lesado onde eu tenho exposição da MEC preciso que haja adesão e agregação plaquetária, coagulação, pois preciso estancar a hemorragia. O endotélio lesado e o endotélio integro são contraditórios. O fator de von Willebrand no sangue vai sinalizar a plaqueta para ela se ligar no colágeno presente na MEC que foi exposta porque houve lesão tecidual. Esse fator de von Willebrand além de facilitar a ligação das plaquetas com o colágeno, ele vai facilitar a manutenção do fator VIII. Glicoproteina Ib facilita a adesão da plaqueta com o colágeno. Adesão = plaqueta ligando na região lesada Estou na corrente sanguínea, o vaso sanguíneo tem uma pressão que ajuda a jogar mais hemácias para a região da lesão e essas hemácias vão tentar romper esse tampão (adesão plaquetária). Bianca Dosso – MDD IV Ai para reforçar o tampão plaquetário/as plaquetas que se aderiram ali, precisamos recrutar mais plaquetas - através da produção de tromboxano A2 (mediador lipídico produzido pelos lipídeos presente nas plaquetas). Com isso, essas plaquetas vão começar também a recrutar o fibrinogênio presente no sangue = recruto fibrinogênio para ele ser convertido em fibrina (fibrinogênio clivado) = matéria prima para a formação do coágulo. Pessoas que tomam AAS para deixar o sangue mais fino: AAS na verdade impede tromboxano A2, se eu não tenho tromboxano a2 estou prejudicando agregação plaquetária, prejudico a formação de coágulos. TAMPÃO PLAQUETÁRIO FORMADO NÃO É SUFICENTE PARA CONTER A HEMORRAGIA. Temos nesse caso a hemostasia secundária. HEMOSTASIA SECUNDÁRIA Muitos dos fatores de coagulação são produzidos no fígado - paciente com problema hepático tem mais dificuldade na cascata de coagulação. CASCATA DE COAGULAÇÃO Temos duas situaçõesimportantes. São as vias dessa cascata de coagulação. Para formar o coagulo temos que ter uma ativação sequencial de proteínas que se da mediante alguns fatores. Objetivo de formar fibrina que vai formar um polimero insolúvel (para o sangue não dissolver o coagulo) para poder fazer esse tampão que vai aprisionar os eritrocitos com as plaquetas impedindo que o sangue extravase do sangue para os tecidos, evitando um processo hemorrágico. Bianca Dosso – MDD IV Bianca Dosso – MDD IV Bianca Dosso – MDD IV VIA EXTRINSECA Fator VII, fator III e fator IX O fator III chamamos de fator tecidual, esse fator III vai ser quebrado, ativado que vai virar fator III ativado que vai ativar o fator VII que mediante a presença de cálcio vai ser importante para ativar a via comum. Fator III ativado, também conhecido como fator tecidual vai ativar fator VII. Na via extrínseca o fator tecidual vai ser liberado por um estimulo extravia, como um trauma, estimulo EXTERNO para ser ativado. VIA INTRINSECA Não precisamos de estimulo externo. Para termos ativação da via intrínseca preciso de 3 fatores: proteínas carregadas negativamente no tecido/superfície carregada negativamente + conversão da pré calicrenia em calicreina + cálcio. Quando tivermos calicrenia + cálcio + superfície negativamente carregada (como a matriz de colágeno exposta na lesão). A ativação da via intrínseca é pegar o fator XII e ativá-lo. É como se fosse uma autenticação de 3 fatores para ativar esse processo e impedir uma trombose, a formação de um trombo desnecessariamente. O coágulo pode virar um trombo. O fator XII é ativado primeiro, ele + calicrenina + fibrinogênio vai ativar fator XI, e ele mais cálcio vai ativar o fator IX. Na presença do fator de von Wlebrand e um pouquinho de cálcio vou ativar o fator VIII. O fator VIII é na via intrínseca. Preciso de vários fatores para ativar o 10: 7, 8, 9 + cálcio e fosfolipídio, com o fator 10 e 5 ativado, na presença de cálcio e fosfolipídios temos a conversão da protrombina em trombina, a trombina vai ajudar a quebrar o fibrinogênio em monomeros de fibrina. Ativação do fator 13 na presença de cálcio e trombina = ativação do fator 13 e esse fator 13 ativado vai polimerizar os monômeros de fibrina em um polímero de fibrina insolúvel, constroi uma rede insolúvel para poder vedar a região onde estamos querendo coagular, assim cria uma rede para aprisionar os eritrócitos, impedindo que esses eritrócitos saiam do vaso para o tecido. Paciente com hipocalcemia pode ter dificuldade em ativar cascata de coagulação? Sim. O cálcio tem uma importante função no processo de coagulação. Ambas as vias dependem de cálcio. VIA COMUM Tanto a intrinseca quanto a extrínseca vão chegar em um ponto em comum. Via comum é quando as duas vias se comunicam e resultam na ativação do fator X. COAGULO PERMANENTE? COMO DESFAZER O COAGULO? O coagulo vai ser formado, mas não pode ficar ali para sempre, pois ele pode virar um trombo, por isso tenho que desfazer o coagulo depois. Fazemos isso através de uma proteína chamada PLASMINA. Bianca Dosso – MDD IV A plasmina vai se originar do plasminogenio, quando essa cascata se finaliza e eu tenho a consolidação do coagulo (polimero de fibrina formado), para desfazer preciso pegar o plasminogenio que é uma proteína inativa ai na presença de trombina e ativador de plasminogenio tecidual tenho a transformação do plasminogenio em plasmina - proteína que consegue desfazer esse polimero de fibrina em fragmentos menores da fibrina e esses começam a se desprender no coagulo inicial e posteriormente os fagócitos atuam. Retomando, temos a coagulação para formar o polimero de fibrina que é o coágulo, coágulo é importante só quando vou isolar a área lesada, depois preciso trabalhar para desfazer esse coágulo e quem faz isso é a PLASMINA. Para a plasmina ser ativada: ativador plasminogenio tecidual (t-PA) + trombina. Plasmina ajuda o coagulo a se desfazer, esses pedaços de coagulos vão ser removidos por fagócitos. Se tivermos deficiência de trombina a pessoa vai ter deficiência de coagulação tanto na formação do coágulo quanto no processo de rompimento de coágulo. TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO – TTPA Assim podemos avaliar a via intrínseca da coagulação através de exames como o TTPA que vai detectar fator VIII, IX, XI, XII. TTPA vê o tempo que o sangue demora para coagular, se ele deu alargado - demorou para coagular - risco de sangramento. Pacientes que utilizam heparina - anticoagulante que inibe a antitrombina prejudicando o efeito da trombina, prejudicando fator XII, XI, IX e assim prejudicando um pouco de fator X - basicamente toda a via intrínseca. Indiretamente a heparina atua como um cofator da antitrombina, ela tem um efeito sobre a antitrombina, prejudicando o efeito da trombina. Se ela é antitrombina ela é contra a trombina - prejudicando a via comum, indiretamente conseguimos no paciente que usa heparina monitorar o TTPA. Se o TTPA esta alargado - a dose de heparina esta alta e o paciente pode ter uma hemorragia a curto prazo. No laboratório colocamos alguns reagentes nesse tubo para estimular a coagulação, ai monitoramos o tempo que vai formar o coágulo. Esse exame é pedido em pré operatórios de cirurgia eletiva. Tempo de tromboplastina parcial ativada, TTPa ou KTTp, corresponde ao tempo gasto para ocorrer a coagulação do plasma recalcificado em presença de cefalina. O TTPA estará aumentado quando o paciente tiver deficiência de fatores da via intrínseca (fatores XII, XI, IX e VII) e de fatores da via comum (X, V, II e fibrinogênio) da cascata da coagulação. É o caso de pacientes com hemofilias A e B, doenças hepáticas, uso de anticoagulantes e deficiência de vitamina K, uma vez que os fatores II, IX e X dependem desta vitamina. TEMPO DE PROTOMBINA (TP) Avalia fator VII, via extrínseca. O fator VII é vitamina K dependente. Bianca Dosso – MDD IV Anticoagulantes cumarinicos inibem vitamina K, assim tenho dificuldade em sintetizar fatores da coagulação dependentes da vitamina K - como varfarina. Paciente com anticoagulante tem que ter essas duas situações em maos: TP e TTPA. O tempo de protrombina, TP ou TAP é um teste para avaliar a via extrínseca e a via comum, ou seja, os fatores VII, X, V, II e o fibrinogênio. Assim, o tempo de protrombina estará aumentado em casos de deficiência de fibrinogênio e de qualquer um dos fatores mencionados anteriormente, em pacientes que fazem uso de anticoagulantes, nas doenças hepáticas e deficiência de vitamina K, pois os fatores II, VII e X são dependentes desta vitamina. INTERPRETAÇÃO A hemofilia A é um transtorno de coagulação, deficiência recessiva ligada ao sexo, do fator VIII de coagulação A hemofilia B é uma doença com herança recessiva causada por mutação herdada ou adquirida no gene do fator IX ou por inibição adquirida do fator IX. A atividade dos fatores II, VII, IX e X depende da vitamina K. Cascata de coagulação é classicamente dividida em via INTRÍNSECA E EXTRÍNSECA, ambas convertem para a ativação do fator X: Bianca Dosso – MDD IV Via Extrínseca Via Intrínseca Via Comum Ligação do fator tecidual, exposto após lesão vascular, ao fator de coagulação VIIa e cálcio promovendo a conversão do fator X para o fator Xa para iniciar a via comum. Esta via é rapidamente inativada pelo inibidor do fator tecidual (TFPI). Os fatores VIII e V são convertidos em VIIIa e Va pelas pequenas quantidades de trombina geradas durante a iniciação. Nesta fase de amplificação, forma-se o fator Xa por meio da interação entre IXa e VIIIa na superfície de fosfolipídio e na presença de Ca²+. O fator Xajuntamente com o cofator Va, plaquetas e cálcio, forma o complexo protombinase que converte Protombina-> trombina. A trombina converte Fibrinogênio -> fibrina e ativa o fator XIII que reage com os polímeros de fibrina para estabilizar o plug plaquetário inicial. A hemostasia definitiva é obtida quando a fibrina, formada pela coagulação sanguínea, é acrescentada à massa de plaquetas pela retração/compactação do coágulo induzida pelas plaquetas. O fator tecidual se liga ao fator VIIa para ativar o fator IX. Este complexo ativa o fator X. O fator Xa se liga ao fator II para formar a trombina. A geração de trombina nesta etapa é limitada, caso o inibidor da via do fator tecidual esteja disponível. A geração de trombina ativa os fatores V e VIII. A ativação desses dois fatores acelera a ativação do fator II pelo fator Xa e do fator Xa por meio do IXa. Isto é mantido pela ação do complexo de protrombinase. O complexo de protrombinase se acumula na superfície plaquetária. Ocorre grande formação de trombina e as plaquetas são ativadas. A fibrina gerada a partir do fibrinogênio é suficiente para formar um grande coágulo. O passo final é estabilizar o coagulo formado. A trombina ativa o fator XIII que liga polímeros de fibrina para fornecer força e estabilidade ao plug hemostático secundário. A trombina também ativa o inibidor da fibrinólise que impede a fibrinólise do coágulo recém formado. Hemorragias As hemorragias podem ser classificadas INICIALMEMTE como interna e externa. Externa é o sangramento visível. A interna não é só sangue em cavidade como peritônio, pleura e cavidade - temos também hematomas, purpura, petéquias e equimose - onde o sangue não extravasa e não é visível. Ai alguns autores classificam hematoma, púrpura, petéquias e equimoses como internas superficiais. Além disso, a hemorragia pode ser de sangue venoso (coloração mais escura - sangue de retorno, pobre em o2 e fluxo constante), hemorragia de vasos capilares (vermelho médio pois não é sangue de grandes artérias, é um sangramento lento, uniforme e de gotejamento), hemorragia de sangue arterial (vermelho vivo, rápido - sangue jorrando/pulsando). Bianca Dosso – MDD IV Petéquias são lesões muito pequenas, até 3 mm de diâmetro, geralmente múltiplas - sempre aparecem em quantidade grande. Paciente está com algum problema na quantidade de plaquetas e isso é circulante/em todos os lugares. Petéquias não acumulam o sangue formando tumoração - isso é uma característica de hematoma, formar aquela quantidade de sangue acumulada em determinada região. 1 cm de diâmetro é aspecto de púrpura e não petéquia. Perdas volumosas de sangue geralmente são causadas por trauma mecânico. Perda volumosa de sangue de forma crônica o paciente não sobrevive. Choque hipovolêmico DC e PA = casos agudos, perda de sangue muito grande e não uma hemorragia crônica. Em uma anemia temos perda de sangue - perda de plasma e células sanguíneas e por isso não tem como uma hemorragia intraocular provocar uma hidrocefalia (da onde viria esse liquido), aqui poderia ocorrer um acúmulo de sangue na retina. Perda sanguínea com hemorragia tem consequências muito variadas, dependendo do volume de sangue perdido, do local de sangramento e da velocidade de perda. Hemorragia pode ser causada por um dano físico/trauma vascular, devido a problemas no número de plaquetas ou na função dessas plaquetas (por exemplo, tem plaqueta mas ela não consegue se aderir a outras plaquetas e ao vaso) ou problemas na coagulação. Hemorragia por alteração na coagulação sanguínea, em geral, manifesta-se como hemorragia espontânea, quase sempre é provocada por traumatismo pequeno. Se o paciente tem problema de fator de coagulação não forma fibrina de forma adequada, então qualquer trauma independente do tamanho vai gerar hematoma/hemorragia. A causa mais comum de hemorragia por lesão da parede vascular é traumatismo mecânico que rompe o vaso. Um vaso pode se romper por p.a aumentada também. Trombocitose ou qualquer célula que tenha número aumentado como aumento de leucócitos = CITOSE = aumento!!! Hemorragias quantitativas ou qualitativas provocam redução no número (trombocitopenia) e alterações funcionais de plaquetas (trombocitopatia) acompanham-se frequentemente de hemorragia, especialmente como petéquias ou púrpuras. Petequias ou púrpuras são mais frequentes de ALTERAÇÃO DE PLAQUETAS. Alteração de fator de coagulação provoca uma hemorragia muito maior, como hematoma. Choque hipovolemico é uma consequencia que pode acontecer quando o paciente tem uma hemorragia muito grande e aguda. As consequências da hemorragia são variadas, dependendo do local, volume de sangue perdido, local de sangramento e da velocidade da perda. Anemia hipocromica é comum em crianças e gestantes e é causada por deficiência de ferro. Bianca Dosso – MDD IV Plaquetas possuem receptores que aderem tanto no vaso lesado por ligação ao colágeno por um fator de adesão plaquetário (fator de Von Wilebrand) formando tampão plaquetário - plaqueta tem receptor para se ligar no colágeno do vaso rompido e nas plaquetas, formando o tampão plaquetário. Obs: O fator de Von Willebrand promove fase da adesão plaquetária da hemostasia por meio da ligação com o receptor da superfície da membrana das plaquetas (glicoproteína Ib), ligando-se assim as plaquetas do vaso. O FVW também é necessário para manter os níveis normais do fator VIII plasmático. Os níveis do FVW podem aumentar temporariamente em resposta a estresse, exercício, gestação, inflamação ou infecção. Tempo de protrombina (TP) teste que esta dentro do coagulograma funciona para avaliar se o paciente tem redução do fator VII que é um dos fatores que fazem parte da cascata de coagulação, ou para avaliar se o paciente esta com problema no fator X e formação de fibrinogênio. Vitamina K funciona como precurosres de fator de coagulação (5, 6, 7, 10). Se a protrombina estivesse alterada não seria por excesso de vitamina K, poderia estar ligado a deficiencia de vitamina K. No coagulograma fazemos também tempo de trombina (TT), tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial (PTT). FEEDBACK TBL HEMORRAGIA Temos interna e externa. Com relação as internas temos uma divisão: em cavidades pré formadas ou superficiais HEMORRAGIAS EM CAVIDADES HEMOTÓRAX Esse sangue veio do parênquima pulmonar. É problema em vaso que esta fazendo com que o sangue extravase. Um hemotórax com rápido acúmulo de sangue é usualmente devido a lesões no arco aórtico, hilo pulmonar, artérias mamarias internas ou artérias intercostais. Com presença de grande presença de sangue no peito, um hemotórax pode reduzir notavelmente a capacidade vital do pulmão e resultar em choque hipovolêmico. Pode vir acompanhado de pneumotórax (presença de ar entre as pleuras). HEMOPERICÁRDIO Bianca Dosso – MDD IV É quando temos acumulo de sangue no pericárdio e pode ser por cateterismo, implante de marca-passo, ruptura de aorta. Tem que fazer punção. HEMOPERITONIO Presença de sangue na cavidade peritoneal que fica no abdome. O sangue extravasa de algum órgão da cavidade abdominal ou de algum vaso e esse se acumula no peritônio um acumulo parecido com a ascite. É considerado emergência médica pois algum órgão esta extravasando sangue. HEMARTROSE Sangue acumulado na articulação. A principal causa é traumatismo agudo (contusão, fratura, luxação). Outra causa é o distúrbio da coagulação do sangue, como hemofilia por exemplo. HEMORRAGIAS INTERNAS SUPERFICIAIS PETÉQUIAS Hemorragias superficiais bem pequenas. Essas superficiais estão muito mais ligadas com problema de número ou função plaquetária. PÚRPURA Pode ounão ter gravidade grande. Quando não é generalizado é uma hemorragia maior que a petéquia, aqui podem vir de fragilidade vascular, como a vasculite. EQUIMOSES Pode ser efeito colateral de anticoagulante. A equimose é um hematoma subcutâneo maior. HEMATOMA Também conhecido como mancha maior. Bianca Dosso – MDD IV A equimose infiltra mais do que o hematoma. Hemorragia é extravasamento de sangue > no sangue tem eritrócitos e os eritrócitos possuem HB que tem uma coloração vermelha, quando o sangue acabou de ser extravasado o local do sangue fica vermelho (tem HB) - aquele sangue no local vai sofrendo processos de oxirredução convertendo em outros produtos mudando de cor. HEMORRAGIAS EXTERNAS Hemorragia digestiva baixa é normal ter hematoquezia, pois como ela é baixa não deu tempo do sangue ser digerido. Agora, hemorragia digestiva alta mais comum é melena que é mais escuro - porque deu tempo do sangue ser digerido. HEMORRAGIA POR LESÃO DA PAREDE VASCULAR Bianca Dosso – MDD IV HEMORRAGIA POR ALTERAÇÃO DA COAGULAÇÃO SANGUÍNEA HEMORRAGIA POR ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS OU QUALITATIVAS DE PLAQUETAS CONSEQUENCIA DAS HEMORRAGIAS Distúrbios hemorrágicos: trombofilia e hemofilia São processos contrários. TROMBOFILIA Facilidade de se formar trombos no corpo, coágulos. Tendência ao surgimento de trombose. Cascata de coagulação com problemas. Essa trombofilia ela tem características hereditárias (deficiência nos anticoagulantes naturais) ou adquiridas (anticoncepcionais, obesidade, tabaco). Problema nas plaquetas, cascata de coagulação. Uma das principais causa de trombose em mulheres é o uso prolongado de acs pois altera o uso hormonal. Trombofilia é um excesso de ativação, prejudicando a síntese de proteínas que inibem a cascata de coagulação, como a plasmina que desfaz o coagulo. Se eu tenho defeito na plasmina tenho coagulo formado por mais tempo que ele pode ficar, esse coagulo pode se desprender, formando um trombo e causando todos os problemas da trombose. As trombofilias hereditárias são caracterizadas por um estado de hipercoagulabilidade na qual a genética do paciente o predispõe a uma tendência trombótica patológica ou risco de trombose aumentado. Bianca Dosso – MDD IV São também chamadas de estados de hipercoagulabilidade primária, já que anormalidades genéticas específicas induzem um estado pró-trombótico. A maior parte dessas condições envolvem à deficiência de um fator anticoagulante fisiológico ou a um nível elevado de um fator pró-coagulante. Quando essas situações são associadas a estados de hipercoagulabilidade secundária, como exposições ambientais e patologias adquiridas. a tendência trombótica aumenta ainda mais, por causas multifatoriais. Se eu não tenho antitrombina tenho problema de inibição de alguns fatores de coagulação. Não tenho quem inibe a trombina e outros fatores, não tendo a inibição desses fatores a via intrínseca vai ser muito ativada (via comum também - fator X), com isso temos um excesso de coagulação. Se eu tiver um excesso desses fatores ativados, mesmo eu dando heparina para o paciente não vou ter o efeito da anticoagulação. Heparina não faz efeito por excesso da ativação desses fatores pois não temos antitrombina para inibir esses fatores. A cascata de coagulação vai ocorrer normal. Temos a ação da antitrombina para ir inibindo esses fatores, se não tenho a via de inibição fica só ativando os fatores = maior chance de formar trombos. Podemos ter a deficiência na proteína C ou S ou em ambas. Essas duas proteínas são importantes para regular a cascata da coagulação - tenho duas situações importantes, a proteína C é mais um mecanismo de inativar o fator VIII e V - é o único que ativa o fator VIII. Proteína S é um cofator da proteína C, a proteína C é uma enzima que precisa de um cofator para ser ativado. Então, tem pessoas que tem deficiência só na C ou só na S ou nas duas, no caso da Purpura fulminans - doença hereditária que eu tenho chance de coagular muito rápido. Mutação na protrombina eu favoreço trombina, se eu favoreço trombina estou favorecendo a ativação em fibrinogênio em fibrina, formação do coágulo, ativação de fatores = quadro de coagulação. O fator tissular vai estar na via extrínseca - é o fator III que vai ativar o fator VII. Se eu tenho a inibição do fator III tenho prejuízo na inibição do fator VII, quando tenho o gene da protrombina mutado posso ter um excesso da ativação da protrombina em trombina e essa trombina pode ativar o fibrinogenio em fibrina, favorecer a ativação do fator VII - o problema é da inibição do fator tissular resolvido. O fator tissular por mais que esteja inibido ele não vai fazer diferença pois tenho o fator VIII e a protrombina. Bianca Dosso – MDD IV DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Tempo de trombina nos ajuda na monitorização da via comum, mais basicamente para ver eficiência de fator 13 HEMOFILIA Deficiência em alguns fatores de coagulação - doença hereditária, ligada ao X, muito mais comum em homens (homem só tem um X recessivo, basta só um gene da hemofilia para expressar, a mulher pode ser só portadora do gene, por isso é mais comum em homem). No caso da hemofilia a gente vai ter ttpa sendo um dos principais exames - ambos estão na via intrinseca de coagulação. DIAGNÓSTICO Ttpa50 é uma adaptação do ttpa, mais especifico para o diagnóstico de hemofilia. QUADRO CLINICO O tratamento deve ser multidisciplinar. Bianca Dosso – MDD IV Não podemos administrar AAS para pacientes com hemofilia pois AAS é um antiplaquetário, o mecanismo dele é prejudicar a agregação e adesão plaquetária. Para formar o coágulo. TROMBOFILIA E HEMOFILIA – SANARFLIX Bianca Dosso – MDD IV Bianca Dosso – MDD IV Edema Objetivo: compreender os mecanismos básicos de edema e situações clinicas. ESTUDO DIRIGIDO Com base no capitulo 9 pag 225 Blogiiolo 9ª edição. 1. Qual a definição de edema? Acumulo de liquido no interstício ou em cavidades pré formadas do organismo. 1. Defina forças de Starling e exemplifique. A produção, a circulação e a reabsorção do líquido intersticial dependem de forças geradas na microcirculação e na MEC, conhecidas como forças de Starling, que são, (1) pressão hidrostática do sangue (PHs), que força a filtração; Bianca Dosso – MDD IV (2) pressão oncótica do plasma (POp), gerada por macromoléculas circulantes; esta tem sentido oposto à PHs; (3) pressão hidrostática e pressão oncótica da MEC (PHm e POm). 3. Explique a origem e destino do liquido intersticial (na MEC). O líquido intersticial (na matriz extracelular, ou MEC), que se origina da filtração do sangue na parte arterial dos capilares, circula entre as células e retorna à circulação sanguínea por reabsorção no lado venoso dos capilares ou pelos vasos linfáticos 4. Qual foi sua compreensão de : PHs, Pop, PHm e Pom? PHs: Pressão Hidrostática do sangue: força a filtração., POp: Pressão Oncótica do plasma: tem sentido oposto às PHs, força a reabsorção., PHm: Pressão Hidrostática da MEC (Matriz Extracelular)., POm: Presão Oncótica da MEC (matriz extracelular)., PHm e POm são pressões menores em condições normais, mas podem aumentar se a quantidade de líquido intersticial aumentar. 5. Explique o esquema da microcirculação, indicando a origem e o destino do líquido intersticial e as forças de Starling. Líquido intersticial: equação (PHs - PHm) - (POp - POm)., Lado arterial: PHs > POp: força positiva que força a filtração do plasma para a MEC. PHm e POm são muito baixas., Lado venoso: PHs < POp: força a reabsorção, força o líquido a voltar para a circulação sanguínea.,PH é sempre influenciada pela intermitência da abertura dos esfíncteres pré-capilares., Esfíncteres fecham: PHs <., Esfíncteres abrem: Phs >. 6. Quais são os tipos de liquido acumulado da MEC ou em cavidades pré formadas do organismo? Transudato: é o líquido constituído por água e eletrólitos e pobre em células e proteínas; é encontrado em edemas originados por desequilíbrio nas forças de Starling, com maior filtração do que a capacidade de reabsorção dos capilares sanguíneos e linfáticos., Exsudato: líquido rico em proteínas e/ou células inflamatórias; formado quando a permeabilidade vascular está aumentada, por ex: inflamações, traumatismos e vasos malformados (neoplasias). 7. Analise a afirmativa: "A consistência do tecido edemaciado varia com as características do líquido acumulado: se transudato, o tecido fica mais mole, facilmente compressível; se exsudato, a área afetada tem consistência mais firme e é menos compressível." Justifique a afirmativa. Exsudato é o líquido rico em proteínas e/ou células inflamatórias., Transudato é o líquido constituído por água e eletrólitos e pobre em células e proteínas. 8. Quais são os 4 mecanismos relacionados com a etiopatogenese do edema? (1) aumento da pressão hidrostática vascular; (2) redução da pressão oncótica do plasma; (3) aumento da permeabilidade vascular; (4) bloqueio da circulação linfática. Bianca Dosso – MDD IV FEEDBACK EDEMA É o acúmulo de fluido intersticial dentro dos tecidos. Fora da célula, dentro da célula e no sangue temos líquidos. Quando temos uma situação de edema, esse liquido que esta fora da célula, mas que também não esta na corrente sanguínea, se ele se acumula nos TECIDOS = edema. 60% do nosso peso é água, 2/3 dessa quantidade de água está dentro da célula; o restante esta em compartimentos fora da célula = fluído intersticial, esta na matriz extracelular. Apenas 5% de água esta no plasma sanguíneo. Esses líquidos estão circulando (o que não esta dentro da célula) nos vasos, artéria ou veias (plasma) - e também circulam no espaço intersticial - tecido fora da célula. Precisa existir um equilíbrio para que o plasma não se torne muito fluido intersticial e para que o fluido intersticial não se torne muito plasma, ou seja, equilíbrio do liquido no vaso e do liquido no espaço intersticial, precisa existir um controle para que a troca desse liquido seja uma troca ideal. Quem faz esse controle são pressões/forças que damos o nome de pressão hidrostática ou pressão oncótica (ou osmótica, depende do autor). Essas pressões acontecem por quantidade de proteína no plasma ou quantidade de liquido no plasma. O liquido que passou do plasma para o MEC podemos dar o nome de liquido tissular, é um liquido que esta agora percorrendo tecidos - nome dessa circulação é circulação linfática - liquido intersticial recolhido pelo sistema linfático e os vasos linfáticos vão pegar essa pequena parte de liquido (fisiologicamente a quantidade de liquido que sai do plasma e vai para o liquido intersticial é baixa, caso contrário é edema) passa do plasma para o fluido intersticial esse liquido é recolhido pelo sistema linfático e esses vasos vão desembocar em uma série de locais, mas principalmente no ducto torácico (altura da subclávia e jugular), mas podemos ter acumulo de liquido tissular em algum local diferente desses locais. E ainda tenho uma quantidade de liquido dentro da célula (60%). Na microcirculação o liquido plasmático encontra o intersticial e para que aconteça uma troca harmônica a PH plasmática e PO sanguínea precisam estar em equilíbrio. Além dessas temos a pressão hidrostática e osmótica que estão na matriz extracelular. Todas essas 4 pressões chamamos de forças de Starling. A pressão hidrostática é maior do lado arterial. A pressão oncótica é maior do lado venoso. Do lado arterial o sangue tem que ir para o interstício e retornar para o lado venoso (pressão oncótica maior do lado venoso por isso, retornar já relacionamos a veia). Em vermelho sangue arterial, em azul sangue venoso. O sangue arterial rico em o2 lá na microcirculação ele vai sofrer uma pressão hidrostática e oncótica tanto do lado sanguíneo e plasmático, como também da MEC, esse processo de passagem de sangue arterial para o liquido intersticial a é filtração. O sangue que passou do tecido linfático para formar linfa em quantidade pequena retorna do lado venoso através de uma força osmótica e de uma força hidrostática de pressões e também relacionado com uma pressão oncótica do lado intracelular, essa linfa retorna pela circulação venosa - para esse sangue ser oxigenado novamente. Para que ocorra essa circulação e reabsorção dependeu de uma série de forças = força de starling = forças que agem Bianca Dosso – MDD IV na microcirculação que são responsáveis pela filtração e reabsorção do liquido intersticial. O liquido intersticial (que vem da microcirculação, esta fora da célula e não esta no plasma, esta na MEC) se origina da filtração e vai voltar para a circulação sanguínea pela reabsorção do lado venoso ou pelos capilares dos vasos linfáticos (menor quantidade, se temos disfunção a quantidade de liquido intersticial aumenta nos vasos linfáticos). PHS: pressão hidrostática sanguínea - essa que força a filtração, a quantidade da phs força a filtração - por isso as vezes acumular liquido na corrente sanguínea vai forçar demais a filtração POP: pressão oncótica plasmática - tem o sentido oposto da phs, faz o liquido do sangue sangue ir para o liquido intersticial. Tenho forças menores que são forças exercidas por pressão na MEC - PHM (pressão hidrostatica na matriz extracelular) e POM (osmotica), ambas estão no tecido, e são pequenas, funcionam em harmonia com a PHS E POP, se aumentamos PHM e POM vamos ter problema patológico. Existe um esquema na microcirculação que vai dar origem ao liquido intersticial (fica no MEC) a quantidade desse liquido que vai chegar no sistema linfático é muito pequena. Em uma situação de edema o liquido intersticial pode ser mais formado do que deveria. Temos uma equação: liquido intersticial depende de uma equação que é formada pelas forças hidrostáticas (do MEC e do sangue) e a pressão osmótica (do MEC e plasma). equação (PHs - PHm) - (POp - POm) PHs maior durante a filtração e POM maior durante a reabsorção Do lado arterial temos uma PHs > Pop, isso forma uma força positiva que força a filtração do plasma, o liquido sai do plasma e vai para o MEC. Do lado venoso a PHS < POP pois não posso exercer PHS positiva se não o sangue não retorna ao vaso, a pressão oncótica é muito maior no vaso do lado venoso para que esse liquido retorne fisiologicamente ao vaso sanguíneo. Outro ponto que vai influenciar a passagem do sangue do plasma para o MEC através de um processo de filtração = PHP influenciada pois existem esfíncteres: tenho um microcapilar arterial e esfíncter que quando ele abre (o que força ele abrir é a quantidade de sangue) a PHP aumenta pois força ele sair. Em um processo fisiológico o esfíncter abre a PHP abre, filtra. Esfíncter fechado favorece a reabsorção. Edema = alta filtração e baixa reabsorção. Existem situações patológicas onde os esfíncteres abertos = PHP aumenta, aumentando o filtrado, aumentando o liquido intersticial formando edema. Liquido acumulado damos o nome de transudato ou exsudato. Transudato é um liquido rico em água, eletrólitos e pobre em células e pobre em proteínas. Esse liquido acumulado é um edema, esse edema formato no transudato acontece pois as forças de starling desequilibraram fazendo com que filtre mais do que seja reabsorvido. Já o exsudato é o liquido que se acumula, mas é um liquido diferente, pois nesse caso o liquido é rico em proteínas e em célula inflamatória.Isso é mais influenciado pela permeabilidade vascular do que as forças de starling. Temos permeabilidade vascular alterada principalmente em inflamações, nas neoplasias (vasos mal formados) e traumatismos. Por que o transudato é pobre em proteínas? O transudato é pobre em proteínas pois ele tem origem em um desequilíbrio nas forças de starling, na maioria das vezes PH, mas pode ser PO também. Logo, não tem relação com permeabilidade vascular e o que faz uma macromolécula como proteína ser filtrada (que deveria estar RETIDA) é aumento de permeabilidade. TRANSUDATO X EXSUDATO Em cavidade, o acumulo de liquido e suas características são facilmente percepticeis, trata-se de transudato tipico. Na MEC, o edema provoca sua expansao, fazendo com que essa região aumente de tamanho, o nome que damos para a matriz celular que aumentou de tamanho pela o aumento de liquido intersticial é região edemaciada. Isso é facilmente evidenciado como em uma picada de inseto. Se não tem um acumulo de liquidos/região edemaciada não tem o porque de usar diurético. Bianca Dosso – MDD IV Edema é aumentar o filtrado, sangue arterial mais filtrado; p.o reduzida, logo o sangue não consegue retornar para a veia, sangue acumula na MEC e não retorna para a veia. Temos aumento de pressão hidrostatica cascular - retenção de liquido por uso de anticoncepcional pode fazer isso; redução da p.o do plasma (se estivesse aumentada teria um equilibrio, uma compensação para não acumular o liquido); outra etiopatogenese do edema é o aumento da permeabilidade vascular como no caso dos exsudatos onde temos uma inflamação e passa mais proteína para o MEC; ainda podemos ter bloqueio da circulação linfática (pode acontecer em cirurgias onde houveram incisões) Onde tiver uma concentração maior de eletrólitos como o sal vamos ter agua junto. Bianca Dosso – MDD IV Temos alguns quadros que podem levar ao edema como a ICC que aumenta a PH capilar, chega pouco sangue no rim, ativa o SRAA a aldosterona provoca retenção de sódio e água para aumentar o volume sanguíneo como mecanismo de FB ao volume renal diminuído - a mesma coisa na insuficiência renal. Já uma outra situação é a diminuição de proteína plasmática, assim diminui a P.O retornando menos liquido, assim edema na MEC, fazendo com que tenha esse edema clássico. TIPOS DE EDEMA Bianca Dosso – MDD IV Bianca Dosso – MDD IV Bianca Dosso – MDD IV Hiperemia e congestão HEMOSTASE TECIDUAL É o equilíbrio dos tecidos. Para esses tecidos funcionarem de forma correta eles precisam de vários fatores, como a questão da circulação sanguínea. O sangue tem grandes funções no nosso corpo. SISTEMA CIRCULATÓRIO Sistema de transporte do corpo formado pelo coração, vasos sanguíneos e sangue. Coração: bombeira sangue para nutrir e oxigenas; remove componentes tóxicos. O sangue tem funções básicas de oxigenar e nutrir. O sangue é composto basicamente por água e água ajuda a absorver calor do nosso corpo, então o sangue também absorve o excesso de calor impedindo com que nosso corpo entrasse em uma hipertermia. Com o calor retido no sangue conseguimos manter a temperatura corpórea e impedir com que em dias frios a temperatura caia bruscamente e não tenhamos um quadro de hipertermia. O sangue é responsável pela troca dos gases, levando sangue oxigenado para o nosso corpo. Bianca Dosso – MDD IV A circulação pulmonar leva o sangue para o pulmão e os pulmões oxigenam para que ele seja levado ao nosso corpo. Dependendo do diâmetro dos vasos temos maior ou menos fluxo, esses vasos vão conseguir se ramificar e ir até as zonas mais distantes do nosso corpo. HIPEREMIA E CONGESTÃO Existem casos onde temos uma hiperemia fisiológica: quando temos aquele rubor facial quando estamos correndo, quando temos aumento da temperatura causada por atividade fisica - isso se da pelo acumulo de sangue arterial - tem aquela coloração mais avermelhrada. Na congestão temos um processo envolvendo sangue venoso - a pele fica mais arroxeada, azulada por conta do acúmulo desse sangue venoso. HIPEREMIA © Processo ativo - pois vai ser mediada por substancias importantes como mediadores inflamatórios © Liberação de mediadores inflamatórios © Aumento do volume de sangue em um órgão, causada por uma vasodilatação arteriolar Bianca Dosso – MDD IV © Dilatação arteriolar e influxo de sangue oxigenado, uma entrega muito grande de sangue oxigenado Podemos ter essas situações no caso alergias, inflamações. CONGESTÃO Hiperemia passiva - não tem tanta demanda dos mediadores © Processo passivo © Decorrente da redução da drenagem venosa (redução do fluxo sanguineo - e no caso da hiperemia temos um aumento do fluxo) © Decorrente de uma obstrução localizada (redução do fluxo) © Acumulo de sangue oxigenado © Coloração roxa © Insuficiência cardíaca e obstrução venosa © Redução da temperatura Curta duração geralmente é por um trombo que parou em um vaso, ai o próprio fluxo sanguíneo e células de defesa conseguem desfazer esse trombo. Ou temos uma congestão causada por um trombo maior que não consegue ser desfeito fisiologicamente, ai temos que entrar com anti trombolíticos. Ou a congestão pode ser causada pelo próprio envelhecimentos das artérias, icc que prejudica o equilíbrio dinâmico do sangue. O acumulo de hemácias desoxigenadas vai levar ao quadro de hipóxia > ativação dos processos de morte celular, principalmente apoptose e consequentemente a necrose. Como temos uma obstrução por tempo prolongado a necrose vai ser mais intensa, ai tecido necrosado vimos que é mais complicado e a regeneração vai estar comprometida (fibrose). Além disso temos uma pressão intravascular muito elevada levando a ruptura de capilares e consequentemente a hemorragia local. CONGESTÃO PULMONAR Acumulo de sangue no pulmão. Por mais que não tenhamos nenhum dano no pulmão - acumulo de sangue no pulmão. A função do pulmão é oxigenar o sangue, se eu tenho acumulo de sangue no pulmão é o acumulo de sangue desoxigenado - nos vasos pulmonares vou ter dilatação pelo acumulo de sangue. Bianca Dosso – MDD IV Vou ter prejuízo na mecânica respiratória, mandar mais o2 para dentro para tentar oxigenar essa sangue - aumento da FR. O alvéolo vai ficar cheio de sangue - preciso de um mecanismo para tentar reverter esse quadro. Extravasamento de plasma para os tecidos, que é uma forma de eu tentar reverter o congestionamento de dentro do vaso. Ao primeiro momento em um processo agudo isso consegue funcionar. Só vai chegando sangue e não temos mecanismos para drenar, tentamos extravasar o plasma para os tecidos - só que isso tem um limite, capacidade máxima que os tecidos aguentam - resultando em edema de pulmão, como consequência teremos a perda de função respiratória = insuficiência respiratória. CONGESTÃO HEPÁTICA Fígado em noz moscada são essas pintinhas no fígado. Redução do fluxo próximo a região centro lobular pelo processo de congestão = desorganização tecidual. Se tem problemas na questão venosa vamos ter uma estase sanguínea, um prejuízo de fluxo sanguíneo e vai ter problemas na oxigenação, tendo problemas na oxigenação temos prejuízo de entrega de o2 nessa região que vai do centro para a periferia do fígado. Na parte centro lobular vamos tendo prejuízo no fluxo sanguineo e consequente morte dos hepatócitos. Bianca Dosso – MDD IV Uma icc leva a esse processo de congestão prejudicando o fígado. Trombose Trombose: solidificação do sangue no leito vascular ou no interior das câmaras cardíacas. Trombo: é diferente de coágulo - coágulo não temos em seresvivos; massa sólida de sangue gerada pela coagulação sanguínea; cavidades cardíacas (na parede do órgão ou nas válvulas), artérias, veias e microcirculação. Problema gerado pela coagulação sanguínea, pode ser gerado em qualquer lugar onde tenha circulação sanguínea. COAGULAÇÃO SANGUÍNEA A coagulação sanguínea é importante pois dela depende a fluidez do sangue (se ele esta muito viscoso tem muita célula e pouco plasma - o AAS é um anti agregante plaquetário e as pessoas falam que ele "afina o sangue", no trombo em primeiro lugar temos um agregado plaquetário onde esta acontecendo uma turbulência, a rede de fibrina deixa esse agregado plaquetário mais firme na parede do vaso, quando o paciente toma AAS evita a formação desse tampão plaquetário em excesso e não para deixar o sangue mais fino - além disso não existe liquido fino, existe liquido muito viscoso e pouco viscoso) Uma das finalidades do sistema de coagulação é a fluidez do sangue: para o sangue fazer transporte de o2 e nutrientes para as células; recolher e transportar os catabólitos até sua via de eliminação. Finalidade do sistema de coagulação: tamponar eventuais sítios de figa do sangue do interior dos vasos, na tentativa de bloquear a fuga de sangue. Quando pensamos na cascata de coagulação temos esses dois fatores que precisamos levar em consideração: deixar o sangue mais fluido (se exagero na coagulação = sangue viscoso e menos fluído) e tamponar onde esta acontecendo rompimento de vaso. O estado de fluidez ideal do sangue resulta do equilíbrio entre coagulação e fatores anticoagulantes. Aumento da atividade coagulante ou redução da atividade anticoagulante favorece a formação de trombos. Sangue muito viscoso = risco de trombo; sangue pouco viscoso = hemorragia com facilidade; o sistema de coagulação garante a fluidez do sangue (equilíbrio) REGULAÇÃO NA COAGULAÇÃO SANGUÍNEA Bianca Dosso – MDD IV Se coagula demais forma trombo. O trombo fisiológico que foi formado para tentar formar sangramento precisa ser retirado (precisamos acionar o sistema fibrinolítico) após o endotélio ser reparado. Então, temos a coagulação que precisa estar funcionando de maneira equilibrada para que não coagule demais e temos um sistema fibrinolítico para dissolver o que já foi formado. O final da coagulação é uma rede de fibrina para deixar o agregado plaquetário mais firme. Sistema fibrinolítico: plasminogenio produzido no fígado; plasmina é uma enzima circulante que converte o plasminogenio em plasmina e dissolve a rede de fibrina. As setas pretas mostram a parte de coagulação que converte a protrombina em trombina, trombina convertida em fibrinogenio, fibrinogenio em fibrina = a fibrina se junta onde esta o agregado plaquetário e forma uma rede estável. Ao mesmo tempo, é ativado outro sistema para dar FB-, compreendido pelo inibidor da via ativada por fator tecidual, existem outros fatores, inibidor da fibrinólise ativado por trombina onde o plasminogemio que estava no fígado, convertido em plasmina vai ter como obj degradar a fibrina. Existe um processo a favor da coagulação e o FB- para controlar. ETIOPATOGENESE – TROMBOSE Tríade de Virchow: pode ter apenas um ou todos os fatores envolvidos na formação de um trombo: • Lesão endotelial -exposição de fatores teciduais causa agregação plaquetária que vai culminar ativação da coagulação sanguínea. • Alteração do fluxo sanguíneo - ex: paciente acamado • Modificação na coagulabilidade do sangue A coagulação é algo positivo: segura a hemorragia e deixa o sangue mais fluido para levar o2 e nutrientes para onde precisa, mas onde há modificação, lesão e alteração envolvidos = etiopatogenese da trombose. ATIVIDADE Essa tríade explica a etiopatogenese da trombose. Podemos ter trombose por lesão endotelial, alteração do fluxo sanguíneo, modificação na coagulabilidade do sangue. Pró coagulante quer dizer que favorece a coagulação, agressões ao endotélio podem favorecer a coagulação. Via intrínseca esta dentro do endotélio vascular, uma vez que ativada tenho os fatores de coagulação (para a via intrínseca ser ativada = lesão). Na superfície do vaso temos antitrombina, ao lesar a gente perde (redução na capacidade anticoagulante). Obs: cateterismo pode favorecer a trombose, mas é porque ele pode provocar lesão estrutural; tanto a inflamação quanto o ateroma provocam lesão estrutural. Quando Bianca Dosso – MDD IV pensamos em velocidade sanguínea: retorno venoso diminuido (pode estar envolvido com estase sanguínea como na icc, válvulas, imobilização por tempo prolongado, dilatação de veias). Estase é como se fosse diminuição da circulação em determinado local, pode lesar o vaso = exposição de fator tecidual = via intrínseca vai ser ativada. Aumento de plaquetas = aumento dos fatores de coagulação (pois as plaquetas amplificam a coagulação), isso pode acontecer por ex na inflamação, as citocinas inflamatórias causam alteração no endotélio, aumentando a quantidade de plaquetas na região e a sintese de fatores de coagulação aumentados. Aumento da coagulação sanguínea pode acontecer em pacientes imobilizados, vai coagular mais pois o retorno vai ser menor. Liberação de tromboplastina = ativa a via extrinseca de coagulação = após traumatismos, queimaduras, cirurgias extensas e agrassões teciduais = essas lesões teciduais vão amplificar a agregação plaquetária e a coagulação. Fluxo sanguineo alterado = essa alteração faz com que as plaquetas tenham contato + lesao no endotélio fazneod com que agregado plaquetario + fatores de coagulação formando um tromnbo. Organização é mudar a conformação do trombo - se faz por meio de reação inflamatória, fagócitos digerem a fibrina. Bianca Dosso – MDD IV Aumentar o numero de plaquetas iria desorganizar mais ainda FEEDBACK ATIVIDADE LESÃO ENDOTELIAL É uma lesão estrutural. Assim as plaquetas tem uma adesão facilitada. No caso do endotélio lesado, expomos a camada basal onde a plaqueta tem uma facilidade para ser ativada. Endotélio lesado = pró trombótico, pois automaticamente a plaqueta se ativa e ela amplifica a coagulação, ativa fatores de coagulação. Quando o endotélio está lesado o colágeno que estava na porção subendotelial ele se torna pró trombótico também porque expomos esse colágeno e a plaqueta tem uma afinidade grande de colágeno, ai ela se adere com facilidade. Toda vez que lesionamos endotélio ativamos a via intriseca de coagulação. A via extrínseca e intrínseca esta relacionada com dentro ou FORA do endotélio vascular. Via extrínseca inclui elementos do sangue (fora do endotélio vascular, do espaço intra vascular). Ex: fator VII Já a via intrínseca tem inicio em fatores que está dentro do vaso. Se bloqueamos fator X e II não tem conversão do fibrinogenio em fibrina. Bianca Dosso – MDD IV MODIFICAÇÃO NA VELOCIDADE DO SANGUE Velocidade de sangue alterado (aumento ou redução) = turbulência = fatores importantes na gênese de trombos. Essa turbulência faz com que o endotélio seja ativado e desaparece o fluxo laminar. Fluxo laminar é o fluxo do sangue. As células da lamela axial (meio do vaso) = plaquetas e leucócitos) quando temos um problema de turbulência gerada é as células passam para a lamela marginal, facilitando o contato das plaquetas com o endotélio. E se o endotélio estiver lesado, facilita a adesão, agregação e toda a cascata de coagulação e formação de um trombo. FORMAÇÃO DE TROMBO EM ANEURISMA Aneurisma = dilatação anormal de uma artéria O aneurisma provocou uma turbulência, onde tem a turbulência as células sanguíneas vão passar e algumas células como as plaquetas vão ficar retidas (exposição aos fatores endoteliais = agregado plaquetária). Aneurisma> turbilhonamento > agregação plaquetária. O turbilhão fez com que as plaquetas fiquem retidas. Plaquetas amplificam a coagulação, fatores de coagulação ativados = formação de coágulo e por fim uma rede de fibrina formada = trombo formado na região onde teve a dilatação da artéria. Essa é a relação do aneurisma com trombose. Aneurisma alterou o fluxo sanguíneo > plaquetas agregaram > amplificaram a resposta > fatores de coagulação ativados > rede de fibrina > formação de trombo. Bianca Dosso – MDD IV RECANALIZAÇÃO DO TROMBO Tinhamos um trombo que vai sofrer uma organização: trombo que estava provocando uma oclusao total - trombo oclusivo. Os pedaços de trombo estão com um tecido branco em volta: que não faz parte do trombo. Quando temos a organização do trombo podemos chamar de conjuntivização. Reação inflamatória > fagócitos fagocitaram parte da fibrina > e ao mesmo tempo fagócitos liberaram quimiocinas > as quimiocinas liberadas vão dar origem ao tecido de granulação que é um tecido que incorpora o trombo ao vaso (em azul, o local conjuntivizado). Nos trombos oclusivos podemos ter a formação de canais no meio e proliferação endotelial pois os fagócitos liberaram fatores de crescimento. Canais que permitem a passagem do fluxo de sangue através do trombo fazendo com que aconteça o reestabelecimento da circulação - isso ocorre só em alguns casos. CONSEQUENCIAS DE TROMBOS Trombo desprender do endotélio e estar circulante = EMBOLO e algum local esse embolo ficar retido Trombo com oclusao total = isquemia pela diminuição do suprimento sanguíneo, e isso vai levar a um processo de hipóxia e depois de anóxia Edema: pois o sangue que deveria passar não esta passando, vai causar um turbilhão na região que pode ser lesada (é o que acontece na hepatoesplenomegalia de esquistossomose) vaso lesado = liquido extravasado. = edema = aumento de permeabilidade vascular TROMBO ARTERIAL Pode se fragmentar (B) se deslocar, originar um embolo e gerar um trombo embolismo. Ou dissolução do trombo, trombólise parcial que vai conseguir reestabelecer o fluxo sanguíneo na região. Bianca Dosso – MDD IV SANARFLIX Bianca Dosso – MDD IV Prox aula: