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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO UNIASSELVI-PÓS GERENCIAMENTO DE RISCOS WALTER JOSÉ ALVES VENÂNCIO PORTO ALEGRE, 15 DE AGOSTO DE 2023 1 INTRODUÇÃO Sugestão de prática: Fazer um levantamento de riscos químicos, físicos e biológicos de um ambiente de trabalho e elencar quais Medidas de Segurança e os EPCs e EPIs que podem ser utilizados para minimizar os riscos. 2. RISCOS QUÍMICOS, FÍSICOS E BIOLÓGICOS EM UM LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA Um laboratório farmacêutico de microbiologia é um ambiente onde são realizadas atividades relacionadas ao estudo e análise de microrganismos, bem como o desenvolvimento e teste de produtos farmacêuticos. Nesse tipo de laboratório, existem diversos riscos químicos, físicos e biológicos que precisam ser considerados para garantir a segurança dos funcionários e a integridade dos experimentos, segue abaixo uma lista breve dos riscos que podemos enfrente no dia a dia Riscos Químicos: 1. Manuseio de Solventes: A manipulação de solventes orgânicos utilizados na preparação de meios de cultura e reagentes pode resultar em exposição a substâncias tóxicas ou inflamáveis. 2. Produtos de Reação: Durante a síntese de compostos farmacêuticos, a formação de produtos de reação indesejados pode liberar gases tóxicos ou inflamáveis. 3. Agentes de Esterilização: A utilização de agentes químicos para esterilização, como formaldeído ou peróxido de hidrogênio, requer precauções para evitar a exposição e os efeitos adversos à saúde. Medidas de segurança: A utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados é de vital importância para minimizar os riscos químicos nos laboratórios de microbiologia. Luvas, macacões, óculos de proteção e máscaras são essenciais para garantir a segurança dos profissionais. Riscos Físicos: 1. Lesões por Equipamentos: O uso de equipamentos como centrífugas de alta velocidade, autoclaves e agitadores magnéticos apresenta riscos de lesões por esmagamento ou corte. 2. Radiações Ultravioleta: A utilização de lâmpadas ultravioleta para esterilização expõe os trabalhadores ao risco de queimaduras na pele e lesões oculares se não forem tomadas precauções adequadas. 3. Equipamentos Elétricos: A presença de equipamentos elétricos aumenta o risco de choques elétricos e incêndios se houver falhas nos sistemas de energia ou fiação defeituosa. Medidas de segurança: fundamental que os equipamentos estejam em conformidade com as normas da NR12, equipados com sensores operacionais e dispositivos de segurança funcionais, além de receber manutenção preventiva regularmente. Áreas suscetíveis a incêndios devem estar equipadas com detectores de fumaça, alarmes sonoros e medidas de contenção em conformidade com o projeto de Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI) aprovado pelos Bombeiros. Riscos Biológicos: 1. Patógenos Emergentes: Trabalhar com microrganismos patogênicos, como vírus emergentes, exige medidas de segurança adicionais devido ao risco de exposição e contaminação. 2. Contaminação Cruzada: A falta de assepsia rigorosa pode resultar na contaminação cruzada entre amostras, o que afeta a validade dos resultados e a segurança dos experimentadores. 3. Alergias e Sensibilização: A exposição prolongada a alérgenos biológicos, como esporos de fungos ou proteínas microbianas, pode levar ao desenvolvimento de alergias e sensibilização em funcionários. Medidas de Segurança : Em ambientes de microbiologia, é crucial implementar um sistema de ventilação com pressões positivas e negativas para prevenir a contaminação cruzada entre produtos. Isso deve ser complementado por um sistema de insuflamento e exaustão adequado, seguindo as diretrizes da Anvisa, para garantir trocas de ar em conformidade. Nos laboratórios de microbiologia, o controle estrito de entradas e saídas é essencial para rastreabilidade. Acesso requer a realização da higienização das mãos e o uso de vestimentas higienizadas diariamente, incluindo toucas e máscaras descartáveis. Quando se trabalha diretamente com patógenos, a paramentação rigorosa com roupas e luvas descartáveis é necessária. Além disso, é imperativo utilizar equipamentos cuja qualificação esteja atualizada, minimizando assim os riscos de contaminação cruzada.