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AO JUIZO DA... VARA DE TRABALHO DA COMARCA DE... A empresa E COMERCIE FACILITIS pessoa jurídica, CNPJ nº..., endereço eletrônico..., situada na rua..., nº..., bairro..., cidade..., CEP..., representada por seu ADMINISTRADOR..., nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador da carteira de identidade nº..., inscrito no CPF nº..., endereço eletrônico..., residente e domiciliado na rua..., nº..., bairro..., cidade..., CEP..., representado por seu advogado, procuração em anexo, OAB..., endereço eletrônico..., endereço profissional situado na rua..., nº..., esta cidade...., para fins de recebimento de notificações, vem respeitosamente à Vossa Excelência, oferecer a sua: CONTESTAÇÃO TRABALHISTA Com fundamentos no artigo 847 da CLT c/c artigo 5º, IV da CF/88, em face da reclamatória ajuizada por LEÔNCIO, pelos fatos e fundamentos a seguir exposto: I- DOS FATOS Trata-se de reclamação trabalhista na qual o reclamante requer o pagamento de horas extras e danos morais. Ele trabalhou pelo período de janeiro de 2018 a janeiro de 2020, na empresa, exercendo a função de vendedor externo durante o referido período. Recebia seu valor mensal de R$1.500,00 (um mil e quinhentos reais) + 5% (cinco por cento) sobre as vendas realizadas, a título de comissionamento e laborava apenas 40h semanais. Na empresa trabalhava, ao todo, 08 (oito) empregados. Ocorre que após solicitar aditamento salarial ao seu empregador, via mensagem encaminhada no aplicativo WHATSAPP, e ter o pedido negado, o reclamante se sentiu que não estava sendo reconhecido pelos seus esforços, de modo que optou por abandonar o emprego por 4 (quatro) dias consecutivos. O empregador notificou o empregado para que este retornasse imediatamente ao trabalho, fato esse que não aconteceu, e, 01 (um) mês após a notificação, o empregador foi surpreendido com a citação em processo trabalhista ajuizada pelo reclamante, no qual a empresa figura com reclamada: Na inicial o ex-obreiro requer: a) O pagamento de horas extras, e; b) Dano moral sob o argumento de que teria sido ofendido e desrespeitado pelo ex-patrão. II- PRELIMINARES DE DEFESA PROCESSUAL No artigo 330, I do CPC diz que a petição inicial será considerada indeferida quando for inepta, e o artigo 330, §1º, I do CPC diz quando a petição será considerada inepta quando faltar o pedido ou causa de pedir, valor na causa, bem como não fundamentou seu pedido. O reclamante requereu horas extras, porém não expressou na exordial a quantidade de horas, valores e nem fundamentou seu pedido nos autos. Diante do exposto, o reclamado requer o indeferimento da petição inicial sem resolução de mérito, conforme artigo 385, IV do CPC, aplicado ao processo. III- DEFESA DE MÉRITO- DOS FUNDAMENTOS III. I- INEXISTENCIA DE HORAS EXTRAS Aduz o Reclamante que, laborava habitualmente em jornada extraordinária, contudo, não recebeu corretamente pelas horas laboradas, alegações estas que não podem ser aceitas por V. Exa., senão vejamos: Contudo, o reclamado tinha uma jornada de trabalho de 40h semanais. Ademais, importante frisar que a Reclamada não exerce qualquer atividade aos finais de semana e não há serviços inadiáveis que demandem a sobre jornada. Outrossim, esclarece a Reclamada que os cartões de ponto eram mecânicos, sendo registrados pelos próprios empregados, refletindo a jornada real realizada diariamente. Ademais, cumpre esclarecer que não há obrigatoriedade da implantação dos cartões de ponto na Reclamada, tendo em vista que mantém menos de 20 empregados no local. Mas, por precaução e cautela sempre manteve os registros de ponto que são fiéis a jornada realizada, conforme artigo 74, caput, e §2º da CLT. Desta feita, requer que seja improcedente o pagamento de horas extras, uma vez que, não há irregularidades quanto a jornada laboral, uma vez que sua jornada jamais ultrapassou o permitido por lei, ou seja, 44 horas semanais. III.II- ABANDONO DO EMPREGO Por oportuno, se faz necessário levar ao conhecimento desse Juízo, no tocante ao contrato de trabalho referente ao período de janeiro de 2018 até janeiro de 2020, que tal demissão não consta na CTPS do Reclamante, devido ao fato de que o mesmo abandonou o emprego, alterando seu endereço residencial, o que impossibilitou até mesmo a sua notificação. Cabe salientar que o abandono de emprego é a justa causa para a dispensa, pois na verdade o empregado rescinde, de fato, o contrato de trabalho, por não mais comparecer a empresa. Há, portanto, o desprezo do empregado para continuar trabalhando com o empregador, conforme artigo 482, alínea “i”. Portanto, requer que seja procedente a demissão por justa causa do reclamante. III.III- DO DANO MORAL – INEXISTENTE Aduziu o Reclamante solicitou adiantamento de salário a reclamada, via WHATSAPP, e foi negado. A partir desse dia, o reclamante, faltou 4 dias consecutivos, porque se sentiu-se ofendido, que não estava sendo reconhecido pelos seus esforços, de modo que optou a abandonar o emprego. Ademais, a reclamada notificou o reclamante para que esse retornasse imediatamente ao trabalho, fato que não aconteceu, e, que com 01 (um) mês de notificação foi surpreendido com a citação em processo trabalhista. O reclamante tentar distorcer a realidade, pois pretende enriquecer ilicitamente as custas da Reclamada, fato este que deve ser repudiado por este D. Juízo. Visto que, o mesmo abandonou o emprego sem nenhuma justificativa e prints do WHATSAPP comprovam que a reclamada nunca lhe tratou de forma ofensiva. Diante do exposto, requer que seja improcedente o pedido de danos morais, pois através dos documentos anexados comprovam a inexistência de ofensas por parte da reclamada e que Vossa Excelência reconheça que o reclamante seja demitido por justa causa. III.IV- DISPENSA POR JUSTA CAUSA O artigo 482 da CLT trata das motivações que constituem a justa causa para a rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: I) abandono de emprego; Excelência, conforme disposto no artigo citado o reclamante, cometeu falta grave quando abandonou o emprego, justificando dessa forma o requerimento para o deferimento da rescisão por justa causa pelo empregador. III.V- DAS VERBAS RESCISÓRIAS O reclamante por ser demitido por justa causa, pois abandonou o emprego sem dá nenhuma justificativa, perde alguns direitos, salvo as citadas abaixo: - Saldo salarial devido; - Férias proporcional devidas - 13º proporcional. IV- DOS PEDIDOS Diante do exposto, o reclamante contesta e requer: a) que seja indeferida a inicial, pois é a petição inicial sem resolução de mérito, conforme artigo 385, IV do CPC, aplicado ao processo; b) requer que seja improcedente o pagamento de horas extras, uma vez que, não há irregularidades quanto a jornada laboral, uma vez que sua jornada jamais ultrapassou o permitido por lei, ou seja, 44 horas semanais; c) requer que seja improcedente o pedido de danos morais, pois através dos documentos anexados comprovam a inexistência de ofensas por parte da reclamada e que Vossa Excelência reconheça que o reclamante seja demitido por justa causa; d) requer que o empregador pague as verbas rescisórias como se fosse rescisão sem justa causa e deve pagar somente as verbas que forem devidas ao empregado com base no artigo 482 da CLT; e) requer pagamento de honorários advocatícios conforme artigo 791-a da CLT. V- DAS PROVAS Protesta provas o reclamante por todos os meios de provas em direito admitidos, na amplitude dos artigos 369e seguintes do CPC. Neste termo, Pede deferimento. Local... e data... Advogado... OAB nº....