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Probabilidade de ruptura São Luís, MA. Prof. George Fernandes Azevedo, DSc UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ENGENHARIA CIVIL Fundações II Insuficiência do fator de segurança global Considerando fundações com estacas de uma mesma seção transversal Para cada elemento (individualmente) Capacidade de carga (resistência R); Carga atuante (solicitação S) Mas, existe variabilidade tanto em R quanto em S (incertezas: modelos, dados e investigações, execução, cargas...) Ou seja... R e S não são valores únicos Tratamento estatístico Curvas das funções de distribuição de probabilidade de resistência e carga Dispersão (variabilidade) de dados = pode ser expressa em coeficientes de variação: Insuficiência do fator de segurança global fR(R) = distribuição de probabilidade para resistência; fS(S) = distribuição de probabilidade para solicitação; (distribuições normais simétricas) Equívoco: É que consideramos o problema como determinístico (somente valores médios) 𝐂𝐕𝐒 = 𝛔𝐒 𝐒𝐦𝐞𝐝 𝐂𝐕𝐑 = 𝛔𝐑 𝐑𝐦𝐞𝐝 Para carga: Para resistência: 𝑭𝑺𝒈𝒍𝒐𝒃𝒂𝒍 = 𝑹𝐦𝐞𝐝 𝐒𝐦𝐞𝐝 Insuficiência do fator de segurança global Abordagem determinística: Como os valores de resistência e solicitação são fixos, não há possibilidade de ruína da fundação. Será? Tradicionalmente = são utilizados os parâmetros médios para cálculo; Para cada comprimento da estaca é calculado uma única resistência R (nem é chamada de Rmed) 𝐏𝐚𝐝𝐦 = 𝐑 𝑭𝑺𝒈𝒍𝒐𝒃𝒂𝒍 Carga admissível: Mesmo para carga variando com S < Padm, pode ocorrer ruptura. Por quê? Resistência real em um ponto pode ser menor que o valor R médio (variabilidade desprezada em torno da média) Rreal Sreal S R Insuficiência do fator de segurança global Necessidade de verificar se a probabilidade de ruptura é aceitável para o FS global adotado; Se não for... aumentar o valor de FS global!! FSglobal = distância entre as curvas de resistência e solicitação Curvas se interceptam em C = há pontos em que a solicitação supera a resistência (ruína) Nova curva na região de superposição = densidade de probabilidade de ruína (pf) pf = failure = ruína = falha = ruptura Insuficiência do fator de segurança global FR(S) = distribuição acumulada da resistência condicionada pela carga; Frequência acumulada de ocorrências de valores menores ou iguais que certo valor de resistência e que são limitadas pelo valor de solicitação disponível Probabilidade total de ruptura = área da curva pf: 𝐩𝐟 = න −∞ +∞ 𝐟𝐒 𝐒 . 𝐅𝐑(𝐒). 𝐝𝐒 50 kN 5 2 Resistências inferiores a carga de 50 kN = ruptura Insuficiência do fator de segurança global Intervalo ao longo do eixo y: Δy = 1 Calcular a probabilidade de ruptura Exemplo de aplicação: histogramas das funções R e S para uma fundação 65 eventos de resistência e 65 eventos de solicitação escolhidos ao acaso 𝐩𝐟 = න −∞ +∞ 𝐟𝐒 𝐒 . 𝐅𝐑(𝐒). 𝐝𝐒 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção (de 13 kN a 19 kN): ➢ Probabilidade de ocorrência de valores de resistência menores/iguais que 13 kN (R ≤ 13): FR(13) = 1/65; ➢ Frequência de solicitação (ordenada): fs(13) = 8/65; ➢ Frequência de ocorrência de ruína (ordenada da curva pf): pf(13) = 1/65*8/65 pf(13) = 8/65² = 1,893*10-3 𝑭𝒓𝒆𝒒𝒖ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒓𝒆𝒍𝒂𝒕.= 𝑵º𝒐𝒃𝒔𝒆𝒓𝒗𝒂çõ𝒆𝒔 𝑵º 𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção: ➢ Probabilidade de ocorrência de valores de resistência menores/iguais que 14 kN (R ≤ 14): FR(14) = 2/65; ➢ Frequência de solicitação (ordenada): fs(14) = 7/65; ➢ Frequência de ocorrência de ruína (ordenada da curva pf): pf(14) = 2/65*7/65 pf(14) = 14/65² = 3,313*10-3 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção: ➢ Probabilidade de ocorrência de valores de resistência menores/iguais que 15 kN (R ≤ 15): FR(15) = 4/65; ➢ Frequência de solicitação (ordenada): fs(15) = 5/65; ➢ Frequência de ocorrência de ruína (ordenada da curva pf): pf(15) = 4/65*5/65 pf(15) = 20/65² = 4,734*10-3 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção: ➢ Probabilidade de ocorrência de valores de resistência menores/iguais que 16 kN (R ≤ 16): FR(16) = 8/65; ➢ Frequência de solicitação (ordenada): fs(16) = 4/65; ➢ Frequência de ocorrência de ruína (ordenada da curva pf): pf(16) = 8/65*4/65 pf(16) = 32/65² = 7,574*10-3 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção: Para R = S = 17 kN: A partir desse ponto temos que aplicar a restrição de solicitação; frequência de S (fS(17) = 2) é menor que frequência de R (fR(17) = 5); Ou seja, das 5 ocorrências de resistência de 17 kN apenas 2 estão na iminência de ruptura por carga igual a 17 kN; Logo, só serão somadas 2 ocorrências às 8 inferiores a 17 kN; (Todos os 8 casos de R < 17 kN vão romper para S = 17 kN!!!) (2 casos vão romper por solicitação igual a 17 kN!!) 1 1 2 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção: ➢ Probabilidade de ocorrência de valores de resistência menores/iguais que 17 kN (R ≤ 17): FR(17) = 10/65; ➢ Frequência de solicitação (ordenada): fs(17) = 2/65; ➢ Frequência de ocorrência de ruína (ordenada da curva pf): pf(17) = 10/65*2/65 Pf(17) = 20/65² = 4,734*10-3 Insuficiência do fator de segurança global Avaliando a região de intersecção: Para as abscissas 18 e 19 faz-se o mesmo raciocínio para cálculo da probabilidade de ruptura: ➢ pf(18) = fs(18). FR(S≤18) = 1/65*11/65 = 2,604*10-3; pf(19) = fs(19). FR(S≤19) pf(19) = 1/65*12/65 Das 7 ocorrências de resistência 18 kN, apenas 1 rompe pf(19) = 2,84*10-3 Das 8 ocorrências de resistência 19 kN, apenas 1 rompe Insuficiência do fator de segurança global O somatório dos produtos fornece a probabilidade de ruptura: 𝐩𝐟 = 𝟖 + 𝟏𝟒 + 𝟐𝟎 + 𝟑𝟐 + 𝟐𝟎 + 𝟏𝟏 + 𝟏𝟐 𝟔𝟓𝟐 = 𝟐, 𝟕𝟔𝟗. 𝟏𝟎−𝟐 ≈ 𝟏 𝟑𝟔 pf X 65 pfacum X 65 Ordenada de pf Área de pf Insuficiência do fator de segurança global Se as curvas R e S forem aproximadas (diminui o FS global)... ... probabilidade de ruptura aumenta! Sempre terá uma intersecção entre as curvas (por menor que seja) Pode-se reduzir o valor de pf (com FS altos), mas NUNCA eliminá-la! MITO: valor adequado de FS levará a inexistência de pf “A ruptura não é uma questão de possibilidade... mas de probabilidade!” Cada valor de FS está relacionado a uma pf (mantendo-se o desvio padrão) Insuficiência do fator de segurança global Variação de FS modifica pf. Mas, há outra forma de alterar pf mantendo FS fixo? Variando a dispersão dos dados!! Curva de resistência (ou carga) mais fechada (menor CV) = menor pf; Curva de resistência (ou carga) mais aberta (maior CV) = maior pf; De forma tradicional = curvas de distribuição estatística representadas por pontos únicos (médias); pf depende da forma das curvas de resistência e solicitação = não há como criar uma tabela única que associe DIRETAMENTE FS e pf; Função margem de segurança (S e R variáveis estatisticamente independentes): 𝒇𝒁 𝒁 = 𝒇𝑹 𝑹 − 𝒇𝑺(𝑺) Ruptura: R ≤ S 𝒁𝒎𝒆𝒅 = 𝑹𝒎𝒆𝒅 − 𝑺𝒎𝒆𝒅 𝝈²𝒁 = 𝝈²𝑹 + 𝝈²𝑺 Teorema central do limite: soma/subtração de variáveis aleatórias independentes e identicamente distribuídas converge em uma distribuição normal (a variável resultante apresenta VARIÂNCIA igual a soma das VARIÂNCIAS das variáveis independentes) Margem de segurança Função margem de segurança (S e R variáveis estatisticamente independentes): 𝒇𝒁 𝒁 = 𝒇𝑹 𝑹 − 𝒇𝑺(𝑺) 𝒁𝒎𝒆𝒅 = 𝑹𝒎𝒆𝒅 − 𝑺𝒎𝒆𝒅 𝝈²𝒁 = 𝝈²𝑹 + 𝝈²𝑺 β = 𝑹𝒎𝒆𝒅 − 𝑺𝒎𝒆𝒅 𝝈𝒁 Margem de segurança Índice de confiabilidade: distância de Zmed até a condição crítica de ruptura (S = R) em termos de desvios padrões; Ruptura: R ≤ S Margem de segurança Exemplo: Placa de concreto armado sob um tanque de aço de 14 m de diâmetro para armazenamento de produtos químicos na Baixada Santista. Fundação: 68 estacas pré-moldadas de concreto armado com diâmetro de 0,33 m, comprimento médiode 31,6 m (cravado) e carga admissível de 550 kN; Foram encontradas as máximas resistências mobilizadas na cravação (sensores) Distribuição estatística de resistência Exemplo: Análise estatística da curva: 𝑹𝒎𝒆𝒅 = 𝟏𝟐𝟒𝟏 𝒌𝑵 𝝈𝑹 = 𝟐𝟏𝟓 𝒌𝑵 𝑪𝑽𝑹 = 𝝈𝑹 𝑹𝒎𝒆𝒅 = 𝟎, 𝟏𝟕𝟑 Natureza das cargas (permanentes) considerar que a solicitação seja constante = carga admissível de 550 kN 𝑺𝒎𝒆𝒅 = 𝟓𝟓𝟎 𝒌𝑵 𝝈𝑺 = 𝟎 𝒌𝑵 𝑪𝑽𝑺 = 𝟎 Calcular a probabilidade de ruptura usando a função margem de segurança Margem de segurança 𝒇𝒁 𝒁 = 𝒇𝑹 𝑹 − 𝒇𝑺(𝑺) Exemplo: Probabilidade de Ruptura = área da curva para (Z ≤ 0) Margem de segurança 𝑭𝑺 = 𝑹𝒎𝒆𝒅 𝑺𝒎𝒆𝒅 = 𝟏𝟐𝟒𝟏 𝟓𝟓𝟎 = 𝟐, 𝟐𝟔 𝒁𝒎𝒆𝒅 = 𝑹𝒎𝒆𝒅 − 𝑺𝒎𝒆𝒅 = 𝟏𝟐𝟒𝟏 − 𝟓𝟓𝟎 = 𝟔𝟗𝟏 𝒌𝑵 𝝈𝒁 = 𝝈²𝑹 + 𝝈²𝑺 = 𝟐𝟏𝟓 2 + 𝟎² = 𝟐𝟏𝟓 𝒌𝑵 𝒛𝒄𝒓𝒊𝒕 = 𝟎 − 𝟔𝟗𝟏 𝟐𝟏𝟓 = −𝟑, 𝟐𝟏 Padronizando Z = 0 (valor crítico S = R) 𝒛𝒑𝒂𝒅𝒓 = 𝒁 − 𝒁𝒎𝒆𝒅 𝝈𝒁 Exemplo: Margem de segurança Por que padronizar Z = 0? Para usar a tabela da distribuição normal padrão e encontrar a área que representa pf!! 𝒛𝒄𝒓𝒊𝒕 = 𝟎 − 𝟔𝟗𝟏 𝟐𝟏𝟓 = −𝟑, 𝟐𝟏 z = 0 𝛔 = 𝟏 PR = Área(z < 0) – Área(zcrit< z < 0) PR = 0,5 – 0,49934 = 0,00066 = 1/1515 Análise probabilística Métodos Probabilísticos: Permitem a avaliação da distribuição de probabilidade de uma variável dependente em função do conhecimento das distribuições estatísticas das variáveis independentes que a geram; Variável X1 Variável X2 Variável X3 )...,( 21 nxxxfy = Função de desempenho Método FOSM (First Order Second Moment) ✓ Baseia-se no truncamento da série de Taylor para a função da variável dependente após os termos de primeira ordem, valendo-se somente da primeira derivada (Primeira Ordem); ✓ As saídas e entradas de dados são expressas pelas médias e pelos desvios padrões das variáveis envolvidas (Segundo Momento); Vantagens: ❑ Formulação matemática simples; ❑ Não requer grandes esforços computacionais; ❑ Quantificar a influência de cada variável independente na variância da variável dependente; Desvantagem: ❑ Não obtém uma distribuição completa da variável dependente (adotar hipóteses sobre esta distribuição); Análise probabilística Método FOSM (First Order Second Moment) Metodologia de Cálculo Para o uso de N variáveis independentes com natureza estatística: 1) Calcula-se o fator de segurança médio E[FS] usando os valores dos parâmetros médios: 𝑬 𝑭𝑺 = 𝑭(ഥ𝒙𝟏, ഥ𝒙𝟐, … , ഥ𝒙𝑵) 2) Calcula-se a variância do fator de segurança pela seguinte expressão: 𝑽 𝑭𝑺 = 𝒊=𝟏 𝑵 𝒅𝑭𝑺 𝒅𝒙𝒊 𝟐 𝑽(𝒙𝒊) 3) Determina-se o desvio-padrão do FS (σFS) pela extração da raiz quadrada da variância; Análise probabilística Método FOSM (First Order Second Moment) Metodologia de Cálculo 4) Obtenção do índice de confiabilidade βI do FS pela seguinte expressão (considerando o valor FS crítico igual a 1): 𝜷𝑰 = 𝑬 𝑭𝑺 −𝟏 𝝈[𝑭𝑺] 5) Verificação da contribuição de cada variável independente na dispersão do fator de segurança. Distância entre FS médio e o valor crítico em termos de σ[FS] Análise probabilística Método FOSM (First Order Second Moment) Observações: ➢ As derivadas (dFS/dxi) são calculadas a partir das variações no fator de segurança (dFS) causadas por "pequenas" variações nas variáveis independentes (dxi); ➢ Cada variável independente é incrementada separadamente, enquanto as demais são mantidas fixas e iguais aos valores médios; ➢ O tamanho dos incrementos (dxi) deve ser em torno de 10% dos valores médios; ➢ O método FOSM exige pelo menos n+1 análises, para n variáveis independentes estatísticas: ❑ Uma para os valores médios; ❑"n" análises para determinar as derivadas (dFS/dxi) para cada variável independente. Análise probabilística 𝒇′ 𝒙 = 𝐥𝐢𝐦 ∆𝒉→𝟎 𝒇 𝒙 + ∆𝒉 − 𝒇(𝒙) ∆𝒉 Análise probabilística Exemplo: calcular a probabilidade de ruptura associada a sapata corrida abaixo; 𝐅𝐒 = 𝒄′. 𝑵𝒄 + 𝒒.𝑵𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸 𝟓𝟎𝟎 𝑭𝑺 = 𝒒𝒖𝒍𝒕 𝒒𝒕𝒓𝒂𝒃 Fórmula teórica: Terzaghi Equação de desempenho Sapata corrida: Sc = Sq = Sγ = 1 Análise probabilística Exemplo: Fatores de capacidade de carga = aprimoramento da solução de Terzaghi por vários autores Coeficiente de empuxo passivo Nc e Nq não apresentam grande variação. Nγ varia bastante entre as abordagens dos diversos pesquisadores; Por ensaios de modelos, a hipótese da superfície de ruptura de Terzaghi está correta. Mas o ângulo formado com a horizontal é de 45° + φ’/2 (e não φ’); Análise probabilística Exemplo: Parâmetros do solo Variáveis independentes Valores médios Coeficientes de variação Coesão 20 kPa 18% Ângulo de atrito 30° 16% Peso específico 17 kN/m³ 9% 𝐅𝐒 = 𝒄′. 𝑵𝒄 + 𝒒.𝑵𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸 𝟓𝟎𝟎 Fórmula teórica: Terzaghi Variáveis Aleatórias Análise probabilística 𝑪𝑶𝑽 = 𝝈 ഥ𝑿 𝝈 = 𝑪𝑶𝑽. ഥ𝑿 Variáveis independentes Valores médios Coeficientes de variação Desvio padrão Variância c´ 20 kPa 18% 3,6 kPa 12,96 kPa Φ´ 30° 16% 4,8° 23,04° γ 17 kN/m³ 9% 1,53 kN/m³ 2,34 kN/m3 𝑽 𝒙𝒊 = 𝝈 𝟐 Exemplo: Calcula-se a variância das variáveis independentes a partir do seus coeficientes de variação Análise probabilística Exemplo: Cálculo do fator de segurança médio 𝐅𝐒 = 𝒄′. 𝑵𝒄 + 𝒒.𝑵𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸 𝟓𝟎𝟎 Fator de capacidade de carga para sobrecarga 𝑵𝒒 = 𝒆 𝝅.𝒕𝒂𝒏𝟑𝟎°𝒕𝒈2 𝟒𝟓° + 𝟑𝟎° 𝟐 = 𝟏𝟖, 𝟒 𝑵𝒄 = 𝟏𝟖, 𝟒 − 𝟏 . 𝒄𝒐𝒕𝟑𝟎° = 𝟑𝟎, 𝟏𝟑 𝑵𝜸 = 𝟏𝟖, 𝟒 − 𝟏 . 𝒕𝒈 𝟏, 𝟒. 𝟑𝟎° = 𝟏𝟓, 𝟔𝟕 𝐄[𝐅𝐒] = 𝟐𝟎. 𝟑𝟎, 𝟏𝟑 + 𝟏𝟕. 𝟏, 𝟓 . 𝟏𝟖, 𝟒 + 𝟏 𝟐 . 𝟏𝟕. 𝟐. 𝟏𝟓, 𝟔𝟕 𝟓𝟎𝟎 = 𝟏𝟑𝟑𝟖, 𝟏𝟗 𝟓𝟎𝟎 = 𝟐, 𝟔𝟕 Valor médio Fator de capacidade de carga para coesão Fator de capacidade de carga para peso específico Análise probabilística Exemplo: Cálculo dos incrementos do Fator de Segurança (dFS) a partir das variações nas variáveis independentes aleatórias (dxi): xi dxi xi + dxi FSincr = FS(xi + dxi) dFS = FSincr- E[FS] c’ = + 20 kPa +2 +22 2,8 +0,13 Φ’ = + 30° +3° +33° 3,77 +1,1 γ = + 17 kN/m³ +1,7 +18,7 2,73 +0,06 A cada iteração, as demais variáveis são mantidas fixas e iguais aos valores médios Cada variável é incrementada separadamente 𝒅𝒙𝒊 = 𝟎, 𝟏. ഥ𝒙𝒊 𝑬 𝑭𝑺 = 𝟐, 𝟔𝟕 𝐍𝐪𝟑𝟑° = 𝟐𝟔, 𝟎𝟗;𝐍𝐜𝟑𝟑° = 𝟑𝟖, 𝟔𝟒;𝐍𝛄𝟑𝟑° = 𝟐𝟔, 𝟏𝟔 Análise probabilística Exemplo: Cálculo da variância total do FS a partir das parcelas de variância de cada variável xi dxi dFS 𝒅𝑭𝑺 𝒅𝒙𝒊 V[xi] 𝒅𝑭𝑺 𝒅𝒙𝒊 𝟐 𝒙𝑽[𝒙𝒊] c’ = + 20 kPa +2 +0,13 +0,065 12,96 kPa 0,05 (1,56%) Φ’ = + 30° +3° +1,1 +0,37 23,04 3,15 (98,35%) γ = + 17 kN/m³ +1,7 +0,06 +0,035 2,34 kN/m3 0,003 (0,09%) Total V[FS] 3,203 (100%) 𝑽 𝑭𝑺 = 𝒊=𝟏 𝑵 𝒅𝑭𝑺 𝒅𝒙𝒊 𝟐 𝑽(𝒙𝒊) Análise probabilística Exemplo: Determinação do desvio padrão para FS e do índice de confiabilidade: 𝛔 𝐅𝐒 = 𝐕 𝐅𝐒 = 𝟏, 𝟕9 𝛃𝐈 = 𝐄[𝐅𝐒] − 𝟏 𝛔[𝐅𝐒] = 𝟐, 𝟔𝟕 − 𝟏 𝟏, 𝟕𝟗 = 𝟎, 𝟗𝟑 1 FS =2,67 𝛔 𝐅𝐒 = 𝟏,79 0 50 100 Coesão Atrito Peso específico 98,35% 1,56% 0,09% Variância de FS Análise probabilística Exemplo: Como estimar a PR? 1 FS =2,67 𝛔 𝐅𝐒 = 𝟏,79 z = 0 𝛔 = 𝟏 𝒛𝒄𝒓𝒊𝒕 = 𝟏 − 𝟐, 𝟔𝟕 𝟏, 𝟕𝟗 = −𝟎, 𝟗𝟑 PR = Área(z < 0) – Área(zcrit< z < 0) PR = 0,5 – 0,3238 = 0,1762 = 17,62% Valores de probabilidade de ruptura Qual valor de pf adotar? Mesma coisa que responder: O que é seguro?? Seguro pra quem?? EUA e Europa = Agências reguladoras (Proteção Ambiental e Comissão Reguladora Nuclear) definem os riscos “razoáveis” (sempre com o consenso público); É aceitável a morte de uma pessoa? Depende... se a probabilidade de ruptura for baixa pode-se assumir! E a morte de milhares de pessoas? Mesmo para pf baixas o resultado é catastrófico! pf depende das consequências da ruptura! Risco social aceitável para Hong Kong (diretrizes estabelecidas pelo governo) Valores de probabilidade de ruptura Para fundações: Lumb (1966): risco para estabilidade de fundações de 1/1000 a 1/100.000;Whitman (1984): risco admissível (tolerável) em fundações de 1/100 a 1/1000 Cartas F-N: probabilidade anual de falha vs. consequências quantificadas como custos (dados históricos) Perdas: US$ 100.000 a US$ 1.000.000 Baecher & Christian 2003 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39