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Prévia do material em texto

Instalações Industriais
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Robmilson Simões Gundim
Revisão Textual:
Prof. Me. Luciano Vieira Francisco
Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
• Fundamentos;
• Conceituação sobre Iluminação de Interiores;
• Parâmetros Técnicos Utilizados em Estudos Luminotécnicos;
• Método dos Lumens;
• Exemplo de Aplicação do Método dos Lumens;
• Utilização de Ferramenta Computacional;
• Simulação do Estudo Luminotécnico Utilizando 
a Ferramenta Computacional DIALux Evo 8.0.
• Compreender e aplicar os principais conceitos relacionados à luminotécnica;
• Identifi car os métodos de cálculo mais usuais nessa área de conhecimento.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Desenvolvimento dos Principais Conceitos 
Referentes a Estudos Luminotécnicos 
Segundo a Norma Vigente
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
Fundamentos
O estudo luminotécnico consiste em planejar um ambiente iluminado de forma 
adequada, de tal maneira que forneça parâmetros para a criação de um espaço har-
monioso e agradável. A Norma Brasileira de Regulamentação (NBR) que apresenta 
os parâmetros para a iluminação de interiores é a NBR ISO/CIE 8995-1:2013.
Embasando-se nessa NBR, é fundamental que a iluminação em ambientes de 
estudo e durante a realização de tarefas no trabalho ou em casa sejam adequadas 
conforme a atividade. Em resumo, a iluminação deve atender às necessidades quan-
titativas e qualitativas de cada tipo de atividade.
Assim, a iluminação aplicada conforme a Norma deve garantir:
• Conforto visual: sensação de bem-estar;
• Desempenho visual: facilitar tarefas visuais;
• Segurança visual: auxílio na visualização ao redor.
Para satisfazer às exigências e recomendações da referida Norma existem méto-
dos de cálculo que devem ser aplicados, dos quais os mais comuns serão apresen-
tados a seguir.
Conceituação sobre Iluminação de Interiores
Considerando a iluminação artificial como a solução mais adequada para clare-
ar ambientes em que ocorre a realização de tarefas, faz-se necessário considerar 
alguns parâmetros essenciais na escolha do tipo de lâmpada a ser utilizada. Um 
desses parâmetros é a aparência da cor, descrita pela sua temperatura de cor (Tcp), 
dada em Kelvin, de modo que quanto mais branca for a cor da lâmpada, mais clara 
será a iluminação, geralmente comparada ao meio-dia; no entanto, quanto mais 
amarelada a lâmpada, mais se comparará ao entardecer.
Assim, as cores mais brancas são mais indicadas para atividades que exijam mais 
iluminação e as amarelas quando se deseja maior sensação de conforto. Em outras 
palavras, a temperatura da cor (Tcp) expressa a aparência da cor da luz. Quanto 
maior o valor em Kelvin, mais branca será a cor da luz. 
Geralmente, as lâmpadas são divididas em três grupos, conforme as suas tem-
peraturas de cor correlatas.
Tabela 1 – Temperaturas de cor para luz quente, neutra e fria
Aparência da cor Temperatura (K) Características do ambiente
Quente Até 3.300 Ambiente amigável, íntimo, pessoal e exclusivo.
Intermediária (neutra) De 3.300 a 5.300 Ambiente amigável, convidativo e intenso.
Fria Maior que 5.300 Ambiente claro, limpo, preciso e eficiente.
Fonte: Adaptada da NBR 8995-1 (2013, p. 9)
8
9
Outro parâmetro significativo a ser considerado, principalmente na escolha do 
tipo de lâmpada e sistema de iluminação a ser utilizado é o índice de reprodução 
de cores (Ra), o qual se refere à capacidade de reprodução das cores dos objetos. 
O seu valor varia de 0 a 100, e quanto mais alto o valor de Ra, melhor será a ca-
pacidade de reprodução de cores.
Parâmetros Técnicos Utilizados 
em Estudos Luminotécnicos
Além dos expostos, para a realização de estudos luminotécnicos são utilizados 
outros parâmetros, os quais são aplicados nos métodos de cálculos.
Inicialmente, apesar de não entrar de forma direta no cálculo, vale relembrar o 
conceito da luz visível. Somos cercados de ondas eletromagnéticas, sons, da trans-
missão de rádios, televisores, telefones celulares, entre outros recursos. A luz é a 
faixa de ondas eletromagnéticas visíveis ao ser humano.
Fluxo luminoso (∅), portanto, refere-se à radiação de luz gerada pela lâmpada 
e a sua unidade de medida é o lumen (lm).
Figura 1 – Fluxo luminoso de rua
Fonte: Getty Images
Iluminância é a medida de densidade de fluxo luminoso sobre uma superfície. 
Assim, é determinada pela razão do fluxo luminoso da área a ser estudada – como 
pode ser visto a seguir – e a sua unidade de medida é o lux.
E
lm
m
lux�
�� � � �2
9
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
Como a iluminância não é a mesma em todos os pontos da superfície, a NBR 
ISO/CIE 8995-1:2013 determina os níveis de iluminância média, bem como a 
iluminância no entorno imediato de atividades. Esses dados estão disponíveis 
nos recortes das tabelas da Norma, representados aqui pelas tabelas 2, 3 e 
4, respectivamente.
Tabela 2 – Recorte da tabela para planejamento dos ambientes (áreas), tarefas e 
atividades com a especificação da iluminância, do ofuscamento e da qualidade da cor
Fonte: Adaptada da NBR 8995-1 (2013, p. 12)
Tabela 3 – Recorte da tabela para planejamento dos ambientes (áreas), tarefas 
e atividades com a especificação da iluminância, ofuscamento e qualidade da cor
Fonte: Adaptada da NBR 8995-1 (2013, p. 20)
10
11
Tabela 4 – Recorte da tabela da iluminância no entorno imediato
Iluminância da tarefa
lux
Iluminância do entorno imediato
lux
≥ 750 500
500 300
300 200
≤ 200 Mesma iluminância da área de tarefa
Fonte: Adaptada da NBR 8995-1 (2013, p. 5)
A variação da iluminância é de 20 a 5.000 lux, dependendo da atividade. 
Na Figura a seguir pode-se notar o resultado harmonioso de uma iluminação pre-
zando pelo conforto:
Figura 2 – Fluxo luminoso de ambiente interno
Fonte: Getty Images
Nas tabelas 2 e 3 pode ser visto, em uma das colunas de cada Tabela, outro pa-
râmetro importante, referente a projetos luminotécnicos: trata-se do ofuscamento, 
denominado UGRL.
A Norma defineofuscamento como a sensação visual produzida por áreas bri-
lhantes dentro do campo de visão, podendo provocar desconforto ou inabilidade 
para a execução de tarefas. É fundamental limitar o ofuscamento com o propósito 
de prevenir erros, fadigas e/ou acidentes.
Para limitar possíveis luminâncias exteriores excessivas advindas pelas janelas, 
utilizam-se anteparos, tais como brises, persianas, entre outros; e interiores pelas 
próprias luminárias utilizam-se difusores. 
Existem angulações mínimas estabelecidas na NBR ISO/CIE 8995-1:2013 
para os difusores de luminâncias originadas nas lâmpadas. Conforme a Norma, 
por exemplo, para lâmpadas fluorescentes, deve-se adotar difusores com ângulo 
α = 15 graus. A NBR especifica os valores dos ângulos de corte mínimo para 
outros tipos de lâmpadas.
11
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
�
Figura 3 – Ângulo de corte mínimo da luminância de iluminação fluorescente
Fonte: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (2014, p. 169)
Para reforçar a identificação dos parâmetros estudados, a seguir, o recorte da 
Tabela apresenta o exemplo de iluminância media (Em), índice de ofuscamento 
(UGRL) e o índice de reprodução de cores (Ra) de uma sala de aula.
Tabela 5 – Recorte da tabela para o planejamento de uma sala de aula para adultos 
com a especificação da iluminância, do ofuscamento e da qualidade da cor
Tipo de ambiente, tarefa ou atividade
Em 
lux
UGRL Ra Observações
Salas de aulas noturnas, classes e educação de adultos 500 19 80
Fonte: Adaptada da NBR 8995-1 (2013, p. 20)
Método dos Lumens
Um dos métodos mais comumente utilizados na realização do estudo luminotéc-
nico de um ambiente interno é o dos lumens.
O referido método considera o tipo de atividade, as cores internas das paredes, 
de piso e do teto, a altura da luminária em relação ao plano de trabalho e a depre-
ciação do sistema de iluminação.
Nada melhor que um exemplo para apresentar a aplicação do método dos lumens.
Exemplo de Aplicação 
do Método dos Lumens
Considerando uma sala de aula para adultos – em período noturno –, determi-
nemos o sistema de iluminação que deve ser utilizado de forma a atender à norma 
técnica vigente. Para tanto, temos: 
• As dimensões da sala: comprimento C = 9 m; largura L = 7 m; altura A = 3 m;
• A altura das carteiras: 0,8 m;
• As cores do teto e das paredes são brancas e o piso é de madeira;
• O ambiente tem índice de poluição considerado normal.
12
13
Existem outras sequências similares, mas neste material teórico a sugestão é 
iniciar pela escolha da luminária. Para tal opção, comumente, verifica-se o tipo 
de atividade, de lâmpada, os custos envolvidos e fatores decorativos. Na medida 
do possível, são escolhidas luminárias com difusores para auxiliar contra os pos-
síveis ofuscamentos.
Assim, a luminária escolhida neste exemplo é a de embutir da Philips, composta 
por duas lâmpadas de 35 W, identificadas por TBS298 2 x TL5 35 W HFP M6.
Figura 4 – Luminária Philips TBS298 2 x TL5 35 W HFP M6
Fonte: Catálogo Philips de iluminação comercial do DIALux evo 8.0
O passo seguinte será determinar o índice do local (K).
O índice do local é determinado conforme a expressão a seguir e relaciona as 
dimensões do ambiente com a altura útil (Au), ou seja, entre a luminária e o plano 
de trabalho.
K C L
Au C L
�
�
� �� �
�
Onde:
C = comprimento em metros;
L = largura em metros;
Au = altura útil em metros (distância da luminária até o plano de trabalho).
Como Au é a altura útil em metros, distância da luminária até o plano de traba-
lho, deve-se verificar a altura do plano de trabalho e a largura do forro, onde será 
instalada a luminária de embutir. A Figura a seguir ilustra a altura do pé direito da 
sala de aula em estudo:
13
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
Já a Figura 6 ilustra a largura do forro que, neste exemplo, é de 0,15 m, fazendo 
com que a altura da sala fique em 2,85 m, pois é o resultado da altura do pé direito 
menos a largura do forro:
Figura 5 – Determinação do pé direito da sala de aula
Fonte: Acervo do conteudista
Figura 6 – Determinação da largura do forro
Fonte: Acervo do conteudista
Assim, a distância da luminária até o plano de trabalho, denominada Au, pode 
ser verificada na Figura 7 – note que Au resulta da diferença da altura da sala 
(2,85 m) menos a altura do plano de trabalho (2,10 m):
Figura 7 – Determinação da altura útil (Au)
Fonte: Acervo do conteudista
Considerando os dados fornecidos e aplicando a expressão do índice do local 
(K), resulta:
K K� �
�� �� �� �
�� �
9 7
2 85 0 75 9 7
1 87
, ,
,
O passo seguinte é a determinação do fator de utilização (Fu).
14
15
O Fu inter-relaciona as refletâncias do teto, das paredes e do piso versus o fluxo 
luminoso gerado pela fonte de iluminação e recebido no plano de trabalho. Neste 
exemplo, inicialmente serão considerados os seguintes índices de refletâncias:
Tabela 6 – Índices de refl etâncias (fatores de manutenção)
Local
Cores
Branca Clara Média
Teto 80% 70% 50%
Paredes 50% 30% 10%
Piso 30% 20% 10%
Fonte: Adaptada do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (2014, p. 173)
Considerando os dados fornecidos no exemplo, encontram-se respectivas refle-
tâncias – teto branco: 80%; paredes brancas: 50%; piso de madeira: 10%.
Agora, com os dados de refletâncias e de posse da tabela fornecida pelo fabri-
cante com os fatores de utilização da luminária escolhida, determina-se o Fu.
Tabela 7 – Recorte da tabela do fabricante com os fatores 
de utilização da luminária TBS298 2 x TL5 35 W HFP M6
Room
Index
K
Refl ectances for ceiling, walls and working plane (CIE)
0.80 0.80 0.70 0.70 0.70 0.70 0.50 0.50 0.30 0.30 0.00
0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.30 0.30 0.10 0.30 0.10 0.00
0.30 0.10 0.30 0.20 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.00
0.60 0.45 0.43 0.45 0.43 0.43 0.38 0.38 0.35 0.37 0.35 0.34
0.80 0.54 0.50 0.53 0.51 0.50 0.46 0.45 0.42 0.45 0.42 0.41
1.00 0.60 0.56 0.59 0.57 0.56 0.52 0.51 0.48 0.51 0.48 0.47
1.25 0.68 0.61 0.65 0.63 0.60 0.57 0.58 0.54 0.56 0.53 0.52
1.50 0.71 0.64 0.69 0.66 0.64 0.60 0.60 0.57 0.59 0.57 0.56
2.00 0.77 0.69 0.75 0.72 0.68 0.66 0.65 0.63 0.64 0.62 0.61
2.50 0.81 0.71 0.79 0.75 0.71 0.69 0.68 0.66 0.67 0.65 0.64
3.00 0.84 0.73 0.81 0.77 0.72 0.71 0.70 0.68 0.69 0.67 0.66
4.00 0.87 0.75 0.84 0.79 0.74 0.73 0.71 0.70 0.70 0.69 0.68
5.00 0.88 0.76 0.86 0.80 0.75 0.74 0.73 0.72 0.71 0.70 0.69
Fonte: Adaptada do Catálogo Philips de iluminação internacional
Assim, cruzando os dados de refletância e índice do local (K), determinados na 
Tabela 7, encontra-se o fator de utilização (Fu) = 0,69, neste caso representando 
69% de refletância no ambiente estudado.
Note que o índice do local K encontrado foi de 1,87 e que na Tabela de fator de utilização não 
há esse valor especificamente; assim, utiliza-se o valor mais próximo como referência que, 
neste caso, foi K = 2,0 (ver destaque na Tabela 7).
Ex
pl
or
O passo seguinte é a determinação do fator de manutenção (Fm).
15
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
Com o tempo, as luminárias e lâmpadas naturalmente acumulam poeira, fa-
zendo com que a eficiência luminosa não seja a mesma. Por isso, aplica-se o fator 
de manutenção com o objetivo de correção de futuras perdas. Para lâmpadas 
fluorescentes, de forma simplificada, geralmente utilizam-se os seguintes fatores:
Tabela 8 – Fatores de manutenção
Ambiente Fator de manutenção
Limpo 0,80
Normal 0,67
Sujo 0,50
Fonte: Adaptada do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (2014, p. 175)
Pode-se considerar um ambiente limpo aquele que tenha baixa geração de poeira 
e consequente pequeno acúmulo como, por exemplo, enfermarias e laboratórios, 
entre outros similares. No entanto, em ambientes com alto índice de poeira são 
considerados sujos como, por exemplo, marcenariasou locais que manuseiam ne-
gro de fumo em processos industriais.
Em nosso exemplo será considerado um ambiente limpo e adotado um Fm = 0,80.
A NBR ISO/CIE 8995-1:2013 apresenta tabelas completas para fatores de ma-
nutenção a partir de sua página 44.
Uma vez definidos os parâmetros apresentados, para determinar o número de 
luminárias se faz necessário encontrar o valor total do fluxo luminoso ∅Total , por 
meio da seguinte expressão:
�Total
mE C L
Fu Fm
�
� �
�
�� �
Onde: 
• ∅Total : em lumens (lm);
• Em: iluminância média em lux (lx) (Tabela 5);
• C: comprimento em metros (m);
• L: largura em metros (m);
• Fu: fator de utilização;
• Fm: fator de manutenção.
Aplicando os dados levantados, temos:
� � �Total
m
Total Total
E C L
Fu Fm
�
� �
�
�� �
� �
�
�� �
500 9 7
0 69 0 80
57 065
, ,
. LLm
16
17
O próximo passo é determinar a quantidade de luminárias a serem utilizadas. 
Para isso, a partir do fluxo total encontrado, deve-se verificar o fluxo luminoso da lu-
minária escolhida, possibilitando, assim, a determinação do número de luminárias . 
No exemplo, a luminária escolhida utiliza duas lâmpadas de 35 W. Buscando o 
valor do fluxo luminoso de uma lâmpada no catálogo do fabricante em estudo, 
pode-se encontrar o fluxo luminoso da luminária de 35 W.
Tabela 9 – Recorte da tabela do fabricante com os fatores 
de utilização da luminária TBS298 2 x TL5 35 W HFP M6
Fonte: Adaptada do Catálogo Philips de iluminação internacional
Na Tabela 9, nota-se em um dos destaques que o fluxo luminoso de cada lâmpa-
da é de 3.325 lm. Dessa forma, o fluxo luminoso da luminária fica 6.650 lm, pois 
as luminárias escolhidas têm duas lâmpadas.
Assim, com o fluxo luminoso total e com o fluxo luminoso de cada luminária, 
determina-se a quantidade de luminárias necessárias para o ambiente estudado.
n deluminárias n delumináriTotal
Lâmpada
º
.
º�
�
�
�
��
�
� 2
57 065
3325 2
aas�8 58,
Na sala de aula para adultos aqui estudada – em período noturno –, o sistema de 
iluminação que deve ser utilizado de forma a atender à norma técnica vigente será 
de, no mínimo, oito luminárias, considerando as luminárias com duas lâmpadas de 
35 W com fluxo luminoso de 6.650 lm, cada; as quais devem ser uniformemente 
distribuídas no ambiente.
Importante!
Apesar do resultado do número de luminárias ter sido de 8,58, podendo-se levar a pen-
sar em arredondar em nove luminárias, levando-se em consideração as dimensões das 
luminárias, o formato da sala, a disposição dos objetos – carteiras, cadeiras, lousa etc. – 
e principalmente por aproximação de 8,5 luminárias, optou-se, neste caso, por oito lu-
minárias. Vale reforçar, portanto, que a partir do número de luminárias obtidas deve-se 
planejar a sua distribuição tão uniformemente quanto possível, de forma que o fluxo 
luminoso total produzido seja bem distribuído na área de trabalho.
Trocando ideias...
17
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
Utilização de Ferramenta Computacional
Como apresentado, o método dos lumens é prático e amplamente utilizado em 
estudos luminotécnicos, pois é uma técnica que exige cuidado, atenção na análise 
e aplicação dos dados característicos levantados; mas uma vez seguindo os passos 
clássicos, o método permite a determinação da quantidade de luminárias e isto fei-
to, reunindo as dimensões da luminária escolhida e as dimensões do espaço a ser 
iluminado, define-se qual a melhor distribuição no ambiente.
No entanto, realizar o estudo luminotécnico com maior precisão, levando em consi-
deração todos os aspectos e parâmetros apresentados na NBR ISO/CIE 8995-1:2013, 
tais como ofuscamento, índice de reprodução de cores, temperatura da cor, índices de 
reflexão de teto, paredes, piso e também de objetos não é tarefa tão simples. 
Assim, outra forma de realização de estudos luminotécnicos com maior precisão 
e confiabilidade é utilizando ferramentas computacionais. Existem diversas ferra-
mentas especializadas com a mesma finalidade, mas neste estudo, apenas para 
demonstração do resultado do exemplo desenvolvido, foi utilizado o DIALux 8.0, 
que é livre, bastando cadastrar-se no fornecedor, via internet, e instalá-lo. Existem 
tutoriais disponibilizados pelo próprio fornecedor, mas ao longo do tempo só cres-
cem tutoriais apresentados por especialistas e/ou estudiosos no assunto. 
A escolha pela ferramenta computacional DIALux também se deu por ser reco-
nhecida internacionalmente, estar em conformidade com a norma vigente e, prin-
cipalmente, por passar por atualizações e melhorias constantes. Além disso, para 
manter a versão atualizada é simples, pois a própria ferramenta sugere o caminho, 
bastando, para isto, ter acesso à internet.
Como visto, apesar de o método dos lumens ser eficaz, é possível realizar, então, um estudo 
luminotécnico utilizando uma ferramenta computacional. No entanto, como será que ficaria 
o resultado do exemplo estudado? O caso a seguir apresenta essa simulação. Então, vamos lá!
Ex
pl
or
Simulação do Estudo Luminotécnico 
Utilizando a Ferramenta Computacional 
DIALux Evo 8.0
Não caberia apresentar o passo a passo do uso da ferramenta neste Material 
teórico, pois isso o estenderia demasiadamente, mas vale verificar o alcançado e 
analisar os resultados comparando o estudo aplicado com a simulação. A Figura 8 
apresenta o resultado da simulação após a inserção das mesmas características do 
ambiente estudado utilizando a ferramenta computacional DIALux 8.0.
18
19
Figura 8 – Ilustração da distribuição das luminárias por meio do DIALux 8.0
Fonte: Acervo do conteudista
Nota-se na Figura 8 que a quantidade de luminárias é a mesma à determina-
da no método dos lumens, ou seja, oito luminárias, com a vantagem de que a 
ferramenta possibilita a visualização da distribuição das luminárias e, principal-
mente, da distribuição do fluxo luminoso no plano de trabalho que, neste caso, 
é de, no mínimo, 500 luxes. Além disso, a ferramenta já leva em consideração 
todos os parâmetros necessários e apresenta os resultados de forma prática, 
técnica e profissional.
Além da visualização da distribuição das luminárias e do fluxo luminoso, apre-
senta também outras formas de verificação se o resultado estiver dentro da Norma.
Figura 9 – Dados obtidos na simulação com a ferramenta DIALux 8.0
Fonte: Acervo do conteudista
Na Figura 9 pode-se constatar que o estudo luminotécnico realizado para a sala 
de aula – para adultos – está em conformidade com a NBR ISO/CIE 8995-1:2013, 
pois ao apresentar o resumo dos resultados, nota-se que a média – average – do 
fluxo luminoso obtido de 546 lux está acima do valor estabelecido pela Norma 
19
UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
para esse tipo de ambiente, com 500 lux. Além disso, outra forma de sinalizar o 
resultado em conformidade com a Norma é a sinalização visual em cor verde, pois 
se tivesse menor que o estabelecido ficaria em cor vermelha.
Outra vantagem é que a ferramenta também permite a visualização tridimensio-
nal (3D) do ambiente estudado, como pode ser visto na Figura 10:
Figura 10 – Visualização 3D do ambiente gerado pela ferramenta DIALux 8.0
Fonte: Acervo do conteudista
Na Figura 10 pode-se verificar que a ferramenta permite a inserção de objetos 
tais como carteiras, cadeiras nas variadas formas e cores, bem como das paredes, 
dos pisos e tetos com as características dos ambientes, de tal forma que o resultado 
se torna mais próximo da realidade.
Além do exposto, a ferramenta também permite a geração de relatório com 
várias alternativas do que se deseja inserir – apenas para que você tenha uma ideia 
geral, veja a seguinte Figura:
Figura 11 – Recurso da ferramenta DIALux 8.0 para a geração de relatório
Fonte: Acervo do conteudista
Nas opções dos relatórios, por exemplo, algo útil é a identificação das medidas 
das distâncias da distribuição das luminárias, o que facilita a instalação.Veja o se-
guinte destaque da Figura anterior, no qual pode-se especificar as medidas confor-
me as dimensões do ambiente estudado:
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Tabela 10 – Detalhe de parte do relatório da ferramenta DIALux 8.0 
com a identifi cação das medidas da distribuição das luminárias
Philips TBS298 2XTL5-35W HFP M6
No. X [m] Y [m] Altura de montagem [m] Fator de manutenção
1 1.125 1.750 2.965 0.80
2 3.375 1.750 2.965 0.80
3 5.625 1.750 2.965 0.80
4 7.875 1.750 2.965 0.80
5 1.125 5.250 2.965 0.80
6 3.375 5.250 2.965 0.80
7 5.625 5.250 2.965 0.80
8 7.875 5.250 2.965 0.80
Importante!
Você deve ter percebido, portanto, que o estudo luminotécnico de ambientes interiores 
pode ser realizado pelo método dos lumens, o qual permite alcançar a iluminação ade-
quada para o ambiente interno de trabalho a ser verificado. No entanto, vale observar 
que existem também métodos para o estudo luminotécnico de áreas externas como, 
por exemplo, o ponto a ponto – o qual não foi objeto de estudo nesta Unidade, mas que 
havendo necessidade em sua vida profissional deve ser pesquisado. 
Trocando ideias...
Importante!
Neste Material teórico foram apresentados os fundamentos para a aplicação do método 
dos lumens, referentes ao estudo luminotécnico.
Iniciamos pelos conceitos ligados aos parâmetros necessários e levados em consideração 
na Norma técnica vigente, chegando à apresentação de uma ferramenta computacional 
que possibilita aperfeiçoar os resultados alcançados.
Para reforçar, vale observar que a ferramenta computacional DIALux evo 8.0, utilizada 
para enriquecer a apresentação dos resultados, não inutiliza o método dos lumens aqui 
trabalhado, amplamente utilizado pelo setor. Além disso, é uma das ferramentas entre 
tantas outras disponíveis.
Vale ainda destacar que em instalações industriais é imprescindível a aplicação de estu-
dos luminotécnicos nos ambientes de trabalho em busca da melhor eficiência do sistema 
escolhido de iluminação, bem como proporcionar maior conforto visual e consequente 
bem-estar aos trabalhadores e usuários em geral, podendo, assim, auxiliar na produtivi-
dade e nos resultados a serem alcançados.
Em Síntese
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UNIDADE Desenvolvimento dos Principais Conceitos Referentes 
a Estudos Luminotécnicos Segundo a Norma Vigente
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Instalações elétricas e o projeto de arquitetura
CARVALHO JR, R. de. Instalações elétricas e o projeto de arquitetura. 8. ed. rev. 
São Paulo: Edgard Blücher, 2018.
Instalações elétricas industriais
MAMEDE FILHO, J. Instalações elétricas industriais. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010.
Segurança e higiene do trabalho
ROSSETE, C. A. Segurança e higiene do trabalho. São Paulo: Pearson Education 
do Brasil, 2015.
Fundamentos de instalações elétricas
SAMED, M. A. S. Fundamentos de instalações elétricas. São Paulo: Saberes, 2017.
NR-12 – segurança em máquinas e equipamentos
SANTOS, J. R. dos; ZANGIROLAMI, J. Z. NR-12 – segurança em máquinas e 
equipamentos. São Paulo: Érica, 2015.
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Referências
COTRIM, A. M. B. Instalações elétricas. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2008.
________. Instalações elétricas. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
LIMA FILHO, D. L. Projetos de instalações elétricas prediais. 11. ed. São Paulo : 
Érica, 2007.
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Sistemas elétricos 
prediais. São Paulo, 2014.
TAMIETTI, R. P. Condutores elétricos. Passo a passo das instalações elétricas 
residenciais. Belo Horizonte, MG: IEA, 2001. p. 5-25. Disponível em: <https://
drb-m.org/LICAO6-128-153.pdf>. Acesso em: 4 mar. 2019.
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