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10- Obrigação Tributária

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Obrigação Tributária 
 
O Direito tributário possui três elementos: i) poder de 
tributar (tributos e espécies tributárias); ii) 
competência tributária (divisão do poder – só o ente 
é competente); iii) limitações ao poder de tributar – 
princípios e imunidades tributárias (garantias dos 
direitos fundamentais, são cláusulas pétreas). 
 
Lei complementar: estabelece normas gerais em 
matéria de legislação tributári, especialmente sobre: 
obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários. 
O CTN é de 1966 e, como tal, era uma lei ordinária. 
Com o advento da CR/88 foi recepcionado como lei 
complementar. 
 
▪ Obrigação: art. 113, CTN > principal > 
acessória. 
Só dois tipos de obrigação. Os entes não podem 
criar uma terceira modalidade de obrigação. 
 
▪ Lançamento: art. 142, CTN > procedimento 
administrativo para calcular o montante 
devido ao tributo. 
Modalidades: de ofício, declaração ou 
homologação. 
 
▪ Crédito: produzido pelo lançamento. 
Incidentes: suspensão, extinção, exclusão. 
 
▪ Prescrição: art. 174, CTN - 05 anos; 
 
▪ Decadência: art. 173, CTN - 05 anos. 
 
Princípio da legalidade 
A CR/88 estabelece que todo tributo só poderá ser 
instituído por meio de LEI, daquele ente que possui 
competência tributária. 
 
Normas gerais > Lei complementar. 
Instituição de Tributos > Lei ordinária, exceto: 
 
▪ Empréstimos compulsórios – art. 148, CF; 
▪ Imposto sobre Grandes Fortunas, art. 153, VII, 
CF; 
▪ Imposto residual, art. 154, I, CF; 
▪ Contribuição residual de seguridade, art. 195, 
§ 4º, CF. 
 
 
 
 
 
 
➢ Toda vez que uma lei instituir o tributo, 
deverá também prever a sua hipótese de 
incidência tributária. 
➢ Hipótese de incidência: é a descrição 
normativa de algo que pode ou não acontecer 
para que o tributo incida. Há generalidade e 
abstratividade. 
➢ A subsunção do fato à hipótese de incidência, 
gera o dever de pagar o tributo. 
➢ A materialização/concretização da hipótese 
de incidência > fato gerador. 
 
Obrigação tributária é o vínculo jurídico transitório 
(até o lançamento) que decorre da lei. Há uma dívida 
ilíquida e inexigível, pois a Fazenda Pública sabe da 
ocorrência do fato gerador, e, logo, da obrigação da 
pessoa em realizar o pagamento, mas ainda não foi 
calculado o valor dessa dívida. 
 
É a partir do lançamento que se instaurará o 
procedimento administrativo para calcular o 
montante do tributo, é o que dará liquidez e 
exigibilidade à dívida. 
 
 
 
 
Estes tributos também 
não podem ser objeto 
de medida provisória, 
os demais podem!! 
 
O lançamento constitui 
o crédito tributário, a 
dívida se torna líquida 
e exigível. 
 
 
 
Constituído o crédito, haverá uma notificação ao 
devedor para proceder ao pagamento ou 
impugnação. 
STJ: a notificação será nula se não houver previsão 
do prazo para impugnação – viola o devido processo 
legal. 
Com a impugnação, a dívida volta a ser ilíquida, 
enquanto pendente de decisão, ficando suspensa 
também a exigibilidade. 
➢ Toda vez que se questionar a legitimidade do 
crédito tributário por meio da impugnação 
teremos uma das hipóteses de suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário. 
 
Toda vez que a Fazenda Pública ficar satisfeita, o 
vínculo jurídico surgido com o fato gerador será 
rompido, art. 156 do CTN. O pagamento é a primeira 
e principal causa de extinção do tributo. 
Outras formas: art. 156, CTN. 
 
Ainda, poderá ocorrer que a pessoa notificada, não 
pagou, não impugnou e o crédito não foi excluído. No 
dia seguinte ao prazo fixado na notificação, a pessoa 
será uma devedora inadimplente, podendo, a 
Fazenda Pública inserir o nome dela no cadastro de 
dívida ativa. 
Inserido o crédito na dívida ativa, não haverá mais 
discussão na esfera administrava, o crédito será 
líquido, certo e exigível. 
➢ Art. 204. A dívida regularmente inscrita goza 
da presunção de certeza e liquidez e tem o 
efeito de prova pré-constituída. 
Parágrafo único. A presunção a que se refere 
este artigo é relativa e pode ser ilidida por 
prova inequívoca, a cargo do sujeito passivo 
ou do terceiro a que aproveite. 
 
Essa presunção gera a inversão do ônus da prova, o 
devedor é que deve provar que não possui dívida com 
a Fazenda Pública. 
 
Síntese da relação tributária: CF > CTN > Lei 
Ordinária > Hipótese de Incidência > Fato Gerador > 
Obrigação Tributária > Lançamento > Crédito 
Tributário > Inscrição na Dívida Ativa > Certidão de 
Dívida Ativa (CDA) > Execução Fiscal (Lei 6830/80). 
 
Execução Fiscal – Lei nº 6.830/80 
Instituiu as regras para cobrar judicialmente 
qualquer crédito que a Fazenda Pública possua. 
Aplica-se subsidiariamente as normas do CPC, art. 1º, 
Lei. 
➢ A competência para processar e julgar a 
execução da Dívida Ativa da Fazenda Pública 
exclui a de qualquer outro Juízo, inclusive o 
da falência, da concordata, da liquidação, da 
insolvência ou do inventário (a não ser a 
manifestação de vontade expressa do ente). 
 
▪ Indeferimento da liminar; 
▪ Julgar liminarmente improcedente o pedido; 
▪ Citação para, em cinco dias: i) pagar (valor 
atualizado, multa, juros, honorários 
advocatícios); ii) garantir o juízo (depósito do 
valor cobrado atualizado, fiança, seguro ou 
nomear bens à penhora). 
 
O executado terá 30 dias, a partir da garantia, para 
opor embargos à execução, desde que garantida a 
execução. 
OBS: se a pessoa não possuir condições de oferecer 
garantia, o STJ permite a oposição dos embargos, 
mediante a demonstração da hipossuficiência, em 
homenagem ao princípio do acesso à jurisdição. 
Art. 16 - O executado oferecerá embargos, no prazo 
de 30 (trinta) dias, contados: 
I - do depósito; 
II - da juntada da prova da fiança bancária; 
II - da juntada da prova da fiança bancária ou do 
seguro garantia; 
III - da intimação da penhora. OAB 37 
 
Os embargos à execução, que não são o único meio 
de defesa, são uma petição jurídica autônoma e serão 
distribuídos por dependência. 
 
 
O objetivo dos embargos à execução é a extinção do 
crédito tributário. 
 
Há possibilidade de apresentação de exceção de pré-
executividade – incidente processual onde o 
executado demonstrará algum vício insanável, de 
ordem público, independentemente de qualquer 
garantia ao juízo. 
➢ Súmula 393. STJ. A exceção de pré-
executividade é admissível na execução fiscal 
relativamente às matérias conhecíveis de 
ofício que não demandem dilação probatória. 
 
Obrigação Tributária – art. 113, CTN 
 
Prestação: é o objeto de uma obrigação. 
 
1) Principal - Prestação Pecuniária 
Dever de pagar tributo (hipóteses lícitas, tributo não 
é sanção) e/ou multa (penalidade/sanção 
pecuniária/hipótese ilícita). A obrigação deve estar 
prevista na lei em sentido estrito. 
A substância econômica extraída de uma atividade 
ilícita poderá ser objeto de tributação – princípio 
“pecúnia non olet”. 
Não importa se o fato gerador é oriundo de uma 
atividade ilícita. Uma vez verificada a hipótese de 
incidência haverá o dever de pagar o tributo. 
 
2) Acessória – Prestação Positiva ou Negativa – 
obrigação de fazer ou não fazer. 
As obrigações acessórias têm como objetivo facilitar 
a fiscalização para que possa refletir na 
arrecadação. Será qualquer dever perante o fisco 
que não seja de natureza pecuniária. A obrigação 
acessória será prevista pela legislação tributária 
(leis, tratados, decretos, normas complementares – 
atos administrativos com conteúdo normativos). 
➢ A obrigação acessória decorre da legislação 
tributária e tem por objeto as prestações, 
positivas ou negativas, nela previstas no 
interesse da arrecadação ou da fiscalização 
dos tributos. 
 
OBS: Art. 96, § 3º, CTN - O não cumprimento da 
obrigação acessória se converte em obrigação 
principal > multa. 
As obrigações são independentes e autônomas. Pode 
haver obrigação acessóriasem principal, e vice-
versa. 
O pagamento da multa não exonerará o contribuinte 
de cumprir a obrigação acessória. 
 
➢ Art. 175, parágrafo único: A exclusão do 
crédito tributário não dispensa o 
cumprimento das obrigações acessórias 
dependentes da obrigação principal cujo 
crédito seja excluído, ou dela consequente. 
 
Elementos Objetivos 
▪ Material: é a própria materialização da 
hipótese de incidência. Ato praticado pela 
pessoa que vai gerar o tributo. 
 
▪ Espacial: é o local em que se concretizou a 
hipótese de incidência. O local definirá o 
sujeito ativo da obrigação (credor). 
O tributo será pago no local de ocorrência do 
fato gerador. 
Bem imóvel: Estado ou DF de onde o imóvel 
estiver. 
Móvel: o Estado do domicílio do doador. 
ITCMD de bens móveis e imóveis: quanto aos bens 
imóveis, o imposto será recolhido no local do bem, 
seguindo a regra. Os bens móveis serão pagos 
onde a sucessão foi aberta. 
 
OBS: Pode ocorrer a bitributação - ocorrência de um 
fato gerador, levando dois ou mais entes a cobrar 
pelo mesmo ou tributos diversos. A bitributação, em 
regra, deve ser combatida. 
A bitributação pode alcançar vários tributos com o 
mesmo fato gerador em comum, mesma base 
econômica. 
Ex: imóvel em local urbano (IPTU) e rural (ITR) – União 
e Estado cobrarão os tributos do proprietário. 
 
 
Solução: Ação de Consignação em Pagamento, que é 
forma de extinção do crédito tributário, art. 156, VIII, 
CTN. 
O depósito deverá ser do maior valor exigido. Após o 
depósito, os entes tributantes serão citados e 
discutirão quem é legítimo para cobrar o tributo. 
 
▪ Temporal: é o momento em que o fato gerador 
ocorre. 
 
▪ Quantitativo: o valor a pagar pelo tributo. 
Corresponde à apuração da base de cálculo e a 
alíquota. 
Base de cálculo: fenômeno econômico do fato 
gerador. Pode ser expressa em dinheiro ou em outra 
grandeza/técnica. 
Alíquota: corresponde a um percentual (ad valorem) 
ou valor fixo expresso (específica) em dinheiro que 
incidirá na base de cálculo. 
 
Elementos Subjetivos 
Sujeitos que compõe a obrigação tributária. 
Ambos são ligados por um vínculo jurídico 
estabelecido em lei. 
a) Ativo – art. 119, CTN: pessoa jurídica de 
direito público, titular da competência para 
exigência do tributo – União, Estados, 
Municípios e DF. 
 
Competência: exercem por meio de funções: 
▪ Instituir – Poder Legislativo, só por lei; 
▪ Regular - Poder Legislativo, só por lei; 
▪ Fiscalizar – Poder Executivo, administração 
tributária; 
▪ Arrecadar/Fiscalizar tributos > Poder 
Executivo, administração tributária. 
A capacidade ativa tributária pode ser delegada, 
apenas na função de fiscalizar e arrecadar tributos. 
Quem tem capacidade ativa, terá legitimidade para 
executar em juízo (direito de outrem em nome 
próprio). 
A capacidade ativa pode ser revogada a qualquer 
momento por quem possui a competência tributária 
– art. 7º, § 2º, CTN. 
 
Delegação de capacidade ativa para pessoa jurídica 
de direito privado, posições: 
a) Pode: e possui como fundamento as entidades 
de direito público do sistema “S”, que são 
financiadas por contribuições previstas na CF 
> doutrinadores. 
b) Pode na função de arrecadar, mas não a 
função de fiscalização, porque só quem 
fiscaliza e pune é quem possui poder de 
polícia, logo, pessoa jurídica de direito 
público > STF + literalidade do art. 119, CTN. 
 
Somente pessoas jurídicas de direito público 
(autarquias e fundações públicas) podem ser sujeitos 
ativos da relação jurídica tributária. 
 
b) Passivo – art. 121, CTN: contribuinte ou o 
responsável tributário. 
Contribuinte: aquele que pratica fato gerador. 
Obs: a capacidade civil não interessa ao direito 
tributário. Assim ainda que alguém não seja 
civilmente capaz, a exemplo de um menor de idade, 
ainda assim será considerado contribuinte se 
praticar o fato gerador. Inclusive a notificação pode 
constar o nome do civilmente incapaz. OAB 37 
 
 
Responsável Tributário: terceiro que não pratica fato 
gerador, mas a lei impõe o dever de pagar o tributo. 
OBS: convenções entre particulares não enseja 
alteração do responsável em pagar o tributo perante 
o sujeito ativo. Essa convenção valerá para as partes, 
mas não perante o fisco. Terá, portanto, eficácia 
relativa. 
 
➢ Súmula 614, STJ: O locatário não possui 
legitimidade ativa para discutir a relação 
jurídico-tributária de IPTU e de taxas 
 
 
referentes ao imóvel alugado nem para 
repetir indébito desses tributos. OAB 37 
 
Responsabilidade Tributária 
 
 
 
Lei pode estabelecer a obrigação de pagar a terceira 
pessoa vinculada ao fato gerador das seguintes 
formas: i) excluindo a responsabilidade do 
contribuinte (por substituição); ou ii) mantendo a 
responsabilidade subsidiária do contribuinte (por 
transferência). 
▪ Por substituição: o contribuinte que pratica o 
fato gerador é excluído da responsabilidade 
tributária, chamando um terceiro para 
responder por ela. Sem regulamentação no 
CTN. 
 
Dica: para saber qual é o tipo de substituição a 
seguir, OLHAR SEMRE PARA O FATO GERADOR. 
 
a) Para trás: é um diferimento do pagamento do 
tributo. 
A -------------------- B ----------------------- C 
 
A: Produtor de leite 
B: Industria de laticínios 
C: Comerciante 
A vende para B: A pratica o fato gerador do ICMS 
– deveria recolher o tributo, mas não o faz. 
B adquire e vende para C: B pratica fato gerador 
do ICMS – recolhe o tributo B. 
A não vai recolher o tributo, e quando o B vender 
para C recolherá o ICMS de sua operação e da 
anterior (A --- B (responsável) e B ----C 
(contribuinte). 
Perceba que o fato gerador ocorreu “atrás” do 
pagamento. 
 
 
 
 
 
 
 
b) Para frente/Fato Gerador Presumido: é a 
antecipação do pagamento do tributo. 
É uma forma de responsabilidade que recai dentro de 
uma cadeia produtiva, observando a aplicação da 
não cumulatividade, sendo o ICMS e o IPI tributos 
indiretos. 
A -------------------- B ----------------------- C 
 
A: Montadora de automóveis 
B: Concessionária 
C: Consumidor 
 
A vende o carro para B (realizou o fato gerador, 
pagará ICMS A). Por determinação de lei, recolherá 
ICMS da atividade do B, que ainda vai realizar o fato 
gerador. 
B vende o carro para C (realizou o fato gerador, 
deveria pagar ICMC B, mas não o fará, porque A já 
antecipou o pagamento). 
 
 
 
 
 
 
 
➢ Art. 150. § 7º, CR/88: A lei poderá atribuir a 
sujeito passivo de obrigação tributária a 
condição de responsável pelo pagamento de 
imposto ou contribuição, cujo fato gerador 
deva ocorrer posteriormente, assegurada a 
imediata e preferencial restituição da 
quantia paga, caso não se realize o fato 
gerador presumido. 
É assegurada a imediata e preferencial restituição 
da quantia paga se o fato gerador não vier a ser 
realizado. 
 
O fato gerador ocorre 
antes do pagamento do 
tributo, que será pago 
por alguém que não o 
praticou. 
 
O fato gerador ocorre 
após o pagamento do 
tributo que é realizado 
por alguém que não o 
praticou. 
 
 
 
▪ Por transferência: o contribuinte pratica o 
fato gerador, permanece no polo passivo, mas 
por circunstâncias posteriores um terceiro 
assumirá a obrigação (por previsão legal 
anterior). 
 
a) Sucessão: 
1. Imobiliária, art. 130, CTN: o adquirente de 
imóvel será responsável por todos os tributos 
existentes à época da aquisição. Obrigação 
proptem rem (nasce do direito pessoal, mas 
possui caráter real). 
Exceto se no momento da aquisição houver prova da 
quitação - Certidão Negativa de Débito Tributário. 
Certidão Negativa – não tem débitos, demonstra a 
quitação. 
Certidão Positiva – possui débitos, demonstra 
inadimplemento. 
Certidão Positiva com efeitos negativos – imóvel 
regular, mas com débitos em discussão. 
2. Pessoal, art. 131, CTN 
▪ Inter vivos: o adquirente é responsável pelostributos relativos aos bens adquiridos. 
 
▪ Causa mortis: o sucessor a qualquer título e o 
cônjuge meeiro são responsáveis pelos 
tributos devidos pelo de cujus até a data da 
partilha ou adjudicação, limitada esta 
responsabilidade ao montante do quinhão do 
legado ou da meação; 
 
▪ Causa mortis: o espólio é responsável pelos 
tributos devidos pelo de cujus até a data da 
abertura da sucessão 
A morte só interrompe a prática de fatos geradores, 
mas não extingue as dívidas tributárias. 
Sempre limitada ao valor da herança recebida. 
 
3. Empresarial, art. 132 e 133, CTN: finalidade de 
evitar praticas que burlem o pagamento de 
tributo. 
 
▪ Art, 132, CTN 
Toda vez que a pessoa jurídica surgir de fusão, 
transformação ou incorporação, será responsável 
pelas dívidas tributárias das empresas fusionadas, 
transformadas ou incorporadas. 
a) Fusão > A + B = C 
C será responsável tributária pelas empresas A e 
B. 
 
b) Transformação > mudança do tipo societário. 
A nova sociedade será responsável tributária da 
antiga. 
 
c) Incorporação > A + B = A 
A será responsável tributária de B. 
 
d) Cisão > A é desmembrada em B e C. 
 
▪ Art. 133, CTN 
A pessoa que adquirir fundo de comércio ou 
estabelecimento (o que a PJ utiliza para exercer a 
empresa – atividade empresarial, conjunto de bens 
destinado) e continuar na exploração da mesma 
atividade (sob a mesma PJ ou não) responde pelos 
tributos até a data do ato. 
OBS: Se não continuar na mesma atividade não 
responderá pelos tributos pré-existentes. 
 
➢ Súmula 554. STJ. Na hipótese de sucessão 
empresarial, a responsabilidade da sucessora 
abrange não apenas os tributos devidos pela 
sucedida, mas também as multas moratórias 
ou punitivas referentes a fatos geradores 
ocorridos até a data da sucessão. 
 
Se o alienante iniciar outra atividade no prazo de seis 
meses: a responsabilidade do adquirente será 
subsidiária. Ainda que em outro ramo de comércio, 
indústria ou profissão. 
 
Se o alienante não exercer outra atividade em seis 
meses: a responsabilidade do adquirente será 
integral (solidária). 
 
Essa responsabilidade tributária não se aplica em 
alienação judicial: i) em processo de falência; ii) de 
filial ou unidade produtiva isolada, em processo de 
recuperação judicial. 
 
 
 
Regra: o adquirente do estabelecimento é 
responsável pelas dívidas tributárias, exceto em 
casos de falência e recuperação judicial. 
 
Essas exceções não se aplicam quando o adquirente 
for: 
▪ Sócio da sociedade alienante ou sociedade 
controlada pelo devedor falido ou em 
recuperação judicial; 
▪ Parente, em linha reta ou colateral até o 4º 
(quarto) grau, consanguíneo ou afim, do 
devedor falido ou em recuperação judicial ou 
de qualquer de seus sócios; 
▪ Identificado como agente do falido ou do 
devedor em recuperação judicial com o 
objetivo de fraudar a sucessão tributária. 
 
Essas pessoas poderão comprar o estabelecimento, 
mas não o adquirirão livre de ônus tributários. 
 
b) Por terceiros art. 134 e 135, CTN 
Responsabilidade solidária e subsidiária - há 
benefício de ordem. 
Impossibilidade de cumprimento da obrigação pelo 
contribuinte, o responsável o fará. 
▪ Os pais, pelos tributos devidos por seus 
filhos menores; 
▪ Os tutores e curadores, pelos tributos 
devidos por seus tutelados ou 
curatelados; 
▪ Os administradores de bens de terceiros, 
pelos tributos devidos por estes; 
▪ O inventariante, pelos tributos devidos 
pelo espólio; 
▪ O síndico e o comissário, pelos tributos 
devidos pela massa falida ou pelo 
concordatário; 
▪ Os tabeliães, escrivães e demais 
serventuários de ofício, pelos tributos 
devidos sobre os atos praticados por eles, 
ou perante eles, em razão do seu ofício; 
▪ Os sócios, no caso de liquidação de 
sociedade de pessoas. 
 
Art. 135: Responsabilidade pessoal - resultantes de 
atos praticados com excessos de poderes ou infração 
de lei, contrato social ou estatutos: 
▪ As pessoas referidas no artigo anterior; 
▪ Os mandatários, prepostos e empregados; 
▪ Os diretores, gerentes ou representantes de 
pessoas jurídicas de direito privado - Sócio-
administrador ou Sócio-gerente 
Aqui se tem uma responsabilidade direta, basta 
praticar ato com excesso de poder ou em infração à 
lei, contrato social ou estatutos. 
 
Outras responsabilidades 
a) Inadimplemento de tributo 
PJ > pratica um fato gerador (ICMS) > deve realizar 
o pagamento da data do vencimento > se não paga, 
houve violação à lei. 
➢ Súmula 430. STJ. O inadimplemento da 
obrigação tributária pela sociedade não 
gera, por si só, a responsabilidade solidária 
do sócio-gerente. 
 
b) Extinção de fato – a extinção da empresa 
neste caso é sempre irregular. 
Não deu baixa no registro, mas fechou as portas 
e não exerce mais a atividade. 
➢ O STJ entende que, neste caso, como o sócio-
administrador deveria zelar pela 
regularidade da pessoa jurídica, o sócio 
responderá pela obrigação. 
 
➢ Para o sócio ser responsabilizado deverá 
haver: inadimplemento do tributo + 
dissolução irregular. 
 
c) Alteração de endereço sem comunicação ao 
fisco: é equiparado à dissolução irregular. 
➢ Súmula 435 - Presume-se dissolvida 
irregularmente a empresa que deixar de 
funcionar no seu domicílio fiscal, sem 
comunicação aos órgãos competentes, 
legitimando o redirecionamento da execução 
fiscal para o sócio-gerente. 
Responsabilidade do sócio da época da 
dissolução irregular e não o sócio à época do 
inadimplemento (Súmula 430, STJ). 
 
 
 
d) Redirecionamento da execução ao sócio, cujo 
executado inicial seja a pessoa jurídica: pode! 
➢ Súmula 392. STJ. A Fazenda Pública pode 
substituir a certidão de dívida ativa (CDA) 
até a prolação da sentença de embargos, 
quando se tratar de correção de erro 
material ou formal, vedada a modificação do 
sujeito passivo da execução. 
CDA: quando houver vício na CDA, poderá ser 
trocada até a sentença nos embargos, vedada a 
modificação do sujeito passivo da execução. Esta 
súmula só se aplica se o erro for da Administração 
Fazendária. 
 
Denúncia espontânea – art. 138, CTN 
Corresponde a um benefício fiscal com o objetivo de 
incentivar pessoas que estão irregulares a voltar à 
regularidade. 
 
Se a pessoa inadimplente se dirigir ao fisco e pagar 
o valor do tributo atualizado antes da instauração 
de qualquer procedimento administrativo ou medida 
de fiscalização > não haverá imposição de multa. 
 
Não se considera espontânea a denúncia 
apresentada após o início de qualquer procedimento 
administrativo ou medida de fiscalização, 
relacionados com a infração. 
 
Se o fiscal foi ao estabelecimento, já não haverá a 
possibilidade de denúncia espontânea, pois iniciou a 
fiscalização com início de procedimento 
administrativo. 
➢ Iniciado o procedimento administrativo ou 
medida de fiscalização não caberá mais a 
denúncia espontânea. 
 
O parcelamento impede o reconhecimento da 
denúncia espontânea. Porque a lei exige o 
pagamento, extinção do crédito tributário, enquanto 
o parcelamento é apenas suspensão, o que não 
autoriza a denúncia espontânea. 
 
➢ Súmula 360. STJ. O benefício da denúncia 
espontânea não se aplica aos tributos 
sujeitos a lançamento por homologação 
regularmente declarados, mas pagos a 
destempo.

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