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LESÕES DA MUCOSA POR AGENTES BIOLOGICOS, FISICOS E QUIMICOS
- AGENTES BIOLÓGICO (INFECÇÕES FÚNGICAS, BACTERIANAS E VIRAIS)
 1- INFECÇÕES BACTERIANAS
- SIFILIS(LUES):
 - Formas de transmissão: Sexual(+ comum), e materno-fetal ( congênita)
 1- SIFILIS PRIMARIA: É caracterizada pelo cancro duro (papula ulcerada) , que se desenvolve na área de inoculação de 3 a 90 dias após a exposição.
 Normalmente é uma lesão única. Na boca pode aparecer em lábios, língua, palato, gengiva e tonsilas.
Cancro: A lesão oral apresenta-se como uma úlcera de base clara e indolor, possui bordas elevadas e possui formato circular ou, raramente, como uma proliferação vascular semelhante a um granuloma piogênico. Caso não seja tratada, a leão inicial cicatriza dentro de 3 a 8 semanas.
2- SIFILIS SECUNDARIA: É identificada clinicamente 4 a 10 semanas após a infecção inicial. A lesão secundaria pode surgir antes da resolução completa da primaria. 
Dada à etapa em que aparecem manifestações clínicas generalizadas. As lesões originárias dessa reação localizam-se em qualquer parte do organismo, sendo por isso a fase de maior risco de contágio. 
Os mais comuns sintomas são linfadenopatia( aumento dos linfonodos) indolor, dor de garganta, mal-estar, cefaleia, perda de peso, febre e dor músculo-esquelética. Um sinal consistente é uma erupção cutânea rosa maculopapular( mancha saliente) difusa e indolor, disseminada por todo o corpo e que pode acometer inclusive a região palmo-plantar (Fig. 5-8). Esta erupção também pode envolver a cavidade oral.
Na boca, aparecem em placas mucosas com áreas superficiais irregulares na mucosa, possuem coloração branco-acinzentada, aspecto cremoso, indolor. Pode aparecer o condiloma lata, lesão elevada e achatada.
 
3- SIFILIS LATENTE: Fase após a sífilis secundaria. Nessa fase todos os sintomas regridem, o paciente não apresenta lesões ou sintomas. Pode durar de 30 a 40 anos, essa fase não é transmissível, porém pode se passar de mãe para filho.
4- SIFILIS TERCIARIA: Fase mais seria de todas as fases, é uma condição rara. Compromete o sistema cardiovascular e o sistema nervoso central. A lesão que a caracteriza é GOMA que pode afetar pele, ossos e outros órgãos. A goma se apresenta como: nódulo endurecido, ulcera que lava a grande destruição tecidual, indolor, normalmente aparece no palato(pode provocar perfuração) e língua. Pode apresentar também glossite luética (inflamação da língua) que é uma atrofia difusa e perda das papilas dorsais da língua. 
 
- Tríade de Hutchinson: sífilis congênita: dentes de hutchinson ( incisivos de chave de fenda e 1 molar em amora) , ceratite intersticial ( córnea opaca, desenvolve-se entre o 5 e 25 anos) e surdez. Poucos pacientes apresentam esses 3 achados.
- DIAGNOSTICO: Teste sorológico( sífilis secundaria e terciaria): VDRL, RPR, FTA-ABS, TPHA... 
obs: na sífilis primaria os testes sorológicos não são indicados, pois a bactéria ainda não chegou na corrente sanguínea. Nessa fase é melhor fazer uma biopsia ou raspagem no local
- TRATAMENTO: Penicilina, tetraciclina, eritromicina...
Para a sífilis primária, secundária ou latente recente, uma dose única de penicilina G benzatina parenteral de ação prolongada é realizada. Para a fase de sífilis latente tardia ou para a sífilis terciária, a penicilina intramuscular é administrada três vezes, com intervalo semanal. Para o paciente com alergia comprovada à penicilina, a doxiciclina é segunda linha de tratamento, embora tetraciclina, eritromicina e ceftriaxona também sejam indicados.
- ACTINOMICOSE: Actinomyces israelli e A. viscosus. Nessa infecção bacteriana o agente etiológico já faz parte da flora bucal, é encontrado em placas e cálculos dentários, criptas tonsilares, sulco gengival, bolsa periodontal, dentina cariada, porém ele só penetra uma área se houver um trauma prévio. Ex: lesão de tecido mole, bolsa periodontal, dente desvitalizado, alvéolo dentário após exodontia ou infecção amigdaliana
Pode ser uma infecção aguda (progressão rápida) ou crônica ( progressão lenta associada a fibrose).
Locais mais afetados: região de cabeça e pescoço(+ comum), abdominal, pélvica, sistema pulmonar, cutânea e urogenital.
- características;
1- Apresentam grânulos de enxofres (grandes partículas amareladas que representam colônias de bactérias drenando lesões.
2- A área acometida apresenta consistência endurecida “lenhosa e que termina com um abscesso central amolecido
3- Dor geralmente é mínima
4- Regiões comumente envolvidas: submandibular, submentonina e nasogeniana. Pode acomenter também amígdalas, glândulas salivares e osso
- DIAGNOSTICO:O mais indicado é a cultura, porém quando não se obtem o diagnostico através da cultura, pode-se fazer um exame histopatológico e biopcia.
-TRATAMENTO: 
- Actinomicose aguda: Remoção do tecido infectado e penicilina durante 2 a 3 semanas.
- Actinomicose crônica: Antibiotico por tempo prolongado ( variação: 5 a 6 até 12 meses) em altas doses, associado a drenagem do abscesso.
* Antibiotico de escolha: Penicilina, em caso de alergia: Tetraciclina.
- TUBERCULOSE: Infecção bacteriana crônica, a transmissão se da por gotículas respiratórias. É dividida em primaria e secundária
1- Primaria: Assintomática. Primeiro contato com o microrganismo. Os focos infectados podem formar granulomas podem cicatrizar por fibrose e calcificações no ápice pulmonar. Fica em latência.
2- Secundaria: Somente 5% a 10% dos pacientes primários evoluem para secundaria.
Sintomas: Febre baixa, mal estar, perda de peso e sudorese noturna, tosse produtiva de dor torácica e hemoptise ( sangue no escarro).
As manifestações orais não são comuns, porem se aparecer uma ulcera crônica ( com bordas irregulares e dentiada)e indolor na língua, nódulos e áreas leucoplasicas firmes
- DIAGNOSTICO: Teste de PPD ou Mantoux. O diagnóstico da doença ativa deve ser confirmado pelas colorações especiais para o micro-organismo e pela cultura de tecido infectado ou do escarro
- TRATAMENTO: Um protocolo frequentemente utilizado consiste em oito semanas de isoniazida, rifampicina e pirazinamida, seguidas por 16 semanas de isoniazida e rifampicina. Outros medicamentos de primeira linha incluem o etambutol e a estreptomicina. A vacina BCG é prevenção da doença.
2- INFECÇÕES FUNGICAS
- CANDIDIASE: A infecção fúngica causada por Candida albicans. A candidíase é a infecção fúngica oral mais comum em humanos, podendo se apresentar de formas. O C.albicans já faz parte da flora oral ( microrganismo oportunismo)
É classificada em tipos clínicos:
1- Pseudomembranosa ( sapinho): Se apresentam na forma de placas brancas ( e lembram queijo cottage ou leite coalhado) removidas a raspagem. Após a remoção pode apresentar queimação, hálito fétido e gosto amargo ou salgado na boca. 
 
2- HIPERPLASICA: Possui lesão branca não removível a raspagem. É assintomática, comum na mucosa vestibular anterior, pode estar associada a imunossupressão ou não. 
 
3- ERITEMATOSA OU ATROFICA AGUDA: candidíase eritematosa não apresentam pontos brancos na lesão ou o componente branco não é o achado proeminente. Ocorre tipicamente após o uso de um antibiótico de amplo espectro. A lesão possui cor vermelha e normalmente é localizada no palato duro, dorso da língua, mucosa vestibular. 
Os pacientes costumam relatar que sentem como se tivessem queimado a boca durante a ingestão de uma bebida quente. Em geral, a sensação de queimação é acompanhada pela perda difusa das papilas filiformes da superfície dorsal da língua, resultando em aparência vermelha e “careca” da língua.
 
- ESTOMATITE POR DENTADURA OU ATROFIA CRONICA: Um tipo de candidíase eritematosa causada por próteses mal adaptadas. É assintomática, está relacionada ao uso continuo da prótese e que não fazem a higienização da prótese. 
 
- GLOSSITE ROMBOIDAL MEDIANA: Lesão de tom vermelho, acontece no dorso da lingua na linha media na regiao posterior. Éassintomatica. 
 
- QUELITE ANGULAR: Variação da candidíase eritematosa. Inflamação da comissura labial. Apresenta eritema, fissura, descamação e úlcera. Acontece pelo acúmulo de saliva na comissura labial que pode ser causado pela perda da dimensão oclusal do paciente. Assintomatica
 
- QUEILOCANDIDIASE: Rara, não esta restrita a comissura labial. Envolve as áreas ao redor da boca. Hábitos como lamber os lábios, chupar dedo e uso crônico de pomadas a base de vaselina para hidratar os lábios. 
 
- MULTIFOCAL CRONICA: Apresenta lesões de colorações vermelhas com áreas brancas destacáveis. O paciente pode relatar sensação de queimação ou pode ser assintomática. É comum na parte posterior do palato, dorso de língua e comissura labial. Obs: as lesões estão sempre em contato.
 
4- MUCOCUTANEA: Rara. Apresenta lesão semelhante a candidíase hhiperplasica. Comum em pacientes com disfunção imune herdada. Pode ser assintomática.
- DIAGNOSTICO DE CCANDIDIASE: Teste terapêutico ( da o antifúngico e ve se melhora), cultura ou Citopatologia.
- TRATAMENTO: Pode ser feito com: Histatina, anfotericina b, clotrimazol, cetoconazol, fluconazol, etc.
- PARACOCCIDIOMICOSE: Infecção fúngica profunda, comum na américa do sul e em homens. Disseminação pelo solo. Não possui contagio.
Manufestações orais: Ulceras multiplas semelhantes a amora com pontilhados vermelhos, localizada na mucosa alveolar, gengiva e palato, os lábios, mucosa jugal e orofaringe podem ser envolvidos.
 
- DIAGNOSTICO: Biopsia e exame histopatológico.
- TRATAMENTO: O esquema de tratamento dos pacientes com paracoccidioidomicose depende da gravidade da doença. Para casos graves há indicação de uso da anfotericina B intravenosa. Nos casos onde não há risco de morte, o itraconazol oral é a melhor opção, embora seja necessário o tratamento por vários meses. O cetoconazol também pode ser utilizado, porém os efeitos colaterais costumam ser maiores do que os observados com o uso do itraconazol
3- INFECÇÕES VIRAIS
 - HERPES SIMPLES 1 E 2: 90% da população é infectada por esse virus. Apresenta erupções vesiculares da pele e mucosa. A transmissão pode ocorrer através de lesões ativas ou durante a liberação do virus assintomática.
Gengivoestomatite herpética primária aguda (HSV-1 ou HSV-2)
Ocorre geralmente a partir do contato com gotículas de saliva contaminada ou contato direto com lesões ativas. O início das manifestações é repentino, caracterizando-se por numerosas vesículas puntiformes, as quais se rompem e formam inúmeras lesões pequenas, ulceradas e eritematosas. 
 
Herpes labial recorrente (geralmente pelo HSV-1)
Caracteriza-se por vesículas avermelhadas preenchidas com liquido e na maioria das vezes dolorosas. Apresenta início súbito, geralmente após sensação de dormência, prurido, pontadas, dor e ardência nos lábios, que aparecem durante um período de aproximadamente 4 dias. Alguns fatores que levam à recorrência da lesão são: febre, estresse, trauma físico, menstruação e imunossupressão. 
Herpes intraoral recorrente (HSV-1 ou HSV-2)
Este tipo de lesão é quase exclusivo de epitélio ceratinizado, o que facilita no seu diagnóstico diferencial com úlceras aftosas. Apresenta-se como um acúmulo unilateral de vesículas que se rompem, deixando pequenas úlceras dolorosas, bem delimitadas, em mucosas sobrejacentes a tecido ósseo (palato ou gengiva). Resolve-se espontaneamente entre 7 a 10 dias.
- DIAGNOSTICO: Cultura, Os testes laboratoriais para detecção de antígenos do HSV pela técnica direta de fluorescência ou a detecção do DNA viral pela reação em cadeia de polimerase (PCR) em espécimes de lesões ativas também são utilizados. Os testes sorológicos para os anticorpos do HSV são positivos entre 4 e 8 dias após a exposição inicial.
- TRATAMENTO: . Os pacientes devem ser instruídos a restringir o contato com as lesões ativas para prevenir a disseminação para outros locais e pessoas.
O primeiro agente de escolha com uma potente ação antivirótica seletiva é o Aciclovir, que representa um inibidor específico e tolerável da polimerase do DNA viral. A terapia antiviral deve ser iniciada imediatamente após o início de sintomas, sendo esses: dormência, pontadas, prurido, eritema e dor, sendo esse período denominado “período prodrômico”, e concluída somente com o desaparecimento das lesões. Este fármaco pode ser administrado por três vias: oral (comprimido ou suspensão), endovenosa ou tópica (pomada aplicada no local da lesão).  Além do aciclovir, existe também o tratamento com laser de baixa intensidade, que age como analgésico e anti-inflamatório. 
- HERPES ZOSTER( 3): A herpes zoster (HZ) é uma infecção viral causada pela reativação do vírus varicela zoster (VZV), que está dormente nos gânglios dos nervos sensoriais.