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SUMÁRIO SOBRE O MINISTRANTE ...................................................................... ANESTÉSICOS LOCAIS Apresentação................................................................................................................................ Principais Anestésicos disponíveis no mercado ........................................................................... Materiais usados na Anestesia Local ......................................................................................... Botões Anestésicos ..................................................................................................................... Sugestões para minimizar o desconforto do paciente ................................................................ TOXINA BOTULÍNICA Histórico .................................................................................................................................. Mecanismo de ação ................................................................................................................ Apresentação da toxina botulínica tipo A .............................................................................. Pré requisitos para trabalhar com a TBA .................................................................................. Manipulação do produto .......................................................................................................... Diluição do produto ................................................................................................................ Aspectos Fundamentais ........................................................................................................... Ficha de anamnese ..................................................................................................................... Aspectos mercadológicos ....................................................................................................... Anatomia dos músculos da face ........................................................................................... Rugas ..................................................................................................................................... Lifting de sobrancelhas .......................................................................................................... Orbicular dos olhos ................................................................................................................... Rugas infraorbitárias ................................................................................................................. Rugas nasais ................................................................................................................................ Platisma ..................................................................................................................................... 07 08 09 10 11 12 14 15 18 19 20 22 22 23 24 39 41 42 42 43 44 SUMÁRIO Platisma Posterior ........................................................................................................................ Sorriso Gengival ......................................................................................................................... Hiperidrose ................................................................................................................................. Prolongamento dos efeitos ....................................................................................................... Indicações para melhores resultados .......................................................................................... Cuidados pós aplicação .............................................................................................................. PREENCHEDORES FACIAIS Histórico .................................................................................................................................. Composição .............................................................................................................................. Apresentação .............................................................................................................................. Outras substâncias usadas no preenchimento facial ................................................................. PMMA ......................................................................................................................................... Hidroxiapatita de cálcio ............................................................................................................... ÁCIDO POLILÁTICO - SCULPTRA Ácido polilático ........................................................................................................................... Histórico .................................................................................................................................. Propriedades físico-químicas ................................................................................................... Mecanismo de ação ................................................................................................................... Implicações clínicas .................................................................................................................. Locais de aplicação .................................................................................................................. Pós-procedimento ..................................................................................................................... Número de aplicações .............................................................................................................. 45 46 47 48 49 49 50 51 52 53 53 54 55 55 56 57 58 59 60 61 SUMÁRIO Pré requisitos para trabalhar com Ácido Hialurônico ................................................................ Manipulação do produto ............................................................................................................ Aspectos fundamentais .............................................................................................................. Ficha de Anamnese .................................................................................................................... Aspectos Mercadológicos ........................................................................................................... Técnicas de Aplicação ................................................................................................................. Anestesia .................................................................................................................................... Complicações possíveis .......................................................................................................... Urgências clínicas ..................................................................................................................... Lidando com as Emergências .................................................................................................. Preenchimento do sulco nasogeniano ...................................................................................... Preenchimento mentual ........................................................................................................... Preenchimento de papila interdental .......................................................................................... MD codes ..................................................................................................................................... Áreas de tratamento com MD codes ......................................................................................... 3D Lips ........................................................................................................................................ Ácido hialurônico .......................................................................................................................Estruturas alvos ......................................................................................................................... Anatomia .................................................................................................................................... Intercorrências ............................................................................................................................ Hialuronidase ............................................................................................................................ O que o paciente busca? .......................................................................................................... TÉCNICAS AVANÇADAS DE RINOMODELAÇÃO Padrões estéticos ......................................................................................................................... Finalidade ................................................................................................................................... História ......................................................................................................................................... 62 63 63 64 65 66 67 69 70 72 74 75 76 77 78 81 82 83 83 84 85 86 87 87 88 SUMÁRIO Anatomia topográfica .................................................................................................................. Inervação ...................................................................................................................................... Vascularização .............................................................................................................................. Análise facial ............................................................................................................................ Ácido Hialurônico ..................................................................................................................... Indicações .................................................................................................................................. Limitações e planejamento ...................................................................................................... Músculo depressor do septo nasal ........................................................................................... Prática clínica ........................................................................................................................... Aplicações do Preenchedor ..................................................................................................... Pós Aplicação ........................................................................................................................... Tabela ...................................................................................................................................... TRATAMENTO ENZIMÁTICO DA PAPADA Gordura submentoniana ........................................................................................................ Planos anatômicos ...................................................................................................................... Gordura pré-platismal ................................................................................................................ História: .................................................................................................................................... Ácido Deoxicólico ...................................................................................................................... Mecanismo de ação do Ácido Deoxicólico ................................................................................ Farmacocinética ........................................................................................................................ Contraindicações ........................................................................................................................ Avaliação física – plano intermediário ....................................................................................... Carregamento das seringas ........................................................................................................ Delimitação da área de aplicação ............................................................................................. Resultados .................................................................................................................................. 89 90 91 92 93 94 95 96 96 97 99 100 101 102 102 103 103 104 105 106 107 107 108 109 ANESTÉSICOS LOCAIS Atualmente, a demanda por procedimentos estéticos não-cirúrgicos ou minimamente invasivos tem crescido de forma exponencial, bem como a exigência por procedimentos indolores por parte dos pacientes. Os Anestésicos locais são amplamente utilizados como agentes para a anestesia e a analgesia durante os procedimentos estéticos minimamente invasivos. Os atuais medicamentos são muito seguros e apresentam uma baixa incidência de alergias e complicações graves. Para que o profissional da área da saúde estética possa utilizar essas drogas com segurança e máximo efeito, é necessário o conhecimento sobre a farmacologia dos anestésicos locais. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os anestésicos Locais são considerados seguros e são os mais indicados para procedimentos minimamente invasivos. As complicações clínicas decorrentes dos mesmos são extremamente raras, entretanto, é imprescindível que sempre se realize uma anamnese completa do seu paciente, avaliando possíveis doenças e problemas cardiovasculares que o mesmo possa ter, mesmo sabendo que a anestesia local seja um procedimento considerado muito seguro. 08 Independentemente da garantia de segurança oferecida pelos anestésicos utilizados em procedimentos hoje em dia, é crucial que se saiba lidar com as possíveis e diversas complicações que podem ocorrer durante — ou até após — a aplicação anestésica. Os anestésicos utilizados para tais procedimentos estéticos podem vir com ou sem vasoconstritores, o que dependerá da área a ser aplicada de acordo com seu fluxo sanguíneo. A anestesia local mais famosa hoje em dia é a Lidocaína, possuindo um ótimo custo-benefício e alta segurança em sua aplicação. 09 MATERIAIS UTILIZADOS NA ANESTESIA LOCAL De forma geral, a anestesia significa ausência de sensações, ela altera os sentidos da consciência através de medicamentos. É um estado em que o paciente não sente qualquer tipo de dor. Os atuais materiais e medicamentos são considerados são considerados muito seguros e apresentam uma baixa incidência de alergias e complicações graves. 10 OS BOTÕES ANESTÉSICOS É possível realizar todas as técnicas de anestesia por via extra oral, por meio dos chamados botões anestésicos. Na maioria das vezes, botões anestésicos na pele, realizada com lidocaína a 2% e agulhas curtas, são suficientes para tirar toda sensibilidade a dor. Exemplo: em um caso de procedimento na região infraorbitária, deve-se fazer um botão anestésico, que consiste na introdução de metade ou 1/3 da agulha perpendicularmente à região, infundindo uma pequena quantidade de líquido. A SEGUIR DICAS E SUGESTÕES PRÁTICAS PARA MINIMIZAR O DESCONFORTO DO PACIENTE DURANTE A APLICAÇÃO DA ANESTESIA LOCAL. 11 ✓ Crie empatia! Converse com o seu paciente para distraí-lo, o silêncio aumenta o desconforto sentido durante o procedimento; ✓ Estire a pele do local a ser anestesiada usando a mão não dominante durante a aplicação; ✓ Usar preferivelmente a agulha de menor calibre possível (preferivelmente 30G). ✓ Usar a Caneta Anestésica Gelada, que reduz a temperatura da área tratada, antes da inserção da agulha. ✓ Administrar o anestésico em temperatura ambiente. Os anestésicos locais devem ser infiltrados em áreas próximas aos nervos que devem ser bloqueados. ✓ Fazer uma pausa após apenetração da agulha na pele para permitir que o paciente se acostume e relaxe. ✓ Injetar uma pequena quantidade de líquido anestésico e fazer uma pausa, deixando que o anestésico faça efeito. ✓ Atender ao paciente suspendendo temporariamente a injeção quando for detectada alguma queimação local. ✓ Injetar lentamente o anestésico. ✓ Começar a injeção por via subdérmica e depois tracionar a agulha para injeção via intradérmica. ✓ Esperar até que o anestésico faça efeito antes de iniciar qualquer procedimento. 12 Todas as técnicas anestésicas necessárias para a realização dos procedimentos estéticos minimamente invasivos são demonstradas no nosso curso ONLINE TÉCNICAS DE ANESTESIA PARA PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS Você irá descobrir porque sente insegurança na hora de anestesiar o seu paciente. Vai entender a real importância e os benefícios da anestesia para a realização dos procedimentos minimamente invasivos como aplicação de Toxina botulínica, Preenchimento Facial e Fios de Sustentação Absorvíveis. Vai descobrir também quais os cuidados para evitar ou tratar as possíveis intercorrências. Lembre-se: é importante conhecer as técnicas anestésicas locais pois o caráter indolor do procedimento é um fator de fidelização do paciente! 13 TOXINA BOTULÍNICA HISTÓRICO A intoxicação por toxina botulínica afligiu a humanidade através do tempo. No entanto, o primeiro incidente de botulismo alimentar foi documentado no século 18, quando o consumo de carne e salsichas deu origem a muitas mortes em todo o reino de Württemberg no sul da Alemanha Ocidental. O médico do distrito Justinus Kerner (1786-1862), também conhecido como poeta alemão, publicou as primeiras descrições precisas e completas dos sintomas do botulismo alimentar entre 1817 e 1822 e atribuiu a intoxicação a um veneno biológico. usada para fins de tratamento. Em 1895, um surto de botulismo na pequena aldeia belga de Ellezelles levou à descoberta do patógeno “Clostridium botulinum” por Emile Pierre Van Ermengem. O tratamento com toxina botulínica moderna foi iniciado por Alan B. Scott e Edward J. Schantz no início da década de 1970, quando o sorotipo do tipo A foi utilizado na medicina para corrigir o estrabismo. Outras preparações da toxina tipo A foram desenvolvidas e fabricadas no Reino Unido, Alemanha e China, enquanto uma toxina terapêutica tipo B foi preparada nos Estados Unidos. Até hoje, a toxina tem sido utilizada para tratar uma grande variedade de condições associadas com hiperatividade muscular, hipersecreções glandulares e dor. 14 No início dos anos 70, Scott estava investigando alternativas não cirúrgicas para o tratamento do estrabismo. Muitos agentes foram testados incluindo a toxina botulínica, que em 1973, após um estudo realizado com macacos, se mostrou o agente mais efetivo abrindo caminho para seu uso clínico. No final da década de 70 e início dos anos 80, Scott realizou testes clínicos em humanos para tratar o estrabismo e o blefaroespasmo. E em, 1987 o interesse pelo uso cosmético da toxina botulínica surgiu a partir do relato de uma paciente que referiu melhora da aparência de suas rugas glabelares após o tratamento do blefaroespasmo com a toxina. A primeira publicação do uso cosmético da toxina botulínica ocorreu em 1992 pelos oftalmologistas Alastair e Jean Carruthers. Atualmente, a aplicação de toxina botulínica para atenuação de rugas faciais é o procedimento mais realizado no mundo. Sua aplicação em pequenas doses em pontos específicos causa relaxamento muscular seletivo proporcionando rejuvenescimento das áreas tratadas. MECANISMO DE AÇÃO A toxina é encontrada na natureza como produto da bactéria Clostridium botulinum, um organismo anaeróbio, gram positivo. Essa bactéria é capaz de produzir 7 tipos sorológicos da toxina, designados de A a G, dos quais A e B tem uso médico e A é a mais potente. A toxina tipo A é a amplamente utilizada na medicina, se trata de um polipeptídeo de 1296 aminoácidos e consiste em uma cadeia pesada de 100 kDa unida por pontes dissulfeto a uma cadeia leve de 50 kDa. 15 A toxina botulínica atua sobre o sistema nervoso periférico bloqueando a transmissão neuromuscular, atingindo as membranas pré-sinápticas, onde atua impedindo a liberação da acetilcolina nas terminações nervosas, ocasionando a paralisia. O relaxamento muscular começa a ser observado no Segundo dia e aumenta até o décimo quarto dia, onde se pode observar o ápice do seu resultado clinico. O tempo mínimo para se fazer nova aplicação é de vinte semanas, para reduzir a incidência de imunização. 16 APRESENTAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A PRINCIPAIS MARCAS COMERCIAIS 17 Prosigne – Cristália Dysport - Ipsen Botox - Alergan Xeomin – Merz BiolabBotulift – BergamoBotulim - Blau 18 PRÉ REQUISITOS PARA TRABALHAR COM TBA O QUE É PRECISO CONHECER PARA UTILIZAR A TÉCNICA? ▪ Anatomia descritiva e topográfica da face e regiões adjacentes; ▪ Anamnese Detalhada; ▪ Conhecer as especificações técnicas do PRODUTO (diluição, manipulação e armazenamento do produto); ▪ Conhecer as áreas de atuação, respaldadas em lei; ▪ Conhecer o protocolo de utilização do produto; ▪ Conhecer as indicações e contra indicações, além de saber tratar as reações adversas; ▪ Elaborar termo de consentimento informado; ▪ Material adequado e dominar a técnica. 19 MANIPULAÇÃO DO PRODUTO ▪ Cuidados com o paciente na manipulação e preparo para uso de Toxina Botulínica Tipo A; ▪ Paciente pode estar sentado, inclinado ou deitado; ▪ Coloca-se anestésico tópico, por 15 minutos antes da aplicação; ▪ Limpa-se a área com soluções não alcoólicas; ▪ Marcar os locais de aplicações com caneta apropriada; ▪ Produto deve ter permanecido em geladeira entre 2 a 8 graus; ▪ A diluição deverá ser feita com solução de NaCL 0,9%; ▪ Utilizar seringa de insulin estéril e descartável (1ml); ▪ Pós diluição e utilização, retornar a geladeira e reutilizar no prazo de 72 horas. 20 DILUIÇÃO DO PRODUTO MATERIAL NECESSÁRIO: • Soro Fisiológico 0.9%; • Seringa 0,3 ml ou 5 ml; • Agulha aspiração; • Seringa 1ml resíduo zero; • Agulha lebel ou agulha de 30G 4mm (canhão roxo) DILUIÇÃO PARA 50U: • Aspirar 1 ml de soro fisiológico estéril; • Remover o vácuo do frasco da toxina com a agulha de aspiração; • Direcionar a agulha para as paredes do frasco e injetar vagarosamente 1 ml de soro fisiológico; • Homogenizar de maneira suave o frasco de toxina com o soro injetado; • Aspirar o conteúdo em 1 ml utilizando a seringa de 1 ml sem resíduo; • Encaixar a agulha de lebel na seringa sem resíduo; • Aplicar o produto. * Cada 0,02 ml (2 unidades de insulin) = 1 Unidade de toxina Botulínica. 21 DILUIÇÃO PARA 100U: • Aspirar 2 ml de soro fisiológico estéril; • Remover o vácuo do frasco da toxina com a agulha de aspiração; • Direcionar a agulha para as paredes do frasco e injetar vagarosamente 1 ml de soro fisiológico. • Homogenizar de maneira suave o frasco de toxina com o soro injetado; • Aspirar o conteúdo em 1 ml utilizando a seringa de 1 ml sem resíduo. • Encaixar a agulha de lebel na seringa sem resíduo; • Aplicar o produto. Cada 0,02 ml (2 unidades de insulin) = 1 Unidade de toxina Botulínica. DILUIÇÃO PARA 200U: • Aspirar 4 ml de soro fisiológico estéril; • Remover o vácuo do frasco da toxina com a agulha de aspiração; • Direcionar a agulha para as paredes do frasco e injetar vagarosamente 1 ml de soro fisiológico. • Homogenizar de maneira suave o frasco de toxina com o soro injetado; • Aspirar o conteúdo em 1 ml utilizando a seringa de 1 ml sem resíduo. • Encaixar a agulha de lebel na seringa sem resíduo • Aplicar o produto * Cada 0,02 ml (2 unidades de insulin) = 1 Unidade de toxina Botulínica. 22 ASPECTOS FUNDAMENTAIS 1 – O produto tem que estar em excelentes condições de armazenamento e dentro do prazo de validade. 2 – Certificar-se de que foi feita e devidamente documentada a tomada de história do paciente. 3 – Certificar-se de que o pacienteassinou o contrato e entendeu todos os seus termos, estando de acordo com os mesmos. 4 – Certificar-se de que o paciente assinou o termo de consentimento informado. 5 – Registrar com fotografias, todos os aspectos físicos prévios ao tratamento proposto. 6 – Certificar-se de que o paciente recebeu e entendeu as recomendações pós aplicação e que o mesmo assinou e lhe entregou o protocolo que comprova seu recebimento. 7 – Anotar na ficha clínica do paciente, os pontos de aplicação, a data e a quantidade de produto utilizado. 8 – Durante a consulta de retorno, fotografar o resultado e registrar as considerações do paciente. APRESENTAÇÃO DA FICHA DE ANAMNESE DADOS CADASTRAIS: Nome, RG, CPF, idade, nascimento, sexo, endereço, nacionalidade, naturalidade, profissão, estado civil, e-mail, telefone, como nos conhece? HISTÓRIA MÉDICA: - Você está tomando algum medicamento? Qual (is) - Você está fazendo algum tratamento medico atualmente? 23 - Já esteve internado? Há quanto tempo? Por qual motivo? - É alérgico a algum medicamento, substância, alimento? Qual (is)? - Já tomou anestesia? Teve alguma reação? - Tem algum problema de saúde? - É hipertenso (a)? Toma algum medicamento para controle? - Tem algum problema renal? - Tem algum problema hepático (fígado)? - É diabético? Toma medicação? - Tem algum problema referente à coagulação sanguínea? - É portador de alguma doença infectocontagiosa? - Tomou antitetânica recentemente? - Existe alguma informação que você julgue relevante citar? ASPECTOS MERCADOLÓGICOS O que os clientes desejam do setor de serviços? Kotler – Satisfação do cliente consiste na sensação de prazer ou desapontamento resultante da comparação do resultado percebido de um serviço em relação às expectativas do comprador. INSATISFEITOS - SATISFEITOS - ENCANTADOS RELAÇÃO ENTRE VALOR X CUSTO Valor total do serviço tem que ser maior que o custo total do serviço. Custo total do serviço não é somente o custo monetário do mesmo. CT = Custo monetário + custo do tempo + custo da energia física + custo psíquico. VT = Valor do produto + Valor dos serviços + Valor do pessoal + valor da imagem 24 CÁLCULO DO CUSTO MONETÁRIO DO PRODUTO • Ampola PROSIGNE………………………… R$ 783,00 **** 100 U • 1 U PROSIGNE …………………………..…. R$ 7,83 EXEMPLO: - Frontal, Glabela e orbicular dos olhos ……………………50 U - Custo do produto……………………………………….…………. R$ 7,83 X 50 = R$ 391,00 - Cobra-se em media R$ 900,00 ou mais. ANATOMIA DOS MÚSCULOS DA FACE 25 MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO: ORIGEM, INSERÇÃO E FUNÇÃO Músculo Temporal Inserção: ápice e face medial do processo coronóide da mandíbula. Função: oclusão e retrusão da mandíbula. Músculo Masseter Inserção: face externa do ângulo da mandíbula, tuberosidade massetérica e ramo da mandíbula. Função: oclusão da mandíbula Origem: osso temporal abaixo da linha temporal inferior e lâmina profunda da fáscia temporal. Origem: arco zigomático. 26 Músculo Pterigóideo Medial Inserção: face medial do ângulo da mandíbula, tuberosidade pterigóidea. Função: oclusão da mandíbula. Músculo Pterigóideo Lateral Inserção: cabeça do côndilo da mandíbula e face anterior do disco articular. Função: lateralização, abertura e protrusão da mandíbula Origem: fossa pterigóidea e lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide. Origem: face temporal da asa maior do esfenóide e superfície externa da lâmina lateral do processo pterigóide. 27 MÚSCULOS DA MÍMICA FACIAL ORIGEM, INSERÇÃO E FUNÇÃO Os músculos da expressão facial estão situados na fáscia superficial da face, geralmente originam-se de um osso ou da fáscia e fixam-se na derme. A contração destes músculos é capaz de mexer a pele e mudar as expressões faciais. Músculo Epicrânio Formado por dois músculos: Músculo Occiptofrontal e Músculo Temporoparietal, reunidos por uma aponeurose intermediária: gálea aponeurótica ou aponeurose epicraniana. Músculo Occiptofrontal Ventre Occipital Origem: aponeurose epicraniana ou gálea aponeurótica; Inserção: linha nucal suprema, região occipital; Função: puxa a pele da fronte para cima, elevando os supercílios e dobrando a pele da fronte em sulcos horizontais. Ventre Frontal Função: quando atuam em conjunto tracionam para trás o couro cabeludo, elevando podem agir isoladamente elevando somente os supercílios, de um ou ambos os lados. 28 Estende-se desde o osso frontal até o occipital, recobrindo toda a calota craniana. Possui dois ventres: o occipital e o frontal. Origem: aponeurose epicraniana ou gálea aponeurótica Inserção: pele e músculos da região orbitária (orbicular e corrugador) Músculo Temporoparietal Localizado lateralmente sobre o Músculo Temporal e sua fáscia. Origem: fáscia temporal e pele da região temporal Inserção: borda lateral da aponeurose epicraniana. Função: movimenta o couro cabeludo e traciona a pele das têmporas para trás. Atua em conjunto com o Occiptofrontal para enrugar a fronte e ampliar os olhos na expressão de medo ou horror. 29 30 Gálea aponeurótica ou aponeurose epicraniana De cada lado ela recebe a inserção do Músculo Temporoparietal e se une a fáscia temporal que reveste a região. Músculo Orbicular do olho Contorna toda a circunferência da órbita, dividindo-se em três porções: orbital, lacrimal e palpebral. Inserção: circunda a órbita como um esfíncter. Função: fecha as pálpebras, comprime o saco lacrimal. Reveste a parte superior do crânio unindo os ventres frontal e occipital do Músculo Occipitofrontal. Origem: porção orbital – parte nasal do osso frontal; porção lacrimal – crista lacrimal posterior; porção palpebral – ligamento palpebral medial. 31 Músculo Orbicular da boca Inserção: pele e mucosa dos lábios, septo nasal. Função: comprimem os lábios contra os dentes, fecha a boca e protrai os lábios. Músculo Levantador do lábio superior Inserção: lábio superior Função: levanta o lábio superior Origem: quase todo cutâneo; fossas incisivas da maxilla e da mandíbula. Origem: margem infra orbital da maxilla. 32 Músculo Levantador do lábio superior e da asa do nariz Inserção: cartilagem alar maior, pele do nariz e lábio superior Função: levanta o lábio superior e dilata a narina. Músculo Zigomático menor Inserção: lábio superior Função: auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial. Origem: processo frontal da maxila Origem: osso zigomático 33 Músculo Zigomático maior Inserção: ângulo da boca (comissura labial) e lábio superior Função: leva para cima e para fora a comissura labial, dando a boca conformação arqueada (ato de sorrir). Músculo Levantador do ângulo da boca Inserção: ângulo da boca Função: eleva o ângulo da boca Origem: osso zigomático. Origem: fossa canina da maxilla. 34 Músculo Risório Inserção: ângulo da boca. Função: retrai o ângulo da boca lateralmente (expressão de riso forçado). Músculo Bucinador Inserção: ângulo da boca. Função: distende a bochecha e a comprime de encontro aos dentes; retrai o ângulo da boca. (assobiar e soprar). Origem: pele da bochecha e fáscia Massetérica. Origem: processos alveolares da maxila acima da Mandíbula. 35 Músculo Depressor do ângulo da boca Inserção: ângulo da boca Função: abaixa o ângulo da boca (expressão de tristeza) Músculo Depressor do lábio inferior Inserção: lábio inferior. Função: abaixa o lábio inferior lateralmente (expressão de ironia). Origem: base da mandibula. Origem: base da mandíbula, acima da origem do depressor do ângulo da boca. 36 Músculo Mentoniano ou mentual Inserção: pele do mento Função: everte (revira para fora) o lábio inferior e enruga a pele do mento Músculo Platisma Inserção: pele do pescoço. Função: enruga a pele do pescoço. Origem: fossa Mentoniana. Origem: base da Mandíbula. 37 Músculo Prócero Inserção: pele da glabella. Função: puxa a pele da glabela para baixo. Músculo Depressor do lábio inferior Inserção: peleda extremidade lateral do supercílio. Função: puxa o supercílio medialmente para baixo. Origem: Osso nasal. Origem: margem supra-orbital do frontal. 38 Músculo Nasal Formado por duas porções: uma transversa que comprime o nariz e outra alar que dilata o nariz. Inserção: cartilagem nasal lateral e asa do nariz. Função: compressão e dilatação da narina. Músculo Depressor do septo nasal Inserção: cartilagem do septo e cartilagem alar maior Função: abaixa as asas do nariz, estreitando as narinas Origem: eminências caninas da maxila e eminências incisivas laterais. Origem: eminências incisivas laterais 39 RUGAS A ruga é um sinal de envelhecimento que promove a redução da espessura da pele devido a dois mecanismos básicos: a perda de colágeno - responsável pela sustentação da pele - e o aumento das atividades dos músculos - causando as famosas linhas de expressão e pés de galinha, por exemplo. Ela tem dois principais estágios, já que o processo acontece de forma progressiva. O primeiro deles é a ruga dinâmica, que só aparece com o movimento e o Segundo é a ruga estática, que fica visível sem a necessidade de expressão facial. FATORES QUE INCLUENCIAM AS RUGAS ▪ Exposição solar; ▪ Genética; ▪ Tabagismo; ▪ Atividades ocupacionais. REGIÃO FRONTAL • Em média aplica-se 2 U de Toxina a cada ponto. Tentar demarcar entre 12 a 15 ponto de aplicação. • Direção da agulha 90 graus. Perguntar ao paciente se deseja arquear a sobrancelhas, pois se a resposta for SIM, distribuir os pontos de aplicação formando um “V”. 40 COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. - Arqueamento excessivo das sobrancelhas – “Malévola” - Ptose da pálpebra superior – Infiltração no sentido descendente do elevador da pálpebra. Não aprofundar as aplicações. - Ptose das sobrancelhas, deve-se respeitar o limite de 1cm da borda da órbita. - Diplopia (difusão intra órbita – músculos retos laterais. CORREÇÕES No ponto mais alto do arqueamento da sobrancelha deve-se traçar uma linha até a inserção capilar e injetar 2 U de toxina no meio dessa linha de cada lado, mesmo que somente uma sobrancelha esteja arqueada. O ponto mais alto da aplicação deverá ser feito na linha média pupilar. Se o paciente NÃO desejar arquear as sobrancelhas, distribuir os pontos de aplicação em todo o músculo em forma de “quadrado”. 41 LIFTING DE SOBRANCELHAS Indicado em casos de ptose de sobrancelhas para elevar a lateral das sobrancelhas. Em média aplicar 5 unidades de toxina botulínica em dois pontos, traçando uma linha que tangencia a lateral da íris, 1 cm acima da margem supraorbital. REGIÃO DA GLABELA A glabela é o local do encontro dos arcos superciliares no osso frontal, anterior ao seio frontal, formada pelos músculos prócero e corrugadores do supercílio; Foi a primeira área autorizada pela FDA o tratamento estético com Toxina Botulínica; A área da glabela também é indicada para o tratamento de blefaroespasmos e cefaleias, além do tratamento das rugas. Nessa área forma-se o popular “11”. COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Ptose Palpebral (quando se atinge o musculo elevador da pálpebra superior). Em média aplica-se de 5 Unidades de toxina botulínica em cada musculo corrugador do supercílio e 5 U de toxina no musculo corrugador (manter o musculo entre os dedos durante a aplicação para evitar difusão e não aprofundar a agulha). 42 ORBICULAR DO OLHO Área localizada lateral a cavidade orbital, deve-se pedir para o paciente fechar os olhos com força para melhor localização. COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Ptose Palpebral: Uma dica é manter um dedo na borda lateral da margem da órbita, não aprofundar a agulha. RUGAS INFRAORBITAIS Em média aplicar 2 unidades de toxina botulínica no meio do encontro das linhas: rima lateral da órbita e linha médio pupilar. A aplicação deverá ser intradérmica, 0,5 cm inferior a margem infraorbital com a direção da agulha em 145 graus. Não aprofundar a agulha (usar agulha de lebel 4mm). Em média, aplica-se 2 Unidades de toxina botulínica no ponto central localizado1 cm da margem orbital, aplica-se 2 U de toxina em cada um dos outros 2 pontos, sendo um ponto superior e outro ponto inferior. 43 COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Pacientes com bolsas infraorbitárias proeminentes, esclera aparente (lagoftalmo), histórico de cirugia prévia na região, “SNAP TEST”acima de 3 segundos, e ectrópio (eversão da pálpebra inferior). O SNAP TEST é um teste clínico responsável por avaliar o tônus da pálpebra (verificação de flacidez). Com os dedos, puxa-se a pálpebra na direção da abertura dos olhos, segura-se por 10 segundos e em seguida soltar. Avaliar o tempo de retorno a sua posição original. RUGAS NASAIS Área localizada no dorso do nariz (supra tip), aplicar 2 unidades de toxina botulínica no ponto central e outras 2 unidades em cada ponto lateral. Pedir para o paciente fazer a mímica do “coelho”. Também conhecida como a técnica “BUNNY LINES”, tem como músculo alvo o musculo nasal. COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Não tem resultados satisfatórios quanto as demais técnicas supracitadas. Utilizar agulha de lebel e aplicar de forma perpendicular ao musculo superficial. 44 PLATISMA Aplicar em média 20 unidades de toxina botulínica distribuídas na região de bandas anteriores do musculo platisma. Nass duas bandas platismais anteriores aplicar 2 unidades por ponto, sendo 5 pontos equidistantes 1,5 cm. ZONAS DE SEGURANÇAS COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Bandas visíveis durante o repouso o procedimento é contra indicado, pois podem piorar o aspecto. • Margem Medial – 1 cm lateral da traquéia; • Margem Lateral – As linhas das comissuras orais; • Margem superior – 2 cm Abaixo da mandíbula; • Margem inferior – 4 cm acima da clavícula. 45 PLATISMA POSTERIOR Técnica conhecida como “NEFERTITI LIFT”- Descrita em 2007, essa técnica é utilizada para melhorar o aspecto do angulo da mandubula, deixando-a mais nítida ao levantar os cantos da boca. COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Sorriso assimétrico (raro) - Contra indicado em Pacientes com muita gordura submentual, platisma enfraquecido sem nenhuma banda em destaque. DEPRESSOR DO ÂNGULO DA BOCA E MENTONIANO Aplicar em média 3 unidades de toxina botulínica em cada ponto, sendo os pontos bilaterais localizados abaixo da comissura labial e em região de tubérculo mentual. Indicados para melhorar aspecto de celulite do queixo e aspecto de boca caída. Deve-se aplicar em média 30 unidades de toxina botulínica distribuídas no dois lados, sendo que 3 unidades de toxina por ponto, composto por 5 pontos cada lado da mandíbula. Aplicar de forma intradermica no sentido do ângulo da mandíbula. 46 DTM (DISFUNÇÃO TEMPORO MANDIBULAR) E BRUXISMO As causas da DTM são multifatoriais, sendo que as mais incidentes são relacionadas ao stress, má posição dentária etc. Os músculos envolvidos são o Masseter e o Temporal. No Musculo masseter deve-se aplicar 20 unidades de toxina botulínica cada lado, distribuídas em 4 pontos em média, com a agulha longa (7mm) bem profunda na área mais centralizada do músculo (ela “salta”na oclusão). No músculo temporal deve-se aplicar em média 20 unidades de toxina botulínica cada lado, distribuídas entre os ventres anterior e médio do músculo temporal, com agulha de 4 mm. SORRISO GENGIVAL A exposição excessiva da gengiva ao sorrir acomete 35% da população e além da cirurgia a toxina botulínica pode controlar, diminuindo assim a exposição excessiva da gengiva. COMPLICAÇÕES Complicações quanto a técnica de aplicação da toxina. Assimetria unilateral e induzir ao enfraquecimento exagerado do músculo elevador do lábio superior. Aplicar em média 3 unidades de toxina Botulínica ao lado da Asado nariz para relaxar os músculos elevador do lábio superior e Asa do Nariz, fazendo assim com que eles percam forças para levantarem no sorriso excessivo. 47 HIPERIDROSE A Toxina Botulínica diminuirá a sudorese nos locais aplicado, sendo indicada na região de axilas, plantas dos pés e palmas das mãos. Aplicar em média 40 unidades de toxina botulínica por área tratada, sendo que deverá ser distribuída em 20 pontos de aplicação (2 unidades de toxina por ponto). INDICAÇÕES OFF-LABEL Atualmente a Toxina Botulínica está sendo estudada em diversas áreas da cosmiatria, com resultados surpreendentes e promissores. Tais como: • Psoríase; • Rosáceas; • Cicatrizações de feridas e queloides; • Coto de amputações e síndrome do membro fantasma; • Depressão; • Nevralgia do trigemio; • Vulvodinia; • Fissura anal. 48 PROLONGAMENTOS DOS EFEITOS Existem diversas formas de prolongar os efeitos, desde a diminuição excessiva ao sol, uso mais intenso de filtro solar, uso de óculos escuro e óculos para leitura, dietas alimentares e remédios manipulados, sendo que indicado para manipulação: • Sinactase Fitase......................3000UI • Ácido Hialurônico...................25mg • Zinco ......................................10mg Posologia: Tomar uma dose 2 vezes ao dia. Iniciar 5 dias antes do uso da TBA e mantenha o uso até 1 semana após o procedimento de aplicação. TOLERÂNCIA IMUNE À TBA Pode ocorrer uma falta de resposta primária à TBA: • Susceptibilidade individual; • Erro de diagnóstico; • Dose incorreta; Pode ocorrer falta de resposta secundária à TBA: • Aplicação da segunda dose antes do tempo (16 semanas – evitar retoques); • Doenças autoimunes; • Anticorpos neutralizantes; • Exposição a vacina Antitetânica; • Características do produto; 49 INDICAÇÕES PARA MELHORES RESULTADOS • Estabelecer doses adequadas, a fim de se obter o máximo de efeito com o mínimo de toxina botulínica; • Diluição adequada; • Armazenamento da TBA adequado; • Não ultrapassar 80 Unidades de TBA por aplicação; • Respeitar o tempo mínimo de 16 semanas para reaplicar TBA. COMPLICAÇÕES PÓS APLICAÇÃO Como já citado anteriormente as complicações estão diretamente relacionadas com o uso da técnica de aplicação. Podendo ocorrer: • Hematomas; • Edema; • Cefaléia; • Assimetrias; • Ptoses. CUIDADOS PÓS APLICAÇÃO • Evitar deitar e abaixar a cabeça por 6 horas; • Não massagear a área aplicada; • Não fazer uso de cosméticos no primeiro dia; • Evitar fazer mímica forçada; 50 PREENCHEDORES FACIAIS HISTÓRICO Em 1934, iniciou-se o estudo de uma molécula versátil, o ácido hialurônico, no laboratório de Bioquímica do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Columbia, onde Karl Meyer e seu assistente, John Palmer, descreveram o procedimento para isolamento desta substancia, até então desconhecida, a partir do humor vítreo bovino. Na década subsequente, Meyer e colaboradores se dedicaram a isolar o AH presente na pele, articulações, cordão umbilical e crista de galo. Em 1937, Kendall, Heidelberger e Dawson observaram semelhança entre um polissacarídeo da capsula de bactérias do gênero Streptococcus do grupo A hemolítica e o AH, dando inicio assim ao estudo do AH de origem microbiana. Só em 1950, Meyer e seus ajudantes determinaram a estrutura do AH e suas propriedades. A nomenclatura desta biomolécula resultou da junção entre o termo grego hialoide, que significa vítreo, e acido urânico, que é a denominação de uma das moléculas de monossacarídeo que o compõem. Atualmente, o AH é classificado como hialuronato por estar presente na natureza ou em condições fisiológicas, na forma de um poliânion e não na forma de ácido. 51 ÁCIDO HIALURÔNICO: COMPOSIÇÃO O ácido hialurônico é um polissacarídeo composto de unidades dissacarídicas de ácido D-glicurônico (GlcUA) e N-acetilglicosamina (GlcNAc) unidas alternadamente por ligações glicosídicas β-1,3 e β-1,4. Esse polissacarídeo é encontrado naturalmente nos tecidos conjuntivos de mamíferos e pode ser extraído do fluido sinovial (ou seja, um líquido transparente e viscoso presente nas cavidades articulares e bainhas dos tendões), na pele, nos tendões, no corpo vítreo dos olhos, no cordão umbilical e da crista de galo. Também pode ser obtido a partir da fermentação de bactérias, que causa menos alergias em pessoas hipersensíveis do que a extraída dos animais. Além disso, o AH é utilizado no tratamento de disfunções articulares, na prevenção de aderências causadas por cirurgias abdominais e nas cirurgias oftalmológicas. A solução de AH tem consistência gelatinosa, alta viscoelasticidade e alto grau de hidratação por causa de suas características estruturais da molécula. Quando ele é incorporado a uma solução aquosa neutra ocorrem ligações por pontes de hidrogênio entre as moléculas de água, os grupos carboxila e N-acetil, conferindo ao polímero capacidade de retenção de água e dureza conformacional, que limita a sua flexibilidade . Assim devido as suas excepcionais propriedades físicas, o ácido hialurônico desempenha um papel predominante na estrutura e organização da derme e ajuda a garantir a flexibilidade e a firmeza da pele. É o melhor e mais seguro peenchedor, pois além de totalmente biocompatível, é reversível. 52 APRESENTAÇÃO DO ÁCIDO HIALURÔNICO PRINCIPAIS MARCAS COMERCIAIS Princess – Croma Restylane – Q-Med Juvéderme – Allergan Rennova – Bergamo 53 OUTRAS SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS NO PREENCHIMENTO FACIAL • Silicone Líquido; • Gordura Autógena; • Hidroxiapatita de Cálcio; PMMA O polimetilmetacrilato é um produto utilizado na medicina há mais de 70 anos. Suas aplicações são diversas, como composição do cimento ósseo, lente intra ocular, na resina do dente, no material para fechamento de calota craniana, e muitos outros. Hoje, o PMMA tem sido uma opção no preenchimento de lipodistrofia – causada em pacientes HIV positivo-, no preenchimento facial, bioplastia de mento, bioplastia de maça do rosto (malar), bioplastia para o contorno mandibular, bioplastia dos lábios, região frontal sulcos nasolabial (bigode chinês) e sulco labiogeniano, bioplastia de rugas e bioplastia para correção de cicatrizes. No Brasil apenas 3 produtos são autorizados pela ANVISA: • ARTECOLL – importado; • Ácido Polilático; • Polimetil Metacrilato (PMMA). • METACRILL e LINEASAFE – nacionais. 54 HIDROXIAPATITA DE CÁLCIO A Hidroxiapatita de cálcio é um composto absorvível pelo organismo com as mesmas características de dentes e ossos humanos. Tem como componentes principais o fosfato e cálcio, importantes para a formação proteica no organismo. É composto por micro-esferas suspensas em gel aquoso usado para a aplicação em preenchimentos faciais temporários absorvíveis pelo organismo. O preenchimento com Hidroxiapatita de cálcio é usado para quem deseja ou precisa realizar o preenchimento facial com resultados mais duradouros e tem dúvidas quanto a preenchimentos definitivos e permanentes uma vez que, o produto permanece por no máximo 3 anos no organismo, estimulando a formação de colágeno na região progressivamente. 55 SCULPTRA - ÁCIDO POLILÁTICO O Sculptra é um tratamento à base de ácido polilático (PLLA) que trabalha profundamente dentro da pele para ajudar a estimular a produção de colágeno. Ao contrário dos preenchedores de ácido hialurônico, o Sculptra ajuda a estimular a produção de colágeno natural da própria pele. HISTÓRICO O ácido poli-lático foi aprovado na Europa como preenchedor em 1999, com o nome comercial de New-Fill. (Biotech Industry SA).8 Em 2004, foi aprovado pela agência Food and Drug Administration para tratamento da lipoatrofia associada ao HIV, com o nome de Sculptra. (Dermik Laboratories, Sanofi Aventis, USA); 56 Em 2009, a indicação foi expandida para tratamentos com finalidade estética em pacientes imunocompetentes. Até 2006, mais de 150.000 pacientes já haviam sido tratados com o ácido poli-lático em mais de 30 países. O produto está disponívelno Brasil há cerca de 13 anos. Danny Vleggaar reportou em 2006 sua experiência no tratamento de mais de 2.000 pacientes. Desde então, numerosos estudos têm sido publicados atestando a segurança, eficácia e longevidade dos resultados obtidos com o ácido poli-lático. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS O ácido poli-lático, a forma cristalina do ácido polilático é um polímero sintético injetável da família dos alfa-hidroxiácidos, ele é biocompatível e biodegradável, com propriedade de auto-organização e formação de micelas coloidais em meio aquoso; o polímero é utilizado há muitos anos em fios de sutura absorvíveis e em nanopartículas para controle de liberação de fármacos. O produto é apresentado como pó liofilizado em frasco estéril contendo manitol não pirogênico, que melhora a liofilização das partículas, croscarmelose, um agente emulsificante que mantém a distribuição das partículas após a reconstituição, e micropartículas de ácido poli-lático de 40 a 63 micrômetros de diâmetro. O tamanho das partículas é grande o bastante para evitar a fagocitose pelos macrófagos ou a passagem através das paredes capilares, para permitir sua aplicação por agulhas de calibre 26 G. 57 MECANISMO DE AÇÃO O ácido poli-lático é um bioestimulador de colágeno. Seus efeitos clínicos se devem ao estímulo de uma resposta inflamatória controlada desejada, que leva à lenta degradação do material e culmina com a deposição de colágeno no tecido. Uma vez injetado na pele, ocorre resposta inflamatória local subclínica, com recrutamento de monócitos, macrófagos e fibroblastos. Uma cápsula é formada em torno de cada microesfera individualmente. à medida que o ácido poli-lático é metabolizado, permanece a deposição aumentada de colágeno produzida pelo fibroblasto, com consequente aumento da espessura dérmica. A fibroplasia é, portanto, determinante dos resultados cosméticos, mas não há evidência de fibrose residual. A produção de colágeno do tipo I começa cerca de 10 dias após a aplicação e continua durante período que varia de oito a 24 meses, enquanto o produto é degradado e a resposta inflamatória subclínica esmaece. O ácido poli-lático é degradado por hidrólise, seguida pelo processo de oxidação do .cido l.ctico, que por sua vez é convertido em ácido piruvico. Na presença da acetil coenzima A, ocorre liberação de CO2 e, consequentemente, decomposição em citrato, que é incorporado ao ciclo de Krebs e resulta na formação de CO2 e água, podendo sua eliminação ser feita através da urina, fezes e respiração. Nenhuma quantidade significativa de resíduos da degradação é encontrada em órgãos vitais, e o produto é completamente eliminado em cerca de 18 meses. 58 MANIPULAÇÃO DO PRODUTO IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DO MECANISMO DE AÇÃO O mecanismo de ação do ácido poli-lático tem importantes implicações práticas, incluindo a forma de aplicação, a otimização dos resultados e a minimização dos efeitos adversos do produto. As diferenças técnicas entre seu uso como bioestimulador e o uso dos preenchedores faciais são pequenas, porém cruciais para a segurança e o sucesso nos resultados. Após aplicação do ácido poli-lático, o volume injetado promove mudança prontamente observável que permanece durante dois ou três dias, até a completa absorção do diluente, o que permite avaliação prévia dos resultados futuros. A seguir, o mecanismo de ação bioestimulador do ácido poli-lático permite a correção de sulcos faciais e rugas, através da produção de colágeno, com aumento gradual do volume tecidual. Como os resultados podem não ser evidentes durante semanas após a aplicação, é importante esperar a resposta biológica que acontece entre as aplicações, e o uso de tratamentos adicionais Deixar o ácido polilático em repouso por 12 horas, depois deve-se agitar vigorosamente antes da aplicação. A duração do produto pode-se chegar a 24 meses. No inicio a sensação é de um corpo estranho com decaimento gradual e aumento na produção de colágeno. 59 deve ser feito em intervalos de pelo menos quatro semanas, para que não haja hipercorreção. O tempo de resposta e o grau de correção dependem basicamente de características de cada paciente e variam de acordo com a idade, o sexo, a qualidade da pele, o fototipo e a alimentação. Cada tratamento com ácido poli- lático levarão à formação de colágeno, e a magnitude também depender. da concentração e do volume utilizados, que devem ser individualizados. As injeções subsequentes promovem a estimulação contínua da resposta tecidual, com deposição de nova matriz extracelular e de colágeno, resultando na restauração do volume e na melhora do contorno facial. LOCAIS DE APLICAÇÃO No terço superior da face: - o ácido poli-lático não deve ser aplicado nas regiões frontal e periorbital, por serem áreas de musculatura hiperdinâmica. Na fossa temporal, deve-se atentar para a artéria temporal superficial, que se encontra no nível da fáscia temporal. A seleção de locais de aplicação dinamicamente estáveis, com espessura dérmica suficiente para permitir profundidade apropriada de injeção, pode ajudar na obtenção de resultados mais favoráveis. 60 A aplicação nessa area deve ser preferencialmente supraperiostal, por ser um plano mais seguro, em bólus de 0,3ml.16 O terço médio da face é área comum de perda de projeção e volume. A projeção da face é dada principalmente pelo suporte ósseo do maxilar e do arco zigomático. No envelhecimento, a reabsorção dessas estruturas ósseas pode ser corrigida com aplicação do ácido poli-lático no plano supraperiostal. Podem ser feitos de um a quatro bólus, de acordo com a necessidade, com distância de meio a 1cm entre eles. A reabsorção da fossa piriforme durante o envelhecimento tem como consequência a acentuação do sulco nasolabial, o aumento da distância entre a columela e o lábio superior, e a queda da ponta nasal. O restabelecimento desse suporte é feito com aplicação do ácido poli-lático em bólus (0,3 a 0,5ml/bólus) no plano supraperiostal, que é o mais seguro para a fossa piriforme, uma vez que a artéria angular se superficializa nessa região. Os compartimentos superficiais de gordura do terço médio da face são o coxim nasogeniano PÓS-PROCEDIMENTO O massageamento da área tratada é ponto fundamental na aplicação do ácido poli-lático, garantindo a distribuição uniforme do produto e melhores resultados. Recomenda-se a utilização de clorexidina a 2% degermante, pelo efeito antisséptico e facilitação da massagem. O paciente deve ser orientado a lavar bem as mãos e a face, e massagear a área de aplicação duas a três vezes ao dia, durante cinco minutos, sete dias seguidos, com a utilização de cremes emolientes para minimizar o atrito durante a massagem. 61 FREQUÊNCIA E NÚMERO DE APLICAÇÕES A quantidade de produto utilizada depende da necessidade de cada paciente, de acordo com o grau de envelhecimento. Pacientes mais novas ou com rostos mais volumétricos geralmente precisam de menos sessões e menor quantidade total de produto. De forma prática, para o planejamento do número de frascos necessários para o tratamento inteiro (três sessões), consideramos um frasco por década de vida, a partir de 30 anos. Assim, um paciente de 30 anos necessitar de três frascos, um de 40 anos, de quatro frascos, e assim sucessivamente. Por sessão, a maioria dos pacientes deve receber o conteúdo de um a dois frascos (meio a um frasco de cada lado). É importante assegurar a distribuição uniforme do produto em cada região tratada; a injeção não deve ser concentrada num foco em particular ou variar conforme defeitos cosméticos específicos. O tratamento pode continuar até que o paciente esteja satisfeito com os resultados, algo que ocorre em geral depois de três a cinco sessões. A regra “tratar, esperar e avaliar” deve ser usada para guiar as injeções subsequentes. A recomendação usual é programar uma reavaliação para possível novo tratamento entre quatro e seis semanas após a primeira aplicação.O tratamento de manutenção é realizado normalmente um ano após o término do tratamento inicial. Nessas sessões, menor quantidade de ácido poli-lático e menos aplicações (frequentemente uma ou duas) serão geralmente necessárias. 62 PRÉ REQUISITOS PARA TRABALHAR COM ÁCIDO HIALURÔNICO O QUE É PRECISO CONHECER PARA UTILIZAR A TÉCNICA? • Anatomia descritiva e topográfica da face e regiões adjacentes; • Anamnese Detalhada; • Conhecer as especificações técnicas do PRODUTO (manipulação e armazenamento do produto); • Conhecer as áreas de atuação, respaldadas em lei; • Conhecer o protocolo de utilização do produto; • Conhecer as indicações e contra indicações, além de saber tratar as reações adversas; • Elaborar termo de consentimento informado; • Material adequado e dominar a técnica. 63 MANIPULAÇÃO DO PRODUTO • Cuidados com o paciente na manipulação e preparo para uso do Ácido Hialurônico; • Paciente pode estar sentado, inclinado ou deitado; • Realizar anesthesia local e/ou infiltrative através dos botões anestésicos; • Limpa-se a area com soluções não alcoólicas; • Marcar os locais de aplicações com caneta apropriada; • Produto deve ter permanecido em geladeira em temperatura ambiente; • Utilizar a própria seringa e agulha fornecido pelo fabricante (1ml). ASPECTOS FUNDAMENTAIS 1 – O produto tem que estar em excelentes condições de armazenamento e dentro do prazo de validade; 2 – Certificar-se de que foi feita e devidamente documentada a tomada de história do paciente; 3 – Certificar-se de que o paciente assinou o contrato e entendeu todos os seus termos, estando de acordo com os mesmos; 4 – certificar-se de que o paciente assinou o termo de consentimento informado; 5 – Registrar com fotografias, todos os aspectos físicos prévios ao tratamento proposto; 6 – Certificar-se de que o paciente recebeu e entendeu as recomendações pós aplicação e que o mesmo assinou e lhe entregou o protocolo que comprova seu recebimento; 7 – Anotar na ficha clínica do paciente, os pontos de aplicação, a data e a quantidade de produto utilizado; 8 – Durante a consulta de retorno, fotografar o resultado e registrar as considerações do paciente. 64 APRESENTAÇÃO DA FICHA DE ANAMNESE DADOS CADASTRAIS: Nome, RG, CPF, idade, nascimento, sexo, endereço, nacionalidade, naturalidade, profissão, estado Civil, e-mail, telefone, como nos conhece? HISTÓRICO MÉDICO: - Você está tomando algum medicamento? Qual (is) - Você está fazendo algum tratamento medico atualmente? - Já esteve internado? Há quanto tempo? Por qual motivo? - É alergico a algum medicamento, substância, alimento? Qual (is)? - Já tomou anesthesia? Teve alguma reação? - Tem algum problema de saúde? - É hipertenso (a)? Toma algum medicamento para controle? - Tem algum problema renal? - Tem algum problema hepático (fígado)? - É diabetic? Toma medicação? - Tem algum problema referente à coagulação sanguínea? - É portador de alguma doença infecto-contagiosa? - Existe alguma informação que você julgue relevante citar? 65 ASPECTOS MERCADOLÓGICOS O que os clientes desejam do setor de serviços? Kotler – Satisfação do cliente consiste na sensação de prazer ou desapontamento resultante da comparação do resultado percebido de um serviço em relação às expectativas do comprador. INSATISFEITOS SATISFEITOS ENCANTADOS RELAÇÃO ENTRE VALOR X CUSTO Valor total do serviço tem que ser maior que o custo total do serviço. Custo total do serviço não é somente o custo monetário do mesmo. CT = Custo monetário + custo do tempo + custo da energia física + custo psíquico. VT = Valor do produto + Valor dos serviços + Valor do pessoal + valor da imagem. CÁLCULO DO CUSTO MONETÁRIO DO PRODUTO - 1 seringa de 1ml………………………… R$ 350,00 66 TÉCNICA DE APLICAÇÃO ➢ RETROINJEÇÃO: ANTERÓGRADA OU RETRÓGADA ➢ LOCALIZADA (BOLUS) OU ➢ MULTIPLA CAMADAS ➢ CROSS HATCHING ➢ LEQUE ➢ CÂNULA X AGULHA 67 ANESTESIA Deverá sempre anestesiar a região que será aplicado o ácido Hialurônico antes do procedimento de preenchimento. TIPOS DE ANESTESIA - Anestesia Intra Oral (bucal); . Bloqueio Infraorbitário; . Bloqueio Mentoniano; Primeiro devemos conhecer todos os aspectos anatômicos para que possamos realizar as técnicas anestésicas de forma correta. O Biomédico realizará a anestesia local através dos Botões Anestésicos. . Infiltrativas; - Anestesia Extra Oral (Bucal); . Botões Anestésicos (aplicação em papula); 68 ANESTESIA LOCAL A anestesia local é sem dúvida uma medida primordial que nos permite realizar uma série de procedimentos comuns. Existem diversos anestésicos que podemos usar afim de bloquear a dor de uma pequena região do corpo. Diferentes drogas apresentam diferentes limiares tóxicos, duração de efeito e tempo de latência. O agente mais usado no nosso meio é a lidocaína a 1% ou 2%, que pode estar associada à epinefrina, o que dobra o tempo do efeito do anestésico. Isto permite que infiltremos quantidades menores da droga, logo o risco de efeitos adversos é menor. É importante lembrar que os nervos periféricos encontram-se próximos da transição da derme e tecido subcutâneo, portanto devemos procurar injetar o anestésico nesta região de forma a minimizar a dor da própria injeção da anestesia. As contraindicações para a anestesia local são: • Instabilidade hemodinâmica; • Doença renal ou hepática grave (dependendo do anestésico usado). Já para infiltrações combinadas com a epinefrina as contraindicações são: • Feocromocitoma ou hipertireodismo não tratado (contraindicação absoluta); • Anestesia de extremidades, como dedos, ponta do nariz, orelha… (contraindicação absoluta); • Hipertensão não tratada; • Doença coronariana ou vascular periférica graves; • Gravidez; • Glaucoma de ângulo agudo; • Em pacientes que fazem uso de certas drogas tais como beta-bloqueadores e antidepressivos tricíclicos. • Alergia ao anestésico; • Distúrbio mental que possa mascarar os efeitos adversos da lidocaína. 69 AS POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES DECORRENTES DOS ANESTÉSICOS LOCAIS SÃO: • Equimoses; • Edema; • Infecção; • Lesão de nervo periférico; • Paralisia temporária de nervo motor; • Já as complicações sistêmicas ocorrem principalmente quando o anestésico é injetado na circulação: • Hipotensão; • Bradicardia; • Depressão/estimulação do sistema nervoso (fala incompreensível, rebaixamento do nível de consciência, desorientação, tremor, agitação, fraqueza, convulsões, paralisias, coma, insuficiência respiratória, arritmias). PROCEDIMENTOS: A anestesia em si é muito simples. Com uma seringa agulhada, aspiramos o anestésico e infiltramos a região a ser anestesiada com alguns botões anestésicos de forma a bloquear os nervos daquela região. Lembrando que antes de injetarmos sempre aspiramos afim de verificar se algum vaso foi canulado. A parte mais complexa da anestesia é calcular a dose máxima que pode ser administrada. XNo caso da lidocaína, o máximo permitido é 4mg/Kg de peso. Na lidocaína a 1% temos 10mg da droga pra cada 1mL. Isto significa que um adulto de 60Kg não pode receber mais do que 24mL de solução anestésica. 70 VÁRIAS SÃO AS URGÊNCIAS QUE PODEM OCORRER NO CONSULTÓRIO. LISTAMOS AS 7 MAIS TEMIDAS PELOS PROFISSIONAIS DE ESTÉTICA AVANÇADA: 1.) DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA Esta pode ocorrer após a administração de anestésicos ou não, e pacientes obesos e gestante têm mais propensão a desenvolver esta condição em posição horizontal, devendo esta ser evitada nos tratamentos. 2.) TAQUIARRITMIA Esta condição acontece quando o pulso radial do paciente apresenta frequência cardíaca acima de 150 batimentos por minuto. Pode acontecer em decorrência de uma reação do sistema cardiovascular ao vasoconstritor presente em diversas soluções anestésicas, bem como uma reação à situação de estresse causado pelo medo do procedimento. 3.) PICO HIPERTENSIVO A aferição da pressão arterial é mandatória previamente a qualquer procedimento, e, na anamnese, deve-se pesquisarse o paciente é hipertenso. Caso o mesmo seja hipertenso, verificar quais medicações faz uso, bem como ser inquirido antes de qualquer procedimento sobre estar tomando a medicação de forma correta. 4.) LIPOTÍMIA Condição multicausal (fatores psicológicos influenciam bastante neste quadro) a qual ocorre devido a uma baixa perfusão sanguínea momentânea no cérebro. Pacientes com histórico de hipotensão e bradicardia são mais propensos (importância da anamnese) e ambientes com alta temperatura também contribuem para um episódio de lipotímia. 71 5.) SÍNCOPE (DESMAIO) Se não tratada a tempo, irá evoluir para um quadro de síncope. Este quadro se traduz com a perda de consciência do paciente, hipotensão (que pode ser grave com p.a. 60/40 mmhg) e bradicardia (frequência cardíaca inferior a 60 bpms). 6.) INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Condição grave que ameaça a vida, o paciente perde rapidamente a consciência e o socorro deve ser imediato. Ocorre quando as artérias coronárias não conseguem irrigar o músculo cardíaco, fazendo com que este entre em estado de isquemia, a qual leva à morte celular na área irrigada por essa coronária no miocárdio. Várias situações podem levar a um infarto agudo do miocárdio, como tromboembolismo, fibrilação atrial, problemas de condução elétrica no músculo cardíaco e etc. Pode ser precedida ou não por dor precordial (dor no peito), dor no abdômen, na mandíbula, no ombro e costas. 7.) CHOQUE ANAFILÁTICO Choque anafilático ou anafilaxia: condição gravíssima, com alto índice de mortalidade. É mediado pelo sistema imunológico (reação alérgica exacerbada), com liberação em todo corpo de altas quantidades de histamina de uma só vez, levando a uma falência do sistema circulatório e consequente isquemia tecidual, levando à morte celular. O choque anafilático tem início e evolução rápidos, devendo ser prontamente e corretamente tratado a fim de aumentar o prognóstico de sobrevida. 72 VOCÊ SABERIA LIDAR COM EMERGÊNCIAS CLÍNICAS QUE PODEM SER CAUSADAS PELA APLICAÇÃO DE ANESTESIA LOCAL NO SEU PACIENTE? Mesmo o profissional realizando uma anamnese rigorosa, não são raros os casos de complicações pós-administração de fármacos anestésicos locais, e diversas são as causas dessas urgências, uma vez que o fator psicológico ativando o sistema da adrenalina endógena por parte das glândulas adrenais em situação de estresse e suas consequências fisiológicas nos diversos sistemas do corpo. Logo, manter um ambiente e paciente calmos e relaxados é importante em qualquer procedimento, independente da administração ou não de anestesia local infiltrativa. Você sabe quais são as aparelhos e medicamentos que você deve ter na sua clínica para tratar tais emergências? 73 Conheça o nosso Curso Online TÉCNICAS DE ANESTESIA PARA PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS Juntamos as informações mais importantes e relevantes para o profissional da saúde estética, e incluímos tudo o que você precisa saber para se saber lidar com essas possíveis intercorrências. É importantíssimo e imprescindível para o profissional da área da saúde estética investir em conhecimento para que este possa fidelizar seu paciente através de autoridade e resultados, ajudando-o a minimizar os sinais de envelhecimento e encontrar o caminho de volta para sua própria beleza. 74 PREENCHIMENTO DO SULCO NASOGENIANO Profundidade da injeção A profundidade da injeção dependerá do local tratado e da profundidade dos sulcos nasogenianos e/ou labiogenianos e das rugas periorais A injeção poderá ser: • Muito superficial - linhas finas; • Superficial - rugas finas; • Média - rugas moderadas; • Profunda - rugas e sulcos profundos; • Muito profunda - remodelamento facial, volume. Recomenda-se fazer o preenchimento do SNG com uso cânulas. PROCEDIMENTOS: • Assepsia local; • Bloqueio Anestésico (infraorbitário) ou botão anestésico; • Pertuito ao lado da Asa do Nariz; • Injeção de 0,2ml de A.H. através de um “bolus”no plano supraperiosteal; • Pertuito no fim do SNG ao lado da boca (comissura labial); • Introduzir a canula em 45 graus até o “vazio”- SMAS 75 • SMAS: Sistema Subcutâneo Musculo-Aponeurótico, refere-se à estrutura de suporte da face. Esta camada facial de tecido conjuntivo envelopa os músculos da expressão facial. O SMAS é encontrado sob a pele entre a camada de gordura supercial e profunda. • Em paralelo levar a cânula ate a asa do nariz; • Fazer retroinjeção de 0,3ml de A.H. massagear após aplicação. COMPLICAÇÕES • Erro da técnica: Assimetria; • Edema simples comum (acompanhar); • Edema Exacerbado – Corticóides; • Hematoma, fazer uso de gelo e pomade Hirudóide; • Nódulos – Injeção superficial Corticóides ou hyaluronidase. PREENCHIMENTO MENTUAL Método utilizado para correções das linhas de marionetes, elevação da comissura labial e correção da linha mentual mediana. 76 Recomenda-se utilizar 1 ml através das técnicas em leque e retroinjeção. PREENCHIMENTO DE PAPILA INTERDENTAL Método utilizado para o preenchimento da gengiva triangular entre os dentes. “black space” ou “buraco negro”. Com o envelhecimento e demais fatores extrínsecos, haverá reabsorção óssea e consequentemente recessão da gengiva, ocasionando em perdas das papillas interdentais. A injeção poderá ser feita na gengiva livre, na gengiva inserida ou 2mm da crista da papilla. 77 MD CODES MD CODES é uma nova forma de aplicar os preenchedores faciais. Basicamente uma nova maneira de abordar o envelhecimento da face, usando maior quantidade de preenchimento com ácido hialurônico ( marcas como Juvederm , Restylane, Belotero, etc…). A perda de volume é um componente fundamental do processo de envelhecimento facial. MD CODES – Medical Codes for Fillers MD Codes – como envelhecemos Os fatores que contribuem para essa aparência envelhecida são: à redistribuição de gordura facial , dos coxins adiposos que preenchem a face, abaixo da pele; A remodelação óssea; Alterações na espessura de derme e subcutâneo (pele) outras alterações na composição dos tecidos e textura e cor da superfície da pele. 78 ÁREAS DE TRATAMENTO COM MD CODES A face pode ser dividida em unidades anatômicas separadas (ex. supercílios, malar, lábios, queixo, etc). Os MD Codes são uma série de pontos específicos (subunidades), localizados dentro de cada unidade facial, que serão usadas para guiar as aplicações. O MD Codes está baseado no principio de que as unidades faciais devem ser reconstruídas, ou tratadas, de modo arquitetônico. Cada ponto de aplicação é representado por uma combinação de letras e números. As letras representam a unidade anatômica e os números indicam a sequência em que as aplicações podem, potencialmente, ser realizadas. O ponto mais importante de aplicação em uma unidade anatômica em particular é representado pelo n° 1, e este deve ser geralmente o ponto inicial. O ponto de aplicação n° 3 é tipicamente em uma zona de alerta ou perigo maior, que requer maior cuidado na aplicação. Cada paciente terá uma sequência especifica e poderá ou não requerer todos os pontos de aplicação do MD Codes. Lembre-se sempre que cada paciente deve ser abordado e tratado individualmente. Os preenchedores faciais, ácido hialurônico, são eficazes e amplamente utilizados para as correções da perda volumétrica e alterações do contorno facial. Os preenchedores são também usados conferir suporte e estrutura ao rosto envelhecido. Sistematização dos preenchedores – Cerne do MD CODES 79 Sistematização dos preenchedores – Cerne do MD CODES MD Codes é uma sistematização para preenchimentos faciais para todas as idades e áreas do rosto. MD Codes, idealizado e desenvolvido pelo Dr. Maurício de Maio, brasileiro, se tornou uma ferramenta utilizada nos consultórios de alta performance no mundo todo. Exportado do Brasil para o mundo. MD CODES codifica maneiras suaves, harmônicas e seguras de preencher lábios, têmpora, testa, queixo e olheiras. 80 Os 8 pontos (8 points lift) são pontossimplificados do MD Codes e são fundamentais para reestabelecer o preenchimento e sustentação dos arcos faciais. • Ponto Lateral mais proeminente do arco zigomático; • Ponto no rebordo da órbita, na linha médio pupilar; • Ponto no início do sulco Nasojugal; • Ponto no sulco Nasogeniano ao lado da asa do nariz; • Ponto no final do sulco nasogeniano, ao lado da comissura labial; • Ponto na margem (borda) da mandíbula, região de linhas de marionete; • Ponto no ângulo da mandíbula; • Ponto de Ristow, formado pela convergência de uma linha que vai do tragus à comissura labial, e outra linha do bordo lateral da órbita até a comissura labial (ponto mais proeminente do zigomático). ANTES DEPOIS 81 3D LIPS PREENCHIMENTO LABIAL • Aceitação do Biomédico como profissional capacitado; • Satisfação; • Resultados Imediatos; • Poucas intercorrências; • Procedimento ouro; • Preenchimento recorrente; PROPORÇÃO FACIAL 82 PREENCHEDORES FACIAIS ÁCIDO HIALURÔNICO • O Ácido Hialurônico (HA) é um polímero de ocorrência natural (repetição de unidades de dissacarídeos). • A pele constitui o reservatório primário de ácido hialurônico no corpo, com mais de 50% do total presente na matriz extracelular constituinte da derme. • É sintetizado principalmente pelos fibroblastos e queratócitos. APRESENTAÇÃO DO ÁCIDO HIALURÔNICO PRINCIPAIS MARCAS COMERCIAIS Princess – Croma Restylane – Q-Med Juvéderme – Allergan Rennova – Bergamo 83 ESTRUTURAS ALVOS PELE • Derme superficial, média ou profunda; • Subcutâneo (fat pads); • Supraperiostal/supracondrial; • Mucosa; ANATOMIA • Artéria Labial superior; • Artéria labial inferior; • Artéria Columelar; 84 INTERCORRÊNCIAS IMEDIATAS: - Eritema – 2/15 - Hematomas – 2/15 - Equimoses – 2/15 - Edema – 2/13/15 - Reação alérgica (prurido) – 2/4/5/8/1/15 - Assimetria / deslocamento – 3/1 - Embolização – 1/3/10/11/14/15/16/17 MEDIATAS: - Efeito Tyndall – 3/16/1 - Eritema – 2/4/5/15 - Edema 5/15 - Necrose 1/7/9/5/12/15 - Infecção 5/9/5/12/15 - Reações de hipersensibilidade 4/5/6/8/1 - Cegueira 11/17/1 85 TARDIAS: • Nódulos 3/5/7/1 • Granulomas 5/7/1/15 • Ulcerações 1/6/7/9/15 TABELA: • Hialuronidase; • Polissulfato de mucopolissacarídeo; • Massagem; • Anti-histamínicos; • Glicocorticóides oral; • Glicocorticóides pomada; • Glicocorticóides injetável intralesional; • Pomadas imunossupressoras; • Antibióticos; HIALURONIDASE - 2000UTR – Diluir em 4ml ou 2ml - Cada 1/100U da seringa de 1ml terá 5 ou 10 UTR MEDICAÇÃO - Glicocorticóides: Dexametasona 4mg - Antibióticos: Azitromicina: 500mg ou Ciprofloxacino 1000mg - Retroviral: Aciclovir 400mg • Pomada Nitroglicerina; • Vasodilatador periférico – pentoxifilina; • Câmara hiperbárica; • Compressa Gelo; • Microagulhamento local; • Laserterapia; • Compressa Quente; • Antiplaquetário/Anticoagulante – AAS; • Cicatrizes Hipertróficas 1/7/15 • Infecção 5/9/1/12/15 86 O QUE O PACIENTE BUSCA? • Sensualidade • Harmonização • Jovialidade O QUE O PACIENTE PRECISA? • Contorno ou Delineamento; • Simetria; • Proporção; • Jovialidade • Projeção; • Volume; • Selamento Labial; ÁREA VOLUME (ml) Contorno Labial 0,1 a 0,2 Total Tubérculos Inferiores 0,1 a 0,3 Tubérculos Superiores 0,05 a 0,15 Arco do Cupido 0,025 a 0,05 Filtro 0,05 a 0,1 TÉCNICAS AVANÇADAS DE RINOMODELAÇÃO PADRÕES ESTÉTICOS • Genéticas; • Envelhecimento; • Traumas; DESPROPORCIONALIDADE / CONCAVIDADES E CONVEXIDADES. • Ângulos desfavoráveis; FINALIDADE • Preenchimento de regiões deprimidas; • Levantar o ângulo da ponta nasal; • Atenuar deformidades de dorso; 87 88 HISTÓRIA SUSHRUTA - “Pai dos cirurgiões indianos”. • Um dos mais antigos cirurgiões da história (600 AC); • Acredita-se ser o primeiro indivíduo a descrever uma rinoplastia; JACQUES JOSEPH - Médico Alemão (1865 – 1934). • Publicou seu Treatise on Rhinoplasty (1907), onde detalhou as deformidades nasais e tratamentos cirúrgicos; • Considerado, por muitos, o pai da cirurgia plástica facial moderna; 89 ANATOMIA TOPOGRÁFICA • DOMUS DA PONTA NASAL – Ponto de definição do ápice; • INFRATIP – Lóbulo abaixo do ápice; • TRIÂNGULO MOLE – Faceta; • ASA NASAL – Parece alar externa; • BASE DA COLUMELA - Junção columelar – Labial; • SULCO ALAR - Junção alar – facial; 90 TECIDO DE SUPORTE • Cartilagens; • Osso Nasal; • Conjuntivo Lobular; INERVAÇÃO Ramos do Nervo Maxilar • Infraorbitário Ramos do nervo Oftálmico • Supratroclear - Supraorbital - Nasal externo 91 VASCULARIZAÇÃO 92 ANÁLISE FACIAL PROPORÇÃO CAUDAL • Columela 2/3 x lóbulo 1/3; • Largura da Ponta ½ da largura da base alar; • Triângulo isósceles. PROJEÇÃO SATISFATÓRIA DA PONTA • BC = 55% a 60% de AB; ÂNGULO NASOLABIAL • Homens – 90 graus a 100 graus; • Mulheres – 95 graus a 110 graus; ÂNGULO NASOFRONTAL • Homens – 115 graus a 120 graus; • Mulheres – 120 graus a 130 graus; 93 ÁCIDO HIALURÔNICO Polissacarídeo linear de alta massa molar que consiste em unidades dissacarídicas polianiônicas de ácido D-glicurônico e N-acetilglicosamina. Presente em todos os tecidos dos vertebrados, sendo as maiores concentrações observadas em tecido conjuntivo frouxo e as menores concentrações no sangue. A pele constitui o reservatório primário de ácido hialurônico no corpo, com mais de 50% do total presente na matriz extracelular constituinte da derme. → Sintetizado principalmente por fibroblastos e queratinócitos PÓ LÍQUIDO VISCOSO GEL CROSSLINKING 94 INDICAÇÕES PERFIL FACIAL • Convexidade dorsal; • Retração Columelar; • Refinamento Nasal; • Aumento dorsal; • Correção de pequenas assimetrias; • Correção de pequenos defeitos pós intervenção cirúrgica. ATENÇÃO • Doenças sistêmicas descompensadas; • Cirurgias Plásticas prévias; • Preenchedores permanentes (PMMA); • Terapia anticoagulante; • Inflamação local (espinhas); CONTRAINDICAÇÕES • Expectativas não realista; • Hipersensibilidade ao produto; • Doenças auto imunes não controladas; • Presença de preenchedores permanentes no local da aplicação; GRUPOS ESPECÍFICOS • Grávidas; • Lactantes; • Uso pediátrico; 95 LIMITAÇÕES • Grande convexidade dorsal; • Ângulo nasofrontal muito fechado; • Excesso de volume ósseo/cartilaginoso; • Desvio acentuado/complexo; • Largura das asas nasais; OBS: A rinoplastia Cirúrgica é recomendada. PLANEJAMENTO ANAMNESE • Cirurgias estéticas ou procedimentos prévios; • Deficiências funcionais; • Distúrbios emocionais; • Expectativas; AVALIAÇÃO FÍSICA • Inflamação/Infecção; • Assimetrias; • Convexidade dorsal; • Análise ângulos nasolabial e nasofrontal; • Análise do tipo de pele/espaço; • Análise músculo depressor do septo nasal; • Análise altura do sorriso; 96 M. DEPRESSOR DO SEPTO NASAL • Preenchimento AH; • Toxina Botulínica (avaliar altura do sorriso); • 2U espinha nasal anterior; PRÁTICA CLÍNICA MATERIAIS USADOS EM CLÍNICA • Cânulas 25G 50mm; • Agulha para pertuito; • Preenchedor AH; MEDICAÇÃO PRÉ-APLICAÇÃO • Dexametasona 4mg (1h antes do procedimento); ANTISSEPSIA DE PELE • Demaquilante; ANESTESIA • Anestesia Tópica em dorso do nasal. • Anestesia terminal infiltrativa em região de espinha nasal bilateral • Complementação na ponta do nariz e dorso nasal se necessário sempre em mínima quantidade. * Fazer uso de anestésico SEM vasoconstritor. • Degermação com clorexidina 2% 97 APLICAÇÃO DO PREENCHEDOR ROTAÇÃO DA PONTA NASAL INJEÇÃO SUPRAPERIOSTAL NA ESPINHA NASAL • Localizar espinha nasal anterior; • Infiltrar agulha onde forma o angulo de 45graus entre nariz e lábio superior; • Injeção supraperiostal e subdérmica (bólus e retroinjeção); • Base triangular se necessário; • Pressão digital; • Quantidade: 0,1 a 0,3ml; INJEÇÃO COLUMELAR • Retroinjeção entre as cartilagens alar; • Sentido da agulha: base columelar – ponta nasal ou ponta nasal – base columelar; • Pressão digital; • Quantidade: 0,1 a 0,3 ml; 98 PONTA NASAL DORSO NASAL •Verificar as necessidades; • Apalpar a pele para analisar espessura e espaço; • Infiltração supraperiostal / supracondrial; • Quantidade: 0,1 a 0,3ml; 1) – SUPRA TIP • Retroinjeção ou bólus na região supratip; • Acomodação do material com os dedos; 2) – FRONTO NASAL • Área de risco (embolia); • Fazer pertuito com agulha e utilizar cânula; • Retroinjeção ou bólus; • Acomodação do material com os dedos; • Área de risco/necrose (compressão vascular); • Retroinjeção acomodando com os dedos levemente; • Quantidade: 0,1ml (até menos, preferencia fazer por último); 99 PÓS APLICAÇÃO CURATIVO • Não pressionar locais preenchidos; • Duração: 12h a 48h (ideal 24h); INTERCORRÊNCIAS IMEDIATAS: - Eritema – 2/15 - Hematomas – 2/15 - Equimoses – 2/15 - Edema – 2/13/15 - Reação alérgica (prurido) – 2/4/5/8/1/15 - Assimetria / deslocamento – 3/1 - Embolização – 1/3/10/11/14/15/16/17 TARDIAS: - Nódulos 3/5/7/1 - Granulomas 5/7/1/15 - Ulcerações 1/6/7/9/15 - Cicatrizes Hipertróficas 1/7/15 - Infecção 5/9/1/12/15 Micropore – 1 faixa vertical da base columelar à região frontonasal + travas horizontais. MEDIATAS: - Efeito Tyndall – 3/16/1 - Eritema – 2/4/5/15 - Edema 5/15 - Necrose 1/7/9/5/12/15 - Infecção 5/9/5/12/15 - Reações de hipersensibilidade 4/5/6/8/1 - Cegueira 11/17/1 100 TABELA: 1. Hialuronidase 2. Polissulfato de mucopolissacarídeo 3. Massagem 4. Anti-histamínicos 5. Glicocorticóides oral 6. Glicocorticóides pomada 7. Glicocorticóides injetável intralesional 8. Pomadas imunossupressoras 9. Antibióticos HIALURONIDASE • 2000UTR – Diluir em 4ml ou 2ml • Cada 1/100U da seringa de 1ml terá 5 ou 10 UTR MEDICAÇÃO • Glicocorticóides: Dexametasona 4mg • Antibióticos: Azitromicina: 500mg ou Ciprofloxacino 1000mg NÃO HÁ PREENCHIMENTO SEM RISCOS, PORTANTO TODOS OS PACIENTES DEVEM SER INFORMADOS SOBRE A POSSIBILIDADE DE REAÇÕES ADVERSAS 10. Pomada Nitroglicerina 11. Vasodilatador periférico – pentoxifilina 12. Câmara hiperbárica 13. Compressa Gelo 14. Microagulhamento local 15. Laserterapia 16. Compressa Quente 17 . Antiplaquetário/Anticoagulante – AAS 101 LIPOPLÁSTIA DA PAPADA TRATAMENTO ENZIMÁTICO DA PAPADA GORDURA SUBMENTONIANA Desproporcionalidade/excesso de convexidade ou volume • Causas; • Genéticas; PODE SER RESISTENTE AO EMAGRECIMENTO OPÇÕES DE TRATAMENTO • Procedimento cirúrgico estético; • Lipoaspiração localizada; • Enzima lipolítica aprovada pelo FDA (ácido deoxicólico 1% e Deoxicolato Sódico) • Estilo de vida; • Envelhecimento; ✓ Opção não cirúrgica; ✓ Reduz o uso de produtos não aprovados; 102 ANATOMIA PLANOS ANATÔMICOS • Superficial – pele e o platisma; • Intermediário – platisma e a gordura interplatismal; • Profundo – gordura pós – platismal, músculo digastrico, glândulas submandibulares, nervos e vasos principais; GORDURA PRÉ-PLATISMAL • Localizada entre a pele e o platisma; • Limite lateral: projeção do sulco labiomandibular (linha da marionete); • Limite anterior: 1,5 cm da borda da mandíbula, na prega submentoniana; • Limite posterior: Acima do osso hióide, no ângulo cervicomentoniano; 103 HISTÓRIA LIPOSTABIL • Lecitina de soja – Fosfatidilcolina 250mg; • Colina – descoberta em 1862 e sintetizada em 1866; • Emulsificante/detergente; • Indicado para doenças cardiovasculares, hepáticas, arteriosclerose e embolia gordurosa; • Desoxicolato de sódio como veículo; • Rotunda et al (2004) sugere o DC como principal agente lipolítico; • Desvio de finalidade – Aplicação no tecido cutâneo; • Proibido pelo FDA 2003; • Proibido pela ANVISA para fins estéticos. ÁCIDO DEOXICÓLICO • Ácido Biliar secundário; • Família dos ácidos cólicos; • Ácido desoxicólico # Desoxicolato de sódio; • Emulsificação de gorduras no intestino (absorção) • É biologicamente indistinguível do endógeno – sem risco de reação imunológica; • Enzima lipolótica produzida no intestino pela desidroxilação do ácido cólico devido à ação bacteriana; • Usado como excipiente solubilizante há mais de 20 anos em antifúngicos e vacinas para gripe. 104 MECANISMO DE AÇÃO DO ÁCIDO DEOXICÓLICO • Droga citolítica que quando injetada no tecido subcutâneo causa a ruptura da membrana celular levando a apoptose celular; • Tem preferencia por células adiposas. ABSORÇÃO • Após rápida ligação com a albumina, o DC pode ser absorvido pelos vasos e transportado até o fígado, onde é recombinado com as reservas biliares endógenas; • A concentração de DC no plasma atinge um pico rapidamente (20min) e retorna aos níveis endógenos em 12 horas. DISTRIBUIÇÃO TECIDUAL • DC radioativo administrado em ratos; • Pico no intestino delgado após 4h; • Alta concentração no bolo alimentar, somando-se ao DC endógeno. Volta ao níveis endógenos após 160h; • A concentração de DC no plasma atinge um pico muito rapidamente e retorna aos níveis endógenos em apenas 12h. METABOLISMO • DC não é metabolizado in vivo sendo eliminado pelas fezes na mesma forma química que é administrada; • Assim como os ácidos graxos, os ácidos biliares são transportados pelo sistema circulatório na forma de complexos de albumina não covalentes; • No fígado ocorre a conjugação dos ácidos biliares que são re-excretados para a vesícula biliar. 105 FARMACOCINÉTICA • Não altera os índices da série lipíca. • Não altera os níveis de adipocitocinas, substâncias com ação reguladora secretadas pelo tecido adiposo. EFEITOS NO FÍGADO • Segundo documentado no FDA (2015), o DC não altera os níveis de alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, fosfatase alcalina e bilirrubina total. Alterações dos níveis, indicam comprometimento hepático. INDICAÇÕES Perfil Facial • Indicado para os casos moderados e severos de acúmulo de gordura pré- platismal. Atenção aos casos leves e muito severos. ATENÇÃO • Tiromegalia; • Linfoadenopatia cervical; • Ptoses das glândulas submandibulares; • Bandas platismais proeminentes; • Flacidez de pele; • Gordura pós-platismal; • Ventre digastrico proeminente; • Histórico de disfagia; • Inflamação ou enrijecimento local; • Cicatrizes; • Procedimentos estéticos ou cirúrgicos prévios; • Neuropraxia facial; 106 CONTRAINDICAÇÕES • Infecções na área de aplicação; • Insuficiência hepática grave; • Fatores que prejudiquem o resultado estético; • Fatores psicológicos. GRUPOS ESPECÍFICOS • Grávidas; • Paciente geriátrico (acima de 65 anos); PLANEJAMENTO ANAMNESE • Histórico de disfagia; • Neuropraxia facial; • Cirurgias estéticas ou procedimentos prévios; • Uso de anticoagulantes; AVALIAÇÃO FÍSICA – PLANO SUPERFICIAL • Tecido cutâneo (flacidez); • Linfoadenopatia cervical; • Ângulo cervicomentoniano; • Lactante; • Uso pediátrico. • Função hepática; • Disturbios emocionais; • Expectativas; • Bandas platismais; • Cicatrizes; • Inflamação / Infecção. 107 AVALIAÇÃO FÍSICA – PLANO INTERMEDIÁRIO Palpação da gordura pré-platismal AVALIAÇÃO FÍSICA – PLANO PROFUNDO • Hipertrofia/ptose de glândulas salivares APLICAÇÃO • Antissepsia da pele • Degermação com clorexidina 2% CARREGAMENTO DAS SERINGAS • 1 ampola, 2 seringas 1ml, agulha 27,5G ½ 2 2 agulhas 30G ½ ; • Quebrar a ampola. Proteger os dedos com uma gaze; • Carregar a 1 seringa até o máximo. Virar a agulha para cima e deixar as bolhas subirem; • Empurrar o embolo cuidadosamente para remover as bolhas. Repetir com a 2 seringa; • Substituir a agulha 27,5G pela 30G (mais fina). • Ventre digastrico • Anestesia Tópica e Compressa de gelo. 108 DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE APLICAÇÃO • Prolongamento cervical da linha da marionete; • Marcação do osso hióide; • Borda da mandíbula; • Linha à 1,5cm da borda da mandíbula; • Limite posterior; • Pontos de aplicação: 1 a 1,5cm de distância; • Linha média. INJEÇÃO DO PRODUTO • Sempre pinçar o tecido; • Dividir o DC pelos pontos de aplicação; • Não punçar sobre a marca; • Pode-se aplicar mais DC nos pontos centrais; * Pontos centrais: 0,1mle pontos laterais: 0,05ml 109 RESULTADOS INTERCORRÊNCIAS - Edema - Dor - Endurecimento - Hemorragia - Desconforto - Prurido - Eritema - Hipoestesia LEÃO DO NERVO MARGINAL MANDIBULAR – RAMO DO FACIAL - 4% tratados DC x 1% placebo - Duração de 1- 298d (média DC = 45d) - Todos solucionados REAÇÕES ALÉRGICAS - Nenhum caso de reação anafilática - Raros casos de urticária - Todos resolvidos com o uso de antihistamínicos - Alopecia - Anestesia - Hematoma - Nódulos - Erupção cutânea - Fraqueza Muscular - Rigidez cutânea 110 ANOTAÇÕES ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________